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NรกuticaeCoesรฃoSocial



ManualdeBoasPrรกticasparao DesportoAdaptado   




Índice 

Introdução................................................................................................................................................3 AcessosàEstruturaDesportiva.................................................................................................................6 Acessosaosbalneáriosdaestruturadesportiva........................................................................................7 Acessosàprática......................................................................................................................................8 Segurançaeboaspráticas–Recomendaçõesgerais..................................................................................9 Modalidade:Vela....................................................................................................................................11 Modalidade:Canoagem...........................................................................................................................16 Modalidade:Remo..................................................................................................................................19 Modalidade:Mergulho............................................................................................................................22 Modalidade:Surf.....................................................................................................................................24 Bibliografia..............................................................................................................................................26 





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Introdução Nãoexistemdúvidassobreofactodapráticadesportivacontribuirparao desenvolvimento da condição física e para a melhoria da qualidade de vidadosindivíduos,comoméritodedarvisibilidadeàssuascapacidades. Nesta perspectiva e numa de igualdade de oportunidades, o presente documento pretende constituirͲse como um Manual de Boas Práticas visandosobretudodarumpequenoimpulsoparamelhorareaumentaras condições da prática e oferta de desportos náuticos, não motorizados, paraportadores/asdeincapacidadee/oudeficiência,contribuindoparaa concretizaçãodosobjectivosdoProjectoNEA2(NáuticaEspaçoAtlântico 2) ao promover a coesão social das populações do Espaço Atlântico, desenvolvendo competências específicas e colectivas que possam ser partilhadasportodos/as,criandoumaabordagemparaaacessibilidade. EsteManualdeBoasPráticasmaisnãoédoqueumincentivosintéticoe pragmáticoàsupressãodasexigênciasenecessidadesemcriarcondições paraapráticadedesportosnáuticosatravésdadivulgaçãodascondições necessárias,taiscomo: ͲExistênciadeRecursosHumanosespecializados; ͲImplementaçãodeSinaléticaadequadaenãoenganadora; Ͳ Promoção da acessibilidade aos locais e actividades de acordo com indicaçõesespecíficasdecadamodalidade; ͲIdentificaçãodeentidadesqueorganizamactividadesadaptadas; ͲDivulgaçãodaexistênciadeequipamentosadaptadoseadaptáveis;

ͲIncentivoaotrabalhointegradodeagenteseinstituiçõeslocais,criando parceriasdinamizadorasdodesportonáutico. AestruturadoManualsegueumalinhadeorientaçãosegundonormasde acessibilidades à estrutura desportiva, aos balneários da mesma, às acessibilidades à prática das modalidades, numa lógica transversal e de aproveitamento dos espaços. Apresenta também um conjunto de boas práticas ao nível da segurança colaterais às diversas modalidades, bem como às diferentes deficiências e incapacidades. Por fim, são apresentadasasrecomendaçõespormodalidade. Nosentidodaigualdadedeoportunidades,jáumasériedemanifestações contribuíram para que profundas mudanças se tenham processado nas últimasdécadas,entreelas:iniciativasdeorganizaçõesinternacionaisem favor do valor da pessoa e dos direitos humanos, do respeito pela diversidade, da luta contra a discriminação, avanços tecnológicos e científicos,bemcomoacrescenteconsciênciaeresponsabilidadepolítica esocial. No entanto, o efectivo bemͲestar e o pleno exercício dos direitos das pessoas com incapacidades ou deficiências, continua longe de ser uma realidade generalizada, persistindo a imagem desvalorizada e desvalorizantedestaspessoasquevivemcomdiferentestiposegrausde limitaçõesnassuasactividades. O total exercício dos direitos das pessoas portadoras de deficiência ou com algum tipo de incapacidade, bem como a sua qualidade de vida, passampelapromoçãodeumconjuntomuitodistintoderealidadesque vãodesdeasajudastécnicasaoacessoaosedifícioseequipamentos.

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Introdução ComacriaçãodoDecretoͲLeinº163/2006,de8deAgosto,aprovouͲseo regime de acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público,viapúblicaeedifícioshabitacionais,visandoaconstruçãodeum sistema global, coerente e ordenado em matéria de acessibilidades, passíveldefacultaràspessoascommobilidadecondicionadaascondições iguaisàsdasrestantespessoas.Apesardosesforçosfeitosnestesentido, assistimosàpersistênciadediversosobstáculosàimplementaçãodeuma sociedadeacessível.Éclaroque,aeliminaçãodasbarreirasfazͲsecomo tempo,asociedadesómudaquandotodos/astiveremaconsciênciaque ela deve mudar e nem sempre a legislação resolve as lacunas nela contidas. Não obstante e de acordo com o Plano de Acção para a Integração de PessoascomDeficiênciasouIncapacidade(2006Ͳ2009),noqueconcerne ao Desporto, o acesso das pessoas com deficiências ou incapacidades para a prática de actividades desportivas nas suas vertentes lúdicas, de reabilitação e de competição, constitui um factor de vital importância, sendo também no exercício destas actividades que estes/as cidadãos/ãs têmvindoaassumirmelhoresníveisdeacessibilidadepsicológicaesocial eademonstrarassuaspotencialidadesecapacidades. No entanto, também neste âmbito se verifica um grande número de constrangimentos, dadas as muitas barreiras existentes: arquitectónicas, urbanísticas e financeiras, e ainda, pela ainda muito pouca expressão socialdeumaculturaefectivamenteinclusiva. De acordo com a Associação Portuguesa de Deficientes, o desporto em Portugal para as pessoas com deficiência e/ou incapacidade ainda está

