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EDITORIAL

UNIDOS, TAMBÉM, PELA COMUNICAÇÃO A informação constitui-se hoje É a primeira vez que a ACM num dos bens mais valiosos que integra estas instituições através uma entidade pode oferecer a da palavra escrita, numa demonsseus associados. No mundo sem tração de que o espírito de união fronteiras, onde a notícia alcança está de fato consolidado na classe uma velocidade inimaginável até médica. bem pouco tempo atrás, a capaciÉ também uma ação que busdade de comunicação passou a ser ca demonstrar a efetiva parceria um dos mais importantes diferen- que a ACM deseja rea-firmar com ciais. Numa sociedaas suas Vice-Disde que hoje é "invatritais, Regionais "É A PRIMEIRA VEZ QUE dida" sem limites e Sociedades, A ACM INTEGRA por conhecimentos que na verdade e a divulgação de faformam o comAS VICE-DISTRITAIS, tos, a escolha adeplexo associativo REGIONAIS E quada do momento e científico dos S OCIEDADES e do espaço a ser utimédicos catariE SPECIALIDADES DE lizado para repassar nenses. ATRAVÉS DA PALAVRA a informação tamPor fim, cabe bém passou a ser destacar que ESCRITA, fundamental. este Jornal EsNUMA DEMONSTRAÇÃO Com essa visão, a pecial também DE QUE O ESPÍRITO DE Associação Cataridá início a um UNIÃO nense de Medicina novo ano em que ESTÁ DE FATO - ACM resolveu inia comunicação ciar o ano de 2004 deverá ser prioriCONSOLIDADO NA unindo suas Vicezada por nossa CLASSE MÉDICA" Distritais, Regionais Associação, com Médicas e Sociedades/Departa- ações que serão anunciadas gramentos de Especialidades no seu dativamente aos profissionais do mais nobre espaço de comunica- setor. ção: o JORNAL ACM, que vem Através do programa "ACM registrando a história da entidade UM VALOR EM NOSSAS e da própria medicina de Santa MÃOS" vamos buscar, entre inúCatarina. A proposta é reunir meras outras atividades planejanuma mesma edição um registro das, uma maior aproximação com das atividades e dificuldades ven- os médicos e com a comunidade. cidas no ano que se foi, além das Nesse sentido, não há melhor aliperspectivas para o novo ano que ada que a comunicação. chega, tão repleto de desafios Fique atento. como transformações, de projetos e lutas. Dr. Viriato João Leal da Cunha Presidente

EXPEDIENTE Informativo da Associação Catarinense de Medicina - ACM Rodovia SC-401, Km 4, Bairro Saco Grande - Florianópolis/SC Fone/Fax: (48) 231-0300 DIRETORIA Presidente Dr. Viriato João Leal da Cunha Vice-Presidente Dr. Genoir Simoni Secretário Geral Dr. Luciano Nascimento Saporiti Diretor Financeiro Dr. Sérgio Felipe Pisani Müller Diretor Administrativo Dr. Luiz Carlos Giuliano Diretor de Publicações Científicas Dr. Armando José D'Acampora Diretor Científico Dr. Maurício José Lopes Pereima Diretor de Patrimônio Dr. Dorival Antônio Vitorello Diretor de Previdência e Assistência Dr. Waldemar de Souza Júnior Diretor das Regionais Dr. Marcos Fernando Ferreira Subtil Diretor de Defesa de Classe Dr. Carlos Alberto Pierri Diretora Sócio-Cultural Dra. Sílvia Maria Schmidt Diretor de Esportes Dr. Marcelo Nascimento Diretor do Departamento de Convênios Dr. Ubiratan Cunha Barbosa Diretora de Comunicação Dra. Eliane Vieira de Araújo VICE DISTRITAIS Sul - Dra. Mirna Iris Felippe Zilli Planalto - Dr. Fernando Luiz Pagliosa Norte - Dr. Marcos Scheidemantel Vale do Itajaí - Dr. Sérgio Marcos Meira Centro-Oeste - Dr. Luiz Antônio Deczka Extremo-Oeste - Dr. Luiz Fernando Granzotto DELEGADOS JUNTO À AMB Dr. Carlos Gilberto Crippa Dr. Remaclo Fischer Junior Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Théo Fernando Bub Dr. Luiz Carlos Espíndola Dr. Élcio Luiz Bonamigo Dr. Sérgio Marcos Meira Dr. Osmar Guzatti Filho Dr. Marcos Fernando Ferreira Subtil Dr. Oscar Antônio Defonso

Edição Texto Final - Assessoria de Comunicação Jornalistas Profissionais Lena Obst Reg. 6048DRT Denise Christians Reg. 5698 DRT Fotografia Renato Gama Diagramação e Impressão Gráfica e Editora Agnus Ltda. Publicidade: Solução Fone: (48)348-3739 Tiragem 4.000 exemplares


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VICE DISTRITAIS

SUL "Estamos em tempos de quebrar PARADIGMAS. Em nossa região, vejo a necessidade urgente de investir na formação dos profissionais através de educação continuada, formação ética, cultural, como forma de reciclar e motivar as pessoas que trabalham com saúde. ORGANIZAR E FORTALECER AS ENTIDADES MÉDICAS nos parece o caminho. Tenho defendido e acreditado na união das entidades, desde a criação do COSEMESC. Agora é sair em busca da criação da ORDEM DOS MÉDICOS DO BRASIL, cujos primeiros passos parece já terem sido dados, para ter-

mos força e representatividade na luta pelas nossas necessidades. A CBHPM - Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, lançada em 2003, precisa ser valorizada e implantada. Ela é o nosso instrumento de resgate da dignidade profissional. O médico da nossa região ainda se vê obrigado a longas jornadas de trabalho, e o que é pior, mesmo assim, na maioria das vezes, não consegue reciclar-se adequadamente, o que gera desânimo e frustração. Em 2004 pretendemos continuar alertando os colegas sobre a importância da união da classe, discutir problemas regionais como fizemos em 2003,

buscar alternativas de melhora de condições de trabalho, discutir com gestores e dirigentes de planos de saúde, não aceitando pressões impostas, que prejudiquem a QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS." Dra. Mirna Zilli Vice Distrital Sul

CENTRO OESTE "O ano de 2003 foi marcado pela implantação da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste Catarinense, no campus de Joaçaba. Apesar dos esforços da Classe Médica, Associação Catarinense de Medicina, Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (COSEMESC), a faculdade foi

criada e o primeiro vestibular foi realizado no mês de dezembro de 2003. Como acontecimento positivo, tivemos uma reunião da Regional Centro-Oeste Catarinense de Medicina com a Diretoria do COSEMESC em Joaçaba. Foi realizado jantar festivo no Dia do Médico, organizado pela Associação Médica e patrocinado pela Unimed de Joaçaba.

Para o ano de 2004 já temos agendada com a Diretoria da Associação Catarinense de Medicina uma reunião para tratar da implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, no mês de março". Dr. Luiz Antonio Deczka Vice Distrital Centro Oeste

PLANALTO "Durante o ano de 2003, o país todo viveu um clima de expectativas em relação aos impactos de uma ‘nova' política nacional. Esperava-se que esta ‘nova' concepção das políticas públicas pudesse redirecionar propostas, esforços e recursos - humanos e financeiros - para o setor de saúde. Os fatos, entretanto, não confirmam as expectativas. É verdade que avançamos muito, mas o grande salto de qualidade que se poderia esperar com a mudança não aconteceu. A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos foi concluída e amplamente divulgada no meio médico. Implantá-la, entretanto, será extremamente difícil. A começar por nossas cooperativas, a maioria delas incapacitadas de suportar o impacto nos custos decorrentes da implantação da CBHPM.

Em Lages, no último mês do ano, os médicos da UTI de um dos hospitais da cidade, após sucessivas tentativas de solução que resultaram infrutíferas, suspenderam os atendimentos, reivindicando aumento salarial e melhoria dos equipamentos. Após amplas negociações, o movimento saiu vitorioso. A implantação de novos cursos de medicina é outro tema que suscitou e vai continuar suscitando - importantes discussões. Um debate amplo com toda a sociedade é fundamental para estabelecer critérios de regulação para a abertura de novos cursos. A faculdade de medicina da UNIPLAC Universidade do Planalto Catarinense, já é uma realidade. Com 40 alunos por ano e com uma proposta de aprendizagem inovadora, vai contribuir para atender as necessidades de

saúde da região mais pobre do Estado. Sintonizada com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, do MEC, a proposta pedagógica do curso utilizará metodologias ativas de ensino, centradas no estudante e baseadas na prática, proporcionando a integração ensino-serviço-comunidade. O ano de 2004 exigirá dos médicos de todo o país novos posicionamentos. A região do Planalto, em particular, já está vivenciando fatos relevantes, que certamente modificarão significativamente a realidade atual. A participação de todos neste processo é muito importante para que estas transformações possam de fato propiciar os avanços que a região necessita" . Dr. Fernando Luiz Pagliosa Vice Distrital Planalto


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VICE DISTRITAIS

NOR ORTE TE "Os nossos maiores objetivos para 2004 são a promoção da integração da classe e a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos - CBHPM, além da atuação firme do COSEMESC local para o fortalecimento das federadas. Temos muito que trabalhar para este fim. Em 2003 a nossa maior conquista foi a Classificação, que mobilizou a classe de maneira muito positiva e que possibilitou a vinda do Presidente da ACM, Dr. Viriato Leal da Cunha, à nossa Regional, um estímulo aos pro-

fissionais de Joinville e região. O grande desafio, a meu ver, é conseguir a integração dos médicos. Nós trabalhamos muito, falta tempo para nos encontrarmos e conversarmos. Acredito que a bandeira da Classificação é boa, porque além de defender o trabalho, os interesses do médico, também vai uni-lo. Aqui na Regional, algumas especialidades já estão se reunindo com o COSEMESC local para planejar ações de divulgação da tabela para cada especialidade. O objetivo é discutir e implanta-la o mais rápido possível". Dr. Marcos Scheidemantel Vice Distrital Norte

EXTREMO OESTE "A cada ano que inicia toda a classe médica questiona-se sobre o que o destino lhe reserva. Só os idealistas podem abraçar a medicina. E nós, que somos a esmagadora maioria, conseguimos superar dificuldades de toda ordem em mais um ano que se encerrou. Trabalhamos em cidades com poucos recursos e sobrevivemos em hospitais sucateados. Quantas vezes lamentamos por não ter um colega com quem trocar idéias? Quantas vezes ficamos deprimidos por estarmos longe dos grandes centros? Mas nós vencemos, com dignidade, sim, nós vencemos. O idealismo estava em nossos corações. No Extremo Oeste Catarinense, no último ano, muitos eventos científicos aconteceram. Houve aproximação das

entidades médicas em vários locais. Discussões sobre o ensino médico foram acaloradas. O movimento cooperativo médico de trabalho e de crédito cresceu consideravelmente. Hospitais criaram serviços novos e vários de alta complexidade. A Assembléia Legislativa de Santa Catarina fez uma audiência pública sobre a saúde da nossa região, com participação atuante da ACM, com resultados animadores. Foi um ano que os nossos colegas médicos participaram em várias frentes. Esperamos que ao findar o ano de 2004 possamos dizer que novamente cumprimos o nosso papel". Dr. Luiz Fernando Granzotto Vice Distrital Extremo Oeste

