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EDIÇÃO 2 - MAIO - 2013

Política Nacional de Irrigação Lei pode impulsionar agropecuária de pequenas cidades


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Sumário

Agricultura irrigada e desenvolvimento

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Política Nacional de Irrigação agora é lei e pode impulsionar municípios

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Ibama adota software desenvolvido por Embrapa, Unesp e Fatec

Ferramenta permite avaliar riscos ambientais de agrotóxicos

Marinas

A arte contemporânea da artista plástica Marina de Falco

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Revista Acqua - Edição 2 - Maio 2013

Artigos

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Água, um assunto de todos nós!

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Problemática ambiental e seus diversos reflexos: a fome em meio à abundância Reportagens

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Estudo indica deterioração da água de córrego paulista

Empresa Júnior e Grupo de Pesquisa buscam ações sustentáveis

Artes

Poemas de Lígia Dabul

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Sobre as sedes infinitas

As cores e o movimento da arte de Marli Takeda

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Podcast

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PodAcqua Unesp Gestores, professor e artista plástico foram entrevistados neste último mês

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Expediente

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Reitor Julio Cezar Durigan Vice-reitora Marilza Vieira Cunha Rudge Pró-reitor de Administração Carlos Antonio Gamero Pró-reitor de Graduação Laurence Duarte Colvara Pró-reitor de Pós-Graduação Eduardo Kokubun Pró-reitora de Extensão Universitária Mariângela Spotti Lopes Fujita Pró-reitora de Pesquisa Maria José Soares Mendes Giannini Secretária-geral Maria Dalva Silva Pagotto Chefe de Gabinete Roberval Daiton Vieira Assessor-chefe da Assessoria de Comunicação e Imprensa Oscar D’Ambrosio

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Coordenador Editorial Oscar D’Ambrosio Arte Marcelo Carneiro (Chello) Design Gráfico Darlene Magalhães, Gustavo Sousa, Marcelo Correia (graduandos em Design Gráfico pela FMU) Colaboradores Imagens: Andy Olsen/NWHCM Staff, CIMMYT, Cle Beda, Ieda Helal, Katia Velo, Marina de Falco, Marli Takeda, Paulo Pt Barreto, Pedro Moura Pinheiro, Tereza Yamashita, TjMartins, Vinicius Terra Textos: Analúcia Bueno dos Reis Giometti, Iara Maki Endo Marubayashi, Lígia Dabul, Fernando Braz Tangerino Hernandez, Oscar D’Ambrosio, Priscila Lopes, Vininha F. Carvalho. Revisão Maria Luiza Simões Projeto Gráfico Marcelo Carneiro (Chello) Produção Mara Regina Marcato Apoio administrativo Thiago Henrique Lúcio Endereço Rua Quirino de Andrade, 215, 4° andar, CEP 01049-010, São Paulo, SP. Tel. (11) 5627-0323. Contato projetoacqua@reitoria.unesp.br Sites http://www.unesp.br/revistaacqua http://www.unesp.br/projetoacqua


Editorial

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e tratar de questões relacionadas à água traz muitas incertezas, vale um paralelo com o pré-sal. Neste assunto, uma das principais dúvidas está na discussão: o investimento em uma energia não renovável não será um desperdício de tempo e dinheiro? A argumentação favorável a esse investimento aponta que a tecnologia que se está atingindo poderá ter outros usos. É uma questão essencial a discutir e a resolver. Outro ponto bem complexo está no estabelecimento de verdadeiras cidades/plataformas que ficarão a 300 km do porto mais próximo. A logística de funcionamento dessas cidades no mar é um enorme desafio a ser enfrentado e ainda marcado por interrogações. Esses universos flutuantes trazem consigo questões de funcionamento muito densas e dimensões psicológicas dos trabalhadores. O que fazer com o gás carbônico liberado no processo de produção das plataformas também permanece no campo da especulação teórica. Existe a ideia de reutilizar essa energia, mas ainda será preciso pensar e fazer muito para que essa solução seja satisfatória e não afete o ambiente via efeito estufa. As incertezas tecnológicas e ambientais, pela possibilidade de acidentes, somam-se aos aspectos políticos, pois uma garantia de melhor funcionamento e de poder econômico dos campos

Paulo Pt Barreto

de pré-sal envolve a ampliação da área de exploração econômica marítima brasileira de 200 para 350 milhas. Trata-se de uma reivindicação possível de ser atendida pelos órgãos internacionais, mas envolve negociação e convencimento de que essa medida não ameaçará outras nações que têm no petróleo seu principal ganho financeiro. Sendo assim, com essas incertezas de diversas ordens, o pré-sal pode andar, mas ainda está sujeito à resolução de tantas questões, que pode também ser talvez não um fracasso completo, mas uma decepção perante a propaganda ufanista dele feita. Pode ser um sonho brasileiro a naufragar em meio a ondas, ventos, correntezas, marés, riscos ambientais, desenvolvimento tecnológico insuficiente, falta de amparo logístico e negociações políticas complexas na esfera internacional. Se todas essas incertezas envolvem o pré-sal, imagine quantas surgem quando se pensa em gerenciar a água. Isso nos motiva a continuar com esta revista, com a colaboração de todos, articulistas, ilustradores, pesquisadores, artistas plásticos e leitores.

