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Nº 215 • Janeiro / Fevereiro 2001

Entidades Concluem Parecer da Vistoria em Escolas Médicas A vistoria das escolas médicas em Santa Catarina, realizada em conjunto pelas entidades que compõem o COSEMESC, aponta correções e traça os rumos da campanha pela qualidade do ensino médico a partir de 2001. Páginas Centrais

ASSOCIAÇÃO BUSCA MELHORIAS SALARIAIS PARA OS MÉDICOS PÁGINA 03

ENTIDADES REPUDIAM DECISÃO DA ANS QUE PREJUDICA PACIENTE PÁGINA 04


Jornal da ACM EXPEDIENTE EDITORIAL

MUITO TRABALHO PELA FRENTE O ano 2001 promete. A ACM inicia o milênio com muito trabalho na pauta, em defesa da classe e da medicina catarinense. A busca por uma melhor remuneração dos profissionais começa a ser intensificada e algumas negociações com o Executivo Estadual já estão em andamento. Além disso, uma parceria inédita e histórica junto à Secretaria de Estado da Saúde deve ampliar em muito a ação científica de nossa entidade, que quer levar aos quatro cantos de Santa Catarina um aprimoramento e conhecimentos através de um efetivo programa de educação continuada, de reciclagem e atualização ao veloz mundo da medicina. Também é importante lembrar que as lutas travadas no ano que passou ainda seguem seu curso neste 2001, agora com passos consolidados e ainda mais firmes. Entre elas destacam-se a campanha pela qualidade do ensino médico;

“SERÁ PRIMORDIAL O ESTREITO RELACIONAMENTO COM AS

REGIONAIS MÉDICAS E COM AS SOCIEDADES/DEPARTAMENTOS DE ESPECIALIDADES, SUSTENTÁCULOS

o combate dos abusos praticados por alguns planos de saúde contra os médicos e a população usuária; a busca pelas condições dignas e justas para o trabalho médico; a defesa incondicional do associativismo na união de forças de nossa classe. Nesse sentido, será primordial o estreito relacionamento com as Regionais Médicas e com as Sociedades/Departamentos de Especialidades, sustentáculos de todos os nossos projetos e ações em desenvolvimento. O COSEMESC, que reúne a ACM, o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Médicos, estará ainda mais forte neste novo ano, quando será realizada a programação do 4º FEMESC (Fórum das Entidades Médicas Catarinenses), já no mês de abril, onde o tema de política médica deverá prevalecer, incluindo especialmente os problemas do Sistema Único de Saúde - SUS, que também viverá nos próximos meses inúmeras novidades em sua formulação e funcionamento. Com todo esse trabalho pela frente, temos convicção de que poderemos chegar ao final do ano ainda mais integrados e conscientes, mais fortes e comemorando novas conquistas. Que este breve planejamento para o início do século sirva de alavanca para um futuro próximo e próspero.

DE TODOS OS NOSSOS PROJETOS E AÇÕES EM DESENVOLVIMENTO”

Carlos Gilberto Crippa Presidente

Informativo da Associação Catarinense de Medicina - ACM Rodovia SC-401, Km 4, Bairro Saco Grande - Florianópolis/SC Fone/Fax: (048) 231-0300 DIRETORIA Presidente Dr. Carlos Gilberto Crippa Vice-Presidente Dr. Viriato João Leal da Cunha Secretário Geral Dr. Jorge Anastácio Kotzias Filho Diretor de Patrimônio Dr. João José Luz Schaefer Diretor de Publicações Dr. André Sobierajsk dos Santos Diretor Científico Dra. Regina Célia S. Valin Diretor de Esporte Dr. Gilberto D. da Veiga Diretor de Defesa de Classe Dra. Nilzete L. Bresolin Diretor Sócio-Cultural Dra. Sandra M. W. Rinaldi Diretor Administrativo Dr. Irineu M. Brodbeck Diretor de Previdência Dr. Waldemar de Souza Júnior Diretor Financeiro Dr. Dorival Vitorello Diretor de Regionais Dr.Tarcísio Crocomo VICE-DISTRITAIS Sul – Dr. Júlio Márcio Rocha Planalto – Dr. Fernando Luiz Pagliosa Norte – Dr. Marcos A. F. Subtil Vale do Itajaí – Dr. Péricles Henrique Zarske de Mello Centro-Oeste – Dr. Élcio Luiz Bonamigo Extremo-Oeste – Dr. Airton José Macarini DELEGADOS JUNTO À AMB Dr. Remaclo Fischer Júnior Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Almir Gentil Dr. Théo Pub Dr. Luiz Carlos Espíndola Dr. Roberto Benvenutti Dr. Milton Ernesto Scopell Dr. Altair Carlos Pereira Dr. Manoel Bardini Alves Dr. Oscar Antônio Defonso

Edição Texto Final - Assessoria de Comunicação Jornalistas Lena Obst Reg. 6048 MT/RS Denise Christians Reg. 5698 MT/RS Colaboradoras Lúcia Py Lüchman e Adriana Freitas Fotografia Renato Gama Foto Capa: Acácio de Salles Gitohy - Retirada do livro “Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Testemunho de sua História”, com autorização

Diagramação Alexandre Salles/Officina de Mídia Impressão Gráfica e Editora Agnus Ltda. Tiragem 3.500 exemplares


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ACM BUSCA MELHORIAS SALARIAIS AOS MÉDICOS DO ESTADO

A Diretoria da ACM recebeu em sua sede a visita do Secretário de Estado da Saúde, Dr. João José Cândido da Silva, no último dia 08 de fevereiro, quando o Presidente da entidade, Dr. Carlos Gilberto Crippa apresentou algumas importantes reivindicações da classe médica no momento atual:

• a definição de uma data fixa mensal para o pagamento do prólabore dos médicos que atendem na rede estadual e o reajuste dos valores pagos por esta produtividade, que representa um percentual significativo da remuneração dos profissionais que atendem nos hospitais do Estado;

PARCERIA EM PROGRAMA DE RECICLAGEM

DIRETORIA DA ACM E DIRIGENTES DA SECRETARIA DISCUTIRAM AS PERDAS SALARIAIS DA CLASSE MÉDICA E AÇÕES CONJUNTAS EM PROL DA SAÚDE DOS CATARINENSES

Um dos principais objetivos da visita do Secretário de Estado da Saúde na sede da ACM foi debater a parceria para a realização de um programa de capacitação e reciclagem de conhecimento dos médicos do interior de Santa Catarina. A ação terá entre os primeiros participantes os médicos que atuam no Programa Saúde da Família. O convênio será viabilizado através de recursos repassados pela SES para a realização dos cursos, a serem ministrados por profissionais selecionados pelas 43 Sociedades de Especialidades Médicas vinculadas à ACM.

A ACM e a SES agora começam a definir uma lista de prioridades e regiões a serem cobertas pelo trabalho, prevendo inclusive a capacitação dos médicos em diagnosticar doenças emergentes que reapareceram no cenário nacional. Os benefícios da ação alcançam diretamente a população catarinense, que receberá um atendimento mais ágil e com um grau de resolutividade maior. Com o trabalho, evita-se também o deslocamento de pacientes para os pólos de assistência, gerando uma série de avanços e redução de custos no setor da saúde.

• o estudo de uma recuperação das perdas salariais dos médicos da rede estadual, calculada hoje em cerca de 63%. O Secretário recebeu os pedidos e ficou de avaliar atentamente o assunto, que requer negociações junto ao Governo do Estado, tendo em vista que depende de re-

cursos financeiros. Outra solicitação apresentada pela ACM ao coordenador da SES foi a parceria para a elaboração de um inédito e necessário Congresso de Política Médica em Santa Catarina, para debater sobre o SUS, planos de saúde e a ação da Agência Nacional de Saúde Suplementar.

