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Economia l Negócios l Tendências Joinville, Março / Abril 2015 No18 l R$ 10

Vozes do Brasil

Empresários e economistas avaliam cenários para o crescimento, após as manifestações de 15 de março


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Visão Acij

E agora?

NESTA EDIÇÃO

João Martinelli, presidente da Acij

6 Abre Aspas

As manifestações de 15 de março foram expressivas, e por si só eloquentes, e era de se esperar que nossos governantes entendessem os sinais emitidos. Mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas para mostrar sua insatisfação com os rumos que estão sendo dados ao nosso país. A única resposta visível foi o anúncio de uma lei anticorrupção que pretende fazer com que essa prática diminua. Essa prática não será reduzida por decreto, mas por meio da educação e formação do cidadão. Não há mecanismo que faça uma legião de apadrinhados com os mais diversos paternalismos propiciados pelo governo federal ter interesse em se aperfeiçoar, crescer. Estão matando a ambição de milhões de brasileiros, premiados por estar acomodados. Um povo sem ambição será sempre dominado, conduzido e seduzido. O recado das ruas também era a corrupção, claro. Mas não leram que o nível de insatisfação da população está, também, na tristeza de ver um país como o nosso sem qualquer agenda positiva, de não darem a este país uma perspectiva de crescimento, de não darem a este país a oportunidade de se aproximar um pouco mais de outros com quem podemos aprender. Não faz o menor sentido nosso país continuar

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se aproximando de Cuba, Venezuela, Argentina, Equador e outros países africanos em vez de países mais desenvolvidos que o nosso. Também não faz o menor sentido o nosso BNDES financiar obras de construção civil e infraestrutura nesses países, gerando emprego e renda lá fora e possíveis créditos de liquidacão duvidosa por aqui. Já houve perdões de dívidas no passado e oxalá não se repitam. Não faria mal algum se um congressista bem intencionado pedisse para dar uma olhadinha nesses empréstimos, observando que foram contratadas para realizar as obras as mesmas empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato. Dar só uma espiadinha não faz mal. Estamos nos afastando dos americanos do Norte porque seriam imperialistas. Que eles são imperialistas, ninguém duvida, mas o fazem porque conseguiram tornar um país que tem a mesma idade do Brasil o maior e mais rico país do mundo, enquanto por aqui nosso governo não consegue sequer fazer uma leitura do que pensa e quer o seu povo. Mas o povo brasileiro e sua classe empresarial são maiores do que os seus governantes e saberão dar uma resposta à altura, fazendo desse país o melhor de todos, apesar do governo.

As estratégias da Tupy para 2015

16 Objetos de desejo Um bom café nas xícaras mais estilosas

20 Briefing

O modelo de gestão da rede CHA de hotéis

28 Em números

A (des)confiança do empresariado

30 Especial

Desacertos e expectativas para a economia nacional

40 Comunidade

Bandeiras da Acij aos deputados estaduais

46 Negócios

Como vai a produção de chocolates em Joinville

52 Case

Víqua completa 20 anos com marca sólida

54 Espaço Acij

O que a Expogestão vai trazer ao público

Publicação bimestral da Associação Empresarial de Joinville (Acij)

Conselho editorial: Ana Carolina Bruske, Carolina Winter, Débora Palermo Melo, Diogo Haron, Simone Gehrke. Jornalista responsável: Júlio Franco (reg.prof. 7352/RS). Produção: Mercado de Comunicação. Editor: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). Reportagem: Letícia Caroline, Ana Ribas Diefenthaeler, Marcela Güther, Karoline Lopes, Mayara Pabst, Raquel Schiavini Schwarz. Diagramação, ilustrações e infográficos: Fábio Abreu. Fotografia: Peninha Machado, assessorias de imprensa. Impressão: Tipotil Gráfica e Editora Tiragem: 3,5 mil exemplares Contato: revista21@mercadodecomunicacao.com. br. Publicidade: César Bueno, (47) 9967-2587 e 3801-4897. Correspondência: Av. Aluisio Pires Condeixa, 2550 - Joinville/SC. Site: www.acij.com.br. Twitter: twitter.com/acij. Facebook: www.facebook.com/acijjoinville

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Abre aspas

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SIMÃO SALOMÃO/DIVULGAÇÃO

Tarquínio comanda a multinacional joinvilense desde 2003: consolidação

Guilherme Diefenthaeler

“Nosso dever é ser competitivos” Presidente da Tupy analisa impacto do dólar alto nos negócios e ressalta que o sucesso nas exportações depende de saber gerenciar riscos

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Maior fundição da América Latina e líder no mercado automotivo, com seus blocos e cabeçotes de ferro, a Tupy fechou 2014 com balanço positivo. O lucro líquido chegou a R$ 89,2 milhões, resultado 3,3% superior ao do ano anterior, com bom desempenho nas exportações. Mas a receita do exercício foi praticamente a mesma de 2013. A multinacional joinvilense, que completou 77 anos em 9 de março e vende produtos para 40 países, avalia com cautela o mercado interno, qualificando como “desafiador” o momento pelo qual passa a indústria automobilística, mas se mostra otimista ante as perspectivas vindas lá de fora e aposta na recuperação econômica dos Estados Unidos. “Estamos focados na captura de oportunidades estratégicas de negócios, em meio à competição mais acirrada, e na otimização das operações”, sintetiza o presidente da Tupy, Luiz Tarquínio Sardinha Ferro. No posto desde 2003, este economista de 53 anos comandou as operações que consolidaram a internacionalização da companhia, especialmente a compra de duas fábricas nas cidades mexicanas de Saltillo e Ramos Arizpe, em 2012. Nesta entrevista à Revista 21, Tarquínio discorre sobre negócios, defende a “convergência e a cooperação” dos agentes econômicos como medida urgente para o Brasil sair da crise e fala de seu amor pela música.

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Usinagem de blocos na planta da Tupy em Joinville: principal operação da empresa tem 8.300 funcionários A Tupy divulgou faturamento de R$ 3,11 bilhões no ano passado, resultado semelhante ao do ano anterior. A que o sr. atribui essa performance, com registro de queda nas vendas? O resultado de 2014 da Tupy sofreu efeitos opostos dos mercados interno e externo. Enquanto o mercado interno caiu 17,6%, o externo, que representa mais de 70% das receitas da companhia, cresceu 8,3%. Esse resultado é fruto de nossa estratégia de diversificação de riscos, adotada desde 2003, e que protege a empresa dos efeitos das oscilações conjunturais e geográficas da demanda. A Tupy adquiriu o controle de duas empresas no México. Qual foi o impacto dessa operação sobre os negócios?

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A internacionalização da companhia está consolidada? Existem outros movimentos do gênero previstos para este ano? A Tupy tornou-se uma multinacional genuinamente brasileira, joinvilense antes de tudo. As aquisições da Tupy no México, em 2012, foram fundamentais para o avanço do processo de internacionalização da manufatura da companhia. A Tupy está atenta às oportunidades de mercado, desde que alinhadas à sua estratégia corporativa. No entanto, não prevemos nova aquisição em 2015. O sr. afirmou à imprensa que haverá retração nos investimentos, para este ano, mas que essa condição não é produto da crise econômica. De que modo, então, a crise afetou – se afetou –

o desempenho da companhia, no último exercício? A perspectiva que guia as ações da Tupy quanto aos investimentos se baseia no longo prazo. Passamos por um período de investimentos volumosos, com a implantação de nova planta para produção de blocos e cabeçotes em Joinville e a aquisição das fábricas do México, em 2012. Seria de se esperar, portanto, que o ritmo dos investimentos arrefecesse. Neste momento, nosso foco está centrado na otimização da base de ativos e no aproveitamento de oportunidades de negócios que permitam sua melhor utilização. Temos um volume de capital investido e precisamos elevar o seu retorno. Portanto, vale frisar que a queda do ritmo de investimentos não é essencialmente resultado da crise, mas de circuns-


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Uma das fábricas situadas no interior do México, que foram adquiridas em 2012: internacionalização tâncias próprias do ciclo de investimentos pelo qual a companhia optou em anos recentes. Ainda falando de crise, como o sr. analisa o atual momento da economia nacional e as medidas anunciadas até aqui neste segundo mandato da presidente Dilma? Não é novidade para ninguém que nossa economia passa por dificuldades de solução complexa. Acredito que o grande desafio se encontra na necessidade de fazer convergir para um caminho equilibrado e cooperativo todos os agentes que precisam contribuir para essa solução. O noticiário da crise, em tom de máxima gravidade, acaba por se refletir em maior cautela da

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parte até de pequenas empresas e dos cidadãos em geral, com relação a gastos e também na hora de consumir. Isso não tende a alimentar ainda mais a crise, em um efeito cascata? O nível de confiança dos agentes econômicos tem correlação direta com a propensão ao consumo e ao investimento. Assim, a percepção de riscos promove retração ou impulsiona consumo e investimento de acordo com o cenário. Se a introdução de medidas de correção de rumos for bem recebida, podemos ter uma reversão da atitude corrente de consumidores e investidores. Mas é preciso, para tanto, a convergência e a cooperação de que falei antes. Como avalia o comportamento do dólar, cada vez mais próximo

do euro? Concorda com as análises de que dificilmente voltará para baixo dos R$ 3? No caso de empresas exportadoras, como a Tupy, a alta do dólar é naturalmente positiva. O comportamento da taxa de câmbio dólar/euro reflete a consolidação do processo de recuperação da economia norte-americana, que fortalece o dólar, e a decisão anunciada pelo Banco Central Europeu de injetar moeda na economia como forma de impulsionar o crescimento da região, o que enfraquece o euro. Quanto à desvalorização do real, certamente isso contribui para a competitividade das exportações. Mas competitividade não pode ser função apenas de um preço relativo sobre o qual não temos como interferir. Em outras palavras, é nosso dever ser competitivos e


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Macharia/Fundição, uma das áreas produtivas de Joinville: parte da “substancial base de ativos” na cidade perseguir objetivos independentemente de preços relativos entre moedas. Não custa lembrar que não apenas o real está se desvalorizando perante o dólar, isto é, trata-se de fenômeno que atinge várias outras moedas. Observo que em outros tempos, quando nossa moeda estava forte, exportávamos 50% ou mais do volume produzido. Não deixamos de exportar, sempre às custas de esforço hercúleo para fazê-lo. Isso foi importante para gerenciar os riscos a que estamos expostos e, hoje, quando o cenário econômico doméstico é hostil, temos o esteio de nossos negócios internacionais para nos ajudar a combater as adversidades. Com as operações no exterior e outros movimentos de internacionalização, como está a operação da Tupy em Joinville? Joinville abriga a principal operação industrial da Tupy, com cerca de 8.300 empregos diretos. É a sede corporativa, onde se encon-