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Artigos

Agricultura irrigada e desenvolvimento Política Nacional de Irrigação agora é lei e pode impulsionar municípios

FERNANDO BRAZ TANGERINO HERNANDEZ

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oi sancionada pela presidente Dilma Roussef a Lei nº 12.787, de 11 de janeiro de 2013, que trata da Política Nacional de Irrigação. Depois de 17 anos circulando e sendo discutida no Congresso Nacional, temos um marco regulatório que deve receber uma atenção especial dos diferentes gestores públicos, especialmente dos prefeitos das pequenas cidades, onde a dependência das transferências de recursos financeiros da União e dos Estados é muito grande, por representarem a parcela maior de suas receitas. Grande parte dos municípios que abrigam pequenas cidades costuma ter na agropecuária sua principal fonte de renda e muitas vezes não percebem que é neste setor que podem se desenvolver melhor socioeconomicamente. A área de agricultura irrigada ainda não é expressiva nestes municípios e as receitas da agropecuária são dependentes das chuvas, cada vez mais irregulares, o que traz instabilidade na produção. Com irrigação, dobra-se o número de cultivos, a produção e, antes disso, a comercialização de insumos dinamiza a região. Que o digam o antes "Mimoso", hoje Luís Eduardo Magalhães, e Cristalina, para ficar em exemplos de municípios que apostaram nos sistemas de irrigação e colheram muito mais do que grãos. A Política Nacional de Irrigação deverá ser implantada pelo governo federal, e quanto maior o interesse por ela, mais rápido os instrumentos previstos serão efetivados.

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Os objetivos da Política Nacional de Irrigação são incentivar e ampliar a área irrigada, aumentar a produtividade das culturas com redução dos riscos climáticos e promover o desenvolvimento local e regional. Para tanto, está prevista a capacitação de pessoas, fomentando a geração e transferência de tecnologias relacionadas à irrigação. Nos princípios da Política Nacional de Irrigação destacam-se as palavras sustentável, integração, articulação e gestão democrática e participativa. São instrumentos da Política Nacional de Irrigação, os Planos e Projetos de Irrigação, o Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação, os incentivos fiscais, o crédito e o seguro rural, a formação de recursos humanos, a pesquisa científica


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e tecnológic a, a assistência técnic a e a extensão rural, as tarifas especiais de energia elétrica para irrigação, a certificação dos projetos de irrigação, o Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE) e a criação do Conselho Nacional de Irrigação. Dessa maneira, é hora de se interessar pelo tema e começar a ar ticulaç ão com seu vizinho, em c ada associaç ão, cooperativa, Secretaria Municipal, Prefeitura, entre outras, pois os instrumentos previstos em Lei são os adequados, contemplando o que é ne cess ário para melhorarmos a eficiência das áreas irrigadas e ainda ampliá-las.Basta implementá-los, mas para tanto há que haver interessados!

Vamos aproveitar os efeitos multiplicadores da agricultura irrigada! E mãos à obra!

Fernando Braz Tangerino Hernandez é engenheiro agrônomo e professor titular da área de Hidráulica e Irrigação da Unesp de Ilha Solteira. www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php

Ieda Helal , Yemanjá 2

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Artigos

Água, um assunto de todos nós! VININHA F. CARVALHO

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hegamos ao século XXI, e uma certeza impõe-se a todos nós: o uso racional da água é indispensável à vida. A água está se tornando escassa em muitas regiões e será necessário reduzir drasticamente o seu consumo, ou populações inteiras, que já sofrem escassez, passarão a conviver com situações dramáticas. A pressão do homem sobre a terra é nítida em dois aspectos fundamentais: o próprio crescimento da raça humana e a exploração econômica dos recursos naturais. À medida que a população está aumentando, novos desafios vão surgindo para garantir a nossa sobrevivência. Com isto o homem muda a geografia da terra, das encostas e dos cursos d´água, aumentando a vulnerabilidade do próprio homem aos eventos extremos da natureza, como inundações, secas, deslizamentos de terra, entre outros fenômenos. A água, sua produção, preservação, proteção e uso racional são temas ambientais dos mais importantes nos dias de hoje. Pouco valor terão casas, terrenos áridos, edifícios, veículos, barcos, se não houver o alimento água, o sustentáculo de tudo. É necessário promover debates em todos os níveis da sociedade,

