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Financeiro

A revista do crédito

TIRAGEM DESTA EDIÇÃO: 20.000 EXEMPLARES

Afonso Mariá Bueno (Aneps)

Alberto Borges Matias (Inepad)

Economia Os reais impactos das recentes medidas contidas no PAC

Artigo Torcida do Flamengo e mudanças no Banco Central

Roy Martelanc (FIA-USP)

©iStockPhoto.com/Lucato/Onurdongel/Molotovcoketail

Fotos: Mario Miranda/Agência Foto

ano 5 nº 44 mar/2007


editorial

Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento

Deus é brasileiro – você duvida?

Rua Libero Badaró, 425 - 28º andar - São Paulo - SP Tel.: (11) 3107-7177 Fax: (11) 3106-6082 - www.acrefi.org.br

Érico Sodré Quirino Ferreira, Presidente da ACREFI

Andrea Felizolla

DIRETORIA Presidente Érico Sodré Quirino Ferreira Vice-Presidentes Aquiles Leonardo Diniz, Gilberto Caldart, José Arthur Lemos de Assunção, Marco Ambrógio Crespi Bonomi, Odílio Figueiredo Neto, Paulo Eduardo D’Ávila Isola, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, Ricardo Malcon, Ronaldo Amaral de Carvalho Pinto e Wilson Masao Kuzuhara

Cada vez mais cresce a certeza: Deus é brasileiro. Isso já deixou, há muito, de ser frase feita ou arremate de jogo de Copa do Mundo. E se aplica – muito

Secretários Daniel Capelo Pinheiro e José Dante Zanaga Neto

– à economia nacional. Um novo ciclo de investimentos, o maior em duas

Tesoureiros Aristeu Zanúncio e Sergio Marra Capella

décadas, começa a despontar no Brasil. O IBGE e o BNDES começam a dar

Diretores Regionais Carlos Alberto Samogim (SP-Interior), Dirceu da Assumpção Variz (SP-Capital), Elcio Antônio de Azevedo (MG), Félix Archanjo Bordin (PR), Paulo R. Tabaquim (Montadoras), Renato Malcon (RS), Sergio Faria Lemos da Fonseca Junior (DF e GO) e Tiziana Dadalto (ES) Diretores Adalberto Savioli, Álvaro Augusto Vidigal, Enílson Espínola de Souza, Felícitas Renner, Ivan Svitek, João Ayres Rabelo Filho, José Antônio Rigobello, Marcos Antonio Waideman e Sergio Antônio Cipovicci Diretores Conselheiros Humberto Casagrande Neto, Jerônimo Varalla Neto, Luiz Antônio Viana, Luiz Fonseca de Souza Meirelles Filho, Ricardo Annes Guimarães e Rodrigo Bacellar Conselho Consultivo Membros Natos: Alkindar de Toledo Ramos e Manoel de Oliveira Franco. Membros: Elcio Aníbal de Lucca (SERASA), Guilherme Afif Domingos (ACSP), João Elísio Ferraz de Campos (FENASEG), Luiz Horácio da Silva Montenegro (ANEF), Miguel de Oliveira (ANEFAC), Rogelio Golfarb (ANFAVEA), Sergio Reze (FENABRAVE) e Walter Machado de Barros (IBEF SP) Conselho Fiscal Efetivos: Alberto Borges Matias, Domingos Spina e Roy Martelanc. Suplentes: Abílio Abreu Neto, Massimo Tagliavini e Matias Nazari Puga Neto

os primeiros sinais de que essa afirmação é verdadeira. Só pode ser porque Deus é brasileiro. O setor de construção civil espera crescimento de 7% neste ano com o advento do PAC. Deus é brasileiro e deve usar a camisa da seleção canarinho. O crédito imobiliário se expande 67% ao ano no país das favelas, na mesma nação em que falta dinheiro nos hospitais públicos para comprar aspirina. Deus tem de ser brasileiro. Em janeiro deste ano, a indústria cresceu 4,5% sobre igual período de 2006, a produção de bens de capital, 18%. Só pode ser coisa de Deus, de Deus brasileiro. O setor sucroalcooleiro padece de um estirão de crescimento, depois de anos sem foco. O têxtil, malgrado o câmbio desfavorável aos exportadores, mal atende à demanda, que aumenta progressiva e constantemente. Ato de Deus brasileiro. Na verdade, Deus é brasileiro, sim! Porque fez um povo flexível, criativo, que não se dobra às dificuldades, por maiores que sejam. E continua crescendo...

Presidente Honorário João Uchôa Borges (In memoriam) Diretor Superintendente Antônio Augusto de Almeida Leite (Pancho) Conselheiro Econômico Prof. Istvan Kasznar

Nesta edição 4 Evento

Financeiro ISSN 1809-8843 Conselho Editorial : Érico Sodré Quirino Ferreira, Prof. Istvan Kasznar, Antônio A. A. Leite (Pancho) e Sérgio Tamer; Coordenação Editorial: Tamer Comunicação Empresarial; Jornalista Responsável: Eliana Nigro (MTB 15.005); Editoração e Produção Gráfi ca: EDF (www.edf.com.br); Pré-impressão e Impressão: Fabracor; Periodicidade: mensal Tiragem: 20.000 exemplares

Aspectos macro, jurídico e global do mundo do crédito, em debate

8 Tendência Commodities industriais e sua volatilidade

10 Análise econômica A inércia inflacionária e a tendência da inflação no longo prazo

12 Artigo Legal é conciliar

14 Desenvolvimento O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento

As opiniões emitidas nos artigos assinados não refletem necessariamente as posições da ACREFI e são de exclusiva responsabilidade dos autores. A reprodução total ou parcial do conteúdo da publicação depende de autorização por escrito.

17 Artigo Dependência de dividendos sinaliza problemas à frente

18 Análise setorial Perspectivas no setor de crédito de veículos

20 Artigo O BC e a torcida do Flamengo

21 Variedades A degustação de vinhos

22 Banco de dados 30 Espaço do artista Saudade, por Silvio Dworecki


Fotos: Mario Miranda/Agência Foto

evento

Aspectos macro, jurídico e global do mundo do crédito, em debate A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) começou sua série de debates mensais neste ano, com o tema “O Mundo do Crédito”. A proposta da entidade foi apresentar três diferentes aspectos relativos a esse universo

Afonso Mariá Bueno, da Associação Nacional das Empresas de Prestação de Serviços (Aneps), mostrou as diversas facetas do “Aspecto Legal do Crédito”; o professor Alberto Borges de Matias, do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), falou sobre os “Aspectos Macroeconômicos e Mercados Nacionais de Crédito”; e sobre “Compliance e Crédito Global” houve a apresentação de Roy Martelanc, da FIA-USP. Na abertura, o presidente da Acrefi, Érico Sodré Quirino Ferreira, salientou que sempre é importante debater temas como os que a Associação apresenta periodicamente, “pois, mesmo com a larga experiência que cada participante tem, é sempre possível enriquecer os conhecimentos que serão transmitidos pelos palestrantes. Mesmo que não tenhamos os mesmos pontos de vista, devemos estar com a mente aberta para tentar entender outras vertentes, sem nenhum preconceito”. Na primeira palestra do evento, Afonso Mariá Bueno, da Aneps, apresentou os “Aspectos Legais do Crédito”, iniciando com o conceito simples de que “crédito é confiança”. O apresentador compartilhou informações, mostrando as questões jurídicas referentes ao crédito para escla-

Afonso Mariá Bueno, da Aneps: “Partindo do princípio de que o crédito é uma operação financeira, concluímos que esse contrato é um negócio jurídico e tem de atender às prerrogativas legais”

Alberto Borges Matias, do Inepad: “Quando se diz que o Brasil não tem crescido como o restante do mundo, a comparação está sendo feita com países menores”

recer o que é permitido e o que é proibido nesse tipo de operação. “Quando não se entende isso, não se pode ter uma relação de crédito correta. Então, concretiza-se a incapacidade, que juridicamente ocorre quando uma das partes não consegue entender ou não tem condições

de entender todas as peculiaridades dessa relação”, comentou Bueno. De acordo com a legislação brasileira sobre crédito, continuou Bueno, é o Conselho Monetário Nacional (CMN) que regulamenta e disciplina o crédito em todas as suas modalidades. E compete exclusivamente ao

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Banco Central exercer o controle do crédito sob todas as suas formas. “Partindo do princípio de que o crédito é uma operação financeira, concluímos que esse contrato é um negócio jurídico e tem de atender às prerrogativas legais. As empresas e os consumidores não podem fazer o que bem entenderem”, afirmou Bueno. Segundo ele, fala-se muito do contrato, “que faz lei entre as partes”, e da autonomia da vontade, mas, hoje, o que realmente disciplina o mercado são as leis que regem o contrato e não o contrário, já que não há dirigismo contratual. Ou seja, as empresas não podem impor qual-

Roy Martelanc, da FIA-USP: “O objetivo econômicosocioambiental (ESA) gera resultados efetivos para a sociedade, na medida em que sua aplicação transcende metas econômico-financeiras”

quer coisa ao tomador de crédito nem o tomador de crédito pode exigir o que quiser das empresas. É a lei que determina até onde o contrato efetivamente é válido. Bueno lembra que é preciso levar em consideração um novo conceito, ainda não expresso na atual ConsACREFI

tituição, que é o da função social do contrato. Para ele, não se deve confundir função social com caridade ou patrocínio ao esporte, meio ambiente ou o que quer que seja. Função social é a efetiva utilidade de um contrato para uma determinada sociedade. As operações de crédito também têm função social, pois servem como fomento da economia e do desenvolvimento social e pessoal”, complementou. Além disso, acrescentou Bueno, o contrato deve ser regido pela transparência, pela simplicidade e pela objetividade; ou seja, deve ser compreendido por todas as partes, sem que reste qualquer dúvida sobre sua formalização. Caso isso não aconteça, dá-se a chamada “confusão nos acertos”, e o negócio pode ser desfeito ou pode não ser exigível legalmente. Portanto, a informação é a principal forma de fortalecer as relações de um contrato de crédito. As partes devem entender que o contrato gera vínculos obrigacionais, o que implica ter absoluta certeza de que estão celebrando um contrato na forma que mais corretamente traduz o negócio. Caso isso não ocorra, não haverá como impor condições para reaver o bem ou o dinheiro objeto do contrato e nem mesmo a sua propriedade, ainda que se utilize a via judicial. Hoje, a legislação visa primordialmente o bom atendimento ao cliente. Tanto é assim que o Banco Central está estudando uma resolução que obrigue os bancos a criar ouvidorias para que todas as reclamações dos clientes sejam recebidas e solucionadas na forma da lei. Para finalizar, Afonso Mariá Bueno emendou: “O crédito deve ser entendido como meio de desenvolvimento social, econômico e tecnológico, deve ser garantido a todos e deve existir conforme os ditames da justiça social.” Na segunda etapa do seminário, o professor Alberto Borges de Matias, do Inepad, traçou um paralelo a partir da economia mundial para expli-

