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N° 22

Junho 2010

Parque do Sumidouro: Finalmente implementado, promete fortalecer o turismo e a pesquisa na regiĂŁo do homem mais antigo das AmĂŠricas.


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Editorial

Euvaldo Black

O parque é nosso

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ronto, taí o Parque do Sumidouro entregue à população. Ipês, aroeirinhas e jatobás do campo podem crescer tranquilas; micos-estrelas, tatus-galinhas, e os veados-catingueiros podem circular à vontade; biguás e irerês podem voar solenes... A gruta da Lapinha, agora com gestão estadual, ganhará nova iluminação em breve e poderá mostrar toda sua exuberância. A Casa Fernão Dias, a Capela de Nossa Senhora do Rosário, as fazendas Poço Azul e Samambaia, edificações históricas da época da Colonização e do Ciclo do Ouro podem seguir erguidas. Cientistas de todo o mundo também comemoram: alguns dos registros mais antigos da presença humana no continente americano agora têm casa própria. Peter Lund, Annette Laming-Emperaire e pesquisadores da região que já se foram agora podem descansar mais em paz. E os mineiros, especialmente os moradores do Vetor Norte da

Região Metropolitana de BH já podem usufruir de toda essa natureza, cultura, história e pré-história à vontade. O Parque do Sumidouro é nosso! A implantação desse parque tem um sabor especial para os moradores e ambientalistas da região. Criado em 1980, foram 30 anos de luta até chegarmos à sua inauguração. Nesse tempo, muitos defenderam a área de invasões, pressionaram os órgãos ambientais, fizeram passeios e limpeza da lagoa para conscientização... Da nossa parte, falamos no assunto desde a matéria especial publicada no O CORREIO DE LAGOA, edição número 27, de março de 2003. De lá pra cá, publicamos várias matérias de conscientização da população e defendendo sua implantação em inúmeras páginas do jornal Empresarial e da Revista Condomínios. É com orgulho que recebemos esse verdadeiro santuário paisagístico, cultural e histórico de nossa região. Gostaria de parabenizar todos esses incansáveis batalhadores pelo meio ambiente e cultura, destacando a atuação do nosso amigo Rogério Tavares, atual gerente do Parque. A história deste parque se confunde com a história do Rogério. Como não vivemos só de parques, brindamos o leitor com uma entrevista com o atual Governador Antônio Anastasia e interessantes matérias sobre o inverno, construções, moda, esporte, cultura e, claro, sobre condomínios e a Acolasa. Além do habitual show de nossos colunistas com os assuntos mais variados. Taí a edição número 22 da Revista Condomínios. Faça um bom proveito e mande suas opiniões. A revista é nossa!

redacao.condominios@gmail.com Foto capa: Chico Fotógrafo

Direção Geral: Euvaldo Black Jornalista Responsável: Mariana Pimenta - MG09642JP Arte: Sempre Viva Comunicação Fotos: Chico Fotógrafo Publicidade: Amaury Colen - 9212-3748 Janaína Pinheiro - 3681-5324 Secretária: Eliane Machado Teles Tiragem: 5.000 exemplares 4

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Parque Estadual do Sumidouro Conheça mais sobre este espaço

Entrevista

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ANASTASIA fala sobre o desenvolvimento do Vetor Norte da RMBH

Cultura 7º Encontro de Cultura de Raiz na Lapinha

Moda Boinas e gorros são aliados e um charme a mais para o inverno

construção Fique atento na hora da impermeabilização

Condomínios em Destaque EstânciaS das Amendoeiras e Quintas da Lagoa

Mountain Bike

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piloto conta como foi participar dE uma das maiores provas do mundo

Exposítio Cobertura da feira que foi sucesso total

Aqueça a sua casa Dicas de lareiras e sistema de aquecimento de água

Decoração Cuidados na hora de comprar móveis planejados


Seção de Cartas Louvo a equipe pelo fato da Revista Condomínios estar, cada vez, melhor! A seleção de notícias está em pleno acordo com os nossos interesses, como moradores na região. E, vale ressaltar, também, o alto nível das mesmas. Abraço grande, Fátima Gouveia

Resposta Revista Condomínios Cara Joseane, Realmente houve um erro. A atual administração do Canto do Riacho explicou que a comunicação interna via ramais é um dos projetos em andamento e que será levado para discussão em assembleia. Agradecemos sua colaboração!

sionalismo e de forma democrática. Manifesto aqui meu apoio para que tenhamos uma cidade que ofereça mais qualidade de vida, tanto para nós quanto para as gerações futuras.

Gostaria de retificar uma informação do editorial passado que falava que há 6 anos não existia nenhuma publicação em Lagoa Santa, além do Jornal Empresarial e a Revista Condomínios. O Jornal Alecrim está nas ruas desde 2002, isto é, estamos há oito anos na cidade. (...) Hoje o Alecrim pode ser considerado o veículo ativo mais antigo de Lagoa Santa. Obrigada pelo espaço e abraços a toda equipe da Black Comunicação. Cláudia Batista de Andrade Edição/Direção de Arte Jornal Alecrim

Estou de volta para Lagoa Santa, cidade do meu coração, e tive a grata surpresa de ver a revista totalmente remodelada, muito mais bonita! Estou sabendo que está fazendo o maior sucesso em toda a cidade. Parabéns! Comunique que estou voltando com os shows, festas e eventos particulares. Meus contatos: (31) 9894.1900 e 8761.1410. Waleska Gouvêa, voz e violão

Os alunos da 8ª série do Maxxi Educacional utilizaram a edição 21 da Revista Condomínios em um trabalho de produção de texto com o tema: Minha opinião sobre a verticalização na orla da lagoa. Os textos foram enviados como Cartas para a nossa redação, que selecionou alguns trechos:

Gostaria de lhes informar que na página 16, da edição 21 - Abril de 2010, no último parágrafo da reportagem sobre o condomínio Canto do Riacho não condiz com a realidade. “Temos ainda um sistema de comunicação interna via ramais, entre as residências”, diz o texto. Sou moradora do referido condomínio e nele não existe sistema de comunicação via ramais internos. (...) Por entender que este é um instrumento de comunicação sério e responsável achei que devia enviar esta retificação aos responsáveis. Joseane Marchezine

Sou morador de Lagoa Santa há exatamente um ano. Vim para cá, após me aposentar na carreira de Engenheiro e aqui pretendo ficar por muitos anos. (...) Recentemente tenho acompanhado pela imprensa a discussão sobre a verticalização ou não da cidade. Inicialmente, confesso que fiquei apreensivo ao me deparar com opiniões favoráveis a este assunto. No entanto, pelo que pude avaliar mais recentemente me parece que o bom senso vai prevalecer com a limitação de gabaritos para construções. (...) Parabenizo aos senhores vereadores por esta iniciativa e a Revista Condomínios pela excelente abordagem na edição número 21, tratando assunto com clareza, profis-

Não a Verticalização de Lagoa Santa! Eng. Fernando Paoliello

“Eu acho que a verticalização deve acontecer, mas com consciência. A cidade precisa crescer e a verticalização ajudaria nisso. Só não podemos deixar que estrague nossa paisagem tão antiga. É importante que as pessoas deixem suas opiniões para que a decisão certa seja tomada.” Bruno Prado Prates “A verticalização é boa para Lagoa Santa porque vai proporcionar mais empregos e mais consumidores. Por outro lado, ela tem que ser feita em uma área que não afete as lagoas (principalmente a central, que basicamente é o único ponto turístico) e a vegetação.” Ana Flávia “Como morador de Lagoa Santa eu não concordo com a verticalização da lagoa, pois que diferença faria se isso acontecesse em outras áreas da cidade? Para que fazer na orla da lagoa?” Gabriel Pereira Gusman.

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Pode comemorar, o Parque Estadual do Sumidouro é uma realidade

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ocalizado entre Pedro Leopoldo e Lagoa Santa, o Parque Estadual do Sumidouro foi criado pelo Decreto 20.375, em 1980. A unidade de conservação proposta como compensação ambiental à construção do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, durante décadas, existiu apenas nos mapas do governo. Quem visitava o local encontrava o cerrado transformado em pasto e patrimônios mal conservados e desprotegidos. Não havia sequer a área do parque delimitada ou uma portaria. Hoje, quem chega na Gruta da Lapinha ou na Quinta do Sumidouro encontra grandes portais, anunciando a entrada na área do Parque, que tem cerca de dois mil hectares. No dia 13 de junho de 2010, novas infraestruturas foram inauguradas pelo governo estadual o Parque do Sumidouro abre as suas portas, ainda que timidamente (a Gruta da Lapinha continua fechada e deve ser reaberta para visitação no final do ano, junto com a inauguração do Centro de Espeologia Peter Lund). A Casa de Fernão Dias, construção do século XVIII, foi revitalizada para receber turistas e exposições. Foram construídos também dois pórticos, marcando a estrada Lapinha – Sumidouro; a Casa de Pesquisadores e a Sede Administrativa, localizada em antiga sede de fazenda revitalizada. Rogério Tavares, gerente do Parque do Sumidouro, destaca que além do aumento de arrecadação do ICMS Ecológico para as cidades, a unidade oferece uma base de pesquisa que já propicia a estadia e a retomada dos estudos científicos na região cárstica de Lagoa Santa. “O Parque está incluído no Projeto Rota Lund, um roteiro científico cultural que está em andamento e que a partir de sua estruturação divulgará a região internacionalmente. Creio que alia-

