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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 28/07/13

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Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira

Fundado em 1901

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Ano CXIII Edição 30 Domingo, 28.07.2013 R$ 3,20

PIB do Carpina celebra

90 anos servindo ao Senhor

A Primeira Igreja Batista do Carpina (PE), dirigida pelos pastores Baruch da Silva Bento e Jose Carlos de Oliveira Lima, celebrou o 90º aniversário de organização com cultos de louvor e adoração. Repleta de grandes acontecimentos, sua história está marcada por lutas, vitórias e louvor, com vários homens e mulheres servos de Deus (págs. 8 e 9).

Escritor batista recebe prêmio

Colheita abundante durante a Trans Piauí

O escritor batista Rogério Araújo, jornalista, diácono e ministro de comunicação da Igreja Batista de Neves (São Gonçalo, RJ), conquistou uma importante colocação no Festival de Contos do Rio de Janeiro, promovido pela Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas (pág. 10).

O Piauí foi apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como o estado com o menor percentual de evangélicos do país, no último Censo. Movidos pela paixão pelas almas, batistas de 19 estados e da capital federal, além de um grupo formado por 16 norte-americanos do Alabama, se mobilizaram para mudar esta realidade (pág. 7).


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reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Luiz Roberto Silvado DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Arina Paiva (Reg. Profissional - MTB 30756 - RJ) CONSELHO EDITORIAL Macéias Nunes David Malta Nascimento Othon Ávila Amaral Sandra Regina Bellonce do Carmo EMAILs Anúncios: jornalbatista@batistas.com Colaborações: editor@batistas.com Assinaturas: assinaturaojb@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.ojornalbatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Jornal do Commércio

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país passa por um momento de grandes mudanças políticas, uma renovação de conceitos e novas posturas perante as políticas públicas. Todos os evangélicos podem aproveitar o movimento de reflexão e rever suas condutas cristãs. Muitos tem usado ideias mundanas para reger suas vidas, deixando de lado o que diz Deus em sua Palavra. A Bíblia deve ser sempre a regra de conduta

daqueles que chamam de cristão. Os passos do cristão deve ter como direção os passos do próprio Senhor Jesus. Em seu pouco tempo de ministério na Terra Jesus ensinou como cuidar dos necessitados, a não aceitar a corrupção, a ser humilde mesmo sendo grande, entre muitos. “O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada; ainda que tropece, não cairá, pois o Senhor o toma pela

Com muita alegria! • Quero, inicialmente, parabenizar O Jornal Batista pela edição de 30 de junho/2013. Reflexão sobre a “Teologia das manifestações populares” anunciada desde a capa mostra a preocupação deste jornal com as atitudes de nosso país, especialmente dos jovens batistas que se destacaram nos protestos de rua contra o desleixo dos políticos no que diz respeito às áreas mais importantes para a vida do povo na nossa sociedade: saúde, educação, transporte e segurança. A importância das obras paralelamente à fé, sublinhada no artigo do Pr. Alfredo Neves Brum, lembra que a fé sem obras é omissão, pecado das autoridades que se assustaram com o protesto dos jovens num retorno ao protestantismo do século XVI. Lutero queria purificar a Igreja da corrupção reinante, distanciada dos princípios cristãos. Tanto no Velho como no Antigo Testamento são encontradas chamadas à luta contra a opressão. Gostei do pronunciamento de Isaías, citado no Editorial: “Aprenda a fazer o bem, busque a sabedoria, acabem com a opressão”. Quero, ainda nesta oportunidade elogiar a excelente matéria de Rollando de Nas-

mão” (Salmos 37.23-24). Se dedicar à Palavra de Deus é desejar ter a conduta de um verdadeiro cristão. Muitos que se dizem cristão tem atitudes mundanas, mas não as consideram mundanas. Isso porque não condizem com o que é ensinado por Deus na Bíblia, mas condizem sim com pessoas deste mundo, por tanto, mundanas. São atitudes que vão de encontro com os prazeres deste mundo, pessoas estas que ao invés de ter prazer em Deus, encon-

Ca do rtas s le ed ito ito r@ ba r tis tas es .co m

sau na sua já tradicional e brilhante coluna sobre o CD dos 90 anos da Capunga, região influente na cidade do Recife. Trata-se de “importante documento artístico espiritual”. Ficamos com vontade de ouvir todo o CD, pois traz itens magistrais os quais certamente irão deliciar os ouvidos dos que amam a boa música. O crítico RN cita Bernanrd Holland quando afirma: “a arte religiosa opera sob o princípio de que Deus quer o melhor”. É o que já vem ocorrendo no meio evangélico. Quanto à última matéria do número citado do jornal, à página 15, do Pr. Alex Oli-

veira, não concordei com os argumentos levantados pelo autor para justificar seus pontos de vista sobre o título “Pastorado feminino, sim ou não”. Destoou das demais páginas que continham uma posição corajosa e de vanguarda assumida por esse importante veículo de comunicação batista. Lêda Mainhard Membro da IB Itacuruçá, RJ Coordenadora da MCA/ITA “Pastorado Feminino,sim ou não?” (OJB 26) • Percebo que a sã doutrina e a teologia liberal são

As mensagens enviadas devem ser concisas e identificadas (nome completo, endereço e telefone). OJB se reserva o direito de publicar trechos. As colaborações para a seção de Cartas dos Leitores podem ser encaminhadas por e-mail (editor@batistas.com), fax (0.21.2157-5557) ou correio (Caixa Postal 13334, CEP 20270-972 - Rio de Janeiro - RJ).

tram prazeres próprios deste mundo. O pior destes é que acreditam fazer o que é certo. Caro leitor, revejam suas condutas para seu próprio crescimento. Busque na Bíblia as verdadeiras atitudes de um cristão. Busque em Deus o que certo e o que é errado. Viva o verdadeiro evangelho. E tenha sempre prazer na lei do Senhor e vivam o que diz em Romanos 7.22: “Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus”. (AP) irreconciliáveis, por isso, o leitor Rafael Duarte não compreende a argumentação do Pr. Alex Oliveira contrária ao pastorado feminino, antes deposita na ascensão de mulheres ao pastorado a esperança para “oxigenar” nossa liderança, como ele mesmo escreveu nesta sessão em OJB de 14/07/13. A liderança chamada pelo leitor Rafael Duarte de “arcaica, retrógrada” merece respeito e consideração. Aliás, o jovem Pr. Alex não faz parte desta liderança denominacional e nem mesmo é membro de qualquer família tradicional na denominação batista. É um jovem convertido da idolatria católica ao Evangelho de Cristo, vocacionado para o Ministério Pastoral, formado em Teologia e aprovado em Concílio Pastoral com voto de louvor. Ele tem liderado um excepcional trabalho de evangelização entre encarcerados, sendo ele mesmo o visionário líder da Congregação Batista da Liberdade, organizada na Penitenciária Floramar pela Primeira Igreja Batista em Divinópolis, MG. Tarcísio Farias Guimarães Pastor Titular da PIB em Divinópolis, MG


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bilhete de sorocaba Julio Oliveira Sanches

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culto que prestamos a Deus há que ser solene. Mesmo com ritual descontraído, o culto em si não prescinde da solenidade. O ambiente, a postura dos adoradores, a apresentação do dirigente ou ministrante, especialmente deste, há que oferecer aos presentes atitude de respeito ante a presença santíssima de Deus. A Bíblia recomenda-nos respeito às coisas sagradas e responsabilidade ao prestarmos cultos. Quando Moisés foi ao encontro de Deus para desvendar o mistério da sarça que ardia, mas não se consumia, ouviu do Senhor a ordem: “Tira os teus sapatos de teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa” (Ex 3.5). Ainda hoje ao adentrar uma mesquita o visitante é convidado a tirar os sapatos. Embora não seja costume dos cristãos tais práticas ao entrar no templo, há que ocorrer respeito ao prestarmos culto. O escritor de Eclesiastes recomenda: “Guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir

do que oferecer sacrifícios...” (5.1). Não menos contundente é a declaração de Habacuque 2.20: “Mas o Senhor está no seu santo templo: cale-se diante dele toda a terra”. Em o Novo Testamento temos a ação de Jesus ao expulsar do templo os vendilhões. A conclusão do Mestre é apavorante e há que servir de aviso a todos os adoradores em todos os tempos: “Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda” (Jo 2.16). Tão impressionante foi o ato praticado por Jesus, que os discípulos apavorados lembraram a expressão do Salmo 69.9: “O zelo da tua casa me devorará”. Hoje estamos sendo devorados não pelo zelo da casa do Senhor, mas sim por sua banalização. Mesmo admitindo que na atualidade a onda de modernidade roubou dos salvos a reverência, o culto há que se manter solene. Nada justifica a banalização, a improvisação, o descuido com as vestes e aparência dos que ministram no templo. Um mínimo de solenidade se requer dos responsáveis pelo culto.

Alguns atos do culto, por si só, são solenes. A Ceia do Senhor exige do celebrante atitude e comportamento que convide o povo à reflexão. Ao exame introspectivo, pois o próprio texto bíblico, I Coríntios 11.28, assim o exige. Difícil a introspecção com participantes trocando cálice, pessoas se movimentando, grupos de coreografia dançando ao redor da mesa, uvas sendo distribuídas aos não salvos. Celebrante de bermuda e camiseta do time preferido, que nem sempre é o da congregação. O momento da Ceia não oferece lugar a espetáculo circense. Claro que a responsabilidade maior é do líder, não dos liderados. O batismo é outro ato do culto que requer de todos, inclusive do celebrante, reverencia. O batizando testifica, mediante o batismo, que morreu para o pecado e agora vive nova vida em Cristo. O batismo oferece aos presentes profunda reflexão e o meditar que os nossos pecados foram perdoados em Cristo. Deve gerar no coração do não salvo o desejo de aceitar a Cristo,

como Salvador, e ter a mesma experiência. A pessoa que se submete ao batismo passa a integrar a igreja, que o recebe com profunda alegria. Não é hora de piadas, palmas ou brincadeiras com o candidato. A solenidade exigida para o ato envolve o ministrante, o candidato, a congregação e o testemunho público aos não salvos. Há poucos dias um pastor resolveu fazer gracinha ao batizar um adolescente. Antes da invocação da Trindade, disse ao menino que tremia dentro da água fria: “Se for corinthiano te afogo”. A congregação estupefata não entendeu a brincadeira perniciosa do pastor. Muitos ficaram escandalizados com tal agir. Desnecessária a atitude pastoral em momento tão solene. Não por agir contra o Corinthians, mesmo que fosse outro time qualquer, a piada descaracterizou a solenidade. Não se mistura futebol com batistério. Mas, como a boca fala do que o existe no coração, o nobre ministro não conseguiu se libertar do jogo da tarde. Não

sei se o Corinthians ganhou ou perdeu. Sei apenas que o nobre colega manchou o ministério. Ele não foi aluno do meu ilustre professor de História Eclesiástica, que recomendava aos alunos: “Pastor que se preza e zela pelo ministério que lhe foi confiado, jamais torcerá publicamente, especialmente ante as ovelhas, por qualquer time”. A preferência do pastor e seu comprometimento é com Jesus, que recomendou batizar e jamais afogar os novos salvos. A banalização do culto em nome de suposta modernidade gera a degradação da solenidade inerente à verdadeira adoração. Podemos ser modernos sem jamais cair na vulgaridade. O ser vulgar não se coaduna com a solenidade que determinados atos do culto requerem. Que o digam as vestes, a postura solene dos ministros e juízes ao prolatar seus veredictos nas ações que julgam. Não se afoga corinthiano no batistério, nem torcedor de outro time qualquer. www.pastorjuliosanches.org


