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www.acm.org.br | No 287 |Jan/Mar de 2014

Envelopamento fechado. Pode ser aberto pela ECT

ENVELOPAMENTO FECHADO. PODE SER ABERTO PELO ECT

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Associação Catarinense de Medicina Rod SC 401 Km 04,3854 - Saco Grande Florianopolis SC- CEP 88032-005

MÉDICOS RESPONDEM AO CHAMADO DE SUAS ENTIDADES Mobilização e atitude são as palavras de ordem dos médicos catarinenses, que neste início do ano de 2014 escutaram o chamado das suas representações e se uniram para lutar por melhorias na remuneração.

Sociedades de Especialidades apoiam a CATEME

Ação nacional abre a “Caixa Preta” da saúde brasileira

“BRASIL, DÊ-NOS CONDIÇÕES E VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA! “


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Editorial Mais atitude

Expediente Informativo da Associação Catarinense de Medicina - ACM

O Brasil tem muitas realidades e contrastes de toda ordem. Ainda que as ofensas à democracia tenham crescido em todo o país, Santa Catarina segue sendo um dos redutos mais fortes de resistência à política cerceadora e reducionista que vemos no atual governo federal. Não que não tenhamos em solo catarinense o placebo do Mais Médicos ou, ainda, uns poucos colegas que o defendem fazendo eco com a gritaria, mas somos orgulhosamente um foco de resistência aos atuais desmandos do Ministério da Saúde.

Diretoria

O momento é ruim para os médicos porque é ruim para a democracia. Não fosse o mau uso que fizeram do nosso nome e do nosso oficio, talvez estivéssemos ainda um pouco adormecidos e lentos nas respostas às instigas e ao oportunismo com nosso trabalho.

Diretora de Previdência e Assistência: Dra. Rejane Gomes

Porém, não se enganem: os médicos estão mais mobilizados, isso é inegável! Em visita aos principais hospitais da Grande Florianópolis pude ver isso nas salas cheias, com a mesma clareza das salas vazias de outrora. Assembleia cheia, com mais de 250 médicos de todas as áreas de atuação e especialidades atendendo ao chamado das Entidades Médicas para debater o salário emagrecido. Povo desperto pela provocação federal, agora mais atento e responsivo às estratégias de negociação coordenadas pelo COSEMESC. Somos uma profissão de muitas profissões, mas agora nos reunimos cheios da mesma vontade política, do mesmo anseio de reversão das ofensas e de resgate da dignidade.

Diretor do Dept. de Convênios: Dr. Gianfranco Luigi Colombeli

Como os pleitos se sucedem, a mobilização se aprende. Mas faltava um ingrediente que não conhecíamos e que o desatino de nossa presidente da república nos deu de presente. Provocar mais fundo a dignidade de pessoas tão afeitas ao respeito ao próximo provocou um efeito rebote, inesperado. Em vez de mais medo, tivemos mais atitude; no lugar de mais vergonha, despertamos mais civismo; pra contrariar a vontade opressora, saímos da zona do conforto.

Delegados junto à AMB

Acredito, agora como nunca, que nossa base reage e que teremos fôlego para negociar, construir, representar e resgatar o reconhecimento pleno pelo trabalho insubstituível do médico, essa figura ambivalente que luta como soldado da primeira fileira no combate à doença, ao mesmo tempo em que coordena e lidera o verdadeiro exército dos demais profissionais da saúde. O respeito, por parte do nosso doente, nunca perdemos. O reconhecimento, por parte da sociedade, por vezes atende a mídias encomendadas, mas no final sempre volta para os que trabalham com amor à profissão e batalham unidos por dignidade e respeito à democracia.

Dr. Almir Adir Gentil

Aguinel José Bastian Júnior Presidente da ACM

Presidente: Dr. Aguinel José Bastian Júnior Vice- presidente: Dr. Rafael Klee de Vasconcellos Secretário Geral: Dr. Sérgio Marcos Meira Diretor Fincanceiro: Dr. Fernando Graça Aranha Diretor Administrativo: Dr. Esdras Camargos Diretor Científico: Dr. Amberson Vieira de Assis Diretor de Publ. Científicas: Dr. Ademar José de Oliveira Paes Junior Diretor de Patrimônio: Dr. André Mendes Arent Diretor de Defesa Profissional: Dr. Eduardo Nobuyuki Usuy Junior Diretor das Regionais: Dr. Roberto Amorim Moreira Diretora Sócio-Cultural: Dra. Concetta Esposito Diretor de Esportes: Dr. Marcos Lázaro Loureiro Diretora de Comunicação: Dra. Eliete Magda Colombeli

Vice Distritais Sul: Dr. Renato Lopes Matos Planalto: Dr. Cristian Luis Schenkel de Aquino Norte: Dr. Luiz Fernando da Silveira Lobo Cicogna Vale do Itajaí: Dr. Carlos Roberto Seara Filho Centro-Oeste: Dr. Ramiro Solla Camina Extremo- Oeste: Dr. Jorge Alberto Hazim

Dr. Genior Simoni Dr. Murilo Ronald Capella Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Remaclo Fischer Junior Dr. Carlos Gilberto Crippa Dr. Théo Fernando Bub Dr. João Nilson Zunino Dr. Luiz Carlos Espíndola