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car o cenário brasileiro. Sua palestra teve início com a retomada do crescimento da economia mundial, comparando as reservas da China, que atingem US$ 1 bilhão, e as do Brasil, de apenas US$ 100 milhões. O professor Matias também discorreu sobre inflação, indicando que, desde o início da década de 1990, já existe certa estabilidade da taxa nas economias avançadas, o que gera um movimento de alta liquidez, mediante controle exercido via endividamento público. Segundo ele, essa política acarreta uma forte expansão no comércio mundial, que bate hoje os US$ 16 trilhões, o que representa um crescimento de 8% em uma década. Por outro lado, continuou Matias, os investimentos internacionais têm sido caracterizados por uma grande quantidade de recursos canalizados para a Ásia, enquanto América Latina e países do Leste Europeu mantêm os mesmos volumes registrados há dez anos. Nesse mesmo período, o PIB das economias avançadas tem apresentado crescimento da ordem de 2,7%. “Portanto, quando se diz que o Brasil não tem crescido como o restante do mundo, a comparação está sendo feita com países menores. Se compararmos o Brasil com as nações mais avançadas, vamos encontrar taxas muito próximas”, concluiu Matias. O Brasil, informou ele, detém hoje 2,6% do poder de compra internacional. Se esse porcentual for comparado com o dos países da zona do euro, estará dentro da média, excetuando-se a Alemanha. Já a Índia e o Japão chegam a mais de 8%; a China, a 18,14%; e os Estados Unidos batem os 19%. Apesar do expressivo porcentual norte-americano, Matias lembrou que a economia dos Estados Unidos tem grandes desafios a enfrentar, como, por exemplo, a consolidação do desenvolvimento e a redução da liquidez. Alberto Matias resumiu, ainda, aspectos da economia brasileira: para ele, a taxa de inflação está sob controle desde a implantação de


evento

Evento reúne profissionais de instituições financeiras

real. Assim, para o IPCA, sua previsão é que, até 2010, haja uma taxapadrão em torno de 4,4%, o dobro da média internacional. Segundo o professor, são os preços ditos monitorados que estão puxando a taxa para cima, pois a forte concorrência no mercado impede o aquecimento dos demais preços. O especialista do Inepad falou, ainda, sobre juros, afirmando que a Selic tende a prazo cair dos 9% de referência para algo próximo a 3% no médio e longo prazos, ou seja, para cerca de um terço do que temos hoje, de forma a se ajustar ao padrão internacional, o que implicará necessidade de reacomodação do mercado. Para a política monetária, o professor Matias propõe a busca da

redução do défi cit nominal, melhor alocação de receitas, racionalização de despesas e desvinculação de dívida e câmbio. No campo da política cambial, segundo ele, há que se buscar o superávit da balança de pagamentos, mais investimentos para exportação e efetivar a reforma tributária, além de melhorar a infra-estrutura, a capacitação das empresas nacionais e conceder mais crédito à exportação, de forma que seja possível substituir as importações por ações que representem atração de capital de investimento. Roy Martelanc, da FIA-USP, encerrou os debates do seminário da Acrefi falando de compliance (conformidade) e crédito global, defi nindo que o objetivo das instituições

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é a estabilidade financeira, permitindo que a “mão invisível do mercado” transforme a maximização da riqueza privada em maximização da riqueza da sociedade. Uma das novidades apresentadas foi o objetivo econômico-socioambiental (ESA), que gera resultados efetivos para a sociedade, na medida em que sua aplicação transcende metas meramente econômicofinanceiras e passa a ser secundário saber quem vai ficar com os ganhos, uma vez que eles serão revertidos para a sociedade. O ESA inclui a parcela não-econômica de valores, como o combate à pobreza, enaltecimento de vida, justiça, segurança e biodiversidade, defesa nacional, cultura, entre outros. Às empresas cabe incrementar os benefícios de ESA, fazer do compliance uma forma de aumentar seus ganhos sem impor perdas à sociedade e promover projetos que minimizem ou mesmo eliminem problemas localizados. Para Martelanc, é preciso lembrar-se ainda de que há uma tendência hoje no mundo de que se deve gerar conformidade ambiental, recusando-se operações perversas ao ambiente natural e social. É o caso, segundo ele, dos Princípios do Equador, uma série de normas bancárias para regulamentação de projetos com capital total superior a US$ 10 milhões, cujo financiamento depende da eliminação dos impactos ambientais negativos, transparência, independência e covenants.

FINANCEIRO


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tendência

Flávio Roberto Guarnieri

Commodities industriais e sua volatilidade TEREZA MARIA FERNANDEZ DIAS DA SILVA, SÓCIA DA MB ASSOCIADOS

Em outubro do ano passado, fizemos uma avaliação sobre o comportamento dos preços das commodities industriais que estavam apresentando queda nas suas cotações, associada à alta volatilidade. Daquele momento até hoje, o movimento continuou e, em alguns produtos, foi mais forte do que em outros. O CRB, cujo índice máximo foi atingido em 11 de maio de 2006 (365,4), estava em 305 no mês de outubro, cotação praticamente idêntica a de hoje, mas com picos e vales muito diferenciados, confirmando as nossas expectativas de manutenção dos preços acima das médias históricas (Gráfico II.1). O início de 2007 apresentou forte volatilidade por causa da divulgação de alguns indicadores da economia americana que apontavam para direções diferentes (PIB, inflação, emprego etc.), o que influenciou na queda dos preços dos metais, processo que foi alavancado pelas vendas de fundos de investimentos, em muitos casos, cumprindo ordens do “stop loss” em momento de baixa liquidez. Atualmente, as dúvidas sobre a possibilidade de uma forte desaceleração na economia americana são pequenas, e os agentes avaliam a possibilidade de o crescimento para 2007 ser acima do que estava sendo esperado no final do ano passado. A divulgação do crescimento da

Gráfico II.1.

Índice de preços de commodities (CRB) 1967 = 100 mai/06 370

Indicação M 30/ago/06

320

270

220

170 fev/01

fev/02

fev/03

fev/04

fev/05

fev/06

fev/07

Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados.

economia chinesa, responsável pela demanda de 40% do minério negociado no mundo, superior ao que era esperado e projetando um crescimento de 10% para 2007, contribuiu para garantir um piso nos preços, depois do primeiro movimento de queda do ano. A China segue sendo um dos importantes fatores para a definição de patamar de preços dos metais e do petróleo. Em relação ao petróleo, além da discussão quanto ao crescimento da economia americana, a demora da chegada do inverno no hemisfério norte, a suspensão do fornecimento de petróleo russo para a Europa, os dados de estoques e as especulações sobre novos cortes de produção por

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parte dos países membros da Opep, desmentidas depois, também ajudaram na queda de 15% e no retorno aos níveis de US$ 60/barril. Com a chegada, mesmo que tardia, do inverno, que provocou o aumento do consumo de óleo de aquecimento, o aumento da demanda de gasolina provocada pela queda de preço, além da realização de lucros por parte dos fundos de investimento, ficou cada vez mais difícil estabelecer patamar de preços para o curto prazo. Os países produtores tentarão sustentar o preço próximo a US$ 60/barril ao longo de 2007. As oscilações dos minérios seguem não sendo uniformes e os fatores fundamentalistas se somam aos finanFINANCEIRO


ceiros para influenciar nos preços e elevar o grau de volatilidade nessas cotações (Gráfico II.2). Os preços do alumínio deverão seguir oscilando e os mercados futuros ainda não indicam todo o potencial de queda. Depois de ter atingido um pico de US$ 3.270/tonelada em maio de 2006, a expectativa é de que os preços caiam abaixo de US$ 2.500/t (os preços atuais estão próximos de US$ 2.900/t). Além de as estimativas indicarem que a produção deve ficar acima da demanda no ano, a existência de estoques não-declarados contribui para a desaceleração de preços. Movimentos de volatilidade têm ocorrido em função de greves nacionais que vêm ocor-

da oferta não deverá ser resolvido em 2007. A demanda do metal pela elevação da produção do aço inoxidável ainda está muito forte (crescimento previsto de 20%) e ainda não foi encontrado nenhum substituto confiável para a fabricação desse material. O níquel é produzido em três lugares no mundo: Canadá, Austrália e Nova Caledônia. Nos dois últimos, houve atrasos na produção, enquanto no Canadá a ameaça da greve na mina da Xstrata, em Ontário, levou as cotações a oscilarem de maneira importante. No início do mês, foi feito um acordo entre a Xstrata e os sindicatos em suas operações para os próximos três anos, o que ajudou

Gráfico II.2.

Volatilidade do CRB 20.000 18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 /9 8 16 /0 7/ 99 16 /0 7/ 00 16 /0 7/ 01 16 /0 7/ 02 16 /0 7/ 03 16 /0 7/ 04 16 /0 7/ 05 16 /0 7/ 06

7

/0 7 16

6

/9

/9

/0 7 16

95

/0 7

16

94

7/ /0

16

93

7/

7/

/0 16

92 /0 16

91

7/ /0

16

7/

7/ /0

16

16

/0

90

0

Fonte: Bloomberg. Elaboração: MB Associados.

rendo na República da Guiné, o que, em alguns momentos, gera compras de cobertura do metal. A valorização do cobre em 2005 e 2006 foi de 108%. O seu maior nível de preço, em maio do ano passado, foi US$ 8.783/t, tendo caído no mês de janeiro (US$ 5.200/t), com a indicação de normalização de oferta para 2007, pela reabertura de minas após acidentes ocorridos no ano passado. O nível dos estoques do metal cresceu 11% desde o início do ano até o dia 14 de fevereiro. No curto prazo, ameaças de greve, como a já contornada na mina de Cerro Colorado, no Chile, podem implicar oscilações de preços (US$ 5.570 em 15/2). No caso do níquel, o problema ACREFI

a acomodar os seus preços. Esse metal atingiu seu pico histórico no mês de fevereiro (US$ 41.395/t) e segue cotado muito próximo a ele (US$ 39.000/t). Novas minas somente entrarão em operação em 2008, significando expansão de oferta entre 2009 e 2010. Mesmo com essa pressão na demanda, não era esperado que a sua cotação ultrapassasse os US$ 40.000/t, que ocorreu em janeiro. O mercado futuro indica queda para níveis próximos a US$ 30.000/t no final do ano, valor que a MB acha muito baixo. O volume disponível do níquel no mercado spot ainda é crítico, em média um dia de consumo. O zinco teve o início do seu ciclo de alta em 2002, pela aceleração do con-

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sumo chinês, com forte valorização desde então. O seu preço passou de US$ 730/t, em 2002, para US$ 3.830/t, em janeiro de 2007. Em falta no mercado mundial desde 2004, a previsão é de que o déficit para este ano seja de aproximadamente 100 mil toneladas, devendo se estabilizar apenas em 2008. No mercado, analistas acreditam que a sua cotação possa atingir US$ 5.000/t até o final do ano. O mercado desse metal está especialmente volátil pelas posições dos fundos. No início de fevereiro, o seu preço chegou a cair 12% em um só dia (US$ 2.990/t) pela atuação desses agentes (US$ 3.160/t em 15/2). Um metal cujo desempenho surpreendeu neste início de ano foi o estanho. As limitações impostas pela Indonésia1 em relação à produção de minas, o fechamento de algumas operações privadas de mineração e fundição na ilha de Bangka2,, o atraso de embarques e entregas do metal provocado por essas medidas se somaram ao anúncio da nacionalização da unidade de processamento de estanho da Glencore International AG, na Bolívia, cujo processo ainda não está claro. Com esse novo panorama no mercado, somado à forte demanda pelo metal, as incertezas aumentaram e seguem dando suporte aos preços. Diferentemente de outros metais, o preço do estanho seguiu subindo ao longo de 2006 e início de 2007, atingindo o seu valor recorde até então de US$ 12.935/t, em 14/2. Com a manutenção de uma demanda aquecida, a Vale do Rio Doce conseguiu, pelo quarto ano consecutivo, elevar o preço do minério de ferro em 9,5% para o tipo fino (sinter feed) e em 5,28% das pelotas. Se somarmos todas as informações acima, chegaremos à conclusão de que os preços da maioria das commodities industriais irão se manter em patamares elevados ao longo de 2007, apesar da volatilidade. Cenário positivo para o Brasil e para a nossa balança comercial. 1

A Indonésia é responsável por um terço do total de estanho produzido no mundo, cerca de 360 mil toneladas por ano. As maiores reservas de estanho da Indonésia estão localizadas nessa ilha.

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análise econômica

Arquivo Acrefi

A inércia inflacionária e a tendência da inflação no longo prazo CARLOS THADEU DE FREITAS GOMES, ECONOMISTA CHEFE DA CNC E EX-DIRETOR DO BANCO CENTRAL

Divulgação

MARIANNE LORENA HANSON, ASSESSORA ECONÔMICA DA CNC

A inflação medida pelo IPCA terminou o ano de 2006 acumulada em 3,14%, o melhor resultado desde 1998 e o segundo menor resultado obtido a partir da estabilização alcançada no Plano Real.