Katia Velo — Símbolos Peixes

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Katia Velo — Arabescos Monocromático Azul 1

por pessoas de todas as idades, em locais acessíveis à comunidade. Mobilização social. Esta é a chave para a solução do desperdício. Mobilizar pessoas, grupos, organizações, segmentos da população para que saiam da estagnação e criem, através da educação e conscientização, um ideal coletivo de uso racional da água. A população, seja ela urbana, rural, residente em periferia ou pequenas comunidades, tem direito a água potável de boa qualidade, livre de qualquer tipo de contaminação. Implantando uma política de governar através das agências reguladoras de sistemas públicos, o governo federal baixou a Lei n.º 9.984, criando a Agência Nacional de Águas (ANA), para funcionar nos mesmos moldes que ANP (Petróleo), Anatel (Telecomunicações), Aneel (Energia elétrica), um organismo gestor e fiscalizador do uso dos recursos hídricos no Brasil, com o objetivo de estabelecer maior controle sobre segmentos até então livres usuários dos recursos hídricos. Desta maneira, a água deixou de ser um bem de uso comum e ilimitado, para ser um bem de uso controlado, com valor econômico agregado. As empresas municipais de abastecimento de água passam a pagar pela água que captam gratuitamente nos rios para fornecimento público, as usinas de energia elétrica, da mesma forma, terão que pagar pela água que usam gratuitamente para gerar energia elétrica e consequentemente impulsionar o seu negócio. A ANA, a exemplo das outras agências reguladoras de sistemas, como demonstrado, exercerá papel de fiscalização para que estes novos custos atribuídos aos empreendedores não sejam repassados ao consumidor através das contas de água, o que vai exigir destes


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Katia Velo — Tapisserie XII a.s.t 1,00 x 1,55 - 2009

prestadores de serviços, por outro lado, mais eficiência administrativa. Primeiramente, o grande poluidor dos recursos hídricos no Brasil são as prefeituras municipais, que deveriam estar tratando todo o esgoto das cidades antes de seu despejo. Em segundo lugar , a agroindústria, face ao uso desordenado e indiscriminado de agrotóxicos que acabam por contaminar o solo e a água. Em terceiro, as atividades mineradoras, em sua maioria ilegais, e por último a indústria, com a emissão de seus efluentes. A responsabilidade pelos serviços de água é dos governos e torna-se necessário um sistema democrático e responsável como requisito para dispor de um ser viço equitativo. É hora de abolir privilégios e interesses econômicos e partir para políticas que levem em conta as necessidades e urgências sociais, garantindo a qualidade de nossa água, por meio de ações que determinem a preservação dos recursos hídricos das bacias hidrográficas. As questões referentes a água para o desenvolvimento devem necessariamente passar pela participação da sociedade na gestão dos recursos hídricos, na transparência do processo e na tomada de consciência de que a gestão da água é um assunto de todos nós.

Katia Velo — Arabesque Nouveau 5

Vininha F. Carvalho é jornalista, administradora de empresas, economista, ambientalista e presidente da Fundação Animal Livre. www.animalivre.org.br

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Artigos

Problemática ambiental e seus diversos reflexos: a fome em meio à abundância IARA MAKI ENDO MARUBAYASHI e ANALÚCIA BUENO DOS REIS GIOMETTI

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problemática ambiental apresenta diversas dimensões para expressar a chegada de um esgotamento anunciado há algumas décadas e intimamente vinculado a essa forma de estruturação produtiva, na qual o interesse econômico de lucro e rentabilidade sobressai diante do empobrecimento da população e da depredação ambiental, demonstrando que não são somente os limites naturais que estão sendo atingidos, mas também os limites deste sistema hegemônico. A fome é uma das várias representações deste esgotamento. Sua raiz não está ligada à escassez da produção, à falta de alimentos, pelo contrário, como nunca antes se produz alimento em quantidades suficientes para alimentar toda a população do mundo. Contudo, no contexto sóciohistórico em que nos encontramos, o genocídio lento é constante. Por isso, faz-se necessário aqui discorrermos sobre o assunto. Segundo dados da Organização das Nações Unidas — ONU, a fome está se agravando a cada ano; hoje quase 1 bilhão de pessoas passa por esta situação, enquanto 100 milhões já são afetadas pela alta do preço dos alimentos. A cada ano este número aumenta, indo em contradição com as altas cifras de produção de alimentos no mundo. Tecnologias limpas são desenvolvidas e a produção

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de alimentos e energia se superam todos os anos, porém estas conquistas não são socializadas no coletivo, há o suficiente para todos, no entanto, a desigualdade persiste. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) divulgou, no site da ONU no ano de 2012, uma lista contendo alguns dados para se entender a fome no mundo. Nesta, constava que mais da metade dos famintos do mundo – 574 milhões – se encontram na Ásia e na região do Pacífico, onde há países extremamente pobres que sofrem com a instabilidade política e a guerra civil. Um terço das mortes de crianças que acontecem nos países em desenvolvimento é causado por desnutrição. E a previsão para 2050 é de que 24 milhões de crianças morrerão de fome por causa das mudanças climáticas, e destas milhões de vidas quase metade vive na África Subsaariana. Essa região é considerada a mais pobre do mundo, lá a expectativa de vida não ultrapassa os 47 anos. Existe comida suficiente para todos, porém ela é destinada a atender às necessidades do mercado internacional. Com as mudanças climáticas, existirá uma redução na produção dos alimentos, sendo esta escassez rebatida no aumento dos preços. Famílias mais pauperizadas irão dormir com fome até chegar o dia em que a desnutrição as mate de inanição,


