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6 vida em família

o jornal batista – domingo, 15/01/17

reflexão

Gilson e Elizabete Bifano

Provérbios 22.6: Promessa ou princípio?

U

m dia desses, um pastor ligou para mim pedindo para que eu lesse uma reportagem de uma tragédia acontecida em uma das capitais do Brasil. Um rapaz tinha praticado atos de barbárie contra uma jovem. Os relatos eram terríveis, de violência gratuita. O pai era um crente piedoso, de uma grande Igreja Batista do Brasil. Na reportagem, o pai, ao saber do que o filho fez, além de chorar, disse: “eu não criei o meu filho para isso”. Há alguns anos realizei um trabalho com famílias em uma Igreja. No final da programação, o pastor compartilhou comigo sua dor. Um dos seus filhos estava preso por participar de um assalto.

Ele me disse: “pastor Gilson, criei esse menino na igreja”. Outra história: Um casal consagrado, que abençoa tantas pessoas, confidenciou a mim que um dos seus filhos está totalmente descrente de Deus, de Jesus e da Bíblia. Que dor quando ouço ou leio histórias assim. Muitos, no lugar de uma palavra de apoio a esses pais, tem palavras de mais culpa, peso e tristeza. Um dos pais me perguntou: “mas pastor Gilson, a Bíblia não diz que instruindo o menino em que deve andar, até quando envelhecer, não se desviará dele?”. Respondi que sim, mas com muito cuidado na interpretação do mesmo.

A ideia do famoso versículo bíblico é que, os pais criando seus filhos nos caminhos de Deus, haverá uma grande probabilidade destes filhos andarem nos caminhos trilhados pelo próprio Deus. Lurt Bruner e Steve Stroope num livro muito interessante cujo o titulo é “A fé começa em casa”, chama de princípio da probabilidade. Isto é, haverá uma grande probabilidade das crianças, que aprenderam sobre a fé cristã seguirem os caminhos trilhados por Deus para suas vidas. Agora, preste a atenção! Esta probabilidade aumentará, consideravelmente, se os ensinos transmitidos pelos pais forem testificados pela vida dos mesmos praticados

no cotidiano da vivência familiar. Se por exemplo, um pai ensina sobre o valor da honestidade e vivência a honestidade de forma que o filho veja que há uma harmonia entre o que se ensina e o que se vive, esta probabilidade crescerá. Crescerá mais ainda, se a criança for educada em uma Igreja onde se veja os verdadeiros ensinos de Jesus praticados e vividos pelos crentes. Aumentará, ainda mais, se os pais dobrarem os joelhos em oração intercessória pelos filhos. Se, por exemplo, criarem uma cultura familiar marcada pelo diálogo e amizade sincera entre pais e filhos. A probabilidade aumentará se os pais conversarem com os filhos sobre os acontecimentos

do mundo, das decisões éticas da vida, em um nível de respeito, amor e compreensão, tendo, é claro, a Palavra de Deus como princípios. Provérbios 22.6, como lembra os autores citados, não é uma promessa, mas um princípio para basearmos nossas ações educativas junto aos nossos filhos. Provérbios 22.6 não dá garantias, mas esperança para os pais que criam seus filhos para que, quando adultos, sejam bênçãos nas mãos de Deus, fiéis em Cristo e envolvidos na igreja. Pr. Gilson Bifano é palestrante e escritor na área de casais e famílias. Coach para casais, pais e famílias. gilsonbifano@ ministeriooikos.org.br

Lar doce lar Jeferson Cristianini, pastor, colaborador de OJB

Q

uem tem um lar deseja sempre voltar logo para casa, para celebrar a unidade familiar. Nada é mais gostoso do que voltar após um dia de trabalho ou estudo para o aconchego do nosso lar. Saímos de casa para nossas atividades pensando na hora de voltar para o “lar, doce lar”, que tem que ser doce, feliz, alegre, acolhedor, ser um lugar de paz e amor.

Lar é construído com relacionamentos de amor. Nosso lar deve ser nosso ninho de afeto e cuidado, onde esses elementos não podem faltar de maneira nenhuma. Quando estamos fora de casa, o único desejo que temos é o voltar para o nosso aconchego, para nos relacionarmos com nossos queridos (as). Nosso lar deve ser nosso abrigo, aonde sentimos e investimos nas relações de amor, onde somos amados e amamos de forma incondicional.

É no lar que nossa autoestima é forjada, nossa saúde física e emocional são nutridas. É no lar que somos forjados para lidarmos com essa sociedade injusta e desumana, que aprendemos como lidar com as pressões sem ceder nossos valores, como lidar com as tentações de forma bíblica, como lidar com as injúrias desse mundo. É no lar que aprendemos que nosso valor nada tem a ver com a roupa, com a marca do celular e do tênis que usamos, aprendemos que nosso valor nada tem a ver

com a escola onde estudamos ou a lanchonete que frequentamos, mas o que vale mesmo é que somos amados por Deus e por nossos familiares. É no lar que aprendemos que as coisas mais importantes da vida não estão à venda. É no lar que aprendemos a valorizar afeto e amor, em vez de sucesso e grana. É no lar que aprendemos que a gentileza abre todas as portas e que a educação nunca sai de moda. É no lar que aprendemos a servir as pessoas queridas que Deus coloca

ao nosso redor, na convivência cotidiana. É no lar que aprendemos a respeitar os mais velhos, as hierarquias como expressão do nosso temor a Deus. É no lar que aprendemos que nosso sucesso na vida está relacionado ao nosso zelo pelo princípio bíblico “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Êx 20.12). Invista em seu lar e goze da paz do Senhor sobre sua família!

Jornal Batista nº 03-2017  

A Convenção Batista Brasileira em parceria com a JMN, vêm trabalhando intensamente na divulgação do Censo Batista. É importante que a sua Ig...

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