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7º Congresso Nacional do Transporte Ferroviário

negociação a possibilidade de esse financiamento se estender ao equipamento de bordo a montar no material circulante.

3.5 SITUAÇÃO ACTUAL DOS SISTEMAS DE SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO INSTALADOS NA REDE NACIONAL

Tal, tem haver com o facto de que com a introdução do sistema ERTMS, nomeadamente nos seus níveis 2 e 3, o gestor de infra-estruturas vai obter economias importantes, pois passa a ter menos equipamento na via, deixando de ter sinalização lateral e equipamento de detecção (só no nível 3), com os benefícios que daí advêm quer em termos na economia dos equipamentos a instalar, quer na manutenção, quer ainda em ganhos na fiabilidade, na capacidade e na menor responsabilidade em caso de incidente ligado à circulação, transferindo grande parte dessa responsabilidade para os operadores.

Infra-estrutura A parte fundamental da rede ferroviária nacional está equipada com o sistema de controlo de velocidade CONVEL e com o sistema de comunicações Rádio Solo-Comboio.

Prevê-se apenas o financiamento dos processos de migração do equipamento no material circulante existente, não estando previsto no caso de novas locomotivas ou automotoras, pois nestes, o custo de instalação nova é neutro comparativamente à instalação do equipamento actual. Prevê-se que sejam elegíveis os seguintes custos: • Desenvolvimento de Protótipos • Custos de engenharia • Custo de testes • Custos de certificação das instalações • Custos de instalação série • Custos do equipamento • Custos de instalação Presentemente estão em discussão duas hipóteses: • financiamento de 50% dos custos de protótipos e de 70.000 € (fixo) por cada instalação de locomotiva / automotora • ou, financiamento fixo de 100.000 € por cada instalação de locomotiva / automotora, não havendo diferenciação entre protótipos e serie. Só será elegível o material circulante que entrou ao serviço depois de 1 de Janeiro de 1985. Os países da adesão poderão ainda recorrer aos fundos estruturais, que no caso de Portugal irão diminuir a partir de 2007. Em termos dos sistemas actuais instalados no material da CP, Convel e RSC, o financiamento foi no passado entre 30 a 50%, obtido através dos fundos de coesão.

No ano de 1990, a CP (então como empresa integrada) iniciou um longo processo de modernização dos troços principais da rede ferroviária. Essa modernização incluía a instalação de um sistema de Controlo de Velocidade de patente Sueca - Ebicab 700, designado CONVEL, e de um sistema de comunicação rádio analógico, de acordo com as especificações UIC, de patente Suíça, designado Rádio Solo-Comboio (RSC). O CONVEL está actualmente instalado em toda a rede principal e em alguns troços da rede complementar, a par dos sistemas automáticos (eléctricos e electrónicos) de sinalização e de detecção de comboios. Material Circulante O sistema Convel encontra-se presentemente instalado em 175 locomotivas e 314 automotoras, perfazendo um total de 459 unidades motoras correspondendo a 724 sistemas embarcados instalados. Estando praticamente toda a frota de material circulante motor e automotor equipada. O sistema de rádio solo-comboio (RSC) encontrase instalado em 428 unidades motoras, das quais 267 são automotoras e 168 são locomotivas, correspondendo a um total 675 sistemas instalados. Verifica-se assim que o parque de material circulante motor e automotor activo de bitola larga da CP (que é presentemente de 439 unidades) se encontra praticamente todo equipado com CONVEL e RSC.

4. PANORAMA DA INTEROPERABILIDADE ENTRE PORTUGAL-ESPANHA Negócio CP - Tráfego Internacional Actualmente entre Portugal e Espanha existem quatro pontos de ligação ferroviária: • Valença do Minho - Tui • Vilar Formoso - Fuentes de Oñoro

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Revista FERXXI - 7ºCongresso Nacional - Teses  

Publicação relacionada com sistemas de transporte. Realizada pela ADFER - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Ferroviário. Speciali...

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