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Nº 251 • Outubro / Novembro / 2006

Um ano de Conquistas

Vitória histórica junto ao Plano de Cargos e Vencimentos Página 03

P

assado um ano de mandato da atual gestão da ACM, muitas são as conquistas alcançadas em defesa da categoria e dos médicos associados. As vitórias obtidas no Plano de Cargos e Vencimentos da Saúde e na consolidação da CBHPM unem-se às ações de aproximação com as Regionais em todo estado e à modernização da entidade associativa para demonstrar, mais uma vez, a importância da integração dos médicos na sua mais antiga representação de classe, que vem construindo sua história através das lutas e avanços da medicina em Santa Catarina.

Entrevista Exclusiva com o Governador Luiz Henrique da Silveira Páginas Centrais

Participe da festa de Abertura do Verão na sede da ACM Página 15




Editorial

Mais

E

um ano de

A

Lutas

atual Diretoria da ACM ramento científico dos profissionais da encerra seu primeiro ano de medicina, tendo como ponto mais imgestão e se prepara para a portante o lançamento da terceira edição chegada de mais um ano de lutas e desados Manuais de Terapêutica. Trabalho fios. O momento remete-nos ao indispenque reuniu um número sem precedensável “balanço” dos avanços obtidos na tes de médicos nas suas especialidades, defesa dos médicos catarinenses, assim com a meta de colaborar com colegas como a reflexão sobre as ações que ainda de todo estado na prática diária da ativiestão por ser implantadas. Certamente dade médica, com temas especialmente muitas foram as conquistas obtidas em selecionados de acordo com sua impor2006, de maneira especial a consolidatância e atualidade, transformando os ção da CBHPM (Classificação Brasileira Manuais na grande obra científica da Hierarquizada de Procedimentos medicina em Santa Catarina. Médicos) e a implantação de melhorias Além disso, a ACM também exerceu salariais dos profissionais vinculados todas as suas demais funções associatià Secretaria de Estado da Saúde (SES), vas, no congraçamento da classe, atraatravés do PCV (Plano de Cargos e vés de eventos que abriram as portas Vencimentos). da “casa do médico” Os ganhos salariais, para todos os debates como forma de grae encontros promoviMuitas foram as conquistas tificação de produtidos. A entidade tamvidade, obtidos junto bém se modernizou, obtidas em 2006, ao Governo, demonsreforçou sua marca de maneira especial a tram que o caminho numa inovadora proescolhido pela ACM, posta de comunicaconsolidação da CBHPM em conjunto com o ção, reformulou seu COSEMESC, está em site, agregou parceiros e a implantação de sintonia com as necespara beneficiar seus sidades e com a posmelhorias salariais associados e buscou tura que a atualidade a efetiva aproximação dos profissionais exige, privilegiando das distâncias junto a a negociação e o disuas Regionais. vinculados à Secretaria álogo. Tais avanços Com tão imporsão frutos de grandes tantes resultados, a de Estado da Saúde, esforços, de uma deDiretoria da ACM iniatravés do PCV terminação ímpar das cia 2007 com muito lideranças à frente da otimismo e determiclasse, reescrevendo a nação nas lutas que história dos médicos servidores públicos ainda precisam ser instaladas, mantidas em nosso estado. ou intensificadas. Ao começar o novo Já a luta pela CBHPM vem se consano, a entidade também aproveita para truindo passo a passo, tendo como granfazer um verdadeiro chamamento à de vitória o seu reconhecimento como classe, desde os médicos recém-formao referencial de honorários da categoria, dos até os profissionais das mais disuma das metas centrais desde a sua criatantes regiões catarinenses, para que se ção. Através da ACM, que também coorunam à ACM e ajudem a edificar um asdena a Comissão Estadual de Defesa da sociativismo médico cada vez mais forCBHPM, a luta mantém-se ininterrupta, te e com respostas ainda mais amplas, junto às Singulares da Unimed, planos decidindo o futuro da categoria. de autogestão, medicina de grupo e seguradoras, que não podem mais negar a Feliz novo ano a todos ! existência e a essencial implantação da Classificação como forma de pagamento a seus prestadores de serviços médicos. É importante ressaltar, ainda, que 2006 D r . G enoir S imoni foi um ano de ações visando o aprimoPresidente

x p e d i e n t e

Informativo da Associação Catarinense de Medicina – ACM Rodovia SC 401, Km 4, Bairro Saco Grande - Florianópolis/SC Fone/Fax (48) 3231-0300 DIRETORIA Presidente Dr. Genoir Simoni Vice-Presidente Dr. Aguinel José Bastian Júnior Secretária Geral Dra. Ana Luiza de Lima Curi Hallal Diretor Financeiro Dr. Ilnei Pereira Filho Diretor Administrativo Dr. Urubatan Collaço Alberton Diretor Científico Dr. Armando José d’Acampora Diretora de Publicações Científicas Dra. Rosemeri Maurici da Silva Diretor de Patrimônio Dr. Dorival Antônio Vitorello Diretor de Previdência e Assistência Dr. Rafael Klee de Vasconcelos Diretora de Defesa Profissional Dra. Márcia Regina Ghellar Diretor das Regionais Dr. Hudson Gonçalves Carpes Diretora Sócio-Cultural Dra. Rose Marie Müller Linhares Diretor de Esportes Dr. Marcelo Fernando do Nascimento Diretor do Departamento de Convênios Dr. Edson Carvalho de Souza Diretora de Comunicação Dra. Raquel Helena Berretta Silveira V I C E D I S T R I TA I S Sul: Dra. Mirna Iris Felippe Zille Planalto: Dr. Osmar Guzatti Filho Norte: Dr. Marcos Alexandre Vieira Vale do Itajaí: Dr. Sérgio Marcos Meira Centro-Oeste: Dr. Nilson Fernando Dörl Extremo-Oeste: Dr. Luiz Fernando Granzotto DELEGADO JUNTO À AMB Dr. Remaclo Fischer Júnior Dr. Murillo Ronald Capella Dr. Viriato João Leal da Cunha Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Théo Fernando Bub Dr. Luiz Carlos Espíndola Dr. Élcio Luiz Bonamigo Dr. Hudson Gonçalves Carpes

Edição Texto Final – Assessoria de Comunicação Jornalistas Lena Obst (Reg. 6048 MT/RS) Denise Christians (Reg 5698 MT/RS) Diagramação Sarah Castro Impressão Gráfica Darwin Tiragem 4.000 exemplares


 Plano

de

Cargos

e

Vencimentos

Médicos têm todas as reivindicações atendidas

A

ssembléia Geral realizada em 18 de outubro, Dia do Médico, teve um resultado sem precedentes nas negociações com o Governo do Estado na luta pelas melhorias salariais dos médicos que integram o quadro da Secretaria de Estado da Saúde, no PCV (Plano de Cargos e Vencimentos). A Assembléia aprovou, sem votos contrários, a nova proposta salarial do Governo, que define um acréscimo, na forma de gratificação de produtividade, de pelo menos R$ 2.400,00 no piso do médico servidor público, alcançando, em março de 2007, o Piso Nacional de Salário definido pela FENAM (Federação Nacional dos Médicos). Com a importante vitória, os médicos catarinenses têm atendidas todas as suas reivindicações junto ao PCV: • Gratificação de Desempenho e Produtividade Médica – GDPM, devida aos servidores médicos lotados nas unidades próprias de saúde do Estado. A gratificação substituirá a remuneração do Pró-labore e terá os seguintes limites e valores: pontuação mínima – 60 pontos = gratificação de R$ 2.400,00, pontuação máxima – 100 pontos = gratificação de R$ 4.000,00. • Gratificação correspondente a 50% do nível 13, aos médicos que atuam nas Unidades de Emergência (Pronto Socorro) e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e que façam no mínimo 80 horas/mês. • Adicional de pós-graduação correspondente a 19% sobre o valor do vencimento fixado para a referência A, do nível 13, da estrutura de carreira, para os médicos que têm título de especialista reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e com o documento de Registro de Qualificação de Especialista (RQE) junto ao Conselho Regional de Medicina. • Supressão do § 2° do artigo 22, da Lei nº. 323/06, com a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais aos servidores médicos, sem prejuízo das providências operacionais já adotadas e comunicadas anteriormente.