do a um projeto de educação ambiental e utilização do parque como instrumento para este fim, teremos gerações sendo formadas para buscar o desenvolvimento com sustentabilidade para a região”, acredita Rogério. O gerente explica que o Parque é gerido por um plano de manejo, com a participação do Conselho Consultivo e colaboração de parceiros. “Estamos iniciando um programa de capacitação para condutores, gestão de pequenos negócios e formação de redes de serviços locais em parceira com a Associação Circuito das Grutas e com foco nas comunidades de entorno”, fala Rogério, que como morador da Quinta do Sumidouro conhece bem as dificuldades da população local, que vivia principalmente da exploração da pedra Lagoa Santa na área onde hoje está o Parque. Atrações Segundo Fátima Gouveia, membro do Conselho Consultivo do Parque do Sumidouro, grande novidade será a implantação de três trilhas temáticas: Circuito da Lapinha, com visita à parte interna e externa da famosa gruta; Circuito do Sumidouro que permitirá ao visitante ver o paredão de pinturas rupestres milenares e apreciar a vista da lagoa e do típico cerrado da região; e a travessia entre a Gruta da Lapinha e a Lagoa do Sumidouro, com 3,5km de caminhada. “Iniciou-se a construção do Receptivo Turístico P.W. Lund, na Gruta da Lapinha, que irá receber peças coletadas por Lund na região. A iluminação da gruta também foi trocada por sistema de lâmpadas tipo LED, programado para gerar até 16 milhões de tonalidades e economia de cerca de 90% no consumo de energia”, fala Fátima com entusiasmo. Importância O biólogo, arqueólogo e antropólogo Walter Neves, responsável pelo Laborató-

rio de Estudos Evolutivos Humanos da USP, descreve a importância do Parque do Sumidouro como monumental: “Só para comparação, corresponderia mais ou menos a proteger as pirâmides de Gisé no Egito, ou Partenon, na Grécia”. Ele explica que o grande debate científico sobre a origem dos humanos no continente americano se deu com as pesquisas de Lund no Sumidouro. “Minha opinião é que o Parque deve ser transformado também em Patrimônio da Humanidade junto à Unesco. Lund não só mudou a história da América com as pesquisas que realizou, como também inscreveu para sempre na história da humanidade, a importância da região de Lagoa Santa para o estudo da Pré-História americana”, argumenta. “Em primeiro lugar, a criação do Parque faz finalmente justiça a importância do maciço e da lagoa do Sumidouro e de seu entorno para a ciência mundial”, fala ele que é responsável pelo estudo de Luzia, o esqueleto humano mais antigo do continente americano. Walter Neves ainda acredita que, se bem explorado turisticamente, a unidade de conservação poderá ter um impacto marcante nas futuras gerações de brasileiros, atraindo jovens para estudos arqueológicos, paleontológicos e paleoantropológicos. “O Parque do Sumidouro deve ser razão de imenso orgulho por parte da comunidade local. Eu estou muito emocionado com sua instalação e espero sempre poder ajudar de alguma forma”, finaliza. Serviço: A Casa Fernão Dias fica aberta de terça a domingo, das 8h às 17h. Lá, os visitantes podem conferir a Mostra sobre a Rota Lund. Também podem ser agendadas visitas à trilha Circuito do Sumidouro.

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Ana Paula A. Marchesotti

O marco da origem do povoamento de MG ao nosso alcance! Junho é um mês de grandes comemorações: festa junina, dia dos namorados e, este ano em particular, Copa do Mundo. Os amantes da natureza, da cultura e da História ganharam mais um motivo para se alegrarem. Dia 13 de junho de 2010 foi entregue à população o complexo de obras do Parque do Sumidouro e a restauração da Casa de Fernão Dias, localizados na Quinta do Sumidouro, Pedro Leopoldo. O Parque do Sumidouro, além de suas belezas naturais, guarda um grande significado para a História e Ciência Mundial. Em suas cavernas, o naturalista dinamarquês Peter W. Lund (1801-1880) encontrou fósseis que revolucionaram o conhecimento sobre a ocupação humana no planeta e na América. Em 1843, deparou-se com ossadas humanas na mesma camada geológica de ossadas de animais extintos e percebeu que tinham características morfológicas distintas dos ancestrais dos índios americanos. A partir de seus achados no Sumidouro, Peter Lund concluiu que o homem primitivo coexistiu com a megafauna extinta, que a ocupação humana da América era bem anterior ao que se supunha e que os povos primitivos do Vale do Rio das Velhas assemelhavamse mais com os africanos e os chamou de Homem de Lagoa Santa. Essas eram idéias inovadoras na Ciência Mundial.

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A Casa de Fernão Dias é um marco ainda mais remoto da História de Minas Gerais. Trata-se de uma pequena casa na beira da estrada, a cerca de 800m do Rio das Velhas. Serviu de pouso temporário para os bandeirantes paulistas que desbravaram as terras mineiras e, anos mais tarde, foi um apoio à mineração que se efetivava no leito do rio das Velhas. Ela representa o começo do processo de formação dos primeiros núcleos urbanos mineiros. Seu ilustre morador - Fernão Dias Paes (1606-1681) - foi um reconhecido bandeirante paulista que chegou à região por volta de 1674 ao perseguir o sonho de encontrar a Terra das Esmeraldas, a mítica Serra de Sabarabuçu. Partiu de São Paulo com uma numerosa Bandeira e percorreu vasto território antes de chegar à Quinta do Sumidouro ou, na língua tupi, Anhonhecanhuva (água que some no buraco). No local, construiu uma casa e a charmosa capela de Nossa Senhora do Rosário, plantou roças, criou animais e transformou o lugarejo em pouso e abastecimento dos bandeirantes. Chamou-o de Arraial de São João do Sumidouro. Desde que os portugueses chegaram ao Brasil, Entradas e Bandeiras eram realizadas no interior do país em busca de riquezas minerais e indígenas para serem escravizados. Porém, nenhuma delas contribuiu para a ocupação do território mineiro. Na verdade, promoviam o despovoamento na medida em que deslocavam a população nativa para as fazendas ou simplesmente a exterminava em conflitos. Foi a partir da Bandeira de Fernão Dias que se iniciou o povoamento e o surgimento dos primeiros núcleos urbanos em Minas Gerais. Fernão Dias nunca encontrou suas tão sonhadas esmeraldas. Chegou a acreditar que sim ao se deparar com turmalinas. Enviou ao rei de Portugal amostras desta pedra, mas morreu antes de saber do que realmente se tratava. Seu sonho e sua expedição, porém, foram responsáveis pela descoberta de ouro e início da ocupação do território mineiro. O povoamento efeti-

vo, entretanto, só ocorreu a partir do final do século XVI. A bucólica Quinta do Sumidouro foi palco de duas mortes históricas. A primeira, do filho de Fernão Dias – José Dias – assassinado pelo próprio pai após participar de uma Insurreição contra ele. Era um momento difícil da Bandeira. O desânimo e a revolta aplacavam o grupo diante da falta de resultado das buscas, constantes baixas sofridas, falta de recursos e dificuldades de abastecimento. Alguns voltavam para a casa, outros tramavam uma revolta contra o líder Fernão Dias. Este foi implacável com os insurgentes e não perdoou o seu filho. Outro crime ocorreu após a morte de Fernão Dias. Seu genro, Borba Gato, foi acusado de armar uma tocaia contra o Administrador Geral das Minas, D. Rodrigo de Castelo Branco, enviado pelo rei. Era uma disputa de poder pelas riquezas recémdescobertas. Por esse crime, Borba Gato fugiu e ocultou-se nas entranhas de Minas Gerais por mais de 10 anos, onde encontrou outros veios auríferos. Mais tarde reapareceu propondo uma negociação com o governo: o arquivamento do seu processo em troca da revelação dos locais onde encontrou jazidas de ouro. Borba Gato não só conseguiu o perdão como também cargo de confiança na administração das minas. A imagem criada em torno da figura dos Bandeirantes guarda um grande paradoxo. Alguns os veem como heróis, desbravadores, corajosos, descobridores e povoadores do país. Outros os veem como bandidos, assassinos de índios, mercenários e cruéis. Certamente são um pouco de tudo isso, mas não podemos julgá-los com os olhos e valores do século XXI. Numa época em que “Os portugueses andavam como caranguejos, arranhando o litoral.” (Frei Vicente Salvador), os bandeirantes cumpriram um importante papel na ocupação do território brasileiro. No caso de Minas Gerais, o bandeirante Fernão Dias e seus seguidores fizeram a diferença em nossa História. Agora é só fazermos uma pequena viagem até Quinta do Sumidouro para realizarmos uma longa viagem histórica até nossas origens.


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Virgílio Melo

A INESGOTÁVEL DIAMANTINA

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m 1728 foram descobertos uns pequenos cristais nos arredores do Arraial do Tejuco. Enviados a Europa para análise, trouxeram enormes mudanças para a região. Três anos depois, chegou uma carta do rei, com a informação de que as pedrinhas eram diamantes, e que o portador da mesma passava a ter plenos poderes para governar o recémcriado distrito diamantino, prender e enforcar todo aquele que fosse pego em atividade de garimpo, transformada em monopólio da Coroa. Nas décadas seguintes, a região da futura cidade de Diamantina se tornou a mais rica do mundo de então, e uma das sociedades mais isoladas, rígidas e estratificadas, com patrulhamento militar em seus limites. Até que a descoberta dos diamantes na África determinasse a decadência dos garimpos de Minas Gerais, foi a maior supridora mundial dessas gemas. Pode-se chegar a Diamantina por terra, pela Estrada Real ou por asfalto. Nesta opção, após a cidade de Curvelo, atravessam-se os rios das Velhas e Paraúna, iniciando-se então a subida do Espinhaço. A paisagem muda subitamente, com predomínio quase exclusivo de quartzitos, com suas formas bizarras, cheias de pontas – relevo ruiniforme. Antes de Gouveia, veem-se as hélices da usina eólica de Camelinho, por enquanto a única do Estado. Logo à frente, no trevo de Datas, já se descortina o vale do Jequitinhonha abaixo e o pico do Itambé. Pouco à frente, veem-se inusitadas plantações de morangos, introduzidas há poucos anos nestas paisagens serranas. A estrada segue então pela crista, atinge a altitude máxima de 1.370m e desce suavemente para a capital dos diamantes. Oficialmente, Diamantina está a 1.100m sobre o mar (altitude da prefeitura). Contudo, a área urbana chega aos 1.500m no morro do Cruzeiro, iluminado à noite e visível de todo o centro. Deste último, tem-se boa vista da cidade. Também pairando entre as nuvens, o Pico do Itambé, com seus 2.002m, pode ser bem fotografado de vários pontos. A cidade é 10 REVISTA CONDOMÍNIOS JUNHO 2010