Grande parte desse sucesso pode ser atribuída ao câmbio, que deve continuar a exercer impactos positivos sobre os preços em 2007, mantendo as perspectivas de uma inflação abaixo da meta também este ano. Contudo, desconsiderando o impacto do choque externo positivo, é necessário avaliar se a mudança de patamar da inflação se sustenta no longo prazo. Quando o regime de metas de inflação foi implementado, o Banco Central e o CMN esperavam uma convergência mais rápida da inflação para níveis compatíveis com aqueles de países desenvolvidos. As metas definidas inicialmente determinavam uma trajetória que ia de 8% em 1999 para 3,25% em 2003.

Porém, diversos choques externos abalaram a credibilidade da política monetária e deslocaram as expectativas para acima das trajetórias das metas. Na impossibilidade do alcance de seu objetivo primário, além da presença de alto custo no ajuste desinflacionário, o Banco Central foi obrigado a rever as metas diversas vezes para patamares menos ambiciosos. Atualmente, o centro da meta está definido em 4,5% para 2006, 2007 e 2008, e a inflação medida pelo IPCA se estabilizou abaixo desse patamar desde meados de 2006. A apreciação cambial exerceu impacto superior ao esperado, já que a curta experiência recente com câmbio flexível levava a crer

Tabela I – IPCA – Pesos e variação segundo categorias de uso Pesos (%)

nov/06

dez/06

jan/07

2005

2006

2007

100,0

0,31

0,48

0,44

5,69

3,14

3,65

41,6

0,56

0,32

0,50

3,04

0,63

2,44

10,1

-0,22

-0,03

0,37

2,32

-3,13

2,10

Semi-duráveis

9,6

0,50

0,87

-0,10

6,77

4,70

3,80

Não-duráveis

21,9

0,95

0,23

0,82

1,78

0,47

2,00

58,4

0,13

0,59

0,39

7,49

5,01

4,51

IPCA Bens Duráveis

Serviços

Fonte: Instituto de Economia da UFRJ

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que o contágio cambial sobre a inflação seria limitado, com exceção dos preços administrados. Contudo, houve uma grande desaceleração dos preços dos bens comercializáveis, categoria sensível ao barateamento dos importados, que foi o principal responsável pela queda expressiva da inflação. Além disso, as perspectivas de aumento das importações restringem a margem para reajuste desses preços. A tabela I contém o resultado do IPCA e sua desagregação em categorias de uso, bem como projeções para este ano. O efeito câmbio sobre os preços no resultado de 2006 pode ser percebido pela deflação da categoria de bens duráveis, cuja variação foi de 3,13%, diante de 2,32% de 2005. Mesmo que boa parte da baixa inflação seja explicada por uma combinação de fatores externos positivos, há evidências de que esteja ocorrendo uma mudança na dinâmica dos preços, com diminuição da inércia inflacionária. Essa inércia corresponde à rigidez e persistência da inflação causada pela indexação. Uma categoria de preços de forte indexação são os chamados monitorados e administrados por contratos. Em 2006, o grupo de preços administrados, que já foi o grande vilão da inflação em anos anteriores, apresentou queda signifi cativa – de 8,98%, em 2006, para 4,28%. Pela estrutura dos contratos das concessionárias de serviços públicos e de energia, essas tarifas são fortemente indexadas à inflação medida pelos índices IGPs e pelo preço do petróleo e de commodities energéticas, no caso das tarifas de transporte e combustíveis. Além disso, o preço do petróleo tem apresentado trajetória de queda, garantindo maior estabilidade no preço da gasolina. Quanto à diminuição da indexação nessa categoria, é ainda incipiente, já que é muito sensível ao câmbio e às cotações internacionais das commodities energéticas. Já a categoria serviços, que consACREFI

Mesmo que boa parte da baixa inflação seja explicada por uma combinação de fatores externos positivos, há tendência de mudança na dinâmica dos preços com diminuição da inércia inflacionária

titui a indexação informal da economia, tem apresentado menor persistência inflacionária. Nesse grupo estão incluídos educação e plano de saúde, por exemplo, em que o repasse dos custos para os preços é mais imediato. Os serviços, cujo processo de formação de preços é mais subjetivo, são fortemente indexados à inflação passada, sobretudo às tarifas e ao custo de mão-de-obra. Estes ainda compõem a maior parte dos itens não-comercializáveis, que captam a dinâmica desses preços. Apesar de ter apresentado resultado menor em 2006, ainda apresenta variação elevada. Entretanto, a trajetória recente da inflação mostra que a correlação entre a inflação de serviços e massa salarial tem diminuído. O ano de 2006 apresentou aumento real expressivo na renda real e na massa salarial. Contudo, mesmo estando ainda elevada, a inflação dos serviços se reduziu em relação ao ano anterior, refletindo, portanto, a diminuição da indexação desses preços. Como o regime de metas se baseia na ancoragem nominal dos preços por meio das expectativas, quanto menor a inércia inflacionária e maior a credibilidade do Banco Central, mais eficaz a política monetária se torna. Nos choques inflacionários recentes, a política monetária atuou, basicamente, com elevações na taxa de juros que afetam diretamente a demanda agregada. A grande resistên-

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cia dos preços dos itens administrados e dos serviços levava a um grande aperto monetário para conter os preços livres com mais intensidade. Conforme a credibilidade do Banco Central aumenta e a formação desses preços é menos influenciada pela memória inflacionária e mais orientada pelas expectativas e pelas metas, menor é o custo da política monetária em termos de produto. Se, no curto prazo, as perspectivas para inflação são bastante favoráveis, no longo prazo ainda existem desafios para que a convergência da inflação seja plena e o custo da política monetária seja menor. Em janeiro de 2007, a inflação da categoria de bens duráveis (tabela 1), que vinha apresentando deflação desde dezembro de 2004, teve variação positiva de 0,37%, puxada principalmente pelos itens automóveis e móveis. Apesar de essa retomada não representar maiores riscos inflacionários, aponta para uma normalização desses preços, à medida que o efeito câmbio diminui. Outra explicação importante para essa retomada é que o crescimento da demanda interna, embora limitado, tem apresentado impactos sobre o nível de preços, sobretudo nessa categoria, já que as vendas do setor de bens duráveis vêm se beneficiando da expansão maciça do crédito, gerando maior espaço para o repasse de custos. Contudo, na ausência de uma forte retomada do crescimento e com a estabilidade cambial nos patamares atuais, não há motivos para preocupações com a inflação. Espera-se para 2007 um IPCA ao redor de 3,65%, com destaque para uma desaceleração dos serviços, devido à diminuição da inércia desses preços, e uma aceleração dos preços dos bens duráveis. Embora maior do que o do ano anterior, o IPCA aponta para um resultado inferior a 4%, nível que pode ser considerado como de longo prazo, determinado principalmente pelo grau ainda elevado de memória inflacionária em alguns setores formadores de preços.


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Legal é conciliar ELIZETE SCATIGNA, ADVOGADA, SÓCIA DA CARVALHO E ADVOGADOS

Estamos mudando... As mudanças se refletem nas atitudes e na cultura. Os avanços do mundo, da vida, não podem atingir somente a tecnologia. Todos os segmentos devem acompanhar as renovações que o desenvolvimento requer. Por isso, não é admissível que alguns advogados resistam às inovações e às medidas alternativas que o Poder Judiciário vem aplicando, não apenas para reduzir o grande número de processos que o assolam, mas, principalmente, para solucioná-los, liberando as partes envolvidas dos fantasmas das ações que por anos e anos arrastam-se sem decisão definitiva. É inacreditável que advogados que comungam desse entendimento insistam que tais avanços não refletem evolução, mas ferem os direitos de seus clientes, alardeando absurdos como: “Onde já se viu proceder a penhora on-line sem que se efetive a citação da parte” ou, ainda, “a criação do setor de conciliação subtrai o serviço do advogado”. Parece mentira que há magistrados, por exemplo, avessos à Súmula Vinculante, porque esta “os impediria” de expressarem o seu livre convencimento. Tudo isso soa mal aos ouvidos de aqueles que querem evoluir e contribuir com o desenvolvimento. Temos que ver essas propostas e experimen-

O Dia Nacional da Conciliação não afastará os clientes de seus advogados e servirá para desatolar o Judiciário tos como medidas positivas da evolução do Judiciário menos atolado. A Súmula Vinculante representa uma proposta positiva de evitar que pessoas jurídicas ou físicas valham-se da interposição de recursos protelatórios. Enfim, aplicação da Súmula Vinculante seria um sinal de um Judiciário mais ágil. Dentro da mesma estreiteza de raciocínio, inúmeros processos que evocam o Código de Defesa do Consumidor apóiam-se em um conceito pragmático de que qualquer contrato bancário é sinônimo de abusividade, desequilíbrio contratual e onerosidade excessiva. Com o julgamento da Adin de nº 2.591, proposta pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), que tratava da aplicação ou não do § 2º, do artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor às operações de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, colocou-se como premissa que milhares de ações revisionais

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haviam encontrado uma solução definitiva porque realmente o Código de Defesa do Consumidor aplicava-se às relações entre instituições financeiras e seus clientes. O velho dito popular é sábio: não se podem misturar alhos com bugalhos. A Adin não é anistia de dívida; não se podendo esquecer que, além do mais, a aplicação do Código de Defesa do Consumidor às relações jurídicas negociais de natureza bancária já estava há muito consolidada pelo Judiciário, sobretudo após a edição da Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça. Entretanto, a questão novamente vem à tona e é posta em pauta, como veiculado recentemente na imprensa, e, por conseguinte, não se pode dizer que realmente foi colocado um ponto final na discussão. O Dia Nacional da Conciliação, ao contrário do que muitos dizem, não afastará os clientes de seus advogados, mas servirá para desatolar o Judiciário do grande número de processos revisionais que se mostram de simples solução. Ora, não há súmula, lei, entendimento jurisprudencial, decretolei, medida provisória que mude a cultura de um povo. Todas essas celeumas fazem com que os consumidores acreditem que a aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos contratos bancários significa que não precisam FINANCEIRO


arcar com a obrigação assumida, ou seja, não estão obrigados ao pagamento do contratado. Os advogados, sempre tão apressados – porque só para eles correm prazos judiciais, via de regra, elaborados no último dia –, acham todas as mudanças complicadas. A sensação que se tem é que são contra a evolução e o desenvolvimento de técnicas e novos caminhos, pois terão mais “saídas” processuais para argumentar, ingressar com recursos e assim contribuir mais para o desfecho. A Súmula Vinculante distribuirá a justiça igual aos desiguais? Não faz sentido? É isso que interessa àqueles que argumentam sem conclusões. Conciliar é legal. Aliás, o nome é “legal” mesmo, porque traz esperança, alento, deixando claro que algo novo está por vir. Chega de se lamentar. Vamos aproveitar este dia para que, mesmo com Súmula Vinculante, mesmo que se aplique o Código de Defesa do Consumidor, mesmo que a penhora tenha sido célere, aprendamos a conciliar. Com isso, ganha a sociedade, ganha a Justiça e ganha o advogado, que, com seus bons argumentos, sempre fará ótimos acordos. Ao mesmo tempo, combate o devedor contumaz que, sob o argumento de que é consumidor, recorre a artifícios para protelar o deslinde das ações e o cumprimento de suas obrigações. Legal, hoje, é conciliar.