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por não terem condições de pagar pelo alimento. A realidade de não conseguir pagar pelo alimento já atinge muitas famílias hoje, e futuramente isto se agravará com as mudanças climáticas. Este cenário impactará em todo o processo, do cultivo ao preço dos alimentos, tornando um luxo adquirir alimentos saudáveis e nutritivos. A sensação é de que a fome é quase que onipresente, e ela não desaparece, só se multiplicará. Mas esta constância se dá pelo fato de que continuamos pensando dentro da lógica capitalista, é preciso parar com isso e pensar para além do capital. A questão da fome no mundo é somente uma das milhares de expressões da "questão social" que este sistema alimenta, não podendo ser tomada como algo natural e irrompível. O apelo que aqui se faz, é de lutarmos por transformações efetivas e universais. A fome é um dos aspectos que mostra o quão antagônico é este sistema. Há outros, como a exploração dos trabalhadores, a violência em nome dessa paz opressora, a disseminação da educação alienadora, a criminalização dos movimentos sociais, enfim, muitos outros exemplos que manifestam a urgência de superação desse sistema autodestrutivo. As premissas da Sustentabilidade que trazem em seu bojo a defesa ambiental e a justiça social, permitindo uma

visão holística e integradora das diversas dimensões que a nossa sociedade tem, e que por hora é fragmentada e setorizada como se fossem questões diferentes e isoladas, é uma esperança de novos paradigmas. É o caso da fome, em que a produção, sua distribuição, o poder econômico, político e a problemática ambiental são partes a serem discutidas e apropriadas em diferentes momentos. É preciso superar a percepção limitada de que a ligação entre esses fatores não existe, para que possamos caminhar no sentido de uma intenção efetiva de alcance da Sustentabilidade.

Analúcia Bueno dos Reis Giometti é Professora Dra. Efetiva do Departamento de Educação, Ciências Sociais e Políticas Públicas – DCSPP da Unesp, Câmpus de Franca. Iara Maki Endo Marubayashi é bolsista Capes e mestranda no Programa de Pós-Graduação do Serviço Social da Unesp de Franca.

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Reportagens

Ibama adota software desenvolvido por Embrapa, Unesp e Fatec Ferramenta permite avaliar riscos ambientais de agrot贸xicos

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Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está utilizando uma inovadora ferramenta de computação para a avaliação de risco ambiental (ARA) como requisito para o registro e uso de agrotóxicos no Brasil. Resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido por Embrapa, Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, Câmpus de Botucatu, e Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Botucatu, o soft ware ARAquá permite a simulação da contaminação de águas superficiais e subterrâneas, por meio de modelos matemáticos. O programa está disponível para download no site da Embrapa Gestão Territorial (http://www.sgte.embrapa.br). A aplicação de uma ferramenta informatizada permite a integridade dos dados e velocidade no processamento. “O ARAquá é baseado em conhecimento técnico-científico e propiciará ao Ibama mais agilidade e segurança nos processos de avaliação ambiental e registro de agrotóxicos para utilização no território nacional, resguardada a proteção do meio ambiente”, explica Claudio Spadotto, da Embrapa Gestão Territorial. O software começou a ser desenvolvido durante o estágio do então aluno de graduação da Fatec/ Botucatu Diego Augusto de Campos Moraes, hoje doutorando em Irrigação e Drenagem na FCA. Em seu desenvolvimento, o projeto teve o apoio da equipe do Serviço Técnico de Informática da FCA. Flexível, o software, além de ajudar na tomada de decisão para verificar se o risco ambiental é ou não aceitável, adapta-se às condições do local a ser avaliado, mediante a inserção de dados no sistema pelo próprio usuário. Baseado em modelos matemáticos e cenários agrícolas, onde o usuário insere os dados do agrotóxico, do aquífero e do solo do local a ser avaliado, o soft ware faz automaticamente os cálculos de lixiviação e carreamento superficial dos agrotóxicos utilizados na cultura agrícola e que depois podem ir para as águas superficiais e subterrâneas.

tpmartins

Evolução A Embrapa continua trabalhando no desenvolvimento do ARAquá. Um projeto da Embrapa Gestão Territorial, também com a colaboração da FCA, busca a evolução do soft ware, chegando a uma nova versão, que se chamará ARAquáGeo. O objetivo é tornar o aplicativo capaz de manipular dados georreferenciados e interpolá-los com ferramentas de geoestatística e sistemas de informação geográfica (SIG). De acordo com a equipe da Embrapa Gestão Territorial, um avanço significativo no ARAquáGeo é que ele permitirá a espacialização, visualização e análise de mapas temáticos contendo as estimativas de contaminação de águas subterrâneas e superficiais, permitindo a gestão territorial de recursos hídricos, que são estratégicos para o Brasil.

