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Nosso Mundo

ntão vou dar uma volta na nova Triton ou Triton Sport avisando; Não tenho inclinação para Mitsubishi. Nunca tive. Como sou conhecido por não apalpar ninguém isso deve tem algum valor.

E

O farol agora tem projetores com leds, Bi xenônio com DRLs. Trazendo também acendimento automático e sensores de chuva. Na traseira, as lanternas adotadas se espicham em direção às laterais... Confesso que penso ser nada a ver com uma picape.

Por fora, ao chegar observo a cintura cravejada por um novo vinco, o que melhora a lateral em relação ao redondão exposto no modelo anterior. Já o efeito “rabo de galo” provocado pala caçamba longa... Confesso que preferiria uma picape com entre eixos maior e caçamba mais harmoniosa. Já vou disparando: ninguém carrega peso em rabo de caminhão. O visual não me cativa. Deixa o link esportivo da quarta geração e parte para o lado vovô e seus cromados. A grade dianteira é horrenda. Coisa que a Mit já sabe. Podendo ser alterada pelo cliente para outras com tons de preto. Serviço a ser feito na concessionária ou partir para o envelopamento líquido.

Como dizem os “frescos” à vida a bordo mudou bastante. Ao entrar vemos o novo painel. Não não é nenhum carro europeu, pelo menos abandonou o visual de dez anos atrás. Para dar a partida você tem a disposição chave presencial e do lado esquerdo do volante com botão Start/stop “tipo” Porsche. O ar condicionado digital possui duas zonas de ataque, coisa básica hoje em dia. Com computador de bordo de 12 funções, multimídia Power Touch de sete polegadas. Desenvolvido junto com a picape uma exclusividade dentro da Mit. Escorrega na falta de espelhamento para celular e conectividade para sistemas Apple Car Play ou Android Auto como algumas concorrentes. Coisa que somente terá em 2017 com a chegada de uma nova multimidia.


A perfuraria eletrônica nada deve aos concorrentes. Contará com 09 Air bags(Cobrindo motorista/passageiro, cortinas laterais e joelhos para o motorista). Trazendo sensores de estacionamento, retrovisores com rebatimento elétrico, central multimídia, sistema ISOFIX e barras de impacto nas portas. O primeiro susto nos mitsubicheiros radicais será o engate da tração. Agora elétrico com apenas um botão, foi-se a alavanca mecânica e infalível. Começo a rodar e posso ver que a ergonomia dos bancos melhorou. Os acentos de couro com ajustes elétricos (para o motorista) deixaram os antigos para traz. Ja que eram pequenos baixos e sem conforto. Faziam mesmo a festa dos fisioterapeutas. O motor é supermoderno. Trabalha com baixo nível de ruido mesmo para o diesel. Construido todo em alumínio perdeu 30 kg de peso. Esqueça o antigo 3.2, o mecanismo de 2.4L com turbo VGT de terceira geração gera mais potência e torque que o antecessor. São 190 cv a 3.500 giros e 43,9 kgf.m a 2.500 RPM. Com a perda de 350 kgs no conjunto, o veículo tornou-se o mais leve da categoria com 1950 kgs. Mesmo leve e moderna não vi nada de espetacular nas retomadas de velocidade. O “0 a 100” continua na casa dos 12/13 segundos. Coisa que as rivais cravam em 11 segundos.


O cambio desenvolvido para este motor, ajuda a fábrica a avalizar junto ao Inmetro um consumo de (9,9 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada). Talvez por isso não acharam necessário colocar mais uma marcha. O sistema MIVEC regula a entrada de ar aumentando a eficiência do motor e o câmbio automático de 5 marchas cumpre com seu papel. Cinco??? Isso mesmo só 5 marchas. Rodando no asfalto a suspensão dianteira parece bastante diferente. Molas e amortecedores receberam novas cargas, devido ao peso da picape. Como estou acostumado a veículos com pneus maiores, sinto o andar ainda áspero dos pneus originais. Não pude usa-la no off road. Gostaria de ter exigido mais das suspensões. Mesmo assim ja deu para ver que mudou para melhor. A direção hidráulica trabalha na mesma linha da anterior. A crítica fica por conta do raio de giro do volante. Muito lento, poderia mais agradável. Chego de volta e não estou surpreso. O produto é novo, com certeza melhor que a anterior. Finalizando temo que esta não seja mais uma picape de trabalho. Como as duas gerações anteriores foram. A diminuição drástica do peso pode acarretar falta de robustez. O que definharia um animal talhado para o trabalho. O uso largo da eletrônica pode ser um agravante. Será preciso encarar os alagamentos do pantanal ou a época da seca do norte de Mato Grosso para depois avalisarmos o conjunto de eletrica e eletrônica. As Tritons não são nenhuma referência na categoria. Suas vendas demonstram isso claramente. Encaram bem o trabalho a que se destinam. Nas versôes três e quatro ficaram conhecidas pelas suspensões duráveis, tração sem falhas e o motor herdado das Pajeros. Aliás o ponto forte da quarta geração. Picapes de hoje querem se tornar automóveis de luxo. Isso tem levado alguns modelos a beira do ridículo. Nós picapeiros desejamos ir a lugares onde um carrinho não vai. Carregar o que uma perua não pode levar e se tudo der errado; evocamos a proteção de uma máquina com chassis. Afinal usamos uma Pick Up...


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Adams Outdoor 51  

Revista da www.adams.ind.br.

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