muito confinado às associações e organizações da área da deficiência, realçandoͲsecomoconsequênciaimediataareduçãodaoferta. ImportasalientarqueopresenteManualsebaseianaformulaçãodeboas práticas referentes à vertente lúdica dos desportosabordados, e não da vertente de competição, dado que, nesse caso é necessário respeitar as categoriasestabelecidaspelasFederações. O presente trabalho, para além de ter sido composto por intensas e diversas pesquisas, entrevistas, análise documental (Planos de Acção, documentos institucionais e Legislação, entre outros), contou com a colaboração de várias entidades e personalidades individuais que procuram promover e desenvolver o desporto adaptado em Portugal e queseprontificaramacolaborarcomesteprojecto. Quantoàsfontesprimordiaisdeinformaçãotécnicaeespecífica,nocaso da Vela, a informação disponível baseouͲse essencialmente no MANUAL DEVELAADAPTADAdisponívelemFormatoDigital,compiladoapartirde contribuições de velejadores/as portadores/as de deficiências de países membros da IFDS (International Sailing Federation) e de membros do Technical SubͲcommittee da ISAF/IFDS Disabled Saling Committee. A primeira versão do manual referido foi apresentada nos Jogos Paraolímpicos de Atlanta, em 1996. A versão analisada foi apresentada em Novembro de 2005, sendo uma tradução e adaptação da responsabilidadedaFederaçãoPortuguesadeVela.Relativamenteaesta modalidade foi também crucial o apoio prestado por parte do CLUBE NAVAL DO FUNCHAL, que disponibilizou informação relativa às especificações das embarcações utilizadas, como se processa a

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Introdução Introdução acessibilidade à prática da modalidade bem como os recursos humanos necessáriosaoapoiodopraticante. NoqueconcerneàCanoagem,salientamͲseoscontactosrealizadoscom oSPORTINGCLUBEDEAVEIRO(PedroÂdrego),bemcomocomoCLUBE ATLÉTICO DO MONTIJO (Ivo Quendera, principal responsável pelo desenvolvimentodaCanoagemparatodos/asemPortugal). Relativamente ao Remo, os contactos chave foram estabelecidos com o CLUBE DOS GALITOS – AVEIRO (Pedro Matos) e com a direcção do Projecto REGATA “PIRILAMPO MÁGICO” (iniciativa que tem como objectivo primordial proporcionar aos/às alunos/as e utentes de organizaçõesdeapoioajovenscomdeficiênciaintelectualapossibilidade deumconvíviosocialedesportivo,promovendoassimapráticaderemo portodasaspessoas)eresponsávelcompelasecçãodeRemodoCENTRO DESPORTIVOEUNIVERSITÁRIODOPORTO(CarlosGesta). QuantoaoMergulho,ainformaçãonecessáriaeespecíficafoicedidapela DDI PORTUGAL (DISABLED DIVERS INTERNATIONAL) – organização sem fins lucrativos que tem como objectivo promover a prática do mergulho para cidadãos/ãs portadores/as de deficiência, tendo, para o efeito, desenvolvido um conjunto de programas específicos. A DDI Portugal surgiuemJunhode2010comarealizaçãodoprimeirocursodeformação

deinstrutores,tendoapartirdaívindoadesenvolverdiversasactividades portodoopaís,deentreelasomergulhodepiscinaedemar,workshops eapresentações. No que concerne ao Surf, quanto às actividades desenvolvidas em Portugal verificouͲse que, embora existam iniciativas no sentido de desenvolver o Surf para todos/as, estas ainda não estão dotadas das estruturas/adaptações convenientes ou necessárias, havendo, no entanto,umesforçonessesentido.Destemodo,apesquisafoialargada, surgindo os casos brasileiros como pioneiros do desenvolvimento da modalidade e suas adaptações. DestacamͲse neste contexto as ONG´s “SURF ESPECIAL” e “ADAPTSURF”, instituições promotoras da inclusão social da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida através do desportoelazer,aproveitandoapraiacomoambienteeosurfadaptado como instrumento para tal. Acrescem ainda alguns exemplos de adaptações para a modalidade, nomeadamente pranchas especificamente fabricadas para deficientes visuais e uma prancha eléctrica de autoͲmoção desenvolvida em parceria entre a Nike e a ChannelIslandsparaJesseBillauerdafundação“LIFEROLLSON”,quese dedica à prestação de uma melhor qualidade de vida de jovens com mobilidadereduzida.

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Acessosàestruturadesportiva 



Especificações Estacionamento ͲSinalizado(nosoloevertical); ͲLargurasuperiora2,5me cumprimentonãoinferiora5m; ͲFaixalateraldeacessosuperiorou iguala1m. 

Acessoaoequipamento ͲSoloestável,nãomóvel (semdegraus); ͲLarguradelanços,patinse patamaressuperiora1,2m; ͲDecliveinferiora5%; ͲRampascomlargura superiora1,2m(seprojecção horizontalformenora10m, ainclinaçãoseráinferiora 6%comdesnívelnão superiora0,6m,seprojecção forinferiora5m,ainclinação serámenorque8%com desnívelnãosuperiora 0,4m);

Portas ͲAberturaparafora; ͲComlargurasuperiorou iguala0,87m; ͲRessaltoinferiora 0,02m; ͲNaexistênciadesoleiras providenciarrampas; ͲPortaserespectivas ombreiraseparedes devemseremcores contrastantes(para pessoasparcialmente invisuais).

Sinalização ͲHorários/tarifaindicadospor escrito;

Recepção ͲBalcãorebaixadocomumaaltura entre0,75me0,85m;

ͲAfixaçãoamenosde1,4mde altura;

ͲBalcãocomextensãoigualoumaiora 0,80m;

ͲMensagensescritasemBraille;

ͲFacilitaraaproximaçãofrontal;

ͲAssociaçãotexto/imagem;

ͲFuncionários/asinformados/as(se necessárioenocasodedificuldadede comunicação,escreverasindicações);

ͲDisponibilizaçãodeummapado lugar/estruturacomrelevo; ͲDistinguirinformaçãopermanente consoanteaincapacidade. 

ͲEquipamentosdeautoͲatendimento nocasodenãoexistirouestar presentea/orecepcionista. 



ͲPasseioscommaisde1,5m delargura; ͲAusênciadeobstáculos, principalmenteaoníveldo rosto; ͲCaminhomarcadoem relevo. 