Dirigentes do COSEMESC coordenaram a Assembléia Geral de 18 de outubro, que teve o voto unânime dos médicos em favor das melhorias no Plano de Cargos e Vencimentos • Alteração do Art. 96, em seu parágrafo único, concedendo a licença especial de que trata o caput do artigo, o qual obedecerá ao seguinte critério quanto à carga horária: de 501 a 1000 servidores filiados - 60 (sessenta) horas semanais (licença era de 30 horas). O próximo passo é garantir que o Governo encaminhe, o mais rápido possível, a proposta aprovada para a Assembléia Legislativa, através de Projeto de Lei, que será votado pelos Deputados Estaduais. Nesse sentido, os médicos devem permanecer mobilizados, como forma de obter o apoio dos parlamentares catarinenses.

Vitória é resultado de ampla negociação A conquista da gratificação de produtividade reafirma a importância da união da categoria através do Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina – COSEMESC, que no último ano exigiu de seus integrantes um grande empenho para a negociação dos anseios dos profissionais da medicina. Acompanhe, a seguir, a evolução da proposta que resultou na importante melhoria salarial dos médicos ligados à SES: Reivindicação das entidades médicas Gratificação correspondente a 200% do valor do piso do PCV, de R$ 1.200,00, no valor R$ 2.400,00. Proposta do Governo Gratificação financiada pelo Pró-labore e valor baseado no rateio simples da média de produção dividida pelo número de médicos efetivos. Cálculo aproximado de reajuste: R$

1.800,00, beneficiando apenas 800 médicos servidores. Avaliação da proposta do Governo pelo COSEMESC Valor abaixo do solicitado e proposta considerada insuficiente. A inclusão do Pró-labore na forma de rateio, não representa acréscimo real, excetuando vantagens individuais. Proposta reformulada pelo COSEMESC e aceita pelo Governo · Inclusão do Pró-labore. · Conversão em gratificação com valores variáveis de 60 a 100 pontos. · Inicial para TODOS OS MÉDICOS – 60 pontos, equivalente a R$ 2.400,00. · Máximo – 100 pontos, equivalente a R$ 4.000,00. · Inclusão do benefício para os inativos. · Ganho real de salário para pelo menos 95% dos médicos ligados à SES.




Dia do Médico comemorado com conquistas e homenagens

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Dia do Médico em 2006 foi comemorado na “casa do médico catarinense”, sede da ACM, com uma programação especial que contemplou a defesa de classe, o aprimoramento científico, a realização de homenagens, debates motivacionais e o congraçamento dos profissionais da medicina de todo estado. As festividades foram prestigiadas com a presença do Governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, numa cerimônia oficial que teve ainda a participação da Secretária de Estado da Saúde, Carmem Zanotto, do Secretário da Saúde de Florianópolis, João José Cândido da Silva, dos dirigentes das entidades, cooperativas médicas e de convidados especiais. Durante a solenidade, a ACM prestou uma homenagem especial ao Governador, que tam-

Solenidade oficial do Dia do Médico 2006 reuniu as lideranças da categoria, gestores da saúde e autoridades

Auditório da ACM recebeu os médicos catarinenses para comemorar a data e homenagear colegas

bém é médico, lembrando a importância do apoio dos governantes nos pleitos da categoria, na busca de melhores condições de trabalho e da qualidade da assistência prestada à população catarinense.

sionais de todo estado, que através de suas páginas recebem orientações atualizadas sobre inúmeras práticas diárias da medicina, representando um verdadeiro instrumento de trabalho e qualidade de atendimento aos pacientes.

1° Curso de Relacionamento Humano

Governador Eduardo Pinho Moreira recebeu placa de homenagem, concedida pela ACM, pelas mãos do Presidente da entidade, Dr. Genoir Simoni

1º Curso sobre o Programa de Saúde da Família – PSF A ACM, a Prefeitura Municipal de Florianópolis e as Sociedades de Especialidades uniram-se para realizar o 1º Curso sobre o Programa de Saúde da Família (PSF), que teve como público alvo os médicos que integram os quadros da Secretaria Municipal da Saúde. O sucesso do evento superou as expectativas e a ACM já está estudan-

do formas de viabilizar a programação junto a outras Prefeituras de Santa Catarina.

Lançamento dos novos Manuais de Terapêutica As novas edições dos Manuais de Terapêutica da ACM foram lançadas na noite de 20 de outubro, junto à solenidade do Dia do Médico. As edições são de grande importância para os profis-

A ACM também promoveu o 1º Curso de Relacionamento Humano, ministrado pelo Dr. Murillo Ronald Capella, que abordou temas sobre relacionamento familiar, profissional e social. O curso, gratuito, foi voltado especialmente para as médicas, mulheres de médicos e convidadas especiais.

Lançamento de Livros Dois livros foram lançados junto à programação do Dia do Médico neste ano: - Investigação Científica – Coordenado pelo Dr. Armando José d’Acampora, com a participação dos Drs. Carlos Eduardo Pinheiro, Edevard J. de Araujo, Gilberto Galego, Jorge Bins Ely, Karin Elisa Schemes, Paulo Freitas e Zulmar Accioli de Vasconcellos. - Dr. Benjamin – Dr. Armando José d’Acampora.




Baile do Médico promove a confraternização

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Profissionais de todo estado prestigiaram o jantar dançante em comemoração ao Dia do Médico, no salão social da sede da ACM

ara encerrar a comemoração do Dia do Médico 2006, foi promovido um grande Jantar Dançante na noite de 20 de outubro, no salão social da ACM, embalado pela Banda DasAntigas, que levou os convidados à pista de dança até a madrugada do dia seguinte. O momento de confratenização e descontração uniu ainda mais a classe médica, complementando a programação especialmente preparada para a data, envolvendo o profissional da medicina catarinense em todas as suas faces.

Jubilamento Médico

O congraçamento entre colegas, amigos e convidados foi o ponto forte da comemoração da data especial

Dirigentes do COSEMESC sortearam brindes entre os participantes da festa, promovida pela união das entidades médicas catarinenses

Como forma de prestar uma homenagem aos médicos e médicas que vêm construindo a história da medicina catarinense, a ACM aproveitou a data e concedeu título de Médico Jubilado aos seguintes profissionais: Drs. Antônio Merhy Seleme, Antônio Roberto de Moura Filho, Armando César Paes Loureiro, Arno Hepp, Casuo Ishimine, Einar Mário Ramm, Elmar Wilfried Busch, Ernst Grimm, Hélio Vasquez de Moura, Henrique José Beirão, Hugo de Carvalho, Ivaldete Vieira dos Prazeres, José Correia de Mello Filho, José Maria Soares Filho, Júlio Teddy Miranda Ascui, Luiz Adelmo Budant, Miguel Alberto Perez, Miguel Tomaz Martinez, Oswaldo Neri Pacheco, Ralf Gunther Bertram, Roberto Moriguti, Ronaldo Bachmann, Rubens Borges Gulart, Timóteo d’Ávila Pereira, Yasutsura Takimoto, Zelita da Silva Souza


 C B H PM

Recomeçam negociações com a UNIDAS

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omo outubro é o mês definido para a renegociação dos valores pagos pelos planos de saúde suplementar em Santa Catarina, a Comissão Estadual para Defesa e Consolidação da CBHPM, já encaminhou à UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) uma nova proposta de reajuste dos valores das consultas. Os dirigentes do grupo ainda não deram retorno e deverão ser contatados pelas lideranças médicas em busca de um posicionamento. Veja a proposta encaminhada para a UNIDAS: • Consulta médica no valor preconizado pela CBHPM vigente (4ª edição) sem banda redutora ou de acréscimo.

Valor estabelecido: R$ 42,00 • Demais honorários de procedimentos médicos e Unidade de Custo Operacional – UCO acrescidos dos 2,8% (representando a média anual dos indicadores econômicos) e 10% (a título de ganho real, tendo em vista a insuficiência dos valores acordados por ocasião da última negociação) a serem aplicados sobre os valores ora praticados. É fundamental que os médicos catarinenses continuem apoiando as ações do COSEMESC, ratificando as decisões unânimes das Assembléias Gerais realizadas pela classe, garantindo a união da categoria e evitando negociações paralelas, de grupos isolados, que prejudicam os movimentos.

