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JORNAL

ANO XXXV - Nº 1199 - MARÇO E ABRIL DE 2018

CONFINS

PERTO

LIDERANÇAS EMPRESARIAIS CLAMAM POR MELHORIAS NA ACESSIBILIDADE AO AEROPORTO INTERNACIONAL DE BH

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Inaugurada há quase dez anos, a chamada Linha Verde não tem mais capacidade de atender ao tráfego para o Aeroporto Internacional e municípios da região

1º FÓRUM DO CLUBE DE IDEIAS O professor Virgílio Almeida destaca urgência da reinvenção de modelos de negócios tradicionais. PÁGINAS

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TIME REFORÇADO

MOBILIDADE

Belini assume vice-presidência da ACMinas. PÁGINA

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Wilson Brumer não descarta a privatização da Linha Verde como solução para a acessibilidade.

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EDITORIAL

MUDAR PARA EDUCAR (Ou: a educação, desesperadamente) Lindolfo Paoliello Presidente da ACMinas

EXPEDIENTE

Quando Darcy Ribeiro criou no Rio de Janeiro os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública), com decisivo apoio político de Leonel Brizola, empreendia resposta radical ao desafio da educação no Brasil. Os CIEPs, acolhendo os alunos em tempo integral, proporcionavam às crianças educação, alimentação, assistência médica, esportes e atividades culturais. Só podia mesmo ser obra de um antropólogo. Empreender a educação é tarefa que requer conhecimento integral

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do ser humano e o seu comportamento social. Para conhecer uma sociedade é preciso saber como, ali, o ser humano nasce e cresce; como o homem se alimenta, como o homem trabalha; como o homem reza, como ele se diverte; como o homem adoece e como o homem morre. Prepararse e preparar alguém para essa tarefa é trabalho em tempo integral. Assisti, um dia desses, a uma reportagem sobre a violência na periferia de uma grande cidade brasileira. Em dado momento o repórter

entrevistou um menino. Ele devia ter uns 10 ou 12 anos. Tinha na mão uma AK-47. - “Você não tem medo de morrer?” – “Medo por que? Aqui a gente sabe que vai ser morto de uma hora pra outra. Então eu não ligo pra mais nada. “Estava ali uma criança desesperada. Fala-se tanto em menor abandonado”. A cena que eu acabava de assistir trouxe-me a

PUBLICAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE MINAS Registro nº 647 no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de Belo Horizonte Redação: Av. Afonso Pena, 372 – Centro – BH – MG – CEP: 30130-001 Assessor de Comunicação: Antônio Rubens Ribeiro Tel.: 3048-0715 e 3048-0714 – e-mail: imprensa@acminas.com.br Editora Responsável: Gabriela Carvalho – Reg. Prof.: MG 13549 JP Presidente: Lindolfo Paoliello Presidente de Honra: José Alencar Gomes da Silva (in memoriam) Vice-Presidentes: Aguinaldo Dinis Filho, Cledorvino Belini, Fábio Guerra Lages, Hudson Lídio de Navarro, Hélcio Roberto Martins Guerra, José Mendo Mizael de Souza, Marcos Brafman, Modesto Carvalho de Araújo Neto, Paulo Eduardo Rocha Brant, Paulo Sérgio Ribeiro da Silva, Ruy Barbosa de Araújo Filho, Sérgio Bruno Zech Coelho, Wagner Furtado Veloso e Wilson Nélio Brumer

Revisão: Vera De Simoni (De Simoni Comunicação - 31 3427-1827) Projeto Gráfico e Diagramação: CMR Comunicação 31 99675-6188 Publicidade: José Carlos Cruz – 31 3048-9560 publicidade@acminas.com.br Estagiários: João Victor Morato e Izabella Bontempo Fotos: Fábio Ortolan Impressão: Gráfica Del Rey

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AS EMPRESAS DETÊM ideia de que o menor abandonado é a criança que se abandona e, assim, passa a desesperar. Assegurar à criança um propósito na vida. Não seria este um apelo crucial para o Brasil empreender a educação? Quero dizer: empreender como decidir realizar, pôr em execução, dedicar-se integralmente e transformar em realidade. Por que isso não acontece? A resposta é esta: a educação de qualidade não é, no Brasil, uma demanda política. Já ia me preparando para chutar em gol, mas opto por dar um passe para que um craque conclua a jogada. Cláudio de Moura Castro tem feito a diferença ao nos permitir, com o exemplo que nos dá cotidianamente, a transcendência de um professor em educador. Dentre tudo o que já escreveu, tenho como o mais expressivo para o momento brasileiro um artigo que se aproxima de ensaio. Seu título é “a inovação só viceja no Brasil novo”. Naquele texto, esta afirmação crucial: “Queremos o apoio político do Brasil Velho para o desenvolvimento de valores que não são compartilhados pela maioria que

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CONHECIMENTO. COM ELE SE DESENVOLVEM E ALGUMAS TÊM MUDADO O MUNDO

precisa apoiar a sua propagação”. É de arrepiar sermos chamados a perceber que temos confiado a formulação dos ditames da educação de base no Brasil a um ambiente decisório sob o comando de oligarquias entrevadas. Interrompo o raciocínio para encaixar curto comentário sobre aquele que me parece o grande enigma do Brasil, no campo político: a opção entre o velho e o novo. Substituir velhos diabos por santos, lembrando que àqueles se acrescentam (está na moda) cavaleiros templários. Mas vamos deixar de lado a política e observar o professor Cláudio de Moura Castro fazer o gol: “Precisamos entrar em colisão com a cultura do atraso”, primeiro drible. E lá vai ele: “Os valores chegam mais eficazmente aos resultados pelos

exemplos, pela modelagem do comportamento com os valores”. Novo drible: “Embora a Educação seja o fator mais poderoso na modernização, as empresas mostraram também um significativo poder de transformação”. E dispara o chute em gol: “É tempo de avançar ao máximo nessa direção, tornando claro para as empresas o que podem fazer nesta cruzada de modernização dos valores e atitudes”. De tudo, fica a reflexão sobre a possibilidade de estarmos caminhando na direção errada. De se pretender fincar a bandeira da educação em um ambiente onde os valores que conduzem à educação de qualidade não são compartilhados. A educação não interessa ao Brasil velho. Convém aos empresários pensar sobre isto porque desta reflexão pode resultar o Brasil Novo. Pode ser um bom começo conhecer o que vêm realizando em cooperação o Conselho Empresarial da Educação da ACMinas, a Conspiração Brasileira pela Educação e a Aliança Brasileira pela Educação.

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SEMANAIS

ACMINAS EM MOVIMENTO Reuniões Semanais da Diretoria trazem à pauta de debates as principais questões do ambiente empresarial Realizadas regularmente às terças-feiras, na sede da entidade, as reuniões plenárias semanais da ACMinas têm sido dedicadas ao ágil acesso dos diretores e associados da entidade à avaliação das grandes questões empresariais. As mais recentes abordaram os impactos das moedas digitais nos negócios, as criptomoedas e o blockchain, liderança, licenciamento ambiental e educação.