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Acessosaosbalneáriosda Acessosaosbalneáriosda estruturadesportiva estruturadesportiva 



Especificações WC´s

Vestiários





Chuveiros

ͲSanitaelevadaentre0,45ma0,50m;

ͲDiferenciadosporsexo;

ͲDiferenciadosporsexo;

ͲComandoparadescargacomeixodobotão àalturade1m(tolerânciade0,02m);

ͲAusênciaderessalto(máx.0,02m)edegrau àentrada;

ͲBasedechuveiroextraͲplana(sifãono chão);

ͲDistânciaentreocentrodasanitaeabarra deapoiode0,30m,comalturade0,75m;

ͲTerumconjuntodecabides;

ͲBasedechuveiroquepermitaaentradade umacadeiraderodas;

ͲBarradeapoiohorizontalcomalturade 0,75mecumprimentomaiora0,75m; ͲEspaçodeusosuficienteaoladodasanita (paramanobrarcadeirasderodas); ͲZonadepermanêncianoslavabosentre 0,75me1,20m; ͲAlturadosurinóisdesdepisoatéaobordo entre0,6me0,65m;

ͲTerumbancofixonaparede(0,40mx 0,80m,comalturadochãode0,45m); ͲEspaçodemanobrasuficiente(caso cadeirasderodas)comrotaçãoa180º; ͲAlarmevisualesonoro. 

ͲTerumassentomóveloufixo(nocasode nãopoderentraracadeira)com comprimentosuperiora0,70m; ͲBarradeapoiohorizontalentre0,70me 0,80m; ͲEspaçodeusode0,80mx1,30m;

BanheirasAcessíveis ͲZonalivreaoladodabanheira(1,20mx 0,75m)comrecuode0,3mrelativamenteao assento,parapermitiratransferênciada pessoa; ͲAlturadopisoaobordosuperiorda banheiraa0,45m; ͲPossibilidadedeinstalarumassento(móvel oufixo)nabanheiraouplataformadenível; ͲBarrasdeapoio(definidassegundocada posiçãodoassento. 

ͲAcessoaointeriornãoinferiora0,80m. 

ͲAlarmevisualesonoro. 



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Acessosàpráticadesportiva  PontõeseCais 

Naimpossibilidadedeusarpontões

ͲSeremsuficientementeestáveis;

Ͳ Alguns/mas incapacitados/as motores serão capazes de embarcar em barcos de quilha fundeados,apartirdebotessemíͲrigidos.

ͲLarguraparapassarduascadeirasemsimultâneo; ͲBuracoseintervalosentrepranchasdeverãoserpequenosparaevitarquecadeirase/oupessoas fiquempresas; ͲExistênciadeumabordasalientequeservirádeguiaparadeficientesvisuaisereduziráhipótese dascadeirasderodascaíremàágua; ͲRelevosemdestaqueetintasvivas; ͲBordasdocaisidentificadascombandassonorasecoresvivas; ͲEvitarutilizaçãodedefensasgrandes;

PonteseSacadas Ͳ Escadas e parapeitos das pontes deverão ser mais alargadas; ͲPontedeacessoaocaisdeveráseramplaeestável revestida com antiderrapante para não haver risco deacidente.

ͲRampasdeacessoaospontõesdeverãoterbalaustradas; ͲSuperfíciedarampadeveráterripastransversaisparaserviremdeapoioaquemandanarampa (nãodandohipótesedepassarumacadeiraderodas); Ͳ Possibilidade de instalação de um cais de embarque numa área de encaixe que se pode tornar como que um estacionamento reservado a pessoas com incapacidade – número dos locais de embarquedevemserfacilmenteidentificáveisporumapessoacomvisãoparcial–contrastesentre figurasefundos,tamanhodosnúmeros.

Acessoàáguaporterra/areia Ͳ Passadeiras de borracha constituirão a melhor solução(ex.:tipoMobiͲMat–tapeteamovível).



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Segurançaeboaspráticas– RecomendaçõesGerais  Abordodeumbarcoemcimadeumaprancha,deverͲseͲátersemprepresenteahipótesedequeaocorrênciadeacidentespessoaisaumentaface àfaltadeequilíbrio,devisão,audição,etc.; Antes de ir para a água, todos/as devem estar a par das rotinas e procedimentos de segurança; devem saber usáͲlos (em caso de incapacidade elevada,revermecanismosemprecisãoantesdeiniciaraactividade); Emalgunscasos,darmaistempoaos/àspraticantesparaqueseorientemesaibamencontrarosequipamentosqueestãoguardadosecomousáͲ los; DeverͲseͲáabordarcadaindivíduoindividualmente,questionandosobreomodocomoaincapacidadeafectaaactividadeedequeformapoderáser ajudado; Evitaraassumpçãodequetodasaspessoascomummesmotipodeincapacidadeestãoincapacitadasdeigualmodo; Aspessoasqueassistemo/adeficientedevemterconsciênciadetodososobstáculosedificuldadesconsoanteaprática; Geriradeficiência/incapacidade(desdequenãosejaprofunda),é,essencialmente,umaresponsabilidadedo/apróprio/apraticante; Terconsciênciadequeaincapacidadevisualpodeconduziraquedassobreobstáculosnãodetectadosequeaincapacidadeauditivapodeimpedir escutaralgunsavisos; O tempo de permanência num barco ou na água deverá ser um assunto analisado entre todos/as para que se possam gerir as necessidades específicasdaformamaisadequada; Ascondiçõesmeteorológicassãodeterminantesparaoconfortodeumapessoacomdificuldadenamobilidadeeequilíbrioouquetenhadificuldade nocontroledatemperaturacorporal; Deveráhaversemprerecepção,orientaçãoeintegraçãodetodaequalquerpessoaincapacitada,principalmenteinvisuaisesurdos/as/mudos/as;

