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Jornal Ano XXXVIII - Nº 1207

Julho/Agosto de 2019

Varejo Lojas físicas e e-commerce, uma coexistência pacífica Pág. 12

Aliança para resultados Governança Corporativa harmoniza interesses de acionistas e gestores Pág. 08

Novos rumos para o Turismo e a Cultura Secretaria adota um novo modelo de gestão Pág. 16


Sumário

03 04 08 10 11

Expediente Presidente Aguinaldo Diniz Filho Presidente de Honra José Alencar Gomes (in memorian)

Vice-presidentes Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

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Editorial

Acordo Mercosul-União Europeia

Plenárias

ACMinas em movimento

Gestão

Governança Corporativa, uma aliada para resultados

Meio Ambiente

Em busca do desenvolvimento sustentável

Acordo

Protocolo firmado pela ACMinas amplia vínculos comerciais com Portugal

Cledorvino Belini Fábio Guerra Lages Hudson Lídio de Navarro José Anchieta da Silva Epiphânio Camillo dos Santos Marcos Brafman Modesto de Araújo Neto Olavo Machado Junior Paulo Sérgio Ribeiro Ruy Barbosa de Araújo Filho Sérgio Bruno Zech Coelho Wagner Furtado Veloso Wilson Nelio Brumer

Assessor de Comunicação Antônio Rubens Ribeiro Editora Responsável Gabriela Carvalho

Reg. Prof.: MG 13549 JP

Projeto Gráfico e Diagramação João Victor Morato

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Publicidade José Carlos Cruz 31 3048-9566 (9560) publicidade@acminas. com.br Estagiários Catherina Dias Charles Souza Fotos Fábio Ortolan

Capa

Varejo físico e virtual já caminham lado a lado

Governo

O Turismo e a Cultura como alavancas do crescimento

Seguros

Vistoria dos Bombeiros é tema de reunião do Conselho

Mulheres Empreendedoras

Conselho lança programa de Mentoria

Opinião

Os desafios dos jovens empresários

Impressão Gráfica Del Rey 31 996128363 (Jeremias)

Colaboradora Sarah Oliveira Publicação da Associação Comercial e Empresarial de Minas Registro no 647 no Cartório de Registro

Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de Belo Horizonte Redação Av. Afonso Pena, 372 Centro - BH - MG CEP: 30130-001 Telefone 31 3048 - 9566 (0715)

E-mail imprensa@acminas.com.br


Editorial

Acordo Mercosul-União Europeia exigirá que o Brasil se modernize Aguinaldo Diniz Filho Presidente da ACMinas

Embora ainda deva demorar algum tempo para sua formalização e efetiva vigência, uma vez que precisará de aprovações legislativas dos países-membros, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, fechado depois de 20 anos de negociações, traz para o bloco, e particularmente para o Brasil, um inegável alento em sua atuação nos mercados mundiais. Para além dos óbvios efeitos econômicos – um incremento de 87,5 bilhões de dólares ao nosso PIB em 15 anos por meio da participação em um mercado de 780 milhões de consumidores –, o acordo exigirá novos padrões de competitividade, produtividade, diversidade e, especialmente, esforços pela desburocratização e um imprescindível alívio tributário. E, nisto, estamos muito atrasados.

Mas há que se levar em conta, neste contexto, que se por uma perspectiva cria-se uma enorme abertura para a expansão das exportações brasileiras, por outra abre-se o mercado nacional para os produtos europeus. E aí percebe-se que nesta competição estamos em franca desvantagem. O acordo trará grandes desafios para o bloco sul-americano, e especialmente para o Brasil, onde os setores produtivos convivem com uma carga tributária que está entre as maiores do mundo (afetando acentuadamente a nossa competitividade), com uma burocracia desanimadora (não se consegue abrir um negócio em menos de um mês de périplos entre as diversas repartições públicas, cartórios etc.) e um ambiente de negócios absolutamente desestimulante.

Sem estas intervenções, de pouco adiantará zerar as tarifas de 90% da pauta de exportações do Mercosul para a União Europeia, que, mesmo envolvendo cifras de enorme relevância, é predominantemente constituída por mercadorias como carnes, soja, café, bebidas e tabaco, todos com menos valor agregado que produtos com maior conteúdo tecnológico. De qualquer modo, o acordo abre espaço para um enorme avanço. Segundo nosso Ministério da Economia, o valor das exportações do Mercosul para o bloco poderá ser acrescido em cerca de 100 bilhões de dólares até 2035.