VALE DO ITAJAÍ "Em setembro de 2003 a Diretoria da ACM visitou Blumenau e nos brindou com a apresentação da nova Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), através de seu Presidente, Dr. Viriato João Leal da Cunha. A confiança e a satisfação dos presentes foi muito grande em tomar conhecimento da CBHPM, e a demonstração do interesse da ACM em divulgá-la foi fundamental para o desejo de mobilização ampla da classe médica. A sua implantação deverá ser de forma gradativa, mas chegou o momento de nos mobilizarmos intensamente, através das Regionais, a fim de que possamos resgatar o respeito e a dignidade do médico catarinense. Este momento é crucial para o resgate também dos médicos não sócios, demonstrando que a ACM tem suma importância no fortalecimento das entidades médicas, e que a pequena contribuição mensal do associado ajudará a criar uma entidade forte. Estamos também dentro de um ano de eleições municipais e devemos cobrar de nossos candidatos a vereadores e a prefeito, ações e propostas efetivas para a melhoria das condições da saúde da população e das condições adequadas para o trabalho médico, bem como uma remuneração justa e condizente com a nossa classe. Desejo a todos que 2004 seja, para a ACM e suas Regionais, um ano repleto de criatividade, participação, mobilização e muito sucesso nas atividades desenvolvidas em prol da medicina". Dr. Sérgio Marcos Meira Vice Distrital do Vale do Itajaí


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REGIONAIS MÉDICAS

ARARANGUÁ "Em 2004, a Regional Médica Vale do Araranguá planeja retomar os encontros associativos para versar sobre os assuntos de interesse da classe médica deste Vale. É preciso militar no sentido de preservar ao máximo a dignidade de nossa profissão e para isso, agora, podemos contar com uma nova motivação pivô: a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, que seguramente servirá de denominador nos interesses de todas as especialidades médicas. Com esse instrumento servindo de espinha dorsal, poderemos construir um discurso mais uniforme e daí, buscar e alcançar os objetivos pretendidos, mantendo as peculiaridades de nossa região. É com essa idéia que esta Regional pretende renovar a motivação em busca da união e do fortalecimento". Dr. Jorge Luís Beluco Presidente da Regional Médica do Vale do Araranguá

SÃO LOURENÇO D'OESTE "A Regional Noroeste Catarinense realizou encontro em outubro, na cidade de Campo Êre, com excelente participação dos associados e a presença importante de médicos não sócios da região. Na oportunidade, foi palestrante o Dr. Werner Weisseimer, de Chapecó, que discorreu sobre Terapia de Reposição Hormonal e Novos Anticoncepcionais. A oportunidade também serviu para congregar colegas que às vezes ficam anos sem se encontrar. Estamos em tratativas finais para realizar novos eventos na Regional. Para 2004, nosso objetivo é trazer novos sócios para a entidade e manter uma agenda de encontros mais efetiva e constante". Dr. Carlos Caetano Peluso Presidente da Regional Noroeste

BALNEÁRIO CAMBORIÚ "Conquistas em 2003: O interesse de novos e jovens médicos pela Associação, filiando-se, participando de encontros sociais, científicos e recreativos. Dificuldades em 2003: Participação e reconquista dos colegas médicos mais antigos na profissão e ex-associados, além da formação de uma sede própria. Projeções para 2004: Integração médico e ACM para um desenvolvimento conjunto associativo com novas conquistas médicas, reunificação em torno de idéias da Associação Catarinense de Medicina e AMB". Dr. Jáu Noé Gaya Presidente da Regional Médica de Balneário Camboriú

CAÇADOR "Durante o ano de 2003 firmamos importante parceria com a Unimed Caçador para realizar, através do seu Comitê Educativo, projetos sociais com os cooperados e projetos de responsabilidade social com a comunidade. Também em parceria com a Cooperativa participamos do projeto o ‘Médico na Cozinha’, tendo a presença da maioria dos sócios da AMC e cooperados da Unimed. Também criamos a página da AMC junto à conection.com.br; lutamos ao lado do Sindicato Médico para a remuneração do sobreaviso no Hospital Maicé de Caçador. Em novembro de 2003, o então Presidente da entidade, Dr. Airton Aguiar, transferiu o cargo para o Vice-Presidente, Dr. Nelson Dallagnol de Souza, por dois anos. Para 2004, devemos manter a parceria com a Unimed, trabalhar junto ao Conselho Municipal de Saúde e trazer eventos científicos para Caçador". Dr. Nelson Dallagnol de Souza Presidente AMC - Associação Médica de Caçador


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REGIONAIS MÉDICAS

JARAGUÁ DO SUL "2003. Um ano para reflexão. Um ano que nos obrigou a decisões. Cada vez mais, quem nos olha usa o ponto de vista de que somos alvos fáceis e geramos dividendos políticos, principalmente porque atuamos na pior das dificuldades humanas - a doença. Alvos fáceis, por acreditarmos erroneamente que, não nos manifestar ou não processar alguém é o melhor caminho para a solução das agressões que sofremos. Enquanto isso, no Brasil as maiores dificuldades para promover a saúde são geradas na quase total ausência de ações públicas na prevenção de doenças. Sanitarismo básico, instrução, educação para saúde e alimentação digna,

são direitos de cada cidadão, em qualquer país do século 21. A cada um de nós, médicos, só resta a coragem para declarar a nossa intenção: promovermos a saúde ou nos conformarmos com as atitudes dos eleitos, que há séculos não cumprem com os compromissos humanitários. Esperamos que em 2004 possamos estar unidos em prol da saúde do nosso povo e na defesa da nossa classe, que infelizmente se desune dia a dia e sofre na pele as agruras deste isolamento autoimposto". Dr. Antônio Carlos Scaramello Presidente da Associação Médica de Jaraguá do Sul

JOINVILLE "Passamos por um ano de intensas atividades associativas que reforçaram muito as relações entre as entidades representativas do médico: CRM, ACM e SIMESC, envolvendo também todas as regionais e inclusive as entidades maiores, AMB, CFM, Federação e Confederação Nacional de Médicos. A Sociedade Joinvilense de Medicina (SJM) se colocou como parceira de todos os momentos, principalmente para a formação do COSEMESC (Conselho Superior de Entidades Médicas de SC) e na divulgação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. Entretanto, nossa ação não se limitou, nem se limitará, a essas atividades. Vamos lutar vigorosamente contra a mercantilização criminosa do atendimento médico à população. Definir e legalizar o ATO MÉDICO! Estabelecer valores mínimos claros dos nossos serviços! Lutar contra ‘planos de saúde' que só visam o lucro! Batalhar contra os sobreavisos não remunerados e qualquer outra forma de trabalho escravo disfarçado. Na virada do ano, no início de 2004, nos concentramos num só sonho e ideal a ser construído: ver nossas sociedades unidas numa ORDEM DOS MÉDICOS DO BRASIL, nosso trabalho oficializado, respeitado e valorizado; mas principalmente ver que podemos trabalhar mais felizes junto aos nossos pacientes e que estes possam nos respeitar e estar satisfeitos com o que recebem dos médicos brasileiros.” Dr. Hudson G. Carpes Presidente da Sociedade Joinvilense de Medicina

Menezes ADVOCACIA

CANOINHAS "2003 não foi um ano diferente para a nossa classe. Foi igual a todos os anos em que vivemos e militamos as nossas angústias e dificuldades. Quando conseguimos vislumbrar uma vitória, já existe alguém construindo um paredão para derrubá-la. Nossa luta é diuturna. Nossas vitórias baseiam-se em nosso conhecimento científico e técnico, que não podem e não devem estagnar; baseiam-se no aprendizado e no trabalho constante. E nessas conquistas vimos que os médicos estão entendendo hoje que o nosso paciente é um cliente e como todo cliente deve ser mantido, ser bem atendido, como ser humano, digno de respeito, independente de seu convênio ou classe social. Os que transgridem esta conquista estarão fadados a estagnar em algum momento de sua trajetória profissional. Se mantivermos nossos padrões humanitários, fazendo de cada paciente um amigo, conseguiremos que os paredões que se levantarem à nossa frente tornem-se cada vez mais frágeis". Dr. Wagner Haroldo Pelagio Vice-Presidente da Regional Médica de Canoinhas


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REGIONAIS MÉDICAS

BLUMENAU

INDAIAL

"Em 2003 a classe médica brasileira lutou para regulamentar o Ato Médico. Cada vez mais profissionais de outras áreas querem fazer procedimentos exclusivos do médico. Em 2004, enquanto George W. Busch pretende estender a presença humana para outros planetas com a construção de uma base habitada em Marte e o retorno à Lua, a Classe Médica Brasileira pretende ver a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), o que com certeza colocaria nossos honorários num patamar menos aviltante. Em Blumenau tivemos um ano de 2003 difícil, mas podemos registrar a satisfação de terminarmos o pagamento do empréstimo feito junto à Unicred para melhorias na sede. No novo ano, pretendemos dar um novo impulso nas atividades científicas e sociais, arregimentando novos sócios". Dr. Waldemaro José Ferreira Presidente da Associação Médica de Blumenau

"Do ano de 2003, em que completamos 35 anos, podemos dizer que a Regional Médica Oswaldo Cruz encontrou-se revitalizada, após árduo trabalho de trazer os sócios para as reuniões novamente. Tivemos o apoio incondicional do nosso Presidente, Dr. Viriato João Leal da Cunha, deixando-nos um canal aberto sempre que precisamos. Ressaltamos também que a Diretoria da ACM prestigiou uma de nossas reuniões, com o intuito de aproximar a Associação Catarinense de Medicina do associado local. Como a maioria das Regionais, temos um baixo número de sócios filiados. Para reverter isso, precisamos mostrar ao médico a força política que exerce a ACM e a AMB sobre a sociedade. Para o novo ano também pretendemos reestruturar administrativamente nossa Regional, aumentar o número de sócios, aproximar ainda mais os colegas médicos, ir ao encontro com o que o médico almeja com uma Entidade Associativa e continuar confraternizando. Se tivermos um ano de 2004 tão promissor quanto foi 2003, com certeza nos tornaremos uma das melhores Associações Médicas do nosso estado. Para isso, certamente precisamos continuar contando com o apoio de todos os médicos". Dr. Roberto Amorim Moreira Presidente da Regional Médica Oswaldo Cruz