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Segurançaeboaspráticas– RecomendaçõesGerais FaceàincapacidadevisualdeverͲseͲáconcedertempoextraeapoioparaqueapessoaseorienteefamiliarizecomasinstalaçõeseequipamentos.Asindicações devemserfeitasoralmenteeseremprecisas; Faceàincapacidadeauditivaasinstruçõesdevemserdadasdeformaconcisaecoerenteverificando,posteriormente,seforamentendidas.“Inventar”umcódigo gestualparacomplementarasinstruçõesverbais; À excepção do mergulho e do Surf, para as restantes modalidades, deverá ser obrigatório o uso de colar cervical insuflável e colete insuflável (pelo menos inicialmente); Face à incapacidade motora deverá existir uma atenção redobrada face à adaptabilidade (gestão da actividade varia de pessoa para pessoa), à temperatura corporal,incontinênciaeusoexcessivodosmembrosactivos; Faceàdeficiênciamentalénecessáriorepetirconsecutivamenteasinstruções,sendoqueestasdeverãosercurtas,concisasemuitoclaras; Emalgumasmodalidadespraticadasporinvisuaisousurdos/asemudos/as,nãoexistenecessidadedeadaptaçõesdosequipamentos,noentanto,verificarͲseͲá umreforçodeatençãonasformasdecomunicaçãoentrepraticanteeinstrutores/as; Inicialmenteo/apraticantedeveráandarsempreacompanhado/aantes,duranteedepoisdaactividade.Nocasodemodalidadescomembarcações,asmesmas deverãodispordedoislugaresparaumcontactomaispróximoeseguroentreinstrutor/aepraticante; Emalgunscasoséobrigatóriosabernadardevidoaocontactodirectocomaáguaserofundamentodaactividade,comoéocasodoSurf; Serádeextremaimportânciaodevidoaquecimentoetreinofísicoparaalémdaactividade,deformaaaumentararesistênciado/apraticante(mesmoemcasode práticaemformalúdica); Qualquerpraticantedeveráserinstruído/asobreosmétodosausaremcasodasembarcaçõesvirarem(especialmentenocasodaCanoagemeRemo)–tendo formação/instruçãosobremanobrasdesegurança; Todas as estruturas desportivas deverão ter um Seguro de Responsabilidade Civil e Desportivo (acidentes pessoais e agentes desportivos com deficiências ou incapacidades).



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Modalidade:Vela Mecanismos,equipamentose condições Transferênciasparaaáguae apoioduranteaprática

Recomendações

Usarpneumáticos,semiͲrígidosoulanchasdeapoiodeformaçãoparaapoioe salvamento;

Especificações ͲTripuladosporduaspessoas; ͲDotadoscommeiosdesocorro,bóiassalvaͲvidas,ganchosdereboquee meiosradiofónicosdepedidodeajuda. Ͳ Passar da posição da cadeira ou de pé para a posição de sentado/a no pontão;





Fazeratransferênciaemtrêsetapas(naausênciadeoutrosmecanismos)com aajudadeduaspessoasnocasodeo/apraticanteserparaplégico/aou tetraplégico/a;

Fazeratransferênciaparaaáguacomoapoiodeumacinta(passadaporbaixo dosbraçosedetrásdosjoelhos);

ͲPassarotraseirodopontãoparaoconvésdobarcoedepoistransferiras pernas(emalgunscasostransferemprimeiroaspernas); ͲPassardoconvésparaopoço; ͲCroqueeumapegacoladanumprotectortipoJay,poderãoserauxílios importantes. ͲComguindaste(comrodasparaembarquesnapraia,beirarioourampa devaradouro); ͲComgruadetransferência. ͲUsodeumapranchadedeslize(quandohádistânciasignificativaentreo convéseacadeiraderodaseestessesituemmaisoumenosaomesmo nível); ͲUsodeumacaixadetransferência(apoioaotronco);



Outrostiposdetransferência;

Ͳ Cadeirinha usada para subir ao mastro ou arnês hospitalar, pode ser utilizadanatransferência; ͲAparelhodeforçanaretrancaounaadriçadagrandepodeserutilizado emconjugaçãocomasajudasdescritas; Ͳ Através de um elevador para cadeiras de rodas de acesso ao plano da água; Ͳ Através de um guindaste no cais (desaconselhável se o pontão for pequeno).

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Modalidade:Vela Mecanismos,equipamentos econdições

Recomendações

Especificações



Criaçãodeum“elevador”especialnocasodeocaissermuito “rebaixado”ouestarmarébaixa;

Ǧ Além de facilitar o acesso às docas, poderá ser usado para cargas e descargas de material.



Terum/amarinheiro/adecais;





Dispordeumaviaturadetransporteadaptado;





Dispordecadeirasanfíbias(nocasodoacessoserpelapraia);

 ͲColchõesparaprotecçãodapele,confortoeparaquemtiverdificuldadeemestabilizar otroncooumanterumadeterminadaposição(tambémparaatransferêncianocasode sernecessáriaprotecçãoconstante); Ͳ Protector tipo Jay é essencial para paraplégicos/as sem sensibilidade nas zonas posteriores;

Equipamentosemateriais necessáriosao/àpraticante

Termateriaisdeauxílioadequadosàscapacidadeseincapacidades do/apraticante/equipamentosdeprotecção;

ͲUsodeRoho(almofadainsuflável); ͲColetesebóiassalvaͲvidas; ͲFatostérmicos; ͲUsodecalçadoealmofadasouprotecçõesnaspernasepésnocasodeexistirpoucaou nenhumasensibilidadedosmembrosinferiores; ͲCintadesegurança; ͲTerdisponívelpalamentaseexplicaroseufuncionamentoantesdeiniciaraactividade.



Combinareprovidenciarumsistemadesinalizaçãoquepermita chamaraatenção(ométodohabitualdearrearagrandeédifícil paraalgumaspessoas);

ͲBandeirase/ousirenes.



