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Financeiro

ano 2 nº 20 dez/2004

ACREFI - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO, FINANCIAM ENTO E INVESTIM ENTO

EDITORIAL

Bons ventos para a economia brasileira em 2005 CICLO DE PALESTRAS

DOSSIÊ

Joaquim Elói C. de Toledo

Revisionais de veículos no RS

SPREAD

CRÉDITO

Brasil é o primeiro do ranking

O sistema de informação do BC


editorial

Ano velho Ano novo

Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento Rua Libero Badaró, 425 - 28º andar São Paulo - SP Tel: (11) 3107-7177 Fax: (11) 3106-6082 Funcionamento: de segunda à sexta-feira das 8:30 às 18 horas www.acrefi.org.br DIRETORIA Presidente Érico Sodré Quirino Ferreira Vice-Presidentes Fernando Guerreiro de Lemos, Gilberto Caldart, Eduardo Castro de Azevedo, José Arthur Lemos de Assunção, Marco Ambrógio Crespi Bonomi, Paulo Eduardo D’Ávila Isola, Paulo Henrique Pentagna Guimarães,Ricardo Malcon, Ronaldo Amaral de Carvalho Pinto, Tiago Canguçu de Almeida Secretários Jayme Antonio dos Santos e José Dante Zanaga Neto Tesoureiros Jorge Kimura e Sérgio Marra Pereira Capella Diretores Adalberto Savioli, Daniel Capelo Pinheiro, Enílson Espínola de Souza, Francisco Gomes da Costa, Genival Francisco Silva, Jerônimo Varalla Neto, Ricardo Annes Guimarães, Rubens Bution, Sérgio Antônio Cipovicci Diretores Conselheiros Aristeu Zanuncio, Edson Monteiro, Eduardo Garcia Ruiz, Guilherme Almeida de Oliveira, Hélio Lima Magalhães, Ivan Svitek, José Américo Machado, Leonel Dias de Andrade Neto, Paulo Sérgio Monteiro Castro Aguiar, Rubens Sardenberg Diretores Regionais Carlos Alberto Samogim, Félix Archanjo Bordin, Leonardo Marcondes Dadalto, Sérgio Faria Lemos da Fonseca Júnior, Aquiles Leonardo Diniz, Evanir Coutinho Ussier, Odílio Figueiredo Neto, Renato Malcon Presidente Honorário João Uchôa Borges Diretor Superintendente Antônio Augusto de Almeida Leite (Pancho)

Financeiro Publicação mensal da ACREFI - Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento. Jornalista Responsável: Lenon Hymalaia (MTb 35.777) Produção: Inform Comunicação Redação: Luciano Zafalon Projeto Gráfico e Editoração: EDF (www.edf.com.br) Pré-impressão e Impressão: Graphbox Tiragem: 8.000 exemplares As opiniões emitidas nos artigos assinados não refletem necessariamente as posições da ACREFI e são de exclusiva responsabilidade dos autores. A reprodução total ou parcial do conteúdo da publicação depende de autorização por escrito.

Érico Sodré Quirino Ferreira, Presidente da ACREFI

Mais um ano que termina. É tempo de balanço. É tempo de pesar as vitórias alcançadas, as oportunidades perdidas, as metas postergadas. É tempo de planejamento para o ano que se aproxima. Tivemos, indiscutivelmente, um ano melhor do que 2003. Se, por um lado, a inflação não se manteve no patamar programado no início do ano, conseguimos mantê-la em níveis bastante razoáveis. Se os juros, que vinham em ritmo decrescente, necessitaram de uma correção no percurso, também não dispararam como aconteceu em passado recente. A taxa de desemprego foi reduzida e mais de 1,7 milhão de novos postos de trabalho foram gerados dentro da economia formal, refletindo, por conseqüência, na queda da inadimplência. Embora ainda elevada, a violência em alguns Estados e Municípios já apresenta redução. Até nos grandes centros como São Paulo e Rio Grande do Sul, por exemplo, a criminalidade registrou queda significativa. No primeiro, os índices de homicídios recuaram 23% na comparação com o terceiro trimestre do ano anterior. Já no segundo, a redução foi de 12,16%. Na política, mais uma vez, o Brasil dá um exemplo ao mundo com eleições municipais realizadas dentro do maior clima democrático e com resultados dignos de causar inveja às mais velhas democracias. Isto sem falar na avançada tecnologia de votação e apu-

ração, que nos permitiu ter os resultados no mesmo dia da realização do pleito eleitoral. Um novo ano se inicia e todas as análises técnicas prevêem a continuidade do crescimento e a manutenção da política econômica. Na ACREFI, estamos ainda em nosso primeiro ano de mandato. E temos aqui a satisfação de também registrar algumas realizações. O novo site da ACREFI é uma delas. Ele oferece aos associados e usuários possibilidades de navegação mais rápida, notícias sobre o setor econômico-financeiro, o diaa-dia da Associação, banco de dados sobre operações de crédito e um Fórum de Debates. Esta revista, a Financeiro, foi totalmente reformulada no aspecto visual e de conteúdo, tornando-se a porta-voz de nosso seguimento. Não podemos deixar de mencionar o “Ciclo de Palestras”, que vem permitindo o debate dos associados com analistas e expoentes de nosso setor. Por tudo isso é que estamos certos de estar terminando um ano de muitas realizações, e aproveitamos este momento para agradecer a todos que nos auxiliaram para que atingíssemos nossas metas e desejar um Ano Novo ainda mais próspero

Nesta edição 4 6 8 10

Notícias do setor Economia Prof. Dr. Joaquim Elói Cirne de Toledo Banco Nossa Caixa

Spread Prof. Dr. Alberto Borges Matias ABM Consulting

Crédito Vânio Aguiar Banco Central do Brasil

12 Banco de Dados 20 Artigo

Cláudio Emanuel de Menezes Disoft Solutions

22 Análise setorial

Prof. Dr. Alberto Borges Matias ABM Consulting


notícias Briga de gigantes

Depois do Itaú se unir ao Pão de Açúcar e o Bradesco às Casas Bahia, foi a vez do Banco do Brasil trocar figurinhas com as redes de varejo. O BB anunciou, no dia 2 deste mês, uma linha de financiamento ao consumo para seus clientes que pode ser usada em qualquer estabelecimento comercial conveniado para esta finalidade. Quem já faz parte do convênio? Apenas Casas Bahia, Ponto Frio, Marabraz, Kalunga, Saraiva e Tam.

Visa 100%

O Presidente da Visa do Brasil, Eduardo Gentil, traçou um objetivo ousado para os próximos dois anos: estar presente em todos os municípios do país. Atualmente, a Visa cobre 90% das 5.560 cidades brasileiras. Só neste ano foram instaladas 14 mil máquinas para transações com o Visa Electron, o cartão de débito da bandeira, em pequenas cidades, cobrindo 400 novos municípios que não dispunham do produto. A Visa deve fechar o ano com faturamento de R$ 72 bilhões, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

Mais uma

O HSBC não está para brincadeiras. Depois de comprar a financeira Losango do Lloyds TSB, em outubro de 2003, e em outubro deste ano arrematar a Valeu, que pertencia à Indusval Multistok, o banco inglês anunciou a aquisição da financeira CrediMatone. O negócio, avaliado em R$ 30 milhões, reforça a presença do HSBC no disputado segmento de crédito ao consumo no Brasil.

Apoio às microempresas

O governo lançou, no início deste mês, um pacote de medidas para ampliar e facilitar o acesso de microempreendedores a empréstimos com juros de 2% ao mês. A meta do programa é beneficiar até cinco milhões de empresas, com faturamento anual de até R$ 60 mil. Os recursos disponíveis para o programa poderão somar R$ 620 milhões, dos quais R$ 20 milhões sairão o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 600 milhões dos depósitos à vista dos bancos.

CURTAS

Nova Lei Depois da Lei de Falências, o governo federal quer discutir o mais rápido possível novas leis para as liquidações e intervenções por parte do Banco Central em instituições financeiras. A pressa é resultado da reclamação de parlamentares ao presidente do BC, Henrique Meirelles. Muitos questionaram o executivo sobre a intervenção do Banco Santos e as aplicações que ficaram presas na instituição.

Acrefi produz dossiê sobre revisionais de veículos no RS Documento foi entregue às autoridades gaúchas no final de novembro

Camaradagem A dificuldade de obtenção de crédito nos bancos tem transformado as grandes empresas nas principais financiadoras de capital de giro das companhias brasileiras. Um estudo da Serasa, com base nos balanços de 60 mil empresas brasileiras, mostra que o crédito mercantil cresceu 60% no período entre 31 de dezembro de 1994 e 30 de junho deste ano. No mesmo período, o crédito bancário, medido pela evolução dos financiamentos bancários de curto e longo prazos, teve crescimento de 34%.