ENTIDADE RECEBE VICE-PREFEITO DA CAPITAL

O cirurseio da Socigião pediáedade Catatrico Muririnense de llo Ronald Pediatria, Capella, além disso, é Vice-Prefeia mãe de toto de Floridas as entianópolis, dades, não DR. MURILLO RONALD CAPELLA FOI RECEBIDO PELO esteve em PRESIDENTE DA ACM E DIRETORES DA ENTIDADE só por ser a visita na mais antiga, sede da ACM para agradecer o mas pelo respeito conquistado apoio da entidade e da classe em seus mais de 60 anos de ativimédica à sua candidatura vence- dade”. dora na eleição municipal de ouA disponibilidade e a visita fotubro passado. O médico, que já ram elogiadas pelo Presidente da foi Presidente da ACM, aprovei- entidade, Dr. Carlos Gilberto tou o momento para colocar-se à Crippa: “É um orgulho muito disposição da Associação Catari- grande para a classe médica a sua nense de Medicina em todos os presença à frente de um dos mais projetos que vislumbrem o be- importantes cargos do executivo nefício da saúde da capital catari- municipal, conquistado não pela nense. “A ACM já é parceira da sua história política, mas pelo seu Prefeitura através do Programa trabalho em benefício dos catariCapital Criança, que nasceu no nenses”.

NOVA QUEDA NA MORTALIDADE INFANTIL EM FLORIANÓPOLIS

O Programa Capital Criança, realizado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, em parceria com diversas entidades, entre elas a ACM, acaba de registrar mais uma queda nos índices de mortalidade infantil na região. No ano 2000 foram registrados 5518 nascidos vivos na

capital e 43 óbitos de menores de um ano, colocando o coeficiente de mortalidade infantil em 7,79 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos, percentual semelhante a nações desenvolvidas no mundo todo e que já mereceu o reconhecimento da UNICEF.


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CATARINENSE ASSUME A PRESIDÊNCIA DA SBA

NOTA OFICIAL

ENTIDADES REPUDIAM RESOLUÇÃO DA ANS SOBRE PLANOS DE SAÚDE As entidades médicas e de defesa dos usuários e consumidores de planos de saúde, reunidas na sede da Associação Médica Brasileira, vêm a público manifestar-se sobre a Resolução 41, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que contém a lista de procedimentos considerados de alta complexidade a serem excluídos da assistência a usuários de planos de saúde em caso de doença préexistente. 1. A regulamentação dos planos de saúde trouxe avanços, mas ainda não foi suficiente para garantir proteção e atendimento integral aos 40 milhões de brasileiros usuários de planos de saúde. 2. A Resolução 41 traz medidas altamente prejudiciais aos usuários e tecnicamente injustificáveis. A exclusão do atendimento a doenças pré-existentes deixa o usuário em permanente estado de insegurança. 3. No momento em que buscamos ampliar o acesso da população a todos os procedimentos diagnósticos e terapêuticos disponíveis, a Agência Nacional de

Saúde Suplementar lamentavelmente autorizou algumas centenas de exclusões. 4. Ressaltamos que a Câmara de Saúde Suplementar, órgão colegiado da ANS, tem caráter legal meramente consultivo. Sua composição não é paritária, sendo que operadoras e governo representam a maioria. Sendo assim, resoluções – a exemplo da 41 – são editadas mesmo com a discordância de representantes de médicos e consumidores. Isto posto, exigimos: a. Reconsideração imediata da edição da Resolução 41 b. Revisão do conceito de préexistência, que não encontra qualquer fundamentação médico-científica. c. Que o Ministério da Saúde se responsabilize pela assistência dos excluídos, oferecendo recursos e apontando onde esses cidadãos serão atendidos. d. Audiência com o excelentíssimo Ministro da Saúde para tratar do assunto em questão. São Paulo, 11 de janeiro de 2001

* FÓRUM NACIONAL DE ACOMPANHAMENTO DA REGULAMENTAÇÃO DOS PLANOS DE SAÚDE * ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB) * CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM) * INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (IDEC) * FÓRUM NACIONAL DE ENTIDADES DE DEFESA DOS PORTADORES DE PATOLOGIAS E DEFICIÊNCIAS

O destacado trabalho desenvolvido nacionalmente pelo médico anestesiologista Renato Almeida Couto de Castro, natural da Bahia e radicado em Joinville desde 1980, o credenciou a assumir a Presidência da Sociedade Brasileira de Anestesiologia – SBA, a segunda maior do mundo, com sete mil associados, atrás somente da Americana. A cerimônia de posse aconteceu dia 13 de janeiro, no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, dois meses após a eleição. Entre

as principais metas para sua gestão, Dr. Castro destaca a luta com o poder público por melhor rendimento para a classe e diz que pretende apresentar 400 trabalhos de brasileiros no 13º Congresso Mundial de Anestesiologia, que acontecerá em Paris, em 2004. Já para o próximo ano, ele planeja a realização do 49º Congresso Brasileiro de Anestesiologia para um público superior a 4.500 médicos da área, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville.

COMBATE À PÓLIO O Brasil comemora 10 anos sem casos de poliomielite, mas o Ministério da Saúde vem alertando para os registros ocorridos nas populações dos continentes asiático e africano, que mantêm laços estreitos com o nosso país, reforçando a necessidade da manutenção e implementação das ações de vigilância e imunização, para que não ocorra a reintrodução da doença. Em Santa Catarina, as ações da Secretaria de Estado da Saúde devem se intensificar na vacinação contra a pólio, já que em 1999 a campanha de imunização apresentou 34% de municípios que não atingiram 90% de cobertura com a vacina. Nesse sentido, o Ministério da

Saúde pede o engajamento dos médicos brasileiros para: Continuarem notificando aos serviços de saúde pública todo e qualquer caso de Paralisia Flácida Aguda, em menores de 15 anos, independente da hipótese diagnóstica inicial. Orientarem a coleta de duas amostras de fezes, nas primeiras duas semanas da doença, para pesquisa de poliovírus. A ACM, em apoio ao trabalho do MS e Secretaria, reforça a necessidade de atenção para o combate da poliomielite, pedindo atenção redobrada para o problema por parte dos médicos catarinenses e para que a população participe das campanhas de vacinação.


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ACM PROPÕE CONGRESSO SOBRE COOPERATIVISMO O Comitê de Defesa de Classe da ACM convocou uma reunião junto aos dirigentes da Unimed de Florianópolis, no final do ano passado, para debater as principais questões que cercam o cooperativismo médico neste início de milênio. O encontro foi de grande importância para os médicos da capital catarinense e teve como resultado maior a perspectiva de realização de um Congresso sobre Cooperativismo, Política Médica e Remuneração, ainda neste ano de 2001, para o qual a Associação vai buscar o apoio do Conselho Regional de Medicina (CREMESC), do Sindicato dos Médicos (SIMESC), da Associação dos Estabelecimentos de Saúde (ASESC) e da Associação Médica Brasileira (AMB). O comitê de Defesa de Classe da ACM é coordenado pela Dra. Nilzete Bresolin, que convidou o Presidente da Cooperativa, Dr. Almir Gentil, para discutir temas como: a situação atual do cooperativismo médico; a situação financeira atual das Cooperativas no Brasil; os possíveis mecanismos de esclarecimento e conscientização para os cooperados sobre a atuação das empresas de medicina de grupo no mercado de trabalho; a entrada de novos cooperados e a possibilidade de haver um auxílio das especialidades nesta avaliação.

