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Financeiro

Luiz Olavo Baptista, árbitro do órgão de apelação da OMC, analisa as relações comerciais do País

Divulgação

TIRAGEM DESTA EDIÇÃO: 20.000 EXEMPLARES

ano 4 nº 36 jun/2006

O Brasil no cenário internacional VAREJO

CULTURA

Crescimento em 2006 e moderação em 2007. Prevê Marcel Solimeo

Acrefi doa livros para a revitalização da biblioteca municipal de São Pedro


editorial

Rua Libero Badaró, 425 - 28º andar - São Paulo - SP Tel.: (11) 3107-7177 Fax: (11) 3106-6082 - www.acrefi.org.br

Respeito aos contratos nem todo mundo gosta! Érico Sodré Quirino Ferreira, Presidente da ACREFI Flávio Roberto Guarnieri

Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento

DIRETORIA Presidente Érico Sodré Quirino Ferreira Vice-Presidentes Aquiles Leonardo Diniz, Gilberto Caldart, José Arthur Lemos de Assunção, Marco Ambrógio Crespi Bonomi, Odílio Figueiredo Neto, Paulo Eduardo D’Ávila Isola, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, Ricardo Malcon, Ronaldo Amaral de Carvalho Pinto e Wilson Masao Kuzuhara Secretários Daniel Capelo Pinheiro e José Dante Zanaga Neto Tesoureiros Aristeu Zanúncio e Sergio Marra Capella Diretores Regionais Carlos Alberto Samogim (SP-Interior), Elcio Antônio de Azevedo (MG), Evanir Coutinho Ussier (SP-Capital), Félix Archanjo Bordin (PR), Leonel Dias de Andrade Neto (RJ), Paulo Aguiar (Montadoras), Renato Malcon (RS), Sergio Faria Lemos da Fonseca Junior (DF e GO) e Tiziana Dadalto (ES) Diretores Adalberto Savioli, Álvaro Augusto Vidigal, Enílson Espínola de Souza, Felícitas Renner, Ivan Svitek, João Ayres Rabelo Filho, José Antônio Rigobello, Marcos Antonio Waideman, Moisés dos Santos Jardim e Sergio Antônio Cipovicci Diretores Conselheiros Humberto Casagrande Neto, Jerônimo Varalla Neto, Luiz Antônio Viana, Luiz Fonseca de Souza Meirelles Filho, Marcio Ronconi, Prince Cardoso, Ricardo Annes Guimarães e Rodrigo Bacellar Conselho Consultivo Membros Natos: Alkindar de Toledo Ramos e Manoel de Oliveira Franco. Membros:Elcio Aníbal de Lucca (SERASA), Guilherme Afif Domingos (ACSP), João Elísio Ferraz de Campos (FENASEG), Luiz Horácio da Silva Montenegro (ANEF), Miguel de Oliveira (ANEFAC), Rogelio Golfarb (ANFAVEA), Sergio Reze (FENABRAVE) e Walter Machado de Barros (IBEF SP) Conselho Fiscal Efetivos: Alberto Borges Matias, Domingos Spina e Roy Martelanc. Suplentes: Abílio Abreu Neto, Massimo Tagliavini e Matias Nazari Puga Neto Presidente Honorário João Uchôa Borges (In memoriam) Diretor Superintendente Antônio Augusto de Almeida Leite (Pancho)

O respeito aos contratos é fundamental em toda sociedade democrática e ponto de partida para qualquer bom relacionamento no mundo globalizado. A segurança jurídica é um dos fatores mais valorizados por pessoas físicas e jurídicas no mundo todo – ninguém gosta, nem pode aceitar, que as regras mudem no meio do jogo. Mas ainda tem gente que insiste em fazê-lo! Quanto atraso! Pois é. Do mesmo jeito que ninguém deseja que um árbitro de futebol julgue a seu bel-prazer uma falta na fi nal da Copa do Mundo entre Brasil e uma outra seleção de futebol, também não se admite que uma escola mude uma cláusula contratual no meio do ano letivo ou que o locador altere o valor do contrato residencial antes de passado um ano do último reajuste. Da mesma forma, não passa pela cabeça de uma empresa mexer no contrato assinado com um cliente, um fornecedor ou um importador antes que o prazo predeterminado expire! Por isso mesmo, ninguém aceita o desrespeito aos contratos firmados entre empresas e governos e, mais grave ainda, àqueles fi rmados entre governos. Há muito já se criou, inclusive para a proteção do direito do trabalhador, a câmara de arbitragem. É por meio

desse mecanismo que se decide quase tudo hoje, em especial no mundo dos negócios, no mundo moderno, no mundo que gera riqueza. É muito mais rápido – e por isso mesmo muito mais barato – do que levar as causas às barras dos tribunais. Além disso, é preciso lembrar-se de que, num mundo globalizado como o nosso, o Estado soberano cede cada vez mais espaço à sociedade, aos contratos, ou seja, àqueles documentos que, firmados de comum acordo, fazem lei entre as partes envolvidas. O protecionismo, ainda que lentamente, vem sendo derrubado no mundo todo no âmbito comercial. Alguns ainda insistem em manter – ou criar – salvaguardas, mas elas também tendem a desaparecer para sempre. Os blocos econômicos, de integração regional, em todos os continentes, visam justamente ao fi m desses mecanismos. E isso ocorre exatamente porque se parte do fato de que os contratos têm de ser respeitados. Cabe a cada agente da sociedade do mundo todo lutar por isso – façamos nós, também, a parte que nos cabe!

Conselheiro Econômico Prof. Istvan Kasznar

Nesta edição

Financeiro Conselho Editorial : Érico Sodré Quirino Ferreira, Prof. Istvan Kasznar, Antônio A. A. Leite (Pancho) e Sérgio Tamer; Coordenação Editorial : Tamer Comunicação Empresarial; Jornalista Responsável : Eliana Nigro (MTB 15.005); Editoração e Produção Gráfi ca: EDF (www.edf.com.br); Pré-impressão e Impressão: Fabracor; Periodicidade: mensal Tiragem: 20.000 exemplares As opiniões emitidas nos artigos assinados não refletem necessariamente as posições da ACREFI e são de exclusiva responsabilidade dos autores. A reprodução total ou parcial do conteúdo da publicação depende de autorização por escrito.

4 Palestra Acrefi Crescimento em 2006 sem surpresas em 2007

8 Entrevista Luiz Olavo Baptista, árbitro do órgão de apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP

10 Tendência Minério: impacto dos preços na economia mundial

12 Cultura Ação de incentivo à leitura

16 Artigo Meta mais alta do governo central torna ambiente fiscal mais apertado em 2006

18 Variedades Os preciosos vinhos da Borgonha

20 Artigo Selic perto do piso

21 Banco de Dados


palestra Acrefi

Crescimento em 2006 sem surpresas em 2007

Jacinto Alvarez/Gaivota

Marcel Solimeo, superintendente da Associação Comercial de São Paulo, avalia o reflexo do cenário econômico no segmento varejista

Economista contrapõe diferentes fatores econômicos

Fatos positivos colaboram para os resultados deste ano: taxas de juros em queda; melhores níveis de emprego e renda; gastos do governo

O varejo deve crescer 4% até o fim deste ano, ficando um pouco acima do crescimento estimado para a economia no mesmo período. A previsão é de Marcel Solimeo, economista e superintendente institucional da Associação Comercial de São Paulo, durante palestra que abordou o tema “Perspectivas para o Varejo”, na sede da Acrefi – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Investimento e Financiamento. Para o economista, vários fatores positivos, ao longo deste ano, vêm contribuindo para a obtenção

desses resultados: as taxas de juros estão em queda e em níveis bem inferiores aos do ano passado; os níveis de emprego e renda estão melhores do que os registrados em 2005; e os gastos do governo, bastante generosos, o que significa dinheiro circulando na economia. Além dos fatores macroeconômicos, Marcel Solimeo aponta os aspectos conjunturais que também estão colaborando para o bom desempenho do comércio este ano, como a Copa do Mundo e a acirrada concorrência entre as redes de varejo, que estão disputando o consumidor

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com as mais diversas promoções. Isso sem falar do resultado positivo das vendas no Dia das Mães, que ganharam um empurrãozinho extra dos termômetros com a chegada do frio, um pouco antes do esperado. Sem surpresas Marcel Solimeo acredita que esse cenário otimista para o comércio não deve ser afetado ou sofrer alterações, nem mesmo com possíveis aumentos nos juros norte-americanos, cujo impacto, acredita, deve ficar restrito ao mercado de capitais. FINANCEIRO


Perspectivas do Varejo

fonte: IBGE

rendimento mensal familiar (R$)

número de famílias 48.535 mil

famílias

rendimentos 9,7%

14,4%

17,4%

A

+ de R$ 4.000

B

de R$ 2.000 a R$ 4.000

C D

28,2% 30,3%

E

de R$ 1.200 a R$ 2.000

de R$ 600 a R$ 1.200 até R$ 600

faixas de rendimentos

No entanto, a análise para 2007 difere bastante. Para o superintendente da Associação Comercial de São Paulo, o cenário para a economia será mais moderado e, portanto, para o varejo também. Em primeiro lugar, lembra ele, por se tratar de um ano em que assumem novos governantes, nas esferas federal e estadual, independentemente de quem ganhar, será necessário adotar uma rígida e austera política fiscal, o que redundará em menor dinheiro em circulação. As variáveis com impacto direto sobre o setor

– taxa de juros, câmbio, massa salarial, nível de emprego – mereceram análise detalhada de Marcel Solimeo. O primeiro aspecto que ele enfatiza é a incógnita a respeito do ritmo de queda (ou não) da taxa Selic no próximo ano; lembrando que é muito estreita a relação entre o desempenho das vendas no comércio e os juros praticados: quanto menor for a taxa referencial, melhor será o ano para o varejo. Impacto do dólar O superintendente da Associação Comercial aponta

Em 2007, quando assumirão novos governantes, deverá ser adotada uma rígida política fiscal

ainda o impacto que o comportamento do dólar pode provocar sobre a massa salarial e o emprego nos setores ligados à exportação. O economista afirma que os salários nesses setores estão contidos pelos efeitos causados pela depreciação do dólar e, portanto, as empresas exportadoras tendem a dar reajustes salariais mais baixos, em razão das difi culdades que enfrentam. Com isso, setores que tradicionalmente se caracterizam por serem bons empregadores, como calçados, têxteis e auto-

peças, devem passar a mostrar números declinantes na oferta de vagas: “Estamos tendo superávit nas contas externas, está entrando mais dólar do que a economia precisa. Mesmo que o capital volátil diminua ou deixe de entrar, a posição estatística de exportações mostra que o saldo da balança comercial deve ser sufi ciente para impedir que tenhamos uma retomada muito forte do câmbio”, diz Solimeo, que acredita que a moeda norte-americana deve reagir, sem, no entanto, voltar a ser atrativa para as exportações como chegou a ser há dois anos. Ainda no que se refere ao câmbio, Marcel Solimeo pergunta até que ponto este pode ser