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tram importantes atividades, como vendas, engenharia e RH, dentre outras. Daqui são atendidos com qualidade clientes de todo o mundo. E assim continuaremos, temos uma substancial base de ativos em nossa cidade e dela precisamos obter retorno para nossos acionistas. A Tupy anunciou em janeiro um plano de eficiência energética. Como isso vai funcionar? Vamos fazer a medição dos resultados de economia ligados ao plano de eficiência energética. Ao todo, foram substituídos 297 motores elétricos no parque industrial de Joinville por meio do Programa Indústria Mais Eficiente, da Celesc. Estima-se que a economia por ano chegue a 10,2 mil MWh de energia elétrica, equivalentes ao consumo de aproximadamente 4,3 mil residências no mesmo período. A Tupy é uma das maiores consumidoras de energia elétrica do Estado e teve, em 2014, dois projetos de eficiência energética aprovados para

financiamento pela Celesc, num total de R$ 9,8 milhões. Na Tupy, além da substituição dos motores elétricos pelo de alto rendimento, foi feita a automatização dos sistemas. Os equipamentos, fornecidos pela WEG, apresentam rendimentos superiores aos exigidos por lei, podendo atingir uma economia de 30% em comparação a motores da geração anterior. Houve uma sinergia grande entre nossa equipe, a Celesc, a WEG e as parcerias no suporte ao projeto. A implantação foi um grande diferencial. Vale ressaltar que essa economia está diretamente ligada ao nível de produção, condições climáticas etc. Os recursos do convênio com a Celesc são bem-vindos e deveria haver outras iniciativas semelhantes, pois a redução no custo e a ampliação da eficiência das matrizes energéticas são fundamentais para a competitividade da indústria. Como tem sido o desafio de administrar uma empresa


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em franco processo de internacionalização e com tantos obstáculos externos para enfrentar? Isso é resultado de vários projetos diferentes na mesma empresa: reestruturação financeira, retomada da agenda estratégica, travessia da crise de 2008/2009, aquisições no México e, agora, as dificuldades do cenário. Enfim, a complexidade aumentou ao longo do tempo e muitos aprendizados se consolidaram. Muitos acertos; erros, também. Mas, no final, considero o saldo bastante positivo. Quando assumi a presidência da Tupy, tinha claro que poderia construir uma história de sucesso, juntamente com o time da empresa. Hoje, olhando em retrospectiva, acredito que fomos bem.

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Clientes da Tupy foram destaque no 2015 Ward’s 10 Best Engines, ranking anual da publicação americana WardsAuto. Entre os dez melhores motores eleitos pela revista, quatro são produzidos com blocos de motor em ferro fundido e, todos com blocos fabricados pela Tupy. O restante da lista é composto por quatro motores manufaturados com blocos de alumínio, um motor fuel cell (célula de combustível – elétrico alimentado por gerador eletroquímico a hidrogênio) e um motor elétrico. Isso demonstra nossa capacidade de responder aos desafios impostos pela indústria, os quais são crescentemente complexos, tendo em vista regulamentações estritas quanto à emissão de poluentes, consumo de combustível etc.

No âmbito pessoal, sabemos que o sr. tem incentivado ações para a disseminação da música popular, especialmente das cordas, em Joinville. Qual o papel da música na sua vida? Bem, eu sou o que chamo de um “cavaquinista diletante”. A música é das coisas de que mais gosto, não importa a origem. Tenho um amor particular pelo samba, berço de muitos poetas – Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, para ficar em alguns poucos. Quanto aos músicos com quem convivo em Joinville, assim como outros que tive o prazer de ouvir, são muito bons. Quando sobra um tempo, é igualmente prazeroso dividir uma roda de samba e umas cervejas com os amigos.


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Objetos do desejo

QUE TAL UMA BOA XÍCARA DE CAFÉ? O inverno está chegando e, para aquecer a estação, a Revista 21 selecionou as canecas mais desejadas – ou pelo menos as mais diferentes – para você tomar seu café, chá ou chocolate quente com muito mais conforto e, claro, inspiração.

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BEM NA FOTO

FUJA DOS FANTASMAS!

Parece uma lente de câmara, mas não se engane, dentro dela pode ter café. Ideal para os amantes da fotografia, a caneca Lente DSLR pode ser usada tanto para líquidos quentes quanto gelados e o aparador de sol serve como porta- copos ou recipiente para bolachas. Preço: R$ 109, 90 www.lojamundogeek.com.br Altura: 17,50 cm

Febre da década de 80, o jogo do Pacman traz nostalgia para aqueles que se divertiam em ir atrás de pastilhas e fugir de fantasmas. A linha Classic Games é vendida pela loja Nerd Universe. Preço: R$ 34,90 www.nerduniverse.com.br Dimensões: 7,7 x 10,8 e 9,2 cm Capacidade: 300 ml RECARREGANDO AS ENERGIAS Nada melhor que uma boa caneca de café para espantar o sono. A Coffee Energy Mug é acompanhada por uma tampa, que ajuda a preservar o café quente por mais tempo e serve como recipiente para bolachas. Para deixar qualquer um “pilhado”. Preço: R$ 38 www.ascanecasmaislegaisdomundo.com.br Dimensões: 13 cm x 7,5 cm Capacidade: 250 ml

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EM CASO DE EMERGÊNCIA

A caneca “Take a break” incentiva a dar uma pausa durante o dia. O formato é diferenciado: a xícara é quadrada por fora e arredondada por dentro. Preço: R$ 29,90 www.storeimagination.com.br Capacidade: 350 ml Dimensões: 13 cm x 10,3 cm

A CANECA DOS ANÕES

Os fãs de Tolkien nunca mais vão tomar seus bons chás do mesmo jeito. A Mundo Geek disponibiliza a caneca dos anões da Terra Média para qualquer um entrar neste mundo fantástico e se sentir um verdadeiro guerreiro. De cerâmica de alta temperatura, queimadas a 1300°C, as canecas são feitas manualmente, modeladas em argila especial e decoradas com malte exclusivo. O resultado tem textura e peso de pedra, impermea­ bilizada e refratária (é possível esquentar no forno ou no micro-ondas ou colocar na geladeira). As canecas, feitas artesanalmente pela ceramista Enery Pietro, podem variar ligeiramente em cor, tamanho ou formato. Disponíveis nas cores marrom e bege. Preço: R$ 76,90 www.lojamundogeek.com.br Capacidade: aproximadamente 460 ml

QUASE LÁ

O personagem Mr. P tenta alcançar a marca do beijo, deixando seu dia mais suave e divertido na hora do café. Com design delicado, a caneca é comercializada pela The Gadget Flow. Preço: U$ 12 www.thegadgetflow.com.br

EL RETORNO DEL BIGODÓN

Que tal fazer seu dia mais divertido com uma caneca descontraída? A Canecaria criou a charmosa xícara com bigode mexicano. Produzida com cerâmica de alta temperatura, é resistente ao uso em forno micro-ondas e máquina de lavar louças. Preço: R$ 29 www.canecaria.com.br DICAS PARA ESTA SEÇÃO, ESCREVA PARA REVISTA21@MERCADODECOMUNICACAO.COM.BR

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Painel

TENHO DITO

ACIJ NA MÍDIA

“Nossa democracia realizou bastante nos últimos 25 anos. Mas chegamos a um momento que precisa dar um salto. Está faltando liderança, capacidade de antevisão. Não só no governo federal, mas na oposição e em quase todos os partidos” Carlos Melo

Notícias do Dia, 5/3/2015 “O deputado estadual Patrício Destro (PSB) recebeu um grupo da Acij Jovem em seu gabinete, em Florianópolis. A entidade tem como principal bandeira a construção de mais um hospital do Estado em Joinville e conseguiu junto ao deputado marcar uma reunião com o secretário de Saúde, João Paulo Kleinübing.”

CIENTISTA POLÍTICO, EM PALESTRA NA FIESC

“O Procon estadual atendeu a 76 mil consumidores, de 2011 a 2014. Cada atendimento com solução promovido pelos Procons retira do Judiciário uma nova ação” Kleber Fernando Degracia GERENTE DO PROCON DE JOINVILLE.”

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“Santa Catarina vem trilhando um caminho de sucesso. Nosso Estado foi o maior criador de empregos em 2014, superando São Paulo. Foram 53.887 novos postos de trabalho abertos no Estado” Carlos Chiodini SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL DE SANTA CATARINA

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A Notícia, Blog do Loetz, 1/3/2015 “Justamente porque conquistaram fatia do poder, Darci de Matos, Kennedy Nunes, Patrício Destro e Dalmo Claro têm responsabilidades para com toda a população. É isso mesmo que a Associação Empresarial de Joinville (Acij) fará nesta segunda-feira, dia 2, na primeira reunião da plenária do ano do conselho deliberativo da entidade empresarial. Tomando para si a liderança das reivindicações comunitárias de Joinville, a Acij vai cobrar empenho dos eleitos a favor das grandes causas do município. O empresariado vai insistir para que todos eles atuem, em Florianópolis, e façam, lá, aquela pressão necessária e constante para que o governador Raimundo Colombo inclua entre as suas prioridades a construção de um novo hospital regional.” A Notícia, 26/2/2015 “O presidente da Acij citou o aumento de impostos e o ajuste fiscal de R$ 80 bilhões anunciado pela equipe econômica (‘falta de sensibilidade’, segundo ele) e chegou a falar em ‘indiferença’ dos governantes com a população ao lembrar da aprovação, por parte da Câmara, do recente reajuste dos benefícios dos deputados, incluin-

do aí o fato de que as mulheres dos parlamentares agora têm direito a usar a cota das passagens aéreas dos maridos.” Noticenter, 26/2/2015 “O Núcleo de Segurança e Saúde no Trabalho da Acij realizou o 2º Café com Segurança, em parceria com a Associação Catarinense de Medicina Ocupacional. O evento foi voltado para profissionais da área de segurança e médicos do trabalho no salão Tigre da Acij. A palestra foi realizada pelo vice-presidente da região norte da Associação Catarinense de Medicina do Trabalho (Acamt), Leriano Lucas Bevervanço, que falou sobre o tema ‘O papel do médico do trabalho na indústria’.” Noticenter, 11/2/2015 “As companhias aéreas Azul e Gol assumiram o compromisso, durante reunião-almoço na Acij, de fazer uma reavaliação das tarifas praticadas no Aeroporto de Joinville, após reunião com a diretoria da Acij, prefeitura, Infraero e Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A TAM, também convidada, não compareceu.” Notícias do Dia, 24/1/2015 “Para o presidente da Acij, João Joa­ quim Martinelli, os números do emprego são o reflexo de um cenário em transformação. Atualmente, segundo o IBGE, 55% da economia da cidade é movimentada por comércio e serviços. ‘A verdade é que a própria indústria mudou o seu foco, mantendo apenas os colaboradores diretamente relacionados com o produto, no processo produtivo ou na venda, optando por terceirizar as demais atividades’, explica Martinelli.”


