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O que pensam os futuros médicos catarinenses ?

COMEMORAÇÃO AO DIA DO MÉDICO 2000 PÁGINA 5

CONHEÇA OS VICE-DISTRITAIS DA ACM PÁGINA 7

AMB INAUGURA ESCRITÓRIO EM BRASÍLIA PÁGINA 3

No mês em que se comemora o Dia do Médico 2000, a ACM foi ouvir as opiniões e as expectativas dos futuros médicos catarinenses, que antes de mais nada acreditam ser capazes de ajudar a construir uma sociedade mais justa e mais saudável.


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EXPEDIENTE EDITORIAL

COLEGAS DO AMANHà Ao comemorarmos o último Dia do no estado e em nossos municípios. Médico do século XX, é inevitável A ACM é companheira dos futuros questionar sobre o futuro de nosso país, médicos nessas preocupações e quer nossa classe, da medicina. Como serão ser vista, desde já, nas salas de nossas os médicos do amanhã ? O que eles es- universidades, como aliada para a conperam e quais os seus sonhos ? quista dos projetos de cada novo méNa posição de quem já percorreu o dico formado, que acredita na medicimesmo caminho anos atrás, podemos na construída com base na responsaafirmar com segurança que apesar das bilidade e na ética. inúmeras e imensas mudanças ocorridas Por isso, a aproximação com os esnas últimas décadas em nossa profissão tudantes é uma meta que vamos trabae na área da saúde, a paixão pela medi- lhar com atenção neste novo milênio cina ainda é caque se inicia, pois sapaz de despertar bemos que as novas os mais sinceros lideranças nascem no “É ATRAVÉS DE DEBATES desejos de conseio das nossas facultribuir, de salvar, dades. O primeiro pasSOBRE A REALIDADE, curar e conscienso já foi dado, com a tizar o próximo. campanha pela qualiDO QUE ESTÁ ERRADO, DO Os futuros codade do ensino médilegas já enfrentam co em Santa Catarina, QUE DEVE SER MUDADO incertezas, muitas ação de extrema imdelas além do amportância para a próE DO QUE PODE SER biente universitápria valorização dos rio. Os problemas formandos e para um ALCANÇADO QUE NOS que compõem o atendimento digno à nosso cenário disociedade que quereVOLTAMOS ário também esmos construir. tão entre as preoAlém disso, a ACM ÀS NOSSAS ENTIDADES, cupações dos esestá criando a Diretotudantes e resiria de Residência Médentes de medicidica, proposta que leNOSSAS REPRESENTAÇÕES na, desde as cavará à próxima Assemrências da rede bléia de Delegados, DA CLASSE NO ESTADO E EM pública, o desrescom o objetivo de fapeito à saúde, a zer parceiros os novos NOSSOS MUNICÍPIOS” falta de condições médicos. Com certeza, para exercer a profissão, a remuneração muitos frutos vamos colher desta parem queda, o mercado de trabalho e até ceria. mesmo as transformações na relação com o paciente. Por mais dolorosos que possam ser Parabéns a todos, mestres do esses questionamentos, é a partir da conspassado, profissionais do cientização das dificuldades enfrentadas presente, colegas do amanhã. que descobrimos a importância da integração de forças e da prática associativa. É através de debates sobre a realidade, do que está errado e do que deve ser mudado, que nos voltamos às nossas en- Carlos Gilberto Crippa tidades, nossas representações da classe Presidente

Informativo da Associação Catarinense de Medicina - ACM Rodovia SC-401, Km 4, Bairro Saco Grande - Florianópolis/SC Fone/Fax: (0xx48) 231-0300 DIRETORIA Presidente Dr. Carlos Gilberto Crippa Vice-Presidente Dr. Viriato João Leal da Cunha Secretário Geral Dr. Jorge Anastácio Kotzias Filho Diretor de Patrimônio Dr. João José Luz Schaefer Diretor de Publicações Dr. Viriato João Leal da Cunha Diretor Científico Dra. Regina Célia S. Valin Diretor de Esporte Dr. Gilberto D. da Veiga Diretor de Defesa de Classe Dra. Nilzete L. Bresolin Diretor Sócio-Cultural Dra. Sandra M. W. Rinaldi Diretor Administrativo Dr. Irineu M. Brodbeck Diretor de Previdência Dr. Waldemar de Souza Júnior Diretor Financeiro Dr. Dorival Vitorello Diretor de Regionais Dr.Tarcísio Crocomo VICE-DISTRITAIS Sul – Dr. Júlio Márcio Rocha Planalto – Dr. Fernando Luiz Pagliosa Norte – Dr. Marcos F. Subtil Vale do Itajaí – Dr. Péricles Henrique Zarske de Mello Centro-Oeste – Dr. Élcio Luiz Bonamigo Extremo-Oeste – Airton José Macarini DELEGADOS JUNTO À AMB Dr. Remaclo Fischer Júnior Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Almir Gentil Dr. Théo Bub Dr. Luiz Carlos Espíndola Dr. Roberto Benvenutti Dr. Milton Ernesto Scopell Dr. Altair Carlos Pereira Dr. Manoel Bardini Alves Dr. Oscar Antônio Defonso

Edição Texto Final - Assessoria de Comunicação Jornalistas Lena Obst Reg. 6048 MT/RS Denise Christians Reg. 5698 MT/RS Colaboradoras Lúcia Py Lüchman e Adriana Freitas Fotografia Renato Gama Diagramação Gráfica Agnus Impressão Gráfica e Editora Agnus Ltda. Tiragem 5.000 exemplares


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AMB INAUGURA ESCRITÓRIO EM BRASÍLIA PARA A DEFESA DO MÉDICO A Associação Médica Brasileira realizou, na noite do dia 13 de setembro, a cerimônia de inauguração de seu escritório em Brasília, que tem como objetivo principal propiciar à entidade maior participação na política de saúde do país e o acompanhamento de todos os projetos ligados ao setor. O Presidente da ACM, Dr. Carlos Gilberto Crippa participou da solenidade ao lado de autoridades como o Ministro da Saúde, José Serra, o Governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, o Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Gonçalo Veccina Netto, o Secretário de Assuntos de Política de Saúde do Ministério da Saúde, Cláudio Duarte, além de um expressivo número de deputados, senadores, líderes de entidades da área médica, presidentes e representantes das

Federadas e Sociedades de Especialidades. “A inauguração deste escritório é a concretização de um grande sonho de toda a classe médica”, declarou o Presidente da AMB, Dr. Eleuses Paiva, anunciando que a primeira proposta advinda do novo espaço será solicitar uma alteração na regulamentação dos planos de saúde. Também presente à cerimônia, o Presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Edson Andrade, destacou a importância da proximidade da AMB com Brasília, o centro das decisões do país. “Inauguramos um momento de união, de uma proposta unificada dos médicos para a sociedade. Estar em Brasília é mais que um gesto de mudança, é olhar para o Brasil com uma dimensão maior. É estar perto daqueles que tem o poder de interferir na saúde”.