Férias coletivas A ACREFI entrará em férias coletivas a partir de 20 de dezembro, retornando às suas atividades normais no dia 10 de janeiro de 2005. Aos associados, parceiros, amigos e fornecedores, a

Preocupada com o crescente aumento no número de processos que tramitam na Justiça do Rio Grande do Sul, solicitando a revisão de cláusulas contratuais, especialmente no financiamento de veículos, a ACREFI elaborou dossiê especial, no sentido de contribuir para o esclarecimento do tema. O documento foi entregue às principais autoridades gaúchas do legislativo, executivo e judiciário, por comitiva integrada pelo presidente da ACREFI, Érico Sodré Quirino Ferreira, e por integrantes da Diretoria Regional da entidade, representada na oportunidade por Renato Malcon, Ricardo Malcon, Felicitas Renner e Marco Antônio Aragão. Receberam o dossiê, o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto; o presidente da Assembléia Legislativa do RS, Deputado Vieira da Cunha e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, desembargador Osvaldo Stefanello. O dossiê, na sua íntegra, assinado pelo presidente da ACREFI, Érico Sodré Quirino Ferreira, apresenta o seguinte conteúdo:

diretoria e os funcionários da Associação desejam Boas Festas e um Feliz Ano Novo.

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FINANCEIRO


Paulo Dias

“manutenção de posse do bem” e o seu “anonimato em listas de devedores” enquanto estiver “discutindo a dívida”, ainda que não tenha sido pago sequer o valor que lhe foi antecipado para a aquisição do veículo. A revisional objetiva a declaração judicial sobre a validade dos encargos e cláusulas contratuais incidentes sobre o valor principal tomado de emprésComitiva da ACREFI, liderada por Érico Ferreira, entregou dossiê ao timo. Discutir cláusugovernador Germano Rigotto las do contrato sem que tenha sido pago o ACREFI - Associação Nacional das Instivalor principal, com a garantia judicial de manutuições de Crédito, Financiamento e Intenção de posse do bem sem condicionantes (o vestimento congrega 59 (cinqüenta e depósito do valor incontroverso vem sendo connove) instituições financeiras do país, especialsiderado como questão incidental), é o que vem mente sociedades concedentes de crédito ao Conincentivando o ingresso cada vez maior de ações sumidor. A entidade representa aproximadamente revisionais, gerando ao consumidor a falsa sensa80% (oitenta por cento) do crédito ao Consumidor ção de que a demanda lhe é vantajosa, sem que destinado a financiamento de veículos no Brasil. lhe seja devidamente esclarecido que, ao final, Vimos pela presente externar como percebemos o após o trânsito em julgado, os cálculos de liquiatual cenário das ações revisionais que atingem os dação lhe impõem um obstáculo praticamente contratos de financiamento de veículos, levando a intransponível: o saldo devedor é cobrado à vista, V.Exa. algumas considerações a respeito do tema. representando um impacto em seu orçamento Inicialmente, ressaltamos a importância de serem incompatível com a sua realidade financeira. preservados o Instituto da Alienação Fiduciária em O que tem se verificado é que as “tutelas anteciGarantia e os fins sociais pelos quais o mesmo foi padas” concedidas em ações revisionais nos casos criado. É o instrumento jurídico mais importante e onde não esteja pago sequer o principal, acabam eficaz para a aquisição de veículos mediante crépor gerar no Consumidor uma expectativa absoludito, na medida em que possibilita ao Consumidor tamente frustrada, fazendo com que a conta apua posse direta e imediata do bem enquanto efetua rada ao final da ação represente insatisfação para os pagamentos mensais do preço ajustado, sob o ambas as partes na prestação jurisdicional: o Concompromisso de lealdade e honestidade do fiducisumidor não consegue quitar a dívida porque o veíário em correspondência à boa-fé e confiança nele culo veio a depreciar com o tempo e o débito está depositada pelo fiduciante. fora de sua realidade; e a instituição financeira, É certo afirmar que o Consumidor, pela Alienamesmo credora, não encontra a proporcionalidade ção Fiduciária, tem acesso ao veículo porque entre o saldo devedor e o valor da garantia. a instituição cedente do crédito antecipou-lhe O ESTUDO ACREFI REVISIONAIS RS (Porto Alegre, os valores necessários para integralizar o preço outubro/2004, 500 casos), e outros fatos, revelam que não dispunha, mediante o compromisso uma série de aspectos importantes, e até graves, de restituir os valores pela contra-prestação que gostaríamos de dar conhecimento: estabelecida em contrato. Portanto, qualquer 1) O objetivo pelo qual foi concebido o Instituto da intervenção neste contrato deve primar pela Alienação Fiduciária vem sendo prejudicado. manutenção do equilíbrio dos direitos e obriga2) Há um número crescente de revisionais com ções originalmente constituídos. manifesta violação ao princípio da boa-fé que norTodavia, as ações revisionais vêm sempre acomteia os contratos. O ESTUDO ACREFI revela que panhadas de pedido de tutela antecipada para 56% (cinqüenta e seis por cento) dos consumique seja concedido liminarmente ao Consumidor a dores com ação revisional de veículos, pagaram

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ACREFI

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menos que 30 % (trinta por cento) das parcelas contratadas e 18% (dezoito por cento) pagaram menos de 04 (quatro) prestações, o que equivale apenas 8 % (oito por cento) do total devido. 3) Prejuízos ao Estado: ao serem analisadas as revisionais em apenas duas pequenas instituições financeiras do RS, 68 % (sessenta e oito por cento) dos veículos com ação revisional possuem dívidas com IPVA e multas que ultrapassam o montante de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais), evidenciando que nestas ações há conduta “lesa cidadania”. Representa vultosos prejuízos aos cofres do Estado e veículos irregulares nas mãos de maus cidadãos podem colocar em risco a vida de outras pessoas. 4) Em significativo número de revisionais, ao avançarem para a fase de liquidação (judicial ou extrajudicial), não são mais localizados os veículos e/ou os financiados, havendo fortes suspeitas que alimentam o comércio ilegal de carros alienados fiduciariamente ou o uso no crime organizado. 5) Suspeita-se, ainda, do surgimento de uma “indústria de revisionais”, via propaganda enganosa de Escritórios de Advocacia por vezes apresentando-se como associações de defesa do Consumidor ou outros formatos. Esses escritórios se transformaram em grandes anunciantes na mídia eletrônica, ferindo o Estatuto da OAB e o Código de Ética e Disciplina do exercício da advocacia, gerando prejuízos a Consumidores desinformados e abarrotando o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul com ações, na sua grande maioria, com o perfil antes referido. Acrescente-se que ditos escritórios cobram pelo patrocínio das causas, mas, estranhamente, solicitam aos seus constituintes os benefícios da Assistência Judiciária Gratuita. 6) O desamparo do Consumidor, a quem foi prometido êxito, frente à exigibilidade do total da dívida com o trânsito em julgado das demandas. 7) Temor, cada vez maior, das instituições financeiras na concessão do crédito para a aquisição de veículos, com impacto em toda a cadeia produtiva. Agradecemos a atenção de V.Exa. ao acima exposto e desejamos que nossa missiva proporcione uma reflexão profunda sobre o contexto no qual as revisionais no Rio Grande do Sul estão inseridas Porto Alegre, 25 de novembro de 2004. ACREFI - Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento Érico Sodré Quirino Ferreira Presidente


economia

Professor Toledo não acredita em crescimento sustentado “O que nós estamos vivendo não é um pesadelo, é uma tragédia. E uma tragédia prolongada, porque é uma política de juros praticada há não sei quanto tempo. No mínimo, desde antes

Segundo o economista quem acredita que juros altos derrubam a inflação está equivocado

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reocupação. Esse foi o sentimento dominante no público que presenciou a explanação do Prof. Dr. Joaquim Elói Cirne de Toledo, dia 25 de novembro, em mais uma palestra organizada pela Acrefi para discutir “As Perspectivas da Economia Brasileira”. Com seu ar sério e humor refinado, Toledo falou sobre a atual situação da economia mundial e seus impactos no Brasil, conjuntura e política econômica. A conclusão de suas análises, porém, não foram nada animadoras, como o leitor poderá verificar a seguir. Segundo Toledo, olhando a economia mundial, podemos observar que a China cresce em ritmo acelerado e continuará crescendo. E isso, afirma, trará conseqüências extremamente importantes para o resto do mundo. Umas delas é o fim da inflação em todo o mundo, devido à demanda da própria China. Outra, afeta diretamente os trabalhadores. “Os chineses aceitam trabalhar por muito pouco e isso acabará determinando,

