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ANO XXXIII - Nº 1190 - NOVEMBRO E DEZEMBRO

Consolidando uma postura de claro posicionamento sobre questões nacionais, a ACMinas fecha o ano de 2016 manifestando publicamente o seu apoio à aprovação da PEC que estabelece um teto para os gastos públicos e da reforma da Previdência Social, iniciativas fundamentais para a retomada do desenvolvimento. A PEC 241, que no Senado tramita sob outro número, 55, trata de questão de extrema urgência, a de evitar a explosão da dívida pública, o que traria como efeitos, numa perspectiva, o retorno da inflação, que levaria o País de volta à década dos 1980, e em outra, a queda ainda mais intensa da atividade econômica, agravando um ambiente já bastante adverso. Sinalizar que a relação dívida pública/PIB será revertida é fundamental para o mercado adquirir confiança na economia. Sem ela não há financiamento, não há investimento e não há consumo. Limitar os gastos, por meio de uma regra clara e fácil de ser verificada, afeta a atividade econômica por meio do canal da confiança. E confiança é exatamente o que perdemos e que desencadeou essa dinâmica de quedas sucessivas na atividade econômica. Quanto à Previdência Social, é sabido que seus gastos constituem hoje o principal ônus das contas públicas, situação que tende a se agravar ano a ano e tornar o seu sistema de financiamento inviável em prazo relativamente curto. O fato é que as mudanças demográficas decorrentes do aumento da expectativa de vida da população, juntamente com redução na razão de dependência – ou seja, a relação entre a população de 20 a 64 anos e a população com 65 anos e mais – já vêm há anos desequilibrando o sistema e, em consequência, o próprio equilíbrio fiscal no longo prazo. Por isso, a reforma da Previdência Social é urgente e necessária. A decisão do governo Temer em levá-la à frente demonstra compromisso com o interesse público e, em particular, com a garantia de proteção aos seus futuros beneficiários. 13 de dezembro de 2016

Lindolfo Paoliello


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ANO XXXIII - Nº 1190 - NOVEMBRO/DEZEMBRO DE 2016

ACMinas acelera internacionalização

PÁGINA

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EDITORIAL

O que faz o Brasil, brasil? Lindolfo Paoliello Presidente da ACMinas

EXPEDIENTE

O Brasil aproximou-se mais dos brasileiros neste ano que se vai acabando. Ou seria o contrário? Os brasileiros teriam se aproximado mais do Brasil em 2016? O verso e o reverso estão presentes neste artigo, a partir do título. Aquele dado por Roberto DaMatta ao livro que escreveu em 1984 era “O que faz o brasil, Brasil?” E propunha-se a “estabelecer uma distinção radical entre um ‘brasil’ escrito em letra minúscula, nome de um tipo de madeira de lei, e o Brasil que designa um povo, uma nação, um conjunto de valores, escolhas e ideais de vida.” Com esse propósito o antropólogo social escreveu uma obra prima sobre a identidade nacional, no momento em que os brasileiros buscavam ,no seu íntimo, as forças que lhes proporcionaria conquistar para o nosso país uma democracia que hoje chamaríamos de “sustentável”. Ela foi conquistada, mas deixou de ser uma democracia representativa capaz de proteger os direitos dos cidadãos para se tornar outra

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coisa, uma forma de governo em que os representantes do povo se afastam do eleitor, tão logo são por ele eleitos, e dividem em fatias o poder para uso próprio. Nunca isso ficou exposto de forma tão clara como neste ano que, ao se acabar, deixa à mostra um país que quase se acabou. Nesta crônica de um ano que não vai deixar saudade, procuro relatar como 2016 se iniciou num ápice de desconstrução dos “valores, escolhas e ideais de vida” com os quais as “Diretas, já!” sonharam fazer do brasil, Brasil. E de que modo, lembrando um rio que marcha, as águas da consciência nacional vão varrendo as lamas do atraso e da corrupção, formando o leito para um novo modelo de democracia representativa. Janeiro de 2016- À ressaca do ano novo somou-se o desalento vindo dos sequenciais retardos no rito do processo de cassação da presidente Dilma Roussef, aberto em 2 de dezembro de 2015 com a aceitação pelo presidente da Câmara dos

Deputados Eduardo Cunha, de denúncia por crime de responsabilidade. A impressão era de que não haveria o impeachment e prosseguiam as apurações de novos casos de corrupção, assim como os desacertos da política econômica, o intervencionismo do Estado, a marcha da inflação, a quebradeira de empresas e o crescimento vertiginoso da taxa de desemprego. Paralela-mente, a falência de programas sociais não sustentáveis, gerando o trágico retorno à pobreza daquela parcela da população que emergira ao nível de consumidores. O pior desse saldo foi

PUBLICAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE MINAS Registro nº 647 no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de Belo Horizonte Redação: Av, Afonso Pena, 372 – Centro – BH – MG – CEP: 30130-001 Assessor de Comunicação: Antônio Rubens Ribeiro Tel.: 3048-0715 e 3048-0714 – e-mail: imprensa@acminas.com.br Editora Responsável: Gabriela Carvalho – Reg. Prof.: MG 13549 JP Presidente: Lindolfo Paoliello Presidente de Honra: José Alencar Gomes da Silva (in memoriam) Vice-Presidentes: Aguinaldo Dinis Filho , Cláudia Mascarenhas Mourão, Fábio Guerra Lages, Hudson Lídio de Navarro, José Epiphânio Camillo dos Santos, José Mendo Mizael de Souza, Marco Antônio Lages , Paulo Eduardo Rocha Brant , Paulo Sérgio Ribeiro da Silva, Ricardo Dias Pimenta, Ruy Barbosa de Araújo Filho, Sérgio Bruno Zech Coelho, Wagner Furtado Veloso e Wilson Nélio Brumer

Jovem Aprendiz: Isabella Fernanda Projeto Gráfico e Diagramação: CMR Comunicação 31 99675-6188 Publicidade: José Carlos Cruz Fone: 31 3048-9560 publicidade@acminas.com.br Estagiário: Gabriel Lima Fotos: Fábio Ortolan Impressão: Gráfica Del Rey

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a eclosão da queda da autoestima da população e do ânimo que move os empresários. Esse convívio com um Brasil tão diferente daquele que se vinha formando desde o Plano Real, e se afirmou na primeira década dos anos 2000, representou o convívio dos brasileiros com a verdade. No final do primeiro trimestre, aquele quadro havia conduzido o país a um estado de quase anomia, a perda pelo indivíduo do reconhecimento de si mesmo; perda de objetivos, não reconhecimento de normas, leis ou normas, e até mesmo a perda da vontade de existir. Foi o momento em que o Brasil esteve perigosamente próximo do ‘brasil’. A ficha caiu com as manifestações que fecharam o primeiro trimestre, contra o governo Dilma Roussef e contra a corrupção, levando às ruas milhões de pessoas, configurando-se como as maiores manifestações da história do Brasil. Caracterizadas pela forte presença de jovens, foi marcante a mudança verificada naquilo que impulsionava sua participação. Não mais as dispersivas e, quando explicitadas, pouco expressivas reivindicações de 2013, mas declarações de conteúdo que podiam ser traduzidas como a determinação de mudar “a vida “ e não apenas mudar “de vida”. A juventude que nos últimos anos tem visto como saída mudar “de país” mostra-se agora disposta a mudar “o país”. O que pode significar fazer o brasil, Brasil. Fatos sinalizando esse rumo não faltam: a aprovação do impeachment, em agosto, teve como primeiro efeito a sinalização da recuperação da confiança do mercado, expressa pela imediata alta da Bolsa. A percep-

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‘ ‘‘ ‘

O BRASIL SÓ SERÁ UMA NAÇÃO SINGULAR QUANDO SE DISPUSER A CONHECER EM QUE É DIFERENTE.

ção de um gradativo ganho de autoestima veio em seguida, assim como do ânimo empresarial, reforçado por tímidos, mas ritmados aumentos nos índices de vendas. Na primeira quinzena de dezembro contribuirão para assegurar a confiança do empresariado na retomada da economia a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos e o início do rito de aprovação da reforma da Previdência. É também possível que o Governo Federal lance, ainda este ano, novas medidas destinadas a animar o ambiente de negócios. No campo político, a mudança das regras no financiamento das campanhas eleitorais foi um passo importante para que seja extinto um dos pontos nucleares da corrupção. É inegável que inspira e sustenta o fôlego para essas iniciativas a confiança e admiração conquistadas pela Lava Jato, a chama que ilumina o caminho para a construção do país que nós queremos. De tudo, surge como força motora de mudanças a nítida disposição da sociedade de tornar-se protagonista na condução desse processo. Sua vontade traduz-se na determinação de inovar, capacitar e assegurar credibilidade, atitude que se mostrou marcante na eleição do empresário João Dória para prefeito de São Paulo. Contudo, convém observar que

momentos de conquistas - políticas, econômicas e sociais foram antes vividos pelo Brasil e elas se perderam. Muda-se isso e aquilo, mas conquistas se perdem e voltam as crises. Falta algo que assegure a estabilidade e desenvolvimento daquilo que foi conquistado. Um denominador comum, um fio da meada, uma liga que se mostre indestrutível e elimine de vez aquilo que faz o Brasil, brasil. Quando uma empresa se propõe a desenvolver-se de forma sustentável, começa por procurar se conhecer, prática esta que foi um dos pilares da sabedoria grega. Clareiase, assim, sua identidade e, para que ela se afirme, definem-se as forças que vão sustentar sua vida e as fraquezas que podem destruí-la. Uma nação se faz a partir da definição de sua identidade social. Essa definição permite conhecer e somar seus traços e formar uma sequência que permite ao seu povo saber e dizer quem é. Camus escreveu que se conhece uma cidade sabendo-se como lá se nasce, como lá se reza, como lá se morre. O Brasil, que abriga tantas diferenças, só será uma nação singular quando se dispuser a conhecer em que é diferente. Por que os brasileiros misturam a comida no prato, não aceitam um “não” diante de situações formais, entendem que ficar “em cima do muro “é algo prático, necessário e honesto no sistema que rege sua vida. Por que um sistema rígido, que traduz o autoritarismo que está em sua alma, só se resolve com um “jeitinho”. Contudo, ficamos assim: enquanto formos privados de ser quem somos vamos ter que viver tentando esclarecer o que faz o Brasil, brasil.

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ARTICULAÇÃO

INTERLOCUÇÃO EXPANDIU AS FRONTEIRAS DA ACMINAS A grande capacidade de articulação da ACMinas foi

em planos que vão do local – representado pela atuação

um dos principais fatores que permitiram à entidade criar

em conjunto com o Fórum das Entidades Empresariais de

e estabelecer conexões com seus públicos – entre os

Minas Gerais – ao nacional, por meio da Frente Sudeste

quais, de maneira destacada, os diversos níveis de gover-

das Associações Comercial, e até ao internacional. Neste

no, os segmentos empresariais, as instituições políticas

nível, a entidade obteve presença destacada ao firmar

e o próprio cidadão. “É tão forte este sentimento da

parceria com o Ministério das Relações Exteriores em

importância da interlocução que esta deixa de ser trata-

ações como o projeto “Internacionaliza BH” e a publica-

da como um meio para se tornar um objetivo”, define o

ção do Minas Gerais Business Guide, um guia de negó-

presidente da entidade, Lindolfo Paoliello.

cios que em novembro chegou a sua sexta edição.

Foi exatamente esta capacidade que lhe possibilitou eliminar as fronteiras de sua área geográfica. Ela hoje atua

Nas páginas seguintes, os principais resultados obtidos.

AS CIDADES COMO PROTAGONISTAS A retomada do crescimento foi o tema do seminário “Ação Empresarial – o Brasil não pode parar”, realizado pela Frente Sudeste das Associações Comerciais, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, realizado em sequência ao Day After, primeiro evento promovido pela organização. Dividido em painéis temáticos, o encontro possibilitou a discussão de alternativas para supe-

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rar a crise econômica que então se agravava. Segundo o presidente da ACRio, Paulo Protásio, o país pode ser mobilizado para voltar a crescer a partir de suas cidades. Também

para o presidente da ACMinas, as cidades precisam ser, com acontece no mundo inteiro, protagonistas de transformações e do desenvolvimento.