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Modalidade:Vela Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações TipoAccess: ͲTemsistemadeenroladordavelanomastro,quesubstituiosrizos,ajustandoͲaavárias condiçõessemnecessidadedo/avelejador/asairdolugar;

Embarcaçõese restantes equipamentos:

BarcosadaptadosͲtipoAccessDinghie,MinijiouPionneer15(serve tambémcomobarcodesegurançaparaumportooupasseiose mergulhosvistoterumbordoacessível);

ͲTemumpatilhãocentrallastrado(tornaͲoquaseimpossíveldevirar); ͲDispõedeumcascocôncavoquepromovemaisestabilidade; Ͳ Velejador/a fica na posição de sentado/a, de frente, no fundo do barco em vez da posiçãolateral; ͲAlgunstêmservoͲassistênciaporjoystickqueoperaelectricamente.Podesercontrolado comamão,pé,oqueixoououtrapartemóveldocorpo(permiteaactividadeporparte dedeficientesprofundos). ͲSejarazoavelmenteestável; ͲTenhaumbompoçopoucoatravancado; ͲSejaadequadoparaascondiçõesdenavegaçãodolocal;



Qualqueroutrobarcodevelapodeserusado,desdeque:

Ͳ Tenha um “kit de iniciação” básico (colchão de campismo para protecção do corpo e para que o assento não escorregue, tábua que funcione como banco adicional para manobrasetransferências,bocadosdecaboefitaadesiva); ͲMinimizaçãodeobstruçõesaosmovimentosabordo; ͲTenhaoapetrechamentonecessárioeespecífico; ͲFerragensdeverãoestarlubrificadasparadiminuiraforçanasmanobras; Ͳ Posicionamento cuidadoso de todos os mordedores para que seja mais fácil folgar só comumamão.

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Modalidade:Vela  Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações ͲColchõessãoimportantes; ͲBancosadicionais(tipotábua)bempresos;

Embarcaçõese restantes equipamentos:

Ͳ Cadeiras de plástico (apoio extra ao tronco), com cinto para segurar velejador/a – apoiam o acesso à prática por parte de pessoas com grau de incapacidademuitoelevado; Alteraçõesnosassentosdobarco;

ͲSuperfícieaderenteparaajudarnaestabilidade; Ͳ Assento de Curtis (timoneiro faz a transposição de bordopara bordo pela frentedacanadoleme)proporcionaalgumapoiodorsal; Ͳ A superfície deverá ser aderente para ajudar na estabilidade (ex.: com colchão ou base de borracha), ou lisa e polida para facilitar movimentos – dependendodanecessidadeefinalidade. ͲEncurtar,alongarouarticularacanadolemeemrelaçãoàposiçãoemque sesentaotimoneiro/a; ͲColocarumaargolanopunhodacanadolemedemodoafacilitarapega aos/àsvelejadores/ascompoucaforçanasmãosoucompróteses;



Modificaçãonacanadoleme(paravelejadores/asportadores/asdeincapacidade motora,éimportantequeduranteasmanobraso/atimoneiro/anãoseja perturbadopelaintrusãodacanadoleme);

Ͳ Pôr tensão na cana do leme de modo a tornáͲla mais resistente ao movimento; ͲModificaçãonochicotedaescota–pequenasmodificaçõespodemserúteis paravelejadores/asquetenhamfaltadedestrezafinaoudeforçanosdedos; ͲParavelejador/ascomincapacidadevisualaidentificaçãodoscabosatravés dotactopodeserfacilitadacomaexistênciadediferentes“nós”nospróprios cabosoumarcasnosmesmos.

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Modalidade:Vela 

Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações ͲCabosdemanobraacessíveisnopoço; ͲMoitõesdequalidadecomrolamentosquereduzemoatrito;

Embarcaçõese restantes equipamentos:

ͲDesmultiplicaçõesaumentadas(reduzemesforçoparacaçar); Modificaçãonoaparelhodelaborar;

Ͳ Desmultiplicações em cascata do Bumejeque (aumenta a potência sem aumentarocomprimentodecaboacolher); Ͳ Pôr chicote na retranca de modo a poder sercaçado para baixo com ajuda de peso corporal (alguns velejadores consideram mais fácil caçar uma escota com chicoteasairdaretrancadoqueumaasairdofundo).



Terumsistemade“FineTrimming”–daescotadagrandepossibilitaa velejadores/ascompoucaforçanasmãoscaçarprimeirodeformaaproximada edepoiscaçarefectivamenteatravésdo“finetrimmer”.



      

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Modalidade:Canoagem  Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações

EspaçoeCondições

Escolherlocaisprotegidosdascorrentes.Deste modo,ociclodasmarésnãoserámuitoinfluente (águasparadas);





Escolherlocaisondeaprofundidadenãosejamuito acentuadasalvaguardandoasegurança;





Escolherlocaisdevisualizaçãoamplaecontrolo visualterrestreaceitável;



Transferênciasparaa águaeapoiodurante aprática

Usarpneumáticos,semiͲrígidosoulanchasdeapoio deformaçãoparaapoioesalvamento;



Terumarampadeacessoàáguaparacadeirasde rodasepessoascomdificuldadenamobilidade,uma viaturadetransporteadaptadoe/ouCadeiras anfíbias;



Fazeratransferênciaparaaáguacomoapoiode umacinta(passadaporbaixodosbraçosedetrásdos joelhos);

ͲTripuladosporduaspessoas; ͲDotadoscommeiosdesocorro,bóiassalvaͲvidas,ganchosdereboqueemeiosradiofónicosdepedidode ajuda. ͲRampacom6%deinclinaçãomáxima,comentravestransversaisdesegurançaelarguramínimade0,9Ͳ 1m. ͲComguindaste(comrodasparaembarquesnapraia,beirarioourampadevaradouro); ͲComgruadetransferência. ͲBóias(assinalandoazonadesegurança);



Terequipamentosdesegurançaacircundaraáreada actividade;

ͲCabos(afixadosaofundocomâncorasepoitas); ͲCordas; ͲRegeiras(úteisparasegurarosbarcosemcompetição–poucoúteisparaotreino/aprendizagem).



Combinareprovidenciarumsistemadesinalização quepermitaao/àpraticantechamaraatenção;

ͲBandeiraousirene.

