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Apresentação.

Oi.

Essa é a AL DENTE. Ela é um projeto acadêmico para a matéria de Tecnologias Digitais do Curso de Design Gráfico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Eu me chamo Adhara Savi, idealizei e montei essa revista. Leve-a para a cozinha, coloque as receitas em prática e divirta-se ;)


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vegetal sensação

2 xícaras (chá) trigo para quibe / 2 xícaras (chá) caldo de legumes morno 1/2 xícara (chá) nozes picadas / 1 colher (chá) sal marinho 1 fio generoso de azeite / 1 colher (chá) pimenta-rosa moída 1 colher (sopa) cebolinha picada / 1 xícara (chá) abobrinha cortada finamente 1 xícara (chá) brócolis com os talos cortados em pedaços de 1 cm 2 xícaras (chá) folhas e talos de espinafre (ou escarola) cortados finamente 1 xícara (chá) alho-poró cortado finamente / 1 xícara (chá) abóbora japonesa com a casca ralada 1/2 xícara (chá) cenoura ralada finamente / 1 xícara (chá) erva-doce ou salsão picados finamente 200g tofu / 1 colher (chá) sal marinho / 1/2 colher (chá) pimenta-rosa 1/4 xícara (chá) talos de salsinha picados / 1/4 xícara (chá) manjericão

ingredientes:

Quibe de talos de VEGETAIS ________________________


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Aqueça o forno a 200 graus; Distribua metade da massa de trigo em uma fôrma de vidro Por cima, espalhe todo o recheio; Finalize com o restante do trigo e aperte para que fique firme; Leve ao forno por 20 minutos; Sirva com coalhada seca e azeite.

finalização

Misture todos os ingredientes e amasse gentilmente até ficar homogêneo;

recheio

Lave o trigo em uma peneira fina, escorra e coloque em uma bacia; Acrescente o caldo de legumes e deixe repousar por 20 minutos; Acrescente as nozes, o sal, o azeite, a pimenta e a cebolinha; Misture o trigo hidratado com o caldo de legumes aos temperos e amasse com as mãos por 5 minutos;

modo de preparo:


Comfort Food de

Mestre por Sergio Crusco

G

RANDES PRODUÇÕES GASTRONÔMICAS, preparos complicados, pompa ou circunstancia não costumavam agradar a Antonio Carlos Jobim à mesa. O compositor de “Lígia”, “Luíza”, ”Tereza da Praia” e de outras tantas maravilhas dava-se por contente se estivesse cercado por amigos, saboreando uma carne na brasa, acompanhada de um chope gelado, quem sabe um uisquinho, talvez um vinho. O ingrediente principal de suas longas tardes e noites nos bares de Ipanema ou do Leblon era mesmo a conversa fiada. “Você já viu que 99% das coisas que a gente fala não tem a menor importância? Aliás, isto que falei também não tem a menor importância”, disse a ele certa vez o amigo Aloísio de Oliveira, numa roda de amigos no Antonio’s , extinto restaurante que reunia o fino do fino da boemia carioca. Era fácil encontrar Tom Jobim e sua turma no pedaço, no Antonio’s ou em outros pontos onde fervilhasse inteligência e beleza. No Veloso, boteco na esquina das ruas Prudente de Moraes e Montenegro, coração de Ipanema, Tom foi avisado pelo garçom de que “um gringo” queria falar com ele ao telefone. Era Frank Sinatra, convidando-o para gravar um disco em dueto. No mesmo Veloso, em tardes de bate-papo com Vinícius de Moraes, foi dada a largada para a criação de sua canção mais célebre, no começo da década de 1960. O ir e vir de uma menina linda inspiraria a dupla a compor “Garota de Ipanema” - prova de que mais de 1% do que se conversava no bar podia ter mais importância do que supunha Aloísio, pelo menos em se tratando de Tom e Vinícius. Com o sucesso mundial da canção, o botequim teve seu nome mudado para Garota de Ipanema (e, após a morte do poeta, a Montenegro passou a chamar-se Vinicius de Moraes). Tom não gostou da novidade (o novo nome do bar, não o da rua), preferiu bandear-se para outros cantos da zona sul carioca, onde pudesse prosear em paz sem ser apontado como atração turística.