Luciano Zafalon

de 1986”

de certa forma, o conjunto do resto do mundo”, comenta. Para completar o cenário internacional, o economista lembra que devemos observar também a economia americana. Muitos falam que o déficit e dívida pública americana podem comprometer o crescimento do país. “Esqueçam isso”, afirma Toledo. “O déficit e a dívida pública não causam problemas para a economia dos EUA. E a razão é simples. Os juros americanos são extremamente módicos. O Banco Central de lá é sensato e não faz a tolice de adotar taxas estapafúrdias de juros, argumentando que isso é a favor ou em favor da população, dos trabalhadores, como os bancos centrais de alguns outros países que nós conhecemos”, ironiza o professor, que aproveita os risos da platéia para nova piada. “E já que eu falei de Banco Central, quero deixar registrado que eu discordo profundamente do Lessa (ex-presidente do BNDES). Ele afirmou que a política do BC é um pesadelo. É claro que

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ele está equivocado. Afinal de contas, de um pesadelo a gente acorda. E, além disso, o pesadelo, a única coisa que traz é o desconforto emocional enquanto você está dormindo. Nada mais real acontece. Você pode até acordar um pouco ansioso, é a única coisa. O que nós estamos vivendo não é um pesadelo, é uma tragédia. E uma tragédia prolongada, porque é uma política de juros praticada há não sei quanto tempo. No mínimo, desde antes de 1986”. Voltando a discussão da economia americana, o professor alerta que o déficit externo, sim, é um grande problema para os EUA. Na opinião de Toledo, esse déficit levará a depreciação do dólar contra o euro e o iene, sendo que o euro se fortalecerá contra o dólar e também contra o iene”, explica. Esse movimento, diz o professor, não causará problemas de inflação para a economia americana, mas as taxas de juros tenderão a subir. O euro muito forte pode provocar um desaquecimento da economia européia e mundial, o que prejudicaria as exportações brasileiras, aumentaria o custo da dívida externa, o risco Brasil e a necessidade de uma taxa de câmbio bem mais desvalorizada. “Tudo isso impacta em pressão inflacionária no Brasil, que, no futuro, já estará sofrendo desaceleração pelos aumentos passados, presentes e futuros de juros”, acredita Toledo. FINANCEIRO


como sempre, mal vistas pelo governo. Qualquer sujeito que diga que a política econômica não é adequada, o governo arrebanha uma imensa parte da mídia e dos analistas para dizer que qualquer outra teoria econômica só pode ser loucura e quem a propõe é um louco também. Se eu, por exemplo, digo que esses juros são altos demais, imediatamente eles retrucam afirmando que eu gosto de alta inflação”, revela. “Mas quem falou em alta inflação? Falei o contrário. Mantenham a inflação estável, não a deixem acelerar. Agora, reduzir de 6% para 5,1% é irrelevante. E ainda falam que é para o bem do trabalhador”, conta, inconformado. O pior, segundo ele, é que propostas estapafúrdias continuam sendo feitas. Toledo conta que, recentemente, um grupo de economistas divulgou uma grande lista delas. Uma das propostas e fazer uma auditoria financeira e social da dívida externa. “Eu fico me perguntando o que é uma auditoria

social”, questiona. “Seria aquela em que os auditores e auditados vão de terno e gravata? Talvez seja isso”, ironiza. “O que se imagina que uma auditoria financeira da dívida externa descobrirá? Que alguém que tinha de pagar juros de 10%, pagou 100% ao ano? Eu não consigo pensar em nada mais sem sentido”, lamenta-se. Há ainda, segundo ele, quem queira controlar os fluxos de capitais. “É uma tarefa tão fácil quanto colocar de volta a rolha de uma garrafa de champanhe. Não sei se vocês já tentaram fazer isso, mas, acreditem em mim, é danado de difícil. A porcaria não entra de volta”, diverte-se. “Não há mais como controlar, depois que abriu tudo”. Uma terceira idéia seria reduzir os juros e aumentar os gastos do governo. “Isso não dá certo”, garante. “E, infelizmente, como essas propostas acabam contaminando qualquer outro conjunto de soluções que faça sentido, esqueçam, não há proposta alternativa” Luciano Zafalon

“Por isso, esqueçam essa história de crescimento acelerado. O governo continuará com uma política fiscal expansiva em gastos correntes e não em investimentos públicos. A carga tributária também não será reduzida”, afirma. Na opinião do professor, o máximo que pode vir a ocorrer são reduções pontuais e perversas como, por exemplo, redução das tributações sobre veículos ou qualquer coisa desse tipo. “Não é um cenários dos mais agradáveis para a economia nacional, infelizmente”, declara. Mas existem alternativas para se melhorar esse cenário? O economista acredita que sim. Uma delas, revela, seria o Banco Central (BC) aumentar o compulsório sobre os depósitos à vista dos grandes bancos, o que reduziria o custo da dívida pública. Outra saída seria aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. “Várias outras soluções poderiam ser adotadas, mas não serão. Porque essas propostas são,


spread

Mais uma vez, o spread Nos dados do FMI, o Brasil aparece como detentor do título de maior spread bancário, com 43,70 pontos percentuais. “Esse valor é 12 vezes maior que o chileno e 60 vezes maior

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queles que acreditam que futebol, religião e política são os assuntos mais debatidos no Brasil, certamente não pertencem ao círculo financeiro. Neste setor, o spread é tema certo nas rodas de executivo. Prova disso foi a enorme repercussão causada pelo estudo de Ana Carla Abrão, publicado na edição anterior. Por conta disso, a Acrefi resolveu dar seqüência aos debates e convidou o Prof. Dr. Alberto Borges Matias, da ABM Consulting para revelar seus estudos e conclusões sobre o tema, em palestra realizada no dia 29 de novembro, na sede da entidade. O estudo apresentado pelo professor analisa o spread total e não apenas o de crédito, como ocorre com o levantamento feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo. Nos dados do FMI, aliás, o Brasil aparece como detentor do título de maior spread bancário, com 43,70 pontos percentuais. “Esse valor é 12 vezes maior que o chileno e 60 vezes maior que o mexicano”, afirma Matias. Segundo ele, o BC utiliza a mesma metodologia de diferença de pontos percentuais, porém o spread de crédito por ele encontrado é bem inferior ao valor calculado pelo FMI, (29,40 p.p. para o BC e 43,70 p.p. para o FMI). Esta diferença ocorre devido a

País

Spread

Brasil FMI Brasil BC Rússia Índia Tailândia Cingapura África do Sul Malásia Chile Israel Zona do Euro EUA China Coréia Japão México Reino Unido

43,70 29,40 9,10 5,40 4,60 4,60 4,00 3,60 3,50 3,10 3,10 3,00 2,60 2,20 1,80 0,70 0,10

Luciano Zafalon

que o mexicano”, afirma Matias.

comparações de taxas diferentes, mas conduz à mesma conclusão – o Brasil apresenta o maior spread do mundo. No estudo realizado por Matias, foram utilizados os dados divulgados pelos três maiores bancos privados nacionais da atualidade (Bradesco, Itaú e Unibanco) em seus balanços anuais e o balanço do segundo semestre de 2004 para o cálculo das contas abaixo. Foram utilizados também os balanços divulgados das seguintes instituições internacionais: Citigroup, Bank of América, Deutsche Bank, Santander e o HSBC para o cálculo das mesmas contas para o sistema internacional. Os conceitos básicos utilizados pelo palestrante foram:

1. Taxa média de aplicação - Receita total de intermediação fi nanceira sobre o ativo operacional, entendido este como ativo total deduzido do ativo permanente. 2. Taxa média de captação - Despesa de intermediação fi nanceira, deduzida da provisão para créditos de liquidação duvidosa, sobre o ativo operacional. 3. Taxa média de spread financeiro - Diferença entre taxa de aplicação e taxa de captação, conforme cálculo acima. Este cálculo inclui o spread de crédito e o spread de tesouraria. 4. Taxa de serviços - Receita de prestação de serviço sobre o ativo operacional. 5. Spread total - Soma da taxa média de spread fi nanceiro e taxa de serviços. 6. Taxa de inadimplência - É a provisão para créditos de liquidação duvidosa sobre o ativo operacional. 7. Taxa de despesas estruturais - A soma de gastos com pessoal e administrativos sobre o ativo operacional. 8. Taxa de impostos - Impostos diretos mais Imposto de Renda e Contribuição Social sobre ativo operacional. 9. Taxa de resultado bancário - É spread total menos as taxas descritas nos itens 6, 7 e 8.