DR. ELEUSES DE PAIVA, PRESIDENTE DA AMB, INAUGUROU O ESCRITÓRIO AO LADO DO GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, JOAQUIM RORIZ

DIRIGENTES DAS FEDERADAS DA ENTIDADE ASSOCIATIVA NACIONAL PARTICIPARAM DA SOLENIDADE, ENTRE ELES O PRESIDENTE DA ACM, DR. CARLOS GILBERTO CRIPPA

CAMPANHA NACIONAL COMBATE ABUSOS DOS PLANOS DE SAÚDE A Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina estão unidos numa importante campanha nacional contra os abusos de algumas operadoras de planos de saúde, que desrespeitam o paciente e o profissional à frente do atendimento. O movimento foi lançado no dia 18 de setembro, com a colocação de outdoors nas capitais do país, anúncios em revistas de circulação nacional e a implantação do telefone 0800-616611 para o recebimento de denúncias. A proposta inicial das entidades nacionais é solicitar uma al-

teração na regulamentação dos planos de saúde, que deixou perigosas brechas prejudiciais à relação entre os médicos e as empresas do setor, especialmente por não prever uma relação transparente por parte das operadoras, fazendo com que os profissionais sejam submetidos a todo o tipo de pressão. Diante disso, algumas irregularidades já começam a ser praticadas , destacando-se: aumento abusivo do valor das mensalidades descredenciamento unilateral dos profissionais

redução significativa dos honorários médicos oferta de pacotes de atendimento com valores préfixados, com interferência na autonomia profissional e risco de deteriorização da qualidade do atendimento restrição de exames de diagnósticos e procedimentos terapêuticos fixação de prazos mínimos entre consultas médicas exigência de personalidade jurídica na relação de prestação de serviços en-

tre médicos e operadoras descumprimento da lei no que se refere ao registro das empresas operadoras de planos de saúde nos Conselhos Regionais de Medicina. As queixas das entidades médicas já estão nas mãos dos dirigentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar para o debate sobre o assunto, que certamente será cobrado pelas lideranças da classe, na busca da defesa dos médicos e dos milhões de brasileiros que hoje têm assistência médica-hospitalar através de planos e seguros de saúde em todo o país.


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ARTIGO JURÍDICO

O CONSENSO DO PACIENTE E A AUTONOMIA DO MÉDICO PARTE II

GOSS & OLIVEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS NILO DE OLIVEIRA NETO / CLÁUDIO JUNIOR DA ROSA PERSICH / CRISTHIANO MARCELO GEVAERD / DJALMA GOSS SOBRINHO

Atualmente, tem-se tornado freqüente , em alguns tratamentos médicos, especialmente cirúrgicos, a estipulação de cláusulas de irresponsabilidade, ou de não-indenizar. Tais cláusulas, por óbvio, nenhuma eficácia têm no âmbito do Direito Penal, visto que o jus puniendi do Estado é exercitado haja ou não interesse do particular. Contudo, é no domínio do Direito Civil que surge a controvérsia. Seria válido que médico e paciente estabelecessem pacto e que, esse, antes de iniciado o tratamento, renunciasse a exercitar qualquer ação civil de responsabilidade? Note-se que a mesma indagação surgiria quando se pretendesse apenas limitar o alcance de possível indenização. Aguiar Dias, renomado jurista, em sua obra denominada Cláusula de não Indenizar responde à indagação, referindo-se ao dever dos médicos de empregar todos os meios a fim de obter a cura. A responsabilidade médica nasce do erro manifesto. Daí decorre que o médico, em certo grau, goza de cláusula tácita de irresponsabilidade, na proporção da margem de erro tolerada pela imperfeição da própria ciência. Portanto, onde se

poderia convencioná-lo, ela já existe e fora daí verifica-se absoluta a impossibilidade pela tutela estatal, bem como pelo respeito devido ao ser humano. Nesta ordem de idéias, no que tange ao direito de reparação proveniente de responsabilidade médica, imprescindível a existência do trinômio ação ou omissão, dano e nexo causal. Somente se vislumbrados estes três requisitos haverá direito à reparação. Isto é, para que haja indenização é preciso que haja dano oriundo de uma ação ou omissão voluntária (dolo) ou de negligência, imprudência ou imperícia (culpa em sentido estrito) e, ainda, que seja provado que o dano foi causado pela conduta (nexo causal). Não há obrigatoriedade de presumir-se a culpa tão somente por estar a relação envolta em um contrato. O parâmetro deve ser o tipo de obrigação assumida pelo facultativo com seu cliente. Se este se propôs a alcançar um determina-

do resultado, como na cirurgia estética, é presumidamente culpado caso não o atinja. Cabe a este profissional, então, demonstrar a sua não-culpa ou ocorrência de caso fortuito, ou de força maior. O cliente (credor) só deve demonstrar o inadimplemento, isto é, que o resultado não foi alcançado. Ao contrário, se o médico somente se compromete a esforçarse para conseguir a cura, cabe à vítima do dano provar a sua culpa ou dolo. É o cliente ou a sua família que precisam demonstrar se na conduta do médico houve negligência, imprudência ou imperícia para que possa receber a indenização. Ademais, tem-se por óbvio a possibilidade de existir responsabilidade médica que não tem origem no contrato. Enfim, não existe, no momento, no mundo inteiro outra profissão mais visada pela lei que a medicina, chegando a ser uma das mais difíceis de exercer sob o ponto

de vista legal. Já se disse até que o exercício médico estaria seriamente ameaçado pelo risco dos pleitos demandados pelos pacientes. O erro presumido é uma das acusações mais freqüentes. Ora os doentes culpam o não consentimento de uma intervenção, ora o médico é citado ante um tribunal por práticas ilegais, mes mo quando a situação se enquadra dentro das possibilidades da própria lei. Na prática, vem-se imputando uma impressionante gama de erros profissionais aos médicos, destacando-se: exame superficial do paciente e conseqüente diagnóstico falso, operações prematuras, omissão de tratamento ou retardamento na transferência para outro especialista, descuido nas transfusões de sangue ou anestesias, empregos de métodos e condutas antiquados e incorretos, prescrições incorretas, abandono do paciente, negligência pós-operatória, omissão de instrução necessária aos doentes, receita ilegível, atestado falso etc. O problema, todavia, permanece aberto à discussão e não se exaure nos estreitos limites da responsabilidade médica. Antes, inserese na perspectiva ampla dos direitos da personalidade.

• O PRESENTE ARTIGO TERÁ CONTINUIDADE NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO JORNAL DA ACM • BIBLIOGRAFIA PODE SER SOLICITADA JUNTO AOS AUTORES

CONTEXTO MUNDIAL

Os tribunais franceses consideram inválidas tais “cláusulas de irresponsabilidade”, no que pertine à responsabilidade médica, sob razões diversas. Argumentam que a responsabilidade civil médica fundamentase no prejuízo causado à saúde ou integridade corporal do paciente, e o direito à incolumidade é irrenunciável, inclusive por seu próprio titular, a não ser em circunstâncias especiais, fixadas em lei ou não vedadas. No Japão, os tribunais estão também começando a favorecer de modo excessivo os pacientes, tendência que vem se verificando há anos. Na Inglaterra, o aumento dos processos por negligência médica é devido a socialização da medicina, despersonalizando a re-

lação médico-paciente. As duas mais constantes ações legais contra médicos são aquelas nas quais os motivos são negligência e a falta de consentimento. Na Bélgica e na África do Sul comprovou-se também o evidente aumento de lides, enquanto no Canadá o “monstro” dos pleitos por negligência médica começa a crescer. Nos países hispano-americanos são mais raros os pleitos contra profissionais da medicina. Na Suécia, essas ações são também excepcionais devido ao respeito tradicional à autoridade e ao alto nível social do médico, impedindo, assim, seja citado diante dos juízes.


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VENHA COMEMORAR O DIA DO MÉDICO COM A ACM HOMENAGEADOS

No próximo dia 20 de outubro a ACM abre sua sede para receber convidados de uma festa muito especial : um jantar dançante em homenagem ao Dia do Médico 2000, o último antes da virada do milênio. A festa inicia às 21 horas e será acompanhada pela Banda Estação Brasil. Durante o evento, no Centro de Convenções, a Associação fará uma homenagem especial aos médicos que foram indicados pelas Regionais como Mérito Associativo e Mérito Científico, num momento de agra-

decimento àqueles que vêm auxiliando no crescimento da medicina em todo estado.

Sua presença é muito importante!