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GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ Pastor, professor de Psicologia

Abmael Araujo Dias Filho Pastor de Educação Cristã da PIBA

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ecentemente recebi notícias que alguns amigos receberam o triste diagnóstico que entrariam numa luta de vida e morte com uma doença que assusta a todos. Tristeza. Perplexidade. Angústia. Fé. Esperança. Tantos sentimentos e tantas emoções contraditórias. Juntando a isso, percebo que já não sou o jovem e saudável como antes. Assim, também, vem junto um profundo sentimento de finitude. Por isso, recentemente, me debrucei sobre o texto de Mateus 6.25-34. Deparei-me com uma realidade de que o que nos aflige hoje, frequentemente, não são mais a comida ou roupa. Com uma melhora no padrão de vida

Celson P. Vargas Pastor IB Monte Moriá V. Redonda

do brasileiro, podemos dizer que as angústias mudaram. O que não mudou e não mudará, é a necessidade do descanso em Deus. Assim, a ênfase que podemos dar, nestes tempos de “prosperidade” econômica, é à pergunta de Jesus: “Quem pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” Em outras palavras a nossa angústia hoje diz respeito à nossa vida. Confesso que essa pergunta de Jesus me trouxe descanso. Por mais que me angustie, não morrerei nem antes nem depois do tempo estipulado por Deus. Sei que essa é uma questão polêmica. Mas Jesus nos ajuda a redimensionar essa nossa angústia. Não poderei aumentar os meus dias de vida, o que posso fazer é melhorar a qualidade deles. Portanto, um diagnóstico não é um atestado de óbito.

Falo isso com a certeza de que não tenho como medir a angústia desses meus amigos e de suas famílias. Porém, falo com a certeza pedindo que eles não se desanimem. Lutem pelos seus tratamentos. Avaliem as suas prioridades. Como disse um poeta, tenham mais angústias reais do que imaginárias (confesso que sou perito nas imaginárias). Façam aquilo para o qual Deus os chamou. E, sem dúvida, é necessário lutar para obedecer a ordem de Jesus neste texto: Não se preocupem. É difícil, sim! Mas é libertador. Ao final, orarei para que Deus fortaleça os meus amigos e que os casos deles entrem para o índice daqueles que tiveram a remissão do seu câncer. Maranata: “Ora vem, Senhor Jesus!”

o Salmo 34, Davi descreveu as maneiras usadas pelo Senhor para ajudar os que sofrem, por causa das maldades do mundo. Referindo-se aos humildes, diz o Salmista: “Em Jeová se gloriará a minha alma; ouvirão os humildes e se alegrarão” (Salmo 34.2). Há aqueles que nasceram desprovidos de qualidades básicas e vivem humildemente. Há pessoas altamente dotadas que, entretanto, são invejadas e humilhadas pela sociedade. E há indivíduos que não ligam para o reconhecimento dos outros e, apesar de suas habilidades fora do comum, preferem um tipo de vida recatado e humilde. Davi encontrou um bom caminho para todos os hu-

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mildes e humilhados: Jeová. Ao reconhecer que “minha alma se gloriará em Jeová”, o Salmista revelou-nos a solução bíblica. Porque, ao viver em comunhão com o Senhor, humilde nenhum terá o que temer. A atitude do Salmista é reforçada por Tiago, séculos depois – quando o Senhor nos dá sabedoria, Ele “não lança em rosto”. O Senhor fez da humildade um dos instrumentos para a realização da Sua obra – por isso, Cristo se humilhou, para descer até nós e nos encontrar. É na dignidade desta humilhação que se baseia nossa restauração. Nossa glorificação. Nossa alegria. Por isso, quando aprendemos a nos gloriar em Jeová, nossa humildade é substituída pela alegria. A alegria dos humildes.

de era o Senhor. Samuel por três vezes não reconheceu a voz de Deus. Aplicando isto, a nós deste tempo, veremos que também muitas vezes demoramos em reconhecer a voz do Senhor nos chamando. Isto pode nos acontecer:

meramente para sermos religiosos ou até mesmo para servi-los ou nos apresentando um deus que atenda nossas necessidades emocionais, físicas ou materiais, e não o Deus que nos chama ao arrependimento de nossos pecados para então curar nossas almas e nos selar para a vida eterna. Líderes seculares: aqueles que nos chefiam funcionalmente, que se revestem de tamanho poder, para assim se tornarem como a voz de um deus. Podemos estar confundindo suas vozes com a de Deus nos chamando para a Ele nos consagrarmos. Líderes domésticos: são os que exercem grande influência sobre nosso viver diário. Pode ser um esposo(a), parentes, amigos que estejam nos impedindo de atender

ao chamado de Jesus para segui-lo, podendo ainda ser a televisão, o fogão, a cerveja, o cansaço ou até mesmo sua tradição religiosa. Quantas vezes isto já pode ter nos impedido de atender o chamado de Deus para nos salvar em Jesus?

a voz de Deus, então, Ele por muitas vezes nos esteja chamando para conhecê-lo através de Jesus, e nós continuamos atendendo a chamada de nossa religiosidade. Rituais ou práticas religiosas ou obras, não nos leva a conhecer a voz de Deus. Jesus, sim, porque Ele é a revelação plena de Deus para os homens, Ele é o próprio Deus encarnado para nos salvar. “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Concluindo, somos convidados a refletirmos sobre tudo isto e humildemente verificarmos se também não estamos confundindo a voz de Deus. Nunca é tarde para enfim reconhecermos a Sua voz, e prontamente, como fez Samuel, respondê-lo: “Fala, porque o teu servo te ouve” (I Sm 3.10).

“O Senhor, pois, tornou a chamar a Samuel terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então entendeu Eli que o Senhor chamava o Quando confundimos a voz jovem” (I Samuel 3.8). de Deus com outras vozes Samuel por estar habituado jovem Samuel consagrado por a ouvir a voz de Eli, confunseus pais para ser- diu a voz do Senhor com a do vir ao Senhor, foi sacerdote. Também conosco morar com o sacerdote Eli no pode estar acontecendo isto, templo de Jerusalém. Certa quando o Senhor nos esteja noite aconteceu que o Senhor chamando para uma vida de Deus iniciou o processo que o consagração a Ele e a serviço comissionaria para seu minis- de seu reino, e nós estejamos tério profético. Samuel ouviu entendendo que sejam vozes por três vezes a voz do Senhor que rotineiramente nos cono chamando durante seu sono, vocam, tais como: Líderes espirituais: que pomas entendia que era Eli quem o chamava, quando na verda- dem estar nos chamando

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A alegria dos humildes

Quando imaginamos já ter atendido ao Senhor Samuel talvez assim pensasse, pois foi levado para servir no templo por seus pais, mas na verdade ainda não O conhecia, como diz a Bíblia: “Porém Samuel ainda não conhecia ao Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor” (I Sm 3.7). Assim pode ser conosco, por termos sido levados a uma tradição religiosa que não nos ensine a conhecer


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Pr. Rodrigo Odney

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esde o início da criação Deus delegou aos homens a responsabilidade de cultivar e guardar o que em suas mãos foi confiado. A narrativa bíblica diz: “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Gênesis 2.15). Foi Deus quem estabeleceu ao homem a responsabilidade de lavrar e guardar, e, assim o foi, antes da queda. Ou seja, o pecado inexistia na natureza humana, bem como toda a criação ainda não havia sofrido as consequências da rebelião do primeiro homem. Ponderar esses fatos históricos é de valor incomensurável para nós homens cristãos do século XXI. O nosso tempo não é o mesmo de Adão,

Pr.Vilmar Paulichen PIB Indaiatuba, SP “...eu, Daniel, compreendi pelas Escrituras, conforme a Palavra do Senhor, dada ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos. Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza” (Daniel 9.2,3).

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uando existe algum problema tirando nosso sono é certo que vamos investir esforço e tempo para resolver o problema, e voltar a dormir tranquilamente. Daniel cresceu na Babilônia, e desde cedo passou a viver no palácio real (Dn 1.19), onde tinha mais segurança. Mas Daniel não se conformou vivendo no seguro palácio; vivia no palácio,

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todavia a nossa tarefa é a mesma, lavrar e guardar. No início de sua existência, Adão viveu num mundo perfeito, numa ordem perfeita, o pecado não havia, muito menos a sua influência, porém o cerne da questão não está no pecado que Adão cometeu, mas no fato de que este primeiro homem, que ainda não conhecera o pecado e ainda não vivera a queda, deixou de ouvir a voz de Deus, seus desígnios e voltou-se para a voz da Serpente, fazendo o que ela estabelecera e o resultado é conhecido por todos nós. A primeira tragédia que um homem comete não consiste em deixar de cumprir a sua responsabilidade, mas sim em deixar de ouvir a voz do seu Criador. Quando não ouvimos a voz do Deus Criador, começamos a naufragar no lamaçal de pecados. O homem

que não ouve a voz de Deus, ouvirá a voz do mundo e do seu coração que é precipitado para o mal. Ouvirá a voz da sociedade e seus meios de comunicação que cada vez mais desprezam a voz de Deus. A segunda tragédia se vê dia a dia em famílias marcadas pelos pecados do homem. Homens que tem levado seu casamento a ruína, homens que ao invés de cultivar e guardar o coração e a vida de sua esposa e filhos, o tem humilhado e machucado. Quantos filhos olham para o seu pai, e ao invés de ter nele um herói, tem um péssimo exemplo a ser seguido? Quantas mulheres tem sofrido silenciosamente? O conserto para todos os casos reside no fato do homem voltar ou começar a ouvir o que Deus diz. Precisamos ouvir e obedecer. Precisamos

ouvir e ser exemplo para nossa esposa e filhos. O livro de Deuteronômio 6.4-6 registra: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração…”. Homens a nossa responsabilidade é intransferível. Deus concedeu a nós esse dever. Porém, para que o façamos, necessitamos ouvir a voz de Deus. Necessitamos rejeitar as vozes deste mundo. Somos criaturas que anelam em ouvir a segura e doce voz de Deus. Voz que dá identidade, voz que dá sentido a vida, voz que dá esperança mesmo neste mundo caído. Voz que nos dá a certeza que em Cristo Jesus somos capacitados para

cumprir a nossa missão de lavrar e guardar tudo que Deus confiou em nossas mãos. Homem ouça e obedeça a voz de Deus. Não se acomode em viver segundo as vozes deste mundo, mas seja destemido e audacioso em ouvir a voz do Deus que te criou e te sustenta. Assuma a sua responsabilidade de cultivar e guardar tudo quanto Deus confiou em suas mãos. Lembre-se: tudo que Deus lhe confiou inicia por sua família, por sua esposa e seus filhos. Do que adianta ser um profissional de sucesso e fracassar no seu lar? Do que adianta ser bem visto pelas pessoas e rejeitado por sua esposa e filhos? Do que adianta ganhar o mundo e perder a sua família? Afinal, lhe pergunto: aonde estava Adão quando Eva fora tentada pela Serpente?