Edição Texto Final - Assessoria de Comunicação Jornalistas Lena Obst (Reg. 6048 MT/RS) Denise Christians (Reg. 5698 MT/RS) Impressão: Gráfica Darwin

“Em vez de mais medo, tivemos mais atitude; no lugar de mais vergonha, despertamos mais civismo; pra contrariar a vontade opressora, saímos da zona do conforto”

Tiragem: 4.000 exemplares

Rodovia SC 401, Km 4, Bairro Saco Grande- Florianópolis/SC Fone/Fax: (48) 3231- 0300


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Remuneração Aberta negociação entre médicos e Governo do Estado Reunida em assembleia geral, categoria concedeu prazo até dia 2 de abril para receber proposta de reajuste A mobilização dos médicos servidores públicos estaduais obteve sua primeira importante resposta na noite de 12 de março: o Governo do Estado abriu as negociações com os profissionais. Faltando apenas 15 minutos do início da Assembleia Geral que reuniu cerca de 250 médicos na sede da ACM (Associação Catarinense de Medicina), os dirigentes do COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina) receberam carta de intenções assinada pelos secretários de Estado da Fazenda, Antônio Gavazzoni, da Administração, Derly Anunciação, e da Saúde, Tânia Eberhardt. Diante da abertura do diálogo, a categoria decidiu manter-se em estado de assembleia e conceder prazo até o dia 2 de abril para que os governantes apresentem uma proposta adequada ao necessário reajuste da remuneração paga aos 1.600 profissionais que atuam na rede estadual. A reposta do Estado chegou dois meses após documento encaminhado pela categoria ao governador Raimundo Colombo,

Cerca de 250 médicos servidores públicos estaduais estiveram presentes na Assembleia

Médicos deram um voto de confiança ao COSEMESC na negociação com o Estado

apresentando a reivindicação de melhoria da remuneração dos médicos, que estão sem reajuste desde junho de 2012, numa gestão que se comprometeu em fazer da saúde a sua prioridade. Com a carta de intenções, os profissionais adiaram a proposta de suspensão ao atendimento e iniciaram o diálogo para a conquista do piso salarial da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). “A assembleia demonstrou a grande mobilização da categoria e a determinação em tomar atitudes para ter valorizada a sua remuneração. Os médicos deram um voto de confiança ao COSEMESC para a negociação com o governador e vamos lutar por um acordo digno para aqueles que estão à frente do atendimento da população e da assistência à saúde dos catarinenses”, avaliou o presidente da ACM, Aguinel José Bastian Junior, que coordenou os debates ao lado dos presidentes do Sindicato dos Médicos (SIMESC), Cyro Soncini, e do Conselho Regional de Medicina (CREMESC) Tanaro Pereira Bez. A assembleia aconteceu após uma série de reuniões junto aos corpos clínicos dos principais hospitais estaduais, que discutiram a situação dos médicos servidores.

O presidente da ACM, Aguinel Bastian Junior esteve na mesa coordenadora do debate


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Remuneração Reuniões com Corpos Clínicos dos hospitais demonstram mobilização Debates com COSEMESC tiveram ampla participação Médicos dos corpos clínicos dos hospitais estaduais receberam as lideranças do COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina) em reuniões pré-agendadas nos meses de fevereiro e março, para avaliar a remuneração dos profissionais que atuam nos hospitais da rede pública, que se mantém no mesmo valor desde junho de 2012. Durante os encontros, os profissionais revelaram as dificuldades enfrentadas nas unidades hospitalares, por falta de condições de trabalho e da baixa remuneração. Mobilização foi a palavra de ordem em todas as reuniões, que se caracterizaram também pela efetiva demonstração de apoio às representações da classe na luta por vencimentos dignos. Durante os debates foram coletadas propostas da categoria para a assembleia geral do dia 12 de março, quando os médicos receberam carta de intenção do go-

Maternidade Carmela Dutra

verno abrindo as negociações. “Precisamos transformar nossa indignação em ação, reivindicando a justa revisão dos valores que recebemos pelo nosso trabalho”, afirmou o presidente da ACM, Aguinel José Bastian Junior durante as discussões junto aos corpos clínicos, aproveitando os encontros também para destacar a necessária união dos colegas nas eleições de 2014, quando serão definidos os novos governantes do país. “As entidades representativas da classe estão abertas ao diálogo com o governo do Estado, na certeza de que os médicos também serão contemplados por melhorias na remuneração, como já foi feito a profissionais de outras categorias em Santa Catarina”. Além do presidente da ACM, os encontros foram encaminhados pelos presidentes do SIMESC, Cyro Soncini – também coordenador do COSEMESC, e do CREMESC, Tanaro Pereira Bez, que enviaram diretores ou representantes quando não puderam

comparecer. Chefes dos corpos clínicos e diretores clínicos de algumas unidades também compareceram aos debates. A força do movimento esteve sempre evidenciada, num grande chamamento para a união dos médicos catarinenses.

