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Nº 257 • Janeiro / Fevereiro - 2008 www.acm.org.br CORREIOS IMPRESSO ESPECIAL Nº 68001020/2001

DR/SC

ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE MEDICINA

2008: Ano de cobrar o cumprimento das conquistas médicas Cumprimento efetivo do Plano de Cargos e Vencimentos e da GDPM, adoção plena da CBHPM, controle da qualidade das escolas médicas, contratações de médicos nos hospitais estaduais, condições adequadas de trabalho, regulamentação da medicina e verbas condizentes com a saúde são algumas das lutas que exigirão empenho e mobilização da classe médica no ano de 2008. ENVELOPAMENTO FECHADO PODE SER ABERTO PELA ECT.




Editorial

O

E

x p e d i e n t e

Informativo da Associação Catarinense de Medicina – ACM

médico não pode mais esperar

A

ACM inicia o ano de acordos firmados e cumpridos junto 2008 com a meta de fa- aos planos de saúde, sejam eles de zer cumprir as conquistas autogestão, do sistema cooperativo ou devidas à classe médica e as promessas de medicina de grupo. Somente com a ainda não efetivadas junto aos profissio- integração de nossas forças é que vanais da medicina. Se nos últimos anos mos obter o que traçamos como meta. o trabalho foi centrado na busca de me- É preciso, mais do que nunca, manter lhorias, este ano que se inicia deve se a mobilização iniciada pelas entidades traduzir na consolidação das vitórias. médicas catarinenses e que tantas resNão há mais como aguardar vontade postas já alcançou nos últimos anos. política e acertos financeiros, enquanto Na formação dos novos profissioas respostas são adiadas ou prorroga- nais da medicina também deveremos das. O médico não pode mais esperar. cobrar as ações anunciadas na esfera É premente a valorização real do pro- federal, que parece dar mostras, nestes fissional que trabalha para o Estado, primeiros meses de 2008, de que ouatravés do Plano de viu nosso clamor por escoNossa ACM mantém Cargos e Vencimentos las criadas pela necessidade (PCV) e da implantação social e não comercial, por firme o propósito completa da Gratificação faculdades adequadas às de Desempenho e de ser a voz do médico necessidades da população, Produção Médica por cursos que formem mécatarinense, (GDPM), que tantos dicos com orientação ética esforços exigiram das e capacidade para atender de ser a casa dos entidades médicas cataas demandas da comunirinenses, com negocia- profissionais da medicina, dade. É ainda da esfera feções constantes junto na qual as portas estão deral que vamos cobrar as ao Governador e aos verbas devidas para a área sempre abertas gestores da Saúde e da da saúde, assim como a reAdministração de Santa gulamentação da medicina, ao diálogo, para a Catarina. Ao completar que se arrasta no Congresso um ano de regulamencongregação de forças Nacional, mantendo uma tação do PCV, avanços lacuna histórica sem explie engrandecimento da cação em nosso país. são indispensáveis no caminho já trilhado, inDiante de tantas frentes prática médica. cluindo a discussão da de ação, a nossa ACM manhora-plantão, que deve garantir valores tém firme seu propósito de ser a voz equivalentes à carga-horária que o mé- do médico catarinense, de ser a casa dico trabalha. dos profissionais da medicina, na qual É certo também que o quadro de mé- as portas estão sempre abertas ao didicos ligados à Secretaria de Estado da álogo, para a congregação de forças e Saúde (SES) está defasado, represen- engrandecimento da prática médica. A tando prejuízo ao atendimento presta- Associação Catarinense de Medicina do à população. Esforços nesse sentido não é um clube social, mas a entidadevem ser empregados, para que as de que defende o médico em toda a devidas contratações sejam realizadas sua essência, desde o seu aprimoracom a rapidez, a justiça e a seriedade mento até a busca por condições digfundamentais. No entanto, há que se nas de trabalho, por uma remuneramanter as conquistas já obtidas em ção condizente com suas atividades defesa daqueles que hoje integram os e o respeito que lhe é devido. Corpos Clínicos dos hospitais da rede Integrar a entidade associativa dos pública estadual de saúde. médicos catarinenses é assumir o Também na luta por uma remunera- compromisso com a sua classe e com ção digna, a garantia da implantação os ideais da medicina. da CBHPM é essencial e exige um esforço ainda maior de todos, na manu- D r . G enoir S imoni tenção da união da classe, na busca de P r e s i d e n t e

Rodovia SC 401, Km 4, Bairro Saco Grande - Florianópolis/SC Fone/Fax (48) 3231-0300 DIRETORIA Presidente Dr. Genoir Simoni Vice-Presidente Dr. Aguinel José Bastian Júnior Secretária Geral Dra. Ana Luiza de Lima Curi Hallal Diretor Financeiro Dr. Ilnei Pereira Filho Diretor Administrativo Dr. Urubatan Collaço Alberton Diretor Científico Dr. Jorge Hamilton Soares Garcia Diretora de Publicações Científicas Dra. Ademar José de Oliveira Paes Júnior Diretor de Patrimônio Dr. Dorival Antônio Vitorello Diretor de Previdência e Assistência Dr. Rafael Klee de Vasconcelos Diretora de Defesa Profissional Dra. Márcia Regina Ghellar Diretor das Regionais Dr. Hudson Gonçalves Carpes Diretora Sócio-Cultural Dra. Rose Marie Müller Linhares Diretor de Esportes Dr. Marcelo Fernando do Nascimento Diretor do Departamento de Convênios Dr. Edson Carvalho de Souza Diretora de Comunicação Dra. Raquel Helena Berretta Silveira V I C E D I S T R I TA I S Sul: Dra. Mirna Iris Felippe Zille Planalto: Dr. Osmar Guzatti Filho Norte: Dr. Marcos Alexandre Vieira Vale do Itajaí: Dr. Sérgio Marcos Meira Centro-Oeste: Dr. Nilson Fernando Dörl Extremo-Oeste: Dr. Luiz Fernando Granzotto DELEGADOS JUNTO À AMB Dr. Remaclo Fischer Júnior Dr. Murillo Ronald Capella Dr. Viriato João Leal da Cunha Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Théo Fernando Bub Dr. Luiz Carlos Espíndola Dr. Élcio Luiz Bonamigo Dr. Hudson Gonçalves Carpes

Edição Texto Final – Assessoria de Comunicação Jornalistas Lena Obst (Reg. 6048 MT/RS) Denise Christians (Reg. 5698 MT/RS) Diagramação Sarah Castro (Reg. 2720 MT/SC) Impressão Gráfica Darwin Tiragem 4.000 exemplares




D e f es a

da

C B H PM

Mantida suspensão do atendimento aos planos de saúde sem acordo COSEMESC não se responsabiliza por decisões isoladas de volta ao atendimento

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onforme decisão aprovada em Assembléia Geral de Médicos, o COSEMESC – Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina reafirma que está mantida, até a presente data, a suspensão do atendimento às empresas da UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) que ainda não implantaram a 4ª edição da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos). Nesse sentido, as entidades médicas de Santa Catarina esclarecem que os casos de médicos e Sociedades de Especialidades que decidiram acatar propostas de planos, que não as aprovadas pelo COSEMESC, serão de inteira responsabilidade daqueles que assim decidiram se posicionar. As representações médicas são sabedoras da forte insistência de algumas operadoras de planos de saúde, com a apresentação de propostas isoladas junto aos profissionais da categoria. No entanto, mantêm-se na importante luta em prol da digna remuneração da medicina catarinense e da necessária união dos profissionais na busca das respostas que a categoria necessita.

Acordo firmado pelo COSEMESC • Consulta médica = R$ 40,00. • Honorários médicos = CBHPM com redutor de -18%. • UCO (Unidade de Custo Operacional, para exames e procedimentos complementares) = CBHPM com redutor de -28%.

Planos que já firmaram acordo ASSEFAZ, CAPESESP, CAIXA, CELOS, CONAB, ELETROSUL, ELOS, EMBRATEL, FASSINCRA, GEAP, MINISTÉRIO PUBLICO DO TRABALHO, MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, PROASA, PRÓSAÚDEALESC e TRACTEBEL ENERGIA

Planos ainda sem acordo CORREIOS – Proposta apresentada: Consulta Médica a R$ 40,00 (adotada desde agosto de 2007) e implantação da 4ª edição da CBHPM a partir de 01 de julho de 2008. PETROBRÁS – Proposta apresenta-

da: Consulta Médica a R$ 40,00 (adotada desde agosto de 2007), UCO de -26,93% e Honorário Médico com redutor de -15,04%. CASSI – Proposta apresentada: Consulta Médica a R$ 42,00, UCO de -27% e Honorário Médico com Redutor de -17%. FUNSERVIR e SESEF – Ainda não apresentaram proposta.