mas não queria descansar; Daniel não viveu alienado do seu povo, não ignorou o sofrimento deles; não agiu como se nada tivesse que haver com a desolação do povo de Israel, durante o cativeiro babilônico (Sl 137.1-4). Profetas falsos “faziam plantão” para desorientar ainda mais os cativos, que procuravam respostas fáceis, e que contrariavam diretamente a vontade de Deus (Jr 29.8,9). Foi nesse ambiente tumultuado, cheio de profecias falsas, que Daniel procurou e encontrou a verdade. O texto diz “...eu, Daniel, compreendi...”. Daniel empenhou-se por si mesmo, foi uma busca pessoal. Não foi coagido, induzido, forçado, manipulado. Ele quis respostas e dedicou-se a procurá-las (Ec 11.9). O caminho escolhido foi “pelas Escrituras, conforme

a Palavra do Senhor...”. A certeza de Daniel é que não havia outra fonte de informações mais segura do que a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é a resposta final para todo ser humano entender, evitar, suportar e vencer as desolações da vida (Sl 119.105). Daniel encontrou a verdade na Palavra de Deus revelada ao profeta Jeremias, homem de Deus, chamado, qualificado, escolhido e inspirado para escrever em nome de Deus. Daniel estava certo, quando decidiu crer no que o profeta Jeremias escreveu, mesmo que suas profecias não eram tão otimistas e contrárias ao desejo da maioria. A desolação duraria 70 anos. Os falsos profetas eram incentivados a sonhar coisas, e falar mentiras agradáveis às pessoas que, de alguma

forma, pensavam que o profeta Jeremias estava errado quando disse que o cativeiro duraria 70 anos. Preferiam acreditar numa mentira, do que se humilhar e reconhecer a justiça de Deus ao estabelecer 70 anos de exílio. Daniel compreendeu a verdade. A vida no palácio, com tanto conforto e segurança, não impediu Daniel de chegar à verdade. Daniel preferiu sofrer a desolação junto com o povo de Israel. De posse da verdade fez o que muitos se recusavam fazer; Daniel se humilhou. Foi uma humilhação profunda. Daniel jejuou, vestiu pano de saco e cobriu-se de cinza. Daniel não criou o problema, mas sentiu-se responsável e parte da solução. Daniel seguiu o mesmo exemplo de Moisés (Hb 11.24-26) e Ester (Ester 4.15,16); Daniel não se esconde na segurança do

palácio. Estava no palácio, mas seu coração estava junto ao povo desolado. Sua resposta à desolação vem pela oração. Maravilhosa graça, que nos dá todas as respostas para entender as desolações da vida, e testemunhar que a oração sincera é o melhor recurso, para dar ao pecador arrependido, a paz tão necessária para viver com Deus. Daniel intensificou a oração; orava, pelo menos três vezes ao dia pedindo a misericórdia de Deus, por si e pelo povo. Pela oração, coragem, fé e esforço, Daniel se dispôs ajudar seu povo a entender que não vale a pena viver derrotado porque errou; o melhor mesmo, é se arrepender e intensificar a oração, crendo que a procura por Deus, feita com coração sincero e íntegro, não será desprezada (Jr 29.13).


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contribuições de muita gente Guilherme de Amorim e de várias situações. Vamos Ávilla Gimenez Pastor Titular da IB Betel, SP tomando forma como pessoas a partir do que outros nos inha avó materna deram desde o nosso nasgostava muito de cimento. Temos “retalhos” costurar. Todas que vieram de nossa família, as vezes que a amigos, professores, colegas visitava, encontrava-a cos- de trabalho... Alguns vieram turando ou bordando, e ela de pessoas que nos amavam fazia isso com muito carinho, profundamente, e outros de pois gostava de presentear as pessoas que por algum mopessoas e enfeitar a casa com tivo nos odiaram. Todas, de suas criações. De tudo o que alguma forma, contribuíram ela costurava, o que eu mais para nossa formação, e ainda apreciava eram os tapetes que não tivessem consciência ou colchas de retalhos. Em disso, acabaram deixando grande saco, ela ia guardando suas marcas em nós. Temos “retalhos alegres” pedaços de tecido e, a partir daqueles retalhos, ia dando em nossa história. Tantas forma a lindos tapetes ou co- pessoas amáveis, bondosas, loridas colchas. Toda a família alegres, sábias e amorosas já ganhava de vez em quando participaram de nossa vida uma daquelas peças. Sobre o e deixaram marcas que nos sofá ou no chão da sala, me fazem tão bem. Que alegria lembro de ver várias de suas é olhar para trás e ver que nossa vida se tornou mais obras coloridas. De certo modo, nossa vida colorida através dessas pesé como aqueles tapetes ou soas e também de situações colchas. Nossa história traz em que fomos motivados,

incentivados, presenteados, enfim, fomos amados! Mas também existiram os “retalhos tristes” de nossa história e eles foram inevitáveis. Não há como fugir deles ou nos esquivar o tempo todo de pessoas ou situações, para nos proteger da dor. Algumas pessoas judiaram de nós, nos feriram, foram traiçoeiras ou simplesmente não tiveram sabedoria para conviver conosco e nos ajudar. A verdade é que todos nós temos esses dois tipos de retalhos. Somos a somatória da alegria, tristeza, dor, vitória, decepção, incentivo, ódio, amor, bondade e tantos outros retalhos. Cada um deles com sua tonalidade, cor, tamanho, textura... Se não podemos controlar a existência deles e nem o tempo em que marcarão a nossa história, só nos resta fazer deles uma linda obra colorida, tal qual as colchas ou os tapetes de minha querida avó.

Um pequeno, mas fundamental lembrete: cada um de nós precisa aprender a trabalhar com os retalhos da vida, dando a eles um sentido novo, em que a graça divina os coloque em uma ordem que resulte em uma vivência abençoadora e edificante. Esses retalhos devem fazer de nós pessoas melhores, mais sábias, maduras e cheias de esperança. Não podemos escolher que retalhos receberemos, mas podemos trabalhar com eles e obter, como resultado, uma vida colorida, cheia de experiências e de pessoas que, de alguma forma, interagiram para sermos o que somos. Um detalhe importante nisso tudo: nós não apenas recebemos retalhos, mas também somos retalho na vida de outras pessoas. Nós também deixamos marcas, influenciamos, alegramos ou entristecemos outras pessoas. Criamos situações que se

tornam retalhos na vida de familiares, amigos, vizinhos, irmãos em Cristo – daqueles que nos cercam. Não podemos escolher que retalhos receberemos, mas temos total autonomia no tipo de retalho que queremos ser na vida do outro. A marca que deixamos no outro pode ser propositalmente abençoadora, boa, alegre... É escolha nossa. Faça sua colcha de retalhos. Aproveite todas as situações e as pessoas que já fizeram, fazem e ainda farão parte da sua história. E, com todos esses retalhos, produza uma obra que seja abençoadora para todos, começando por você mesmo. Uma obra que valha a pena e que seja um testemunho da graça de Deus, agindo em nossa história. Sou um retalho na sua história e você é na minha. Façamos desses retalhos algo belo entre nós, e principalmente diante de Deus.

nossos dias. Com um acesso Manoel de Jesus The Pastor e colaborador de OJB muito mais rápido às tecnologias atuais, o jovem começa s batistas conven- a sentir-se superior aos pais. cionaram o mês Ao invés de aprenderem com de agosto como os pais, estes é que devem o mês da Juven- aprender com eles. A cada tude Batista. As influências momento surgem vocábulos que os jovens recebem hoje para rotular os pais. Quadramuito são desconhecidas dos, retrógrados, superado, dos pais, pois estes não têm e o jovem, por outro lado é, muito acesso a Internet, e, pós-moderno, ligado, atual, como a Internet dá a ilusão isto e aquilo. Daí surge a de que o outro está longe, a ideia de que o jovem sempre dedução é que o perigo não está certo e os pais errados. Vamos aplicar o verso aos existe. Escrevendo à Igreja de Colossos Paulo recomenda: costumes daqueles dias, e “Filhos, obedeçam a seus depois contextualizá-los aos pais em tudo, pois isso agra- nossos dias. A palavra filhos da ao Senhor” (Colossenses no texto era a palavra aplicada aos filhos em idade infan3.20). A Igreja de Colossos esta- til. A palavra obedecer lemva sofrendo uma influência bra guiar, conduzir, aplicável perigosíssima. Faziam uma ao escravo responsabilizado separação entre o corpo e o por famílias nobres, para espírito. No seio do cristia- prepararem os filhos para nismo da época dessa carta, substitui-los na liderança da floresceu uma filosofia que casa, logo que se iniciava a apregoava a necessidade de idade juvenil. Outro detalhe um conhecimento esotérico eram os três níveis que estão e perfeito das coisas divinas, presentes neste verso. O filho comunicável por tradição e estava sujeito ao pai, mas o por iniciação. Mesmo dentro pai, por sua vez, poderia ser da igreja, o jovem poderia um escravo. Então o jovem aderir a essa heresia, e logo era sujeito ao pai, ao proestaria se achando em supe- prietário de seu pai, e numa rioridade espiritual a seus escala mais elevada, a Deus. pais. A partir desse momento Indo mais adiante, vamos julgavam-se livres da obe- ler que Paulo recomenda ao diência aos pais. Essa situa- escravo que, não importa o ção assemelha-se muito a de caráter do proprietário. O

escravo ao executar uma tarefa deveria fazê-lo como se estivesse fazendo para Deus. Ora, isso é elevado demais. Significava que o trabalho do escravo tornava-se um ato de culto a Deus. Esse princípio vigorava no tocante às demais hierarquias. Marido, mulher, filhos, escravos, senhores, todos, todos, se cristãos, tudo que fizessem deveriam fazê-lo como um ato de culto a Deus. Agora perguntamos: Será que os jovens de nossas igrejas entendem que aqueles vibrantes testemunhos que

dão nos momentos de louvor nos cultos dominicais, estão no mesmo nível da obediência aos pais? Será que na hora que os pais dão uma ordem, ou até mesmo um palpite sobre comportamento, lembra de que, nesse momento, sua reação é um ato de louvor a Deus? Será que considera que a desobediência é uma desonra para Deus? Lembro-me que minha filha caçula, no primeiro ginasial magoou-se por que eu era um dos pais que não comparecia nas reuniões de pais da escola. Então, fui no final do

primeiro semestre. O coordenador pedagógico perguntou quem eu era. Dei o nome da minha filha. Ele olhou-me e disse: O senhor não precisava estar aqui. Sua filha não é somente a melhor aluna da classe, ela é, em todos os sentidos, a melhor da classe e de toda a escola. Senti-me honrado, mas imagino que aflora no rosto de Deus um sorriso, quando um filho honra seu pai aqui na terra. Caro leitor jovem: Que o amado leitor seja motivo para constantes e seguidos sorrisos no rosto de Deus.