ASSESSORIA DE IMPRENSA FCA/BOTUCATU

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Reportagens

Estudo indica deterioração da água de córrego paulista

Foram mensuradas variáveis físico-químicas e valores de condutividade elétrica

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médio e baixo curso do Ribeirão Água do Cer vo, na região de Assis, SP, apresenta uma deterioração da qualidade de suas águas, como indicado pela alteração dos parâmetros físico-químicos, sendo verificados elevados valores de condutividade elétrica e turbidez, além de medidas não satisfatórias de oxigênio dissolvido. Essa é a conclusão do trabalho "Avaliação da qualidade da água e do entorno de um rio sob influência rural localizado no oeste do Estado de São Paulo", desenvolvido pelo biólogo Antoniel dos Santos Pimenta e Solange Bongiovanni, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unesp, Câmpus de Assis, ligada ao Laboratório de Geologia Ambiental da unidade. Os autores apontam que as atividades antrópicas provocam muitos impactos no ambiente, incluindo o uso, ocupação e manejo do

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solo para as práticas agropecuárias, que podem causar a deterioração da água, afetando os ecossistemas ripários. Há assim a necessidade de se avaliar a qualidade das águas de rios sob influência rural, como é o caso do ribeirão estudado. O projeto teve como objetivos avaliar a qualidade das águas de um rio situado no oeste paulista, por meio de parâmetros físicos, químicos e biológicos, e caracterizar o seu entorno. Para isso foram mensuradas variáveis físico-químicas de qualidade de água e aplicou-se a técnica do azul de metileno como indicador de poluição orgânica. Também foram realizados um biomonitoramento com macroinvertebrados bentônicos e a análise das características do entorno do rio, buscando verificar sua influência sobre os recursos hídricos e identificar as áreas mais suscetíveis a impactos. Os resultados obtidos pelas diferentes abordagens


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stevewall

empregadas mostraram uma deterioração da qualidade das águas do rio estudado, principalmente nos trechos finais, onde as atividades agrícolas são intensas, a mata ciliar é escassa e ocorrem avançados processos de erosão e assoreamento. Com isso ficou clara a influência do entorno sobre a qualidade da água, existindo, ainda, a possibilidade de piora das condições ambientais observadas, tendo em vista a grande vulnerabilidade dessas áreas a distúrbios antrópicos. Concluiu-se que o rio estudado encontra-se degradado pela grande pressão exercida pelas atividades agrícolas, sendo a falta de mata ciliar outro fator decisivo para esta condição. A avaliação do entorno mostrou uma situação preocupante, pois se constatou que as margens do Ribeirão Água do Cervo encontram-se ocupadas por plantações de cana-de-açúcar, praticamente não existindo mais cobertura vegetal. "Esses fatores

foram determinantes para a degradação da qualidade da água, deixando clara a influência do uso, ocupação e manejo do solo sobre esse curso d© água", comenta Antoniel. Os pesquisadores concluem que o Ribeirão Água do Cervo está sofrendo os efeitos da ação antrópica, apresentando condições ambientais ruins e que podem ser agravadas, uma vez que possui alta

suscetibilidade a impactos, devido às características do entorno. "Mas, apesar dos problemas, as soluções existem e são estritamente necessárias para a recuperação desse precioso bem da natureza", finaliza o pesquisador.

OSCAR D© AMBROSIO

John Curley

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Reportagens

Empresa Júnior e Grupo de Pesquisa buscam ações sustentáveis São recebidas sugestões e opiniões para a melhoria da qualidade ambiental na universidade

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Empresa Júnior de Engenharia Ambiental (EJEAmb) e o Grupo de Pesquisa ACert estão tomando iniciativas na busca de ações e práticas sustentáveis no Câmpus de Rio Claro da Unesp. Em 2012, o Grupo de Pesquisa ACert – Auditoria, Certificação e Gerenciamento Socioambiental (CNPq/UNESP/ UFSCar) e a EJEAmb – Empresa Júnior de Engenharia Ambiental, em parceria com o Centro de Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla), iniciaram o Projeto Universidade Sustentável, baseado na ABNT NBR ISO 14001:2004 e na metodologia PDCA, que tem como objetivo desenvolver um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) na Unesp, Câmpus de Rio Claro. A ação tem apoio do Deplan

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– Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento, IGCE – Instituto de Geociências e Ciências Exatas e Proex – Próreitoria de Extensão Universitária da Unesp. O projeto Universidade Sustentável tem como base o projeto de incentivo da Reitoria, que iniciou o projeto Unesp Sustentável, tendo como objetivo principal realizar a implantação de um sistema de gestão ambiental (ISO 14001) nos diversos setores da universidade (Unesp, Câmpus Rio Claro), visando estimular a busca pela melhoria contínua e a aplicação de ações e práticas sustentáveis na instituição de ensino, e como objetivos específicos: buscar soluções para reduzir custos, minimizar e prevenir impactos socioambientais, e promover a inclusão e