A INFLUÊNCIA TECNOLÓGICA NA ECONOMIA A semanal sobre “Os impactos das moedas digitais nos negócios: a força da junção das criptomoedas e o blockchain” estava a cargo do engenheiro Augusto Salles, da UFMG, pesquisador, programador em blockchain e pioneiro na implantação de criptomoedas em Minas Gerais. Apresentado por Paulo Renato Cabral, presidente do Conselho Empresarial de Inovação, que promoveu o encontro, Salles começou sua apresentação esclarecendo o significado dos termos blockchain (corrente de blocos) e criptomoeda. O primeiro designa a tecnologia que distribui e compartilha dados das transações, seus registros e o comportamento de determinados mercados. Já as criptomoedas são o lastro digital das transações e asseguram sua validade. “É o blockchain que viabiliza as

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criptomoedas”, explicou, “constituindo um instrumento ágil, confiável e transparente de validar informações. Qualquer empreendimento, seja pequeno, seja médio ou grande, pode se beneficiar com o uso desta ferramenta em seus negócios”. Salles lembrou também que ela contribui para reduzir a burocracia e simplificar relações contratuais complexas, uma vez que os registros das

informações são feitos dentro do próprio sistema. “Acredito que essa tecnologia não tem volta, não tem nada que a detenha. Espero e confio que as grandes potências, os governos de todo o mundo vão encontrar maneiras de conciliar a criptomoeda com os sistemas de operação atuais”, previu. “Trata-se de uma tecnologia que traz muito mais benefícios que dificuldades”, concluiu.

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O LUGAR DA LIDERANÇA Profissional com grande experiência nas áreas de Liderança em Recursos Humanos, Terceiro Setor, Gestão de Pessoas, Coordenação de Equipe, Implantação de Programas Sociais e Voluntariado, a consultora Marise Drumond abordou, em “Semanal”, o tema “Liderança: a responsabilidade é minha”. O papel da liderança e o lugar da mulher em cargos estratégicos, de acordo com Marise, envolvem reflexões sobre a necessidade de habilidade comportamental para que mantenha

na função. “Esses cargos exigem responsabilidades e exemplos”, afirmou. “É preciso aprender a ter jogo de cintura, pois para assumi-los é preciso liderança, é preciso ser protagonista,

querer fazer uma história diferente. E querer fazer uma história diferente pressupõe abrir mão de uma série de coisas”, concluiu. O encontro incluiu também a posse da nova presidente do Conselho Empresarial da Mulher Empreendedora, órgão responsável por sua organização, Alessandra Alkmim. Segundo ela, sua gestão, que inclui novas conselheiras, será caracterizada por um trabalho conjunto, no qual o foco é incentivar a mulher a assumir papéis de liderança.

OS AVANÇOS DO CONTROLE AMBIENTAL Realizada com o apoio do Conselho Empresarial de Sustentabilidade da ACMinas, a primeira Semanal de abril teve como pauta os avanços conquistados nos processos de licenciamento ambiental em Minas Gerais. As mudanças foram apresentadas pelo Secretário de

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Estado Adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Anderson Aguiar, que lembrou ter feito há um ano, na ACMinas, uma exposição semelhante. “Em comparação com o que vigorava então, houve significativa simplificação”, afirmou. Aguiar sustentou também a importância do licenciamento ambiental, significativo instrumento da gestão pública para exercer controle sobre as atividades humanas que interferem no meio ambiente, e destacou os avanços obtidos na legislação. “O principal deles

foi a publicação da Deliberação Normativa 217, que aperfeiçoou o marco regulatório do licenciamento ambiental em Minas”, afirmou, “adequando-o ao cenário nacional e, também, ao contexto internacional”. Aguiar ainda falou sobre a adoção de discussões temáticas nas câmaras técnicas e a ampla participação popular nos debates. Para o presidente do Conselho de Sustentabilidade, Cleinis de Faria, “as mudanças precisam aperfeiçoar os mecanismos de controle ambiental sobre o setor produtivo sem que haja perdas na qualidade da fiscalização daquilo que é exigido pelo Estado. A sociedade também clama por isso”, concluiu.

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EXEMPLO O professor Jouberto Uchôa de Mendonça, reitor da Universidade de Tiradentes, em Sergipe, foi convidado pelo vice-presidente do Conselho Empresarial de Educação da ACMinas, Cláudio de Moura Castro, para contar sua história durante uma reunião semanal. Com uma vida marcada por superação e crescimento, Jouberto foi o criador da primeira faculdade particular de Sergipe. “Nossa história aconteceu. Nunca sonhei em ser professor na vida, mas trabalhei em um colégio onde eu passei por todos os cargos, de porteiro a

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diretor”, afirmou. Mais tarde, ao perder o emprego, decidiu criar o próprio colégio, que foi o primeiro estabelecimento particular do estado. “Almejamos mais, queríamos uma faculdade, e a requeremos ao Ministério da Educação em 1972. Fomos a primeira faculdade particular de Sergipe”. Com o sucesso, o crescimento continuou, e 22 anos depois houve a iniciativa do colégio e, depois da faculdade, que se transformou em

universidade. Hoje, com 60 mil alunos formados, 60 universidades conveniadas em 17 países (a mais recente é de Boston, nos EUA) e, com a implantação o Instituto Tiradentes, Jouberto percebe que alçou grandes voos e chegou onde nunca poderia ter imaginado.

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FUTURO, JÁ! Encontros quinzenais vão contribuir para o empresário viver à frente do seu tempo Chapinotte, diretor da Gartner em Minas Gerais, apresentou o sensoriamento como ferramenta do futuro

Sessões periódicas, que acontecerá em terças feiras alternadas, antes das semanais, as “Quinzenais” têm por objetivo levar ao debate temas relacionados às novas tendências trazidas pelos avanços tecnológicos. A primeira delas, realizada em março, contou com apresentação de Celso Chapinotte, diretor do Grupo Gartner em Minas Gerais. Baseado em análises que a Gartner elabora continuamente, visando a projetar mudanças comportamentais como hábitos de consumo, profissões e tendências da formação educacional, Chapinotte traçou um retra-

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to do futuro. “Estamos passando pelo fenômeno da 4ª Revolução Industrial, que nada mais é do que a quebra da barreira entre homem e máquina”, afirmou. “Ela afeta todo tipo de atividade, e não apenas a indústria. O futuro é sensoriamento, que já tem muitas aplicações, como em monitoração de cargas, em lixeiras públicas e até em pantufas especiais usadas por idosos”. Ele destacou que as empresas precisam acompanhar essa evolução. “Grandes companhias como a GE estão se reinventando para se adapta-

rem às mudanças exigidas pela Era Digital e a Indústria 4.0. A empresa que não mudar e não operar de forma bimodal, aprendendo a atuar de forma mais flexível, perderá mercado”, previu. Para o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, a apresentação de Celso Chapinotte foi um exemplo preciso do foco das “Quinzenais”: a preparação para o futuro. “O mínimo que um empresário tem que fazer é se preparar, qualificando-se já para não ser surpreendido pelas mudanças aceleradas que estão acontecendo”, concluiu.

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ESCOLA ACMINAS DE NEGÓCIOS CAPACITARÁ GESTORES PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS No Ano do Associado, parceria com escolas de grande reputação embasa iniciativa da entidade

A Escola ACMinas de Negócios surge para melhorar a eficiência, a competitividade e a produtividade por meio de cursos e programas de treinamento nas áreas de gestão, ensino e inovação, moldados para o perfil de seus associados. A iniciativa consiste em um programa permanente de cursos, presenciais e a

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distância, abrangendo diversas áreas da gestão empresarial. Viabilizada por parcerias com instituições reconhecidas pela excelência: a Escola de Gestão Aquila, a Universidade Fumec e o CTIT-UFMG, que terão currículos especialmente formulados e oferecerão descontos aos associados da ACMinas.

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Vamos trazer uma série de cursos, dentro do

nosso programa de parcerias, para oferecer aos associados da ACMinas capacitação com foco em resultados.”