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palestra Acrefi Perspectivas do Varejo No próximo ano, o reajuste do saláriomínimo deverá ficar distante dos 17% concedidos em 2006

um fator que influencie as decisões do Copom sobre taxa de juros. Para ele, o que fez com que a inflação despencasse foi a queda na taxa de câmbio e pergunta se, do ponto de vista dos integrantes do Comitê de Política Monetária, não pode haver questionamentos sobre reflexos na inflação de uma possível recuperação do câmbio. O economista, no entanto, diz que, diante da volatilidade do câmbio no Brasil, não acredita nessa hipótese. Para ele, aqueles que trabalham com produtos importados não utilizam um câmbio muito distante de US$ 2,50, por isso não acredita que uma possível alta do dólar provoque um aumento dos índices de inflação. Lembra, ainda, que um fator extremamente favorável

fonte: FIPE/Elaboração IEGV/ACSP

SALÁRIO MÍNIMO X CUSTO DE VIDA itens do ICV/FIPE

ponderação FIPE

variação % ABR/ABR

habitação/aluguel

32,79

+1,64

alimentação

22,73

-3,05

transporte coletivo

16,03

-0,30

vestuário

5,29

+2,35

média estimada

ao controle de preços no próximo ano será a correção dos preços públicos pelo IGP. Potencial de compra O economista também afirma que, no próximo ano, o reajuste do salário-mínimo deve fi car distante dos 17% concedidos este ano e que propiciaram ao trabalhador de baixa renda aumento do seu potencial de compra, além de ter contribuído para a elevação da massa salarial neste ano. Chama atenção para o fato de a massa salarial estar crescendo, sobretudo, nos Estados de renda mais

-0,23

baixa, tanto quantitativamente (número de pessoas ingressando nessa faixa) quanto pelos aumentos maiores em função do salário-mínimo. E, tradicionalmente, são esses os consumidores que são responsáveis pelo aumento do mercado e são, cada vez mais, alvo das disputas entre as instituições financeiras e cartões de crédito. Ele explica que o impacto da inflação para a população de baixa renda foi menor. Houve uma liberação de renda real, já que os componentes básicos do custo de vida dessa camada não trouxeram

alterações para a grande maioria. Por exemplo, nos itens habitação e aluguel, os custos maiores foram referentes à manutenção, mas, em compensação, houve isenção de IPTU. Esse item praticamente não está subindo. A crise da agricultura está sendo extremamente benéfica desse ponto de vista, o preço do frango caiu, em razão da gripe aviária, e os gastos com transporte coletivo também caíram, com a integração ônibusmetrô. Na pior das hipóteses, a inflação desse grupo de renda tem sido zero. Tudo isso mostra que essa faixa de renda


Jacinto Alvarez/Gaivota

2007 poderá não ser um ano tão bom como 2006, mas tudo indica que será também tranqüilo

Platéia foi incentivada a refletir sobre os dados apresentados

teve, de fato, aumento de poder aquisitivo. Historicamente, o comportamento observado mostra que, em um primeiro momento, esse ganho de renda vai para alimentos, depois para aquisição de bens de menor valor, mas acaba chegando também, por meio do crediário, nos bens de maior valor. Basta que os crediários ofereçam prestações compatíveis e uma boa combinação de prazo e taxa de juros. Solimeo apresentou ainda o resultado de um levantamento do Índice de Confiança do Consu-

midor, que a Associação Comercial de São Paulo vem fazendo há um ano, que mede a expectativa do candidato a comprador em relação ao futuro. Pelos dados preliminares, é possível observar que há uma relativa estabilidade nessa confiança, um pouco abalada em razão do cenário político, mas que, de qualquer forma, não é relevante se os dados forem cruzados com os de outro levantamento, que é o Índice de Proteção ao Endividamento e que mostra que as pessoas estão dispostas

a contrair crédito, estão propensas a voltar a se endividar. No entender de Solimeo, se isso está acontecendo, signifi ca que há uma melhora da confiança em relação ao futuro. Sem preocupações Concluindo a análise dos cenários prováveis para o varejo, Marcel Solimeo acredita que o próximo ano será um pouco menos favorável do que o anterior, embora não preveja nada de negativo, nem para a economia nem para o comércio. No entender dele, as três variáveis,

câmbio, juros e inflação, estão sob controle e devem continuar assim no ano que vem. Dois mil e sete não terá em seu calendário um evento como a Copa do Mundo, que estimula vendas, nem deve ter espaço para um reajuste do salário-mínimo em percentuais tão altos como os deste ano, deve ser também um ano de rédeas curtas no que se refere aos gastos públicos, no entanto, não haverá motivos, nada indica, para preocupações. Pode não ser um ano tão bom como 2006, mas de qualquer forma tudo indica que será também tranqüilo. Ao encerrar sua explanação, Solimeo propôs que os cenários traçados por ele sirvam mais como linhas para reflexão e debate do que uma previsão fechada e encerrada


entrevista

Política externa e economia

Divulgação

Luiz Olavo Baptista, um dos sete árbitros do órgão de apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP, analisa o Brasil no cenário internacional

Mercosul: “Faltou ao Brasil melhores iniciativas para tentar superar os problemas com os seus vizinhos, e a estes, mais objetividade ao reconhecimento das vantagens da integração”

Como árbitro do órgão de apelação da Organização Mundial do Comércio, que visão o senhor tem hoje do Brasil no mundo globalizado? O Brasil é um país que tem um leque de comércio exterior muito diversificado, com maior peso nos produtos primários e com uma divisão bastante boa nas diferentes regiões do mundo. Isso fez com que ele tenha sido classificado como um globaltrader, entretanto, eu tenho comigo que ele é um micro-globaltrader, porque o Brasil tem apenas cerca de 1% do comércio global. Se considerarmos a extensão territorial do País, o seu PIB e a sua população, esse percentual deveria ser muito maior. Há uma dezena de países com o PIB maior do que o do Brasil. Todavia ele não está nem perto do décimo lugar no ranking do comércio exterior. Assim, o Brasil é, no campo do comércio internacional, ainda o país do futuro. De que forma, na sua opinião, o País vem se conduzindo na política externa, em especial, no mais recente caso, da nacionalização das instalações bolivianas da Petrobras pelo governo da Bolívia? O senhor se lembra de casos semelhantes em que o Brasil teve bom desempenho? Já tive oportunidade de escrever que a política externa do Brasil no governo Lula deveria ser medida pelos seus resultados. Agora, já decorridos quase quatro anos de governo vemos resultados que não são animadores. Por exemplo, nunca a situação do Brasil na América Latina esteve tão mal como está agora. A nacionalização das instalações da Petrobras não é o único problema que o Brasil tem na Bolívia, pois fala-se na desapropriação de terras brasileiras, um investidor brasileiro foi expulso e

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vai se aumentar o preço do gás. O Brasil, significativamente, não teve a solidariedade de amigos ou vizinhos nesse episódio. O Brasil também não contou com o apoio de seus vizinhos latino-americanos quando tentou obter a Presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o mesmo ocorreu quando buscou a vaga no Conselho de Segurança da ONU e na candidatura do embaixador Seixas Corrêa a diretor da OMC. Então, sempre que o Brasil depende ou busca o apoio dos países latino-americanos não consegue. Esse é um dos vários aspectos em que a política externa é malsucedida. Não há precedentes de o Brasil ter estado numa situação tão má quanto esta. Como o senhor analisa o presente e o futuro do Mercosul? Por que ele ainda não conseguiu maior abrangência política e econômica? O que lhe falta? Eu acredito que hoje o Mercosul é uma sombra do que foi e não está sendo o que poderia ser. Quanto ao seu futuro, não sei se ainda existe. O Mercosul não conseguiu maior abrangência política e econômica por duas razões. A primeira não tem a ver com os governos. Foram as sucessivas crises econômicas globais e locais. A mais importante foi a crise da Argentina, que começou no fim do governo Menem e persiste até hoje. Faltou ao Brasil melhores iniciativas para tentar superar os problemas com os seus vizinhos, e a estes, mais objetividade ao reconhecimento das vantagens da integração. Paraguai e Uruguai queixam-se de que o Brasil, quando faz consultas, é só à Argentina, colocando os países menores diante do fait accompli. A compreensão das dessimetrias e uma FINANCEIRO


abordagem correta face a elas é o que poderia ajudar o Mercosul a prosperar. Para isso não bastam discursos e encontros. É preciso um trabalho sério e estudos aprofundados que levem à compreensão da realidade. Os Estados Unidos têm envidado esforços para entrada do Brasil na Alca. Diante das negativas, têm procurado aliados em diversas outras nações, de forma a deixar menos alternativas ao Brasil. O senhor concorda com isso? Que cenário o senhor vislumbra para essa situação? Os Estados Unidos estão desenvolvendo a política externa que lhes convém. Fazem-no em dois planos. No diplomático e no da economia e do comércio internacional. No plano diplomático, os Estados Unidos não têm tido problemas com o Brasil, que os tem acompanhado e com quem mantém um bom relacionamento. No plano comercial, o trato não tem sido bom e os problemas têm sido grandes. O modo como o atual governo tratou a Alca, que foi desajeitado e negativista, é um exemplo. Em política externa se cabe dizer não, é necessário ter notas e propostas. É preciso também ter objetivos corretos e uma estratégia. No caso brasileiro, por exemplo, a preferência pela multilateralidade não pode levar a desdenhar de outros instrumentos da diplomacia, como os acordos bilaterais. O que os Estados Unidos fazem com sucesso é usar todos os recursos diplomáticos ao seu alcance e agir a partir de uma avaliação precisa dos balanços de poder a cada momento e em cada caso. Por isso, o cenário que se desenha é de o Brasil sendo propriamente isolado na América Latina. Até mesmo tradicionais adversários da Alca, como Chávez e outros, fazem acordos com os Estados Unidos e se entendem com eles. Nós estamos assistindo ao Uruguai dizer que o Mercosul mais atrapalha que ajuda e que lhe convém mais fazer um acordo bilateral com os Estados Unidos do que manter um acordo com o Mercosul. Esses países estão sendo pragmáticos. Política externa é pragmatismo e princípios, não ideologia. ACREFI

Em diversas oportunidades, o Brasil mostra que tem muitas condições de vitória em disputas comerciais internacionais, mas parece que acaba sempre vencido, a não ser no caso da disputa das patentes dos remédios, que até hoje é anunciado como um marco para o País. Essa imagem que o cidadão e mesmo muitos empresários têm é mesmo a realidade? Por quê? É verdade que no caso dos remédios teve-se uma vitória muito importante e o Brasil exerceu uma liderança. Foi uma vitória diplomática e não uma vitória no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Das vitórias obtidas no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, as duas mais recentes e importantes são as dos subsídios ao algodão e ao açúcar. Como até agora as medidas preconizadas não foram implantadas, parece que o Brasil teve uma vitória moral. Casos como o da Petrobras na Bolívia podem – ou devem – ser um sinal dos riscos que as empresas brasileiras correm ao investir em nações estrangeiras? Um exemplo de nacionalização bem-sucedida pode ser um empurrão para que outros países latino-americanos resolvam fazer o mesmo? Por quê? Todo investimento tem um risco, o risco de sucesso do negócio. O investimento internacional agrega a este o chamado risco país, que é político. Foi este que se revelou mal calculado em relação à Bolívia. No caso, o que seria um risco revelou-se feito adverso. Um exemplo de nacionalização bemsucedida pode, como você disse, ser um empurrão para que outros países, não só latino-americanos, façam o mesmo, porque as pessoas também fazem uma análise do custobenefício antes de agir. À medida que se saiba que o Brasil é incapaz de reagir ou age canhestramente e não protege os interesses de seus cidadãos, é claro que outros vão querer tirar proveito disso. Por outro lado, investidores estrangeiros podem ficar temerosos e pôr o Brasil na lista dos países de maior risco, por estar também na América Latina como a Bolívia?