M

Aos jovens

O

Convocação de Assembleia Extraordinária da AMBB Na qualidade de Presidente da Associação de Músicos Batistas do Brasil, usando as atribuições que o cargo me confere (Art. 07, §1º, do Estatuto), e por decisão da Diretoria da referida Associação e de sua Comissão Executiva (Art. 06, § 1do Estatuto), CONSIDERANDO a necessidade de reforma de Estatuto da AMBB, CONVOCO os sócios para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, nos termos do Art. 05 do Estatuto, no dia 31 de julho de 2013, às 14 horas, no Centro de Eventos e Hotel Santa Mônica, com endereço à Estrada David Corrêa, 900 – Cabuçu Recreio São Jorge, Guarulhos – SP. São Paulo, 15 de maio de 2013. Ery Herdy Zanardi - Presidente


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missões nacionais

Colheita abundante durante a Trans Piauí Redação de Missões Nacionais

O

Piauí foi apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como o estado com o menor percentual de evangélicos do país, no último Censo. Movidos pela paixão pelas almas, batistas de 19 estados e da capital federal, além de um grupo formado por 16 norte-americanos do Alabama, se mobilizaram para mudar esta realidade. Caravanas partiram para diferentes cidades piauienses onde impactaram vidas com o evangelho de Cristo durante a operação Jesus Transforma – realizada de 29 de junho a 13 de julho. Do Espírito Santo saiu uma grande caravana, organizada pelo Pr. Keiny Moreira, da IB em Araçás, que levou mais que voluntários para a Trans. “Sempre tive o desejo de levar as igrejas que pastoreei a firmar parcerias com as juntas missionárias. Na noite missionária da Assembleia da CBB em Aracaju, fiquei impactado pelas informações sobre o Piauí. Os amarelinhos, como éramos chamados, chegaram a Miguel Alves levando a mensagem que Jesus Transforma, não falando sobre a opção religiosa das pessoas ou as condenando. Pregamos diariamente que Deus nos ama e tem poder para nos dar uma nova vida. Nossa igreja levou 132 Bíblias, 132 devocionais diários e várias caixas de esmaltes adesivados com a logo Jesus Transforma, com a intenção de presentear os novos decididos e autoridades da cidade. As pessoas se sentiam privilegiadas quando recebiam”, relatou Pr. Keiny. Outro integrante da caravana, Pr. Wilson Fernandes, PIB Cobilândia, declarou: “Participar da Trans Piauí foi, para a igreja, uma preciosa prática de missões, uma experiência maravilhosa. Foi a primeira vez que participamos de uma caravana missionária em outro estado. Outras igrejas da região têm por prática participar desses trabalhos regularmente e nossa igreja não vai parar mais”. O Pr. João Marcos Mury Aquino, coordenador regional de missões do Norte Fluminense, também levou uma caravana de 38 pessoas de várias cidades do Rio de Janeiro. “Foram 41 horas de viagem com muita alegria e grandes expectativas. Seguimos com uma equipe para a

Caravana do Norte Fluminense

Integrantes da caravana do Pr. Keiny levando os kit´s

Pr. Brandão e Pr. Sócrates compartilhando a Palavra

cidade de Marcolândia. Víamos dia após dia o que Jesus disse aos seus discípulos: ‘Os campos estão brancos para a colheita’. As pessoas estavam sedentas do evangelho verdadeiro. Particularmente, eu nunca havia participado de um projeto missionário onde tivéssemos tantas pessoas convertidas participando dos cultos, nem mesmo no estado do Rio onde teoricamente a evangelização é mais fácil. No último culto, o templo estava completamente lo-

tado, com pessoas em pé e sentadas no chão – uma imagem que ficará gravada para sempre em minha memória”, contou. Também os batistas piauienses participaram ativamente e mostraram que estão aptos para acompanhar as pessoas alcançadas durante a Trans. A irmã Selena Costa contou o testemunho sobre como a Trans ajudou o trabalho da congregação no bairro Planalto Bela Vista, em Teresina (PI), aberta há três anos.

Criatividade para ganhar almas

“Vimos a realidade do bairro sendo transformada em questão de dias. Para a glória de Deus, fomos recebidos em mais de 60 casas, que receberam os estudos e 17 pessoas se renderam ao Senhor. Para mim, é um privilégio poder cuidar e acompanhar essas vidas alcançadas”. O relato dela comprova como a presença dos voluntários foi importante para que a obra local fosse impulsionada. A partir da Trans, surgiram novos projetos de plantação

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de igreja no Piauí, em cidades como Marcolândia, Padre Marcos, Simplício Mendes, São João da Serra, Jatobá e Juazeiro da Praia, além do trabalho iniciado no bairro Teresina Sul, na capital piauiense. Pr. Fernando Brandão, que esteve em várias cidades do estado, expressou sua gratidão a todos os participantes da Trans, que mostraram garra e amor pelas almas. Dentre tantas experiências, Pr. Fernando destacou o trabalho de dois meninos: Henrique Araújo, de 12 anos, que junto com sua irmã Isabella Araújo, de 8 anos, iniciou uma igreja em sua própria casa, no município de Forno Velho. O trabalho reúne cerca de 30 pessoas e é Henrique quem dirige o culto, prega, ora e aplica os estudos bíblicos. O outro, João Lucas Silva Gomes, de 13 anos, já auxilia a obra do missionário Francisco Fernandes, em Miguel Alves, como líder da juventude e também dirige as reuniões de oração em sua escola, uma vez que não foi liberada a entrada do missionário Francisco. Por meio de João Lucas, muitas crianças da escola estão recebendo Jesus como Salvador. “São nossos missionários juniores”, declarou o pastor, emocionado por ver crianças comprometidas com a evangelização de nosso país. No caminho para a cidade de Juazeiro do Piauí, os diretores executivos da JMN e da CBB foram instrumentos de Deus para que o evangelho chegasse até seis pessoas. “Ver aquelas pessoas se ajoelharem e confessar a Jesus Cristo como Salvador, no meio da rua, não tem preço. Isso renova nossas forças”, afirmou Pr. Brandão. Diante do grande número de pessoas alcançadas pela Palavra de Cristo, com resultados comprovados no culto da vitória realizado na Segunda Igreja Batista de Teresina, Pr. Sócrates Oliveira, diretor executivo da Convenção Batista Brasileira, que também participou como voluntário, declarou que o IBGE terá que revisar essas estatísticas. “Tenho certeza de que a estatística já mudou. Em Santa Cruz dos Milagres foram 154 convertidos. Que o poder de Deus não deixe que nenhum se perca. O papel de Missões Nacionais é proporcionar que as igrejas possam pregar o evangelho em todo o Brasil”.


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PIB do C celebra 9 servindo a

Pr. Francisco Xavier de Brito, fundador (1923-1970)

Templo da PIB Carpina

Francisco Bonato Pereira Pastor e historiador batista

A

Primeira Igreja Batista do Carpina (PE), dirigida pelos pastores Baruch da Silva Bento e Jose Carlos de Oliveira Lima, celebrou o 90º aniversário (Jubileu de Álamo) de organização com cultos de louvor e adoração. As comemorações ocorreram no período de 2 a 9 de junho de 2013, com a programação: dia 2, sob o tema “Deus é o Senhor da nossa história”, sendo orador o Pr. Baruch Bento (PIB Carpina); dia 3, sob o tema “Adorando o Deus da nossa salvação”, na Praça Joaquim Nabuco, sendo orador o Pr. Mário Maximo (PIB Nazaré da Mata); dia 4, sob o tema “A soberania de Deus nos acompanha”, orador o Pr. Aquelino Moreira de Oliveira (IB Pirasirica); dia 5, sob o tema “Celebrando a fidelidade do Senhor”, sendo orador o Pr. Jose Rinaldo Dias de Oliveira (PIB Lagoa do Carro); dia 6, sob o tema “Deem Graças a Deus pois Ele é bom”, sendo orador o Pr. Jose Carlos de Oliveira Lima (PIB Carpina, adjunto); dia 7, sob o tema “Celebrando o amor de Deus”, sendo orador o Pr. João Marcos Florentino (Secretário Geral

Pr. Joel de Oliveira Bezerra, pregador (PIB Recife)

da CBPE); dia 8, sob o tema “Consagrados ao Senhor e renovados por uma viva esperança”, sendo orador o Pr. Joel de Oliveira Bezerra (PIB Recife); e no dia 9, sob o tema “90 anos sob a direção de Deus”, sendo orador o Pr. Luiz Carlos Rangel Paes Barreto. Os cultos tiveram a participação musical do Coro da PIB Carpina e do Conjunto Glorificarte, sob a regência do maestro Emerson Sulywan Batista, do conjunto Adelphos e do Quarteto Martins e dos cantores Cleonice Soares, Edson Mario, Jose Galvão e Tatiana Morgana. Os cultos contaram com a presença de pastores e de membros de Igrejas Batistas da Região, do Prefeito e Vereadores do Município e outras autoridades e de ex-membros da PIB Carpina. A diaconisa Marta de Oliveira Moreno (1976) declamou poesia alusiva ao aniversário. A PIB Carpina recebeu mensagens gratulatórias do Pr. Ney Ladeia, Presidente da Convenção Batista de Pernambuco (CBPE) e do Pr. João Marcos Florentino de Souza, Secretário Geral da CBPE. O Pr. Francisco Bonato Pereira ofereceu a fotografia do Pr. Francisco Xavier de Brito, fundador da Igreja. A professora Milca