profundamente encravada num canyon de quartzito. Os moradores das cidades vizinhas brincam que os diamantinenses só tomam sol ao meio-dia... O clima é de montanha, com a luminosidade do sol do norte de Minas. São proverbiais a hospitalidade, a alegria e a vocação musical dos moradores. Programações como a tradicional Vesperata (apresentação de orquestra e corais com músicos e cantores nas sacadas dos casarões da praça principal), além de corais de crianças, recitais de música sacra, serenatas e corais de lavadeiras com repertório do folclore do vale do Jequitinhonha realizam-se regularmente nos fins de semana. Andar a pé por suas vielas e ladeiras, visitar as igrejas e o velho mercado, cujos arcos dizem ter inspirado Niemeyer para desenhar as colunas do palácio do Planalto, é agradabilíssimo. Mas estas são atrações bem descritas pelos guias turísticos. Nosso foco principal são as belezas naturais. A uns 5km do centro, a gruta do Salitre é visita obrigatória. Com acesso por carro, é na realidade uma falha, nome técnico das fendas e cavidades em quartzito. Tem acústica excepcional e nela têm sido organizadas apresentações musicais. Bem no centro histórico inicia-se uma excepcional trilha de trekking: o Caminho dos Escravos. Bem sinalizado, com placas explicando todo o roteiro, dispensa a presença de guias. Começa no mercado e vai até a cidade de Mendanha em 23km. Pode-se também atalhar 4km do trecho urbano inicial, iniciando a caminhada onde a trilha cruza o acesso asfaltado ao morro do Cruzeiro. Era importante caminho para todo o norte de Minas e Bahia, tendo seus trechos mais íngremes calçados em pedra, com drenagem pluvial e às vezes, largura para passagem de duas carruagens lado a lado. Langsdorf, naturalista que esteve por aqui estudando nossas plantas em torno de 1830, comparou a estrada às melhores da Europa de então. Saindo da cidade, a trilha segue em subida suave, entrando nos campos de al-

titude, e placas alertam os visitantes para a localização dos pontos de referência mais usados pelos antigos: os picos do Itambé e Dois Irmãos. Quase sempre o tempo é nublado, com algum frio matinal. Após uma hora de caminhada, atravessa-se um trecho de pedras recobertas pela típica vegetação rupestre: bromélias, orquídeas, cactus, amarantinas, melostomatáceas, sempre-vivas. Com mais alguns minutos, passa-se próximo a uma casa de fazenda. A trilha segue em frente, cruzando uma estradinha vicinal. Pode-se optar por descer a estradinha à esquerda. Esta conduz, em suave descida que se torna depois sombreada, a Cachoeira dos Cristais, próxima à vila de Biribiri. Neste caso, a caminhada seria diminuída em 5km. Prosseguindo no Caminho dos Escravos, inicia-se descida forte rumo ao Jequitinhonha, e logo surge o mais longo e refinado calçamento de pedras, com uns 8km de extensão, dentro de vegetação de mata seca, uma variante local da mata atlântica. Terminado este último trecho, ainda restam uns 3km em terreno plano até o rio. Bem próximo à cidadezinha, pode-se fazer um desvio de uns 500m à esquerda, até a cachoeira de Santa Apolônia, para refrescar o corpo suado. Seu poço é amplo e convidativo. Finalmente, chega-se a Mendanha, onde a igreja, situada numa colina, domina a paisagem. Abaixo, o rio Jequitinhonha, num ponto em que dava passagem a vau, em grande parte do ano. O primeiro pároco local, de sobrenome Mendanha, mandou então construir a ponte antiga que se vê próxima à igreja, para que pessoas e cavaleiros atravessassem também durante as enchentes, e cobrava pedágio. A povoação então prosperou em torno da ponte. Realmente, o caminho é longo, mas bonito e cheio de interesse histórico: uma das grandes trilhas de Minas. E se os diamantes praticamente se esgotaram, os atrativos de Diamantina e arredores são quase inesgotáveis.


Paisagens Mineiras Vírgílio Melo, colunista da Revista Condomínios, é autor de uma das cinco fotos finalistas do Concurso Fotográfico Paisagens Mineiras, promovido pelo jornal Estado de Minas. A fotografia foi feita do alto do pico da Lapinha da Serra, na Serra do Cipó. Até o dia 16/09/10 a votação popular acontece pelo site www.paisagensmineiras.com.br – entre e vote!

Informe Publicitário

NASCE A “ASSIM” “ASSIM – Associação das Imobiliárias de Lagoa Santa” reúne empresas do mercado imobiliário da cidade com a intenção de unir o máximo de imobiliárias com os mesmos objetivos: organizar e normatizar o setor; atuar perante o legislativo e o executivo, buscando esclarecer e ajudar nas soluções das dificuldades encontradas pelo setor e pela população em geral. A associação conta hoje com oito empresas: CIDADE IMÓVEIS, UNIVERSO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS, IMÓVEIS.COM, CASA IMÓVEIS, VMT IMÓVEIS, CJ IMÓVEIS, MORADA IMÓVEIS E SMEL, tendo mais duas empresas em fase de filiação e algumas em processo de negociação. Não poderíamos nos omitir diante do enorme crescimento do segmento imobiliário de Lagoa Santa, iniciado com a reativação do aeroporto de Confins, e consequente construção da linha verde, melhorando substancialmente o acesso à região. Seria inevitável que com todos es-

tes melhoramentos não viessem outras grandes obras, empreendimentos, investimentos e investidores para nossa região, tais como: •Ampliação do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR) •Implantação do Centro de Capacitação Aeroespacial •Construção do Centro de Manutenção da GOL •Instalação do Pólo de Micro Eletrônica em Vespasiano •Construção da Faculdade de Ciências Médicas (FELUMA) Não bastasse tudo isto, veio a CIDADE ADMINISTRATIVA que já se encontra em funcionamento e pela sua localização obriga seus milhares de funcionários e prestadores de serviços a se transferirem para uma região próxima pela facilidade de locomoção. Não existe outra cidade mais atrativa que Lagoa Santa. Devemos salientar que todo este crescimento vem sendo acompanhado de perto pela Administração Mu-

nicipal e com uma competente participação da Secretaria de Planejamento e meio-ambiente que tem trabalhado e participado muito de todo este processo. Então a “ASSIM – Associação das Imobiliárias de Lagoa Santa” que tem em seu quadro empresários que lutam pelo bem de Lagoa Santa, e sabendo que isto é só o início de muitas outras novidades que virão, está atenta para juntamente com a população e a Administração Pública lutar para que este crescimento que passa inevitavelmente pelas Imobiliárias, seja por elas filtrado com ética, união e parceria, proporcionando um crescimento ordenado e com segurança, gerando estabilidade e mantendo nossa qualidade de vida.

FIQUE ATENTO PARA O “SELO DE QUALIDADE”, PORQUE IMÓVEL SE NEGOCIA ASSIM!

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O que o governador tem a dizer do crescimento do Vetor Norte da RMBH? Aeroporto Internacional, Aeroporto Indústria, Cidade Administrativa, Linha Verde... e por aí segue a lista de investimentos que o governo estadual vem fazendo no Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um crescimento esperado e, de repente, tão rápido que fica a dúvida: estamos preparados? A Revista Condomínios foi em busca das respostas de um professor que conhece do assunto e, desde abril de 2010, ocupa o cargo de Governador de Minas Gerais. Ele é Antônio Augusto Junho Anastasia e responde nossas questões sobre preparação da mão de obra local, Parque Estadual do Sumidouro, infraestrutura para as cidades da região e desenvolvimento sustentável.

Revista Condomínios: O Aeroporto Internacional Tancredo Neves é porta de entrada para o estado e o Aeroporto Indústria abrigará diversas empresas. Precisamos de mão de obra preparada, principalmente porque receberemos milhares de visitantes para a Copa do Mundo de Futebol. Quais as ações do governo estadual visando à formação desta mão de obra? Antonio Augusto Anastasia: A Copa de 2014 é uma prioridade para nós em Minas. Já estamos trabalhando na oferta de cursos de qualificação de recursos humanos, principalmente, por meio da Usina do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Social. No ano passado, foi realizado o Curso de Capacitação Profissional e Excelência no Atendimento ao Turista da Copa, oferecido gratuitamente, com a proposta de ensinar noções básicas de inglês e espanhol para taxistas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Estão previstos outros cursos para atender trabalhadores de várias áreas, como hotelaria, bares e restaurantes e todos os que têm condições de ter correspondência com os turistas que virão para a Copa do Mundo, e também para as Olimpíadas de 2016, que deverá ter Minas como uma das sedes das competições de futebol. Devo também destacar a criação do Polo de Aviação Civil, que deixa o mercado de trabalho na área ainda mais atraente, especialmente para os jovens. Para aten12 REVISTA CONDOMÍNIOS JUNHO 2010

der às necessidades de qualificação dessa importante mão de obra, introduzimos o Curso Técnico de Manutenção de Aeronaves no Programa de Educação Profissional (PEP). O curso é oferecido gratuitamente pelo Governo de Minas, além dos cursos de mecânica e administração de empresas que são interessantes para o setor. Este ano temos perto de duas mil vagas só para essa área. Importante ainda lembrar que o Governo de Minas atua em parceria também com o objetivo de qualificar os trabalhadores e inserí-los no mercado de trabalho. Um bom exemplo disso é a parceria com a empresa Trip Linhas Aéreas, que já resultou na oferta de dois cursos de qualificação profissional: assistentes de almoxarifado para suprimentos técnicos de avião e agentes de aeroportos. RC: Recentemente foi inaugurado o Parque Estadual do Sumidouro, que por 30 anos existiu apenas no papel. O que podemos esperar deste parque? AAA: Entregamos, no último dia 13, as obras de infraestrutura do Parque Estadual do Sumidouro, um dos marcos referenciais da Rota Lund, projeto extremamente ousado de novo destino turístico e dos mais importantes em implantação pelo Governo de Minas. O turismo é uma das âncoras da economia no mundo contemporâneo e precisa de infraestrutura adequada para se desenvolver. O Parque do Sumidouro é considerado o berço da paleontologia, espeleologia