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Não me parece que exista esse risco, porque o Brasil é um país estável, que tem uma democracia e constituições sólidas. Isso já diminui o risco Brasil. O que sobra é fruto de ambigüidades do atual governo que criam o temor, o risco no Brasil é o risco político de ele se desviar da política econômica que vem sendo seguida nos últimos 15 anos. Se isso acontecer, aí sim os investidores vão fugir. As relações do Brasil com os demais países do mundo, na sua opinião, têm se aprofundado comercialmente? Qual é o papel da diplomacia nesse sentido? As relações comerciais do Brasil com os demais países do mundo não têm se aprofundado como poderiam. O papel da diplomacia é o de fazer acordos para obter a eliminação de barreiras para que os exportadores possam atuar. É de abrir estradas para que o comércio passe, e isso não ocorreu. Não sei de nenhum acordo bilateral ou regional recente que tivesse removido barreiras ou facilitado o comércio. O senhor acredita que a arbitragem, dentro e fora do país, seja o futuro de todo tipo de disputa comercial? Como tem sido o desempenho das câmaras de arbitragem brasileiras? Eu tenho uma experiência muito grande e antiga em arbitragem. Fui dos primeiros a escrever sobre o assunto do Brasil e dos primeiros a ser árbitro ou advogado em arbitragens internacionais. Estou vendo um aumento do uso da arbitragem, um grande aumento. A arbitragem não é o futuro em todo tipo de disputa comercial, mas tem futuro porque apresenta uma série de vantagens sobre o procedimento judicial. Sua simplicidade, a discrição que pode cercar certas decisões que as empresas não querem ver discutidas diante do público, e o fato de que é possível ter árbitros que tenham um conhecimento especializado da matéria e possam decidir com mais precisão são algumas das vantagens, para não se falar na mais necessária no Brasil, que é a maior rapidez. No Brasil, existem poucas câmaras arbitrais realmente sérias que tenham um desempenho digno de nota


tendência

Flávio Roberto Guarnieri

Minério: impacto dos preços na economia mundial TEREZA MARIA FERNANDEZ DIAS DA SILVA, SÓCIA DA MB ASSOCIADOS O setor mineral, no seu conjunto, é bastante amplo e, por essa razão, consideraremos, para efeitos desse comentário, apenas o segmento extrativo que se refere aos minerais metálicos – ferrosos e nãoferrosos, deixando para outra oportunidade a avaliação do minerais não-metálicos e minerais energéticos. Uma das principais características do setor de mineração é a heterogeneidade de produtos e a pulverização da produção. As maiores empresas não detêm mais do que 30% do total da produção e o restante é altamente pulverizado. As grandes exceções são o minério de ferro e o alumínio. Além disso, a necessidade de capital associada ao longo prazo de maturação do investimento torna as barreiras de entrada elevadas. Em média, entre a descoberta de uma reserva mineral e o início da produção da mina levam-se oito anos. O potencial geológico do Brasil, principalmente no minério de ferro, bauxita (alumínio) e cassiterita (estanho), faz com que a nossa presença no comércio internacional seja forte. Somos o segundo maior produtor e exportador de minério de ferro do mundo, quarto maior produtor de estanho e sexto maior produtor de alumínio. Destaca-se também na comercialização das ligas de nióbio, magnesita, tantalita, entre outras.

Em resposta ao crescimento mundial, a indústria de mineração e metais evoluiu nos últimos cinco anos

Esse setor possui a maior parte dos seus preços cotados internacionalmente e em moeda forte e que respondem fortemente aos ciclos de expansão ou retração da economia internacional. Por essa razão, em resposta ao crescimento mundial, a indústria de mineração e metais evoluiu de maneira importante nos últimos cinco anos. Nesse período, acumulou 118% de crescimento, principalmente pelo desenvolvimento dos países emergentes da Ásia, em especial a China. Entre 2001 e 2005, a evolução média anual das empresas cresceu 21,5% no mundo e 24,5% no Brasil. Esse crescimento decorre principalmente do aumento de preço da maioria dos metais (gráfico). O impacto do comportamento dos preços desses produtos tem afetado de maneira distinta a economia mundial. De um lado, os países exportadores têm conseguido aumentar seus fluxos de exportações de maneira importante. No caso brasileiro, as exportações de minério de ferro, por exemplo, cresceram 45% se compararmos

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jan/abr de 2006 com igual período do ano passado, em dólares. Os não-ferrosos também estão com excelente desempenho. Cobre, níquel, alumínio, zinco, estanho, entre outros, apresentaram crescimento, no mesmo período, de quase 47%, em dólares. Os minérios (metálicos) representaram, no período, 10% do total das exportações brasileiras. Os países importadores estão despendendo mais recursos nas importações. Essa elevação de preços tem atingido, também de forma distinta, as empresas. As produtoras dessas matérias-primas não param de alavancar lucros. Aquelas que demandam esses metais, mas cujos mercados estão aquecidos e aceitam repasses de preços, seguem sem apresentar problemas. As demais, que têm limitação de aumento de preço por condições de concorrência ou desempenho do setor, não conseguem repassar aos seus preços e começam a apresentar prejuízos que as obrigam, no mínimo, a diminuir de tamanho. Setores de embalagens e segmentos da construção civil que utilizam metais já estão refletindo essa realidade. O possível impacto na inflação, seja local ou globalmente, ainda não é totalmente claro. As condições chinesas de fabricação têm derrubado o preço dos seus produtos exportados, contribuindo para manter os índices de inflação sob controle na maioria dos países. No caso brasileiro, FINANCEIRO


a valorização do real se soma às condicionantes internacionais de preços dos tradeables, ajudando na nãocontaminação dos nossos preços. A pergunta que fica é se em algum momento essas elevações das matériasprimas não irão contaminar de forma generalizada os nossos (ou de outros países) indicadores de preços. O IPA industrial já está sofrendo impactos dos aumentos – principalmente no que se refere ao cobre. Algum tempo atrás, os preços dos metais não-ferrosos seguiram atingindo recordes. O preço do cobre superou sua marca histórica, atingindo pela primeira vez US$ 4 por libra peso. O níquel e o zinco também atingiram níveis recordes, juntamente com a platina e ouro, que atingiram seu maior patamar nos últimos 26 anos. A cotação da prata dobrou no último ano e se aproxima dos US$ 15,0/onça. Quando se espera uma desaceleração, os preços voltam a subir e surpreendem mais uma vez. Essa movimentação de preços é reflexo de muitos fatores, que vão desde o crescimento da demanda até as paradas de produção por motivos diversos, o que implica diminuição de estoques. Para o cobre é estimada a redução de produção: disputas trabalhistas e ameaças de parada de produção em minas localizadas no México e na Indonésia fizeram os estoques mundiais do metal recuar. No México, uma das minas foi fechada por segurança. O alumínio apresentará déficit já este ano, o que dá sustentação ao preço. No caso do ouro,

ACREFI

Gráfico

Índice de preços de commodities (jan/98 = 100) 240 220 200

Mai/06

Commodities Não-Agrícolas Commodities Agrícolas Carnes

180 160 140 120 100 80 60 jan/98

jan/99

jan/00

jan/01

jan/02

jan/03

jan/04

jan/05

jan/06

Fonte: Boomberg/Foex/Secex. (1) Inclui: Ouro, Alumínio, Estanho, Placas de Aço, Bobina à Frio, Minério de Ferro, Celulose e Petróleo. (2) Inclui: Açúcar, Café, Suco de Laranja, Soja (Grão, Farelo, Óleo). (3) Preço Médio de Exportação de Carnes.

O potencial geológico do Brasil faz com que nossa presença no comércio internacional seja forte

a contribuição dos problemas geopolíticos, agravados pelo conflito do Irã em relação ao seu programa nuclear, é parte da explicação. Mas não há justificativa razoável para o tamanho dessa oscilação de preços, se não pusermos na análise os fundos de investimento de commodities, fundos de pensão e de hedge, cujas compras são, com certeza, responsáveis por boa parte da valorização

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desses metais. Esses fundos estão aproveitando o momento em que o setor de matérias-primas está com retornos superiores aos de outros ativos e alavancam os seus resultados. As estimativas de mercado são de que o crescimento anual das aplicações desses investidores siga crescendo em média 10% ao ano, atingindo algo em torno de US$ 120 bilhões até 2008. Até onde esses mercados se sustentarão é a pergunta que começa a aparecer e as opiniões começam a se dividir. O crescimento mundial e a real falta de alguns metais são, a princípio, garantias de manutenção de preços em patamares elevados nos próximos anos, mesmo que não nos patamares recordes que se encontram hoje


cultura

Ação de incentivo à leitura RENATA SAIA

Com 1.127 livros doados pela Acrefi, suas associadas Omni S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento; Portoseg S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento; e Banco BMC S.A., e pela Secretaria Estadual da Cultura, população de São Pedro ganha biblioteca municipal revitalizada

Mais de mil títulos, computador e ar-condicionado foram doados por meio do programa estadual “São Paulo: Um Estado de Leitores”

Eduardo Speranza Modesto, prefeito de São Pedro; José Luiz Goldfarb, coordenador estadual do programa “São Paulo: Um Estado de Leitores”; e Antonio Augusto de Almeida Leite (Pancho), diretor-superintendente da Acrefi

Por meio do programa estadual “São Paulo: Um Estado de Leitores”, a Biblioteca Municipal Gustavo Teixeira será revitalizada. Em cerimônia realizada na manhã de sextafeira, dia 28(*), na sede da biblioteca, foram doados ao município 1.127 títulos, que variam desde enciclopédias e clássicos até romances recentes, além de um computador e um ar-condicionado. As doações foram feitas pela Secretaria Estadual de Cultura e pela Acrefi – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento. Para incentivar o prazer pela leitura e facilitar o acesso aos livros, o programa foi criado em 2003 e pretende zerar o número de municípios do Estado sem bibliotecas públicas. A ação é fruto de esforço conjunto da Secretaria de Estado da Cultura com a prefeitura municipal

e a iniciativa privada. No esquema, os padrinhos fornecem um computador e um acervo básico de 600 a mil títulos, definidos numa listagem criada pela Secretaria Estadual. A capacitação dos funcionários municipais e as atividades de estímulo à leitura ficam sob responsabilidade da Secretaria. Às prefeituras cabe oferecer o local e os profi ssionais. Para o representante da Acrefi, patrocinadora dos livros doados, o futuro do país está na leitura. “Abraçamos a causa com muito entusiasmo porque acreditamos que este é o primeiro passo para um futuro maravilhoso, em que o país pode chegar por meio da leitura”, declarou Antonio Augusto de Almeida Leite. Participando da solenidade, o coordenador estadual do programa “São Paulo: Um Estado de Leitores”,

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José Luiz Goldfarb disse que a meta do projeto é desenvolver o hábito prazeroso da leitura em crianças e jovens e que para isso é necessário a mobilização da sociedade. “Na questão da leitura, o Brasil fica atrás até de países mais pobres. O livro ainda não é o sucesso que deveria e, como a criança aprende copiando, todos ao seu redor precisam ler, só assim São Paulo se tornará um Estado de leitores”, analisou. O evento contou ainda com a participação do deputado estadual Roberto Morais, que, juntamente com as demais autoridades presentes, foi recepcionado pelo prefeito municipal, Eduardo Modesto; o secretário de Cultura de São Pedro, Paulo Edson Soares da Silva; e o vice-prefeito, Sérgio Jorge Patrício. * N. da R.: 28 de abril de 2006 FINANCEIRO