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BUSCA DE SOLUÇÕES Novo encontro da Frente Sudeste, realizado na Associação Comercial de São Paulo reuniu no evento o exsenador Jorge Bornhausen e o exministro Fernando Brant para debater o tema “O Futuro é Agora”, com foco na busca de soluções para as crises que instalaram no Brasil. O presidente da ACSP, Alencar Burti, defendeu o combate rigoroso à corrupção. Lindolfo Paoliello, presidente da ACMinas, propôs uma trilogia para orientar as grandes necessidades nacionais: agilidade, articulação e governabilidade. “O impeachment”, afirmou, “só terá sentido se tiver conexão com o futuro.” Durante o evento, o presidente da ACRio, Paulo Protásio, apresentou sua proposta de retomada do desenvolvimento a partir das cidades, o projeto “Chama Empreendedora”. A ideia, tendo como referência a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro, em julho, foi realizar atividades de capacitação empresarial nos 329 municípios que a tocha olímpica percorreria nos meses que antecediam o evento.

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ACONTECE

PRESIDENTE DA ACMINAS RECEBE HOMENAGEM O presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, foi um dos homenageados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), durante o Salão do Automóvel, realizado em novembro, em São Paulo, como um dos “Pioneiros da Comunicação” no setor automotivo. Paoliello foi o responsável pela implantação, em 1976, da área de Comunicação Social da Fiat Automóveis, que iniciava, naquele ano, a produção de seu primeiro modelo, o Fiat 147. A homenagem, prestada no con-

texto das comemorações dos 60 anos da Anfavea, aconteceu na inauguração da Sala de Imprensa do Salão, e foi considerada pelo presidente da entidade, Antonio Megale, como “um reconhecimento àqueles profissionais que construíram a imagem da indústria automobilística”. Disse também que “eles foram os desbravadores e inovadores no relacionamento com os jornalistas. Com isso, auxiliaram as empresas a encontrar a sintonia fina na comunicação com o público. E tiveram muito sucesso nesse caminho".

NOVO SUPERINTENDENTE Com a contratação de um novo superintendente – o matemático e pós-graduado em Gestão de Negócios Luís Paulo Neves Moreira da Costa –, a ACMinas deu sequência ao processo de modernização da gestão da entidade,

com vistas a ganhos em eficiência e produtividade. Isto está se fazendo por meio de mudanças estruturais e organizacionais no corpo funcional e do uso de novos instrumentos inovadores para o planejamento estratégico.

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POSICIONAMENTO

FIRMEZA DE POSIÇÕES MARCOU ATITUDES DA ACMINAS EM 2016 A par das ações empreendidas com vistas à consecução de suas metas estratégicas, 2016 foi para a entidade um ano em que ela marcou, tanto com manifestações públicas de repúdio a iniciativas de natureza política e

econômica potencialmente capazes de prejudicar a atividade empresarial, quanto, igualmente, declarações de apoio àquelas que visaram ao aprimoramento institucional do Brasil. Confira nas matérias a seguir.

AUMENTO DE IMPOSTOS A ACMinas reagiu, por meio de entrevistas de seu presidente e de articulações com parlamentares e com as demais entidades de classe, que compõem o “Fórum das En-tidades Empresariais de Minas Gerais,” à pro-

posta do governo de Minas, em janeiro de 2016, por meio de projeto de lei, de aumentar as alíquotas do ICMS sobre extensa lista de produtos, inclusive de primeira necessidade, que traria impactos significativos nos

preços, afetando especialmente os consumidores de baixa renda. A proposta, foi aprovada pela Assembleia Legislativa, que sofreu forte pressão do executivo, e a despeito da mobilização e dos argumentos das Entidades.

PRESSÃO DAS ENTIDADES IMPEDIU O FIM DA SEDE Juntamente com as demais instituições que integram o Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, a ACMinas manifestou em junho posição contrária a proposta do governo estadual, enviada à Assembleia Legislativa, de extinguir, entre outros organismos da administração do Estado, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A posição da entidade con-

tra a medida foi objeto de entrevistas a órgãos de imprensa e de articulações com a Assembleia Legislativa, em especial com o presidente de sua Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Antonio Carlos Arantes. A medida também foi assunto de reunião dos presidentes das entidades com o governador, que procurou explicar a decisão, sem contudo obter a

anuência dessas instituições. Como resultado das gestões empreendidas, o governo decidiu, ao invés da simples extinção da Secretaria, pela sua fusão com a de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Resolvida a questão, o então secretário Altamir Rosso visitou o presidente Lindolfo Paoliello para agradecer pelo posicionamento da entidade.

RETIRADA DA CANDIDATURA DE PAULO BRANT GERA MANIFESTO DE REPÚDIO DA ACMINAS A ACMinas assinou manifesto do Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, publicado em jornais da capital no dia 9 de agosto, manifestando repúdio à forma como

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foi retirado o apoio do PSB (que fora aprovado em Convenção Partidária) à candidatura do executivo e vice-presidente da ACMinas Paulo Brant à prefeitura de Belo Horizonte.

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UM NOVO MODELO PARA O BRASIL Em artigo publicado no Jornal ACMinas, o presidente da entidade, Lindolfo Paoliello, alertava contra o intervencionismo do Estado na vida de pessoas e empresas. “Controlando e intervindo”, escreveu, “o governo fere de morte o desenvolvimento humano capaz de formar uma sociedade livre, próspera, constituída de pessoas felizes por serem capazes de construir seu próprio caminho”. E prosseguiu: “Fala-se tanto em um novo modelo para o Brasil. Seu enunciado é simples e será simples sua realização se for confiado a um modelo também novo de líderes, sem ligação com a trilha da velha política”.

ENTIDADES PROTESTAM CONTRA CONCESSÃO DA MEDALHA DA INCONFIDÊNCIA A LÍDER DO MST A insatisfação generalizada pela a homenagem concedida pelo governo mineiro ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, gerou manifesto do Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, entre as quais a ACMinas, que, publicado em jornais, condenou a iniciativa do governador.

E AGORA? Matéria de capa do Jornal ACMinas expôs as opiniões e posições de personalidades das áreas econômica e política sobre o tema “A reconstrução do Brasil” (confira na retrospectiva de 2016, na página 10 desta edição) e explicitou também a convicção da entidade de que o Brasil se encontrava diante de uma oportunidade única de se repensar, de se reconstruir nos planos ético, político, econômico, fiscal e, especialmente comportamental. Na mesma edição, a entidade se posicionou sobre a necessidade deste repensar, manifestando sua crença de

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que “isto não acontece necessariamente em função do impeachment”, constatava o texto, “mas, sim, em função do anseio por mudanças reiteradamente manifestadas pelos brasileiros. Acontece, simplesmente, pelo fato de as variadas crises que o País vem atravessando nos últimos anos terem sido, provavelmente pela primeira vez na história, desnudadas em suas extensas ramificações, em sua profundidade, em seu caráter e, especialmente, em suas origens e em suas causas”, prosseguia o manifesto. “O brasileiro já sabe de tudo isso – ou pelo menos tem tudo à mão

para que saiba. Ele certamente ficou chocado ao saber porque a economia ficou em frangalhos. Inevitavelmente abalou-se ao constatar que importantes instituições nacionais, que deveriam primar pela integridade e probidade, foram conspurcadas. Sentiu e sente – no bolso, na mesa e no seu emprego – os efeitos dos saques de que o País foi vítima. E por isso, com inteira razão, acordou. O Hoje exige mudanças que correspondam àquilo que, pretendemos, seja o futuro do Brasil”. O manifesto termina com uma indagação: “E agora?”

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REAÇÕES DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS E DE PARLAMENTARES PARALISARAM NOVO AUMENTO DE IMPOSTOS Ao tomar conhecimento da iniciativa do governo estadual de aplicar novo aumento do ICMS e de criar novas taxas por meio do Projeto de Lei 3.807/2016, a ACMinas manifestou de imediato sua posição contrária à medida. E o fez tanto por meio de entrevista de seu presidente a órgãos de imprensa e por matéria publicada no site da entidade, quanto pelo início de uma ação conjunta com a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas – onde a entidade encontrou no deputado Estadual Antonio Carlos Arantes (PSDB), presidente do organismo, um aliado. Dias depois, em conexão com os presidentes das organizações representativas dos diversos segmentos da iniciativa privada mineira, que inte-

gram o Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, a iniciativa foi rechaçada, durante reunião com o governador e os secretários da Fazenda e do Planejamento. A posição do setor produtivo mineiro que foi comunicada imediatamente pelo presidente da ACMinas em visita ao deputado Antonio Carlos Arantes. Neste encontro, Paoliello

qualificou a proposta como “uma nova derrama”, por somar-se à já maciça majoração da carga tributária impingida por lei anterior, em vigor desde janeiro último. Paoliello afirmou também ao deputado que via na oposição parlamentar ao projeto de lei uma “oportunidade de afirmação da Assembleia Legislativa como representação autêntica e independente dos interesses da sociedade e da economia de Minas”. A mobilização funcionou: embora não tenha retirado o projeto de lei, o governo estadual optou, diante das reações do empresariado, por paralisar a tramitação da iniciativa. Esta decisão foi comunicada pelo deputado Antonio Carlos Arantes durante reunião plenária de que participou na ACMinas.

ACMINAS DEFENDE IMPEACHMENT: UM ATO SANEADOR A ACMinas tornou-se a primeira entidade empresarial de Minas a assumir publicamente, por meio de um manifesto, sua posição em favor do impeachment da então presidente da República. Explicitada após reunião extraordinária da diretoria e associados da entidade, que a aprovou por unanimidade, a decisão foi comunicada à sociedade por meio de entrevistas do presidente Lindolfo Paoliello e de cartas dirigidas à bancada mineira da Câmara dos Deputados e a outras entidades. Além disso, foi publicada em extensa

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matéria na edição março/abril do Jornal ACMinas, que também trazia em sobrecapa carta do presidente, com o título “Porque apoiamos o impeachment”, que explicava as razões do manifesto. “No ano em que celebra 115 anos de representação empresarial” – escreveu Paoliello – “a ACMinas, sustentada por seu estatuto e externando vontade de seu corpo de dirigentes e sócios, vem a público posicionar-se sobre o processo de impeachment da presidente da República”. (...) “Apoiamos o impeachment

como ato saneador cuja ação subsequente deve ser eficaz o suficiente para causar uma mudança salutar no organismo da Nação. Assumimos este posicionamento convictos de que a urgência da solução exige consciência da emergência do futuro. O Brasil precisa inserir-se já no rumo histórico do seu tempo. E dele estamos, até aqui, à parte. Devemos atentar para a ética do futuro, sabedores de que está se formando neste momento, sob nossos olhos e sob nossa responsabilidade, a ética das gerações futuras”.

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ACMINAS FIRMA POSIÇÃO DE APOIO À PEC DOS GASTOS A Associação Comercial e Empresarial de Minas firmou posição em favor da aprovação da PEC 241, que cria teto para os gastos públicos. O posicionamento foi tomado pelo presidente Lindolfo Paoliello durante a reunião plenária semanal da entidade, na qual o economista Mauro Sayar Ferreira, presidente do Conselho Empresarial de Economia da ACMinas, apresentou exposição detalhada sobre a medida, que considerou essencial. “Entendemos ser esta a hora de as lideranças empresariais manifestarem publicamente seu apoio à PEC 241”, afirmou Paoliello. “Esta medida abrirá efetivamente o processo de reorganização da econo-

mia, por sinalizar a decisão do Executivo de assumir sua cota de sacrifício pela redução do déficit fiscal, equilíbrio das contas públicas e retomada do desenvolvimento. O mercado, investidores e a sociedade precisam deste sinal para recu-

perarem a confiança no país”. Paoliello destacou também que a proposta busca uma solução de longo prazo para o déficit fiscal do país. “Sua validade é de 20 anos e ela só poderá ser revisada uma vez em cada mandato presidencial. É uma espécie de ‘proteção’ às contas públicas do país”, disse. “Além disso, ao criar os meios para diminuir o endividamento do governo, o controle dos gastos pode criar um ambiente fiscal propício à redução da carga tributária, uma das maiores do mundo, que está, juntamente com as taxas de juros, entre os principais fatores de inibição dos investimentos produtivos”.