REALIZADO ENCONTRO CATARINENSE DE NEFROLOGISTAS

O médico Sérgio Francalacci foi o grande homenageado do encontro promovido pela Sociedade Catarinense de Nefrologia, realizado no dia 15 de dezembro passado, em Blumenau. O evento foi coordenado pela Diretoria da entidade: Dr. Roberto Benvenutti (Presidente), Dr. Luiz Freyesleben (Vice-Presidente), Dra. Denise Simões (Secretária) e Dr. Mauro Machado (Tesoureiro).O palestrante de destaque do encontro foi o exPresidente da Associação Brasileira

de Transplantes de Órgãos, Dr. Walter Garcia. A homenagem de Mérito Associativo ao Dr. Francallaci foi definida em resposta ao seu dedicado trabalho desenvolvido na especialidade e ao fato do mesmo ter sido o primeiro nefrologista em Santa Catarina e o primeiro presidente eleito da Sociedade. O evento teve a presença de destacados profissionais do estado, entre eles o Dr. Nelson Grisard (CREMESC),oDr.MurilloCapella(ACAMED), e o Dr. Sérgio Meira (AMBl).

Joinville Comemora Inauguração do Hospital Unimed

A Unimed de Joinville inaugurou no dia 08 de fevereiro o seu Centro Hospitalar, considerado o mais moderno hospital de Santa Catarina, que além de atender os clientes da cooperativa de Joinville, acolherá pacientes de todo o Estado com planos de saúde da Unimed. Tratase de um moderno hospital com tecnologia de ponta e projetado para atender pelo menos 130 mil clientes. São cerca de 13 mil metros quadrados de área construída, 120 leitos distribuídos em nove pavimentos, com Pronto Atendimento, Maternidade, Hospital Dia, UTI e UTI Pediátrica, laboratório, centros de Diagnóstico por Imagem, Cirúrgico e Obstétrico, área de conveniência, estacionamento e heliporto.

PALESTRA ESPECIAL EM CAÇADOR

A Associação Médica de Caçador promoveu no dia 24 de novembro passado uma palestra especial sobre o “Século XXI – o Século da Velhice”, ministrada pelo médico Renato Maia Guimarães, de Brasília (DF). A palestra foi dirigida à população em

geral, tendo como local a Casa de Cultura do município. O palestrante conquistou a atenção e elogios de todos os presentes, enfatizando especialmente os aspectos mais importantes que favorecem o envelhecimento saudável.

SBOC RECEBE TOP DE MARKETING A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica fechou o ano de 2000 com uma grande conquista: o TOP de Marketing da ADVB (Associação Brasileira de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil). A cerimônia de entrega

do prêmio, ocorrida no dia 12 de dezembro passado, teve a presença de associados da SBOC, dirigentes de sociedades médicas, autoridades da área da saúde, representantes da indústria e convidados especiais.

ASSOCIAÇÃO REUNIU A POPULAÇÃO PARA FALAR SOBRE ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL


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HOMENAGEM DA ACAMED AOS 40 ANOS DO CURSO DE MEDICINA A Academia Catarinense de Medicina (ACAMED) reuniu seus confrades em uma Assembléia Geral Extraordinária, no dia 16 de dezembro, para homenagear a Universidade Federal de Santa Catarina e a ACM pelos 40 anos de funcionamento do curso de medicina em Florianópolis. A idéia de formação do curso surgiu em 1957 na ACM, quando foi constituída uma comissão para sua instalação, que se deu em 1960. Durante a comemoração, realizada no Hotel Baía Norte, foram entregues placas alusivas à data ao Vice-Presidente da ACM, Dr. Viriato João Leal da Cunha, aos médicos Roldão Consoni, Henrique Manoel Prisco Paraíso e Isaac Lobato Filho (integrantes da comissão provisória que instalou o curso de medicina em Santa Catarina), ao

“ É muito gratificante receber uma homenagem como esta. Sem dúvidas, a criação do curso de medicina em Florianópolis auxiliou na elevação científica e aumentou o padrão no atendimento das pessoas que necessitam em todo o estado. O aluno é um agente que força para que o professor se prepare mais, se atualize constantemente e obriga-o a uma maior busca profissional.” Dr. Henrique Manoel Prisco Paraíso “A criação do curso de medicina de Florianópolis é um caso inédito no país, pois nasceu da própria ACM. O primeiro capital conseguido foi por intermédio da rifa de um carro doado. Só depois recebemos o apoio do governador da época que auxiliou no término da construção das instalações, na rua Ferreira Lima, no centro da Capital. Com a criação da UFSC, em 1962, o curso foi in-

PRESIDENTE DA ACAMED, DR. MURILLO CAPELLA, COORDENOU AS HOMENAGENS FEITAS AOS FUNDADORES DO CURSO, AOS MEMBROS DA ACM E DA UFSC

Reitor da UFSC, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, ao diretor do Centro de Ciências da Saúde, professor Carlos Alberto Justo e Silva e ao Presidente do colegiado do curso de medicina, professor Ed-

son Cardoso. Durante a solenidade, coordenada pelo presidente da ACAMED, Dr. Murillo Ronald Capella, o VicePresidente da Academia, Dr. Nelson Grisard, saudou os homenage-

EMOÇÃO &

AGRADECIMENTO corporado à universidade e, mais tarde, foi transferido para o campus”. Dr. Isaac Lobato Filho “Fiquei muito honrado pela homenagem que recebi. Fui o presidente da Comissão de implantação de curso e o primeiro diretor de faculdade de medicina de Florianópolis. Foi preciso muito trabalho, mas valeu a pena. Inicialmente, a faculdade era particular e só posteriormente foi federalizada e instalada junto à UFSC.” Dr. Roldão Consoni “Como representante do curso de medicina, sinto-me muito honrado pela homenagem, principalmente pela importância que a escola teve no sentido de melhorar a qualidade no atendimento à saúde no estado, assim como o nível e

formação dos médicos. A placa alusiva à data que recebemos está fixada na coordenadoria do curso de medicina.” Dr. Edson Cardos “O evento foi muito importante, tanto do ponto de vista político, como associativo, pois foi a ACM que trabalhou para a implantação do curso de medicina em Florianópolis. O reconhecimento e a lembrança deste fato vêm mostrar que a Associação, desde seus primórdios, atua de forma bastante importante na vida do estado de Santa Catarina no que se refere à saúde. A ACM se sente muito feliz com a homenagem da ACAMED e, ao mesmo tempo, reconhece e quer homenagear estas figuras ímpares, que são exemplos de vida e trabalho constantes em nosso estado”. Dr. Viriato Cunha

ados. “Destaca-se desde o simples fato dos alunos poderem estudar morando em casa com suas famílias, até a criação de novas disciplinas médicas e novas especialidades para o nosso meio”. Dr. Grisard salientou ainda que, dentre os primeiros 25 alunos formados, 10 deles vieram a ser professores de medicina em sua própria escola. Na seqüência da homenagem, todos participaram de um jantar de confraternização. Além da presença dos 28 membros da ACAMED e seus familiares, participaram do evento representantes da ACM, CREMESC Academia Catarinense de Odontologia e Universidade Federal. “Foi uma justa e bela homenagem à ACM, UFSC e aos médicos que se dedicaram à causa, assumindo os compromissos para concretizar a idéia que bem frutificou”.