Reuniões Realizadas Dia 17/02 Maternidade Carmela Dutra Dia 19/02 Hospital Nereu Ramos Dia 25/02 Hospital Regional de São José Dia 26/02 Hospital Celso Ramos Dia 06/03 Hospital Florianópolis, Instituto de Cardiologia, Instituto de Psiquiatria, Cepon, Hemosc e Reabilitação - na sede da ACM Dia 07/03 Hospital Infantil

Hospital Nereu Ramos


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Remuneração

Hospital Regional de São José

Associação Catarinense de Medicina

Fotos de Rubens Flores e Camila Spolti

Hospital Celso Ramos

Hospital Infantil Joana de Gusmão


Photo By GEREMIA

www.grupostyllus.com.br


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Planos de Saúde 7 de Abril: Dia Nacional de Advertência e Protesto No dia 7 de abril (Dia Mundial da Saúde), entidades médicas de todo o país organizam o Dia Nacional de Advertência e Protesto aos Planos de Saúde. A data será marcada por atos públicos contra os problemas que afetam o setor suplementar de saúde e deverá ainda convergir com o início das mobilizações da categoria no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), também previsto para abril.

Além de reivindicarem a recomposição de honorários, as entidades médicas defendem o fim da intervenção antiética das operadoras na autonomia profissional e a readequação da rede credenciada, para que seja garantido o acesso pleno e digno dos pacientes à assistência contratada. Será o quarto ano consecutivo em que os médicos se mobilizam em prol de melhorias no setor. A delibe-

ração foi promovida durante encontro da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), realizada em 14 de fevereiro, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM). Em ato simbólico, as operadoras de planos de saúde e a  Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reguladora do setor,  receberam cartão amarelo por ainda não atenderem plenamente o pleito dos médicos.

Santa Catarina realiza pesquisa entre os médicos Para conhecer melhor o perfil e como anda o relacionamento dos médicos que atendem planos de saúde em Santa Catarina, o COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas) realizou uma pesquisa junto aos profissionais do setor. As perguntas foram respondidas pela internet, no questionário disponibilizado nas páginas da Associação Catarinense de Medicina, do Conselho Regional de Medicina e do Sindicato dos Médicos. A partir das respostas, será possível ter maiores informações sobre o mercado de trabalho dos médicos na saúde suplementar (operadoras e cooperativas), suas necessidades e desafios. Dessa forma, será possível ampliar as ações na defesa dos profissionais da medicina em todo estado. As entidades agradecem os colegas que participaram da pesquisa, na certeza de que contam com o apoio da categoria nas lutas por melhores condições de trabalho e remuneração.

Comissão Nacional de Saúde Suplementar define ações para 2014 A Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), da Associação Médica Brasileira (AMB) já definiu as estratégias de ação para o ano de 2014: REIVINDICAÇÕES a) reajuste das consultas e procedimentos tendo como referência a CBHPM em vigor; b) nova contratualização e hierarquização dos procedimentos médicos baseadas nas propostas das entidades médicas nacionais já apresentadas à ANS; c) fim da intervenção antiética dos planos de saúde na autonomia da relação médico-paciente; d) readequação da rede credenciada de forma a garantir acesso pleno e digno aos pacientes. e) desenvolvimento de ações para aprovação dos Projetos de Lei 39/2007 (Senado) e 6.964/2010 (Câmara).

RECOMENDAÇÕES ÀS ENTIDADES MÉDICAS a) desenvolver ações para aprovação dos Projetos de Lei 39/2007 (Senado) e 6.964/2010 (Câmara), que dispõem sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, com a redação para tornar obrigatória a existência de contratos escritos entre as operadoras e seus prestadores de serviços; b) possibilitar que o CFM discuta eventual normativa sobre os aspectos antiéticos do pagamento por performance; c) recomendar aos médicos que recusem contratos que estabeleçam a Câmara Arbitral; d) recomendar aos médicos que subme-

tam às entidades médicas quaisquer contratos oriundos da Consulta Pública 54 da ANS; e) buscar contatos com diversos movimentos sociais para esclarecê-los sobre as dificuldades de acesso à saúde suplementar em função das políticas do Governo Federal e da ANS.

ESTRATÉGIAS a) negociações imediatas com os planos de saúde; b) assembleia para avaliação das negociações na segunda quinzena de julho; c) ações que repercutam a pauta dos médicos durante o período da Copa.


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Caixa Preta Site criado pela AMB recebe denúncias sobre falhas no atendimento na saúde A Associação Médica Brasileira (AMB) e as sociedades de especialidades lançaram no dia 12 de março uma plataforma na internet para receber denúncias sobre falhas de atendimento em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) ou em instituições particulares. No projeto, batizado de Caixa Preta da Saúde, a população pode enviar informações sobre problemas detectados na assistência à saúde. O site (www.caixapretadasaude.org.br) tem a finalidade de compilar denúncias do caos em que se encontra a saúde no Brasil, exigindo as devidas soluções aos gestores do setor. Há 25 anos (1988), o Brasil possui o SUS, no qual, pela constituição, todos os brasileiros devem ter assistência gratuita e universal. Mas isso não acontece. Os pacientes ficam anos na fila de espera para cirurgias e exames. Não há infraestrutura e faltam desde medicamentos até materiais básicos para atender a população. Os brasileiros pagam muitos e altos impostos, mas não possuem os serviços mais básicos dos quais necessitam. A verdade é que hospitais e postos de saúde estão precários. O SUS desativou