Paulo Coimbra – Diretor de Operações da Escola de Gestão Aquila

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ESCOLA DE GESTÃO AQUILA Um dos dois cursos da Aquila, especializado na capacitação em gestão corporativa, oferece o “Programa de Formação de Gestores ACMinas”, curso com foco na aplicação e métodos desenvolvidos para a melhoria de resultados. Nele, os participantes terão oportunidade de escolher um projeto real de melhorias na sua área que será acompanhado por meio de monitoria. O outro é o “Plataforma do Futuro”, curso de imersão que coloca em prática os conceitos da Indústria Criativa. Com três dias de duração, ele tem início a bordo de um vagão do novo trem da Vale e prossegue no Centro de Treinamento da Pedra Corrida, no município de Periquito (MG). Ali serão desenvolvidas atividades práticas, com simulação de situações vividas no cotidiano das empresas.

UNIVERSIDADE FUMEC A FUMEC, que oferece aos associados descontos de 15% nas matrículas e mensalidades, terá cursos de Graduação a Distância (EaD), que pro-

porcionam, além da reconhecida qualidade do ensino, a flexibilidade necessária para conciliar estudos e trabalho. Dentre os dez cursos oferecidos, cinco são de bacharelado (Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção, Pedagogia e Sistemas de Informação) e os demais de graduação tecnológica – Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Segurança Privada, Gestão Financeira, Processos Gerenciais e Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações.

CTIT-UFMG A parceria com a Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da Universidade Federal de Minas Gerais possibilita a participação dos associados da ACMinas no “Programa de Desenvolvimento de Soluções Inovadoras”, que propicia aces-

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Viemos oferecer ensino a distância, com

algumas atividades presenciais absolutamente necessárias sendo realizadas na própria ACMinas.”

Professor Marco Túlio – Diretor da FUMEC

so a tecnologias já desenvolvidas pela UFMG assim como à criação de novas a partir de demandas das empresas associadas. O projeto, que dá sequência à parceria firmada no ano passado por iniciativa do Conselho Empresarial de Inovação, inclui áreas como as de Biotecnologia, Engenharia, Química e Tecnologia da Informação.

A UFMG está preparada tanto para fornecer acesso a tecnologias que já

estão no portfólio da UFMG quanto para atender demandas que exijam novos desenvolvimentos na Universidade.”

Juliana Crepalde – Coordenadora geral do CTIT-UFMG JORNAL

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SOCIEDADE E ECONOMIA DIGITAL Etapa inicial do Fórum Empresário-Empreendedor tratou das novas relações advindas do mundo da Internet e das estratégias digitais “O desafio é polarizar o ecossistema em direção à economia digital”. Assim o professor Virgílio Almeida, titular do departamento de Ciência da Computação da UFMG e professor associado de Harvard, definiu o tema que lhe foi atribuído no 1º Fórum Empresário-Empreendedor – Avançar do mundo da internet às estratégias digitais. Originado dos debates do Clube de Ideias ACMinas – cujo mentor, o criador da Embraer, Ozires Silva, abriu o evento com uma mensagem em vídeo –, o fórum foi viabilizado por meio de parceria com o UniBH, do grupo Anima, com o objetivo de capacitar empreendedores para a percepção das oportunidades que os desafios da era digital oferecem. Almeida apresentou as “Oportunidades e Desafios da Economia Digital” utilizando os exemplos de grandes empresas que cresceram e vislumbraram um futuro tecnológico, como Netflix, Uber e Facebook. Ele reiterou o papel do Clube de

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Virgílio Almeida: “Oportunidades e Desafios da Economia Digital”

Ideias – o de mostrar oportunidades para desenvolver o empreendedorismo – e fez uma comparação reveladora das mudanças que o mundo digital provocou no meio corporativo. “Das cinco maiores empresas por valor de mercado em 2001, a Microsoft aparecia como a única de tecnologia”, afirmou. “Em 2016, todas as cinco maiores são Apple, Alphabet, Amazon, Facebook e a própria Microsoft – são empresas tecnológicas”. Ele destacou também o incerto futuro do emprego em tempos digi-

tais e exemplificou com dados que confirmam a tendência de extinção de muitas profissões e ocupações. Concluindo, Virgílio Almeida deixou alguns questionamentos para reflexão: “Como educar as pessoas para um mundo digital automatizado? Como mudar a educação o suficiente para atender às demandas do futuro digital? Os diplomas de curso superior ainda serão importantes? O que os trabalhadores podem fazer agora para se preparar? Haverá empregos suficientes?”

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Eduardo Lobo: “Viemos buscar inspiração e conhecimento do modelo que já deu tão certo”

Pedro Menezes: “Estamos em permanente conexão”

CONEXÕES O conferencista seguinte foi Pedro Menezes, idealizador do Órbi Conecta, espaço colaborativo de fomento à inovação e ao empreendedorismo. Menezes fez uma retrospectiva dos avanços cíclicos do mundo dos negócios, começando pela Revolução Agrícola, passando pela Revolução Industrial e chegando ao emaranhado das estratégias digitais de hoje. “Estamos em permanente conexão”, relatou, explicando como se construiu a jornada de colaboração do Órbi. “Nele temos startups em diferentes níveis de maturidade, num ambiente fértil em

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conexões, apropriado para a construção de trajetórias de crescimento e sucesso”, destacou. Outra contribuição relevante foi o depoimento do presidente da Associação Baiana de Startups, Eduardo Lobo. “Estamos criando o San Pedro Valley de Salvador e viemos buscar inspiração e conhecimento do modelo que aqui deu tão certo”, disse. Estamos crescendo aos poucos lá em Salvador, mas as boas conexões já estão acontecendo.” Ao final das apresentações, os participantes tiveram oportunidade de, durante um work coffee, trocar expe-

riências e criar novas conexões. Nas próximas quatro etapas do Fórum Empresário-Empreendedor, os temas serão “Crescendo apesar das incertezas: como alavancar o crescimento sustentável e de alto impacto para a nova realidade”, “Novos horizontes do marketing: dos consumidores globalizados às mudanças nas organizações”, “Cultivando talentos para o crescimento: transformando empresas a partir das pessoas” e “Reinventando, desenvolvendo e construindo negócios: a importância do planejamento para o sucesso”.

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RELAÇÕES INTERNACIONAIS

AÇÕES DO CONSELHO GERAM CONVITES PARA COOPERAÇÃO A ACMinas foi convidada pela Embaixada dos Emirados Árabes Unidos no Brasil a expor detalhes de suas ações em favor da expansão dos negócios internacionais à nova embaixadora daquele país no Brasil. As iniciativas da entidade serão apresentadas durante a reunião de recepção à diplomata, que na sua visita a Minas estará acompanhada por uma delegação de empresários árabes. Outro convite similar partiu da

Embaixada da Espanha, que propôs uma reunião entre o presidente da ACMinas e o embaixador espanhol, a ser agendada para acontecer durante visita do embaixador ao Estado. De acordo com a presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais, Monica Cordeiro, convites como esses representam um reconhecimento à atuação da ACMinas em favor do incremento de negócios globais entre Minas e o

mercado mundial. “No centro dessa estratégia para expansão de transações bilaterais está, sem dúvida, o Minas Guide”, afirmou Monica. “Os acessos a sua versão digital vêm mostrando contínuo aumento, enquanto a publicação impressa está sendo distribuída no exterior por mais de 60 embaixadas brasileiras, além de várias instituições e organismos de fomento ligados ao comércio global.”