É de se notar que o Brasil, considerados estes aspectos, regrediu nessas duas últimas décadas. Apesar de todas as razões que levaram ao justificado impeachment do presidente Fernando Collor, em seu governo o País passou, no início dos anos 1990, por uma fase efetivamente modernizadora, que com a adoção de uma política industrial focada na abertura comercial fomentou, acentuadamente, a competição e a competitividade interna por meio da abertura dos mercados, da eliminação de barreiras tributárias e da extinção de oligopólios. Tudo isto resultou em inegáveis avanços, especialmente em produtos tecnológicos, como

os da indústria automobilística, que precisou atualizar seus produtos diante da concorrência de veículos importados. Mas, como desenvolvimento não rima com corrupção, deu no que deu. O fato é que o acordo Mercosul -União Europeia traz um contexto de certa forma parecido com aquele dos anos 90. Ele exigirá que o Brasil se torne um país competitivo, e, para isto, precisará superar as muitas barreiras que hoje tolhem a iniciativa privada no desempenho efetivo de seu papel na busca do desenvolvimento. O acordo exigirá igualmente um extenso e intenso trabalho em favor da competitividade, da desburocratização, da qualidade dos investimentos, especialmente os governamentais, da busca de eficiência, da redução da carga tributária e, especialmente, de um grande esforço pela desestatização. Esta tarefa, aliás, vem sendo muito bem conduzida pelo secretário de Privatizações do Governo Federal, Salim Mattar. Em palestra realizada na ACMinas há coisa de dois meses, ele afirmou que sua meta é obter R$ 20 bilhões com a venda de estatais. Já é chegada a hora de fazê-lo, especialmente neste novo contexto que se descortina com o acordo Mercosul-União Europeia. 3


Plenárias

ACMinas em Movimento Reuniões Plenárias da Diretoria trazem à pauta de debates as principais questões do ambiente empresarial

Realizadas na sede da entidade, as reuniões mensais da ACMinas têm sido dedicadas ao ágil acesso dos diretores e associados a avaliações das grandes questões empresariais. Nas mais recentes foram temas de debates “A nova lei de proteção de dados, impactos e desafios para o setor econômico”, “A estratégia de desenvolvimento econômico do governo de Minas”, “O papel do Inmetro para a confiança da sociedade brasileira e para a competitividade do Setor Produtivo” e “Gestão inovadora na Prodemge”.

A estratégia de desenvolvimento econômico Ao expressar em números os resultados do INDI, Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais –, Thiago Coelho Toscano, afirmou em sua apresentação que são de quase 5 bilhões os investimentos captados nos primeiros cinco meses deste ano que, em compara-

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Toscano: “o empresariado como protagonista”


ção com os pouco menos de 600 milhões no mesmo período do ano passado, representa um avanço de grande relevância. Segundo Toscano, é prioridade do Governo Zema dar ao empresariado o papel de protagonista na economia, e não ao Governo. “O Governo destinou ao INDI o papel de atrair os investimentos privados, o que é feito.em articulação com todos os demais órgãos governamentais, facilitando e agilizando as negociações com o empresariado”, destacou. Em sua apresentação, Toscano ressaltou a importância dessa articulação. “Hoje somos responsáveis por realizar consultorias para os investidores, apoiar o desenvolvimento das empresas instaladas no Estado e, ainda, colaborar nos processos de exportação e importação. Todas estas atividades são realizadas em conjunto com os demais órgãos de desenvolvimento econômico de Minas Gerais”. Segundo disse, o INDI centraliza as diversas demandas, alinhando-as às prioridades do desenvolvimento econômico de modo que as etapas entre o momento da decisão de investir e o da implantação da operação aconteçam de maneira mais rápida. Entre os projetos apresentados pelo INDI durante o encontro está o da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), que fará investimentos consideráveis já a partir deste ano e

Plenária ACMinas reune membros e assossiados

dará visibilidade a Minas Gerais, atraindo os olhares dos empresários. “A ideia é eliminar os obstáculos, de modo que os investimentos aconteçam e os empregos surjam, de maneira concomitante”, concluiu.

Proteção de Dados Pessoais “Hoje sabe-se, com certeza, que os rumos da economia são direcionados por dados. Sejam pessoais ou genéricos, eles já constituem, de certa forma, a maior fonte de riqueza do nosso século”.

A afirmação, do advogado e especialista em dados pessoais Fernando Santiago, foi proferida em sua palestra “A Nova Lei Geral de Proteção de Dados, Impactos e Desafios para o Setor Econômico”, realizada em Plenária da ACMinas. Ele lembrou que a Lei Geral de Proteção de Dados, de 2018, estabelece regras que as empresas terão que seguir para garantir controle sobre a coleta, uso e transferência de dados pessoais no Brasil. “Ela disciplina o tratamento a ser dado a qualquer informação que identifique uma pessoa e entrará em vigor em agosto de

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das urgências e demandas do setor produtivo, de modo a oferecer conformidade e segurança aos consumidores”, informou.