-PRETA DA SAÚDE  é um meio pelo qual todas as pessoas, de qualquer lugar e a qualquer hora, podem enviar fotos e vídeos, apresentando os locais procurados e as dificuldades enfrentadas na busca por serviços de saúde, públicos ou não. O site, as redes sociais (Facebook e Twitter) serão os canais de interação com o público. Por meio destas ferramentas colaborativas, a AMB espera que todos os brasileiros, trabalhadores da área ou não, pacientes ou não, se unam em prol de melhores condições da saúde em geral. quase 42 mil leitos nos últimos sete anos, as superlotações em emergências e pronto-socorros comprovam este fato. O Ministério da Saúde deixou de utilizar R$ 17 bilhões em 2012, mas o governo, para justificar o caos em que se encontra o setor, afirma que não tem recursos para investir em melhorias. Por esses e muitos outros motivos, a  AMB decidiu realizar uma ação colaborativa para mapear os problemas da saúde pública do Brasil e estimular a população a denunciar as condições encontradas nos hospitais, postos de atendimento e demais unidades de saúde. O projeto CAIXA-

O site é de fácil utilização. Basta clicar no mapa e enviar a denúncia. A equipe do projeto caixa-preta da saúde fará a análise do material e, após esta análise, a denúncia entrará na web. A AMB e parceiros não pretendem resolver todos problemas do setor somente com o Caixa-preta da Saúde, mas sim mostrá-los como realmente são, dando voz aos que mais precisam – os usuários do sistema público de saúde. Quando todos se unem as mudanças acontecem mais rapidamente. Colaborar e denunciar o caos ajudará a abrir a Caixa-preta da saúde brasileira.

Luta por atendimento universal e eficiente A situação da saúde pública é bastante crítica. Segundo pesquisa realizada em 2013 pela Confederação Nacional da Indústria, 77% da população considera a saúde pública ruim ou péssima. O SUS é um dos únicos no mundo a dar cobertura universal à população – 68% dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS –, mas não consegue cumprir seus objetivos, seja por má-gestão dos recursos financeiros e humanos ou pela falta de maiores investimentos em infraestrutura e medicamentos. O site Caixa Preta da Saúde foi desenvolvido para apresentar a realidade do setor onde falta tudo, até mesmo os mate-

riais mais básicos, pela ótica de quem mais sofre com a precariedade dos serviços: o usuário da rede pública.

sem exceção, denunciem a situação encontrada em hospitais, postos e unidades de saúde em todos os pontos do país.

A AMB entende que priorizar investimentos na saúde não deve ser política de um governo, e sim do Estado, cuja missão essencial e dever absoluto é zelar pela vida de todos. Assim, com o apoio da sociedade civil organizada, a Associação Médica Brasileira e seus parceiros decidiram se unir à população brasileira para que o sistema de saúde não seja relegado a segundo plano e nem alvo de políticas eleitoreiras.

Este é um site de ação colaborativa cujo propósito é contribuir para mudar a situação da saúde no Brasil. Para que seja o que realmente tem potencial para ser, se administrada com competência e honestidade.

Este espaço foi criado para que todos,

A AMB quer um Sistema Único de Saúde que faça atendimento UNIVERSAL E EFICIENTE para todos, como prevê a constituição federal. Todos possuem os mesmos direitos e mesmo padrão de qualidade, seja nas pequenas ou nas grandes cidades.


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CATEME União da ACM com Sociedades de Especialidades Presidentes das Sociedades e Departamentos de Especialidades Médicas reuniram-se na noite de 19 de fevereiro para conhecer uma nova proposta de funcionamento da CATEME – Câmara Técnica de Medicamentos da Associação Catarinense de Medicina. O encontro ocorreu na sede da ACM, em Florianópolis, sob a coordenação do presidente da entidade, Aguinel José Bastian Junior, que fez um histórico da Câmara e seus desafios para a implantação, de maneira a beneficiar a sociedade catarinense e também os médicos que dela participarem, com a devida e justa remuneração. Nesse sentido, está sendo estudada uma nova estrutura de convênio com a Secretaria de Estado da Saúde. As premissas da parceria estão sendo elaboradas, permitindo o financiamento das atividades e a isenção necessária dos médicos que vão ser responsáveis pelos pareceres às consultas e pedidos de medicamentos especiais que chegarem à justiça

do Estado. De antemão, os dirigentes das sociedades já deixaram registrado o apoio à iniciativa da entidade associativa da categoria, que deverá fazer novos contatos com os representantes das especialidades até a implantação definitiva da nova sistemática. “A CATEME não existe sem a participação e o engajamento das Socie-

dades e os Departamentos de Especialidades, que são responsáveis por garantir as respostas adequadas a cada uma das consultas feitas ao judiciário”, ressaltou o presidente da ACM durante a reunião, enfatizando a indispensável união das instituições científicas com a entidade associativa dos médicos catarinenses.