CURSOS & EVENTOS

10 a 19 de abril

Feira do Livro Expocentro Edmundo Dobrawa, Joinville (47) 3422-1133 ou www. feiradolivrojoinville.com.br

16 e 17 de abril PORTFÓLIO

A artista convidada para esta edição é Márcia Camargo. O trabalho apresentado faz parte da série “Ser na forma de ser” e reflete sobre a problemática do corpo inserido nas artes visuais. “O meu corpo, o seu corpo, aquele que se mostra e que se apresenta de maneira exageradamente visível, aparece como uma obra de arte, mas uma obra específica, pessoal, íntima, feita sob medida, com suas fragilidades, seus medos, aceitação, auto-estima, culpa, padrões e sentimentos”, aponta. Paulistana, radicada em Joinville, Márcia trabalha e pesquisa diversos suportes, materiais e texturas. Utiliza várias linguagens: instalações, fotografias, videoarte, intervenções urbanas e performances fazem parte de seu portfólio. Para mais informações, entre em contato: marciatelier@hotmail.com.

25º Concarh – Congresso Catarinense de Recursos Humanos Expoville, Joinville www.concarh.com.br

24 e 25 de abril

Cidadão do Mundo – 3a Feira de Educação Internacional e Intercâmbio Centro de Convenções Alfredo Salfer, Joinville www.facebook.com/ feiracidadaodomundo

8 a 10 de maio Estou imensamente feliz com a reportagem “A arte transformada em negócio” (edição de jan/fev). Um assunto que a cada dia me encanta mais, especialmente trabalhando em uma cidade com enorme potencial de ampliar a compreensão do valor da arte. Gabriela Loyola, proprietária do escritório Picta Fiquei feliz com a abordagem sobre a questão do privado investindo em arte – um puxão de orelha no poder público, que deveria estar mais ativo nesse mercado. Sarah Pinnow, da El Clandestino Excelente a reportagem “O filão das PPPs”. Parabéns a toda equipe. Carlos Ari Sundfeld, fundador da Sociedade Brasileira de Direito Público

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Ficamos gratos pela matéria sobre a Quatenus. Parabéns à equipe. Agradecemos à Acij por estar sempre presente na nossa história. Somos uma empresa que apoia e vive o associativismo no seu dia a dia. Carmem Pedroso, gestora de marketing e comunicação Erratas 1. Na edição 17, afirmamos em nota sobre o Hospital São José que a revitalização e a pintura da fachada foram realizadas no ano passado. Na verdade, as ações estão em processo de finalização. 2. Diferentemente do que foi publicado na edição 17, no texto “Novas tecnologias auxiliam na proteção de dados e informações empresariais”, as soluções Firewall WatchGuard e Cisco não são a mesma ferramenta.

Sport Expo Show Expocentro Edmundo Doubrawa, Joinville www.sportexposhow.com.br

20 a 22 de maio

Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense 2015 Fiesc, Florianópolis 0800-481212/ www.fiesc.com.br

27 a 29 de maio

ExpoGestão 2015 Expoville, Joinville www.expogestao.com.br

27 de maio

Palestra E-Social – aspectos e processos Acij, Joinville (47) 346-13333 www.acij.com.br

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Briefing

Hotel Bandeirantes, de Barra do Sul, é um dos estabelecimentos administrados pela CHA, de Joinville NEGÓCIOS

Associação de hotéis garante crescimento e profissionalização do mercado Eventos internacionais como a Co­ pa do Mundo e as Olimpíadas, com sede no Brasil, têm movimentado o setor hoteleiro de maneira expressiva. De acordo com levantamento da consultoria BSH Internacional, publicado em março, a previsão de investimentos na área para este ano é de R$ 2,3 bilhões. A expectativa é de que sejam abertos 54 novos estabelecimentos, o que significa 8,9 mil unidades habitacionais, gerando 5,2 mil empregos. Estimulada por esse panorama, a Cadeia de Hotéis Associados (CHA), baseada

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NIVALDO NARÃ

em Joinville, pensa longe e planeja agregar 100 hotéis até 2020. Criada em 2012, a CHA nasceu com o intuito de fortalecer a operação de hotéis independentes e familiares por meio da padronização na gestão. Hoje, são oito empreendimentos filiados, com uma novidade em Guaratuba (PR), a Pousada Água Marinha, incorporada no início de março. “Nosso objetivo é profissionalizar os meios de hospedagem, oferecendo o senso de rede para que sejam reconhecidos e aceitos pelo mercado. Assim, serão vistos com a credibilidade de um grupo de hotéis que busca elevar o nível de excelência, tornando-se referencial de boas práticas dos serviços e da força comercial de vendas”, resume Geraldo Linzmeyer, diretor da CHA. Reunindo uma série de parceiros, especialistas em diversas áreas, a CHA realiza um diagnóstico, que revela pontos fortes e fracos e o que precisa ser readequado em um novo empreendimento. Estão disponíveis duas formas de associação: a terceirização total da gestão do estabelecimento ou quando apenas uma parte do negócio fica sob a responsabilidade do grupo. Para Linzmeyer, os principais desafios do ramo hoteleiro estão na capacitação da mão de obra, diminuição do turnover, rentabilização do patrimônio e desenvolvimento do destino turístico, melhorando a infraestrutura local. Para este ano, o grupo pretende consolidar a expansão, ingressando no mercado gaúcho, a partir de Gramado. Duas operações já estão sendo estudadas e ainda há a análise de mais três outros endereços, em variados locais do país. Hoje, a CHA conta com os seguintes empreendimentos: Holz Hotel e Trocadero, em Joinville; Bandeirantes da Barra, em Balneário Barra do Sul; Hotel Piçarras; Porto de Paz, em São Francisco do Sul; Pousada Dom Capudi, em Bombinhas; e Pousada Água Marinha, em Guaratuba. Na recém-chegada Água Marinha, as primeiras providências, já em andamento, são melhorias no leiaute, decoração e conservação para uma reimplantação hoteleira e reposicionamento inicial.


DIVULGAÇÃO

Fliperama, de Joinville: ambiente dinâmico, democrático e flexível COWORKING

Negócios diferentes sob um mesmo teto Profissionais de origens distintas, cada um com seu próprio negócio, trabalhando em um mesmo ambiente, complementando-se e partilhando experiências, rede de contatos, ideias e oportunidades. Essa é a definição de Thomaz Lima para o sistema coworking, utilizado no espaço colaborativo do qual é sócio, o Fliperama, que completou um ano de existência em Joinville agora em março. Na prática, coworking é um modelo de escritório que oferece um ambiente mais dinâmico, democrático e flexível, com estrutura corporativa

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completa – dividem-se custos e serviços, como internet, telefone, secretária e sala de reunião. É uma boa opção aos que procuram sair do isolamento do home-office, dos escritórios convencionais, ou mesmo fugir das distrações de espaços públicos. “No Fliperama, a colaboração potencializa boas ideias. Aqui, o conceito de coworking é aplicado de forma plena e com um mesmo objetivo: realização pessoal. O desafio é aprender novas formas de trabalhar partindo da concorrência leal, compartilhamento de conhecimento e responsabilidade mútua entre as pessoas e empresas que operam a partir do nosso espaço”, explica Thomaz. O sistema é baseado em um modelo americano nascido há cerca de dez anos. Hoje, no mundo, são mais de 4 mil espaços como esse em funcionamento. “Já mantínhamos relações profissionais entre nós. Porém, cada um com sua estrutura, enfrentando sozinho a dura rea­ lidade do mercado. Pensando em reduzir custos e ganhar eficiência pela conexão de oportunidades, resolvemos criar um lugar para desenvolver esse ideal”, explica Thomaz. Assim nasceu o Fliperama, que já conta com 20 profissionais de sete empresas, utilizando duas salas de reunião multimídia, 24 estações de trabalho e conveniências de escritório, como telefone, impressão, internet e endereço virtual. “Estamos construindo um auditório que comporta até 50 pessoas, um espaço gourmet, uma sala de criação multiuso e um espaço de descompressão, com televisão, jogos e sofás”, descreve o sócio. No espaço, a criatividade, o convívio social e a amizade são fatores estimulados. “Muitas vezes, ficamos em um estado mental e físico chamado ‘zona de conforto’. A colaboração é ideal para quebrar essa inércia.”

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AGRICULTURA

Ações ambientais geram créditos Aproximadamente 300 produtores rurais beneficiados. Essa é a expectativa da Fundação 25 de Julho para o Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável, implantado pela lei nº 7.855, aprovada e regulamentada via decreto municipal. A iniciativa permite que os pequenos agricultores que realizam ações de preservação ambiental possam acumular créditos e requisitar serviços do setor público, por intermédio da fundação. De acordo com o engenheiro agrônomo Ricardo Werner Plothow, gerente do órgão, o início das atividades deve demorar pelo menos três meses. “Esse é o tempo médio que as licitações para aquisição dos produtos necessários levam para ser aprovadas. Assim que vier a liberação, os editais de cadastramento serão abertos”, antecipa. Para ter acesso ao benefício, poderão se inscrever os produtores que mantêm áreas de até 48 hectares. A troca dos créditos dará direito a subsídios para rea­ lizar obras dentro da propriedade rural. Entre as ações que podem ser transformadas em crédito estão, por exemplo, os reflorestamentos com espécies nativas ou exóticas. Uma das medidas incentivadas pela Fundação 25 de Julho para dinamizar os serviços nas propriedades rurais é o Círculo de Máquinas, uma associação de produtores rurais interessados em aumentar o lucro, reduzindo custos e investimentos, melhorando a eficiência e intensificando o uso de máquinas agrícolas.