Novas estratégias definidas pelas entidades nacionais

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om a participação das Comissões de Honorários Médicos de diversos Estados, a Comissão Nacional de Consolidação e Defesa da CBHPM discutiu um elenco de estratégias relativas aos quatro segmentos da saúde suplementar: medicina de grupo, seguradoras, cooperativas e autogestão. De acordo com o coordenador da Comissão Nacional, Florisval Meinão, é fundamental a mobilização da categoria no sentido de estabelecer as negociações com as singulares da Unimed, as superintendências da Unidas e as operadoras de medicina de grupo que ainda praticam remuneração aviltante. Conheça as propostas aprovadas: ABRAMGE 1. A Comissão Nacional procurará os dirigentes da Abramge para discutir a adoção da CBHPM pelas operadoras que já praticam valores próximos. Em relação àquelas que remuneram o médico de forma aviltante, o objetivo é dar início às negociações sobre reajuste dos honorários, em um primeiro momento. 2. Em caso de impasse, as Comissões Estaduais deverão discutir a suspensão do atendimento a determinadas operadoras, estabelecendo as estratégias pertinentes.

FENASEG: 1. Propor oficialmente à Fenaseg a implantação da codificação da CBHPM como medida para assegurar a consolidação da Classificação. 2. Viabilizar uma comparação técnica entre as tabelas das seguradoras e a CBHPM para subsidiar as discussões sobre a hierarquização e as diferenças de valores. 3. Prosseguir as negociações sobre índice e periodicidade de reajuste, sem comprometer a hierarquização da CBHPM. UNIMED: 1. As Comissões Estaduais deverão empenhar-se em ações junto às singulares da Unimed para implantar a CBHPM. 2. A Comissão Nacional irá convidar os dirigentes das singulares que já implantaram a CBHPM para apresentarem os resultados e as eventuais dificuldades. UNIDAS: 1. As Comissões Estaduais deverão empenhar-se nas negociações com as superintendências estaduais da Unidas para implantar a 4ª edição da CBHPM, aprovada tecnicamente pela direção

nacional do grupo Unidas há cinco meses. 2. Fortalecer o trabalho das Câmaras Técnicas no sentido de otimizar custos, conforme reivindicação da Unidas.

Ações para ampliar o movimento • Campanha publicitária nos Estados utilizando os nomes das entidades federadas. • Repasse das informações de forma detalhada e constante à Comissão Nacional, para efetiva troca de experiências entre as entidades. • Apoio à participação da Unimed, Unidas e Fenaseg nas Câmaras Técnicas. • Realização de reuniões regionais com a participação de um representante da Comissão Nacional. • Definição da data para o reajuste anual da CBHPM. • Encaminhamento de projeto de Lei nos Estados para a implantação da CBHPM, a exemplo do PL 3466, de 2004.




Catarinense homenageado pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões

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cirurgião pediátrico Murillo Ronald Capella, ex-Presidente da ACM, recebeu uma homenagem especial durante a realização do Encontro Sul-Brasileiro de Cirurgia, promovido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), nos dias 18 a 20 de outubro, na cidade de Blumenau. O médico catarinense recebeu, das mãos do Presidente do CBC, Dr. Pedro Araújo, o Título de Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, maior sociedade científica de cirurgiões da América Latina. Durante a solenidade, foram destacadas as importantes contribuições do Dr. Capella à medicina estadual e brasileira, num breve histórico que já demonstra a razão da merecida honraria. “Listar os feitos do homenageado é uma tarefa muito difícil e fácil ao mesmo tempo, em decorrência do que ele realizou e ainda realiza pela medicina, fazendo com que muitos dos seguidores da nobre arte que é exercer a medicina com dignidade e retidão, não sejam apedeutas a mais no meio médico. Talento é quando um atirador atinge um alvo que os outros não conseguem; gênio é quando um atirador atinge um alvo que os outros não vêem. Fico com a segunda definição para o colega Murillo Capella”, afirmou o Presidente do CBC durante a cerimônia, que aproveitou o momento para listar algumas das funções e ações do homenageado: Atividades Universitárias - Professor titular livre docente e Doutor em Cirurgia Pediátrica da Universidade Federal de Canta Catarina (UFSC) - Professor de Ética Médica e Bioética do curso de medicina da Unisul Atividades Associativas - Presidente da Associação Catarinense de Medicina (1969-1971) - Vice-Presidente da Associação Médica Brasileira (1977-1979) - Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica (1980-1982) - Presidente da Academia Catarinense de Medicina (2001-2003) - Mestre do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Capítulo de Santa Catarina (2000-2002) - Presidente da Academia Nacional de Cirurgia Pediátrica (2006-2008) Atividades Político-Administrativas - Diretor do Hospital Infantil Joana de Gusmão

Dr. Murillo Ronald Capella recebe homenagem do CBC, durante Encontro Sul-Brasileiro de Cirurgia - Superintendente da Fundação Hospitalar de Santa Catarina. - Chefe do Departamento de Pediatria da UFSC - Secretário Municipal de Saúde de Florianópolis - Vice-Prefeito de Florianópolis Atividades Profissionais - Cirurgião pediatra do Hospital Infantil Joana de Gusmão - Ministrante de mais de 300 conferências em eventos médicos no país e no exterior - Autor de 105 trabalhos científicos, 35

capítulos de livros e das obras “Alarme Cirúrgico do Recém-Nascido”, “Medo de Injeção” e “Ponto de Encontro” - Merecedor de 18 homenagens dos alunos do curso de medicina da UFSC - Homenageado pela Associação Médica Brasileira nos festejos dos 50 anos da entidade, por relevantes serviços prestados à medicina brasileira - Homenageado com Honraria de Mérito da Assembléia Legislativa de Santa Catarina e da Câmara Municipal de Florianópolis, pelo conjunto de suas atividades científicas em benefício da criança catarinense.

Urgências e Emergências em debate

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rgências e Emergências foram os temas centrais da 40ª Jornada Catarinense de Debates Científicos e Estudos Médicos, realizada no período de 20 a 23 de novembro, na sede da ACM. O tradicional evento do curso de medicina da UFSC foi dirigido a médicos, residentes e estudantes de medicina, bem como para profissionais das demais áreas da saúde. A edição da Jornada deste ano escolheu Urgências e Emergências como principais debates dada a importância dos assuntos na formação acadêmica dos futuros profissionais,

tendo em vista que as unidades de emergências hospitalares geralmente fazem parte da primeira experiência de trabalho de muitos recém-formados, da complementação de emprego de médicos, além do dia a dia daqueles que escolhem ser emergencistas. Nas quatro décadas de realização do evento, grandes nomes do meio médico catarinense e nacional já participaram da Jornada como palestrantes ou mesmo como organizadores, fato que contribuiu para consolidar a iniciativa no meio médico e acadêmico de Santa Catarina.




Alerta contra novas Faculdades Médicas no Brasil AMB considera um crime a possibilidade de criação de mais uma centena de faculdades de medicina no País.

