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ACR 40 ANOS DE HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO FLORESTAL CATARINENSE

A SSOCI AÇ ÃO C ATA R INENSE DE EM PR ESA S FLOR ESTA IS | 2015


ACR 40 ANOS DE HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO FLORESTAL CATARINENSE A S S O C I AÇ ÃO C ATA R I N E NS E DE E M P R E S A S F L OR E S TA I S


E D I T O R I A L

PALAVRA DO PRESIDENTE

A

o completar 40 anos, a ACR optou pela realização de um projeto maior. Escolheu devolver para a sociedade parte da sua própria história, por meio da presente publicação. Com isso, a entidade apoiou-se na crença de que a memória é coletiva e de que o registro do conhecimento acumulado é capaz de permitir novas reflexões. A história da ACR se confunde com a história e o desenvolvimento do setor florestal em Santa Catarina. Desde sua criação, em 03 de novembro de 1975, até os dias atuais, a ACR é um dos grandes atores que pensam, trabalham e constroem no dia a dia o desenvolvimento do Estado.

Muito mais do que “plantadores de florestas”, somos os verdadeiros guardiões de boa parte de nossos recursos naturais, incluindo grandes áreas de conservação e preservação de florestas naturais, com toda a sua rica biodiversidade (animais, plantas, rios e solos). Agradecemos de coração a todos aqueles que participaram desta publicação com suas histórias, textos, fotografias e documentos. Por meio de suas lembranças e registros, foi possível conhecer e organizar aspectos importantes da história da ACR, que tem por origem o compromisso com o setor florestal catarinense, desde ocasiões remotas e em momentos históricos, até os dias atuais, em que vigoram os princípios de responsabilidade socioambiental. A ACR agradece às empresas associadas, que entendendo a importância deste documento, tornaram possível a sua publicação, sentindo-se recompensada em colaborar na ordenação e disseminação de informações. A ACR, ao completar 40 anos de existência, dá mais um passo para cumprir seus objetivos, buscando difundir e contribuir para o avanço competitivo da atividade florestal catarinense.

JOSÉ VALMIR CALORI Presidente da Associação Catarinense de Empresas Florestais

Revista ACR | 40 Anos

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As mudas de Pinus são produzidas a partir de sementes (que medem entre 5mm e 7mm de comprimento) coletadas a partir de árvores selecionadas. A produção das mudas de alta performance é feita em ambiente controlado.

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Í N D I C E

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m agosto de 2015, a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) comemorou 40 anos. Estas quatro décadas foram marcadas por muita luta, determinação e profissionalismo da entidade e de seus dirigentes e associados. Atualmente o setor florestal de SC é o maior exportador de madeira serrada (38%) do Brasil. Representa 27% da exportação nacional de chapas compensadas e é o 4º maior exportador de chapas de madeira reconstituída (US$ 8 milhões). É ainda o maior produtor e exportador de portas do Brasil (US$ 174 milhões) e responsável por 34% dos móveis exportados pelo país (U$S 174 milhões). O setor representa 33% da balança comercial catarinense e 40% do volume de produtos exportados, sendo o 4º maior gerador de divisas (R$ 1,63 bilhão), responsável (enquanto setor) pelo 2º maior PIB de Santa Catarina. A presente publicação relata alguns dos principais momentos destas quatro décadas de sucesso e conquistas.

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08 ATUAL MOMENTO Mauro Murara, Diretor Executivo da ACR; Valdir Diehl Ribeiro, Diretor Financeiro e Evandro Cozer, Vice-Presidente da ACR, analisam o atual momento do setor florestal de Santa Catarina. Eles também apontam as ações que a entidade vem tomando e que deverá tomar frente ao atual momento da economia.

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O QUE SE PRODUZ A partir de seus quase 650 mil hectares de florestas plantadas, Santa Catarina produz uma diversidade imensa de produtos, com destaque para madeira serrada; extrativos da madeira; celulose e papel; biomassa e produtos de madeira reconstituída (MDF, MDP, BP, entre outros).

SÍNTESE HISTÓRICA Os 40 anos de história da ACR a partir dos documentos da entidade. O resumo das atas oficiais, publicações, principais problemas enfrentados ano a ano e conquistas que a ACR alcançou ao longo dos anos com suas várias diretorias.

E X P E D I E N T E

REVISTA ACR | 40 ANOS

ACR

CORPO DIRETIVO

A Revista ACR | 40 Anos é uma publicação da Associação Catarinense de Empresas Florestais, elaborada por ocasião da passagem do aniversário de 40 anos de sua fundação, em 03 de novembro de 1975. A publicação trata-se de um registro comemorativo dos principais fatos e momentos destas quatro décadas, mas também se propõe a fazer uma análise do atual momento do setor de base florestal no estado de Santa Catarina e suas perspectivas futuras.

Associação Catarinense de Empresas Florestais

PRESIDENTE ...........................................................................José Valmir Calori VICE-PRESIDENTE ............................................................Evandro L. Cozer 1º SECRETÁRIO......................................................................Rolf Gieseler 2º SECRETÁRIO ....................................................................Olindo Piacentini 1º TESOUREIRO......................................................................Valdir D. Ribeiro 2º TESOUREIRO ..................................................................Fabio Brum DIR. DE RELAÇÕES PÚBLICAS ...............................Alex W. dos Santos DIR. ASSUNTOS ENERGÉTICOS.............................Denis Baialuna DIR. ASSUNTOS PROCES. MECÂNICO .............João Carlos de Souza DIR. ASSUNTOS DE PAPEL E CEL. .....................José Sawinski DIR. JURÍDICO .....................................................................Julis Oracio Felipe DIR. ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE ..................Juliana Kammer DIR. DOS SÓCIOS PROF. LIBERAIS .....................Daniel Maros DIR. DOS SÓCIOS INSTITUCIONAIS ...................Constâncio B. dos Santos

Revista ACR | 40 Anos

Rua João de Castro, 68 Ed. Gemini, 8º andar | Centro 88.501-160 | Lages SC Fone +55 49 3251-7300 www.acr.org.br | acr@acr.org.br

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“Aprendemos e nos convencemos cada vez mais que é perfeitamente possível e viável produzir com absoluto respeito e equilíbrio com o meio ambiente. Isso é a maior prova de que a sustentabilidade está no âmago de nossas atividades e preocupações.” José Valmir Calori, Presidente da ACR

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ASSOCIADOS

30 LINHA DO TEMPO Os fatos e datas mais marcantes ao longo destes 40 anos, de forma sintetizada e ilustrada.

Saiba quem são, o que fazem e com o que atuam as 34 empresas associadas da ACR. A importância das mesmas para o segmento florestal catarinense e o diferencial de cada uma dentro do setor.

70 DIRETORIA Conheça quem integra a atual diretoria da ACR e suas principais realizações. E veja também a Missão, Visão de Futuro e Valores da entidade.

ENTREVISTA José Valmir Calori, atual presidente da ACR, fala do setor de base florestal em Santa Catarina. A importância econômica do segmento para o Estado e os desafios presentes e futuros.

82 COMEMORAÇÃO Uma grande festa foi realizada no dia 20 de agosto de 2015, na Pousada Rural do SESC, que marcou oficialmente os 40 anos da ACR. Veja os detalhes e registros deste evento nas páginas desta revista.

EDIÇÃO PROJETO GRÁFICO, EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO

DISTRIBUIÇÃO............... Gratuita

.....................................................Revista Visão Comunicação Ltda. 49 3223 4723 JORNALISTA RESP. ..........Loreno Siega - REG. 2691/165v-PR FOTOGRAFIAS....................Gugu Garcia | Acervo ACR | Associados ACR DIAGRAMAÇÃO .................Chelbim M. Poletto Morales .....................................................Eder Pitz de Lima TEXTOS...................................Liana Fernandes | Loreno Siega | Neuza Franco HISTÓRIA ..............................Neuza Franco | Ulisses R. A. Andrade REVISÃO FINAL .................Neuza Franco | Mauro Murara Jr.

TIRAGEM ............................ 1.500 exemplares IMPRESSÃO. .................. Impressul LAGES, SC - DEZEMBRO DE 2015

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Todos os direitos autorais desta publicação são reservados à ACR - Associação Catarinense de Empresas Florestais. Nenhum conteúdo, parcial ou total, pode ser reproduzido ou transmitido sob nenhuma forma ou meio, sem a autorização expressa por escrito ou citação da fonte de informação. Retransmissões de qualquer gênero que resultem na criação de uma cópia adicional são ilegais. As fotos cedidas pelas empresas associadas foram publicadas com a devida autorização.

Revista ACR | 40 Anos


M E R C A D O

BASE FLORESTAL REPRESENTA

40% DAS EXPORTAÇÕES DE

O

Santa Catarina

Diretor Executivo da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), Engenheiro Florestal, Mauro Murara Jr., responde algumas questões sobre o atual momento do setor em Santa Catarina. Apesar da crise econômica que o país enfrenta e atravessa, decorrente principalmente dos desajustes das contas públicas, e do consequente “aperto fiscal” promovido pelo Governo Federal, aliado ao aumento de preços e ao descontrole da inflação, Murara traça um panorama positivo. Acompanhe os principais tópicos.

Em função da crise econômica que assola o país, o setor florestal catarinense está enfrentando problemas? O setor de base florestal de Santa Catarina tem se destacado de maneira significativa nas últimas décadas. As empresas têm se mantido competitivas devido a excelência de gestão que vêm buscando a cada momento. Porém, o cenário econômico quanto ao mercado interno é instável devido aos ajustes econômicos e fiscais praticados pelo Governo Federal. Mesmo assim o estado tem se demonstrado referência em nível nacional, sendo reconhecido por sua organização, tradição e representatividade econômica no PIB. Qual a participação do setor de base florestal de SC para a economia do estado e do país? A cadeia produtiva do estado destaca-se principalmente pela produção de toras, que são utilizadas em diversos ramos industriais, destacando-se o setor de papel e celulose, móveis, chapas de madeira reconstituída, madeira serrada e biomassa. Nos últimos anos, Santa Catarina vem produzindo, em média, cerca de 29 milhões de metros cúbicos de toras por ano, que representam 13% da produção nacional. O setor em Santa Catarina representa cerca de 10% da exportação de papel do país. Somos o 2º maior estado exportador de madeira serrada (38%). Representamos 27% da exportação nacional de chapas compensadas e somos o 4º maior estado exportador de chapas de madeira reconstituída (US$ 8 milhões). Somos ainda o maior produtor e exportador de portas do Brasil (US$ 174 milhões), responsável por 34% dos móveis exportados pelos Brasil (U$S 174 milhões) sendo

Mauro Murara Junior, Diretor Executivo da ACR Revista ACR | 40 Anos

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Exportações de móveis em todo Brasil

Empresas do setor madeireiro no Brasil

34%

7%

das empresas são de Santa Catarina

em portas exportadas em SC *

Empresas madeireiras em toda Região Sul

28%

* Quantia corresponde

das empresas são de Santa Catarina

a US$ 174 milhões

o maior produtor e exportador. O setor de base florestal catarinense representa 33% da balança comercial e 40% do volume de produtos exportados pelo estado. Por fim, o setor florestal de Santa Catarina é o 4º maior gerador de divisas (R$ 1,63 bilhão) e somos responsáveis (enquanto setor) pelo 2º maior PIB do estado (ficando atrás apenas do setor dos agronegócios).

“O setor de base florestal catarinense representa 33% da balança comercial e 40% do volume de produtos exportados pelo estado.”

Nos últimos anos, o setor está em crescimento ou em declínio no estado? Qual a atual área reflorestada em SC? Santa Catarina possui cerca de 646 mil hectares de florestas plantadas. Destes, 83% são Pinus (539 mil hectares), o que nos coloca como o 2º estado em área plantada com Pinus no Brasil. A expansão em novas áreas plantadas vem reduzindo a cada ano, porém não desmerece a importância do mercado pois o estado é referência quando se trata de PMMVA (Produtos de Madeira de Maior Valor Agregado). Mas as áreas com replantio (reformas) mantêm-se estáveis. Até o ano de 2013, o plantio de Eucalyptus crescia a uma taxa de 8% ao ano. Tanto que já temos quase 107 mil hectares de Eucalyptus plantados em SC. Quantas empresas o setor dispõe em SC? E quantos empregos diretos e indiretos o setor gera para nossa economia? São 5 mil empresas, entre pequenas, médias e grandes. Isso — 09 —

Revista ACR | 40 Anos


M E R C A D O

“Com relação a empregos, são 90,6 mil empregos diretos - 13% do total de empregos do setor florestal do Brasil.”

representa 7% das empresas do setor no Brasil e 28% da Região Sul. Com relação a empregos, são 90,6 mil empregos diretos - 13% do total de empregos do setor florestal do Brasil. E estimamos que o setor também gera cerca de 260 mil empregos indiretos.

das propriedades das empresas, que ao realizarem estas ações de prevenção de incêndios em seus maciços, automaticamente preservam os remanescentes nativos.

O setor se preocupa com o meio ambiente e com a sustentabilidade?

O principal destino para as toras é o mercado interno, estimulado pela construção civil. Na produção de painéis, temos como principal mercado os Estados Unidos e o Mercosul. Na madeira serrada o destino é o mercado interno (São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente) e externo (EUA, México, Malásia e Oriente Médio). O papel e celulose destina-se ao mercado interno e aos países do Mercosul. Os móveis destinam-se ao mercado interno, com foco nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além de exportações para os Estados Unidos e Europa. O principal mercado para as molduras são os Estados Unidos.

Esta é uma das prioridades do setor de base florestal catarinense, uma vez que dependemos dos recursos naturais para nossa sustentação. Em Santa Catarina, a cada 1 hectare plantado com florestas, são protegidos com matas nativas outros 1,5 hectares. Vale ressaltar que as matas nativas do estado são as mais bem protegidas do Brasil por estarem inseridas em mosaicos e corredores de fauna existentes dentro Revista ACR | 40 Anos

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Quais os principais mercados dos produtos catarinenses gerados pelo setor?


PROBLEMAS COM A MADEIRA FINA

Bom momento para a madeira grossa

Valdir Diehl Ribeiro, Diretor Financeiro da ACR e com muitos anos de trabalho em empresas do setor, também dá sua contribuição na análise do atual momento do setor florestal de Santa Catarina.

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ara Valdir, “percebe-se uma seleção natural dos empresários e empreendedores, que avaliamos como salutar, pois com a grande oferta de madeira fina de Pinus, produzida principalmente por produtores indeValdir Ribeiro, Diretor financeiro da ACR pendentes, que (re) florestaram num momento de euforia, sem experiência na área e sem ter conhecimento do mercado consumidor, não encontram hoje utilização para essa matéria-prima e quando conseguem colocá-la, os preços não são atrativos. Isto leva muitos desses investidores a procurarem outra alternativa para o uso da terra, migrando para a agricultura ou pecuária, efetivando inclusive, quando encontram colocação para a madeira, corte raso em florestas jovens, sem atingir a remuneração esperada. Isto desestimula novos plantios, levando à redução da área plantada anualmente, com Pinus spp, em nosso estado”, explicou. Para Valdir Ribeiro, “se considerarmos os últimos 10 anos, há uma discrepância enorme quando comparamos o valor da terra, mão de obra e insumos, principalmente com a madeira fina (de 8 a 20 cm de diâmetro). Com isso está ocorrendo o atraso nos desbastes, que além de prejudicar o incremento das florestas, cria um ambiente propício ao ataque da vespa-da-madeira; que poderá trazer mais prejuízos ainda aos (re) florestadores. Em nossa opinião, a situação de excesso de madeira fina ainda persistirá por um período de 3 a 5 anos. Depois disso deverá ocorrer um equilíbrio, seja pela ampliação do consumo ou pela redução de oferta”, avaliou. — 11 —

Já para a madeira com diâmetro acima de 20 cm, Valdir Diehl Ribeiro é otimista. Ele diz: “Acreditamos que há uma boa expectativa aos produtores, tanto no mercado interno como para exportação. Com o desenvolvimento de novos produtos, há possibilidades de aumento na utilização dessa madeira na construção civil, o que abrirá espaço a novas empresas consumidoras, com agregação de valor em novos produtos acabados. Como negócio futuro, acreditamos no setor cada vez mais, sabendo que haverá dificuldades, como houve no passado e certamente haverá em outros momentos futuros. Mas é nas crises que precisamos ser criativos e encontrar soluções inteligentes. As empresas estruturadas e profissionalizadas, certamente estarão preparadas para os novos desafios”, finalizou Valdir Ribeiro.

Avanços e aspecto negativo Evandro Cozer, vice-presidente da ACR, contribui com alguns aspectos na análise do atual momento do setor, como: Evandro Cozer,

1. Tivemos grandes avanços Vice-presidente da ACR nas operações de colheita, na área de mecanização, bem como no preparo de terrenos e produção de mudas. Falta-nos ainda andar mais rápido na área de melhoramento florestal (produção de sementes/clones, etc), a exemplo do que aconteceu com o eucalipto; 2. O parque fabril também se modernizou para adaptar-se aos novos manejos, principalmente as serrarias e mais recentemente as indústrias de lâminas e compensados; 3. As técnicas de manejo florestal também foram aprimoradas, encurtando-se o ciclo para multiprodutos de 25 para algo parecido com 21 até 23 anos; 4. Como ponto negativo, avalio que a competição com a pecuária e agricultura (atratividade econômica dessas atividades), aliada às restrições legais aplicadas ao bioma mata atlântica, fez com que a disponibilidade de terras para expansão da atividade de silvicultura ficasse praticamente nula em SC; ou seja, não temos mais como expandir em área. E deveremos buscar maior produtividade. Revista ACR | 40 Anos


P R O D U T O S

O QUE SC PRODUZ A PARTIR DAS FLORESTAS

Plantadas? Um diversidade imensa de produtos, com

destaque para madeira serrada de diversos tipos e para variadas finalidades; extrativos da madeira; celulose e papel; biomassa e produtos de madeira reconstituída.

E

sses são os principais derivados que Santa Catarina produz a partir de seus 646 mil hectares de florestas plantadas (pinus e eucalipto), gerando milhares de empregos e um volume enorme de recursos em receitas para as empresas e também em impostos. Conheça mais detalhadamente cada um dos subprodutos.

Produtos de madeira reconstituída Compensados laminados, compensados faqueados (atualmente SC é o 2° maior exportador de compensados do país), chapas de partículas aglomeradas, chapas de média densidade (MDP), chapas de fibras MDF e HDF, chapas com partículas orientadas (OSB) e LVL (vigas estruturais confeccionadas), chapas compensadas reengenheiradas. No montante, entre todos os produtos de madeira reconstituída, o estado é o 4° do país em volume de exportações, porém com o início da produção da 2ª linha de MDP da empresa Berneck (em Curitibanos), provavelmente SC ocupará a 3ª colocação. Santa Catarina é o maior exportador de móveis confeccionados com chapas de madeira reconstituída (MDF, MDP e outros) do país. Revista ACR | 40 Anos

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Madeira serrada A madeira serrada é amplamente utilizada no Brasil e no mundo. Sua utilização vai desde a construção civil (madeira para caixaria, andaimes), estruturas de madeira (caibros, tesouras, pé-direito, ripas de telhas), pallets para transporte de motores e produtos da linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupas), molduras, sarrafos, esquadrias para janelas e batentes para portas, portas, madeiras tratadas para a construção de decks, indústria moveleira (Santa Catarina é o maior exportador de móveis confeccionados com madeira maciça). Atualmente SC é o 2º maior exportador de madeira serrada do país.

Extrativos da madeira Gomas, resinas, breu, terebentina, produtos utilizados amplamente na indústria química e de cosméticos.

Biomassa O termo biomassa é amplamente utilizado para empresas que consomem madeira em forma de cavacos. Porém, podemos mencionar como alguns subprodutos: casca (utilizado na fabricação de substratos utilizados por viveiros florestais na produção de mudas e como cobertura morta em paisagismo), aproveitamento das sobras oriundas do processo de colheita florestal e comercialização de cavaco com casca para geração de energia térmica em caldeiras e cavaco sem casca para papel e celulose, MDF, HDF, aglomerado e MDP.

Celulose e papel Atualmente o estado de Santa Catarina é o 3° maior exportador de papel do país, tendo como principal mercado a Argentina. — 13 —

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H I S T Ó R I A

40 anos de História NO DESENVOLVIMENTO FLORESTAL CATARINENSE

O dia 03 de novembro de 2015 marca os 40 anos de fundação da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR). E para comemorar esse marco histórico, no dia 20 de agosto de 2015 realizou-se, em Lages, um grande evento alusivo à data.

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udera! Completar 40 anos, com uma história tão repleta de realizações, desafios e superações, não é para qualquer organização. Nestas quatro décadas, a entidade fez por merecer o respeito, reconhecimento e admiração do povo catarinense, principalmente dos setores ligados aos reflorestadores e à produção e industrialização da madeira. Muito mais do que destruidores da natureza, como alguns equivocadamente enxergam o setor, as empresas da ACR são verdadeiros “plantadores de florestas”, aqueles que fazem agricultura de árvores. Não bastasse plantar espécies exóticas e nativas, também preservam e conservam grandes quantidades de florestas naturais, contribuindo com a manutenção dos remanescentes florestais e com a biodiversidade. Ao longo deste período, muitas lutas e desafios políticos e técnicos foram superados pela entidade, tais como: o incansável combate à vespa-da-madeira (que mereceu inúmeras ações relatadas, além de eventos), as formas de controle do macaco-prego (um primata que veio trazido de outras regiões brasileiras, aqui se adaptou e na busca de comida nas florestas acaba atacando as plantações de pinus, comendo o miolo das plantas). Não menos importantes também foram os inúmeros cursos, palestras e apresentações que a ACR fez debatendo e buscando ações como visitas técnicas a outros países e regiões do Brasil em busca de conhecimento, a certificação das florestas por órgãos internacionais (FSC), a implantação e novos métodos e técnicas de cultivo e plantio, o melhoramento genético das espécies, a compensação das emissões de CO2 através do mercado de carbono, as lutas pela aprovação e implantação do Código Florestal Catarinense e Brasileiro, as questões relativas ao Cadastro Ambiental Rural, entre tantas outras ações que marcaram e ficarão na história. Acompanhe, a seguir, um relato mais detalhado das lutas, ações e desafios que a ACR foi levando adiante ao longo destes 40 anos.

Revista ACR | 40 Anos

1975

A

57% da população de SC vivia no meio rural

história da ACR está fortemente ligada a uma trajetória de empreendedorismo e crença no potencial florestal de Santa Catarina. As ações da entidade ecoam pelo tempo. Tudo começou no ano de 1975, quando um grupo de 12 empresas do setor de florestas plantadas em Santa Catarina, aliados à necessidade da produção de madeira para abastecimento industrial, produção de madeira serrada, processamento mecânico, madeira laminada, confecção de painéis e na produção de celulose e papel, decidiu se reunir e criar uma associação. Nascia no dia 03 de novembro de 1975 a ACR – Associação Catarinense de Reflorestadores. Naquele momento estas empresas davam um importante passo para a construção do que é hoje uma referência no setor de florestas plantadas em Santa Catarina. Em 1975, o estágio de desenvolvimento político, social e econômico catarinense propunha o encurtamento de distâncias. A população residente no estado era de 2,9 milhões de

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Empresas sócias-fundadoras • Agro Florestal Olsen S/A • Comfloresta • Embrasca • Flobasa • Ind. e Com. de Madeiras Battistella • Madeireira Brasil Pinho • Olinkraft • Papel e Celulose Catarinense • Reflorestadora Scherer • Reflorsul • Rigesa S/A • Santa Ursula Florestal

1976 a 1980

65% do território de SC eram florestas

2015

C

habitantes (menos da metade da atual, de 6,5 milhões) e cerca de 57% desta população estava no meio rural. O crescimento industrial era de taxas na ordem de 12% ao ano e Santa Catarina buscava, em cooperação com o Ministério da Agricultura, meios de incentivar o florestamento e o reflorestamento. Colaborar para que Santa Catarina integrasse um movimento rumo ao progresso era o objetivo de 11 profissionais que se reuniram para criar a ACR. Estes profissionais, congregados, reforçaram suas convicções quanto à importância do associativismo. E para concretizar na prática, convenceram 12 empresas de que o associativismo poderia encurtar o caminho para o desenvolvimento. A criação da ACR representava, naquele momento, a realização do projeto idealizado por aqueles profissionais: Luiz Carlos Meinert, Presidente da 1ª diretoria; Paulo Gilberto Ramos, 1º Vice-presidente; Amilcar Scherer, 2º Vice-presidente; Jaime Hemkemaier Oening, 3º Vice-presidente; Edmundo Gardolinski, 4º Vice-presidente; Hildo José Battistella, 5º Vice-presidente. O Conselho Fiscal Efetivo foi composto por Fernando A. Ribeiro, Romário Martins, Geraldo São Clemente; e os suplentes foram Edmir Célio Martinhego e João Carlos Neves.

om Luiz Carlos Meinert à frente da diretoria, a ACR manteve suas portas abertas àqueles que a procuraram em busca de orientações e de soluções no setor de base florestal em Santa Catarina. Neste período, a maior parte (65%) do território catarinense era coberta por florestas. Estas eram florestas latifoliadas e florestas mistas de coníferas e latifoliadas. A área de ocorrência da floresta latifoliada era no litoral, na Serra do Mar. A floresta mista, também chamada matas dos pinheiros ou florestas de araucária, no Planalto. Surgiam os programas de florestamento e reflorestamento, com a introdução de novas espécies e o mais forte setor de base, o de Papel e Celulose, cujo desenvolvimento era enfatizado naquele momento. A introdução da cultura do Pinus foi fruto do trabalho de muitos profissionais, instituições como a ACR, Universidades e empresas que se empenharam no desenvolvimento de estudos e nas atividades em campo. Resistências dos mais variados níveis também tiveram que ser vencidas. As condições de adaptação do Pinus aos solos ligeiramente ácidos, permitiram a implantação de extensas áreas que, juntamente com a adoção de práticas silviculturais adequadas, tornam as espécies deste gênero importante fonte de matéria-prima, proveniente de florestas estabelecidas dentro dos padrões de sustentabilidade. Nos anos que se seguiram, Santa Catarina criou uma Secretaria da Tecnologia e do Meio Ambiente voltada à proteção do meio ambiente, que se dedicou à tecnologia agropecuária, que por meio principalmente da EMBRAPA, ligada à empresa de extensão rural – EMBRATER, realizava programas permanentes e intensivos de pesquisas. Eram desenvolvidas ações coordenadas pelo então IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, objetivando estruturar a base informativa sobre as espécies de coníferas a serem utilizadas nos reflorestamentos econômicos. A organização associativa do segmento florestal catarinense era um sinal evidente que havia chegado para ficar.