Terminologia da CBHPM pronta para a TISS

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Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar discute os últimos detalhes para que a CBHPM (lista unificada de procedimentos médicos) seja publicada e adotada por todas as operadoras de planos de saúde até o início de junho deste ano. “Agora a terminologia da CBHPM está pronta para ser utilizada pela TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar), de uso obrigatório para todas as Cooperativas Médicas, Seguradoras de Saúde, planos de Autogestão e Medicina

de Grupo em atividade no país”, comemora o presidente da Comissão Nacional de Consolidação e Defesa da CBHPM e representante da Associação Médica Brasileira (AMB) no Comitê, Dr. Florisval Meinão. Com o trabalho de adequação terminado, cujo início se deu em junho de 2007, o Comitê decidirá quando a lista unificada de procedimentos médicos será publicada. Segundo Dr. Meinão, a AMB ficará a disposição das operadoras de saúde para esclarecer dúvidas referentes à implantação da nova lista. “Vamos fazer um acompanha-

mento para que até junho todas as empresas trabalhem com o mesmo código”. Participam das negociações representantes da AMB, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Unidas (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), Fenasaúde, SulAmerica Saúde, Amil, Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), Unimed e Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP).




COSEMESC encaminha ação judicial em defesa das conquistas no PCV e da GDPM

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COSEMESC comunica aos médicos catarinenses que está encaminhando ações judiciais para obter respostas nos pontos discordantes das interpretações das leis que garantem as conquistas da classe no Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) da Saúde e na criação da Gratificação de Desempenho e Produtividade Médica (GDPM). A decisão deve-se ao fato do Conselho Superior das Entidades Médicas do Estado de Santa Catarina estar enfrentando grande desgaste no processo de negociação em defesa da GDPM, na busca de soluções aos problemas causados pela gestão pública. Nos últimos oito meses (de junho de 2007 a janeiro de 2008), os dirigentes das entidades médicas vêm participando de longas reuniões em horários inconvenientes, impasses, demora nas decisões e fatores concomitantes como TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), ponto eletrônico, demissão de ACT (contratos temporários), falta de assistência, reuniões com outros sindicatos e com Ministério Público Estadual. Durante esse período, foi mais fácil acusar o COSEMESC da demora nas soluções do que aos verdadeiros culpados pelos erros na implantação de planos e gratificações. É importante esclarecer, contudo, que as entidades médicas, como

sempre, procuraram a negociação como o caminho mais curto, evitando medidas judiciais (sempre demoradas) para solucionar os impasses. Em 2006, o Conselho Superior das Entidades Médicas também levou 8 meses para obter reparação, ainda que parcial, do tratamento injusto aos médicos pela Lei 323. Desta vez, a categoria médica conta com as leis ao seu lado, e não apenas promessas ou simples acordo.

Ações Judiciais propostas • Concessão da GDPM nas uni-

dades de saúde, sob a gestão do Estado, ainda não contempladas (regionais de saúde, vigilância em saúde, auditoria etc.). • Adicional de emergência e UTI para emergência obstétrica (e outras). • Correção do Adicional de PósGraduação (especialização) devido a erro de cálculo, retroativo a março de 2006. • Concessão de GDPM aos inativos. • Recuperação de valores não pagos a título de ultrapassarem teto remuneratório (inclusão de horas-plantão).

Efeitos financeiros sobre a remuneração médica Valores sem Pró-labore: Anterior a março de 2006: Vencimento básico (GR36NV13Ref01) = R$ 282,08 60 horas-plantão (valor da hora 5,29) = R$ 317,40 Adicional de pós-graduação -13% =R$ 36,67 TOTAL* = R$ 636,15 * Não estão incluídos adicionais de insalubridade, tempo de serviço ou vantagem pessoal.

A partir de março de 2006 (PCV) Vencimento básico (GR14NV21Ref01) = R$ 1.200,00 60 horas-plantão (valor da hora 22,50) = R$ 1.350,00

Adicional de pós-graduação - 13% = R$ 156,00 TOTAL = R$ 2.706,00 A partir de março de 2007: Vencimento básico (GR14NV21Ref01) = R$ 1.200,00 60 horas-plantão (valor da hora 22,50) = R$ 1.350,00 Adicional de pós-graduação - 19%** = R$ 228,00 Gratificação de emergência e UTI = R$ 600,00 GDPM = R$ 2.400,00 TOTAL = R$ 5.778,00 ** A partir de janeiro de 2007

Histórico do Plano de Cargos e Vencimentos da área da Saúde de Santa Catarina • Em 2005 foi constituída Comissão para Elaboração de um Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), composta de membros do governo e um representante do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos da Área da Saúde de Florianópolis (SINDSAÚDE). O Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) solicitou participação na

comissão, mas não foi atendido. • Durante o período de elaboração do PCV, o SIMESC solicitou vistas do projeto, mas também não foi atendido. Quando a proposta do Plano estava quase concluída e foi colocada em consulta pública, o Sindicato dos Médicos encaminhou análise do projeto, apresentando inconsistência e oferecendo sugestões para alteração. Mas quase todas as

sugestões foram ignoradas. • Em 02 de março de 2006 foi sancionada a Lei Complementar 323, instituindo o Plano de Cargos e Vencimentos para os servidores lotados na Secretaria de Estado da Saúde. Ficaram efetivados os pontos críticos apontados pelo Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina (COSEMESC), que imediatamente reagiu, prevenindo sobre


 as distorções que provocariam descontentamento da categoria médica, desmotivação e, por fim, reflexos na assistência prestada à população. • Foram apresentados pelo COSEMESC, então, as 5 principais reivindicações para minimizar os efeitos negativos e restabelecer os padrões remuneratórios dos médicos, aproximando-se do Piso Salarial proposto pela FENAM. • Reivindicações feitas pela classe médica: a) Gratificação de 200% sobre o vencimento básico (R$ 2.400,00). b) Gratificação de 50% sobre o vencimento básico (R$ 600,00) para os médicos que atuavam em Emergência, UTI e Centro Cirúrgico. c) Adicional de Pós-graduação de 30% para especialização. d) Redução da jornada de 40 para 30 horas semanais (eliminando a discriminação da categoria médica). e) Aumento do número de horas para o afastamento de médicos com mandato classista. Inicialmente as reivindicações foram rejeitadas. • Após longa negociação (cerca de 8 meses), inúmeras reuniões e 2 paralisações, foram atendidas 4 das 5 reivindicações (exceto a primeira - a gratificação de 200%), com alteração no percentual do adicional de pós-graduação, que passou para 19% (no plano era de 13%). Essas alterações foram introduzidas através da Lei Complementar 369, de 28 de dezembro de 2006, que modificou a redação da Lei 323. • Nenhuma reivindicação foi feita relativa a sobreaviso ou hora-plantão. Nesse sentido, ficou mantida a redação da Lei 323, embora alguns dos efeitos ainda não houvessem sido sentidos por falta de implantação da nova sistemática. O pagamento deveria ser posterior ao cumprimento e correspondente ao número exato de horas trabalhadas. O valor da hora-plantão havia aumentado devido ao aumento do vencimento básico, de R$ 425,00 para R$ 1.200,00. A hora-plantão correspondia a um acréscimo de 50% do valor da hora normal. • A última reivindicação ainda não atendida permaneceu em discussão e não apresentava sinais de progresso nas negociações. A SES sugeriu a possibilidade de incluir na negociação o pró-labore na forma de rateio, convertido em gratificação de produtividade (o que equivalia a cerca de