Angela Flores: “O novo papel do Inmetro”

2020. Isto implica em que temos 12 meses para nos adaptarmos”, disse. De acordo com o especialista, as fraudes cibernéticas em todo o mundo e o uso indiscriminado de dados só vêm aumentando. “Num ambiente cada vez mais conectado, a tendência é de que esta situação se agrave. Estamos caminhando para um grau de conectividade imenso e somente 5% do total de acessos não são passíveveis de cyber fraudes” alertou. Santiago definiu os três princípios elementares para o armazenamento dos dados que estão incluídos na Lei: O da finalidade, pelo qual o titular deve ser informado sobre o objetivo da utilização das informações; o da necessidade, que estabelece o mínimo necessário para atender à finalidade, limitando-o aos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos

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em relação à finalidade; e o da transparência, que exige clareza, acessibilidade e precisão de informações sobre os agentes que as solicitam e sobre o tratamento que lhes será dado.

O papel do Inmetro “A medida certa para oferecer confiança à sociedade e competitividade ao setor produtivo”. Foi com este conceito que a recém-empossada presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro –, Angela Flores Furtado, apresentou a nova missão do organismo em sua exposição na ACMinas. “Minha chegada ao Inmetro tem o intuito de realizar um choque de gestão, tornando-o mais próximo

Para Angela, a baixa performance, os efeitos adversos sobre a economia, o desalinhamento com as melhores práticas internacionais e com as atuais políticas de governo são as principais razões para as mudanças propostas em sua gestão. “Temos que trazer segurança e confiança para o consumo e promover a competitividade no setor produtivo”, destacou. “O que eu estou tentando implantar é o sentido de urgência e da necessidade de respostas rápidas”. Ela revelou também que o Inmetro tem cerca de 60 acordos de cooperação vigentes com instituições congêneres espalhadas pelo mundo e apresentou os números aferidos pelo órgão em 2018. Foram 684 categorias de produtos regulados, 1.108 modelos ou versões de automóveis de 34 diferentes marcas no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE Veicular), 260 mil processos de anuência de produtos regulamentados, 1 mil 900 mil processos de análises de licença para importação de instrumentos de medição e 300 relatos de acidentes de consumo recebidos pelo Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo, o Sinmac.


Na área de fiscalização, Angela destacou que o Inmetro já realizou a verificação de 28,6 milhões de instrumentos de medição, 350 mil cronotacógrafos, 626 mil avaliações preliminares em produtos pré -embalados, 178 mil exames de indicação quantitativa do conteúdo de produtos líquidos e 635 mil ações de fiscalização em produtos com conformidade avaliada. Para o presidente da ACMinas, Aguinaldo Diniz Filho o caminho é longo, mas o trabalho que a presidente do Inmetro está desempenhando é abnegado. “Não imaginava que a importância do Inmetro fosse tão abrangente”, disse. Acredito que o trabalho que a atual presidente está desenvolvendo irá contribuir muito para o crescimento e o fomento do setor produtivo como um todo”.

da empresa, reduzida de quatro para dois diretores, que foram nomeados por um processo seletivo disse. “O quadro de colaboradores também diminuiu. Tudo isso com o objetivo de sermos uma empresa de TI eficiente.” Outras medidas de economia adotadas por Paiva foram a suspensão de diversas contratações consideradas desnecessárias, entre as quais a TV Corporativa e os gastos com a manutenção de seus equipamentos. Além disso, o Diário Oficial do Estado deixou de ter a edição impressa, passando a ser exclusivamente virtual. “São medidas que trarão uma economia de R$ 2 milhões 270 mil por ano”, assegurou, afirmando que a atual gestão está focada no cidadão. “Temos por missão agilizar os processos, sempre com tecno-

logia de ponta, desburocratizar e reduzir os custos do governo.” Paiva apresentou também as ações que estão em andamento, como o programa “Inovando com o Presidente”, que consiste na formulação de soluções inovadoras para o estado e o cidadão, com participação dos colaboradores e de clientes, e melhorias no “MGapp”, aplicativo com o qual o cidadão acessa toda a gama de serviços do Estado. “Temos que impulsionar a transformação digital do Estado”, destacou, “conectando todos os processos com a sociedade e fomentando novas tecnologias, entre as quais a de um aplicativo, desenvolvido em conjunto com a Junta Comercial de Minas Gerais, que possibilitará criar uma nova empresa com alguns poucos passos e com tudo na palma da mão”.

Prodemge economiza 70 milhões/ano O diretor-presidente da Prodemge – Empresa de Tecnologia da Informação do Governo de Minas Gerais –, Rodrigo Paiva, apresentou seus projetos e o modelo que adotou ao assumir a direção do órgão. Segundo ele, “cortamos na carne.” As primeiras medidas foram tomadas na própria direção

Rodrigo Paiva apresentou projetos e modelos novos

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Gestão

Governança Corporativa, uma aliada para resultados Ao longo de seus ciclos de vida, as organizações passam por inúmeros desafios para se manterem competitivas e vivas. Um deles – talvez o principal – é o de harmonizar interesses e objetivos, muitas vezes conflitantes, entre sócios, acionistas e gestores estratégicos quanto aos rumos a se tomar. Estas questões levaram ao desenvolvimento do conceito de governança corporativa, que consiste na adoção de políticas e procedimentos de direcionamento administrativo capazes de criar parâmetros nítidos de gestão em toda a estrutura da empresa, desde a portaria até o Conselho de Administração. O tema foi analisado, em reunião organizada pelo Conselho Empresarial de Recursos Humanos da ACMinas, pela consultora Adriana Fantoni, uma reconhecida especialista em gestão empresarial que, em sua apresentação “Governança Corporativa na Prática”, destacou a importância da adoção, pelas companhias, de processos bem definidos na administração dos empreendimentos.