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Produção de aipim em Pirabeiraba: objetivo do projeto é estimular o desenvolvimento sustentável


ROGÉRIO DA SILVA

INTERNET

Conceitos de economia criativa via redes sociais A economia criativa tem se tornado um conceito cada vez mais presente em várias instâncias sociais. Mas muita gente ainda tem dúvidas sobre o que a expressão significa e que ideias estão associadas a ela. A Tucunaré Desenvolvimento Criativo arranjou uma forma de promover o conhecimento em torno da área. Em fevereiro, lançou a “Criatipédia”, página no Facebook que terá inserções semanais de verbetes relacionados à economia criativa. Helga Tytlik, consultora da Tucunaré, observava constantes enganos na interpretação dos conceitos de economia criativa e idealizou a página para preencher essa lacuna. “É preciso compartilhar as ideias que estão sendo debatidas e defendidas mundialmente para que sejam alinhadas e caminhem na mesma direção”, justifica. A base para a compilação está na conceituação defendida por organismos como ONU e Unesco. No Brasil, a literatura publicada por

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Ana Carla Fonseca é um dos principais parâmetros. “Aqui, o conceito de cultura é o mais amplo, ou seja, tudo que compõe o indivíduo: sua vivência, formação familiar e acadêmica, religiosidade, valores, crenças. A aplicação se estende por todas as áreas pública, privada, cultural e social”, explica Helga. Dois conceitos da “Criatipédia” Economia criativa Representa a criatividade, o conhecimento e a experiência vivencial como valor econômico no desenvolvimento de qualidade de vida e processos de inovação, valorizando os intangíveis. Indústrias criativas São originadas na criatividade, habilidade e talento individuais, com conteúdo simbólico e algum grau de propriedade intelectual, desenvolvendo produtos como obras literárias, musicais, cinematográficas e plásticas.

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ROGÉRIO DA SILVA

DESBUROCRATIZAR

Modelo de Joinville inspira prefeituras

Técnicos apresentaram o sistema eletrônico a representantes de outras quatro cidades

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Dar agilidade ao serviço público é eterno desafio para governantes de todas as instâncias desde que o mundo é mundo. E Joinville pode se orgulhar de ser referência em um importante passo nesse caminho. O Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que já havia servido de modelo em que se espelhou a prefeitura de São Paulo – que enviou representantes para conhecer de perto a experiência catarinense –, recentemente foi alvo de equipes das prefeituras de Jaraguá do Sul, Jundiaí, Londrina e da empresa Trensurb, de Porto Alegre, que vieram conhecer o sistema. O SEI foi criado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede na capital gaúcha, e cedido sem custos à prefeitura de Joinville. A implantação, feita por processos, otimizou e normatizou o fluxo de trabalho, segundo Felipe Schüur, diretor executivo da Secretaria de Administração e


Planejamento. O SEI permite, em ambiente virtual, a gestão de documentos e processos administrativos: da tramitação de expedientes, desde a criação, edição, assinatura, até o armazenamento, tudo é feito por meio eletrônico. Nove processos já são executados por esse meio – incluindo assinatura eletrônica, descontingenciamento orça­mentário, projetos de lei, sanções e vetos, processos licitatórios, correspondências administrativas e publicações no Diário Oficial Eletrônico. Novos processos serão, gradativamente, inseridos no sistema, e cerca de mil funcionários já foram capacitados para utilizá-lo. São muitas as vantagens da desburocratização pela informatização: da eliminação de procedimentos em meio físico à celeridade de todas as etapas, com segurança e confiabilidade.

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revista

Licença ambiental em três meses Criada também com a intenção de tornar a administração municipal mais rápida e eficiente, atendendo às necessidades da população, a reforma administrativa de setembro de 2014, que criou a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), comemora a drástica redução do prazo médio para liberação de licenças ambientais para implantação ou ampliação de indústrias: de um ano para três meses. Pelos cálculos da prefeitura, até o início de março, não havia um único pedido do setor em aberto, o que é uma novidade e tanto. Juarez Tirelli, secretário do Meio Ambiente, diz que a principal razão da redução desses prazos foi a própria criação da Sema, para onde vão, diretamente, todos os processos que, até então, passavam pela Secretaria de Infraestrutura e Fundação do Meio Ambiente. Ele explica que a maior agilidade se deve, ainda, a um verdadeiro “mutirão”, sob a coordenação da gerência da unidade de licenciamento. Tirelli lembra que os empresários e empreendedores também podem fazer a sua parte para dar ainda mais rapidez ao processo. “Se a empresa escolhe um terreno adequado ao licenciamento, terá a liberação em poucos dias”, recomenda.

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DIVULGAÇÃO

Parque gráfico da Volpato, no Distrito Industrial: empresa registrou crescimento de 57% em 2014 MERCADO

Expectativas da indústria gráfica brasileira De acordo com levantamento da consultoria IDC Brasil, o mercado de impressão registrou queda em 2014. Foram vendidos 3,2 milhões de equipamentos de impressão – ou 11,9% a menos do que em 2013. A redução da demanda atingiu tanto a tecnologia jato de tinta, que representa 73,1% do total de vendas, quanto a tecnologia a laser, que equivale a 26,9% do faturamento. Entre os fatores que influenciaram essa desaceleração está o ano atípico, com Copa do Mundo em junho, eleições em outubro e a explosão cambial do último trimestre. Na contramão, em ritmo positivo, destacam-se casos como o da Gráfica Volpato. Presente em Joinville desde 1995, a empresa investe cada vez mais em equipamentos de alta tecnologia para atender à clientela. “No ano passado, cres-

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cemos 57%, mas vendemos muito para a indústria e, se a indústria se retrai, acaba afetando nosso negócio. Sem dúvidas, a situação econômica brasileira atual é preocupante, o que impactará em nosso financeiro e no faturamento”, pondera Evandro Rogério Volpato, diretor comercial da gráfica. Evandro revela que as expectativas da Volpato para este ano devem permanecer no azul: “O objetivo é crescer 27%. Vamos fortalecer a marca e abrir clientes em novos mercados”. Com parque gráfico de 900 metros quadrados localizado na Zona Industrial Norte, a Volpato tem um quadro de 54 funcionários e imprime catálogos, folders, materiais de marketing, embalagens, bulas, entre outros itens do gênero. “Joinville apresenta um enorme potencial. Investimos no município porque antes

apenas grandes gráficas de fora vinham disputar o mercado local. Hoje, atendemos toda Santa Catarina e temos alguns clientes em São Paulo e no Paraná, mas 85% são daqui”, ressalta. Visão compartilhada por Alexandro Dittrich, diretor da Gráfica Nacional. “Desde o ano passado, tomamos medidas internas com foco no processo produtivo e no relacionamento com os clientes”, sublinha, para reiterar sua expectativa de que o governo “faça a parte dele” na gestão da economia, de maneira que a indústria nacional retome o caminho do crescimento. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), em todo o Brasil, 20.630 empresas atuam nesse mercado. Desse total, 97% são de micro e pequeno porte. Na Região Sul, são 4.732 gráficas.


DIVULGAÇÃO

CRISE HÍDRICA

O tempo é de economizar Enquanto a Região Sudeste enfrenta uma das piores crises de abastecimento de água, pesquisa recente realizada do Instituto Trata Brasil aponta mais de R$ 8 bilhões em desperdício do recurso só em 2013. Entre as 100 maiores cidades, Joinville apareceu com perdas em torno de 40% do faturamento. São muitos os esforços para evitar que preciosos volumes de água tratada escoem pelos ralos antes de ser utilizados. Em 2014, a Companhia Águas de Joinville pesquisou cerca de 550 quilômetros de rede para identificar os chamados vazamentos ocultos: realizou mais de 700 consertos e preservou 700 milhões de litros de água, o suficiente para abastecer a cidade por quase seis dias. O trabalho segue neste ano e a empresa já anunciou investimentos de R$ 21 milhões para duplicar a capacidade da estação de tratamento do Cubatão, obra que deve ficar pronta em 2016. Para 2019, a empresa prevê a conclusão da ETA Piraí Sul, que vai custar R$ 64 milhões. A cidade, ainda bem, corre riscos mínimos de enfrentar uma grande crise hídrica. Segundo a Águas de Joinville, o modelo de captação e os índices pluviométricos que mantêm o nível dos rios são os principais fatores que colocam Joinville nessa situação de relativo conforto. Aos esforços públicos se somam ações de empresas diretamente ligadas à questão. Caso da Docol, uma das maiores fabricantes brasileiras de metais sanitários e destaque na produção dos chamados economizadores – torneiras, válvulas de descarga, chuveiros e misturadores dotados de mecanismos que restrin-

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revista

Alguns itens da linha de economizadores da Docol: mercado atento à racionalização gem a vazão e economizam entre 60% e 70% de água. A empresa vê crescer o nível de conscientização entre os consumidores ao reconhecer um aumento significativo na procura por esses produtos. “Mesmo em regiões que não foram atingidas diretamente pela crise hídrica, percebemos clientes mais atentos, vendedores buscando conteúdo referente ao tema, em função da própria demanda, e o varejo compondo seu mix dentro desse contexto”, diz Guilherme Bertani, diretor superintendente da empresa. A Docol participou da implantação de um dos principais projetos de conscientização para a economia de água: o Programa de Uso Racional da Água (Pura), criado pela Sabesp, responsável pelo tratamento e distribuição no Estado de São Paulo. Hoje, segundo a Sabesp, o programa, que inclui campanha educacional e troca dos equipamentos, já chegou a 2,4 mil escolas, postos de saúde, hospitais e até presídios. Embora veja a indústria atenta à questão da água, até porque isso se reflete no resultado do negócio, Bertani considera lentos os avanços no setor público. “Ainda há muitos espaços públicos com produtos que não são apropriados, e quem paga essa conta, além do contribuinte, é a natureza”, lamenta. Outra vertente reside nos investimentos corporativos para estimular o uso racional. Em março, a Embraco anunciou que reaproveita cerca de 60% do total de água tratada: são 152 milhões de litros de água de reúso para um total de 258 milhões de água tratada. A água de reúso é destinada a atividades como jardinagem, limpeza externa e sistemas de refrigeração. Para completar, um sistema próprio tem capacidade para captar quase 1,7 milhão de litros, destinados a processos de refrigeração.