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FINANCEIRO


Definidas as regras, Matias constatou que no primeiro semestre de 2004 a taxa média de spread financeiro, anualizado, foi de 7,9 p.p., com uma taxa média de aplicação de 16,7% e a de captação de 8,7%. A taxa de serviço foi de 3,9 p.p., gerando spread total de 11,8 p.p. “Somou-se a taxa de serviço ao spread financeiro para se achar o spread total, pois as taxas cobradas nos serviços funcionam como poder de barganha nas instituições em contraponto às taxas cobradas nas operações de crédito”, explica o economista. “Conforme há um volume maior de crédito, ou um volume maior de operações, as instituições diminuem as taxas de serviço para manter o cliente, ou vice-versa”, concluiu. Dos 11,8 p.p. da margem total de spread do primeiro semestre de 2004, 1,3 p.p. são referentes à inadimplência. As despesas estruturais representam 6,1 p.p., os impostos representam 1,4 p.p. e o resultado do banco representa 2,9 p.p. Comparativo internacional Quando analisamos o spread total do sistema bancário internacional observamos um grande distanciamento na magnitude dos valores do spread e seus formadores. No primeiro semestre de 2004 o spread total dos bancos internacionais foi de 2,8 p.p.. Somando a taxa de serviços de 2,4 p.p., obtemos a margem total de spread: 5,1 p.p.. “Este valor é aproximadamente menor que a metade do valor da margem total de spread nacional (11,8 p.p.)”, analisa o consultor. A inadimplência representa 0,4 p.p. desta margem, assim como os impostos. As despesas representam 2,9 p.p. e o resultado do banco representa 1,4 p.p. Quando comparamos os bancos nacionais com os internacionais, diz Matias, vemos diferenças significativas em todos os formadores do spread. A inadimplência no Brasil é 1,1 p.p. maior que no mercado internacional. As despesas estruturais, que apresentam o maior peso, são 3,6 p.p. superior no Brasil. Impostos e o resulACREFI

tado bancário são respectivamente 1,0 e 1,8 p.p. superiores ao sistema internacional. Diante disso, a diferença do spread total vigente no Brasil e no resto do mundo é significativa, como podemos ver na tabela abaixo. O consultor acredita que a diminuição do spread no Brasil passa, principalmente, pela diminuição do peso das despesas estruturais, maior componente na formação do spread (6,22 p.p. para o Brasil). A diferença no comparativo é de 3,59 p.p., ou seja, para pagar as despesas estruturais os bancos precisam de um spread de 3,59 p.p. maior do que o existente nas instituições internacionais. “As despesas estruturais no Brasil são elevadas no sistema nacional principalmente devido a um baixo volume de crédito total, atualmente cerca de 26% do PIB, enquanto a média dos principais países facilmente ultrapassa 100% do PIB”, diz Matias. Segundo ele, os volumes de crédito operados no Brasil são baixos para padrões internacionais em razão da política econômica vigente no país há mais de dez anos, que restringe o mercado de crédito através de elevados depósitos compulsórios. Além disto, argumenta, as aplicações em crédito enfrentam uma forte concorrência dos investimentos em títulos

federais, que oferecem uma alta rentabilidade com baixo risco. “Os déficits nominais, despoupança do governo, absorvem a poupança privada nacional, que poderia estar sendo redirecionada para atividades produtivas através do crédito, gerando escala no setor bancário brasileiro e incentivando o desenvolvimento nacional”. O resultado desse movimento é o segundo item de maior peso no spread brasileiro com 3,13 p.p., 1,76 p.p. a mais que nos bancos internacionais. Em seguida vem a inadimplência, que representa 1,57 p.p. do spread nacional: seu peso é 1,05 p.p. maior que o do sistema internacional, ou cerca de três vezes maior, devido principalmente ao fato de haver baixo volume de crédito e um crédito caro, que inviabiliza a atividade empresarial financiada por recursos de mercado. Os impostos também são maiores, 1,50 p.p., e também cerca de três vezes maior do que o praticado no mercado internacional. É possível mudar esse quadro? Matias acredita que sim. “Mas tem de ser devagar, com planejamento. Porque as instituições já se adaptaram com essa situação e uma mudança brusca causaria uma quebradeira geral”, adverte

TABELA COMPARATIVA - ANO DE 2003 VARIAÇÃO NACIONAL/INTERNACIONAL

Internacionais

Nacionais

Em p.p.

Em %

5,01 0,52 2,63 0,49 1,37

12,43 1,57 6,22 1,50 3,13

7,42 1,05 3,59 1,01 1,76

148,1% 204,6% 136,3% 207,8% 128,3%

Spread Total Inadimplência Despesas Impostos Resultado

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

PERCENTUAIS DOS FORMADORES NA DIFERENÇA INADIMPLÊNCIA 14,2%

RESULTADO 23,8%

IMPOSTOS

13,6%

Fonte: ABM Consulting

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48,4%

DESPESAS


crédito

Por dentro do SCR Sistema de Informação de Crédito do Banco Central

Luciano Zafalon

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“Nós precisamos melhorar nosso monitoramento de risco de crédito. A maioria dos bancos ou quase a totalidade dos bancos que quebraram no sistema bancário brasileiro tiveram, por origem, problemas de crédito”

om o objetivo de esclarecer seus associados sobre o funcionamento do novo Sistema de Informação de Crédito do Banco Central (SCR), a Acrefi organizou, no dia 10 de novembro, uma palestra para a demonstração do produto. As explicações ficaram a cargo de Vânio Aguiar, do departamento de Supervisão Indireta do BC. Segundo ele, o projeto do SCR teve como base a Central de Risco, que começou a operar em 1997, após a necessidade de intervenção no Banco Nacional. Pouco tempo depois, em 1999, foi contratada uma consultoria para fazer uma avaliação do sistema, saber se ele seria público ou privado e trazer recomendações de melhorias. A partir disso, o BC promoveu uma grande discussão com o mercado, principalmente com a Febraban, sobre quais tipos de informações deveriam ser colocadas nesse cadastro. Só então, dois anos depois, o atual sistema foi desenvolvido e passa por uma fase de adaptação. “Nossa meta é desativar a Central de Risco ainda este ano e iniciar a fase 2 do SCR, que consiste na implementação de melhorias, inclusão dos dados provenientes dos fundos de investimento de direitos creditórios e, talvez, debêntures”, conta Aguiar. Ele diz que o sistema tem como função principal subsidiar a supervisão bancária. E explica o motivo. “Nós precisamos melhorar nosso monito-

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ramento de risco de crédito. A maioria dos bancos ou quase a totalidade dos bancos que quebraram no sistema bancário brasileiro tiveram, por origem, problemas de crédito”, explica. Além disso, acredita Aguiar, o novo sistema, na medida em que oferecerá mais informações sobre os tomadores de crédito, ajudará as instituições a selecionarem melhor seus clientes, o que “derrubará a inadimplência, que derrubará os custos e riscos, que, conseqüentemente, derrubará o spread”. Novidades O SCR é muito diferente do sistema atual. Ele tem uma fase de validação dos dados e uma outra denominada Qualidade, onde são colocadas entre 300 e 450 críticas, tanto em termos de crítica sintática, quanto em termos de crítica semântica. Isso confere mais confiabilidade no sistema, pois são feitas checagens em diversas informações para que o dado possa entrar no sistema. Somente depois deste processo é que os arquivos são encaminhados para a base operacional. O novo projeto permite ainda correções de dados incorretos de forma on-line. “Não é mais necessário enviar um novo arquivo (ou vários arquivos, como quando a correção se referia há meses anteriores) para que os dados sejam alterados”, recorda Aguiar. Os modos de consulta são outros diferenciais do novo sistema em FINANCEIRO


Luciano Zafalon

Luciano Zafalon

Vânio Aguiar explicou em detalhes o funcionamento do SCR...