ESPAÇO UNIMED SC

TEMPOS DIFÍCEIS É impossível uma adequada compreensão dos caminhos que trilharemos no cooperativismo médico nos próximos tempos sem analisarmos o momento histórico que atravessamos. A Federação de Santa Catarina como instituição política, representativa e normativa do sistema Unimed em Santa Catarina tem obtido sucesso em seus projetos, como o avanço no relacionamento com hospitais e prestadores (após extenso trabalho conjunto), no seu modelo de operadora para várias singulares prestadoras e recentemente, abarcando contratos desafiadores de alcance nacional, como o do grupo Bunge. Crescemos ainda mais, ampliamos nossa área física com a sede Unisanta, iniciamos harmonicamente nova gestão administrativa para os próximos quatro anos e, junto aos demais presidentes de nossas singulares, obtivemos saudável amadurecimento político que se reflete de forma cristalina na satisfação de nossos clientes. No entanto, nossa preocupação vem crescendo por conta das ações diretas contra o sistema Unimed, como as incertezas na continuidade do exitoso modelo de prestação de serviços ao IPESC, que permitiu real inclusão social dos servidores e seus dependentes no atendimento médico

hospitalar, a um inacreditável baixo custo: menos de 30 reais per capita/mês. Assombra-nos também a sanha arrecadadora do governo, seus novos e incessantes tributos, além de normas unilaterais ditadas por agências reguladoras, abatendo em muito nossos resultados, aparecendo como enormes obstáculos à melhoria da remuneração médica. Completa-se o macabro cenário com uma ameaça maior - a perda de poder aquisitivo cruel a que nosso alicerce, nossa razão de ser, o médico, vem sofrendo. Poucas profissões nas últimas décadas foram tão golpeadas e de forma tão contundente, tão atroz como a nossa. A teia fatal é multifacetada.Iniciou com a introjeção popular do falso conceito " saúde deve ser de graça" , martelada seguidamente,o que levou-nos a uma socialização branca nivelada por baixo. Criminosamente, com o

único fito de obtenção de farta mão de obra, estimulou-se à criação de inúmeras escolas de ensino médico, em sua ampla maioria sem o menor compromisso com os médicos por elas paridos, ávidos por exercerem na plenitude a profissão, mas esbarrando em suas deficiências técnicas, nas exíguas vagas de pós-graduações e no espaço já saturado da atuação médica. O panorama observado hoje é o de uma legião de profissionais querendo e precisando trabalhar, disputando um mercado que não cresceu nas mesmas proporções, sujeitando-se a atividades periféricas, vilmente remuneradas, atropeladas por postos de trabalho já ocupados e com fila de espera, vendo desabar seus sonhos, aspirações e oportunidades. Estamos convencidos de que este é o campo de batalha ora destinado às cooperativas, seus dirigentes e cooperados. Urge que tenhamos em mente o acima exposto e principalmente, a necessidade de valorizarmos o ato médico, de forma substancial, com ações concretas, sob pena de rapidamente observarmos uma deterioração de nosso quadro social.

Adônis Rogério Rosar CRM 4018 Vice presidente da Federação das Unimeds de SC


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REGIONAIS MÉDICAS

RIO DO SUL

LAGES

"O objetivo principal da Diretoria da Regional Médica Alto Vale, durante o ano de 2003, foi restaurar o equilíbrio financeiro da associação, tarefa que foi alcançada através do corte de gastos. Por outro lado, visando aumentar a participação dos associados e da comunidade, realizamos dois cursos de atualização em temas médicos voltados para profissionais da saúde (enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos) que contaram com a expressiva participação de 270 pessoas, com um retorno financeiro satisfatório. Tivemos a participação efetiva na luta do sobreaviso remunerado em nosso hospital, assim como na Câmara dos Vereadores, durante votação do projeto sobre ISS, e participação nas reuniões sobre a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. Para comemorar o final de mais um ano de trabalho, agraciamos nossos associados com um jantar dançante na boate do Esporte Clube Concórdia, dia 12 de dezembro. A meta principal para 2004 é aumentar a participação do associado na regional, através de eventos científicos e sociais. Com a certeza de que um bom trabalho só pode ser realizado com uma boa equipe, agradeço nominalmente os membros desta Diretoria, que se empenharam para o fortalecimento da Regional: Drs. Amir Abu El Hage, Laila Quatrin, Simone Stadnick, Maria da Gloria Moura, Ademir Claudino dos Santos, e a nossa secretária, Srta. Lidiane". Dr. André Marques Vieira Presidente da Regional Médica Alto Vale

"A Regional de Lages, no ano de 2003, preocupada com a abertura da Faculdade de Medicina, dirigiu seus esforços para apoiar os colegas interessados a capacitarem-se às atividades acadêmicas, e para acompanhar a implantação do curso em nossa cidade. Para o novo ano já em curso, naturalmente este será novamente um assunto que irá merecer o nosso interesse, e além deste, outras metas deverão ser traçadas, pelos associados, na primeira reunião do ano, que deverá ocorrer em março. Evidentemente que as atividades rotineiras, como as reuniões científicas e as atividades esportivas serão mantidas, e há planos para, no próximo Dia do Médico, ser realizada comemoração com homenagem a todos os ex-presidentes da Associação Médica da Serra" . Dr. Horácio de Oliveira Filho Presidente da Regional Médica da Serra


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SÃO MIGUEL D'OESTE

"É sabido que a nossa classe é cada vez mais exigida, seja por órgãos públicos ou privados, e recebe cada vez menos em troca. É importante, pois, que cada vez nos unamos mais e, para tal temos somente o caminho do associativismo, fortalecendo assim as nossas entidades de classe. É fundamental que busquemos cada vez mais desenvolver a unidade das entidades médicas. Em 2003, realizamos o Baile do Médico, que foi importante para agregarmos a classe em momentos de descontração, bem como permitir o entrosamento com a sociedade local. Participamos de forma significativa de eventos científicos, na qualidade de parceiros, e já estamos preparando uma série de atividades para 2004. Nada disso, porém, seria concretizado se não houvesse a cumplicidade dos médicos da região. Esperamos que cada vez mais colegas se unam a nós, pois só assim seremos fortes o suficiente para coibir qualquer tipo de pressão, venha ela de onde vier. Especial abraço aos meus parceiros de Diretoria. Sem vocês nada seria possível". Dr. Antônio Paim de Oliveira Presidente da Regional Médica das Fronteiras

ITAJAÍ AJAÍ "Ao analisarmos nossa Regional Médica, percebemos uma grande lacuna que precisa ser preenchida no que se refere a uma atuação da diretoria e associados mais ativa e um incremento no número de associados. Do ponto de vista da ACM estadual, vemos como grandes conquistas o lançamento de Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos e a nova proposta administrativa que está sendo implementada. A busca de uma profissionalização da administração é um imperativo nos dias de hoje, mesmo para uma associação de classe. Sentimos ainda falta de uma maior aproximação com as regionais. Entre os planos para o novo ano está a participação na implantação da CBHPM junto com ACM e AMB, além de manter um processo de aproximação da Regional com a Estadual, bem como aumentar em 50% o número de associados. Estamos elaborando um cronograma de atividades sociais e científicas para os médicos, de preferência em conjunto com Sindicato e CRM local. Por último, a participação e/ou criação de projetos sociais para inserção da Classe Médica de uma melhor forma na sociedade. Enfim, tentaremos recuperar algum tempo perdido no ano de 2003". Dr. Joel Bernhardt Presidente da Regional Médica de Itajaí


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BRUSQUE "Em 2003, a Sociedade Brusquense de Medicina estipulou como meta maior a aquisição de um local próprio para a sede da entidade, adquirindo, para tanto, uma sala no Centro Empresarial que está sendo construído em nossa cidade, que deverá estar efetivamente concluída neste ano de 2004. Ao longo de 2003 nós também conseguimos realizar uma série de cursos, reuniões e palestras com o objetivo de promover o aprimoramento profissional dos associados. Para este novo ano, a Sociedade Brusquense de Medicina prevê uma série de atividades a serem desenvolvidas, visando o fortalecimento da classe e da entidade regional. Entre elas estão a união maior entre as Entidade Médicas; manter e estreitar

cada vez mais o relacionamento com a Unimed; participar ativamente e interferir na política de aplicação de recursos médicos em nossa comunidade; criar canais de comunicação com os planos de saúde, e mesmo com o SUS; estimular a atividade científica em nosso meio; criar o Departamento de Divulgação; atuar como um canal direto de comunicação com os órgãos de Imprensa; estimular o Departamento Esportivo; buscar outras fontes de recursos; atuar na defesa dos interesses da classe, junto com as nossas outras entidades médicas; atuar e interferir na política de saúde da região". Dr. Emílio L. Niebuhr Presidente da Sociedade Brusquense de Medicina

CONCÓRDIA "A Regional de Concórdia cruzou 2003 discutindo assuntos de interesse da classe e mantendo um programa de Educação Continuada. Os problemas de saúde muitas vezes são semelhantes, mas exigem soluções individualizadas e adaptadas para cada região. Dessa forma, lutamos pelo plantão de sobreaviso remunerado, conseguindo implantá-lo após longa discussão. Criamos uma Comissão de Honorários e Convênios, com credenciais para negociar junto aos planos de saúde os ajustes e as medidas que buscam trazer melhorias à população de usuários. Tais ações visam, sobretudo, conscientizar os administradores de planos de saúde de que a

defasagem salarial acumulada nos últimos dez anos causou graves danos à qualidade do atendimento médico. Para 2004 desejamos sucesso na implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. Temos consciência da importância do momento em que vivemos e que a união da classe fará a diferença para atingirmos este objetivo. Acreditamos ser este o momento certo para corrigirmos os valores das nossas atividades. Para isso é preciso que todos os médicos se conscientizem de que esta tabela é um instrumento legal e ético, por meio do qual poderemos atualizar nossos honorários". Dr. Aristeu Diniz Presidente da Regional de Concórdia

SÃO JOSÉ "O ano que findou simbolizou um período de mudanças em níveis mundiais, brasileira e também na nossa profissão. Os vários cursos de medicina que proliferam em nosso meio estão colocando em escala geométrica um número excessivo de médicos no mercado de trabalho, e é devido a nossa incapacidade de enfrentarmos este grave problema, pois erramos na forma de lutarmos contra a não abertura destes cursos claramente mercantilistas. No setor público, por não termos propostas claras, estamos a reboque das políticas de "prefeiturização" dos serviços de saúde. O cooperativismo de trabalho médico que a mais de três décadas surgiu como grande alternativa para o mercado de trabalho, hoje está sofrendo as conseqüências, em várias cooperativas do domínio de "castas aristocráticas", que comandam várias Unimeds, beneficiando alguns grupos e repassando os prejuízos para a maioria dos cooperados. Em que pese os exemplos acima, somos otimistas. Com certeza saberemos demonstrar para a nossa sociedade que temos que fechar cursos de medicina que não formem médicos adequadamente e, ainda deformam os serviços de saúde. Nos serviços públicos, os médicos com capacidade de formulação e intervenção no movimento social, podem e devem ser a vanguarda de novas propostas para o sistema de saúde. Nas cooperativas de trabalho, a capacidade crítica e de mobilização das bases, reformularão os métodos administrativos das Unimeds. A formulação e a implantação da nova tabela de serviços e honorários médicos, mostra de forma clara que, com propostas, nós temos como superar nossas dificuldades. E com criatividade e avaliação correta de nosso tempo, seremos agentes propositivos destes tempos de mudanças". Dr. Geraldo Swiech Presidente da AMRSJ - Associação Médica Regional de São José


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NOTÍCIAS DA ACM

PRIORIDADE PARA ARA 2004: DEFESA DO ATO M ÉDICO A Comissão Nacional em Defesa do Ato Médico, formada por membros da AMB (Associação Médica Brasileira) e do CFM (Conselho Federal de Medicina) trabalha arduamente para dar mais visibilidade ao Projeto de Lei nº 25/2002, que busca regulamentar a profissão médica. Para este novo ano, o grupo pretende organizar grandes mesas-redondas de discussão sobre a regulamentação do ato médico. Haverá mesas de debate com defensores dos interesses da população, com a presença de jornalistas, representantes do Ministério Público, Executivo federal e estadual, órgãos de defesa do consumidor e parlamentares. O primeiro evento deste porte está previsto para acontecer no Rio de Janeiro, no primeiro trimestre de 2004. Ao longo de 2003, a Comissão organizou diversos debates sobre a re-

gulamentação do ato médico em todo o Brasil. Com isto, o projeto pôde ser conhecido e conquistou aliados entre parlamentares e estudantes do curso médico. No entanto, os esforços da classe médica ainda não foram suficientes para fazer com que as discussões sobre o projeto avancem no Congresso Nacional. Desde setembro, o PLS 25/2002 foi apensado ao PLS 268/ 2002, que também dispõe sobre o exercício da medicina, o que significa dizer que a tramitação dos dois projetos, agora, é conjunta. Diante da lenta tramitação do PLS 25/2002, a Comissão Nacional em Defesa do Ato Médico passou a trabalhar em outras frentes. Em outubro, o

CFM e a AMB colocaram no ar, em âmbito nacional, um filme publicitário em favor do ato médico, para marcar as comemorações do Dia do Médico. Em seguida, o CFM distribuiu cartazes para todos os CRM's e hospitais universitários, bem como cartilhas explicando o ato médico, para todos os parlamentares do Congresso Nacional.

