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o jornal batista – domingo, 15/01/17

ponto de vista

Departamento de Ação Social da CBB

Série: Filosofia de responsabiidade social da CBB

20 anos do documento: filosofia de responsabilidade social da CBB

H

á 20 anos, em 1997, na Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB) em Salvador, era aprovada a Filosofia de Ação Social da CBB e revisada no ano de 2013, em Aracaju, quando passou a ser denominada de Filosofia de Responsabilidade Social da CBB (disponível em: http://www.batistas. com/portal-antigo/images/ acao_social/FILOSOFIA%20 DE%20RESPONSABILIDADE%20SOCIAL%20DA%20 CBB%20-%20012013.pdf). Dada sua importância e em comemoração à data histórica, faremos uma série de artigos sobre seu conteúdo. Iniciaremos reportando ao documento que lhe serve como base: a Filosofia da CBB (disponível em http:// www.batistas.com/institucional/nossa-filosofia). A Filosofia da CBB foi aprovada na Assembleia de Aracajú, em 1994, e pretende fundamentar todo o trabalho denominacional. Por ter essa

pretensão, foi “Constituída a partir da Declaração Doutrinária”, aprovada em 1985. Como era para ser, os documentos Batistas encontram-se hierarquicamente interligados: a Declaração Doutrinária, mais importante, depois, a Filosofia da CBB e, por fim, a Filosofia de Responsabilidade Social da CBB. No item 4.5 da Filosofia da CBB encontra-se o que constitui a ação social cristã, ao afirmar que ela “Expressa e busca cumprir os propósitos do Reino de Deus na sociedade, com o objetivo de propiciar condições para a plena realização da pessoa em relação a si mesma, ao próximo, à natureza e a Deus”. Ou seja, não há nenhum aspecto do fazer humano que esteja distante do interesse de Deus. A Igreja é conclamada a agir na proclamação de Jesus como verdade de Deus e na expansão dos valores evangélicos na sociedade. O documento ressalta que essa compreensão advém dos

claros ensinos bíblicos que assentam no amor o modo como Deus se relaciona com sua criação e como o cristão deve fundamentar o seu modo de pensar, sentir e agir no mundo. O desdobramento evidente do amor levará o cristão a proclamar Jesus, bem como a agir para amenizar desigualdades, socorrer sofridos e desfazer as estruturas da injustiça. Nesse particular, a Filosofia da CBB define expressamente como um de seus objetivos, “Transformar a sociedade e suas estruturas”. Afinal, sem mudança nas estruturas a perpetuação da injustiça será inevitável. Outro objetivo envolve o desenvolvimento de uma consciência de responsabilidade social entre os cristãos, Igrejas e estrutura denominacional. Quais as possibilidades de mudança das estruturas de perpetuação da injustiça, apontadas pelo documento? Eis os caminhos apresentados: “1. Força da proclamação do Evangelho e do tes-

temunho; 2. Influência junto às instituições existentes que atuam nas áreas de repercussão social; 3. Participação nas reformas das estruturas necessárias à evolução social, moral, educacional e econômica da população; 4. Atuação nas causas profundas que determinam a existência de injustiças e sofrimentos na vida dos brasileiros; 5. Influência junto aos poderes públicos, em especial o legislativo, com o objetivo de criar leis e instituições necessárias à consecução dos objetivos do bem-estar social e da justiça; 6. Utilização dos meios de comunicação em geral para opinar sobre questões significativas relativas à ação social, buscando assim influir na opinião pública, tornando conhecido o pensamento dos Batistas.” A Filosofia da CBB ensina que como povo cristão precisamos: “1. Identificar e tratar as circunstâncias que impedem o homem de alcançar padrões econômicos e sociais compatíveis com a sua digni-

dade; 2. Colher elementos e elaborar dados referentes a problemas ou disfunções que estejam a exigir reformas das estruturas e sistemas sociais e 3. Criar condições para a participação consciente de indivíduos, grupos, comunidades e populações nas mudanças que se revelarem necessárias”. Como Batistas, afirmamos nosso compromisso de buscar evidenciar o Amor de Deus, proclamando a verdade da salvação, realizando atos de misericórdia para minorar o sofrimento e opondo-se contra todas as estruturas injustas em nossa sociedade. Cabe perguntar: estamos sendo fiéis? Buscamos proclamar a verdade da salvação? Realizamos atos de misericórdia aos sofridos do mundo? Nos opomos com clareza às injustas estruturas perpetuadoras da pobreza em nossa sociedade? Como nos ensinou Tiago, “Aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”.

Graças a Deus; louvado seja! E disse mais; Eu venho como estou; usa-me! Salve a minha alma...Ela é tua; É teu o meu coração! Quando o menino veio apressado, esbaforido, trazer a notícia E aquele menino ficava gritando e dando só aleluias Deus seja louvado: bendito seja o Seu nome! Estava suado, com a mão no seu peito; estava cansado Porque o seu pai tinha blasfemado contra Deus Mas muito feliz, realizado, todos perceberam A sua alegria no rosto estampada, quando falava, dizendo: Inconsequentemente, porque, infelizmente, Ele não gostava que lhe falassem de Cristo Cheguei da Igreja onde meu pai foi batizado Porque expulsava os crentes da sua casa e dizia E confessado publicamente que meu Jesus Que não adiantava tentar convencê-lo que veio para salvá-lo Era o seu Senhor e seu Salvador! Para tirá-lo das trevas em que se encontrava a sua alma... Ele confessou ser um pecador e pediu perdão Pelos seus pecados e que acreditava que Jesus tinha II Ressuscitado no terceiro dia após Sua morte Quem tinha ouvido tão grata notícia E que tinha voltado pro céu para ficar com seu Pai Acharam que era uma grande graça; grande livramento O nosso Deus, o Criador do céu e da terra Pra sua família que não mais suportava o sofrimento O Onipresente; o Onipotente; o Onisciente De ter em casa aquele homem tão violento Que amou o mundo de tal maneira Que não gostava da santa Palavra de Deus Que deu Seu filho unigênito, para que todo aquele Que estava contida na Bíblia Sagrada Que nele cresse não perecesse E que tinha uma passagem que nos alertava, dizendo: Mas que tivesse a vida eterna! D’Israel (Israel Pinto da Silva), membro da Quarta Igreja Batista do Rio de Janeiro, colaborador de o JB

Jornal Batista nº 03-2017  

A Convenção Batista Brasileira em parceria com a JMN, vêm trabalhando intensamente na divulgação do Censo Batista. É importante que a sua Ig...

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