R$ 1.800,00). Atingiria apenas aqueles que recebiam pró-labore. Esse valor era considerado inaceitável pelas entidades médicas. O COSEMESC foi, então, desafiado a apresentar proposta de projeto de lei que estabelecesse a gratificação em substituição ao prólabore. O anteprojeto foi apresentado após aprovação em Assembléia Geral dos Médicos, em outubro de 2006. O valor mínimo da Gratificação de Desempenho e Produtividade Médica (GDPM) seria de R$ 2.400,00 e sofreria progressões até R$ 4.000,00, incluindo os inativos. A proposta sofreu pequenas alterações na SES (que causaram dúvidas e problemas na execução) e foi encaminhada para a ALESC (Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina), sendo convertida na Lei 13.996, sancionada pelo Governador em 16 de abril de 2007 (com efeitos financeiros a partir de março de 2007). • Com a implantação da GDPM (em

maio de 2007) foram também efetivadas as medidas previstas na Lei 323 (com muito atraso), principalmente os cálculos de hora-plantão na nova sistemática. O valor da hora-plantão havia aumentado com a implantação do PCV e seria insustentável a proposta de manutenção do pagamento para horas não trabalhadas. • Diante dos equívocos na interpretação das leis, que ocasionaram confusões, erros de cálculo e insatisfações, em junho de 2007 iniciaram as negociações para solucionar os erros

na implantação da GDPM. • Alguns enganos começaram a ser desfeitos após longa série de reuniões, pareceres e exposições de motivos. Em agosto ficou decidido que a gratificação de emergência e UTI seria devida àqueles com carga-horária exclusiva no setor e não mais o cálculo de horas no mês. Em setembro ficou resolvida a questão relativa ao pagamento da GDPM durantes os afastamentos (não estava sendo paga). Em outubro ficou resolvida a questão da desburocratização na documentação relativa ao adicional de pós-graduação (RQE) e também o compromisso de rever e pagar as diferenças a menor na GDPM e adicional de pós-graduação. Em novembro ficou definido que o pagamento das diferenças iniciaria em janeiro de 2008, o que, por questões orçamentárias, foi adiado para fevereiro de 2008. Em janeiro de 2008 o adicional de pós-graduação foi pago, alcançando cerca de 400 médicos que já haviam requerido o benefício. • Em fevereiro de 2008, ainda permanecem outros problemas, como o erro no pagamento do adicional de pós-graduação (ocasionado pela Secretaria de Estado da Administração) e a recusa no pagamento da gratificação de emergência na obstetrícia (não reconhecida como emergência). Ainda alguns locais de trabalho não foram enquadrados e muitos inativos não foram contemplados. Para essas últimas situações está sendo proposto ajuizamento de ação judicial, por esgotarem-se as vias administrativas. • A solicitação de extensão da GDPM aos servidores federais cedidos ao Estado depende de parecer da Procuradoria do Estado e enfrenta resistências de ordem legal, gerando dúvidas sobre os efeitos previdenciários. Com a municipalização de unidades estaduais (transferindo a gestão para o município de Florianópolis), mais um fator complicador foi adicionado e ameaça os atuais detentores da GDPM que estão lotados nas unidades de saúde requeridas pela capital catarinense. • Atualmente está sendo discutida a possibilidade de mudança na forma de cálculo da hora-plantão – sobre a remuneração e não sobre o vencimento. • Também estão em discussão os critérios para a progressão da GDPM.




P e r s p ec t i v a s

pa r a

2008

Valorização da Medicina e respeito à Saúde Presidentes das Regionais Médicas da ACM relatam suas expectativas para as áreas médica e da saúde no ano de 2008.

A expectativa para 2008 se faz em basicamente três fronteiras: em primeiro lugar, a adoção da CBHPM nos planos de saúde, abrangendo mais procedimentos; em segundo, a formação de melhores profissionais dentro das escolas médicas, com aval mais abalizado; em terceiro, a implantação de um plano de carreira, cargos e salários para o médico do SUS, que parece não ter muito valor aos governantes. É claro que também esperamos maior responsabilidade em resoluções direcionadas aos profissionais de nossa área, dando mais condições para a busca de melhores diagnósticos e terapêuticas aos pacientes. Também é necessário maior responsabilidade na articulação e disponibilidade de recursos à saúde, favorecendo a população com melhor atendimento e qualidade de vida. Dr. Ricardo Martins Presidente da Regional Médica da Zona Carbonífera (RMZC) – Criciúma

Esperamos que o fim da CPMF não interfira na qualidade do atendimento do SUS e que os governos federal, estaduais e municipais aumentem as verbas para a área da saúde. É nosso anseio também a adequação necessária dos valores do sobreaviso, com um reordenamento em todas as especialidades, e que os valores sejam condizentes com o desempenho da classe médica. Que seja implantado o Plano de Cargos e Vencimentos e que Caçador receba equipamentos para melhorar o atendimento da população, evitando transporte dos pacientes para grandes centros e valorizando o trabalho médico local. Que as metas da ação primária sejam atingidas e que possamos atuar mais na prevenção das doenças, evitando gastos maiores. Dra. Maria Lúcia Bertolini Presidente da Associação Médica de Caçador – AMC

Estamos centrando nossos objetivos em aumentar o quadro de associados no decorrer deste ano, fazendo com que a nossa Regional fique cada vez mais representativa. As atividades de educação continuada também fazem parte de nossos objetivos e esperamos que os alunos do curso de graduação de medicina da região saibam aproveitar as atividades que serão realizadas. Quanto aos demais projetos, confiamos que 2008 será muito produtivo, porque já tivemos vários avanços na área da saúde em nossa região, entre eles o credenciamento de novos serviços, como a quimioterapia. Para a classe, a maior meta em 2008 deve ser a valorização da medicina. Esperamos que não somente os médicos, mas também a população, tenham seus direitos valorizados e que atividades preventivas estejam mais acessíveis. Esperamos que a Saúde se torne, de fato, uma prioridade. Dr. Márcio Tomasi Presidente da Regional Médica Centro Oeste Catarinense - Joaçaba

Muitas são as conquistas que almejamos para 2008, com destaque maior para a aplicação da CBHPM nos planos de saúde e nas Unimeds, sem redutor. Além disso, ressaltamos as seguintes causas: adequação da Tabela SUS (não apenas reajuste de uma tabela já defasada); o cumprimento de todos os pontos acordados com o Governo do Estado em relação à GDPM; a melhoria na infra-estrutura da rede pública; transparência na aplicação dos recursos destinados à saúde em cada município; maior valorização do médico especialista, com abertura de concurso público municipal e estadual, assim como remuneração adequada; a proibição de abertura de novos cursos e a fiscalização dos já existentes; maiores investimentos e ações efetivas no plano preventivo (doenças crônicas e epidêmicas); a avaliação dos reflexos da postura arbitrária do Ministério Público na aplicação do TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Dr. Hamilton Cé Presidente da Associação Médica da Serra – Lages




P e r s p ec t i v a s

pa r a

2008

Em 2008, nosso desejo é de que a classe seja mais uníssona com os interesses da sociedade médica, nas lutas por melhorias das condições de trabalho e remuneração. A saúde passa por uma grande e difícil problemática, complexa e desafiadora, no que se refere à evolução médica, que só será vencida com a participação de todos, mudando radicalmente a saúde em nosso país. Além das ações na defesa profissional, nossa Regional também tem como meta prioritária para este ano promover uma maior união da classe médica, estimulando a participação dos sócios já integrantes, bem como os novos. Dr. Jean Beno Schreiner Lucht Presidente da Regional Médica de Jaraguá do Sul

O que se espera para 2008 é que o Brasil tenha uma política de saúde mais digna e eficiente e que nossos dirigentes percebam que o acesso à saúde é um dever de todos os governantes, não só da classe médica. Que o SUS possa respeitar todo e qualquer cidadão, independente de classe social e econômica, facilitando o acesso de todos para o atendimento médico, acabando com as intermináveis listas de espera, seja na consulta às diferentes especialidades, ou nos exames complementares. Que o serviço público remunere dignamente os médicos e que não haja mais exploração do trabalho do profissional da medicina. Finalmente, que a profissão médica seja regulamentada no decorrer deste ano. Dra. Sildja Corrêa de C. Silvestre Presidente da Associação Médica da Região da AMUREL – Laguna

Neste ano de 2008, o nosso principal projeto será aumentar o número de sócios da Regional. Queremos incrementar essa ação através da Campanha ‘Um por Um’, que inicia no mês de março, e consiste em cada sócio trazer um novo membro para o grupo. Como classe, nossas expectativas para o novo ano incluem uma política de saúde mais digna, em todos os sentidos, que garanta a valorização do médico e o resgate da sua dignidade profissional. Também defendemos a qualificação das escolas médicas e o fechamento dos cursos que visam apenas o lucro e não a formação acadêmica, assim como a criação de Residências Médicas adequadas e fortes. Quanto à grande conquista para 2008, creio que seria o reconhecimento da classe em nível estatal e perante a sociedade. Dr. Valdir Célio Klein Presidente da Regional Médica de Balneário Camboriú