PRESCREVER OU DIAGNOSTICAR

NOVO DIA DE MOBILIZAÇÃO PELA ADOÇÃO DA CBHPM

Juíza federal titular da 3ª Vara/SJDF, publicou sentença que suspende os efeitos dos artigos 2o, 3o, 4o e 6o da Resolução COFEN N o 271/2002, determinando que o Conselho Federal de Enfermagem oriente os enfermeiros a não praticarem qualquer ato ou consulta estabelecido nesses artigos. A decisão é fruto de ação impetrada pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, SIMERS, e representa uma vitória para todas as entidades médicas do Brasil, na medida em que defende o ATO MÉDICO. Segundo despacho judicial, a Resolução COFEN o N 271 não dá autonomia aos profissionais de enfermagem para escolherem medicamentos e a respectiva posologia, como também não os autoriza a solicitar exames de rotina e complementares, bem como diagnosticar e solucionar problemas de saúde. A sentença recomenda que seja observada a Resolução CFM No 1627/2001, que define o ato médico, de acordo com as atribuições que lhe confere a Lei No 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto No 44.405, de 19 de julho de 1958.

Ainda no primeiro trimestre de 2004 será marcado um novo Dia Nacional de Mobilização pela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, como estratégia para tornar pública a reivindicação da classe médica junto às operadoras de planos de saúde. Novamente deverá ser feita a organização do Dia de Mobilização em nível estadual, com as federadas da AMB, juntamente com as entidades médicas locais, decidindo como será o movimento, se centrado em coletivas à imprensa ou com paralisação de atendimento a determinados planos. Às Federadas Estaduais da AMB já foram encaminhadas circulares comunicando a decisão. A Comissão responsável pela ação vem publicando o Jornal Mobilização, elaborado pela AMB e pelo Conselho Federal de Medicina, enviado a todos os médicos brasileiros, contendo as novidades em relação às negociações pela adoção da CBHPM e um balanço do que foi o primeiro Dia de Mobilização (11 de novembro) em cada Estado.A Comissão Nacional de Honorários Médicos ainda iniciará um estudo visando eliminar o "nono dígito" (nas hierarquizações anteriores, o código de cada procedimento médico possuía, no máximo, oito dígitos), o que vem gerando dificuldades operacionais para a implantação da CBHPM.

ENFERMEIROS NÃO PODEM


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HOMENAGEM

MEDICINA CA CAT TARINENSE DESPEDE-SE DO DR. WALDOMIRO DANT ANTAS AS No decorrer de sua história de quase 67 anos, a Associação Catarinense de Medicina congregou os mais destacados nomes da medicina de todo estado. Entre eles figura, certamente, o médico, professor e acadêmico Dr. Waldomiro Dantas, ex-Vice-Presidente da ACM, entidade onde ocupou ainda as funções de Secretário Geral, Presidente do Departamento de Clínica Médica e Delegado Efetivo, com múltiplos mandatos. Falecido no último dia 23 de dezembro, na capital, deixa uma lacuna na medicina catarinense, a qual se dedicou incansavelmente por 45 anos. Em seu vasto currículo constam feitos do maior destaque: Especialista em Medicina Interna, Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva e Hepatologia. Ex-Presidente do Conselho Regional de Medicina (CREMESC), da Sociedade Brasileira de Hepatologia e da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Fundador da Academia Catarinense de Medicina - ACAMED, e seu primeiro presidente, recebeu o Diploma de Honra ao Mérito Médico Nacional, outorgado pela Federação Nacional das Academias de Medicina. Formado em medicina em 1958, na Faculdade Fluminense de Medicina, fez Livre Docência em Medicina Interna, em 1974, na Universidade Federal de Santa Catarina, que lhe outorgou o título de Doutor em Ciências. Realizou 68 cursos de especialização, dos quais sete foram no exterior; nove estágios de especialização, sendo três no exterior. Participou de 226 Congressos e jornadas, dos quais 27 foram em países estrangeiros. Ministrou centenas de aulas, conferências e palestras, em numerosas cidades do território nacional, e participou de 45 bancas examinadoras de concurso para Magistério, Livre-Docência, Doutora-

MÉDICO , PROFESSOR E ACADÊMICO, DR . WALDOMIRO DANTAS FOI VICE-PRESIDENTE DA ACM, ENTIDADE ONDE OCUPOU AINDA AS FUNÇÕES DE SECRETÁRIO GERAL , P RESIDENTE DO DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA E DELEGADO EFETIVO , COM MÚLTIPLOS MANDATOS

do e Mestrado. Além disso, publicou 101 trabalhos científicos em periódicos, cinco em língua estrangeira. Fez 35 capítulos de livros e participou como co-editor na publicação de seis livros de medicina. Na UFSC, o médico galgou todos os postos de carreira acadêmica, implantou o curso de Pós-Graduação em Clínica Médica, do qual foi coordenador durante quatro anos. Chefiou o Departamento de Clínica Médica, a

disciplina de Gastroenterologia e o Serviço de Gastroenterologia. Filiado a 22 Sociedades Científicas, sendo sete internacionais, participou do corpo editorial de 13 revistas científicas, 12 nacionais e uma estrangeira ( The Croacian Journal of Gastroenterology and Hepatology, editada na Croácia). Por tudo isso e muito mais, o Dr. Waldomiro Dantas deixa saudade e o respeito unânime entre seus pares.


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HOMENAGEM

MAIS UM GRANDE QUE SE VAI AI... DR . MARIO GENTIL COSTA F LORIANÓPOLIS, 23 DE DEZEMBRO DE 2003 Nunca acreditei que isto viesse a acontecer: - estar eu aqui hoje, a endereçar um panegírico ao nosso Waldomiro Dantas. Esta penosa missão, entretanto, me foi confiada por ele, e mesmo não tendo concordado na ocasião, por achá-la de mau agouro e descabida, não tenho agora como me furtar. Faz pouco mais de três anos. Estávamos numa rodinha de amigos, quando de repente ficamos sós, e ele, pegando-me pelo braço, falou, em voz baixa e com expressão grave: - Mario, gostaria de lhe pedir um favor... - Claro, Waldomiro, você não pede; você manda. - Quero que você escreva meu necrológio. - O quê? - reagi, espantado. - Isso mesmo que você ouviu. Promete? Ora, na ocasião, quem estava doente era eu. Minhas chances eram quase nulas. E não tive outro jeito, senão responder: - Desde que você me prometa uma coisa... - Prometo. O que é? - Escrever o meu. - Isso é impossível - ele afirmou. - Impossível por quê? - Porque eu vou antes. - Que história é esta, Waldomiro? - Você vai ver... Nesse momento, chegou alguém. Ele fechou-se em copas, e a conversa acabou. Mas aquele diálogo incômodo ficou martelando meu cérebro. O que estaria acontecendo com meu amigo Waldomiro Dantas? Até que, tempos depois, seu filho Luiz Fernando me contou tudo. "O homem estava muito doente". E não era coisa de ontem, não. Era coisa antiga, embora ninguém, ou quase ninguém, soubesse de nada. Custei a crer. Mesmo porque, dias adiante, cruzamos na rua. Ele, subindo a Rua Tenente Silveira em direção a uma agência bancária. Envergava uma jaqueta escura e um boné. Era inverno e estava agasalhado. Mas bem disposto. Paramos, batemos um papo rápido, pois ambos estávamos com pressa: - bom dia pra cá, bom dia pra lá, como vai o pessoal..., aquele protocolo que todo mundo cumpre..., e cada um seguiu seu caminho. Não tocamos na velha questão. Confesso que nem me lembrei e acredito que ele também não. Vimo-nos mais uma vez, na ACM, na última reunião da Academia a que compareceu. Ele me olhou diversas vezes. Parecia querer dizer alguma coisa, mas não teve oportunidade; havia muita gente por perto. E foi só. Nunca mais estivemos juntos. Agora estou aqui a recordar esses momentos e não sei o que escrever para saudá-lo como merece. Lembranças antigas, tenhoas aos montes. Fugazes e inconclusas conversas de hospital, pois ali ele estava sempre ocupado. Raros segredos como aquele em que, certa vez, confessando um desejo antigo, me disse que sonhava, um dia, mudar-se para Portugal, quando se aposentasse. Citou até o lugar, cujo nome não recordo ao certo. A verdade é que a gente se acostuma a projetar o futuro numa perspectiva distante, que, em nome de um otimismo quase panglossiano, vai sendo sempre adiado. De repente, num abrir-e-fechar-de-olhos, esse futuro longínquo chega e não dá mais tempo... Nunca me esqueço dos jantares em sua casa da Feliciano Nunes Pires, regados a vinho francês e escargot, uma das suas iguarias preferidas. Éramos três ou quatro casais, divididos em dois grupinhos. As mulheres só se juntavam na hora da mesa. O resto do tempo, invariavelmente, caíamos em assuntos médicos, contando