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O compositor gostava era de comida simples. Seus pontos preferidos da boemia a partir dos anos 80 - ou o triangulo das bermudas, como gostava de chamar - eram os dois simplórios bares Universidade do Chope e Arataca (instalado dentro da Cobal do Leblon, um entreposto de hortifrutis) e a ampla churrascaria Plataforma, do amigo Alberico Campana, onde raramente era aporrinhado. “Os chatos não gostam de lugares grandes. Preferem os pequenos restaurantes, onde encurralam suas vítimas”, dizia. Sossegado em seu canto - rodeado por amigos como os atores Hugo Carvana e José Lewgoy, os escritores João Ubaldo Ribeiro e Paulo Mendes Campos -, Tom lançou algumas modas gastronômicas e etílicas. Umas delas, o chope pipoca, menorzinho, servido em taça de vinho, para que não houvesse tempo de esquentar. Outra o frango atropelado, que nada mais era do que a ave inteira, desossada e preparada na brasa, assim apelidada por Tom pela aparência de ter sido esmagada pelas rodas de um automóvel antes de ir parar na grelha. Papava-o animadamente na companhia de arroz branco, mais nada. No que dependesse seu paladar, as refeições não seriam tão frugais. Tom gostava das carnes opulentas, suspirava ante um filé dourado pro fora e sangrento por dentro, guarnecido por dois ovos passados na manteiga. Vinha lutando, porém contra o colesterol alto e era amorosamente inspecionado pela segunda mulher, Ana Lontra Jobim. Quando e dava suas escapadas , pedia que a carne vermelha viesse acompanhada por 10 ou 12

dentes de alho cozidos em água fervente. Lera em algum lugar que o alho afinava o sangue e, assim, acreditava neutralizar os efeitos nocivos da gordura animal, como conta seu biógrafo Sérgio Cabral. Sentia saudade dos prazeres da mesa carioca de boteco quando tinha que passar longos períodos no estrangeiro, gravando discos ou cumprindo turnês de shows. Na Califórnia, onde passou boa parte das décadas 60 e 70, virava-se com caranguejos carnudos na costa do Pacífico. Mas reclamava: “Aqui não tem picanha”. Na França ou em Portugal, recorria às sardinhas na brasa. Quando voltava ao Rio, matava a saudade a borde de um prato de camarões com jiló ou quiabo. Também amava caldo de mocotó e canja de galinha. Em mais uma de suas tiradas, Tom explicava que só se ausentava do Rio de Janeiro para se certificar que suas músicas estavam sendo gravadas corretamente no exterior. Ironicamente, morreu em 1994 em Nova York, aos 67 anos, longe das praias que sempre amou, das garotas que percorriam suas areias em doce balanço, das aves da Mata Atlântica que invadiam seu quintal e que cantou em tantas músicas.

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Receita de FRANGO ATROPELADO Ingredientes: • 1 frango desossado de cerca de um quilo • Sal grosso Caldo para marinar: • Suco de laranja • Folhas de manjericão fresco • Sal • Pimenta do reino branca moída na hora Modo de preparo • Salgue o frango com a quantidade de sal grosso desejada e leve-o à grelha da churrasqueira, esperando que alcance o ponto desejado. Ele deve ser servido quase bem passado - do contrário, pode ficar ressecado. • Se desejar, pode grelhá-lo com a pele, tomando o cuidado de retirá-la antes de servir, caso queira um prato menos rico em colesterol. Sirva com arroz branco (como Tom Jobim gostava) ou com creme de milho. • Se você quiser adicionar um pouco mais de sabor à receita básica apreciada por Jobim, marine a carne de frango em suco de laranja, folhas de manjericão fresco a gosto, sal, pimenta-do-reino-branca moída na hora. Deixe o frango imerso nesse caldo por pelo menos meia hora antes de levá-lo à grelha.

prato principal


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Créditos ___________________ CAPA | Foto por Adhara Savi. Página 2 | Foto por Adhara Savi. Página 5 | Foto por Leticia Moreira/Folhapress. Página 6 | Foto por Antônio Andrade. Disponível em: http://www.elfikurten.com.br/2013/03/antonio-carlos-jobim-tom-jobim.html. Acesso em: 02 de abr. 2013. Página 8-9 | Foto por Otto Stupakoff. Disponível em: http://www.comunidademoda.com.br/wo-content/uploads/2009/11/historai-da-moda-otto-stupakoff-01.jpg. Acesso em 04 de abr. 2013. Página 11 | Autor Desconhecido. Disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-exYJ5ag41EI/ TZJhV0umOqI/AAAAAAAAASU/XOxkTBa-eZA/ s1600/24_MHG_cult_tom02.jpg. Acesso em 04 de abr. 2013.


Referências ___________________ Página 4-5 | FOLHA DE S. PAULO. Quibe de talos. Disponível em: http://receita.folha.com.br/receita/2492. Acesso em: 23 de mar. 2013. Página 7-9 | CRUSCO, Sergio. Comfort food de mestre. Gastronomia Angeloni, Santa Catarina, n. 7, p. 41-43, mar./abr. 2013. Página 10-11 | CRUSCO, Sergio. Comfort food de mestre. Gastronomia Angeloni, Santa Catarina, n. 7, p. 42, mar/abr. 2013.

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Obrigado e Volte Sempre ___________________ Edição 01 - abril 2013

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Al dente versão 02