relação ao anterior. Agora, nossas centrais de atendimento ao público podem rapidamente atender aos clientes e fornecer relatórios, assim como o próprio cadastrado pode acessar a Internet e consultar os seus dados sem dificuldades. A supervisão também pode solicitar a geração de dados específicos com uma ferramenta chamada DataWarehouse. Nela ficam armazenados não 14 meses, mas cinco anos de dados. Com isso, é possível fazer simulações, correlações, relatórios de monitoramento indireto, análise por setor de atividade econômica e todo o trabalho necessário para uma boa supervisão de campo. Outra novidade do SCR diz respeito às autorizações. O objetivo do novo sistema é eliminar as autorizações para quem já as tem na carteira. “Por exemplo, o Bradesco comprou o Banco do Estado do Maranhão. Metade da carteira do Maranhão tem autorização e a outra metade não tem. Então, como analisar a carteira adquirida? É complicado, porque nem sempre todas as autorizações estão todas registradas. Por isso, pretendemos fazer com que aqueles que tenham operação de carteira não precisem mais de autorização”, diz o economista. “Se nos for enviado um arquivo com um milhão de clientes, devolveremos um arquivo com um milhão de clientes. Não teremos mais que ir ACREFI

para uma platéia repleta de profissionais do setor

até a base de dados e verificar se há ou não autorização para aqueles CPFs/CNPJs”. Números Em termos de instituições informantes, Aguiar informa que o sistema conta hoje com 1800 instituições financeiras, sendo que 1400 dessas instituições são cooperativas de crédito. “Nós só estamos coletando informações apenas das cooperativas que tenham carteira superior a R$ 2 milhões. As sociedades de microcrédito estão dispensadas”, revela. Em julho de 2005, a Finame, os fundos de investimento de direitos de título creditório e 44 instituições financeiras serão adicionados ao sistema. O limite de solicitações está, hoje, em 50 mil clientes por arquivo, com no máximo 20 arquivos por mês. “O que pode significar, em média, um milhão de clientes por instituição financeira”, calcula o palestrante. Em termos de sistema, o BC tem uma carteira de crédito, na data base dezembro, de R$ 608 bilhões, sendo que o SCR contempla, até o momento, 86% desse valor – R$ 524 bilhões. Benefícios Os benefícios e vantagens para as instituições financeiras e para os clientes são os mais variados. Com as diversas modalidades de dados fornecidos pelo sistema, é possível verificar quais clientes trabalham com repasses, quais trabalham com câm-

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bio ou leasing, por exemplo, e oferecer operações similares a ele. É possível, também, avaliar a exposição. Essas informações são valiosas para as tomadas de decisão. No caso dos clientes, eles podem verificar as taxas de juros de cada banco e as taxas médias. “Isso vai aumentar a concorrência e reduzir o spread bancário”, diz Aguiar. Outra vantagem do SCR diz respeito às exclusões judiciais. Segundo o palestrante, até agosto existiam 45 mil exclusões no sistema para 8 milhões e 100 mil clientes. O que representa 0,5% da base de dados só com exclusões. No sistema antigo, quando havia uma exclusão, a instituição e a supervisão financeira ficavam sem informação alguma. O nome do cliente era eliminado da base de dados. No SCR, as informações para fins de consulta das instituições financeiras e do próprio cliente ficam apenas ocultas e os dados continuam disponíveis para a supervisão bancária. Um dado interessante revelado por Aguiar é que 60% das exclusões do sistema são feitas pela Região Sul, sendo que 50% delas vêm do Rio Grande do Sul. O SCR vai mostrar não só a exclusão, como também dará a informação de que aquela operação está sob júdice. “Com essas novas ferramentas, acredito que teremos condições de certificar melhor a carteira das instituições”, conclui o palestrante


banco de dados por ABM Consulting TAXAS MÉDIAS GERAL DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % a.a.

nov/03

48,0

dez/03

45,8

Var. p.p.

-0,6

17,6

-0,5

30,4

-0,1

-2,2

15,8

-1,8

30,0

-0,4

jan/04

45,4

-0,4

15,6

-0,2

29,8

-0,2

fev/04

45,1

-0,3

15,7

0,1

29,4

-0,4

mar/04

45,3

0,2

15,8

0,1

29,5

0,1

abr/04

44,7

-0,6

15,7

-0,1

29,0

-0,5

mai/04

44,2

-0,5

17,0

1,3

27,2

-1,8

jun/04

44,0

-0,2

17,0

0,0

27,0

-0,2 0,2

jul/04

43,9

-0,1

16,7

-0,3

27,2

ago/04

43,9

0,0

16,4

-0,3

27,5

0,3

set/04

45,1

1,2

17,4

1,0

27,7

0,2

out/04

45,6

0,5

17,5

0,1

28,1

0,4

Variação out-out

-3,0

-0,6

-2,4

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

PESSOA FÍSICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

nov/03

68,2

dez/03

66,6

Spread % a.a.

Var. p.p.

-1,2

17,1

-0,6

51,1

-0,6

-1,6

15,8

-1,3

50,8

-0,3

jan/04

65,4

-1,2

15,4

-0,4

50,0

-0,8

fev/04

64,2

-1,2

15,6

0,2

48,6

-1,4

mar/04

64,0

-0,2

15,4

-0,2

48,6

0,0

abr/04

63,3

-0,7

15,4

0,0

47,9

-0,7

mai/04

62,4

-0,9

17,2

1,8

45,2

-2,7

jun/04

62,4

0,0

17,4

0,2

45,0

-0,2

jul/04

62,0

-0,4

16,7

-0,7

45,3

0,3

ago/04

63,1

1,1

17,4

0,7

45,7

0,4

set/04

63,2

0,1

17,5

0,1

45,7

0,0

out/04

63,2

0,0

17,3

-0,2

45,9

0,2

Variação out-out

-6,2

-0,4

-5,8

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

PESSOA JURÍDICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % a.a.

Var. p.p.

nov/03

32,3

dez/03

30,2

-0,2

17,9

-2,1

15,8

-0,5

14,4

0,3

-2,1

14,4

jan/04

30,1

-0,1

15,8

0,0

0,0

14,3

-0,1

fev/04

30,2

0,1

15,8

0,0

14,4

0,1

mar/04

30,4

0,2

16,0

0,2

14,4

0,0

abr/04

29,9

-0,5

15,9

-0,1

14,0

-0,4

mai/04

30,0

0,1

16,9

1,0

13,1

-0,9

jun/04

29,7

-0,3

16,7

-0,2

13,0

-0,1

jul/04

29,7

0,0

16,6

-0,1

13,1

0,1

ago/04

28,8

-0,9

15,7

-0,9

13,1

0,0

set/04

30,4

1,6

17,3

1,6

13,1

0,0

out/04

31,1

0,7

17,6

0,3

13,5

0,4

Variação out-out

-3,6

-2,4

-6,4

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

12

FINANCEIRO


JUROS E SPREAD BANCÁRIO 50,0 45,0 40,0 35,0

SPREAD

30,0 25,0 20,0 15,0 10,0

nov 03

dez 03

jan 04

Aplicações

fev 04

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

Captações

VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - PESSOA FÍSICA - PREFIXADOS (R$ milhões) MÊS/ANO

nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04

AQUISIÇÃO DE BENS

CRÉDITO PESSOAL

VARIAÇÃO EM %

Veículos

Variação

Outros

Variação

OUTRAS OPERAÇÕES

VARIAÇÃO EM %

TOTAL

VARIAÇÃO EM %

30.098 30.494 30.844 32.002 33.191 34.481 35.740 36.715 37.677 38.712 39.888 41.367

1,75% 1,32% 1,15% 3,75% 3,72% 3,89% 3,65% 2,73% 2,62% 2,75% 3,04% 3,71%

29.295 29.987 30.619 31.287 32.041 32.550 33.106 33.591 34.126 34.740 35.383 35.693

2,47% 2,36% 2,11% 2,18% 2,41% 1,59% 1,71% 1,47% 1,59% 1,80% 1,85% 0,88%

4.959 5.344 5.360 5.357 5.329 5.388 5.537 5.599 5.750 5.925 6.179 6.641

2,62% 7,77% 0,30% -0,06% -0,51% 1,10% 2,76% 1,13% 2,68% 3,05% 4,29% 7,48%

5.463 5.498 5.477 5.153 5.186 5.302 5.417 5.385 5.331 5.400 5.495 5.560

0,03% 0,65% -0,39% -5,92% 0,64% 2,23% 2,17% -0,59% -1,01% -1,01% -1,01% -1,01%

87.507 88.099 89.692 91.593 93.838 95.967 98.249 99.986 101.362 104.057 106.539 108.532

1,44% 0,68% 1,81% 2,12% 2,45% 2,27% 2,38% 1,77% 1,38% 2,66% 2,39% 1,87%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

TAXAS DE JUROS PREFIXADOS - PESSOA FÍSICA (R$ milhões) CRÉDITO PESSOAL SALDO TOTAL

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS

TAXAS DE JUROS 1/

MÊS/ANO R$ milhões

% Variação % Variação a.m. p.p a.a. p.p

nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04

5,12 5,03 4,98 4,85 4,85 4,79 4,66 4,62 4,61 4,71 4,72 4,71

30.098 30.494 30.844 32.002 33.191 34.481 35.740 36.715 37.677 38.715 39.888 41.367