A importância de ações de incentivo ao prazer pela leitura foi ressaltada em discursos e apresentações durante evento de inauguração

Sérgio Jorge Patrício, vice-prefeito de São Pedro; Roberto Morais, deputado estadual; Eduardo Speranza Modesto, prefeito de São Pedro; José Luiz Goldfarb, coordenador estadual do programa “São Paulo: Um Estado de Leitores”; e Antonio Augusto de Almeida Leite (Pancho), diretor-superintendente da Acrefi

Professora Leonilda Marchesi, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Gustavo Teixeira, e Beto Vieira, contador de histórias. No primeiro plano, parte dos livros doados

ACREFI

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A importância da inclusão de São Pedro no programa foi destacada pelo prefeito durante a cerimônia. “Quem lê exercita a liberdade. Conto com a ajuda das professoras do município para fazer valer as doações que recebemos, incentivando o gosto pela leitura em nossas crianças”, disse Modesto. Ao longo da cerimônia, apresentações como a da Banda Municipal, que abriu o evento com o Hino Nacional; a poesia Canção da Noite sem Aurora, de Gustavo Teixeira, declamada por Paola Ramos Afonso, uma das vencedoras do concurso em homenagem ao poeta de 2005, e Fábulas de Esopo, contadas por Beto Viana, contador de histórias, puderam ser prestigiadas pelo público. A solenidade foi conduzida pelo secretário de Cultura Municipal, que homenageou a cidade ao parabenizar a manifestação cultural da aluna Paola. “São Pedro vive da cultura e pelo que pudemos observar, com esta bela apresentação, continuará vivendo”, declarou Paulo Edson.


cultura Relação das obras doadas à Biblioteca de São Pedro (Por autor, em ordem alfabética)

Albert Camus O primeiro homem – col. 40 Anos Aldous Huxley Contraponto O macaco e a essência Um lobo solitário Allan e Barbra Pease Desvendando os segredos da linguagem corporal Por que os homens fazem sexo e As mulheres fazem amor Amnéris Maroni Jung Ana Maria Machado Bisa Bia Bisa Bel Tesouro das cantigas para criança De fora da arca História meio ao contrário Delícias e gostosuras Vamos brincar de escola Bem do seu tamanho Ana Miranda Boca do inferno Annie Prouix O segredo de Brokeback Mountain Antonio Callado Quarup Antonio Geraldo da Cunha Dicionário etimológico da língua portuguesa Arthur Nestrovski Bichos que existem e bichos que não existem Augusto Cury Nunca desista de seus sonhos Pais brilhantes, professores fascinantes Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira Dicionário Aurélio infantil ilustrado Caldas Aulete Mini Caldas Aulete Cecília Meireles O que se diz e o que se entende Ou isto ou aquilo Olhinhos de gato Festa das letras Janela mágica Menino azul Chico Buarque Budapeste Benjamim Ciça Quebra língua Clarice Lispector Mulher que matou os peixes Vida íntima de Laura Mistério do coelho pensante Como nasceram as estrelas Quase de verdade Dan Brown O código Da Vinci

Ponto de impacto Anjos e demônios Fortaleza digital Darcy Ribeiro O povo brasileiro David Burnier Fique por dentro da Ecologia Dino Buzzatti O deserto dos tártaros – col. 40 Anos Dougal Dixon Col. Descobrindo mais – rochas minerais Dráuzio Varella Estação Carandiru Érico Veríssimo Outra vez os três porquinhos Urso com música na barriga A vida do elefante Basílio As aventuras do avião vermelho Rosa Maria no castelo encantado Estella Carr Sallen 777 Eu detetive vol. 1 Confusões de Aninha Morte sem sete herdeiros Caderno dos monstros Clube do esqueleto Pedrinho esqueleto Fernando Pessoa Poemas de Alberto Caeiro Fiona Macdonald Col. Desafios – Índios das planícies Col.Desafios – Vikings Col. Desafios – Astecas Franz Kafka A metamorfose Gabriel Garcia Márquez Memória de minhas putas tristes George Perec W ou a memória da infância Gil Vicente Auto da barca do inferno Graciliano Ramos Vidas secas Graham Greene O condenado O fio da navalha Gustavo Cerbasi Casais inteligentes enriquecem juntos Honoré de Balzac Código dos homens honestos Irvin D. Yalom Quando Nietzsche chorou Isabel Travancos Novas seletas: Lima Barreto Ítalo Calvino Os amores difíceis Italo Svevo A consciência de Zeno J.J. Benitez Operação cavalo de Tróia 7 J.K. Rowling Harry Potter e a pedra filosofal Harry Potter e o cálice de fogo Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban Harry Potter e o enigma do príncipe Harry Potter e a Ordem de Fênix Jair Barboza Schopenhauer James Hunter O monge e o executivo

Como se tornar um líder servidor Jane Austen Razão e sentimento – col. 40 Anos Jô Soares Xangô de Baker Street João Cabral de Melo Neto Morte e vida severina João Guimarães Rosa Grande sertão: veredas Fita verde no cabelo Primeiras estórias – col. 40 Anos Sagarana João Ubaldo Ribeiro Viva o povo brasileiro Um brasileiro em Berlim John Updike Memórias em branco José de Alencar Iracema José Saramago A maior flor do mundo Jostein Gaarder O mundo de Sofia Juan Goytisolo Saga dos Marx Khaled Hosseini O caçador de pipas Lalau e Laurabeatriz Novos brasileirinhos Liev Tolstoi O diabo e outras histórias Lima Barreto O homem que sabia javanês Lygia Araujo Watanabe Platão Lígya Bojunga A bolsa amarela A casa da madrinha Sofá estampado Paisagem Livro Fazendo Ana Paz Corda bamba Abraço A cama Os colegas Feito à mão Seis vezes Lucas Platão Machado de Assis Seus trinta melhores contos Maeve Ennis Fique por dentro dos sonhos Manoel Antonio de Almeida Memórias de um sargento de milícias Marcel Proust Os prazeres e os dias Marcio Moreira Alves Brava gente brasileira Maria das Graças Nascimento Voltaire Maria do Carmo B. de Faria Aristóteles Maria Lúcia de A. Aranha Maquiavel Mark Baker Jesus, o maior psicólogo que já existiu Mark Lindquist Nirvana nunca mais Neil Turnbull

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Fique por dentro da Filosofia Nelson Mandela Mandela Paulo Ronai Dicionário universal de citações Pedro Bandeira A droga do amor Droga de americana! A droga da obediência Fantástico mistério da feiurinha Cavalgando o arco-íris Cidinha e a pulga da Cidinha Malasaventuras Reinaldo Polito Superdicas para falar bem em conversas Robert Musil O homem sem qualidades – col. 40 Anos Ruth Rocha O rei que não sabia de nada Ruth Rocha conta a Odisséia Quem tem medo de quê? História de rabos presos Quem tem medo de dizer não Quem tem medo de cachorro Escola do Marcelo Quem tem medo de monstro Quem tem medo de ridículo Direito das crianças segundo Ruth Rocha Dos tontos sentados Máquina maluca Livro da escrita Livro dos gestos e símbolos De repente dá certo Ruy Castro O anjo pornográfico Simon Melhor que chocolate Somerset Maugham O agente britânico Stephen Rawking Uma nova história do tempo Umberto Eco O nome da rosa – col. 40 Anos Victor Hugo Os miseráveis Vinicius de Moraes A arca de Noé Virginia Woolf As ondas Mrs. Dalloway – col. 40 Anos Willian Bennet O livro das virtudes para as crianças O livro da fé para as crianças O livro dos heróis para as crianças Zíbia Gasparetto Nada é por acaso Ziraldo 25 anos do menino maluquinho Os meninos morenos Livro de informática do menino maluquinho Todo Pererê - vol. 3 Cume que bicho faz Livro dos nãos do menino maluquinho Noções de coisas Todo Pererê - vol. 2 Zuenir Ventura 1968: O ano que não terminou – col. 40 Anos

FINANCEIRO


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artigo

Divulgação

Meta mais alta do governo central torna ambiente fiscal mais apertado em 2006 GUILHERME LOUREIRO É ECONOMISTA DA TENDÊNCIAS CONSULTORIA INTEGRADA

É de se esperar, de fato, um superávit primário inferior dos governos regionais em 2006. Com isso, o aumento da meta do governo central para 2,65% do PIB elevará os riscos de não-cumprimento desta

Segundo informações divulgadas pela imprensa na última semana, o secretário-adjunto do Tesouro Nacional teria informado que a meta de superávit primário do governo federal teria sido elevada em 0,2 ponto porcentual do PIB, de 3,15% para 3,35%. O objetivo do governo seria, em tese, manter a meta do superávit consolidado em 4,25% do PIB, mas elevar a meta do governo federal para contrapor o resultado primário dos governos regionais que tenderiam a ser inferiores em 2006. Com a redução acentuada do IGP-DI no último ano, impulsionada pela forte apreciação cambial no período, diversos Estados que estavam fora do limite de endividamento estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) se enquadraram à lei no final do ano passado (figura 1). Quando criada, a LRF estabeleceu uma trajetória de redução do endividamento aos Estados e municípios, semelhante ao projeto proposto no ano passado de déficit nominal zero para a União. Na prática, os Estados e municípios que, no final de 2001, tivessem uma dívida consolidada líquida como porcentagem da receita corrente líquida (DCL/RCL) superior a 200% e 120%, respectivamente, teriam 15 anos para reduzir o excesso de endividamento, sendo que a taxa mínima de redução a ser adotada seria de 1/15 do excesso da dívida a cada ano.