Dr. Ademar Aureliano Duarte

Dr. Vidal de Souza Dr. Carlos Caetano Peluso

Dr. Édison Villela

Dr. Roberto Von Hertwig

Dr. Alexandre José Ferreira Dr. Seno Hagemann Dr. Roberto Gonçalves D’Avila

Blumenau l Dr. Milton Graciano Peron – Bom Retiro l Dr. Francisco Antônio Ogibowsky – Caçador l Dr. Raul Perozzolo – Chapecó l Dr. João Olímpio Amado Dutra – Cocal do Sul l Dr. Luiz Adelmo Budant – Concórdia l Dr. Luiz Guilherme Krause – Coronel Freitas l Dr. Manoel José da Silva – Jaguaruna l Dr. Nelson Querino de Souza – Joinville l Dr. Romeu Rodrigo da Costa Silva – Lages l Dr. Jorge Tadeu Zanini– Laguna l Dr. Jorge Teixeira – Rio do Sul l Dr. Jorge Antoninho Lorenzoni – Seara l Dr. Antônio Wandir Barboza – Xanxerê A ACM parabeniza aos eleitos e renova seu pedido para que se instale uma efetiva parceria junto às entidades médicas de suas regiões, pelo bem das comunidades e da saúde em Santa Catarina.

Mérito Científico

Dr. Élio Gilberto Pfuetzenreiter

Dr. Jorge Luiz Beluco

MÉDICOS AMPLIAM REPRESENTAÇÃO POLÍTICA NOS MUNICÍPIOS

As eleições municipais realizadas no dia 01 de outubro ampliaram a representação política da classe médica em SantaCatarina.Dos96candidatosàsPrefeituras,Vice-PrefeituraseCâmarasMunicipais no estado, 27 foram eleitos: PREFEITOS: l Dr. João Maria Marques Rosa – Abelardo Luz l Dr. Humberto Jair Damaso Ribas – Papanduva l Dr. Sérgio Biehler – Porto Belo l Dr. Jailson Lima da Silva– Rio do Sul l Dr. Gilberto Carvalho – Santa Cecília l Dr. Newton Stelio Fontanela– São Joaquim l Dr. Elisandro Modesti – Xavantina l Dr. Cezar Gastão Fonini – Xaxim VICE-PREFEITOS: l Dr. Murillo Ronald Capella – Florianópolis l Dr. Moacir Antônio Bertoldi– Jaraguá do Sul l Dr. Marco Antônio Bertoncini Cascaes – Orleans l Dr. Sílvio Antônio Neugebauer – Palma Sola l Dr. Telmo Inácio Palma de Souza – São Joaquim MÉDICOS VEREADORES l Dr. Mauro Antônio Wanrowsky –

Mérito Associativo

Dr. Almir Adir Gentil

Dr. Anderson Ricardo R. Gonçalves Dr. José Geraldo S. Flório Dr. Albino José de Souza Filho Dr. Geraldo Righi Vieira

Dr. Rui José de Luca Dr. José Yáñez (in memorian)

MUDANÇAS NO VENCIMENTO DA ANUIDADE

Como forma de reduzir as coincidências de vencimentos em janeiro para seus associados, a ACM decidiu, em Assembléia de Delegados, efetuar algumas importantes mudanças nas datas de cobrança dos referidos valores. Acompanhe: l Como o exercício fiscal da ACM inicia em setembro de um ano e finda em outubro do ano seguinte, neste mês os associados têm a opção de efetuar o pagamento integral da anuidade, com desconto, através de carnê ou débito em conta corrente nos bancos indicados pelos médicos.

l Os associados que já pagaram a anuidade cobrada em janeiro de 2000, na verdade fizeram a quitação de 9 meses do exercício fiscal de 1999/2000 e três meses de 2000/ 2001. Desta forma, receberão cobrança relativa ao complemento da anuidade do exercício fiscal de 2000/2001, ou seja os nove meses restantes , com o mesmo desconto praticado em janeiro de 2000 e vencimento em 30 de novembro. l Os demais associados receberão cobrança com vencimentos a partir de janeiro/2001 até setembro/2001


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CONSELHO DELIBERATIVO DISCUTE RUMOS DA ENTIDADE

A REUNIÃO FOI COORDENADA PELOS DIRIGENTES DA ACM, DRS. CARLOS GILBERTO CRIPPA (PRESIDENTE), IRINEU BRODBECK (DIRETOR ADMINISTRATIVO) E JORGE KOTZIAS (SECRETÁRIO GERAL)

LIDERANÇAS ASSOCIATIVAS CONVERSARAM SOBRE AS DIFICULDADES E CONQUISTAS DA ENTIDADE EM TODO ESTADO

No último dia 02 de setembro a Associação Catarinense de Medicina reuniu os membros do Conselho Deliberativo na sua sede em Florianópolis para discutir os principais assuntos de interesse da entidade, destacando-se as dificuldades econômicas vividas neste último ano. O encontro reuniu a atual Diretoria da ACM, ex-Presidentes, Presidentes de Regionais e Vice-Distritais, Sociedades e Departamentos de Especialidades, que aprovaram a elaboração de projetos para um loteamento no terreno da entidade na localidade de Rio Tavares, como forma de obter novos e importantes recursos para o trabalho da Associação, que hoje registra um índice de

inadimplência próximo aos 20%. Ainda fez parte da pauta de debate a proposta de instalação de sedes das demais entidades médicas junto à sede administrativa da ACM, ampliando o projeto da Ordem dos Médicos de Santa Catarina, consolidando ainda mais o COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas) e gerando benefícios à classe de todo estado. Para o Presidente da ACM, o encontro também foi importante para receber as sugestões e críticas dos membros do Conselho Deliberativo. “É fundamental discutirmos os nossos problemas e as nossas conquistas, dando espaço para ouvir opiniões das lideranças associativas catarinenses”.

ACM-QUALIDADE DE VIDA INTEGRA AJUDANDO AO PRÓXIMO COMITÊ CATARINENSE DO VOLUNTARIADO O Projeto ACM Qualidade de Vida já alcança seus primeiros resultados. A Associação Catarinense de Medicina, através da sua Diretoria Sócio-Cultural, foi convidada pelo Instituto Voluntários em Ação a participar da instalação do Comitê Catarinense do Ano Internacional do Voluntariado (a ser comemorado no ano de 2001). A instalação acontece ainda neste mês de outubro, no Shopping Itaguaçu, com a presença da Viviane Senna, Diretora do Instituto Ayrton Senna, que vem ao estado com o propósito de desenvolver ações conjuntas. Para a Dra. Sandra Mara Rinaldi, Diretora da ACM e responsável pelo Projeto, o convite para integrar uma entidade deste porte e importância é uma grande conquista. No entanto, a médica ressalta a necessi-

dade de crescimento da ação. “O ACM Qualidade de Vida precisa de parcerias, idéias e voluntariado, para que possamos alcançar nossas metas: promover mais a saúde, o bem estar, a educação, e a ecologia”. O “carro chefe” do Projeto é o Programa Dr. Gourmet , que já arrecadou R$ 2.650,00 e revelou os dotes culinários dos médicos . “No final deste ano os recursos serão revertidos em mantimentos, roupas, cobertas ou o que for de maior necessidade para uma entidade assistencial específica, ainda em estudo”. O próximo trabalho será no dia 12 de outubro, quando a ACM vai apoiar o Colégio Decisão numa campanha que visa arrecadar alimentos não perecíveis e distribuir para instituições carentes, além de divulgar à população a importância de doar sangue para o Hemosc.

Como a compaixão, caridade e generosidade nos beneficiam? Ao ajudarmos os outros beneficiamo-nos através de grande número de mecanismos psicológicos. Em um levantamento feito com voluntários, nove entre dez disseram que são mais saudáveis que outras pessoas da sua idade. A atenção dada para fora de nós, seja a outras pessoas, animais de estimação ou a plantas, seja por causas religiosas, filosóficas ou políticas é importante para a saúde. A compaixão e a empatia refocalizam nossa atenção e a conscientização do que vai fora de nós e os sentimentos de calor e atenção incondicional que sentimos pelos outros retornam para nós. É importante, e até vital, sermos capazes de nos ligarmos a outras pessoas e fazermos parte da vida em geral e, talvez, a grande surpresa da evolução humana seja que a forma mais alta de egoísmo é o desprendimento. Por que não tentar?