Maria da Silva, especialista em história, redigiu texto da história da PIB Carpina, exibido em ‘slides’ nos cultos. A organização: A Primeira Igreja Batista do Carpina foi organizada em 8 de junho de 1923, em Concílio formado dos pastores Orlando do Rego Falcão, Djalma Cunha, Manoel Valentim, Francisco Xavier de Brito e o Evangelista João Ramos Castro, na Vila Floresta dos Leões (antiga Chã do Carpina), distrito de Nazaré da Mata, com 12 membros: Francisco Xavier de Brito, Aureliano Mota de Souza, João Ferreira da Silva, João Gonçalves Ferreira, João das Neves Arantes, Capitulino de Souza, João Alvelino, Manoel Jose dos Santos, Matildes Gomes da Silva, Maria Pereira dos Santos, Eulália Magalhães Silva e Balbina dos Santos, todos com cartas demissórias da IB de Nazareth (Igreja Batista de Floresta dos Leões, Ata de organização). Lido e aceito o Pacto das Igrejas Batistas foi declarada organizada a Igreja, que adotou o nome de PIB na Vila de Floresta dos Leões, Nazaré da Mata (PE). A Igreja elegeu como seus dirigentes: Francisco Xavier de Brito - Pastor; Aureliano Mota de Souza

Coro Glorificarte (PIB Carpina)

– Secretário; João Gonçalves Ferreira - Tesoureiro. Os membros fundadores da Igreja foram Pr. Francisco Xavier de Brito, Aureliano Mota de Souza, João Ferreira da Silva, João Gonçalves Ferreira, João das Neves Arantes, Capitulino de Souza, João Alvelino, Manoel Jose dos Santos, Matildes Gomes da Silva, Maria Pereira dos Santos, Eulália Magalhães Silva e Balbina dos Santos, os quais obtiveram cartas demissórias da IB Nazareth da Mata e autorização da Convenção Regional, que designou os pastores Djalma Cunha (presidente), Manoel Valentim (secretário), Orlando do Rego Falcão (orador), Francisco Xavier de Brito e João Ramos Castro para formar o Concilio. A IB Floresta dos Leões, organizada pela IB Nazaré da Mata, sob a égide da Convenção Batista Regional, em pleno movimento radical, meses depois (1924) desligou-se da Convenção Regional e filiou-se à Convenção Pernambucana (Correio Doutrinal 15, de 04.07.1924, p. 8). O municipio de Floresta dos Leões (Lei nº 1.931, de 11.09.1928), teve o nome mudado (1938) para Carpina. A Igreja mudou o nome para Primeira Igreja Batista do Carpina.

Diaconisa Ma o maestro Eme

Os primórdios: A primitiva Igreja (1904). A IB Floresta dos Leões, organizada a 20 de abril de 1904, elegeu pastor o missionário William Cannada. Mesquita escreveu: “Carpina é o lugar da nova testemunha de Christo. Por alguns anos foi uma esforçada igreja, mas depois por dificuldades varias, como outras, desapareceu”. MESQUITA, Antonio N. HISTÓRIA DOS BAPTISTAS EM PERNAMBUCO, p.111). A dispersão e a fuga. A ferrenha perseguição movida pelos católicos romanos dispersou os crentes e dois membros dispersos mudaram para o Recife sendo recebidos na IB Cordeiro: “Apresentaram-se para filiar-se a esta Egreja: Francisco Fernandes de Oliveira e Francisca Maria de Oliveira, da extinta Egreja do Carpina e (...) aceitos unanimemente”. (IGREJA BATISTA DO CORDEIRO, Ata de 09.07.1907). Na Igreja do Paulista. Um grupo desses dispersos mudou para Paulista, indo trabalhar na Companhia de Tecidos Paulista, tornando-se fundadores da IB Paulista (1916), pastoreada por Francisco Xavier de Brito (1917). A perseguição movida dos administradores da Companhia dispersou a IB do Paulista (1923), dirigindo-se um gru-


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Carpina 90 anos ao Senhor

arta Oliveira Moreno e erson Sulywan

Quarteto Martins (IEB Casa Amarela)

po para Sitio Novo, Olinda, onde se tornou Congregação da IB Salgadinho, Olinda, dirigida pelo Pr. Rodolfo Alves, sendo organizada como IB Sitio Novo (1934) (Andrade, Misael B. História das Igrejas Batistas de Olinda, p. 44). Um grupo retornou a Floresta dos Leões. O retorno e a organização (1922-1923). O segundo grupo, oito membros e o Pr. Francisco Xavier de Brito, retornou a Floresta dos Leões (Carpina), tornando-se congregação da IB Nazaré da Mata, onde foram batizados mais dois convertidos. A ata de organização da Igreja traz a gênese: “Aos 8 de junho de 1923 achava-se reunida em casa particular, organização mantida pela Igreja Batista do Paulista, Estado de Pernambuco, na Companhia de Tecidos Paulista, por motivo de greve e perseguição religiosa, foi extinta a Igreja e arrolados os congregados em uma Congregação da Igreja Batista de Nazaré da Mata” (IB FLORESTA DOS LEÕES, Ata de organização). Organizada a Igreja, o Pr. Francisco Xavier de Brito retomou a pregação do evangelho, indo a pé ou a cavalo para distritos e cidades vizinhas (São Lourenço da Mata, Tracunhaém, Nazaré da Mata, Lagoa Itaenga).

Pr. Baruch da Silva Bento (1985-2013)

Pastores Baruch Bento, Jose Carlos Oliveira, Francisco Bonato Pereira e Joel Oliveira Bezerra

Assumiu, depois, o pastorado da IB Nazaré da Mata e conseguiu, em pleno movimento radical, pastorear uma igreja filiada à Convenção Pernambucana (IB Carpina) e outra filiada a Convenção Regional (IB Nazaré da Mata). Francisco Xavier de Brito pastoreou a PIB Carpina durante 36 anos, desde a organização (1923) até o falecimento (18.01.1970). Nos últimos anos teve como auxiliares, em face da situação de saúde: Pr. Alipio de Souza Leão (1960), Pr. Ponciano Marreiro dos Santos (1961), Pr. Adamastor Silva (19621963) e Pr. Jair Fernandes Lira (1963-1964). As igrejas-filhas: A PIB Carpina plantou as igrejas: 1. PIB do Paudalho (1930). A IB de Floresta dos Leões (Carpina) iniciou uma congregação dirigida pelo irmão Fabricio (1927), reunindo-se numa casa na Rua Genuino, recebendo de Pedro Bandeira a doação de uma casa. O crescimento levou a organização da Igreja (12.10.1930); 2. PIB Lagoa Itaenga (1954). A pregação do Evangelho pelo Pr. Xavier de Brito em Lagoa de Itaenga, levou a conversão algumas pessoas que foram batizados e organizados em Igreja (1954);

3. PIB Cidade Universitária (1962). A mudança de membros para Recife (1958) levou o Pr. Xavier de Brito a plantar uma congregação organizada como IB Atalaia da Fé. A Igreja mudou o nome para PIB Cidade Universitária (1995); 4. IB Jardim Neopolis (1991). O Pr. Francisco Xavier de Brito foi sucedido pelos pastores Antonio Gomes da Paz (1970-1971), Ponciano Marreiro Santos (19721974) e Jose Severino da Rocha (1975-1985) e Baruch Silva Bento (1985-2013). O pastorado Baruch Bento (1985-2013): A PIB Carpina recebeu em 1985 o Pr. Baruch da Silva Bento, natural do Maranhão, que pastoreou igrejas: PIB Souza, PIB São Gonçalo, IB Cajazeiras, IB Coremas, IB Aparecida, IB Liberdade e IB Cruzeiro (Campina Grande), Ebenezer (João Pessoa), Bananeiras, na Paraíba; Jardim Neopolis, Aliança, Caueiras, Ponte dos Carvalhos, Torrões (Recife), Piedade (Jaboatão), Pontezinha e Ponte dos Carvalho (no Cabo) e IB Central Carpina, em Pernambuco. Baruch Bento exerceu a presidência da CB Paraibana e, no Estado de Pernambuco, a presidência da CBPE, a Coordenação de Evangelismo

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Pastores e diáconos presentes

e Missões, a presidência da Associação Norte e Subsecional da Ordem dos Pastores. Recebeu os títulos de Presidente de Honra da CBPE e da CBPB e homenagem da Assembleia Legislativa do Estado (2011) no Jubileu de Ouro ministerial. A PIB Carpina, no seu pastorado, revitalizou o Corpo Diaconal e despertou vocações, com três moças para estudar Educação Religiosa no Seminário de Educação Cristã (SEC), sediou a extensão de Educação Religiosa, beneficiando as Igrejas Batista da Mata Norte. A Igreja enviou ao Seminário Batista (STBNB) Luiz Carlos Paes Barreto, Jose Rinaldo Dias, Silvio Miranda, Jose Carlos de Oliveira Lima, Edson Nascimento, Aquelino Moreira, Manasses Rocha, Domingos Leite, Michael Pereira, os quais à exceção de Silvio (falecido) e os dois últimos (seminaristas) todos estão exercendo o ministério no Reino de Deus. A atividade missionária do pastor Baruch Bento levou a plantação de uma congregação no bairro Jardim Neopolis, organizada Igreja (1991) e outra no povoado Umari, em Bom Jardim. A PIB Carpina, na celebração do Jubileu de Ouro ministerial recebeu a visita de mais de cinquenta pastores dos campos de Per-

nambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, entre, além de muitos membros das Igrejas por ele pastoreadas. O fundador: Francisco Xavier de Brito, aluno do STBNB, consagrado ao ministério pastoral (1917) por iniciativa da PIB Recife. Filho de Hermengildo de Brito Cezar e de Rita Xavier de Brito, pioneiros batistas em Ilheitas, batizados (1899) pelo Pr. Antonio Marques da Silva, tendo os filhos Miguel, Ana (primeira esposa do Pr. Manoel Olympio Cavalcanti), Dorcas, Emilia e Gemima (segunda esposa do Pr. Manoel Olympio Cavalcanti). O pastor Francisco Xavier de Brito casou com Abigail Oliveira tendo o casal seis filhos: Linson, Laelson, Ladilson, Leidson, Helena e Elcir (informação de Laelson Brito, PIB Carpina). O Pr. Francisco Xavier de Brito pastoreou a IB Paulista, a PIB Carpina, a PIB Nazaré, a IB Tracunhaem, a IB Atalaia da Fé até ser chamado para a morada eterna (1970). Ao Senhor sejam dadas honra e glória e louvor pela existência do Corpo de Cristo chamado PIB do Carpina e por seus pastores na proclamação do Evangelho de Cristo, na cidade do Carpina e na região. Amém!