“A homenagem foi uma surpresa. Considero importante a iniciativa da atual Diretoria da Academia Catarinense de Medicina em homenagear aqueles que contribuíram para a medicina. É uma forma de reconhecer o trabalho que todos fazem para a projeção e manutenção da classe”. Dr. Carlos A. Justo da Silva “Em meu nome e de todos os homenageados, quero agradecer, lembrando a importância da história da criação da faculdade e enaltecendo os esforços das personalidades da época, como o então governador Jorge Lacerda, o diretor da faculdade de Direito, João David Ferreira Lima e o presidente da ACM na ocasião, Dr. Antônio Moniz de Aragão”. Reitor Rodolfo Pinto da Luz


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ENTIDADES PEDEM AVALIAÇÕES ANUAIS NAS ESCOLAS MÉDICAS As entidades médicas reafirmam sua campanha pela qualificação do ensino da medicina em Santa Catarina através do parecer redigido em dezembro de 2000, após a vistoria nos cursos da FURB (Blumenau), UNISUL (Tubarão), UNIVILLE (Joinville) e UNIVALI (Itajaí). O documento será o tema central de uma nova reunião entre as entidades e o Conselho Estadual de Educação (CEE), a ser agendada para os primeiros dias

deste mês de março, quando será intensificada a solicitação de vistorias anuais às faculdades, como forma de garantir a formação adequada e em permanente evolução dos novos profissionais. As informações constantes do parecer foram colhidas através dos coordenadores dos cursos vistoriados e dirigentes das instituições, tendo como referência o parecer da Comissão Técnica do Conselho Estadual de Educação, com-

PARECER É CONTRA AUMENTO NO NÚMERO DE VAGAS As Entidades Médicas do Estado de Santa Catarina (ACM, CREMESC e SIMESC), com base na visita protocolar realizada seus representantes às Instituições de Ensino Médico da UNISUL, UNIVALI, UNIVILLE e FURB, concluem: • Ficou evidente a receptividade das instituições visitadas e suas preocupações em aproveitar as avaliações do CEE como subsídios para melhoria da qualidade do ensino médico prestado, bem como a relevante contribuição do CEE através de suas avaliações anteriores. • Ainda que evidentes melhorias na área de ensino básico tenham sido implementadas, deverão ser supervisionados “in locu” os cenários de aprendizagem destinados à etapa profissionalizante e ao internato. • Não poderá ser admitido au-

mento no número de vagas, independente da periodicidade anual ou semestral do curso. • A avaliação da titulação dos docentes dos cursos de medicina deverá restringir-se exclusivamente aos diretamente vinculados à instituição em questão. Não deverá incluir a titulação dos docentes vinculados à uma outra instituição, que emprestem seus conhecimentos de forma transitória através de convênios inter-institucionais. • É clara a necessidade de avaliações dos cursos de medicina anuais, procurando identificar deficiências e contribuir com a melhoria da qualidade do ensino. A próxima avaliação, a ser realizada em 2001, deverá ser de caráter técnico, preferencialmente realizada pelos mesmos profissionais que executaram a avaliação anterior.

posta por conselheiros definidos pelo CEE e pelos professores e médicos Pedro Gordan, da Universidade Estadual de Londrina – UEL, e Maria Aparecida Basile, da Universidade Estadual de São Paulo, que visitaram as mesmas faculdades em março de 2000 e levantaram uma série de mudanças necessárias em cada curso. A vistoria das entidades integrantes do COSEMESC (ACM, CREMESC e SIMESC) foi realizada nos últimos meses do ano passado, numa avaliação com destaque aos seguintes quesitos: modelo pedagógico, recursos humanos e infra-estrutura. Todas as instituições vistoriadas demonstraram-se receptivas e concordaram com a periodicidade anual de novas avaliações, afirmando também interesse em utilizar os pareceres emitidos pelo COSEMESC e CEE como base de planejamento. Para um melhor acompanhamento dos trabalhos, os dirigentes dos cursos providenciaram exposições orais e documentação, abordando os quesitos analisados previamente pelo Conselho Estadual de Educação, demonstrando as mudanças efetuadas, as dificuldades vencidas e as que ainda estão em fase de soluções.


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CURSO DA UNIVILLE PREOCUPA “De maneira geral as condições das escolas são boas, mas a maioria ainda não formou sua primeira turma e não tem currículo completo, o que inviabiliza uma avaliação mais profunda neste sentido. Ficou claro que as escolas estão tentando encontrar as soluções para os problemas citados pelo CEE e que a UNIVILLE ainda encontra dificuldades para fazer as mudanças solicitadas. É essencial analisarmos também o quanto aprendemos com todo esse trabalho executado, que vai ser considerado um marco na luta pela qualidade do ensino médico em Santa Catarina, servindo de exemplo para outros estados brasileiros que perseguem a mesma causa. A evolução necessária não é fácil de se alcançar, porque o processo de transformação não acontece por acaso. As mudanças devem ser inovadoras e sobretudo eficientes, o que demanda tempo e enfrenta alguns desafios” Dr. Carlos Gilberto Crippa – Presidente da ACM “Primeiro quero ressaltar que foi extremamente positivo o trabalho realizado, não apenas pelas entidades, que através da vistoria reafirmaram os objetivos traçados pela campanha de qualidade ao ensino médico, mas também pela ação do Conselho Estadual de Educação, que demonstrou seu interesse com o setor e que entendeu a nossa preocupação. Segundo, fiquei até surpreso com o resultado da vistoria, porque três dos quatro cursos catarinenses acolheram as restrições e tentaram melhorar. Por outro lado, me deixou muito preocupado o curso que não melhorou em nada, dando a impressão de que não está interessado na qualidade do ensino”. Dr. Edevard Araujo – Presidente doCREMESC “No trabalho conjunto com as entidades e CEE, vi que os cursos de medicina da UNISUL, UNIVALI e FURB estão empenhando-se para melhorar as condições de ensino, levando em conta os principais pontos apresentados pela Comissão Mista criada pelo Conselho Estadual de Educação. Esta Comissão é integrada também por uma professora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e por um professor da Faculdade de Medicina de Londrina/PR, contratados como consultores, para apontar os problemas e sugerir soluções. O que mais me chamou a atenção, de forma extremamente preocupante, foram as condições da UNIVILLE, que deixam a desejar sob todos os aspectos, já que os responsáveis pelo curso não acataram nada do que foi proposto”. Dr. Roberto Eduardo Hess de Souza – Secretário Geral do SIMESC

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NOVOS PASSOS DA CAMPANHA A campanha pela qualidade do ensino médico em Santa Catarina, iniciada pelo COSEMESC em 2000, segue firme nos seus propósitos neste ano. Entre as prioridades traçadas pelos dirigentes da ACM, CREMESC e SIMESC, destacam-se: fiscalizar constantemente as instituições de ensino médico; intensificar a parceria com o CEE e fazer com que o Conselho cobre das escolas o cumprimento dos requisitos básicos para formar os novos médicos; combater veementemen-

te a abertura de escolas sem os critérios exigidos; manter aberto o diálogo com as faculdades, para negociar as alterações necessárias e propor melhorias; ajudar na qualificação dos cursos legalizados; combater os cursos em funcionamento sem o amparo da Lei; unir esforços com outros Conselhos Regionais e com o Conselho Federal para combater a criação de novas escolas sem critérios legais.

SITUAÇÃO NO BRASIL É AVALIADA PELA CINAEM

A Comissão Interinstitucional de Avaliação do Ensino Médico – CINAEM apresentou no Senado Federal, em Brasília, sua proposta para reformulação no ensino médico brasileiro. O projeto trabalha com linhas de ações transformadoras: o processo de formação profissional, a docência médica, a gestão da escola médica e a avaliação. A primeira fase do projeto se caracteriza pela adoção de um modelo teórico que organiza de forma hierarquizada as relações entre estrutura econômica-administrativa, estrutura política-administrativa, infra-estrutura material, recursos humanos, modelo pedagógico e papel na assistência e pesquisa e a adequação do médico às demandas sociais. A segunda fase adota modelos teóricos específicos para a avaliação docente, modelo pedagógico e para a avaliação dos médicos formandos. A terceira fase caracteriza o médico que se quer formar e a escola ne-

cessária para sua formação. Na avaliação elaborada pela Comissão destaca-se a preocupação pelo fato do ensino médico seguir um modelo do início do século, que na época pode ter sido importante, mas que hoje em dia é obsoleto. Segundo a Dra. Regina Stela, representante da CINAEM, que apresentou o projeto no Senado, é fundamental a análise das repercussões que esta realidade tem no sistema nacional de saúde, o custo que representa para a sociedade profissionais exercendo a atividade médica sem a devida formação científica, ética e, principalmente, sem a capacidade de reflexão sobre custos, sobre gestão etc. “Nossa proposta foi elaborada por um grupo de trabalho que incluía representantes das entidades médicas, escolas médicas, alunos e especialistas em educação médica. Trata-se de um projeto que levou um ano para ser concluído e que ainda enfrentará muitos desafios até ser implantado”.