Para nós, o ano que se inicia vem cheio de expectativas, pois em 2008 seremos os responsáveis, junto ao COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas), pela realização do FEMESC (Fórum das Entidades Médicas de Santa Catarina), que acontecerá em Fraiburgo, onde gostaríamos de contar com ampla participação dos colegas de todo o estado. Também na área da saúde temos importantes conquistas a alcançar, como a efetiva valorização dos médicos pelo SUS (Ministério Público) e em todos os níveis: federal, estadual e municipal. Também em termos de mídia, esperamos que a saúde e o trabalho médico sejam respeitados e não explorados. Dra. Tania Maria de Oliveira Imthon Presidente da Regional Médica de Videira




P e rDs ep fecestai vda as Cp aBrHa PM 2008

Ano de árduo trabalho no cenário nacional

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ualificar e valorizar o médico. É em torno destes objetivos que se estruturam todas as ações da Associação Médica Brasileira. Qualificar o médico significa trabalhar sobre sua formação graduada, sobre sua especialização e sobre seu contínuo desenvolvimento profissional. A proliferação de escolas médicas de má qualidade em nosso país torna absolutamente necessário o envolvimento da Associação Médica no processo de avaliação e credenciamento de cursos de medicina. Temos desenvolvido gestões junto ao Ministério da Educação e no Congresso Nacional, no sentido de coibir a criação de novos cursos de medicina e rever as autorizações de funcionamento dos hoje existentes. Na Câmara dos Deputados encontra-se pronto para discussão no plenário o projeto de lei nº 65/2003, que, espero, seja aprovado e traga substancial contribuição na solução deste problema. Ao lado disso, a Associação Médica tem trabalhado na elaboração de um projeto de acreditação de escolas médicas, acompanhando experiências semelhantes desenvolvidas em associações médicas de outros países, notadamente, na Associação Médica Americana. A residência médica é uma forma consagrada de especialização em medicina, adotada em todos os países desenvolvidos e obrigatória para o pleno exercício da profissão médica. Temos encontrado muita dificuldade no Brasil em compatibilizar os programas de residência médica/especialização com o progresso da medicina. Se em todos os países bem sucedidos os programas de residência se estendem de quatro a sete anos, no Brasil há enorme resistência a fazê-los ultrapassar a barreira dos dois ou três anos. Além disso, vê-se uma tendência a limitar o escopo da residência aos programas ditos

básicos, como Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia, Psiquiatria e Pediatria, como se as demais quase 50 especialidades médicas não se constituíssem parte da assistência integral. A educação continuada faz parte do programa central de atuação da Associação Médica Brasileira, que tem buscado acreditar os milhares de especialistas, apoiada na Comissão Nacional de Acreditação e na atualização dos Títulos de Especialista. O Programa Diretrizes tem sido difundido por todo país, de diversas formas e, particularmente, a

A valorização do médico se faz a partir de referenciais que orientem e definam o escopo da prática clínica, como a CBHPM, que impôs um novo conceito de reconhecimento pelo trabalho de cada um dos especialistas

partir do Programa de Educação Médica Continuada à Distância, que hoje já ultrapassa as fronteiras do Brasil e alcança países da América Latina. A valorização do médico se faz a partir do estabelecimento de referenciais que orientem e definam o escopo da prática clínica, como a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e sua correta aplicação, e das Diretrizes. São esses dois importantes instrumentos que garantem a independência da profissão e sua qualidade. Também a CBHPM impôs um novo conceito de valorização do trabalho médico, ordenando a partir da hierarquização o justo reconheci-

mento pelo trabalho de cada um dos especialistas. Neste mister, ao lado da representação médica junto às operadoras de plano de saúde e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Associação Médica Brasileira tem ainda trabalhado no Congresso Nacional, esperando que possamos, ainda este ano, ter aprovado o projeto de lei nº 39/2007, que considera a CBHPM como referencial na fixação da remuneração do médico no sistema suplementar. Entendemos que no Sistema Único de Saúde (SUS), a CBHPM também deva ser o instrumento de referência. Sua aplicação e a criação de mecanismos para a remuneração direta ao médico, a exemplo do extinto Código 7, são essenciais para viabilizar a atividade do médico como profissional liberal no SUS. Também faz-se necessário estabelecer referencial para o trabalho médico em regime de contratação, seja no sistema público ou privado, e a Associação Médica tem trabalhado junto às demais entidades da classe para a implantação do piso salarial definido pelo ENEM, assim como para a elaboração de um Plano de Cargo, Carreira e Salário que uniformize, sob este regime, o exercício da Medicina no Brasil. Por fim, a regulamentação da profissão médica, projeto de lei nº 7703/2006, foi tratada no Senado Federal e hoje está em discussão na Câmara dos Deputados. São estas iniciativas, entre muitas outras, que nesta oportunidade destacaria como prioridades para 2008, ano que antecipamos um árduo trabalho e a perspectiva de grandes progressos. Dr. José Luiz Gomes do Amaral Presidente da Associação Médica Brasileira – AMB




N o ta

oficial

Governo propõe privilégios indevidos a médicos formados em Cuba

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ornais de todo o país abriram espaço para a notícia de que o governo federal prepara um pacote de facilidades para a validação de diplomas de médicos brasileiros formados em Cuba. A idéia seria aprovar no Congresso alguns privilégios inadmissíveis, como a possibilidade daqueles que já concluíram o curso complementarem o currículo em alguma universidade pública, para depois se submeter a uma prova de validação. A burla explícita ao processo de educação médica brasileira já começa com a possibilidade desses formandos concluírem o curso numa universidade pública sem vestibular e custeados pelos cofres públicos. Outra questão grave é que, dessa forma, o governo simplesmente acaba com a coerência do processo de revalidação. Para que um diploma seja validado, a premissa é que exista compatibilidade curricular. Sem a equivalência, não se pode pedir a revalidação, muito menos se submeter à prova. Se as disciplinas são diferentes, na verdade, o médico, seja formado no país A ou B, simplesmente não possui capacitação e aptidão para atender aos cidadãos brasileiros respeitando as peculiaridades do sistema de saúde. Entre uma série de propostas ilógicas, o governo federal também estaria acenando com a celebração de um acordo para enviar a Cuba professores que ministrariam disciplinas como doenças tropicais e funcionamento do Sistema Único de Saúde especialmente para os estudantes brasileiros. A idéia, teoricamente, seria a de complementar o currículo. A partir daí todos teriam o diploma revalidado automaticamente em nosso país. Trata-se de mais um grande absurdo e de outra incongruência.

Aliás, o problema do ensino médico de Cuba não é a falta de uma disciplina ou outra. Na verdade, tem nível e foco diferentes do ensino do Brasil. Faz tempo o governo federal busca, por intermédio de subterfúgios, caminhos ilegítimos para validar diplomas de alunos de medicina brasileiros formados em Cuba. Portanto, é fundamental alertar a sociedade sobre os perigos da “importação” de médicos sem que se submetam ao obrigatório processo de revalidação do diploma. É indispensável, vale frisar novamente, a comprovação de que o médico está apto a responder às necessidades do sistema de saúde do Brasil. E isso vale para os médicos cubanos, bolivianos, americanos, europeus, enfim para todos. Inclusive, como é o caso, para os brasileiros que se formam fora. Um só precedente, a quem quer que seja, é iminente risco aos cidadãos, já que abre a possibilidade de colocar no atendimento à saúde alguém não qualificado. Recentemente, o Encontro Nacional das Entidades Médicas fechou uma posição sobre essa questão. Entendemos que os médicos brasileiros e estrangeiros devem se adequar à legislação vigente. Para os formados no exterior, impõe-se a revalidação do diploma em moldes uniformes, definidos por comissão bipartite, governo e entidades médicas, realizada sob supervisão do Ministério da Educação em universidades públicas. Os médicos brasileiros repudiam

todo e qualquer acordo que fira a legislação e privilegie profissionais formados em qualquer país. Por fim, diferentemente do que dizem as autoridades constituídas, trazer médicos de fora não é solução para o problema da falta de assistência em áreas remotas, pois os mesmos também terão dificuldade de assumir tal missão, já que o governo não cumpre seu papel, que seria o de criar condições para atrair os profissionais e garantir sua fixação nessas regiões. Atualmente, não existe um plano de carreira, não existe a possibilidade de o médico manter-se atualizado cientificamente, não existem recursos para o adequado atendimento, entre outras deficiências. São falhas graves de um sistema que tendem a se agravar ainda mais enquanto o governo não assumir suas responsabilidades e abdicar de pacotes absurdos e perigosos Associação Médica Brasileira AMB Conselho Federal de Medicina CFM Federação Nacional dos Médicos FENAM