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Igreja Batista Central de Cardoso Moreira com novo pastor

Pastor Robson Soares

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oi realizado no dia 14 de junho, na Igreja Batista Central de Cardoso Moreira o culto de celebração pela posse do pastor Sebastião Roberto Vaz Moreira, novo pastor daquela igreja. Foram momentos inesquecíveis na presença de Deus. O culto foi abrilhantado por grupos de louvor da Igreja Batista de Porciúncula, como também da Igreja local, além da participação do coral daquela Igreja. Tiveram presentes aproximadamente 35 pastores, sendo eles da Associação Batista do Extremo Norte Fluminense e

da Associação Batista Norte Fluminense. O pastor Marcos Salomé, presidente da ABENF e João Neto, presidente da Ordem dos Pastores Batistas Seção Extremo Norte Fluminense representaram suas organizações. Também esteve na solenidade o pastor Gessy Frutuoso, da PIB de Itaperuna-RJ, que já foi presidente da Convenção Batista Fluminense. Várias igrejas foram representadas por seus membros, dentre elas a PIB de Porciúncula, onde os seus líderes homenagearam o pastor Sebastião Roberto pelos oito anos abençoados de seu ministério diante daquela igreja.

Fotos do Pr. Robson Soares

A Igreja repleta para receber o novo pastor

O pregador da noite foi o pastor Geovar Poubel, pastor da PIB de São José de Ubá, que expôs em seu sermão conselhos ao novel pastor e a Igreja. No final da cele-

Pr. Sebastião Roberto ao centro recebe o cajado

bração o pastor Ronem, que estava interinamente dirigindo aquela congregação, deu posse ao pastor Sebastião. Ele passou ás suas mãos simbolicamente o cajado. “O que

tenho a dizer aos irmãos é misericórdia, misericórdia, misericórdia! Toda a honra, toda a glória e louvor seja dada ao nosso Deus”, declarou o pastor Sebastião.

aniversário da igreja. Já o louvor ficou sob a responsabilidade do Conjunto Feminino Aléthea e do Conjunto Ágape. No dia 16 de junho, em noite de encerramento, a Igreja ficou completamente ocupada pelos irmãos, convidados e visitantes. Ali foi realizada com muita graça o culto de louvor de encerramento das festividades de aniversário da Igreja Batista. O Pr. José Carlos de Azevedo Rangel, numa noite bastante iluminada, realizou a sua pregação, em seguida parabenizou os irmãos da Igreja e ao pastor João Norberto pela alegria, entusiasmo e organização,

que foi realizada a festa de aniversário da Igreja Batista.

Igreja Batista Jerusalém em Barra do Choça comemora 28 anos de existência

Pr. João Norberto da Silva Filho

A

Igreja Batista Jerusalém de Barra do Choça, Bahia, completou no último dia 6 de junho o seu 28º aniversário. No entanto, as festividades foram realizadas nos dias 15 e 16 de junho. Este ano, o tema abordado foi “Valorizando a Nova Geração”, com o texto de Provérbios 22. O orador convidado foi o pastor José Carlos de A. Rangel, já o louvor ficou por conta do Coral da Igreja e do Conjunto Ágape de Vitória da Conquista. No dia 15 foi realizado um grande culto de Ação de Gra-

Irmãos da Igreja Batista Jerusalém reunidos em aniversário de 28 anos

ças aos 28 anos de existência da Igreja Batista Jerusalém de Barra do Choça. O pastor João Norberto da Silva Filho acolheu a todos presentes e expressou a sua alegria em estar realizando a comemo-

ração dos 28 anos de vida da Igreja Batista Jerusalém. A ministração da palavra ficou sob a responsabilidade do Pr. José Rangel, da cidade de Vitória da Conquista, o qual pregou em cima do tema do

Conheça um pouco mais da história da Igreja A Igreja Batista Jerusalém é filiada à Convenção Batista Brasileira e crê na Bíblia como a única regra de fé e conduta, priorizando a obra missionária. Tem como alvo alcançar a cidade de Barra do Choça com o Evangelho de Jesus Cristo. A Igreja Batista Jerusalém foi fundada em 06 de junho de 1985. Caminhemos para a Celebração do Jubileu de Pérola no dia 08 de junho de 2015, e todos são convidados a unir-se a Igreja para esta caminhada.

Escritor batista recebe prêmio Rogério Araújo Escritor e jornalista

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escritor batista Rogério Araújo, jornalista, diácono e ministro de comunicação da IB de Neves (São Gonçalo, RJ), também conhecido como Rofa, conquistou uma importante colocação no Festival de Contos do Rio de Janeiro, promovido pela Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas: 3º lugar. Foram mais de 600 inscritos no Festival, inclusive oriundos de 5 países lusófonos: Angola, Brasil, Portugal, Moçambique, Cabo Verde, o que até mesmo surpreendeu os organizadores. O conto vencedor “Belezas do Brasil X Violência na Sociedade”, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, narra um jogo de futebol que temos no

dia a dia no país, contra o que é bonito e os males vividos. A cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu de 12 a 14 de julho de 2013, no Teatro Municipal de Cabo Frio, num evento literário e cultural, onde os primeiros colocados tiveram seus contos dramatizados por atores convidados, dentre eles Maurício Mattar que participou lendo o conto vencedor e da entrega do prêmio (foto). No mesmo evento, ainda recebeu o Prêmio Luso-brasileiro – Melhores Contistas 2013, da Editora Mágico de Oz, da Ilha da Madeira, Portugal, pelo outro conto infantil publicado “O super-herói do Natal”. Rogério Araújo é escritor, jornalista, especialista em leitura e produção textual, nascido em Niterói e morador de São Gonçalo desde que nasceu. É autor do livro “Mí-

dia, bênção ou maldição?”, lançado na XV Bienal Internacional do Rio de Janeiro, em 2011, e premiado com o Prêmio Interarte – melhor documentário religioso, pela ALG – Academia de Letras de Goiás. Além de coautor em diversas antologias lançadas no Brasil e exterior, como Itália, Suíça, Angola, Argentina, Chile, dentre outros. É membro de academias de letras no estado do Rio de Janeiro (Niterói, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios) e em outras cidades como Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Teófilo Otoni (MG) e Vitória (ES), também em outros países como Val Paraíso (Chile), Suíça e Itália. Em setembro tomará posse como acadêmico da Academia de Letras de Buenos Aires. Possui diversos títulos outorgados por entidades culturais e literários (comendador,

Escritor batista, Rogério Araújo, recebe prêmio das mãos do ator Maurício Mattar

doutor honoris causa em literatura), de ordem pública (Titulo Legislativo Educador Darcy Ribeiro, da Câmara Municipal de São Gonçalo) e medalhas de destaque na cultura e troféus, como o Prêmio Literarte de Cultura 2013, realizado em Foz do Iguaçu, em maio, quando recebeu a premiação das mãos do embaixador de Angola e recebeu a notícia da indicação

ao Prêmio A.C.I.M.A. 2013, da Associazione Culturale Internazionale Mandala, da Itália, em outubro. E aguarda resultado de sua indicação ao prêmio de uma organização cultural na Áustria. Presente na mídia, sendo entrevistado por jornais impressos, programas de rádio e TV e diversas divulgações pela internet pelo Brasil e pelo mundo.


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missões mundiais

Caleb Mubarak Missionário da JMM no Norte da África

N

ovamente, o mundo árabe é notícia em todos os telejornais do mundo: os atentados que acontecem diariamente no Iraque, a guerra civil que parece ser infindável na Síria, as manifestações na Praça Tahrir e outras localidades no Egito são alguns exemplos. O sofrimento das pessoas nesses países chegou ao nível da intolerância, e o que o povo mais quer hoje é estar livre de toda a opressão e fastígio trazidos pelos regimes fundamentalistas dominantes nessas nações. Em todas essas localidades onde hoje o medo, o terror

e a desigualdade imperam, existe uma comunidade cristã, da qual se ouve e se sabe tão pouco. Eles não possuem privilégio por serem cristãos e muito menos podem declarar isso publicamente, pois nesses lugares não há liberdade religiosa. Essa igreja que luta para sobreviver nesse ambiente hostil recebe o nome de Igreja Perseguida. Um encontro mais que especial Foi uma reunião às escondidas. O local do encontro foi bem longe do centro da cidade, numa localidade que fica no deserto entre o centro e o norte do país. A proposta durante aqueles dias era conhecer aquilo que o Senhor tem feito, usando essa resistente comunidade cristã

nos países mais afetados pela revolução e manifestações populares. Muitas histórias foram contadas: a busca de unidade entre os cristãos, a colaboração entre comunidades muçulmanas e cristãs trabalhando juntas pela ordem e liberdade civil, servindo como testemunho e transformação… A cada testemunho de ex-muçulmanos, os participantes – líderes de igrejas ao redor do mundo – ficavam admirados com aquilo que Deus tem feito naqueles países. Uma irmã contou que, após sua conversão, seu marido a deserdou e a proibiu de ver as filhas. Sua família não a considera mais como membro do clã. Há quatro anos ela vive longe de todos, mas está certa de que será re-

compensada por sua decisão de perseverar em seguir ao Senhor. Muitos se comoveram com este testemunho, principalmente as mulheres presentes ao encontro. Um tremendo exemplo! Ali também estavam presentes importantes líderes de algumas nações árabes. Eles diziam que esse tem sido o tempo preparado pelo Senhor para que essas comunidades possam começar a influenciar e, por que não dizer, a colher o que muitos servos valentes já plantaram. Todos foram igualmente tocados quando ex-muçulmanos contaram sobre o encontro que tiveram com Cristo através de sonhos, visões e revelações especiais. A lição aprendida foi que quando a

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igreja ocidental não se mexe para evangelizar os não alcançados, o próprio Deus usa os “seus meios”. Uma certeza! Foi um verdadeiro privilégio estar ali durante aqueles dias, ouvindo histórias de pessoas tão especiais, que sabem o real significado do que é sofrer pela causa de Cristo. Foi possível sair dali com a certeza de que Deus tem preparado algo grande para todas aquelas nações. E essa certeza veio do fato desses países estarem vivendo um momento de tremenda instabilidade e insegurança. A igreja perseguida que ali vive acredita estar vivendo o seu melhor momento e, por isso, precisa definitivamente seguir em movimento.

Da Bahia para o Paraguai

Pr. Carlos Alberto, missionário no Paraguai, e Pr. Cival Gomes dos Santos, da PIB Itamaraju, BA

Caravana missionária da PIB Itamaraju visitou o Paraguai em junho

Pr. Cival Gomes dos Santos PIB Itamaraju, BA

“D

eus, não me deixe de fora do que o Senhor está fazendo no mundo.” Esta breve oração tem inflamado o coração da Primeira Igreja Batista em Itamaraju/ BA. Os materiais das campanhas missionárias de Missões Mundiais são de excelente qualidade visual, com impressão de bom acabamento, e os vídeos são impactantes. No entanto, havia um abismo entre assistir ao vídeo da campanha e a reação da Igreja. Ela não reagia aos apelos através das campanhas. Visitar o campo é o método mais

impactante de Missões. É a pessoa estar no campo com o missionário. É ser e se sentir um missionário. Em 2009, surgiu o planejamento de visitar o campo missionário. Nossa primeira viagem foi a Barra da Estiva/ BA, campo de Missões Nacionais. Foi uma experiência singular. Começamos, então, a planejar a visita ao campo de Missões Mundiais. Entramos em contato com a JMM e fomos atendidos pelo setor de voluntários, que viabilizou o contato com o campo e providenciou todas as informações. O campo foi a Primeira Igreja Batista em Isla Bogado, na cidade de Luque, Paraguai. Foi um ano de planejamento

e preparação. Nossa caravana foi composta de 36 pessoas, sendo que 33 foram de ônibus e três de avião. A faixa etária variou de 7 a 73 anos, pois não há idade para fazer Missões. Chegamos a Assunção no dia 21 e saímos no dia 24 de junho. Eu vi um casal de missionários, Pr. Carlos Alberto e Lídia da Silva, apaixonados por Jesus e pelo trabalho missionário. O PEPE (programa socioeducativo) tem sido a mola propulsora em Luque. Eu vi a PIB Luque carente de ajuda. O pedido de socorro ecoa: “Passa em Luque e ajuda-nos”. Os missionários precisam de ajuda. Pudemos apoiá-los em pelo menos um fim de semana.