A reunião foi coordenada pelo presidente da ACM, Aguinel José Bastian Junior, que destacou os objetivos da CATEME, de beneficiar a sociedade catarinense com uma saúde de qualidade e também os médicos que dela participarem, com a devida e justa remuneração

Desafios a vencer A CATEME foi criada pela ACM em 2008 com o objetivo de auxiliar na definição de critérios e diretrizes científicas para as inúmeras decisões judiciais que concedem medicamentos a pacientes que ingressam com pedido na Justiça. Naquele ano, a Associação Catarinense de Medicina uniu-se à Procuradoria de Justiça do Estado para assinar a criação da Câmara, buscando reduzir a judicialização da saúde muitas vezes com decisões que concedem medicamentos que sequer têm sua eficácia comprovada e nem ao menos são registrados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), representando prejuízos numa área em que os recursos são escassos e urgentes.

De lá pra cá muitas foram as tentativas de viabilizar o convênio. Entre os desafios está a garantia de uma remuneração adequada dos médicos que atuam junto à CATEME, conforme apregoa o Código de Ética Médica e em reconhecimento ao valor incontestável do trabalho executado em prol da saúde da sociedade. Por essa razão, o tema foi debatido em diversos eventos da saúde e da área médica nos últimos anos, entre eles nos FEMESCs (Fóruns das Entidades Médicas de Santa Catarina), nos Fóruns de Integração Medicina e Justiça e nas aulas da Escola de Cidadania da ACM. O consenso é de que é essencial a instalação efetiva da Câmara Técnica, na medida em que ela atende ao anseio de

todas as faces da questão: do judiciário, que conta com auxílio de especialistas no julgamento das ações; do gestor público, que gerencia seus recursos com maior justiça e adequação; do paciente, que se beneficia de medicamentos que realmente estão abalizados para o uso; do médico, que garante assistência de qualidade aos pacientes, defendendo diretrizes da Medicina Baseada em Evidências. Com o novo mecanismo em funcionamento, a proposta do grupo é, inclusive, evitar que as ações ingressem na Justiça, reduzindo o número de litígios e custos inadequados para a área. Apenas em 2013, a judicialização representou cerca de R$ 120 milhões aos cofres do Estado.


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Destaque Formandos de Medicina recebem Medalha ACM-Roldão Consoni A Associação Catarinense de Medicina apresenta os novos formandos em Medicina que conquistaram a Medalha Roldão Consoni, alcançando o primeiro lugar nos cursos em atividades nas universidades do estado. A Medalha foi criada no ano de 2007 pela ACM e se constitui numa verdadeira homenagem ao Dr. Roldão Consoni, que de maneira heróica abriu os caminhos do saber da Medicina no território catarinense, ao ser o idealizador e fundador do primeiro curso de formação médica no estado. Ao criar a destacada premiação, a entidade também quer integrar os estudantes de Medicina na vida associativa e valorizar o esforço daqueles que se destacam nas atividades acadêmicas.

UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis Angélica Luciana Nau “A Medalha Roldão Consoni representa o reconhecimento por muitos anos de dedicação e esforço no aprendizado da Medicina. Receber a premiação foi fechar com chave de ouro um período muito importante de formação acadêmica, e iniciar a vida profissional com um senso de responsabilidade ainda maior. Quando ouvi o meu nome para receber o prêmio foi um momento de muita surpresa, no qual me senti grata, porque me dediquei muito ao curso, abdiquei de algumas atividades da vida pessoal e sempre tentei fazer o melhor que pude para ser uma boa médica. Também fiquei bastante feliz porque minha família e meus amigos ficaram orgulhosos com a conquista, e foi uma forma de mostrar a eles que a dedicação e a paciência que tiveram comigo no período de estudo foi essencial para um bom resultado. Enquanto existir reconhecimento pelo esforço, haverá estímulo no exercício da profissão, e isso resultará em bons profissionais, engajados e felizes com o que fazem. O prêmio que a ACM oferece tem o papel de estimular. Afinal, ter um bom rendimento acadêmico, com boas notas é importante e deve ser recompensado. Entretanto, ainda mais importante que a questão do mérito estudantil pela nota (às vezes é difícil premiar um único aluno) é o estímulo ao estudo, à dedicação e ao objetivo de ser um bom médico”.

Univali – Universidade do Vale do Itajaí Ellen da Rosa Telles “Receber a Medalha Roldão Consoni representou a certeza de que aproveitei da melhor forma possível os seis anos de graduação. Acredito que para atingir um resultado desses, além do conhecimento transmitido pelos professores e da dedicação individual, é necessário equilíbrio pessoal. Portanto, algumas pessoas fazem parte desse prêmio: agradeço aos meus professores; a minha mãe, que sempre apoiou minhas escolhas, e aos amigos maravilhosos que conquistei ao longo do curso. Ao ser anunciado o meu nome fui tomada por um misto de surpresa e satisfação pessoal. Na minha turma havia muitas pessoas inteligentes e dedicadas, por isso fiquei surpresa. A satisfação foi tão grande quanto a que senti ao receber o diploma. O prêmio é um estímulo ao bom desempenho acadêmico, pois além de tornar público o reconhecimento, a Medalha agrega valor ao currículo profissional. É, portanto, uma bela iniciativa da Associação Catarinense de Medicina”.