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otícias veiculadas pela imprensa dão conta de que o Ministério da Educação estaria estudando a autorização de abertura de mais 107 cursos de medicina no Brasil. As reportagens atribuem a informação a fontes do próprio MEC. Porém, ressaltam que “apenas” há a confirmação oficial de 70 projetos em tramitação para a criação de faculdades médicas. Independentemente do número de projetos em tramitação, se 70 ou 107, a possibilidade de tais notícias se confirmarem são extremamente preocupantes na avaliação da Associação Médica Brasileira (AMB) e do conjunto das entidades e sociedades de especialidades médicas. A abertura indiscriminada de escolas médicas é um atentado contra o bom funcionamento do sistema de saúde e gera, inclusive, um grave risco à vida dos cidadãos. Será contestada

na Justiça, pois não existem quaisquer critérios técnicos e científicos que justifiquem tal medida. O Brasil já tem excesso de médicos e nem por isso seus problemas de assistência foram minimizados nos últimos anos. O que falta ao País hoje é qualidade. Infelizmente, esta parece não ser a visão daqueles que deveriam regular a área de ensino. Dos 159 cursos de Medicina criados no país desde 1808, cerca de 50 nasceram a partir de 2002. É um crescimento absurdo e injustificável. Nem na ditadura, época em que se vendia a versão de que não tínhamos um contingente suficiente de médicos, a expansão foi tão grande. Entre 1960 e 1969, surgiram 35 cursos. De 1970 a 1989, foram criados mais 17. Nada comparável ao que ocorre atualmente. O agravante é que boa parte das novas faculdades não oferece ao futuro médico um ensino adequado. As men-

salidades são exorbitantes, mas os cursos muitas vezes não têm professores qualificados, faltam-lhes instrumentais básicos e hospital-escola, a grade curricular nem sempre é adequada e existem graves problemas pedagógicos. A cada ano, parcela expressiva dos 15.000 novos profissionais colocados no mercado apresenta formação insuficiente. Esse problema torna-se mais sério pela falta de vagas para a residência médica. A AMB exige que o Governo se posicione energicamente contra a proliferação de faculdades de Medicina, pois é sua obrigação defender os interesses da coletividade e proteger os pacientes. A entidade também cobra uma fiscalização rigorosa de todos os cursos já em funcionamento e o fechamento daqueles que, porventura, não atendam as condições necessárias para oferecer formação adequada aos futuros médicos do Brasil.

Medicina tem maior correlação entre profissão e curso universitário

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esquisa divulgada pelo IBGE no último mês de setembro demonstra que a medicina está entre as áreas profissionais que apresentam maior correlação entre a profissão atual e o curso universitário. Na área médica, os índices de correspondência entre estudo e trabalho chegam a 75,1%, seguida pela

odontologia, com 71,3%. O mesmo não acontece em geografia (apenas 1% atua na área depois de se formar), ciências econômicas (9,1%) e biologia (9,8%). Algumas formações tradicionais também têm baixa relação curso-trabalho, como administração (46,4% seguem no setor), engenharia (33,1%) ou comunicação

social (27,7%). Embora concordem que é comum pessoas formadas em suas áreas procurarem outros caminhos, representantes de entidades profissionais defendem a regulamentação por acreditarem que é uma forma de garantir mais qualidade e direitos trabalhistas.




Médicos catarinenses garantem vagas nas Eleições 2006 Três médicos catarinenses foram eleitos no pleito de 2006: · Dr. Antônio Aguiar – Deputado Estadual · Dr. Fernando Coruja Agustini – Deputado Federal · Dr. Jailson da Silva – Deputado Estadual Antes de assumirem seus mandatos na Câmara de Deputados e na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina os parlamentares concederam uma entrevista especial ao Jornal ACM, falando sobre suas propostas junto à classe.

Dr. Fernando Coruja Agustini

Dr. Jailson da Silva

Dr. Antônio Aguiar

Reeleito para seu terceiro mandato, com 108.430 votos, superando os 76.063 recebidos em 2002. Foi Prefeito de Lages, Diretor do Departamento de Saúde Pública do município, Diretor do Hospital Geral e Maternidade Teresa Ramos e em 2002-2004 foi Secretário de Estado da Saúde.

Formado pela UFSC, pós-graduado em Saúde Pública pela Faculdade Evangélica do Paraná, e Medicina do Trabalho, pela Universidade Federal do Paraná. Atua na especialidade de Clínica Médica e Reumatologia e foi Prefeito Municipal de Rio do Sul (2000-2004).

Reeleito para seu segundo mandato como Deputado Estadual. É especialista em Ortopedia e Traumatologia, Medicina Física e Reabilitação e em Medicina do Trabalho. Na política, já atuou como vereador no município de Canoinhas e no seu primeiro mandato como deputado foi Presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

Fernando Coruja Agustini é considerado pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) um dos 100 Parlamentares mais influentes do Congresso. A atuação de Coruja ganha destaque também quanto à assiduidade de 100% em todas as sessões da Câmara. Ex-Secretário de Estado da Saúde lutou pela descentralização da assistência médica e realização de mutirões de cirurgias eletivas, assim como a melhoria do gerenciamento da rede hospitalar, através da informatização, modernizando a gestão. Como conhecedor da realidade da saúde e da classe médica em Santa Catarina, o deputado afirma que a principal luta para os próximos anos será para aumentar os recursos destinados à àrea da saúde. “É preciso regulamentar a Emenda Constitucional 29, de forma a garantir que as verbas da saúde, definidas pela Constituição, sejam efetivamente gastos no setor. Além disso, vou trabalhar para melhorar a remuneração paga aos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde - SUS. Essas são as principais lutas, e eu, como estou na Câmara Federal vou procurar destinar recursos da União especificamente para Santa Catarina”.

“Minha atuação será em defesa da saúde do povo catarinense e neste contexto temos as lutas da categoria médica, por uma melhor remuneração e por melhores condições de trabalho. Tive a oportunidade de participar da Assembléia Geral de Médicos realizada em outubro, na ACM, convocada pelo COSEMESC e acompanhei o acordo feito com o Governo do Estado. A partir de fevereiro estaremos cobrando a execução do mesmo. A experiência de prefeito à frente do município do Rio do Sul me deu maturidade suficiente para buscar o dialogo junto às entidades de representação de nossa categoria, para estreitarmos os laços de luta política, não somente nos momentos em que as dificuldades aparecem, mas também no campo do fortalecimento de nossa representatividade, atuando na busca de mais recursos para o setor saúde. Nesse campo, nossas entidades e categoria têm que estar coesas nas ações pela CBHPM, Regulamentação da Profissão de Médico com um piso salarial compatível com nossas responsabilidades (social e civil) e na qualificação das escolas médicas, pois estas também são importantes na melhoria das condições do atendimento profissional e conseqüentemente da saúde do povo catarinense”.

“A minha proposta é lutar para aprovar as reivindicações da Associação Catarinense de Medicina – ACM, do Conselho Regional de Medicina – CREMESC e do Sindicato dos Médicos – SIMESC, que representam toda a classe. Entre elas destaco o Projeto de Lei com as alterações e melhorias no Plano de Cargos e Vencimentos (PCV), que está na Assembléia, e para o qual contribuímos na sua formulação. A idéia é aprovar a matéria até o final do ano. A nossa principal bandeira é também cobrar ações do Governo do Estado no sentido de garantir condições adequadas de saúde e assistência médica. Além disso, vamos lutar por recursos junto ao Governo Federal, para um reajuste coerente da tabela do SUS, que atualmente inviabiliza um bom atendimento, e ainda para implantar a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) no Sistema Único de Saúde. Dessa forma, coloco-me à disposição da categoria médica catarinense para trabalharmos juntos pela saúde em Santa Catarina. Espero que os colegas pensem mais em política, porque é através do orçamento da saúde que se realizam as ações e as conquistas na área”.


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Governador reeleito reafirma propósito de aproximação com a classe médica

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Jornal ACM publica uma entrevista exclusiva com o Governador Luiz Henrique da Silveira, reeleito pelos catarinenses para um mandato de mais quatro anos à frente do Executivo do Estado. Durante a campanha eleitoral que resultou na sua reeleição, o Governador esteve duas vezes na sede da ACM para conversar com as lideranças médicas, apresentar suas propostas de ação na área da saúde e ampliar o debate com os profissionais da classe. Sua aproximação com as entidades da medicina resultou em importantes conquistas, beneficiando os médicos e a população que recebe a assistência na rede pública estadual.