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Revista ACR | 40 Anos

2005

1995

1985

1975


H I S T Ó R I A

1981

reiro; Antônio Carlos Fernandes, 2º Tesoureiro; Flávio José Martins, Diretor Relações Públicas; Geraldo São Clemente, Diretor Técnico. Conselho Fiscal Titular: Orlando Ricardo Carlesso, Djalma Miler Chaves, Edmundo Jorge Meuer. Suplentes: Moacir Meneguzzi, Arlei David’s Menezes de Souza e Fernando Viegas.

Começa a se falar em reposição florestal

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aquela época iniciava a consciência da necessidade de repor as florestas de araucária com florestas plantadas para serem colhidas com sustentabilidade na atividade do segmento florestal. Neste ano a empresa sócia-fundadora Olinkraft muda sua razão social para Manville Produtos Florestais Ltda. Em 15 de maio do mesmo ano (1981), a ACR elegeu sua segunda Diretoria constituída por: Orlando Ricardo Carlesso, Presidente; Fernando Viegas, 1º Vice-presidente; Paulo Gilberto Ramos, 2º Vice-presidente; Hildo José Battistella, 3º Vice-presidente; Djalma Chaves, 4º Vice-presidente; Mario Stringhinini, 5º Vice-presidente; Pedro Floriano Hoerda, 6º Vice-presidente. Conselho Fiscal Efetivo: Jaime Hemkemaier Oening, Amilcar Scherer, Luiz Carlos Meinert. Suplentes: Erico Gleber, Moacir Meneguzo e Edmir Célio Martinhego.

1984

N

Eleições diretas para governador

Nova sede da ACR

E

m 1987 a ACR idealizava, em parceria com o SINPESC, uma nova sede, com toda uma infraestrutura necessária para seus eventos, encontros com associados e trabalhos burocráticos.

1988

M

aquele ano (1984) Santa Catarina, com uma nova perspectiva a partir do governador eleito por voto direto, Esperidião Amin Helou Filho, destacou o apoio aos empresários rurais. Em 05 de setembro a ACR elege uma nova diretoria tendo à frente: Marcilio Caron Neto, Presidente; Flávio Arruda Dutra, Vice-presidente; Jaime Hemkemaier Oening, 1º Secretário; Marco Antônio Tedesco, 2º Secretário; Paulo Gilberto Ramos, 1º TesouRevista ACR | 40 Anos

1987

Plano Integrado de Floresta/Indústria

arcilio Caron Neto, à frente da ACR, em sua busca e luta incessantes pela defesa dos interesses do setor florestal em Santa Catarina, reúne-se com os associados para discutir a situação da reposição florestal no estado. O momento mostrava a preocupação da necessidade de se realizar reflorestamentos visando também à reposição de lenha, em cumprimento às normas em vigor no estado. A ACR se mostrava presente nos momentos importantes com ações voltadas à eliminação dos entraves dos incentivos fiscais. Naquele ano, em Blumenau, foi apresentada a Portaria 242/88 e discutido o Plano Integrado de Floresta/Indústria.

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2015

1990

A luta contra a vespa-da-madeira

A 1989

A

Ano de criação do IBAMA

administração da ACR mostrou um sinal evidente de que havia chegado para ficar. E a documentação disponível mostrava as ações realizadas pela entidade. Em 22 de fevereiro de 1989 foi criado o instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, pela Lei n° 7.735. O IBAMA era uma instituição dotada de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e financeira, vinculada ao Ministério do Interior, com a finalidade de formular, coordenar, executar e fazer executar a política nacional do meio ambiente e da preservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e fomento dos recursos naturais renováveis. Naquele mesmo ano, a ACR recebeu e colocou em debate um comunicado do IBAMA/SC que exigia das empresas do setor a apresentação em 60 dias de todos os documentos que constituíam o controle do órgão sobre as empresas. A preocupação naquele momento foi a transferência de toda a responsabilidade à iniciativa privada. Foi apresentado parecer jurídico que mostrou que tal exigência não encontrava respaldo legal, já que as empresas vinham informando ao órgão competente suas atividades produtivas e os documentos aprovados constituíam direitos adquiridos, pois foram aprovados em épocas passadas. Foi apresentada a Lei 7.803, de 18 de julho de 1989, que alterou parte do Código Florestal (Lei 4.771/65) e revogou as Leis 6.535/78 e 7.511/86, impondo maior dificuldade à expansão das áreas de reflorestamento no Estado de Santa Catarina. A partir de 1989 a Gestão da Diretoria da ACR passou a ser bienal (a cada dois anos). Marcilio Caron Neto e demais membros da diretoria permanecem na Gestão 1989/1990.

partir daquele ano (1990), surgiam manifestações em face da constatação da vespa-da-madeira em Santa Catarina, na localidade de Coxilha Rica, Lages. Na época, o Eng. Wilson Olsen / MAPA SC, informava da instalação de um sistema de árvores-armadilha em povoamentos florestais na fronteira com o estado do Rio Grande do Sul, as quais identificaram ataques da vespa-da-madeira. Viu-se a necessidade de vistoria em todas as áreas com árvores-armadilha desde o município de Bom Jardim da Serra até Capinzal. O pesquisador responsável pela programação de controle à vespa-da-madeira, Edson Tadeu Iede (EMBRAPA/CNPF), informava das vistorias realizadas na região e estabelecia a necessidade da realização do inventário das áreas atacadas, diagnosticando e tomando as providências necessárias. Em abril de 1990, foram instaladas na região de Lages e municípios vizinhos várias árvores-armadilha. Naquele ano foi criada uma comissão, coordenada pelo Eng. Ulisses Rogério Arruda de Andrade, para definir procedimentos de controle da praga nos locais de incidência, os critérios de exploração, transporte e transformação industrial. O Eng. Wilson Olsen – MAPA/SC – foi o elemento catalizador das atividades que foram desenvolvidas em Santa Catarina. Segundo seu relato, com a implantação de árvores-armadilha, foi comprovada a presença de vespa-da-madeira nos municípios de Lages, Bom Jardim da Serra e São Joaquim. Foi implantado naquele ano um programa de aplicação de nematoides em áreas com presença da praga, elaborado por uma equipe técnica local, constituída pela Embrapa, Ministério da Agricultura, IBAMA/SC e empresas da região. Por meio da ACR, com base no programa, foram realizados treinamentos e mapeamento das áreas atacadas e permanente monitoramento. Mesmo com os procedimentos necessários, a propagação da praga fazia-se em ritmo muito superior ao esperado, colocando em risco áreas de grande concentração de cultivo de pinus.

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Comissão técnica de prevenção e combate à vespa-da-madeira

aquele ano a ACR realizou um Painel abordando o Fomento Florestal. Foi diagnosticado que o principal problema para o fomento era com a extensão rural, sendo necessária a troca de informações entre os técnicos, de forma a aperfeiçoar o sistema. Foi abordado também sobre o processo de apresentação do RIMA, para a instalação de novas unidades industriais. Em maio de 1991 a Comissão Técnica de Prevenção e Combate à Vespa-da-madeira reuniu-se, afirmando que a propagação estava ocorrendo de forma acelerada, colocando em risco grandes plantações de Pinus. Decidiu-se naquele momento que a quantidade de martelos-vazadores a serem importados seriam por meio da ACR. Ficou decidido que o IBAMA passaria a exigir atestado identificando ou não a presença da vespa-da-madeira, em casos de Planos de Corte e pedidos de prorrogação de Plano de Corte. Em agosto daquele mesmo ano a ACR elegeu para a Gestão 1991/1992 uma nova diretoria, permanecendo à frente como Presidente, Marcilio Caron Neto; Vice-presidente, Flávio Arruda Dutra; 1º Secretário, Antônio Carlos Fernandes; 2º Secretário, Paulo Micheli; 1º Tesoureiro, Paulo Gilberto Ramos; 2º Tesoureiro, Emílio Einsfeld Filho; Diretor Relações Públicas, Ulisses Rogério Arruda de Andrade; Diretor Técnico, Paulo Bampi; Diretor Assuntos Energéticos, Jorge Alberto Muler; Diretor Processamento Mecânico, João Mendes Neto; Diretor Celulose e Papel, Etsuro Murakami. Conselho fiscal, Djalma Miler Chaves, Fernando Dissenha e Sérgio Bostelmann. Suplentes, Ricardo Cunha, Marco Polo Haeffner e Túlio Márcio.

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1992

Viagem à Austrália e Nova Zelândia

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s empresas associadas à ACR ouviram relato de tudo que foi visto sobre a aplicação do nematoide pelo Pesquisador Edson Tadeu Iede (Embrapa/ CNPF) e Eng. Carlos Mendes (PCC), quando de sua viagem de pesquisa à Nova Zelândia e Austrália, evidenciando que o ponto chave em programas de controle é o monitoramento e que a Austrália realizava a aplicação de um grande número de nematoides. Naquele ano a associada Manville Produtos Florestais Ltda. mudou sua Razão Social para Igaras Papéis e Embalagens Ltda.

1993

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Decreto tornou remanescentes florestais intocáveis

ano de 1993 se inicia com reunião para apresentação dos resultados do Programa Estadual de Prevenção e controle à Vespa-da-madeira, dando ênfase aos resultados obtidos com a soltura do inseto Ibalia leucospoides em povoamentos atacados pelo Sirex noctilio. Relatou-se que com mais esta iniciativa o índice de parasitismo chegava a 12% e que quando o parasitismo natural atingisse 20%, a praga estaria controlada no estado. Decidiu-se que a produção de nematoides continuaria sendo feita pela EMBRAPA/Florestas. Foram incluídos no

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programa da vespa a Polícia Militar Ambiental e a Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina – EPAGRI. Discutiu-se o uso da biomassa florestal na produção de energia, dando-se ênfase às espécies do gênero eucalyptus, cujos projetos de melhoramento genético deveriam ser incrementados visando ao uso múltiplo. Foi fartamente discutido o conteúdo do decreto 750, de 10 de fevereiro de 1994, que criou o caráter de intocabilidade nos remanescentes florestais nativos, trazendo dificuldades adicionais ao uso do solo para a silvicultura. Neste mesmo ano a ACR elegeu uma nova diretoria para a Gestão 1993/1994, permanecendo à frente o Presidente: Marcilio Caron Neto; Vice-presidente: Flávio Arruda Dutra; 1º Secretário: Djalma Chaves; 2º Secretário: Walmor Prandi; 1º Tesoureiro: Paulo Gilberto Ramos; 2º Tesoureiro: Emílio Einsfeld Filho; Diretor de Relações Públicas: Antônio Fernandes; Diretor Técnico: Paulo Bampi; Diretor Jurídico: João Gastaldi; Diretor Assuntos Energéticos: Laurindo Salante; Diretor de Processamento Mecânico: Sérgio Luiz Bostelmann; Diretor Celulose e Papel: Dirceu Dorigon; Diretor de Ecologia e Meio Ambiente: Ulisses Ribas Júnior. Conselho Fiscal Efetivo: Ricardo Cunha, Helton Ribeiro e Túlio Márcio Noronha. Suplentes: João Mendes Neto, Paulo Michelli e Etsuro Muracami.

1994

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Pinus e Eucaliptos tolerantes à geada

ermanecem as discussões sobre o programa do Sirex noctilio incluindo a UDESC, por meio do Centro Agroveterinário. Foi formalizada a recepção e distribuição das doses de nematoides recebidas da EMBRAPA/ Florestas pela unidade do Ministério da Agricultura em Lages, sob a coordenação do Engenheiro Wilson Olsen. Ficou decidida a participação das empresas da ACR nos custos do programa com a contribuição anual do valor equivalente a US$ 0,30 por hectare de florestas que detivessem.

Foram discutidos a otimização de silvicultura para Pinus e Eucaliptos subtropicais tolerantes à geadas e as tendências mundiais de aumento de consumo de madeira, o que evidenciava oportunidades para o estado e para o país. Foi abordada a tendência crescente de utilização de toras com diâmetro cada vez menor e também o aumento da obtenção de produtos industriais de madeira reconstituída.

1995

ACR 20 anos Marcilio Caron Neto entrega o cargo

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arcilio Caron Neto dedicou-se à ACR por 12 anos. E em 1995 transmitiu seu cargo para o novo presidente eleito. No dia 02 de janeiro de 1995 toma posse a nova diretoria da ACR Gestão 1995/1996, tendo à frente: Presidente: Djalma Miler Chaves; vice-presidente: Paulo Bampi; 1º Secretário: Emílio Einsfeld; 2º Secretário: Sérgio Luiz Bostelmann; 1º Tesoureiro: Antônio Baumgartner; 2º Tesoureiro: Edson Marson; Diretor Técnico: Carlos José Mendes; Diretor Jurídico: João Gastaldi; Diretor de Relações Públicas: Cristina Bertoline; Diretor Assuntos Energéticos: Paulo Michelli; Diretor Processamento Mecânico: Wanderlei Rozza; Diretor Celulose e Papel: Luiz Otávio Andrade; Diretor de Ecologia e Meio Ambiente: Osmani Pinheiro Waldrigues Filho. Conselho Fiscal Efetivo: Flávio Arruda Dutra, Laurindo Salante e Marcilio Caron Neto. Suplentes: Olindo João Piacentini, Aneron Moura Flores e Valmor Prandi. Permanecem as discussões sobre alterações no decreto nº. 750, sobre a preservação e utilização da Mata Atlântica. Neste ano foram apresentados temas Micorrizas em espécies Florestais, Secagem de madeira e a demonstração operacional de Serraria Móvel Timbertec. Foi apresentado o Projeto Catarinense de desenvolvimento Florestal, que tinha como objetivo reforçar os incentivos fiscais para reflorestamentos e capacitar outras empresas para que os agricultores também entrassem nessa atividade.

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Neste mesmo ano foi lançado o Programa de Reflorestamento de Pequenas e Médias Propriedades Rurais, no qual a prefeitura de Lages, juntamente com parceiros, iria doar mudas e formicida aos agricultores e oferecer um prêmio para aqueles que produzissem bem, uma forma de incentivar o desbaste. Continuavam as discussões sobre reposição florestal, sempre com posicionamentos contrários da ACR.

1996

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ISO 14.000 e Certificação Ambiental

oi encaminhado pelo Presidente da ACR, Djalma Miler Chaves, carta ao então governador Paulo Afonso Evangelista Vieira, solicitando alterações no decreto nº 750, que define a Mata Atlântica como sendo Patrimônio Nacional, assim inviabilizando o exercício de importantes atividades produtivas no estado. A ACR firma o Convênio com a FIEPE para a Avaliação do parasitismo de Sirex noctilio adulto, pelo nematoide deladenus siricidicola com objetivo de avaliar a eficiência da inoculação do nematoide, controlador da vespa-da-madeira. Realizaram-se palestras sobre ISO 14.000, Certificação Ambiental, utilização de resíduos industriais como fonte de nutrientes em plantios florestais, quantificação de nutrientes na biomassa florestal e outros, nutrição de eucaliptos. Continuavam as discussões sobre o Programa Integrado Floresta Indústria, instituído pelo IBAMA. A ACR sempre se manteve contrária à aplicação do dispositivo, defendendo a formação de florestas de mercado, sem exigência legal. Revista ACR | 40 Anos

1997

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Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal – CADIF

m 1997 tomou posse a nova diretoria da ACR Gestão 1997/1998, permanecendo como Presidente: Djalma Miler Chaves; Vice-presidente: Paulo Bampi; 1º Secretário: Emílio Einsfeld; 2º Secretário: Sérgio Luiz Bostelmann; 1º Tesoureiro: Antônio Baumgartner; 2º Tesoureiro: Edson Marson; Diretor Técnico: Carlos José Mendes; Diretor Jurídico: João Gastaldi; Diretor Rel. Públicas: Cristina Bertoline; Diretor Assuntos Energéticos: Paulo Michelli; Diretor Processamento Mecânico: Wanderlei Rozza; Diretor Celulose e Papel: Luiz Otávio Andrade; Diretor de Ecologia e Meio Ambiente: Osmani Pinheiro Waldrigues Filho. Conselho Fiscal Efetivo: Flávio Arruda Dutra, Laurindo Salante e Marcilio Caron Neto. Suplentes: Olindo João Piacentini, Aneron Moura Flores e Valmor Prandi. Temas abordados: Silvicultura de Pinus radiata, Manejo Florestal, Resíduos Industriais e a sua utilização na Área Florestal ou Agrícola, Programa de Educação Ambiental, Produtos e serviços do Grupo Partek (fabricante dos equipamentos florestais Valmet), Apresentação de vídeo sobre o controle de formigas cortadeiras com isca formicida BLITS. Foram apresentados pela EMBRAPA/Florestas os resultados do Programa de Controle da Vespa-da-Madeira em Santa Catarina. A EMBRAPA/Florestas pedia apoio às empresas da ACR para que as atividades do FUNCEMA não fossem en-

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cerradas, como desejava a Associação Sul Brasileira de Empresas Florestais. A extinção do FUNCEMA causaria graves prejuízos para os reflorestamentos de Pinus no Sul do Brasil e grandes atrasos nas pesquisas já iniciadas. Foi criada a Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal – CADIF, que se constituía como um foro de discussão de assuntos e soluções para problemas relacionados ao setor florestal/industrial na FIESC, sendo eleito presidente Odelir Battistella e indicado Secretário Executivo o Engenheiro Ulisses Rogério Arruda de Andrade.

1998

F

Nova Lei de Crimes Ambientais

oi realizada viagem técnica com os profissionais das empresas associadas da ACR ao Chile e à Argentina. A viagem teve como finalidade conhecer indústrias florestais desses países e projetos de pesquisa, viveiros florestais, manejo e colheita. Naquele ano (1998) foram apresentado temas como a nova Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998), desrama em Florestas Plantadas, Sensoriamento Remoto para o Mapeamento e Avaliação dos danos Florestais, Aplicações de sensoriamento remoto em florestas australianas. Foi realizada mesa redonda sobre programas de poda nas empresas da ACR e os avanços no controle da vespa em Santa Catarina.

Manejo e controle do macaco-prego

2005

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omou posse a Gestão 2002/2004 composta pelo Presidente: Sérgio Luiz Bostelmann; Vice-presidente: Antônio Tsonoda; 1º Secretário: Valmor Prandi; 2º Secretário: Marconi Cruz; 1º Tesoureiro: Carlos José Mendes; 2º Tesoureiro: Olindo Piacentini; Diretor Técnico: Flávio Sérgio Mendes. Conselho Fiscal Efetivos: Etsuro Murakami, Emilio Einsfeld Filho e Moacir Menegussi. Conselho Fiscal Suplentes: Edson Casagrande Alves, Wladmir Luiz Dalmas e Adroaldo Brocardo. Em 2002 foram discutidos e encaminhados os seguintes assuntos: Proposta de Manejo para Macacos-prego (Cebus apella) em Reflorestamento de Pinus, devido aos prejuízos causados por esses animais, alimentando-se dos ponteiros de Pinus, proporcionando enormes prejuízos ao desenvolvimento dos plantios. Por isso, em agosto de 2001, iniciou-se um trabalho experimental para diminuir o ataque desses animais. Os estudos, realizados até aquele momento, mostravam ser mais viável o manejo da floresta do que dos animais. Foi apresentado e discutido o Sistema de Inventário Florestal – SIFP, Sistema de Planejamento Florestal Otimizado e a posição das empresas diante da nova política florestal. Em junho daquele ano, a ACR realizou Assembleia Geral Extraordinária para tratar das mudanças no seu Estatuto, propondo a criação do cargo de Diretor Executivo, o qual prestaria serviços em tempo integral à associação. Naquela Assembleia também foi aprovada a mudança na estrutura de cobrança das mensalidades das empresas associadas, passando o valor da nova mensalidade a ser calculado com base na quantidade de plantios florestais de cada empresa. Em setembro de 2002 o Programa de Controle do Pulgão e da Vespa-da-madeira passam a cobrar R$ 0,45 (quarenta e cinco centavos de real) por hectare plantado.

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2003

Controle do pulgão do pinus

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niciavam-se as discussões da Portaria nº 508, de dezembro de 2002, que menciona que o Governo Federal poderia interferir em direitos inalienáveis dos proprietários rurais, interferindo negativamente nos processos agroflorestais. Também foi mencionado que o governo não indenizou pela desapropriação os produtores rurais para a criação do Parque Nacional de São Joaquim. Naquele ano alguns dos temas apresentados foram: Contaminação biológica causada por espécies exóticas com capacidade invasora no Brasil, incluindo espécies do gênero Pinus; Seleção de espécies para reflorestamento em pequenas propriedades no Paraná, sendo informado que naquele estado existiam apenas 10% da cobertura florestal original e que o governo de lá vinha desenvolvendo uma política de incentivo para a realização de plantios florestais. Porém os trabalhos de recomposição esbarravam na falta de conhecimentos técnicos sobre quais as espécies adequadas para tal fim. Diante deste fato foi desenvolvido o software SiFlor, distribuído gratuitamente, que auxilia na escolha das espécies para recomposição de áreas. Foi externada a preocupação de que o estado não teria madeira de Pinus suficiente para atender a demanda do mercado e teria de importar madeira do Uruguai e da Argentina. Esse déficit de madeira representava um desestímulo a novas empresas madeireiras de se instalarem na região. Em agosto foram apresentados vários trabalhos desenvolvidos sobre a incidência de pulgão em Pinus. Foi discutido também outras alternativas ao controle do pulgão, resistência de diferentes progênies de Pinus taeda aos pulgões Cinara pinivora e Cinara atlantica. O objetivo destes trabalhos eram determinar a época mais adequada para o plantio de Pinus taeda, visando diminuir a infestação dos pulgões.

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2004

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Recuperação de áreas degradadas e APPs

m janeiro daquele ano tomou posse a nova diretoria da ACR para o Biênio 2004/2006, sendo assim constituída: Presidente – Antonio Tsunoda; Vice-presidente – Ulisses Ribas Júnior; 1º Secretário – Heuzer Saraiva Guimarães; 2º Secretário – João Mendes; 1º Tesoureiro – Carlos José Mendes; 2º Tesoureiro – Sérgio Luiz Bostelmann; Coordenador do Conselho Técnico – Reinaldo Langa; Conselho Fiscal Efetivo: Etsuro Murakami, Marconi Cruz, Edson Casagrande Alves e José Carlos Pisani. Conselho Fiscal Suplente: Emilio Einsfeld Filho e Wladmir Luiz Dalmas. Em março foram apresentados os recentes e positivos resultados dos Projetos Pulgão e Vespa-da-Madeira e escolha de espécies para reflorestamento em pequenas propriedades. Em abril foram apresentados trabalhos de recuperação de áreas degradadas e programa de recuperação de APPs, apresentando a substituição dos plantios de espécies exóticas por plantios com espécies nativas e técnicas de nucleação. Foi discutida a proposta do setor florestal ao MPSC sobre APP, Reserva Legal e Controle à dispersão natural de espécies florestais exóticas fora das áreas de cultivo e proposto Termo de Compromisso a ser firmado diretamente entre a FATMA e as empresas do setor florestal, de forma individualizada. No dia 21 de abril de 2004, a ACR publicou nota no jornal Diário Catarinense, onde manifestou seu repúdio ao ato ilegal de invasão, pelo MST, de terras para a produção de florestas econômicas.

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2005

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tos florestais, uma vez que influenciam significativamente no preço final da madeira. Em outubro de 2005, a ACR, juntamente com a AGEFLOR e a APRE, assinaram o projeto Avaliação da Umidade do Solo e das Características Químicas da Água em Florestas de Pinus do Sul do Brasil.

Criada a Câmara Técnica de Inventário Florestal de SC

aquele ano foram discutidas as providências que deveriam ser tomadas para a reunião com o coordenador do Centro de Apoio Operacional do meio ambiente do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Dr. Alexandre Herculano Abreu. Ficou decidido que a compensação obrigatória da doação de madeiras para a construção de casas populares não seria aceita pela maioria das empresas do setor, havendo necessidade de ampliação dos prazos das atividades constantes do PRA. Naquele ano foi criada a Câmara Técnica de Inventário Florestal de Santa Catarina, que tinha como objetivo validar os procedimentos e resultados dos inventários e a lista de espécies ameaçadas de extinção. Em reunião na sede do MP/ SC/Centro foi aprovada uma pré-proposta do setor florestal para o Termo de Ajustamento de Conduta com a FATMA. Foi também debatida a MP 239/2005, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e a criação de três unidades em Santa Catarina: Parque Nacional das Araucárias, Estação Ecológica da Mata Preta e APA das Araucárias. A ACR se posicionou a favor da criação, porém defendia a possibilidade de manejo sustentável dentro da APA e pretendia levar o tema a debate junto a representantes do Ministério do Meio Ambiente. Foi ressaltada a importância da criação de uma Frente Parlamentar de base florestal para impedir a criação de legislações que não fossem do interesse do setor. Foi apresentado o Planejamento Operacional e Execução de Estradas Florestais na Rigesa, mencionando que o setor de estradas vinha adquirindo cada vez mais importância nos empreendimen-

2006

O setor produtivo e o desenvolvimento de pesquisas 2005

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m 02 de setembro é eleita a nova diretoria para o Biênio 2006/2008. Presidente – Ulisses Ribas Jr.; Vice-Presidente – Fabrício Agacy; 1º Secretário – Heuzer S. Guimarães; 2º Secretário – João Mendes; 1º Tesoureiro – Valdir D. Ribeiro; 2º Tesoureiro – Flávio Mendes; Diretor de Relações Públicas – Antônio F. Tsunoda; Diretor Conselho Técnico – Reinaldo Langa. Conselho Fiscal Efetivos: Sérgio Bostelman, Epitágoras Costa e Rolf J. Gieseler. Conselho Fiscal Suplentes : Olindo Piacentini, Marmon C. Nadolny e Marconi Cruz. Naquele ano a ACR reuniu-se em Blumenau com representantes das Universidades FURB, UDESC, UNICENTRO, UnC e UFSC. O objetivo do encontro foi a articulação institucional entre empresas e Universidades para discussão do papel do setor produtivo no desenvolvimento de pesquisas. Foram discutidos temas como: Experiência na certificação florestal para pequenos, médios e grandes produtores, Projeto Macaco-Prego – estudo desenvolvido nas florestas da empresa Celulose Irani, Danos e manejo do macaco-prego em florestas – apresentada a estratégia da associação de várias técnicas para tentar solucionar esse problema.