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Destaques Catarinenses O Jornal ACM oferece um espaço para os médicos de Santa Catarina que ocupam ou já ocuparam a Presidência de Sociedades Científicas de Especialidades Nacionais.

“Por Dentro” do Site NOVO SITE DA SCP

A Sociedade Catarinense de Pediatria – SCP, inaugura o seu novo site, no endereço http:// www.scp.org.br Tudo novinho, novo visual, nova logomarca e novo lay-out. Um gol de placa da nova Diretoria.Aliás, a SCP está com a

bola toda. A Cremer S/A, maior fabricante de produtos têxteis e adesivos hospitalares do Brasil, com toda uma linha de produtos pediátricos, renovou seu patrocínio do site da SCP por mais um ano.

INCENTIVO ÀS SOCIEDADES A Cremer é uma grande incentivadora das Sociedades de especialização de Santa Catarina. Além do apoio à SCP, patrocina também o site da Sociedade Catarinense de Ortopedia e Traumatologia e a de Cirurgia Geral, cujo site estará no ar brevemente. No site da ACM a Cremer

ocupa um espaço de destaque, na seção Clippings, com um banner que estabelece um link com seu site, padrão IBest, que vale a pena ser visitado. Hoje a Cremer é uma das líderes do Brasil em vendas online, nos segmentos B2C e B2B. Um “case” de marketing de sucesso.

EVENTOS VII Congresso Sul-Brasileiro de Oftalmologia, dias 30 e 31 de março, no Costão do Santinho. Veja a programação no site da SCO: http://www.acm.org.br/sco

Também em março, de 28 a 31, no CentroSul: IV Congresso Brasileiro de Ortopedia Pediátrica e I Congresso Latinoamericano de Ortopedia Pediátrica.

CONVÊNIO DE BENEFÍCIOS

A Secretaria da ACM continua ampliando a relação de conveniados, para benefício dos seus associados. Não deixe de acessar no

nosso site a seção “Convênios” e fique sabendo das inúmeras vantagens que você, associado da ACM, tem ao seu dispor.

EQUIPAMENTOS DE LAZER

Continua crescendo o número de associados que usa o site da ACM para reservar os equipamentos de lazer da Sociedade. Basta um clique para garan-

tir o uso da Quadra Poliesportiva , Campo Suíço, das Churrasqueiras e, brevemente, dos apartamentos/cabanas. Modernize-se!

DR. DANILO FREIRE DUARTE

Com setenta e seis anos de idade, dos quais quarenta e seis dedicados à medicina, Danilo Freire Duarte, natural do Rio Grande do Norte, é figura importante da história da medicina catarinense. Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia – SBA – (início da década de 60) foi o pioneiro da especialidade no estado. Formado pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro em 1947, Dr. Danilo veio para Florianópolis no dia 4 de abril de 1948, recebendo o registro de número 009, do CREMESC. No período em que esteve à frente da SBA atuou para conquistar importantes feitos para a classe, como a aprovação do Regimento Interno da Assembléia de Representantes, medida que sistematizou os trabalhos. Também foi instalado o então Conselho da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, denominado hoje Conselho Superior da SBA, constituído pelos três últimos Presidentes e pelos Presidentes de Regionais, com as metas de encaminhar o processo eleitoral da Sociedade e examinar o balancete da diretoria em exercício . No seu mandato também foram consolidadas as normas para obtenção do Título de Especialista em Anestesiologia e as da realização do concurso para obtenção do título. Entre tantos acontecimentos que marcaram a vida deste médico dedicado, ele destaca dois fatos importantes: o de ter assistido a evolução dos antibióticos e a sua participação no início da cirurgia cardíaca em Santa Catarina, na década de 60. “Quanto aos antibióticos, quando me formei só existia a penicilina e ainda assim era muito difícil prescrevê-la, pois era necessário comprovar a real necessidade”, recorda. Sobre a cirurgia cardíaca, o médico lembra que em parceria com o

Dr. Isaac Lobato Filho, fazia anestesia paraascirurgiasexperimentaisemcães, em área reservada no Hospital Nereu Ramos. O interesse pela docência e pelo aperfeiçoamento sempre o acompanharam. Depois de receber o título da SBA, de especialista em Anestesiologia, em 1958, cursou Didática do Ensino Superior na UFSC e Farmacologia (UFRJ), entre outros cursos. A carreira de professor iniciou no mesmo ano em que chegou a Florianópolis, na então Faculdade de Odontologia, onde dava aulas de fisiologia. Em seguida começou a participar das reuniões para a fundação da Faculdade de Medicina. Dono de um currículo de mais de 50 páginas (de computador), Dr. Danilo Freire Duarte diz que não tem nada de especial na sua atividade profissional, “meu currículo é apenas o registro de quem trabalha no que gosta e atua com satisfação”. Ainda assim, podemos destacar sua participação como membro fundador da ACAMED, as conferências e cursos que proferiu em instituições universitárias brasileiras, na Guatemala, Honduras e Panamá, a convite da Federação Mundial de Sociedades de Anestesiologia. Entre as atividades associativas, foi integrante da Comissão Organizadora do CREMESC, Vice-Presidente da ACM (1965-67), Presidente do Departamento de Anestesiologia da ACM (1961-63) e representante da SBA na Comissão de Nomenclatura da CLASA.


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O que estou lendo A leitura é uma verdadeira fonte de prazer para o cirurgião cardiovascular torácico Everton Luz Varella, DR. VARELLA: “APRENDI que pode fiA LER DE FORMA MAIS car horas faCRÍTICA, QUESTIONANDO lando sobre o NO PRÓPRIO LIVRO” assunto, comentando livros e indicando autores, com visível entusiasmo. Filho de professora universitária, de pai que adora ler e casado com uma leitora contumaz, o médico adquiriu o hábito de leitura desde jovem, mas considera que somente há poucos anos aprendeu que se deve ler estudando os livros. “Antes eu lavava as mãos e passava álcool para poder pegar um livro. Eu lia e deixava-o intacto, impecável, sem manchas ou dobras. Era seu escravo. Agora, faço dele o meu escravo. Passei no vestibular com 16 anos e com 17 aprendi a ler de forma mais crítica, anotando, grifando e questionando no próprio livro, como se eu estivesse dialogando com o autor”. Embora considere importante ler romances para aguçar a criatividade, prefere deixar este tema para as fitas de vídeo e de cinema. “Na fase da vida em que me encontro, procuro temas palpáveis, que me permitam mudar as coisas”. Quando não está lendo publicações médicas prefere assuntos como administração, filosofia, humanismo, liderança, astronomia, entre outros. Ele não pede emprestado porque risca as páginas de cada obra, e só compra depois de ler as críticas ou por indicação de pessoas que têm “o hábito do livre pensar, desprovidas de preconceitos e de pré julgamentos”. Dr. Varella recomenda qualquer livro do escritor italiano Domenico de Masi, começando por “A emoção e a Regra – os grupos criativos na Europa de 1850 a 1950” e depois “O Futuro do Trabalho – fadiga e ócio criativo na sociedade pós-industrial”. Em sua biblioteca não faltam livros de David S. Lander, e Richard Tarnas. Uma de suas obras preferidas é do Umberto Eco, escrita em parceria com o cardeal da igreja católica, Carlo Maya: “Em que crêem os que não crêem”.