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Modalidade:Canoagem Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações ͲColchões/almofadasparaprotecçãodapele,confortoeparaquemtiverdificuldadeemestabilizarotronco ou manter uma determinada posição (também para a transferência no caso de ser necessária protecção constante); ͲProtectortipoJayéessencialparaparaplégicos/assemsensibilidadenaszonasposteriores;

Transferênciasparaa águaeapoiodurante aprática

Termateriaisdeauxílioadequadosàscapacidadese incapacidadesdo/apraticante/equipamentosde protecção;

ͲColetesebóiassalvaͲvidas; ͲFatostérmicosemaillotdeRemo/canoagem; Ͳ Uso de calçado e almofadas ou protecções nas pernas e pés no caso de existir pouca ou nenhuma sensibilidadedosmembrosinferiores; ͲCintadesegurança; ͲEquipamentoauxiliar–palamentas.

      

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Modalidade:Canoagem Mecanismos, equipamentose condições Embarcaçõese restantes equipamentos:

Recomendações

Barcosadaptados;

Especificações

ͲKayakssitͲonͲtopcomadaptaçõesamovíveisdeesponja. ͲSejarazoavelmenteestávelcommaiorgraudeflutuação;



Qualqueroutrobarcodecanoagem (preferencialmentedelazerouturismo)podeser usado,desdeque:

ͲTenhaflutuadoreslaterais(nocasodeserum/aparaplégico/aoutetraplégico/aapraticarou,emalguns casosnecessáriosapenasinicialmente); ͲUsodeumpeso,nocasodeapessoaterummembroinferioramputado–tornaͲsedesnecessárioem algunscasos,comapráticaetempo. ͲSuperfícieaderenteparaajudarnaestabilidade;



Alteraçõesnosassentosdobarco;

ͲUsaralmofadaseencostosparaascostas(pessoasparaplégicas); ͲUsodecadeiradesuporteparaatletascomlesãomedular.



AlteraçõesnaPagaia/pagaiada;

ͲInicialmenteseráútilprovidenciarummecanismoquepermitaafixaçãodapagaiaaospulsos/mãosdo/a praticante(ex.:nocasodeatletascomlesãomedularouparalisiacerebralodesempenhodapagaiadafica prejudicadopelafaltadeequilíbrioedificuldadenarotaçãodotroncooupreensão–motricidadefina)sem comprometeralibertaçãodomesmoemcasodeviraraembarcação.Todosos/asrestantespraticantesnão aparentamdificuldades.

    

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Modalidade:Remo  Mecanismos,equipamentose condições

Recomendações

Especificações

EspaçoeCondições

Escolherlocaisprotegidosdascorrentes.Destemodo,ociclodasmarésnãoserá muitoinfluente(águasparadas);





Escolherlocaisondeaprofundidadenãosejamuitoacentuadasalvaguardandoa segurança;





Escolherlocaisdevisualizaçãoamplaecontrolovisualterrestreaceitável;



Transferênciasparaaáguae apoioduranteaprática

Usarpneumáticos,semiͲrígidosoulanchasdeapoiodeformaçãoparaapoioe salvamento;

ͲTripuladosporduaspessoas; Ͳ Dotados com meios de socorro, bóias salvaͲvidas, ganchos de reboqueemeiosradiofónicosdepedidodeajuda. 



Terumarampadeacessoàáguaparacadeirasderodasepessoascomdificuldade namobilidade,umaviaturadetransporteadaptadoe/ouCadeirasanfíbias;

ͲRampacom6%deinclinaçãomáxima,comentravestransversais desegurançaelarguramínimade0,9Ͳ1m. 



Fazeratransferênciaparaaáguacomoapoiodeumacinta(passadaporbaixodos braçosedetrásdosjoelhos);

ͲComguindaste(comrodasparaembarquesnapraia,beirarioou rampadevaradouro); ͲComgruadetransferência. ͲBóias(assinalandoazonadesegurança); ͲCabos(afixadosaofundocomâncorasepoitas);



Terequipamentosdesegurançaacircundaraáreadaactividade;

ͲCordas; Ͳ Regeiras (úteis para segurar os barcos em competição – pouco úteisparaotreino/aprendizagem).



Combinareprovidenciarumsistemadesinalizaçãoquepermitaao/àpraticante chamaraatenção;

ͲBandeiraousirene.

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Modalidade:Remo  Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações ͲColchões/almofadasparaprotecçãodapele,confortoeparaquemtiverdificuldadeemestabilizarotronco ou manter uma determinada posição (também para a transferência no caso de ser necessária protecção constante); ͲProtectortipoJayéessencialparaparaplégicos/assemsensibilidadenaszonasposteriores;

Transferênciasparaa águaeapoiodurante aprática

Termateriaisdeauxílioadequadosàscapacidadese incapacidadesdo/apraticante/equipamentosde protecção;

ͲColetesebóiassalvaͲvidas; ͲFatostérmicosemaillotdeRemo/canoagem; Ͳ Uso de calçado e almofadas ou protecções nas pernas e pés no caso de existir pouca ou nenhuma sensibilidadedosmembrosinferiores; ͲCintadesegurança; ͲEquipamentodeRemoparaͲolímpico–palamentas.

      

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Modalidade:Remo  Mecanismos, equipamentose condições Embarcaçõese restantes equipamentos:

Recomendações

Barcosadaptados;

Especificações

ͲTipoBotiͲBota(barcoconsideradomaisestáveleseguro,nãoexistindomaisfabricodomesmo). ͲSejarazoavelmenteestável;



Qualqueroutrobarcoderemopodeserusado, desdeque:

ͲTenhaflutuadoreslaterais(emalgunscasosapenasnecessáriosinicialmente); ͲUsodeumpeso,nocasodeapessoaterummembroinferioramputado–tornaͲsedesnecessárioem algunscasos,comapráticaetempo. ͲSuperfícieaderenteparaajudarnaestabilidade; ͲUsaralmofadaseencostosparaascostas(pessoasparaplégicas);



Alteraçõesnosassentosdobarco;

ͲUsodecadeiradesuporteparaatletascomlesãomedular; Ͳ Assentos fixos com encosto, no caso de paralisia dos membros inferiores ou dificuldade de rotação do tronco; ͲAssentodeslizantenocasodehavermobilidadedosmembrosinferiores. ͲTerflutuadoresnasaranhasparadarmaiorestabilidadeesegurançaao/àpraticante(casodeatletascom lesãomedularcomdesempenhodaremadaprejudicado);



AlteraçõesnosRemos;

ͲInicialmenteseráútilprovidenciarummecanismoquepermitaafixaçãodosremosaospulsos/mãosdo/a praticante (ex.:no caso de atletas com lesão medular ou paralisia cerebral o desempenho da remada fica prejudicadopelafaltadeequilíbrioedificuldadenarotaçãodotronco)semcomprometeralibertaçãodo/a mesmoemcasodeviraraembarcação.