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Boas Notícias

Brasileiros elegem médicos como a categoria mais confiável

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ova pesquisa nacional aponta os médicos como a categoria mais confiável entre os brasileiros. O estudo foi realizado no final de 2007, pelo Instituto de Pesquisa Market Analysis, no qual 71,57% dos entrevistados escolheram os médicos como os mais confiáveis. O segundo lugar ficou para os economistas, com 48,68%, seguidos dos policiais federais (46,21%), dos juízes (46,10%), contadores (44,08%) e dos advogados (41,58%). O levantamento foi feito em oito capitais do país: Belo Horizonte,

Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e São Paulo e vem merecendo ampla divulgação pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A pesquisa repete o resultado já obtido pelo IBOPE no ano de 2005, quando a classe médica obteve voto de 81% dos entrevistados no quesito de confiança, ficando à frente até mesmo da Igreja Católica (71%), das Forças Armadas (69%), dos jornais (63%) e dos engenheiros (61%).

Cursos de Medicina terão novas regras para fiscalizar qualidade

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regulamentação e a fiscalização de cursos de Medicina devem ter regras novas a partir deste ano, seguindo o modelo do que foi feito com os cursos de Direito. O ministro da Educação, Fernando Haddad, convidou o ex-ministro da Saúde Adib Jatene para trabalhar no projeto, que terá como ponto de partida os resultados do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), cuja divulgação é esperada para maio. Segundo dados do MEC, o número dos cursos de Medicina aumentou 86% de 1996 a 2006. O último Censo do Ensino Superior mostra que havia 160 cursos em 2006 e 15,2 mil vagas em vestibulares eram 7,9 mil em 1996. “Nenhum país do mundo conseguiria criar o corpo docente e a infra-estrutura necessários para atender a mais de 80 novos cursos de Medicina em um prazo tão curto”, disse Jatene.

O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Gomes do Amaral, acrescenta que o País precisa definir quantos médicos precisa, levando em conta o sistema de saúde que tem. “O SUS não pode contratar 150 mil médicos, então não adianta formar essas pessoas.” Segundo ele, o País tem hoje 1 médico para cada grupo de 500 habitantes, número próximo do da União Européia. A fiscalização das faculdades médicas deverá adotar critérios específicos. O ministro Fernando Haddad afirmou que os novos critérios deverão levar em conta também algumas variáveis mais complexas, como as condições dos hospitais e a oferta de residências médicas. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defende o aumento do número de anos para cursos de residência. Para Haddad, no entanto, é preciso primeiro garantir a qualidade da graduação.


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Joinvilense é o novo Presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia

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médico catarinense Jurandir Coan Turazzi, de Joinville, é o novo Presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), para o mandato de um ano. Formado em medicina pela Universidade Federal do Estado de Santa Catarina (UFSC) em 1985 e com título de especialista da SBA em 1987, Jurandir Turazzi faz parte do Serviço de Anestesiologia de Joinville (SAJ). Empossado para o novo cargo no último dia 12 de janeiro, o médico assume a missão de liderar a categoria na entidade na qual já atuou como VicePresidente, e para onde levará também a experiência adquirida na presidência da Sociedade de Anestesia do Estado de Santa Catarina (SAESC), durante os anos de 1996 a 1999. O trabalho da especialidade em Joinville é reconhecido nacionalmente. O centro de ensino e treinamento mantido pela SAJ também é destaque no país. Um dos desafios do Dr. Jurandir na nova função é dar condições a todos os anestesiologistas brasileiros de cumprirem integralmente a resolução do CFM 1802 de 2006, a qual tornou obrigatória a utilização de diversos equipamentos, procurando conseguir junto aos órgãos responsáveis facilitação para aquisição dos mesmos. “Pretendemos também dar continuidade às ações que visem melhoria da remuneração do anestesiologista, seja no SUS como também na Saúde Suplementar. Na área científica, pretendemos desenvolver um curso a distância que aborde os temas exigidos no programa de formação de nossos especialistas, para que ao final de três anos tenhamos abordado todo o programa”. O médico catarinense já foi presidente e membro da Comissão de Ensino e Treinamento da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (2000 a 2002), Diretor do Departamento de Defesa Profissional da SBA (2004 a 2006) e membro da Comissão Nacional de Honorários Médicos da Associação Médica Brasileira (AMB). Autor de artigos publicados na Revista Brasileira de Anestesiologia, co-editor do livro “Ensino a Distância”, da SBA, e coautor do capítulo “Clínica de Avaliação pré-operatória”, no livro “Medicina Perioperatória”, também da SBA. “Ser o Presidente da SBA neste ano, acima de tudo é uma grande honra. Após uma participação efetiva na entidade nos últimos anos, sinto-me confiante em po-

Dr. Jurandir Coan Turazzi (centro) foi empossado junto à sua Diretoria, no último dia 12 de janeiro der dar continuidade aos serviços prestados por nossa Sociedade aos seus mais de sete mil sócios e procurar desenvolver novos projetos que permitam à SBA cumprir com seu papel fundamental, que é atuar intensamente no ensino, educação

continuada e defesa profissional. Conto, para isso, com o apoio irrestrito de meus sócios do Serviço de Anestesiologia de Joinville, os quais não medem esforços para me darem liberdade de atuação à frente da diretoria”.

Membros da Diretoria da SBA Presidente:

Dr. Jurandir Coan Turazzi (SC)

Vice-Presidente:

Dr. Luiz Antonio Vane (SP)

Secretário Geral:

Dr. Carlos Eduardo Lopes Nunes (RJ)

Tesoureiro:

Dr. Henri Brausntein (RJ)

Diretora do Departamento Científico:

Dra. Nádia Maria da Conceição Duarte (PE) Dr. José Mariano Soares de Moraes (MG) Dr. Airton Bagatini (RS)

Diretor do Departamento de Defesa Profissional: Diretor do Departamento Administrativo:

Empossada nova Diretoria da Sociedade de Cardiologia em Santa Catarina A Sociedade Brasileira de CardiologiaSeção Santa Catarina comunica a nominata de sua nova Diretoria, para o biênio de 2008-2009: Dr. Harry Corrêa Filho - Presidente Dr. Siegmar Starke - Vice-Presidente Dr. Sérgio Luiz Zimmermann Diretor Administrativo Dr. Artur Haddad Herdy - Diretor Financeiro Dr. Jamil Cherem Schneider - Diretor de Qualidade Assistencial Dr. Evandro de Campos Albino - Diretor de Relações com a SBC/FUNCOR

Dr. Amberson Vieira de Assis Diretor de Comunicação Dr. Antônio Felipe Simão - Diretor Científico Diretores Regionais Dr. Conrado Roberto Hoffmann Filho – Norte e Planalto Norte Dr. Marcos Vinicius Claussen Moura - Vale do Itajaí Dr. Danilo S. Peressoni Castro – Sul Dr. Paulo Roberto Waltrick – Planalto Dra. Marinês Bertolo Peres – Centro Oeste e Oeste


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Valorização

do

Ensino Médico

ACM entrega 1ª edição da Medalha Roldão Consoni Sabidamente o curso de Medicina é o mais longo e mais puxado entre os cursos de graduação. Começa com o mais concorrido vestibular, seguido por seis anos de intensos estudos, muitas noites em claro e pouca vida social, até a formatura. Mas ainda não acaba aí. Depois, são no mínimo mais dois anos de Residência Médica, fora a especialização. Por isso, o reconhecimento, depois de tanto esforço, é mais do que merecido, é justo. Com a criação da Medalha Dr. Roldão Consoni, a Associação Catarinense de Medicina premia o esforço dos alunos que conquistam a melhor colocação nos cursos de Medicina em atividade em Santa Catarina. A primeira edição do prêmio aconteceu no final de 2007, envolvendo a Universidade Federal, em Florianópolis (UFSC), e as Universidades de Blumenau (FURB), Joinville (UNIVILLE), Itajaí (UNIVALI), Tubarão (UNISUL) e Criciúma (UNESC).