COMPARTILHAMENTO DE EXPERIÊNCIAS O Conexão Internacional ACMinas/SKEMA Business School, programa de intercâmbio criado pelo Conselho Empresarial de Relações Internacionais, promoveu novos encontros entre os estudantes estrangeiros que participam da iniciativa e empresas

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mineiras. Desta vez, eles foram realizados nas empresas Investor, do setor financeiro, no restaurante Dona Lucinha, parceiro de primeira hora do projeto Internacionaliza BH, e no Instituto Coração de Jesus (ICJ), da área de educação.

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Os encontros possibilitaram aos estudantes conhecer o business de cada uma dessas empresas e formular, em conjunto, projetos focados no aumento da capacidade de interação com públicos internacionais, assim como na qualificação de suas atividades. Paralelamente, as visitas proporcionam aos estudantes uma oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre o ambiente de negócios de Minas Gerais. Para a empresária Márcia Nunes, do Dona Lucinha, “a experiência de intercâmbio com estudantes estrangeiros no restaurante significou fortalecer o elo com uma

das mais belas experiências que já vivemos, a nossa participação no Internacionaliza BH”. Já o estudante norte-americano Edmond Di Cambio, da SKEMA Business School, considerou como positiva a experiência. “Ela nos ajuda a conhecer, entre outras peculiaridades, o mercado de trabalho no Brasil, além de ter possibilitado constatar que as pessoas aqui são muito gentis. E isso contribui bastante para o nosso aprendizado”. A próxima rodada do Programa Conexão Internacional ACMinas e SKEMA Business School será em maio.

GENTE NOVA Uma novidade no Conselho de Relações Internacionais é a chegada de novos membros: Agora, Taynan Saback, do Grupo Martini Saback, e Tania Reis, do Grupo Serpa, empresas com forte atuação no mercado global, passam a atuar no organismo, agregando a ele suas expertises.

NOVO VICE-PRESIDENTE

A diretoria executiva da ACMinas passa a contar com o empresário Cledorvino Belini (centro da foto), ex-presidente da Fiat Automóveis e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), empossado como vice-presidente da ACMinas. Sua recepção pela Diretoria Executiva da entidade aconteceu num jantar de boas-vindas realizado no Automóvel Clube. Da esquerda para a direita: Fábio Guerra Lages, José Mendo Mizael de Souza, sentado Sérgio Bruno Zech Coelho, Marcos Brafman, Wagner Furtado Veloso, sentado Lindolfo Paoliello, Paulo Brant, Cledorvino Belini, Paulo Sérgio Ribeiro da Silva, sentado Wilson Nelio Brumer, Hudson Lídio de Navarro, Hélcio Roberto Martins Guerra, sentado Ruy Barbosa de Araújo Filho e Modesto Carvalho de Araújo Neto

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CAPA

ACMINAS PROPÕE ATUAÇÃO ACESSIBILIDADE AO AEROPOR

Café Parlamentar debateu soluções para o esgotamento da capacidade de tráfego da Linha Verde e problemas logísticos decorrentes No Café Parlamentar em que foram empossados os novos presidentes de seus Conselhos Empresariais de Mobilidade e Logística e de

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Turismo, a ACMinas propôs a atuação das lideranças mineiras pela melhoria da acessibilidade ao Aeroporto Internacional de Belo Hori-

zonte (Confins). O presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, abriu o encontro afirmando considerar a medida “uma aspiração dos

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PARA MELHORAR RTO INTERNACIONAL DE BH

Presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, lança movimento pela acessibilidade durante Café Parlamentar da ACMinas

empresários e da sociedade e passo fundamental para que Belo Horizonte e Minas Gerais ganhem competitividade e se insiram efetivamente no contexto internacional”. No ato que reuniu autoridades públicas e especialistas no tema, o conferencista convidado e novo presidente do Conselho Empresarial de Mobilidade e Logística, professor Paulo Resende, enfatizou: “A acessibilidade a Confins deve ser vista como um ativo logístico que ultrapassa o transporte de passageiros de um Estado e se transforma em elemento de integração no contexto brasileiro e latino-americano”.

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EXTENSÃO MAIOR Reconhecido como conhecedor profundo do campo em discussão – doutor em Planejamento de Transportes e Logística pela University of Illinois at Urbana Campaign, professor da Fundação Dom Cabral e coordenador do Núcleo FDC de Infraestrutura, supply chain e logística – Paulo Resende situou como destaque, dentre os objetivos do Conselho que se empossava, situar mobilidade urbana e logística como pauta estratégica de Minas Gerais. “Mobilidade urbana tem a ver com

a vida das pessoas, com a dinâmica do seu deslocamento no ambiente urbano. A nossa intenção é tornar estratégica essa discussão, colocando Minas como grande Estado logístico brasileiro”, enfatizou. Conceituou a acessibilidade como contribuição para o desenvolvimento de regiões que, integradas, possibilitem as pessoas e as empresas se beneficiarem das oportunidades no espaço urbano com menores recursos de mobilidade. “Acessibilidade está relacionada com o potencial de interação na dinâmica da movimentação

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desenvolvimento do comércio da região. Por isso a importância de se propor medidas mais eficientes para acessibilidade ao aeroporto. Quanto mais breve esse caminho, melhor a viagem para o turista e melhor para o Estado como um todo”.

QUEM DEBATEU Paulo Resende: Visão metropolitana

de pessoas e produtos no ambiente urbano. É preciso conhecer as raízes das grandes questões e, aí sim, inserir discussões específicas em grandes contextos”, pontuou. Alertou, em seguida, que a acessibilidade ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte deve se entendida sob critérios econômicos, sociais, ambientais e sobretudo de uma política macrorregional e não concorrencial no microcosmo de uma cidade. “A acessibilidade ao aeroporto deve se pautar por meio de uma visão metropolitana, quanto ao desenvolvimento, e mineira, como estratégia”.

VISÃO DO TURISMO Expressando a opinião de um usuário relevante do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, o segmento turístico, o presidente do Conselho Empresarial de Turismo também empossado durante o Café Parlamentar, Jair Aguiar Neto, é empresário do setor hoteleiro e presidente do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau. “A acessibilidade ao nosso aeroporto internacional é extremamente importante”, disse ele, “pois estamos conectados a 43 destinos. Isso traz desenvolvimento econômico e turismo de qualidade. O turismo de negócios não vem sozinho e traz com ele o

Secundados pela intervenção dos convidados, foram debatedores, além dos já citados: Wilson Nélio Brumer, vice-presidente da ACMinas, ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e ex-presidente da Vale; os prefeitos Celso Antônio da Silva, de Confins, e Diego Alvaro dos Santos, de São José da Lapa; o deputado Antônio Carlos Arantes, coordenador da Frente Parlamentar de Apoio ao Comércio e Serviços; Adriano Gonçalves de Pinho, presidente da BH Airport; Deusuite Matos de Assis, diretora de Operações da BHTrans; Flávia Mourão Amaral, diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de BH; Roberto Fagundes e Eduardo Bernis, ex-presidentes da ACMinas.