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Em números

ÍNDICE DE CONFIANÇA SUSTENTARE

Um olho no padre... O empresário do Norte catarinense nunca esteve tão pessimista quanto à condução da economia por parte do governo brasileiro. É o que aponta o Índice de Confiança Empresarial Sustentare. O índice, conhecido como Ices, é divulgado trimestralmente e, a partir de um questionário, resulta de um levantamento que abrange 125 empresas de vários segmentos nas cidades de Joinville, Jaraguá do Sul, São Francisco do Sul, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Guaramirim, Barra Velha, Araquari, Garuva, Itapoá, Blumenau, Itajaí, Florianópolis e algumas no Paraná. O índice é baseado nos seguintes parâmetros de notação: Ices menor que 50 = baixa confiança dos empresários, Ices igual a 50 = média confiança dos empresários, Ices maior que 50 = alta confiança dos empresários. A EVOLUÇÃO DO ÍNDICE

100

A nota para as perspectivas econômicas no primeiro trimestre de 2015, de 35,94, foi a mais baixa da história do índice. No primeiro trimestre de 2011, início da medição feita pela Sustentare e princípio do governo Dilma, o índice apresentou o seu melhor desempenho. Mas, desde então, a confiança do empresariado tem se deteriorado, e desde 2014 está no vermelho. E o humor pode piorar, a se levar em conta o histórico do Ices: os segundos trimestres (círculos vermelhos no gráfico) sempre apresentaram queda em relação ao trimestre anterior.

90 80 70 60

54,14

48,49

50

35,94

40 30 20 10 0

11/1 11/2 12/1 12/2 12/3 12/4 13/1 13/2 13/3 13/4 14/1 14/2 14/3 14/4 15/1

RAIO X DO ÍNDICE O Ices mede a confiança do empresário da região a partir de sete subíndices, apresentados nos gráficos ao lado. As linhas cinza representam o índice geral. As linhas vermelhas representam os subíndices, em dois momentos: no primeiro trimestre de 2014 e no primeiro tirmestre de 2015

Economia brasileira

52,33

48,49 45,93

Taxas de juros Brasil 50,81

35,94 31,40 25,32 14,35

1o tri 2014

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Economia internacional

1o tri 2015

1o tri 2014

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...outro na missa Os três subíndices com piores avaliações foram a taxa de juros, o controle da inflação e a taxa de câmbio. Os empresários da região estão atentos: nos três casos, os sinais de deterioração são evidentes TAXA DE JUROS Dilma chegou aumentando juros, forçou uma baixa, mas teve que se render à realidade. Taxa hoje é a mais alta desde 2009

CONTROLE DE INFLAÇÃO Só esboçou uma aproximação ao centro da meta, de 4,5%, no meio de 2012. O acumulado do últimos 12 meses passa dos 8%

EVOLUÇÃO DA TAXA SELIC DURANTE O GOVERNO DILMA

INFLAÇÃO ACUMULADA EM 12 MESES

15

8

14

7,5

12,75

13

6,5

11

6,0

10

5,5

9

5,0

8

4,5

7

4,0

6

3,5

5

3,0

4

2,5

3

2,0

2

1,5

1

1,0

0 2011

3,18 3,0

2,5

Centro da meta 2,0

1,5

Limite mínimo da meta

1,0

0 2012

2013

2014

Controle da inflação

2015

DESVALORIZAÇÃO DO REAL FRENTE AO DÓLAR 3,5

Limite máximo da meta

7,0

12

8,1

REAL FRENTE AO DÓLAR Com a recuperação dos EUA, investidores têm fugido de mercados confusos, como é o caso do Brasil hoje

2011

2012

Taxas de câmbio

2013

2014

2015

0

2011

Necessidade de investimento

33,43

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revista

1o tri 2015

2014

2015

48,55

33,71

32,90

17,42

12,42

1o tri 2014

2013

Lucratividade

51,16

31,40

2012

1o tri 2014

1o tri 2015

1o tri 2014

1o tri 2015

1o tri 2014

1o tri 2015

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Especial

A conta que não fecha Equívocos na gestão da economia produzem desemprego, desaquecem o consumo e reduzem credibilidade do governo para a retomada necessária

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Raquel Schiavini Schwarz Pelo descontrole da máquina pública e por conta de uma série de decisões equivocadas, o governo federal levou o Brasil a uma cadeia negativa e perigosa. Juros altos e câmbio instável inibem o investimento e fazem cair a produção. Menos oferta, mais inflação. Menos consumo. Sem ter para quem vender, multiplicam-se as demissões. Com mais gente sem emprego, menos gente para comprar. É nessa espiral que os brasileiros estão inseridos nos últimos cinco anos – pelo menos. Cautelosos, especialmente quando se fala em novos investimentos, empresários parecem não acreditar no que está ocorrendo com a política econômica. E não disfarçam o pessimismo. A disparada do dólar (R$ 3,12 em 7 de abril), a maior dos últimos 12 anos, tem causado apreensão. A alta está relacionada à instabilidade política e à falta de confiança no mercado. Isso tudo dentro de um caldeirão de corrupção, que levou mais de 1 milhão de pessoas às ruas no dia 15 de março. “O quadro é preocupante porque o consumo vem se desaquecendo e, na outra ponta, temos a subida desenfreada do dólar e a inflação beirando a casa dos 8%”, enumera Jaime Grasso, presidente da Athletic, que fabrica equipamentos de ginástica. Como 50% dos seus insumos são importados, Grasso reconhece que terá de repassar ao produto o peso do dólar. Nos primeiros dois menos deste ano, os negócios da Athletic decaíram cerca de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o empresário, que cogita demitir 300 pessoas do seu quadro de 1,3 mil funcionários até julho, caso o cenário não mude. Na visão do dono da Athletic, o governo foi negligente e equivocado em vários aspectos – especialmente por segurar artificialmente, por anos, a cotação do dólar sobre o real. “As empresas de fora inundaram o Brasil com seus produtos e as nossas pararam de produzir, perderam competitividade”, compara. Para piorar, alguns fabricantes nacionais, como os de aço, que lidam com matéria-prima daqui, teriam elevado seus preços sem necessidade. Ainda segundo o empresário, a taxa Selic foi às alturas, dificultando o acesso a financiamento. “Em vez de estimular o crescimento, está desestimulando. Hoje, temos inflação com recessão. É a pior receita. Isso gera aumento de custo numa ponta, insegurança, desemprego e queda de consumo em outra”, sintetiza. E ele tem razão. Pesquisa divulgada em março pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que a intenção de consumo das famílias diminuiu 11,9% em março, em relação ao mesmo mês de 2014, e 6,1%, na comparação com fevereiro. Foi o menor nível da série histó-

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revista

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rica – iniciada em janeiro de 2010 –, pelo segundo mês consecutivo. Outro empresário de Joinville que se mostra descontente e tem passado mais tempo na calculadora é Moacir Bogo, da empresa de transportes Gidion. De acordo com ele, os reflexos da crise já provocaram uma retração na demanda de 4% sobre 2014. Significa em torno de 120 mil passageiros a menos nos dois primeiros meses do ano. “Resultado da política do governo, que incentiva o transporte individual em detrimento do coletivo”, aponta. Com menos passageiros, a tarifa se torna mais cara, o que também tem afastado a clientela. Bogo faz outra leitura: de 2000 até agora, a gasolina subiu 100%, enquanto o diesel avançou cerca de 400%. “Aquilo que pesava 7% no custo da tarifa, agora chega perto de 20%.” O empresário do transporte explica que, diferentemente de outros setores, que podem calibrar a máquina, reduzir mão de obra ou dar férias coletivas, ele não tem como diminuir linhas. “Se há 20 passageiros num horário, não posso fazer com que eles migrem para outra linha ou outro horário”, justifica. Bogo enten-

de que as medidas de desoneração aleatória do governo, como redução do IPI, acabaram incentivando o endividamento exagerado da população. “Dilma fez tudo errado. A sensação é de instabilidade e falta de confiança”, revela. Em estado de alerta também está o Sindicato da Indústria de Autopeças (Sindipeças). Segundo o presidente Hugo Ferreira, a crise já bateu nas empresas mais representativas do setor. Houve demissões na ordem de 20% – incluindo o turnover – nas fábricas de automóveis, caminhões e de autopeças. As montadoras foram as mais afetadas. O baque começou no fim do ano passado, com extensão das férias coletivas e Carnaval. Entre os fatores que mais castigam a indústria de automóveis, destacam-se a redução de financiamentos, especialmente para caminhões, e os juros altos. “O crédito ficou mais duro. Os empresários não estão comprando porque há uma saturação do mercado de caminhões novos. As pessoas não compram carros porque não sabem se terão salário para pagar. É um ciclo vicioso”, analisa Ferreira.

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CAMINHOS Do descontrole à necessidade de reação O governo gastou sem controle e bateu no muro. Aumentou a dívida, turbinou a inflação, perdeu credibilidade. Depois do microscópico 0,1% de 2014, há estimativa de crescimento negativo do PIB para este ano, em torno de - 0,3%. Ainda há o contágio do caso Petrobras: com dívidas maiores que o patrimônio, a estatal não paga fornecedores, que, por sua vez, não pagam empreiteiras, que não quitam compromissos bancários. E obras vão ficando pelo caminho. Agora, será preciso firmar

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o compromisso de não gastar mais do que arrecada para reconquistar a confiança dos agentes econômicos, além de promover um rearranjo nos fatores de produção. Segundo o economista Ricardo Torres, professor da Sustentare, a solução passa por aumentar investimentos diretos na economia, reduzir a volatilidade do mercado cambial, valorizar a moeda nacional e, ao mesmo tempo, atacar a inflação. Em médio prazo, diz ele, o governo terá de promover a forma-

ção da poupança interna e diminuir impostos e encargos sociais na folha de pagamento, incentivando as contratações. O economista Luciano Córdova, consultor da Fecomércio, assinala que, nos últimos anos, o incremento da renda não foi acompanhado pela evolução da produtividade, o que afetou os incentivos ao investimento empresarial e resultou na retração da economia. Para reequilibrar essa conta, é fundamental que os dois fatores avancem em níveis


IMPACTO

Cautela para investir e repasse aos preços

Manifestações levaram mais de 1 milhão às ruas das grandes cidades; empresários Bogo e Grasso (de cima, à esq.) apontam equívocos

iguais, de maneira que a economia cresça com consistência. Para ele, o governo deveria ter priorizado a melhoria dos incentivos à produção e a diminuição da carga tributária. Outro instrumento seria aprofundar a desoneração da folha de pagamento, e não o contrário, como o governo está querendo fazer. “Aumentar a taxa é um retrocesso, vai na contramão das medidas de reforma tributária e melhoria do ambiente de negócios”, avalia o economista. Além da desoneração,

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segundo Córdova, é importante elevar o percentual do PIB em inovação (hoje de 2%) e educação (hoje, 6,5%). “O investimento em inovação é fundamental para se elevar a produtividade, fazendo com que a economia cresça para acompanhar o aumento de salário”, projeta. Ele defende que, por meio de novas práticas e inovações tecnológicas, é possível produzir mais com menos recursos. Também é preciso incentivar a competitividade e desburocratizar a abertura de empresas.