ALÉM DO CONSULTÓRIO ... Esta página está reservada para divulgar as habilidades, hobbies, atividades pessoais, viagens, leituras, opções esportivas e artísticas dos médicos catarinenses, além do consultório.

Meu lado artístico MÚSICO COM CARTEIRA PROFISSIONAL

Quando tinha 12 anos, o ortopedista e fisiatra Jason Luiz Medeiros dos Santos ganhou um pequeno violão de presente de Natal. Era o início de sua viagem pela música. Seguindo o exemplo de seus primos, que eram músicos em Tubarão, o médico aprendeu sozinho a tocar o instru- DR. JASON: “GOSTO DE FAZER BONS SHOWS“ mento e logo estavam fazendo serenatas juntos. “Como mi- Parceros. Na residência médica, feinha voz era boa, era eu quem costu- ta no Rio de Janeiro, nas horas de mava cantar”, conta. No repertório folga juntava-se com os ilhéus que estavam músicas dos Beatles, Rolling também estudavam na Cidade MaStones, Roberto Carlos e Bossa ravilhosa para tocar e cantar no Lido II, em Copacabana. Nova. Hoje, Dr. Jason toca guitarra, viNa época em que fazia medicina na UFSC, participou da banda da fa- olão e teclado, de Noel Rosa e Piculdade e, em São Miguel do Oes- xinguinha até Titãs e Paralamas do te, onde morou, da LGP – Los Gran Sucesso. Associado à Ordem dos

Músicos do Brasil, ele já tocou em vários bares, “mas agora limito-me a fazer apresentações nas festas para as quais sou convidado”. Para cumprir com estes compromissos, o médico não deixa por menos: possui amplificadores, sintetizadores de voz e de aparelhos, bateria eletrônica e excelentes guitarras. “Gosto de fazer bons shows e procuro os melhores equipamentos”. A música que mais gosta de interpretar é “Borbujas de Amor”, de Juan Luis Guerra, além de alguns boleros. “Minha voz se adapta bem às músicas interpretadas por Fagner. Mas geralmente, a gente acaba tocando o que o público mais quer ouvir. Tenho cerca de 300 músicas na pauta prontas para a execução”.

CUIDANDO DO CORAÇÃO COM A MÚSICA

Ainda criança, o cardiologista José Carlos Silveira de Mello ganhou um violão de sua mãe e começou a aprender sozinho a tocar o instrumento. A dedicação e o amor pela música fizeram com que ele, mesmo estudando e exercendo a medicina, não deixasse de tocar em muitas ocasi- DR. MELLO TOCA E CANTA NA ESTAÇÃO BRASIL ões. Há um ano e meio, ele e sua violão, guitarra e cavaquinho e, sefilha Adriana integram a banda “Es- gundo ele, o grande diferencial da tação Brasil” que costuma se apre- “Estação Brasil” são os vocais: dois sentar em bailes, casamentos e ani- masculinos e dois femininos. Vestiversários. dos de acordo com a ocasião, as apreO estilo da banda, que tem 10 in- sentações de chorinho são feitas em tegrantes de 16 a 56 anos, é bem um belo cenário de casarios antigos. variado. “Tocamos aquilo que o púDr. Mello exerce a medicina há blico quer ouvir: MPB, rock, chori- 26 anos. “Eu costumo dizer que tranho ou pagode”. O cardiologista toca to dos corações dos dois jeitos: físi-

co e emocional”. Dos quatro filhos do cardiologista, 3 são músicos. Adriana canta e toca flauta transversal e seu filho Fábio estuda música na UDESC e toca sax na conhecida banda Mary Black. O próximo passo da “Estação Brasil” é gravar um CD de músicas compostas pelos integrantes. Entre elas, “Fiéis da Avenida”, em homenagem ao público da Beira Mar Norte, e “Xote Catarina”. A banda, que já animou festas em vários clubes de Florianópolis, inclusive o Baile dos Médicos na ACM e o Reveillon do Hotel Plaza de Santo Amaro da Imperatriz, pode ser contratada pelos fones: (48) 346-0344 ou 9980-5171.




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Família de Médico A partir desta edição, o Jornal ACM lança mais uma coluna para divulgar o trabalho daqueles que se destacam por suas habilidades, atividades e hobbies. Só que desta vez quem vai ocupar o espaço serão as esposas e os esposos de médicos associados, ampliando ainda mais a participação em nosso principal veículo de comunicação.

MYRTÔ LINHARES COSTA

Autora de uma técnica própria de pintura plástica, Myrtô Linhares Costa, casada com o otorrinolaringologista Mário Gentil Costa, encontra na arte a forma mais pura de externar seus sentimentos, relaxar, combater o estresse e as preocupações. “Não gosto de copiar a natureza, o que pinto em meus quadros vem de dentro para fora, de dentro de mim. É pintura abstrata, mas sugere alguma coisa”, afirma a artista, que nunca estudou artes, mas tem muitas habilidades manuais, gosta de escrever poesias, confeccionar bijuterias, costurar, entre outras atividades. Profissionalmente, lecionou Português durante 25 anos, no Instituto Estadual de Educação – IEE, mas desde muito jovem já demostrava interesse pela arte, em especial pela pintura. Começou pintando óleo sobre tela. Não segue nenhuma escola, criou a inédita técnica de misturar cores e texturas, pintando com giz de cera sobre eucatex. O resultado é uma seqüência de exposições, entre elas, a primeira, que aconteceu em 1988, no Salão de Novos do MASC – Museu de Arte de Santa Catarina. Depois veio a mostra na Associa-

ção Catarinense de Medicina – ACM, Espaço Cultural do Banco do Brasil (Praça XV, em Florianópolis), IEE (uma homenagem dos professores artistas daquela escola à memória do Professor Dimas Rosa) e na Fundação de Cultura do Município de Criciúma, entre outras. “Comecei com três pequenos quadros, já com a nova técnica, logo depois de me aposentar, em 1986. Primeiro vieram as formas abstratas, depois as figurativas. Hoje, dependendo da minha inspiração, pinto um quadro em uma semana, ou em três meses ou mais. Todos com motivos variados, vou criando aos poucos”. Diferente da maioria dos pintores, Myrtô não usa cavaletes para acomodar a tela. Ela trabalha com a placa de eucatex diretamente em seu colo, para atingir os tons e a textura ideais e usa os dedos para espalhar as cores. Não usa pincéis nem tinta, somente os lápis de cor. “Acho que toda a pessoa deveria desenvolver alguma atividade, um hobbie. Desta forma, estaria sempre acompanhada”, aconselha a artista e mãe de quatro filhos (o mais moço tem 30 anos), que jamais sente-se sozinha.