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Mudanças climáticas nas atividades florestais

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oi realizada discussão sobre a aprovação da lei nº. 11.428 em dezembro de 2006, que tem por objetivo a proteção do remanescente da vegetação nativa no Bioma Mata Atlântica, trazendo reflexos negativos para o setor florestal, uma vez que proíbe o uso das florestas naturais e dos campos de altitude. Foram apresentados outros temas, como: Sequestro de Carbono, Efeitos das mudanças climáticas globais nas atividades florestais, Programa de produção de mudas nativas, Avaliação dos impactos das atividades de silvicultura sobre os recursos hídricos, Reestruturação patrimonial para empresas florestais, Campos nativos, Eficiência energética, A polêmica da terceirização no setor florestal, Créditos de carbono e as negociações de RCEs no mercado de capitais, O Benchmark NCASI – Um suporte para a indústria de produtos florestais e Rentabilidade de empreendimentos florestais. Naquele ano o Coordenador do PE da ACR, Heuzer Guimarães, apresentou Planejamento Estratégico. Foi promovido o I Seminário Jurídico Florestal, nos dias 30 e 31 de Agosto, em Rio Negrinho. Este Seminário contou com a presença de 250 profissionais e especialistas na área Jurídico/florestal.

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leita a diretoria para o Biênio 2008/2010. Presidente: Ulisses Ribas Junior; Vice-Presidente: José Aldezir de Luca Pucci; 1º Secretário: João Mendes Neto; 2º Secretário: Aldo Ezidio; 1º Tesoureiro: Valdir D. Ribeiro; 2º Tesoureiro: Flávio Sérgio Mendes; Diretor Relações Públicas: Antônio Fukuyoshi Tsunoda; Diretor Conselho Técnico: Reinaldo Langa. Conselho Fiscal Efetivos: Sergio Luiz Bostelmann, Epitágoras Rodson Oliveira Costa, Rolf Felix Jenlchen Gieseler. Conselho Fiscal Duplentes: Olindo Piacentini, Marmon C. Nadolny e Marconi Cruz. Foram apresentados projetos de pesquisa desenvolvidos pelas universidades UnC, UFSC, UFPR e UNICENTRO, em parceria com empresas. Em Lages foram exibidos trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos do CAV e da UNIPLAC. Em Blumenau, apresentação das linhas de pesquisa e os projetos em andamento pela FURB. Foi apresentado documento encaminhado ao governador de Santa Catarina (Luiz Henrique da Silveira) expressando o posicionamento dos segmentos produtivos sobre a proposta de criação, pelo governo federal, da unidade de conservação de proteção integral do tipo refúgio da fauna silvestre. Foram também apresentados temas como: A qualidade dos plantios de Pinus e sua relação com a ocorrência de pragas, Situação do Programa Atual da Vespa-da-madeira, Topo de Morro, Resolução 303 do CONAMA que ampliará a área de preservação, diminuindo a área agricultável, Utilização da cinza de combustão da biomassa como substrato na nutrição do solo, Inventário florístico florestal de SC, Potenciais espécies florestais exóticas, Potenciais espécies nativas. O fotógrafo Zig Koch apresentou Projeto editorial e trabalhos voltados para a conservação ambiental. Foi estudada a proposta de um seminário sobre silvicultura de espécies nativas alternativas para produção de madeira.

2009

A Evandro Cozer, Mauro Murara Junior e Aarão Luiz Schmittz Revista ACR | 40 Anos

Refúgio da fauna silvestre

Sistemas de Certificação Florestal

demir Reis, representante da ACR no Grupo Técnico de Recuperação de áreas degradadas do CONAMA, apresentou a versão de nº 07 do G.T. (Grupo de Trabalho) de Recuperação e Restauração de APP, discutidas na reunião do CONAMA nos dias 18 e 19 de Fevereiro.

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2005

Apresentados os temas: Mercado Mundial e o retorno sobre o investimento em florestas, Apresentação do PL 238/08 que institui o Código Estadual do Meio Ambiente, Diagnóstico e Planejamento do Setor Florestal em Santa Catarina. O objetivo do projeto era identificar os pontos fortes do setor e a oportunidades de melhoria para que o segmento continuasse competitivo e sustentável, Combate a incêndios florestais, Objetivos do Diálogo Florestal, Equipamentos de combate a incêndios florestais, Mercado, Tendências e Perspectivas Florestais, Produtos e inovações tecnológicas e Mesa redonda para a Análise do Planejamento Estratégico da ACR. Apresentação do Programa CERFLOR e PEFC, Sistemas de certificação florestal, certificação do manejo florestal e cadeia de custódia, princípios que devem ser implantados para a certificação florestal, benefícios da certificação florestal e seu processo, Legislação de sementes e mudas, Lei 10.711/03, decreto 5153/04 – Instruções normativas pertinentes e a adequação do segmento de florestas diante da nova regulamentação. Foi realizada no dia 19/06/2009, em Lages, a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária para apreciação da proposta orçamentária para o exercício de 2010 e promovido o Curso de monitoramento e controle de formigas cortadeiras.

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Curso de Engenharia Florestal da FURB

oi realizado nos dia 20 e 21 de maio o Curso NR 31 aplicado ao setor florestal. Neste ano em Blumenau foi apresentado às empresas o curso de Engenharia Florestal da FURB, Apresentação do Instituto Federal Catarinense (Campus Rio do Sul). Temas como: Análise econômica de empresas prestadoras de serviços florestais, Abordagem sis-

têmica para recuperação da paisagem. Uso de laser scanner na área florestal, Avaliação da geração de energia das espécies Eucalyptus dunnii, benthamii e vimminalis, e Monitoramento da derrogação dos formicidas na certificação. No dia 15 de Outubro a ACR realizou Assembleia Geral Ordinária para apreciação e aprovação da proposta orçamentária para o exercício de 2011.

2011

Formigas cortadeiras em florestas plantadas

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m 02 de janeiro tomou posse para o Biênio de 2011/2012 a nova diretoria. Presidente: Epitágoras Rodson Oliveira Costa; Vice-Presidente: Valdir Diehl Ribeiro; 1º Secretário: Julis Oracio Felipe; 2º Secretário: Alex Wellington dos Santos; 1º Tesoureiro: Marmon C. Nadolny; 2º Tesoureiro: Evandro Luiz Cozer; Diretor de Relações Públicas: Rolf Felix Jenichen Gieseler; Diretor Conselho Técnico: Reinaldo Langa; Conselho Fiscal Efetivo: José Aldezir de Luca Pucci, Olindo Piacentini e Nicolay Cerkunvis; Conselho Fiscal Suplente: João Mendes Neto, Wladmir Luiz Dal Mas e Tiago Uba Chupel. Foi apresentado Projeto para Controle de Formigas Cortadeiras em Florestas Plantadas evidenciando que as formigas cortadeiras dos gêneros Atta e Acromyrmex, conhecidas como saúvas e quenquéns, consideradas as mais preocupantes pragas de florestas plantadas de pinus e eucalipto. Os prejuízos causados por esse inseto-praga são de grande importância, pois contribuem significativamente para a redução da produtividade dos plantios florestais. Foi lançada a cartilha Recuperando a Natureza com o Pequeno Agricultor. A cartilha foi elaborada pela equipe do Professor Ademir Reis, em parceria com técnicos do Centro

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H I S T Ó R I A

de Apoio Operacional do Meio Ambiente, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC/CME). Em visita ao Parque das Araucárias, em Rio Negrinho SC, foi apresentado o Projeto Parque das Araucárias, uma área com um total de 45 hectares, que tem como objetivo principal preservar a biodiversidade e as belezas naturais do local como é o caso das pequenas cascatas espalhadas pelo parque e a sua extensa vegetação, da qual tem um expressivo valor científico, principalmente as araucárias e os xaxins. No período de 22 a 26 agosto de 2011, a ACR realizou Viagem Técnica para conhecer a Silvicultura de Pinus e Eucalyptus na Argentina e Uruguai, com objetivo de conhecer atividades de pesquisa florestal, silvicultura, manejo e indústria na Asserradero Ubajay (Concordia, Argentina); Inta Concordia (Concordia, Argentina); Inta Concepción del Uruguay (Argentina); Forestal Oriental (Paysandú, Uruguai) e Colonvade (Riveira, Uruguai). A ACR participou do Encontro Latino Americano de Base Florestal e Biomassa, que ocorreu em Lages dias 17 a 19 de novembro e promoveu em parceria como SINPESC, Seminário de Gerenciamento de Resíduos Sólidos nas Indústrias de Celulose e Papel, que ocorreu em Lages no dia 24 de novembro. Na ocasião discutiu-se cases das empresas relativos à destinação ambientalmente adequada de seus resíduos sólidos.

2012

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Novo Código Florestal Brasileiro

m 2012 foram apresentados temas como: O novo Código Florestal Brasileiro, que destacava que a editada Lei Federal nº 12.651/12 surgiu como um dos principais diplomas da legislação ambiental, haja vista concentrar diversos instrumentos jurídicos destinados à proteção das florestas e outras formas de vegetação nativa, os quais, por conseguinte, também delineiam o regime jurídico de uso e ocupação do solo, especialmente em áreas rurais e o desenvolvimento de atividades produtivas, notadamente no setor agropecuário, mostrando que o desafio será buscar a conciliação entre todos os aspectos (ecológico, econômico e social) que integram o desenvolvimento sustentável. Legislação da terceirização do setor florestal onde aponta que a terceirização é uma das formas de contratação flexível que mais avançou no Brasil a partir dos anos 1990, sendo, hoje, prática corrente em quase todos os segmentos econômicos das esferas pública e privada. Apresentação do Conselho Estadual de desenvolviRevista ACR | 40 Anos

mento Rural – CEDERURAL, criado pela Lei Agrícola Estadual nº 8.676, aprovada em 17/06/1992, para ser um fórum deliberativo e propositivo da sociedade e do governo, na formulação das políticas ligadas ao desenvolvimento da agricultura da pecuária e da pesca em Santa Catarina. Em 29 de outubro, em Lages, a ACR realizou Assembleia com seus associados para aprovação da Reforma dos seus Estatutos, adaptando-o às disposições do novo Código Civil, com as modificações introduzidas pela lei nº 11.127, de 28/06/2005, além de alterar a gestão da Diretoria de biênio para triênio. Foi apresentado Projeto do Calendário Institucional da ACR para o ano de 2013. O tema apontado foi a conscientização que as florestas plantadas são grandes aliadas ao nosso planeta, pois atuam com base na produção sustentável, incorporando ao longo de todo o ciclo de vida de bens e serviços as melhores alterativas possíveis para minimizar custos ambientais e sociais. Foram abordados temas como o novo Código Florestal, instituído pela Lei nº 12.651/2012, passou pela primeira reforma com a edição da Medida Provisória nº 572/2012, a qual foi convertida na Lei nº 12.727/2012, esta publicada em 18 de outubro, contemplando nove vetos que, aparentemente, não serão discutidos pelo Congresso. Na mesma data, foi publicado o decreto nº 7.830/2012 que regulamenta, em parte, o novo Código. Foi abordado o assunto Cadastro Ambiental Rural – CAR. Todas as propriedades rurais deverão, obrigatoriamente, contar com a inscrição no CAR, o que incluirá os dados dos proprietários e/ou possuidores, além de especificações quanto às áreas de Preservação Permanente, Re-

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Evolução da marca da entidade através do tempo

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2015 2005

serva Legal, etc. O prazo para a inscrição será de um ano, a contar da implantação do sistema. Em 2012 a ACR mudou seu logotipo. A partir deste ano a ACR e a APRE se uniram para realizar reuniões conjuntas.

2013

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Cadastro Ambiental Rural – CAR

m julho de 2013 toma posse para o triênio, a nova diretoria da ACR para a Gestão 2013/2016. Presidente – José Valmir Calori; Vice-Presidente – Evandro Luiz Cozer; 1º Secretário – Rolf Felix Jenichen Geiseler; 2º Secretário – Olindo Piacentini; 1º Tesoureiro – Valdir D. Ribeiro; 2º Tesoureiro – Fábio Luis Brun; Diretor de Relações Públicas – Alex Welington dos Santos; Diretor Assuntos Energéticos – Denis Baialuna; Diretor Assuntos de Processamento Mecânico – João Carlos de Souza; Diretor Assuntos de Papel e Celulose – José Sawinski Júnior; Diretor Jurídico – Julis Orácio Felipe; Diretora Ecologia e Meio Ambiente – Juliana Kammer; Diretor dos Sócios Profissionais Liberais – Daniel Maros; Diretor dos Sócios Institucionais – Constâncio Bernardo dos Santos. Conselho Fiscal Efetivos: Epitágoras Rodson Oliveira Costa, João Mendes Neto e Eduardo Luís Garcia. Conselho Fiscal Suplentes: Ney Olivo Araldi, Marmonn C. Nadolny e Sergio Bostelmann. Na mesma data foi apresentado aos associados o novo Diretor Executivo da ACR, Mauro Itamar Murara Junior. Foram discutidos temas como FSIGN – Soluções Integradas para Gestão Florestal – para o aprimoramento dos processos de gestão, Programa de Controle da Vespa-da-madeira com enfoque no controle biológico em Santa Catarina,

Ações para monitoramento e controle, enfatizando que o programa de Manejo Integrado de Sirex noctilio, desenvolvido pela Embrapa Florestas, foi o primeiro programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), que com o emprego de diferentes técnicas de monitoramento e controle foi utilizado para o combate de uma praga florestal no Brasil. A vespa-da-madeira é um exemplo clássico do impacto que as pragas introduzidas podem causar. O monitoramento permitiu a detecção precoce da praga e a imediata introdução de inimigos naturais. Esta ação foi fundamental para que se restabelecesse o equilíbrio populacional. O controle biológico, aliado ao correto manejo dos plantios, resultou no sucesso do controle da praga. Exposição do deputado Federal Valdir Colatto sobre o tema: “O novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) – Seus impactos nas áreas rural e urbana”. A fala do deputado enfatizou a intenção de abrir debates para as questões específicas pois a Lei é uma só para o Brasil inteiro, mas cada propriedade tem suas peculiaridades. As mudanças principais da nova legislação florestal ocorreram para áreas consolidadas em APPs (áreas de preservação permanente) e RL (reserva legal), definindo novas normativas para propriedades com exploração agrosilvopastoris, turismo rural e ecológico. Foram criados o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Plano de Regularização Ambiental (PRA) e os Serviços Ambientais, através do CRA – Cota de Reserva Ambiental. O CAR será declaratório e deverá ser feito em todas as propriedades rurais em prazo de um ano a partir de implantação da nova Lei. O Cadastro Ambiental Rural será na forma de croqui simples para os pequenos proprietários com até 4 módulos fiscais e com mapa de ocupação territorial e georreferenciamento para os imóveis acima de 4 módulos, por propriedade ou matrícula. Portanto, a averbação de reserva legal acabou. A ACR participou da Feira Florestal e Biomassa, que ocorreu em Lages SC, em setembro deste ano.

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H I S T Ó R I A

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L 2005

1995

Anuário Estatístico Florestal de SC

ançado o primeiro Anuário Estatístico Florestal de Santa Catarina. Este Anuário foi fundamental para o crescimento do estado. O setor florestal é a segunda atividade em importância econômica no estado, representando cerca de 9% do PIB catarinense, constituindo-se num forte instrumento de desenvolvimento social, econômico e ambiental. Em Santa Catarina, toras e lenha têm, como valor bruto da produção, R$ 1,66 bilhão de reais e estão entre os principais produtos agropecuários produzidos no estado. O crescimento foi de 4,1% enquanto a média dos outros estados foi 2,5%. Este ano, em reunião conjunta com a APRE a ACR, apresentou as Diretrizes de Trabalho da ACR, assim como a APRE, detalhando a programação conjunta das duas associações. Foram abordados os temas: Panorama atual do Código Ambiental Catarinense – destacando que no dia 22 de janeiro de 2014 foi publicado no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina a Lei nº 16.342/2014, que acrescentou e alterou dispositivos ao Código Ambiental de Santa Catarina (Lei nº 14.675/2009). Abordando o desenvolvimento de uma rotina logística aplicada na criação de uma rede de resposta rápida para mobilização, combate e controle a incêndios florestais – destacando que a prevenção é a primeira linha de defesa contra os incêndios florestais. Se a ocorrência de incêndios em áreas florestadas ou reflorestadas pudesse ser totalmente prevenida, todos os danos produzidos pelo fogo, além dos custos de combate, seriam evitados. Licenciamento de pedreiras, enfatizando que para o aproveitamento de substâncias minerais em território nacional, o interessado deverá seguir as legislações pertinentes. Além das leis próprias exigidas para exercer uma atividade econômica, as legislações mineral e ambiental deverão ser cumpridas. De acordo com a Constituição Federal, o subsolo pertence à União. Devido a isso, a liberação de uma atividade

mineral deverá ser autorizada pelo departamento Nacional da Produção Mineral – DNPM, órgão do Ministério de Minas e Energia. O direito ao aproveitamento será prioridade daquele interessado cujo requerimento tenha por objeto área considerada livre, para a finalidade pretendida, à data da protocolização do pedido no departamento Nacional de Produção Mineral, atendidos os demais requisitos cabíveis. Neste ano a ACR, em parceria com o SENAI, formou 125 profissionais das empresas associadas com o Curso de Simulador Harvester.

2015

N

este ano estão sendo desenvolvidas atividades entre a ACR e a CIDASC. Para o monitoramento da vespa-da-madeira 2015, foi apresentada pela empresa ArborGen – Material Genético, os trabalhos desenvolvidos em programas de melhoramento genético. Este ano, em reunião conjunta com a APRE, a ACR apresentou a Controle e Monitoramento da Vespa-da-madeira em SC em 2015, Atuação do Instituto Florestal do Paraná e as relações do setor Florestal e o Ministério da Agricultura. Proposta de programa de Melhoramento Florestal EMBRAPA Estradas Florestais, com visita de campo na empresa Berneck para conhecer sua experiência em estradas, plantio e colheita. Foi também realizado com as empresas da ACR um Dia de Campo da empresa Minusa, com a apresentação da mecanização para desbastes e colheita florestal. No dia 20 de agosto, em Lages, realizou-se na Pousada Rural do SESC um grande evento em comemoração aos 40 anos de fundação da ACR. O Governador Raimundo Colombo, além de grande número de autoridades, compareceram e prestigiaram o evento.

1985

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Comemoração dos 40 anos da ACR

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O tubete é um dos métodos mais comuns para a produção de mudas. Com 180 dias de desenvolvimento, a planta (que mede em torno de 25cm de altura) já está pronta para comercialização e posterior plantio.


L I N H A

1975

D O

T E M P O

Quatro décadas

No dia 03 de novembro de 1975 era criada oficialmente a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR). O início foi com apenas 12 empresas. Naquele ano, SC contava com 2,9 milhões de habitantes (menos de 50% da população atual). E 57% da população vivia no meio rural.

1994

Pesquisadores introduziram novas espécies de pinus e eucaliptos mais tolerantes à geada.

1988 Apresentado em Blumenau o Plano Integrado de Floresta/Indústria.

1985

1975

1987 Em parceria com o SINPESC, a ACR concebe e estrutura uma nova sede, com melhor infraestrutura para seus eventos e necessidades.

1981 Começa a se intensificar a consciência da necessidade da reposição de florestas. Várias empresas começam efetivamente a fazer plantios.

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1989 Em 22 de fevereiro é criado o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Nascia com esse instituto uma série de novas exigências e normas, que afetaram diretamente as empresas do setor.


2015 A ACR completou seus 40 anos com grande evento em Lages.

DE HISTÓRIA E MUITAS CONQUISTAS

1995

2009

2004

No ano em que a ACR completou seus 20 anos, Marcilio Caron Neto encerrou seu ciclo de 14 anos à frente da ACR e entregou o mandato para seu sucessor, Djalma Chaves.

ACR publica no jornal Diário Catarinense nota de repúdio à invasão de terras reflorestadas pelo MST (Movimento Sem Terra).

1998 Viagem técnica da ACR ao Chile e Argentina. Criação da Nova Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605 – de 12/02/1998).

1995

2014

1997 Criação da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal – CADIF.

2002 ACR começa a discutir alternativas e soluções para o manejo e controle das populações do macaco-prego (animais que se alimentam dos brotos do pinus e dizimam as plantações).

Apresentação de programas de Certificação Florestal (Cerflor e outros).

Lançado pela ACR o I Anuário Estatístico Florestal de SC.

2013 2005 Criada a Câmara Técnica de Inventário Florestal em SC.

Foram criados o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Plano de Regularização Ambiental (PRA) e os Serviços Ambientais, através da Cota de Reserva Ambiental (CRA).

2005

2007 As mudanças climáticas globais começam a interferir e a gerar temas de discussão nos encontros da ACR.

2008 Governo Federal apresenta proposta para criar em Lages (nas margens do Rio Pelotas) o Refúgio da Vida Silvestre (que gerou muita polêmica e acabou não vingando).

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2015

2012 É aprovado em Brasília o Novo Código Florestal Brasileiro (Lei Federal 12.651/2012).

2011 Formigas cortadeiras em floresta plantadas geram grandes prejuízos nos plantios.

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P R E S I D E N T E S

D A

Dirigentes

A C R

QUEM FORAM OS

DA ACR

Conheça um pouco da história e quem

1981

LUIZ CARLOS MEINERT

foram os presidentes da Associação Catarinense de Empresas Florestais

O

1º presidente da ACR foi Luiz Carlos Meinert, brasileiro, casado, atualmente aposentado, residente e domiciliado em Joinville (SC). Ele esteve à frente da entidade no período de 1975 até 1981 (durante seis anos). É formado em Direito e Ciências Econômicas. Seu currículo profissional é amplo e vasto, tendo dedicado boa parte de sua vida ao setor florestal de Santa Catarina. No período de 1964 até 1972, Luiz Carlos foi Diretor Gerente da M. Lepper & Cia. S.A. – exportadora de madeiras. De 1972 a 1986 foi Diretor Presidente da Comfloresta – Companhia Catarinense de Empreendimentos Florestais. De 1986 a 1989 foi Diretor Superintendente da Compet Agro Florestal. De 1989 a 1995 foi Diretor da BioFill Produtos Biotecnológicos S.A. Nos anos de 1995 a 1996 atuou como consultor independente. Na esfera pública, no período de 1997 a 2002, ocupou os cargos de Secretário de Administração e Secretário da Fazenda da Prefeitura Municipal de Joinville. Nos anos seguintes, em 2002 e 2003, retornou ao cargo de Diretor da BioFill Produtos Biotecnológicos S.A., atuando também como Diretor Financeiro da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. De 2004 a 2010 foi Diretor Presidente da Compagas – Companhia Paranaense de Gás S.A. De 2010 a 2012 (antes de se aposentar) foi ainda Consultor de Gás e Energia da FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná.

A

té o momento já passaram pela presidência da associação nove importantes nomes do segmento. Eles contribuíram para o desenvolvimento, crescimento e representatividade da ACR. Dividiram seus conhecimentos com os associados e tornaram os serviços da entidade mais dinâmicos. Se engajaram na busca de soluções para as necessidades das empresas associadas e levantaram recursos junto a projetos governamentais. A criação e administração de um fundo, com recursos das empresas para manutenção do Funcema (Fundo Nacional de Controle da Vespa-da-Madeira), foi uma das muitas ações que podemos citar. Ela foi criada com o objetivo de dar suporte ao Plano Nacional de Controle da Vespa-da-Madeira – PNCVM, vinculado ao MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Este fundo tem o suporte financeiro da APRE – Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, da ACR e da AGEFLOR – Associação Gaúcha de Empresas Florestais. Por meio de suas ações, muito da história da ACR se construiu e se constrói diariamente, tornando o setor relevante economicamente a nível estadual e nacional.

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1981

1984

1984 1994

ORLANDO RICARDO CARLESSO

N

atural de Tangará (SC), onde nasceu no dia 04 de dezembro de 1941, Orlando Ricardo Carlesso foi presidente da ACR no período de 1981 a 1984 (na época exercia atividades profissionais na empresa Imaribo). É formado em Administração de Empresas pela Fundação Universitária do Oeste Catarinense (FUOC). É casado com Rosane D’Ascio D’Amoreira. Atualmente reside em Florianópolis e atua no ramo da construção civil. Do tempo em que esteve à frente da ACR, Ricardo Carlesso lembra que a principal luta da entidade na época era conseguir, em Brasília, um percentual maior para SC nos repasses que eram feitos pelo extinto IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), que administrava um fundo para o incentivo aos reflorestamentos oriundo do Imposto de Renda das empresas. Ele lembra que havia estados que tinham muito menos florestas e chegavam a levar até 25% desse fundo. E Santa Catarina, que tinha florestas plantadas de ótima qualidade, só ficava com 2%.

2000 2002

MARCÍLIO CARON NETO

M

arcílio Caron Neto nasceu em Brusque no dia 16 de julho de 1947. Foi presidente da ACR durante 12 anos, de 1984 até 1994 (durante 10 anos ininterruptos) e novamente depois, de 2000 até 2002 (um novo mandato). É graduado em Engenharia Florestal (UFPR – Curitiba), Bacharel em Administração de Empresas (FEARP – Caçador) e MBA em Gestão Ambiental (UFPR), além de especialista em Gestão Ambiental. Em sua longa e exitosa trajetória profissional, Marcílio Caron Neto ocupou diversos cargos de Gerente e Diretor Florestal em importantes empresas do setor, tais como: Grupo Brascan (Joinville), Grupo Imaribo (Reflorestadora Monte Carlo), Adami S.A. Madeiras (Caçador), Fábrica de Papel Primo Tedesco (Caçador), entre outras. Foi Diretor Executivo da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR, em Lages), Coordenador Geral da Unidade de Apoio do Programa Nacional de Florestas (PNF – no Ministério do Meio Ambiente – em Curitiba – PR), Diretor Executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá – Brasília – DF), Conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama – Brasília). Atualmente é Consultor em Engenharia Florestal e em Gestão Ambiental em Curitiba, cidade onde reside.