O primeiro mandato do Governo Luiz Henrique da Silveira possibilitou a implantação da CBHPM no Plano SC Saúde e a obtenção de melhorias para a classe médica no Plano de Cargos e Vencimentos da Saúde. O que propiciou a instalação dessas conquistas por parte do Governo do Estado? LHS: A lógica do profissional da área médica é a construção de um diagnóstico preciso do seu paciente para, a partir daí, estabelecer uma estratégia de tratamento. O que o meu primeiro governo fez, em relação à carreira e à saúde do servidor público estadual, foi um diagnóstico da situação. Definimos prioridades. O servidor público da saúde foi uma destas prioridades, pois estava abandonado, desmotivado e sem perspectivas de crescer na sua função, tanto do ponto de vista salarial, quanto do ponto de vista de capacitação. Especificamente, o profissional médico não tinha qualquer perspectiva de uma melhor remuneração, tanto como servidor, quanto como prestador de serviços e, em especial, com relação à remuneração dos serviços prestados pelo contrato com a UNISANTA. Após extenso estudo, feito pelas Secretarias de Estado da Saúde e da Administração, chegou-se a propostas concretas de um Plano de Cargos e Vencimentos que contem-

Governador Luiz Henrique da Silveira: “a aproximação do Governo junto à categoria médica é, em primeiro lugar, o reconhecimento da qualidade do atendimento e do compromisso do médico catarinense com a saúde da nossa população”

plou todas as categorias profissionais da área da saúde. Construímos o PCV e o aprovamos na Assembléia Legislativa, num período curto de tempo, e hoje o servidor tem uma nova perspectiva profissional. O Plano SC SAÚDE e o PCV são conquistas do Governo e de todos os servidores públicos do Estado. Eles foram feitos em fina sintonia do Governo do Estado com as entidades médicas e com os sindicatos dos servidores estaduais. Destaco ainda que as conquistas dos médicos estão representadas pela implantação da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) porque julgamos ser esta tabela a mais justa e a que remunera de forma mais equilibrada todos os profissionais que prestam serviços ao SC SAÚDE. No que favorece ao Governo a aproximação que vem se estabelecendo junto às entidades que representam a classe médica no Estado? LHS: A aproximação do Governo junto à categoria médica é, em primeiro lugar, o reconhecimento da qualida-

de do atendimento e do compromisso do médico catarinense com a saúde da nossa população. Em segundo lugar, é função do Estado garantir atendimento de qualidade, eficiente e eficaz. Isso não seria possível sem a participação fundamental do profissional médico. Este profissional precisa estar motivado e remunerado adequadamente. Por último, a população é a grande beneficiada por esta relação madura e que hoje está consolidada. De que forma pode ser ampliada a participação das entidades médicas nas discussões pertinentes ao setor da saúde, de maneira a contribuir com o Governo do Estado? LHS: A categoria médica e suas entidades participam das discussões do setor saúde através de seus representantes legais nos Conselhos Municipais e Estadual de Saúde. Além do controle social do SUS, as entidades médicas têm a responsabilidade de participar da discussão na formação de recursos humanos na área de saúde, e sua colaboração com a construção de protocolos clínicos, estabelecendo critérios mais


11 homogêneos em relação à solicitação de exames e estabelecimento de tratamentos, é fundamental. De que forma a Associação Catarinense de Medicina pode estabelecer uma parceria com a Secretaria de Estado da Saúde na busca da criação de protocolos que visem diminuir as demandas judiciais para entrega de medicamentos? LHS: Esta questão é muito delicada. Tem que ser vista dentro de uma realidade social e conjuntural do país. O que está acontecendo, em relação aos medicamentos excepcionais e às demandas judiciais, está no limite da capacidade de absorção do erário. Se não houver uma reavaliação por parte dos envolvidos nesta questão, o Sistema Público de Saúde se tornará inviável! Tivemos, há dois anos, uma demanda judicial para o tratamento de um paciente no qual, em apenas uma etapa do tratamento foram dispendidos $248.000,00 dólares para a compra de um medicamento, fornecido por um único laboratório e que, na realidade, ainda era experimental. O secretário teve que cumprir o mandado judicial. Posteriormente, o Estado recorreu e foi suspenso o tratamento nas outras etapas, por falta de evidência médica em relação ao resultado. A criação e o aprimoramento de protocolos clínicos é fundamental e é hoje uma das principais discussões de todas as Secretarias Estaduais de Saúde, através do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Saúde (CONASS) com o Ministério da Saúde e destes com as Sociedades de Especialidades Médicas, através da Associação Médica Brasileira (AMB). A equipe da Secretaria de Estado da Saúde já tem mantido reuniões com algumas das Sociedades de Especialidades da ACM neste sentido e, sem dúvida, a participação da entidade é essencial. Qual é hoje o perfil da saúde pública no Estado de Santa Catarina? LHS: A Saúde Pública está melhor em Santa Catarina do que quando

assumimos, sem dúvida alguma! Hoje temos o menor índice de mortalidade infantil do país. Somos o Estado com melhor índice de captação de órgãos e triplicamos os transplantes de determinados tipos de órgão, como fígado e coração, e continuamos a aumentar a realização dos transplantes de rim e córnea. Temos o único SAMU ESTADUAL do País, em importante parceria com o Ministério da Saúde e com todos os municípios catarinenses. Estamos ampliando os leitos de UTI em várias regiões do Estado. Criamos a Telemedicina Pública, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina e que foi premiada internacionalmente. Investimos em equipamentos de última geração para os hospitais públicos e filantrópicos como: Medicina Nuclear, Tomografias Computadorizadas e Aceleradores Nucleares. A Saúde

dia, quimioterapia, cirurgia cardíaca e tantos outros. Nossas crianças do Hospital Infantil não terão mais que ser transportadas para outros hospitais para realização de tomografias e tratamento de doenças como a de ossos de vidro (Osteogenese imperfecta). Muito já foi feito e temos muito mais por fazer. Quais as novas ações pautadas para a qualificação do atendimento de saúde à população e para o financiamento da assistência médico-hospitalar em Santa Catarina neste segundo mandato que se inicia? LHS: O foco é a descentralização das ações e serviços de alta complexidade nas mesorregiões e de média complexidade no maior número de municípios que apresentem as condições técnicas para tanto.

Governo em transição: Governador Eduardo Pinho Moreira, Luiz Henrique da Silveira e seu Vice, Leonel Pavan

Auditiva foi descentralizada. A Atenção Básica teve investimento através de capacitações e vários convênios foram assinados com os municípios para construção de mais de 90 postos de saúde, reforma e ampliação de outros. Equipamentos para realização de eletrocardiogramas, mamografias e exames de raio-x foram adquiridos para as várias regiões. Credenciamentos de novos serviços foram realizados incluindo ortope-

Capacitação técnica visando o fortalecimento da atenção básica e na área hospitalar! Continuar com o reequipamento dos hospitais públicos, ampliar credenciamentos e investir nos hospitais regionais. Também através da nossa representação no âmbito federal (deputados e senadores) vamos lutar pelo reajuste da tabela de procedimentos do SUS e aumentar os valores de financiamento para a área de saúde.


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Novos Manuais de Terapêutica ACM Instrumentos de aprimoramento da medicina catarinense

N

o dia 20 de outubro, a Associação Catarinense de Medicina lançou as novas edições dos Manuais de Terapêutica ACM, que se constituem na grande obra cien-

CLÍNICA MÉDICA

tífica dos profissionais médicos em atividade no estado. Cada Manual foi editado com a participação dos médicos da especialidade associados à ACM, com a meta de contribuir para a ativi-

dade diária nos consultórios, hospitais e postos de atendimento à população, gerando aprimoramento da medicina e qualidade na assistência à saúde da sociedade.