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2112-3956

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O FUTURO HOJE Carros autônomos por Boris Feldman

“O carro autônomo é uma realidade inexorável”. A constatação é do engenheiro e jornalista Boris Feldman, criador do site “Auto Papo”, especializado em veículos, que foi o personagem da segunda “Quinzenal” – reunião que, a cada duas semanas, antecede as plenárias da ACMinas e aborda temas ligados às tendências e avanços tecnológicos. Boris fez um retrospecto da história do automóvel, mostrando, por exemplo, os empecilhos que, no início do século XX, eram impostos aos veículos motorizados. “Na Inglaterra, os primeiros automóveis só podiam trafegar se precedidos por uma pessoa, a pé, carregando uma bandeira de advertência”, relatou. “Mas a evolução prosseguiu, e hoje os carros movidos por motores elétricos já são uma realidade. A próxima etapa, à qual praticamente já chegamos, será a dos veículos autônomos – ou seja, o carro do

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futuro já é o carro do presente”. Para o jornalista, a indústria automobilística está atravessando uma era que não é simplesmente de evolução, mas de verdadeira revolução, repetindo o que o automóvel significou no início do século passado. “Foi quando tiraram o cavalo da frente das carruagens e o colocaram atrás do volante”, brincou. “Agora já estão tirando o asno de trás do volante”. É neste ponto que, ele acredita, irá acontecer a maior mudança. “Dos acidentes provocados hoje no país, de 90% a 95% são causados por falhas humanas na condução de veículos, e é neste ponto que os carros autônomos mostram suas vantagens – não cometem erros.” Segundo Feldman, a revolução é completa: “Além da quase impossibilidade de provocarem acidentes, eles trazem profundas mudanças de hábitos. Estacionamentos não serão mais necessários, pois o carro

nos leva ao nosso destino e nos traz de volta. Autoescolas para quê? Aquelas migrações que o trânsito nas grandes metrópoles provocou, levando o homem do centro urbano para morar em locais mais distantes, não terão mais sentido. E as companhias de seguros? Muitas irão à falência.” Estas mudanças, que Boris considera irreversíveis, trarão como consequência óbvia o fim de muitos negócios, empresas e empregos. “Mas isto sempre foi assim. Sempre que surgem tecnologias revolucionárias, elas trazem mudanças, mas as coisas vão se acomodando. E a de agora é inexorável. O carro autônomo vai demorar de 10 a 15 anos para se tornar se firmar como uma realidade do mercado. Há uma reação da sociedade e isso é normal, mas ele já está sendo aceito em outros países e vai acontecer também aqui”, finalizou.

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CAPA

DESAFIO DA EDUCAÇÃO É QUESTÃO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL Fórum de Diretores de Escolas, realizado na ACMinas, procurou estimular o envolvimento da iniciativa privada no ensino público A busca de caminhos para a cooperação entre empresas e escolas públicas, visando ao aperfeiçoamento do ensino público no Brasil foi o principal tema do Fórum de Diretores de Escolas Públicas, realizado pelo Conselho Empresarial da Educação da ACMinas, pela Conspiração Mineira pela Educação e pela Aliança Brasileira pela Educação na sede da entidade, com a participação de mais de 200 diretores de estabelecimentos de ensino da rede estadual. O encontro – realizado no Espaço Institucional ACMinas e transmitido ao vivo pela internet para todo o Brasil – estimula uma interação saudável entre a iniciativa privada e a escola pública, de acordo com o empresário Rubens Menin, controlador da MRV Engenharia, maior

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construtora brasileira do setor habitacional. “A educação é o maior agente da construção da sociedade moderna, e o Brasil, infelizmente, ainda é muito carente nesta área”, afirmou. “Muitas empresas, como a própria MRV, têm seus próprios projetos em educação, mas quando o esforço se coletiviza o impacto é muito maior”.

BUSCA DE ALIANÇAS Para o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, a atuação da Conspiração Mineira pela Educação, da Aliança Brasileira pela Educação e da própria entidade no sentido de sensibilizar líderes brasileiros para a educação como responsabilidade social é de extrema importância. “Na base dos problemas que detêm a

marcha do Brasil na direção de se tornar uma nação contemporânea está a fragilidade do ensino público”, disse. “O diretor de escola pública é um líder capaz de buscar mudanças, e alianças com a iniciativa privada são um caminho para que elas aconteçam. Ao sensibilizar Rubens Menin para esta causa, a Conspiração está sensibilizando os empresários”. Já para o economista e professor Claudio de Moura Castro o tema da interação entre empresas e escolas é pouco explorado. “A escola ajuda as empresas da maneira mais poderosa possível, pois lhes fornece mão de obra capacitada. E a empresa

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ajuda a escola por ter uma experiência diferente e complementar à desta”, acentuou. O painel seguinte abordou a questão dos Direitos Humanos pela perspectiva de buscar maior entendimento sobre o tema e contribuir para melhorar as relações humanas. Dele participaram a professora Rose Giacomin, coordenadora do curso de direito da Faculdade Pitágoras e idealizadora de projetos educacionais e humanitários para o sistema prisional, Plauto Cardodo, professor da FGV e catedrático pelo Parlamento Internacional da ONU para Segurança e Paz, Lauriene Ayres, advogada e professora de Direitos Humanos, e Tomaz de Aquino, “conspirador de primeira hora” e Procurador Geral de Belo Horizonte.

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“Formas de colaboração Empresa – Escola” foi tema do primeiro painel do Fórum de Diretores da Conspiração Mineira pela Educação e Aliança Brasileira pela Educação

PREMIAÇÕES O trabalho desenvolvido pela Conspiração Mineira pela Educação e pela Aliança Brasileira pela Educação recebeu reconhecimento internacional da Brazil Foundation, organização que premia instituições que implantam projetos sociais transformadores. Seu fundador, professor Evando Neiva, foi homenageado na ocasião.

Já no Fórum de diretores ocorreram outras manifestações de reconhecimento ao trabalho de professores. A professora Jânua Galvão, superintendente regional de Nova Era e o professor Sandro Coelho, atual prefeito de Santa Luzia, foram agraciados com troféus pelo trabalho que vêm desenvolvendo.

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ENTREVISTA: WILSON BRUMER

“MEDIDAS DE CURTO PRAZO PODEM MELHORAR ACESSIBILIDADE AO AEROPORTO INTERNACIONAL” Para Brumer, privatização da Linha Verde é uma hipótese que não deve ser descartada, mas será preciso considerar a mobilidade na região como um todo Ex-presidente de diversas empresas, como Vale, Usiminas e Acesita, além de ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, o empresário Wilson Brumer, hoje vice-presidente da ACMinas, teve participação relevante no intenso processo de busca por investimentos produtivos no Estado e na modernização viária da Região Metropolitana. Essas intervenções foram realizadas nas avenidas dos Andradas, Cristiano Machado e Antônio Carlos, na revitalização da Praça da Estação e, especialmente, na construção da chamada Linha Verde, ligando a capital ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. A Linha Verde, na verdade, não restringia seu objetivo a assegurar acesso rápido ao aeroporto, mas visava, principalmente, proporcionar suporte logístico à criação de um polo industrial-tecnológico em seu entorno e assegurar às cidades do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Nesta entrevista, Brumer lembra que muito do que se pretendia foi realmente feito, mas que algumas das iniciativas propostas não puderam ser efetivadas. Fala também das estratégias do governo de Minas então traçadas para fazer do aeroporto uma âncora do desenvolvimento regional e do fato de a Linha Verde, hoje, não mais oferecer adequada acessibilidade, tanto ao aeroporto quanto aos municípios da região.

