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embarcados para o envio de informação em tempo real para o PR. • Uma Unidade de Comando UC450 que funciona como interface Homem-Máquina (MMI) do maquinista.

3.A NECESSIDADE DO SISTEMA DIGITAL GSM-R A utilização de sistemas de comunicações proprietários e independentes, desenvolvidos à medida das necessidades de cada país, conduziu a Europa para uma situação de impossibilidade técnica de interoperabilidade de comunicações, em termos da livre circulação do material circulante entre fronteiras. Fruto de várias directivas comunitárias, caminhamos hoje a passos largos no sentido da globalização das comunicações ferroviárias, que teve o seu início em 1992, quando a União Internacional dos Caminhos-de-ferro (UIC) [2] decidiu pela adopção do GSM como base para o desenvolvimento do futuro standard digital de comunicações móveis. No âmbito dos projectos EIRENE (European Integrated Railway Radio Enhanced NEtwork) e MORANE (MObile RAdio for Railways Networks in Europe), foram definidos os requisitos e especificações deste sistema, com especial ênfase para a interoperabilidade ferroviária, numa estreita parceria com o grupo ETSI-SMG (Special Mobile Group), resultando assim o standard GSM-R. Mais tarde, em 1997, foi assinado um MoU (Memorandum of Understanding) por 32 operadores de 24 países da Europa, entre os quais Portugal, ao qual se seguiu em 2003 a assinatura por parte de 16 operadores de um AoI (Agreement of Implementation), estando actualmente a tecnologia GSM-R em pleno funcionamento em 15 países prevendo-se que, em 2008, este standard tenha já sido adoptado por um total de 34 países a nível mundial.

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Face a esta realidade, os Operadores e Gestores de Infra-estrutura Ferroviárias ponderam logicamente a necessidade de evolução dos seus diferentes sistemas de comunicações para o standard GSM-R, sendo natural que os vários responsáveis a nível nacional pela implementação do sistema de comunicações ferroviárias se

interroguem com a seguinte questão: Como vamos evoluir em Portugal para o sistema GSM-R?

4. DOIS CENÁRIOS DE TRANSIÇÃO DO SISTEMA ANALÓGICO PARA GSM-R A evolução das actuais redes de comunicação ferroviárias Rádio Solo-Comboio para uma rede baseada nas especificações EIRENE faz parte da estratégia europeia de harmonização, que se materializa do ponto de vista tecnológico nas Especificações Técnicas de Interoperabilidade [3].

Esta evolução poderá ser realizada de várias formas, sendo pouco provável que sejam adoptados os mesmos métodos pelos vários operadores e gestores de infra-estrutura europeus, por alguns dos factores a seguir enumerados: 1. A transição deverá ter em conta as especificidades nacionais de cada país, no que concerne o controlo do comando circulação 2. Estabelecimento dos níveis de indisponibilidade das comunicações durante o processo de transição 3. Continuidade da operação durante o período de transição 4. Impacto ao nível da segurança - que contorno a transição deve seguir de modo a que este impacto seja nulo 5. Gestão de alarmes 6. Custos do processo de transição e granularidade conseguida no controlo dos investimentos a efectuar, quer pelos operadores quer pelo gestor de infra-estrutura Não constituindo uma lista extensiva, estes factores irão certamente moldar a forma como cada país pretende evoluir para o GSM-R, havendo à partida dois caminhos distintos, o caminho da substituição e o caminho da migração gradual. Tendo por hipótese a análise de uma solução de substituição da tecnologia existente pela tecnologia GSM-R, podemos chegar rapidamente à conclusão de que o caminho da substituição tornar-se-ia no limite impraticável, à medida que fossemos aumentando a complexidade da rede. A título de exemplo, consideremos a rede ferroviária composta apenas por uma linha isolada,

Revista FERXXI - 7ºCongresso Nacional - Teses  

Publicação relacionada com sistemas de transporte. Realizada pela ADFER - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Ferroviário. Speciali...

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