“O Manual de Terapêutica da ACM, nesta edição, foi dividido por especialidades médicas que fazem parte da Medicina Interna. Dentro de cada capítulo foram abordadas as situações mais freqüentes na prática médica diária, sendo, portanto, uma obra voltada para Clínicos Gerais. Cada especialidade procurou abordar os temas de forma a serem úteis e didáticos para uma consulta rápida pelo médico generalista. No Manual de Clínica Médica, trabalho sob minha responsabilidade, a inovação ficou por conta do número de capítulos, que foram readequados com o intuito de eliminar assuntos pouco prevalentes na prática diária. Da mesma maneira, alguns tópicos novos foram incluídos nesta edição. Merecem ser ressaltados o mérito e a atuação na finalização da obra de cada um dos autores convidados, que prontamente responderam à solicitação do Departamento Científico da ACM. Assim, conseguimos superar o maior desafio do trabalho: reunir um número grande de colaboradores em tempo recorde, tarefa que não poderia ter sido concluída sem a preciosa ajuda dos funcionários do Departamento Científico da ACM. Com tamanho empenho, os Manuais representam o resultado de um esforço conjunto. São, sobretudo, uma obra pautada na atualização de condutas em todas as áreas de conhecimento da clínica médica”. Professora Dra. Rosemeri Maurici da Silva Diretora de Publicações Científicas da ACM

“Os Manuais de Terapêutica ACM abrem a possibilidade de aprofundar questões, de ordem teórica, importantes no campo da Atenção Primária à Saúde (APS), além de fornecer elementos operacionais para o médico e, na verdade, para toda a equipe de saúde que trabalha na Estratégia da Saúde da Família. Trata-se, portanto, de uma obra que vem potencializar a construção e consolidação do SUS (Sistema Único de Saúde) através da APS. Nesta nova edição, pela primeira vez a ACM se compromete com a elaboração de um livro fora do eixo habitual do pensar médico via modelo biomédico de essência curativista e reabilitadora. Trata-se de uma obra que amplia o sentido de ação à saúde, mobilizando as forças excluídas do Modelo Biomédico, a Promoção e a Proteção à Saúde. Para elaboração dos artigos da especialidade, contamos com a competência de profissionais absolutamente motivados para o eixo temático. Eles prontamente aceitaram o desafio, partindo do pressuposto da importância da edição de uma obra que já faz parte do Movimento pela Reforma Sanitária Brasileira. Gostei muito de ser o moderador de um grupo preocupado com a responsabilidade social do médico como modificador de índices sanitários e, sobretudo, construtor de cidadania pelo olhar da saúde. Por tudo isso e pelos desafios vencidos no decorrer do trabalho, este livro já é um marco para a medicina catarinense, sobretudo em dois aspectos. Primeiro porque a ACM inovou, olhou para frente e percebeu a importância histórica de se discutir essa especialidade que tem crescido muito. Segundo porque a APS é uma prioridade dentro das políticas públicas de saúde e a medicina catarinense deve estar consoante com isso”. Dr. Luiz Roberto Cutolo Professor Adjunto do Departamento de Pediatria da UFSC e do Programa de Mestrado em Saúde e Gestão do Trabalho, na área de concentração de Saúde da Família

ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA


13 “O Manual de Terapêutica representa um importante instrumento para a atualização do pediatra catarinense, apresentando de forma prática e objetiva estratégias preventivas e terapêuticas voltadas aos principais temas com os quais se depara o pediatra em seu exercício profissional. Entre as inovações desta edição, pode-se destacar a atualização dos temas e aprimoramentos, o acréscimo de novos capítulos e a introdução de uma seção que aborda a promoção da saúde, a prevenção de agravos e de doenças, atendendo ao apelo da medicina moderna. Como forma de executar o trabalho de maneira eficiente e ágil, a SCP definiu os organizadores e coordenadores responsáveis, que tiveram a tarefa de elaborar o conteúdo do Manual e de reunir autores catarinenses criteriosamente escolhidos, de modo a garantir a qualidade e conferir credibilidade à publicação. Devemos o sucesso da obra ao trabalho conjunto desta equipe. Em termos de aprimoramento científico o Manual de Pediatria estabelece as diretrizes científicas acerca do que existe de mais moderno na promoção da saúde, diagnóstico precoce e tratamento das principais doenças pediátricas. É uma obra que trará incontestável contribuição para a qualificação cada vez maior da assistência pediátrica em Santa Catarina, constituindo-se num importante instrumento para que nosso estado continue sendo destaque, a nível nacional, pelos exemplares indicadores de saúde pediátricos”.

PEDIATRIA

Dra. Leila Denise Cesário Pereira Presidente da Sociedade Catarinense de Pediatria – SCP – Gestão 2004-2006

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

“O Manual de Terapêutica em Ginecologia e Obstetrícia da ACM foi escrito pelas mãos dos médicos da especialidade em atividade em nosso estado e isso é motivo de grande orgulho para a classe. O resultado final do trabalho demonstra amadurecimento, organização e compromisso com a qualidade da Ginecologia e Obstetrícia praticadas em Santa Catarina. Em relação às obras anteriores, nesta edição foram incluídos alguns novos capítulos, alguns autores novos e os conteúdos foram todos atualizados, seguindo as recomendações mais recentes das boas práticas médicas baseadas nas evidências científicas. A informação, hoje em dia, chega facilmente até nós, através da Internet e dos sites de pesquisa médica. Entretanto, o Manual oferece uma alternativa rápida e resumida da informação médica, compilada em capítulos escritos de forma objetiva e prática. Merece destaque também a integração dos profissionais envolvidos no trabalho. Apesar do Manual ter sido escrito por médicos das mais diversas cidades do estado, das distâncias serem grandes e o tempo curto, não tivemos maiores problemas de comunicação com os colegas e a receptividade foi sempre muito boa. Assim, temos certeza de que a obra vai contribuir com os profissionais que vêm se especializando, praticando uma medicina da mais alta qualidade, preocupados com a formação e o aprimoramento no exercício da especialidade”. Dra. Leisa Beatriz Grando Presidente da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de Santa Catarina – SOGISC

“A recente edição do Manual de Terapêutica em Clínica Cirúrgica traz para a especialidade novas informações ou uma nova visão sobre um determinado assunto. A obra tem como característica principal o envolvimento do maior número de médicos do Estado de Santa Catarina, cumprindo assim o objetivo da publicação, sem esgotar os assuntos e possibilitando que periodicamente novos temas sejam abordados por novos autores. É muito difícil reunir cirurgiões ao mesmo tempo, dada a temporalidade da especialidade. Alguns têm horários fixos para as operações, mas mesmo assim ainda existe a interferência das urgências, alterando todo o panorama de horários pré estabelecidos. Além do mais, não se tem somente compromissos com a profissão, mas também com a família, trabalhos científicos, reuniões de sociedades, dentre outras atividades. Por isso, o tempo foi o maior desafio a vencer durante a elaboração do Manual. Receber os artigos, classificá-los, corrigir os erros gráficos grosseiros, enviar para a revisão da língua portuguesa, receber de volta, reenviar ao autor, e depois do retorno repassálo para o revisor e por fim liberar para a gráfica ... foi extenuante. Mas certamente o resultado alcançado faz com que todo o esforço seja compensado. É fundamental destacar que, em termos de aprimoramento científico, os Manuais demonstram o excelente padrão da medicina praticada em Santa Catarina”. Dr. Armando d’Acampora Diretor Científico da ACM

CLÍNICA CIRÚRGICA


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Empresas Conveniadas A ACM oferece novos convênios com empresas que podem atender a uma série de necessidades dos associados à entidade e seus familiares. Para usufruir dos descontos e promoções especiais oferecidos através dos convênios, basta apresentar a carteira de sócio da ACM. Audiovisuais • Standard Audiovisuais Comunicação • Apoio Comunicação Consultoria • Ocean Consultoria Decoração e Utilidades • Arqflora Decorações • Floricultura, Festa e decorações Festas e Eventos • Estratégica Eventos • Mundial Assessoria e Organização de Eventos Calçados e bolsas • Carmen Steffens • Mix Urbano • Arezzo Viagens • P1 Floripa Viagens e Turismo

Empresas acreditam na parceria com a ACM

A

parceria entre a ACM e diversas empresas possibilita um controle de divulgação entre ambas para seu crescimento, beneficiando principalmente os associados da entidade. A empresa de calçados e bolsas Carmen Steffens apostou nesta parceria. “O convênio oferece descontos especiais para os conveniados da ACM e ao mesmo tempo dá ênfase na divulgação da nossa marca”, diz Helena Aibe, proprietária da loja. A Carmen Steffens apresenta uma linha de calçados e bolsas com uma gama de cores, brilhos, estampas e bordados exclusivos, incluindo conforto em todos os produtos. Os associados da ACM podem usufruir do convênio apresentando a carteira de sócio, tanto na loja Carmen Steffens do Shopping Itaguaçu quanto da rua Vidal Ramos. Nas

compras à vista o desconto no valor final da compra chega a 20% e 10% nas compras a prazo. Entre os produtos mais procurados estão as sandálias rasteiras com cristais, bolsas com detalhes artesanais e a linha dos pro-

dutos do câncer de mama, que beneficia o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. E a novidade da coleção deste ano é o sapato scarpim salto médio com solado de borracha, em todos os estilos e modelos que vão do clássico ao ousado.