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Como o senhor que, na qualidade de secretário de Desenvolvimento, participou ativamente da reconstrução da MG-10, vê hoje, depois de quase 10 anos, a pretendida criação de um polo de desenvolvimento no Vetor Norte de Belo Horizonte? Eu sempre defendo que decisões não devem ser casuísticas, mas sim tomadas dentro de um contexto de planejamento e visão. À época, eu defendia uma série de ações que tinham como objetivo um maior desenvolvimento econômico-social da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o Aeroporto Internacional era uma delas. É importante salientar que essas ações foram avaliadas em equipe por toda a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico com outras áreas do governo. Baseado nisso, vou usar uma linguagem em que prevaleça o “nós” em vez do “eu”. Sob o ponto de vista estratégico, defendíamos, como

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continuamos a defender, que a Região Metropolitana de Belo Horizonte tinha todas as características para se transformar num grande centro de turismo de negócios e tornar-se um dos mais importantes pilares para o desenvolvimento econômico-social. A realidade é que São Paulo já tem uma demanda meio saturada nesse sentido, e o Rio de Janeiro é visto como um local onde as pessoas se dispersam. Também levamos em conta que, sob o ponto de vista de modal aéreo, Minas não conversava com Minas, ou seja, o sul do Estado conversava com São Paulo; o Triângulo, com o Centro-Oeste e São Paulo; o noroeste, com Brasília; o norte, com a Bahia e outros estados do Norte/Nordeste; e a Zona da Mata, com o Rio de Janeiro. Como isso foi equacionado? A ideia era a de que deveríamos usar ao máximo os equipamentos existentes, racionalizando investimentos e tentando obter sinergias e complementaridade entre eles mesmos, com foco em âncoras que pudessem permitir a expansão de crescimento e desenvolvimento da

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NÃO HÁ DÚVIDA DE QUE HOUVE AVANÇO, PASSADOS ESSES DEZ ANOS. MAS MUITO AQUÉM DAQUILO QUE FOI PLANEJADO.

Região Metropolitana em conceitos sustentáveis no seu conceito amplo. Aliado a isso, era considerado um outro fator, isto é, o crescimento habitacional de Belo Horizonte, muito concentrado na região sul, enquanto as regiões norte e oeste estavam meio abandonadas, com riscos reais de um processo de crescimento totalmente desorganizado ou mesmo de invasão. Com base nisso, o nosso planejamento considerava a conclusão do Expominas, que foi realizada; a transferência de voos para o Aeroporto Tancredo Neves, em Confins, transformando o Aeroporto da Pampulha num terminal para atendimento a voos regionais, o que também foi concretizado; a melhoria da

logística até o Aeroporto de Confins, que ocorreu com a construção da hoje chamada Linha Verde; e a melhoria das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, também efetivadas. Além disso, pretendíamos a construção do Centro Administrativo no local do Aeroporto Carlos Prates, o que infelizmente não aconteceu por reações de seus poucos usuários e pela falta de determinação por parte da Infraero. Havíamos projetado ainda a implantação do conceito de aeroporto-indústria no sítio portuário de Confins, com foco em empresas importadoras e exportadoras de produtos com maior valor agregado, o que hoje caminha a passos muito lentos. O que o senhor sugeriria hoje? Os conceitos básicos do planejamento, a meu ver, continuam valendo, mas eu acrescentaria ou adaptaria à nova realidade alguns desses conceitos. Entendo que o Aeroporto da Pampulha ainda tem papel importante no conceito do desenvolvimento econômico-social da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e para tanto eu sugeriria ações

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que substituam ou complementem aquelas pensadas à época. Por exemplo, buscar incrementar a sua utilização, atraindo empresas com foco em voos executivos e regionais para outros destinos, cidades de menor porte, de modo a integrá-las, sob o ponto de vista do modal aéreo, à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso considerando, também, que um slot em São Paulo é muito caro, e o Rio de Janeiro, infelizmente, transmite hoje muita insegurança. Outro ponto é transferir para a Pampulha toda a manutenção de pequenas aeronaves, transformando o terminal num polo de manutenção, o que geraria empregos de qualidade e receitas para a cidade, além de liberar toda a área ocupada pelo Aeroporto de Carlos Prates. E também fazer um trabalho integrado com aeroportos de regiões do Estado que têm foco em logística, como Uberlândia e Montes Claros, dentre outras, avaliando a viabilidade do transporte aéreo de mercadorias destinadas à Região Metropolitana de Belo Horizonte que hoje são transportadas de caminhão. Imaginemos a movimentação de renda e empregos no

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entorno da Pampulha, logicamente respeitando a sua característica de patrimônio histórico. Qual é a sua ideia em relação ao Aeroporto Carlos Prates? A área por ele ocupada é superior a 500 mil metros quadrados. Isso permitiria a implantação de um grande projeto econômico-social de moradias, cujo foco seria favorecer as pessoas que ocupam toda a extensão do Anel Rodoviário, hoje nada mais que uma avenida ocupada desordenadamente e com riscos para quem por ele transita ou habita no seu entorno. Isto traria benefícios de diferentes naturezas para toda a região, em termos logísticos, sociais, de desenvolvimento e de segurança, num local hoje totalmente degradado. Muitos verão mais obstáculos do que soluções. Mas vamos ver as rosas e cuidar dos espinhos – se fosse algo fácil, alguém já teria feito. A situação atual afetou a expansão do planejado polo industrialtecnológico do Vetor Norte? Não há dúvida de que houve avanço, passados esses dez anos. Mas muito aquém daquilo que foi plane-

jado. Um dos pontos positivos a ser destacados é a maior valorização da região, o que impede, de certa maneira, a sua ocupação desordenada. Por outro lado, quanto ao foco de transformar o vetor num polo industrialtecnológico, avançou-se muito pouco. Podemos atribuir essa situação aos problemas que o País e o próprio Estado vêm enfrentando, mas sou da teoria que onde há crises, existem também oportunidades. Na minha opinião, as lideranças políticas e empresariais ainda não abraçaram, de forma adequada, todo o planejamento realizado. Entendo que deveríamos ser mais proativos nesse sentido e discutir de forma objetiva a implementação do conceito do aeroportoindústria, o que permitiria a criação de uma cadeia produtiva de valor mais agregado na região, e não necessariamente somente no sítio aeroportuário do Aeroporto Internacional. Os problemas de acessibilidade afetaram os planos de desenvolvimento dos municípios da região? Problemas de acessibilidade afetam, por princípio, qualquer plano de desenvolvimento de uma região, e aqui não seria diferente. Mas

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sugiro que não devamos nos prender a isso, senão cairemos naquele conceito de “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”. Lembro-me bem de que, quando foi tomada a decisão da transferência dos voos para o atual Aeroporto Internacional, também houve tal discussão. Muitos eram contrários à transferência, alegavam que não havia infraestrutura na região ou que a MG-10 não suportaria o aumento do tráfego. Isso não foi em parte superado com determinação? Mas não diminui a necessidade de considerar que muito ainda precisa ser feito. Alerto que, se não planejarmos agora e começarmos a implantar ações concretas, estaremos perdendo, mais uma vez, uma das ferramentas que poderia ajudar em muito a agregar valor à economia mineira. Intervenções efetivamente capazes de resolver o problema do acesso exigem investimentos muito elevados, que o governo do Estado certamente não tem condições de fazer. Há medidas de curto prazo que o senhor considere viáveis? Infelizmente, o Estado brasileiro está quebrado, aí devendo ser incluídos Estados e municípios. Mas vejo