PAIVA DEFENDE REFORMA DA PREVIDÊNCIA O ex-ministro e professor da Fundação Dom Cabral Paulo Paiva enumerou, em reunião plenária da ACMinas, as várias razões pelas quais a reforma da Previdência é urgente e imprescindível. Segundo ele, há razões demográficas, causadas pelo envelhecimento da população, que aumenta os gastos e reduz a arrecadação, gerando buracos continuados e crescentes no orçamento, além de déficits fiscais, já que eles são causados principalmente pela Previdência. Estes fatores exigem correções, que são

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exatamente os objetos da proposta de reformas que já iniciou tramitação no legislativo. “A Previdência Social faz parte do sistema de proteção consagrado no conceito de Seguridade Social, e seu

financiamento se faz por meio de repartição entre empregadores, empregados e a União. Nestas circunstâncias, as mudanças demográficas, como o aumento da expectativa de vida da população e a redução na razão de dependência (população de 20 a 64 anos X população com 65 anos e mais) têm impactos significativos no equilíbrio do sistema e, em consequência, no equilíbrio fiscal no longo prazo. O que o governo pretende, com a reforma, é conciliar tais fatores”, concluiu.

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RETROSPECTIVA

2016 EM RETROSPECTO: A ACMINAS MÊS A MÊS As ações desenvolvidas pela ACMinas em 2016 tiveram

so debate das questões políticas de um País em eferves-

grande abrangência. São dignas de nota as palestras de

cência e, com especial relevância, a trajetória do projeto

especialistas, com foco em temas empresariais, o inten-

Internacionaliza BH. Confira:

FEVEREIRO

UM LIBELO À LIBERDADE O engenheiro Ozires Silva, fundador da Embraer, ex-ministro da Infraestrutura, ex-presidente da Petrobrás e da Varig, afirmou na palestra “Desperta Brasil”, com a qual abriu os trabalhos de 2016 da ACMinas, que para superar os atuais impasses políticos e econômicos do País é preciso haver intensa participação da sociedade. “Como cidadãos, temos que sacudir o País”, enfatizou, destacando a necessidade do comprometimento dos brasileiros. “Só existe crescimento onde há liberdade para os cidadãos realizarem seus propósitos, o que não está acontecendo no Brasil de hoje.” Ele comparou o Brasil aos países que estão avançando em conhecimento e em bases produtivas: “aqui, enquanto isto, há um forte

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intervencionismo estatal, com um controle demasiado que está nos impondo uma crise, que não é nossa, mas que decorre de um incompetente gerenciamento das contas públicas, transgredindo a regra de que não se pode gastar mais do que se recebe”. No evento, o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, afir-

mou que a crise é comportamental. “Esta palestra de hoje, com que abrimos nossos trabalhos de 2016, é a manifestação do que está na alma dos brasileiros. E é este o pensamento que vai comandar as ações da ACMinas neste ano: o pensamento de uma nação livre, que assegura a liberdade das pessoas e das empresas.”

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OS EMPRESÁRIOS E A CRISE Em apresentação durante reunião plenária, o presidente do Conselho Empresarial de Economia da ACMinas, Mauro Sayar, traçou o cenário econômico que os brasileiros, e especialmente os empre-

sários, iriam encontrar em 2016. Segundo ele, a crise, já disseminada, tendia a permanecer durante todo o ano, com uma inflação que chegaria a 6,92% (deve fechar em 6,72%, segundo estimativa de final

de novembro) e nova queda do PIB. Suas recomendações aos empresários foram “esperar e não investir, ficar de olho no caixa, renegociar contratos e reduzir suas margens.”

INTERNACIONALIZA BH ENTRA EM CENA Depois de um período de articulações e celebração de parcerias com diversas instituições, entre as quais a TV Globo Minas, o projeto Internacionaliza BH teve seu lançamento em evento na ACMinas. A iniciativa resultou em acordo firmado entre a ACMinas, a Fundação Dom Cabral e a Prefeitura de Belo Horizonte em março de 2015, durante a cerimônia de posse da atual diretoria da entidade. Para o presidente da ACMinas,

Lindolfo Paoliello, “o projeto é a celebração do encontro entre nossa capital e o mundo. “E para que internacionalizar Belo Horizonte? Porque ninguém pode criar um futuro nesse contexto que estamos vivendo sem um pensamento, sem um comportamento cosmopolita”, afirmou. Monica Cordeiro, coordenadora do Projeto e diretora da ACMinas, anunciou no lançamento as primeiras campanhas: “Memória de BH no

Mundo e do Mundo em BH”, e “Sua Conexão com o Mundo”. “Em ambos os casos”, disse ela, “a ideia é provocar pessoas e organizações a contarem suas histórias e experiências internacionais por meio de depoimentos, fotos e vídeos.” Outra proposta foi da concessão de um selo de reconhecimento a hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos que adotam práticas cosmopolitas. O primeiro a recebê-lo foi o Restaurante Dona Lucinha.

convocação de novas eleições. “É claro que uma solução de curto prazo terá um grande mérito”, afirmou, “que é o de significar o renascimento da esperança”. Referindo-se ao longo prazo, disse que não é possível esquecer que o sistema que vem produzindo as nossas crises continua a ser mesmo, permanece intacto. “O novo mandatário, confirmado o impedimento da presidente da Repú-

blica, vai se defrontar com 36 partidos políticos”, afirmou. “Vai ter que distribuir cargos para poder constituir uma maioria parlamentar e vai precisar conviver com um sistema no qual as eleições, cada vez mais caras, têm como principal fonte disponível recursos as grandes empresas e a própria economia brasileira, na qual o público e o privado são muito mesclados”.

MARÇO No mês em que a ACMinas formalizou seu apoio ao impeachment, o professor, diplomata e ex-ministro Rubens Ricupero era o personagem de uma longa entrevista, em que, analisou o momento brasileiro, de então, que denominou de “feixe de crises”. Para ele, a prioridade deveria ser a normalização política, fosse pela via do impeachment da presidente e sua substituição pelo vice, fosse pela

INTERNACIONALIZA BH AVANÇA Dias depois do lançamento, o Internacionaliza BH realizava suas primeiras ações, ao divulgar e participar

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com um stand do 5° Festival do Japão em Minas. Ali o projeto foi apresentado, por meio de palestras da coorde-

nadora da iniciativa e diretora da ACMinas, Monica Cordeiro, e do presidente da entidade, Linfolfo Paoliello.

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ABRIL

CENÁRIOS PÓS-IMPEACHMENT “As perspectivas para o mercado brasileiro após o julgamento do impeachment” foram o tema de palestra do empresário e vice-presidente da ACMinas Wilson Brumer que, em reunião plenária, mostrou os possíveis cenários em que as empresas deveriam se basear ao planejar suas atividades. No primeiro deles, considerou a hipótese de Michel Temer assumir e obter apoio: “haveria reação positiva, com estabilização do dólar, crescimento do mercado de ações e retomada da perspectiva de investimen-

tos.” No segundo, Temer assume mas não tem apoio político e sofre reações populares. “Neste caso”, disse Brumer, “a situação tenderá a se manter como a atual.” No terceiro, Temer assume mas é atingido por investigações em andamento: “A

situação fica pior que a atual.” “E, por último, o TSE anula o resultado das eleições de 2014 e impede a posse de Temer. Este é o pior cenário”, disse Brumer. “haverá fortes especulações em razão de riscos do surgimento de salvadores da pátria”. Concluindo, ele afirmou que ano após ano o Brasil perde competitividade por falta de atitudes inovadoras e de investimentos em saúde, educação e saneamento. “Os diagnósticos estão aí, o que falta é ação.”

MINAS GUIDE EM NOVA EDIÇÃO Um dos mais importantes projetos do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da ACMinas, o Minas Gerais Business Guide, chegou à quinta edição, relativa a 2015/2016. Seu lançamento aconteceu durante jantar

com empresários e membros do corpo diplomático de Belo Horizonte, no qual o presidente do Conselho Empresarial de Assuntos Internacionais da entidade, Sherban Cretoiu, assinalou o propósito da publicação: “esperamos,

com esta iniciativa”, disse, “mostrar que Minas Gerais tem enorme potencial para investimentos externos nos mais diversos setores, e assim contribuir para os esforços pela internacionalização do Estado”.

RECEPÇÃO CALOROSA O Internacionaliza BH participou da recepção aos membros da Associação Olímpica Britânica (BOA), realizada pelo consulado do Reino Unido em Belo Horizonte – cidade que viria sediar as delegações olímpicas daque-

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le país – por meio de um ícone de Minas Gerais: a nossa culinária, um dos principais catalisadores da campanha. Os integrantes da missão precursora foram entrevistados, registrando suas impressões sobre a cidade.

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MAIO

DESENVOLVENDO EDUCADORES “Reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de escolas públicas municipais e estaduais que evidenciem melhoria nos resultados educacionais. Este é o objetivo de projeto do Conselho Empresarial de Educação da ACMinas”, anunciava seu presidente, professor Evando Neiva, em reunião plenária da entidade. Segundo afirmou, então, o objetivo

da proposta era o de “contemplar iniciativas que se destaquem nas categorias educação infantil e ensino fundamental e médio”. Para tanto, o Conselho instituirá o “Prêmio Charles Lotfi” – alusão ao ex-presidente da ACMinas que criou o Conselho Empresarial de Educação da entidade. “O regulamento e as regras do Prêmio ainda não foram

definidos”, revelou então Neiva, “mas já decidimos que será entregue em novembro, durante o Fórum Especial de Diretores, que realizamos anualmente.” Ele também anunciou outras iniciativas do Conselho, como a de promover a aproximação de empresas e escolas sediadas numa mesma área territorial.”

CONSELHOS TERÃO MISSÃO DESTACADA NAS COMEMORAÇÕES DOS 115 ANOS O projeto do Conselho Empresarial de Educação foi a primeira da série de iniciativas que todos os Conselhos da ACMinas se comprometeram a apresentar no decorrer do ano, como parte das comemorações dos 115 anos da ACMinas. “A ideia contida nesta proposta”, afirmou

o presidente Lindolfo Paoliello “foi propor um think tank, uma provocação a estes organismos para que implementem novas ações focadas nos cumprimento de nossas metas estratégicas – Conhecimento, Desenvolvimento, Internacionalização, Inovação e Produtividade.”

INTERNACIONALIZA BH INTENSIFICA AÇÕES Com a realização de uma conferência – “ Cervantes e o Cinema”, realizada na ACMinas com promoção do Instituto Cervantes – o projeto chegou à área cultural e nela prosseguiu, com o evento “Diálogos Internacio-

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nais”, com palestra sobre a cultura italiana. Também teve sequência a entrega do selo Eu Participo, conferido então ao Savassi Hotel.

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JUNHO

IDEIAS PARA A RECONSTRUÇÃO Cinco personalidades destacadas em suas áreas de atuação foram convidadas a expor no Jornal ACMinas, por meio de artigos e entrevistas, suas ideias sobre a “Reconstrução do Brasil”, tema principal da edição. Para o ex-embaixador Rubens Barbosa, o novo governo precisará adquirir previsibilidade, confiança e credibilidade para reverter a percepção de insegurança dos investidores. O ex-ministro Paulo Haddad enfatizou os riscos de, a partir de diagnósticos equivoca-

dos, imaginar falsos dilemas no processo de tomada de decisões e de o governo, já no primeiro espasmo de crescimento, entregar-se a um otimismo ingênuo. Já o também ex-ministro Roberto Brant manifestou sua preocupação com a situação financeira da maior parte das empresas privadas, o desequilíbrio das contas públicas e possível persistência da inflação. O economista e professor Claudio de Moura Castro enfatizou que a educação bási-

ca precisa ser uma prioridade do novo governo e que o ensino médio precisa ser diversificado, pois somos o único país do mundo em que há um só modelo de escola e um único currículo para todos. Já o ex-ministro José Israel Vargas disse que a ciência e a tecnologia são ferramentas importantíssimas para a solução de problemas do país na mais diversas áreas. Recomendou, como estímulo à inovação, a disponibilidade de capitais de risco para investir.