e arqueologia no Brasil. Além do Centro Receptivo Fernão Dias, o parque também ganhou nova sede administrativa e centro avançado de pesquisas, que vai abrigar cientistas de todo o país. A manutenção é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. O projeto da Rota Lund estrutura um destino turístico que reúne preservação ambiental, educação, cultura, turismo e desenvolvimento regional. Começa no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, no bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, e vai até a Gruta de Maquiné, no município de Cordisburgo, um percurso de 120km, que inclui as grutas Rei do Mato e da Lapinha e outros atrativos do Parque do Sumidouro. Estamos atendendo uma demanda de 30 anos das comunidades ambientalista e científica mineiras. São R$17 milhões em investimentos! RC: A Cidade Administrativa acelerou o crescimento das cidades da região e os problemas enfrentados são muitos. As prefeituras afirmam não terem condições de investir sozinhas. Como o Governo de Minas trabalha para garantir o crescimento sustentável da região? AAA: Digo sempre e volto a repetir: nenhum governo trabalha sozinho. O Governo de Minas, desde 2003, trabalha com parcerias, compartilhando com toda a sociedade – prefeituras, empresários, trabalhadores, organizações sociais – a busca de soluções criativas e a implantação de ações


Osmar Freire/Imprensa MG

para o desenvolvimento econômico e social de nosso Estado. A parceria com os municípios é fundamental. Para o esperado crescimento dos municípios do Vetor Norte planejamos diversas ações em conjunto com as prefeituras. Uma das ações de maior relevância para tratar as questões da Região Metropolitana da capital, promovendo o desenvolvimento de seus municípios de forma integrada, articulada, com respeito mútuo, foi a criação da Agência de Desenvolvimento Metropolitano. Além de elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, a Agência é responsável por promover a implantação de planos, programas e projetos de investimento estabelecidos no Plano Diretor, por elaborar estudos técnicos de interesse regional e propor normas para compatibilizar os planos diretores dos municípios. Em outras frentes, o Governo de Minas investe firme na infraestrutura da região: a melhoria da MG-424, a implantação de uma nova via de acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves a partir da MG424, o acesso Sul e Norte em Lagoa Santa para chegar a Jaboticatubas, a duplicação da MG-020 e da MG-806 em Ribeirão das Neves, além da pavimentação de vias em Santa Luzia, Vespasiano e BH, próximas ao Centro Administrativo. O Governo de Minas, por meio da Copasa, está construindo Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s) e novas redes coletoras. Também estamos trabalhando no gasoduto para o Vetor Norte de forma a atender as novas empresas que estão se instalando na região. Por meio da Cemig, nos próximos meses vamos entregar uma nova e moderna subestação (SE) de energia que, além de abastecer a Cidade Administrativa e os bairros do entorno, fornecerá energia para Vespasiano, Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Lagoa Santa, atendendo ao crescimento da demanda na região e melhorando a qualidade do fornecimento. Podemos citar muitas outras ações como a ampliação da fiscalização para

Governador Anastasia em visita a Gruta da Lapinha para conhecer nova iluminação. evitar ocupações irregulares, os projetos de requalificação de áreas centrais de municípios, o plano de saneamento para a sub-bacia do Ribeirão da Mata, e os importantes investimentos na saúde, como a aplicação de R$ 26 milhões no Hospital Risoleta Tolentino Neves, que atende aos pacientes dos municípios da região. Enfim, é um rol de ações, obras e programas que vem sendo executados para amparar com firmeza o desenvolvimento do Vetor Norte da RMBH. RC: Quem conhece Lagoa Santa há muitos anos se assusta com o ritmo do crescimento da cidade. O que podemos esperar para a região nos próximos anos? AAA: Nós preparamos todo o nosso planejamento e a execução das ações, um esforço que sempre buscamos fazer no Governo de Minas, exatamente com objetivo de termos um equilíbrio positivo entre o desenvolvimento e a sustentabilidade. Não é diferente para o Vetor Norte. Então, é isso o que esperamos; o progresso, com a elevação da qualidade de vida de seus habitantes e o respeito ao ambiente, à história e ao patrimônio dessa tradicional e bela região mineira. Especificamente sobre Lagoa Santa,

além das ações citadas, destaco alguns investimentos realizados nos últimos anos pelo Governo de Minas, como na área da saúde, que recebeu R$ 2,8 milhões; educação, com R$ 1,5 milhão; e, segurança pública, R$ 3,4 milhões. Lembro que, nesse mês de junho, assinamos convênio com a Prefeitura Municipal de Lagoa Santa e repassamos R$ 2 milhões para obras de melhoria da infraestrutura do município. RC: Em sua opinião, o que precisa ser feito pelo governo estadual nos próximos anos para promover o desenvolvimento sustentável da região? AAA: É importante ficar atento aos desdobramentos das ações porque a administração pública é dinâmica, sempre temos mais a fazer; aprimorar os programas e projetos, consolidar e manter o que vem sendo executado. Agora, para alcançar os objetivos, acredito que é imprescindível a participação das prefeituras, das lideranças políticas e comunitárias dos municípios, porque é preciso conhecer as necessidades, ouvir as demandas de quem está mais próximo ao cidadão para planejar e executar as ações no âmbito do Estado.

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Lapinha Museu Vivo Irmandade de Atores da Pândega

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ntre os dias 25 e 27 de junho acontece na área externa da Gruta da Lapinha, o Lapinha Museu Vivo – 7º Encontro de Cultura de Raiz. O objetivo é propiciar o encontro das novas gerações com sua ancestralidade cultural e histórica. O evento é realizado pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro e coordenado pela frente de trabalho Irmandade dos Atores da Pândega. São três dias destinados a intercâmbios e troca de saberes com mestres antigos e entre manifestações culturais distin-

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tas - Guarda de Congo e Moçambique, capoeira angola, artesanato, dança afro, teatro e percussão. O Encontro de Cultura de Raiz, que acontece em Lagoa Santa desde 2003, traz rodas de conversas, espetáculos, vídeos, apresentações artísticas e culturais, oficinas e vivências, além da exposição e venda de produtos culturais. Visitantes são bem vindos ao Lapinha Museu Vivo, que já chegou a atingir público de mais de três mil pessoas. Mais informações e inscrição: www. eusouangoleiro.org.br e irmandadedapandega@hotmail.com

Em 1998, nasce um cortejo dramático intitulado “O Homem-Boi”. Gercino Alves, Renata Otto e Alexandra Simões, os fundadores, contavam com a referência dos mestres da história da dança-teatro: Marita Carlos e Geraldo Vidigal, dançarinos e pesquisadores do Ballet Folclórico Aruanda, de sedimentar a arte na cultura popular. O encontro com o mestre de capoeira angola João Angoleiro e com a Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário foi fundamental para o florescimento da Irmandade dos Atores da Pândega. O grupo achou no bairro Várzea, em Lagoa Santa, terreno fértil para o trabalho. Com a chegada de novos parceiros que trouxeram suas contribuições para a formação dos atores dançarinos, o grupo ganhou a rua e deu vida a incríveis personagens da cultura popular: mulheres da pândega, bêbados, caboclos, mulheres que viram cobra, macacos safados, vaqueis e o Boi: o lendário totem da folia.


Boinas protegem do frio e são um charme a mais no inverno

Virgínia Barros, estilista especialista em acessórios. “Gosto muito de gorros”, comenta a cantora lírica Isabela Santos entre uma troca e outra de modelos na loja da estilista Virgínia Barros, na Savassi. “Sou adepta, uso bastante. Coloridos, estampados, lisos, de lã, pano... de todo jeito eu gosto”, continua nossa modelo que mostra muita intimidade com as boinas.

Ela conta que esteve na Alemanha em dezembro passado para cantar em concertos natalinos e para se proteger do inverno europeu usava gorros e boinas. A conversa continua e outras pessoas presentes (jornalista, amigos, fotógrafo) também opinam e muitos concordam que o mineiro é sempre discreto e econômico no uso de acessórios, inclusive os de inverno, como gorros e cachecóis. Virgínia que já conhece esse mercado há alguns bons anos conta que o uso vem aumentando e ganha impulso quando as personagens das novelas utilizam destes acessórios. “Neste inverno, as pessoas devem inovar. O mineiro tem medo do ridículo e está na hora de perceber que indumentária é comunicação, alegria, leveza. Não é ficar preocupado se alguém vai achar que está feio ou ridículo. O importante é você se sentir bem”, aconselha Virgínia que define o acessório como a cereja do bolo. A estilista ainda indica que gorros e cachecóis ficam bem para adultos e crianças, homens e mulheres. Como cuidado, ela alerta para as ocasiões muito formais. Nas fotos, Isabela Santos (myspace. com/isabelacantora) usa gorros artesanais da marca Virgínia Barros (www.virginiabarros.com.br).

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Na hora de construir, lembre-se de impermeabilizar sobe pelas paredes através de pequenos canais existentes no concreto, na argamassa e nos tijolos. Quando essa água atinge a alvenaria, deteriora o reboco e causa bolhas na pintura. Cria um aspecto horrível na edificação, torna o ambiente insalubre e desvaloriza o imóvel”, detalha o engenheiro e alerta: “tudo isso pode ser evitado se atentarmos para a importância da impermeRoberto Mendonça, engenheiro civil. abilização na execução de qualquer tipo de construção” ocê sabia que a água exisSegundo Roberto, a impermeabilizatente no solo pode infiltrar pela parede e atingir ção é um sistema que não permite erros. alturas superiores a 1,5m? “Qualquer falha, a água infiltra. É um sisteRoberto Mendonça Silva, ma de extrema importância, com custo reengenheiro civil, explica que a umidade lativamente baixo (entre 1% a 4% do custo ascendente é causada pela umidade pro- total da edificação) que deve ser elaboraveniente do solo e é uma das patologias do por um profissional capacitado para mais comuns nos imóveis de Lagoa Santa. esse fim”, ressalta. Quando a impermea“A água atravessa as cintas de fundação e bilização não é feita ou apresenta falhas,

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a correção pode chegar a custar 15% do valor da edificação. Para quem vai começar a construir, Roberto indica a procura de um engenheiro civil apto a propor um projeto de impermeabilização com as melhores soluções para as necessidades da edificação. Esse profissional deve acompanhar a execução, garantindo que esses sistemas sejam empregados corretamente desde o início da obra.