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Adriana: “Governança Corporativa surge quando as empresas deixam de ser familiares”

Adriana começou sua palestra lembrando que o processo de governança corporativa surgiu quando as empresas deixaram gradativamente de ser familiares e migraram para um modelo de participações acionárias ou de cotas. “Isto levou

a uma separação cada vez mais acentuada entre quem detinha a propriedade da organização e quem, de fato, respondia por sua gestão”, afirmou. “A governança veio, na verdade, como um vetor de planejamento organizacional


que envolve três pilares essenciais, o governo – ou seja, a gestão da empresa –, as políticas práticas e o monitoramento.” Há ainda, segundo Adriana, quatro princípios que devem nortear a ação desses pilares: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. “Com sua adoção torna-se possível alcançar resultados como geração de valores, melhoria de desempenho, acesso a recursos financeiros a custos mais baixos e perenidade dos negócios. Além disso, quando as funções são bem delimitadas minimizam-se os conflitos”.

O case Petronas Além da apresentação de Adriana Fantoni, a reunião do Conselho contou também com um case, o da Petronas Lubrificantes Brasil S/A, multinacional do setor de petróleo e gás que, há cinco anos, adotou os processos da governança corporativa em seu planejamento estratégico. Segundo o presidente da empresa, Marley Almeida, a iniciativa trouxe uma melhora notável no desempenho da organização. “Sua implementação contribuiu para pavimentar um ambiente que nos ajudou a responder a algumas perguntas, como sobre o que fazer para que melhore o desempenho em nossos negócios e como melhorar o núcleo operacional, entre outras”, relatou.

Marley Almeida: Governança Corporativa

O processo adotado foi detalhado pela gerente de Governança Corporativa das Américas da empresa, Patrícia Luz. Segundo a executiva, apesar de a Petronas estar no Brasil há 11 anos, a criação desse setor é mais recente. “Sua estruturação é relativamente nova, não existia, era uma página em branco, mas aos poucos fomos criando modelos de governança hoje aplicados no Brasil e nas Américas”, informou. “O projeto é dividido em duas partes. A primeira, de prevenção, inclui o Código de Ética e Conduta, o

Manual Antissuborno e Anticorrupção, assim como as políticas de denúncias e de recebimento de presentes pelos colaboradores, entre outras prescrições”, explicou. “A segunda consiste no desenvolvimento de processos e atividades internas pelos diversos setores da empresa, como o Financial Control Framework (FCF), o Risk Profile, que se refere aos riscos à corporação, e a Auditoria Interna que, atuando de forma independente, gera relatórios para o Comitê de Ética, que os analisam”, concluiu.

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Meio Ambiente

Em busca do desenvolvimento sustentável As ações em desenvolvimento pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente – Sisema, órgão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – foram um dos temas tratados em reunião realizada pelo Conselho Empresarial de Sustentabilidade da ACMinas que teve, como convidado, o secretário-adjunto da pasta, Anderson Aguilar. O foco do encontro, de acordo com o presidente do Conselho, Cleinis de Faria, foi mostrar as demandas, os projetos e os avanços pretendidos pela política ambiental de Minas. Em sua apresentação, Aguilar destacou as ações da Secretaria para assegurar a regularidade ambiental de iniciativas e empreendimentos nos mais diversos setores de atividades. “Já há em curso diversas ações de grande impacto, que certamente estão contribuindo para uma mudança de cenário”, afirmou. “O Programa de Eficiência Ambiental, a simplificação do licenciamento para intervenções com baixo impacto sobre o meio ambiente, a implantação do requerimento eletrônico para solicitações de licenciamento e de sua respectiva permissão são bons

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exemplos dessas ações”, citou. “Além disso”, prosseguiu, “temos feito atualizações constantes nas camadas da Infraestrutura de Dados Espaciais e aprimorado o fornecimento de instruções de serviço e das orientações quanto a procedimentos e aos Termos de Referência. E, finalmente”, concluiu, “temos trabalhado em ações de acompanhamento e de modernização da legislação ambiental, visando a sua racionalização, eficiência e técnica”.

Reflexos no Desenvolvimento “Tenho a sensação de que, desde que me entendo por gente, a economia mineira encolhe, o nosso giro econômico anda sempre para menos”. A afirmação, feita durante a reunião por Adriano Manetta, empresário e membro do Plenário do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), reportava uma demanda empresarial por ações capazes de conciliar os avanços na gestão ambiental com o potencial econômico do Estado. “Minas Gerais, por mais que teve

Anderson Aguilar: “ Há em curso diversas ações de grande impacto”

os seus problemas, nunca deixou de ser liderança em matéria de meio ambiente no Brasil”. Mas ressaltou: “Temos que tornar o nosso Estado e a Região Metropolitana de Belo Horizonte competitivos. Investimentos de relevância nacional têm que vir para cá, pois é isto que faz com que serviços, comércio e indústria gerem desenvolvimento”, afirmou.