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com satisfação esta bandeira que a Associação Comercial e Empresarial de Minas está levantando. Existem medidas de curto prazo que especialistas em torno de uma mesa encontrarão, sem que necessariamente demandem grandes investimentos. Um pequeno exemplo disso foi a autorização para que táxis ocupados possam transitar pelas pistas do MOVE. A eliminação de outros gargalos deveria ser analisada sob a forma de uma curva ABC, onde seriam priorizadas, em função do momento, aquelas ações que não demandariam grandes investimentos e poderiam ser discutidas dentro de um conceito de parceria entre o Estado, prefeituras e investidores da região, com ganhos para todos. Naturalmente investimentos de maior porte deveriam também ser analisados, mas com realis-

mo e objetividade. Quando vejo o metrô de Salvador quase pronto e o nosso sendo discutido e cozinhado durante décadas, confesso que me vêm à cabeça, os porquês da nossa passividade. Também me causa perplexidade constatar que nada avançou em relação ao Anel da Região Metropolitana. Se havia problemas, deveríamos resolvê-los e aprimorar o que for preciso. Como o senhor analisa uma hipotética privatização da Linha Verde como solução para a questão da acessibilidade? Eu defendo o seguinte princípio: “Quem deve pagar pelo uso de uma rodovia é o usuário, e não a sociedade como um todo.” Com isso, quero dizer que não seria contra. No entanto, isso não deve ser feito fora de um contexto mais amplo. Se essa hipotética concessão ocorrer dentro de um planejamento maior de solução dos problemas de mobilidade da região como um todo, talvez faça mais sentido e tenha maior apoio dos usuários, em função de outras alternativas que deveriam ser implementadas com os recursos dessa hipotética concessão.

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CONSELHOS

MÃO NA MASSA Os Conselhos Empresariais da ACMinas começaram a todo vapor. Confira: SEGUROS

O MERCADO DE SEGUROS E O FUTURO DO PAÍS Conclusões do Encontro de Líderes, realizado em fevereiro, foi o principal tema de reunião do Conselho Empresarial de Seguros O Conselho Empresarial de Seguros colocou na pauta de sua primeira reunião de 2018 tanto os problemas relacionados à redução na liberação de incentivos pelo governo e às eleições gerais deste ano quanto os resultados do 23º Encontro de Líderes do Mercado Nacional de Seguros, em Foz do Iguaçu, no qual a ACMinas foi representada pelo conselheiro Landulfo Ferreira.

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No evento, que envolveu seguradoras, autoridades e pessoas ligadas ao mercado de seguros, foram debatidos temas bastante diversificados, mas, de forma especial, aqueles relacionados ao estudo das diversas modalidades do Seguro de Responsabilidade Civil, à questão do agronegócio diante da Quarta Revolução Industrial e ao Seguro Rural. Segundo relatou Landulfo, ali foi

constituído um grupo de trabalho, do qual participaram advogados, corretoras e seguradoras, para apresentar estudos sobre o Seguro RC, em expansão no País, cujo ponto mais controverso é a Tecnologia de Riscos Cibernéticos. Em sua exposição ao Conselho, ele afirmou que a situação atual envolve muitos riscos, de toda escala, mas principalmente ao civil-pessoa física.

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Seguros: Riscos de dimensões assustadoras

“Os dados assustam”, afirmou, “com 62 milhões de vítimas e 22 bilhões de dólares em prejuízos”. Encerrando o encontro, o presi-

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dente do Conselho, Omar Dantas Meira, lembrou que 2018 será um ano diferente, devido às eleições e à Copa do Mundo. “O mais importan-

te, no entanto, é o futuro, a tecnologia e a inteligência, que teremos no mercado de seguros. Temos que focar nisso”, concluiu.

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MODA

SUSTENTABILIDADE NA MODA Conselho Empresarial da Moda debate estratégias para o setor Para analisar questões como consumo, desperdício e produção, o Conselho Empresarial da Moda trouxe para a ACMinas um inédito debate sobre um tema que, atualmente, está orientando uma tendência: a sustentabilidade. Com a participação de duas empresas do setor – a Libertees e a CincoCinco – e da designer e consultora em processos produtivos da cadeia têxtil e de confecção Vanda Guerra, foi debatido o tema “Os Processos Sustentáveis na Indústria da Moda”. Para Vanda Guerra, a conscientização sobre a necessidade de o setor adotar práticas sustentáveis é fundamental. “Os processos utilizados na indústria da moda precisam relacionar tanto as pessoas e as matérias-primas quanto as consequências de sua utilização. Isso é ser sustentável”, afirmou.

CONSCIÊNCIA PRODUTIVA É exatamente o que tem feito a Libertees. Ao vincular a expressão

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sustentabilidade social a sua marca, a empresa deu-lhe um sentido prático ao procurar, paralelamente a sua atuação corporativa, disseminar uma consciência produtiva que visa também a melhorar qualidade de vida. A marca tem origem na Liberte-se Confecção, que criou um projeto institucional focado na recuperação de detentas, por meio de medidas socioeducativas desenvolvidas na própria prisão. “O projeto continua e proporciona uma oportunidade de reinserção social e profissional a essas mulheres”, como assinalou Daniela Queiroga, uma das sócias do empreendimento. “A partir de exposições das confecções de estampas e peças que as detentas produziam, a marca Libertees surgiu como forma de explicitar a natureza desse trabalho à população”, disse. Produzindo peças exclusivas, a marca fez sua estreia, ano passado, no maior evento da moda do Estado, o Minas Trend Preview, do qual voltará a participar este ano.

NOVAS MANEIRAS DE PRODUZIR E CONSUMIR Outro case apresentado foi o da CincoCinco, empreendimento que, desde a sua criação, pelas empresárias Isis Henrique, Maíra Henrique e Rafaela Chaves, explicita seu foco na sustentabilidade ambiental e empresarial. Isso é feito por meio de iniciativas que buscam reduzir a produção de lixo, uma forma de tornar o mundo um lugar mais consciente, em que predominem novas maneiras de produzir e consumir moda. O próprio negócio da empresa é um instrumento de conscientização quanto ao consumo excessivo: é a primeira codressing do Brasil, oferecendo um serviço de armário compartilhado ao qual o cliente tem acesso a várias opções por um preço acessível. A Cinco-Cinco adotou como estratégia oferecer um plano mensal, onde o cliente tem acesso a roupas e acessórios de qualidade, que incluem desde as grandes marcas até os produtores locais. Além disso, está instalada na CASA BH, que também oferece, junto com o acervo da marca, consultoria de imagem e produção de workshops e eventos.

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MINERAÇÃO E SIDERURGIA

CONSELHO INDICA ALTERNATIVAS PARA REGULAMENTAR CÓDIGO MINERÁRIO O Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia da ACMinas, em sequência à reunião anterior, elaborou diversas proposições, em novo encontro ocorrido em março, para o aprimoramento da minuta do projeto de Decreto para regulamentação do Código de Mineração. As conclusões do debate, que contou com a assessoria do advogado João Raso, especialista em Direito Minerário, foram enviadas ao Ministério de Minas e Energia, à Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral e à Agência Nacional de Mineração.

Em debate, mudanças relevantes

JOVENS

CORAGEM PARA RENOVAR A principal mensagem que marcou o primeiro Jantar-Palestra de 2018 do ACMinas Jovem, já sob a liderança de seu novo presidente, Dino Bastos, foi a necessidade de ter coragem para “abraçar o novo”. Realizado em parceria com o Conselho da Mulher Empreendedora, o encontro teve como personagem a diretora administrativa da Drogaria Araujo, Silvia Araujo. Por cerca de uma hora, Silvia Araujo falou sobre sua trajetória profissional, apresentou diversos exemplos do pioneirismo que fez com que a Araujo adquirisse a reputação que vem marcando toda a sua história e

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apresentou números que comprovam o sucesso da empresa. Tudo isso numa narrativa recheada de “causos”. Silvia ressaltou a relação próxima entre a rede de drogarias e Belo Horizonte.” Neste mês (março), a Araujo completa 112 anos. Quantas pessoas têm o privilégio de viver e ver uma empresa familiar ultrapassar os cem anos com o vigor e a força que a nossa tem?”, indagou. “São 40 milhões de clientes atendidos por ano e o maior faturamento por loja e por metro quadrado do Brasil, segundo a Abrafarma, associação que representa o setor no País.” Para o presidente da Associação

Comercial e Empresarial de Minas, Lindolfo Paoliello, o sucesso da Drogaria Araujo pode ser definido por uma palavra: “Renovar”. Segundo ele, “renovar é a palavra de ordem na ACMinas e deve ser também a orientadora do papel do empresariado. Aos empresários cabe o papel de liderar o país para o futuro, e eu os convoco a se tornarem protagonistas deste momento que o Brasil atravessa”, concluiu.