Por que vale a pena investir na hora de construir? •Aumenta a vida útil das estruturas; •Impede a corrosão das armaduras do concreto; •Protege as superfícies da umidade, manchas, fungos, etc; •Garante ambientes salubres; •Preserva o seu patrimônio contra intempéries.


Rui Lara de Assis

A importância da análise de solo

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ocê sabe qual o pH de sua terra? Sua terra é ácida ou neutra? Quais os teores de cálcio e magnésio? É preciso aplicar calcário ou não? Qual o tipo e quantidade de calcário a utilizar? Os teores de fósforo e potássio estão adequados? Qual a quantidade de adubo a colocar para o gramado e para as frutíferas do pomar? Sua área tem a presença constante de cupins e formigas? Qual é o nível de micronutrientes encontrados em sua terra? Qual é o teor de matéria orgânica? Seu solo é arenoso ou argiloso? E em função desta resposta, quanto de água devo aplicar através de cada irrigação? Todas essas perguntas são respondidas com a avaliação do resultado de análise do solo. São muitas as respostas para uma pequena quantidade de solo considerada no laboratório de química agropecuária – análise de solos. São enviados cerca de 400g de solo para avaliação e desta quantidade são retirados uma porção equivalente a uma colher de sopa bem cheia. É muito importante a realização de análise do solo de seu sítio ou chácara, o que já foi relatado em uma edição anterior

de como deve ser a correta coleta de terra para amostra composta representativa do local. De posse do resultado, normalmente é recomendado a calagem que é a adição de calcário dolomítico para a correção da acidez. A grande maioria dos solos de nossa região apresenta pH baixo, altos teores de alumínio, baixo teores de cálcio, magnésio e fósforo; e com teores médios a altos de potássio. É também muito comum a realização de adubação fosfatada corretiva, pois os teores são baixos em cerca de 80% dos solos brasileiros, principalmente nas áreas de cerrado. O calcário é um insumo muito barato, sendo comercializado em sacos plásticos com capacidade de 50 kg nas melhores casas de produtos agropecuários, a menos de R$10,00 a unidade. Para que ocorra o seu efeito desejável na correção da acidez é necessário que o mesmo seja misturado ao solo, em uma profundidade mínima de 20 centímetros e que haja a presença de umidade para que as reações químicas possam ocorrer. É importante ressaltar que não adianta realizar a aplicação anual sistemática de adubos na projeção de copa das plantas ou mesmo sobre os gramados se o pH está baixo, indicando que o solo requer uma correção com aplicação de calcário, primeiramente. Esta incoerência é constatada na maioria dos sítios existentes na região metropolitana. Os adubos assim aplicados não são absorvidos pelas plantas e são totalmente perdidos, podendo inclusive, contaminar o meio ambiente atingindo os mananciais. E o pior, não traz o tão esperado benefício às plantas, que é a satisfação de sua nutrição. Outra informação muito valiosa proveniente da avaliação do resultado de uma

análise de solo é sobre o tipo de textura ou granulometria das partículas do solo, ou seja, a proporção entre os teores de areia, silte e argila. Em função desta avaliação é determinada a quantidade ideal de água que o solo pode receber, sem haver perdas desnecessárias e o intervalo desejável entre as irrigações. Outro fato constatado normalmente é que ocorrem maiores infestações de insetos pragas, tais como cupins e formigas cortadeiras, em áreas de solos ácidos, compactados, sem vegetação, lavados pelas constantes enxurradas e que não apresentam cobertura morta; ou gramados mal manejados e sem a correta adubação. O custo de uma análise composta de solo, com resultados sobre fertilidade de rotina, micronutrientes e granulometria chega a R$50,00. Pela tecnologia investida nos laboratórios de análises em equipamentos, pessoal qualificado, na aquisição dos reagentes, que na maioria das vezes, é importado; conclui-se que é muito barato pela sua alta significância. Portanto, é de vital importância a realização de análise de solo para que se possa estipular o manejo correto da fertilidade do sítio, das operações de plantio, podas, transplantios, cortes dos gramados e os níveis adequados de irrigação, contribuindo para o uso racional dos recursos naturais disponíveis. Procure um técnico da área e mãos à terra.

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Amendoeiras

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istórico: corria o ano de 1975 e um empresário imaginava encontrar um local para o lazer de seus diretores e amigos, nos fins de semana. Idealista, realizador por excelência, colocou em campo a estrutura técnica das suas empresas para encontrar o local desejado. Depois de alguns meses de busca, descobre – ele mesmo – o Dr. Sabino Corrêa Rabello, uma área, cujas características principais: localização, topografia, clima, qualidade de solo, disponibilidade de água, etc. seriam satisfatórias. Em meio à vegetação natural, onde pastavam e eram abatidas as rezes do Sr. Herculano, o que havia era muita cobra e um autêntico “carrapatal”. Superadas as dificuldades e entraves, Dr. Sabino empenhou-se na construção daquilo que sonhara. Nos moldes de um clube de campo da Alemanha, foi desenvolvido o projeto. A urbanização se baseou em uma avenida central vencendo a colina que se lhe despontava à frente. As ruas partem da avenida rigorosamente sobre as curvas de nível de todo o terreno.

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O condomínio foi entregue em 1979 com asfaltamento; duas barragens no ribeirão; iluminação a vapor de mercúrio nas ruas (Cemig); recuperação de antigo galpão de fazenda que ali existia; praça de esportes com piscinas e quadras poliesportivas; vestiários providos de duchas; quatro poços artesianos; caixa d’água superior para 700 mil litros; bombas de recalque; rede de distribuição de água; vários quiosques providos de churrasqueiras na praça de esportes; portaria com portão de acionamento eletrônico e escritório. Nos seus mais de 30 anos de existência, o condomínio recebeu várias obras de manutenção. As principais são a reforma do salão de festas, construção da Estação de Tratamento de Água, reforma da portaria, ampliação do escritório, iluminação das divisas, pista de Cooper, etc. Projetos em andamento: Ceame – (Centro Ambiental do Amendoeiras), Reciclagem, Compostagem, Segurança, Cães nas divisas, Iluminação e Proteção nas divisas, Troca de veículos e Manutenção. Dificuldades: Agradar a todos de forma geral.

Vantagens: Valorização das chácaras e alegria de morar em um condomínio seguro e com áreas de lazer. Total de lotes: 323 Casas construídas: 227 Imóveis em construção: 18 Lotes vagos: 78 Moradores: 93 Área total: 1.354.243,50m² Área verde: 190.507m² Área institucional: 35.604m² Abastecimento de água e esgoto: particular (poços artesianos) e uso de fossa nas residências. Recolhimento de lixo: próprio. Nº de empregados do condomínio: 53, sendo 43 do condomínio e 10 terceirizados. Nº de trabalhadores diários no condomínio: 460, entre caseiros, domésticos, obras e empreiteiros. Endereço : Av. João Azeredo Coutinho, 68. Contato: Carlos Otoni Ferreira, Gerente – carlosotoni@uol.com.br e Síndico, Ivo Farah Mitre – sindico@amendoeiras.com.br


Quintas da Lagoa Histórico: o condomínio surgiu em 2000. Projetos em andamento: monitoramento eletrônico e sede social. Metas: Integração dos moradores e murar todo o condomínio. Dificuldades: financeiras. Vantagens: áreas verdes. Total de lotes: 78 Casas construídas: 45 Imóveis em construção: 10

Lotes vagos: 23 Área total: 507.000m² Área verde: 80.000m² Área institucional: 40.000m² Abastecimento de água: particular Recolhimento de lixo: interno no condomínio e a Prefeitura recolhe para o aterro. Síndico: João Luiz P. Rouxinol

Transfira seu registro de veículo e ao emplacar novos carros prefira Lagoa Santa.

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Paulo Delgado, Presidente

Palavra do Presidente

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Exposítio marcou um gol de placa neste difícil mercado de feiras e possibilitou à ACOLASA receber seus associados e convidados em seu estande. Ali, conversamos sobre os mais variados temas. Durante este evento fizemos o lançamento do nosso vídeo institucional e de nosso site. Muita alegria e muita emoção das pessoas ao assistirem ao vídeo que contou com maestria a história dos condomínios em Lagoa Santa. Muitos se tocaram com as diversas narrativas através de personagens importantes da nossa história em especial

com as dos condôminos Vicente Pimenta do Amendoeiras e Joaquim Marques do Condados da Lagoa, pioneiros desta história de sucesso, e da nossa condômina Vera Fernandes, hoje do Vivendas, viúva do nosso amigo e criador da Acolasa Inácio Paulo Fernandes, a quem eu tive o prazer de compartilhar esforços aqui em Lagoa Santa e na nossa Cemig, trabalhando lado a lado. Outros depoimentos foram deste presidente, da ex-presidente da Associação Comercial, Márcia Rocha, da ex-presidente da Acolasa Silze Watson e da condômina e ex-vereadora Rosangela Rosa, autora de lei que legitimou as estruturas condominiais no município. No convívio destes dias de feira, pudemos ter a certeza que as metas traçadas no nosso Plano de Trabalho estão aderentes aos interesses dos condôminos. Com a implantação do nosso site, vamos colocar em funcionamento uma série de ações para beneficiar os nossos associados. Uma iminente será o espaço para indicação de prestadores de serviços. Entre lá e faça as indicações que você achar conveniente. É bom para todos e mais segurança para quem está contratando um profissional. Parabéns aos condomínios Village do Gramado, Vivendas, Condados da Lagoa,