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P R E S I D E N T E S

1994

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2000

2002

DJALMA MILER CHAVES

2004

SÉRGIO LUIZ BOSTELMANN

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jalma Miler Chaves, nascido em 18 de janeiro de 1942 é natural de São Pedro da Aldeia, SC. Formado em agronomia, tem mestrado e PhD em solos. Fez seu doutorado nos Estados Unidos. Atualmente Djalma mora em Lages e presta consultoria fixa para a Klabin (SC e PR), para Urograndis (MT) e Swebish Match de Porto União (SC) e também esporadicamente para outras empresas florestais. É casado com Silvana Cinardi, pai de quatro filhos e avô de três. Faz parte da bancada de especialistas que orientam e avaliam os TCCs e teses das turmas de mestrado e doutorado do CAV/Udesc e é membro do Comsema SC. Foi presidente da ACR entre 1994 a 2000, onde desempenhou diversas atividades. Destaque para a consolidação do programa de controle da vespa-da-madeira, juntamente com a Associação Sul Brasileira – ASBR e a Embrapa. Trabalhou também alocando recursos para a adequação de laboratórios para prevenir a propagação de nematoides em SC. Trabalhou na criação e administração de um fundo com recursos das empresas para manutenção do Funcema. Foi responsável pela reestruturação da ACR com relação às reuniões mensais, passando as mesmas a serem realizadas nas regiões, com o objetivo de conhecer melhor as empresas participantes e seus técnicos. Participou também, juntamente com a Fiesc e ASBR, contrapondo as políticas florestais contrárias às atividades florestais e ao desenvolvimento florestal de SC (participação em audiência pública na Câmara dos Deputados em Brasília).

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D A

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S

érgio Luiz Bostelmann é Engenheiro Florestal, formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1975. Reside em Caçador e foi presidente da ACR no período de 2002 a 2004. Desde 2005, exerce o cargo de Gerente Florestal na empresa Adami S.A. (Caçador). Sérgio tem 39 anos de experiência profissional atuando em empresas nacionais na área de gerência florestal. Nestas quase quatro décadas, ele atuou nas áreas de planejamento, execução, implantação de projetos florestais, gestão de equipes e pessoas, contratação e gerenciamento de atividades terceirizadas, controladoria de custos em relação às atividades de implantação de projetos, colheita de madeira, fretes e outros. Ele também coordenou trabalhos de melhoramento genético em Pinus taeda, inicialmente com a empresa americana CellFor e atualmente na empresa ArborGen (teste de clones puros). Atuou ainda na implantação de Certificação FSC nas empresas onde trabalhou.


2004

2006

2006

ULISSES RIBAS JÚNIOR

ANTONIO FUKUYOSHI TSUNODA

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ntonio Fukuyoshi Tsunoda, nascido em 21 de junho de 1946 em São Paulo. É Engenheiro Florestal, formado pela Universidade Federal de Viçosa (MG). Fez pós-graduação em Engenharia e Segurança do Trabalho, Especialização em Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento (UFPR). É membro vitalício do Conselho Superior da ACR. Trabalhou na empresa Rigesa Celulose Papel e Embalagens Ltda. Seu primeiro e único emprego foi na Rigesa, iniciando em 09/03/1970 permanecendo lá até 31/01/2015. Na Rigesa foi Gerente de Operações Florestais até o ano de 2000. Até 2007 foi Gerente de Segurança do Trabalho e Patrimônio da Divisão Florestal e da Fábrica de Papel e Gerente das Relações com a Comunidade. Depois, até a sua saída, atuou na função de Gerente de Comunicação da Rigesa em Três Barras-SC. É casado com Akiko Tsunoda e tem 3 filhos sendo: Denise F. Tsunoda, professora da UFPR; Audrey Tieko Tsunoda, cirurgiã especializada em cirurgia oncológica atuando em Curitiba (PR); e o filho mais novo é o advogado Alecsander Fukuiti Tsunoda, atuando em Curitiba (PR).

2010

N

atural de Lages, Ulisses Ribas Júnior é Engenheiro Agrônomo, especialista em Zootecnia e Manejo Florestal e MBA em Gestão Empresarial. Foi presidente da ACR no período de 2006 a 2010. Teve atuação destacada à frente do setor florestal de SC, notadamente na Câmara Setorial de Florestas Plantadas (junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Ulisses Ribas Júnior atuou por mais de 20 anos nas empresas do Grupo Battistella. De 1982 a 1985 foi responsável técnico da área de silvicultura da empresa em Rio Negrinho. De 1986 a 1990 foi coordenador da divisão de silvicultura da mesma empresa (também em Rio Negrinho). De 1991 a 1999 foi gerente da divisão de silvicultura e colheita florestal (Battistella, Rio Negrinho). No período de 2000 a 2002 ocupou cargo de gerente de silvicultura, pesquisa e desenvolvimento florestal na Mobasa (Rio Negrinho). Em 2003, assumiu o cargo de Diretor Florestal na Battistella. E a partir de 2013 ocupa o cargo de Diretor de Operações da GMO LLC no Brasil. Em 1992, Ulisses Ribas Júnior recebeu o Prêmio Expressão Comunitária oferecido pelo Lions Clube de São Bento do Sul. Em 2000, recebeu o Prêmio Destaque em Meio Ambiente (Rotary Clube de Rio Negrinho). No mesmo ano (2000), recebeu Menção Honrosa como colaborador ao Meio Ambiente (Consórcio Quiriri – Bacia do Alto Rio Negro Catarinense). E em 2008 recebeu o Prêmio Marc Pierre Bordas (1º lugar), conferido pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e ABRH. Sozinho ou com vários outros parceiros e colegas, Ulisses Ribas Júnior proferiu centenas de palestras e treinamentos sobre assuntos florestais, tendo também realizado inúmeras publicações de artigos científicos. — 35 —

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P R E S I D E N T E S

2011

A C R

2013

2013

Atual

JOSÉ VALMIR CALORI

EPITAGORAS RODSON OLIVEIRA COSTA

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enúltimo presidente da ACR nestes 40 anos, Epitagoras Rodson Oliveira Costa esteve à frente da entidade no período de 2010 a 2013. Ele é Engenheiro Agrônomo pela Universidade Estadual do Norte do Paraná e Administrador de Empresas pela Univille. Possui especializações em Administração de Empresas e em Manejo de Florestas Plantadas e Nativas. Tem também Mestrado e Doutorado em Engenharia Florestal pela UFPR. Foi Extensionista Rural da Acaresc (SC) e atuou em empresas florestais: ComFloresta e Volta Grande Reflorestamento. Atualmente é Diretor da Cedrela Consultoria, prestando assessoria para empresas florestais. O mandato do presidente Epitagoras Rodson Oliveira Costa foi marcado pelo preparo da Associação para a profissionalização de suas ações. O estatuto da entidade foi totalmente reformulado, permitindo a participação de pessoas físicas, jurídicas e profissionais liberais como associados. Foi criada a figura do Diretor Executivo, responsável pela condução operacional, conforme as determinações do Presidente e Direção da Associação. A gestão foi marcada pela intensa atividade da ACR nos principais fóruns de debate dos interesses florestais e promoção de dezenas de cursos e seminários, atendendo às principais demandas dos associados. Destaque para a gestão econômica e financeira durante o mandato, entregando à próxima gestão uma situação muito favorável de recursos. Revista ACR | 40 Anos

D A

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tual presidente da ACR, está à frente da entidade desde julho de 2013. Natural da cidade paulista de Araras, é casado com Sueli Pompermayer Calori e pai de Priscila. Mudou-se com a família para Lages em 2011. Calori é graduado em Engenharia Florestal pela “Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz” – Esalq – USP, possui Pós-graduação em Consultoria e Estratégia Empresarial pelo Instituto FACCAR – Paraná e MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas – ISAE – Paraná. Suas atividades profissionais iniciaram nos anos 90, no estado do Paraná, quando passou a integrar a equipe da Klabin Fabricadora de Papel e Celulose S.A. Em 2011 transferiu-se para Santa Catarina, na Klabin de Otacílio Costa, onde é responsável pela Gestão Operacional, Comercial, Institucional e Fomento da empresa.


A S S O C I A D O S

Empresas

Associadas QUE INTEGRAM A ACR

N

as próximas páginas conheça uma pouco mais das 34 empresas que atualmente fazem parte da ACR. Organizadas alfabeticamente, conheça um pouco de seu mercado, área de atuação, produção, a história e também os desafios futuros.

Adami S.A . ................................................................................................................................................................................................................................................38 Agroflorestal Campo Alto S.A. ....................................................................................................................................................................................39 Agroflorestal Paequerê Ltda. ........................................................................................................................................................................................40 Arborgen Tecnologia Florestal Ltda. ................................................................................................................................................................... 41 Berneck S.A. Painéis e Serrados ...............................................................................................................................................................................42 BRF – S.A. ................................................................................................................................................................................................................................................... 43 Brochmann Polis Industrial e Florestal S.A. Calomeno Administradora de Bens S.A. Celulose Irani S.A. ..........................................................................................................................................................................................................................44 Comfloresta – Cia. Catarinense de Empreendimentos Florestais ........................................................................... 45 Compensados Fuck Ltda. .....................................................................................................................................................................................................46 Fischer Fraiburgo Agr. Ltda. .......................................................................................................................................................................................... 47 Florestal Gateados Ltda. ......................................................................................................................................................................................................48 Florestal Rio Marombas Ltda. .....................................................................................................................................................................................49 Imaribo S.A. Indústria e Comércio .......................................................................................................................................................................50 Indústria de Compensados Guararapes Ltda. ......................................................................................................................................... 51 Klabin S.A. ................................................................................................................................................................................................................................................52 Komatsu Forest Ltda. .............................................................................................................................................................................................................. 53 Manoel Marchetti Indústria e Comércio Ltda. .................................................................................................................................... 54 Minusa Indústrias Mecânicas S.A. ...................................................................................................................................................................... 55 Mobasa Reflorestamento S.A. .....................................................................................................................................................................................56 Primo Tedesco S.A. ...................................................................................................................................................................................................................... 57 Reflorestadora Sincol S.A...................................................................................................................................................................................................58 Renova Floresta Ltda. ..............................................................................................................................................................................................................59 RF Reflorestadora S.A. ..........................................................................................................................................................................................................60 Ribas Gestão de Agronegócios e Florestas Ltda. .................................................................................................................................. 61 Rio Novo Florestal Ltda. ....................................................................................................................................................................................................... 62 RMS do Brasil Admin. de Florestas Ltda. ....................................................................................................................................................63 Solida Brasil Madeiras Ltda. ..........................................................................................................................................................................................64 Terra Azul Florestal Ltda. ..................................................................................................................................................................................................65 Timber Forest Equipamentos Florestais ......................................................................................................................................................66 Trombini Embalagens S.A. ............................................................................................................................................................................................... 67 Volta Grande Reflorestamento Eireli. ..............................................................................................................................................................68 WestRock ................................................................................................................................................................................................................................................... 69

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EMPRESA ASSOCIADA

ADAMI S.A.

A S S O C I A D O S

Conservação ambiental

ADAMI ATENDE O MERCADO INTERNO E EXTERNO COM PRODUTOS DE ALTA TECNOLOGIA

A

empresa Adami S.A., com sede em Caçador, estado de Santa Catarina, foi fundada em 1942 atuando no setor madeireiro, principalmente no beneficiamento e comercialização de produtos. Com o decurso do tempo, procurando consolidar suas atividades, passou a atuar também nos segmentos de papel, embalagens de papelão ondulado, molduras, portas e energia elétrica, com a atenção sempre voltada para a qualidade dos seus produtos. Produzidos com a mais alta tecnologia e padrões de qualidade, os produtos da Adami são desenvolvidos para atender as exigências do mercado interno e externo, estando presente em diversos países como Estados Unidos, México, Canadá, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, Bélgica, França, Taiwan, entre outros.

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Florestas Focada na sustentabilidade e na diversificação de seus negócios, iniciou o plantio de florestas de Pinus em 1966, contando hoje com uma área de efetivo plantio de 16.823 hectares e 41.949 hectares de área florestal, distribuídos em sete municípios do estado de Santa Catarina e dois no estado do Paraná. No segmento de energia elétrica a Adami conta com duas PCHs, ambas no Rio Chapecó, a primeira delas, denominada PCH Santo Antônio do Salto, localizada no município de Água Doce, com capacidade de 5,1 MW, destinados ao consumo próprio. A segunda, denominada de PCH Victor Baptista Adami, com potência instalada de 25 MW, construída em parceria societária, localizada no município de Passos Maia e energia destinada à comercialização. — 38 —

As áreas florestais da Adami, em todas as suas unidades de manejo, apresentam vários remanescentes de florestas naturais de grande importância ecológica, com destaque para a Fazenda São Francisco do Chapecozinho, localizada nos municípios de Ponte Serrada, Passos Maia e Água Doce, onde foram realizados estudos com base no Guia para Florestas de Alto Valor de Conservação - ProForest, restando comprovada a sua existência. Aproximadamente metade da área de 12.493 hectares que abrange a Fazenda é coberta por vegetação natural, sendo que 3.413 hectares foram classificados como Florestas de Alto Valor de Conservação. Considerando as florestas de Alto Valor de Conservação, a Adami mantém um total 14.733 hectares de matas em conservação, o que dá a dimensão de sua preocupação com a sustentabilidade e preservação ambiental.

ADAMI S.A. (49) 3561-3210 | Caçador SC www.adami.com.br


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Em 2011 iniciou-se o processo de mecanização, com a aquisição de Harvester e Forwarder para colheita em áreas de desbastes no sistema “cut-to-lenght”, tendo o ano de 2013 a conclusão da mecanização através do módulo para as áreas de corte raso. A partir de 2010 a disponibilidade de madeira fica acima de 200 mil toneladas de madeira por ano, sendo aproximadamente 50% em regime de manejo com três desbastes e 50% em corte raso entre 23 e 25 anos, visando o uso múltiplo da floresta. A empresa faz o reflorestamento de pinus e eucalipto e vende exclu-

sivamente para ao mercado interno. São 55 colaboradores internos e 22 terceirizados. A sede fica em Santa Cecília e as fazendas, além de Santa Cecília, estão localizadas em Timbó Grande, Canoinhas e Monte Castelo.

AGROFLORESTAL CAMPO ALTO S.A. (41) 3244-3160 Curitiba PR (Matriz – Adm) Santa Cecília SC (Oper.) — 39 —

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EMPRESA ASSOCIADA

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Campo Alto surgiu em 2003, proveniente da aquisição dos ativos florestais do grupo Bonet, incorporando mais de 11 mil hectares de áreas produtivas e de reservas. O objetivo da criação da empresa foi a comercialização de toras para o setor ligado à cadeia produtiva da madeira, localizado no planalto catarinense. Até o ano de 2009 a venda de madeira era em pé, sendo os serviços de colheita realizados pelos próprios clientes. A partir de 2010 a venda de madeira passou a ser carregada sobre caminhão na fazenda.

AGROFLORESTAL CAMPO ALTO S.A.

CAMPO ALTO ABASTECE SETOR MADEIREIRO DA SERRA


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EMPRESA ASSOCIADA

AGROFLORESTAL PAEQUERÊ LTDA.

AGROFLORESTAL PAEQUERÊ: TRADIÇÃO EM PRESERVAR

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Agroflorestal Paequerê possui uma administração familiar há mais de um século. Está situada no Município de Capão Alto, Santa Catarina e faz divisa com o estado do Rio Grande do Sul pelo Rio Pelotas. Atualmente a empresa possui plantações de Pinus spp, Araucária Angustifolia, Cryptomeria Japonica, Cupressus Lusitanica, Eucalyptus spp e pecuária. A empresa aplica tecnologia e conhecimento, resultando em florestas com árvores de 07 a 28 anos, que geram toras com valor agregado de diversos diâmetros, resultado de manejo florestal de alta qualidade. As toras são utilizadas para processos (MDF, celulose e energia) e lâmina faqueada. A empresa tem capacidade de fornecimento contínuo devido ao manejo sustentável.

História No início, a Invernada do Paequerê fazia parte da Fazenda dos Gateados, a qual teve origem com a história dos tropeiros que passavam pela região de Lages. Naquela época o Sr. Firmino da Silva Rosa começou a adquirir terras na região, dando origem a Fazenda dos

Gateados. Mais tarde, foi dividida em três partes: Gateados, Guamirim e Paequerê. Recentemente a Florestal Gateados Ltda. forma uma empresa única de silvicultura. Já a Fazenda do Paequerê desenvolve atividades de silvicultura e gado de corte, com duas administrações correspondentes. Atualmente, 45% da produção de pinus desta fazenda são exportadas para os países do primeiro Bloco (Estados Unidos e Europa). A Agroflorestal Paequerê estuda e investe em energias renováveis, entre elas florestas plantadas. Na história da empresa Agroflorestal Paequerê, a população indígena deixou traços de sua cultura: cestos de taquara, bruacas de couros crus, laços, medicina baseada na manipulação de ervas, folhas e raízes de vegetais, entre muitas outras heranças. O nome da empresa significa passagem em tupi-guarani. A vegetação e o clima do planalto serrano são considerados propícios à criação de gado e à pecuária extensiva e foi a principal atividade econômica que dura até hoje. A partir da década de 50, até meados da década de 70, a principal atividade econômica do município foi

a extração de madeira nativa por descendentes de italianos e alemães, com incentivo do governo. Em pouco tempo, dezenas de madeireiras eram aberta no interior, uma delas na Fazenda dos Gateados, na Invernada do Paequerê. As madeireiras foram formadas por uma construção principal, onde funcionava o escritório e morava o proprietário com a sua família ou o administrador, além das casas destinadas ao abrigo dos empregados e suas famílias. O proprietário era responsável pela construção das moradias. As madeireiras funcionavam como uma pequena vila, proporcionando aos funcionários uma vida semi-urbana com escola, capela e armazém. Mas com a modernidade, a busca por uma vida urbana e a transferência da madeireira para o centro do município do Capão Alto, reduziu o número de moradores na vila do Paequerê. Com o fim da extração da madeira nativa, começou na década de 80 o plantio de pinus na região considerada com vocação a esta prática, devido à terra ácida e com muitas pedras. A Fazenda dos Gateados foi uma das pioneiras e a Invernada do Paequerê, como era conhecida a vila madeireira, começou o plantio também na década de 80. Na década de 90 iniciou-se uma administração voltada especificamente para o plantio e a extração de pinus. Atualmente a empresa investe em uma gestão integrada visando o desenvolvimento sustentável.

AGROFLORESTAL PAEQUERÊ LTDA. (49) 3249-1724 | Capão Alto SC www.paequere.com.br Revista ACR | 40 Anos

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ARBORGEN: LÍDER NA PRODUÇÃO DE MUDAS

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ArborGen é a líder mundial no desenvolvimento e produção de mudas para a indústria de base florestal. Com mais de 50 anos de pesquisa em melhoramento genético, a empresa está desenvolvendo produtos concebidos para responder aos desafios da indústria florestal comercial no mundo. Por meio de inovações em melhoramento genético e biotecnologia, a ArborGen desenvolve produtos de alto valor, que melhoram significativamente a produtividade em determinada unidade de área. Permitindo assim, que os clientes cultivem árvores que rendam mais madeira por hectare e com maior qualidade, em um período mais curto de tempo.

Fluxo de caixa mais rápido e retorno maximizado A ArborGen opera em alguns dos maiores mercados florestais no mundo com unidades de pesquisa e produção nos Estados Unidos, Nova Zelândia, Aus-

trália e Brasil. No Brasil comercializa as duas espécies florestais mais cultivadas: Eucaliptos e Pinus, sob a marca SuperTree Mudas™. A empresa se beneficia de mais de 50 anos de pesquisa e melhoramento genético realizado pelos acionistas: International Paper do Brasil, Rubicon (antiga Fletcher Challenge) e WestRock (antiga MWV). Desta forma, oferece aos clientes mudas de árvores de elevada qualidade, que proporcionam um maior crescimento, uniformidade, resistência a pragas e doenças e características de qualidade em madeira adequada para segmentos específicos, tais como celulose e papel, carvão e produtos de madeira.

Mudas de pinus O Pinus taeda é uma das espécies florestais mais cultivadas no Brasil. É usado em produtos de madeira sólida, assim como para a produção de celulose, sendo especialmente apropriado para a produção de materiais de emba— 41 —

ARBORGEN TECNOLOGIA FLORESTAL LTDA. (19) 3253-3800 | Campinas SP www.arborgen.com.br Revista ACR | 40 Anos

EMPRESA ASSOCIADA

lagem. É um dos pinus mais versáteis e de mais rápido crescimento. Eles são plantados nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e sul do estado de São Paulo. Com manejo intensivo, o Pinus taeda é cultivado em culturas de rotação entre 15 e 25 anos, com taxas de crescimento de cerca de 30-40 m³/ha/ano, dependendo da qualidade do local e do nível de melhoramento genético. A ArborGen disponibiliza mudas desta espécie como Polinização aberta, Polinização Controlada (apenas para ensaios de campo) e Clones. Os Pinus Tropical são provenientes do Caribe e da América Central, principalmente o Caribaea hondurensis e o Caribaea caribaea e seus híbridos. Pode ter qualidade equivalente ou superior ao Pinus taeda e o Pinus elliotti, como: maior densidade básica, boa formação e distância entre nós, além de produção de resina. Por esses motivos têm tido procura crescente por produtores de madeira, serrarias e laminadoras. Podem ser usados também na produção de fósforos, lápis e palitos. Cresce bem em várias localidades nos estados brasileiros de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia. Esta espécie apresenta taxas de crescimento médio de aproximadamente 30 a 40 m³/ ha/ano, com rotações entre 10 a 20 anos.

ARBORGEN TECNOLOGIA FLORESTAL LTDA.

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EMPRESA ASSOCIADA

BERNECK S.A. PAINÉIS E SERRADOS

A S S O C I A D O S

BERNECK: MAIS DE 60 ANOS DE HISTÓRIA

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Berneck utiliza tecnologia de ponta nas florestas e investe em equipamentos modernos para todos os processos. É pioneira na colheita florestal, através de cabos aéreos. Este método reduz a quantidade de estradas necessárias para escoar a madeira, maximizando a produção; também diminui o tráfego de máquinas e veículos pesados sobre o terreno, minimizando os impactos ambientais de compactação do solo. A divisão florestal da Berneck emprega mais de 500 colaboradores diretos e investe constantemente em cursos e treinamentos de operação e segurança. Com raízes no Paraná, a Berneck é uma empresa com mais de meio século de história. Hoje a empresa é referência nacional em painéis MDP, MDF, HDF e Madeira Serrada de Pinus e Teca. Com um parque fabril de altíssima capacidade produtiva e tecnologia de última geração, a empresa oferece produtos com padrão de qualidade internacional. Produz e comercializa painéis e serrados de Revista ACR | 40 Anos

madeira - 100% a partir de cultivos florestais - abastecendo as indústrias de móveis, construção civil, automotiva, eletroeletrônica, naval e outras, no Brasil e no mundo. Desde 1952, a empresa vem produzindo inovação e contribuindo com o desenvolvimento econômico e social. Tudo isso preservando o meio ambiente, com a garantia de produtos sustentáveis.

A marca da madeira A principal unidade do grupo Berneck, onde estão localizados o Centro Administrativo, Fábrica de MDP, Fábrica de MDF/HDF, unidade para revestimentos com BP (melamina), Serraria e uma Central Térmica está situada em Araucária/PR. A unidade do grupo Berneck em Curitibanos (SC), conta com uma fábrica de MDF, produzindo desde abril de 2012, uma linha de revestimento com BP, uma Central Térmica e uma Serraria que é considerada a mais moderna da América Latina. Conta — 42 —

atualmente com 548 colaboradores para produzir 20 mil m³ de serrados e 38 mil m³ de painéis de MDF por mês. Em fase final de montagem está a Fábrica de MDP, mais uma linha para revestimento com BP (melamina) e uma impregnadora. As florestas plantadas permitem o uso da madeira em larga escala, reduzindo a pressão sobre as florestas nativas. A madeira é matéria-prima para a construção civil, mobiliário em geral, papel e celulose, embalagens, geração de energia, entre outros usos industriais que garantem emprego e renda a muitas famílias.

BERNECK S.A. PAINÉIS E SERRADOS (49) 3245-9198 | Curitibanos SC www.berneck.com.br


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os primeiros anos da década de 30, em Santa Catarina, descendentes de duas famílias de imigrantes italianos - os Ponzoni e os Brandalise - estabeleceram um pequeno negócio cujo crescimento deu origem a um dos maiores complexos agroindustriais do Brasil: a Perdigão. A BRF foi criada em 2009, a partir da associação entre as duas gigantes, Sadia e a Perdigão. Após o processo de fusão, finalizado em 2012, a empresa tornou-se uma das gigantes do mercado alimentício mundial. Por ano são abatidos aproximadamente 1,66 bilhões de aves e 9,74 milhões de suínos. A empresa atua nos segmentos de carnes, alimentos processados de carnes, margarinas, massas, pizzas e vegetais congelados, com marcas consagradas como Sadia, Perdigão, Qualy, entre outras. A BRF é uma das maiores empregadoras privadas do país, com cerca de 104.400 funcionários. A estrutura de lideranças contempla o presidente do Conselho de Administração, Abílio Diniz e o CEO Global, Pedro Faria. A empresa opera 49 fábricas em todas as regiões do Brasil e possui sóli-

da rede que, por meio de 28 centros de distribuição (CDs), leva seus produtos para consumidores em 95% do território brasileiro. No mercado externo, são mantidas nove unidades industriais na Argentina, uma no Oriente Médio (Abu Dhabi) e duas na Europa (Inglaterra e Holanda), além de 19 escritórios comerciais para atendimento a mais de 110 países dos cinco continentes.