COLABORADORES DA ACM Em outucriação de aprebro deste ano sentações mulo analista de timídia. É ele sistemas também que Hudson Silva presta assessovai completar ria de informáti10 anos de ca à Associação ACM. Ele, Nacional de que começou Medicina do a trabalhar na Trabalho, faz Associação orçamentos de com apenas hardware e pro18 anos, na HUDSON SILVA: APRIMORANDO O jetos de softwafunção de SISTEMA DE INFORMÁTICA DA ACM re, é responsáprogramador, vel pela emisé hoje o responsável pelo De- são dos cartões de identificapartamento de Informática. ção (carteirinha do associado) Neste cargo, além de se aper- e lida diretamente com o sefeiçoar profissionalmente, tor financeiro. “Antes eu ainHudson teve oportunidade de da participava de congressos viajar com alguns presidentes médicos para cuidar da inforda entidade, com a missão de matização das respectivas seprestar suporte técnico às cretarias”. apresentações multimídia, Quando ingressou na Associquando das visitas às Regio- ação, Hudson já era técnico em nais Médicas ou da participa- Processamento de Dados e esção em palestras ou eventos tava fazendo Análise de Sistemas diversos. Seu objetivo maior na ACEI, depois fez o Técnico é aprimorar cada vez mais os em Hardware e atualmente cursistemas de informação da sa Ciências da Computação, na entidade, integrando-os à In- Unisul. “Foi na ACM que coternet, gerando mais comodi- mecei minha vida profissional, dade aos associados e agilida- apesar de já haver trabalhado em de no atendimento. outras empresas e realizado esFrente ao Setor de Infor- tágios antes. Aqui tenho libermática, ele é o encarregado dade para atuar dentro do que é pela manutenção dos siste- melhor para o serviço e tomar mas, pela manutenção do site decisões. Além disso, na ACM da ACM na Internet, além de as pessoas não trabalham só pordar suporte aos funcionários que precisam. Nós vestimos a e à Diretoria, inclusive com a camisa da entidade”.

CONQUISTA

A ARTISTA JÁ EXPÔS SUAS OBRAS NO MUSEU DE SANTA CATARINA E NA SEDE DA ACM

A Associação Catarinense de Medicina comunica que está editando uma coluna de informações sobre a entidade mensalmente no Diário Catarinense. As colunas da ACM são publicadas nas últimas quintas-feiras de cada mês e fazem parte de um acerto em parceria com o Con-

selho Regional de Medicina, que também passou a editar um informativo através do DC. Confira. Informe-se sobre as ações de sua entidade associativa e o trabalho de aproximação com a comunidade desenvolvido neste novo milênio.


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ESPAÇO GARANTIDO PARA A CONFRATERNIZAÇÃO NO NOVO BAR DA SEDE Preocupada em ampliar a confraternização entre seus associados, a partir deste verão 2001 a ACM oferece um novo espaço em sua sede social: o Red Pepper, local indicado para quem está descansando e até mesmo depois de um dia quente e estressante, para refrescar e relaxar as tensões, jogar conversa fora, saborear boa comida e belos coquetéis. É mais uma opção de lazer à disposição dos médicos, que oferece completa estrutura para variados acontecimentos, desde o churrasco após o futebol até comemorações de aniversários e outras datas importantes. Aos sábados, em caráter experimental, o bar é embalado com música ao vivo e já está

LANCHES, COQUETÉIS E BEBIDAS SÃO SERVIDAS AOS ASSOCIADOS NO RED PEPPER

sendo estudada a possibilidade de se implantarumatendimentoaindamais especial para o happy hour.

NOVAS CHURRASQUEIRAS PARA ASSOCIADOS

Já estão em funcionamento as duas novas churrasqueiras na sede social da ACM, atendendo a crescente procura do espaço pelos médicos associados. Das quatro churrasqueiras instaladas na sede, agora três podem ser reservadas pelos médicos em dia com suas obriga-

ções junto à entidade, enquanto a quarta fica disponível para uso coletivo de quem aluga a quadra ou o campo de esporte. Cada nova churrasqueira tem capacidade para 25 pessoas e as reservas podem ser feitas. Secretaria da Associação, sem qualquer taxa ou custo.

CADA UMA DAS CHURRASQUEIRAS TEM CAPACIDADE PARA 25 PESSOAS

Durante a semana o bar fica aberto para servir lanches, algumas refeições e bebidas refrescantes como cer-

vejas, refrigerantes, sucos naturais e de polpas congeladas, além dos diversos coquetéis. Abre às 9h e, de acordo com a programação da entidade, pode ficar aberto até 22h, ou enquanto tiver movimento. Para as pessoas que gostam de comer um churrasco depois de praticar esportes, ou querem receber amigos sem ter de se preocupar com a organização, compra de carnes e acompanhamentos, basta reservar a churrasqueira com a ACM e procurar os serviços do bar para definir o cardápio, estipulando o número de convidados. Informações adicionais poderão ser obtidas no Red Pepper, fone (48) 231-0348

VEM AÍ O “DR. GOURMET 2001”

Já está confirmado para a noite de 02 de março o primeiro evento do Dr. Gourmet neste ano 2001, que estará sob a responsabilidade do “chef” Dr. Giovani Colombo. O cardápio a ser preparado pelo médico inclui um creme de alcachofra, gnocche de ricota e espinafre e coelho com ervas.

A ACM também já está programando outros dois encontros do programa, ainda com datas indefinidas, uma com o “chef” Geraldo Swiech, e uma noite espanhola, sob a coordenação dos “cozinheiros” Almir Gentil, Edevard José de Araujo e Newton Capela.

CONVÊNIOS ESPECIAIS A ACM comunica a seus associados dois novos convênios de benefícios firmados: Centro Odontológico São Jorge – planos com consultas e exames auxiliares ou complementares, procedimentos preventivos, de dentística e endodontia; cobertura de cirurgias orais menores, assim consideradas as realizadas em ambiente ambulatorial e sem anestesia geral. Grupo Gravatal Hotéis –

Acomodações no Hotel Termas e Hotel Internacional para hospedagem de associados , funcionários e pessoas formalmente indicadas pela ACM, com desconto de15 % na alta temporada e feriados nacionais (20 / 12 a 31 / 01 ano seguinte e 2a. quinzena de julho), e 30 % na baixa temporada (demais períodos não especificados) descontos estes aplicados sobre a tarifa balcão, incluindo o café da manhã.


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DEZEMBRO/2000

Dia 14 – Assessoria Jurídica da ACM representa a entidade em processo em Brasília Dia 16 – Formatura da turma de Medicina da FURB - Assembléia Geral da Academia Catarinense de Medicina e jantar em comemoração aos 40 anos da medicina na UFSC Dia 18 – Diplomação do Dr. Murillo Capella como VicePrefeito de Florianópolis - Churrasco de confraternização dos funcionários da ACM

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AGENDA DA DIRETORIA Dia 20 – Reunião do COSEMESC, na sede do Conselho Regional de Medicina

JANEIRO/2001

Dia 01 – Sessão solene de Instalação da 14ª Legislatura – Posse Prefeitura de Florianópolis Dia 12 – Formatura do Curso de graduação em Medicina da UFSC Dia 17 – Reunião com o Presidente da Associação Catarinense dos Médicos Residentes

Dia 22 – Visita oficial à Regional Médica de Indaial, em Timbó, junto com o CREMESC Dia 26 – Formatura das Residências Médicas do Hospital Universitário, da UFSC Dia 27 – Formatura da Residência Médica do Hospital Infantil Joana de Gusmão Dia 29 – Reunião do Departamento Científico da ACM - Reunião de Diretoria

FEVEREIRO/2001

Dia 01 – Posse da Diretoria da

Maternidade Carmela Dutra Dia 02 – Formatura da Residência Médica do Hospital Santa Isabel , em Blumenau Dia 05 – Reunião sobre Departamento de Convênios, na Unimed Dia 08 – Visita do Secretário de Estado da Saúde na sede da ACM Dia 12 – Reunião com Presidente da Regional de Xanxerê Dia 19 – Reunião de Diretoria