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desenvolvimento

Desde dezembro de 2006, promulga-se com vigor um novo plano macroeconômico salvacionista, o PAC, ou Programa de Aceleração do Crescimento. Que crescer e desenvolver a economia é vital, tirando-a do atoleiro e da modorra em que se meteu nos últimos seis anos, é ponto de encontro e denominador comum de todos quantos lidam com a economia brasileira. E que mesmo não alcançando índices saudosos semelhantes aos dos anos do “milagre brasileiro”, entre 1968 e 1973, quando a taxa média anual foi de 9,8%, ou aqueles que caracterizam a China dos anos 1996-2006, de 11,6%, é preciso reencontrar um ritmo mais enérgico de crescimento, é anseio de todas as classes econômicas e sociais. As recentes medidas adotadas pelas autoridades, no sentido de promover-se este crescimento acelerado, tão decantado e transmitido aos quatro ventos no primeiro governo trabalhista, no qual o “espetáculo do crescimento” virou figura de retórica e nada mais, dirigem-se com corretude parcial aos propósitos aventados. Mas seriam elas suficientes, fortes em sua essência e capazes de tirar uma economia que marcha à ré há 25 anos, do atoleiro? Certamente que não. Em 2006, o País repetiu o penúltimo lugar no posicionamento do crescimento econômico na América Latina, ficando apenas à frente do miserável

PROF. ISTVAN KASZNAR, Ph.D., CONSELHEIRO ECONÔMICO DA ACREFI

As recentes medidas seriam suficientes para tirar a economia do atoleiro?

Haiti. Enquanto no Brasil o PIB cresceu medíocres 2,6%, a República Dominicana cresceu 10,72%; a Venezuela, 10,33%; e a Argentina, 8,50%. Em comparação com os BRICs, o País apossou-se, nos últimos sete anos, da lanterninha. Especialmente vale perceber que a China cresceu em 2006 à taxa de 10,72%, e a Índia alcançou 9,24%. Com ou sem o PAC, a economia poderá crescer um pouco, aquecer-se timidamente e mostrar estatísticas algo mais benevolentes do que as dos últimos cinco anos. Sugere-se, na visão do governo, uma taxa de crescimento do PIB de 4,5% para 2007, e de 5% a partir de 2008, repetindo-se essa projeção para 2009 e 2010. A inflação se estabilizaria em 4,5% a partir de 2008. E a taxa básica de juros, a Selic, ficaria em 12,2% em 2007; 11,4% em 2008; 10,5% em 2009 e 10,1% em 2010. Dividido em duas partes e cinco blocos, o PAC promete medidas econômicas para o crescimento e infra-estrutura para o desenvolvimento. O primeiro bloco refere-se a investimentos

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em infra-estrutura, especialmente para a produção de energia, mormente petróleo, em que o governo aposta mais seus recursos. O segundo bloco é do estímulo ao crédito e ao financiamento. O terceiro é referente à melhoria do marco regulatório e das leis ambientais. O quarto bloco visa à redução e ao aperfeiçoamento tributário. O quinto bloco propõe medidas fiscais de longo prazo para dar consistência macroeconômica e sustentabilidade ao conjunto proposto de medidas. Numa visão sistêmica, as propostas são adequadas e necessárias. Mas são insuficientes. Omitem-se ao não combaterem a elefantíase do setor público, ao manterem as estruturas do Estado e ao esquecerem incentivos múltiplos ao sistema empresarial. A estrutura de produção e de geração de riquezas não terá mudado, nem tampouco a estrutura de gestão do Estado. E a permanecer a ortodoxa política monetária, não haverá sensação de liquidez no mercado e as taxas de juros inibirão os investimentos. Pelo próprio movimento oscilatório da economia, com o advento do PAC, que prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010, as taxas de crescimento poderão aquecer-se algo mais e, quem sabe, o ímpeto combinado das medidas mudará a média baixa de crescimento do último qüinqüênio, situado perto de 3,2%, para uma média superior, de 4,5% a 5% anuais. Estima-se que 86,5% dos recursos EDF

Renato Fogal

O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento

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virão das estatais federais e do setor privado, e o complemento adviria do orçamento federal. Resta, a saber, se há elementos que motivam a iniciativa privada, cada vez mais garroteada por uma carga fiscal sufocante, que, em 2006, chegou a 39,7% do PIB. E com taxas de juros de 45% ao ano para o financiamento do capital de giro, torna-se difícil criar uma estrutura de capitais que conte com, além dos próprios, o capital de terceiros. Um IPCA de 3,91% em 2007 deixaria exposto um juro real soberbo, e poucos são os negócios, os setores econômicos e as forças corporativas que teriam a capacidade de suplantá-lo. A média anual proposta de investimentos monta a R$ 126 bilhões, ou US$ 60 bilhões, algo próximo a 5,4% do PIB de 2006 e valor significativo. Então, o que falta na essência? O que pode representar o diferencial entre taxas de crescimento tímidas e irregulares e taxas altas e saudáveis? Obviamente, há vários fatores simultâneos que tolhem o desenvolvimento nacional. Alguns, como a elevada carga fiscal e as taxas de juros, são mensuráveis. Outros, como a corrupção, a violência urbana, o índice de criminalidade, o favorecimento de grupos de interesse e a desconfiança em investir em face da história recente de fatores geradores de instabilidade, envolvem maiores sutilezas e dificuldades de mensuração. Provavelmente, impostos menores sobre toda a cadeia de produção e às pessoas físicas, combinados com uma maior oferta monetária, gerariam algum alívio econômico e uma

Também é cerne da questão da retomada do desenvolvimento a redefinição orçamentária retomada. Mas o fôlego dela seria de curto para mediano, de cinco a 11 meses. E, ademais, o câmbio sobrevalorizado, margeando a relação de R$ 2,1 para cada US$ 1, inibirá as exportações e incentivará as importações. Isso porque também é cerne da questão da retomada do desenvolvimento a redefinição, a reestruturação e a otimização orçamentária que dêem sustentação às atividades de Estado, no Brasil. Constata-se um crescente esforço no sentido de expandirem-se as atividades do Estado – e não que obrigatoriamente devam ser condenadas ou entendidas como desnecessárias. Pelo contrário, pois, num país de graves problemas sociais e péssima distribuição de renda, o Estado é de fato necessário como elemento conciliador e gerador de soluções às imensas demandas socioeconômicas da nação. Contudo, o viés ideológico voltou a inflar as atribuições do Estado nos últimos anos, para transformá-lo no colosso das benesses e dos assistencialismos sociais. Sente-se no setor privado o ataque fiscal, com cobranças maciças e intermináveis de impostos. Quando uma empresa mal conseguiu recompor-se

de um imposto pago, ou de parcelas a saldar, logo aparecem novas exigências. E os pagamentos exigidos são imediatos, a fazer em 24 ou 48 horas, o que nenhum fluxo de caixa prevê. Mais recentemente, aumentou também a fiscalização trabalhista, compreensível num governo de sindicalistas. E ela faz sentido, posto que infelizmente, no Brasil, ainda perduram práticas escravagistas no campo, em algumas fazendas do Norte e do CentroOeste, e há abusos flagrantes contra o trabalhador. A falta de carteira assinada; o não-pagamento de transporte e refeições; e as condições degradadas no ambiente de trabalho hão de ser, naturalmente, verificadas e combatidas. Contudo, ao agirem com insensibilidade, colocando todas as empresas e empresários no “mesmo saco”, sejam eles transnacionais ou microempresas, tolhem a iniciativa e a capacidade produtiva dos pequenos e dos honestos. O sufoco burocrático pelo qual passam as empresas brasileiras é notório e crescente. Apenas uma fiscalização trabalhista de rotina em empresas rurais ou industriais pode levar à exigência de apresentação de 29 documentos, entre livros de registros de trabalho; guias de recolhimento; PPRAs e PCMSOs (programas de prevenção de riscos ambientais e de controle médico de saúde ocupacional); ASOs (atestados de saúde); relações de acidentes e outros. E para atender o fisco levam-se dias de trabalho, horas preciosas que o empresário não tem e que o tiram da atividade produtiva. Exige-se do contribuinte de tudo,

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desenvolvimento em prazo acachapante, como se o mundo girasse em torno do Estado. E se esquece de que a complexidade socioeconômica brasileira é crescente. Nas cidades médias e menores, onde os serviços são mais raros e contratados a distância, é comum a irregularidade do suprimento e a falência organizacional. A descontinuidade do provimento e a concorrência entre poucos ofertantes geram para os clientes situações embaraçosas e soluções mais caras. O Estado não vê e ignora essas dificuldades. Para ele, o que conta é cobrar e bater recorde sobre recordes de arrecadação fiscal. E, ao atingir receitas fenomenais, declama-as como uma vitória econômica, como se fossem uma demonstração inequívoca da saúde da economia e um indicador de competência governamental. Certamente, é preciso que haja rigor e disciplina fiscal. É preciso cobrar o justo e o devido para sustentar um Estado produtivo que faz o bem à população mediante políticas públicas adequadas. Contudo, no Brasil, as receitas disparam para atender a despesas crescentes e sem fim, ordenhando a esquálida e pálida iniciativa privada, destituída de sua capacidade de crescer e desenvolver-se mais. Enquanto o PIB cresceu à taxa de 2,6% em 2006, as despesas de custeio públicas cresceram 6,3% acima da inflação. Ou seja, o ritmo produtivo não acompanha a gastança pública na conta de curto prazo. No lugar de redefinir-se e gastar a fábula que já abocanha a sociedade, o Estado promove novas razzias sobre os contribuintes. Quem vive

As verdadeiras medidas necessárias para equiparar o País aos membros dos outros emergentes ainda estão por vir

de dotações fiscais, projetos públicos e assistencialismo governamental se beneficia, enquanto quem tem de viver com os altos riscos da iniciativa privada é trucidado. A carga fiscal já ultrapassou o limite do bom senso há uma década. Ela põe o País à deriva. Ela quebra empresas e empobrece a classe média, o que é criminoso. E não há grupo social que consiga frear sua alta, influenciada por políticos gananciosos e castas públicas dedicadas ao fortalecimento de suas benesses. Portanto, em grande parte, é o Estado brasileiro atual, contraditório, paradoxal, indefinido e sedento de recursos para satisfazer seus programas de governo, que retira impiedosamente e desmesuradamente da iniciativa privada os resultados econômico-financeiros pela via da sangria fiscal, o epicentro dos fatores redutores de crescimento do País. A carga fiscal brasileira evoluiu de 24% do PIB em 1994 para 39% em 2006. Ou seja, em apenas 12 anos, o Estado apossou-se, de cada R$ 1 produzido em 2006, de R$ 0,40. E a con-

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trapartida pelas evidências não tem sido das mais satisfatórias, ao avaliarem-se os programas nos quais o governo enfia a contribuição monetária da nação. A educação é fraca, e os índices de conhecimento escolar permanecem em níveis medíocres. A segurança pública nas grandes cidades está na mão de milícias, e o narcotráfico expande-se a olhos vistos, fazendo dos presídios seus novos quartéis generais. Inúmeras estradas perderam sua pavimentação, receberam uma simbólica capa em 2006, ano eleitoral, e impedem a solução otimizada da logística integrada de transportes, reduzindo o custo Brasil. E os indicadores de saúde são estacionários, no transcorrer da asfixia e paralisia da rede hospitalar, minada por desadministrações, desvios de material e filas de espera em que os pacientes morrem nos corredores e são selecionados para viver na Terra ou padecer no paraíso. O PAC, para tirar o Brasil da modorra, é mais um plano, com forte cunho estatizante. Ele servirá de bandeira ao governo atual para mostrar que há esforços na busca da retomada do desenvolvimento. Contudo, as verdadeiras e profundas medidas necessárias para equiparar o País aos membros dos outros países emergentes, como os BRICs, ainda estão por vir. Sem modernizações profundas do aparato do Estado e incentivos poderosos à iniciativa privada, o crescimento e o desenvolvimento permanecerão na retórica.