Energia renovável A madeira é a principal fonte de energia para as caldeiras geradoras do vapor utilizado nas fábricas. A empresa tem uma matriz energética com 96,99% de fontes renováveis e, dentre essas, a madeira representa 96% do consumo. O restante da matriz é suprido por fontes não renováveis, como gás natural e óleo combustível. Desde os anos 1970, Perdigão e Sadia já investiam na plantação de florestas de eucaliptos. As plantações propiciaram, desde então, os primeiros ganhos ambientais, ao substituir o corte de árvores nativas por florestas renováveis. As florestas plantadas constituem uma solução para obtenção

de energia com baixo impacto ambiental, especialmente em termos de geração de gás de efeito estufa. Isso porque, para produzir a biomassa, as árvores retiram CO2 (gás carbônico) do ar, que posteriormente é emitido na queima da lenha. Em 2011, a BRF avançou na tecnologia de reflorestamento. Adotou um novo sistema de silvicultura que inseriu o controle e o monitoramento nutricional, materiais geneticamente mais adaptados às condições de clima e solo das regiões onde atua e novos padrões operacionais. Finalmente, está em fase de implantação um programa de garantia da qualidade em todo o processo de produção florestal. A produção média atual de 40 metros cúbicos de madeira por hectare a cada ano vai superar 50 metros cúbicos por hectare por ano (a partir de 2017). A BRF conta atualmente com 41.200 hectares de floresta plantada, dos quais extrai um volume que equivale a 25 mil carretas de madeira por ano. Com a melhoria no plantio, a empresa pretende elevar significativamente a produtividade das áreas que serão colhidas a partir de 2017 – sem precisar aumentar a base florestal plantada já existente. O uso da madeira se traduz hoje numa economia equivalente a milhares de toneladas por ano de óleo combustível. As florestas próprias visam atender no mínimo a 70% da demanda das unidades produtivas. O atendimento chega a 100% da necessidade em algumas unidades. O avanço na tecnologia de reflorestamento contribui para a sustentabilidade do planeta e para a competitividade da BRF.

BRF S.A. (49) 3211-8131 | Videira SC www.brf-global.com — 43 —

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BRF S.A.: A GIGANTE DO MERCADO ALIMENTÍCIO MUNDIAL

BRF S.A.

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CELULOSE IRANI S.A.

postas pelo conhecimento de todos os envolvidos. A Diretoria Executiva da Celulose Irani é composta pelas seguintes pessoas: Péricles Pereira Druck (Diretor Presidente); Sérgio Luiz Cotrim Ribas (Diretor de Negócios Papel e Embalagem) e Odivan Carlos Cargnin (Diretor de Administração, Finanças e Relações com Investidores).

Comprometida com o futuro

CELULOSE IRANI: MAIS DE 70 ANOS NO MERCADO DE PAPÉIS PARA EMBALAGENS

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Celulose Irani foi fundada em 1941 e é hoje uma das principais indústrias nacionais dos segmentos de papel para embalagens e embalagens de papelão ondulado. A empresa produz também chapas e caixas de papelão ondulado e resinas (extraídas do pinus). Toda a produção da empresa é proveniente de base florestal renovável, 100% reciclável, com absoluto respeito às pessoas e ao meio ambiente. Atendendo a produção brasileira e mais de 20 países, sua produção é direcionada: papel para embalagens, atende ambos os mercados (interno e externo); caixas e chapas de papelão ondulado (embalagens de papelão ondulado), destinadas ao mercado interno e resinas (breu e terebintina) atendem quase que exclusivamente o mercado externo. Em 2014, a produção da empresa foi de: • 266 mil toneladas de papel para embalagens; • 199 mil toneladas de embalagens de papelão ondulado produzidas/ expedidas; • 8 mil toneladas de breu e terebintina (resina).

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Presente em quatro estados brasileiros A Celulose Irani está presente em Santa Catarina, onde estão as fábricas de papel e embalagem, na cidade de Vargem Bonita. No Rio Grande do Sul, encontra-se a fábrica de resinas, na cidade de Balneário Pinhal. Em São Paulo, situam-se as fábricas de embalagens, nas cidades de Indaiatuba e na capital, São Paulo. Na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais, há ainda uma fábrica de papel. A empresa possui escritório na cidade de Joaçaba (SC) e sede em Porto Alegre (RS). Atualmente, o quadro de funcionários conta com mais de 2.400 colaboradores diretos, acreditando que o desenvolvimento e valorização das pessoas são fundamentais para o crescimento da empresa.

Focada não só na qualidade de seus produtos, a Celulose Irani, consciente da sua responsabilidade com o planeta, possui em suas unidades mecanismos de desenvolvimento limpo na produção de energia própria e no tratamento de efluentes. A empresa é “Carbono Neutro”, ou seja, emite menos carbono do que tira da atmosfera, além de apoiar projetos sociais, culturais, esportivos e de educação ambiental, a fim de oferecer qualidade de vida e bem-estar às comunidades vizinhas.

Empresa certificada A Celulose Irani cultiva inovação e excelência em todos os processos, produtos e serviços, sempre orientada pelo conceito de desenvolvimento sustentável. Isso pode ser comprovado pelas diversas certificações que a empresa possui, dentre elas: FSC® – Forest Stewardship Council® (Certificação de Manejo Florestal e Certificação da Cadeia de Custódia), ISO 9001, ISO 14001, ISO 14064, ISEGA.

Gestão voltada às pessoas e à sustentabilidade A empresa desenvolve uma gestão dirigida e resultante de ações das pessoas, tendo como norte a sustentabilidade, a fim de que atitudes resultem em ações éticas, transparentes e com— 44 —

CELULOSE IRANI S.A. (49) 3548-9000 | Joaçaba SC www.irani.com.br


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restamentos da empresa são destinados ao plantio sustentável e 53% à preservação de florestas nativas, atendendo à legislação vigente e seguindo os mais rigorosos padrões de preservação ambiental. A Comfloresta é uma Sociedade Anônima (S.A.) de capital fechado. O controle acionário pertence a ou-

Sede Florestal do Planalto, 1988 – Joinville / SC

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tra empresa denominada Comflor Fundo de Investimento em Participações e a atual diretoria da Comfloresta é composta por dois diretores: Fábio Luís Brun e José Mário de Aguiar Ferreira, ambos eleitos em 30/04/2015. A empresa possui atualmente 72 colaboradores diretos.

COMFLORESTA CIA. CAT. EMPREENDIMENTOS FLORESTAIS (47) 3026-8100 | Joinville SC Revista ACR | 40 Anos

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undada em 1971, a Comfloresta – Cia. Catarinense de Empreendimentos Florestais – está sediada em Joinville, Santa Catarina. Atua na gestão de florestas renováveis em 13 municípios dos estados de Santa Catarina e Paraná, com uma área de 28.055 mil hectares. Cerca de 47% da área dos reflo-

COMFLORESTA CIA. CAT. EMP. FLORESTAIS

COMFLORESTA: GESTÃO DE FLORESTAS RENOVÁVEIS


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COMPENSADOS FUCK LTDA.

COMPENSADOS FUCK: PRODUTOS DE SANTA CATARINA PARA O EXTERIOR

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Compensados Fuck fabrica chapas multilaminadas e prensadas (compensados) em madeira. Com grande aceitação no mercado externo, boa parte dos produtos é enviado para outros países. Os fiéis clientes levaram a empresa a contar com um detalhado processo de produção, atendimento diferenciado e produtos com alta qualidade. Hoje a Compensados Fuck possui unidade fabril em Santa Catarina. A ampla área industrial, com 18 mil m², fica em Três Barras (SC). É uma das mais modernas fábricas de compensados do mundo.

Mais de três décadas de história Tudo começou no ano de 1978. A empresa se chamava Fuck Indústria e Comércio Ltda. A partir de então passou a investir em compensados, depois de adquirir a Covema, localizada

em Três Barras (SC), que passava por série crise. Foi na região norte catarinense que surgiu a maior filial da empresa, com o nome de Fuck Três Barras. Em agosto de 2012, a empresa tornou-se independente e constituída e passou a ser chamada de Compensados Fuck Ltda., especializada na produção de compensados e beneficiamento de lâminas faqueadas.

Exportação Dos produtos, 100% são destinados ao mercado externo, sendo 70% da produção exportada há mais de 20 anos para os Estados Unidos, Europa, Caribe e Mercosul. Sua produção mensal é de 3 mil metros cúbicos. São 225 funcionários trabalhando na empresa do Sr. Niceto Osmar Fuck, e seus filhos Carlos Eduardo Fuck e Felipe Alexandre Fuck. Responsável ambientalmente e socialmente, a Compensados Fuck Ltda. fabrica seus produtos com ma-

deiras provenientes de manejo florestal sustentável, certificados pelo FSC® (Forest Stewardship Council), e investe em projetos sociais.

Uma das maiores contribuintes da região Em 2013, a empresa foi considerada uma das maiores contribuintes com Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da região da Associação dos municípios do Planalto Norte Catarinense (Amplanorte). O secretário Executivo da Amplanorte, Hélio Daniel Costa, observa que o desempenho econômico de 2013, que terá seus efeitos econômicos em 2015, foi o melhor dos últimos 30 anos, considerando que os 10 municípios da Amplanorte conseguiram superar o crescimento do estado, que ficou na casa dos 10%. O ex-presidente da Amplanorte, Aldomir Roskamp, cita 2014 como um ano em que muitos contatos foram feitos e que a região já está sendo vista de forma diferenciada. Foram 31 empresas selecionadas e a Compensados Fuck está na 22ª colocação naquela região, à frente de grandes empresas como Big Safra e Madeireira Três Estados.

COMPENSADOS FUCK LTDA. (47) 3623-1418 | Três Barras SC www.fcomp.ind.br Revista ACR | 40 Anos

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Fischer S.A. – Agroindústria, situada no município de Fraiburgo, em Santa Catarina, tem crescido a um ritmo admirável nesses 30 anos de existência. A produção anual, em torno de 100 mil toneladas de maçãs (predominantemente nas variedades Gala e seus clones, e Fuji Suprema), destina-se ao mercado interno e externo. Essa performance valeu à companhia estar entre as maiores empresas do ranking nacional na produção, comercialização e exportação de maçãs. Pioneira na introdução da maçã brasileira no mercado internacional, a Fischer tem forte atuação no abastecimento dos inúmeros países, distribuídos nos cinco continentes. A companhia conta com 2.300 hectares destinados ao cultivo de maçãs, com utilização de avançadas tecnologias de cultivo e manejo, obtendo um alto padrão de qualidade. Toda produção tem certificação GlobalGap, além de outras certificações específicas, de acordo com a exigência de cada mercado. Conta

com três unidades de processamento e armazenagem, com uma área de aproximadamente 65.663 metros quadrados. Sua capacidade de armazenagem gira em torno de 70 mil toneladas, sendo suas câmaras frias equipadas com controle de atmosfera totalmente automatizadas.

Produtos Parte da produção de maçãs é destinada para processamento na produção de suco concentrado clarificado e seus subprodutos. Os investimentos realizados em modernos equipamentos e avançadas tecnologias de processamento na produção de suco de maçã, garantem destacada qualidade ao produto, em atendimento às exigências dos clientes internacionais. Sempre atenta às novas oportunidades de negócios, a companhia explora ainda o cultivo de outras frutas, com destaque para o kiwi. Também explora o cultivo de cereais em uma área de aproximadamente 1.300 hectares e por fim, em cerca de 3.300

hectares de terras, inadequadas para exploração da fruticultura e agricultura, são desenvolvidas atividades de reflorestamento com pinus das espécies Taeda e Elliottii, cuja produção é transformada em madeira serrada, em um volume de 30 mil metros cúbicos anuais, destinados aos fabricantes de móveis e embalagens.

Floresta A atividade florestal também é parte integrante dos negócios da Fischer, por meio da utilização de florestas próprias renováveis de pinus e eucalipto para a exploração de madeira. Todas as áreas reflorestadas atendem a legislação vigente e possuem licenciamento ambiental. As áreas com reflorestamento estão localizadas em Santa Catarina, nos municípios de Fraiburgo, Lebon Régis, Santa Cecília, Monte Carlo e Tangará. As espécies plantadas são o Pinus taeda, Pinus elliottii, Eucalipto dunnii, Eucalipto benthamii e Araucaria angustifolia. A implantação é realizada entre os meses de maio a novembro, envolvendo o preparo do terreno e o plantio de mudas florestais certificadas. Anualmente são produzidos 30 mil m³ de madeira serrada; 24 mil toneladas de chip e 12 mil toneladas de cavaco. Para obter um maior aproveitamento da matéria-prima é usado um sistema automatizado para classificação de toras por diâmetro para garantia de uma melhor performance de produção e qualidade no processo de industrialização da madeira.

FISCHER S.A. AGROINDÚSTRIA (49) 3256-2399 | Fraiburgo SC www.grupofischer.com.br — 47 —

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EMPRESA ASSOCIADA

FISCHER É UM DOS MAIORES PRODUTORES E EXPORTADORES DE MAÇÃ DO PAÍS

FISCHER S.A. AGROINDÚSTRIA

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FLORESTAL GATEADOS LTDA.

FLORESTAL GATEADOS:

QUALIDADE NA PRODUÇÃO E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

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Florestal Gateados Ltda. tem como atuação primordial o florestamento, o reflorestamento, o manejo florestal e a comercialização de toras, principalmente de espécies dos gêneros Pinus e Eucalyptus, além da Araucaria angustifolia. Pratica também a silvicultura e o manejo de outras espécies de coníferas e folhosas.

Como tudo começou O início de tudo se deu através do Sr. Firmino da Silva Rosa, em 1899. A Fazenda dos Gateados, como era conhecida, fora adquirida com recursos provenientes de tropeadas de gado, muares e cavalos, do Rio Grande do Sul para São Paulo. Com tradição de décadas na pecuária extensiva, exploração legal de araucárias nativas e gado leiteiro, foi aos poucos transformando suas áreas em florestas plantadas. Em 1975 assume a administração da fazenda o Sr. Emílio Einsfeld Filho, que inicia as atividades florestais com Araucaria angustifolia em 1978 e os plantios de Pinus, em 1981. No ano de 1988 foi constituída a empresa jurídica Florestal Guamirim Gateados Ltda., inicialmente desenvolvendo atividades de transporte rodoviário de toras. Em 2001, a empresa recebe aporte financeiro, absorvendo o patrimônio da atividade rural de seus sócios e passa a ser denominada Florestal Gateados Ltda., caracterizando suas atividades na produção e comercialização de toras de Pinus spp., Eucalyptus spp. e Araucaria angustifolia. Revista ACR | 40 Anos

30 mil toneladas de toras por mês A Florestal Gateados Ltda. atua em Santa Catarina, nos municípios de Campo Belo do Sul (onde se concentra a maior parte dos reflorestamentos), Capão Alto, Correia Pinto, Ponte Alta e São José do Cerrito. A empresa de propriedade do Sr. Emílio Einsfeld Filho e Firbal Participações S.A., produz e comercializa uma média de 30 mil toneladas de toras por mês (o que equivale a 1000 carretas carregadas com 30 toneladas cada), oriundas de florestas plantadas com recursos próprios, gerando cerca de 240 empregos diretos e quatro mil indiretos.

Preocupação ambiental A área total da empresa é de aproximadamente 19.270 hectares, sendo 8.536 hectares de efetivo plantio. Além da qualidade de seus produtos, a empresa se preocupa com o equilíbrio entre produção e preservação do meio ambiente. Recebendo destaque pela criação de uma unidade de conservação no ano de 2008, a Reserva Particular do Patrimônio Natural RPPN Emílio Einsfeld Filho, onde se concentram uma rica variedade da fauna e flora nativa da região. A RPPN Emílio Einsfeld Filho é a maior do estado de Santa Catarina e do Bioma Mata Atlântica, conforme dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). — 48 —

Além disso, a Florestal Gateados possui um programa que tem por objetivo destinar de forma correta todos os resíduos gerados pela empresa, a fim de que sejam evitados os efeitos negativos que eles podem ter no meio ambiente e na saúde dos colaboradores. O programa se baseia na separação e destinação dos resíduos e educação ambiental na forma de orientações sobre a coleta seletiva aos colaboradores, prestadores de serviços e demais visitantes da empresa.

Produzindo para o Brasil e exterior A Florestal Gateados Ltda. centraliza suas atividades na produção e comercialização de toras de pinus e eucalipto, produzindo um total de 27 mil toneladas de pinus e três mil de eucaliptos ao mês. A empresa possui atualmente mais de 40 clientes. Apesar da venda direta ser realizada para indústrias nacionais, 50% da madeira é destinada à exportação após a industrialização.

FLORESTAL GATEADOS LTDA. (49) 3249-3000 | Campo B. do Sul SC www.gateados.com.br


cial entre 1.600 e 1.300 árvores/hectare e chegando ao corte final entre 21 e 23 anos com aproximadamente 350 árvores/hectare. A produção anual de madeira em toras é de aproximadamente 500 mil toneladas; o produto é comercializado com serrarias, laminadoras, beneficiadoras de madeiras (fabricantes de portas e painéis), indústrias de MDF, MDP e celulose da região dos planaltos central e norte catarinense, bem como do Alto Vale do Itajaí. A Florestal Rio Marombas conta atualmente com 300 colaboradores.

Aperfeiçoamento constante

A

s empresas Florestal Rio Marombas e Florestal Rio das Pedras são responsáveis pela gestão de ativos florestais localizados nos municípios de Capão Alto, Campo Belo do Sul, Anita Garibaldi, Lages, São Cristóvão do Sul, Ponte Alta do Norte, Santa Cecília e Timbó Grande. Esses ativos abrangem uma área total de 34.947 hectares, sendo 21.802 hectares de área produtiva e 11.047 hectares de área de preservação e conservação. A empresa possui como missão estar orientada para a formação de florestas de Pinus spp, atendendo às funções econômicas, sociais e ambientais, produzindo através de práticas de manejo e uso racional dos recursos, madeiras em toras, de qualidade diferenciada, assegurando a satisfação dos clientes e a sustentabilidade do negócio. A visão da empresa é ser referência na gestão dos negócios que opera e ser reconhecida

por todos os públicos pela qualidade diferenciada dos produtos e serviços. Para atingir os objetivos estabelecidos na sua missão e visão, a empresa atua na formação e no manejo das florestas comerciais plantadas, atendendo as funções sociais, a conservação dos recursos ambientais naturais e a sustentabilidade da atividade, como declara seu Termo de Compromisso com o FSC – Forest Stewardship Council.

Produção anual de 500 mil toneladas A empresa trabalha com a venda de madeira em toras de espécies do gênero Pinus, predominantemente o Pinus taeda. Com o objetivo de otimizar a produção de toras, focando qualidade e multiprodutos, possui um programa de manejo florestal que prevê a realização de até três desbastes, partindo de uma densidade ini— 49 —

Vários programas de pesquisa embasam as atividades de produção e melhoria dos rendimentos das florestas comerciais, tais como: pesquisa de manejo e crescimento florestal, pesquisa de melhoramento genético (desenvolvimento de uma “raça” local); pesquisa de adubação, pesquisa de introdução de procedências de Pinus taeda, pesquisa de novos produtos para controle de formigas. Como forma para garantir a conservação e a evolução da capacidade de manutenção e preservação das áreas de mata nativa, a empresa ainda possui cuidados especiais com as mesmas, realizando trabalhos de pesquisa nas áreas de fauna e flora que objetivam monitorar as áreas normais e as de especiais atributos de preservação.

FLORESTAL RIO MAROMBAS LTDA. (49) 3254-1155 Ponte Alta do Norte SC Revista ACR | 40 Anos

EMPRESA ASSOCIADA

FLORESTAL RIO MAROMBAS GERENCIA MAIS DE 34 MIL HECTARES

FLORESTAL RIO MAROMBAS LTDA.

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EMPRESA ASSOCIADA

IMARIBO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO

GRUPO IMARIBO E REFLORESTADORA MONTE CARLO

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Grupo Imaribo, de propriedade da família Pizani, nasceu em Tangará, Planalto Sul Catarinense. Começou em 1943 industrializando madeira serrada. E fornecia para o mercado nacional, principalmente para o estado de São Paulo, onde a construção civil estava em constante desenvolvimento. Com a crescente demanda, houve uma expansão na produção e a necessidade de matéria-prima. Em 1948, foi montada uma serraria em Espinilho, onde atualmente é a cidade de Monte Carlo (SC), cuja atividade foi expandida para o Paraná. Nos dois estados o grupo produz papéis, papelões e celulose sob o nome de Iguaçu Celulose. A empresa é a principal fornecedora nacional de celulose fibra longa não branqueada, de papel base para carbono e um dos quatro maiores produtores brasileiros de sacos multifoliados. A unidade localizada em São José dos Pinhais produz papéis especiais de baixa gramatura. Em Piraí do Sul (Norte Pioneiro), a empresa faz celulose não branqueada fibra curta e fibra longa. Em Campos No-

vos e Frei Rogério (ambas em Santa Catarina), as duas fábricas produzem sacos multifoliados, papel kraft, papelão e pasta mecânica. Um dos pontos fortes da operação do grupo é a área própria de florestas plantadas. A Reflorestadora Monte Carlo supre as fábricas com madeira de seus 31 mil hectares de áreas reflorestadas.

Empresa autossuficiente O Grupo Imaribo é uma empresa autossuficiente em matéria-prima. Possui uma área de 37.011 hectares de terras, divididos no estado do Paraná (17.712 hectares) e Santa Catarina (19.299 hectares). Destes, 27.527 hectares são de áreas de reflorestamento de Pinus de alto rendimento, sendo 3.720 hectares com Programa de Fomento. O principal objetivo é abastecer suas unidades industriais com matéria-prima própria. Fornece madeiras para a produção de móveis em geral e para construção civil, destinados ao mercado brasileiro e internacional. Fabrica mensalmente

11 mil m³ de madeira serrada bruta, que além de abastecerem as unidades do grupo, ainda são vendidas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e são exportadas para México, Marrocos e Arábia Saudita. São 350 funcionários trabalhando para o bom andamento da Reflorestadora Monte Carlo, que é dirigida por Paulo R. Pizani, Eduardo J. Nardi, João Mendes Neto e Nivaldo Dziekanski. A Reflorestadora Monte Carlo possui uma área física de 19.170 m² de área construída, em 18,51 hectares de terra. O cuidado no manejo garante a produtividade das florestas implantadas. Através de estudos e esforços, a empresa tem buscado avanços na qualidade das árvores, através do melhoramento genético das sementes, garantindo a sua produtividade. Os viveiros de Monte Carlo (SC) e Piraí do Sul (PR), possuem capacidade para produzir 6 milhões de mudas anualmente, o suficiente para atender a demanda atual. A metodologia de sustentabilidade segue uma rigorosa política ambiental de responsabilidade em relação aos recursos naturais, com a preservação das matas nativas, gestão de resíduos sólidos, tratamento de efluentes e planos de fomento florestal. Um processo ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável. O grupo também atua como revendedor de veículos com a Nórdica, distribuidora de ônibus e caminhões Volvo, e com a Champagnat, concessionária da General Motors.

IMARIBO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO (49) 3546-5000 | Monte Carlo SC www.imaribo.com Revista ACR | 40 Anos

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EMPRESA ASSOCIADA

GUARARAPES PAINÉIS S.A.

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GUARARAPES TRIPLICARÁ A CAPACIDADE PRODUTIVA

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o ano em que completa 30 anos de fundação, a Guararapes anuncia um investimento de mais de R$ 300 milhões na construção de uma nova linha de produção de MDF em Caçador (SC). As obras já começaram e a previsão para start-up da linha é fevereiro de 2016, quando a capacidade produtiva passará dos atuais 200 mil m³/ano para 600 mil m³/ano. Com a nova planta em funcionamento, a indústria deverá figurar entre os maiores produtores de MDF do país. O crescimento médio do consumo de MDF no mercado nacional de 12% nos últimos sete anos, de acordo com dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), e a expectativa de que o governo siga investindo nos programas habitacionais estimularam a decisão da empresa em ampliar a produção. “Para podermos acompanhar o crescimento do mercado e darmos suporte ao crescimento dos nossos clientes, decidimos fazer este investimento. Apesar do momento de expectativa em relação às futuras decisões do governo

federal, acreditamos que o setor vai seguir crescendo. Além disso, vemos uma boa perspectiva para a exportação, onde já temos uma participação bastante importante com o compensado”, afirma o diretor geral da Guararapes, Ricardo Pedroso. A oportunidade de vender para outros países virá com a maior flexibilidade em dimensões e espessuras dos painéis que a nova linha irá permitir. O objetivo é diversificar o mix de produtos e exportar entre 10% e 15% da capacidade adicional de produção.

Guararapes A história da Guararapes se iniciou em 1984 com a fundação de uma pequena madeireira. Após 20 anos de experiência no mercado internacional, exportando painéis compensados, a indústria passou a atender a crescente demanda do mercado interno, diversificando seus produtos e inaugurando a fábrica de MDF em Caçador (SC), em 2009, que se somou — 51 —

às duas unidades de compensados localizadas em Palmas (PR) e em Santa Cecília (SC). Ao longo desses 30 anos, a empresa tem investido em melhoria da qualidade e da produtividade dos produtos por meio da modernização do parque industrial com novas tecnologias e qualificação das equipes. Atualmente, a Guararapes possui 1.800 colaboradores e exporta seus produtos certificados, com o selo FSC® - Forest Stewardship Council®(Conselho de Manejo Florestal), para mais de 50 países. A nova linha deve gerar outros 160 empregos diretos.

GUARARAPES PAINÉIS S.A. (49) 3561-6700 | Caçador SC www.guararapes.com.br Revista ACR | 40 Anos


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EMPRESA ASSOCIADA

KLABIN S.A.