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VICE-DISTRITAIS ACM: APROXIMAÇÃO DO MÉDICO COM A ENTIDADE A Associação Catarinense de Medicina conta com importantes aliados ao seu trabalho em regiões pólos do estado. Através dos Vice-Distritais, a entidade vem se aproximando dos associados, buscando de atender cada vez mais as necessidades dos profissionais. Dr.Élcio Luiz Bonamigo – Vice-Distrital Centro Oeste De acordo com o Dr. Élcio Bonamigo cabe aos ViceDistritais a coordenação de alguns eventos locais e principalmente a vinda do Presidente da ACM, quando visita a região. Também é tarefa do cargo a consulta aos presidentes das demais regionais sobre posicionamentos da categoria, referentes a assuntos em discussão.“Estamos analisando a participação política dos médicos e da própria Associação. Primeiro temos de conservar o que já existe, que é bom. Depois, tentar descobrir novos líderes entre os médicos e melhorar o relacionamento político entre a classe e a sociedade, principalmente”.

Dr. Fernando Luiz Pagliosa – Vice-Distrital Planalto Apoiar as Regionais, representar e divulgar a ACM, transmitir à Associação todas as aspirações e problemas dos médicos do distrito, esta é a avaliação do Dr. Fernando Pagliosa sobre a função do ViceDistrital. “A maioria dos médicos está associado à ACM. Na última eleição da entidade, a participação da Regional da Serra foi expressiva, representando a maior votação de todo o estado, proporcionalmente”. Ele informa ainda que os médicos do Distrito têm participado das ações de saúde desenvolvidas pela Regional em escolas e com a integração das entidades médicas e cooperativas.

Dr. Marcos F. Subtil – ViceDistrital Norte A função do Vice-Distrital, para o Dr. Marcos Subtil, é de auxiliar o Presidente da Regional no que for necessário em assuntos referentes à sua área de atuação. No momento vem desenvolvendo um trabalho no sentido de diminuir a inadimplência dos associados em toda a região. “Nossa ação também tem por objetivo estreitar a relação do médico com a ACM. Somos uma Regional atuante tanto social como associativa e estamos voltados também à comunidade, realizando palestras, desenvolvendo grupos de trabalho para angariar fundos ao hospital e outras causas similares”.

Dr. Péricles Henrique Zarke de Mello – Vice-Distrital Vale do Itajaí Para o Dr. Péricles Zarke de Mello o trabalho na Vice-Distrital consiste em auxiliar, ou representar o Presidente da Regional em eventos e reuniões. “Comparada aos demais estados a ACM está muito bem em termos de associativismo, mas é uma tarefa muito difícil trazer colegas para fazer parte da entidade, especialmente no interior. Temos tentado reverter esta idéia com conversas esclarecedoras com colegas sobre a importância de ser sócio da ACM e desfrutar das suas conquistas na luta de classe”.

Dr. Airton José Macarini – Vice-Distrital Extremo Oeste Esclarecer a classe e resolver os problemas dos profissionais da região têm sido as ações mais constantes do Vice-Distrital do Extremo Oeste, Dr. Airton Macarini, que considera importante que os colegas saibam do seu trabalho e o procurem com mais freqüência, antes de se dirigirem à Regional ou à sede da ACM. “Com a experiência adquirida ao longo dos anos em que estive frente à Presidência da Regional, penso que muita coisa pode ser decidida e resolvida por aqui, sem necessidade de recorrer à Diretoria em Florianópolis. Minha função é ser o elo entre a ACM e a Regional”. Dr. Júlio Márcio Rocha – Vice- Distrital Sul A principal missão do ViceDistrital Sul é levar as reivindicações e sugestões dos médicos do distrito à Diretoria da Associação Catarinense de Medicina. Apesar de congregar cerca de 400 a 500 profissionais – a maioria filiado à ACM – a participação associativa não é das mais expressivas no Distrito Sul. Mas o Dr. Júlio Rocha acredita na união de todos para discutir assuntos estatutários, o Regimento do Corpo Clínico e a instalação de faculdades de Medicina em Santa Catarina.


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ESTUDANTES DE MEDICINA VIVEM AS MUDANÇAS DA PROFISSÃO Um forte sentimento idealista permeia todos os estudantes que ingressam no curso de medicina. Com o tempo, o idealismo vai se dissolvendo diante das pressões e dos impactos sofridos antes mesmo de atuarem de forma definitiva na profissão. Aos poucos os estudantes vão sentindo os efeitos das carências existentes nos cursos, alguns com falta de laboratórios ou de hospital universitário, as dificuldades com o currículo, com a falta de tempo para as atividades extra curriculares, de lazer, entre outras questões comuns a várias instituições de ensino do país. Quando sai da faculdade, o aluno passa por outra situação de grande estresse: a prova de residência, tão concorrida ou mais que o vestibular, onde ele pretende se especializar para poder exercer a profissão na área que escolheu. Neste momento, já não pensa mais no conjunto, em tratar o ser humano como um todo, mas partes dele. Este breve perfil do estudante de medicina deste final de século descreve em poucas linhas as mudanças vividas na profissão nos últimos anos. As faculdades dificilmente vão conseguir formar um médico generalista, com todo o conhecimento humano e ético indispensáveis, graduando um profissional excessivamente centrado no biológico e na especialização.

A FORMAÇÃO DOS NOVOS MÉDICOS REFLETE OS DESAFIOS GERADOS PELA ERA DA TECNOLOGIA, DA ESPECIALIZAÇÃO E DA CONCORRÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO

De acordo com dados coletados pelo Coordenador do Curso de Medicina da FURB, Dr. João Natel Pollônio Machado, 93% dos alunos optaram pelo curso de medicina motivados pela possibilidade de realização profissional. Segundo o professor, quando inicia na faculdade, o estudante manifesta desejo de se formar médico generalista para ser capaz de resolver a maior parte dos problemas em atenção primária (prevenção), secundária (ambulatórios em periferias ou em programas de saúde comunitários). Ao final, a maior parte dos alunos procura

especialidade que, de certa forma, ainda gera prestígio profissional. “É a nossa realidade. Mas a universidade vem tentando mudar este quadro para formar médicos generalistas com sólido conhecimento. A tendência geral é tirar o ensino médico de hospitais e aproximá-lo cada vez mais das comunidades”. Na Univali – Universidade do Vale do Itajaí, o perfil dos estudantes de medicina não foge a regra: “os alunos entram com o ideal de ser médico para salvar vidas, aliviar o sofrimento das pessoas, ser útil, curar as doenças. Ao lon-

go do curso, no entanto, muda a idéia de que ser médico é estar próximo de (ser) deus quando eles percebem suas limitações e que apenas têm uma profissão diferenciada”, afirma o Dr. Bruno Schlemper Junior, coordenador do Curso na Univali e defensor ferrenho das disciplinas de ética, bioética e humanismo no ensino médico. “Lidar com a vida e a morte é muito complicado, gerando estresse, uma sobrecarga permanente, tensão e muitas vezes a angústia. Talvez por isso o estudante de medicina amadureça tão rápido”.

CURRÍCULOS: FORMAM OU DEFORMAM?

“O atual currículo dos cursos de medicina do país deforma o profissional, porque o modelo de formação médica dá muita ênfase para a informação”. Esta é a opinião do Diretor do Centro de Ciências da Saúde da UFSC, Dr. Carlos Alberto Justo da Silva, autor de uma pesquisa que envolveu mais de 300 acadêmicos, com o propósito de descobrir o que provocou o atual distanciamento na relação médico x paciente. Os resultados, ainda em avaliação, apontam para uma deformação no currí-

culo das faculdades de medicina no país, que exigem dedicação exclusiva dos alunos. Aulas, trabalhos, estudos, estágios, entre outras atividades curriculares acabam tomando todo o tempo dos estudantes de medicina. Por causa da exigência dos professores e do grau de dificuldade das disciplinas do curso, a maioria estuda demais e acaba perdendo, ao longo dos anos, o convívio com os amigos de infância e , em alguns casos, até com familiares, deixam de praticar esportes e as atividades de la-

zer, de maneira geral. Grande parte dos acadêmicos de Medicina entra na faculdade ainda muito novo, com 18 anos, em média, e passa a conviver estritamente com os colegas de curso, a falar linguagem científica/profissional e acaba namorando e até casando com alguém da mesma profissão. “O curso deforma porque cria uma mono linguagem, um mono valor”, sentencia Dr. Carlos Alberto Justo da Silva, que defende uma difícil, porém necessária mudança curricular.