Correspondências para: istvan@acrefi.org.br

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Dependência de dividendos sinaliza problemas à frente Divulgação

Mesmo quando os dividendos das estatais têm essência econômica, sua dependência para a geração de resultados primários se afigura perigosa, mormente quando a trajetória das despesas primárias recorrentes do governo é de crescimento contínuo GUSTAVO LOYOLA, SÓCIO DA TENDÊNCIAS CONSULTORIA INTEGRADA O resultado primário de 4,32% do PIB obtido no ano passado teria sido reduzido para 3,85% do PIB, caso não tivessem sido computados os pagamentos de dividendos das empresas públicas ao Tesouro Nacional (TN) – R$ 9,7 bilhões. Esses números indicam deterioração na situação das contas públicas em 2006 e, de forma mais séria, aumento do risco fi scal no ano de 2007 e em exercícios futuros. Como agravante, o famigerado PPI deve diminuir o superávit primário para cerca de 3,75% do PIB no corrente ano, correspondendo ao governo central um superávit de apenas 1,95% do PIB, dos quais 0,45% do PIB seria relativo a dividendos de estatais, caso se repita o mesmo número do ano passado. Ao se destrinchar a origem dos dividendos recebidos pelo Tesouro Nacional em 2006, verifica-se que a situação é até mais preocupante. Cerca de 80% desses recebimentos provieram de empresas financeiras (BNDES, BB e CEF), cujos resultados foram especialmente beneficiados por uma mudança normativa do CMN que flexibilizou a contabilização dos ativos das instituições financeiras de créditos tributários, gerando resultados extraordinários nos bancos oficiais federais. Ou seja, parcela substantiva dos dividendos refere-se tão somente ao reconhecimento contábil de créditos dos bancos estatais federais contra o próprio Tesouro Nacional, o ACREFI

que comprovaria a baixa qualidade dessa parte do superávit primário, quando analisado na sua essência estritamente econômica, e não pelo ângulo meramente contábil. Aliás, o exagero na distribuição dos dividendos ficou evidente pela necessidade de capitalização da CEF explicitada na apresentação do PAC pelo ministro da Fazenda. Teria sido melhor que o lucro da Caixa tivesse sido retido e mantido no patrimônio da instituição e não distribuído para depois retornar sob forma de aumento de capital. Considerando que a CEF tem apenas o TN como acionista, fica ainda mais difícil entender a racionalidade dessa distribuição de dividendos, exceto para melhorar contabilmente o resultado primário em 2006. Por sua vez, no que diz respeito ao BNDES – cujos dividendos corresponderam a cerca de um terço do total recebido pelo TN em 2006 –, é preciso considerar ainda que parcela de seu resultado decorre apenas do fato de a instituição possuir um custo de funding no FAT e em outros fundos oficiais (TJLP) bem abaixo da taxa de juros Selic pela qual são remuneradas suas disponibilidades aplicadas em títulos públicos federais. Ou seja, ao aumentar, via pagamentos de dividendos, as receitas primárias do governo central, o BNDES está, em parte, apenas “devolvendo” uma despesa de juros incorrida pelo Tesouro. Tal situação,

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no limite, poderia criar um absurdo “moto perpétuo”, que geraria resultado primário às custas do aumento das despesas com juros... Vale acrescentar que, mesmo quando os dividendos das estatais têm essência econômica, sua dependência para a geração de resultados primários se afigura perigosa, mormente quando a trajetória das despesas primárias recorrentes do governo é de crescimento contínuo. Isso porque os resultados das estatais são correlacionados positivamente com o ciclo econômico, provavelmente até de maneira mais pronunciada do que as receitas de tributos, o que reforça o caráter procíclico do resultado primário, gerando riscos de não-cumprimento das metas fi scais no caso de mudanças conjunturais que afetem negativamente os lucros das estatais. Por tudo isso, torna-se necessário considerar, com redobrada atenção, a qualidade do resultado primário e não apenas o número final e agregado divulgado pelo governo. Para 2007, tendo em vista o prometido relaxamento com o uso da ficção PPI, esse cuidado deve ser ainda maior, porquanto uma combinação da queda do superávit primário com a piora de seu substrato econômico anteciparia sérios problemas fiscais nos anos seguintes, trazendo riscos de piora das expectativas dos agentes econômicos, em que pese o cenário internacional favorável.


Mario Miranda/Agência Foto

análise setorial

A

demanda por crédito para pessoa física tem aumentado consideravelmente nos primeiros meses do ano. A principal modalidade que tem possibilitado essa alavancagem no crédito é o financiamento de veículos. Em maio de 2000, o volume de crédito de veículos representava cerca de 3% do volume total de crédito do País. Em dezembro de 2006, esse número passou a representar mais de 10% do crédito total, um aumento de mais de 250%. O crédito para veículos para pessoas físicas corresponde a 26% das operações de crédito do sistema financeiro para pessoas físicas. As vendas de veículos têm crescido desde janeiro de 2003. Apesar disso, a evolução do crescimento das vendas tem diminuído, sendo que em 2004 o crescimento foi de

Perspectivas no setor de crédito de veículos PROF. DR. ALBERTO BORGES MATIAS, PRESIDENTE DO INEPAD – INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO 23,6%, em 2005 foi de 9,6% e, no último ano, foi de apenas 2,6%. A carteira é composta por operações de crédito pré e pós-fi xadas, sendo que a última corresponde a menos que 1,0 % do saldo total das operações. Outro fator também relevante é o predomínio das pessoas físicas nessa modalidade, visto que mais de 80% das operações de crédito são referentes a elas. O risco no setor, que é medido pelo grau de inadimplência e insolvência, também está próximo da média histórica. Considerou-se inadimplência o saldo das operações de crédito com atraso de um a 89 dias, sendo que o percentual da carteira inadimplente esteve em torno de 7%. A insolvência é o saldo das operações com mais de 90 dias de atraso. O percentual insolvente fi cou em torno de 3% da carteira nos últimos anos.

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A sustentabilidade financeira não decorre de taxas elevadas de juros, mas sim de maiores volumes operados O custo de captação das instituições financeiras atingiu o patamar de 12,5% a.a., uma redução de 35% se comparado a janeiro de 2005. Essa redução é decorrente da queda na taxa básica de juros, visto que existe forte correlação entre a Selic e o custo de captação. Esse panorama possibilitou aos agentes financeiros repassar uma parcela dessa redução ao consumidor final. A taxa média dos financiamentos no setor de veículos passou de 36,5% a.a. para 32,32% a.a. no mesmo período, o que corresponde a uma variação percentual de 13%

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Financiamento de veículos/Crédito total INEPAD & BC Crédito de veículos/ Crédito total

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Financiamento de veículos Acumulado (12 meses)

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Juros

na taxa, mostrando uma tendência de redução. A diferença na margem obtida com diminuição no custo de captação foi agregada em forma de spread. Este subiu 7% nos últimos dois anos, chegando a 19,8% a.a. Por-

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tanto, esse panorama tornou o mercado mais atrativo às instituições financeiras, demonstrando que sua sustentabilidade financeira não decorre de taxas elevadas de juros, mas sim de maiores volumes operados.

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Com a elevação do volume de vendas e a rentabilidade do setor em alta, houve aumento de competitividade Já o prazo tem sofrido uma forte expansão, passando de 470 dias, em janeiro de 2005, para 535 dias ao final de 2006. A expansão do prazo é um reflexo da conjuntura econômica e política mais estável dos últimos anos, o que possibilitou aos financiadores elevarem o prazo, consideravelmente, em cerca de 13%. Essa tendência favorece o crescimento do volume, pois reduz a parcela, eleva o número de potenciais clientes, o que faz elevar o volume da carteira. O Brasil apresenta uma relação crédito/PIB baixa quando comparada aos principais países do mundo. Logo, existe potencial para uma expansão do crédito. Com a elevação do volume de vendas e a rentabilidade do setor em alta, houve um aumento da competitividade. Conseqüentemente, algumas instituições financeiras revelaram projetos de expansão no setor, que pode se refletir em um maior prazo para o consumidor final. Outro fator que pode ser determinante é a tendência de redução da Selic nos próximos meses. Com o risco controlado e a estabilidade do cenário macroeconômico, há uma tendência de queda nas taxas de juros.


artigo

Arquivo ACREFI

O BC e a torcida do Flamengo

Um governador petista manifestou a opinião de que, não apenas ele como toda a torcida do Flamengo, era favorável a mudanças na diretoria do Banco Central, para enquadrar a autoridade monetária no “espírito do PAC”, isto é, que passasse a agir em favor do crescimento, em vez de ser, na visão desse político, um obstáculo à expansão mais acelerada da economia. Manifestações dessa natureza têm se repetido com bastante freqüência, não apenas por parte de políticos como por alguns economistas e até entidades empresariais. Propostas diversas de mudanças na composição do Comitê de Política Monetária (Copom) são apresentadas, para incluir representantes do setor real da economia – empresários e trabalhadores – (por que não do MST e outros órgãos representativos das minorias?) com o objetivo de democratizar suas decisões. As críticas ao BC aumentaram muito após a última reunião do Comitê, quando reduziu em apenas 0,25 ponto percentual a taxa Selic, interrompendo uma trajetória de quedas da ordem de 0,5%, logo após o bombástico lançamento do PAC, neutralizando muito a repercussão esperada pelo governo com o programa. Não há dúvida de que a decisão do Copom pode ser contestada, assim como em outras oportunidades, quando esse Comitê, na opinião de muitos analistas, se revelou excessivamente conservador. Considerando-se

MARCEL DOMINGOS SOLIMEO, SUPERINTENDENTE DO IEGV – INSTITUTO DE ECONOMIA GASTÃO VIDIGAL DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO

a evolução tanto dos índices de preços quanto dos indicadores do nível de atividade e o cenário externo, “acho” que poderíamos estar com uma taxa Selic 2 a 3 pontos percentuais abaixo do nível atual, sem que se corresse o risco de alta da inflação. Além de existir capacidade ociosa em muitos setores da indústria, as importações vêm se constituindo em fator de contenção de muitos preços, graças à taxa de câmbio favorável. Essa, no entanto, é uma questão que fica no terreno das opiniões, o que, por mais respeitáveis que sejam e respaldadas por bons argumentos, não pode ser resolvido no plano das hipóteses. Somente é possível avaliar os resultados do que foi feito, e não do que poderia, ou deveria, ter sido feito. Se considerarmos que a função do Banco Central é de preservar a estabilidade monetária, os resultados lhe são favoráveis no debate, embora se possa ponderar que sempre é preciso avaliar a relação custo-benefício de qualquer decisão. Muitos dos críticos do BC propõem que a autoridade monetária seja subordinada às diretrizes ou interesses do Executivo, o que significaria renegar a sua função precípua de zelar pela estabilidade do poder de compra da moeda. Como o Banco Central não goza de autonomia formal, embora tenha atuado com independência nos últimos governos, é grande a pressão, e a tentação, para

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que o governo “enquadre” a diretoria do Banco ou a substitua por outra mais dócil aos interesses dos “desenvolvimentistas”. Quando o governo dá sinais bastante claros de que a austeridade fiscal vem sendo relaxada, como uso de parte dos recursos do “superávit” para investimentos, e com o crescimento acentuado dos gastos públicos, pode-se entender, embora não concordar, a maior cautela do Copom na redução da taxa Selic. A melhor forma de assegurar a queda das taxas de juros seria reduzir o “déficit fiscal”, impropriamente chamado de superávit primário, para diminuir a relação dívida/PIB, abrindo espaço para a expansão do crédito ao setor privado. É de se esperar que o presidente Lula mantenha sua posição de não interferência nas decisões do Banco Central, nem promova mudanças em sua diretoria que possa gerar intranqüilidade no mercado. O presidente não pode se deixar influenciar por políticos “desenvolvimentistas” ou pela “torcida do Flamengo”, que, recentemente, vaiou o jogador Souza, que estreava no time, apenas porque o artilheiro do último Campeonato Brasileiro poderia tirar a posição de seu ídolo Obina, embora o jogador viesse para ajudar o clube. Talvez a torcida a favor do Banco Central seja menor do que a do Flamengo, mas vale a pena continuar apoiando sua atuação. FINANCEIRO