 

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Modalidade:Mergulho  Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações

EspaçoeCondições

AinfraͲestruturadeacolhimentoàpráticadeMergulho (piscina)deverácumprircomoregulamentadono DecretoͲLeinº163/2006noquerespeitaàs acessibilidades;

Deverápossuirrampas,salasamplasedesobstruídaseportascomlargurasuficienteparaacirculação decadeirasderodas,WCebalneáriosadaptadosecomsinalizadoresdeemergênciaeequipamentos adequados.



Escolhercondições(maremeteorologia)convenientesà prática(mergulhonomar);

 ͲTripulados,nomínimo,porduaspessoas;

Transferênciasparaa águaeapoiodurantea prática

Usarpneumáticos,semiͲrígidosoulanchasdeapoiode formaçãoparaapoioesalvamento;

ͲDotadoscommeiosdesocorro,bóiassalvaͲvidasemeiosradiofónicosdepedidodeajuda; ͲOssemiͲrígidosdeverãopossuirbancoscomcostas,preferencialmentetransversaisàembarcaçãoe munidosdecintosdesegurança,paraqueapessoasesentedeformasegura. Ͳ No caso de a transferência ser feita para um semiͲrígido, a rampa ou plataforma de acesso à embarcação deverá estar o máximo possível próxima da embarcação, de forma a facilitar a transferência,devendoestasersempreassistidapelo/ainstrutor/a,skippere/ouacompanhante;



Terumarampadeacessoàsembarcaçõesparacadeiras derodasepessoascomdificuldadenamobilidade;



Fazeratransferênciaparaaáguacomoapoiodeuma plataformadeacessoaomar,comumpórtico suficientementelargoparaatransferência;





Combinareprovidenciarumsistemadesinalizaçãoque permitaao/àpraticantechamaraatenção;

ͲBandeiraoulanterna.

ͲNocasodeatransferênciaserfeitaparaumaembarcaçãomaior,ondeascadeirasderodaspossam entrar,arampadeverásersuficientementelargaesegura,facilitandoatransferênciaepromovendo segurança.Nestecasoapessoapoderáficarsentadanaprópriacadeira,aqualdeveráserpeadade formaanãosairdolugar.



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Modalidade:Mergulho Mecanismos,equipamentose condições

Recomendações

Especificações

Equipamentodemergulho (adaptações)

Alteraçõesnofatode mergulho;

ͲApeçapoderáseradaptadacasoacasopósͲcompra(existemtambémempresasespecializadasnasuatransformação), dependendodafisionomiado/apraticante.



AjustesnoBCD–Colete equilibrador;

ͲRealizadoscomaajudado/ainstrutor/ademergulhoqueoefectuarácasoacaso.



Usodemáscarafacial.

ͲNecessárioapenasemalgunscasos,designadospelos/asinstrutores/as,dependendodecadacaso.

          

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Modalidade:Surf  Mecanismos, equipamentosecondições

Recomendações

Especificações

EspaçoeCondições

Escolherzonasecondiçõesemqueasondasnãosejammuitograndesedeforte rebentação,promovendomaiorsegurançaao/àpraticante(especialmenteno início/adaptaçãodaactividade);

Transferênciasparaaágua eapoioduranteaprática

Usarpneumáticos,semiͲrígidos,lanchasdeapoiodeformaçãooumotasdeágua paraapoioesalvamento;

ͲTripuladosporduaspessoas;



Fazeratransferênciaparaaáguacomoapoiodeumacadeiraanfíbia;

ͲNocasodeo/apraticantetermobilidadereduzida.



O/apraticantedeverásersempreacompanhado/adepertopelo/ainstrutor/aou monitor/a(pelomenos,inicialmente/fasedeadaptação);





Combinareprovidenciarumsistemadesinalizaçãoquepermitaao/àpraticante chamaraatenção;

ͲBandeiraousirenepresanopulso.



Termateriaisdeauxílioadequadosàscapacidadeseincapacidadesdo/a praticante/equipamentosdeprotecção;



ͲDotadoscommeiosdesocorro,bóiassalvaͲvidaseganchosdereboque.

ͲFatosdemergulho/neoprenedeacordocomfisionomiado/apraticante (emalgunscasosénecessáriaadaptaçãodofato); Ͳ Cintas de segurança (especialmente na fase inicial permitindo ao/à instrutor/aou monitor/aagarrar/puxar,deformaseguraesemmagoar, o/apraticantequandonecessário).