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OS MÉDICOS DO FUTURO COM A PALAVRA

“A gente entra super empolgado no curso, o primeiro semestre é um deslumbre só, até porque venceu a difícil batalha de passar no concorridíssimo concurso vestibular. Na terceira fase começa o contato com médicos, pacientes, hospitais, laboratórios e volta a motivação que se perde no início da segunda fase, porque a partir de então, o aluno passa a enxergar a medicina como aquilo que vai fazer pelo resto da sua vida. É neste momento também que a gente percebe que a medicina pode ter avançado muito nos últimos 20 anos, tanto no aspecto científico como no tecnológico, só que isso não resolveu os problemas do setor, inclusive porque o médico é incentivado na faculdade a se preocupar em demasia com o diagnóstico e o tratamento corretos, mas deixa a desejar no tocante ao relacionamento com o paciente e isso reflete no seu trabalho e conseqüentemente, na sociedade”. Camilo Faoro – Presidente do Camblu – Centro Acadêmico de Medicina da FURB, aluno da 6ª fase “Quando entra na faculdade o aluno de medicina tem em mente ajudar as pessoas e cuidar das suas enfermidades. No decorrer do curso vai mudando o foco, passa a se preocupar não com o paciente em si, mas com a doença biológica. Isto em função da necessidade de não errar, de estudar muito, das exigências do curso e também em função da pouca co-relação dos alunos com a comunidade. Quando termina o curso ele não é um médico generalista, apto a diagnosticar e tratar as doenças mais comuns da população, além das urgências e emergências que se apresentarem. Ele precisa fazer uma especialidade e, em geral, fica restrito a ela”. Rogério Barcala – Presidente do Calimed – Centro Acadêmico Livre da Medicina da UFSC, aluno da 11ª fase “Aos 18 ou 19 anos o calouro do curso de medicina só pensa em ser um superespecialista, com reconhecimento estadual e, se possível, nacional. Mas com o tempo a gente cai na real e decide que vai estudar para ser um bom médico, deixando para pensar na especialidade quando estiver no último ano. O

aluno do final do milênio não é um alienado que sai da faculdade totalmente cru, sem saber o que o espera quando estiver pronto para atuar. Nós estamos bem inteirados, promovemos debates sobre o mercado de trabalho, discutimos problemas do serviço civil obrigatório e sobre as novas escolas médicas”. Fernando Marcondes Penha – Vice-Presidente do Centro Acadêmico da Univali, aluno da 6ª fase

“Entrei para a universidade com o sentimento de que seria salvadora do mundo. Queria ajudar tudo e todos. Agora, este sentimento já mudou, pois aprendemos que temos limites. Não pretendo ficar centrada numa especialização, quero uma formação generalista para saber tratar tanto uma micose como uma lesão cerebral, ainda que com uma visão ampla e mesmo que opte por uma especialidade. Os meus colegas também pensam assim. A faculdade enfoca muito a questão bioética e os professores incentivam a formação de um médico generalista, um cientista, que pesquisa e trabalha, buscando sempre o aperfeiçoamento profissional”. Tatiana Rosa Ogata – Presidente do Centro Acadêmico de Medicina da Univille, aluna da 4ª fase “Medicina foi tudo o que sempre quis fazer na minha vida. Quanto mais eu aprendo, mais aumenta a minha vontade de ajudar as pessoas e ser útil. Pretendo procurar uma especialidade, mas ainda não me defini porque cada dia gosto de uma área diferente. Tenho muitos planos para o futuro, mas temo frustrá-los em função da precariedade do sistema de saúde, que não oferece condições de trabalho. Quanto ao curso, está muito além da minha expectativa e de meus colegas, tanto com relação aos professores, todos gabaritados, como a estrutura. Por isso, concordo com a campanha desenvolvida pelas entidades médicas, que visa combater a epidemia de novas escolas. Só devem ser abertas onde realmente for necessário e com toda a estrutura e ensino de qualidade”. Flávia Selau Schmitz – Presidente do Centro Acadêmico da Unisul, aluna da 4ª fase

E SCOLAS M ÉDICAS EM S ANTA C ATARINA * UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina Fundada em Dezembro de 1959, Florianópolis, oferece 100 vagas por ano * FURB – Fundação Universidade Blumenau Fundada em Janeiro de 1990, Blumenau, oferece 44 vagas por ano * Univali – Universidade do Vale do Itajaí Fundada em Janeiro de 1998, Itajaí, oferece 33 vagas por ano * Univille – Universidade de Joinville Fundada em Janeiro de 1999, Joinville, oferece 40 vagas por ano * Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina Fundada em Janeiro de 1999, Tubarão, oferece 90 vagas por ano * Unesc – Universidade do Extremo Sul Catarinense Fundada em Agosto de 2000, Criciúma, oferece 64 vagas por ano

SUS : CONTRIBUI OU PREJUDICA ?

O médico Bruno Schlemper (Univali) acredita que o sistema de saúde atual contribui para a formação do médico, já que os alunos passam pelo SUS nas policlínicas de saúde estaduais e municipais. O que precisam ter é assistência docente, ou seja, a participação do professor que está preparado para orientar. “O aluno necessita de vários ambientes de saúde e não apenas de hospital e o SUS propicia isto. Na visão do médico Hamilton Fogaça, Chefe do Departamento de Medicina da FURB, as dificuldades do sistema de saúde podem afetar o ensino nesta área,

caso as faculdades não tenham uma estratégia, uma política de ensino voltada para a prevenção primária e de acordo com as necessidades da sua região. “O Papel da universidade é preparar profissionais para prestar um bom atendimento de base e capaz de trabalhar com a nova tecnologia disponível. Mas após o curso regular também é necessário – em menor número – profissionais capazes de trabalhar em UTIs, com equipamentos sofisticados como tomografias e outros. É aí que entram as pós-graduações/especializações”.


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Destaques Catarinenses

“Por Dentro” do Site PATOLOGIA NA INTERNET Brevemente no ar o site da Patologia, reunindo os Departamentos de Anatomia Patológica, Patologia Clínica e Citopatologia. Sob o patrocínio do Laboratório Médi-

co Santa Luzia, essas especialidades se reúnem num mesmo endereço eletrônico, enriquecendo com conteúdo de suas especialidades o site da ACM.

COMEMORAÇÕES DIA DO MÉDICO Este ano as comemorações do Dia do Médico contarão, pela primeira vez, com a participação ativa de várias empresas que utilizam o site da ACM para a divulgação de seus produtos e serviços. TAM,

Turisan, Hotel Maria do Mar, Unidas Rent-a-Car e Hippo Sumermercados, estarão apoiando este importante evento, oferecendo brindes e prêmios aos participantes.

INSCRIÇÕES PELO COMPUTADOR Aliás, por falar em Dia do Médico, os interessados em participar das festividades poderão fazer a sua reserva e inscrição através do

site da ACM. Portanto, ficou mais fácil a sua participação. Inscrevase hoje mesmo, sem sair da sua casa ou do seu consultório.