MINAS GUIDE E INTERNACIONALIZA BH RECEBEM APOIO DO ITAMARATY A ACMinas foi recebida no Ministério das Relações Exteriores para apresentar a empresários e diplomatas estrangeiros seus dois maiores projetos na área da internacionalização: o Minas Gerais Business Guide e o Internacionaliza BH. O encontro foi articulado pelo então diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty, ministro Rodrigo de Azeredo Santos. Segundo o presidente Lindolfo Paoliello, os resultados colocaram estes projetos em um novo patamar. Depois do evento, ele, juntamente

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com a diretora Monica Cordeiro, coordenadora do projeto de internacionalização, e Sherban Cretoiu, pre-

sidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais, responsável pela publicação do Minas Guide, foi convidado para uma conversa fora de agenda com o ministro José Serra, que reiterou o interesse do MRE pelas iniciativas. A repercussão do evento chegou inclusive ao Planalto: em carta, o presidente Michel Temer cumprimentava a ACMinas e seu presidente, manifestando sua convicção de que “a convergência de esforços transformará a realidade de nossa Nação.”

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CHAMA EMPREENDEDORA Em Belo Horizonte, a ACMinas foi a responsável pela implementação do “Chama Empreendedora”, projeto da ACRio, lançado durante evento da Frente Sudeste das Associações

Comerciais. O propósito foi realizar, em cada uma das cidades que a Tocha Olímpica percorreria, um evento de capacitação empresarial. Em parceria com o Sebrae, a

ACMinas realizou um workshop com foco na qualificação de empresas de pequeno e médio portes para atuar no mercado externo. O encontro teve mais de 100 inscritos.

INTERNACIONALIZA BH: DIÁLOGOS COM A FRANÇA Repetindo o sucesso da primeira edição do evento, em 2015, o projeto realizou na ACMinas o II Bonjour Technologie, em parceria

com a Câmara de Comércio BrasilFrança. “Desta vez”, informava Monica Cordeiro, “houve uma novidade, os Diálogos Brasil-França,

um encontro descontraído para criam oportunidades de melhor se conhecer um país e suas principais características.”

MEMÓRIA DO MUNDO EM BH O Internacionaliza BH participou da Festa Portuguesa, que acontece anualmente na Praça Marília de Dirceu. Ali, a equipe do projeto

gravou entrevistas em vídeo com portugueses e, outros estrangeiros que participavam da festa, registrando novos depoimentos para o

acervo do “Memória do Mundo em BH”. Esta iniciativa visa recolher impressões sobre a capital mineira.

sua vocação de contribuir para a difusão do conhecimento e o debate das grandes questões nacionais”. O evento, que também marcou o início das comemorações dos 115 anos da ACMinas, contou com palestra do economista e professor Claudio de Moura Castro, à qual deu o título “Nada

será como antes, amanhã”, em alusão às mudanças que o Espaço estimulará. Em sua apresentação, depois de uma série de exemplos de diferenças de comportamentos entre o Brasil e países tecnologicamente mais avançados, ele citou o fundamento dessas diferenças: “a capacidade de inovar.”

JULHO

PALCO DO CONHECIMENTO Um dos pontos altos de julho foi a inauguração do Espaço Institucional ACMinas, equipamento destinado a servir de palco para a geração de conhecimento sobre questões estratégicas. “Teremos aqui uma atividade ininterrupta de debates e estudos”, afirmou então o presidente Lindolfo Paoliello na abertura da cerimônia. “Criaremos contribuições para soluções empresariais e, também, propostas de formulação e correções de políticas públicas. Será, mais uma vez”, concluiu, “a nossa entidade seguindo

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UMA NOVA AFONSO PENA Projeto apresentado em reunião plenária pelo presidente do Conselho Empresarial do Comércio da ACMinas, Júlio Riccio, pretende requalificar a avenida Afonso Pena, que atravessa a mais tradicional região de comércio de Belo Horizonte. A ideia, segundo Riccio, nasceu de reivindicações dos próprios

comerciantes, preocupados com a degradação urbanística do local. O projeto será divido em três fases: primeiramente, terá seu foco no trecho entre a rua dos Caetés e a praça Sete de Setembro. Num segundo momento, irá da praça Sete à rua da Bahia, e, depois, dali até a avenida Carandaí. “Estes trechos”, disse

Riccio, “são aqueles em que não só há um grande número de estabelecimentos comerciais mas, também, edificações de grande importância histórica, como a prefeitura, o Automóvel Clube, o prédio do Tribunal de Justiça, o Palácio das Artes, o Conservatório Mineiro de Música e a própria sede da ACMinas.”

AGOSTO

DIFUSÃO DA CULTURA INOVADORA Em artigos e entrevista publicados no Jornal ACMinas, os professores Afonso Cozzi e Alexander Passos, da Fundação Dom Cabral, o presidente do Conselho Emprsarial de Inovação da ACMinas, Paulo Renato Cabral, e o professor, ex-ministro da Agricultura e ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Alberto Portugal, destacaram a importância da absorção da cultura da Inovação como meio para que ela se propague. Em entrevista, Portugal afirmou que o maior desafio do Brasil é a definição de políticas públicas para o setor. “E não vamos muito bem nesta área”, disse. “Diferentemente da ciência e da tecnologia, que se desenvolvem em ambientes de laboratório, a inovação ocorre no mercado, nas empresas e organizações. E nestes ambientes, tecnologia é somente

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um dos componentes”. Paulo Renato recorreu a um exemplo, em artigo, para destacar uma iniciativa altamente inovadora: a do Nubank, instituição financeira que, graças à adoção de um modelo inédito de negócios, está crescendo de forma consistente no mundo todo. “O Nubank simplesmente abandonou a operação convencional, com taxa disto, taxa daquilo, e trabalha unicamente com a opção cartão de crédito”, relatou. “A empresa fornece aos clientes um aplicativo para controle de compras, possibilitando o uso racional do cartão”. Outro case que destacou foi o do Netflix, que chega a mais de 140 países e fatura mais de um bilhão de dólares por ano. “Trata-se de uma solução em que a tecnologia tem forte presença, mas que serviu apenas para via-

bilizar uma ideia inovadora.” Já os professores Cozzi e Prado defenderam a cooperação entre startups e corporações, em um jogo ganha-ganha, para explorar e maximizar os pontos fortes de cada uma. “Para as startups que buscam um crescimento mais orgânico, as aceleradoras corporativas já são oportunidades conhecidas e difundidas em todo o mundo. Esta modalidade de aceleração vem se intensificando, pois os benefícios vão além do apoio financeiro prestado pelas grandes empresas, numa relação simbiótica: para a organização já consolidada, a convivência com a startup cria uma oportunidade de rever conceitos enraizados numa cultura mais burocrática e menos flexível. Para a startup, significa recursos para desenvolvimento de inovação.”

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SETEMBRO

ROTEIRO PARA AS REFORMAS Recém-consumado o impeachment no Senado Federal, a ACMinas colocou em debate os rumos que o Brasil precisaria trilhar para restabelecer a normalidade institucional e retomar seu desenvolvimento. Para tanto, teve a colaboração de seis personalidades de grande reputação em suas áreas de atuação: os ex-ministros Marcílio Marques Moreira, Paulo Paiva e Roberto Brant, o senador Ricardo Ferraço, um dos autores do projeto de reforma política em tramitação no Legislativo, o embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da APEX, e o empresário Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida. Em artigos e entrevistas, eles traçaram roteiros para as reformas necessárias à recondução do País aos trilhos. Marcílio Marques Moreira, em artigo, defendeu que “o primeiro passo será avançar no ajuste fiscal, conditio sine qua non para lastrear estabilidade econômica e ambiente de negócios atrativo a investimentos.” O senador Ricardo Ferraço defendeu mudanças significativas na estruturação político-partidária, objeto de

Proposta de Emenda Constitucional que apresentou, juntamente com o senador Aécio Neves, cujo cerne é reintrodução da chamada cláusula de barreira, medida capaz de impedir a proliferação de partidos políticos. Roberto Brant analisou os problemas da Previdência Social, avaliando que o principal deles é o déficit crescente, fator capaz de levar o sistema à inviabilidade em futuro próximo. Ele calcula que este déficit chegará, este ano, a 180 bilhões de reais, valor que, em 2018, poderá saltar para 240 bilhões. Para ele, a reforma previdenciária é fundamental. Roberto Jaguaribe assinalou que com a inclusão da APEX à estrutura do MRE, serão evitadas sobreposições de atribuições e haverá garantia de alinhamento nas ações de promoção comercial e atração de investimentos. Para Paulo Paiva, na análise que fez sobre a reforma trabalhista, as propostas de mudanças na CLT eram então ainda difusas. Mas

fazia-se referências a dois pontos: a regulação dos contratos de terceirização e as relações de trabalho deles decorrentes, e a “prevalência do negociado sobre o legislado”. Para Paiva, a inclusão dessas medidas nas reformas trabalhistas significaria um avanço, mas seu envio ao Parlamento precisará ser tempestiva, já que, sendo polêmicas, poderiam dificultar o debate de sobre a urgente reconstrução de um novo regime fiscal. Já o presidente da FenaPrevi revelou a constatação, obtida em extenxsa pesquisa, de que os brasileiros não conhecem as regras do sistema previdenciário. Franco defendeu um discussão sincera sobre os novos papéis que o Estado e a iniciativa privada terão de assumir na reforma da Previdência.

SELO “EU PARTICIPO” Cada vez mais estabelecimentos e eventos estavam sendo reconhecidos pelo seu caráter cosmopolita por meio do selo “Eu participo”. Ele foi entregue ao BH Beatle

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Week, maior acontecimento beatlemaníaco da América Latina, e ao Guaja Casa – a esta, durante encontro com personalidades relevantes, do mundo empresarial.

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CARTA DA INOVAÇÃO O Conselho Empresarial de Inovação realizou discussão preparatória para a elaboração da “Carta da Inovação”, instrumento pelo qual o Conselho irá formalizar suas proposições quanto à difusão da cultura inovadora. O deba-

te – denominado “Uma experiência de inovação: As startups e seus impactos no mercado” – foi realizado no Espaço 104, a partir da análise de casos reais, por meio de interação com as várias startups que dele participaram.

OUTUBRO

CICLO DE CONFERÊNCIAS: “DESENVOLVER A DEMOCRACIA” Uma nova democracia representativa foi o título que o presidente da ACMinas atribui à sua apresentação, feita durante a quinta edição do “Diálogos do Prêmio José Costa”, ciclo de debates promovido pelo

jornal Diário do Comércio. Lindolfo Paoliello iniciou sua fala com uma pergunta: “Quem se sente plenamente satisfeito com a democracia brasileira?” Nenhum dos presentes levantou a mão. Sua conclusão foi a

de que “as instituições estão desacreditadas, a corrupção e a desigualdade imperam e só uma reestruturação política poderá reconstruir a democracia e assegurar uma evolução.”

CICLO DE CONFERÊNCIAS: “O CAPITAL SOCIAL NO DESENVOLVIMENTO” A convite da Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas, o presidente da ACMinas apresentou, diante de uma plateia de empresários, uma nova perspectiva na abordagem das questões ligadas ao desenvolvimento regional. Segundo ele, “a condução de um processo com este objetivo deve aliar o capital social aos con-

ceitos e instrumentos propostos pelas ciências econômicas. Definindo o capital social como um ativo resultante de especificidades locais – história, cultura, costumes, comportamento, entrelaçamento social e instituições – Paoliello o qualificou como “força condutora de transformações”. “A primeira resultante desta

premissa”, asseverou, “é a substituição do foco em recursos externos e na esperança de apoio de governos por recursos e potencialidade econômicas locais, o que configura o chamado desenvolvimento endógeno: a gestão local do território, o trato dos problemas ali mesmo, por quem vive os problemas.”

CICLO DE CONFERÊNCIAS: “A REPUTAÇÃO COMO UM ATIVO” O presidente da ACMinas foi um dos conferencistas de seminário “Mineração & Comunidades”, promovido pela Revista Brasil Mineral e pela Integratio, empresa de consultoria do setor. Lindolfo Paoliello afirmou que “o espaço que a empresa ocupa é uma

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concessão da sociedade: por um lado, face aos impactos gerados pela sua operação, e, por outro, pela expectativa de que sua atividade seja âncora da promoção de inovação, transformações e desenvolvimento.” Tomando por base artigo de sua

autoria publicado em conjunto com Clies van Riel, cofundador do Reputation Institute, e com a professora Ana Luiza Castro Almeida, ele situou a reputação como o maior ativo de uma empresa, por expressar a forma como ela é percebida pela sociedade e pelo mercado.