    

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Modalidade:Surf Mecanismos, equipamentose condições

Recomendações

Especificações ͲOndulaçõesparaosuportedospés; ͲFrisosemaltorelevo;

Embarcaçõese restantes equipamentos

Pranchasadaptadasparainvisuais(10distinçõesemrelaçãoà pranchatradicionaldivididasem3categorias–tacto,percepções auditivasemedidasdesegurança);

ͲBordasparaoposicionamentodasmãosevelcroparaoposicionamento(relevosdispostos em pontos estratégicos do equipamento dão ao/à praticante melhor noção da localização, principalmenteemrelaçãoaopontocentraldaprancha); ͲDispordealçasdefixaçãoparafacilitaroapoioesegurançado/apraticante; ͲGuizosnobicoenarabeta(proporcionammelhororientaçãoauditiva); ͲBicoerabetarevestidoscomE.V.A.antiͲimpactoequilhasemfibradevidrotambém envoltasemE.V.A.oudeborrachamaleável(excluiprobabilidadedeacidentecomamesma). Ͳ Velcro para posicionamento (especialmente nos joelhos no caso do/a praticante se conseguirlevantarnapranchaͲajoelhado); ͲPranchadeverásermaislargaecommaiorflutuação; ͲCurvadedeckmais“afundada”paramanterummaiorequilíbrio;



Pranchasadaptadasapraticantescommobilidadereduzidaoucom dificuldadenalocomoçãoeequilíbrio;

ͲDispordealçasdefixaçãoparafacilitaroapoioesegurançado/apraticante; Ͳ Bico e rabeta revestidos com E.V.A. antiͲimpacto e quilhas em fibra de vidro também envoltas em E.V.A. (Etil Vinil Acetato) ou de borracha maleável (exclui probabilidade de acidentecomamesma); ͲPermitiroacoplamentodeoutrosacessóriosnecessárioseadaptáveis; ͲOndulaçãofinalnapranchaparaosuportedospés.



PranchaseléctricasdeautoͲmoção.

ͲEmcasosemqueo/apraticantetenhaextremadificuldadenaexecuçãodaremada.

 

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Bibliografia  Legislação DecretoͲLeinº163/2006de8deAgosto.Disponívelem:http://www.dre.pt/pdf1sdip/2006/08/15200/56705689.PDF; DecretoͲLeinº34/2007de15deFevereiro.Disponívelem:http://www.dre.pt/pdf1sdip/2007/02/03300/11761177.PDF; Leinº38/2004de18deAgosto.Disponívelem:http:http://www.idesporto.pt/DATA/DOCS/LEGISLACAO/Doc05_052.pdf; Leinº46/2006de28deAgosto.Disponívelem:http://www.cmͲ porto.pt/users/0/58/l4606Lein462006de28deAgostoprobeepuneadiscriminaoemrazodadeficincia_46d5378773670ffa0db58fca63d6312e.pdf; Leinº9/89de2deMaio.LeideBasesdaPrevençãoedeReabilitaçãoeIntegraçãodasPessoascomDeficiência.Disponívelem: http://www.idesporto.pt/DATA/DOCS/LEGISLACAO/doc159.pdf;

 Documentos 10ProdutosestratégicosparaodesenvolvimentodoturismoemPortugal–TurismoNáutico(2006).TurismodePortugal.Lisboa.Disponívelem: http://www.turismodeportugal.pt/Português/AreasActividade/ProdutoseDestinos/Documents/TurismoNautico.pdf; 1ºPlanodeAcçãoparaaIntegraçãodasPessoascomDeficiênciasouIncapacidades.MinistériodoTrabalhoedaSolidariedadeSocial(2006),Lisboa. Disponívelem:http://www.inr.pt/content/1/26/paipdi;

26 


Bibliografia ActividadeFísicaAdaptada:umavisãocrítica(2001).Disponívelem:http://www.fade.up.pt/rpcd/_arquivo/artigos_soltos/vol.1_nr.1/10.pdf; Comerlato,Luciano(2003),CanoagemparaDeficientesFísicos.Disponívelem: http://cbca.org.br/biblioteca/arquivos/biblioteca_canoagem_deficientes_fisicos_2003_luciano_merlato.pdf; Convençãosobreosdireitosdaspessoascomdeficiência.Disponívelem: http://www.inr.pt/uploads/docs/direitosfundamentais/convencao/ConvTxtOfPort.pdf; DirecçãoNacionaldaAssociaçãoPortuguesadeDeficientes(2009)ManualNovosOlharessobreadeficiência; EstratégiaNacionalparaaDeficiência2011Ͳ2013(ENDEF).Disponívelem:http://www.inr.pt/bibliopac/diplomas/rcm_0097_2010.htm; Estudodasnecessidadesdeacessoaorecreio,lazereturismodaspessoascomincapacidadenaLousã–RelatórioII(2010). EstudodeAvaliaçãodoImpactodosCustosFinanceiroseSociaisdaDeficiência(2010)CES,Coimbra.Disponívelem: http://www.inr.pt/content/1/1390/estudoͲdeͲavaliacaoͲdoͲimpactoͲdosͲcustosͲfinanceirosͲsociaisͲdaͲdeficiencia; ManualdeVelaAdaptada(2005).FederaçãoPortuguesadeVela.Disponívelem:http://www.fpvela.pt/portal/page/portal/FPV; PlanoNacionaldePromoçãodaAcessibilidade(2007).Disponívelem:http://www.inr.pt/content/1/3/pnpa; RelatóriodeAvaliaçãoAnual2009do1ºPlanodeAcçãoparaaIntegraçãodasPessoascomDeficiênciasouIncapacidades(2010).Disponívelem: http://www.inr.pt/content/1/26/paipdi;

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Bibliografia Seminário–DesportoAdaptadoecompetição.FederaçãoPortuguesadeRemo–Cascais2008.Disponívelem:http://www.cmͲ cascais.pt/NR/rdonlyres/81DE2368Ͳ0661Ͳ4FF5Ͳ8CFDͲ868DF379E238/6172/FPRAPRESENTAOCASCAIS08_JosSantos.pdf; Sites Adaptsurf:http://www.adaptsurf.org.br/projetos_surf_adaptado.html; FundaçãoLifeRollsOn:http://www.liferollson.org/site/pp.asp?c=egLLKTNJE&b=79268; ProjectoSurfEspecial:http://www.surfespecial.com.br/conteudo/home.asp;  Foto MarcosFigueiredo.  Contactos ADELO–AssociaçãodeDesenvolvimentoLocaldaBairradaeMondego RuaAntónioLimaFragoso,nº22 Telefone:231419550 



Fax:231419559





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E-book-NEA2  
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Náutica e Coesão Social Manual de Boas Práticas para o Desporto Adaptado

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