A crise não pegou só grandes empresas. Pesou no bolso da dona de casa que compra o pãozinho e o remédio. E impactou também na gestão de pequenos negócios. Muitos não estão conseguindo pagar fornecedores nem bancos, que endureceram nos empréstimos. Já que, para esse segmento, mecanismos como férias coletivas não têm o mesmo efeito da indústria, a saída é mesmo demitir ou parar de contratar. As consequên­ cias são de toda ordem. Um ponto é a cautela nos investimentos, além do repasse aos preços de custos ascendentes – como energia elétrica e combustíveis. Resultado: o empresário que antes tinha coragem de empreender está mais retraído. “O governo que fez tanta coisa errada mandou a fatura para as empresas pagarem”, reclama Wilian Tonezzi, da Asso Engenharia. “Protestamos contra o estelionato eleitoral que nos colocou nesta situação difícil economicamente”, assinala Carlos Kaminski, empresário, um dos líderes das manifestações de março em Joinville. Uma pedra no sapato dos pequenos é a reforma previdenciária em pelo menos um item: o auxílio-doença. Hoje, se um funcionário se afasta, a empresa arca com os custos do salário por 15 dias e depois a bola passa para o INSS. Com a mudança, o empregador terá que bancar 30 dias. Para completar, o crédito não está nada fácil. De outra parte, as micro e pequenas empresas costumam ser ágeis nas mudanças de rumo para atravessar a crise sem maiores arranhões.

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ABC DA CRISE Política econômica do governo Decisões ruins ou falta de decisões geram incerteza e afetam o ambiente econômico. Ambiente de incertezas afeta as decisões de investimento. Sem confiança não há investimento. Sem investimento não há crescimento Em um ambiente de incerteza... ...A INICIATIVA PRIVADA l Não investe l Estoques aumentam l Empresas diminuem produção para reduzir o estoque, cortam custos e demitem

...A POPULAÇÃO l Reduz o consumo l Mercadorias ficam empatadas l Pessoas são demitidas e o consumo cai vertiginosamente

Resultado Queda da atividade econômica e da arrecadação de impostos, que acaba por prejudicar ainda mais a gestão pública, que em geral aumenta mais os impostos e sobrecarrega ainda mais a economia. Quando a inciativa privada sente a incerteza do ambiente econômico e reduz o investimento, é função do governo dar novas diretrizes à economia: DE IMEDIATO l Reduzir gastos governamentais l Aumentar investimentos diretos, ocupando parte do espaço da iniciativa privada l Aumentar a taxa de juros para estancar a fuga de capitais, reduzir a volatilidade do mercado cambial, valorizar a moeda nacional e reduzir a inflação A CURTO E MÉDIO PRAZOS l Reduzir impostos e encargos sociais para incentivar as contratações l Promover a formação de poupança interna l Reduzir transferências de renda governamentais A MÉDIO PRAZO l Reduzir as taxas de juros de mercado l Controlar o nível de oferta e modalidades de crédito ao consumidor e às empresas, taxas de juros praticadas e prazos l Fornecer um plano de redução de endividamento popular Entenda alguns fatores da crise l Juros altos, na ordem de 12%. Em 2014, ficou perto dos 10% l Mercado de trabalho desaquecido. Investimentos caíram porque os empresá­ rios perceberam que os investimentos não compensam mais os gastos l Fortes pressões inflacionárias vindas dos reajuste dos preços administrados, como energia elétrica (27% de aumento em SC) e combustível (20 centavos por litro). Há, ainda, o aumento das bandeiras tarifárias, vinculado ao custo da produção l Baixo incentivo aos investimentos no setor produtivo, principalmente na indústria, que têm valor agregado maior l Taxa de câmbio instável. Nos últimos anos, a relação entre as moedas tem sido muito valorizada em relação ao dólar. Isso prejudica as exportações ECONOMISTA RICARDO TORRES, PROFESSOR DA SUSTENTARE

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SOLUÇÕES Para começar a arrumar a casa Empresários e dirigentes de entidades apontam que, para restituir a confiança no governo, o primeiro passo seria baixar o custo da máquina pública e aprovar as reformas pendentes, como a política e a fiscal. Para Jaime Grasso, da Athletic, a presidente Dilma deve assumir que o Brasil passa por um momento delicado e parar de gastar. Moacir Bogo, da Gidion, sugere a implantação de um sistema de governança corporativa, no qual a competência teria de prevalecer na hora da nomeação, sem indicação política. “Ministros precisam entender o que estão fazendo”, dispara. Para o empresário, o país está distorcido. “Hoje, a política de tributação sobre a mão de obra é a mesma, tanto para uma empresa que tem 10% do seu custo em pessoal quanto para outra com 50%”, exemplifica, acrescentando que, na Gidion, a média chega a 48%. Se ocorrer nova oneração na folha, trará um custo adicional equivalente a 50 mil passagens por mês, segundo o dono da Gidion. Por isso, Bogo acredita que a reforma fiscal deveria dar um tratamento diferenciado dependendo do ramo de atividade. Hugo Ferreira, do Sindipeças, defende como prioridades o ajuste fiscal e a diminuição das verbas para os deputados. Já para Sebastião de Souza Alves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, a saída é valorizar a indústria nacional, com investimentos em tecnologia, financiamento público a juros baixos ou subsidiados para as empresas, com contrapartida social que garantisse melhores condições de trabalho e salários.


EM JOINVILLE Como foi o protesto No dia 15 de março, enquanto mais de 1 milhão de pessoas tomavam as ruas de muitas cidades brasileiras, analistas repetiam: “Este protesto vai significar um novo tempo para o governo federal”. Contundente, a manifestação mostrou, em cartazes, faixas e palavras de ordem, o repúdio aos atos de corrupção e à má gestão da economia. Em Joinville, cerca de 25 mil pessoas ocuparam a Praça da Bandeira e arredores.

Um caminhão de som abria o palco a quem quisesse se manifestar. Assim como se viu pelo Brasil, o ato na maior cidade catarinense foi plural e democrático. “Foi uma manifestação pacífica que superou nossa expectativa pelo engajamento da população”, sustenta Willian Tonezi, diretor da Asso Engenharia e um dos dirigentes do Movimento Brasil Livre, que organiza novo ato para 12 de abril.

Empresários ligados a núcleos setoriais da Acij, como contábeis, automação e educação superior, estavam na praça. No meio da multidão, discursos inflamados. “Este governo pregava ética e agora está pisando em cima da imagem que vendeu”, decretou o advogado Salustiano Souza, 55 anos. Para o estudante de direito Giovane Pretto, 17 anos, o protesto serviria para pressionar a presidente a tomar alguma medida. BIA BITTELBRUNN/AGÊNCIA RBS

Perto de 25 mil pessoas foram à Praça da Bandeira: protesto superou expectativa dos organizadores

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DIVULGAÇÃO

IMPEACHMENT Não há provas , afirmam juristas

Diferentemente dos protestos ocorridos na década de 1980, que cobravam a volta das eleições diretas para presidente da República, os atos públicos de 15 de março revelaram a insatisfação com o governo atual, sobretudo com os casos de corrupção e a impunidade. Faixas, cartazes e palavras de ordem na linha do “fora Dilma” deram o tom das ruas. Mas, apesar do apelo popular, das estimativas de corrupção da Petrobras alcançarem a casa dos bilhões e de todo o desarranjo na economia, não parece haver legitimidade em um eventual processo de impeachment contra a presidente. Para Nestor Castilho Gomes, mestre em direito pela UFSC, e Acir Alves Coelho Junior, mestre e professor de direito constitucional, não existem provas da participação da presidente Dilma no escândalo da Petrobras. Gomes explica que o impeachment é possível desde que se comprove crime de responsabilidade. Nesse contexto, a Constituição estabelece algumas hipóteses, como um ato do presidente que atente contra o livre exercício do Poder Legislativo ou de improbidade na administração. Na época em que ocorreram os desvios, Dilma era ministra de Minas e Energia e participava do conselho de administração da estatal. Por isso, segundo o professor, não caberia o pedido afastamento, já que a presidente não pode ser responsabilizada por atos estranhos ao exercício de suas funções. Em outras palavras, não haveria como atribuir culpa a Dilma por um ato que ocorreu antes do início do mandato. “Mesmo no conselho de administração, não há fato concreto demonstrando que ela tenha praticado algum crime”, pontua Gomes, que é pós-graduado pela Academia Brasileira de Direito Constitucional. O professor Acir Alves Coelho Junior reforça que é preciso uma prova cabal do seu envolvimento direto nos atos de corrupção, uma vez que não se