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ACONTECE

NOVOS CONCEITOS EM MOBILIDADE URBANA Especialista em desenvolvimento de projetos visando à busca de equações para a mobilidade nos grandes centros urbanos, o engenheiro Matheus Silveira Lima, da Fiat Chrysler Latin America, apresentou durante reunião plenária da ACMinas as iniciativas da empresa nessa área. Ele informou que a montadora criou um carro-conceito, o Fiat Mio, cujo projeto foi orientado por opiniões e sugestões manifestadas em redes sociais. “Chegamos à conclusão”, afirmou, “de que mobilidade é simplesmente acesso a oportunidades. Se todas as oportunidades estivesse perto de nós, não precisaríamos da mobilidade, mas raramente isto acontece. Daí a necessidade de se desenvolver meios que a assegurem”, concluiu. A palestra foi organizada pelo presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas, Osias Batista Neto.

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MÉRITO PELOS 115 ANOS

A Associação Comercial e Empresarial de Minas recebeu homenagem especial pelos seus 115 anos, prestada pela revista Mercado Comum, especializada em economia. O evento, realizado em outubro, aconteceu no Espaço Institucional ACMinas, durante a cerimônia de entrega do XVIII Prêmio Minas Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas 2015/2016 promovido pela publicação. O presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, recebeu do diretor da revista, Carlos Alberto Teixeira de

Oliveira, placa alusiva à homenagem. A premiação às empresas destacadas foi feita por categorias: “Empresa Destaque do Ano” (Drogaria Araújo, representada por seu presidente, Modesto Araújo), “Iniciativa Cultural” (Museu de Artes e Ofícios), “Iniciativa Pública” (Codemig, Projeto Minas Digital/ SEED), “Iniciativa do Setor Privado” VB Comunicação/Revista Viver Brasil), “Empresa Excelência” (25 agraciadas) e “Personalidade Empresarial do Ano”, entregue ao presidente da CBMM, Tadeu Carneiro.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

LANÇAMENTO DO MINAS GUIDE FECHA COMEMORAÇÕES DOS 115 ANOS DA ACMINAS Considerado “inédito no Brasil” e integrando “um trabalho irretocável em favor da promoção da internacionalização” pelo ministro Orlando Leite Ribeiro, novo diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores, a edição 2016/17 do Minas Gerais Business Guide - em cinco idiomas - foi lançada pela ACMinas fechando as comemorações dos 115 anos da entidade. A iniciativa coube ao Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Entidade, com o apoio do Conselho Empresarial da Comunicação. “Minas Gerais é a terceira maior economia do País e o segundo maior Estado exportador. De Minas saem mais de 50% do café brasileiro, o produto que melhor nos identifica no exterior. São características que, somadas à qualidade e inovação do ‘Minas Guide’, nos levaram a apoiar essa iniciativa”, disse em seu pronunciamento o ministro Orlando Leite Ribeiro. Para Monica Cordeiro, diretora da ACMinas e editora do Minas Guide, ele representa um ins-

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O ministro Orlando Leite Ribeiro, do MRE, recebeu o primeiro exemplar do Minas Guide

trumento de avaliação, pelos investidores internacionais, das oportunidades oferecidas por Minas Gerais. Informou também que o Itamaraty vai disponibilizar a publicação em cerca de 200 embaixadas e destacou o aumento de sua capacidade de alcance, por meio de um site específico, o www.minasguide.com .

PARCERIA VAI ALÉM DO GUIA Em entrevista à imprensa, o ministro Orlando Leite Ribeiro informou

que o Itamaraty vai se encarregar da divulgação do Minas Guide por meio dos postos de sua rede de representações no exterior. Para ele, Minas Gerais tem grande potencial para atração de investimentos externos. O ministro destacou também que o momento de crise vivido pelo Brasil também é propício para o fomento das relações comerciais internacionais. “Vivemos um momento de mudanças de expectativas e a percepção lá de fora é que a situação econômica no País vai

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melhorar. Os investidores estão percebendo que os nossos ativos estão com bom preço e tendência é de que se valorizarem.” O diplomata destacou também que a parceria com a ACMinas vai além da divulgação do guia. A intenção do Itamaraty é desenvolver um plano de trabalho para 2017 que inclua eventos e missões internacionais para aumentar as possibilidades dos empresários mineiros de obterem resultados reais nestas ações comerciais. Para o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, a parceria com o Itamaraty significa uma provocação importante para os empresá-

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rios mineiros, que é a possibilidade efetiva de atrair investimentos. “Falamos muito em exportação, mas o ministro nos traz um novo foco, o da atração de investimentos externos. É um fato positivo, capaz de estimular em Minas Gerais o ambiente apropriado para captar investimentos internacionais”, destacou.

ALCANCE EXPANDIDO A nova edição do Guia trouxe muitas novidades, começando pela mudança em seu formato, que foi ajustado na versão impressa, para, sem qualquer prejuízo para o conteúdo, facilitar seu manuseio. Outra

novidade é que, além da edição impressa, em inglês, ele está disponível também em versão digital, com textos em cinco idiomas, e, além disso, passou a dispor de um portal exclusivo na internet, ampliando substancialmente o seu alcance. “Queremos mostrar Minas Gerais ao mundo, com as muitas facetas de seu ambiente de negócios”, afirmou Monica Cordeiro, editora do Minas Guide. “A nova edição”, afirmou, possibilita às empresas que procuram atrair parceiros internacionais ou ter acesso a novos mercados um conteúdo organizado, capaz de efetivamente contribuir para a facilitar negócios.”

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115 ANOS

CONSELHOS EMPRESARIAIS CELEBRAM 115 ANOS DA ACMINAS Os Conselhos Empresariais da ACMinas, instrumentos

durante reunião com seus presidentes acontecida em

da entidade para produção e difusão de conhecimento e

julho, a sugestão de realizarem projetos alusivos às come-

desenvolvimento – duas das metas estratégicas da atual

morações dos 115 Anos da entidade. Conheça as ações

gestão – receberam do presidente Lindolfo Paoliello,

desenvolvidas e concluídas entre outubro e dezembro.

MULHER EMPREENDEDORA: NOVOS ROSTOS O Conselho da Mulher Empreendedora da ACMinas comemorou em grande estilo o encerramento do

Projeto Novos Rostos, que, iniciado em agosto com fase de inscrições, foi concluído em novembro, encer-

rando um processo de seleção que culminou com a escolha de 15 representantes da nova gera-

Conselho da Mulher Empreendedora da ACMinas reconhece e homenageia 15 empresárias

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ção de empresárias da capital mineira. Essas mulheres, de até 38 anos de idade, administram negócios pautados pelos valores da nova economia. A cerimônia foi realizada em outubro, no Espaço Institucional ACMinas, com o lançamento de um ebook com a história dessas 15 empreendedoras, de vídeos que narram a trajetória de cada uma delas do folder-resumo do projeto. Para a presidente do Conselho, Christina Fabel, num contexto em que a inovação é uma das metas da atual gestão, a iniciativa foi extremamente proativa. “Além de inédito, nosso projeto valorizou e reconheceu o talento, as crenças e o ideal de futuro das homenageadas”, disse Christina. “Ele expôs de maneira clara as virtudes dessas jovens mulheres empreendedoras que atuam com responsabilidade social, dando ênfase à cooperação e inovação, praticando uma liderança compartilhada, valori-

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zando o trabalho de colaboradores, conseguindo compreender com maestria as diferenças individuais e valorizando a sustentabilidade e o crescimento econômico e social.” Em sua fala, o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, destacou que a ACMinas é uma entidade que cultiva a pessoa humana. “Humanismo é a característica do espírito mineiro, pelo qual nossa entidade preserva um grande zelo”, disse. “A ACMinas congrega empresários e defende e impulsiona as empresas. E este tipo de iniciativa, a de reconhecer essa novas empreendedoras, é parte importante desse processo. Eu acho que onde há a presença da mulher, há muita chance de as coisas irem melhor, com mais humanismo, com mais vontade, com mais garra, mas, sobretudo, com mais poder de realização. Porque mulher, se vocês pensarem bem, é aquele ser que realiza”, concluiu.

PROJETO FOI HOMENAGEADO NA ALMG As quinze empresárias mineiras que foram destacadas no Projeto Novos Rostos foram homenageadas também pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em cerimônia realizada em dezembro. O reconhecimento foi proposto pelo presidente da Frente Parlamentar da Indústria Mineira, deputado estadual Dalmo Ribeiro Silva, que assinalou a capacidade de liderança das homenageadas. “Essas mulheres”, disse, “lideram organizações que geram empregos e têm muita relevância para a economia da nossa capital. Queremos dar ainda mais visibilidade ao trabalho desenvolvido por elas”.

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TURISMO: INFLUÊNCIA DA ACMINAS

Conselho Empresarial de Turismo debateu a importância da atividade para a economia mineira e fez balanço da atuação da ACMinas nesse cenário

Em outubro o Conselho Empresarial de Turismo promoveu o seminário “A influência dos 115 anos da ACMinas na economia do turismo em BH e em Minas Gerais”. Na abertura, o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, destacou a importância e o papel da entidade ao longo do processo de desenvolvimento do turismo no Estado. “Sempre tivemos teve participação no fomento do turismo na capital mineira e no Estado, desde a própria implantação do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, até iniciativas mais recentes, como sua privatização e ampliação.” O debate, mediado pela exsecretária estadual de Turismo, empresária e CEO da Vert Hotéis, Érica Drumond, contou também com apresentação do ex-presidente da ACMinas, Roberto Luciano Fortes Fagundes, que situou o turismo na linha do tempo dos 115 anos

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da ACMinas, enumerando as muitas iniciativas que implementou. O encontro teve também exposição do ex-presidente da Belotur, Mauro Werkema, que abordou a perspectiva econômica do segmento. Segundo ele, o turismo é o maior negócio do mundo, com uma taxa anual de crescimento global entre 5 e 6%. “O turismo é a moderna resposta socioeconômica à cultura, com sua cadeia de serviços de ofertas, atração, promoção e satisfação”. Ele apresentou também as vantagens competitivas do Estado, assim como seus principais gargalos. “Os aeroportos e sua influência na economia de Belo Horizonte e no Estado de Minas Gerais, no presente e no futuro”, foi o título de palestra do sócio-proprietário da Héstia Consultoria, ex-subsecretário de Investimentos Estratégicos e coordenador geral da Unidade

Parcerias Público-Privadas do governo de Minas, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos. Segundo ele, “a expansão do aeroporto internacional por meio da implantação do corredor metropolitano, do Transporte Leve sobre Trilhos e das plataformas multimodais de transporte e logística são pontos que precisam se tornar prioridade para o fomento do segmento”, afirmou. Para o presidente do Conselho Empresarial de Turismo da ACMinas, Fernando Meira Dias, o debate foi só o início. “O Conselho, como a própria ACMinas, continuará a ser a ponte de ligação entre as demandas do segmento, do governo e da sociedade”, assegurou. “Ele é um fórum de debates sobre as melhores práticas e soluções para os principais gargalos para o turismo em Belo Horizonte e no Estado de Minas Gerais”, concluiu.

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ACMINAS JOVEM: JANTAR-PALESTRA Em noite descontraída e animada, o Conselho de Jovens Empresários da ACMinas organizou um “Jantar-Palestra Edição Especial” com o cofundador e CEO da Take, Roberto Oliveira. Realizado em dezembro, o encontro teve como objetivo, além de comemorar os 115 anos da ACMinas, concluir o ciclo de encontros entre os membros do Conselho e executivos com posição de liderança em Belo Horizonte.