variedades

A degustação de vinhos Degustar um bom vinho e apreciá-lo devidamente inclui preparativos e um certo ritual. Não há nada de complicado nisso e, quando uma pessoa ou um grupo de amigos se acostuma a esse conjunto de procedimentos, extrairá o máximo prazer de cada garrafa que for aberta. Senão vejamos. Primeiro, disponha de tempo para saborear seu vinho com calma e sentir a sua evolução e modificações. Um vinho muda de sabor e intensidade de aromas à medida que tem mais tempo, fica aberto na garrafa e, no copo, quando é afetado pela temperatura ambiente. Ao ser aberto, o vinho entra em contato com o ar, e o oxigênio altera a estrutura das moléculas viníferas, de tal sorte que, após a intensidade e a força promovida pelo álcool, surgirão os aromas diversos que ele escondeu quem sabe por anos no vidro que o acomodou. No Brasil, o normal é o clima quente. Temperaturas de 25ºC ou mais são naturais e, no Norte e Nordeste, canículas de 40ºC alcançam facilmente os dias de verão. Daí é de bom senso beber mais e melhor nos suaves outonos e invernos brasileiros e, de preferência, à noite. Claro está, há formas de driblarem-se os desconfortos calorentos. Lojas especializadas, geladeiras climatizadas, salas com ar-condicionado forte e afins podem facilitar o clima de degustação. Mas nem sempre essas condições são baratas e estão ao alcance dos mortais. Como o calor afeta os vinhos, especialmente os brancos, que, para serem refrescantes, merecem ser sorvidos a temperaturas entre 6ºC e 12ºC, é inteligente preencher o copo até um terço de sua capacidade e combinar as reposições com o que se prevê que vai beber. Também é bom dispor de um balde cheio de gelo, ao ACREFI

qual volta a garrafa aberta. Há polêmicas, mas o bom vinho deve ser bebido puro. Água estraga o vinho, portanto nada de colocar gelo no copo. Isso é crime de lesa-degustação. O líquido perde em intensidade, ficando obviamente aguado, e os sabores mais delicados se perdem. Segundo, escolha um grupo que sabe apreciar com moderação e comedimento os vinhos. A bebida reúne gente, que passa a bater papo, tecer considerações e abrir a alma na razão direta em que mais e mais se inteiram os copos. Este é um momento de amizades. Terceiro, varie na escolha de seus vinhos. Uma seleção diversificada dará chances de agradar a todos os comensais. Uns amigos gostam mais de vinhos tintos; outros, de brancos e há quem fique com os encorpados, enquanto outros preferem os suaves e translúcidos. Por isso, surpreenda. A reunião ficará mais animada. Um quarto ponto interessante é como será a degustação. Se ela for pura, para avaliar os néctares do dia, só se porá à mesa, além do vinho, água e pão. Acabou. Não se trata de passar a vida a pão e água, mas este é um tratamento feito para, com rigor, neutralmente, tirar o máximo do sabor de cada garrafa. Agora, se a meta da degustação for enogastronômica, em que vale associar vinhos a alimentos, abre-se um mundo de prazeres combinados, que faz o céu dos gourmets e, sobretudo, dos gourmands. E a escala dos comes e bebes depende de seu gosto e de seu bolso. Com amigos, divide-se melhor o custo de produção de uma boa degustação ou pode-se combinar uma rotação, em que uma vez um, noutra vez outro, vai assumindo a reunião e suas despesas correlatas. Por isso, vale a pena buscar esse tipo de associação ou as associações especialmente mon-

21

©iStockPhoto.com/Silberkorn

OPIMIANO – PhD – PROMOTOR DE HOMÉRICAS DEGUSTAÇÕES

tadas para promover degustações. Reuniões de queijos e vinhos já estão bem fi xadas e assentadas no Brasil. As pessoas gostam de juntar brancos e tintos com queijos de nomes franceses e europeus. Especialmente, vale a pena dispor de queijos de forte sabor, como camembert, camembleu, brie, gorgonzola, emental, gruyère e serra da estrela. E, ao ir além, escolher queijos de cabra e ovelha gera novas alegrias às suas papilas gustativas. Por fim, se a meta é fazer almoços ou jantares, a degustação envolve uma certa ordem na exposição dos vinhos. Em síntese, primeiro vêm os brancos e leves, junto a entradas leves e suaves, como saladas, alfaces, aspargos e palmitos, que se fazem acompanhar bem por peixes brancos. A seguir, quem sabe, um filet mignon ou uma picanha maturada bem gostosa, com molho de cogumelos e batatinhas crocantes, ao lado de uns pepinos avinagrados, que casam perfeitamente bem com um tinto mais encorpado. Por fim, na sobremesa, uns doces bem brasileiros, quindins, cocadinhas ou tortas de goiaba, que casam com os borbulhantes espumantes secos e meio secos.


banco de dados por INEPAD TAXAS MÉDIAS GERAL DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p.

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

46,1 46,2 45,7 45,0 43,8 43,2 42,2 41,9 41,5 41,4 41,0 39,8 39,9

0,2 0,1 -0,5 -0,7 -1,2 -0,6 -1,0 -0,3 -0,4 -0,1 -0,4 -1,2 0,1

16,6 16,2 15,7 15,3 15,3 15,2 14,7 14,4 13,7 13,4 13,1 12,6 12,5

-0,5 -0,4 -0,5 -0,4 0,0 -0,1 -0,5 -0,3 -0,7 -0,3 -0,3 -0,5 -0,1

29,5 30,0 30,0 29,7 28,5 28,0 27,5 27,5 27,8 28,0 27,9 27,2 27,4

0,7 0,5 0,0 -0,3 -1,2 -0,5 -0,5 0,0 0,3 0,2 -0,1 -0,7 0,2

Variação jan-jan

-6,2

-4,1

-2,1

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

PESSOA FÍSICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p.

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

59,7 59,2 59,0 57,8 56,1 55,8 54,3 53,9 53,8 53,5 53,6 52,1 52,3

0,4 -0,5 -0,2 -1,2 -1,7 -0,3 -1,5 -0,4 -0,1 -0,3 0,1 -1,5 0,2

16,0 15,5 15,0 14,9 15,0 15,2 14,6 14,3 13,7 13,2 12,9 12,5 12,3

-0,5 -0,5 -0,5 -0,1 0,1 0,2 -0,6 -0,3 -0,6 -0,5 -0,3 -0,4 -0,2

43,7 43,7 44,0 42,9 41,1 40,6 39,7 39,6 40,1 40,3 40,7 39,6 40,0

0,9 0,0 0,3 -1,1 -1,8 -0,5 -0,9 -0,1 0,5 0,2 0,4 -1,1 0,4

Variação jan-jan

-7,4

-3,7

-3,7

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

PESSOA JURÍDICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p.

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

31,3 31,6 30,7 30,6 29,7 28,8 28,3 27,9 27,3 27,4 26,6 26,2 26,2

-0,4 0,3 -0,9 -0,1 -0,9 -0,9 -0,5 -0,4 -0,6 0,1 -0,8 -0,4 0,0

17,0 16,7 16,2 15,8 15,7 15,3 14,9 14,5 13,8 13,6 13,2 12,8 12,6

-0,7 -0,3 -0,5 -0,4 -0,1 -0,4 -0,4 -0,4 -0,7 -0,2 -0,4 -0,4 -0,2

14,3 14,9 14,5 14,8 14,0 13,5 13,4 13,4 13,5 13,8 13,4 13,4 13,6

0,3 0,6 -0,4 0,3 -0,8 -0,5 -0,1 0,0 0,1 0,3 -0,4 0,0 0,2

Variação jan-jan

-5,1

-4,4

-0,7

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

22

FINANCEIRO


SPREAD FINANCEIRO

CRÉDITO PESSOA FÍSICA CRÉDITO PESSOAL

50,0

Volum e R$ Milhões

Taxa de Juros

90.000

71,00

45,0

69,00

80.000 40,0

67,00 70.000

35,0

SPREAD FINANCEIRO

30,0

65,00 63,00

60.000

25,0

61,00

50.000

20,0

59,00 15,0

40.000

57,00

Aplicação

55,00

30.000

jan/07

dez/06

nov/06

out/06

set/06

ago/06

jul/06

jun/06

mai/06

abr/06

mar/06

fev/06

jan/06

10,0

dez jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez jan 05 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 07

Captação

Volume

Taxa de Juros

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - PESSOA FÍSICA - PREFIXADOS

(R$ milhões)

MÊS / ANO

CHEQUE ESPECIAL

VARIAÇÃO EM %

CRÉDITO PESSOAL

VARIAÇÃO EM %

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

VARIAÇÃO EM %

CARTÃO DE CRÉDITO

VARIAÇÃO EM %

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

12.232 11.790 12.825 12.905 13.302 13.223 12.934 13.107 12.787 13.368 13.217 11.760 13.312

11,5% -3,6% 8,8% 0,6% 3,1% -0,6% -2,2% 1,3% -2,4% 4,5% -1,1% -11,0% 13,2%

65.010 66.658 68.391 70.675 71.794 72.973 74.571 75.972 77.036 78.151 79.700 79.893 81.191

2,5% 2,5% 2,6% 3,3% 1,6% 1,6% 2,2% 1,9% 1,4% 1,4% 2,0% 0,2% 1,6%

900 842 869 886 919 954 994 1.033 1.064 1.116 1.151 1.211 1.278

-5,9% -6,4% 3,2% 2,0% 3,7% 3,8% 4,2% 3,9% 2,9% 4,9% 3,1% 5,2% 5,5%

11.882 12.657 12.492 12.916 13.117 13.082 12.839 13.274 13.293 13.511 13.838 13.418 13.957

5,5% 6,5% -1,3% 3,4% 1,6% -0,3% -1,9% 3,4% 0,1% 1,6% 2,4% -3,0% 4,0%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - PESSOA FÍSICA - Prefixados/continuação (R$ milhões) AQUISIÇÃO MÊS / ANO jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

VEÍCULOS

VARIAÇÃO EM %

OUTROS

VARIAÇÃO EM %

TOTAL

VARIAÇÃO EM %

OUTROS

VARIAÇÃO EM %

TOTAL

VARIAÇÃO EM %

51.938 53.154 54.306 55.248 56.441 57.141 58.978 60.244 61.387 61.522 62.728 63.475 64.437

2,5% 2,3% 2,2% 1,7% 2,2% 1,2% 3,2% 2,1% 1,9% 0,2% 2,0% 1,2% 1,5%

10.241 10.161 10.115 9.965 10.136 10.102 10.139 10.114 9.981 10.152 10.248 10.779 10.858

0,1% -0,8% -0,4% -1,5% 1,7% -0,3% 0,4% -0,2% -1,3% 1,7% 0,9% 5,2% 0,7%

62.179 63.315 64.421 65.213 66.577 67.243 69.117 70.358 71.368 71.674 72.976 74.254 75.295

2,1% 1,8% 1,7% 1,2% 2,1% 1,0% 2,8% 1,8% 1,4% 0,4% 1,8% 1,8% 1,4%

8.386 8.545 9.102 9.380 9.791 9.707 10.005 10.396 11.108 11.200 11.161 11.301 11.502

9,7% 1,9% 6,5% 3,1% 4,4% -0,9% 3,1% 3,9% 6,8% 0,8% -0,3% 1,3% 1,8%

160.589 163.806 168.100 171.976 175.501 177.182 180.461 184.140 186.655 189.020 192.043 191.837 196.535

3,5% 2,0% 2,6% 2,3% 2,0% 1,0% 1,9% 2,0% 1,4% 1,3% 1,6% -0,1% 2,4%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

ACREFI

23


banco de dados por INEPAD VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - CRÉDITO CONSIGNADO MÊS / ANO jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07 Var. jan-jan

CRÉDITO PESSOAL* 65.010 66.658 68.391 70.675 71.794 72.973 74.571 75.972 77.036 78.151 79.700 79.893 81.191 24,89%

CONSIGNADO Públicos

Privados

Total

Amostra**

29.166 30.396 31.513 32.680 34.001 35.185 36.834 38.103 39.119 40.304 41.406 42.069 43.248

3.913 4.107 4.288 4.501 4.605 4.915 5.192 5.355 5.542 5.730 5.889 6.016 6.215

33.078 34.503 35.801 37.181 38.606 40.100 42.026 43.458 44.660 46.034 47.295 48.086 49.463 49,53%

23.247 23.747 24.525 25.688 26.797 27.570 28.501 29.671 30.442 31.171 31.727 32.318 33.216 42,88%

% Consignado***

(R$ milhões)

Concentração Taxa de Juros %aa do Consignado Estimativa INEPAD Consignado Pessoal Diferença

50,9% 51,8% 52,3% 52,6% 53,8% 55,0% 56,4% 57,2% 58,0% 58,9% 59,3% 60,2% 60,9%

70,3% 68,8% 68,5% 69,1% 69,4% 68,8% 67,8% 68,3% 68,2% 67,7% 67,1% 67,2% 67,2% -4,4%

37,3% 36,6% 36,9% 36,1% 36,5% 35,7% 35,1% 34,9% 34,7% 34,4% 33,5% 33,3% 32,9%

68,9% 68,6% 67,8% 65,3% 62,3% 62,2% 59,8% 59,1% 58,9% 58,6% 58,6% 57,2% 57,2%

31,6% 32,0% 30,9% 29,2% 25,8% 26,5% 24,7% 24,2% 24,2% 24,2% 25,1% 23,9% 24,3%

FONTE: INEPAD / BC * Inclui empréstimos realizados pelas cooperativas de crédito. ** Pesquisa com treze das maiores instituições que operam com crédito pessoal. *** Total consignado sobre o total de crédito pessoal.

INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS CRÉDITO PESSOAL (R$ mil)

Mês/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

57.103.577 58.527.677 59.660.482 61.932.644 63.062.362 64.474.611 65.812.042 67.054.399 68.197.101 69.000.361 70.336.983 70.448.643 71.554.475

1.486.653 1.250.243 1.620.295 1.600.424 1.594.681 1.552.548 1.688.134 1.648.722 1.728.112 1.905.877 1.880.683 1.555.472 1.969.686

2,29% 1,88% 2,37% 2,26% 2,22% 2,13% 2,26% 2,17% 2,24% 2,44% 2,36% 1,95% 2,43%

1.748.341 1.800.971 1.895.815 1.956.325 1.856.410 1.888.060 1.902.490 2.036.725 1.854.593 2.074.095 2.105.536 1.997.449 2.034.233

2,69% 2,70% 2,77% 2,77% 2,59% 2,59% 2,55% 2,68% 2,41% 2,65% 2,64% 2,50% 2,51%

4.011.591 4.406.296 4.532.764 4.498.935 4.590.579 4.400.917 4.576.685 4.692.313 4.732.732 4.712.214 4.824.837 4.948.546 4.689.434

6,17% 6,61% 6,63% 6,37% 6,39% 6,03% 6,14% 6,18% 6,14% 6,03% 6,05% 6,19% 5,78%

65.010.067 66.657.810 68.390.518 70.675.076 71.794.140 72.973.265 74.571.386 75.971.591 77.035.902 78.150.763 79.699.929 79.892.776 81.190.644

2,47% 2,53% 2,60% 3,34% 1,58% 1,64% 2,19% 1,88% 1,40% 1,45% 1,98% 0,24% 1,62%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS (R$ mil)

Mês/Ano

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

Saldo

Com atraso

sem atraso

de 15 a 30 dias

47.112.849 48.294.307 48.895.358 49.487.651 50.457.496 51.319.627 52.249.884 53.553.141 54.649.627 54.889.283 56.153.133 57.051.982 57.738.968

1.777.919 1.638.047 1.908.730 1.896.390 2.001.947 1.941.002 2.231.678 2.248.030 2.127.183 2.187.755 2.084.382 2.083.888 2.158.601

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

3,42% 3,08% 3,51% 3,43% 3,55% 3,40% 3,78% 3,73% 3,47% 3,56% 3,32% 3,28% 3,35%

1.829.639 1.911.682 2.077.261 2.265.550 2.249.168 2.226.487 2.440.866 2.387.357 2.468.754 2.413.166 2.436.630 2.257.921 2.434.989

3,52% 3,60% 3,83% 4,10% 3,98% 3,90% 4,14% 3,96% 4,02% 3,92% 3,88% 3,56% 3,78%

1.214.632 1.307.080 1.421.339 1.595.453 1.729.468 1.824.950 2.052.774 2.052.942 2.138.638 2.029.110 2.051.880 2.078.322 2.091.291

2,34% 2,46% 2,62% 2,89% 3,06% 3,19% 3,48% 3,41% 3,48% 3,30% 3,27% 3,27% 3,25%

51.938.053 53.154.236 54.305.631 55.247.939 56.440.924 57.141.184 58.977.847 60.244.206 61.386.834 61.521.834 62.728.404 63.474.608 64.436.864

2,47% 2,34% 2,17% 1,74% 2,16% 1,24% 3,21% 2,15% 1,90% 0,22% 1,96% 1,19% 1,52%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

24

FINANCEIRO


INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

8.380.429 8.252.626 8.078.490 7.831.351 8.004.662 7.981.938 8.012.491 8.003.197 7.951.506 8.026.888 8.059.766 8.687.035 8.669.693

425.157 408.173 453.516 467.766 443.851 448.652 442.746 429.802 393.093 433.439 439.183 403.893 485.551

4,15% 4,02% 4,48% 4,69% 4,38% 4,44% 4,37% 4,25% 3,94% 4,27% 4,29% 3,75% 4,47%

407.308 477.311 553.878 562.063 518.331 505.674 481.681 460.141 435.990 465.070 485.090 447.832 480.688

3,98% 4,70% 5,48% 5,64% 5,11% 5,01% 4,75% 4,55% 4,37% 4,58% 4,73% 4,15% 4,43%

1.004.743 999.178 1.005.323 1.080.104 1.144.281 1.140.948 1.178.248 1.196.300 1.175.506 1.207.138 1.246.811 1.213.636 1.205.088

9,81% 9,83% 9,94% 10,84% 11,29% 11,29% 11,62% 11,83% 11,78% 11,89% 12,17% 11,26% 11,10%

10.241.441 10.160.748 10.115.085 9.965.038 10.135.589 10.101.677 10.139.316 10.114.085 9.981.036 10.152.333 10.247.914 10.779.218 10.858.108

0,12% -0,79% -0,45% -1,48% 1,71% -0,33% 0,37% -0,25% -1,32% 1,72% 0,94% 5,18% 0,73%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

INADIMPLÊNCIA - CRÉDITO PESSOAL - PREFIXADO Janeiro/2007 (em R$ mil) 22,7% Atraso de mais de 90 dias 4.948.546

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS - PREFIXADO Janeiro/2007 (em R$ mil)

Atraso de 15 a 30 dias 1.555.472

Atraso de 31 a 90 dias 2.257.921

31,3%

53,9% 23,4%

Atraso de 31 a 90 dias 1.997.449

32,3%

20,9% 55,5%

22,1%

Atraso de 15 a 30 dias 2.257.921

INADIMPLÊNCIA - OUTRAS OPERAÇÕES - PREFIXADO Janeiro/2007 (em R$ mil) Atraso de

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO OUTROS BENS - PREFIXADO Janeiro/2007 (em R$ mil)

Atraso de mais de 90 dias 1.213.636

36,4%

Atraso de mais de 90 dias 2.078.322

15 a 30 dias 343.725

Atraso de 15 a 30 dias 403.893

15,3% Atraso de mais de 90 dias 1.640.746

Atraso de 31 a 90 dias 447.832

60,7%

24,1%

Atraso de 31 a 90 dias 719.019

OUTRAS OPERAÇÕES (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

5.329.091 5.368.580 5.670.983 5.811.421 5.961.662 6.242.220 6.414.071 6.601.054 6.802.995 6.870.515 6.709.696 6.942.319 6.969.907

378.295 327.634 371.268 366.071 386.166 374.071 366.966 402.593 408.868 436.865 336.144 343.725 436.757

4,51% 3,83% 4,08% 3,90% 3,94% 3,85% 3,67% 3,87% 3,68% 3,90% 3,01% 3,04% 3,80%

528.368 602.266 654.249 662.153 636.771 670.479 689.085 674.757 761.583 737.893 727.844 719.019 687.585

6,30% 7,05% 7,19% 7,06% 6,50% 6,91% 6,89% 6,49% 6,86% 6,59% 6,52% 6,36% 5,98%

1.171.200 1.259.094 1.338.727 1.512.407 1.707.468 1.343.707 1.416.895 1.582.312 1.839.889 1.720.506 1.850.678 1.640.746 1.733.920

13,97% 14,73% 14,71% 16,12% 17,44% 13,84% 14,16% 15,22% 16,56% 15,36% 16,58% 14,52% 15,07%

8.386.089 8.545.025 9.102.409 9.380.074 9.791.110 9.706.886 10.005.297 10.396.389 11.108.457 11.199.550 11.161.339 11.300.860 11.502.305

9,73% 1,90% 6,52% 3,05% 4,38% -0,86% 3,07% 3,91% 6,85% 0,82% -0,34% 1,25% 1,78%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

ACREFI

25


banco de dados por INEPAD DESEMPREGO TAXA DE DESEMPREGO (%) DATA

Brasil

Var. p.p.

SP

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

9,20 10,10 10,40 10,40 10,20 10,40 10,70 10,60 10,00 9,80 9,50 8,40 9,30

90,0% 90,0% 30,0% 0,0% -20,0% 20,0% 30,0% -10,0% -60,0% -20,0% -30,0% -110,0% 90,0%

9,20 10,50 10,60 10,70 10,50 10,90 11,30 11,60 11,10 10,50 10,30 9,00 10,10

TAXA DE DESEMPREGO Taxa (%)

Var. p.p. 140,0% 130,0% 10,0% 10,0% -20,0% 40,0% 40,0% 30,0% -50,0% -60,0% -20,0% -130,0% 110,0%

Fonte: IBGE/INEPAD

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

1,00

11,5 0,50

11,0 10,5

0,00

10,0 9,5

-0,50

9,0 8,5

-1,00

8,0 7,5

-1,50

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

Brasil

mai 06

jun 06

jul 06

ago 06

SP

set 06

out 06

nov 06

dez 06

jan 07

Var. p.p. mensal Brasil

Fonte: IBGE/INEPAD

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$)

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$) DATA

Variação (p.p.)

12,0

Brasil

Var. %

1.013,45 1.024,46 1.029,96 1.034,12 1.047,95 1.054,59 1.047,38 1.054,49 1.046,21 1.058,76 1.065,38 1.072,30 1.066,10

-1,2% 1,1% 0,5% 0,4% 1,3% 0,6% -0,7% 0,7% -0,8% 1,2% 0,6% 0,6% -0,6%

SP 1.148,30 1.185,78 1.184,44 1.201,98 1.221,06 1.225,13 1.200,39 1.205,48 1.177,82 1.194,04 1.220,70 1.229,00 1.208,00

Var. %

1.300

-1,7% 3,3% -0,1% 1,5% 1,6% 0,3% -2,0% 0,4% -2,3% 1,4% 2,2% 0,7% -1,7%

Fonte: IBGE/INEPAD

0,015

1.250 1.200

0,01

1.150 0,005

1.100 1.050 1.000

0

950 900

-0,005

850 -0,01

800 750 700

-0,015

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

Brasil

mai 06

jun 06

jul 06

ago 06

SP

set 06

out 06

nov 06

dez 06

jan 07

Var. % mensal Brasil

Fonte: IBGE/INEPAD

COMÉRCIO VAREJISTA VOLUME DE VENDAS

VOLUME DE VENDAS Data

Hipermercados e Veículos,Motos, Índice Var. % Var. % Var. % Geral Supermercados Partes e Peças 180

dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 Variação dez-dez

162,59 112,02 102,68 114,67 115,79 120,59 114,49 117,19 120,91 120,20 123,49 125,58 171,78 5,7%

41,4% -31,1% -8,3% 11,7% 1,0% 4,1% -5,1% 2,4% 3,2% -0,6% 2,7% 1,7% 36,8%

144,00 110,23 103,61 114,24 119,93 112,63 112,33 116,42 117,07 118,79 120,22 119,68 154,47 9,7%

32,0% -23,5% -6,0% 10,3% 5,0% -6,1% -0,3% 3,6% 0,6% 1,5% 1,2% -0,4% 29,1%

138,57 119,14 100,16 130,11 107,65 130,31 112,83 130,53 141,61 130,76 141,17 145,72 150,01

7,0% -14,0% -15,9% 29,9% -17,3% 21,0% -13,4% 15,7% 8,5% -7,7% 8,0% 3,2% 2,9%

170 160 150 140 130 120 110 100 90 80

dez 05

jan 06

fev mar abr mai 06 06 06 06

Índice Geral

12,5%

jun 06

jul 06

Hipermercados e Supermercados

ago 06

set 06

out nov dez 06 06 06

Veículos, Motos, Partes e Peças

Fonte: IBGE/INEPAD

26

FINANCEIRO


PREVISÕES ECONÔMICAS Ano de 2007

PIB Total % a.a.