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Impeachment é julgamento político, mas exige “prova cabal” da acusação para ir adiante na Câmara Federal pode condenar alguém por indícios ou vontade política. “É necessário respeitar a democracia e, principalmente, o Estado de Direito, sob pena de se instaurar no país a insegurança jurídica e política”, complementa. Na mesma linha de raciocínio, o advogado Rogério Zuel Gomes, sócio da Gomes, Rosskamp e Sá Advogados Associados, ressalta que, para um processo como esse ir em frente, seria necessário um “argumento jurídico extremamente forte” indicando que a presidente teria cometido crime de responsabilidade ou improbidade. E mais: o elemento fundamental, nesse caso, seria o dolo, a conduta deliberada voltada a um resultado. Sem isso, diz o advogado, seria o mesmo que condenar um prefeito porque seu secretário recebeu propina de um fornecedor sem que o prefeito tivesse conhecimento disso. “Também se argumentou que o fato de Dilma ter sido presidente do conselho da Petrobras à época da aquisição de uma planta em Pasadena/ EUA daria suporte ao pedido, mas isso não tem fundamento jurídico, porque o impeachment diz respeito a atos praticados pelo presidente da República no curso do seu mandato, o que não se verifica nessa hipótese”, ressalta Rogério. Por isso, diz o professor de direito constitucional Lenio Streck, que a Constituição Federal é sábia: embora sejam necessários dois terços da Câmara para formular um processo de impeachment, é preciso um argumento jurídico forte. “E esse argumento não pode ser inventado. Não basta dizer simplesmente que o presidente foi omisso. Tem de haver provas. Senão, sempre que a opo-


sição somasse dois terços, poderia derrubar um governante.” O processo de impeachment está previsto na Lei Federal 1.079, de 1950, que disciplina os crimes de responsabilidade do presidente da República. Se alguém entender que a presidente cometeu improbidade administrativa, pode fazer uma denúncia, mas esta precisa ser fundamentada. A Constituição Federal impõe que as acusações de improbidade administrativa deverão ser bancadas por dois terços dos deputados federais – ou seja, é necessário que no mínimo 342 parlamentares, dos 513 existentes, assinem a acusa-

Para Rogério Gomes, não há “argumento jurídico forte” que justifique impeachment

ção. Recebida a denúncia, a presidente será afastada pelo prazo de até 180 dias, prazo que deverá ser julgado o processo pelo Senado. “O impeachment é um julgamento político”, sublinha o professor Nestor Castilho Gomes, lembrando que seu desfecho importa na perda do cargo e na inabilitação por oito anos para qualquer função pública. Já a sanção penal, caso um presidente seja condenado por corrupção, formação de quadrilha, é de responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre os protestos que ecoaram no dia 15 de março, o advogado Rogério Gomes ressalta que esse tipo de manifestação faz parte do regime democrático e não deve estar atrelado a uma corrente político-partidária. Devem funcionar como sinal aos governantes de que parcela da população está descontente com os rumos do país. “A livre manifestação é direito garantido pela Constituição”, pontua, com a ressalva de que isso não pode ser pretexto para impeachment de um governo eleito pelo povo. “A democracia brasileira ainda é muito jovem e qualquer tentativa nesse sentido seria desconsiderar a atual Constituição, aquela mesma que lhes resguarda o livre direito de manifestação, com todas as suas demais garantias”, reforça Gomes. O advogado lembra que alguns países, como Canadá, Suíça e Venezuela, além de alguns estados norte-americanos, admitem o mecanismo do “recall”, pelo qual ocupantes de determinados cargos eletivos podem perder o posto, via referendo, se a maioria da população estiver insatisfeita com sua atuação. “Mas essa possibilidade deve ser prevista em lei, o que não ocorre no Brasil”, pondera. DIVULGAÇÃO

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LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA

“Esta crise está sangrando o país”

Ainda antes da posse da presidente Dilma para o segundo mandato, o senador Luiz Henrique da Silveira afiava, mais uma vez, sua pregação por uma reforma política sem financiamento privado às campanhas, sem reeleição (mandato de seis anos) e com o fim dos partidos de aluguel. Em um de seus discursos, em novembro, citava uma frase de Karl Marx – “quando a história se repete, é uma tragédia; e quando volta a repetir-se, é uma comédia” – para defender um dos pontos de reforma. Nesta entrevista à Revista 21, o senador diz que nunca se viu uma crise de corrupção tão grande no país e sublinha que o dinheiro privado nas campanhas seria a porta de entrada para esse crime. Diante da proposta apresentada por seu partido – que mantém o financiamento privado –, ressalva que atua como minoritário, mas trabalha para influenciar os parlamentares e chegar a um consenso. O PMDB apresentou, no dia 17 de março, sua proposta de reforma política e manteve o financiamento privado das campanhas. Como o sr., que vem combatendo essa prática, está enxergando esse texto? Sou minoritário. Não sou chamado para as decisões da cúpula do

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PMDB. Porém, procuro influenciar para que a reforma política aconteça já. As minhas ideias foram apresentadas ao ministro Eliseu Padilha, mas foi a primeira vez que me consultaram para alguma coisa. Defendo a reforma política no sentido de impedir a influência do poder econômico nas eleições

e para recusar o financiamento público nos pleitos, impedindo a cumplicidade de empresas, que são contratadas pelo governo para fazer obras, com o financiamento de campanhas eleitorais. Sou contra a instituição da reeleição, e estabeleci isso em um projeto de emenda constitucional


de autoria do senador Romero Jucá. Defendo o mandato de seis anos e a coincidência de todas as eleições em 2022. Um governador em exercício de mandato tem um poder incrível a favor da sua reeleição, tem todas as condições de ser candidato em uma condição de superioridade em relação aos concorrentes. Tem de haver também critérios para a criação de partidos, que hoje surgem apenas para fazer negócios. É preciso estabelecer uma cláusula de barreira, e o partido que não fizer 5% dos votos em nível nacional e 2% dos votos em pelo menos nove Estados teria que deixar de existir. Com que outros itens da proposta o sr. não concorda? E como vai atuar para que essa reforma não vá adiante? Da maneira como já venho fazendo, que é reunindo senadores para que cheguemos num consenso. Tenho a convicção de que fatos como estes, da Petrobras e do mensalão, são consequências do sistema de financiamento das eleições. Se mantivermos esse sistema, virão outros escândalos. Precisamos barrar qualquer contribuição privada de empresas de pessoas jurídicas e permitir apenas a doação de pessoas físicas. Como o sr. avalia o atual cenário político-econômico e as reações do governo para tentar estancar a crise? Nunca se viu uma crise de corrupção tão grande. Dizia-se que só ia para a cadeia ladrão de galinha, e, no entanto, diretores das maiores empreiteiras do país estão presos desde dezembro. E abrem-se, agora, investigações contra dezenas de políticos, se-

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nadores, deputados, governadores. O clima é de absoluta turbulência. Ou nós fazemos logo a reforma política, proibindo toda e qualquer doação por empresas privadas, ou essa crise vai arrastar o país para uma situação imprevisível. Há um hiato claro entre Brasília e o Brasil. Brasília é isolada do Brasil. O que a população pode vislumbrar para os próximos meses? A volta lenta do crescimento ou mais tempo de estagnação e retração? Não tenho dúvidas de que sairemos bem melhores da crise atual, mas o problema é que essa crise está sangrando o país, e não sei quanto tempo vamos precisar para restabelecer a confiança do povo nos seus representantes e fazer a roda da economia continuar a crescer. A angústia do povo não está sensibilizando os gabinetes em Brasília. E o pacto de ajuste fiscal? Qual teria de ser a primeira medida do governo? Eu lidero encontros que acontecem desde o ano passado no meu gabinete com os membros do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e com secretários de fazenda e governadores com o objetivo de chegar a um consenso sobre temas como convalidação, fundos de compensação e alíquota de ICMS para por fim à guerra fiscal. Essas matérias precisam ser aprovadas antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) coloque em votação o Projeto da Súmula Vinculante 69, que poderá consolidar o entendimento da Corte quanto aos incentivos fiscais concedidos sem autorização unânime do Confaz.

OPINIÃO ACIJ Fé em um Brasil pujante O Brasil vive tempos graves e de dificuldades importantes: a economia estacionou, o desemprego só faz crescer, o noticiário está abarrotado de denúncias de corrupção e desvios de toda ordem. Natural que, diante disso, e exercendo seu dever de cidadãos, as pessoas queiram se pronunciar, demonstrar indignação. As pesquisas vêm atestando que a crise, generalizada, afetou até a confiança do brasileiro em uma reversão positiva. Mas o que se vê é a mais absoluta apatia dos governantes, como também da classe política, de maneira geral. Por isso, manifestações são mais do que legítimas, espelhando um sentimento comum à maioria dos brasileiros, que é o de não compactuar com tudo o que não é ético, com tudo que é desmando ou equívoco, seja político, econômico ou jurídico. A Acij reitera sua profissão de fé em um país pujante, que ofereça condições de competitividade às empresas, nas quais se encontram as oportunidades de trabalho que permitem uma vida digna aos brasileiros. Pleiteamos uma ação positiva dos governantes, proporcionando o cenário de equilíbrio que nos permitirá construir um futuro melhor. Buscamos o fortalecimento da economia, com uma carga tributária racional. A Acij entende que mobilizações como a de 15 de março representam o exercício da cidadania. A entidade deseja que o governo federal tenha consciência da gravidade do momento e dê atenção ao que reclamam, criticam, demandam e reivindicam os brasileiros.

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Raio-x de reivindicações A palavra dos deputados estaduais sobre as principais demandas comunitárias para Joinville e região

Frente ao cenário de instabilidade político-econômica vivenciado no país, é inevitável uma cobrança efetiva e incisiva das organizações sociais para que projetos de interesse da comunidade saiam do papel. Questões básicas como saúde, segurança, educação e infraestrutura não podem esperar. Com a incumbência de representar a população na esfera estadual e nacional, são os deputados os responsáveis por viabilizar o atendimento às demandas de sua região, na busca por soluções efetivas. A Revista 21 conversou com quatro parlamentares para avaliar as posições de cada um em torno de questões de interesse da população no Norte catarinense, já debatidas em reunião na Acij (foto acima). Nesta reportagem, a palavra dos deputados estaduais Dalmo Claro de Oliveira, Darci de Matos, Kennedy Nunes e Patrício Destro. Os deputados federais Marco Tebaldi e Mauro Mariani foram contatados pela Revista 21, mas preferiram não responder aos questionamentos.

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recebem mais recursos do governo estadual na área da saúde. São mantidos três hospitais estaduais de grande porte (custam R$ 17 milhões por mês), além de outros recursos. Estão sendo realizadas reformas no Hospital Regional, que também receberá uma grande ampliação, com projeto em elaboração. O Hospital Infantil está realizando obras de ampliação e adequação para aumento dos leitos de UTI e psiquiátricos. A Maternidade Darcy Vargas teve reformas recentes e aguarda a elaboração de projeto para construção do Hospital da Mulher.