Unesc – Universidade Comunitária – Criciúma Priscila Volpato “Foi uma honra receber a Medalha Rodão Consoni, ter todo o estudo e a dedicação reconhecidos! Ouvir meu nome foi uma emoção e uma felicidade inexplicáveis. Minha turma era excelente e repleta de acadêmicos inteligentes, estudiosos e dedicados, portanto, não sabíamos quem seria o homenageado. Naquele momento, quis dividir este premio com meus colegas, pois muitos eram tão merecedores quanto eu, e sempre contribuíram com meu aprendizado e crescimento pessoal e profissional. Turma Medicina 081 UNESC, este premio é nosso! Parabenizo a ACM por tal iniciativa, que valoriza e premia o esforço dos acadêmicos durante os seis anos de curso. Isso é muito importante e gratificante”.


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Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça Mariana Fuganti de Souza “Ter sido agraciada com a Medalha Roldão Consoni foi uma honra, reconhecendo meus esforços durante todos os anos de faculdade. Manter um bom desempenho num período tão extenso de tempo é sempre um desafio pessoal importante. Fico feliz e agradecida por receber esse mérito da Associação Catarinense de Medicina. Quando recebi o prêmio não consegui conter a felicidade, pois eu sabia que todo o esforço, as noites mal dormidas e os sacrifícios que fiz com tanta dedicação durante os anos da faculdade não foram em vão. Agradeço àqueles que acreditaram em mim, principalmente minha família. Quando decidimos por ingressar no curso de medicina aceitamos um desafio que transformaria nossas vidas. Ganhamos uma rotina de estudos e privações que nos concederam as ferramentas necessárias para exercer com responsabilidade as demandas dessa escolha. A iniciativa da ACM, organização de tamanho prestígio, reconhece os esforços para sermos médicos dedicados e preparados, nosso dever junto à sociedade”.

Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina – Tubarão Amanda Bittencourt “Foi uma honra muito grande ter recebido a Medalha. Representou um ponto final e ao mesmo tempo um ponto de partida. Uma sensação de dever cumprido que, no entanto, agora como médica, não se encerra. Um novo objetivo se inicia: ser uma profissional sempre merecedora desta Medalha. Ao ouvir meu nome para receber o prêmio senti uma emoção que não dá para explicar. Era um sonho que estava se tornando realidade. Eu podia ‘sentir’ o orgulho de meus pais naquele momento. Todo o esforço valeu a pena! Ao mesmo tempo, fiquei dividida, porque, a meu ver, tenho outro colega que também merecia a premiação. Relatei a ele minha vontade e juntos compartilhamos essa felicidade. É muito bom ter todo o empenho e dedicação reconhecidos. É um grande estímulo para continuarmos o caminho do estudo com mais vontade e perseverança”.

Unoesc – Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó Guilherme Kasperbauer “Para mim, receber a Medalha Roldão Consoni foi uma grande honra. Fiquei extremamente contente em ganhar a premiação que é dada ao formando em Medicina com o melhor desempenho durante o curso. Posso dizer que foi indescritível a sensação de ouvir o meu nome quando anunciada a escolha. Foi uma surpresa tão grande que eu tremia e mal tinha forças para levantar da cadeira para receber o prêmio. A iniciativa da ACM tende a levar os estudantes a se esforçarem ainda mais em sua graduação, tanto na teoria quanto na prática, o que proporciona a formação de médicos mais preparados para o exercício da Medicina”.

Univille – Universidade da Região de Joinville – Joinville Juliano Giaretta “Foi um orgulho muito grande receber a Medalha Roldão Consoni da Associação Catarinense de Medicina. Representou o reconhecimento do esforço realizado ao longo de toda a graduação. Sem dúvida, um presente para mim e para todos meus familiares e amigos. Quando se deu o suspense para anunciar quem receberia a honraria, pensei em vários bons candidatos. Ao chamarem o meu nome, senti imensa satisfação. Fiquei muito feliz, mas confesso que bastante surpreso também. E ainda mais gratificante foi ter ouvido depois, dos meus colegas, que eu de fato merecia o prêmio. A premiação oferecida pela ACM é uma iniciativa bastante interessante. Além de servir como incentivo para que nos empenhemos mais durante nossa formação, demonstra que a entidade reconhece e valoriza o nosso esforço”.


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50 anos Hospital Infantil Edith Gama Ramos Hospital Infantil Edith Gama Ramos (HIEGR), o primeiro hospital infantil de Santa Catarina, foi inaugurado, em Florianópolis, no dia 26 de fevereiro de 1964 pelo Governador Celso Ramos. Recebeu o nome Edith Gama Ramos em homenagem à sua esposa. Situado em construção anexa à Maternidade Carmela Dutra, como pioneiro da assistência hospitalar pediátrica em nosso Estado, possibilitou, em 1964, através de convênio com UFSC, o ensino de graduação em pediatria e, em 1966, criou o Programa de Residência Médica em pediatria, o primeiro curso de pós-graduação em Santa Catarina . Em 1977, abriu a residência em cirurgia pediátrica, sendo, à época, a sexta do país. Nesse hospital, nasceu o voluntariado hospitalar em 1975, hoje conhecido como Associação dos Volun-

tários da Saúde (AVOS), que foi a base para a criação do voluntariado em vários hospitais catarinenses. No HIEGR, foi criado o primeiro plantão médico hospitalar e o regime de sobreaviso, não remunerados . Cinco enfermeiras, procedentes de faculdades de Caxias do Sul e de Porto Alegre, organizaram o serviço de enfermagem e, cinco anos depois, criaram o Curso de Enfermagem da UFSC, para suprir a área com recursos humanos qualificados. O Hospital foi organizado pelo pediatra Miguel Salles Cavalcanti, que acompanhou sua construção tijolo a tijolo. Um mês antes da inauguração, faleceu em função de grave enfermidade. Foi sucedido pelo pediatra Armando Valério de Assis, que dinamizou sua administração.