nossos "causos" uns aos outros. Lembro-me do Waldomiro ainda jovem, quando chegou a Floripa, vindo para cá em função de seu vínculo com a Marinha de Guerra. Ainda o vejo fardado, a participar de reuniões científicas, numa sala improvisada da Maternidade Carmela Dutra. Ele, com um calhamaço recheado de anotações, despia a túnica azul-marinho do uniforme, depunha o quepe sobre a mesa, afrouxava levemente o colarinho e a gravata obrigatória, pegava um giz e, com sua caligrafia regular e elegante, a voz serena, ia expondo seu tema no quadro-negro, na mais absoluta seqüência didática. Estava sempre atualizado e, com sua obstinada busca do conhecimento, contribuiu de modo preponderante para o progresso científico do grupo. Deu exemplo a muita gente. Sabia tanto, que despertava nos demais o firme propósito, raramente mantido, de estudar como ele. Sua clientela foi crescendo e, em pouco tempo, tinha o consultório cheio. Não mais precisava do salário militar e, assoberbado de compromissos, pediu desligamento. Resolvera fixar-se em Floripa. Seu nome depressa ultrapassou fronteiras e, graças à brilhante carreira universitária em que galgou todos os postos, tornou-se respeitado, despontando como estrela de primeira grandeza em congressos médicos dentro e fora do país. Representou, como poucos outros, um divisor de águas da nossa medicina e culminou sua liderança com a criação da Academia Catarinense de Medicina, da qual foi o primeiro presidente. No terreno pessoal, brindou-me com o privilégio de ser o otorrino de sua família. Anos seguidos, atendi sua esposa e seus filhos e tenho imenso orgulho disso. Só espero ter dado conta do recado, pois a honra, no caso, era diretamente proporcional à responsabilidade. Afinal, médico nenhum encaminha familiares ao amigo; encaminha-os àquele que merece seu respeito e sua confiança... Ocorre-me, neste momento, outra particularidade espantosa na figura do Waldomiro: - ao passo que eu e a maioria dos colegas fomos envelhecendo, ele nunca envelheceu. Não perdeu cabelo e não ficou grisalho; já veio careca. Dava a impressão de ter nascido assim. Nunca engordou demais; nunca emagreceu. Nunca ficou enrugado. Juraria que sempre o vi do mesmo jeito. E me custa acreditar que estivesse agora com 71 anos. Como o tempo passa rápido! Como a vida passa depressa! Chegamos, toda a nossa geração, a essa faixa de idade sem perceber. E temos hoje, numa visão retrospectiva, a esmagadora e desconfortável noção do transcurso vertiginoso do tempo. Esse mesmo tempo que um dia nos pareceu interminável e bastante para realizar nossos sonhos tão acalentados. Esse mesmo tempo que hoje, na mais otimista das visões prospectivas, nos adverte da brevidade da vida humana, que, por isso mesmo, deve ser vivida com os objetivos definidos com que Waldomiro Dantas viveu. Numa era de profundas guinadas sociais e comportamentais, ele deixa, com seu exemplo de dedicação à família, de apego ao estudo sério e sistemático, de amor ao trabalho e de respeito ao mais profícuo exercício da medicina ética e científica, uma lição a ser imitada pelas novas gerações. Seu nome ilustre ficará para sempre gravado em destaque na memória médica catarinense e brasileira. Waldomiro Dantas! Você foi um grande médico e um grande homem!


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CENTRO DE CONVENÇÕES DA ACM CONQUISTAA 2º LUGAR NO SUL DO BRASIL CONQUIST A Associação Catarinense de Medicina conquistou o segundo lugar no Prêmio Caio de 2003, na Categoria Centro de Eventos da Região Sul do Brasil. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 06 de dezembro, no Costão do Santinho, com a entrega do troféu "Jacaré de Prata", destaque nacional que representa a qualidade da instituição vencedora. O Centro de Convenções da ACM coroa a história de sucesso da entidade, fundada há 66 anos e que hoje já congrega cerca de 3.500 médicos de

todo estado de Santa Catarina, que está entre as principais federadas da Associação Médica Brasileira (AMB). Instalado há 10 anos, o espaço atende ao anseio da classe e às suas necessidades, tendo em vista que a medicina constitui-se numa grande geradora e promotora de eventos científicos, nas suas mais diversas especialidades, o que possibilita à ACM o desenvolvimento de uma de suas maiores missões: o aprimoramento dos médicos catarinenses.

PRESIDENTE DA ACM, DR. VIRIATO J OÃO LEAL DA C UNHA, AO LADO DE COLABORADORES DA ENTIDADE, RECEBEU A IMPORTANTE PREMIAÇÃO, QUE DESTACOU A INFRA- ESTURURA OFERECIDA PELO C ENTRO DE CONVENÇÕES DA ENTIDADE

CATARINENSE PRESIDE SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA Pela primeira vez um médico de Santa Catarina é escolhido para presidir a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a maior sociedade médica do país, com 10.500 sócios efetivos, e a 4a do mundo. No dia 19 de dezembro de 2003, o cardiologista Antônio Felipe Simão tomou posse na Diretoria, eleita para o biênio 20042005, em solenidade ocorrida no Rio de Janeiro. "Assumir a presidência da SBC representa um desafio e uma oportunidade para desenvolver uma série de projetos significativos à cardiologia brasileira, como a criação de uma cooperativa para os especialistas", afirma o Dr. Simão. Entre outros projetos que o médico pretende realizar ao longo da sua gestão, destaca-se um amplo e inédito levantamento epidemiológico em

todo o país. "O trabalho já foi iniciado e visa determinar quais os principais fatores de risco (hipertensão, diabetes, colesterol, fumo etc.) e como agem em nosso meio, para que possamos desenvolver ações de prevenção e terapêutica, na tentativa de evitar as doenças cardiovasculares". O levantamento de dados está sendo desenvolvido pela Vox Popoli, em parceria com o Departamento de Epidemiologia da Universidade de São Paulo, com o suporte da indústria farmacêutica e do Governo Federal. Também é meta da nova gestão da SBC estreitar o relacionamento entre a Sociedade e a comunidade científica internacional, especialmente junto aos países da América do Sul e alguns participantes do programa de epidemiologia da Europa.

D R. ANTÔNIO FELIPE S IMÃO TOMOU POSSE NA D IRETORIA DA SBC, ELEITA PARA O BIÊNIO 2004-2005, EM SOLENIDADE OCORRIDA NO RIO DE JANEIRO

"Estamos em fase de estudos para viabilizar a criação da nossa cooperativa de cardiologistas, visando melhorar as condições de trabalho para os profissionais do setor e o atendimento. Além disso, está sendo desenvolvido um projeto de educação médica continuada, para possibilitar aos cardiologistas, especialmente os do interior do Brasil, condições básicas e mínimas necessárias de atualização profissional".

AGRADECIMENTO AOS ASSOCIADOS QUE PARTICIPARAM DA CAMPANHA DE NATAL A Diretoria Sócio-Cultural da ACM agradece a todos os médicos e parceiros que participaram na campanha Natal MAIS Feliz, que por mais um ano alcançou sua meta: aju-

dar ao próximo. A ação foi um sucesso, este ano com a promoção conjunta entre a Unicred Florianópolis, a ACM e a ABO/SC - Associação Brasileira de Odontologia - Santa Catari-

na. Os donativos arrecadados - roupas e brinquedos - foram entregues no último dia 23 de dezembro, para os idosos do Lar de Zulma e para as crianças do Lar São Vicente de Paula.


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REGIONAIS MÉDICAS

CRICIÚMA "Em 2003 a Regional Médica da Zona Carbonífera teve uma participação ativa junto a seus associados e também na comunidade. Um dos projetos trabalhados ativamente, que terá continuidade em 2004, é a aproximação com a sociedade, formando-a e informando-a quanto às questões de prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida. Para alcançarmos plenamente os objetivos, resolvemos profissionalizar a área de Comunicação Social da Regional. Desde então, temos editado um jornal bimestralmente com informações da área médica e também com notas de valorização dos profissionais, cedendo espaço para o Simersul e para a Sociedade de Pediatria. Também passamos a valorizar a imagem da entidade utilizando material visual nos eventos e promoções em que a Regional Médica esteve presente. Entre os eventos promovidos, destacaram-se a posse da nova diretoria com a palestra "Novos antibióticos", realizado em 25 de março de 2003, no auditório da Unimed; a Jornada de Videocirugia, evento realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio de 2003, organizado pela Sociedade Brasileira de Videocirurgia, em que fizemos parte da comissão organizadora; o 1º Congresso Sul Catarinense de Pediatria, realizado nos dias 20 e 21 de junho de 2003; o Fórum de Saúde da Amrec, onde a Regional deu seu apoio através de patrocínio, além da participação durante o evento, ocorrido nos dias 21 e 22 de agosto de 2003; e fomos parceiros na divulgação da reunião sobre a remuneração médica, ocorrida no dia 25 de setembro, no auditório da Unimed, através da assessoria de imprensa da Regional Médica. Para o ano de 2004, a entidade tem muitos projetos a serem desenvolvidos, como palestras, encontros de aperfeiçoamento, trabalhos sociais, divulgação dos serviços na imprensa, entre outros. Um dos grandes projetos será o lançamento do Cartão de Benefícios do Associado, que garantirá descontos e vantagens aos médicos membros da RMZC em estabelecimentos comerciais de Criciúma e região. Em março, será realizada a Semana de Atualização em Medicina Ambulatorial, abordando temas de interesse da prática diária ambulatorial, com a presença de especialistas. Em abril, acontecerá reunião científica sobre Hepatites na Infância, gravidez e diagnóstico e condutas nas hepatites B e C. Enfim, estamos trabalhando intensamente para valorizar os médicos e tornar a RMZC um fórum de discussões e encontros dos profissionais da área da saúde". Dr. Leandro Avany Nunes Presidente Regional Médica da Zona Carbonífera

CURITIBANOS/CAMPOS NOVOS "Nos idos de 1960, quando eu iniciava minha vida profissional, e já sentindo a dura lide de enfrentar a concorrência, certa feita, após um dia de trabalho, deixava meu consultório e me encontrava com um amigo, advogado, que também deixava o seu escritório, e comentei com ele ‘que classe complicada, essa dos médicos, basta ter dois na cidade e já começa a encrenca'. Ao que ele me respondeu, ‘você que não conhece os advogados, basta ter um e ele encrenca com a própria sombra'. Não resta dúvidas que desde aquele tempo para cá, o exercício da profissão médica se complicou, e bastante. A socialização quase que total da medicina (SUS, planos de saúde etc), fez com que cada vez mais a remuneração do médico se aviltasse. E mesmo diante desse quadro não entendemos como os médicos não conseguem ter um Órgão de Classe (Associação) forte a ponto de poder influir nas decisões governamentais que interessam à classe. Todos reclamam que as associações médicas nada fazem e por isso não vale a pena pagar. Não seria o caso de ao invés de reclamações um PARAR E PENSAR? Onde estão os erros? Por que as associações de classe não têm força? Por que as associações da classe médica não conseguem representar a classe em seus interesses? Seriam as diretorias que não conseguem manter as atividades associativas dentro do que se propõe a associação? Seriam os médicos que não prestigiam sua associação de classe, com idéias, críticas, fazendo-se presentes quando necessário? É hora de PARAR E PENSAR. Durante anos as decisões que interessam a classe médica nos são impostas, e na grande maioria das vezes, visando interesses que não o médico ou seus pacientes. Ou nós paramos, repensamos a nossa associação, no sentido de torná-la forte e atuante, e para isso é preciso que nós, médicos, nos tornemos mais presentes com idéias, palpites, críticas, seja lá o que for, ou nos conformamos e continuamos a trabalhar nos moldes que hoje estão aí, e que todos nós sabemos, vai piorar. Vamos PENSAR. Não adiantam reclamações que não levam a nada. Precisamos viver a nossa associação (ACM)". Dr. Riscala Miguel Fadel Presidente Regional Dr. Hélio Anjos Ortiz