Eu senti na pele o que os missionários sentem: a meteorologia. Nós, baianos, moramos próximo ao litoral, e sentir 22ºC é frio. Pegamos 9ºC em Assunção! Nunca experimentamos um frio tão intenso. Eu senti que a língua não é barreira para realizar o trabalho. Eu me comprometi a ser um missionário que segura as cordas daqueles que estão e vão para o campo. Voltando do Paraguai, realizamos intercâmbio na Igreja Batista Esplanada, em Governador Valadares/MG e desafiamos a Igreja a fazer uma viagem missionária ao campo de Missões Mundiais. Muitos foram à frente, se comprometendo com Missões.

Alguns participantes da viagem missionária compartilharam suas impressões. A líder do Ministério Infantil da PIB Itamaraju, irmã Roseli, declarou: “Acredito que foi uma experiência missionária marcante para todos nós”. Alba Marli, médica que atendeu os paraguaios, declarou: “Creio que nosso objetivo de Missões e evangelismo foi alcançado”. Realizamos este mês o culto do regresso da viagem missionária ao Paraguai. Desafio você, pastor, a fazer uma viagem missionária com sua igreja no campo de Missões Mundiais. Para mais informações, escreva para: voluntarios@jmm.org.br.


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IX Congresso de Homens e Famílias do Litoral Paulista Dr. Reynaldo Corrales Filho Presidente UMHBALP

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as noites de 27 a 29 de junho, com a permissão de Deus e apoio da AIBALP (Associação das Igrejas Batistas da Associação do Litoral Paulista) a UMHBALP (União M i s s i oná r i a de Ho m en s Batistas da Associação do Litoral Paulista) realizou mais um Congresso voltado aos homens e famílias do Litoral Paulista. O local foi o templo da Igreja Batista Central de Adoração, na aprazível cidade litorânea de Santos. Na primeira noite tivemos 163 pessoas representando as seguintes igrejas batistas: Central de Adoração; Central de SV; PIB Santos; PIB Itapema, Guarujá; PIB São Vicente; Vila Áurea; Cidade Ocian; Nova Cintra, do Guarujá; Parque Bitaru; Betel. O orador foi o pastor

Homens e famílias unidas no IX Congresso

Jayme Marcelo Perezin, da IB do Guarujá. Na parte musical tivemos o Gabriel Bernardes, Coral Brilho Celeste da PIB São Vicente e Grupo de Louvor da igreja local. Ainda registramos a presença do Presidente da AIBALP, pastor Sérgio Luizetto Machado, que deu uma palavra de apoio e parabenizou aos Homens Batistas do Litoral a disponibilidade de servir

ao Deus todo poderoso e não ficar em suas zonas de conforto. A segunda noite teve como orador o jovem pastor Rafael Martins, da PIB Solemar. Na música cantaram os irmãos Gabriel Bernardes, Mario Valter, Grupo de Louvor da igreja local. Igrejas presentes: Central de Adoração; Vila Áurea; Central de SV; PIB Santos; Cidade Ocian; Nova

Cintra; PIB Solemar, num total de 184 pessoas. O Congresso teve seu encerramento com uma abençoada noite de Celebração sendo orador o pastor Marcos Antonio Peres, da Centenária PIB do Brás, na capital e com ele vieram 45 irmãos do Coro Masculino da referida Igreja com a direção do competente Maestro Prado Benfica. O Coro Masculino da PIB do

Brás a todos enlevou com belíssimos hinos de louvor ao Nosso Deus. Tivemos ainda participação do querido ER Gabriel Bernardes e Grupo de Louvor da Igreja local. Apesar das várias programações de igrejas nesta data, 137 pessoas estiveram presentes representando as seguintes igrejas: IB. Cidade Ocian; Chico de Paula; Getsêmani; Central de São Vicente; Central de Adoração; Nova Cintra; Marapé; PIB Itapema; PIB Santos e Primeira Igreja Presbiteriana de Santos. Registramos a presença e a palavra do pastor Daniel Barros, representante da Sociedade Bíblica do Brasil e a nossa gratidão à Igreja Batista Central de Adoração e seu pastor Carlos Alberto Santana, pela recepção, cuidado e forma tão carinhosa que recepcionou a todos que participaram nas três noites deste abençoado Congresso. A Deus toda a honra e glória.

OBITUÁRIO

Edna de Souza Silva

Uma vida dedicada ao Reino de Deus Josias Pereira da Silva Pastor Auxiliar da PIB de Botafogo, RJ

A

exemplo de Ana, uma das mulheres de Elcana, passando por uma grande aflição, orou ao Senhor suplicando um filho varão, o qual lhe seria dado por toda existência, e na sua cabeça não passaria navalha. Foi uma oração oriunda do “coração”, não havia barulho da voz, apenas movimento nos lábios. Foi aos vinte e nove dias do mês de outubro de 2012, quando se encontrava internada no CTI do Hospital Três Rios, em Jacarepaguá, bairro em que nasceu, na cidade do Rio de Janeiro, que a irmã Dra. Edna de Souza Silva, já sem a voz e apenas com o mover dos lábios fez sua última oração labial dizendo ao seu marido ali presente: “Nossos projetos não podem parar, são de Deus e você sabe disso”. Com esta oração fechou seus olhos e

nada mais falou, indo descansar naquele mesmo dia, das suas lides com o Senhor Jesus. Casada com o Pr. Dr. Josias Pereira da Silva, auxiliar da PIB do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi membro da PIB do Rio por mais de 40 anos, sendo presidente do Coral Hosana, Presidente da União Paz, Evangelismo da Sublime, Professora da EBD, da Escola Vitória e Colégio Batista Shepard, Coordenadora do Projeto L. M. Bratcher em Campos dos Goytacazez, tendo ainda fundado na PIB do Rio de Janeiro a União Alfa e sempre voltada para evangelização dos perdidos. Também participou como fundadora da Igreja Batista da Liberdade, na Tijuca, oriunda do Morro do Turano. Foi também membro das Igrejas de Botafogo, First Baptist Pddie Memorial Church, Newark, New Jersey, Igreja Jardim Nazareno, Piabetá em Magé e PIB do Flamengo. Partici-

Silva e Sthefany Cristina de Souza e Silva; demais familiares e irmãos em Cristo Jesus. Teve como pastores Dr. João Filson Soren, por quem foi batizada; Octavio Filipe

pante ativa nas convenções Nacional, Estadual e Carioca, era formada em Direito, Ciências, Pós graduação em História da África e Teologia até o 6º período da Faculdade Bennett. Deixa marido; dois filhos, Dr. César Augusto de Souza Silva e esposa Edilma Soares Silva, técnica em enfermagem e Julio César de Souza Silva e esposa Lana Cristina Fabrício e Silva, contadora; um neto, 2º Ten. do Exército, Igor de Souza e Silva, Enfermeira Emily de Souza

Rosa; Glenn R. Hatfield; Felix Tingson; Josias P. da Silva; e Daniel de Sousa. Damos graças ao nosso Deus, por esta vida dedicada ao Reino de Deus.


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A

vaidade é um sentimento de grandeza, desejo de eminência e elevação de si mesmo. Sem dúvida, é um sentimento que tem a sua origem, a sua gênese na desobediência dos nossos pais no Éden. A artimanha da serpente era tornar Adão e Eva vaidosos, senhores de si mesmos e capazes de se autogovernarem e se autopromoverem. A vaidade se revela interna e externamente. A estética como estilo de vida mostra drasticamente a vaidade do coração. Adquirir coisas caras para se afirmar na vida é uma atitude de vaidade. A pessoa vaidosa gosta de aparecer. A vaidade é um sintoma do coração doente, da cardiopatia produzida pelo pecado. O antídoto é a simplicidade do evangelho. A Pessoa de Cristo que se humilhou por amor a nós. Ele, sendo Deus, tomou a forma de servo e fez-se semelhante aos homens (Fp 2.5-8).

E

agora quais os desdobramentos que vem pela frente? A faísca das manifestações foi acesa e passa a ser uma plataforma de lançamento de um novo ciclo de vida no País diante do esgotamento de um modo de fazer política e cultuar a corrupção. Nesta nova fase algumas possibilidades já são discutidas pelos analistas. 1. Novos protestos poderão surgir, só que com formas mais organizadas, sob pena de serem engolidos pela máquina devoradora do Estado ou darem ensejo à violência, como tem ocorrido, podendo gerar forte repressão da força policial para manter a integridade das pessoas,

ponto de vista

Precisamos considerar com muita seriedade a vaidade ética daqueles que se acham invulneráveis, que têm a especialidade característica do religioso de se considerar melhor do que o outro. Jesus acertou em cheio ao contar a parábola do fariseu e do publicano. Diante do altar, em oração, o fariseu era um vaidoso do ponto de vista ético, moral. Aliás, esta atitude denota moralismo, enquanto a simplicidade dos que têm consciência de suas falhas, limitações, chama-se moralidade. Os chamados éticos vaidosos são insensíveis em relação ao erro dos outros. Como o fariseu da parábola contada por Jesus, eles batem no peito e agradecem ao Senhor que não são como os outros homens, ladrões, injustos, adúlteros (Lc 18.11). Os que são acometidos de vaidade ética confiam em si mesmos, se consideram justos e desprezam os outros (Lc 18.9). Jesus diagnosticou

o problema com muita precisão. Vivemos dias difíceis, de homens e mulheres da mídia chamada evangélica que dão lição de moral em todo mundo. Parece-nos que eles não têm pecados, são pessoas perfeitas, acima daqueles que se acham incapazes de olhar para o alto, se lamentam profundamente e pedem misericórdia ao Senhor (Lc 18.13). A vaidade dos éticos os leva a uma vida utópica. A sua mente fica cauterizada pelos próprios pensamentos. O seu coração endurecido por uma religiosidade voltada para o moralismo. Estão mais preocupados com o seu trabalho, sua profissão do que com pessoas e suas necessidades. Jesus nos ensina que “todo o que se exaltar será humilhado; mas o que se humilhar será exaltado” (Lc 18.14). A vaidade ética é, na verdade, uma atitude de se exaltar, se achar melhor do que os outros. Essa gente pensa que é tão santa que não se mistu-

ra, pois a plataforma do seu moralismo está muito acima dos que eles chamam de fracos, carnais e enfermos. Há homens e mulheres que são idolatrados, ovacionados pelos chamados ‘fiéis’. Cantores evangélicos se acham referenciais éticos. Pregadores da TV são verdadeiros monstros sagrados da Igreja de Jesus. Líderes da mídia vivem regaladamente. Cantores recebem uma fortuna e as gravadoras seculares se aproveitam para os promoverem e ganharem dinheiro. Essas pessoas são tão bajuladas (e isto me causa asco), tão requisitadas e tão famosas que se acham acima de qualquer suspeita. Elas perdem a consciência moral. Não percebemos humildade nessa gente. Muitos deles usam os crentes sinceros para inflar a sua vaidade. É aqui que perdem a consciência da ética cristã. Que o Senhor nos livre da vaidade ética dos escribas e fariseus e nos dê a consci-