Acordo

Protocolo firmado pela ACMinas amplia vínculos comerciais com Portugal

Acordo foi assinado por Maria Rafael e Aguinaldo Diniz Filho A Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) e a Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), de Portugal, firmaram um protocolo de colaboração que estabelece vínculos para atuação conjunta das duas entidades. O acordo, que foi articulado pelo Conselho Empresarial de Relações Internacionais da ACMinas e firmado pelos presidentes das duas organizações, Aguinaldo Diniz Filho e Maria Salomé Rafael, estabelece como objetivo o fomento de víncu-

los comerciais, industriais e turísticos entre os dois países, visando a investimentos e cooperação. “Com isto”, segundo Sílvio Nazaré, presidente do Conselho, “a ACMinas dá um passo importante em sua bandeira pela internacionalização de Belo Horizonte e de Minas Gerais. Este protocolo”, afirmou, “chega em momento propício como um significativo estímulo à expansão de negócios e à internacionalização das empresas mineiras.”

Para Nazaré, a iniciativa vem ao encontro do Acordo de Livre Comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia e contempla setores econômicos expressivos na balança comercial de nosso Estado. “Trata-se, neste âmbito, de um instrumento efetivo para criar oportunidades de acesso ao mercado europeu a partir de Portugal, pela região de Santarém, e, paralelamente, estabelecer um ambiente favorável para negócios e investimentos”, destacou.

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Capa

Varejo físico e virtual já caminham lado a lado Após período de retração, crescimento das vendas online no Brasil volta aos dois dígitos

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O E-commerce brasileiro, depois de um período de retração, mostrou em 2018 sinais nítidos de aquecimento, registrados pela expansão de 12,5% nas vendas. O índice, apurado em pesquisa realizada pela EBIT/ Nielsen, indica que 58 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra por meio das plataformas digitais no último ano. E a tendência, de acordo com a consultora Fabiana Eike, mentora em empreendedorismo, estratégias e negócios, é de que esta expansão tenha prosseguimento.

“Há ainda espaços significativos para o crescimento”, afirma. “O setor, que já vinha amadurecendo, entra agora em sua terceira fase, depois de ter se consolidado nos setores de entretenimento, por meio das vendas de ingressos para shows e espetáculos, de turismo - com a popularização da compra e reserva de passagens e hospedagem - e de varejo, com a comercialização de bens duráveis, como eletrodomésticos. E, agora, já avança na área de bens de consumo não duráveis, como perfumaria e cosméticos.”

Espaço a conquistar

Ferramenta contra crises

Há novidades promissoras no comércio virtual, que deverá continuar a crescer. Segundo Fabiana Eike, as compras por meio do chamado M-Commerce, em que as transações são feitas por intermédio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, vêm crescendo de maneira significativa. “Esta modalidade de comércio eletrônico”, informa a consultora, “teve uma expansão de 41% no número de pedidos em 2018, sendo parte significativa desse incremento devida a sua popularização na região Nordeste do Brasil”. O desempenho registrado pelas vendas online vem também atraindo novos empreendedores, a quem a especialista dá algumas dicas: “É muito importante ter um bom plano de negócios. O empresário não deve entrar deslumbrado nessa área, imaginando até mesmo se vai ou não dar conta de atender à demanda”, alerta. “Ter um negócio online não significa necessariamente aumentar as vendas, mas, sim, dispor de um novo um espaço que, no entanto, precisa ser conquistado.”

Esta expansão, no entanto, não significa o fim das lojas físicas. Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em junho deste ano mostra que o varejo tradicional e o comércio digital são, na verdade, complementares, e não concorrentes. A pesquisa revelou que as lojas tradicionais que entraram no e-commerce detêm 51% das vendas totais, com faturamento de R$ 27 bilhões em 2018, 12% acima do ano anterior, mostrando que a força das marcas dos varejistas tradicionais é um ponto que têm a seu favor em relação às que são apenas digitais.

A empresária Claudia Volpini, proprietária da loja O Bico das Canetas, no hipercentro de Belo Horizonte, iniciou a presença virtual do seu negócio como não mais que uma vitrine. Mas, com o passar do tempo, veio a necessidade de investir em um modelo de e-commerce. ”Foi isto que ajudou a atravessar os períodos de crise dos últimos anos, quando as vendas da loja física caíram cerca de 30%”, lembrou. “Com a loja online conseguimos recuperar 20% dessa perda. “Sem ela, nós não teríamos conseguido enfrentar a crise”, enfatizou.