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SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES

MEDICINA DO TRABALHO "A Diretoria da Gestão 2002/2005 entende que a ACAMT tem a necessidade de tornar-se um ator social eficaz, para isso, conclama a todos os médicos do trabalho de Santa Catarina a trabalharem com ela, mesmo na diversidade, para que possamos alcançar e desenvolver todo o potencial da Medicina do Trabalho em nosso estado. O ano de 2003 foi de expectativa para a especialidade, principalmente em torno do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). Em nossa opinião, resolvidas as pendências técnicas, éticas e sociais, o PPP pode contribuir para a melhoria da saúde dos trabalhadores. Além disso, os eventos que re-

alizamos obtiveram sucesso de participação e crítica. As perspectivas para 2004 apontam para uma possível Reforma Trabalhista no Brasil, e com certeza seremos atores neste debate. Cabe ressaltar que, de 1º a 7 de maio de 2004 acontecerá em Goiânia - GO, o 12º Congresso da ANAMT, para qual todos os colegas estão convidados, pois deverá ser um grande evento. Como Presidente, quero agradecer a colaboração e a participação dos colegas com esta gestão e convocar a todos para os trabalhos de 2004". Dr. Dalton Nuernberg Presidente da ACAMT

"Em 2003 a Regional SBAI-SC realizou o XXX Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, no período de 15 a 19 de novembro, no Costão do Santinho Resort, em Florianópolis, com ampla participação dos especialistas catarinenses, como ministrantes de simpósios e na apresentação dos trabalhos científicos. Foi o maior Congresso da SBAI, com 872 participantes, 110 Temas-Livres e 102 Posters. Durante o Congresso foi empossado o novo Presidente da Sociedade Luso-Brasileira de Alergologia e Imunologia Clínica, Prof. Paulo Ferreira Lima. vidos pela ACP em 2004: A entidade também teve participaPrograma de Educação Continuação efetiva no Dia Nacional da Alergia da (PEC) - 27/03/04, 31/04/04, 26/06/ e da Asma em programas de Rádio e 04, 25/09/04, 30/10/04 e 27/11/04 Simpósios - 21 e 22/05/04, 08 e TV, entre outros. Além disso, o Prof. Paulo Ferreira Lima participou como 09/10/04 Jornada Catarinense de Saúde CONVIDADO ESPECIAL e/ou PALESTRANTE de vários eventos na Mental - 20 e 21/08/04 Os Simpósios e a Jornada serão aber- especialidade. Para 2004 estão sendo programadas tos à participação de profissionais de duas Jornadas: "RGE e ASMA" e "Resaúde mental, estudantes e médicos de outras especialidades. Já o PEC será ações Adversas por Drogas", em datas exclusivo para os Psiquiatras. Contamos ainda a serem confirmadas. Um Feliz Ano Novo para todos, com com a participação dos colegas para o muita dignidade, saúde e alegria para êxito de nossa programação" viver, são os votos da Diretoria da REDr. João Ernani Leal Presidente da ACP - Associação Cata- GIONAL-SBAI-SC" Dr. Paulo Ferreira Lima rinense de Psiquiatria Presidente da SBAI

PSIQUIATRIA "Concluímos o ano de 2003 muito satisfeitos pelo sucesso alcançado nos eventos promovidos pela ACP, destacando os 6 Módulos do Programa de Educação Continuada, o Simpósio e a Jornada Joinvillense de Saúde Mental. Recebemos o apoio de vários segmentos da sociedade para o sucesso de nossos eventos, e citamos o Instituto de Psiquiatria, a Unicred, a imprensa, as associações de pacientes e familiares, programas de tratamentos do Instituto São José (PROTTOC E PROTTA), programa de tratamento do TOC da UP, entre outros. Buscando o seu apoio e participação, estamos divulgando a Programação de Eventos Científicos a serem promo-

ALERGIA E I MUNOLOGIA








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SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES

CIRURGIA PEDIÁTRICA "A cirurgia pediátrica é uma das especialidades, sem dúvida alguma, com menor reconhecimento no meio médico e social, principalmente com relação aos honorários determinados para os procedimentos complexos e específicos da sua especialidade. Esse cenário em nada teve de alteração no ano de 2003. Nossa expectativa é que a nova Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos da AMB, tão logo seja instalada, mude

um pouco esse panorama. E isso só será possível quando os nossos procedimentos passarem a ser enquadrados de forma topográfica, sem depender de interferências políticas. Em 2003, a cirurgia pediátrica catarinense foi agraciada com uma forma de reconhecimento do tamanho do seu valor, sediando, em Florianópolis, o Congresso do Cone Sul de Cirurgia Pediátrica, englobando o Congresso Brasileiro de Cirurgia Pe-

diátrica e o Brasileiro de Urologia Pediátrica. Reunir sociedades de cirurgia pediátrica como a World Federation, European Society, Íbero-Americana, Cone Sul e a Brasileira, junto com os cirurgiões pediatras de Santa Catarina, simboliza a qualidade do que as crianças catarinenses recebem no que depende de nós". Dr. Edevard José Araujo Presidente da Sociedade Catarinense de Cirurgia Pediátrica

CIRURGIA PLÁSTICA “Em 2003, a ACM, o SIMESC e o CREMESC souberam muito bem atuar em prol da defesa e da valorização do médico. Nós, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional SC, através de ações conjuntas com a SBCP Nacional, acreditamos ter feito a nossa parte, visando sempre o aperfeiçoamento ético e o desenvolvimento ci-

entífico de nossos associados. Juntamente com o Núcleo de Cirurgia Plástica da UFSC, realizamos o Curso Integrado de Cirurgia Plástica, que proporcionou aos membros de nossa Sociedade uma constante evolução e atualização científica. Realizamos, na cidade de Blumenau, a 19a Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica, com a presença dos pre-

sidentes do CFM, ACM e CREMESC, discutindo os princípios éticos e morais de nossa profissão. Coroamos a gestão trazendo para Florianópolis o 41º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, que é o segundo maior Congresso de Cirurgia Plástica do mundo". Dr. Marco Antônio Cavalcanti Presidente da SBCP - Regional SC


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SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES

CARDIOLOGIA "No ano de 2003 ocorreram vários eventos importantes relacionados à Cardiologia de Santa Catarina. Em junho tivemos a comemoração dos 25 anos de fundação da Sociedade Catarinense de Cardiologia. Além disso, várias atividades científicas foram desenvolvidas no interior de Santa Catarina, entre elas destacamos os eventos realizados em Joinville, Rio do Sul e Campos Novos. Foi promovido tam-

bém o VII Congresso Catarinense de Cardiologia, onde ocorreu a eleição da nova diretoria da SCC para o biênio 2004/2005, que será capitaneada pelo Dr. Miguel De Patta. Um acontecimento da mais alta relevância foi a posse do Dr. Antônio Felipe Simão, no dia 19 de dezembro de 2003, na presidência da Sociedade Brasileira de Cardiologia, fato este que nos enche de orgulho, por se tratar do pri-

meiro catarinense a assumir tal posto. Outro fato importante foi a divulgação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, a qual esperamos que se consolide no ano de 2004, na esperança de que exista uma remuneração mais justa e digna para o médico brasileiro". Dr. Jamil Cherem Schneider Presidente da Sociedade Catarinense de Cardiologia

MEDICINA DO ESPORTE "No ano de 2003 a Sociedade Catarinense de Medicina do Esporte teve bastante atuação no cenário médico estadual e nacional. Em abril foi realizado o 1º Fórum de Esporte e Saúde para Atletas de Jiu-Jitsu. Tivemos grande representatividade na elaboração das diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte sobre suplementos alimentares e substâncias anabolizantes. Realizamos, em Florianópolis,

no início de junho, o maior Congresso Brasileiro de Medicina do Esporte, com sucesso total de público e programação científica. Em outubro fizemos as eleições da nova diretoria para 2004-2005, elegendo Glaycon Michels para Presidente e Joel Steinmann para Vice. Em novembro, durante as competições do Circuito Mundial de Surf em Santa Catarina, realizamos o 2º Fórum de Esporte e Saúde para o Surf.

Finalizando, gostaria de convidar a todos os médicos e profissionais ligados ao esporte e ao exercício, para fazerem parte de nossa tão importante Sociedade, que certamente ganhará cada vez mais espaço e importância no meio médico". Dr. Artur Haddad Herdy Presidente da Sociedade Catarinense de Medicina do Esporte


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SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES

HOMEOPATIA "Durante o ano de 2003, a Associação Médica Homeopática de Santa Catarina deu prosseguimento ao Curso de Pós-Graduação, com um excelente índice de aproveitamento, além de realizar o curso preparatório para a prova de especialista em Homeopatia. Também foi um êxito a 3ª Jorna-

da de Homeopatia, enquanto nas regiões de Balneário Camboriú e Itajaí foram feitas reuniões mensais, congregando os colegas homeopatas. Foi um ano de conquistas, apesar da difícil conjuntura sócio-econômica que a todos afeta. Agradecemos e cumprimentamos a todos os cole-

GENITOSCOPIA "A Sociedade Brasileira de Genitoscopia representa a anteriormente denominada Sociedade Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (SBPTGIC). A entidade tem como finalidade reunir médicos interessados no aperfeiçoamento e na difusão do conhecimento relativo ao trato genital inferior, possibilitando normas que visem a prevenção e o manejo adequado das lesões intra-epiteliais cervicais e do câncer cervical. No ano de 2003 foi eleita a diretoria para a gestão 2003-2006 da Sociedade Brasileira de Genitoscopia. Nosso estado foi contemplado com dois membros: os Drs. Luiz Fernando Sommacal, como Vice - Presidente Sul, e Edison Natal Fedrizzi, como

Segundo Secretário. Um dos objetivos principais da diretoria eleita é valorizar a Prova de Título de Especialista em Colposcopia e a melhoria da remuneração deste procedimento diagnóstico. Como toda sociedade médica, desejamos estabelecer normas para fazer cumprir o Código de Ética Médica, defendendo os interesses da nossa categoria. Por fim, desejamos aperfeiçoar o treinamento para obter a redução da taxa de mortalidade do câncer de colo uterino, que ainda representa a neoplasia mais freqüente da mulher em todo o mundo". Dr. Luiz Fernando Sommacal Presidente da Sociedade Brasileira de Genitoscopia/SC

gas por suas contribuições ao nosso movimento, sempre prontos e solícitos, e esperamos que 2004 seja ainda mais fecundo em aprendizado, convívio, realizações.” Dra. Haydê Haviaras Presidente da Associação Médica Homeopática de Santa Catarina

DERMATOLOGIA "A Regional de Santa Catarina da Sociedade Brasileira de Dermatologia conta atualmente com cerca de 120 dermatologistas associados e distribuídos pelo estado. Durante o ano de 2003 a Regional promoveu 4 reuniões com a participação de renomados especialistas do Brasil e do exterior. Todas se revestiram de sucesso pela grande participação dos dermatologistas catarinenses e dos colegas de estados vizinhos. Encerrando nossas atividades no venturoso ano de 2003 desejamos à toda classe médica nosso melhores votos de um ano novo com grandes conquistas nos campos da felicidade, do amor ao próximo, da paz mundial e do respeito à natureza". Dr. Vicente Pacheco de Oliveira Presidente Sociedade Brasileira de Dermatologia/SC

MASTOLOGIA “Em 2003, a Sociedade Brasileira de Mastologia, Regional de Santa Catarina, teve como principal realização o XIII Encontro Catarinense de Mastologia,o II Congresso Catarinense de Onco-Mastologia e o III Encontro da Mulher Mastectomizada, que aconteceu nos dias 3 e 4 de outubro, na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis. Os

eventos, ocorridos de maneira simultânea, reuniram cerca de 200 participantes e 45 palestrantes, tendo como tema central Câncer de Mama na Mulher Jovem. A promoção foi possível graças à parceria entre a Sociedade Catarinense e Brasileira de Mastologia, a Escola Brasileira de Oncologia Clínica e as Sociedades Brasileira e Franco-Brasileira de Oncologia.