ência das nossas fraquezas, limitações e desvios tão presente nos publicanos. Que o nosso Pai nos ajude a viver como Seus filhos obedientes. Que olhemos para o Senhor como motivação para vivermos uma vida pura, saudável e útil. Que a ética do Reino de Deus permeie todo o nosso ser. Sejamos pacientes com os que erram. Odiemos o erro, o pecado, mas amemos o errado, o pecador. Tenhamos a consciência de que falhamos, mas o perdão de Deus em Cristo Jesus é real e eficaz. Aprendamos com Jesus a amar as pessoas, entendê-las e ajudá-las nas suas lutas diárias. Que o Senhor avive a nossa consciência, examine o nosso coração e firme bem os nossos passos. Deixemos todo o pecado que nos assedia e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12.1,2).

patrimonial e do direito de ir e vir da própria população. Se não houver organização nos protestos e definição de agenda das demandas, podemos chegar na anarquização do País.

é um partido com propostas idealistas até saudáveis, mas sofre de fragilidade conjuntural, não tendo estrutura suficiente, nem suporte e network político para galvanizar os anseios do povo.

2. Como democracia requer a existência de representantes, portanto de partidos políticos, pode haver o surgimento de novos partidos políticos, mas com o risco de que possam entrar numa aventura ao estilo da Argentina, após a guerra das Malvinas, com Menem e depois o casal Kirchner levando o País à bancarrota. Há quem mencione que na lista destas novas alternativas esteja o partido de Marina da Silva, mas também detectam que

3. Se a reação política foi de apatia podemos ter o risco do descrédito total da população e é possível, pelo menos, duas alternativas – ampliação dos manifestos com a adição de mais violência; ou, apatia da população, incluindo ampliação de votos nulos ou em branco.

claro que nós batistas estamos ausentes das discussões éticas no campo da política. Penso que, por causa do salvacionismo (que tornou a salvação um fim em si mesma, priorizando a visão escatológica) e do pragmatismo (que transformou o trabalho na igreja em cristianismo), a missão da Igreja acabou se reduzindo a conquistar almas para o céu, a promover eventos e programas dominicais. Perdemos o sentido da missão integral da Igreja deixando de considerar o seu papel no mundo como sal e luz. Entendo que algumas vezes temos vivido como óleo quando não queremos nos ocupar com os dilemas do cotidiano e da vida ou até como esponja, quando

acabamos por assumir, sem a devida análise, os padrões e valores do cotidiano. Em termos práticos, necessitamos formar e discipular homens e mulheres que assumam funções estratégicas no mundo civil e político de modo a exercer sadia influência para o exercício responsável da política, da gestão empresarial. Pessoas que atuem de modo exemplar e excepcional, que surpreendam positivamente o mundo. É isto que significa “transtornar o mundo” até que Cristo venha. Até quando vamos esperar pelos outros tomarem a iniciativa? Sem dúvida será necessário reinventar a política, reinventar o Brasil e até reinventar a igreja à luz do Novo Testamento.

E nós batistas o que podemos fazer e esperar de tudo isso? O amigo Israel Belo de Azevedo, em seu livro “Celebração do indivíduo”, deixa


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ponto de vista

Jair Fernandes*

E

ssa inquietação me surgiu ao acompanhar, mesmo de “longe”, as notícias e análises sobre o movimento popular em curso no Brasil hoje. No entorno, há reflexões pessoais sobre a acirrada guerra contra a família e o casamento entre homem e mulher. Aqui, bem próximo, nos constrange o contato com famílias de adolescentes e jovens envolvidos com drogas... Famílias se despedaçando... Diante de realidades como essas, pergunto: O que eu e você, igreja evangélica “verde-e-amarela”, estamos fazendo pela transformação do Brasil? Do “exílio”, neste período de preparação para o ministério pastoral aqui nos EUA, acompanho as reportagens e análises da imprensa. Leio notícias e artigos variados. Consulto as notícias brasileiras e internacionais várias vezes ao dia. E, naturalmente, fico curioso. Curioso para saber a opinião de brasileiros

Frederico Reis Colaborador de OJB

N

o dia 6 de março deste ano concluiu-se mais um projeto de desgraça, uma espécie de crônica anunciada, mais um jovem talento perdeu a batalha da vida. Alexandre Magno Abrão, vulgo Chorão, no alto de seus 42 anos faleceu vítima de uma vida repleta de insights de morte. Nada de novo debaixo do sol, também Amy Winehouse, Kurt Cobain, Jimi Hendrix,

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aqui e, principalmente, aí, no amado Brasil. Cá com meus botões, pondero sobre duas impressões, sentimentos, pessoais. Me acompanhe, por favor. Primeiro, notei que havia um grande temor por conta da ação dos vândalos e de caráter violento, “perigoso”, em meio à onda de manifestações por mudanças no Brasil. Essa impressão me foi comunicada especialmente por pessoas da faixa etária acima dos 60. Contudo, vejo que esse temor certamente foi (ou deve ser, opino eu) substituído. Substituído pela percepção de que algo novo está acontecendo no Brasil. E para melhor. Mas, reafirmo, meu coração se inquietou. Minha segunda impressão, sentimento, é: Há algo novo acontecendo no meio na igreja brasileira. Existe algo novo acontecendo entre o povo de Deus (“o povo que se chama pelo meu nome”). O Espírito Santo está em ação. Mas, exatamente, o que está acontecendo? Ou, tal-

vez, a pergunta seria: O que aconteceu? Lembrei-me das campanhas de oração pelo Brasil que estão sendo promovidas pela nossa Junta de Missões Nacionais. Me encoraja, anima e desafia a indiscutível chama e busca por um avivamento espiritual em nossa nação, catalisado pela oração. Essa chama está acesa no meio do povo de Deus, com força maior em determinadas denominações, e resiliência, mesmo que entre uma minoria, em outras. Tenho a certeza bíblica, de que nossa batalha é contra os poderes espirituais, que (ainda) controlam e dominam este mundo. Nossa vitória é garantida. Mas precisamos lutar - com as armas espirituais. Concluo dizendo que, “de fora”, não tenho o mínimo direito de querer ver o movimento entre o povo e igreja brasileira com meus próprios olhos. De joelhos, me uno aos irmãos em Cristo Jesus que estão clamando por uma transformação real em nosso País. Transformação que começa

no coração do indivíduo, se expande para o círculo familiar, de amigos, conhecidos e colegas de trabalho. Creio no poder do evangelho que chega à vizinhança, bairro, cidade, Estado, nação e mundo. Estamos falando de Evangelho e ação do Espírito Santo que não cabem em odres velhos. Estamos falando de batistas contribuindo ainda mais para a salvação do País e das nações por meio de sua ação missionária, profética (como o encontro da liderança denominacional com o alto escalão do governo federal) e histórica. Como me lembrou um mentor, conhecedor da realidade brasileira e denominacional por ter sido obreiro no campo brasileiro, nós, batistas brasileiros, precisamos acordar ainda mais para nossa relevância e poder de impacto na nossa sociedade. O nome batista deve ser mais e mais sinônimo de cristão, sal da terra e luz do mundo. Aviva-me, Senhor. Aviva-nos, Deus. Espalha entre

nós, entre nossos adolescentes e jovens, no seio das nossas igrejas, esse avivamento espiritual. Quebranta meu coração. “Vem encher-nos de amor pelas almas perdidas, incendeia nosso coração”. Imprime em nossas mentes e corações (Hebreus 8.10) as verdades de II Crônicas 7.14: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.

Janis Joplin e Jim Morrison abreviaram aquilo que chamavam de vida. Em comum, indivíduos que trilharam por uma via fluorescente e que sinalizavam a exaustão de sua esperança. Como já afirmara um poeta: “o pop não poupa ninguém”. O maior problema não reside na morte prematura, mas no rascunho pálido de vida que experimentaram. Os indivíduos ditos pós-modernos, perdem-se cada vez mais na impossibilidade de uma explicação, que seja mítica, contudo plausível à morte,

numa espécie de negação de sua finitude e fugacidade. A partir deste binômio podemos admitir que ninguém é jovem demais para morrer. O que não se pode admitir é a construção de um modo de viver leviano, que teme a existência e suas consequências. Em contraposição aos que submetem seu existir ao medo, podemos lembrar-nos de um jovem que com ousadia levantou-se contra um império e sua ordem constituída. No alto de seus 30 anos, Jesus de Nazaré inaugurou um tipo de vida

que demonstrava-se plena e abundante. No miolo de sua história, encontra-se a crônica de sua morte, um evento com tal intensidade que significou o modo de vida de todos nós. Seu sofrimento e morte estão longe de serem incidentais e involuntários. São frutos de uma vida apaixonada que leva às últimas consequências a experiência do amor. Sua vida é, pois, acima de tudo, a história de uma paixão radical que o levou a paixão de uma história. Na cruz Deus participa das minhas dores e imperfeições,

um projeto de graça e misericórdia concedido aos que aceitam seu convite. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11.28). *Come as you are (Venha como você estiver) é uma das composições mais famosas de Kurt Cobain. Na opinião de muitos ela é uma das mais famosas músicas de rock da história. Também há os que acreditem que ela é a maior “indireta de Cobain” para com seu suicídio, ocorrido em 5 de abril de 1994.

*Jair Fernandes é casado com Letícia, e está no último ano do mestrado em teologia (Divindades) pelo Seminário Teológico Batista do Sudoeste (Southwestern) dos EUA, em Fort Worth, Texas. Serve como ministro de adolescentes na IB Brasileira Central (Bedford, TX). Atuou como jornalista por 5 anos na imprensa secular e denominacional no Estado da Bahia.



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