KLABIN, A MAIOR PRODUTORA DE PAPEL DO BRASIL

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undada em 1899 como uma pequena tipografia e importadora de papel, a Klabin é hoje a maior produtora e exportadora de papéis para embalagem, sacos industriais e embalagens de papelão ondulado do Brasil. Líder em todos os segmentos em que atua, a companhia possui 14 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina. Com sede administrativa na cidade de São Paulo, a Klabin conta com unidades florestais no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. A empresa exporta seus produtos para mais de 60 países e é a única fornecedora de cartões para líquidos da América Latina. Presente em Santa Catarina desde 1969, a área da Klabin no estado abrange 138 mil hectares de florestas plantadas de pinus e eucalipto e matas nativas preservadas. No total, a companhia possui cinco Unidades Industriais no estado. Em Otacílio Costa, segunda maior fábrica da Klabin, produz papéis para embalagens. A Unidade Correia Pinto é voltada para a produção de papel para sacos (sack kraft). Em Lages, a companhia fabrica sacos industriais e, em Itajaí, produz embalagens de papelão ondulado. Revista ACR | 40 Anos

Preservação ambiental Pioneira na adoção do manejo florestal em forma de mosaico – sistema que mescla florestas plantadas de pinus e eucalipto e matas nativas preservadas – a Klabin desenvolve um intenso trabalho para preservar a biodiversidade de suas florestas, que abrange a identificação e preservação de espécies da fauna e flora, inclusive as consideradas raras ou em extinção. Um exemplo do compromisso sustentável é o trabalho realizado na RPPNE (Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual) Complexo Serra da Farofa, em Santa Catarina, onde a Klabin conserva uma área com cerca de cinco mil hectares. A RPPNE Complexo Serra da Farofa está dividida em seis grandes blocos localizados nos municípios catarinenses de Painel, Urupema, Rio Rufino, Urubici e Bocaina do Sul e ainda reúne as nascentes dos rios Caveiras e Canoas, que têm grande importância para a região. Destinada exclusivamente ao apoio a estudos científicos, proteção ambiental e dos recursos hídricos, a Reserva possui grande relevância para a manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica. Os trabalhos realizados nessa área de conservação já iden— 52 —

tificaram quase 600 espécies de flora e 75 espécies de fauna.

Produtos e inovação Os produtos da Klabin fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas, no Brasil e no exterior, que consomem alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, eletroeletrônicos, cimento, sementes, farinha de trigo e muitos outros artigos. A busca por processos inovadores faz com que a Klabin realize diversas atividades de pesquisa para aumentar a produtividade dos plantios e das fábricas; ampliar o portfólio de produtos e a flexibilidade nas linhas de produção; e reduzir a emissão de resíduos industriais e o consumo de água. A Klabin está realizando o maior investimento da sua história, o Projeto Puma, nova fábrica de celulose em construção na cidade de Ortigueira (PR). Com inauguração prevista para o início de 2016, a fábrica adicionará 1,5 milhão de toneladas de celulose à capacidade da empresa e proporcionará ainda mais flexibilidade aos negócios graças à diferenciação dos produtos: celulose de fibra curta (eucalipto), celulose de fibra longa (pinus) e celulose fluff (usada na fabricação de fraldas e absorventes). A Unidade também será autossuficiente em geração de energia elétrica, com produção de 270 MW, sendo 120 MW para consumo e os 150 MW excedentes serão disponibilizados no sistema elétrico brasileiro, energia suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes.

KLABIN S.A. (49) 3275-8228 | Otacílio Costa SC www.klabin.com.br


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origem da Komatsu Forest no Brasil remonta a junho de 1972, quando Severino Rodrigues dos Santos e Antônio Freitas fundaram a Implemater. A empresa começou produzindo implementos para máquinas de terraplanagem, mas já em 1973 descobriu a sua vocação florestal, quando iniciou a produção de cabines florestais para tratores de esteira. Em 1974 produziu o seu primeiro equipamento hidráulico, garras florestais para carregadeiras. Em 1983 a Implemater lançou um mini skidder adaptado em tratores agrícolas e em 1984 produziu a sua primeira grua florestal, a CF 5550. 1986 foi o ano da CF 1270, uma grua de grande porte. Em 1990 o Grupo Valmet assumiu o controle acionário da Implemater, que passou a chamar-se Valmet Implemater, unindo assim a história das duas empresas. Como resultado, em 1991 o trator florestal Valmet 636 passou a ser montado no Brasil, com a utilização de componentes nacionais e importados. Em 1994 foi iniciada a produção no Brasil do harvester Valmet 601.

Em 1996 foi apresentado ao mercado sul-americano o cabeçote harvester 965 e, devido a situação econômica na qual o país então encontrava-se, foi paralisada a produção de máquinas florestais no Brasil, que passaram a ser importadas da Suécia. O ano de 1997 foi um marco importante para a empresa no Brasil, quando iniciou o primeiro Contrato de Manutenção com a Aracruz, em Posto da Mata (BA). Em 2001 a empresa ganhou a concorrência para uma grande venda de máquinas e equipamentos para a Aracruz e Veracel e o Contrato de Manutenção foi expandido, atendendo desde Barra do Riacho até Eunápolis. Em 2004 a Komatsu Ltda. adquiriu a Valmet e a empresa no Brasil passou a chamar-se Komatsu Forest. Em 2005 foi introduzido o primeiro kit florestal para escavadeiras, que possibilitou a transformação econômica de uma escavadeira Komatsu em um harvester. Em 2011 a marca dos equipamentos mudou para Komatsu. Uma história marcada por conhecimento das necessidades do mercado da América Latina, constan-

te evolução tecnológica, foco no setor florestal e um grande comprometimento com os clientes. A empresa possui a certificação Cerflor - Programa Brasileiro de Certificação Florestal. A matriz da Komatsu Forest está localizada em Pinhais, no Paraná e tem uma área construída de 5.218,23 m². são 11 filiais em todo território nacional e os produtos são comercializados no Brasil, no Uruguai e Argentina. O quadro de colaboradores conta com 618 profissionais, liderados pelo diretor geral da divisão florestal, Sr. Edson Leonardo Martini.

Prêmio de Inovação e Tecnologia Biomassa BR A entrega da segunda edição do “Prêmio de Inovação e Tecnologia Biomassa BR”, que premiou as principais iniciativas do setor de biomassa no Brasil, ocorreu no “9º Congresso Internacional de Bioenergia”, em 2014. A Morbark, representada pelo seu revendedor exclusivo no Brasil, a Komatsu Forest, foi destaque no evento; recebendo pelo segundo ano consecutivo o prêmio máximo do setor na América Latina. O prêmio foi recebido pelo desenvolvimento e pelo desempenho do sistema “Quick Switch”, que permite a linha de trituradores Morbark Wood Hog substituir os martelos por facas de corte, sem a retirada do rotor, proporcionando vários tipos de biomassa processada em um único equipamento, inclusive produzindo material pronto para produção de pellets.

KOMATSU FOREST LTDA. (41) 2102-2828 | Pinhais PR www.komatsuforest.com.br — 53 —

Revista ACR | 40 Anos

EMPRESA ASSOCIADA

KOMATSU FOREST HÁ 43 ANOS NO BRASIL

KOMATSU FOREST LTDA.

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EMPRESA ASSOCIADA

MANOEL MARCHETTI IND. COM. LTDA.

MANOEL MARCHETTI: UMA EMPRESA COMPLETA NO RAMO FLORESTAL

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undada em 1956, em 2016 completa seu 60º aniversário. A Manoel Marchetti Indústria e Comércio Ltda. opera o ciclo completo no ramo madeireiro, em sistema integrado: reflorestamento, colheita, industrialização, comercialização e transporte de seus produtos. Atualmente a empresa está sob a direção de Genésio Ayres Marchetti, diretor presidente e Fabio Ayres Marchetti, diretor executivo. O parque fabril é composto por cinco unidades: duas em Ibirama (SC), uma em Lages (SC), uma em Juruena (MT) e uma em Sorocaba (SP). A área de cobertura total é de 55 mil m², com capacidade para processar cerca de 10 mil m³ de madeira por mês. A empresa produz: portas, kits, acessórios para portas, edificações pré-fabricadas, carretéis e biomassa.

Florestas A empresa cultiva e mantém reservas florestais com capacidade para 2,5 milhões de metros cúbicos de madeira de 5,7 milhões de árvores plantadas. São reflorestamentos próprios, garantindo abastecimento para os próximos Revista ACR | 40 Anos

FSC® – Forest Stwardship Council® (Conselho de Manejo Florestal) cadeia de custódia (porta pinus), Certificação de Conformidade de Produto ABNT 15.930-2:2011-PIM (portas lisas), que dispõe de estrutura específica para busca contínua da melhoria em seus processos, produtos e serviços. A marca e produtos Marchetti podem ser encontrados no Brasil inteiro e igualmente, nos exigentes mercados do exterior, já que exporta para cerca de 30 países nos 5 continentes. A filosofia da empresa é de agregação e elevação da qualidade, conquistada através da capacidade e treinamento dos profissionais, tendo a satisfação dos clientes como foco. Atualmente a equipe é composta por cerca de 600 colaboradores.

20 anos. O ativo florestal da empresa contém acima de 10 mil hectares de florestas nativas, incluindo APP’s, RL’s e remanescentes. A Manoel Marchetti garante a prática do manejo florestal em suas fazendas de florestas plantadas, visando sempre a melhoria contínua das técnicas que garantem o bom uso dos recursos naturais renováveis, integrada com ganhos de qualidade e produtividade. A empresa tem como premissas: a compra de matéria-prima com prioridade para aquelas com garantia de origem ambientalmente correta e viabilizar a venda de produtos sustentáveis.

Certificações O Sistema de Gestão da Qualidade da Manoel Marchetti dispõe de estrutura específica para busca contínua da melhoria em seus processos, produtos e serviços. A construção deste conceito está baseado na implementação de padrões normativos internacionais como as normas ISO 9001:2008 e NIMF 15, todos certificados e submetidos a auditorias anuais. Possui também a certificação — 54 —

MANOEL MARCHETTI INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. (47) 3357-8180 | Ibirama SC www.marchetti.ind.br


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MINUSA FOREST: INOVAÇÕES PARA O MERCADO FLORESTAL

Maior fabricante de material rodante da América Latina A Minusa possui a maior rede de lojas de peças de reposição para tratores e máquinas pesadas da América Latina. Também oferece serviços com alto grau de excelência. Junto com a divisão Forest preocupa-se de maneira especial com o cliente e seu equipamento, para oferecer serviços de pronto atendimento, peças de reposição com pronta entrega, treinamento e amplo suporte. Um dos grandes marcos da empresa foi em 2013, quando tornouse a Dealer no Brasil da fabricante

finlandesa de equipamentos florestais: Logset. São 06 modelos de forwarders, 06 modelos de harvesters e 05 modelos de cabeçotes.

MINUSA

bricante de material rodante da América Latina. Produz em média 7 mil toneladas/ano para todas as marcas e modelos. Com uma equipe altamente especializada e cerca de 700 colaboradores, atua nos segmentos de mineração, construção civil, florestal, agrícola e montadoras.

EMPRESA ASSOCIADA

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m 2015 a Minusa completou 48 anos de atividades. A marca, que carrega inovação em tudo que faz, hoje é símbolo de tradição dentro setor florestal. Tudo começou em 1967, com uma oficina mecânica na região serrana de Santa Catarina. Na época, a pouca disponibilidade de peças e componentes para o conserto de tratores no mercado levou os empreendedores a desenvolverem e fabricarem os materiais por conta própria. O negócio ganhou impulso e em 1972 a área fabril foi expandida para 20 mil m². Ao longo dos anos o crescimento nunca parou. Hoje a Minusa ocupa uma área total de 100 mil m², sendo 35 mil m² de área industrial. Neste espaço estão concentradas as células de fundição, forjaria, laminação, usinagem, tratamento térmico, laboratório e logística. A expansão no mercado nacional também foi acelerada. Atualmente são 23 filiais distribuídas nas principais regiões do Brasil, o que representa 65% do mercado nacional no segmento. A Minusa tornou-se a maior fa-

Uma empresa eficiente Com inovação e competência nos processos de capacitação, a Minusa Forest tem um serviço diferenciado e completo, desde a compra dos equipamentos florestais até a capacitação dos operadores na floresta. O simulador de operação Logset é um software que possui uma série de opções para o manuseio das toras. Com o simulador é possível programar várias operações e otimizar o tempo de trabalho. O método pode reduzir em até 40% a manutenção das máquinas além de aumentar consideravelmente a produtividade. A Minusa Forest está diariamente em busca da eficiência operacional e da produtividade nas operações de colheita florestal. Foto: Revista Referência

MINUSA (49) 3226-1000 | Lages SC www.minusa.com.br — 55 —

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EMPRESA ASSOCIADA

MOBASA REFLORESTAMENTO S.A.

MOBASA: DO FLORESTAMENTO À CONSCIÊNCIA SOCIOAMBIENTAL

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MOBASA – Modo Battistella Reflorestamento S.A., em Rio Negrinho, e a FLOBASA – Florestal Battistella S.A. em Lages, foram fundadas em 1973. Desde sua fundação, a MOBASA investiu e ampliou suas áreas de cultivos florestais, chegando a administrar mais de 62 mil hectares. Em 2003 a Mobasa conquistou o reconhecimento socioambiental, através da obtenção de selo FSC® e mantém o certificado até os dias de hoje. Em 2010 os ativos florestais da Mobasa e Flobasa foram consolidados, dando origem a Modo Battistella Reflorestamento S.A. Em 2012, a Modo Battistella Reflorestamento S.A. foi adquirida pela Rio Negrinho participações S.A., parceria entre a Berneck S.A. Painéis e Serrados e investidores administrados pela Global Forest Partners LP. Nesta aquisição a empresa passou a adotar o atual nome Mobasa Reflorestamento S.A.

A empresa A Mobasa Reflorestamento. S.A. é proprietária de fazendas e detém o patrimônio fundiário de 38 mil hectares, com florestas plantadas e remanescentes florestais nativos em vários municípios nos estados do Paraná e Santa Catarina. A empresa produz aproximadamente 330 mil m³/ano de toras. Suas florestas abastecem unidades industriais de processamento mecânico, como indústrias de papel e de chapas, serrarias, laminadoras e indústria moveleira.

Responsabilidade social e ambiental As áreas protegidas, entre Preservação Permanente e Reserva LeRevista ACR | 40 Anos

gal, totalizam 22 mil hectares de formações florestais nativas. Dentre as quais se insere uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN. Esta RPPN, denominada Reserva Emílio Fiorentino Battistella, popularmente conhecida como “Rota das Cachoeiras”, está localizada no município de Corupá – SC, ocupando uma área de 1.156 hectares. Esta RPPN está registrada e aprovada junto ao IBAMA, e em 2006 passou a ser considerada pelo FSC como uma Floresta de Alto Valor de Conservação. Seu principal objetivo está vinculado à atividade de educação ambiental, turismo ecológico e proteção de um remanescente de grande valor ambiental da Mata Atlântica, contribuindo assim para o patrimônio ecológico regional. A partir do ano de 2015, a Mobasa participa ativamente na constituição e funcionamento do uma unidade do Programa Social Pescar, contribuindo em brindar oportunidades de desenvolvimento pessoal, cidadania e iniciação profissional para jovens em situação de vulnerabilidade social. O projeto está sendo desenvolvido na região de Rio Negrinho, em parceria com a Renova Floresta e Solida Brasil Madeiras.

Administração do patrimônio da Mobasa A gestão dos ativos e a administração das operações florestais da Mobasa são efetuados pela empresa Valor Florestal – Gestão de Ativos Florestais Ltda. Esta mantém equipe técnica especializada de apoio — 56 —

em Jaguariaíva / PR e escritório em Rio Negrinho e Lages, onde gerencia todas as operações e atividades das empresas. Os funcionários diretos da Mobasa totalizam 86 colaboradores, especificamente de atuação nas áreas de silvicultura e produção, contribuindo com a geração e manutenção de emprego nas comunidades onde a Mobasa tem atuação.

MOBASA REFLORESTAMENTO S.A. (47) 3646-2905 | Rio Negrinho SC


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Florestas

Divisão de Sacos Industriais da Primo Tedesco S.A. - Caçador SC

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Primo Tedesco S.A. é uma empresa que produz celulose, papel kraft, papel reciclado, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais. Seus produtos são comercializados no mercado nacional, Mercosul, América do Norte e Europa, sendo provenientes de base florestal renovável própria, atestando que a qualidade dos mesmos está diretamente relacionada ao respeito pelo meio ambiente e também pelo homem. A empresa Primo Tedesco S.A. começou a ser formada na década de 30, quando Primo Tedesco instalou, em Caçador, Oeste de Santa Catarina, uma pioneira fábrica de pasta mecânica, movida por uma pequena turbina instalada no Rio do Peixe. Em 1939 foi constituída a empresa de nome Primo Tedesco, que se tornaria uma grande organização fabricante de papel e embalagens. Desde que chegou a Caçador, Primo Tedesco vislumbrou a necessidade de preservar as reservas florestais da região para suprimento de maté-

ria-prima. A partir da década de 50, enquanto as matas eram derrubadas, ele plantava pinheiros, tornando-se o primeiro reflorestador da região. Pelo feito inovador, Primo Tedesco recebeu o título de Comendador da Ordem da Árvore. Seu trabalho permitiu a integração das atividades das empresas lideradas pela fabricação de papel.

São quatro fábricas As unidades de negócios da Primo Tedesco S.A. são constituídas de produção de energia elétrica, reflorestamentos, produção de celulose e papel, produção de embalagens de papelão ondulado e sacos industriais. Além da unidade fabril de Caçador, ainda possui fábrica em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e escritórios em São Paulo e Porto Alegre. A Primo Tedesco S.A., em razão de sua verticalização e integração, atua de modo geral em todos os segmentos do mercado de celulose, — 57 —

A empresa produz suas mudas de pinus para posterior plantio em áreas predeterminadas. As etapas do plantio têm início no viveiro, com aquisição das sementes de pinus da espécie taeda clonal de segunda geração e elaboração de mudas. No intuito de melhorar a qualidade e rendimento das florestas, a empresa desenvolve estudos na utilização das mudas e preparação de terreno, respeitando o manejo sustentável do reflorestamento e do ecossistema. Em Caçador/SC estão localizadas as grandes áreas de cultivo que garantem o rápido e perfeito abastecimento do parque industrial. A Primo Tedesco realiza manejo sustentável de suas florestas com o objetivo de garantir a conservação das mesmas em um sentido mais amplo, gerando benefícios diretos e indiretos para toda a sociedade. O manejo sustentável das florestas na empresa é considerado elemento fundamental para preservação do meio ambiente, visto que a atividade tem obtido resultados significativos na preservação da mata nativa, como também permitido o aumento da taxa de crescimento das árvores remanescentes e diminuído a taxa de mortalidade natural das florestas.

PRIMO TEDESCO S.A. (49) 3421-0600 | Caçador SC www.primotedesco.com.br Revista ACR | 40 Anos

PRIMO TEDESCO S.A.

papel e embalagens, no Brasil e no Mercosul, bem como nos Estados Unidos da América e Europa, levando seus produtos com qualidade e segurança.

EMPRESA ASSOCIADA

PRIMO TEDESCO: EXCELÊNCIA NA PRODUÇÃO DE CELULOSE


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REFLORESTADORA SINCOL LTDA.

REFLORESTADORA SINCOL: DO CULTIVO AO PRODUTO FINAL

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EMPRESA ASSOCIADA

município de Caçador, situado no meio oeste Santa Catarina, integra a microrregião do Contestado e é o líder em produção de madeira do estado, contando com 150 indústrias, das quais, 70 estão ligadas ao setor madeireiro. A empresa Sincol S.A. Indústria e Comércio foi fundada em 1943 com o objetivo de beneficiar madeiras, fabricar móveis e construir casas. Sua atividade atual é a fabricação de portas, rodapés, batentes, guarnições, Sinkit (portas montadas), sarrafeados, door-blank, aplainados, entre outros. Aproximadamente 35% da produção é destinada ao mercado externo.

A Reflorestadora Sincol Ltda., com o objetivo de implantar e manejar as florestas para suprir a demanda industrial vem manejando suas florestas há mais de 50 anos, atendendo todas as características técnicas exigidas pelo processo industrial da empresa. São mais de 24 mil hectares de áreas manejadas, totalizando 66 fazendas plantadas com pinus, eucalipto e erva-mate. Atualmente a empresa conta com 122 colaboradores diretos e aproximadamente 48 indiretos (terceirizados), os quais trabalham sazonalmente. A colheita das florestas plantadas renováveis, produz mensalmente 22 mil toneladas de madeira.

REFLORESTADORA SINCOL LTDA. (49) 3561-5000 | Caçador SC www.sincol.com.br Revista ACR | 40 Anos

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A S S O C I A D O S

Atuando há 13 anos A Renova é uma empresa certificada pelo FSC® – Forest Stewardship Council® (Certificação de Manejo Florestal e Certificação da Cadeia de Custódia). Fundada em 2002, a sede fica em Rio Negrinho, norte catarinense e conta com 41 colaboradores. A empresa Valor Florestal é quem gerencia todas as florestas da Renova. Desempenho, solidez, respeito à natureza e contínuo processo de melhoramento genético e de produção, fazem com que a empresa seja reconhecida como sinônimo de qualidade e produtividade. Todo processo que dá sustentação a essa complexa e estruturada operação logística de abastecimento, das diferentes indústrias, começa com um sistema bem planejado de estradas vicinais, que sob qualquer condição climática permite o acesso dos caminhões até as áreas de produção de toras. Tudo tem que funcionar 24 horas por dia e para isso a empresa conta com equipamentos de alta performance, modernos e bem mantidos.

A sustentabilidade de todo o sistema de produção da Renova Floresta começa pela escolha do material genético a ser plantado, selecionando as espécies e clones que melhor se adaptam aos climas, solo e outras características das áreas onde a empresa tem suas florestas plantadas. O acompanhamento preciso do crescimento da floresta, através do inventário florestal, é o que determina o momento correto dos desbastes e do desramo e, como consequência, a obtenção de uma floresta multiprodutos com a maior rentabilidade possível. Esse monitoramento certifica que a empresa está retirando somente o que a floresta é capaz de produzir, garantindo a perenidade do negócio florestal e do abastecimento de seus clientes.

Meio social No contexto socioeconômico, a empresa se preocupa com as comunidades, com o bem-estar de seus funcionários e também dos terceirizados. Exemplo disso é a parceria que a empresa mantém com a prefeitura de Rio Negrinho no Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos, melhorando consideravelmente o nível de instrução dos trabalhadores das empresas de silvicultura. Todo esse trabalho da semente ao plantio, da floresta ao cliente, passando por todos os controles operacionais, processamentos legais e forte presença junto às comunidades locais, não seria possível sem a participação da Valor Florestal, responsável por toda gestão das áreas da Renova.

RENOVA FLORESTA LTDA. (47) 3644-5098 | Rio Negrinho SC — 59 —

Revista ACR | 40 Anos

RENOVA FLORESTA LTDA.

A

s áreas da Renova Floresta estão localizadas em uma das mais produtivas regiões do mundo para o crescimento de florestas coníferas, ocupando em torno de 23 mil hectares. São pinus com diferentes idades, crescendo entre os estados do Paraná e Santa Catarina. Estando assim, dentro do polo moveleiro de São Bento do Sul, maior município produtor de móveis de madeira sólida de pinus do país. Essas florestas trazem enormes vantagens logísticas e comerciais às indústrias locais. Participam ainda deste parque industrial diversas empresas de base florestal que dão suporte às indústrias moveleiras locais, fábricas de compensados, MDF, MDP, além de centenas de pequenas, médias e até grandes serrarias, que garantem um fluxo contínuo de produção da Renova, que é da ordem de 500 mil m³ por ano de toras, de diferentes diâmetros. Grande parte desse volume, no entanto, é direcionada à empresa do grupo Solida Brasil Madeiras, especializada na produção de molduras.

Do plantio ao corte

EMPRESA ASSOCIADA

RENOVA FLORESTA: PINUS DE QUALIDADE PARA O MERCADO INTERNO


EMPRESA ASSOCIADA

RF REFLORESTADORA LTDA.

A S S O C I A D O S

A HISTÓRIA DA RF REFLORESTADORA

C

om um sentimento nobre em relação à proteção ambiental, indispensável a toda e qualquer comunidade, os fundadores do Grupo WEG adquiriram, em 1972, a primeira propriedade rural da empresa, contando com florestas naturais e um pequeno projeto de reflorestamento, localizada no município de Corupá (SC). Nos meados da década de 70 (1975), face à dificuldade em adquirir madeiras serradas de boa qualidade para embalagem de motores, foi instalada uma serraria e estufas de secagem para a fabricação das mesmas. Em 1980, já com alguns novos projetos florestais, e aproveitando estímulos fiscais criados pelo governo, a WEG passou a investir na área de reflorestamento. A estratégia, contudo, não se tratava apenas de diversificação de investimentos, pois Revista ACR | 40 Anos

vislumbrava uma linha auxiliar do negócio principal: matéria-prima para fabricação de embalagens para os motores elétricos. No decorrer das décadas de 80 e 90 foram adquiridas novas áreas. E novos projetos de reflorestamento foram implantados. A madeira colhida dos projetos é utilizada no abastecimento das unidades de processamento de madeira/serrarias, estabelecidas nos municípios de Corupá e Araquari (SC). A madeira processada é utilizada na confecção de embalagens para motores e demais produtos do Grupo WEG. A RF Reflorestadora conta com um total de 12.500 hectares de terras, distribuídos nos municípios catarinenses de Corupá, Araquari, Itapoá, Garuva, Barra do Sul, São Francisco do Sul e Piçarras. Deste total, 6.300 hectares são áreas de reflorestamento. — 60 —

RF REFLORESTADORA LTDA. (47) 3276-4529 | Jaraguá do Sul SC www.weg.net


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Profissionais com experiência A empresa é composta por profissionais com reconhecida experiência nas áreas das ciências agrárias, comércio de produtos florestais e logística, métodos e procedimentos de contabilidade geral e contabilidade de custos, controle de orçamentos, consultoria em relações públicas e comunicação e serviços administrativos.

Ribas GAF em números A Ribas Gestão de Agronegócios e Florestas administra operações em colheita florestal na ordem de 230 mil m³ de madeira de pinus ao ano e operações em silvicultura em área de 8.500 hectares.