Em 16 anos de existência, o HIEGR realizou 1,6 milhão de atendimentos no Serviço de Emergência, 800 mil no Ambulatório e realizou 30 mil procedimentos cirúrgicos. Foi desativado em 28 de dezembro de 1979 e sucedido pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão, construído no bairro Agronômica, hoje considerado um dos oito melhores hospitais de ensino de pediatria do Brasil e o número um no ensino da cirurgia pediátrica. Juntos, Edith Gama Ramos e Joana de Gusmão completam, neste ano, 50 anos de atividades assistenciais e de ensino em benefício da criança catarinense. Murillo Ronald Capella Médico - Cirurgião Pediátrico Vice-Presidente da Associação Médica Brasileira Diretor Geral do Hospital Infantil Joana de Gusmão

Aniversário 40 Anos da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional de Santa Catarina A Regional de Santa Catarina da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-SC) celebra 40 anos de sua fundação neste ano de 2014. Para comemorar a data, algumas ações estão sendo realizadas, entre elas o incentivo a participação de escolas públicas no concurso promovido desde 1999 chamado “Salve Sua Pele”. O concurso tem como objetivo educar as crianças do ensino infantil e fundamental sobre hábitos saudáveis de exposição ao sol, seus benefícios e seus riscos, e conta com o auxílio do concurso de desenhos, que premia tanto alunos como professores incentivadores, e de gibis informativos, com cores atraentes e texto simples e fácil de ser compreendido pelas crianças. Além do concurso, o logo da SBD-SC está de “cara” nova e traz a mensagem “A saúde de sua pele é nossa responsabilidade”,

relembrando a todos a importância do dermatologista titulado, já que a SBD é a única instituição reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira como representante dos dermatologistas no país. Cada vez mais preocupada com a formação e constante atualização dos seus associados, a SBD-SC promove anualmente 3 jornadas científicas que abordam temas da dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica. Neste ano de 2014 oferece também aos sócios cursos práticos, sem custo, que ocorrerão em 6 regiões do estado, com 8 módulos cada, sobre toxina botulínica, preenchedores e laser. Através dessas ações, a SBD-SC pretende valorizar seus associados e incentivá-los ao constante aprimoramento, essencial para o exercício da dermatologia.


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Memória ACM Galeria dos Ex-Presidentes O ACM News publica uma histórica série de entrevistas com os ex-presidentes da ACM, resgatando parte da trajetória da entidade, de sua importância para a saúde e a medicina de todo o estado.

José Caldeira Ferreira Bastos Gestão 1981-1983 DESAFIOS

MEDICINA

O médico José Caldeira Ferreira Bastos formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná, em 1964, e se especializou em Anatomia Patológica no Serviço do Professor Manoel Barreto Neto, da Escola de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, no Rio de Janeiro. É especialista em Anatomia Patológica (SP) e em Patologia Neonatal, pela Universidade de Pesquisas Biológicas Neonatais do Centro Hospitalar Universitário Cóchin-Port Royal, Universidade de Paris – Serviço da Dra. J.C. Larroche. Fez curso de Medicina do Trabalho, em Florianópolis, de Patologia de Pele, no Veterans Administration, Los Angeles, EUA, e de Patologia Digestiva, no Hospital 12 de Outubro, na Espanha. Foi professor da disciplina “Anatomia Patológica”, da Faculdade de Medicina de Santa Catarina. É patologista fundador do Instituto de Diagnóstico Anátomo Patológico – IDAP – do Hospital de Caridade.

Sobre a prática da medicina, o ex-presidente recorda os tempos em que a tecnologia servia apenas para auxiliar no diagnóstico, exigindo maior esmero dos médicos na hora de fazer o exame clínico – a anamnese – o que envolvia uma consulta demorada e minuciosa. “Creio ser necessário resgatar esta relação com o paciente, para quando solicitar algum exame complementar, este sirva apenas para ratificar sua suspeita. O médico já deve ter ideia dos resultados”. Sua preocupação atinge também o sistema público de saúde disponibilizado aos brasileiros na atualidade. “Precisamos acabar com as filas de espera para as cirurgias eletivas, melhorar os serviços de emergências, aparelhar melhor os hospitais públicos – existem muitos equipamentos e materiais parados, o que é inadmissível”.