A “nova meta” para o governo federal ainda não é oficial

Como o IGP-DI é o principal indexador das dívidas regionais, a queda do índice no ano passado aliada à obtenção dos limites legais passa, daqui em diante, a exigir um superávit primário menor para que a meta nominal seja obtida. Especificamente, a partir de agora, espera-se um superávit primário compatível não mais com a redução da DCL/RCL, mas apenas com a estabilidade da razão, ou seja, que pague apenas os juros nominais como porcentagem da RCL dos governos regionais. Diante desse cenário, é de se esperar, de fato, um superávit primário inferior dos governos regionais em 2006. Antes de analisar os eventuais impactos da mudança, vale dizer que a “nova meta” para o governo federal ainda não é oficial. Na verdade, é obtida de forma indireta. O decreto orçamentário provisório do primeiro trimestre de 2006 (número 5.698, de fevereiro de 2006), divulgado pelo Ministério do Planejamento com o objetivo de balizar os gastos antes

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que o Orçamento fosse aprovado, trouxe uma meta nominal para o governo federal de R$ 70,5 bilhões para 2006. Com base no PIB projetado pelo governo, chegamos à conclusão de que a meta nominal estabelecida reflete os 3,35% do PIB. A proposta orçamentária, aprovada pelo Congresso, contudo, ressalta que a meta da União continuará sendo de 3,15% do PIB (cabendo 2,45% do PIB ao Tesouro Nacional, à Previdência Social e ao Banco Central e 0,70% do PIB às empresas estatais federais). Diante dos motivos expostos, porém, não se pode destacar a hipótese de ampliação da meta nos próximos decretos ou mesmo na própria Lei Orçamentária. De qualquer forma, trabalhando com a hipótese de que a elevação da meta será de fato implementada, pode se esperar que a situação do governo federal se torne mais apertada. Para dar uma idéia dessa situação, no próximo mês, para que a meta quadrimestral seja obtida, compatível com os 3,35% do PIB, o governo central e as estatais federais devem gerar um superávit primário de R$ 14,8 bilhões em abril. Mesmo com o resultado positivo de março, até o momento apenas R$ 13,9 bilhões dos R$ 28,7 bilhões foram cumpridos. O resultado certamente é factível, mas exigirá algum contingenciamento das despesas ou, novamente, um resultado muito favorável das estatais. FINANCEIRO


Figura 1

O preço do petróleo em patamares elevados e a alta produção devem contribuir para resultados favoráveis

Dívida consolidada líquida como porcentagem da receita corrente líquida dos Estados 300% 250% 200% 150%

Analisando a tendência para 2006, as possibilidades são de que a meta adicional seja obtida graças a um esforço adicional do governo central, das estatais federais ou de ambos. O preço do petróleo em patamares elevados e a alta produção do produto devem contribuir para resultados favoráveis neste ano, mas mantemos nosso cenário de que as estatais devem cumprir a meta de 0,70% do PIB até o final do ano. Dessa forma, trabalhando com o cenário de que o governo central será o responsável pela ampliação da meta, pode se dizer que a mudança implicaria um custo adicional de R$ 4,1 bilhões para a União. Se juntarmos a isso o aumento da projeção para despesa com pessoal de R$ 99,0 bilhões para R$ 104,3 bilhões, conforme exposto na proposta orçamentária, a conclusão é que a situação fiscal se torna bem mais apertada para o governo central. Realizando o exercício de como poderiam se comportar as “demais despesas” reais e dessazonalizadas do governo central (despesa total menos Previdência Social e pessoal) para que o superávit primário fosse cumprido ao final do ano (já considerando a meta de 2,65% do PIB), dado o cenário atualizado de receitas, despesas e primário, é possível verificar um ambiente fiscal mais delicado. Em janeiro e fevereiro, fatores atípicos impulsionaram as “demais despesas” e as colocaram em um patamar de R$ 12,2 bilhões e R$ 10,0 bilhões, respectivamente. Em março, esse patamar se reduziu para R$ 9,0 bilhões, como era de se esperar, tendo em vista o comportamento atípico no primeiro bimestre. Porém, se o Tesouro confirmar o aumento da meta para o governo central em 0,2 p.p. e a projeção para os gastos se concretizar, ACREFI

100% 50% 0% AC

AM AL

2004

BA AP

DF CE

2005

ES

GO MG MT PB PI RJ RO RS SE TO MA MS PA PE PR RN RR SC SP

Meta

Fonte: Tesouro Nacional (elaboração Tendências)

Figura 2

Comportamento limite para as “demais despesas” do governo central de tal forma que o superávit primário do governo central seja cumprido [em milhões de reais, dados dessazonalizados, em termos reais (IPCA) a preços de março de 2006]* 13.500 12.500 11.500 10.500 9.500 8.500 mar/2006

7.500 6.500 5.500 4.500 3.500 jan/98

mai/99

set/00

fev/02

jun/03

nov/04

mar/06

*Linha em vermelho referente ao teto médio das “demais despesas”, a partir de abril, para que a meta de superávit primário seja cumprida. A linha em preto representa a média móvel trimestral das demais despesas. Fonte: Tesouro Nacional (elaboração Tendências)

o teto médio para “demais despesas” compatível com o cumprimento do primário passaria a ser de R$ 8,9 bilhões. Ou seja, estaríamos, literalmente, no limite para que o primário seja cumprido (figura 2). A conclusão é que, embora o cumprimento da meta seja possível neste ano, a elevação da meta do governo central para 2,65% do PIB

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e o aumento da programação para gastos com pessoal vão elevar os riscos de não-cumprimento desta e, dado este cenário, estaria na hora de o Tesouro começar a dar sinais críveis de que está de fato caminhando rumo à meta fiscal. Mais importante do que afirmações são contingenciamentos efetivos de despesas (guilherme@tendencias.com.br)


variedades

Os preciosos vinhos da Borgonha OPIMIANO, ENOCULTOR/PHD - PROMOTOR DE HOMÉRICAS DEGUSTAÇÕES A França possui vinhos maravilhosos e extasiantes, que renovam e aprofundam o prazer de viver. E entre as regiões que se sobressaem na França, a Borgonha tem um papel especial. Para visitar a Borgonha e conhecê-la, é bom já chegar com uma bela taça na mão. Onde quer que se chegue, adegas preciosas oferecem seus vinhos, verdadeiros tesouros guardados em porões milenares, nos quais papas e grandes reis confabulavam, pactuavam e, entre goles de preciosos néctares, definiam a paz e a guerra. Como há muitas opções de lugares, vilas e vilarejos a visitar, nos limitaremos aos mais marcantes. E vale a pena pegar um carro para ficar ziguezagueando entre as montanhas, vendo parreirais que se estendem até o infinito. Só nos fundos dos vales é que não tem uvas, porque água demais e umidade não fazem bem à vinha. O Chablis da Cote d’Or é historicamente da Borgonha, embora geograficamente possa reclamar-se da Ile de France, diga-se, Champagne. Ele é um dos vinhos mais agradáveis do mundo, fresco, sem maiores pretensões e ambições, de acidez baixa, ligeiro sem ser fraco, claro, límpido, translúcido e com ótimas propriedades digestivas, sem subir à cabeça. A Cote de Nuits é alcançada pelas terras de Comblanchien, onde se encontra o reino dos grandes vinhos tintos. Nesse local, a noção de terroir toma toda a sua dimensão: a valorização do que podem ser e render a terra, o sol, as águas, a inclinação da montanha, os ventos e as dádivas da natureza. Nuits Saint Jorges está apinhada de criadores de vinhos e vendedores, e

Adegas preciosas oferecem seus vinhos. Verdadeiros tesouros guardados em porões milenares seu subsolo é um tumulto de corredores onde o vinho é envelhecido. Foi lá que nasceu, em 1934, a Confraria dos Tastevins, o grupo original que criou regras ainda melhores para testar-se e degustar-se o vinho, em seu esplendor. Ali se encontra a Vosne Romanée, com a sua mais elevada expressão. Os vinhos da Romanée Conti apresentam um bouquet penetrante que invade as narinas e o palato, com sabores evocando violetas e cerejas, com cor rubi profundo e uma suavidade aveludada. Em Baune, uma pequena cidade que deu nome a vários crus célebres, residência de duques, local do Hôtel-Dieu, construído em 1443 pelo chanceler borgonhês Nicolas, os doentes são tratados com afinco.

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E na antiga casa de Savigny se lê: “Há cinco razões para beber: a chegada de um convidado; a sede no presente; a sede no futuro; a qualidade do vinho; e todas as outras razões que você quiser falar!” Na Cote de Beaune, vindo do Midi, vemo-la começar em Santenay, uma estação termal especializada no tratamento da gota e da artrite. Ali se estendem 8 hectares de chardonnay, que muitos consideram o melhor vinho branco do mundo. Vale a pena bebericar e apreciar em suas comunas os vinhos que levam o próprio nome, como o Puligny-Montrachet e o Chassagne-Montrachet. Cor de ouro pálido, fino, ligeiro, elegante e com bom corpo, lembra, em seus eflúvios, amêndoas doces e nozes macadâmia. Alexandre Dumas dizia que, “ao beber o Montrachet, era preciso ajoelhar-se, tirar o chapéu e olhar aos céus em clima de reza”. Para quem tem tempo, vale degustar os Grandes Ruchottes, La Romanée, Les Pucelles e Les Chalumeaux. E ainda se estendem a Cote d’Or com seus Nuits Saint Georges e Gevrey-Chambertin; e a Cote Chalonnaise com seus brancos que “mantêm a boca fresca e a cabeça livre”. Três comunas nos fazem subir aos céus: Buxy, Saint-Vallerin e Jully-les-Buxy. E, logo ao lado, rótulos de aturdir o mais comedido dos enólogos: Saint Martin sous Montaigu e Bourgnef Val d’Or. Nas encostas, na primavera, rosas se espalham e aparecem framboesas selvagens. Como a Borgonha é infindável, o Beaujolais e o Mâconnais aparecem com suas vinhas cada vez mais famosas. Mas isso merece um capítulo à parte. Salut! FINANCEIRO


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Luiz Carlos Casagrande

Selic perto do piso

Apesar de hoje não se viver um cenário tão suave como no início do ano, a taxa de juros brasileira pode terminar 2006 por volta dos 14%

JOSÉ ARTHUR ASSUNÇÃO, VICE-PRESIDENTE DA ACREFI E DIRETOR DA ASB FINANCEIRA

Parece mesmo um paradoxo: se por um lado, o Brasil pratica os juros reais mais altos do mundo, por outro existe um consenso de que a taxa Selic está ficando cada vez mais próxima do que se supõe ser o seu piso, pelo menos para este ano de 2006. Semanas atrás, as apostas eram de que os juros básicos da economia chegariam a 14% no final deste ano, quem sabe até menos. Agora, no entanto, apesar de as projeções não terem mudado tanto, a expectativa é de que se chegue a esses mesmos 14% de um modo bem mais gradativo do que se supunha anteriormente. Essa correção de expectativas aconteceu devido, principalmente, ao teor da ata da última reunião do Copom, divulgada alguns dias atrás. De todos os fatos previstos pela ata, um já ocorreu: a taxa de juros americana subiu para 5% ao ano. Desde os atentados de 2001, quando chegou a 1% ao ano, houve 16 elevações sucessivas de 0,25 ponto percentual, no intuito, principalmente, de conter a inflação no país do Tio Sam. Mas, voltando aos nossos juros tupiniquins, a ata, como eu já disse, e a elevação dos juros americanos, que não se sabe até onde vão, reforçaram, para mim, a crença de uma maior ortodoxia por parte do Copom em suas próximas reuniões.

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Foi ressaltado na ata, por exemplo, que os efeitos da queda de quatro pontos percentuais da taxa Selic desde setembro de 2005 ainda não se refl etiram no nível de atividade econômica, assim como os efeitos da recente retomada da economia sobre a inflação também não tiveram tempo de se materializar. A ata também deixa clara a preocupação do BC quanto à contínua evolução dos juros internacionais, não somente nos Estados Unidos, mas também na zona do euro e pela perspectiva de que está chegando ao fim o período de juros praticamente nulos no Japão. Outra grande preocupação é a disparada do preço do barril do petróleo, que pode alcançar níveis jamais imaginados. O mercado, de modo geral, acredita na queda de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom. Eu também trabalho com essa expectativa desde a divulgação da ata. Apesar de não se viver hoje um cenário tão suave como no início do ano, ainda acredito que a taxa de juros brasileira terminará 2006 por volta dos 14%, mas eu já tive muito mais certeza disso. Não vai ser nenhuma novidade se o Copom der uma parada nesse ciclo de queda dos juros muito antes do esperado. E que a Selic fique quietinha lá pelos 14,25% ou 14,5% em dezembro FINANCEIRO


banco de dados por INEPAD TAXAS MÉDIAS GERAL DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p.