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Reprodução Facebook

educação ambiental da comunidade acadêmica; propor o envolvimento das diversas áreas (profissional e estudantil) do câmpus para a busca de novas tecnologias e resolução de impactos identificados em cada setor onde serão aplicados os projetos em cada fase; e propor a elaboração do primeiro Relatório Parcial de Sustentabilidade da Unesp – Rio Claro/SP, o qual será um comparativo anual da evolução destas questões e projetos existentes e desenvolvidos ano a ano dentro

do câmpus, demonstrando os resultados obtidos a toda universidade e comunidade externa. A princípio (2012–2013) foram envolvidos dois setores: Biblioteca Central e Ceapla (Centro de Análise e Planejamento Ambiental). A cada ano, serão envolvidos os demais setores e depar tamentos que se proponham a participar de ações e práticas nesta busca pela sustentabilidade. O projeto na Biblioteca da Unesp, Câmpus de Rio Claro, foi iniciado em 2012, escolhido como piloto na execução desse trabalho por fatores físicos, neutralidade política, além de grande apoio por parte da diretoria e de toda a equipe da Biblioteca, sendo este um fator primordial para seu sucesso. Este projeto está sendo desenvolvido pela EJEAmb, Empresa Júnior de Engenharia Ambiental da Unesp de Rio Claro. A primeira etapa do projeto já começou a ser implementada na biblioteca e será concluída com um relatório parcial (etapa P da metodologia PDCA) onde constarão todos os itens passíveis de melhoria, que serão responsabilidade da diretoria da Biblioteca. A EJEAmb, na segunda parte do projeto, irá promover cursos para os funcionários, visando ampliar métodos de redução de gastos com energia, água, resíduos, entre outros. Além disso, auxiliá-los no monitoramento das ações propostas para a implantação do SGA e auditorias ambientais periódicas. Por ser um projeto de caráter cíclico, o Sistema de Gestão Ambiental implica em um monitoramento periódico e minucioso para averiguar se as mudanças implementadas continuam satisfatórias ou se necessitam de um aprimoramento. A EJEAmb busca através

deste projeto demonstrar a atitude de uma Empresa Júnior para com a responsabilidade socioambiental na universidade, onde este, além de ser desenvolvido pelo grupo de forma gratuita e voluntária, torna-se uma oportunidade para os alunos verificarem, em vários processos dentro da universidade, que podem ser aplicados em várias áreas/ conceitos, como hidráulica, reuso de água, energia, bioenergia, resíduo, avaliação de impacto ambiental, planejamento e gestão ambiental, legislação ambiental, administração, auditoria e certificação ambiental, dentre outras, enfim, o que aprendem em sala de aula na busca de soluções/ estudos de casos dentro da própria universidade, podendo gerar novas tecnologias e metodologias para auxiliar a comunidade acadêmica bem como a sociedade. O Grupo de Pesquisa ACert ainda convida os interessados a contribuir e participar deste projeto, estando abertos a sugestões e opiniões para a melhoria da qualidade ambiental na universidade, como ideia de uma universidade sustentável – da teoria à prática.

Informações no site do projeto: http://bit.ly/119v2lI e pela EJEAmb ejeamb@ejeamb.com.br http://www.ejeamb.com.br/ Versão completa da reportagem em: http://bit.ly/YXjdmh

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Artes

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ma das principais características da arte contemporânea é a fusão de técnicas distintas ou, numa vertente mais sutil, de pensamentos de diferentes formas de expressão. A presente série da artista plástica Marina de Falco

Marinas trabalha justamente com as pontes entre diversas possibilidades visuais. A presença nas telas de uma figura recortada, dentro de linhas retas, alude, mesmo numa visão apressada, à fotografia. Essa mesma imagem se repete no quadro,

A grande onda, acrílico sobre papel, 90x120 cm

pintado em tinta acrílica, como um todo, criando quase dois tempos narrativos e duas visões de um mesmo momento. Além disso, o conceito de ter um elemento repetido no mesmo quadro é um processo técnico muito próximo da gravura, técnica na qual Marina de Falco tem um histórico marcado por uma sólida pesquisa, tanto em termos de materiais como de procedimentos. As marinhas de Marina de Falco revelam várias Marinas. Está ali o princípio da fotografia, na forma de lançar um olhar à realidade; o da pintura, enquanto ato de dar manifestação plástica a uma inquietação; e o da gravura, no oferecer resultados em que as imagens criadas dialogam entre si. As marinas presentes nesta coleção trazem o mar como tema, com destaque a figuras como um barco, um surfista ou pássaro, gerando um lirismo que se caracteriza pela conversa entre o que se viu e o que se lembra ter visto; e entre aquilo que se imaginava ver e o que efetivamente se observou. Desse jogo visual, decorre uma magia especial, na qual o mar se torna um assunto como qualquer outro. A essência recai sobre a circunstância de construir uma poética lírica em que o espaço é o material de um estudo profundo em que são vislumbradas novas maneiras de conceber a própria pintura.