E-commerce em expansão

Para entrar no segmento das vendas online, segundo Claudia, a empresa contou com o apoio e dicas de amigos e clientes conhecedores da área, e, desde o inicio, priorizou o uso de uma plataforma na qual os funcionários tivessem autonomia para editar conteúdos e fazer atualizações de forma fácil e prática do estoque disponível. Para Claudia, o maior desafio nes13


se processo de mudanças foi o de resguardar a marca, que já tem uma tradição de 65 anos. “Temos, por isto, clientes mais velhos, que não costumam fazer compras online, preferindo a loja física. Mas a loja virtual acabou por agregar novos consumidores”, concluiu. Um caso semelhante é o da loja Ypslon, referência em fast fashion do Barro Preto, em Belo Horizonte. Sua proprietária, Joyce Rocha, lembra que só adotou o e-commerce quando, em meio a uma crise de mercado, encontrou-se à beira de fechar as portas. “Eu já havia reduzido minha margem de lucro, optando por ganhar pouco para ganhar na quantidade, mas sem muito resultado”, lembrou. “Na época, há uns quatro anos, o aplicativo de fotos Instagram havia se tornado uma febre. Então criei um perfil para a loja e comecei a expor meus produtos, porém utilizando fotos de modelos reais”. E o resultado veio logo: o faturamento aumentou em 10 vezes. “Descobri que é preciso mostrar a realidade do produto para as pessoas. Agora faço isto”, resumiu a empresária.

Thiago Mendes inova na assistência médica

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Ypsolon: Fast Fashion referência em BH

O valor da especificidade Para a consultora de e-commerce Cláudia Ligório, sócia-fundadora das empresas Mercado Craft e Fazendinha em Casa, é preciso destacar a importância de se investir

na especificidade do produto para que se possa pleitear a atenção dos consumidores web diante da pulverização de marketplaces e megastores, formatos de e-commerce que reúnem diversas lojas e produtos em um só lugar. Cláudia ressaltou a importância do associativismo, mas defende que haja discussões a respeito, de modo que o pequeno empreendedor consiga, por meio da especificidade, posicionar-se frente às grandes empresas e às condições mais competitivas que estas oferecem. Caso típico neste contexto de especificidades, o empresário Thiago Mendes vai ainda mais longe em sua crença no potencial do ecommerce no Brasil. Sócio fundador da Agenda Consulta, em Itaúna, no Oeste Mineiro, ele aposta no seu avanço também na área de assistência médica. A startup que criou propõe o agendamento e pagamento de consultas feitos diretamente por meio de um aplicativo, o que aproxima e simplifica a relação médicos/ pacientes.


Superando gargalos Um dos grandes problemas para o e-commerce é de natureza logística. Por isto, a EBCT lançou um programa, o Correios Log+, que tem como principal objetivo facilitar a prática do e-commerce pelo pequeno produtor ou lojista. O sistema oferece alternativas de contratos com taxas competitivas, além dos serviços de atendimento de pedidos, armazenamento, logística e distribuição. Informações podem ser obtidas pelo telefone 3003 0800 – opção 3, ou pela internet, no blog. correios.com.br/correioslog/

ECBT criou programa que facilita a prática do e-commerce

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Governo

O Turismo e a Cultura como alavancas do crescimento “Minas Gerais precisa entrar na ‘guerra fiscal’ de incentivo à aviação”. A afirmação, feita pelo Secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Matte, em reunião plenária da ACMinas, referia-se à decisão do governo paulista de reduzir a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação – o que, segundo o secretário, reduz a competividade de nossos aeroportos. E foi a aviação, exatamente, um dos principais temas que abordou em sua apresentação. Matte afirmou que tem pretende aumentar em 46% o número de voos nacionais e internacionais no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte até o fim do seu mandato, e que tem no seu fortalecimento uma de suas metas mais relevantes. “O turismo é extremamente importante para a economia mineira, e o fortalecimento daquele terminal aéreo é uma condicionante dos resultados”, disse. Sua ideia

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Matte: “Setores fundamentais para a economia de Minas”

consiste em revocacioná-lo para o papel de aeroporto-indústria e, paralelamente, fazer dele um hub turístico. “Mas, para isto, será preciso melhorar seu acesso viário e logístico.” Em sua apresentação, na qual destacou o entusiasmo e compe-

tência da equipe que encontrou ao assumir a pasta, Matte falou também sobre a formulação do plano estratégico da Secretaria, que visa a construção de um modelo de gestão com foco em resultados. “A economia criativa no Brasil”, relatou, “significa mais de 4,6 milhões de empregos, ou


seja, 10% do total do Estado. E sua importância pode ser medida pelo retorno que oferece, uma vez que para cada real investido correspondem R$ 1,60 em arrecada-

ção de impostos.” Outras metas apresentadas pelo secretário foram a ampliação em 46% do fluxo turístico no Estado,

expansão em 30% da taxa média de ocupação hoteleira em Belo Horizonte e, em 20%, o número de roteiros turísticos, especialmente nas áreas cultural e religiosa.