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Convênio entre ACM e Hoepcke oferece vantagens aos associados

A

Associação Catarinense de Medicina, buscando sempre os melhores negócios para o médico, propõe-se a extrapolar as fronteiras da casa dos profissionais da medicina. Nesse sentido, em suas ações e iniciativas tem sempre buscado vantagens para oferecer a seus associados, como a recente parceria firmada com o Consórcio Hoepcke, que criou um grupo especial para médicos, com benefícios exclusivos. Além de oferecer uma taxa de administração reduzida, o plano não cobra fundo de reserva, nem taxa de adesão, o seguro é opcional e não tem burocracia na hora de fechar negócio, bastando apenas o sócio apresentar cópia da Carteira de Identidade, CPF e comprovante de residência. Dos 98 participantes do grupo, 10 já foram beneficiados nas reuniões do

plano, nas quais são definidos dois contemplados por mês – um por lance e outro por sorteio. Restam apenas 22 vagas, que podem ser preenchidas a qualquer momento. Outra vantagem do grupo é que o contemplado não precisa usar o crédito na hora, pois o valor é aplicado num Fundo de Investimentos, fiscalizado pelo Banco Central, com rendimentos diários que corrigem o valor da carta de crédito até o dia anterior ao da compra do veículo (novo ou semi-novo). O crédito é aberto, o que possibilita a escolha do veículo de qualquer marca disponível no mercado. Além disso, para efetuar um lance não é necessário ter reserva financeira, o médico pode utilizar parte da própria carta de crédito para quitar as parcelas e o que sobrar poderá aplicar na compra de

Associados já sorteados pelo consórcio

A

associada Ana Flávia Borges de Carvalho Lima, esposa do também sócio, Dr. Flávio José Fernandes Lima, optou pelo consórcio depois de conhecer as vantagens e valores oferecidos pela parceria ACM e Hoepcke. “Aderimos ao grupo do Consórcio em 23 de fevereiro e fui a primeira a ser sorteada, na primeira assembléia, dia 18 de maio. Foi muito legal, porque nunca havia ganho nada em sorteio algum. Ainda não retirei o automóvel, mas já escolhi o modelo, um Citroën C3 vermelho, que vou pegar somente depois de passar na prova de Residência Médica. Recebi um ótimo atendimento na Administradora de Consórcio, que mantém meu dinheiro bem aplicado. Se eu desejar, poderei resgatar o bem ao final dos 60 meses. Com o valor do rendimento poderei até pagar o emplacamento. Para mim está muito bom”.

P

ara o médico e empresário associado Jáu Noé Gaya, a parceria entre a Associação Catarinense de Medicina e o Consórcio Hoepcke representa uma excelente oportunidade de negócio. “Eu adquiri cinco consórcios, um para cada membro da família. O primeiro sorteado foi o meu filho e estamos todos muito satisfeitos. Isso porque considero o consórcio um bom investimento, especialmente da maneira como vem sendo realizado nesta parceria com a entidade associativa dos médicos de Santa Catarina, com vantagens reais para os associados, taxa de administração reduzida, sem pagamento de adesão e outros benefícios. O fato da ACM buscar parcerias assim confere credibilidade ao investimento. Eu estou satisfeito e recomendo”.

um veículo. Por exemplo: para adquirir um bem no valor de R$ 54.142,00, o associado vai pagar uma prestação mensal de R$ R$ 992,62. Se desejar utilizar parte do crédito para lance (R$ 24.142,00) restam R$ 30 mil para a compra do bem. Caso opte por um bem de valor intermediário, de R$ 32.813,00, a prestação será de R$ 601,58 ao mês; ou ainda, um crédito de R$ 27.344,00, com parcela mensal de R$ 501,32. Médicos de todo o estado são convidados a aderir ao Consórcio. Quem desejar informações adicionais poderá fazer contato com a administradora e falar diretamente com Marta Nunes, que atende exclusivamente a classe médica, através dos telefones (48) 3225-6924 ou (48) 8402-6937 e 8802-8092.

Assembléia Geral de Delegados da ACM

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o próximo dia 09 de dezembro acontecerá a Assembléia Geral Ordinária dos Delegados da ACM, na sede da entidade, em Florianópolis, a partir das 8h30min. Durante a reunião serão apresentados os principais resultados das atividades da Associação Catarinense de Medicina na gestão 2005/2006 e o seu balanço financeiro, para votação e aprovação dos presentes. Além disso, a Diretoria da ACM vai debater a reestruturação do Centro de Eventos da sede social, o planejamento de eventos de esportes e os investimentos no patrimônio da entidade. A Assembléia reunirá os Delegados da ACM, os Presidentes das Regionais Médicas de todo estado, os Presidentes das Sociedades e Departamentos de Especialidades, os Vice-Distritais da ACM e o Conselho Consultivo.


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Além

do

C o n s u lt ó r i o M é d i c o

A leitura como herança

A

médica oncologista Cacilda Furtado aprendeu a ler no Jardim de Infância, quando tinha de cinco para seis anos de idade. Aos sete anos a menina já havia lido as obras completas de Oscar Wilde, com especial predileção para O Fantasma de Canterville. Hoje, é uma leitora contumaz, que considera a leitura sua atividade mais prazerosa das horas de lazer. Ela e os 11 irmãos herdaram do pai o gosto pelos livros. “Quando ele lia todos o acompanhávamos, tínhamos uma grande biblioteca, por isso, ainda criança eu li Sexus, plexus e nexus, de Henry Miller, um verdadeiro clássico naquela época”. Segundo a médica, a escolha surpreendeu os seus professores, mas como eram muitos filhos, os seus pais não controlavam a escolha de cada um. “Acho que nem cheguei a entender direito o que estava lendo, eu gostava mesmo era de ler. Diariamente lia o jornal Correio do Povo (no Rio Grande do Sul), e também gostava de um livrinho chamado X9, outros pequenos do FBI e A casa Soturna, de

Charles Dickens, volume 1. O volume 2, no entanto, eu só encontrei depois de adulta, quando finalmente o li”, recorda. A Dra. Cacilda fala com visível entusiasmo das obras que mais gostou. Dra. Cacilda Furtado considera a leitura sua atividade mais Recentemente um livro que lhe chamou a atenção foi O prazerosa para as horas de lazer Mundo é Plano – Uma Breve História do Século XXI, de Thomas L. Friedman, que aborda as estratégias empregadas pelas grandes empresas para diminuir custos e conquistar preços mais competitivos para seus produtos. Segundo ela, o autor considera a distância como irrelevante e inexistente diante das possibilidades virtuais quando se contrata serDiretoria de Publicações viços à distância, como de contabilidade Científicas da ACM comue de alta tecnologia. “Exemplo disso são nica aos associados que a os serviços de telemarketing nos Estados Revista Científica 2006 – Volume 35, Unidos, que empregam mão de obra da nº 4 estará disponível no site da enÍndia (barata), sem que eles saiam do tidade (www.acm.org.br) a partir do seu país”. dia 15/12.

Nova edição da Revista Científica ACM

A

Vários livros ao mesmo tempo Extremamente dinâmica, a médica costuma ler vários livros ao mesmo tempo, tem pelo menos dois em andamento na sua casa, um no quarto e outro na sala, além do deixado no consultório, no carro e também no plantão. Jamais fica com tempo ocioso. Aproveita as longas viagens de avião, as folgas no plantão, à noite em casa e, é claro, os fins de semana para colocar a leitura em dia. “No SOS Unimed, um dos locais em que trabalho, eu e três colegas médicos fizemos um Clube do Livro. Cada um compra uma obra e repassa para os demais. Aliás, a minha biblioteca em casa é pequena, porque costumo repassar o que leio, principalmente para os meus três filhos. Fico apenas com os clássicos. Há pouco tempo a reformei e doei muitos livros, alguns para a Biblioteca Pública e outros para amigos”.