OSCAR D© AMBROSIO

Contato www.marinadefalco.com.br

Homem e mar, acrílico sobre papel, 60x80 cm

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Lígia Dabul PREAMAR O Rio de Janeiro assa. Vai chover. Meninas fervem pelas bordas. Há quem voe no afã da fuga. Nada. Mamíferas emergem dando corda: não senti o arpão bífido daqueles olhos. Nem me afastei de nenhum barco por amor. A malina encobre meus desejos incompletos. Pelo mar deslocam-se surpresas. Venta mais. Vai chover e a cidade arde demais. Experimento as bordas das meninas. O pescador imita a minha cria com gemido eletrônico. Confundo-me com os gritos. Despeço-me de tudo.

Poemas do livro Nave. São Paulo, Lumme Editor, 2010.

ECO poça de água limpa que a chuva ameaça o amor quase me leva narcisa distraída um fundo impreciso na face que não sou

PASSO DE EMBARCADIÇO um pouco de calma é preciso a nave ir devagar um palmo de mar muitíssimo se no navio

desejo o beijo seco do poema

flutuam premissa destino tudo canto de sereia melhor ir devagar

Contato ldabul@uol.com.br

Água 2, Tereza Yamashita

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Artes

Cle Beda

Sobre as sedes infinitas

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evagar. E se a sede se esgota? Sim, se esgotará. Nenhuma sede é infinda. Dizem que não é motivo para pânico, e acredito – não se trata aqui de acreditar ou não acreditar porque é um fato constatado – que a sede se esgotando não necessariamente esgota-se o interesse do estar-se junto saciando-se; talvez porque seja necessário a sede esgotar-se para que o casal funcione em seu trabalho e em sociedade – a sede nos atrapalha; quando estamos com sede não conseguimos pensar em outra coisa. De qualquer forma, sendo o fim da sede gratificante ou não, necessário ou mesmo predestinação inquestionável – oh capítulo da vida que não se pode pular! – a mim não me ocorreu – por limitação, por imaturidade – chegar à conformação da sede findada para então me ajeitar nos outros compartimentos de mundo. E não tendo me ocorrido, dou-me o direito de questionar, quem sabe mesmo duvidar que me seja possível. Diferentemente dos contatos imediatos a que os outros juram ver, e que eu não vejo. Nesse caso, eu vejo a sede nos outros se acabando e os casais ainda assim sobrevivendo; acho-os tristes. Às vezes acho-me triste também, é verdade. Não agora, vivendo contigo. Contigo estou piorando: você criou em mim uma necessidade que eu não tinha. A necessidade de ser feliz "plenamente" (e outros clichês). Aberta à possibilidade, tendo eu visto tão de perto essa luz, essa imensidão, o Sublime!, aconteça o que acontecer, como me conformar novamente na pobreza de expectativas? Antes me conformava em ser alegre, porque não entendia isso como conformação mas como único caminho.

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Revista Acqua - Edição 2 - Maio 2013

Agora eu quero ser feliz, eu preciso dessa felicidadezinha, ela é minha; nino ela, e até rezo. "Aconteça o que acontecer" porque as sedes às vezes não terminam juntas, ou sim, terminam juntas, mas ainda há o amor, ou apenas o compromisso burocrático de amar, em alguma das partes, e a outra parte simplesmente... parte. Então, "aconteça o que acontecer" quer dizer "independentemente do papel que eu atue dessa vez", estarei completamente exposta ao mundo, estarei mais humana, querendo o mesmo que os outros, caminhando com a massa (eu terei me tornado aquele cara do South Park: "tem um trocadinho?"). Então eu estou piorando do meu ponto de vista egoísta e limitado, e melhorando para o mundo: estou mais humana quanto mais suscetível aos clichês,

à entrega desmedida. Como se... como se você me tornasse... mortal. Entende? Entende também que não é uma reclamação de modo algum? que você me expandiu, que me fez tocar algo mais profundo ou mais alto do que eu imaginaria, e que ainda tento alcançar? Sim, entende. Então entende que meu pessimismo, ou meu ceticismo, nada tem a ver com "não querer acreditar"? É uma dificuldade me oferecer à esperança. E, depois, quando se espera parece que não se está fazendo nada, só se está esperando; eu não sou assim, de ter esperança. Então, devagar. Você me empresta, eu te empresto, e se um dia precisar que se devolva, eu tentarei te devolver inteira; sê inteira, meu amor, comigo. O que eu quero atingir com essas palavras, eu não sei, acho que uma

consciência. Porque, é verdade, você não me pede nada, nunca; você só oferece – é estranhíssimo e desconhecido, e eu adoro. Então não escrevo para explicar nem pedir nada também. Como a criança contida que observa a brincadeira abobalhada da outra, no fundo querendo saber como é olhar para o mundo de cabeça pra baixo.

PRISCILA LOPES, nascida ao final do inverno de

1983, é autora do livro de contos Uns Traços, todos impoderáveis, publicado em 2010 com o apoio da Biblioteca Nacional. Organizadora da coletânea "XXI POETAS DE HOJE EM DIA(ANTE)", através do FUNCULTURAL/SC. Tem seus contos e poemas publicados em diversas antologias & outros impressos. Sua própria obra de contos, O Livro Espantado, está no prelo e deve ser lançada em 2014.