Palestras para comemorar o meio ambiente A ACOLASA realizou no dia 12 de junho, em comemoração a Semana do Meio Ambiente, um ciclo de palestras sobre “Paisagismo e Jardinagem” – promovida pela empresa Jardins da Jaguara – e sobre “Reciclagem e Compostagem” – proferida pelo Sr. Wanderson Luiz Nunes. As palestras aconteceram no Colégio M2 e oferecidas aos associados e prestadores de serviços no horário de 8h às 12h. “Tivemos 28 participantes, todos muito preocupados com o tema meio ambiente”, conta Cléber Lima Prado, diretor adjunto de Meio Ambiente da ACOLASA. Ele narra que

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Canto do Riacho, Pontal da Liberdade e Bouganville pela premiação recebida pelos organizadores da Exposítio como os condomínios que tiveram maior número de condôminos presentes ao evento. É isto aí, precisamos estar presentes apoiando iniciativas que sejam de interesse da coletividade. Outra iniciativa foi a realização de um curso em 12 de junho no Colégio M2 sobre Paisagismo, Jardinagem, Reciclagem e Compostagem, durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente. Sala cheia com a presença de condôminos e de prestadores de serviços. Queremos cumprimentar ao Sr. Carlos Alberto e toda a sua equipe pela vitória na eleição para o comando da Associação Comercial (ACIAS). Esperamos um trabalho inovador e que agregue novos conceitos e novas ações a essa importante instituição.

Calendário Festas Acolasa Arraial dos Condomínios foram distribuídos: mudas de ibisco, adubo orgânico, apostilas e folders educativos. Cléber afirma que com o sucesso deste primeiro curso, já está nos planos da associação uma segunda edição em setembro. Os interessados devem ficar atentos, pois em breve será anunciada a nova data. Informações: www.acolasa.com.br

26 de junho – Vivendas e Estâncias das Petúnias. 3 de julho – Morada dos Pássados e Amendoeiras. 10 de junho – Contados da Lagoa e Quintas da Lagoa.


Tiago Alencar

Pequeno Cidadão

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ssa vai pra garotada! A banda que aqui apresento é o Pequeno Cidadão. Essa banda nasceu de uma ideia de Taciana Barros que sentiu a necessidade de tocar com os filhos e dividir o tempo que passava nos palcos com suas crias. Logo apresentou a ideia ao amigo Arnaldo Antunes que aderiu no ato. Arnaldo, por sua vez, trouxe o amigo e parceiro musical de muito tempo, Edgar Scandurra acompanhado também de Antônio Pinto.

Alexandre Miranda

Uma animação para adultos

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costumamos-nos, desde a infância, a associar desenho animado, ou qualquer outro tipo de animação, com produções exclusivas para o público infantil. Nos últimos tempos, várias produções do tipo vêm repletas de referências ao universo adulto, mas continuam essencialmente infantis. Raros são os filmes de animação concebidos para adultos. Recentemente tivemos “Persépolis”, sobre a condição feminina no Irã pós-Revolução

O projeto foi fluindo e a banda se formando. Com os filhos por perto, as músicas foram sendo criadas naturalmente e essa onda positiva foi contagiando a todos. Isso é transmitido também pra quem está escutando. O som agrada grandes e pequenos, muito criativo e surpreendente, como a mente de toda criança. Além das músicas, a banda tem uma estética visual muito legal: nos shows, através de telões, no vídeo clipes e no encarte do disco, com desenhos de Jimy Leroy que soube sintetizar a ideia da banda através das ilustrações. É uma grande banda! Aliás, grande em todos os sentidos, pois Taciana Barros traz as filhas, Arnaldo traz o filho Brás Antunes, Edgar traz os filhos. Além dos artistas circenses, que os acompanham nos shows e o restante da banda, que traz toda a

sua tropa. E o show é um espetáculo a parte, pois no meio da plateia vão surgindo personagens das músicas, como, uirapuru, lagartixa e o sapoboi. Sem falar da criançada que é muito afinada, afinal elas tiveram a quem puxar. Fica aí a dica para as mamães e papais que quiserem botar pra tocar um pouco de boa música para seus filhos e, de tabela, curtir esse som que nos leva ao mundo lúdico das crianças. Nunca é tarde para ser um pequeno cidadão. http://www.myspace.com/pequenocidadao

Islâmica e “Valsa com Bashir”, sobre as memórias de um soldado israelense na Guerra do Líbano nos anos 80 do século passado. Agora é a vez de “Mary e Max” conquistar os mais velhos com uma história no mínimo insólita, apesar de baseada em fatos reais. Tudo começa quando Mary, uma garotinha australiana que vive em uma família complicada, com um pai apático, uma mãe alcoólatra e somente um galo como amigo, resolve escrever uma carta para um nome que escolheu aleatoriamente no catálogo de telefones da cidade de Nova York. Movida pela curiosidade sobre a origem das crianças e insatisfeita com a resposta que lhe dão, ela faz a pergunta ao destinatário, Max, um senhor de quarenta e quatro anos, solitário, que sofre de Síndrome de Asperger, uma forma menos grave de autismo. A carta provoca uma desordem no mundo de Max, que custa a perder a ansiedade com aquela relação inusitada que surgiu repentinamente em sua vida. Apesar da resistência inicial, eles acabam iniciando uma longa e intensa correspondência em que trocam, além de impressões diversas sobre a vida, chocolates, fotografias e miniaturas de personagens de TV. A amizade entre os dois dura mais de vinte anos, tempo

em que as agruras da vida de cada personagem vai, de uma certa maneira, fortalecendo essa amizade. Mary, apesar de não ser solitária como Max, não é menos infeliz, mesmo tendo cursado faculdade e se casado. Ao longo do filme, temas como solidão, suicídio, depressão, alcoolismo e bulling são tratados de uma maneira mais suave, graças à opção pelo stop motion, técnica de animação com massinhas. Se fosse realizado com pessoas reais, talvez o filme se tornasse um dramalhão. O diretor australiano Adam Elliot já foi vencedor do “Oscar de Melhor Curta de Animação” em 2004. Neste seu primeiro longa-metragem, acerta em cheio ao compor seus personagens presos em seus próprios mundos, uma Nova York cinzenta para Max, uma Austrália em tons de marrom para Mary. Através da amizade por correspondência cada um dos personagens percebe que não está só e que existe outro ser humano como referência em suas vidas, mesmo apesar da distância e do fato de nunca terem se encontrado pessoalmente. O resultado final é um filme mágico, cativante e emocionante que, apesar das desventuras dos personagens, deixa uma mensagem positiva pelo valor que dá à amizade e às pessoas, sejam elas quem forem. REVISTA CONDOMÍNIOS JUNHO 2010

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Tradição antiga

ão antigo quanto a própria cultura humana, o funeral é uma cerimônia feita há pelo menos 300.000 anos, segundo a Wikipédia americana. Como exemplo, o artigo cita que esqueletos de Neandethal foram encontrados cobertos por camadas de pólen na caverna Shanidar, no Iraque; Pontnewydd Cave, no País de Gale e em outros sítios pela Europa e Oriente Médio, como sinal que esses ancestrais do Homo Sapiens cobriam de flores seus mortos. Os costumes funerários compreendem o complexo de crenças e práticas utilizadas por uma cultura para lembrar seus mortos. Esses costumes variam amplamente entre culturas e entre religiões. No Leste Asiático, a cor que representa o luto é o branco e usar vermelho (cor da felicidade) nessas cerimônias é sinal de desrespeito. Na cidade americana de Nova Orleans, em Louisiana, acontece uma tradição única de funerais, que surgiu da combinação de práticas espirituais afri-

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canas, francesas e tradições musicais afro-americanas. Um típico Funeral Jazz traz uma marcha dos familiares, amigos e uma banda de jazz entre o local do velório e o cemitério. Ao longo da marcha, a banda toca músicas fúnebres. Uma vez que a cerimônia se encerra, a marcha segue do cemitério para um local onde a música solene é substituída por canções dançantes para os presentes celebrarem a vida do falecido. Uma novidade que surgiu em Nova Iorque e já chegou a algumas cidades brasileiras é o velório on line. As empresas oferecem a opção de transmitir ao vivo pela internet o velório e enterro, apenas disponível através de login e senha, para familiares e amigos separados pela distância, tempo ou circunstância. Com o intuito de oferecer assistência nas homenagens aos entes queridos falecidos, empresas como a Metropax, de Belo Horizonte, trazem opções variadas que vão desde a execução por músicos do hino do time de

futebol do finado até lenços personalizados e coroas de flores. O trabalho destas empresas que cuidam de todo o serviço burocrático e de cerimonial nesta hora tão difícil para a família é sempre bem vindo, quando feito de forma solene e respeitosa. Inclusive, muitas pessoas já deixam o serviço contratado com intenção de não gerar desgastes e custos para aqueles que ficam. A contratação de serviços fúnebres também é um costume antigo. Entre os anos de 1600 e 1900, existiram duas profissões na Europa que agora estão praticamente esquecidas. Uma delas é o Mudo, que tinha o objetivo de ficar no funeral com a face triste, próximo a porta da residência ou da igreja. A outra profissão é Carpideira, função normalmente desempenhada por mulheres que choravam e rasgavam suas roupas para incentivar as demonstrações de tristeza dos presentes. Desde o século XIX, as carpideiras perderam força na Europa, apesar de serem muito comuns em rituais africanos.