PORTAL SAÚDE SC A Diretoria da ACM em parceria com a Monticello Consultores Associados, iniciou os estudos para a implantação de um portal especializado na área de saúde, tendo como escopo o estado de Santa Catarina. O portal Saúde SC deverá se constituir no maior site de conteúdo médico-científico do sul do país, atraindo entidades e organiza-

ções de todas as áreas da saúde. O portal Saúde SC será desenvolvido a partir da plataforma da ACM, incorporando todas as facilidades existentes, como chat, vídeoconferência, correio eletrônico etc., que serão estendidas a todos os parceiros que venham aderir a mais esta importante iniciativa da Associação Catarinense de Medicina.

EM DIA

Não fique por fora do que está acontecendo na ACM, atualize o seu cadastro com o seu e-mail e saiba tudo em cima da hora!

O Jornal ACM oferece um espaço especial para os médicos de Santa Catarina que ocupam ou já ocuparam a Presidência de Sociedades Científicas Nacionais de Especialidades.

DR. PAULO FERREIRA LIMA Só quem ama o que faz pode se dedicar com tanta intensidade ao seu trabalho. Este é o exemplo que o alergista e professor Paulo Ferreira Lima vem dando quando participa dos Congressos de sua área em todo mundo e dá importante contribuição aos que ainda estão começando na Universidade Federal de Santa Catarina. O médico foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia (SBAI), Vice-Presidente (1986/1988) e Presidente da Sociedade de 1988 a 1990, quando criou a SBAI de Santa Catarina, da qual foi Presidente em duas gestões. “Fui o primeiro profissional no Brasil a receber o título de alergista clínico. Isto foi em abril de 1973”, conta com entusiasmo. Seu principal trabalho como dirigente da SBAI foi a realização do XXI Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia e do IV Congresso de Alergia e Imunologia do Cone Sul, em Florianópolis. Participaram dos eventos, além dos médicos brasileiros, profissionais da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Os maiores especialistas de países como Estados Unidos, Itália e Japão também estavam presentes. “Mais de 600 pessoas participaram. Foi muita coragem montar um evento desta natureza em uma cidade que não tinha uma estrutura adequada para tanto. Foi necessário muita mobilização e trazer equipamentos de São Paulo”, conta. Além disso, o alergista montou um grupo do qual fazia parte com mais cinco professores de São Paulo e Rio de Janeiro para dar cursos em várias cidades do Brasil, tanto do interior como de diversas capitais. Dr. Ferreira Lima também criou, pela primeira vez no país, a disciplina de Alergia Clínica no curso de medicina da UFSC, da qual foi responsável de 1976 a 1998, quando se aposentou. Neste período criou ainda o Núcleo de Alergia, Asma e Imunologia (NAAI) do Hospital Univer-

sitário, responsável pelo atendimento, testes cutâneos e aplicações de vacinas, principalmente no diagnóstico e tratamento de asma e rinite. Mas a dedicação do professor não pára por aí. Ele vem participando de todos os congressos de alergia da América Latina e Europa. Em julho deste ano, no Congresso Europeu de Alergia e Imunologia, em Lisboa, foi eleito por aclamação VicePresidente da Sociedade Luso-Brasileira de Alergia para o período de 2000 a 2003, quando vai assumir a presidência trazendo o Congresso da Sociedade para Florianópolis. O alergista é também Presidente da Sociedade dos ex-alunos do professor Brum Negreiros e foi indicado para membro da The International Association Asthmology (Interasma). Atualmente, o médico trabalha na Clínica Ferreira Lima, especializada no diagnóstico e tratamento das doenças alérgicas na criança e no adulto. “O mais importante hoje na minha vida é poder participar dos Congressos e estar junto, ao par do que há de mais recente no estudo da alergia e asma. A alergia clínica se baseia em princípios da imunologia, que é a disciplina que mais cresce no mundo. Hoje, a grande revolução na especialidade está na melhoria da qualidade dos medicamentos (quase sem efeitos colaterais), nas vacinas (que trazem resultados muito bons) e nos diagnósticos mais precisos”.


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O que estou lendo

O cirurgião pediátrico Armando Vieira Lorga, de Joinville vem se divertindo com a forO MÉDICO JOINVILENSE TEM O HÁBITO DA LEITURA ma que o DESDE A ADOLESCÊNCIA e s c r i t o r João Ubaldo Ribeiro descreve momentos de sua infância e adolescência no livro Arte e Ciência de Roubar Galinha. “É muito interessante a sua maneira engraçada de ver as coisas”, comenta o médico. Dr. Lorga, que costuma ler um livro no consultório quando não está atendendo, e outro em casa, está relendo também A Arte da Guerra, de Sun Tzu. “Eu leio e releio este livro que mostra como devemos nos comportar na vida, com os amigos, as táticas, posturas diante das coisas. Ele faz uma relação da vida com a guerra. É muito interessante”. O cirurgião não tem um estilo de leitura preferido. Seguindo o exemplo de seu avó e seu pai, gosta de ler desde a adolescência. São clássicos, mistério, policial, poesias. “A obra de Fernando Pessoa me marcou bastante”. Com cerca de uma centena de livros em sua biblioteca, o médico procura escolher os títulos que lê nas livrarias, por indicação de amigos ou das revistas. Os livros de Amyr Klink, como Mar Sem Fim, fazem parte de sua biblioteca. “Recentemente, li um policial muito legal e gostoso, que indico para quem gosta do estilo: O Diamante de Jerusalém, de Noah Gordon”.

ALÉM DO CONSULTÓRIO ... Esta página está reservada para divulgar as habilidades, hobbies, atividades pessoais, viagens, leituras, opções esportivas e artísticas dos médicos catarinenses, além do consultório.

Para onde viajei Também chamou Viajar é um pria atenção do médico vilégio. Viajar de a presença de casas carro, para quem tem construídas com madisposição e um deira de reflorestapouco de coragem é mento, como o pinus um privilégio ainda e o eucalipto. Já das maior. Foi com esta cidades do interior do convicção que o onpaís que ele visitou, cologista Rodrigo o oncologista destaca Lebarbenchon deciPucón, localizada à diu encarar uma viabeira de um extenso gem de carro até o lago de água doce e Chile, acompanhado na base do vulcão Vipela mulher Denise, DR. RODRIGO E A ESPOSA DENISE FIZERAM UMA VIAGEM DE 30 DIAS llarica, imponente passando pelo pam- DE CARRO, TENDO O CHILE COMO DESTINO com seu ápice permapa gaúcho, atravessando a Argentina por Cór- ro, além de oferecer um cenário natu- nentemente coberto pelo gelo, mesdoba e Mendoza, cruzando a ral que eu classificaria como fantásti- mo no verão. “A delícia da viagem é, sem dúviCordilheira dos Andes por co, principalmente seguindo da cauma estrada que leva até pital em direção ao sul (pela estrada da, saber curtir o visual durante a perSantiago. transamericana), onde tem um exten- manência no carro, o passeio sem um “Dentro da América La- so litoral, destaque para Viña del Mar, roteiro rígido, o descompromisso com tina, o Chile é considerado Valparaíso e Puerto Mont, e o interi- o tempo e reservas de vôos, e hotéis um dos países mais seguros or espremido pelas cordilheiras, numa (só ficamos em pousadas) ou locais mopara quem quer viajar. Tem paisagem de muita fertilidade e de- vimentados, pois viajamos em janeiboas estradas, o povo é cor- zenas de lagos dos mais variados ta- ro, época fora do período de temporada no Chile”. dial, respeitoso e hospitalei- manhos”.