O convidado contou aos jovens empresários da ACMinas e aos convidados a sua trajetória como empreendedor. Apresentou a história da Take no segmento tecnológico direcionado a empresas de telefonia. Formado em engenharia elétrica e de Telecomunicações pela UFMG, Roberto atua há 17 anos no mercado latino-americano e tem 19 anos de experiência como empreendedor no ramo da tecnologia. “a

comunicação com os clientes sempre foi um dos maiores desafios das empresas e com o avanço das tecnologias telefônicas”, afirmou. Atualmente, este desafio se torna ainda maior, e por isso é preciso desenvolver uma visão além do tempo para encarar o futuro dos smart contacts. “A Take é uma empresa que ajuda outras empresas a estarem presentes nesse mundo tecnológico”, afirmou.

MODA: LA MARIANA O Conselho Empresarial da Moda da ACMinas buscou uma abordagem diferenciada para participar das comemorações dos 115 anos da entidade. Para tanto, apoiou e incentivou o projeto “La Mariana” – iniciativa que pretende contribuir para a mitigação, numa perspectiva sociocultural e econômica, dos impactos decorrentes do rompimento da barragem do Fundão. Em novembro de 2015, o acidente causou um desastre social econômico e ambiental na cidade de Mariana. O Conselho, segundo sua presidente, Gabriela Ladeira, está atuando em conjunto com as associações locais da sociedade civil em iniciativas como o fomento à economia local, a busca de visibilidade e valorização da cultura típica e, também, na educação e profissionalização das artesãs do município. O projeto já realizou dois eventos – um em Belo Horizonte, na livraria Patrícia Dinis de Deus, onde foram expostos trabalhos das artesãs, e outro em Mariana.

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EDUCAÇÃO: UM MEGA EVENTO “Um mega-evento”. Assim o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, classificou a reunião da Conspiração Mineira pela Educação, realizada em novembro no Cine Theatro Brasil Valourec, conjuntamente com o IV Fórum Especial de Diretores. “O encontro mostrou aquilo que a iniciativa privada é capaz de fazer, livre dos meandros da burocracia estatal, em favor da educação.” De fato, foi um encontro memorável. Mais de 500 pessoas – entre diretores e professores de escolas públicas e privadas de todo o Estado, além de empresários de vários setores – participaram do encontro, que também marcou o lançamento do “Prêmio Charles Lotfi”, um reconhecimento às práticas inovadoras no ensino e também ao criador do movimento, o ex-presidente da ACMinas que há cerca de 10 anos instituiu o Conselho Empresarial de Educação da

entidade. Segundo o professor Evando Neiva, presidente deste organismo e coordenador da Conspiração, “o encontro propiciou a oportunidade de reunir os educadores que participam do projeto – hoje ele é adotado em cerca de mil escolas das redes públicas, em 11 regiões do Estado, onde estudam um milhão de alunos – e, também, de fazer um balanço das atividades realizadas em 2016 e projetar os planos para 2017, que incluem diversas novas iniciativas e a ampliação das parcerias. O movimento integra parceiros de instituições governamentais, empresas e entidades do terceiro setor que abraçaram a causa da melhoria da qualidade da escola pública, com foco na educação básica. A estratégia para cumprir essa missão é fortalecer a liderança das escolas, por meio da realização de encontros sistemáticos para a troca de experiências e intercâmbio das melhores práticas.

Fórum apresentou um balanço das atividades da Conspiração Mineira deste ano e os projetos e parcerias para 2016

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A Conspiração atua em Minas Gerais há dez anos. É portanto um programa testado e validado, com alta eficácia e forte potencial de escalabilidade. Todas essas diretrizes estão sintonizadas com o Comitê de Responsabilidade Social da Kroton Educacional (cujo braço social, a Fundação Pitágoras, lidera o movimento) e atendem, sobretudo, à sua missão principal de estimular o protagonismo social professores e alunos. “Nenhuma escola melhora sozinha, mas podem melhorar em conjunto. Esse é um dos lemas da Conspiração”, lembrou Evando Neiva. Quanto a resultados, os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) referentes às escolas que participam do projeto foram superiores à média, de acordo com o professor Antonio Carlos Cabral, um dos dirigentes do Movimento. “Isto comprova a significativa melhoria nos índices de aprendizagem proporcionados pelas iniciativas da Conspiração”, deduziu. Também participaram do evento o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas, Lindolfo Paoliello, o ex-presidente da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas) e fundador da Conspiração Mineira pela Educação, Charles Lotfi, o procurador de justiça e idealizador do sistema APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado), Tomaz de Aquino, e a Professora Sueli Baliza, Secretária Municipal de Educação de Belo Horizonte.

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SEMANAIS

ACMINAS EM MOVIMENTO Reuniões Semanais da Diretoria trazem à pauta de debates as principais questões do ambiente empresarial Realizadas regularmente às terças-feiras, na sede da entidade, as reuniões plenárias da ACMinas têm sido dedicadas ao ágil acesso dos diretores e associados da entidade à avaliação das grandes questões empresariais. As mais recentes incluíram apresentações da Fundação Renova, Inovação e Tecnologia, de empresas com presença e relevância internacional, além de considerações sobre mediação empresarial, Pec dos gastos públicos e a reforma da Previdência Social.

FUNDAÇÃO RENOVA “Os desafios da Fundação Renova para preparar, restaurar e reconstruir os impactos do rompimento da Barragem do Fundão” foi o tema apresentado, durante Reunião Plenária Semanal da Diretoria e Associados da ACMinas, em outubro, pelo presidente da instiuição, Roberto Waack. Segundo ele, a fundação foi criada com o objetivo de cuidar do futuro. “Às vezes fica difícil ter a dimensão do esforço que várias organizações estão empenhadas em realizar para minimizar o sofrimento das pessoas atingidas no rompimento da Barragem do Fundão e também os danos ao meio ambiente”, explicou.

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Em sua primeira apresentação pública, Waack relacionou os principais objetivos da Renova. “Ela irá além da reparação do ocorrido. A predisposição das organizações envolvidas é justamente de avançar e ir muito além da reparação, que neste momento atua em relação a componentes físicos – a retirada da lama, a reconstrução das áreas atingidas – mas avançará quanto às ques-

tões ambientais, que estão no topo da pirâmide.” Waack disse ainda que os desafios estão longe de serem cumpridos apenas pela Fundação Renova ou das suas mantenedoras. “Este é um chamado a todos atores da sociedade para participar deste processo e, obviamente, transformar este desafio num exemplo de reconstrução, de restauração de uma região tão importante”, concluiu.

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“ESCOLA” DE JOSÉ ISRAEL VARGAS Com a colaboração do Conselho Empresarial de Cultura da ACMinas, o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Miguel Corrêa Júnior, foi o convidado da Reunião Plenária da ACMinas, em outubro, na qual fez exposição sobre as atividades da Secretaria, sua organização e planejamento. Para ele, é necessário entender primeiro que o atual modelo econômico do País, e mesmo do mundo, passou por mudanças muito significativas com o advento, especialmente, da economia digital. “A atuação relativa às atribuições da Secretaria estão bem na ‘escola’ do Ministro Israel Vargas, que dizia claramente que nós preci-

sávamos consolidar a tríplice aliança: a Universidade, o Estado e o Mercado”, lembrou. “Esta é uma aliança poderosa que fará com que o desenvolvimento econômico tenha maior alcance. É em busca disto que estamos trabalhando”, concluiu. Outro tema abordado pelo secretário foi a FINIT - Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia, que aconteceria no Expominas, na primeira quinzena de novembro. “Minas Gerais se destaca no cenário da inovação no Brasil e no mundo: o Estado possui o maior número de incubadoras do Brasil, cinco parques tecnológicos, o maior número de universidades federais e a segunda maior base de startups do país.

“Devido a esta posição no cenário nacional, Minas foi o local escolhido para receber a primeira edição da FINIT”, disse o secretário. “Será um grande hub, reunindo grandes e consolidados eventos em um só local e trazendo como público startups e grandes empresas, estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de tecnologia, inovação e ensino superior. O evento incentiva a troca de informações, soluções e mostra oportunidades de geração de negócios, promovendo intercâmbio e incremento do que há de mais avançado em termos de tecnologia, inovação e empreendedorismo em diversas áreas. Um marco para nossa cidade.” concluiu.

que este tipo de pesquisa oferece para o país. “É um estudo que tem um alcance nacional, muito amplo e muitas vezes até com cobertura pela imprensa internacional”, enfatizou. Para Lívia, este estudo é o norteador utilizado para soluções educacionais, para programas e também para pesquisas. “É a partir desses resultados que desenvolvemos o conhecimento aplicável com que o Núcleo de Estratégias Internacionais

de Negócios da FDC trabalha. É um método de pesquisa para se saber quais são as estratégias que vêm sendo adotadas pelas empresas, os movimentos mais recentes de entrada e saída de mercados.” Segundo o estudo apresentado, praticamente 75% das empresas foram de alguma forma afetada pelo atual contexto internacional, numa perspectiva, e, principalmente, pela estratégia de internacionalização adotada pela empresa.

FOCO NAS EMPRESAS Outro tema discutido em Reunião Plenária da entidade foi o ranking FDC da Multinacionais Brasileiras e de Internacionalização de Franquias Brasileiras, pesquisa apresentada pelo presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da ACMinas e professor da Fundação Dom Cabral, Sherban Cretoiu, e a professora e gerente de projetos Internacionais da Fundação, Lívia Barakat. Sherban destacou a importância e o alcance

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CHAVE PARA A PRODUTIVIDADE Presidente do recém-instalado Conselho Empresarial de Produtividade da ACMinas, o empresário Ricardo Kehdy iniciou os trabalhos do novo organismo com a palestra “Produtividade: a chave para a sustentabilidade de pequenas e médias empresas”. Kehdy sustentou que as pequenas e médias empresas de Minas Gerais têm hoje um papel extremamente relevante na formação do PIB

e na empregabilidade, além constituírem um segmento econômico fundamental. “Sem objetivos de produtividade uma empresa não tem direção e sem a medição da produtividade ela não tem controle.” Ele explicou que produtividade é a relação entre a quantidade de saída (output) e a quantidade de entrada (input) necessária para produzir a saída. “Ao contrário do

que equivocadamente se pensa, produtividade não consiste apenas em fazer as coisas com eficiência, corretamente, mas também em fazer as coisas certas e com eficácia”. A proposta do Conselho é incentivar, entre pequenos e médios empreendimentos, a difusão do conceito e dos meios para sua utilização como alavanca da eficácia e aumento dos ganhos.

PEC DOS GASTOS: PIOR SEM ELA Para analisar e elucidar questões sobre a PEC 241, (que, no Senado, recebeu a designação 055), que estabelece limite para os gastos públicos, o presidente do Conselho Empresarial de Economia da ACMinas, Mauro Sayar Ferreira, fez apresentação, durante reunião plenária, em que começou exibindo gráficos sobre a evolução do resultado primário do setor público comparados com dados de outros países. “Este ano vai fechar

com déficit de 3,2%. A conta dos juros já está em menos 10%” Este número”, disse, “dá para grego bater no peito e dizer que está melhor do que nós. Os países do Sul da Europa, todos, já estão com resultados melhores que este.” Sayar destacou também que falta informação. “A população não está sendo bem informada, falta acesso às informações corretas”. A PEC estabelece que os gastos do governo federal têm que acompanhar o ritmo da infla-

ção, o que deve acontecer a partir de 2017. “Se este ano a inflação fechar em torno de 6,8%, que é o que se espera, então os gastos do governo no ano que vem deverão aumentar nesta proporção. A PEC estabelece este ritmo para a correção do teto, mas não fala nada em reduzir gastos em locais específicos. O que vai acontecer é que uma discussão orçamentária vai ser travada como em qualquer país civilizado.”

Sobre a mediação no Brasil, ela apresentou dois tipos. Uma, judicial, em que há a fase pré-processual, na qual se busca soluções alternativas antes de se instaurar um processo, e a mediação privada – um método com técnicas e regras, com princípios que vão além da lei. “Esta, como sabemos”, afirmou a advogada, “resolve muita coisa, mas há muitas outras que não consegue resolver. São questões para as quais não existe sentença que satisfaça”, disse. “O advogado é parcial e o mediador é imparcial. A função dos dois, advogado e

mediador, é complementar. Nem todos os casos são mediáveis, porque nem sempre têm os requisitos para a mediação”, concluiu.