UFSC

“Receber a Medalha Dr. Roldão Consoni é um reconhecimento muito importante e nem sei como descrever como estou feliz pela conquista”, relata a Dra. Caroline Kroeff Machado, primeira colocada no curso de Medicina da UFSC, que recebeu a premiação das mãos do Presidente da ACM, Dr. Genoir Simoni. Atualmente, a nova médica está na Escola Paulista de Medicina, em São Paulo, fazendo Residência Médica em Cirurgia Geral. “Por estar fora de Santa Catarina ainda não me associei à ACM, mas pretendo fazê-lo quando retornar ao estado, por considerar muito importante o trabalho desempenhado pela entidade”. Caroline não sabe ao certo quando decidiu que seria médica, mas acredita que foi aos 13 ou 14 anos. “Sempre gostei da área da saúde e também da idéia de poder ajudar as pessoas. A medicina tem uma aura de encanto, um aspecto mágico, pelos resultados que promove. É uma ciência muito admirada. Por isso, estou muito satisfeita”.

A Dra. Jaciara Raiter recebeu a Medalha Dr. Roldão Consoni das mãos da Dra. Elisabeth Ternes Pereira, Secretária de Saúde de Blumenau e Presidente da Associação Médica de Blumenau. “Considero esta medalha muito importante, não por vaidade pessoal, mas pela pessoa que deu nome ao prêmio. Fiquei muito honrada e lisonjeada, pois considero essa uma excelente maneira de começar minha vida profissional”. A nova médica pretende se engajar desde cedo no movimento associativo da classe porque reconhece a importância da união para a defesa dos interesses dos médicos e dos pacientes. “São muitas as reivindicações e as conquistas a serem alcançadas. Quero fazer parte das ações da categoria e as promoções de congraçamento da ACM”. A Dra. Jaciara já está cursando Residência em Clínica Médica no Hospital Santa Isabel, em Blumenau. “Estou dividida entre fazer especialização em Hematologia ou Endocrinologia”.

FURB

UNIVILLE “A entrega da Medalha Dr. Roldão Consoni foi algo inesperado. Lembro que na hora que chamaram meu nome para recebê-la, meu corpo tremeu, suei frio e tive uma explosão de felicidade, por ganhar um prêmio que leva o nome de uma autoridade na área médica e que tem um significado inestimável para toda a sociedade”, descreve o Dr. Jaques Dieter Bayerl, que recebeu o prêmio das mãos do Dr. Conrado Roberto Hofmann, renomado cardiologista e Presidente da Sociedade Joinvilense de Medicina. “Desde criança o funcionamento do corpo humano exerceu grande fascínio sobre mim. Por isso optei pelo curso de Medicina. Também contribuiu para a minha escolha o desejo de poder aliviar o sofrimento, ou até mesmo curar as enfermidades das pessoas”.


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UNIVALI

“Além de uma grande honra, receber a Medalha Dr. Roldão Consoni significou o reconhecimento de um esforço de muitos anos e a prova de que valeu a pena”, desabafa a Dra. Sílvia de Souza Kretzer, que já está fazendo Residência Médica no Hospital das Clínicas, em Porto Alegre. “Medicina é um curso muito difícil, mas que me trouxe recompensas todos os dias. Não sei o que faz alguém ser a primeira colocada em sua turma, e talvez seja injusto o prêmio ser entregue a uma só pessoa, mas o importante é valorizar o que a faculdade oferece, escutar os professores, estudar bastante, desenvolver desde cedo o relacionamento com o paciente, enfim, compreender que uma formação completa é realmente essencial”. A nova profissional também considera muito importante a consciência associativa e social do médico. “Acho que as associações da categoria são um meio de manter os médicos unidos, defendendo seus interesses legítimos e obtendo mais força para buscar o aperfeiçoamento da profissão”.

O Dr. Thiago Simiano Jung revela que embora tenha se dedicado muito aos estudos durante sua vida acadêmica, o fato de ter se destacado entre os melhores foi uma grande surpresa. “Receber um prêmio desta magnitude, que carrega o nome do desbravador do ensino médico em Santa Catarina, enche-me de orgulho e motiva ainda mais o meu exercício profissional. No dia da formatura, foi emocionante ouvir o orador chamar meu nome para receber a Medalha Dr. Roldão Consoni”. De origem simples, não foi fácil para a família financiar a faculdade do novo médico, que procurou aproveitar a oportunidade, honrar o esforço dos pais e garantir seu futuro. “Ser médico é ser fonte de esperança e de conforto em momentos delicados e frágeis da vida”. Para o Dr. Jung também é importante, desde cedo, participar das lutas da classe: “as conquistas dependem de união e organização”.

UNESC

UNISUL

A Dra. Luciana Carvalho Costa recebeu a Medalha Dr. Roldão Consoni das mãos do Presidente da Regional Médica de Criciúma, Dr. Ricardo Martins, fato que a lisonjeou ainda mais pela conquista. “Foi uma surpresa e uma grande emoção. O fato de ser a formanda com melhor nota na minha faculdade foi uma grande vitória e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade no meu caminho profissional”. Segundo a Dra. Luciana, durante todo o período acadêmico ela procurou se dedicar ao curso com verdadeiro empenho. A decisão de escolher o mais longo e concorrido curso não foi tomada em cima da hora, por impulso. “Desde criança eu soube que queria ser médica, ser pediatra”. Para ela, o associativismo é de extrema importância para a classe em geral, “porque defende os interesses dos profissionais e estimula a melhoria técnica, profissional e social dos médicos”.


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Vem aí o 17º Congresso Catarinense de Medicina

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este ano de 2008, a ACM realizará a 17ª edição do Congresso Catarinense de Medicina, no período de 2 a 4 de outubro, no CentroSul, em Florianópolis. O maior evento científico da classe em Santa Catarina reunirá colegas de todo o estado e terá como tema central os “Avanços na Medicina” nas principais áreas de atuação da prática médica: Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Clínica Cirúrgica e Medicina da Família. O objetivo maior é promover o aprimoramento profissional através do debate em torno das grandes atualizações e da evolução no setor, elevando a medicina no estado e permitindo o aperfeiçoamento da categoria. De acordo com o Presidente da Comissão Científica do Congresso,

Dr. Jorge Hamilton Garcia, que é Diretor Científico da ACM, “o evento será um momento para discutir como fica a relação médico-paciente frente ao exponencial crescimento tecnológico; uma oportunidade para refletir a respeito do distanciamento que pode ocorrer entre o profissional e o seu cliente, na medida em que a tecnologia permite a prática clínica até mesmo a distância”. A expectativa do coordenador dos trabalhos é trazer ao debate o fato dos médicos estarem constantemente recebendo um grande número de informações, numa verdadeira ‘avalanche tecnológica’ que cresce de forma positiva e, ao mesmo tempo, exige cada vez mais do profissional um aprimoramento científico e, inclusive, um maior treinamento técnico frente a no-

vas máquinas, dispositivos, procedimentos diagnósticos e terapêuticos que venham a acrescentar e trazer mais segurança e conforto tanto para o médico como para os seus pacientes. “Para abrilhantar o Congresso teremos palestrantes vindos de toda Santa Catarina e alguns convidados de outros estados. Para isso, estamos firmando parcerias e buscando patrocínios com empresas que tenham interesse de divulgar seus produtos para a classe médica, principalmente empresas farmacêuticas e de materiais médicos e hospitalares, que também podem participar da Feira de Produtos e Serviços da Saúde, que acontecerá simultaneamente ao evento científico, como em anos anteriores”, ressalta o Diretor da ACM.


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Inicia em março o Programa Catarinense de Educação Médica Continuada ACM e SBCM

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riado através de uma parceria entre a ACM e a Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Santa Catarina (SBCM/ SC), inicia no próximo dia 28 de março o Programa Catarinense de Educação Médica Continuada, curso aprovado para Certificação de Atualização Profissional pela Comissão Nacional de Acreditação da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina. O Curso iniciou suas atividades no ano de 2007, quando foram realizados oito módulos do Programa (com 12 horas de aula cada), reunindo 82 inscritos de todas as regiões do estado na sede da ACM, em Florianópolis. Para 2008, a programação científica estará dividida em nove módulos, com um total de 100 horas/aula que se desenvolverão de março a novembro, sem intervalo no mês de julho.

Público alvo

Médicos Clínicos, Generalistas, Médicos da Família, Emergencistas, Residentes.