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

47,1 47,8 47,3 47,2 47,4 48,1 48,2 47,1 45,9 46,1 46,2 45,7 45

0,4 0,7 -0,5 -0,1 0,2 0,7 0,1 -1,1 -1,2 0,2 0,1 -0,5 -0,7

19,4 19,4 19,2 19,0 18,9 18,7 18,4 17,7 17,1 16,4 16 15,5 15,2

0,4 0,0 -0,2 -0,2 -0,1 -0,2 -0,3 -0,7 -0,6 -0,7 -0,4 -0,5 -0,3

27,7 28,4 28,1 28,2 28,5 29,4 29,8 29,4 28,8 29,7 30,2 30,2 29,8

0,0 0,7 -0,3 0,1 0,3 0,9 0,4 -0,4 -0,6 0,9 0,5 0 -0,4

Variação abr-abr

-2,1

-4,2

2,1

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

PESSOA FÍSICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p.

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

61,7 62,5 61,3 61,3 61,1 62,1 61,7 60,4 59,3 59,7 59,2 59,0 57,8

0,1 0,8 -1,2 0,0 -0,2 1,0 -0,4 -1,3 -1,1 0,4 -0,5 -0,2 -1,2

19,1 18,9 18,4 18,2 18,2 18,0 17,8 17,2 16,5 16,0 15,5 15,0 14,8

0,4 -0,2 -0,5 -0,2 0,0 -0,2 -0,2 -0,6 -0,7 -0,5 -0,5 -0,5 -0,2

45,4 43,6 42,9 43,1 42,9 44,1 43,9 43,2 42,8 43,7 43,7 44,0 43,0

0,1 -1,8 -0,7 0,2 -0,2 1,2 -0,2 -0,7 -0,4 0,9 0,0 0,3 -1,0

Variação abr-abr

-3,9

-4,3

-2,4

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

PESSOA JURÍDICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p.

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

33,3 33,7 33,4 33,0 33,2 33,3 33,4 32,4 31,7 31,3 31,6 30,7 30,6

0,4 0,4 -0,3 -0,4 0,2 0,1 0,1 -1,0 -0,7 -0,4 0,3 -0,9 -0,1

19,6 19,9 19,8 19,6 19,5 19,2 18,9 18,2 17,7 16,8 16,5 16,0 15,6

0,4 0,3 -0,1 -0,2 -0,1 -0,3 -0,3 -0,7 -0,5 -0,9 -0,3 -0,5 -0,4

13,7 13,8 13,6 13,4 13,7 14,1 14,5 14,2 14,0 14,5 15,1 14,7 15,0

0,0 0,1 -0,2 -0,2 0,3 0,4 0,4 -0,3 -0,2 0,5 0,6 -0,4 0,3

Variação abr-abr

-2,7

-4,0

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

ACREFI

21

1,3


banco de dados por INEPAD SPREAD FINANCEIRO

CRÉDITO PESSOA FÍSICA CRÉDITO PESSOAL Volume

50,0

Taxa Juros

75.000 45,0

71,00

70.000

40,0

70,00

65.000 60.000

35,0

SPREAD FINANCEIRO

30,0

69,00

55.000

68,00

50.000

25,0

45.000

20,0

40.000

67,00 66,00

35.000

Aplicação

30.000

abr/06

mar/06

fev/06

jan/06

dez/05

nov/05

out/05

set/05

ago/05

jul/05

jun/05

mai/05

abr/05

15,0

abr mai jun jul ago set out nov dez jan fev mar abr 05 05 05 05 05 05 05 05 05 06 06 06 06

Captação

Volume

65,00

Taxa de Juros

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - PESSOA FÍSICA - PREFIXADOS

(R$ milhões)

MÊS / ANO

CHEQUE ESPECIAL

VARIAÇÃO EM %

CRÉDITO PESSOAL

VARIAÇÃO EM %

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

VARIAÇÃO EM %

CARTÃO DE CRÉDITO

VARIAÇÃO EM %

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

11 550 12 044 11 790 11 647 12 265 12 297 12 509 12 527 10 974 12 232 11 790 12 825 12 944

0,42% 4,28% -2,11% -1,22% 5,31% 0,26% 1,73% 0,15% -12,40% 11,46% -3,62% 8,78% 0,93%

52 333 54 345 55 426 57 270 59 015 60 531 61 650 63 255 63 444 65 010 66 658 67 948 70 226

4,74% 3,84% 1,99% 3,33% 3,05% 2,57% 1,85% 2,60% 0,30% 2,47% 2,53% 1,94% 3,35%

1 047 1 053 1 049 1 028 1 037 948 947 947 956 900 842 869 887

-0,97% 0,59% -0,42% -1,97% 0,83% -8,53% -0,08% -0,03% 0,95% -5,91% -6,42% 3,20% 2,06%

9 942 10 051 10 196 10 512 10 687 11 211 11 495 11 774 11 260 11 882 12 657 12 492 12 502

7,70% 1,10% 1,44% 3,10% 1,67% 4,90% 2,53% 2,43% -4,37% 5,53% 6,53% -1,30% 0,08%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - PESSOA FÍSICA - Prefixados/continuação (R$ milhões) AQUISIÇÃO MÊS / ANO abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

VEÍCULOS

VARIAÇÃO EM %

OUTROS

VARIAÇÃO EM %

TOTAL

VARIAÇÃO EM %

OUTROS

VARIAÇÃO EM %

TOTAL

VARIAÇÃO EM %

40 958 41 795 42 723 43 636 45 044 46 218 47 406 48 935 50 685 51 938 53 154 54 306 55 297

1,83% 2,04% 2,22% 2,14% 3,23% 2,61% 2,57% 3,23% 3,57% 2,47% 2,34% 2,17% 1,82%

7 578 7 992 8 351 8 824 9 416 9 471 9 621 10 031 10 229 10 241 10 161 10 115 9 959

2,48% 5,47% 4,50% 5,66% 6,71% 0,58% 1,59% 4,26% 1,98% 0,12% -0,79% -0,45% -1,54%

48 535 49 787 51 074 52 460 54 460 55 689 57 027 58 966 60 914 62 179 63 315 64 421 65 256

1,93% 2,58% 2,59% 2,71% 3,81% 2,26% 2,40% 3,40% 3,30% 2,08% 1,83% 1,75% 1,30%

6 437 6 889 7 097 7 349 7 702 8 016 8 144 8 414 7 643 8 386 8 545 9 102 9 386

4,21% 7,02% 3,02% 3,56% 4,79% 4,09% 1,59% 3,32% -9,17% 9,73% 1,90% 6,52% 3,12%

129 844 134 169 136 632 140 266 145 166 148 692 151 773 155 884 155 190 160 589 163 806 167 658 171 201

3,42% 3,33% 1,84% 2,66% 3,49% 2,43% 2,07% 2,71% -0,44% 3,48% 2,00% 2,35% 2,11%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

22

FINANCEIRO


VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - CRÉDITO CONSIGNADO CRÉDITO PESSOAL*

MÊS / ANO abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 Var. abr-abr

52.333 54.345 55.426 57.270 59.015 60.531 61.650 63.255 63.444 65.010 66.658 67.948 70.226 134,2%

CONSIGNADO Públicos

Privados

Total

Amostra**

20.594 22.008 22.701 24.024 25.301 26.239 26.961 27.663 28.332 29.567 30.787 31.918 32.553

3.109 3.297 3.453 3.651 3.840 4.070 4.200 4.284 3.988 4.135 4.334 4.531 4.677

23.703 25.305 26.154 27.675 29.141 30.309 31.160 31.947 32.320 33.702 35.120 36.449 37.231 157,1%

16.625 17.897 18.833 19.712 20.773 21.488 22.076 22.829 22.981 37.837 39.454 40.979 41.908 252,1%

% Consignado***

(R$ milhões)

Concentração Taxa de Juros %aa do Consignado Estimativa INEPAD Consignado Pessoal Diferença

45,3% 46,6% 47,2% 48,3% 49,4% 50,1% 50,5% 50,5% 50,9% 51,8% 52,7% 53,6% 53,0%

70,1% 70,7% 72,0% 71,2% 71,3% 70,9% 70,8% 71,5% 71,1% 112,3% 112,3% 112,4% 112,6% 160,5%

38,4% 37,5% 37,5% 37,4% 37,2% 37,0% 37,2% 36,8% 36,4% 37,2% 36,5% 37,0% 34,3%

68,7% 69,9% 68,6% 69,4% 69,5% 70,6% 70,3% 68,7% 67,3% 68,9% 68,6% 67,8% 65,3%

30,1% 31,5% 31,1% 31,9% 32,1% 33,4% 33,4% 31,5% 30,5% 32,5% 31,4% 31,3% 28,3%

FONTE: INEPAD / BC * Inclui empréstimos realizados pelas cooperativas de crédito. ** Pesquisa com treze das maiores instituições que operam com crédito pessoal. *** Total consignado sobre o total de crédito pessoal.

INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS CRÉDITO PESSOAL (R$ mil)

Mês/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

45.958.211 47.958.159 49.107.813 50.932.454 52.427.636 53.827.919 54.713.121 55.990.494 56.136.655 57.103.577 58.527.677 59.256.903 61.506.755

1.224.836 1.364.220 1.260.105 1.180.764 1.322.628 1.353.921 1.362.100 1.455.906 1.224.611 1.486.653 1.250.243 1.605.333 1.566.415

2,34% 2,51% 2,27% 2,06% 2,24% 2,24% 2,21% 2,30% 1,93% 2,29% 1,88% 2,36% 2,23%

1.421.446 1.432.355 1.494.652 1.485.848 1.528.370 1.558.238 1.690.157 1.748.058 1.642.233 1.748.341 1.800.971 1.886.049 1.934.929

2,72% 2,64% 2,70% 2,59% 2,59% 2,57% 2,74% 2,76% 2,59% 2,69% 2,70% 2,78% 2,76%

3.078.013 2.951.453 3.013.742 3.145.514 3.288.510 3.397.809 3.547.908 3.723.372 3.782.350 4.011.591 4.406.296 4.518.722 4.463.037

5,88% 5,43% 5,44% 5,49% 5,57% 5,61% 5,75% 5,89% 5,96% 6,17% 6,61% 6,65% 6,36%

52.332.903 54.344.976 55.426.011 57.270.000 59.015.306 60.531.439 61.650.256 63.254.734 63.443.780 65.010.067 66.657.810 67.948.169 70.225.932

4,74% 3,84% 1,99% 3,33% 3,05% 2,57% 1,85% 2,60% 0,30% 2,47% 2,53% 1,94% 3,35%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS (R$ mil)

Mês/Ano

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

Saldo

Com atraso

sem atraso

de 15 a 30 dias

37.642.112 38.206.540 39.234.937 40.002.093 41.251.555 42.259.001 42.968.220 44.340.233 46.288.603 47.100.583 48.279.998 48.878.729 49.529.142

1.275.989 1.458.922 1.359.409 1.448.473 1.544.357 1.510.645 1.733.980 1.697.635 1.613.661 1.777.919 1.638.047 1.908.730 1.899.005

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

3,12% 3,49% 3,18% 3,32% 3,43% 3,27% 3,66% 3,47% 3,18% 3,42% 3,08% 3,51% 3,43%

1.278.733 1.384.923 1.391.475 1.404.040 1.458.118 1.522.771 1.719.567 1.839.634 1.653.627 1.829.639 1.911.682 2.077.261 2.268.140

3,12% 3,31% 3,26% 3,22% 3,24% 3,29% 3,63% 3,76% 3,26% 3,52% 3,60% 3,83% 4,10%

758.170 741.774 733.856 776.692 783.591 917.115 974.016 1.046.108 1.115.317 1.214.632 1.307.080 1.421.339 1.597.430

