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o jornal batista – domingo, 15/01/17

reflexão

GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE OLAVO FEIJÓ pastor, professor de Psicologia

Minha cruz e meu Jesus

O crente vigiado Manoel de Jesus The, pastor, colaborador de OJB

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maioria de nós percebe que o inimigo das nossas almas não dá tréguas. Em Romanos 7, o próprio apóstolo Paulo confessa que ele não tem sossego; está sempre sendo tentado. O apóstolo Pedro afirma que ele está bramando como um leão, buscando a quem possa tragar. Pedro usa, inclusive, uma linguagem bem dramática, creio que ele tem como objetivo dar um susto em seus leitores. Um antigo hino (como tenho saudades daquelas letras!), dizia: “Bem de manhã, embora o céu sereno, pareça um dia calmo anunciar”. Essa letra também nos

avisa: “Pareça um dia calmo anunciar”. A mensagem do apóstolo Pedro nos dá a ideia de que o crente é vigiado por Satanás. É uma busca incessante da melhor oportunidade para atacar. Isso nos adverte que há uma estratégia. E se há uma estratégia do inimigo também, deve haver, da nossa parte, uma estratégia para combatê-la. E qual é a estratégia? Bem, além da oração e da Palavra, há também a estratégia da vigilância, e sempre dizer “não” às tentações. Quanto mais o crente diz “não”, menos o inimigo tenta; quanto mais o crente diz “sim”, mais ele tenta. Quem nos ensina isso? O apóstolo Tiago: “Resistam ao diabo e ele fugirá de vocês” (Tg 4.7).

“E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.” (Mt Se resistindo ele foge, não 10.38) resistindo ele avança; eis a ara ser cristão, tetática! Quando digo “não” à nho que dar a Jesus tentação, fortaleço a minha meu eu verdadeiro, resistência à próxima invesautêntico. A carreira tida. É como ensinam os especialistas dos Alcoólicos do cristão é a de assimilar, Anônimos: “A luta é trago constantemente, o Espírito a trago. A cada trago que de Cristo, até chegar à estaeu digo “não”, facilita dizer tura do Varão perfeito, nosso Senhor Jesus Cristo. “E quem “não” ao próximo”. Bem, é capaz que eu tenha não toma a sua cruz e não assustado algum dos meus segue após mim não é digno leitores, mas, não se assuste! de mim” (Mateus 10:38). Paulo foi profundamente Jesus, ao despedir-se dos apóstolos afirmou: “Eu estarei claro, ao descrever seu prósempre com vocês, até o fim prio jugo: “Pois eu sei que dos tempos” (Mt 28.20). E es- aquilo que é bom não vive tejam certos, ele estará bem em mim, isto é, na minha mais próximo que Satanás, natureza humana. Porque, tem mais poder que Satanás, mesmo tendo dentro de mim e, acima de tudo, em vez de a vontade de fazer o bem, nos odiar, nos ama. Haverá eu não consigo fazê-lo” (Rm proteção mais bem armada 7.18). Pelas revelações da Bíblia e do Espírito de Cristo do que essa?

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no seu coração, Paulo entendeu que tinha de entregar seu jugo pessoal ao controle do Espírito de Cristo. Daí seu grito de libertação: “Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 7.24-35). Eu sou minha cruz. Minha cruz é o meu eu interior, que me castiga e me desfigura. É gente como eu, que sofre por causa dos próprios pecados e limitações, que Jesus Cristo quer transformar. Mas Ele somente pode nos dar a saúde espiritual se nós O aceitarmos, como Salvador e como Senhor soberano. A cruz de Jesus nos liberta da cruz que carregamos. “Quem me livrará deste corpo de morte? Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo”.

Estabelecendo objetivos espirituais Celson Vargas, pastor, colaborador de OJB “Ensina-me Senhor, o caminho, e andarei na verdade; dispõe-me o ração para só temer o nome.” (Sl 86.11)

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teu tua coteu

iante de tantos e necessários objetivos estabelecidos por nós neste mundo, precisamos separar um tempo para refletirmos que também somos seres espirituais e, por isso, precisamos criar objetivos es-

pirituais para nosso viver neste mundo. Não podemos nos esquecer de que, dentre toda a criação, somos os únicos seres dotados de espírito, ou seja, capacitados para crer e relacionar-se com o Criador. O primeiro passo para isso é rompermos com o pecado. Isso acontece a partir do momento em que passamos a considerar a prática desse como uma anomalia, passando a combatê-lo diariamente, através do arrependimento e da confissão a Deus.

De substituir atos pecaminosos, por ações que agradem a Deus. De deixar nossa servidão ao pecado e nos tornarmos servos de Deus. “Replicou-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (João 8.34). Permitir que Jesus, o Único capaz de efetuar essa nossa libertação, o faça. “Se, pois, o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). Como segundo objetivo, devemos nos determinar em cumprir os requisitos essen-

ciais para seguirmos Jesus. Seguir Jesus é andar de forma coerente com os princípios estabelecidos por Ele para seus seguidores e servos, sabendo que tais princípios são conflitantes com nossas naturais tendências humanas. “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? “Nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos nem bêbados, nem maldizentes, Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas

fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo” (I Co 6.9-11). O terceiro objetivo a ser estabelecido é mudar a prioridade dos nossos alvos. Em nosso estado natural temos prioritariamente alvos de natureza terrena. Se almejamos nossa cidadania celeste, temos que inverter esses valores, priorizando alvos espirituais. “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3.2). Que o Senhor nos abençoe para essa difícil, mas necessária decisão.

Jornal Batista nº 03-2017  

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