MEDIAÇÃO NO BRASIL A última plenária de outubro debateu a “Mediação Empresarial”. Organizada pelo Conselho Empresarial de Assuntos Jurídicos da ACMinas, a reunião teve apresentação da advogada Dulce Nascimento, especialista no tema. Segundo Dulce, os empresários estão sendo chamados a construir o Brasil não só com pagamento de impostos, mas com ações, com ideias, com vigilância, com cobrança, que são um serviço à sociedade, por meio das entidades empresariais e de outras tantas associações de classe.”

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POR QUE REFORMAR A PREVIDÊNCIA SOCIAL?

Por que o programa da previdência social é deficitário, por que o déficit fiscal é causado principalmente pela previdência, por que retirar direitos dos trabalhadores e por que a reforma da previdência social contribui para mudar positivamente as expectativas do mercado? Esses foram os pontos destacados pelo exministro Paulo Paiva durante Reunião Plenária da ACMinas. Para tentar responder a estas perguntas, ele foi além. “O maior desafio é conciliar os ajustes necessários na Previdência Social com as necessidades

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de aumento da produtividade. Se de um lado se postergar a idade de aposentadoria, haverá crescimento da população economicamente ativa. Mas o mercado de trabalho irá exigir trabalhadores com maior estoque de capital humano e maior capacidade de adaptação e flexibilidade, o que vai gerar aumento de desemprego de trabalhadores com idade entre 55 e 65 anos. A educação é a verdadeira chave para o aumento da produtividade do trabalho e, em consequência, para o crescimento econômico”, concluiu.

ACONTECE

ACMINAS CRIA NÚCLEO REGIONAL O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas, Lindolfo Paoliello, durante a Reunião Plenária, deu posse aos dirigentes do primeiro Núcleo Regional da entidade, que vai atuar na Região Noroeste da Capital. A presidente do Núcleo, Joniza Lincher Muniz, explicou os objetivos e a forma de sua atuação: “Adoro pessoas, adoro me relacionar com as pessoas e é isto que o Núcleo vai buscar na Região Noroeste. Com o envolvimento de estar lado a lado, junto ao empresariado, levando não só os benefícios dessa proximidade, mas também os serviços da ACMinas, vamos buscar formas de nos apoiar e crescer juntos”. Joniza relatou que a ideia de criar o Núcleo surgiu há dois anos, foi sedimentada e, agora, foi formatada em sua forma de atuação. “Vamos trabalhar bairro a bairro, levando os projetos da ACMinas para dentro deles. Vamos ouvir a demanda do empresário, quais as suas necessidades, dificuldades, e vamos montar ações em conjunto para solucioná-las”. Segundo o presidente da ACMinas, é comum que os empresários fiquem solitários em seus bairros. “Assim, o núcleo possibilitará que fiquemos mais próximos deles, que os apoiemos em suas tomadas de decisão e, também, que coloquemos em prática uma política da economia colaborativa, para todos se unirem, se apoiarem e crescerem juntos”, concluiu.

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CONFERÊNCIA

TODOS NÓS SOMOS POLÍTICOS Em sequência ao ciclo de conferências iniciado em outubro, o presidente Lindolfo Paoliello participou de Almoço-Palestra da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas - ADCE. “Todos nós somos políticos e vamos proceder como tal”, disse Paoliello. “Faltanos um canal por meio do qual possamos formalizar e institucionalizar a opinião e influência direta do indivíduo como protagonista de políticas públicas, oxigenando e iluminando a cerrada teia partidária”. Paoliello demonstrou que o ser humano é um ser político, assim entendido numa perspectiva mais ampla que o trabalho partidário tradicional. Ele recorreu a pensadores e filósofos como Aristóteles, Hannah Arendt e Max Weber para apresentar a tese de que todos os homens só se realizam plenamente na política. “A palavra, o diálogo, a interlocução e as interações sociais fazem parte das ações humanas”, afirmou. Ele explicou que o “ser político” não deve ser entendido exclusivamente como aquele que participa da política partidária. “Será esta a sacralização da democracia no Brasil. Todos nós somos

Para Paoliello, falta-nos um canal por meio do qual possamos formalizar e institucionalizar a opinião e influência direta do indivíduo como protagonista de políticas públicas

políticos. Devemos atuar como tal, organizando-nos para a geração, proposição e realização de projetos, ancorados sempre pelo uso da palavra e pelo exercício do diálogo. Uma revolução silenciosa está em marcha no Brasil, e, não demora muito, vão se formar startups políticas”, afirmou. Sem que estejamos percebendo, já estão em plena formação lideranças e aceleradoras dessas startups, cujo produto será um novo modelo de país.” O presidente da ACMinas explicou que os movimentos e manifestações populares surgidos no Brasil

a partir de junho de 2013 apontam para uma participação política de jovens. “Não são políticos tradicionais, profissionais, mas exercem suas funções políticas demonstrando insatisfações”, pontuou. Sobre as eleições em Belo Horizonte, Paoliello destacou a falta de participação popular e ressaltou que no embate entre os dois candidatos faltaram projetos e sobraram ofensas. Em sua mensagem final, Paoliello afirmou que o País passa por um momento de aceleração de novas lideranças.

A íntegra da palestra está no canal da ACMinas no You Tube: https://www.youtube.com/watch?v=vYhDuqwAoqo&t=14s

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HOMENAGEM

LUIZ OTÁVIO PÔSSAS É O NOVO AGRACIADO COM A MEDALHA JK A ACMinas conferiu ao empresário Luiz Otávio Pôssas Gonçalves a sua mais importante distinção, a Medalha da Ordem do Mérito Empresarial Juscelino Kubitschek. Pôssas, hoje à frente do Grupo Vale Verde, foi escolhido por sua criatividade e empreendedorismo natos: entre suas façanhas no mundo corporativo destaca-se a de ter convencido a Coca-Cola, tempos atrás, a lançar no mercado brasileiro uma ideia sua, a cerveja Kaiser. A medalha, assim como o diploma de inscrição na Ordem, foi entregue pelo presidente da entidade, Lindolfo Paoliello, que destacou a criatividade do homenageado em tudo aquilo que realiza. “A criativi-

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dade”, disse, “atrai quem a exercita ao esmero, que conduz quase sempre a algo novo, que impressiona a outro e o leva inicialmente a imitar e, com o tempo, a fazer igual. Neste contexto em que o empreendedorismo individual aparece quase como salvação nacional, pode haver dom maior do que saber fazer melhor?”, indagou. Pôssas é, de fato, um empreendedor nato, que define a si próprio como um “colecionador de empresas”. Segundo relatou na conversa mantida com seu amigo Cláudio de Moura Castro em pleno palco do Espaço Institucional ACMinas, com a qual ele substituiu o formato tradicional de um discurso, sua trajetória

empresarial começou cedo, aos 17 anos, quando foi trabalhar na fábrica de Coca-Cola da família. “Por lá, fiz de tudo”, lembrou. “Carreguei caixas, trabalhei na produção, dirigi caminhão e fui gerente e diretor.” Mais tarde, assumiu o controle da empresa, que manteve durante quatro décadas, período em que, entre outras façanhas, conseguiu convencer a poderosa Coca Cola a produzir também cerveja em sua fábrica. Surgiu então a Kaiser, que chegou a ter participação de 16% no mercado brasileiro. “Mas alguns anos depois vendi a marca para o grupo canadense Molson. Hoje ela pertence à Heineken.” Tanto quanto criava novos

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empreendimentos, também deles se desfazia. Foi assim, por exemplo, com a Amacoco, primeira empresa a envasar água de coco no Brasil, com a marca Kero Coco, depois vendida para a Pepsico. Hoje proprietário do Grupo Vale Verde, tem negócios extremamente diversificados: atua nos ramos de locação de frotas de veículos, com a Salute Locação e Empreendimentos, e de andaimes articulados para grandes estruturas, com a PTO Andaimes e Equipamentos. Está envolvido também com negócios extremamente inovadores, outra marca sua, como a de criação de variadas – e no mínimo curiosas – espécies de animais. A Nutrinsecta, por exemplo, é a primeira e única fábrica de proteínas derivadas de insetos da América do Sul. A Jibóias Brasil é um criatório de serpentes para fins comerciais e de preservação desta espécie. O Projeto Cuniã, desenvolvido na Rondônia e em Goiás, destina-se à produção de Melanosuchus Níger, uma espécie de jacaré-açu, para fins comerciais, de preservação da espécie e equilíbrio do meio-ambiente.

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Presidente da ACMinas homenageia o empresário Luiz Otávio Pôssas com Diploma e Medalha JK

Sua atividade, entretanto, não para aí: há também a Equatorial Empreendimentos Imobiliários, que atua na incorporação, compra e venda de imóveis, e fazendas de criação de gado, culturas de eucalipto, produção de carvão, mel, azeite e coqueirais. É sócio da Fazendas Symbiosis, que mantém plantações de árvores nobres nativas para extração de madeira, produz energia fotovoltaica, fabrica rações para aves, com a Megazoo Ltda, e, para atuar na área de negócios internacionais, criou a SPI Brasil, com representação e vendas de tintas e revestimentos de alta tecnologia no Brasil e em Angola.

Finalmente, aquele que é, provavelmente, o seu negócio mais conhecido: o Parque Vale Verde, um complexo rural turístico e de lazer onde cria e comercializa espécies de aves em perigo de extinção, com vistas a sua futura reintrodução na natureza, mantém um orquidário e produz a Vale Verde, uma aguardente premium que vem acumulando distinções internacionais. Além de tudo isso, Luiz Otávio Pôssas Gonçalves é vice-presidente da Fundação Biodiversitas, uma organização não-governamental que tem como missão primordial a conservação da biodiversidade brasileira.

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ENTREVISTA: MAURO SAYAR FERREIRA

MELHOR COM ELA Dono de extenso currículo, que inclui um PhD em Economia pela Universidade de Illinois, mestrado em economia pelo IPE/USP e graduação em economia pela UFMG, o professor Mauro Sayar Ferreira, presidente do Conselho Empresarial de Economia da ACMinas, fez há poucos dias uma acurada apresentação, durante reunião plenária da entidade, sobre a PEC dos gastos públicos, em tramitação no Senado, que estabelece um teto para os gastos governamentais. Nesta entrevista ao Jornal ACMinas, Sayar complementa sua apresentação analisando os efeitos da medida, tanto pela perspectiva da sua provável aprovação como, também, de sua rejeição.

Que cenários o senhor prevê para a economia brasileira diante de duas perspectivas: a da provável aprovação da PEC 241, por um lado, e, por outro, a de sua rejeição pelo Senado? A aprovação da PEC reduz riscos macroeconômicos, condição necessária para que crédito e investimentos fluam de forma mais intensa na economia. Nesse cenário, a economia pode se recuperar a partir de 2017, crescendo ainda pouco, mas ativando engrenagens para uma expansão mais robusta a partir de 2018. A rejeição da PEC implica em que formas distintas de ajustes terão

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que ser feitas. Uma possibilidade é o governo reduzir fortemente, num intervalo muito curto de tempo, como um ou dois anos, os gastos primários, afetando, aí sim, gastos com saúde e educação. Outra possibilidade é inflacionar a economia, o que nos levaria de volta à década de 1980. Ou seja, a não aprovação da PEC implica em queda ainda mais intensa da atividade econômica, agravando um ambiente já bastante adverso. Quais são as condicionantes da efetividade da limitação de gastos como fator de ajuste das contas

públicas e do crescimento econômico? Alguns economistas têm dito, em artigos publicados, que ela será inócua se não forem implementadas outras reformas, como as da Previdência Social, a trabalhista e a fiscal. Como o senhor analisa esta questão? Para crescimento robusto de longo prazo, é necessária sim a implementação das reformas trabalhista e tributária. Mas a questão mais urgente é reverter a tendência de explosão da dívida pública. Sinalizar que a relação dívida pública/PIB será revertida é fundamental para se adquirir confiança na econo-

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mia. Sem confiança não há empréstimos, não há investimento e não há consumo. Limitar os gastos, por meio de uma regra clara e fácil de ser verificada, afeta a atividade econômica através do canal de confiança. Foi exatamente o que perdemos e que desencadeou essa dinâmica de quedas sucessivas na atividade econômica. O setor produtivo tem percebido, com discreto otimismo, que alguns segmentos da economia já começam a dar sinais – tímidos, é verdade – de que o mercado está começando a reagir. Na sua opinião isto pode ser considerado

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Mauro Sayar Ferreira

como uma tendência real ou é apenas efeito inercial da troca de governo e/ou da perspectiva de mudanças na política econômica? Houve, sim, uma alteração importante na perspectiva econômica que já vem favorecendo setores da economia. Exemplo disso é que

grandes empresas voltaram a captar recursos no exterior após uma melhoria na perspectiva de risco da economia brasileira. Contudo, o tempo para se sentir efeitos concretos na produção é lento e ocorre com defasagem. Assim, ganhos de confiança começarão a impactar positivamente a economia apenas em 2017, processo que tende a se intensificar em 2018. Contudo, é importante que não ocorram retrocessos nesses ajustes. Se reviravoltas acontecerem, a frágil confiança que começa lentamente a ser readquirida evapora, o que retardaria ainda mais a retomada do crescimento.