Contato priscilalopes@gmail.com

Projeto: "100 Lugares para dançar" (http://100lugaresparadancar.org/) | Foto: Vinicius Terra | Performance: Marina Guzzo | Criação: Coletivo Quintos/ Laboratório de Corpo e Arte UNIFESP — Campus Baixada Santista

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Artes

PerĂ­odo

Luzes do Mar

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Percorrer II


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Caminho

Mar e Vida

Marli Takeda

A Química da Combinação Submersa Contato http://www.marlitakeda.blogspot.com/

s cores e os movimentos sugeridos pelas obras plásticas de Marli Takeda instauram uma espécie de harmonia musical em quem observa os seus trabalhos. A proposta visual que ela gera impede uma relação de indiferença e se caracteriza por um convite a uma complexidade. O grande desafio de quem se detém sobre as suas obras é não se deixar cativar apenas pelos detalhes, mergulhando no conjunto que cada tela oferece. São dois movimentos que se articulam nos processos de composição da artista: um que estimula a ver de perto a construção proposta; outro, mais distante, em que o todo é o essencial. As duas propostas são complementares e se articulam no sentido de permitirem a quem se debruça sobre as pinturas a imersão em novos mundos. Há alusões, por exemplo, ao universo biológico ou das profundidades abissais. Mas isso é o menos importante. A grande questão está no delicado processo do pensar que acompanha o fazer que se vê. Existe em Marli Takeda o erguer progressivo de um procedimento mental em que as criações se articulam numa jornada em que o espontâneo se faz presente, mas é colocado em forma de resultado graças a um progressivo esmero na técnica, num fascinante jogo de cores e gestos que parecem ganhar som a cada novo olhar.

mari.art@uol.com.br

OSCAR D© AMBROSIO 25


Podcast

PodAcqua Unesp entrevista gestores, professor e artista plástico Conheça os entrevistados entre

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23 de abril e 15 de maio Luiz Paulo de Almeida Neto, diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, afirma que instituição mantém meta de tratar 100% do esgoto no interior de São Paulo para 2014. Grafiteiro Zezão, que fez seus primeiros trabalhos em galerias subterrâneas e na calha do Tietê. Milton da Silva Matta, geólogo da Universidade Federal do Pará, alerta para riscos de contaminação do Alter do Chão e destaca a falta de investimentos em pesquisas na região. Giuliano Saviolli Deliberador, chefe de gabinete da Superintendência do Departamento de Águas e Energia Elétrica, revela dados sobre essa reserva compartilhada por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

http://massiveideas.wordpress.com/

O

PodAcqua Unesp é um canal em que o ouvinte poderá conhecer um pouco do trabalho de pesquisadores dedicados ao tema que será, sem dúvida, um dos protagonistas deste século: a água. O produto, semanal, disponível às quartas-feiras, em http://podcast.unesp.br, na aba PodAcqua, traz trechos de entrevistas com especialistas da Unesp e de outras instituições sobre água, nas mais diferentes áreas do conhecimento, com atenção especialmente voltada à gestão responsável dos recursos hídricos. Cada edição tem cerca de 3min30s e pode ser baixada, reproduzida e veiculada livremente, mediante os devidos créditos. A jornalista responsável pelo projeto é Cínthia Leone. Formada pela Unesp de Bauru, integra a equipe da assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp. Especializada em Divulgação Científica pelo Núcleo José Reis da USP e em Relações Internacionais pelo Programa San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e PUC-SP), é aluna de mestrado em Ciência Ambiental pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. Os interessados em divulgar seus projetos por meio do PodAcqua podem encaminhar e-mail para unesp.imprensa@reitoria.unesp.br


Unesp Agência de Notícias - UnAN Voltado a jornalistas, difunde as principais atividades da Universidade http://www.unesp.br/agenciadenoticias Portal Unesp Divulga notícias de ensino, pesquisa, extensão e administração http://www.unesp.br Podcast Unesp Disponibiliza arquivos de áudio com pesquisas e opiniões de especialistas http://podcast.unesp.br Minuto Unesp Informativo diário em áudio e vídeo sobre diversas atividades http://unesp.br/agenciadenoticias/minutounesp Revista Unesp Ciência É a revista de divulgação científica da instituição http://www.unesp.br/revista Jornal Unesp Enfoca pesquisas e atividades de ensino e extensão http://www.unesp.br/jornal Unesp Informa Está voltado aos funcionários da Universidade http://www.unesp.br/unespinforma Guia de Profissões É destinado a orientar o estudante do Ensino Médio sobre os cursos oferecidos pela Unesp http://www.unesp.br/guiadeprofissoes Blog ACI Realiza cobertura on-line de importantes eventos nacionais ou internacionais http://blogaci.unesp.br Debate Acadêmico Publica artigos sobre os mais diversos temas http://www.unesp.br/debate-academico/ Você Sabia? Traz, de forma bem-humorada, dados inusitados da Unesp. http://www.unesp.br/vocesabia


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O objetivo da revista virtual colaborativa é, seguindo o pensamento da ONU, conscientizar sobre a necessidade de cooperação envolvendo esse...

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