Atualmente a empresa possui um quadro de 49 colaboradores diretos, sendo dois administradores, três engenheiros florestais associados, um engenheiro agrônomo, um contador, um advogado associado, três técnicos florestais e 38 colaboradores integrados às operações. A produção é direcionada ao comércio de madeiras, fabricação de esquadrias, fabricação de madeira laminada, fabricação de artefatos, fabricação de papel e para serrarias, sendo esta última demandante de cerca de 61% do que é produzido pela empresa.

Colheita florestal presente em cinco municípios A empresa está situada na Rua do Seminário, 80, Centro, no município de Rio Negrinho, Santa Catarina, e possui um escritório na Rua Benjamin Constant, 28, Sala 22, no Edifício Cepar, no município de Lages. Suas atividades de colheita florestal estão direcionadas nos munícipios de: Bocaina do Sul, Correia Pinto, Capão Alto, Otacílio Costa e Bom Retiro. A Ribas GAF é administrada pelos sócios Ulisses Ribas Júnior e Márcia da Silva Schroeder.

Certificação de padrões de qualidade A empresa inspeciona e garante que as atividades sejam desenvolvidas dentro dos padrões exigidos de certificação FSC® – Forest Stewardship Council® (Certificação de Manejo Florestal e Certificação da Cadeia de Custódia). — 61 —

EMPRESA ASSOCIADA

A

Ribas Gestão de Agronegócios e Florestas Ltda. iniciou suas atividades em 2012, prestando serviços de assessoria, consultoria, orientação e assistência operacional para a gestão de ativos agrários. Atuando na administração de propriedades rurais, o principal objetivo da empresa é maximizar o retorno dos investimentos de seus clientes e/ ou acionistas. A Ribas Gestão de Agronegócios e Florestas desenvolve estratégias de plantio, colheita e mercado, executa supervisão de operações florestais, gerencia todas as atividades de colheita e comercialização, incluindo seu planejamento e operação, vendas, serviço de pós-venda e cobrança, e contratação e administração de terceiros. A empresa está filiada junto à Associação Catarinense dos Reflorestadores desde o ano de 2014.

RIBAS GESTÃO DE AGRON. E FLORESTAS LTDA.

RIBAS: ASSESSORIA PARA A GESTÃO DE ATIVOS AGRÁRIOS

Vendas por atividade

4% 6% 24% 3% 61% 11%

Comércio de Madeira Fabricação de esquadrias Fabricação de mad. laminada Fabricação de Artefatos Serrarias Fabricação de papel

RIBAS GESTÃO DE AGRON. E FLORESTAS LTDA. (47) 3644-6663 | Rio Negrinho SC Revista ACR | 40 Anos


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EMPRESA ASSOCIADA

RIO NOVO FLORESTAL LTDA.

EMPRESA RIO NOVO FLORESTAL

A

atividade florestal na empresa é desenvolvida há 40 anos e teve início em 1975, quando o então Grupo Olvebra, hoje denominado Grupo Évora, decidiu ampliar a atividade florestal com a aquisição de terras no Litoral Sul de Santa Catarina, onde iniciou o reflorestamento com espécies de rápido crescimento para aproveitamento industrial. O Grupo Évora, além do reflorestamento, atua no segmento de tampas plásticas, não tecidos e embalagens de alumínio, com fábricas em sete estados do Brasil e em oito países, e possui em torno de 2 mil funcionários. O primeiro ciclo florestal foi formado com recurso dos incentivos fiscais, através de projetos aprovados e fiscalizados pelo IBDF, hoje denominado IBAMA, e atualmente as novas florestas são plantadas com recursos próprios gerados na atividade. A propriedade está localizada no Litoral do Extremo Sul do Estado de Santa Catarina, nos municípios de Balneário Gaivota e Passo

de Torres. E se constitui em faixa contínua com 15 km de comprimento paralela ao mar.

A fazenda A Fazenda Rio Novo possui solo litorâneo característico, compondo-se de áreas quartzosas, com incidência descontínua de turfa. A topografia é plana, toda mecanizável e a madeira resultante é comercializada no litoral de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. A área total do imóvel é de 3.749 hectares, sendo 3.661 de área rural e 88 de áreas urbanas, estas localizadas junto ao Oceano Atlântico, dos quais são cultivados 3 mil hectares de pinus e eucalipto.

Pinus e Eucalipto O plantio iniciou com Pinus elliottii,, que atualmente está sendo substituído gradativamente por Eucaly ptus spp, utilizando-se clones de alta

produtividade para uso múltiplo como: Eucalyptus urograndis, E. saligna e E. grancam, que através de técnicas de manejo de solo e plantio estão se adaptando muito bem às características da região. O Plano de manejo destas áreas é voltado para serrarias na forma de toras e os toretes para a produção de painéis (MDP, MDF, OSB) e celulose. Já o plantio de eucalipto é voltado ao mercado de madeira roliça para a indústria de tratamento e o corte raso será comercializado com as serrarias da região.

Proteção Florestal O monitoramento de pragas, principalmente vespa-da-madeira, é executado desde a criação do programa oficial de monitoramento, a partir de 1988. Até o presente momento não foram registrados ataques de vespa nos plantios de Pinus na Fazenda Rio Novo.

RIO NOVO FLORESTAL LTDA. (51) 3287-6320 | Porto Alegre RS Revista ACR | 40 Anos

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EMPRESA ASSOCIADA

RMS DO BRASIL ADMIN. DE FLORESTAS

RMS: ADMINISTRADORA DE FLORESTAS PLANTADAS

A

Resource Management Service (RMS) está no país desde 2008, como RMS do Brasil Administração de Florestas Ltda. A empresa é especializada na aquisição e gestão de florestas plantadas. Considerando todas as empresas que estão sob a administração da RMS Brasil, são produzidos anualmente aproximadamente 600 mil toneladas de toras. A madeira produzida é usada para diversos fins e comercializada para o mercado doméstico brasileiro. Já os produtos derivados são vendidos para clientes internos e externos.

RMS Fundada em 1950, nos EUA, a RMS é uma empresa centrada na silvicultura, fundada, detida e gerida por profissionais florestais ao longo de

sua existência. Há mais de 60 anos a empresa é responsável por agregar valor para os proprietários de terras com florestas e investidores, através da integração disciplinada da silvicultura e finanças. Os clientes se beneficiam de um acúmulo de conhecimento e experiência que abrangem décadas, inúmeros ciclos de negócios e mudanças drásticas na gestão florestal e investimentos. Ao longo desta história, o compromisso da RMS com a inovação e excelência profissional tem-se mantido constante. A empresa é constituída por conselheiros de investimento registrado com sede em Birmingham, na Inglaterra e Alabama, nos EUA. Com escritórios em todo EUA, América do Sul, Brasil, Nova Zelândia e China. Em 31 de dezembro de 2014 a empresa teve ativos sob gestão de US$ 4,4 bilhões. — 63 —

Atuação no Brasil As florestas administradas pela RMS no Brasil estão localizadas no Sul e Noroeste do estado do Paraná e Norte e Leste no estado de Santa Catarina. O atual diretor da América Latina é Fábio Luís Brun. Trabalham no Brasil cerca de 500 funcionários diretos e indiretos.

RMS DO BRASIL ADMIN. DE FLORESTAS (41) 3253-2818 | Curitiba PR www.resourcemgt.com Revista ACR | 40 Anos


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SOLIDA BRASIL MADEIRAS LTDA.

SOLIDA Brasil: PRODUZINDO MADEIRAS DE ALTA QUALIDADE PARA O MUNDO

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SOLIDA Brasil Madeiras é uma empresa especializada na comercialização de produtos de madeira serrada, com alta qualidade para o mercado brasileiro e mundial. Fundada em 2008, fica localizada em Rio Negrinho, no estado de Santa Catarina, onde se destaca como uma das principais indústrias do Planalto Norte catarinense. Molduras, blanks, batentes, madeira serrada, rodapés, rodameios, rodatetos e esquadro de portas são alguns dos produtos fabricados a partir de madeira de pinus reflorestada. Desses produtos, 70% é vendido para o mercado externo e 30% para o interno. As toras recebidas pela SOLIDA Brasil são provenientes de florestas renováveis localizadas nos estados do Paraná e Santa Catarina. Conta com 416 colaboradores e é dirigida por Luis Daniel Woiski Guilherme.

Ecoeficiência Todo processo de produção da empresa é conduzido com o objetivo de prevenir ou mitigar seus impactos

ao meio ambiente. Os resíduos são totalmente aproveitados na geração de energia e calor ou comercializados para outras indústrias. Além disso, a SOLIDA Brasil possui uma Estação de Tratamento de Efluentes Sanitários, que depois de tratados são direcionados para caldeira, produzindo parte do vapor empregado no processo de secagem da madeira.

diversas operações sequenciais, de acordo com a espessura e larguras definidas dentro dos parâmetros de qualidade internacional. Vários softwares, scanners e equipamentos de alta tecnologia coordenam o trabalho das máquinas, que têm capacidade de produção de 18 mil m³ por mês.

35 mil m³ cúbicos de toras processadas por mês

São 38 mil m² de área construída em um terreno de mais de 111 hectares. A infraestrutura da empresa se completa com secadores e uma moderna planta térmica de biomassa para geração de energia elétrica e vapor, que atende a própria indústria. A SOLIDA Brasil atua no mercado interno e externo, fornecendo seus produtos tanto para embalagens como para construção civil. A garantia de entrega dentro dos prazos pré-acordados, a logística ágil e dinâmica, aliada à qualidade de seus produtos, fazem com que a SOLIDA Brasil seja considerada um dos principais fornecedores de produtos de madeira do país. A credibilidade incontestável nos mercados em que atua, faz da empresa parceira de seus clientes e fornecedores.

A serraria da SOLIDA Brasil possui uma grande capacidade de produção, posicionando a empresa como um dos principais produtores de madeira do Hemisfério Sul. Tudo começa no campo, onde as árvores são selecionadas, colhidas, transformadas em toras e transportadas. Na indústria, depois de pesadas, essas toras são descascadas por meio de um processo automatizado, cujo equipamento tem capacidade para processar 35 mil m³ de toras por mês. Em seguida as toras são transformadas em tábuas, por meio de

A indústria

SOLIDA Brasil MADEIRAS LTDA. (47) 3646-3000 | Rio Negrinho SC www.solidabrasil.com.br Revista ACR | 40 Anos

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EMPRESA ASSOCIADA

TERRA AZUL FLORESTAL LTDA.

A S S O C I A D O S

TERRA AZUL FLORESTAL ABRANGE DOIS PARQUES NACIONAIS

A

Companhia Hemmer Indústria e Comércio é a controladora da Terra Azul Florestal. Hoje com florestas dentro do Parque Nacional da Serra do Itajaí em Santa Catarina (SC) e no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, no Paraná (PR). A Hemmer Alimentos é uma empresa brasileira, com sede em Blumenau, que produz e comercializa diversos alimentos em conserva. Em 1915, há um século, portanto, o empreendedor Heinrich Hemmer começou a elaborar e comercializar o chucrute (sauerkraut). A matéria-prima era o repolho, por ele cultivado e o transporte da cidade feito em carroça. Nascia, com a iniciativa, a Companhia Hemmer, uma das mais antigas indústrias do Brasil no ramo de alimentos em conserva, agora administrada pela quinta geração do fundador e denominada Hemmer Alimentos. O parque fabril cresceu de acordo com as necessidades do mercado, no mesmo bairro de origem, o Badenfurt, em Blumenau. A pequena casa

colonial, que abrigou a empresa em seus primeiros anos de atividade, deu lugar às instalações com mais de 17 mil metros quadrados de área construída.

Hemmer Florestal Em 1973 foi constituída a Hemmer Florestal e Agrícola. Mas a empresa foi cindida, sendo vendidos os reflorestamentos de Pinus e maçã em Santa Catarina e açaí e coco no Pará. Foi então que se originou a Terra Azul Florestal, que atuou durante 12 anos com reflorestamento. Em 2004, com a criação do PNSI – Parque Nacional da Serra de Itajaí, as áreas da empresa em Santa Catarina, de aproximadamente 6 mil hectares, ocupadas com reflorestamentos de Euterpe edulis (palmito-juçara) estão inseridas nesta Unidade de Conservação (UC). Apenas 790 ficaram fora da UC e estão ocupados por pecuária, agricultura e pequenos reflorestamentos de Pinus spp e Eucalyptus spp, não significativos em área. — 65 —

Em 2001, com a criação do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, as áreas da empresa no Paraná, de aproximadamente 1,6 mil hectares, ocupados com reflorestamentos de Euterpe edulis (palmito-juçara) estão totalmente inseridas nesta UC. Produtos de base florestal ou não madeireiros, a Terra Azul Florestal trabalha somente com o Euterpe edulis (palmito-juçara), que atualmente é comprado de terceiros, pois as áreas da empresa estão em unidades de conservação onde não é permitido o corte – mesmo das florestas plantadas, neste caso com espécies nativas.

TERRA AZUL FLORESTAL LTDA. (47) 3037-5000 | Blumenau SC www.hemmer.com.br Revista ACR | 40 Anos


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EMPRESA ASSOCIADA

TIMBER FOREST EQUIPAMENTOS LTDA.

TIMBER FOREST: EXCELÊNCIA EM EQUIPAMENTOS FLORESTAIS

A

Timber Forest entra no mercado com o respaldo de uma grande equipe com mais de 15 anos de experiência no setor florestal. Revendedor exclusivo de suas marcas, a empresa tem como área de atuação todo o Brasil para os cabeçotes Log Max, Satco e Quadco e os três estados do Sul do Brasil para a Ponsse e Palfinger Florestal (equipamentos para colheita e transporte de produtos florestais). Conta com uma vasta linha de produtos para as mais modernas e sustentáveis operações de mecani-

zação florestal, dispondo também de um extenso estoque de peças de reposição para seus equipamentos florestais, visando garantir uma altíssima disponibilidade operacional aos clientes. Com sede em Curitiba (PR) a Timber Forest comercializa, instala e presta manutenções aos melhores equipamentos florestais do mercado mundial.

Diferenciais competitivos São muitos os diferenciais que destacam a Timber Forest como uma

das mais importantes empresas de equipamentos florestais do mercado Brasileiro e líder no Sul do Brasil. A empresa objetiva ser em suas ações marca de referência, reconhecida como a melhor opção pelos clientes, colaboradores, comunidade, fornecedores e investidores pela qualidade e inovação dos produtos, assim como, a excelência no pós-vendas. Integridade, comprometimento, valorização humana, superação dos resultados, melhoria contínua, inovação e sustentabilidade são valores que consolidam a Timber Forest no Brasil. A empresa está focada sempre em atender com excelência às demandas do mercado, pelo desenvolvimento e oferta de produtos e serviços confiáveis e inovadores que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, gerando riqueza de forma sustentável para proprietários e funcionários. Os técnicos da empresa estão em constante atualização, sendo treinados e equipados com o mais avançado ferramental para suporte ao produto. Esta é a Timber Forest, que agora chega também a Santa Catarina (inauguração da filial de Lages aconteceu no dia 08/10/2015), alicerçada pelas grandes parcerias mundiais.

TIMBER FOREST EQUIPAMENTOS LTDA. (41) 3317-1414 | Curitiba PR www.timberforest.com.br Revista ACR | 40 Anos

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TROMBINI EMBALAGENS S.A.

TROMBINI. A PROTEÇÃO DO SEU PRODUTO. E DO SEU LUCRO!

E

m 1962, denominada Papelose Industrial Ltda., começa a absorver a abundante oferta de madeiras da região. Em abril de 1974, o Grupo Industrial Trombini, com sede em Curitiba-PR, adquiriu o controle acionário da empresa instalada em Fraiburgo-SC. Atualmente, a TROMBINI EMBALAGENS S.A. opera para atender às demandas do Grupo Trombini, para a produção de sacos de papel multifoliados e de embalagens de papelão ondulado (caixas e displays) e micro-ondulado. Trabalhando no sistema de produção contínua, possui um quadro de 559 colaboradores na planta de Fraiburgo/SC e sua produção é transferida para as Unidades da Trombini localizadas em Curitiba-PR e Farroupilha-RS.

Florestas Com suas áreas de reflorestamento planejadas e manejadas de forma

responsável de acordo com as normas certificadoras, a Trombini é uma referência de mercado na região, conferindo aos seus produtos um importante diferencial competitivo. Possui reflorestamento em vários municípios da região de atuação. A empresa, através de parcerias formadas com pequenos produtores rurais, contribui na recuperação de áreas de preservação permanente e socialmente com a geração de renda aos proprietários e a comunidade onde possui florestas.

as melhores práticas ambientais ao longo de todo o processo produtivo. Desta forma, ao comprar uma embalagem de papelão ondulado certificada da Trombini, os clientes sabem que as florestas das quais a matéria-prima é oriunda foram exploradas de acordo com todas as leis vigentes, de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável.

Certificação FSC® A Trombini possui a certificação FSC® (do Forest Stewardship Council®), que atesta que a matéria-prima utilizada na produção das suas embalagens é proveniente de florestas mantidas e geridas de forma responsável, garantindo-se assim — 67 —

TROMBINI EMBALAGENS S.A. (49) 3256-2022 | Fraiburgo SC www.trombini.com.br Revista ACR | 40 Anos


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EMPRESA ASSOCIADA

VOLTA GRANDE REFLORESTAMENTO

VOLTA GRANDE REFLORESTAMENTO EIRELI: MAIS DE 7 MIL HECTARES DE FLORESTAS

H

á 30 anos nascia a Volta Grande Reflorestamento Eireli, focada na implantação e condução de projetos agrícolas e florestais. A infraestrutura conta com 7.500 hectares de áreas de reflorestamento, áreas de preservação e represa, sendo 3.600 hectares de árvores de espécies renováveis, principalmente do gênero Pinus, gerando mais de 15 mil metros estéreos mensais de madeira renovável. A Volta Grande Reflorestamento está localizada no Distrito de Volta Grande, no município de Rio Negrinho, no estado de Santa Catarina. Em 1985, a Volta Grande Reflorestamento Eireli. foi criada, com a finalidade de se constituir como uma empresa especializada na implantação e condução de projetos agrícolas e florestais. A partir de 1986, a empresa passou a investir maiores recursos na área de plantio e ocupação de florestas cultivadas, buscando autossustentação no manuseio de madeira, nesta época, parte para matéria-prima e parte energéticos. A empresa Revista ACR | 40 Anos

foi criada com o objetivo de prestar assistência florestal para uma área de 7.500 hectares de terras de propriedade da CVG – Cia Volta Grande de Papel.

atendendo principalmente alguns clientes nos municípios de Rio Negrinho, Mafra, Doutor Pedrinho e Rio dos Cedros.

Volta Grande Reflorestamento Além de atividades de apoio à produção florestal, a empresa também produz madeira em toras, biomassa para abastecimento próprio, e vende toras a terceiros. Seus produtos são destinados ao mercado interno, — 68 —

VOLTA GRANDE REFLORESTAMENTO EIRELI. (47) 3646-1400 | Rio Negrinho SC www.cvg.ind.br


A S S O C I A D O S

tecimento de matéria-prima para a indústria madeireira da região, além de comercializar outros produtos florestais, como sementes e mudas. Na área fabril são produzidas cerca de 1.250 toneladas de papel por dia, uma nova geração de papéis Kraft e Miolo HyPerform™ de alta resistência, com características diferenciadas, como melhor uniformidade em perfis de gramatura, espessura e umidade. A Fábrica de Papel de Três Barras passou por uma ampliação, entre 2011 e 2013, com um investimento de R$ 1 bilhão – iniciativa que foi o maior empreendimento privado de Santa Catarina no período –, dobrando a capacidade produtiva da unidade. A WestRock tem fazendas em 17 municípios do Planalto Norte de Santa Catarina e Sul do Paraná. As fábricas de embalagens ficam em Blumenau (SC), Valinhos (SP), Araçatuba (SP) e Pacajus (CE). A WestRock possui as Certificações da Cadeia de Custódia do CERFLOR (gerenciada pelo Inmetro)

e do FSC (Forest Stewardship Council), que são garantias que a empresa executa um processo de rastreamento da matéria-prima utilizada na produção do papel e embalagens. Isso significa que todo material utilizado é de origem florestal certificada, não provindo de florestas nativas ou de preservação, por exemplo. Desta forma, os clientes têm a garantia de que a cadeia produtiva é sustentável, em todas as suas etapas, até chegar ao consumidor final. A Divisão Florestal tem seu manejo certificado pelo CERFLOR, sistema reconhecido internacionalmente pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PEFC). Já a unidade de produção de papel, em Três Barras, possui as certificações ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (meio ambiente) e OHSAS (saúde e segurança do trabalhador). Com faturamento na ordem de US$ 15 bilhões ao ano, a WestRock, assim como suas empresas de origem, tem o compromisso de investir continuamente em inovação em florestas, papel e embalagens, tanto para o mercado consumidor como na área de papelão ondulado, sendo líder em soluções que valorizem e protejam as marcas mais admiradas do mundo e que façam a diferença na vida das pessoas.

WestRock (47) 3621-5400 | Três Barras SC www.westrock.com — 69 —

Revista ACR | 40 Anos

EMPRESA ASSOCIADA

A

RockTenn e a MWV, grupo do qual a Rigesa fazia parte, se u n i ra m pa ra for ma r a WestRock, líder global de soluções em papel e embalagens. Com mais de um século de operações no setor, a WestRock possui a experiência e a expertise necessárias para acompanhar as rápidas mudanças do mercado, com foco na inovação e na excelência operacional. São 42 mil funcionários ao redor do mundo, em mais de 275 operações, na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia-Pacífico. No Brasil, a WestRock conta com mais de 2.500 funcionários, uma fábrica de papel, quatro fábricas de embalagens e cerca de 54 mil hectares de terras, incluindo florestas de pinus e eucalyptus e cerca de 21 mil hectares de florestas naturais em áreas de preservação. Na área florestal a WestRock movimenta mais de 1,9 milhões de toneladas de toras de madeira para produção de papel e também abas-

WESTROCK

A MWV RIGESA AGORA É WESTROCK


D I R E T O R I A

Conheça

A T U A L

A DIRETORIA DA ACR

A

atual diretoria e o Conselho Fiscal da ACR tomaram posse em 26 de julho de 2013. E o mandato encerra em 2016. Tem à sua frente o Sr. José Valmir Calori (Presidente). Conheça os profissionais que compõem o corpo diretivo além da Missão, Visão e Valores da Associação.

José Valmir Calori PRESIDENTE

Evandro L.Cozer VICE-PRESIDENTE

Klabin S.A.

Florestal Rio Marombas Ltda.

Rolf Gieseler

Olindo Piacentini

Valdir D. Ribeiro

1º SECRETÁRIO

2º SECRETÁRIO

1º TESOUREIRO

2º TESOUREIRO

Terra Azul Florestal Ltda.

Adami S.A.

Florestal Gateados Ltda.

RMS do Brasil Adm. Florestal Ltda.

Marmonn C. Nadolny

Fabio Brum

C O N S E L H E I R O S

Epitagoras Costa

João Mendes Neto

Eduardo L. Garcia

Ney Olivo Araldi

1º TITULAR DO CONSELHO FISCAL

2º TITULAR DO CONSELHO FISCAL

3º TITULAR DO CONSELHO FISCAL

1º SUPLENTE DO CONSELHO FISCAL

Volta Grande Reflorestamento Eireli.

Imaribo S.A. Ind. Com.

Primo Tedesco S.A.

Fischer S.A. Agroindústria

Revista ACR | 40 Anos

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2º SUPLENTE DO CONSELHO FISCAL Renova Floresta Ltda.

Sergio Bostelmann 3º SUPLENTE DO CONSELHO FISCAL Adami S.A.


Diretoria ACR Gestão 2013 | 2016

D I R E T O R E S

Julis Oracio Felipe

Juliana Kammer

Daniel Maros

Constâncio B. dos Santos

DIRETOR JURÍDICO Mobasa Reflorestamento S.A.

DIRETORA DE ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE

DIRETOR DOS SÓCIOS PROF. LIBERAIS

DIRETOR DOS SÓCIOS INSTITUCIONAIS

Comfloresta Cia Cat. Empr. Florestais

Volta Grande Reflorestamento Eireli.

Epagri

Alex W. dos Santos

Denis Baialuna

João Carlos de Souza

José Sawinski Júnior

DIRETOR DE RELAÇÕES PÚBLICAS

DIRETOR DE ASSUNTOS ENERGÉTICOS

DIRETOR DE ASSUNTOS DE PROCESSAMENTO MECÂNICO

DIRETOR DE ASSUNTOS DE PAPEL E CELULOSE

Manoel Marchetti Ind. Com. Ltda.

Celulose Irani S.A.

RF Reflorestadora S.A.

WestRock

MISSÃO

VISÃO

VALORES

Liderar as empresas em todo o segmento do setor catarinense de florestas plantadas, elevando a competitividade do setor florestal, fortalecendo, congregando, representando, promovendo e defendendo o setor juntamente com as empresas comprometidas com a sustentabilidade, desenvolvendo competências por meio de cursos, serviços técnicos e inovação.

Ser a principal referência de conhecimento técnico e dos padrões de qualidade, ser reconhecido como indutor da inovação e da transferência de informações para as empresas do setor florestal em Santa Catarina.

Os valores institucionais da ACR constituem princípios que devem nortear as ações e a conduta de colaboradores, dentro e fora da instituição, sendo eles: ética, transparência, integridade, comprometimento, trabalho em equipe, excelência.