Meu esporte preferido

“Não há nada que um belo dia de surf não cure”. Este é o pensamento do acupunturista e médico do esporte Joel Steimann. Ele pega onda desde os 12 anos e conseguiu conciliar seu trabalho na medicina e as ondas que costuma pegar pelo menos três vezes por semana na Joaquina. O profissional faz parte de uma associação internacional de médicos surfistas que se reúne anualmente em uma ilha exótica de Fiji , no Pacífico Sul. Esta associação tem o objetivo de desenvolver a ciência de esporte, relacionado ao surf, e

realizar programas de saúde comu- mann também é editor da coluna médica da Revista Fluir, especializada em nitária. “O surf é um excelente esporte para surf, e responsável pela publicação o coração, músculos e, principalmente, de um estudo em epidemiologia das para a mente. Faz bem para o espírito e lesões no surf no Brasil, publicado fornece um bom equilíbrio para o exer- pela Revista Brasileira de Medicina cício da medicina, pois para sua prática do Esporte. é necessário entrar em harmonia com a natureza”. As melhores ondas para o acupunturista, que é também pediatra, estão na Indonésia, Austrália e em Fiji. Mas ele já surfou também no Havaí, Estados Unidos, Peru, Panamá, Chile e Europa. Por todo esse conhecimento e experiência no DR. JOEL STEIMANN PRATICA O ESPORTE DESDE OS 12 esporte, Dr. Joel Stei- ANOS E SURFA PELO MENOS TRÊS VEZES POR SEMANA


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ARTIGO CIENTÍFICO

CÂNCER DE MAMA

DR. C ARLOS GILBERTO CRIPPA - P ROFESSOR DE GINECOLOGIA DA UFSC RESPONSÁVEL PELO SERVIÇO DE MASTOLOGIA DA MATERNIDADE CARMELA DUTRA E DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO O Ministério da Saúde estima para o ano 2000, 284.205 novos casos de câncer, e 113.959 óbitos pela doença. Na análise por sexo , para o masculino são esperados 138.755 casos e 61.522 óbitos. Predominando na seqüência por incidência (em 100000) câncer de pele não melanoma (26.81), próstata (18.14), pulmão (17.69) e estômago ( 16.76). Enquanto que nas mulheres destacam-se em incidência as neoplasias de mama (33.58), de pele ( 24.17), colo uterino (20.48) e estômago ( 7.3). Seguindo a série histórica nacional disponível de taxas de mortalidade por câncer , estima-se para o ano 2000 que o câncer de pulmão será a primeira causa de morte por câncer no sexo masculino, seguido de estômago , próstata e esôfago. No sexo feminino o câncer de mama se manterá como a primeira causa de morte, superando em duas vezes as demais causas da seqüência, pulmão, colo uterino, estômago , cólon e reto. O número de óbitos e casos novos esperados para o ano 2000 na população feminina de câncer de mama são respectivamente, 8.245 e 28.340 correspondendo a taxas brutas de mortalidade e incidência de 9.78/100000 e 33.58/ 100000 respectivamente. Estes dados conferem ao câncer de mama a mais alta incidência e mortalidade entre os tumores malignos. Em Santa Catarina a situação

delineia-se da mesma forma, sendo esperados 640 novos casos da doença e 250 óbitos. Esta tendência de incidência vem se repetindo ao longo dos últimos anos e é coincidente com os países desenvolvidos, porém, a grande diferença está na taxa de mortalidade. Os países desenvolvidos oferecem acesso ao diagnóstico precoce à população e é neste momento que a doença encontra sua maior taxa de curabilidade e onde a taxa de mortalidade desce a níveis aceitáveis. Frente a estes dados é inquestionável a necessidade de se rever conhecimentos, programas e investimento na área do diagnóstico do Câncer da Mama. A manifestação clássica da doença é o surgimento de um nódulo, em geral indolor, que pode retrair o mamilo ou a pele da mama. Até se tornar pálpavel, em geral ao atingir 2 cm, podem se passar alguns anos, e antes disso ser descoberto por métodos diagnósticos de imagem, como ultra-sonografia e principalmente pela mamografia. Exames de sangue , marcadores tumorais, estudos genéticos ou quaisquer outros métodos de diagnóstico encontram-se em pesquisa e não têm ainda aplicação clínica no diagnóstico precoce do câncer de mama. Fonte obtida em ESTIMATIVA DA INCIDÊNCIA E MORTALIDADEPORCÂNCERNOBRASIL 2000 – Instituto Nacional do Câncer

ORIENTAÇÕES BÁSICAS A Organização Mundial da Saúde determina que todas as mulheres assintomáticas e independente do estado civil, do número de filhos ou de terem ou não casos de câncer na família, devam seguir a orientação abaixo: Fazer auto-exame mensal a partir dos 25 anos de idade. Fazer exame médico anual. Fazer uma mamografia de base entre 35 e 40 anos. Fazer mamografia a cada dois anos a partir dos 40 anos e anual a partir dos 50 anos. Um câncer de mama, se porventura for descoberto desta forma , será uma doença com grande potencial para a cura e só assim poderemos diminuir a morte por esta doença em nosso meio.


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REALIZADO CURSO DE ULTRA-SOM EM MASTOLOGIA Cumprindo calendário científico da Escola Brasileira de Mastologia, a Sociedade Catarinense de Mastologia, sob a Presidência do Dr. Geraldo Cassol, de Joinville, teve a honra de sediar na capital de Santa Catarina o Curso Tutorial de Ultra-sonografia em Mastologia, realizado nos dias 30 de setembro e 01 de outubro, com o conteúdo teórico ministrado no auditório da Unimed de Florianópolis e a

parte prática realizada nas instalações da Clínica Sonitec. O evento foi coordenado pelo Presidente da ACM, Dr. Carlos Gilberto Crippa, e pela Dra. Marcela Schaefer, recebendo 25 médicos de Santa Catarina e diversos outros estados brasileiros. Entre os destaque do curso estavam os professores Selma Bauab, de São Paulo, e Domingos Correia da Rocha, de Alagoas.

Convênio com Consultor Hospitalar

SIMPÓSIO BRASILEIRO DE VACINAS Florianópolis vai ser sede do 3º Simpósio Brasileiro de Vacinas, programado para os dias 05 a 07 de abril de 2001, no CentroSul Eventos. A promoção é da Sociedade Catarinense de Pediatria, com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Catarinense de Infectologia. Estarão presen-

DRS. DOMINGOS DA ROCHA, SELMA BAUAB, MARCELA SCHAEFER, CARLOS GILBERTO CRIPPA E GERALDO CASSOL, À FRENTE DO EVENTO

tes ao evento especialistas do Brasil e exterior, para atender a programação científica que está sendo elaborada. O evento, que deve estar aberto para inscrições em outubro, será presidido pela pediatra Sônia Maria de Faria. Maiores informações podem ser obtidas com a secretária do Simpósio, Ângela, pelo telefone 251-9099.

A ACM comunica a seus associados que firmou um convênio com o administrador José Luiz Oliveira de Los Santos, que atua na área de consultoria hospitalar. O convênio favorece aos médicos catarinenses que necessitam de auxílio na hora de implantação, reestruturação física e ou administrativa de clínicas médicas, casas de saúde, policlínicas, consultórios e hospitais privados, conforme as ÁREAS DE ATUAÇÃO : administração hospitalar geral; controle de infecção hospitalar; custos hospitalares; enfermagem; farmácia;

financeira; manutenção hospitalar; nutrição e dietética; recursos humanos. O Consultor lavrará o projeto solicitado, encaminhando-o para análise e aprovação do associado, seja pessoa física ou jurídica. Em caso de concordância com o projeto, será marcada data para assinatura. Os estudos preliminares não terão custos ao solicitante, exceto quando houver deslocamento ao interior do Estado, quando os gastos inerentes a este deverão ser indenizados ao Consultor.