A cada ano a Sociedade tem investido no aprimoramento dos profissionais da área e no repasse de informações para a comunidade. Em 2004, a entidade mantém o seu objetivo e deverá divulgar futuramente seu calendário de eventos”. Dr. Carlos Gilberto Crippa Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - SC


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SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES

GASTROENTEROLOGIA "O ano de 2003 foi muito especial para a Sociedade Catarinense de Gastroenterologia, pois conjuntamente com a nossa co-irmã Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, realizamos no mês de novembro, em Florianópolis, o XVI Seminário Brasileiro de Endoscopia Digestiva e o

Congresso Sul-Brasileiro de Gastroenterologia, com os mais renomados especialistas brasileiros e alguns convidados estrangeiros. Também em agosto de 2003, realizamos o 1 o Curso Catarinense de Cápsula Endoscópica, ministrado pelo Dr. Artur Adolfo Parada, maior autori-

INFECTOLOGIA "No ano de 2003, a Sociedade Catarinense de Infectologia lançou na internet a página da Sociedade: www.scinfecto.org ,divulgando a especialidade e disponibilizando aos usuários links de interesse para atualização. Também manteve-se parceria com o Ministério da Saúde, através da Sociedade Brasileira de Infectologia , participando na realização do II e III Curso Avançado de Manejo Clínico em HIV/ AIDS - instrumento fundamental para atualização de médicos que assistem

pacientes com esta patologia. A Sociedade também participou do Comitê Estadual para Controle das Hepatites Virais, fórum norteador das políticas públicas para controle desta doença no estado. Acreditamos que as parcerias formadas no ano de 2003 continuarão para o ano de 2004 e esperamos alcançar novas alianças para solidificar as ações da entidade na comunidade". Dra. Sílvia Cristina de Carvalho Flôres - Presidente da SCI

RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM "A Sociedade Catarinense de Radiologia e Diagnóstico por Imagem teve seus sucessos em 2003. A I Jornada Sul de Radiologia e Diagnóstico por Imagem foi realizada em Florianópolis, sob a nossa coordenação, e Santa Catarina projetou-se no cenário nacional como a Regional que realizou uma boa reunião científica, inovando com a criação do Módulo Associativo, que teve como característica a discussão dos problemas ligados à especialidade. Também tivemos, no

dia 13 de dezembro, a participação integral de nossos residentes no V Exame Anual para Residentes/Estagiários em Diagnósticos por Imagem. Para 2004 já estão ocorrendo os preparativos para a II Jornada Sul de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, onde teremos participação expressiva. Todos juntos em 2004, 2005 e 2006. Felicidades". Dr. Oscar Defonso Presidente da Sociedade Catarinense de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

dade brasileira no assunto. Para 2004, planejamos realizar cursos da especialidade, não somente em Florianópolis, como nas principais cidades do estado". Dr. Osni Eduardo Regis Presidente Sociedade Catarinense de Gastroenterologia

ACUPUNTURA "Entre as grandes conquistas de 2003 podemos destacar a inclusão da Acupuntura como matéria optativa no curso de Medicina da UFSC, e também a inclusão da Acupuntura entre as especialidades médicas reconhecidas pela Comissão Mista de Especialidades (CME), da qual fazem parte o Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira e a Comissão Nacional de Residência Médica, aprovando o Programa de Residência Médica no HC da UFPE para iniciar em 2004. No 1º semestre do ano realizaremos, em Florianópolis, o Seminário Regional Sul de Acupuntura e continuaremos a luta junto à Federação das Unimeds de Santa Catarina para ampliar as indicações da Acupuntura, pois esta vem impedindo-nos de exercer nossas prerrogativas como Especialidade Médica, exigindo trabalhos em Medicina Baseada em Evidência das indicações, discriminandonos". Dr. Otávio Augusto Albino Pereira Presidente da SOMA

REUMATOLOGIA "A Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR) reuniu-se regularmente a cada dois meses no ano de 2003. Os palestrantes participantes foram médicos de destaque que trabalham em vários centros de pesquisa no Brasil. Nosso maior destaque em 2003 foi o Curso de Edu-

cação Continuada em Reumatologia para Clínicos, que ocorreu em 22 e 23 de agosto, em Criciúma. Foi ministrado por médicos reumatologistas de Santa Catarina. A manutenção do Curso é nossa maior meta para 2004 e planejamos levá-lo a diversas regiões do estado.

Pretendemos ainda, além da manutenção das reuniões regulares bimestrais, realizar um encontro conjunto entre as Sociedades de Reumatologia dos Estados do Sul do Brasil. Dra. Maria Amazile Presidente da SCR


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SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES

OFTALMOLOGIA "2003 foi um ano difícil para o médico oftalmologista brasileiro. Assim o foi para o catarinense, que se vê, como os demais, sob a concreta ameaça de vir a dividir com leigos, movidos por interesses econômicos e libertos de quaisquer códigos de conduta ética, a responsabilidade por atos médico-oftalmológicos primordiais, dentre os quais o exame refracional, a prescrição de óculos, a adaptação e o controle do uso de lentes de contato atos que envolvem anamnese, história pregressa, uso de instrumentos e até aplicação de drogas e diagnóstico. Apesar de todos os nossos esforços, e do Conselho Regional de Medicina, acabamos de assistir, com tristeza,

ao reconhecimento, pelo Conselho Estadual de Educação, do assim chamado ‘curso de optometria' da Universidade do Contestado, em Canoinhas, resultado de um processo administrativo que feriu sem piedade o bom-senso, a ética e o ordenamento jurídico. Como todos sabemos, o assalto ao ato médico não ameaça, entretanto, apenas a Oftalmologia. Cremos firmemente que a solução definitiva compreende a conjugação de pelo menos dois enormes esforços. O primeiro, no plano de nosso exercício profissional: precisamos ocupar melhor nossos espaços, assumindo com determinação as funções que a sociedade de nós espera. Enquanto houver uma comunidade sem cuidados médicos, haverá

nichos para o sucesso das paramedicinas intrusivas, com os agradecimentos do poder público. O segundo, no plano político, envolve a tão esperada definição legal do ato médico, ora em tramitação no Congresso Nacional. Que em 2004 tenhamos a sabedoria e a força para continuar a desenvolvê-los". Dr. Otávio Nesi Presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia

NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL "Nos dias 2 e 3 de maio de 2003, a SOCANPE trouxe, pela primeira vez, o Curso Integrado de Nutrição Clínica para Médicos, Enfermeiros Nutricionistas e Farmacêuticos, em Florianópolis. Em 10 de junho de 2003 a entidade inaugurou sua homepage para, através dela, reunir os profissionais catarinenses interessados na área de Terapia Nutricional e da Nutrição Clínica de uma forma dinâmica e interativa. Em

12 de setembro de 2003, foi realizada conferência sobre ‘Atualização em Terapia Nutricional' sobre complicações da Cirurgia Bariátrica e Imunonutrição, ministrada pelo Dr. Celso Cukier, cirurgião e especialista em Nutrição Clínica, Secretário da SBNPE e Diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição". Dr. José Roberto de Carvalho Diener Presidente SOCANPE

NEUROCIRURGIA "A Sociedade Catarinense de Neurocirurgia (SCAN) terminou o ano de 2003 com uma avaliação positiva, salientando a presença da maioria dos colegas nas diversas reuniões realizadas, fortalecendo os laços pessoais, profissionais e técnico-científicos. É preciso o fortalecimento da união da classe médica para que possamos combater a maciça propaganda negativa imposta a nós pela mídia, sem que possamos dar ou obter uma resposta adequada a eles e a nós mesmos. Nossas responsabilidades e angústias se avultam na direção inversa do nosso ganho. A SCAN parabeniza a todos seus membros pela escolha do Estado de Santa Catarina para sediar o XVI Congresso Brasileiro de Neurocirurgia de 2006. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas por todos nós médicos, ficamos felizes pelo reconhecimento de nossos pacientes. Como diz um provérbio chinês: ‘sempre fica um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosa'". Dr. Luiz Otávio Meirelles Presidente Sociedade Catarinense de Neurocirurgia

CLÍNICA MÉDICA "Em 2003 foi realizado o VI Congresso Catarinense de Clínica Médica, de 02 a 04 de outubro, na sede da ACM, em Florianópolis, onde também realizamos a eleição da nova Diretoria, que escolheu o Dr. Edmundo Giraldi Arnoldi como Presidente. De março a novembro, a AMBl (Blumenau) foi sede do Programa de Educação Continuada em Clínica Médica, que já está em seu terceiro ano consecutivo. Ainda sentimos falta de uma participação mais efetiva do Clínico em nossas atividades. No dia 02 de setembro criamos a Micro Regional Sul da SBCM-SC, com sede em Laguna, para prestigiar e fortalecer a classe naquela região. Acreditamos que 2004 será muito mais produtivo e de realizações para a Clínica Médica e a Medicina Catarinense". Dr. Carlos Roberto Seára Filho Presidente SBCM/SC


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SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES

PEDIATRIA "A Sociedade Catarinense de Pediatria colheu importantes frutos durante o ano de 2003, que deverão ser multiplicados neste novo ano que chega. De todas as conquistas, a mais importante foi a grande mobilização dos pediatras de todo estado na busca de uma melhor remuneração das suas atividades, com duas assembléias específicas para debater sobre os honorários e a nova Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Nesses encontros, os

pediatras aprovaram propostas de trabalho que almejam mudanças nos valores pagos nas consultas eletivas e de urgência, além da criação do Departamento de Convênio próprio da especialidade, para uma melhor negociação com os convênios e planos de saúde. Cabe destacar ainda as ações de regionalização dos Congressos da especialidade, realizados em Criciúma, Jaraguá do Sul, Chapecó e Itajaí; a consolidação e a ampliação dos Serões de Pediatria; a realização do workshop de

Neonatologia, e o debate com a Assembléia Legislativa, em busca da implantação de projeto de lei para a prática desportiva diária nas escolas da rede pública de todo estado. Também na área científica, já começaram os preparativos para a realização do Congresso Catarinense de Pediatria, que deverá tratar de temas de interesse dos médicos que atuam na especialidade". Dr. Remaclo Fischer Junior Presidente da Sociedade Catarinense de Pediatria - SCP

ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA "Apesar das dificuldades vividas em 2003, temos certeza de que os objetivos de aperfeiçoamento técnico e congraçamento, que já vinham sendo alcançados nas diretorias passadas, permaneceram sendo obtidos com pleno êxito pela SCOT. A Jornada de Atualização de São Bento do Sul foi retomada em março, na sua XV edição. Em junho, realizamos o XIII Congresso Sulbrasileiro de Ortopedia, em Florianópolis, reunindo os 3 estados do Sul, atingindo recorde de inscritos, bem como de tra-

balhos apresentados, com um grande número oriundo de Santa Catarina. Contamos com a presença de convidados nacionais e estrangeiros da maior envergadura, com nosso estado confirmando a sua posição de igualdade com seus co-irmãos do Sul. Fechamos o ano com a I Jornada de Ortopedia e Fisioterapia realizada em Florianópolis, em agosto, que devido o sucesso alcançado já planeja a sua segunda edição para 2004. Isso sem contarmos com a reunião científica mensal, a cargo da Regional do Litoral.