Hilton Ferreira

Me dá o meu aí

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ia desses, banquei o repórter de TV nas ruas. Perguntei a um sem número de pessoas: você sabe o que é isonomia? Ninguém sabia, claro. Aí me dei conta de quanto estava sendo imbecil. Isonomia é algo que não afeta o cotidiano das pessoas comuns. É uma figura jurídica que, na maioria das vezes, só é admitida nas classes privilegiadas do funcionalismo público. Na prática funciona como a maneira legal de equiparar salários e vantagens entre detentores de funções iguais ou similares. Dito assim, parece um princípio para ser aplicado de maneira restrita. Por exemplo, um juiz do trabalho deve ter salário igual a um juiz federal de mesmo nível. Se ocorresse o contrário, seria uma injustiça a este ou àquele. É fácil compreender. Difícil é entender por que um delegado de polícia teima em ter os mesmos vencimentos de um procurador. Ou por que um oficial da polícia se julga no direito de ter o mes-

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mo salário do delegado. Não é um juízo de valor. O policial militar pode ganhar mais ou menos: só não há razão em atrelar os vencimentos de duas carreiras distintas. O pior de tudo é que nossa Constituição serve também para acobertar e eternizar privilégios. Os delegados não querem apenas melhorias salariais. Eles querem uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional), de modo que nunca mais, em tempo algum, poderão ter seus salários e vantagens desvinculados do Ministério Público, sob pena de inconstitucionalidade. Já o Ministério Público há muito, conseguiu equiparar-se às carreiras do Judiciário. Isonomia pra lá, isonomia pra cá, os fiscais de todas as atividades do governo raciocinam que cumprem obrigações de valores equivalentes em termos de responsabilidade, competência e resultados. Os auditores da receita – antigos fiscais – foram muito valorizados em função do apetite tributário insaciável do governo. Atrás deles, em nome da isonomia, vieram os fiscais do trabalho, os fiscais sanitários e por aí afora. Tudo isso já era conhecido. O fato novo é o Projeto de Lei Complementar 62 – olha aí o engessamento à Constituição – que o governador Anastasia enviou à Assembleia pelo qual fica liberado o exercício da advocacia privada aos integrantes da Advocacia Geral do Estado (AGE). Segundo declara, candidamente, o advogado geral do estado, trata-se de equiparar situações divergentes. Antigos procuradores detinham o privilégio de advogar particularmente, menos contra os interesses do estado. Já os novos procuradores não podiam

montar suas bancas de advogado em razão de proibição expressa no PLC 81. Quando leu essa matéria no jornal, esse incauto colunista perguntou a si mesmo: por acaso os juízes não são impedidos de advogar e exercer quaisquer outras funções particulares, exceto o magistério? Se os procuradores têm os mesmos vencimentos dos juízes, esse PLC 62 não vai criar uma grave distorção remuneratória? E perguntei mais: com tantas responsabilidades constitucionais, os procuradores teriam tempo disponível para exercer a advocacia particular? De duas, uma: ou eles vão relegar as tarefas da Procuradoria para segundo plano, ou de fato eles não têm tanto serviço como fazem crer à sociedade. O pior foi minha imaginação paranoica. No futuro, divaguei, quando os juízes se sentirem frustrados com seus vencimentos comparativamente aos rendimentos dos procuradores – salários mais honorários advocatícios -, por que não reivindicar alguma coisa que restabeleça o ponto de equilíbrio? Que tal uma gratificação especial, baseada na média dos rendimentos que os procuradores obtêm na advocacia particular? Seria a maneira de recuperar a isonomia. Ou não? A conta... ora a conta, isso é problema do executivo. Os procuradores antigos podiam advogar porque ganhavam pouco. Foi um erro acobertando outro. Mas em direito adquirido não se mexe. Hoje os procuradores ganham muito bem. Mas se os novos não têm os mesmos direitos dos antigos, estabelece-se clara ofensa à isonomia. Direito adquirido e isonomia são irmãos siameses do setor público: aqui e ali dão ares de legalidade à imoralidade.

Colabore!

m agosto, o IBGE vai começar as entrevistas do Censo 2010 que irá visitar todos os domicílios do país, inclusive aqueles localizados em condomínios fechados. É um trabalho e tanto e segundo o Agente Censitário de Lagoa Santa, Alfredo Ancântara, é imprescindível a colaboração de todos os moradores, síndicos e funcionários. “É de suma importância que todos estejam cientes que esta colaboração só trará benefícios para a cidade. Por isso peço a todos os residentes em condomínios que atendam o recenseador”, fala Alfredo. “O Censo é muito importante, pois mostra com exatidão aspectos

fundamentais da realidade municipal (população, saúde, economia, educação, faixa etária, etc)”, explica Alfredo e completa: “A análise de todos os censos já realizados possibilita identificar problemas e progressos no município e projeções pelos órgãos competentes para a elaboração de programas e projetos visando o bem estar da população”. Outro fator relevante é que a contagem da população influencia no repasse de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para que todos se sintam seguros, o agente do IBGE estará devidamente identificado com um colete azul e um crachá de identificação. Caso necessário, o nome e o número de

matrícula que constam no crachá podem ser confirmados através de ligação gratuita para o telefone 0800 721 8181 ou pela internet - www. censo2010.ibge.gov.br. REVISTA CONDOMÍNIOS JUNHO 2010 25


De Lagoa Santa para a África do Sul Acervo pessoal

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engenheiro Bruno Moterani Costa Reis foi um dos 600 pilotos de mountain bike a completar a ultramaratona Cape Epic, um dos maiores eventos deste esporte no mundo. Foram 722km (mais de 14.000m de subidas acumuladas) percorridos entre os dias 21 e 28 de março de 2010, na parte oeste do território sul africano. Bruno conta que a maioria dos seus treinos são feitos em Lagoa Santa, cidade que frequenta desde a infância, por seu pai ser proprietário antigo de uma casa no Condados da Lagoa. “Gosto das trilhas ao redor da cidade: Gabiroba, Perdidas e Rio das Velhas”, cita o atleta. Bruno comenta que o Cape Epic está entre as corridas mais disputadas e árduas do planeta e que ficou muito satisfeito com a colocação, em 94º lugar. “O resultado é espetacular, levando em consideração que estávamos disputando com os melhores do mundo. Todos os campeões mundiais de MTB estavam presentes no evento”, relata. A prova é disputada em duplas. Rogério Chaves foi quem embarcou com Bruno nesta aventura. Ambos são pilotos da equipe Mountain Bike BH, que tem como patrocinadores: UOL, Atex, Body Shape, Damatta e Katiane Nutrição Esportiva. A dupla de pilotos passou por vales intocados, cruzou montanhas com a temperatura quase 10° C, vinhedos famosos, florestas de pinheiros, com trilhas de tirar o fôlego. “Correr em dupla 26 REVISTA CONDOMÍNIOS JUNHO 2010

é uma lição de vida de como tratar as pessoas nos momentos mais difíceis, pois a paciência se acaba à medida que o cansaço aumenta. É preciso muita amizade e companheirismo”, ensina Bruno. Quando questionado se pretende voltar, o piloto responde que sim, mas antes quer completar outras ultramaratonas, como a Trans Rockies, no Canadá e Trans Alpes, na Suiça. A motivação, segundo ele, é o desafio de vencer os próprios limites do corpo. Para esta primeira participação na Cape Epic, Bruno, que há três anos tem acompanhamento de treinador, conta que o treinamento envolveu seis dias na semana, com 18h de pedaladas semanais durante um ano. “Fazia treinos de 6h de pedal no sábado e mais 6h no domingo, além de duas horas durante a semana, pois trabalho durante o dia e tenho o tempo limitado”, fala ele que tem 20 anos de MTB. Além das trilhas na região de Lagoa Santa, Bruno buscou trilhas em Campos do Jordão, por causa da dureza da Serra da Mantiqueira. E para todos que esperam uma ultramaratona de MTB no Brasil, Bruno traz uma notícia boa. “Este ano estreia no país a ultramaratona Claro Ride Brasil que tem tudo para, em alguns anos, alcançar importância no cenário mundial de MTB”. O Claro Ride Brasil acontece entre os dias 14 e 19 de novembro e será realizado na Chapada Diamantina/BA. Serão mais de 600km de prova, também disputada em duplas. Mais informações: www.brasilride.com.br


Sucesso garante continuidade para Exposítio

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ntre os dias 21 e 25 de abril, aconteceu em Lagoa Santa a primeira edição da feira Exposítio, que contou com dezenas de expositores e milhares de visitantes da região metropolitana de Belo Horizonte. O tamanho sucesso da feira, com alta avaliação pelos visitantes e empresas participantes, assegura a continuidade e crescimento do evento, que tem tudo para fincar raízes na cidade.

A Acias sediou, no dia 13 de maio, cerimônia de premiação oferecida pelos organizadores da feira aos parceiros que mais promoveram e contribuíram para a notoriedade do evento. Entre os condomínios: Village do Gramado, Vivendas, Condados da Lagoa, Canto do Riacho, Pontal da Liberdade e Bougainville foram os agraciados com o prêmio por terem contabilizado o maior número de condôminos presentes ao evento, entre os participantes cadastrados.

Marcamos presença na Exposítio

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Revista Condomínios lançou durante a feira Exposítio 2010 a edição 21, que trouxe novidades no layout. Com novo formato, diagramação e aumento na tiragem, a Revista de Lagoa Santa aproveitou seu estande na feira para receber seus colunistas, parceiros e amigos. Na foto, a equipe da Revista se reúne,

alegre com a aprovação das novidades pelo público. Para marcar o início da distribuição da edição na feira, a Irmandade de Atores da Pândega, grupo de teatro de Lagoa Santa, apresentou a peça O Primitivo, causando estranhamento, curiosidade e encantamento entre os presentes. A intervenção artística faz referência aos homens primitivos e hábitos do Homem de Lagoa Santa.