-0,06 -0,08 -0,06 -0,12 0,00 -0,06 -0,13 -0,04 -0,01 0,11 0,01 -0,01

82,00 80,30 79,10 76,60 76,50 75,30 72,70 71,90 71,70 73,80 73,90 73,80

-1,30 -1,70 -1,20 -2,50 -0,10 -1,20 -2,60 -0,80 -0,20 2,10 0,10 -0,10

SALDO TOTAL R$ milhões 29.295 29.987 30.619 31.287 32.041 32.550 33.106 33.591 34.126 34.828 35.383 35.693

TAXAS DE JUROS 1/ % Variação a.m. p.p 2,63 2,65 2,60 2,58 2,54 2,53 2,55 2,61 2,60 2,61 2,58 2,57

-0,04 0,02 -0,05 -0,03 -0,04 -0,01 0,02 0,06 -0,01 0,01 -0,04 -0,01

SALDO TOTAL

% Variação a.a. p.p 36,60 36,90 36,10 35,70 35,10 35,00 35,30 36,30 36,10 36,30 35,70 35,60

AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS

-0,70 0,30 -0,80 -0,40 -0,60 -0,10 0,30 1,00 -0,20 0,20 -0,60 -0,10

R$ milhões 4.959 5.344 5.360 5.357 5.329 5.388 5.537 5.599 5.750 5.921 6.179 6.641

TAXAS DE JUROS 1/ % Variação a.m. p.p 4,40 4,60 4,33 4,28 4,15 4,11 3,99 3,96 3,91 3,93 4,03 4,07

-0,19 0,31 -0,44 -0,08 -0,21 -0,06 -0,19 -0,04 -0,08 0,02 0,10 0,04

% a.a.

Variação p.p

67,70 71,50 66,30 65,40 62,90 62,20 59,90 59,40 58,50 58,80 60,60 61,40

-2,20 3,80 -5,20 -0,90 -2,50 -0,70 -2,30 -0,50 -0,90 0,30 1,80 0,80

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting - Saldo em fim de período - 1/ Taxas médias ponderadas pelo volume diário das novas concessões. * Valores sujeitos a modificações em virtude de atualização das informações fornecidas pelo SFN

ACREFI

13


banco de dados por ABM Consulting INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS CRÉDITO PESSOAL (R$ mil)

Mês/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

nov/03

25.830.245

746.550

2,48%

964.298

3,20%

2.197.698

7,30%

30.097.800

1,75% 1,32%

dez/03

26.078.966

722.143

2,37%

969.966

3,18%

2.107.857

6,91%

30.494.098

jan/04

26.041.547

826.576

2,68%

990.196

3,21%

2.368.191

7,68%

30.844.349

1,15%

fev/04

27.032.554

809.097

2,53%

1.077.141

3,37%

2.443.504

7,64%

32.001.921

3,75%

mar/04

28.273.392

924.733

2,79%

1.091.225

3,29%

2.261.870

6,81%

33.191.270

3,72%

abr/04

29.600.772

950.333

2,76%

1.088.846

3,16%

2.192.235

6,36%

34.481.073

3,89%

mai/04

30.842.592

874.484

2,45%

1.136.548

3,18%

2.269.154

6,35%

35.739.766

3,65%

jun/04

31.874.938

998.004

2,72%

1.040.267

2,83%

2.250.929

6,13%

36.715.137

2,73%

jul/04

32.846.771

979.871

2,60%

1.014.235

2,69%

2.337.093

6,20%

37.676.568

2,62%

ago/04

33.605.016

1.269.799

3,28%

1.048.360

2,71%

2.333.029

6,03%

38.712.343

2,75%

set/04

34.395.189

1.603.160

4,02%

1.123.560

2,82%

2.358.439

5,91%

39.888.408

3,04%

out/04

36.499.757

1.074.247

2,60%

1.156.960

2,80%

2.463.729

5,96%

41.367.042

3,71%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

INADIMPLÊNCIA - CRÉDITO PESSOAL - PREFIXADO Outubro/2004 (em R$ mil) Atraso de mais de 90 dias 2.463.729

22,9%

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS - PREFIXADO Outubro/2004 (em R$ mil) Atraso de mais de 90 dias 927.307

Atraso de 15 a 30 dias 1.074.247

28,6%

Atraso de 15 a 30 dias 1.223.537

37,7%

52,5% 24,6% 33,7% Atraso de 31 a 90 dias 1.156.960

Atraso de 31 a 90 dias 1.095.026

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS (R$ mil) Saldo

Com atraso

sem atraso

de 15 a 30 dias

nov/03

26.127.147

1.122.215

Mês/Ano

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

3,83%

1.126.190

3,84%

916.192

3,13%

29.295.440

2,47% 2,36%

dez/03

26.817.560

1.141.662

3,81%

1.065.710

3,55%

958.876

3,20%

29.987.306

jan/04

27.492.275

1.127.391

3,68%

1.073.654

3,51%

979.223

3,20%

30.619.128

2,11%

fev/04

27.911.471

1.165.222

3,72%

1.212.205

3,87%

994.851

3,18%

31.286.995

2,18%

mar/04

28.619.263

1.261.847

3,94%

1.159.900

3,62%

996.492

3,11%

32.040.685

2,41%

abr/04

29.160.974

1.207.718

3,71%

1.195.775

3,67%

981.899

3,02%

32.549.853

1,59%

mai/04

29.719.227

1.271.432

3,84%

1.138.068

3,44%

973.258

2,94%

33.105.519

1,71%

jun/04

30.333.668

1.205.501

3,59%

1.106.926

3,30%

941.782

2,80%

33.591.319

1,47%

jul/04

30.927.564

1.199.259

3,51%

1.039.556

3,05%

960.569

2,81%

34.125.996

1,59%

ago/04

31.647.980

1.197.763

3,45%

1.007.462

2,90%

883.791

2,54%

34.740.423

1,80%

set/04

32.105.124

1.266.622

3,58%

1.136.700

3,21%

871.118

2,46%

35.382.584

1,85%

out/04

32.490.165

1.223.537

3,43%

1.095.026

3,07%

927.307

2,60%

35.692.669

0,88%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

14

FINANCEIRO


INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

nov/03

3.984.383

188.715

3,81%

209.054

4,22%

567.324

11,44%

4.958.651

2,62%

dez/03

4.438.812

176.950

3,31%

188.470

3,53%

530.453

9,93%

5.343.912

7,77%

jan/04

4.387.349

210.631

3,93%

198.670

3,71%

517.630

9,66%

5.359.944

0,30%

fev/04

4.371.062

213.621

3,99%

249.885

4,66%

512.932

9,58%

5.356.708

-0,06%

mar/04

4.317.315

227.992

4,28%

277.173

5,20%

497.702

9,34%

5.329.472

-0,51%

abr/04

4.357.391

231.610

4,30%

269.650

5,00%

520.305

9,66%

5.388.292

1,10%

mai/04

4.485.011

224.733

4,06%

256.197

4,63%

561.445

10,14%

5.536.836

2,76%

jun/04

4.561.384

226.935

4,05%

249.029

4,45%

552.488

9,87%

5.599.317

1,13%

jul/04

4.707.381

232.066

4,04%

237.290

4,13%

563.322

9,80%

5.749.605

2,68%

ago/04

4.877.281

235.179

3,97%

234.775

3,96%

568.248

9,59%

5.924.969

3,05%

set/04

5.036.740

263.115

4,26%

261.585

4,23%

608.388

9,85%

6.179.110

4,29%

out/04

5.631.543

270.794

4,08%

286.440

4,31%

664.087

10,00%

6.641.207

7,48%

Fonte: Banco Central do Brasil/ ABM Consulting

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO OUTROS BENS - PREFIXADO Outubro/2004 (em R$ mil) Atraso de mais de 90 dias 664.687

INADIMPLÊNCIA - OUTRAS OPERAÇÕES - PREFIXADO Outubro/2004 (em R$ mil) Atraso de mais de 90 dias 783.806

Atraso de 15 a 30 dias 270.794

22,2% 54,4%

Atraso de 15 a 30 dias 209.340

15,2% 57%

27,8%

23,5% Atraso de 31 a 90 dias 286.440

Atraso de 31 a 90 dias 382.953

OUTRAS OPERAÇÕES (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

nov/03

3.340.326

228.642

4,19%

394.633

7,22%

895.836

16,40%

5.463.068

0,03%

dez/03

3.385.140

220.443

4,01%

359.338

6,54%

912.447

16,59%

5.498.335

0,65%

jan/04

3.363.776

228.751

4,18%

375.918

6,86%

898.238

16,40%

5.477.099

-0,39%

fev/04

3.173.699

222.375

4,32%

354.337

6,88%

869.481

16,87%

5.153.101

-5,92%

mar/04

3.199.687

244.510

4,71%

352.912

6,80%

854.372

16,47%

5.186.212

0,64%

abr/04

3.330.309

226.567

4,27%

358.827

6,77%

835.530

15,76%

5.301.959

2,23%

mai/04

3.446.978

211.053

3,90%

340.596

6,29%

845.248

15,60%

5.417.094

2,17%

jun/04

3.429.475

228.923

4,25%

334.332

6,21%

824.206

15,31%

5.385.064

-0,59%

jul/04

3.403.043

204.489

3,84%

314.235

5,89%

818.283

15,35%

5.330.634

-1,01%

ago/04

3.427.678

220.111

4,08%

319.305

5,91%

821.802

15,22%

5.400.460

1,31%

set/04

3.411.009

230.730

4,20%

384.060

6,99%

809.917

14,74%

5.495.355

1,76%

out/04

3.463.846

209.340

3,77%

382.953

6,89%

783.806

14,10%

5.559.693

1,17%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

ACREFI

15


banco de dados por ABM Consulting PREVISÕES ECONÔMICAS PIB Total % a.a.