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INOVAÇÃO

ESPAÇOS DE INOVAÇÃO, UM AMBIENTE PARA CONEXÕES EMPREENDEDORAS O Conselho Empresarial de Inovação da ACMinas realizou, em março, um mergulho nos espaços de inovação que estão mudando a economia de Belo Horizonte ao abrigar iniciativas empreendedoras, cuja aplicação vem gerando resultados consistentes. Foram apresentados os cases da Órbi Conecta, iniciativa do San Pedro Valley com a Localiza, o Banco Inter e a MRV; do Raja Valley, espaço de inovação dedicado à viabilização de grandes negócios e de oportunidades; e o do Semear Innovation, espaço do Banco Semear dedicado ao empreendedorismo inovador. A primeira a se apresentar foi a Orbi Conecta, espaço colaborativo de fomento à inovação e ao empreendedorismo. Segundo sua managing director, Anna Martins, o propósito da empresa é unir várias frentes do empreendedorismo e da inovação. “Nosso foco é conectar as startups às grandes empresas, o mercado nacional ao internacional e, assim, contribuir efetivamente para a aceleração e a geração de novos negócios”, afirmou. “Desde o início, nossas conexões têm proporcionado valiosas trocas de conhecimento, encontros estratégicos e parcerias que realmente geram valor, impacto social positivo e desenvolvem mercados”. Em seguida, foi a vez de João Paulo

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Conselho Empresarial de Inovação apresenta case de sucesso empreendedor

Zica Fialho, CEO Fundador do Raja Valley, inciativa que propõe transformar o cenário da inovação no Brasil. Segundo Fialho, o objetivo é conectar empreendedores, startups, investidores, instituições de ensino e o mercado de inovação e tecnologia para que atuem como um todo, potencializando novos negócios e novas parcerias. “O Raja Valley oferece diferentes alternativas de ocupação, que vão de espaços de coworking com estações de trabalho para empreendedores individuais e pequenas empresas, passam pelo aluguel de salas privativas de diversas dimensões e chegam às demandas por andares corridos, salas de reunião e espaços para eventos”. A última exposição foi a de Fabiano

Justino Carrijo, gestor do Semear, que apresentou o Semear Inovation, um coworking de inovação criado pelo Banco Semear, que reúne startups de diversos segmentos e busca estimular soluções disruptivas. Ele apresentou também os diferenciais do Semear: funcionamento 24h/365 dias, rodadas de PITCH, cartão para pagamento no site, localização estratégica e a proximidade com o Banco Semear e o Grupo Seculus. “Nós acreditamos na construção de um ecossistema que agrupe startups de diferentes segmentos de inovação e tecnologia. Por isso, fomentamos a geração contínua de conteúdo e estabelecemos o diálogo e a sinergia permanente com outros espaços e coworkings”.

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ACONTECE

PLANO DE NEGÓCIOS, UM NOVO AVANÇO DA FACULDADE DE MEDICINA DA SANTA CASA Apenas quatro meses depois do lançamento da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Belo Horizonte, realizado durante reunião plenária extraordinária da ACMinas, foi entregue à instituição, no dia 22 de novembro, o Plano de Negócios do empreendimento, elaborado pela Fundação Dom Cabral, a cargo das coordenadoras do trabalho, as gerentes executivas de Projetos Iris Leite de Castro e Denise d’Assunção Leite. A entrega ocorreu durante cerimônia na Santa Casa, presidida por

seu diretor de Assistência à Saúde, Dr. Guilherme Gonçalves Riccio, na qual o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, reiterou o apoio da entidade ao projeto. “Ao aliar-se a esta ini-

ciativa”, disse, “a ACMinas demonstra não ser mero slogan, mas uma crença efetivamente exercitada, isto é, a frase que acompanha nossa marca: Desenvolvimento com Justiça Social".

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PARA MIM, ESTA É UMA SATISFAÇÃO QUE TRADUZO COM DUAS PALAVRAS: HONRADO E PRIVILEGIADO”

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ACONTECE

ACMINAS SEDIOU ENTREGA DO “OSCAR DA ECONOMIA MINEIRA” O Espaço Institucional ACMinas foi o cenário da premiação aos vencedores do XIX Prêmio Minas Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas, conferida anualmente pela revista Mercado Comum, principal publicação do Estado sobre economia. Diante de um público de mais de 200 convidados, o presidente da FAEMG, Roberto Simões, recebeu o título de Personalidade Empresarial de Minas Gerais, e Eugênio Mattar, CEO da Localiza, o de Empresa Destaque, a ele conferido. A entrega dos prêmios foi feita pelo presidente e editor-geral de Mercado Comum, economista

Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, que ressaltou ser o objetivo desse evento “valorizar a iniciativa privada e os empreendedores de nosso Estado, além de promover o reconhecimento àqueles que estejam diretamente envolvidos no grande esforço para a construção de uma Minas e de um Brasil melhores e mais justos”. Roberto Simões, personalidade do ano, manifestou satisfação e orgulho pela premiação, mas também a responsabilidade que dela decorre. “Entendo que esta homenagem diz mais respeito ao espetacular desempenho do setor do agronegócio, especialmente neste mo-

mento, assim como ao prestígio das entidades que dirijo, do que propriamente aos meus possíveis méritos pessoais”. Simões aproveitou o evento para anunciar que Minas Gerais baterá seu recorde da produção de grãos, ultrapassando os 14 milhões de toneladas, e assinalou que o Estado tem energia para crescer também em produtos não tradicionais como mel, pescado e frutas. Disse, da mesma forma, que, até o final deste ano, será lançado o programa NovoAgro 4.0, com a entrada definitiva do agronegócio mineiro no ecossistema da inovação, estimulando a criação de startups agritech.

Confira as demais empresas e instituições distinguidas com o Prêmio:

Agraciado com o título de “Personalidade Empresarial de Minas Gerais”, Roberto Simões, presidente da FAEMG, recebe homenagem dos presidentes da ACMinas, Lindolfo Paoliello, da Fiemg, Olavo Machado Júnior, e da revista Mercado Comum, Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

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Martins Comércio e Serviços de Distribuição FCA – Fiat Chrysler Drogaria Araujo AeC Centro de Contatos Algar Telecom Cemig Telecomunicações Emccamp Residencial MRV Engenharia CCPRMG Fundação Educacional Lucas Machado Gasmig Hospital Mater Dei Itambé Alimentos PIF PAF Helibrás Magnesita Clamper Copasa América Futebol Clube Banco Fidis CICOOB Hermes Pardini VLI Multimodal Arcelor Mittal CBMM Rima Industrial Votorantim Anglo Gold Ashanti Cenibra Petronas Unimed-BH Líder Táxi Aéreo Prosegur Livraria Leitura Agropéu

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Jornal ACMinas - Mar/Abr 2018  
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