Up Magazine

cas. Segundo Carlos Dias, diretor regional da companhia no Estado, a empresa está confiante nos resultados do trabalho que aqui vem desenvolvendo. Dias apresentou as estratégias com as quais a aérea vem direcionando seus negócios. “Estamos fomentando a expansão de eixos mais econômicos para pequenas e grandes empresas”, disse. Também destacou

o TAP Corporate, um programa de fidelidade direcionado especialmente a pequenas e médias empresas, capaz de reduzir os custos das viagens. “Sempre que empresários ou seus colaboradores viajam pela TAP geram-se saldos que, cumulativamente, podem ser utilizados como forma de pagamento de viagens e de produtos TAP”, concluiu.

Na mesma plenária aconteceu o lançamento de nova edição da “Up Magazine”, revista de bordo da TAP, que traz uma ampla reportagem sobre Minas Gerais, destacando suas atrações turísti-

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Seguros

Vistoria dos Bombeiros é tema de reunião do Conselho “O impacto do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros na Produtividade das Seguradoras” foi tema de discussão em reunião do Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas, na qual seu presidente, Sergio Frade, defendeu a necessidade de discutir, a partir das apólices de seguros, os parâmetros da AVCB. “Trata-se de uma garantia para o segurado”, afirmou. Seu entendimento foi compartilhado por Rogério Alvarenga, da Liberty Seguros, para quem o AVCB, obrigatório para prédios residenciais, comerciais e industriais, é realmente um fator de proteção. “O documento atesta, por meio de vistoria, que o imóvel possui condições de segurança contra incêndios”, afirmou. Segundo Alvarenga, em uma análise realizada sobre seguros no mercado, 83% dos imóveis apresentavam falhas no sistema de proteção, o que poderia deixar o local inutilizável. “O AVCB é um instrumento de proteção patrimonial e da vida”, disse.

Encontro destacou importância das vistorias CBMMG

O encontro teve também a participação do chefe de Divisão de Pesquisa da Diretoria de Atividades do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Major Carlos Mesquita. Segundo ele, a corporação tem um compromisso com a precisão das averiguações. “O processo de análises está mais eficiente”, disse. “Após a identificação de irregularidades, seu cronograma entra no prazo de prorrogação, possibilitando a avaliação do responsável técnico e a entrega do laudo em tempo hábil, de modo a não acarretar sanções administrativas ao local durante o período, de acordo com a classificação de

cada área”, informou. Ele anunciou ainda que, em breve, estará no site dos bombeiros , a disposição de todos, a solicitação de AVCBs. Segundo o major Mesquita, há em curso no CBMMG um processo de desburocratização da aprovação de projetos de abertura de novas empresas. A consulta para o acompanhamento das tramitações, por exemplo, pode ser feita pelo número do processo. “Atualmente temos, no Estado inteiro, 56% dos projetos aprovados na primeira análise, o que acontece entre 4 e 20 dias”, concluiu.

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Mulheres Empreendedoras

Conselho lança programa de Mentoria O Conselho Empresarial da Mulher Empreendedora da ACMinas (CEME-BH) apresentou no início de agosto, em evento realizado na sede da entidade, o programa Mentoria para Mulheres, uma ferramenta de desenvolvimento profissional que consiste na ajuda oferecida por alguém experiente a outro com menos experiência. No encontro, além do anúncio das participantes, houve palestras da presidente do organismo, Alessandra Alkimim, que falou sobre “Três estratégias para empreender agora”, e da diretora Priscilla Duarte (“5 atitudes eficientes para um MEI ter Sucesso”), além de

um bate-papo com Carol Bolsoni, da Chef n’ Boss. Alessandra Alkmim, que é fundadora da plataforma Mulheres do Futuro e da Startup AddHere, ressaltou a

importância de se ter uma visão de contexto de mundo ampla e compartilhada, de se ter entendimento e clareza para se ajustar aos momentos e entender o seu tempo e, além disso, sobre necessária agilidade

O MUNDO PEDE AGILIDADE. O MUNDO PEDE CONEXÃO. COM OS SERVIÇOS DE SOLUÇÕES LOGÍSTICAS INTEGRADAS DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE BELO HORIZONTE, A SUA EMPRESA VOA MAIS ALTO. O terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte tem uma área de armazenamento de 12 mil m2 e 11 posições exclusivas para aeronaves cargueiras. Localização privilegiada: a 1 hora de voo das cidades que somam 86% do PIB, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, dentre outros; Integração com as principais rotas e eixos rodoviários; Serviço de nacionalização de carga marítima; Serviço de armazenagem sob o regime de entreposto aduaneiro, com suspensão dos impostos de importação e nacionalização parcial; Mais de 3.000 m3 de Câmaras Frias, operando de -20ºC a 25ºC graus qualificadas e certificadas para receber produtos de temperatura controlada.