PIB Agrícola % a.a.

PIB Indústria % a.a.

PIB Serviço % a.a.

Produção Física % a.a.

3,63 4,56 4,61 4,66

4,25 4,99 5,00 5,02

4,48 5,59 5,73 5,77

2,69 3,24 3,29 3,31

4,19 7,07 7,58 7,62

Selic Final 2004 % a.a.

IGP-DI Final 2004 % a.a.

IPCA Final 2004 % a.a.

Câmbio Final 2004 % a.a.

Saldo Comercial Final 2004 (US$ bilhões)

13,75 17,50 17,50 17,75

6,18 12,17 12,30 12,36

5,92 7,20 7,18 7,26

3,19 2,95 2,90 2,86

19,66 32,50 32,94 32,96

janeiro 2004 4 semanas antes 1 semana antes Ultima Previsão

janeiro 2004 4 semanas antes 1 semana antes Ultima Previsão Fonte: BC-Focus/ABM Consulting

ATIVIDADE ECONÔMICA DATA

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada (% a.a.)

Var. p.p.

DATA

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

Var. %

out/03

81,24

1,06

out/03

101,81

2,5%

nov/03

80,22

0,62

nov/03

103,97

2,1%

dez/03

78,63

-1,02

dez/03

104,48

0,5%

jan/04

79,41

-1,59

jan/04

104,08

-0,4%

fev/04

79,56

0,79

fev/04

103,35

-0,7%

mar/04

81,94

0,15

mar/04

103,86

0,5%

abr/04

81,17

2,38

abr/04

104,56

0,7%

mai/04

82,52

-0,78

mai/04

106,35

1,7%

jun/04

83,10

1,35

jun/04

107,43

1,0%

jul/04

83,50

0,58

jul/04

108,69

1,2%

ago/04

83,90

0,40

ago/04

109,54

0,8%

set/04

83,50

-0,40

set/04

110,21

0,6%

Variação 12 meses

2,88%

Variação 12 meses

8,25%

Fonte: CNI/ABM Consulting

Fonte: IBGE/ABM Consulting

PRODUÇÃO (ÍNDICE) X CAPACIDADE (%) Capacidade (%)

Produção - Índice

85

112

84

110

83

108

82 106 81 104

80

102

79

100

78 out 03

nov 03

dez 03

jan 04

Taxa da Utilização da Capacidadde Instalada

fev 04

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

16

FINANCEIRO


DESEMPREGO TAXA DE DESEMPREGO (%) DATA

Brasil

Var. p.p.

SP

nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04

12,70 10,90 11,70 12,00 12,80 13,10 12,20 11,70 11,20 11,40 10,90 10,50

-0,20 -1,80 0,80 0,30 0,80 0,30 -0,90 -0,50 -0,50 0,20 -0,50 -0,40

14,00 11,80 12,90 13,60 14,60 14,50 13,60 13,30 12,50 12,60 11,70 11,20

TAXA DE DESEMPREGO Taxa (%)

Var. p.p.

Variação (p.p.) 1,00

15,5 15,0 14,5 14,0 13,5 13,0 12,5 12,0 11,5 11,0 10,5 10,0

-1,00 -2,20 1,10 0,70 1,00 -0,10 -0,90 -0,30 -0,80 0,10 -0,90 -0,50

0,50 0,00 -0,50 -1,00 -1,50 -2,00 nov 03

dez 03

jan 04

Brasil

Fonte: IBGE/ABM Consulting

fev 04

mar 04

abr 04

mai 04

SP

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

Var. p.p. Brasil

Fonte: IBGE/ABM Consulting

INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS E IMPORTADOS - AUTOMÓVEIS (em unidades) Data

Vendas

1000cc

% no Total

1000cc a 2000cc

% no total

>2000cc

% no total

out/03 nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04

109.831 111.723 109.302 96.249 102.384 113.769 99.968 97.420 103.260 107.215 109.270 113.456 106.284

72.179 71.884 74.768 61.491 60.581 72.183 56.345 56.151 57.800 58.216 59.743 61.404 60.318

65,7% 64,3% 68,4% 63,9% 59,2% 63,4% 56,4% 57,6% 56,0% 54,3% 54,7% 54,1% 56,8%

37.196 39.405 34.186 34.414 41.489 41.139 43.221 40.830 44.923 48.607 49.074 51.607 45.604

33,9% 35,3% 31,3% 35,8% 40,5% 36,2% 43,2% 41,9% 43,5% 45,3% 44,9% 45,5% 42,9%

456 434 348 344 314 447 402 439 537 392 453 445 362

0,4% 0,4% 0,3% 0,4% 0,3% 0,4% 0,4% 0,5% 0,5% 0,4% 0,4% 0,4% 0,3%

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

VENDAS POR CATEGORIA - AUTOMÓVEIS

80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000

out 03

nov 03

1000 cc

ACREFI

dez 03

jan 04

fev 04

mar 04

abr 04

1000 cc à 2000 cc

17

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

set 04


banco de dados por ABM Consulting INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS, MISTOS, VEÍCULOS COMERCIAIS LEVES E PESADOS PRODUÇÃO

PRODUÇÃO

(em unidades) (em unidades)

Data

out/03 nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04

Produção

Média Trim. Var. Mensal Var. Mensal (%)

167.869 168.412 154.055 156.057 154.934 190.956 169.991 179.224 187.124 187.777 199.843 203.213 190.301

154.796 166.034 163.445 159.508 155.015 167.316 171.960 180.057 178.780 184.708 191.581 196.944 197.786

6.048 543 -14.357 2.002 -1.123 36.022 -20.965 9.233 7.900 653 12.066 3.370 -12.912

Var. 12 meses (out/03-out/04)

3,7% 0,3% -8,5% 1,3% -0,7% 23,2% -11,0% 5,4% 4,4% 0,3% 6,4% 1,7% -6,4%

210.000 200.000 190.000 180.000 170.000 160.000 150.000

out 03

nov 03

dez 03

jan 04

fev 04

mar 04

Produção

13,4%

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

ago 04

set 04

out 04

ago 04

set 04

out 04

Média trimestral

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

(em unidades) (em unidades)

Data

out/03 nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04

Produção

Média Trim.

Variação

Variação(%)

129.455 131.037 128.406 114.140 123.259 135.747 119.966 119.403 123.793 129.300 132.704 139.182 130.473

114.511 125.086 129.633 124.528 121.935 124.382 126.324 125.039 121.054 124.165 128.599 133.729 134.120

14.690 1.582 -2.631 -14.266 9.119 12.488 -15.781 -563 4.390 5.507 3.404 6.478 -8.709

12,8% 1,2% -2,0% -11,1% 8,0% 10,1% -11,6% -0,5% 3,7% 4,4% 2,6% 4,9% -6,3%

Var. 12 meses (out/03-out/04)

140.000 135.000 130.000 125.000 120.000 115.000 110.000

out 03

nov 03

dez 03

jan 04

fev 04

mar 04

Vendas

0,8%

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

Média trimestral

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

EXPORTAÇÃO TOTAL

EXPORTAÇÃO TOTAL

(em unidades) (em unidades)

Data

out/03 nov/03 dez/03 jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04

Exportações Média Trim.