1,85% 1,77% 1,72% 1,78% 1,74% 1,98% 2,05% 2,14% 2,20% 2,34% 2,46% 2,62% 2,89%

40.957.737 41.795.094 42.722.706 43.636.074 45.043.780 46.218.118 47.406.012 48.935.289 50.684.709 51.938.053 53.154.236 54.305.631 55.296.613

1,83% 2,04% 2,22% 2,14% 3,23% 2,61% 2,57% 3,23% 3,57% 2,47% 2,34% 2,17% 1,82%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

ACREFI

23


banco de dados por INEPAD INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

6.107.852 6.445.620 6.790.933 7.190.986 7.699.456 7.790.947 7.837.518 8.165.263 8.457.452 8.362.121 8.231.862 8.057.534 7.827.460

357.857 375.047 359.584 372.685 424.811 369.647 394.773 389.994 334.255 425.157 408.173 453.516 470.038

4,72% 4,69% 4,31% 4,22% 4,51% 3,90% 4,10% 3,89% 3,27% 4,15% 4,02% 4,48% 4,72%

418.795 414.913 416.052 406.831 414.857 424.936 446.640 461.045 398.093 407.308 477.311 553.878 564.409

5,53% 5,19% 4,98% 4,61% 4,41% 4,49% 4,64% 4,60% 3,89% 3,98% 4,70% 5,48% 5,67%

683.148 745.969 774.531 830.585 865.811 873.070 928.949 986.686 1.003.506 1.004.743 999.178 1.005.323 1.073.738

9,02% 9,33% 9,27% 9,41% 9,19% 9,22% 9,66% 9,84% 9,81% 9,81% 9,83% 9,94% 10,78%

7.577.546 7.991.679 8.351.397 8.824.004 9.416.143 9.470.618 9.621.180 10.030.622 10.229.173 10.241.441 10.160.748 10.115.085 9.959.400

2,48% 5,47% 4,50% 5,66% 6,71% 0,58% 1,59% 4,26% 1,98% 0,12% -0,79% -0,45% -1,54%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS - PREFIXADO Abril/2006 (em R$ mil)

INADIMPLÊNCIA - CRÉDITO PESSOAL - PREFIXADO Abril/2006 (em R$ mil) 19,7% Atraso de mais de 90 dias 4.549.919

56,0%

24,3%

Atraso de 15 a 30 dias 1.615.035

Atraso de 31 a 90 dias 1.981.163

22,3%

32,9%

Atraso de 15 a 30 dias 1.813.983

INADIMPLÊNCIA - OUTRAS OPERAÇÕES - PREFIXADO Abril/2006 (em R$ mil) Atraso de 15 a 30 dias 272.133

Atraso de 15 a 30 dias 448.702

14,4% Atraso de mais de 90 dias 1.069.336

50,9% 26,8%

39,3%

Atraso de 31 a 90 dias 1.888.211

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO OUTROS BENS - PREFIXADO Abril/2006 (em R$ mil)

Atraso de mais de 90 dias 1.006.979

27,7%

Atraso de mais de 90 dias 1.391.751

59,5%

26,1%

Atraso de 31 a 90 dias 548.705

Atraso de 31 a 90 dias 484.888

OUTRAS OPERAÇÕES (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

4.212.346 4.477.039 4.514.410 4.600.843 4.985.299 5.167.569 5.499.261 5.282.296 4.943.790 5.329.091 5.368.580 5.670.983 5.816.227

243.579 302.742 288.299 287.716 291.463 303.992 272.133 302.903 234.582 378.295 327.634 371.268 366.615

3,78% 4,39% 4,06% 3,91% 3,78% 3,79% 3,34% 3,60% 3,07% 4,51% 3,83% 4,08% 3,91%

446.176 501.179 650.275 842.357 522.083 510.861 484.888 570.142 470.671 528.368 602.266 654.249 662.327

6,93% 7,28% 9,16% 11,46% 6,78% 6,37% 5,95% 6,78% 6,16% 6,30% 7,05% 7,19% 7,06%

791.179 890.238 902.839 870.484 1.143.252 1.261.199 1.069.336 1.381.167 1.003.931 1.171.200 1.259.094 1.338.727 1.513.034

12,29% 12,92% 12,72% 11,84% 14,84% 15,73% 13,13% 16,42% 13,14% 13,97% 14,73% 14,71% 16,12%

6.436.891 6.888.526 7.096.557 7.349.412 7.701.548 8.016.385 8.143.922 8.413.988 7.642.768 8.386.089 8.545.025 9.102.409 9.386.028

4,21% 7,02% 3,02% 3,56% 4,79% 4,09% 1,59% 3,32% -9,17% 9,73% 1,90% 6,52% 3,12%

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

24

FINANCEIRO


DESEMPREGO TAXA DE DESEMPREGO (%) DATA

Brasil

Var. p.p.

SP

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

10,80 10,20 9,40 9,40 9,40 9,60 9,60 9,60 8,30 9,20 10,10 10,40 10,40

0,00 -0,60 -0,80 0,00 0,00 0,20 0,00 0,00 -1,30 0,90 0,90 0,30 0,00

11,40 10,50 10,50 9,90 9,40 9,70 9,60 9,70 7,80 9,20 10,50 10,60 10,70

TAXA DE DESEMPREGO Taxa (%)

Var. p.p. -0,10 -0,90 0,00 -0,60 -0,50 0,30 -0,10 0,10 -1,90 1,40 1,30 0,10 0,10

Fonte: IBGE/INEPAD

Variação (p.p.) 1,00

12,0 11,5

0,50

11,0 10,5

0,00

10,0 9,5

-0,50

9,0 8,5

-1,00

8,0 7,5

-1,50

abr 05

mai 05

jun 05

jul 05

Brasil

ago 05

set 05

out 05

nov 05

dez 05

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

Var. p.p. mensal Brasil

SP

Fonte: IBGE/INEPAD

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$)

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$) DATA

Brasil

Var. %

SP

Var. %

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

966,83 952,42 966,79 990,94 997,58 997,52 983,55 987,21 1.004,70 992,26 1.003,04 1.008,42 1.012,50

-1,8% -1,5% 1,5% 2,5% 0,7% 0,0% -1,4% 0,4% 1,8% -1,2% 1,1% 0,5% 0,4%

1.089,92 1.086,37 1.101,40 1.134,68 1.131,56 1.118,09 1.087,73 1.111,78 1.138,22 1.119,09 1.155,62 1.154,31 1.171,40

-3,3% -0,3% 1,4% 3,0% -0,3% -1,2% -2,7% 2,2% 2,4% -1,7% 3,3% -0,1% 1,5%

Fonte: IBGE/INEPAD

1.200

0,03

1.150

0,025

1.100

0,02

1.050

0,015

1.000

0,01

950

0,005

900

0

850

-0,005

800

-0,01

750

-0,015

700

-0,02

abr 05

mai 05

jun 05

Brasil

jul 05

ago 05

set 05

out 05

SP

nov 05

dez 05

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

Var. % mensal Brasil

Fonte: IBGE/INEPAD

COMÉRCIO VAREJISTA VOLUME DE VENDAS

VOLUME DE VENDAS Data mar/05 abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 Variação mar-mar

Índice Hipermercados e Veículos,Motos, Var. % Var. % Var. % Geral Supermercados Partes e Peças 111,36 107,75 112,29 110,11 114,61 113,75 109,29 115,46 114,98 162,59 112,02 102,68 114,72 3,02%

14,7% -3,2% 4,2% -1,9% 4,1% -0,8% -3,9% 5,6% -0,4% 41,4% -31,1% -8,3% 11,7%

111,90 104,70 104,61 102,99 110,16 108,46 106,62 112,73 109,12 144,00 110,23 10361,0% 11417,0% 2,03%

16,1% -6,4% -0,1% -1,5% 7,0% -1,5% -1,7% 5,7% -3,2% 32,0% -23,5% -6,0% 10,2%

122,56 113,56 115,74 117,37 112,82 128,55 118,91 119,61 129,54 138,57 119,14 100,16 130,14

170

23,3% -7,3% 1,9% 1,4% -3,9% 13,9% -7,5% 0,6% 8,3% 7,0% -14,0% -15,9% 29,9%

160 150 140 130 120 110 100 90 80

Índice Geral

6,18%

Fonte: IBGE/INEPAD

ACREFI

mar abr mai jun 05 05 05 05

25

jul 05

ago set 05 05

out nov dez jan 05 05 05 06

Hipermercados e Supermercados

fev mar 06 06

Veículos, Motos, Partes e Peças


banco de dados por INEPAD PREVISÕES ECONÔMICAS Ano de 2006

PIB Total % a.a.

PIB Agropecuário % a.a.

PIB Indústria % a.a.

PIB Serviço % a.a.

Produção Industrial % a.a.

3,50 3,58 3,60 3,60

3,69 3,49 3,47 3,47

4,15 4,20 4,21 4,19

2,79 2,96 2,95 2,95

4,10 4,41 4,45 4,44

Selic Taxa anual

IGP-DI % a.a.

IPCA % a.a.

Taxa de Câmbio R$/US$

Saldo Comercial US$ bilhões

15,00 14,11 14,16 14,29

4,55 2,60 3,25 3,17

4,58 4,37 4,30 4,29

2,40 2,19 2,18 2,19

38,00 40,64 40,76 40,88

Var. p.p.

DATA

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

Previsão 13/01/2006 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 26/05

Início de 2006 Previsão 13/01/2006 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 26/05 Fonte: BC-Focus/INEPAD

ATIVIDADE ECONÔMICA DATA

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

mar/05

83,02

1,70

mar/05

110,45

0,0%

abr/05

81,84

-1,18

abr/05

110,37

-0,1%

mai/05

82,32

0,48

mai/05

111,45

1,0%

jun/05

82,76

0,44

jun/05

112,50

0,9%

jul/05

81,57

-1,19

jul/05

112,82

0,3%

ago/05

82,86

1,29

ago/05

113,00

0,2%

set/05

81,19

-1,67

set/05

111,78

-1,1%

Var. %

out/05

81,51

0,32

out/05

111,46

-0,3%

nov/05

81,31

-0,20

nov/05

111,10

-0,3%

dez/05

79,30

-2,01

dez/05

112,50

1,3%

jan/06

79,26

-0,04

jan/06

113,23

0,6%

fev/06

79,87

0,61

fev/06

114,10

0,8%

mar/06

82,09

2,22

mar/06

113,89

-0,2%

Variação mar-mar

Variação mar-mar

-1,12%

Fonte: CNI/INEPAD

3,11%

Fonte: IBGE/INEPAD

PRODUÇÃO (ÍNDICE) X CAPACIDADE (%) Capacidade (%)

Produção - Índice

79,0

110

Fonte: INEPAD

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

mar/06

111 fev/06

111

79,5 jan/06

80,0

dez/05

112

nov/05

112

80,5

out/05

113

81,0

set/05

81,5

ago/05

113

jul/05

114

82,0

jun/05

82,5

mai/05

114

abr/05

115

83,0

mar/05

83,5

Índice de Produção Física Média Móvel Trim estral

26

FINANCEIRO


INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS, MISTOS, VEÍCULOS COMERCIAIS LEVES E PESADOS PRODUÇÃO

PRODUÇÃO

(em unidades) (em unidades)

Data

Produção

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

205.739 215.005 219.272 205.648 220.469 207.428 190.651 213.119 200.332 195.439 205.586 229.457 204.069

Média Trim. Var. Mensal Var. Mensal (%)

204.992 213.822 213.339 213.308 215.130 211.182 206.183 203.733 201.367 202.963 200.452 210.161 213.037

-14.983 9.266 4.267 -13.624 14.821 -13.041 -16.777 22.468 -12.787 -4.893 10.147 23.871 -25.388

Variação abr-05/abr-06

-6,8% 4,5% 2,0% -6,2% 7,2% -5,9% -8,1% 11,8% -6,0% -2,4% 5,2% 11,6% -11,1%

230.000 220.000 210.000 200.000 190.000

abr 05

mai 05

jun 05

jul 05

ago 05

set 05

Produção

-0,8%

out 05

nov 05

dez 05

jan 06

fev 06

mar 06

abr 06

mar 06

abr 06

Média trimestral

Fonte: Anfavea/INEPAD

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

(em unidades) (em unidades)

Data

Vendas

Média Trim.