Foi presidente da Associação Catarinense de Medicina no período de 1981 a 1983, período em que lutou pelo aumento dos honorários médicos, pela melhoria da prestação do Serviço Social aos associados e pelo maior entrosamento dos médicos de todas as regiões de Santa Catarina. “Procurei descentralizar a administração da ACM, dando poderes para as suas vice-presidências regionais. Além disso, viajei muito com a Diretoria da entidade, por todo o estado, para conhecer e discutir os problemas e a realidade de cada região, e também para valorizar e prestigiar os profissionais dos mais diversos municípios catarinenses”, recorda o ex-presidente. Entre os desafios enfrentados por sua gestão, destaca-se a luta pela consolidação do SIMESC, criado em 30 de agosto de 1980, quando Assembleia Geral

aprovou a transformação da Associação Profissional dos Médicos do Estado de Santa Catarina (APM/SC)  em Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina. “Estávamos vivendo numa ditadura militar e, portanto, os sindicatos eram muito mal vistos, afinal eram de esquerda e isso dificultou o processo. Mas conseguimos com a ajuda do meu irmão, Fernando Bastos, que na ocasião era secretário de Estado do Trabalho. Como as cartas sindicais eram liberadas pelo Ministério do Trabalho, sua interferência foi de suma importância”. Foi também durante a gestão do Dr. Bastos que a ACM adquiriu uma área no Rio Vermelho, na capital, onde hoje existe um loteamento que auxilia na manutenção da saúde financeira da entidade. “A Associação é hoje uma representação forte da classe médica catarinense e sinto-me orgulhoso de ter ajudado no seu crescimento. Tivemos lutas importantes na defesa dos médicos, que estão escritas na história da categoria”.

Para as lutas da categoria, o ex-presidente destaca a importância da união entre as representações médicas, no COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina), destacando ainda a iniciativa do CREMESC em construir sua nova sede junto à área da ACM. “Isso facilita a vida dos médicos e demonstra que estamos fortalecidos pela união”.

ASSOCIATIVISMO O crescimento da Associação Catarinense de Medicina nas últimas décadas emociona o antigo dirigente, que viu a entidade avançar passos largos na sua representação da categoria e também na sua estrutura para o atendimento dos colegas de todo o estado. “A ACM partiu para o lado certo. Tem hoje um centro de convenções que é uma beleza. Está bem diferente do que era na minha época, mas se adaptou bem às mudanças. É, de fato, a Casa do Médico”.


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Agenda da Diretoria O Jornal ACM divulga aos médicos catarinenses a AGENDA DA DIRETORIA, com o intuito de permitir uma total transparência das ações da gestão da entidade associativa. O objetivo desta seção do informativo da ACM é ainda o de manter o médico de Santa Catarina permanentemente informado sobre as principais ações desenvolvidas em sua defesa e que muito necessitam de sua participação e opinião.

Compromissos fixos Expediente Presidência: 3ªs-feiras (período matutino) e 6ªs-feiras (período vespertino) Diretoria Plena: reuniões quinzenais COSEMESC – Conselho Superior das Entidades Médicas de SC: reuniões mensais

Dezembro/2013

Fevereiro/2014

Março/2014

Dia 07

Dia 12

Dia 06

Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da ACM

Dia 11

Reunião do COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina), na sede do CREMESC (Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina)

Dia 20

Formatura do curso de Medicina da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), com entrega da Medalha Roldão Consoni – ACM

Janeiro/2014 Dia 17

Reunião do COSEMESC, na sede da ACM

Dia 14

Reunião do COMSU (Comissão Nacional de Saúde Suplementar), da AMB (Associação Médica Brasileira), em São Paulo

Dia 17

Reunião entre o COSEMESC e o Corpo Clínico da Maternidade Carmela Dutra

Dia 19

- Reunião entre o COSEMESC e o Corpo Clínico do Hospital Nereu Ramos - Reunião da Diretoria da ACM com as Diretorias das Sociedades e Departamentos de Especialidades, para tratar da CATEME

Reunião com Representantes da AJUFESC (Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina), sobre a Escola de Governança e Cidadania da ACM

Dia 25

Dia 24

Dia 26

Reunião com representantes da Sociedade de Dermatologia

Reunião entre o COSEMESC e Corpos Clínicos do Hospital Florianópolis, Instituto de Cardiologia, Instituto de Psiquiatria, Cepon, Hemosc e Reabilitação, na sede da ACM

Dia 07

Reunião entre o COSEMESC e o Corpo Clínico do Hospital Infantil

Dia 10

Reunião do COSEMESC, na sede do SIMESC (Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina)

Dia 11

Audiência com o Secretário de Estado da Fazenda, Antônio Gavazzoni

Dia 12

Reunião entre o COSEMESC e o Corpo Clínico do Hospital Regional São José – Homero de Miranda Gomes Reunião entre o COSEMESC e o Corpo Clínico do Hospital Celso Ramos

-Audiência com a Secretária de Estado da Fazenda, Tânia Eberhardt, e o Superintendente dos Hospitais Públicos Estaduais, Renato Castro -Assembleia Geral de Médicos Servidores Públicos Estaduais

Dia 27

Reunião da CATEME (Câmara Técnica de Medicamentos).

Lideranças das Sociedades e Departamentos de Especialidades estiveram reunidas na sede da ACM para tratar da CATEME, na noite de 19 de fevereiro

Médicos de diversos hospitais estaduais debateram, na sede da ACM, em 06 de março, as dificuldades na remuneração e condições de trabalho na rede pública



Acm News - Edição 287