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para tomar as melhores decisões. Priscilla destacou a importância de sonhar e de colocar o sonho no papel para que se possa torná-los realidade. Ela apresentou, ainda, aquilo que chama de “mapa da vida” – uma ferramenta que auxilia a identificar e conhecer as habilidades pessoais e os pontos fortes para, a partir deles, fundamentar planos de empreendimentos coerentes com a própria zona de talento. “Quando o nosso negócio é verdadeiro, as pessoas se conectam com ele”, disse Príscilla. Já Carol Boss, ex-MEI e cofundadora da Chef n’ Boss, falou sobre seu empreendimento. Juntamente com seu companheiro Keki Ferrari, eles produzem e vendem molhos diferenciados em todo o país e aprenderam com os erros do crescimento. “Até rio deles”, revelou. Carol falou também sobre os bônus e os ônus de se criar um negócio em meio à crise.

Confira as novas mentoradas do CEMEBH: 1. Valeria Danucalov/ Fátima Azeredo

9. Ilidia Torres de Souza, Icozinha Buffet

2. Paula Valente, gestão de talentos

10. Taciana Scalon, bags estilosas

3. Roberta Simões, “ Gostosuras da Beta”

11. Rosemeire Aquino, colágeno Hidrolisado

4. Ludmila Jorge, panificação

12. Ariadna Oliveira, estética automotiva

5. Janaina Moura, “Um sorriso por uma foto”

13. Ana Naves, “Studio Asteri”

6. Paloma Amaral, “Ateliê Art Class”

14. Ana Amorim, panificação

7. Rozane Sartori, “Artezane BH”

15. Denise Diniz, “Portal Revi”

8. Elisa Dias, “Casa dos Poliglotas”

16. Josiane Souza, “Tia Lia Doces”

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Opinião

Os desafios dos jovens empresários e os espaços que estão conquistando no mercado Dino Bastos

Presidente da ACMinas Jovem

Os desafios que cercam os empresários no Brasil são diversos e, como sabemos, variam desde a alta carga tributária até a burocracia exagerada, confirmando, na prática, a trágica posição de 109º país do mundo no Ranking Doing Business 2019, do Banco Mundial, em ambiente de negócios. Além disso, os avanços tecnológicos, que surgem a todo instante, colocam em risco a existência de inúmeras empresas em praticamente todos os segmentos e são uma ameaça constante ao empreendedor. Nesse contexto, os executivos com menos experiência sofrem para adequar suas ideias e negócios à estrutura legislativa atual, que trava o desenvolvimento da empresa. E ainda precisam lidar com possíveis players que podem rapidamente substituir seus produtos e serviços por outros mais escaláveis e baratos.

Apesar disso, o jovem empresário brasileiro vem se destacando e mostrando repertório para desenvolver soluções para os consumidores e consolidar modelos de negócios com grande alcance e alto volume de vendas. Especialmente na área de Inovação e Tecnologia, o desenvolvimento do empresário jovem se torna ainda mais evidente. De acordo com a Associação Brasileira de Startups, em 2012 haviam 2.519 startups cadastradas, e, cinco anos depois, o número saltou para 5.147. Destas, 72% são lideradas por jovens entre 25 e 40 anos de idade. São dados que podem ser ilustrados pelos “unicórnios”, empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares, representados no Brasil por 99, Nubank, Gympass, Stone Pagamentos e Arco Educação. A grande maioria delas, têm, entre seus fundadores, empresários jovens.

Com base em relatos de executivos jovens de sucesso, o ambiente ideal para o desenvolvimento de suas carreiras e negócios inclui mentoria, incentivo e estudos sobre empreendedorismo, contato constante com pessoas que podem contribuir na alavancagem de seus negócios e conteúdos relevantes que possam ser levados para o dia-a-dia empresarial. Isto reforça a importância do associativismo como um instrumento para o desenvolvimento das carreiras e empresas lideradas por jovens, pois oferece toda essa estrutura necessária e ainda permite o contato com pessoas que possuem atitude colaborativa e que se desenvolveram em áreas diversas. A ACMinas Jovem, como é conhecido o Conselho Empresarial de Jovens da ACMinas, tem o orgulho de dizer que pauta sua atuação por essas entregas e por esse ambiente, plenamente alinhados com aqueles que já atingiram o sonho grande e que são exemplos.

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ENERGIA FOTOVOLTAICA

PARA NEGÓCIOS MAIS SUSTENTÁVEIS.

A energia renovável é um dos diferenciais que faltam para a sua empresa aumentar a competitividade. O Minas Solar é um evento realizado pelo Sebrae, com o objetivo de mostrar como a energia fotovoltaica pode ser um ativo importante para reduzir os custos da sua empresa e torná-la mais eficiente. Uma oportunidade exclusiva para a sua empresa aprender a investir com inteligência na energia do futuro.

DIA 3/9 • FAÇA SUA INSCRIÇÃO ATÉ O DIA 30/8 Sebrae Minas — Av. Barão Homem de Melo, 329

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