Variação

Variação(%)

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

137.759 138.078 140.036 133.948 147.553 138.873 131.588 145.900 152.144 124.650 129.362 155.346 135.492

134.074 141.621 138.624 137.354 140.512 140.125 139.338 138.787 143.211 140.898 135.385 136.453 140.067

-11.267 319 1.958 -6.088 13.605 -8.680 -7.285 14.312 6.244 -27.494 4.712 25.984 -19.854

-7,6% 0,2% 1,4% -4,3% 10,2% -5,9% -5,2% 10,9% 4,3% -18,1% 3,8% 20,1% -12,8%

Variação abr-05/abr-06

165.000 155.000 145.000 135.000 125.000 115.000

abr 05

mai 05

jun 05

jul 05

ago 05

set 05

Vendas

-1,6%

out 05

nov 05

dez 05

jan 06

fev 06

Média trimestral

Fonte: Anfavea/INEPAD

EXPORTAÇÃO TOTAL

EXPORTAÇÃO TOTAL

(em unidades) (em unidades)

Data

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

Exportações Média Trim.

72.261 76.218 77.600 74.229 71.811 74.057 61.827 66.078 68.704 57.844 70.996 72.394 70.195

67.965 72.699 75.360 76.016 74.547 73.366 69.232 67.321 65.536 64.209 65.848 67.078 71.195

Variação abr-05/abr-06

Variação

Variação(%)

2.643 3.957 1.382 -3.371 -2418 2246 -12230 4251 2626 -10860 13152 1398 -2199

3,8% 5,5% 1,8% -4,3% -3,3% 3,1% -16,5% 6,9% 4,0% -15,8% 22,7% 2,0% -3,0%

80.000 75.000 70.000 65.000 60.000 55.000

abr 05

jun 05

jul 05

Exportações

-2,9%

Fonte: Anfavea/INEPAD

ACREFI

mai 05

27

ago 05

set 05

out 05

nov 05

dez 05

jan 06

Média trimestral

fev 06

mar 06

abr 06


banco de dados por INEPAD INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA LICENCIAMENTO DE AUTOMÓVEIS NACIONAIS E IMPORTADOS (em unidades) Data

Vendas

1000cc

% no Total

1000cc a 2000cc

% no total

>2000cc

% no total

mar/05 abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06

118.654 109.276 114.220 117.455 110.007 120.586 115.297 111.001 129.274 149.113 107.085 103.485 125.092

63.602 59.904 62.997 63.907 62.061 66.726 63.759 63.584 73.190 83.361 60.215 57.587 70.405

53,6% 54,8% 55,2% 54,4% 56,4% 55,3% 55,3% 57,3% 56,6% 55,9% 56,2% 55,6% 56,3%

54.631 48.753 50.654 52.978 47.551 53.354 50.993 46.959 54.860 63.866 45.262 44.424 53.108

46,0% 44,6% 44,3% 45,1% 43,2% 44,2% 44,2% 42,3% 42,4% 42,8% 42,3% 42,9% 42,5%

421 619 569 570 395 506 545 458 1.224 1.886 1.608 1.474 1.579

0,4% 0,6% 0,5% 0,5% 0,4% 0,4% 0,5% 0,4% 0,9% 1,3% 1,5% 1,4% 1,3%

Fonte: Anfavea/INEPAD

LICENCIAMENTO POR CATEGORIA - AUTOMÓVEIS

90.000 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000

mar 05

abr 05

mai 05

1000 cc

jun 05

jul 05

ago 05

set 05

out 05

CRÉDITO PESSOAL TAXAS DE JUROS

SALDO TOTAL

% Variação % Variação a.m. p.p a.a. p.p

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

4,45 4,52 4,45 4,49 4,50 4,55 4,54 4,45 4,38 4,46 4,45 4,41 4,28

0,00 0,06 -0,07 0,04 0,01 0,06 -0,02 -0,08 -0,07 0,08 -0,02 -0,04 -0,13

68,70 69,90 68,60 69,40 69,50 70,60 70,30 68,70 67,30 68,90 68,60 67,80 65,30

jan 06

fev 06

mar 06

(R$ milhões)

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS

MÊS/ANO R$ milhões

52.333 54.345 55.426 57.270 59.015 60.531 61.650 63.255 63.444 65.010 66.658 67.948 70.226

dez 05

1000 cc a 2000 cc

TAXAS DE JUROS PREFIXADOS - PESSOA FÍSICA

SALDO TOTAL

nov 05

0,00 1,20 -1,30 0,80 0,10 1,10 -0,30 -1,60 -1,40 1,60 -0,30 -0,80 -2,50

R$ milhões 40.958 41.795 42.723 43.636 45.044 46.218 47.406 48.935 50.685 51.938 53.154 54.306 55.297

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 2,66 2,68 2,65 2,60 2,58 2,59 2,57 2,53 2,52 2,55 2,55 2,49 2,48

0,02 0,02 -0,03 -0,05 -0,03 0,01 -0,02 -0,04 -0,01 0,03 -0,01 -0,05 -0,02

SALDO TOTAL

% Variação a.a. p.p 37,00 37,40 36,90 36,10 35,70 35,90 35,60 34,90 34,80 35,30 35,20 34,40 34,10

AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS

0,30 0,40 -0,50 -0,80 -0,40 0,20 -0,30 -0,70 -0,10 0,50 -0,10 -0,80 -0,30

R$ milhões 7.578 7.992 8.351 8.824 9.416 9.471 9.621 10.031 10.229 10.241 10.161 10.115 9.959

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 3,87 3,87 3,67 3,70 3,65 3,99 3,95 3,80 4,27 3,92 3,69 3,82 3,96

-0,25 0,01 -0,21 0,03 -0,06 0,34 -0,04 -0,15 0,47 -0,35 -0,23 0,14 0,14

% a.a.

Variação p.p

57,70 57,80 54,10 54,70 53,70 59,90 59,10 56,40 65,20 58,60 54,40 56,90 59,40

-4,70 0,10 -3,70 0,60 -1,00 6,20 -0,80 -2,70 8,80 -6,60 -4,20 2,50 2,50

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

28

FINANCEIRO


POLÍTICAS ECONÔMICAS TAXA DE JUROS - OVER SELIC (% aa) 40 35 30 25 20 15 10 5

Over Selic

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

abr/06

out/05

abr/05

out/04

abr/04

out/03

abr/03

out/02

abr/02

out/01

abr/01

out/00

abr/00

abr/99

out/99

0

Média Móvel de 12 meses

IPCA MENSAL 3,5% 3,0% 2,5% 2,0% 1,5% 1,0% 0,5% 0,0%

IPCA

Fonte: INEPAD / IBGE

abr/06

out/05

abr/05

out/04

abr/04

out/03

abr/03

out/02

abr/02

out/01

abr/01

out/00

abr/00

abr/99

out/99

-0,5%

Média Móvel de 12 meses

TAXA REAL DE CÂMBIO AO CONSUMIDOR (Corrigida pelo IPCA e CPI - Abr/06) 4,75 4,50 4,25 4,00 3,75

2,89

3,50 3,25 3,00 2,40

2,75 2,50 2,25 2,00 1,75

2,27

1,50

Fonte: INEPAD

ACREFI

Taxa corrigida

média geral

média livre

29

média jan/99

abr-06

abr-05

abr-04

abr-03

abr-02

abr-01

abr-00

abr-99

abr-98

abr-97

abr-96

abr-95

abr-94

abr-93

abr-92

abr-91

abr-90

abr-89

abr-88

abr-87

abr-86

abr-85

abr-84

abr-83

abr-82

abr-81

1,00

abr-80

1,25


banco de dados por INEPAD BALANÇA COMERCIAL MENSAL

3.869.775.824 3.449.689.577 4.034.512.398 5.004.430.999 3.656.381.154 4.320.838.378 3.681.355.475 4.086.448.165 4.340.150.340 2.840.513.624 2.820.545.357 3.679.902.630 3.096.749.729

10.000

8.000

6.000

mar/06

abr/06 abr/06

fev/06

mar/06

Exportações

jan/06

dez/05

nov/05

out/05

ago/05

set/05

4.000 jul/05

5.331.760.378 6.368.752.415 6.171.545.176 6.056.897.761 7.689.931.114 6.313.619.888 6.221.898.766 6.703.309.329 6.555.841.188 6.430.193.521 5.929.671.339 7.686.494.759 6.706.728.007

jun/05

9.201.536.202 9.818.441.992 10.206.057.574 11.061.328.760 11.346.312.268 10.634.458.266 9.903.254.241 10.789.757.494 10.895.991.528 9.270.707.145 8.750.216.696 11.366.397.389 9.803.477.736

12.000

Saldo da Balança US$

mai/05

abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06

Importações US$

abr/05

Exportações US$

Millions

Data

BALANÇA COMERCIAL MENSAL

Importações

Fonte: INEPAD / MDIC

Fonte: IBGE/INEPAD

RESULTADO NOMINAL (R$ milhões corrigidos pelo IPCA - abr/06)

DÍVIDA LÍQUIDA DO SETOR PÚBLICO / PIB (%)

20.000

53

15.000

52,5 10.000

52

5.000 0

51,5

-5.000

51

-10.000 -15.000

Dívida Líquida (% PIB)

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

fev/06

jan/06

dez/05

nov/05

out/05

set/05

ago/05

jul/05

jun/05

Resultado Nominal

mai/05

abr/06

mar/06

fev/06

jan/06

dez/05

nov/05

set/05

Juros Nominais

50 abr/05

Resultado Primário

ago/05

jul/05

jun/05

mai/05

abr/05

-20.000

out/05

50,5

Média Móvel de 12 meses

Fonte: Banco Central do Brasil/INEPAD

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FINANCEIRO


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Brasil: Conquistas e Desafios do Crescimento

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O Crescimento Econômico e o Poder Judiciário: Uma Análise Crítica

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O Mundo e o Brasil: Perspectivas para os Próximos Anos

Pierpaolo Bottini Secretário de Reforma do Judiciário, é mestre e doutorando em Direito Penal pela Universidade de São Paulo e professor em Direito Constitucional e Penal

Ajuste Fiscal e Retomada do Crescimento

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Reforma do Judiciário: Balanço e Perspectivas

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Sérgio Renault Advogado formado e com especialização em Direito Administrativo pela USP, é subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, desde agosto de 2005

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Financeiro 36 - Junho 2006