52.400 43.813 40.871 38.109 33.364 52.717 43.132 49.282 61.452 61.562 68.432 57.571 62.504

49.177 49.287 45.695 40.931 37.448 41.397 43.071 48.377 51.289 57.432 63.815 62.522 62.836

Variação

Variação(%)

752 -8.587 -2.942 -2.762 -4.745 19.353 -9.585 6.150 12.170 110 6.870 -10.861 4.933

1,5% -16,4% -6,7% -6,8% -12,5% 58,0% -18,2% 14,3% 24,7% 0,2% 11,2% -15,9% 8,6%

Var. 12 meses (out/03-out/04)

70.000 65.000 60.000 55.000 50.000 45.000 40.000 35.000 30.000 out 03

nov 03

dez 03

jan 04

Exportações

19,3%

fev 04

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

Média trimestral

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

18

FINANCEIRO


Documentação confiável é um dos principais requisitos para definir políticas, decidir limites e reduzir riscos. Nem todos os proponentes de crédito têm comprovantes de renda e, muitas vezes, a documentação apresentada não é confiável, o que dificulta suas decisões de crédito e análises de risco. Esta solução estima a renda das diversas atividades profissionais, diferenciada por região, considerando as informações completas e abrangentes do mercado.

A Serviço do Desenvolvimento do Brasil

serasa.com.br 11 5591 0137


artigo

Negócios, comprometimento e era do conhecimento CLÁUDIO EMANUEL DE MENEZES PRESIDENTE DA DISOFT SOLUTIONS

Divulgação

À

primeira vista estes três assuntos do título guardam pouca ou quase nenhuma relação entre si. Mas os tempos estão mudando, não é verdade? Na minha convivência com profissionais com quem trabalho, tenho encontrado algumas características em comum, tais como: • Querem profissionalmente, algo diferente do que está sendo ofertado no mercado. A relação de troca entre o tempo dedicado ao trabalho e o tempo dedicado a si mesmo está desbalanceada, na percepção destas pessoas, ávidas por mais tempo para si mesmas do que nós estávamos acostumados a dedicar. • Existe uma busca intensa por crenças, por querer acreditar em algo diferente do que as empresas oferecem. Tenho sentido que existe uma busca por significado, que a remuneração somente não oferece. • A palavra comprometimento tem sido usada “a torto e a direito” pelas empresas e isto tem gerado um certo ceticismo. Entretanto, parece que as empresas não sabem o verdadeiro significado desta palavra, que é a de estar possuído por uma genuína vontade e intenção de realizar algo, valor muito mais intrínseco e emocional do que externo e racional. Existe um grande potencial em

cada um dos profissionais atuais, gerado pela enorme variedade de informação que possuem, mas que acaba não sendo realizado totalmente, pela própria dispersão ocasionada pelo excesso destas mesmas informações. Estamos hoje em dia vivendo uma época de muito vídeo e pouca leitura, muita ação e pouca analise, muita informação e pouca abstração. Dá para perceber alguma ligação nisto tudo? Sim, estamos na era do conhecimento, pós era da informação, em que percepção, crença e intuição, junto com a informação, geram o conhecimento, e em que a aprendizagem se efetua através do processo diário de trabalho. As antigas buscas profissionais por salários, cargos e planos de carreira, estão agora se dirigindo para novas buscas que mostrem o significado de se estar vivo, em que as pessoas querem fazer a diferença na vida. Neste sentido as empresas estão defasadas, pois utilizam modelos industriais de gestão e ainda usam velhas armadilhas para manter seus colaboradores “em ordem”, com múltiplos benefícios cujo objetivo, na verdade, é “comprar a fidelidade”, ao invés de criar comprometimento e crescimento pessoal através de escolhas individuais. Parece que, ainda seguindo o modelo industrial, somente os líderes saberiam o que faz as pessoas felizes e o que deve ser des-

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frutado. Que tal criar um ambiente de genuína confiança, colaboração e valorização de pessoas, permitindo assim o crescimento individual? Estas sim são as recompensas que as pessoas vivas, no sentido de pessoas que buscam sua felicidade, estão procurando. Um grupo unido, e baseado em valores comuns, é muito poderoso e, nesta era em que tudo muda a cada minuto, é a única forma das empresas reencontrarem o caminho do sucesso, focando em resultados que virão do querer individual de cada um de seus colaboradores. As empresas podem sim obter resultados através de uma gestão mais participativa. Somente através dela poderão ser obtidos os consensos necessários para que as pessoas se motivem. Não esqueçamos que motivação e comprometimento são fatores intrínsecos e que dependem da decisão individual de cada pessoa. Na DISOFT temos aprendido muito com este processo e noto que estamos juntos construindo um ambiente de desafios e estímulos ao crescimento pessoal, com pessoas criativas e comprometidas. A nós empresários, cabe nos questionarmos se acreditamos nos resultados que estas mudanças trarão à nossos negócios. Porque tudo começa com uma crença e, rever os nossos valores e crenças pessoais, é talvez o grande desafio das lideranças nos dias de hoje FINANCEIRO


FINASA, DIBENS, SAFRA, UNIBANCO, PANAMERICANO e OMNI já estão conectando seus ambientes à CLICAR.


análise setorial

Mercado de Crédito Pessoa Física: Perspectivas Gerais PROF. DR. ALBERTO BORGES MATIAS, DIRETOR DA ABM CONSULTING

D

A taxa média para esta modalidade em outubro foi de 35,6%, próximo a média dos últimos 12 meses que foi de 35,9%. A demanda por automóveis apresentou aumento. Nos últimos 12 meses o índice de volume de vendas no varejo de automóveis e motocicletas apresentou expansão superior a 15% no mês de setembro (último dado disponível). Sendo assim, o volume desta modalidade de crédito nos últimos 12 meses em outubro apresentou expansão de 24,8%. Este mercado foi aquecido devido a melhora no mercado interno, mas sem dúvida, também sofreu fortes avanços pelo mercado externo, as exportações favoreceram o setor. Os aumentos da taxa selic nas últimas reuniões do COPOM ainda não apresentaram fortes conseqüências nas taxas PF, como podemos observar na Tabela 1. O efeito da selic ocorre de maneira gradual e as taxas de mercado não dependem somente da selic, mas também de outros fatores como escala, spread e demanda. Para o final do ano, deveremos encontrar um mercado aquecido e com grandes possibilidades de aplicações por parte das instituições de crédito, principalmente quando se observa as taxas à pessoa física. A partir do ano que vem, com o impacto do aumento da selic, e prováveis novos aumentos, o volume de crédito deverá sofrer no mínimo uma desaceleração ou mesmo retrações. Ao longo de 2005, não vemos motivos para manutenção de juros altos. Se a trajetória voltar a se tornar descendente, o volume deverá se expandir

esde que a taxa Selic iniciou o movimento de queda em junho de 2003, o crédito de recursos livres à pessoa física apresentou uma variação nominal de 31,9%. A partir de julho deste ano o volume ultrapassou a barreira de R$ 100 milhões e no último dado disponível, outubro, o crédito à pessoa física foi de R$ 108,6 milhões. Hoje este segmento apresenta relação de cerca de 6,2% do PIB. Entre as modalidades de crédito, podemos destacar: cheque especial, crédito pessoal e aquisição de veículos. Cheque especial é a modalidade de crédito mais cara do sistema. A taxa média de juros para o mês de outubro foi de 141,1%. Tendo este alto custo, esta modalidade foi a que apresentou menos expansão nos últimos meses entre as modalidades para pessoa física. Nos últimos 12 meses apresentou crescimento nominal de 7,7%. Crédito pessoal se tornou uma alternativa fácil é mais barata que o cheque especial. A taxa de juros média foi de 73,8 em outubro, a média dos últimos 12 meses foi de 75,63, bem abaixo de cheque especial e com grande facilidade de acesso. O volume nos últimos 12 meses apresentou variação nominal de 39,9%, se analisarmos desde junho de 2004 quando a selic começou a declinar, podemos observar uma variação de 52,2%. Este é um segmento em alta que deverá se manter nos próximos meses. Aquisição de veículos também merece destaque.

TABELA 1 Selic

Cheque Especial

Crédito Pessoal

Aquisição Veículos

Aquisição Outros Bens

Média PF

jul-04

16,00

140,10

71,70

36,10

58,50

54,20

ago-04

16,00

140,60

73,80

36,30

58,80

54,90

set-04

16,25

140,60

73,90

35,70

60,60

54,70

out-04

16,75

141,10

73,80

35,60

61,40

55,00

Fonte: BC/ABM Consulting Colaborou Gustavo Pedreira - Analista Financeiro na ABM Consulting

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FINANCEIRO


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Anรบncio DISOFT Disoft_anun_revista.pdf no mesmo CD

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Financeiro 20 - Dezembro 2004  

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