COLABORADORES DA ACM Para conhecer mais de perto a ACM, publicamos nesta coluna entrevistas com os colaboradores da entidade, descrevendo suas funções e expectativas. DjalmadaSilvacomeçouatrabalhar na da ACM em abril de 1976 como auxiliar de tesouraria. Hoje, como assistente administrativo, responde pelo setor financeiro da Associação. Sua principal função é fazer ospagamentoserecebimentos,atender aos associados e as Regionais Médicas.Ocolaboradortambém trabalha em diversos Congressos, Jornadas e Simpósios promovidos pela ACM, além de ser um importante coordenador nas atividades esporti-

vas realizadas pela entidade. Sua principal meta de trabalho atual, estabelecidapeloplanejamentoestratégicodaAssociação,éaumentar oquadroassociativo,buscandoresgatarossóciosinadimplentes.“Nestatarefatenhototalautonomiapara negociar,dentrodasformasprevistas no Estatuto”. Aos 45 anos, Djalma é técnico em contabilidade pela ACESC e bacharel em Ciências Sociais pela UFSC. “As boas condições de

trabalho, aliadas ao meu bom relacionamento com os colegas e diretores da ACM, que se sucedem durante as gestões, são os principais motivos que me fazem trabalhar há tanto tempo na entidade. Estes são fatores preponderantes para a realização das tarefas com maior desprendimento, dedicação e prazer, tornando o trabalho a arte do bem servir”.

DJALMA TEM COMO META DE TRABALHO ATUAL A BUSCA PELA AMPLIAÇÃO DO QUADRO ASSOCIATIVO DA ACM


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PROGRAMAÇÃO DO SIMPÓSIO SOBRE LER/DORT

DIA 8/12/2000 – Sexta-feira 19h30 Abertura Solene 20h–21h Palestra: Aspectos Epidemiológicos e Clínicos da LER/DORT Palestrante: Dr. Milton Helfenstein (SP) Presidente: Dr. Antônio Carlos Althoff (SC) 21h–21h40 Debates DIA9/12/2000–Sábado 8h–9h40 Mesa Redonda: Avaliação Clínica das LER/DORT Presidente: Dra. Maria Aparecida Scottini (SC) Moderador: Dr. Milton Helfenstein (SP) A visão do ortopedista - Dr. Marco Aurélio de Oliveira (SC) A visão do reumatologista - Dr. Ivânio Alves Pereira (SC) A visão do médico do trabalho: Dr. Alfredo Jorge Cherem (SC) A visão do perito do INSS: Dr. Jason Luiz Medeiros dos Santos (SC) A visão do psiquiatra: Dr. Pedro Largura (SC) 9h40–10h Debates 10h20–11h Palestra: Análise Ergonômica do Trabalho Palestrante: Dr. Neri dos Santos (SC) Presidente: Dr. Sebastião Ivone Vieira (SC) 11h–11h40 Palestra: O papel da D.R.T. Palestrante: Dra. Dulce Eneida Bonatto Camilo de Souza (SC) Presidente: Dra. Liciane Terezinha Horn (SC) 14h–16h Mesa Redonda: Tratamento das LER/DORT Presidente: Dra. Maria Amazile Ferreira Toscano (SC) Moderador: Dr. Milton Helfenstein (SP) O papel da medicação: Dr. Pedro Weingril (SC) O papel da acupuntura: Dr. Li Shin Mim O papel da hipnose e neurolingüística: Dr. Antônio Carlos Althoff (SC) O papel da psiquiatria: Dr. Pedro Largura (SC) O papel da fisiatria: Dr. Luiz Fernando de Vincenzi (SC) O papel da reabilitação profissional: Dr. Waldemiro José Silveira Filho (SC) 16h–16h20 Debates 16h40–17h20 Palestra: Perspectivas em saúde ocupacional para o próximo milênio Palestrante: Dr. Casimiro Pereira Júnior (SC) Presidente: Dra. Adriana Fontes Zimmermann (SC) 17h20–17h40 Encerramento

Inscrições no local :Sócios ACM – R$ 10,00 /Não sócios ACM – R$ 20,00 / Estudantes – grátis ACM Eventos – fone: 48 – 231.0300 fax: 231.0329 – e.mail: eventos@acm.org.br

AGENDA DA DIRETORIA SETEMBRO Dia 04 – Abertura da 34º Jornada Catarinense de Debates Científicos e Estudos Médicos Dia 05 – Abertura do 34º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial Dia 11 – Reunião com a Diretoria da ACM e Sociedades/Departamentos de Especialidades Dia 13 – Inauguração do escritório da AMB em Brasília Dia 18 – Reunião de Diretoria Geral da ACM – Reunião do Departamento Científico da ACM e Sociedades de Especialidades Dia 22 – Reunião Científica em Chapecó Dia 23 – Reunião Científica em Chapecó

OUTUBRO Dia 02 – Reunião com Diretoria Científica da ACM Dia 04 – Reunião com Consultoria de Planejamento Estratégico da ACM


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CRÔNICA MÉDICA

Stefan Zweig, em “Momento Supremo”, relata instantes da vida de personalidades ou nações que foram decisivos e traçaram muitos destinos, desviando rotas ou criando fatos de larga repercussão. A descoberta trágica do Pólo Sul pelas expedições de Amundsen e do capitão Scott; a batalha de Waterloo em que o atraso do exército do marechal Grouchy ocasionou a derrota final de Napoleão Bonaparte, com uma reviravolta na evolução política de muitos países; a criação do hino “A Marselhesa”, por um quase anônimo capitão Rouget, música que encanta o mundo até hoje. Vários acontecimentos foram culminantes na trajetória humana. Essas transformações dos acontecimentos lembram as mudanças na vida humana, especialmente na adolescência e na juventude, em que algumas vidas que ameaçam perder-se nos desajustes familiares ou sociais podem tomar um rumo diferente por influência de amigos ou pela orientação de um médico. Certa vez, uma mãe aflita me pediu atenção para seu filho de 12 anos que ia mal na escola, não prestava atenção, não se concentrava, vivia divagando e seu boletim era um rosário de péssimas notas, havendo ameaça de ser eliminado dos estudos após alguns

D ESTINOS

anos de reprovação. Nesses casos, afora os problemas psicológicos de educação e convivência, pode haver uma ajuda por medicamentos de ação cerebral e mental. Antigamente, eram usados o “neurofosfatos” e os produtos com ácido gama-amino-butírico, que não tinham efeito muito poderoso ou decisivo, mas depois surgiu o piracetam, com diversos nomes comerciais que, usado por longo tempo, melhora muito a capacidade cognitiva, a concentração e a memória, mudando radicalmente e situação escolar e seu aproveitamento. O menino de 12 anos foi pouco a pouco melhorando, progredindo nos estudos e negando a previsão de futuro trabalhador braçal, tornandose um executivo de sucesso. Centenas de casos como esse acompanhei ao longo dos anos, como se uma centelha divina iluminasse de súbito as almas e os corações. O professor Silva Melo, no livro “Ilusões da Psicanálise”, mostrava já em 1967 as dificuldades da psicoterapia, tratamento de grande valor nos desajustes da juventude, mas seu custo elevado e longa duração tornam sua prática difícil. O carinho da família e um medicamento não tóxico à base de piracetam elevam um destino do zero ao infinito. José, filho de um fazendeiro, era

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um adolescente quase abúlico, indeciso, não sabendo tomar qualquer decisão, perdido na família, com previsão de completo fracasso para o futuro. Com atenção dos familiares e alguns anos de piracetam, foi sofrendo transformações progressivas, adquirindo uma personalidade mais forte e tornando-se um dos braços do pai na direção da fazenda, construindo seu próprio destino bem sucedido. Sílvia, filha de mãe solteira, inquieta e desorientada aos 18 anos, chegou ao consultório lá pelos idos da década de 50 ou 60 porque se sentia perdida diante do mundo e da vida. Depois de consultas com longas conversas e o auxílio de medicamentos, pouco a pouco ela foi melhorando, readquirindo mais firmeza e otimismo. Casou-se em outra cidade e teve uma vida bem sucedida. Por mais de 30 anos não tive mais notícias dela, até que um dia um relâmpago iluminou-lhe de súbito o passado e ela me escreveu contando o sucesso de sua vida. Em todos os lugares, em todas as partes do mundo, os médicos têm a possibilidade de moldar a vida que parece perdida e dar-lhe um bom destino. DR. FRANCISCO KARAM CRÔNICA DO SEU LIVRO “MEMÓRIAS DE UM MÉDICO DO INTERIOR”,

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G R Á F I C A


Edição 212- Set 2000