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Mauro Bretas

O foudue O fondue é um prato clássico para as noites frias de inverno. Consiste em uma mistura de queijos com conhaque ou vinho branco seco, que deve ficar sempre aquecido enquanto é consumido, molhando pedaços de pão neste creme. Hoje também são feitos os de carne e de chocolate. O prato tem origem na Suíça e na França. A tradução correta seria “derretido”. Os queijos são colocados numa caçarola especial chamada de “caquelon ou rechaud”, mas antes deve-se lubrificar com um dente de alho cortado ao meio e esfregado no fundo da panela, com o objetivo de dar mais sabor ao prato. Os convidados servem-se todos dessa mesma caçarola. Se você quer experimentar um dos clássicos faça a receita do fondue de queijo. As variações do prato Para quem deseja inovar vale a pena experimentar o fondue de filé. Nesta versão cada convidado espeta pedacinhos

de carne crua com o garfo e frita a seu gosto no óleo fervendo (que deve ser esquentado no fogão previamente). Depois é só molhar sua carne no molho que escolher. Experimente o molho de hortelã para fondue ou ainda o molho de alho para fondue que darão mais sabor ao prato. Os molhos podem ser a gosto, use a criatividade! Use uma lata de pomarola, um copo de requeijão, molhos prontos para fondue! Este tipo de fondue também pode ser feito com peixes, peito de frango, camarão, lombo sem a gordura, linguiças salsichas, pode até substituir o filé por uma outra carne de primeira, eu já fiz até com picanha. Fondues doces O fondue de chocolate também é bem-vindo. Nesse caso, uva itália, maçã picada, banana picada, morangos, abacaxi, mexericas, melão, biscoito wafer e até pedaços de bolo (desde que consistente) são mergulhados pelos convidados em um creme de chocolate quente! Experimente também o fondue de marshmallow que faz uma combinação perfeita com pedaços de bolo de chocolate! Além de delicioso, o fondue, tanto doce quanto salgado, também serve para reunir os amigos para uma noite agradável e apetitosa. Mas não se esqueça de alguns cuidados na hora de servir o fondue: .: Nunca coloque a panela sobre uma mesa que não esteja firme no chão, pois há óleo quente, ou queijo derretido e álcool nessa panela; .: Mantenha distante de crianças;

.: Cuidado para não levar à boca o queijo derretido ou a carne frita muito quentes. .: Fique atento para que o óleo não esquente demais e cuidado para não colocar os garfinhos molhados com água, seque bem antes de utilizá-los. .: Fique atento se o queijo não está queimando no fundo. Se isso acontecer, apague o fogo sem assoprar, utilizando o utensílio apropriado. Harmonização com vinhos para fondues: Vinhos brancos estruturados: Quinta Pinotage, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay ou tintos de grande estrutura. Esses vinhos aromáticos e definidos, com uma abertura sedosa e um final de gosto equilibrado devem ser consumidos a 16º/18ºC com pratos de confecção forte, de queijos fortes, típicos de fondue de queijo. Vinhos tintos de boa estrutura, de preferência mais maduros, com notas especiarias e acidez equilibrada, como os tintos italianos, além dos fortificados secos, como Cabernet Sauvignon, Malbec ou Carmenere devem ser consumidos a 18ºC com fondue de carnes. Vinhos brancos como Chardonnay, Sauvignon Blanc ou vinho Branco Verde podendo ser usado um vinho do porto de boa qualidade. Prato de sabor bastante marcante, com textura e grande doçura, como o fondue de chocolate. Mas não adianta harmonizar o prato com o vinho, se não agradar ao seu paladar. A verdadeira harmonia está na ponta da sua língua.

Receita

Fondue de Carne no Vinho Para os apreciadores de Fondue, esta é uma receita diferente, mas igualmente deliciosa. Não deixe de experimentar! Ingredientes: 500 ml vinho tinto seco de boa qualidade, porque a carne pega o gosto do vinho mais fraco; 1 cebola média; Cravinhos; Carnes a gosto conforme reportagem em cubos pequenos;

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Modo de Preparação: Coloque o vinho na panela de fondue. Na metade para cima da cebola espete cravinhos deixando um espaço de mais ou menos 1cm entre eles. Leve a cebola à panela com o vinho e sobre o rechaud aqueça o mesmo até atingir o ponto ideal de fervura para cozinhar os cubos de carne. Cozinhe os cubos de carne no vinho e sirva com molhos da sua preferência.


Sua casa quentinha para o inverno

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frio pode ser muito gostoso, desde que estejamos bem aquecidos. Não há nada pior que passar frio, aquela sensação de desconforto e tensão muscular, ainda mais em seu próprio lar. A casa da gente tem que ser sempre um lugar quentinho e aconchegante, onde descansamos e relaxamos. As opções são diversas, de tapetes a pisos com calefação, lareiras tradicionais a modelos modernos, aquecidos por gás ou eletricidade. Ao procurar por lareiras no www.criadesignblog. pop.com.br encontram-se charmosos fornos lareiras, de design francês; ou ainda um modelo circular, alimentada por bioetanol, que pode ser “rolada” para qualquer lugar ou uma fixa ao teto que gira 360° garantindo o aquecimento de todo ambiente. A criatividade é infinita... Mais acessíveis e práticos, o mercado de aquecedores de ambientes oferece modelos elétricos, a óleo e a gás, nos formatos convencionais, torre e chapéu. Para ambientes fechados, como quartos, salas e escritórios, os aquecedores podem ser elétricos ou a óleo. Os aquecedores tipo torre são mais procurados, por ocuparem menos espaço e mais fáceis de guardar quando não estão em uso. O modelo chapéu costuma ser usado em ambientes externos. Bares e restaurantes com áreas sem cobertura ou casas e apartamentos com grandes áreas externas são melhores aquecidos por esse formato.

Além do ambiente agradável, o banho bem quentinho é essencial e o conforto de torneiras com água morna faz toda diferença. Sem falar os benefícios de uma piscina aquecida para natação e lazer no inverno. O reconhecido site de busca por produtos online www.buscape.com.br traz informações para o consumidor que começa no processo de escolha do melhor sistema de aquecimento de água para sua residência. Hoje, no mercado, existem aquecedores de diversos tipos, cada um armazenando energia com uma tecnologia diferente. “São os aquecedores elétricos, a gás e solares. Todos têm suas vantagens, que devem ser consideradas conforme suas necessidades de uso. Os aquecedores elétricos não utilizam gás ou fogo

para o aquecimento e, por isso, não são poluentes. O fornecimento de energia é automático e constante, o que garante precisão no controle do volume e temperatura da água. Os aquecedores a gás têm uma pressão de água melhor que nos modelos elétricos e uma economia de 60 a 85% com relação ao modelo elétrico. Já os aquecedores solares são mais caros, porém proporcionam grande economia de energia. É um sistema que utiliza energia limpa, segura e ecológica, possui instalação simples e melhor eficiência térmica”, informa texto no site Busca Pé. E você, qual a sua experiência com sistemas de aquecimento? Envie a sua opinião, história ou dúvida sobre o assunto para redação.condominios@ gmail.com

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Móveis planejados, o que é importante na hora de comprar?

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xclusivos e feitos especialmente para você e para a sua casa, os móveis planejados podem ser a solução ideal para residências e comércios. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados para evitar arrependimentos e problemas. Confira: •Relacione as empresas que você tem interesse e faça uma pesquisa no Procon para saber como elas se comportam com seus clientes. Busque referências, conheça trabalhos anteriores das empresas, converse com outros clientes sobre prazos e se sabem interpretar os desejos do consumidor. •Na visita às lojas, peça o vendedor para detalhar no orçamento tudo o que for combinado e certifique-se ainda sobre as regras de garantia. •Peça ao projetista da loja escolhida para tirar as medidas pessoalmente nos ambientes. •Descreva para o projetista a função do móvel, o espaço que ele vai ocupar, o estilo do ambiente e peça sugestão de materiais de qualidade. É importante ainda definir os hábitos e necessidades de quem vai utilizar os móveis. •O projeto deve levar em consideração aspectos técnicos como: materiais de acabamento, que devem ser adequados à função do espaço e de fácil manutenção e limpeza; iluminação e ventilação natural e compatibilização do projeto de mobiliário com instalações elétricas, hidráulicas, gás, equipamentos, eletrodomésticos. •Leia atentamente o contrato de compra e venda. Observe se o documento traz a forma de pagamento, as numerações do cheque e as condições de cancelamento. •Logo após a instalação, teste a abertura de portas e gavetas. Se houver alguma peça riscada ou torta, entre em contato

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Cozinha planejada, feita pela decoradora Gláucia Tamietti. imediatamente com a empresa. Ela terá 30 dias para fazer o conserto, sem custos. Do contrário, você pode recorrer ao Procon. Cozinhas O segredo da cozinha é a sua distribuição, levando-se em conta seus elementos fundamentais: refrigerador, fogão e pia, sem esquecer-se de uma bancada para o preparo de alimentos. Atualmente, outros eletrodomésticos ganham espaço na cozinha, como o freezer, lava-louças, microondas, centrífuga, multiprocessador e outros. Com uma distribuição racional desses utensílios, o trabalho na cozinha ganha rapidez e eficiência. Independente da dimensão da sua cozinha, o mais importante é a possibilidade de circulação que ela oferece. Próximo ao refrigerador, o ideal é ter uma bancada de apoio com no mínimo 60cm de largura para ajudar na colocação e retirada de alimentos de geladeira. No setor da pia, são necessários duas bancadas,

uma de cada lado da pia, para separar a louça suja da limpa. Perto do forno e do fogão é conveniente ter um balcão de apoio com tampo resistente ao calor. Também é importante ficar atento à posição do fogão e do forno, por uma questão de seguranças das pessoas que circulam pelo ambiente. Os armários suspensos devem ficar 140 e 170 cm do chão. A altura ideal para pias proporcionarem conforto é 90 a 95cm. Já os armários sobre bancadas devem ter 50cm de distância do tampo, com profundidade mínima de 30cm. Os gabinetes inferiores devem ter profundidade de 60cm e ficar suspensos 20cm do piso, para facilitar a limpeza. Caso fiquem sobre uma base, esta deve ser recuada 5cm para a acomodação dos pés. As cozinhas exigem ainda dobradiças resistentes. Dê preferência para as de aço inox com boa mola de pressão, afinal o uso é constante. Quanto às gavetas, a variedade de tamanhos ajuda na hora de guardar panelas e formas.


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REVISTA CONDOMÍNIOS - 22 JUNHO 2010