PIB Agropecuário % a.a.

PIB Indústria % a.a.

PIB Serviço % a.a.

Produção Industrial % a.a.

3,44 3,45 3,46 3,46

3,52 3,74 3,70 3,68

4,09 4,01 4,04 4,00

3,09 3,04 3,01 3,03

4,18 4,12 4,01 4,02

Selic Taxa anual

IGP-DI % a.a.

IPCA % a.a.

Taxa de Câmbio R$/US$

Saldo Comercial US$ bilhões

11,72 12,22 12,22 12,20

4,18 4,17 3,95 3,94

4,02 4,06 3,91 3,87

2,23 2,19 2,15 2,14

38,16 38,82 39,38 39,34

Previsão 02/01/2007 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 23/02

Ano de 2007 Previsão 13/01/2006 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 23/02 Fonte: BC-Focus/INEPAD

ATIVIDADE ECONÔMICA DATA

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

Var. p.p.

DATA

dez/05

80,28

-1,86

dez/05

112,63

1,12%

jan/06

80,11

-0,17

jan/06

113,26

0,56%

fev/06

80,56

0,45

fev/06

113,94

0,60%

mar/06

82,14

1,58

mar/06

113,59

-0,31%

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

Var. %

abr/06

80,35

-1,79

abr/06

113,89

0,26%

mai/06

82,79

2,44

mai/06

114,51

0,54%

jun/06

82,41

-0,38

jun/06

114,64

0,11%

jul/06

81,85

-0,56

jul/06

115,08

0,38%

ago/06

82,88

1,03

ago/06

115,16

0,07%

set/06

82,55

-0,33

set/06

115,33

0,15%

out/06

82,75

0,20

out/06

115,57

0,21%

nov/06

82,68

-0,07

nov/06

115,78

0,18%

dez/06

80,08

-2,60

dez/06

116,61

0,72%

Variação dez-dez

-0,25%

Variação dez-dez

Fonte: CNI/INEPAD

3,53%

Fonte: IBGE/INEPAD

PRODUÇÃO (ÍNDICE) X CAPACIDADE (%) Capacidade (%)

Produção - Índice

83,5

117

83,0

116

82,5 115

82,0 81,5

114

81,0

113

80,5

112

80,0

Fonte: INEPAD

ACREFI

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

dez/06

nov/06

out/06

set/06

ago/06

jul/06

jun/06

mai/06

abr/06

mar/06

110 fev/06

79,0 jan/06

111 dez/05

79,5

Índice de Produção Física Média Móvel Trim estral

27


banco de dados por INEPAD INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS, MISTOS, VEÍCULOS COMERCIAIS LEVES E PESADOS PRODUÇÃO

PRODUÇÃO

(em unidades)

Data

Produção

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

195.439 205.586 229.457 204.069 241.565 224.873 222.925 243.737 204.104 227.351 222.001 185.330 203.703

Média Trim. Var. Mensal Var. Mensal (%)

202.963 200.452 210.161 213.037 225.030 223.502 229.788 230.512 223.589 225.064 217.819 211.561 203.678

-4.893 10.147 23.871 -25.388 37.496 -16.692 -1.948 20.812 -39.633 23.247 -5.350 -36.671 18.373

Variação jan-06/jan-07

-2,4% 5,2% 11,6% -11,1% 18,4% -6,9% -0,9% 9,3% -16,3% 11,4% -2,4% -16,5% 9,9%

(em unidades)

255.000 245.000 235.000 225.000 215.000 205.000 195.000 185.000

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

mai 06

jun 06

Produção

4,2%

jul 06

ago 06

set 06

out 06

nov 06

dez 06

jan 07

nov 06

dez 06

jan 07

nov 06

dez 06

jan 07

Média trimestral

Fonte: Anfavea/INEPAD

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

(em unidades)

Data

Vendas

Média Trim.

Variação

Variação(%)

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

129.215 134.822 166.141 145.706 167.042 155.294 161.206 175.060 163.449 170.911 180.800 176.202 149.241

142.409 138.716 143.393 148.890 159.630 156.014 161.181 163.853 166.572 169.807 171.720 175.971 168.748

-22.896 5.607 31.319 -20.435 21.336 -11.748 5.912 13.854 -11.611 7.462 9.889 -4.598 -26.961

-15,1% 4,3% 23,2% -12,3% 14,6% -7,0% 3,8% 8,6% -6,6% 4,6% 5,8% -2,5% -15,3%

Variação jan-06/jan-07

(em unidades)

185.000 175.000 165.000 155.000 145.000 135.000 125.000

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

mai 06

jun 06

Vendas

15,5%

jul 06

ago 06

set 06

out 06

Média trimestral

Fonte: Anfavea/INEPAD

EXPORTAÇÃO TOTAL

EXPORTAÇÃO TOTAL

(em unidades) (em unidades)

Data

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

Exportações Média Trim.

57.844 70.996 72.397 71.446 77.376 71.424 78.184 73.134 71.929 72.497 61.294 66.159 47.751

64.209 65.848 67.079 71.613 73.740 73.415 75.661 74.247 74.416 72.520 68.573 66.650 58.401

Variação jan-06/jan-07

Variação

Variação(%)

-10.860 13.152 1.401 -951 5.930 -5.952 6.760 -5.050 -1.205 568 -11.203 4.865 -18.408

-15,8% 22,7% 2,0% -1,3% 8,3% -7,7% 9,5% -6,5% -1,6% 0,8% -15,5% 7,9% -27,8%

80.000 75.000 70.000 65.000 60.000 55.000

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

Exportações

-17,4%

mai 06

jun 06

jul 06

ago 06

set 06

out 06

Média trimestral

Fonte: Anfavea/INEPAD

28

FINANCEIRO


INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA LICENCIAMENTO DE AUTOMÓVEIS NACIONAIS E IMPORTADOS (em unidades) Data

Vendas

1000cc

% no Total

1000cc a 2000cc

% no total

>2000cc

% no total

jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

107.085 103.485 125.092 104.340 131.326 118.815 134.732 144.167 128.637 141.497 148.613 168.431 123.269

60.215 57.587 70.405 56.043 72.534 68.001 79.212 81.785 74.003 79.788 82.096 92.838 70.208

56,2% 55,6% 56,3% 53,7% 55,2% 57,2% 58,8% 56,7% 57,5% 56,4% 55,2% 55,1% 57,0%

45.262 44.424 53.108 46.844 57.281 49.163 53.136 60.018 53.061 59.849 64.341 73.335 51.103

42,3% 42,9% 42,5% 44,9% 43,6% 41,4% 39,4% 41,6% 41,2% 42,3% 43,3% 43,5% 41,5%

1.608 1.474 1.579 1.453 1.511 1.651 2.384 2.364 1.573 1.860 2.176 2.258 1.958

1,5% 1,4% 1,3% 1,4% 1,2% 1,4% 1,8% 1,6% 1,2% 1,3% 1,5% 1,3% 1,6%

Fonte: Anfavea/INEPAD

LICENCIAMENTO POR CATEGORIA - AUTOMÓVEIS

80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

mai 06

jun 06

jul 06

1000 cc

ago 06

SALDO TOTAL

TAXAS DE JUROS

SALDO TOTAL

65.010 66.658 68.391 70.675 71.794 72.973 74.571 75.972 77.036 78.151 79.700 79.893 81.191

4,46 4,45 4,41 4,28 4,12 4,11 3,98 3,95 3,93 3,92 3,92 3,84 3,84

0,08 -0,02 -0,04 -0,13 -0,16 -0,01 -0,13 -0,04 -0,01 -0,02 0,00 -0,08 0,00

68,90 68,60 67,80 65,30 62,30 62,20 59,80 59,10 58,90 58,60 58,60 57,20 57,20

1,60 -0,30 -0,80 -2,50 -3,00 -0,10 -2,40 -0,70 -0,20 -0,30 0,00 -1,40 0,00

R$ milhões 51.938 53.154 54.306 55.248 56.441 57.141 58.978 60.244 61.387 61.522 62.728 63.475 64.437

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 2,55 2,55 2,49 2,48 2,42 2,42 2,38 2,40 2,40 2,40 2,41 2,36 2,39

0,03 -0,01 -0,05 -0,02 -0,05 0,00 -0,04 0,02 0,01 0,00 0,01 -0,05 0,03

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

ACREFI

nov 06

dez 06

jan 07

(R$ milhões)

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS

% Variação % Variação MÊS/ANO R$ milhões a.m. p.p a.a. p.p jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07

out 06

1000 cc a 2000 cc

TAXAS DE JUROS PREFIXADOS - PESSOA FÍSICA CRÉDITO PESSOAL

set 06

29

SALDO TOTAL

% Variação a.a. p.p 35,30 35,20 34,40 34,10 33,30 33,30 32,60 32,90 33,00 33,00 33,10 32,30 32,70

AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS

0,50 -0,10 -0,80 -0,30 -0,80 0,00 -0,70 0,30 0,10 0,00 0,10 -0,80 0,40

R$ milhões 10.241 10.161 10.115 9.965 10.136 10.102 10.139 10.114 9.981 10.152 10.248 10.779 10.858

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 3,92 3,69 3,82 3,96 3,89 3,86 3,97 3,96 4,05 3,94 3,94 4,05 3,96

-0,35 -0,23 0,14 0,14 -0,07 -0,03 0,11 -0,01 0,09 -0,11 0,00 0,11 -0,09

% a.a.

Variação p.p

58,60 54,40 56,90 59,40 58,10 57,50 59,60 59,40 61,00 59,00 59,00 61,00 59,30

-6,60 -4,20 2,50 2,50 -1,30 -0,60 2,10 -0,20 1,60 -2,00 0,00 2,00 -1,70


Divulgação/Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo


Responsabilidade Social 26 de abril de 2007, no auditório da Acrefi: Rua Líbero Badaró, 425 - 28º andar Aron Belinky Consultor. É fundador da Ecopress – Agência de Notícias Ambientais e membro da delegação brasileira no grupo de trabalho que constrói a ISO 26000, como secretário executivo do Grupo de Articulação das ONGs brasileiras (GAO). Atua também em outras iniciativas, como o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE-Bovespa).

Eliane Garcia Melgaço É formada em administração de empresas pela PUC de Minas Gerais com MBA pela Catholic University (Washington - USA). Trabalhou em empresas como Banco Nacional, Cartão Unibanco, ATL e Image Telecom. É membro do Conselho de Administração do grupo Algar, coordenadora comercial na Diretoria de Relações Mercadológicas da Algar e Diretora Consultiva do Instituto Algar de Responsabilidade Social.

Roseli Garcia Formada em Biologia e pós-graduada em Botânica Econômica, é gerente do Núcleo de Negócios de Pessoa Física da Associação Comercial de São Paulo. Atua na área de crédito há mais de 30 anos, é membro da Rede Nacional de Informações Comerciais (RENIC), participou de vários cursos na área de cadastro e crédito, e foi palestrante de vários eventos durante sua carreira.

Tomás Carmona Administrador de Empresas pela PUC-SP, com MBA pela EAESP-FGV. Atuou como administrador da ONG Ação Educativa. Foi consultor da Food and Agriculture Organization no projeto Desenvolvimento Solidário Geração de Renda e Ocupação no Munícipio de São Paulo. É gerente da área de Cidadania Empresarial da Serasa.

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Financeiro 44 - Março 2007  

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