AGENDA CIENTÍFICA Especialização em Homeopatia

A Associação Brasileira de Reciclagem e Assistência em Homeopatia (ABRAH), em parceria com a Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HSPM), está promovendo o Curso de Especialização em Homeopatia para Médicos. O curso tem duração de três anos, totalizando 1.200 horas. As aulas iniciam em março de 2001 e serão ministradas em encontros mensais com aulas teóricas na sede da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), e ambulatórios/escola no Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre e na Liga Homeopática do Rio Grande do Sul. O objetivo é formar especialistas na área, através de aulas teóricas, práticas em ambulatório, seminários, monografias e outras atividades acadêmicas. Com essa formação, os alunos estarão preparados para prestar a prova de titulação em homeopatia realizada anualmente pela Associação Médica Homeopática Brasileira. O curso conta com um excelente corpo docente, coordenado pelo Prof. Romeu Carillo Jr., médico homeopata, mestre em Morfologia

Aplicada pela Universidade da Cidade de São Paulo, presidente da ABRAH e chefe da Unidade de Homeopatia do HSPM. Informações e inscrições pelos telefones (51) 241-4868 e 99758332, com Maria Teresa e (11) 3277-1482, com Rose ou pelos email: abrah@ig.com.br

VII Congresso da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

Data: 28 a 31 de março de 2001 Local: Centro de Convenções de Vitória, ES Eventos Paralelos: IV Encontro de Enfermagem para Transplantes e Fórum de Histocompatibilidade 2001 Temas de Destaque: • Morte encefálica • Lições para o Novo Milênio • Busca de Doador não Aparentado • Central de Transplantes • Participação do Enfermeiro na Captação de Órgãos • Novas Estratégias de Imunossupressão • Banco de Tecidos Informações e Inscrições: Fone/Fax 27-324-1333, e-mail ames.vix@terra.com.br

Jornada Catarinense de Estudos da Dor

Data: 06 e 07 de abril de 2001 Local: Hotel Porto da Ilha, em Florianópolis Temas de Destaque: • Avanços da Abordagem Clínica da Dor • Fisiologia e Fisiopatologia da Dor Crônica • Avaliação do paciente com Dor • Tratamento Multidisciplinar Promoção: Sociedade Médica de Acupuntura de Santa Catarina Informações e Inscrições: (48) 231-0300 ou pelo e-mail soma.sc@uol.com.br

Encontro de Nutrição e Jornada de Obesidade Mórbida

Data: 04 e 05 de maio de 2001 Local: Hospital São Lucas – PUCRS, em Porto Alegre Secretaria Executiva: Fone/ Fax 51-333-5737, e-mail attipromoc@cpovo.net

III Congresso Sul Brasileiro de Geriatria e Gerontologia

Data: 06 a 08 de setembro de 2001 Local: Associação Catarinense

de Medicina Acontecerá junto à III Jornada Catarinense de Geriatria e Gerontologia. Informações: Fone/Fax (48) 222-3985 / 322-1021 ou e-mail oceanoeventos@oceanoeventos.com

Leitura Médica

A dica de leitura da ACM neste início de ano é para o livro “Depressão: Uma Abordagem Prática”, que tem como autores os médicos Regina Coeli Martins e Ataíde Carlos do Nascimento, especialistas em psiquiatria e em atividade na cidade de Joinville. A obra conceitua as diferentes manifestações da depressão, a atuação dos componentes químicos dos antidepressivos e seus respectivos benefícios ao paciente jovem, adulto e da terceira idade. O livro também reflete a prática cotidiana dos autores junto aos pacientes, com análises em psicofarmacoterapia, psicoterapia e a orientação da família, contribuindo para o esclarecimento e a ruptura de preconceitos ainda existentes sobre o assunto. Informações: fone (47) 4227542, e-mail letramedica@terra.com.br


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CRÔNICA MÉDICA

COEFICIENTE ORGÂNICO MASCULINO DR. ANTONIO SILVEIRA SBISSA - CARDIOLOGISTA

Nos últimos tempos tem sido dada grande ênfase à chamada gordura visceral. Aquela que se acumula no abdome que se relaciona diretamente com o risco vascular. Esta gordura é mais maléfica e acentua o índice de gravidade da resistência à insulina, diabetes tipo II, hipertensão arterial, a chamada comorbidade. Em todas as estatísticas é índice de aumento da mortalidade. O homem com inadequada relação cintura quadril pelo referido acúmulo está mais sujeito às citadas doenças e com maior risco. Todos sabemos que o masculino é o sexo fraco: costumo mesmo dizer que apenas no relógio o homem é mais forte do que a mulher (em geral portadora de um mais delicado e frágil). No mais os homens adoecem mais e morrem mais cedo, principalmente pelas patologias circulatórias. Mas existem outras fraquezas. Recentemente estive em um local em que várias senhoras estavam “fazendo as unhas dos pés”, isto é, cortando unhas e cutículas. Tenho certeza que homens só se submeteriam a este ritual sob anestesia geral, por absoluta falta de coragem. De forma didática, as apresentações sobre a gordura visceral mostram a silhueta masculina com o abdome em forma de maçã. Este é um assunto sério, mas minha intenção nesta crônica é tratá-lo

por outro prisma, o estético. Certamente os abdomes em forma de maçã povoam as nossas praias, mostrando a todos os excessos, a dieta inadequada, a ingestão calórica da primavera, do outono e do inverno. Com o verão, alarmados, os homens diante

PLANO DE RENDA TEMPORÁRIA Estudos desenvolvidos a partir de maio de 2000 levaram a escolha do Clube Médico para continuidade do Plano Auxílio Doença Mensal Temporário – PAM, uma vez que apenas companhias seguradoras podem ter seguro de ren-

da por doença e/ou acidente. Assim, todos os segurados do PAM, a partir de 01 de janeiro de 2001 estão garantidos pela ACM e pelo Clube Médico, que passa a responder pelo plano de renda temporária dos associados da entidade.

do espelho, se dão conta destes excessos, pois não existem os disfarces habituais, provindos da cinta, do paletó. Há, isso sim, uma demonstração pública destas inconveniências. E certamente, esteticamente, também teremos aos olhares mais críticos sinais de de-

saprovação. Em outras palavras, estas nossas silhuetas talvez comprometam a beleza cantada em prosa e verso de nossa Ilha Fagueira. Recentemente propus um documento que falava na estética feminina, sem a pretensão maior do que uma blague. Tomei conhecimento de apaixonados comentários contra e a favor das minhas palavras. Fui acusado: “mau gosto... nazista...” E, principalmente, “machista”. Fui elogiado: “...irônico colega, posto que uma crônica tão divertida certamente só tende a depor a favor de um intelecto vibrante e de aguda percepção.” Agora pretendo sugerir outro documento, de suficiência para os homens poderem expor seus atributos: o Coeficiente Orgânico Masculino – que poderá também, à semelhança de outras siglas, ser chamado de COM. Sugiro que para podermos expor nossos abdomes, sem poluirmos o visual, teremos de portar o referido documento, após detido exame. Não tenho ainda convicção sobre quem deverá participar do julgamento, mas certamente as senhoras terão de opinar. Só os portadores do documento, da carteirinha, teriam então o direito de, em trajes de banho, circular livremente pelas brancas areias de nossas praias...

DR. POLYDORO: DESTAQUE DO SÉCULO A ACM convoca a todos os médicos do estado a votarem no nome de Polydoro Ernani de São Thiago, que está na lista de indicados da campanha “Os 20 Catarinenses que MarcaramoSéculoXX”,realizadapelaRBS neste início de milênio, em parceria com a Telesc Brasil/Telecom. A lista vem sendo divulgada nas edições do

Diário Catarinense, onde o nome do saudoso colega é citado entre Nereu Ramos, Celso Ramos, Felipe Schmidt, Madre Paulina, Gustavo Kuerten, Paulo Evaristo Arns e muitos outros, num gesto de verdadeiro reconhecimento de seu grandioso trabalho em prol da medicina e da saúde dos catarinenses. Participe !


Edição 215- Jan/Fev 2001