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Revista ACR | 40 Anos


R E A L I Z A Ç Õ E S

Principais realizações DA ATUAL DIRETORIA DA ACR

A

presente diretoria da ACR, que tem à frente José Valmir Calori na condição de presidente da entidade, que assumiu no dia no dia 26 de julho de 2013, tem levado adiante uma série de boas ações e iniciativas. As principais delas foram:

1. Embasamento técnico da Associação perante a legislação vigente, decreto que regulamentou o CAR (Cadastro Ambiental Rural) em Santa Catarina, sendo um dos facilitadores da implantação do mesmo, realizando treinamento das empresas associadas, que correspondem a cerca de 6 % da superfície do estado;

2. Embasamento técnico da Associação perante a legislação vigente do Código Ambiental de Santa Catarina, homogeneizando a legislação estadual com a federal, demonstrando que através do relacionamento interinstitucional praticado pela ACR tem mostrado à esfera executiva estadual e federal que o setor de base florestal tem feito a sua parte;

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3. Aumento de 20% no número de empresas associadas;

4. Aumento da representatividade setorial junto a órgãos executivos do Estado, assumindo novas cadeiras em Conselhos e Comitês, entre eles CEDERURAL-Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural, CG-Florestal – Comitê Gestor Florestal, GT-Licenciamento CONSEMA – grupo técnico sobre revisão das atividades listadas como Potencialmente Poluidoras, Comitês de Bacias Hidrográficas, APA Serra Dona Francisca, FUNCEMA, ASBR, CONAMA, entre outras;

5. Reuniões técnicas com aumento no número de colaboradores das empresas já associadas e de pequenos e médios produtores florestais. Realização de reuniões conjuntas com APRE - Associação Paranaense de Empresas de base florestal, realização de dias de campo focado em demandas geradas pelas empresas, como estradas florestais, licenciamento ambiental, colheita florestal, entre outras;

Carlos Mendes, Diretor executivo da APRE

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6. Elaboração de cursos e treinamentos técnicos aos colaboradores de empresas associadas: controle da formiga cortadeira; monitoramento e combate à vespa-da-madeira; operações em equipamentos florestais; prevenção de incêndios florestais; palestras em diversos órgãos governamentais, universidades, entidades de classe e sindicatos. Os treinamentos realizados pela nova diretoria prepararam mais de 380 pessoas em diversos setores. Também é uma das três mantenedoras do FUNCEMA, fundação esta que é excelência no desenvolvimento de controle de pragas florestais através de inimigos naturais;

7. Aumento na amplitude de divulgação do positivismo industrial, social e ambiental. Publicação do I Anuário Estatístico Florestal de Santa Catarina;

8. Veiculação de matérias em revistas regionais e em revistas técnicas do setor, abordando o cenário econômico e ambiental e, tornando-se referencial teórico para estas. Foi realizada também a contratação de um jornalista para desenvolver trabalho de assessoria de imprensa à ACR a fim de divulgar as atividades desenvolvidas pela entidade.

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O Pinus permite um primeiro desbaste já aos 6 ou 7 anos, quando as árvores estão com mais ou menos 5 m de altura e uns 12 cm de diâmetro; aos 10 ou 15 anos pode ser usado na extração de resinas (As árvores podem também ser usadas para outras finalidades); Muitas vezes o Pinus já permite o corte para madeira aos 15 anos após o plantio.


José Valmir Calori Presidente da ACR

DESAFIOS DA ACR NO PASSADO, PRESENTE E FUTURO José Valmir Calori está à frente da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) desde julho de 2013, e busca aplicar toda sua experiência de vida no setor florestal em prol de ações que efetivamente melhorem o desempenho setorial em todo o estado de Santa Catarina.

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“Congregar e representar as empresas associadas é o que a ACR basicamente faz. Como ACR, representamos e participamos proativamente de decisões junto a comitês, Conselhos municipais e estaduais, Fóruns, Câmaras e buscando a interação com entidades públicas e privadas”.

O

atual presidente da entidade é natural da cidade paulista de Araras, casado com Sueli Pompermayer Calori e pai de Priscila. Mudou-se com a família para Lages (SC) em 2011. Calori é graduado em Engenharia Florestal pela Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz – Esalq – USP, possui Pós-Graduação em Consultoria e Estratégia Empresarial pelo Instituto de Pós-Graduação e Ambiência Empresarial – FACCAR – Paraná e MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas – ISAE PR. Sua atividade profissional iniciou nos anos 90, no Estado do Paraná, quando passou a integrar a equipe da Klabin Fabricadora de Papel e Celulose S.A. Em 2011 transferiu suas atividades para Santa Catarina, na Klabin de Otacílio Costa, onde é responsavel pela Gestão Operacional, Comercial, Institucional e Fomento da empresa. Com a presidência da ACR assumida no ano de 2013, Calori possui uma série de ações que vem desenvolvendo em parceria com a diretoria junto à entidade. Ele fala quais são estes planos e faz uma análise de algumas mudanças no setor florestal que estão em andamento. Há quanto tempo conhece e participa da ACR? O que levou a concorrer à presidência da entidade?

ACR é uma marca reconhecida pela importância das empresas do segmento florestal que dela fazem parte: em órgãos governamentais, dentro das empresas e instituições que formam os profissionais das Engenharias Florestal, Agronomia ou Ambiental que passam a conhecer a ACR antes mesmo de sua formação. Comigo não foi diferente. Com a minha vinda para a Klabin em Santa Catarina, pude ver de perto as ações da ACR participando das reuniões técnicas e das reuniões de diretoria, nas gestões que antecederam a minha. Percebi que houve um momento que o perfil institucional da entidade se alterou, passando não só de associação técnica como também de associação voltada para as políticas públicas com ações institucionais muito claras voltadas a demonstrar tudo de bom que o setor vem realizando em prol da sociedade como

um todo e também mostrando que a força de um setor reside na sua capacidade de organização. Concorrer ao cargo de presidente foi iniciativa sua ou de outras pessoas? O convite para presidir a instituição partiu dos colegas da gestão anterior. Ao aceitar o desafio passei a acreditar que em conjunto com a diretoria poderia contribuir e muito para a ACR. Um dos primeiros atos desse grupo gestor foi a contratação de um Diretor Executivo, o que possibilitou uma maior efetividade da participação da ACR se fazendo presente nas mais diversas instituições, instâncias governamentais e sociedade civil, realmente participando, sempre de forma positiva, das decisões que de alguma forma poderiam impactar o setor. Com a vinda de um Diretor Executivo para atender não só na administração da ACR, mas na forma de atender os associados, trazendo os tópicos para as assembleias e havendo assim a apresentação de cases que somados ao conhecimento das demais empresas fortaleceu a instituição. Foi uma forma de profissionalizar a execução das atividades de gestão e operação da instituição, as quais são definidas por sua diretoria. Transformando a ACR em um canal de efetivação das necessidades de seus associados perante aos órgãos /entidades públicas e em relação às ações de aprimoramento técnico da área florestal. Na sua avaliação, quais os principais objetivos e desafios já superados pela ACR nestes 40 anos? A ACR mantém uma gestão estratégica que tem por objetivo desenvolver o setor florestal catarinense como um todo. O trabalho da ACR vem dar aporte ao desenvolvimento das empresas do segmento que possuem um nível tecnológico e que produzem árvores de alta qualidade. Esse foi o caminho trilhado e superado para ultrapassar os vários desafios do mercado florestal. O cenário reserva ainda mais desafios, que serão enfrentados por meio da união das empresas do setor que juntas buscam inovação e competitividade. Nossas empresas possuem a tradição na arte de produzir e trabalhar a

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madeira. Ao longo destes 40 anos aprendemos principalmente a nos organizar e mostrar que o setor tem participação importante no cenário econômico catarinense.

Um dos maiores desafios da ACR, no entanto, não é se preparar para mudanças. Mas antever quais serão elas, sempre tendo como meta a promoção do setor. Que tipo de relação a ACR mantém com os órgãos públicos (Municípios onde estão as empresas, Estado e União)?

A ACR teve papel de destaque também na parte técnica, não é mesmo? Desde o momento em que foi criada a associação, especificamente para buscar recursos financeiros junto à esfera federal, por meio da Lei de Incentivos Fiscais. Cessando-se este momento, o setor demandou a tecnificação do seu corpo operacional, justamente por se fazer necessário a absorção das novas tecnologias que estavam sendo incorporadas. Atuou de forma inovadora e na vanguarda quanto a segurança fitossanitária do patrimônio florestal de Santa Catarina por meio da criação do FUNCEMA SC, programa que permanece atuante e vem monitorando o patrimônio florestal do estado. A silvicultura brasileira deve muito à ACR e suas associadas, pois foi o berço do desenvolvimento, adaptação de tecnologias e gestão inteligente de florestas plantadas. Atualmente a ACR tem papel importante no relacionamento interinstitucional do setor de base florestal com a esfera executiva e legislativa, tanto dentro do próprio estado de SC, quanto a nível nacional. Atingindo bons resultados quanto à redução da burocracia e entraves legais que tem prejudicado não somente nosso Estado como as demais Unidades da Federação. Além de demonstrar que o setor em Santa Catarina é detentor e produtor de material genético diferenciado. As ações tornam-se verdadeiramente sólidas com o passar dos anos e hoje a ACR chega à marca de quatro décadas, com uma nova visão de futuro e com um presente de certezas. E quais as metas e desafios a superar no atual momento e nos próximos anos? O setor florestal está em constante evolução e desempenha um importante papel no estado. Tivemos muitas ações em prol das empresas associadas: palestras, treinamentos, viagens técnicas, capacitações, parcerias. Destacamos a parceria com o SENAI para ministrar cursos voltados à área florestal, com a CIDASC para o controle e monitoramento da vespa-da-madeira no estado, e a aproximação com a FIESC que nos proporcionou um elo entre a indústria, outras associações e até mesmo com os governantes. Temos o cuidado de manter nossos associados atualizados com as tendências do setor. Cursos promovidos com regularidade garantem a reciclagem dos conhecimentos técnicos, bem como a reflexão sobre maneiras de melhorar os processos produtivos. Por ocasião das festividades do 40º aniversário, a ACR renovou suas metas para os próximos anos, entre elas a inovação, compromisso com a promoção do conhecimento e manutenção da qualidade do segmento florestal. Para atender estas demandas, mantém uma equipe motivada em busca da excelência. Revista ACR | 40 Anos

Congregar e representar as empresas associadas é o que a ACR basicamente faz. Como ACR, representamos e participamos proativamente de decisões junto a comitês, Conselhos municipais e estaduais, Fóruns, Câmaras e buscamos a interação com entidades públicas e privadas. Desenvolvemos atividades conjuntas com diversos órgãos na esfera administrativa estadual e federal. Cito como exemplo o MAPA - Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento que promove a criação de estratégias para a defesa fitossanitária no estado, e com a EMBRAPA Florestas, produtora e difusora de tecnologia para o setor de base florestal. Também mantemos estreito relacionamento com a Secretaria da Agricultura de SC, EPAGRI, CIDASC, FIESC, ALESC, Prefeituras, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Sindicatos e Universidades que têm como foco a promoção da silvicultura, suas pesquisas de aprimoramento genético e a produção de espécimes de árvores mais resistentes e produtivas. Qual a relação da entidade com outras organizações do setor, Federação, Sindicatos Patronais e Associações Empresariais? Graças à seriedade das ações das empresas que fazem parte da ACR em Santa Catarina em prol da defesa do meio ambiente e desenvolvimento, ações estas realizadas no decorrer destes 40 anos, a ACR conquistou o respeito de diversas instituições, tanto no governo quanto na sociedade civil, sendo uma das políticas da ACR unir forças entre entidades que compartilham das mesmas necessidades em um âmbito estadual e nacional e desta forma o bom relacionamento é fundamental. Qual o planejamento da ACR para os próximos anos em termos de crescimento das empresas, geração de empregos e novos investimentos em SC? A ACR aponta caminhos para o futuro desejado no setor e os desafios a serem enfrentados são muitos. O crescimento das empresas está retraído. E os novos investimentos estão sendo vistos com cautela. Quanto à geração de empregos, o setor florestal catarinense emprega diretamente 96 mil pessoas no estado. Esse número se mostra significativo no contexto estadual. As regiões onde se apresentam as maiores concentrações de empregos no setor são no Norte Catarinense e Região Oeste, principalmente nos municípios

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de Caçador, Rio Negrinho e São Bento do Sul. Por outro lado, em alguns municípios como Ponte Alta do Norte e Passos Maia, praticamente todos os trabalhadores estão diretamente ligados ao segmento que compõe o setor florestal. Porém, para avançarmos, será necessário vencer algumas dificuldades impostas pela carência de profissionais qualificados, dificuldade em atrair e reter recursos humanos, elevados custos de energia que neste último ano teve um acréscimo significativo na produção, custos elevados da logística em toda a cadeia produtiva, falta de diversidade na oferta de matéria-prima, dificuldades de acesso às novas tecnologias, além de questões ligadas à tributação e meio ambiente. Quanto a novos investimentos, o setor precisa de adequação às normas técnicas regulamentadoras relacionadas ao seguimento, como exemplo a NR 12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos) no seu parque fabril. Quais as principais ações da ACR em face da Sustentabilidade (ambiental, social e econômica)? Sustentabilidade é o caminho para o equilíbrio entre as dimensões econômicas, sociais e ambientais. Para as empresas da ACR, fazer negócios requer iniciativas que aliem o processo ao desenvolvimento sustentável, transformando estas empresas em referências. O segmento florestal tem um histórico de contribuições extensas e independente do produto final. A Associação promove os interesses coletivos das empresas que se dedicam ao desenvolvimento sustentável com base em florestas plantadas. Neste contexto a indústria de base florestal catarinense tem uma contribuição enorme. A área de florestas plantadas no estado é guardiã de 15% do remanescente de vegetação nativa. Estimulamos os investimentos na agricultura de árvores visando ampliar as florestas de produção e a oferta sustentável de madeira. As associadas da ACR, na sua maioria, possuem Certificação Florestal, nacional e internacional. Estas certificações abrangem o manejo florestal sustentável e a cadeia de custódia, certificações que promovem o monitoramento das atividades florestais e se tornam instrumento de mercado. Conforme as característi-

“O setor representado pela ACR apresenta o 2º PIB do Estado, 33% da balança comercial, e está presente em quase todos os segmentos ligados ao setor agropecuário, gerando cerca de 96 mil empregos diretos e outros 260 mil indiretos”. cas edafoclimáticas do estado, a área aproveitada com efetivo plantio é cerca de 50% da superfície do imóvel. Desta maneira a área preservada com remanescentes de matas nativas é significativa, uma vez que para cada hectare plantado outros 1,3 hectares são preservados. As empresas associadas também possuem áreas preservadas oficialmente como parques e unidades de conservação. Atualmente o estado de SC possui cerca de 29% da sua superfície com remanescentes nativos em estágio sucessional secundário, sendo destaque e referência de preservação a nível nacional. Além disso, atuamos fortemente na educação ambiental, promovendo ações com as crianças nas escolas na área de atuação das empresas, fortalecendo o triângulo da sustentabilidade. Qual a participação das empresas da ACR no PIB de SC? Quantos empregos diretos gera? E que tipo de produtos da cadeia produtiva madeireiro/florestal representa maior peso nas exportações catarinenses? O setor representado pela ACR apresenta o 2º PIB do estado, 33% da balança comercial e está presente em quase todos os segmentos ligados ao setor agropecuário, gerando cerca de 96 mil empregos diretos e outros 260 mil indiretos. O estado de SC tem por tradição industrializar a madeira, com a fabricação de portas, molduras, madeira serrada, papel e celulose, gomas, resinas e móveis. Tem como maior arrecadatório o setor de papel e celulose, seguido pelo de chapas, móveis de madeira maciça e demais produtos. Qual sua opinião sobre a atual crise econômica do Brasil? E o que fazer para sair dela o mais rápido possível? Por mais brilhante que seja o pensamento estratégico, de nada vale se o estrategista não antecipar e prover condições para sua realização. As expectativas para os próximos anos são de um crescimento singelo quando comparado ao panorama da década de 90 e início dos anos 2000. Desta forma, a ACR vê como estratégia a desburocratização, menos entraves legais, segurança jurídica e incentivos ao desenvolvimento do setor de base florestal. A abertura de novos mercados consumidores é também uma das prioridades para o setor. Sendo necessário, contudo, esforços para prover

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nossas empresas de melhor estrutura de capital. Para isso avalio que mudanças são necessárias. Santa Catarina está preparada do ponto de vista da sua infraestrutura para dar conta das atuais e futuras demandas do setor produtivo? O que falta? O estado viveu seu apogeu até o ano 2004, quando o consumidor europeu e norte-americano vieram a “frear” seu consumo diante de uma crise econômica em seus continentes, com redução no crescimento da construção civil nos EUA onde eram construídas cerca de 1,5 milhão de novas residências para cerca de 670 mil famílias ao ano. Somos o único estado da Nação que possui quatro portos marítimos licenciados em funcionamento. Porém, esses portos precisam de melhorias urgentes em sua capacidade de carga e descarga e ampliação dos demais modais de transporte, sejam eles ferroviário ou até rodoviário. O principal acesso aos portos via BR-470, que corta o estado de Santa Catarina no sentido Leste/Oeste, está saturado e aguardamos pela sua duplicação há mais de 20 anos. E do ponto de vista da formação de sua mão de obra? O que falta para o estado? Santa Catarina possui 32% do total de cursos de graduação e pós-graduação ligados de alguma forma às atividades do segmento florestal. Porém, ainda temos um distanciamento significativo entre a Universidade que forma e as empresas que necessitam destes profissionais. Para a ACR, alguns dos fatores que precisam estar alinhados são a adequação da grade curricular dos cursos de formação, capacitação profissional às demandas do setor e ampliação de parcerias entre empresas e instituições de ensino para a necessidade de atendimento relacionado à qualificação profissional voltada ao segmento. As empresas do setor aproveitam da melhor forma possível todos os produtos da cadeia produtiva da madeira? O que poderia ser mais bem aproveitado? A grande diversidade dos produtos primários e beneficiados do segmento florestal catarinense mostra que o processo é utilizado quase que na sua totalidade. O conjunto de atividades inclui produção, colheita e o desdobro da tora até a transformação da madeira para obtenção dos produtos finais, dando origem a diferentes produtos como: a biomassa (cavaco) utilizado na produção de celulose e painéis de madeira reconstituído; madeira serrada para produção in natura e transformação em subprodutos, principalmente para a construção civil, embalagens e móveis; madeira tratada para postes e mourões, lâminas para produção de compensados; carvão vegetal para a indústria e biomassa – combustível utilizado na geração de energia, com produção destinada aos mercados Revista ACR | 40 Anos

interno e externo. A biomassa ainda não é aproveitada em sua plenitude, bem como teríamos que criar mais fontes de consumo para a madeira fina, também o aproveitamento das florestas nativas, por meio de uma regulamentação do uso de forma sustentada, estabelecendo regras claras e importantes para a melhoria da qualidade destes remanescentes. Do ponto de vista da Certificação (das empresas e de seus produtos), o que falta SC avançar no setor? As empresas associadas à ACR, na sua maioria, possuem Certificação Florestal, nacional e internacional (FSC/CERFLOR). São certificações exigidas pelos mercados externos, certificações de controle de produção e segurança do trabalho, estes englobados nas ISOs. A Certificação permite aos consumidores destes produtos originários de florestas plantadas, reconhecer que o produto é composto por matérias-primas florestais provenientes de áreas florestais onde se pratica rigorosos padrões ambientais, sociais e econômicos. Para o avanço do setor falta ainda intensificar um plano de marketing, em conjunto com as esferas administrativas do nosso País, realizando campanhas publicitárias que informem a população da importância de consumir produtos certificados, o que hoje ainda é pouco divulgado. Um exemplo é que poucas pessoas tem o conhecimento do que significa o selo de um organismo certificador em uma porta ou móvel de madeira, na embalagem dos produtos e em produtos higiênicos. Santa Catarina continua sendo um estado atrativo para novas indústrias do setor? O Estado Catarinense é atrativo do ponto de vista onde as essências florestais aqui cultivadas (Pinus e Eucalyptus) são de benefício econômico a certos setores. Porém o custo para aquisição do solo apresenta aumento superior ao de outros estados do Brasil e a competição por espaço com a agricultura é incomplacente. Entretanto, Santa Catarina possui muitas vantagens competitivas quanto aos aspectos de tecnologia embarcada nos produtos de base florestal. Obrigado pela entrevista. Agora fique livre para suas considerações finais. O foco da ACR permanece no fomento do crescimento do segmento florestal catarinense, buscando identificar as condições e oportunidades necessárias para o ambiente de negócio em nosso estado e país, que reflita um conjunto de iniciativas e políticas que estimulem o desenvolvimento e o fortalecimento dos produtos madeiráveis, sempre pautados por práticas que estimulem a livre concorrência e a competitividade do nosso setor. Agradeço a oportunidade para podermos apresentar as conquistas e enaltecer os 40 anos de trabalho da Associação Catarinense de Empresas Florestais, ACR.

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O setor de base florestal em Santa Catarina vem produzindo em média 29 milhões de metros cúbicos de toras por ano, o que representa 13% de toda a produção nacional.


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EVENTO DOS 40 ANOS DA ACR FOI EM A Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), cujas empresas associadas representam 33% da balança comercial de Santa Catarina em exportações (2º maior PIB por setores do estado), comemorou na quinta-feira (20/08) seus 40 anos de fundação. Para celebrar a data, foi realizado um grande evento na Pousada Rural do SESC, em Lages, com a presença do Governador Raimundo Colombo, do presidente da entidade, José Valmir Calori e de diversas outras autoridades políticas e empresariais em nível estadual.

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Grande N

o início do evento, foi apresentado um audiovisual mostrando alguns dos grandes desafios e vitórias obtidas pela entidade ao longo destas quatro décadas (a fundação da ACR ocorreu em 1975). Também foram apresentados números do segmento florestal catarinense, que impressionam pela importância e representatividade na economia do estado. Com mais de 5 mil empresas, o segmento florestal em Santa Catarina emprega diretamente 96 mil trabalhadores, com mais 320 mil empregos indiretos. Apenas as 34 empresas associadas à ACR dispõem de aproximadamente 300 mil hectares de florestas plantadas (principalmente pinus), com outros 450 mil hectares de florestas naturais protegidas ou preservadas.


Sustentabilidade

Estilo

José Valmir Calori - Presidente ACR

O presidente Valmir Calori, em seu pronunciamento, acrescentou ainda que o segmento produz anualmente 29 milhões de metros cúbicos de madeira e que 13% de toda a produção nacional de toras oriundas de reflorestamentos do Brasil são produzidas no estado. “Essa grande produção, a partir das florestas plantadas, ocupa um pouco mais de 6% do território catarinense. É muito pouco para tanta importância à nossa economia”, argumentou Calori, acrescentando: “Em todos esses anos de trabalho, aprendemos e nos convencemos cada vez mais que é perfeitamente possível e viável produzir com absoluto respeito e equilíbrio com o meio ambiente. Para cada hectare de florestas plantadas, as empresas do setor ainda preservam e conservam 1,5 hectare. Isso é a maior prova de que a sustentabilidade está no âmago de nossas atividades e preocupações”, sentenciou. O Governador Raimundo Colombo deixou clara a importância que o setor florestal representa ao longo dos tempos para a economia de Santa Catarina. “O Papa Francisco falou uma frase que cabe muito bem no contexto deste evento. Ele falou certa vez que as pessoas só prestam atenção nas árvores que são derrubadas. E que ninguém liga para as florestas que crescem todos os dias”, disse o Governador. “Assim é o setor florestal. Vocês se preocupam, trabalham e cuidam para que a mãe natureza sempre tenha árvores em abundância para as nossas necessidades. Mas muitas vezes a sociedade só enxerga o fato de vocês efetuarem cortes de plantas”, falou.

Autoridades: Vânio Foster, Juliano Chiodelli, Ayres Marchetti, João Raimundo Colombo, Paulo César da Costa, João Chagas e José Valmir Calori

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Crise econômica Com relação à atual crise econômica, Colombo foi otimista. “Eu acredito no setor florestal, tenho fé em Santa Catarina e acredito muito no Brasil. É um momento delicado que estamos vivendo, é verdade, um período muito propício a fazermos escolhas e mudanças. E é muito importante que todos tenhamos consciência que não basta mudar as pessoas e os partidos que estão no Governo. Temos é que mudar o modelo que está aí. O Estado, em todas as suas esferas, está muito inchado, burocratizado, engessado. Então, com muita urgência, apesar de que isso vai ser duro e difícil para muitos grupos suportarem, é preciso cortar privilégios, enxugar a máquina pública, ser mais rápidos nas ações e eficientes nos resultados. E temos de fazer isso com muita responsabilidade”, enfatizou.

André Leandro Richter, José Valmir Calori, Ulisses Rogério e Mauro Murara Júnior

Governador João Raimundo Colombo e o Presidente da ACR, José Valmir Calori

Diretoria da ACR: Valdir Ribeiro, Fábio Brum, Afonso Mehl, Nei Araldi, José Valmir Calori, Evandro Cozer, José Sawinski, Mauro Murara Junior e Alex Wellington dos Santos Revista ACR | 40 Anos

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Homenageados Durante o evento, foram homenageados com troféus especialmente encomendados e produzidos para a ocasião, todos os ex-presidentes da entidade, além de diversos profissionais do segmento florestal que ao longo dos 40 anos deram sua grande contribuição à ACR e às suas causas (nem todos estavam presentes). Ex-Presidentes homenageados: Luiz Carlos Meinert, Orlando Ricardo Carlesso, Sergio Luiz Bostelmann, Ulisses Ribas Júnior, Epitágoras Rodson Oliveira Costa, Marcílio Caron

Neto, Djalma Muller Chaves e Antônio Fukuyoshi Tsunoda. Outras lideranças do setor homenageadas: Paulo Gilberto Ramos (agrônomo), Ulisses Rogério Arruda de Andrade (agrônomo) e Wilson Olsen. Outras autoridades que prestigiaram o evento: Paulo Cesar da Costa (Presidente da SC-Par), João Alberto Duarte (Secretário Regional de Lages), Juliano Chiodelli (Secretário de Desenvolvimento Econômico de Lages), João Chagas (vereador), Vânio Forster (prefeito de Correia Pinto e presidente da Amures), entre outros.

Homenageados: Sergio Bostelmann, Ulisses Ribas Junior, Orlando Ricardo Carlesso, Luiz Roberto Meinert, Ulisses Rogério A. Andrade, Paulo Gilberto Ramos e Epitagoras R. O. Costa

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ACR - 40 anos de história no desenvolvimento florestal catarinense A Revista ACR 40 Anos é uma publicação da Associação Catarinense de Empr...

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