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RENOVAÇÃO

ELEIÇÕES NA ACMINAS O quadro diretivo da Associação Comercial e Empresarial de Minas que comandará a entidade a partir de 6 de janeiro de 2017 foi eleito, por aclamação, no dia primeiro de dezembro. O resultado, que reconduz para novo mandato de dois anos o presidente e a maior parte da atual diretoria, “assegura a face da representatividade da instituição”, segundo Lindolfo Paoliello. “Ele também reforça, com a chegada de novos diretores plenos e vice-presidentes, a representatividade da diretoria.” A eleição contou com a presença dos ex-presidentes Arthur Lopes Filho, Eduardo Bernis e Roberto Luciano Fortes Fagundes, que, atendendo ao pedido do presidente, conduziram o processo eleitoral.

A diretoria, que será empossada em janeiro, terá novos nomes de peso, como Hélcio Roberto Martins Guerra, presidente da Anglo Gold Brasil Mineração; Marcos Brafman, diretor da Maxis Informática; Modesto Araújo, presidente da Drogaria Araújo e Rômel Erwin de Souza, presidente da Usiminas, que assumirão vice-presidências. Houve mudanças também na diretoria plena com o ingresso de 15 novos diretores, num processo de renovação que é, inclusive, uma exigência estatutária. Após ser comunicado de sua reeleição, Paoliello fez um balanço dos projetos e ações que marcaram seu primeiro mandato, com foco nas metas estratégicas que estabeleceu no próprio dia de sua posse, e apresen-

tou os objetivos para o próximo biênio, que será marcado por um plano de desenvolvimento para a entidade. “É esta a linha que pretendo seguir com a Associação Comercial e Empresarial de Minas”, afirmou. ”Não por sonho, não por aventura, mas porque fizemos, nestes dois anos, o preparo para isto. Agora podemos dizer que aqui há uma preocupação de dignidade. Esta entidade é, e sempre foi, uma entidade líder. Uma entidade referência no campo da representação empresarial. Pois ela agora está tendo uma coisa igualmente importante: a sustentabilidade para se afirmar”, concluiu. A relação completa da diretoria da entidade no próximo biênio pode ser consultada no site da ACMinas – www.acminas.com.br

Concorrendo em chapa única, Lindolfo Paoliello foi reeleito por aclamação para um novo mandato de dois anos à frente da ACMinas.

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JORNAL


OS VICE-PRESIDENTES FALAM DA NOVA MISSÃO

‘‘

‘‘

Há mais de um

sé-

culo, a ACMinas

ria centená-

fação este honroso

diretoria liderada pelo amigo

destaca pela defe-

da

Recebi com muita satis-

convite para participar da

ria, a ACMinas se

promove o desenvolvimento

‘‘

Na sua histó-

presidente Lindolfo Paoliello, na

sa intransigente dos

nossa cidade e do nosso Estado

interesses de Minas Gerais e do

qual terei a oportunidade de conviver com pes-

por meio de uma liderança

Brasil, exercendo um importante

soas brilhantes e valorosas. Acredito no traba-

empresarial ética, responsável e

papel na busca do desenvolvimento

lho associativo como agente importante para o

empreendedora. É um orgulho

sustentável. O engajamento da

desenvolvimento de nossa sociedade. A

para mim, pessoal e profissional-

entidade na campanha para a cria-

ACMinas sempre desempenhou este papel com

mente, poder contribuir com esta

ção da Usiminas é apenas um exem-

grande competência, ética e determinação.

história. Como Vice-Presidente

plo que relembro de sua atuação.

Vivemos um momento em que a união de pes-

Américas da AngloGold Ashanti, o

Fazer parte de sua Diretoria e assim

soas de bem em torno do projeto de construção

de

poder contribuir para alavancar a

de um país melhor fortalece ainda mais a impor-

maior longevidade do Brasil, com

sociedade nos campos social, políti-

tância do trabalho a ser realizado pela ACMinas,

mais de 182 anos de operação, sei

co e cultural é uma grande honra.”

tornando muito gratificante a oportunidade

da importância de as organizações

Rômel Erwin de Souza,

que tenho de poder colaborar neste grande

empreendimento

privado

e as instituições se reinventarem

DIRETOR-PRESIDENTE DA USIMINAS

desafio.”

continuamente, acompanhando a evolução do mundo. A ACminas vem fazendo isso ao longo de sua trajetória com excelência, mantendo-se na vanguarda das discussões e liderando o grupo empresarial frente aos desafios atuais.”

Hélcio Roberto Martins Guerra, VICE-PRESIDENTE AMÉRICAS DA ANGLOGOLD ASHANTI

Marcos Brafman, DIRETOR DA MAXIS INFORMÁTICA

‘‘

Para mim, fazer parte da Diretoria da ACMinas é um grande prazer e será mais um passo dado em sintonia com o que acredito e pra-

tico na Drogaria Araújo em sua história de sucesso de 110 anos de mercado. O empresariado mineiro precisa de mais representatividade das entidades, mudanças urgentes, menos burocracia e a agilidade dos governos para crescer, gerar empregos, pagar impostos e ajudar o país a sair desta crise que hoje enfrentamos."

Modesto Araujo,

PRESIDENTE DA DROGARIA ARAUJO

CONHEÇA TAMBÉM OS NOVOS DIRETORES Antonio Augusto de Lima Barbosa,

José Henrique Salvador, Diretor do Hospital Mater Dei

Sócio-Administrador da Mineração Pedra Menina

Júlio César D’Amato Ferreira, Diretor Geral da Cred HMS

Antonio Fernando Pinheiro, Advogado Associado da

Marcelo Alves Santiago,

Pinheiro, Mourão, Raso, Araújo Filho Advogados

Diretor Comercial da Mineração Santiago

Carlos Alberto Teixeira de Oliveira,

Marcos Villela de Sant’Anna,

Presidente e Editor-Geral da revista Mercado Comum

Diretor-Presidente da Construtora Sant’Anna

Cláudia Mascarenhas Mourão,

Octávio Elísio Alves de Brito, Consultor

Presidente da rede de lojas Equipage

Ottávio Raul Domênico Riberti Carmignano,

Eduardo Vilela de Santana, Diretor do Grupo Sant’Anna

Sócio-Administrador da Pedras Congonhas

Fernando Bayer Bronca,

Ricardo Dias Pimenta, Diretor da Pimenta e

Consultor da PreScriptum Consultoria

Associados Desenvolvimento Empresarial

João Bosco Varela Cançado, Presidente da MIP Engenharia

Sérgio Eduardo Michetti Frade,

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Johan Daniel Karrqvist,

Presidente da Solutions Gestão de Seguros

Vice-Presidente Brasil da Yamanagold

Walter Fróes, Presidente da CMU Comercializadora de Energia

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ELEIÇÕES

PROPOSTAS EM DEBATE Candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte apresentaram seus projetos na ACMinas

Debate entre candidatos a PBH aproxima empresários dos projetos para a capital mineira

Já na reta final para a realização do segundo turno das eleições municipais, empresários e líderes empresariais da capital tiveram a oportunidade de conhecer de perto as propostas dos então candidatos à

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Prefeitura de Belo Horizonte, João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS). O debate foi promovido pela ACMinas, por intermédio de seu Conselho Empresarial de Assuntos Jurídicos, numa parceria com as ins-

tituições que integram o Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais. A ideia que orientou o evento foi possibilitar aos pleiteantes conhecer as expectativas dos setores produtivos da capital e, parale-

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lamente, proporcionar aos participantes melhor conhecimento sobre propostas de ambos. Realizado no Espaço Institucional ACMinas, o encontro começou abordando temas gerais como educação, saúde, mobilidade urbana e segurança pública, passando em seguida para questões específicas dos empresários, como revitalização do hipercentro, simplificação tributária e segurança pública. Representantes de entidades de classe também aproveitaram o encontro para reivindicar mais espaço na futura gestão da capital mineira. O presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, ressaltou que o objetivo do evento era proporcionar integração entre os candidatos e o meio

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empresarial. “A ideia foi oferecer aos candidatos a oportunidade de conhecer o pensamento, as aspirações do empresariado e ficassem cientes de que estamos preparados para contribuir com o planejamento e o desenvolvimento da cidade”, afirmou. As colocações de Alexandre Kalil seguiram a linha do “antipolítico”, imagem com que permeou toda a sua campanha. Personagem novo no cenário, Kalil é empresário da construção civil e foi presidente do Clube Atlético Mineiro. O então candidato defendeu a continuidade de alguns programas e projetos que deram certo na atual gestão da PBH mas enfatizou a necessidade de mudanças: “vivemos uma grande crise no Brasil, que além de econômica, é

política. O Estado intervém muito e faz os negócios andarem para trás. Precisamos mudar essa situação”. João Leite, eleito por duas vezes para Câmara Municipal e seis para a Assembleia legislativa, tentava a eleição para prefeito pela terceira vez. Foi secretário de Estado de Desenvolvimento e de Esportes no governo de Aécio Neves. Ele propunha, no debate, ser “o prefeito de todos” e destacou suas propostas na área de segurança pública. “Vivemos um momento grave na história brasileira, que se reflete no nosso Estado a na nossa cidade. São 170 milhões de desempregados em Belo Horizonte e só será possível reverter este cenário com muita política e diálogo”.

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FERRAMENTA DO CONHECIMENTO

Da esquerda para a direita, Paulo Paiva, Wilson Brumer, Antônio Batista, Ozires Silva, Lindolfo Paoliello, Emerson de Almeida, Monica Cordeiro, Claudio de Moura Castro, João Batista Carvalho e Arnaldo Silva. Eles participaram da primeira reunião do Grupo de Discussão que, criado pela ACMinas, vai elaborar, desenvolver e concretizar soluções para questões relevantes que afligem empresários e a sociedade.

ACONTECE

ACMINAS APOIA FUNDAÇÃO JOSÉ FERNANDES DE ARAÚJO A Fundação José Fernandes de Araújo (FJFA), uma organização não governamental sem fins lucrativos cuja missão é contribuir para a inclusão social, a construção da cidadania e vida digna. Para isto, vem atuando na área de educação. A instituição recebeu o apoio da ACMinas, manifestado pelo presidente Lindolfo Paoliello durante visita do superintendete da instituição Sérgio Araújo Rabelo, que lhe a apresentou os projetos em curso e o funcionamento da Fundação. “Além

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da concessão de auxílio financeiro educacional, criamos parcerias na execução de diversos projetos sociais”, informou Rabelo.

A FJFA foi criada em junho de 1980, com o objetivo dar acesso ao Auxílio Financeiro Educacional, na forma de bolsa de estudo, a estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino superior e identificados como entre os mais carentes. Além disso, a Fundação é parceira de instituições filantrópicas voltadas para a promoção social a partir da educação de crianças e adolescentes.

JORNAL


JORNAL

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E lá foi mais um ano. Vamos comemorar as conquistas alcançadas, as relações fortalecidas e o sucesso obtido. A ACMinas em si somos todos nós associados, e por isso desejo que a união que nos apoia e nos faz crescer seja cada vez maior, fazendo com que cada vez mais pareçamos essa grande família, diferente, mas unida. Parabéns ACMinas pelas conquistas deste ano e que o próximo ano seja mais um ano de grandes vitórias. Muito obrigado.

Uma homenagem da

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COMUNICAÇÃO

JORNAL

Nov dez 2016  
Nov dez 2016  
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