A atual Diretoria parabeniza e de pronto se solidariza com o presidente da ACM, Dr. Viriato João Leal da Cunha, no seu projeto de aumento da sede que deve reunir as entidades que compõem o COSEMESC, bem como abrigar as sociedades que hoje dividem o espaço no Centro de Convenções da ACM. Aproveito para agradecer de todo o coração aos colegas da atual Diretoria, que forma os verdadeiros responsáveis por estas conquistas". Dr. José Francisco Bernardes Presidente da SCOT

OBSTETRÍCIA E G INECOLOGIA "O ano de 2003 foi marcante para a Obstetrícia e a Ginecologia de Santa Catarina. Iniciamos com o sucesso do nosso I Congresso Catarinense, com a participação de quase 600 pessoas. Criamos o prêmio Dr. Zulmar Lins Neves, para o melhor trabalho científico na Obstetrícia, e o prêmio Dr. Murilo Pacheco da Motta, para o melhor na Ginecologia, tendo como objetivo homenagear grandes nomes na especialidade e incentivar a pesquisa científica no estado. Conquistamos uma representação no Conselho Estadual de Saúde e estreitamos laços com as entidades de Saúde do estado

e municípios. Realizamos diversos encontros de atualização pelo estado, estimulando o estudo, o ensino e a confraternização. O curso de revisão em Obstetrícia e Ginecologia, com a participação de 30 professores, consolidou-se como ótima oportunidade de reciclagem e preparo para avaliações. Santa Catarina teve o melhor índice nacional de aprovação na prova do TEGO (Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia). Nosso estado teve uma participação significante no 50º Congresso Brasileiro, em Recife, tanto na programação científica, quanto no grande número de

trabalhos inscritos, inclusive com o prêmio de melhor tema livre brasileiro. Temos como objetivo também, a conscientização quanto à importância da defesa do ato médico, das lutas por melhor remuneração, das estratégias da responsabilidade médica e da valorização das entidades médicas. Contamos com o apoio e participação de todos os associados, para no ano de 2004, consolidarmos nossas ações e para que a SOGISC se afirme cada vez mais como instrumento de defesa e crescimento da especialidade". Dr. Alberto Trapani Júnior Presidente da SOGISC


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TERAPIA INTENSIVA "Atividades da Sociedade Catarinense de Terapia Intensiva no ano de 2003: - Criação e manutenção da página na Internet (www.socati.org.br), onde constam protocolos, aulas, novo estatuto da sociedade, calendário de eventos etc. - Manutenção do Boletim informativo da Sociedade, com a edição de dois números. - Recadastramento das UTIs de Santa Catarina através de busca ativa. - Apoio ao I Encontro Catarinense de Residentes e Ex-Residentes em Terapia Intensiva de Santa Catarina. - Reunião com os Vice-Presidentes Regionais (VPRs). - Participação no Fórum de Debates de Formação do Intensivista e As-

sembléia de Representantes da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). - Realização do VI Encontro Catarinense de Terapia Intensiva, na cidade de Joinville. - Participação na organização na Jornada Sul-Brasileira de Terapia Intensiva, na cidade de Gramado. - Workshop de ventilação mecânica em Curitibanos. Planeja-se para o decorrer deste ano de 2004 a manutenção do boletim e página virtual, a realização do VII Encontro Catarinense de Terapia Intensiva e maior aproximação com o interior do estado, através de workshops bimestrais". Dr. Milton Caldeira Filho Presidente da SOCATI

UROLOGIA "Foram muitos os Congressos, Jornadas e Reuniões Científicas realizadas no ano de 2003. A maioria junto com a Sociedade Brasileira de Urologia. Hoje, o Urologista necessita de constante atualização científica, assim como aquisição de equipamentos mais modernos e, infelizmente, cada vez mais caros para puder oferecer aos seus pacientes o melhor de sua capacidade profissional. A contrapartida, porém, não está ocorrendo. O que vemos é o

constante e progressivo aviltamento de nossos honorários, o que vai de encontro ao artigo terceiro do Código de Ética Médica: ‘A fim de que possa exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico deve ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa'. Com a chegada do novo ano, porém, abre-se uma nova porta para nós Médicos e Urologistas, que é a Classificação Brasileira Hierarquizada de

Procedimentos Médicos (CBHPM). Mais que nunca, temos que nos unir e lutar para que possamos fazer valer nossos direitos junto aos compradores dos serviços médicos. A ACM, o CRM e o Sindicato já estão se mobilizando para a efetivação da CBHPM, e todos os Urologistas do nosso Estado têm que participar dessa que certamente vai ser a nossa maior luta em 2004". Dr. Waltamir Horn Hülse Presidente do Departamento de Urologia

CANCEROLOGIA "A característica multidisciplinar da Cancerologia leva-nos à preocupação do contínuo relacionamento com as outras especialidades médicas e paramédicas envolvidas no tratamento do câncer. Ao mesmo tempo em que não é mais admissível a abordagem terapêutica isolada de uma arma terapêutica no tratamento de um câncer, é necessária a contínua atualização das novas descobertas nesta área. São dro-

gas novas, novas técnicas radioterápicas, novas abordagens cirúrgicas, novos conceitos na patologia etc. Sob esta ótica, o Departamento de Cancerologia promoveu em 2003 o I ENCAN- I Encontro do Departamento de Cancerologia da ACM, abordando os temas câncer de mama, câncer de próstata e metástases ósseas. Nossos planos para 2004 incluem IIº ENCAN, a promoção e a participação

em cursos e congressos de especialidades afins. No âmbito político, juntaremos esforços com a atual diretoria da ACM na campanha para a implantação imediata da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos". Dr. Homero Garofallis Ribeiro Presidente do Departamento de Cancerologia da ACM


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PERÍCIA MÉDICA "A Perícia médica é uma atividade única e que não é ensinada nas faculdades. É mais complexa do que a médico-assistencial, pois o médico perito deve possuir sólida base clínica para chegar com rapidez a um diagnóstico, muitas vezes sem contar com a colaboração do examinado, devendo ter ainda conhecimentos de profissiografia e medicina do trabalho. A atuação médico-pericial influencia, de forma direta, o equilíbrio entre a arrecadação e as despesas da Previdência Social. Passam por sua avaliação 2% do PIB. O Estado necessita ainda do médico perito não apenas para o conhecido Auxílio Doença, mas para o reconhecimento de outros direitos previdenciários, como o direito à Aposentadoria Especial e mesmo extraautarquia, como o Benefício Assisten-

cial e pareceres para isenção de IRPF e seguro habitacional. A Previdência Social passa a interferir na prevenção das doenças ocupacionais estimulando o investimento em aprimoramentos dos ambientes de trabalho. Aumenta a receita e diminui as despesas com Benefícios. A tarefa de reconhecimento pericial do direito ao Benefício por Incapacidade tem uma vertente exclusiva da Perícia Médica Previdenciária: o JULGAMENTO da incapacidade laborativa, o que a torna uma atividade específica. Neste aspecto os profissionais equiparam-se a magistrados, dos quais são exigidos sensibilidade social, particularização de situações, levando em conta co-morbidades, idade, contexto social, possibilidades de tratamento e de reabilitação profissional.

HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA "No ano de 2003 o Departamento de Hematologia e Hemoterapia promoveu três reuniões científicas para debater com hematologistas de renome nacional, contando com a participação de profissionais dos seguintes municípios catarinenses: Blumenau, Brusque, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Joinvile, Lages e Tubarão. Vale ressaltar ainda que em 2003 o laboratório da Dra. Rosele Maria Branco, hematologista de Blumenau, recebeu o prêmio Gustav

Salinger, da Associação Comercial e Industrial de Blumenau. Para 2004 nossa proposta é promover outros encontros científicos, tentando abranger os interesses dos associados, estimular o ingresso de novos sócios e buscar parcerias para colaborar com o crescimento e divulgação da ACM". Dra. Mary Anne G. F. Taves Presidente do Departamento de Hematologia e Hemoterapia da ACM

OTORRINOLARINGOLOGIA/BRONCO "O ano de 2003 foi marcado pela luta em defesa do ato médico, projeto do ex-senador Geraldo Althoff, e pela tentativa de melhorar as condições de atendimento nos hospitais públicos, sucateados ao longo dos anos, e encontrando apoio dos órgãos de classe, como o Sindicato dos Médicos de SC. Nosso objetivo para o próximo ano é unificar a Sociedade Catarinense de Otorrinolaringologia e o Departamento de Otorrinolaringologia da ACM, facilitando muito as ações, tanto na área científica como na defesa profisional. Devemos manter o estímulo aos eventos científicos, sendo estes, importante fator para o crescimento da especialidade no Estado de Santa Catarina". Dr. Paulo Roberto Crespi Presidente do Departamento de Otorrinolaringologia/Bronco

O Perito médico da Previdência Social deve ser justo para não negar o que é legítimo, nem conceder graciosamente o que não é devido e não é seu. Portanto, esta avaliação é de capital importância para a Previdência Social e para os cidadãos, demandando padrões especiais de conduta e desempenho. Atualmente os médicos peritos do INSS estão em greve pleiteando a regulamentação da carreira de perito médico da Previdência Social. A perícia médica do INSS é a única atividade previdenciária implícita no artigo 201 da Constituição Federal, que é o que cuida da Previdência Social; entretanto ainda não foi regulamentada". Dr. Jason Luiz Medeiros dos Santos Presidente DPM

MEDICINA DO TRÁFEGO "Com sede na ACM, o Departamento de Medicina do Tráfego - DMT, foi criado no dia 22 de setembro de 1995. No ano de 2003 houve um crescimento da especialidade, principalmente relacionado às atividades de primeiros socorros, medidas preventivas no trânsito, bem como divulgação do alcance técnico da especialidade nas diversas áreas da medicina. Para o ano de 2004 está prevista uma ação conjunta com as universidades e entidades afins, no sentido de promover cursos, simpósios e palestras com o objetivo de aprimorar e ampliar a área de atuação dos profissionais interessados ou que venham se interessar". Dr. Guilherme Guerreiro da Fonseca Presidente do Departamento de Medicina do Tráfego


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Edição 233- Nov/Dez 2003