Objetivos

Ampliar as possibilidades de atualização e reciclagem através de conteúdos das diversas especialidades médicas, que convergem para o trabalho do Clínico, nutrindo a sua base de dados, melhorando a elaboração diagnóstica, privilegiando o método clínico como ferramenta essencial consubstanciada em resolutividade e efetividade. Promover e propiciar fundamentos teóricos para que os médicos residentes complementem a sua formação curricular, favorecendo o desempenho profissional inicial.

Organização

Dr. Ademar José Oliveira Paes

Junior – Diretor de Publicações Científicas da ACM Dr. Carlos Roberto Seára Filho Presidente SBCM/SC Dr. Genoir Simoni - Presidente ACM Dra. Helena Elisa Piazza Dr. Jorge Hamilton Soares Garcia Dr. Klaus Peplau Dr. Luiz Afonso dos Santos Dr. Luiz Henrique Melo Dra. Paula Regina Fischer

Local

Associação Catarinense de Medicina Rodovia SC 401, Km 04 - Saco Grande - Florianópolis / SC Maria do Mar Hotel Rodovia João Paulo, 2285 - João Paulo - Florianópolis / SC

Horário

Sextas-feiras: das 19 às 22 horas Sábados: das 8 às 12h20min e das 13h30min às 17h30min

Programa Científico MÓDULO I - 28 e 29 de março Crise Hipertensiva / Laboratório em Infectologia /Artralgias / Tumores Hipofisários / Macrolídeos / Demência / Hipertensão Refratária / Pneumonias Atípicas / Abordagem do Coma / Check Up / Osteoporose - é possível prevenir na infância

/ Ombro Doloroso / Laboratório em Hematologia / Quinolonas / Dislipidemia / Pneumocistose / Transtornos Somatoformes e Dissociativos / Labirintopatias / Rx de Tórax na Emergência

MÓDULO II - 25 e 26 de abril DPOC Descompensado / Leptospirose / Lombalgias / Insuficiência Adrenal / Antifúngicos / Prevenção em Geriatria / Insuficiência Cardíaca no Ambulatório / Pneumonias Comuns / Ansiedade / Queimaduras / Câncer de Pele

MÓDULO VI - 29 e 30 de agosto Insuficiência Coronariana Aguda / Hantavirose / Laboratório em Reumatologia / Síndrome Ovários Policísticos / Penicilinas / Atividade Física no Idoso / Doença Arterial Periférica / Dor Torácica não Cardiogênica / Intoxicação por Substâncias Psicoativas / Código de Ética Médica / Radiologia de Abdome

MÓDULO III - 30 e 31 de maio Pancreatite Aguda / Raiva / LERDORT / Síndrome Eosinofílica / Cefalosporinas / Infecções no Idoso / Arritmias / Sarcoidose / Alcoolismo e Síndrome de Abstinência Alcoólica / Otites / Sinusites / Leucemias MÓDULO IV - 27 e 28 de junho Cetoacidose Diabética / Meningite

MÓDULO V - 25 e 26 de julho ECG

MÓDULO VII - 26 e 27 de setembro Abdome Agudo / HIV / Tumores Ósseos / Tireoidites / Aminoglicosídeos / Depressão no Idoso / Hiperaldosteronismo / Paracoccioidomicose / Tabagismo /

Responsabilidade Civil e Criminal / Acidente com Animais Peçonhentos MÓDULO VIII - 24 e 25 de outubro Insuficiência Renal Aguda / Síndrome Mononucleose Like / Hiperparatireoidismo / Complicações Crônicas da Diabettes Mellitus / Drogas Anti-Estafilocócicas / Interação Medicamentosa no Idoso / Insuficiência Coronariana Ambulatorial / Diagnóstico Diferencial das Oftalmopatias Comuns / Suicídio / Agitação Psicomotora / Atestados Comuns / Atestado de Óbito / Acidente com Animais Peçonhentos II MÓDULO IX - 28 e 29 de novembro Edema Agudo de Pulmão / Tuberculose / Anemias / Distúrbios da Coagulação / Antivirais / Acidente Vascular Cerebral / Hipertensão Arterial Sistêmica / Asma / Transtorno Obssessivo Compulsivo / Impotência / Frigidez / ACLS na Prática Clínica


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H o m e n a ge m

Santa Catarina comemora 50 anos de Medicina do Dr. Walmor Belz

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o último dia 17 de dezembro, o médico Walmor Erwin Belz, de Blumenau, completou 50 anos de dedicação à medicina em Santa Catarina. Atuando no Hospital Santa Isabel e integrando o Corpo Docente da Universidade Regional de Blumenau (FURB), o cirurgião é motivo de orgulho para a classe, por suas conquistas profissionais, comemoradas ao lado de seus colegas e pela Associação Catarinense de Medicina, entidade da qual é associado e onde

Dr. Walmor Belz é titular da Cadeira 23 da Academia Catarinense de Medicina

(1984-1986), Presidente em vacância (1979) e 2º Vice-Presidente (1999). Na Regional Catarinense da SBACV, além de fundador (1970) atuou como Presidente nas gestões de 1974-1976 e 1982-1984, e Vice-Presidente nas gestões de 1970-1974 e 1992-1993. No Colégio Brasileiro de Cirurgiões, foi fundador (1980), Vice-Mestre (19801983) e Secretário (1999). Além disso, ocupou o cargo de Presidente da Regional de Santa Catarina no Internacional College of Surgeos e é titular da Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia. Na vida associativa foi Presidente, Vice-Presidente, Secretário, membro das Comissões de Defesa de Classe e Científica da Associação Médica de Blumenau (AMBl). É jubilado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina (CREMESC) e ex-Conselheiro em duas gestões: 19731978 e 1983-1988. Já na Academia Catarinense de Medicina (ACAMED) é membro emérito e titular da Cadeira 23, ao lado dos mestres e ilustres da categoria médica no estado. No Hospital Santa Isabel, já foi Chefe da Clínica Cirúrgica, Diretor, membro do Conselho, fundador do Centro de Estudos e do Serviço de Angiologia, Cirurgia Vascular e Endovascular.

já atuou como Vice-Presidente (1967). Formado em medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Distrito Federal, especializouse em Cirurgia Geral (1971), Angiologia e Cirurgia Vascular (1972) e em Angiorradiologia (2003). Na área científica, teve atuação de destaque na Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), onde desde o ano de 2000 é sócio emérito e já ocupou os cargos de Diretor de Publicações (1962-1975), 2º Tesoureiro O médico atua no Hospital Santa Isabel e compõe o Corpo (1979-1981), 1º Secretário Docente da Faculdade de Medicina da FURB

Aprimoramento profissional e homenagens Presidente, moderador, palestrante e congressista de diversos eventos científicos nas suas áreas de atuação, Dr. Walmor Erwin Belz pontuou sua vida profissional pelo aprimoramento constante, sendo autor de 95 trabalhos apresentados em Congressos e Jornadas internacionais, nacionais, estaduais e regionais. Seu trabalho junto à FURB também merece destaque. Na Universidade, foi Presidente da comissão que implantou o Curso de Medicina (o segundo no estado de Santa Catarina), sendo hoje membro do colegiado da faculdade e professor concursado da cadeira de Cirurgia Vascular. Com tantos atributos, o médico também já foi merecedor de diversas homenagens, destacando-se: • Ordem do Mérito Angiológico René Fontaine • Ordem do Mérito Professor Newton Wiethorn da Luz • Emérito da Associação Médica de Blumenau • Emérito da Associação Catarinense de Medicina • Emérito do Centro de Estudos do Hospital Santa Isabel • Emérito da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular • Emérito da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional de Santa Catarina • Cidadão Emérito de Blumenau • Homenagens dos Formandos de Medicina da FURB nos anos de 1997 e 1998 • Homenagens da Associação Médica de Blumenau nos anos de 1991, 1995 e 1999 • Homenagem do Núcleo de Estudos Catarinenses


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A ge n d a C i e n t í f i c a VIII Congresso Catarinense de Ortopedia e Traumatologia II Jornada de Ombro e Cotovelo da Regional Sul II Curso de Videoartroscopia e Artroplastia de Ombro Data: 04 e 05 de abril de 2008 Local: Jurerê Beach Village – Florianópolis/SC Tema Central: Avanços em Cirurgia Ortopédica Promoção: Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT/ SC e Sociedade Brasileira de Ombro e Cotovelo – Regional Sul. Durante o Congresso serão debatidos diversos assuntos de interesse da especialidade, com destaque para: trauma na infância, paciente politraumatizado, atividade física no idoso, cirurgia minimamente invasiva na coluna vertebral, entre outros. Informações: www.ccot2008.com.br