Sua paixão pelos livros levou-a, em certa ocasião, a comprar um e-book e visitar sites que disponibilizam obras inteiras pela Internet, mas em seguida desistiu da idéia, por preferir os livros em sua forma tradicional, impresso em papel. “Adoro passear em livrarias e em ‘sebos’, onde acabo sempre encontrando alguma coisa interessante. Recentemente comprei O Relatório da CIA – Como será o mundo em 2020, com introdução de Heródoto Barbeiro, e A volta do Poderoso Chefão, de Mark Winegardner”. Entre os autores preferidos da Dra. Cacilda estão ainda Fernando Pessoa, alguns poetas latinos, como Gabriel Garcia Marques, e o escritor português José Saramago, de quem ela já leu toda a obra. “Eu adoro ler e recomendo a leitura para pessoas de todas as idades. Na minha opinião este é o melhor hobby porque descansa, educa e ensina”.


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A ge n d a

da

Diretoria

O

Jornal ACM divulga aos médicos catarinenses a AGENDA DA DIRETORIA, com o intuito de permitir uma total transparência das ações da gestão da entidade associativa. O objetivo desta seção do informativo da ACM é ainda o de manter o médico de Santa Catarina permanentemente informado sobre as principais ações desenvolvidas em sua defesa e que muito necessitam de sua participação e opinião.

SETEMBRO 19/09 - Reunião com os gestores das Secretarias de Estado da Saúde, da Coordenação e Articulação e da Administração – no Centro Administrativo do Governo, para discutir sobre proposta salarial ao PCV (Plano de Cargos e Vencimentos)

na sede da ACM, com a realização de uma série de eventos em comemoração ao Dia do Médico 2006. A programação começa com a abertura do 1º Curso sobre Programa de Saúde da Família (PSF), numa parceria da ACM com a Prefeitura Municipal de Florianópolis

21/09 - Reunião da Diretoria ACM

27/09 - Reunião da Comissão de Defesa e Consolidação da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) 28/09 - Solenidade de Inauguração do Tomógrafo Computadorizado do Hospital Infantil Joana de Gusmão

OUTUBRO 02/10 - Reunião da Diretoria ACM 04/10 - Reunião do COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina), na sede do SIMESC (Sindicato dos Médicos) 10/10 - Reunião com os gestores das Secretarias de Estado da Saúde, da Coordenação e Articulação e da Administração – no Centro Administrativo do Governo, para discutir sobre proposta salarial ao PCV 12/10 - Abertura do Seminário Sul Brasileiro da Associação Nacional de Medicina do Trabalho 16/10 – Reunião do COSEMESC, na sede do SIMESC • Início da Semana do Médico,

06/11 - Reunião da Diretoria ACM 08/11 - Reunião com o Grupo UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), para negociação do reajuste da CBHPM paga pelos planos aos médicos prestadores de serviços • Reunião do COSEMESC, na sede da ACM

26/09 - Visita à sede da ACM do candidato ao Governo do Estado, José Fritzch, que apresentou as suas propostas eleitorais aos médicos catarinenses • Visita à sede da ACM do candidato a Deputado Estadual João Henrique Blasi

NOVEMBRO

09/11 - Almoço na ACM com a presença do vereador Dr. Walter da Luz, ex-Secretário da Saúde de Florianópolis Luiz Henrique da Silveira, então candidato à reeleição, visitou a sede da ACM em 17/10 17/10 - Visita à sede da ACM de Luiz Henrique da Silveira, candidato ao Governo do Estado no segundo turno das eleições 2006 18/10 - Assembléia Geral de Médicos, na sede da ACM, com a votação da proposta apresentada pelo Governo do Estado para o PCV • 1º Curso de Relacionamento Humano, promovido pela ACM, em comemoração ao Dia do Médico

• Lançamento do Programa “Operação Rota Saudável” 16/11 - Reunião com Departamento Científico da ACM 19/11 Solenidade de abertura do XIII Congresso Sul-Brasileiro de Ginecologia/Obstetrícia 20/11 - Homenagem ao Dr. Cecim El Achkar, na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC)

19/10 - Reunião da Diretoria ACM 20/10 - Solenidade oficial do Dia do Médico 2006 – jubilamento ACM • Homenagem ACM ao Governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira • Lançamento da terceira edição dos Manuais de Terapêutica ACM • Baile do Médico 28/10 - Atividade comemorativa de aniversário da Regional Médica de Indaial – Associação Médica Osvaldo Cruz 30/10 - Reunião do Conselho Consultivo da ACM

1º Curso sobre Programa de Saúde da Família abriu a Semana do Médico 22/11 - Reunião com o Grupo UNIDAS, para negociação do reajuste da CBHPM paga pelos planos aos médicos prestadores de serviços • Assembléia de Médicos de Joinville, promovida pela Sociedade Joinvilense de Medicina


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Crônica Médica

“A Cirurgia Plástica e a Felicidade” “

O

s benefícios clínicos atribuídos à homeopatia são meramente efeito placebo”, segundo o artigo feito por pesquisadores e publicado na revista médica “The Lancet”. No artigo, escrito por uma equipe liderada pelo médico Mattias Egger, da Universidade de Berne, na Suíça, foram analisadas, em 19 bancos de dados eletrônicos, cobrindo um período de 1995 a 2003, pesquisas científicas sobre a eficácia da homeopatia. Mattias Egger disse que os resultados obtidos não fornecem evidência convincente de que os resultados terapêuticos da homeopatia eram superiores ao efeito placebo. Os redatores da revista médica britânica The Lancet escreveram uma observação sobre o trabalho citado: “agora os médicos precisam ser corajosos e honestos com seus pacientes, para informar sobre a falta de comprovação dos benefícios da homeopatia”. A maioria dos médicos que acreditam em homeopatia assim o fazem, por terem ouvido afirmativas de sucesso de outros médicos homeopatas e não por terem lido artigos científicos comprovando sua eficácia em estudos duplo-cegos, comparativos, enfim, em trabalhos científicos comprobatórios de resultados. Não acredito nem desacredito na homeopatia, pois não a conheço e não sou autoridade para discuti-la. Conheço e sou autoridade em cirurgia plástica, especialidade médica em que atuo há quase 30 anos, e é sobre ela que quero discorrer. A introdução sobre homeopatia foi apenas uma reflexão para o Dr. Demerval Florêncio da Rocha que sendo homeopata discorreu sobre cirurgia plástica em artigo publicado nesta revista há 2 meses, na edição 249, deixando a impressão que cirurgia plástica é uma futilidade desnecessária. Vinicius de Moraes já dizia: “a beleza é fundamental”. Achamos que o poeta foi galante e exagerado, mas concordamos que a “feiúra” não nos é agradável, e que a beleza física com certeza nos faz bem.

Essa conversa que o que interessa é a beleza interior não é uma verdade universal. Não nos é agradável perceber que existem inclusive médicos que acham ser a cirurgia plástica supérflua. Vamos reconhecer que existem muitas pessoas infelizes por apresentar apenas alguma imperfeição, plenamente corrigível pela cirurgia plástica e passam pela vida levando essa situação por preconceito tolo. Já imaginou se você com mais de quarenta anos, “ com sua bagagem de conhecimento da vida, com a sua experiência pudesse ter uma juventude dos seus vinte e cinco anos? Devemos envelhecer com dignidade: balela. Devemos permanecer jovens de espírito, sempre, e de corpo, o máximo possível. O professor Ivo Pitanguy costuma dizer que quando não estamos felizes com a nossa imagem corporal não nos relacionamos bem no trabalho e na nossa vida social e devemos ser tratados como um doente, inclusive ser tratado pelo SUS, pois estamos doentes enquanto não conseguirmos ter um bom desempenho nem felicidade, causados por uma imagem corporal negativa. É claro que só a beleza não leva invariavelmente à felicidade, mas com certeza ajuda. Todos nós vamos morrer. A nossa passagem por esta vida deve deixar uma marca, um sinal que venha ajudar aqueles que nos sucederem, ou no mínimo devemos ser felizes, ser bonitos, pois nem todos têm a certeza de que voltarão em nova reencarnação; esta pode ser a nossa última chance. Por que não fazer uma cirurgia plástica e ser um pouco mais feliz? É brincadeira, mas a reflexão é válida. DR. ALFREDO SPAUTZ GRANEMANN – CREMESC - 2654 Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Santa Catarina Diretor da Clínica Jane Cirurgia Plástica



Edição 251-Out/Nov 2006