I Congresso Sulbrasileiro de Instrumentação em Vídeo Cirurgia Data: 24 a 26 de abril de 2008 Local: Joinville/SC Informações: Sociedade Joinvilense de Medicina E-mail: sjm@sjm.com.br Telefone: (47) 3433-1593 Fax: (47) 3433-1593

9º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade Data: 1 a 4 de maio de 2008 Local: Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza (CE) Informações: (11) 3865-5354 E-mail: secretaria@malulosso.com.br Telefone: (11) 3873-1822 Fax: (11) 3864-4673 A temática do Congresso realça o potencial da Especialidade e da Estratégia

de Saúde da Família para qualificar a assistência aos brasileiros. Site: www.sbmfc.org.br

I Congresso Brasileiro de Medicina Hospitalar Data: 1 a 3 de maio de 2008 Local: Centro de Eventos do Hotel Serra Azul - Gramado - SC Informações: Acontece Eventos E-mail: acontece@aconteceeventos.com.br Telefone: (51) 3019-2444 Fax: (51) 3012-9148 Site: www.medicinahospitalar.com.br

X Jornada Joinvilense de Ginecologia e Obstetrícia Data: 3 a 5 de julho de 2008 Local: Joinville/SC Informações: Sociedade Joinvilense de Ginecologia e Obstetrícia E-mail: sjm@sjm.com.br Telefone: (47) 3433-1593 Fax: (47) 3433-1593


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A ge n d a

da

Diretoria

O

Jornal ACM divulga aos médicos catarinenses a AGENDA DA DIRETORIA, com o intuito de permitir uma total transparência das ações da gestão da entidade associativa. O objetivo desta seção do informativo da ACM é ainda o de manter o médico de Santa Catarina permanentemente informado sobre as principais ações desenvolvidas em sua defesa e que muito necessitam de sua participação e opinião.

DEZEMBRO

J A N EI R O

FEVEREIRO

03/12 - Reunião Geral de Diretoria

10/01 - Reunião COSEMESC com administradores do plano de saúde da CASSI, para discutir sobre proposta de implantação da 4ª edição da CBHPM

11/02 - Reunião na Secretaria de Saúde do Município de Florianópolis

10/12 - Reunião do Conselho Consultivo ACM 15/12 - Assembléia Geral de Delegados, na sede da ACM 17/12 - Reunião da Comissão Estadual de Consolidação e Defesa da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos). 21/12 - Solenidade de formatura dos cursos de Medicina da Univali, em Itajaí, e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis

15/01 - Reunião COSEMESC com administradores do plano de saúde da PETROBRAS, para discutir sobre proposta de implantação da 4ª edição da CBHPM 16/01 - Reunião do COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina), na sede do Sindicato dos Médicos (SIMESC) 28/01 - Reunião com Comissão Organizadora do XVII Congresso Catarinense de Medicina

12/02 - Reunião com gestores da SES, sobre Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) e Gratificação de Desempenho e Produtividade Médica (GDPM) 25/02 - Reunião da Diretoria da ACM com a Assessoria Jurídica, sobre seguros 28/02 - Reunião com gestores da SES, sobre PCV e GDPM 29/02 - Audiência com o Diretor Adjunto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Norberto Rech, e entidades médicas, sobre medicamentos anorexígenos e psicotrópicos

ACM recebe Moção de Aplauso na Câmara Municipal de Florianópolis

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vereador e também médico cardiologista Walter da Luz (Dr. Juca) prestou homenagem especial à ACM, através de uma Moção de Aplauso, no dia 10 de dezembro de 2007, em solenidade realizada na Câmara Municipal de Florianópolis. “Sabemos a grande importância da Associação Catarinense de Medicina para toda a sociedade, e nada mais justo que reconhecer isso publicamente, no ano em que ela completou seus 70 anos de atividades”, destacou o vereador. O médico explicou sua decisão de promover a homenagem pelo reconhecimento do trabalho da entidade não apenas perante a classe médica, mas

também para a população. “A ACM tem feito um excelente trabalho, na luta pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimento Médico (CBHPM), na publicação do seu jornal bimestral, sempre com notícias sobre a classe, e na atuação conjunta com as Regionais Médicas, para resolver problemas locais. Além disso, merece ser destacada a publicação da Revista Arquivos Catarinenses de Medicina, assim como toda a estrutura que a ACM proporciona e co- O Vice-Presidente da ACM, Dr. Aguinel Bastian Junior, recebeu a loca à disposição dos médicos placa de homenagem das mãos do vereador Walter da Luz, autor da Moção na Câmara Municipal da capital catarinense catarinenses”.


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Tecnologia à disposição dos associados

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ecnologias da informação de última geração e especializadas estão cada vez mais presentes nos consultórios médicos catarinenses. Pensando em facilitar ainda mais o acesso a essas modernidades para seus associados, a ACM selou convênio com a empresa Manager Systems, que atua há 20 anos no mercado desenvolvendo e comercializando sistemas de gerenciamento para clínicas de pequeno, médio e grande porte. A partir desse convênio, os associados poderão obter descontos especiais na aquisição dos produtos comercializados pela empresa como o software house, gerado especialmente para a área da saúde, ou ainda sistemas para gerenciamento de imagens, voltados para a área de radiologia. Para elaborar esses programas e garantir a qualidade de seus produtos, a Manager Systems alia o conhecimento tecnológico das ferramentas mais modernas do mercado à experiência e know how dos consultores técnicos que formam sua equipe, sendo eles especializados em Engenharia de Sistemas. “Achamos de fundamental importância divulgar nossos produtos e serviços em um veículo tão bem conceituado como o Jornal da ACM. Queremos informar a classe médica do Estado de Santa Catarina sobre as ferramentas disponíveis no mercado no que diz respeito ao gerenciamento de serviços de saúde” ressaltou Karina Cherem Salum, responsável pelo marketing da empresa.

Empresas Conveniadas A Associação Catarinense de Medicina oferece a seus associados diversos benefícios através de 29 convênios com empresas nos mais variados setores. A parceria com estas marcas garante descontos e taxas especiais nos serviços prestados. Para usufruir destes benefícios e promoções oferecidas através destes convênios, basta apresentar a carteira de sócio, dependente ou funcionário da ACM. Confira as empresas conveniadas:

Ar Condicionado • AJL Ar Condicionado

Distribuidora de livros • ADM Distribuição

Audiovisual • Standard

Farmácia de Manipulação • Floratha

Buffet • Styllu’s Buffet

Hotéis • Cecomtur Hotel • Hotel Maria do Mar • Morro da Silveira Eco Village • Praia Brava Hotel

Clínica de recuperação • Clínica Caminho do Sol Comunicação • Apoio Comunicação Consórcio de Veículos • Hoepcke

Loja de Calçados e Bolsas • Arezzo • Mix Urbano • Sininho Calçados

Consultoria de Informática • Manager Systems

Moda Infantil • Turma da Ilha

Contadores • RG Contadores Associados

Odontologia • Instituto Odontológico Nivaldo Nuernberg

Corretora de Câmbio • Confidence Câmbio Corretora de Seguros • Jomani Seguros

Produtos Hospitalares • Ortonew Técnica Ortopédica • Santa Apolônia Hospitalar

Curso • CCAA - Idiomas

Projetos de Arquitetura • Dreher&Dure

Decoração e Utilidades • Arqflora Decorações

Restaurantes • Lindacap

Diagnóstico por Imagem • Sonitec

Tratamento e Estética • Rosana Ramos Philippi


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Carnaval Infantil reúne pequenos foliões na sede da ACM

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salão de festas da ACM foi invadido pelo colorido e a animação das fantasias de bailarinas, meninas super-poderosas, super-homens, índios e piratas na tarde de 05 de fevereiro, durante a Baile de Carnaval Infantil, evento já consagrado no calendário social da entidade e que mais uma vez teve seu sucesso confirmado na edição de 2008. A participação de associados e seus filhos ou netos na festa é motivo de satisfação da Diretoria da Associação Catarinense de Medicina, que anualmente prepara a festa com o objetivo de integrar cada vez mais os profissionais da medicina e suas famílias na “casa do médico”.

Pequenos foliões e seus familiares lotaram o salão da ACM na terça-feira de Carnaval e se divertiram ao som da banda CAS, até o entardecer


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Edição 257- Jan/ Fev 2008