Dalmo Claro de Oliveira (PMDB) Natural de Joinville, assumiu neste ano, pela primeira vez, uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com formação em medicina, o parlamentar foi secretário estadual da Saúde entre 2011 e 2013. Atuou também na direção dos hospitais Regional Hans Dieter Schmidt e São José. SEGURANÇA Qual pode ser considerada a principal prioridade para Joinville? Que medidas estão sendo colocadas em prática para reforçar o apelo ao reforço de efetivo policial na região? Entendo que a segurança pública deve ser feita com metodologia, recursos materiais e efetivos humanos. Creio que o governo do Estado faz todo o esforço possível para atingir os melhores resultados. SAÚDE Que medidas estão sendo colocadas em prática para intensificar a cobrança pela ampliação da Maternidade Darcy Vargas e por investimentos no Hospital Regional? Joinville é, junto com Florianópolis, uma das cidades que

EDUCAÇÃO O que pode ser feito para melhorar a infraestrutura das escolas estaduais? Sei que várias escolas estão em obras. Estive na inauguração de ampla reforma da Escola Maria Amin Ghanen. Existem obras em andamento. Que medidas estão sendo colocadas em prática para apressar os trabalhos de construção do campus da UFSC em Joinville? A UFSC é uma autarquia federal e detém autonomia universitária. Desconheço os motivos da lentidão das obras. INFRAESTRUTURA Uma das principais demandas da região é a duplicação da avenida Santos Dumont. Como estão os encaminhamentos para acelerar os trabalhos? Os trabalhos dependem da obtenção de recursos para o elevado custo das desapropriações. Que outras bandeiras são defendidas pelo deputado para Joinville e região? Joinville necessita de um incremento muito forte na rede de coleta e tratamento de esgoto (em andamento) e de pavimentação e drenagem das vias urbanas. Também a mobilidade urbana necessita de medidas urgentes de forte impacto.

A maior cidade do Estado espera e merece atenção dos órgãos estaduais e federais

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Hospital Regional e construindo uma torre para ampliar a capacidade de atendimento. Na Darcy Vargas, já estão prontos os projetos para a construção do setor do pós-anestésico e da reforma do telhado, aguardando apenas a liberação do dinheiro. Precisamos buscar recursos federais para a construção de um hospital na Zona Sul. Também é necessário fazer parcerias com o município para dar andamento nas filas para consultas especializadas, para cirurgias e exames de alta complexidade.

Darci de Matos (PSD) Reeleito para seu terceiro mandato como deputado estadual. Formado em economia e com pós-graduação em administração e marketing, já trabalhou como professor, foi presidente da Fundação Municipal Albano Schmidt (Fundamas) e atuou por seis anos como vereador em Joinville.

SEGURANÇA Qual pode ser considerada a principal prioridade para Joinville? Que medidas estão sendo colocadas em prática para reforçar o apelo ao reforço de efetivo policial na região? A prioridade para a segurança pública de Joinville é aumentar o efetivo das polícias civil e militar. O recomendável é ter um policial para cada 500 habitantes. Temos 665 policiais militares e o ideal seria 1 mil. Já a Polícia Civil conta com efetivo de 163 homens e mulheres. Nessa área, precisamos focar principalmente na investigação, na prevenção e no combate às drogas. Também é necessária a instalação das 200 câmeras de monitoramento o mais rápido possível. SAÚDE Que medidas estão sendo colocadas em prática para intensificar a cobrança pela ampliação da Maternidade Darcy Vargas e por investimentos no Hospital Regional? Tenho reivindicado ao secretário da Saúde e ao governador mais verbas para a saúde e melhorias na infraestrutura. O governo do Estado está investindo na reforma do

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EDUCAÇÃO O que pode ser feito para melhorar a infraestrutura das escolas estaduais? Duas escolas estaduais de ensino médio estão sendo construídas em Joinville. Em fevereiro, o governo do Estado empenhou parte do recurso (R$ 1 milhão) do convênio com o BNDES, que deverá liberar a sua parte. A previsão é de que as duas escolas estejam prontas até o final do ano. Também tenho reivindicado ao secretário de Educação a reforma de todas as escolas. Que medidas estão sendo colocadas em prática para apressar os trabalhos de construção do campus da UFSC em Joinville? As obras estão paradas por causa do atraso na aprovação do orçamento da União. Foi anunciado que, com a aprovação do orçamento, em março, as obras retomarão o seu andamento e permanece o calendário que prevê a sua inauguração para dezembro de 2016. Acho absurdo que a maior cidade de Santa Catarina ainda não tenha o campus da universidade federal. INFRAESTRUTURA Uma das principais demandas da região é a duplicação da avenida Santos Dumont. Como estão os encaminhamentos para acelerar os trabalhos? A obra já começou, no trecho da Tuiuti até o aeroporto, e os recursos do governo estadual estão alocados. Os trabalhos pararam porque a desapropriação é de responsabilidade do município. O prefeito Udo tentou convencer alguns proprietários a doarem o terreno, mas o resultado não foi satisfatório. Que outras bandeiras são defendidas pelo deputado para Joinville e região? Precisamos incluir no orçamento do Estado a duplicação da Estrada Dona Francisca, do trevo da Döhler até Pirabeiraba, e a duplicação da rodovia Edgar Meister e seu prolongamento, a Hans Dieter Schmidt, até a BR-101. Também estamos lutando para a construção de elevados em Joinville e por mais asfaltamento de ruas.


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Obras viárias que facilitem o trânsito e o escoamento da produção são reivindicações da comunidade SEGURANÇA Qual pode ser considerada a principal prioridade para Joinville? Que medidas estão sendo colocadas em prática para reforçar o apelo ao reforço de efetivo policial na região? Como deputado, tenho influência junto ao governo do Estado na destinação de verbas por meio de emendas. Em matéria de infraestrutura, já estou trabalhando para agilizar a instalação de câmeras de vídeo monitoramento; na implantação da Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam), com a destinação de recursos para a compra de 40 motocicletas; num hangar para o helicóptero Águia; e na destinação de recursos para o Batalhão adquirir equipamentos. A questão de reposição de policiais, tanto civis quanto militares, também está em andamento.

Kennedy Nunes (PSD) Reeleito para seu terceiro mandato como deputado estadual. Natural de Joinville e jornalista diplomado, o parlamentar já atuou como vereador, exerceu o cargo de secretário do desenvolvimento comunitário de Joinville e atualmente compõe a mesa diretora da Assembleia Legislativa, ocupando o posto de primeiro secretário.

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SAÚDE Que medidas estão sendo colocadas em prática para intensificar a cobrança pela ampliação da Maternidade Darcy Vargas e por investimentos no Hospital Regional? No Regional, as reformas das alas de internação A, B, C e D já estão em andamento, com investimentos em torno de R$ 6 milhões. Também em andamento a construção do nono pronto-socorro e centro cirúrgico. Nas emendas em que tenho influência, consegui destinar, para o Regional, R$ 1 milhão para a compra

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de equipamentos, que já foram entregues e estão em funcionamento. Com relação à Darcy Vargas, meu mandato se comprometeu em conseguir um veículo que vai servir para a coleta domiciliar do banco de leite materno para o abastecimento da UTI neonatal. Defendo que, no lugar da nova torre do Regional, seja construído um hospital na Zona Sul para atender aos moradores dessa região, que hoje sentem a carência de um hospital mais próximo de suas residências. EDUCAÇÃO O que pode ser feito para melhorar a infraestrutura das escolas estaduais? Temos obras de quatro escolas de ensino médio em andamento na nossa região: em Barra Velha, Araquari e duas em Joinville (no Vila Nova e no Parque Guarani). Também já foram entregues escolas reformadas. A demora com as reformas está ligada à burocracia do nosso sistema. Como é um valor destinado do BNDES, há exigências para as escolas estarem em dia com a documentação necessária, em nome do Estado. Que medidas estão sendo colocadas em prática para apressar os trabalhos de construção do campus da UFSC em Joinville? Esta é uma obra do governo federal e realmente está paralisada. Como deputado estadual, devo unir forças com deputados federais e exigir a retomada das obras. INFRAESTRUTURA Uma das principais demandas da região é a duplicação da avenida Santos Dumont. Como estão os encaminhamentos para acelerar os trabalhos? Qualquer prefeitura sabe que faz parte da contrapartida do município arcar com os valores da desapropriação. São recursos vindos do BNDES e eles não aceitam pagar a desapropriação. Na situação de Joinville, o prefeito disse que, por conhecer os empresários, estes iriam doar os terrenos, mas não me parece tão simples assim. Por enquanto, será duplicado o trecho com menos movimento, do Jardim Paraíso até o aeroporto. Que outras bandeiras são defendidas pelo deputado para Joinville e região? Todas as obras do governo do Estado, bem como as demais, têm meu pleno apoio e fiscalização. Especificamente para Joinville, a bancada conseguiu a indicação de financiamento de R$ 20 milhões pelo Badesc e ainda indicamos mais R$ 2,5 milhões do Fundam, em emendas que seriam destinadas para asfalto de ruas de Joinville.

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Patrício Destro (PSB) Eleito, em 2014, para ocupar pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa. Jornalista de profissão, o parlamentar já atuou por dois mandatos como vereador em Joinville.

SEGURANÇA Qual pode ser considerada a principal prioridade para Joinville? Que medidas estão sendo colocadas em prática para reforçar o apelo ao reforço de efetivo policial na região? O que tem sido recorrente é a cobrança pela instalação de câmeras de segurança, maior efetivo e


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À esq., campus da UFSC com obras paradas; crescimento da cidade deve ser acompanhado por investimentos

número de viaturas. Além disso, os policiais precisam de maior infraestrutura para trabalhar, carros mais adequados e equipamentos. As câmeras são 200, número que já não seria o suficiente para o tamanho da cidade. Também estamos estudando um projeto de lei que leve em conta o número de habitantes e localização geográfica para que seja feita uma distribuição mais eficaz do efetivo da PM.

ca externa, atribuição da Celesc. Das 55 escolas esta­ duais de Joinville, 33 ainda não apresentaram pedidos para reforço na rede. Em encontro recente com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, pedimos para que a rede seja reforçada em todas as instituições. Sem isso, muitas escolas, mesmo contando com condicionadores de ar, por exemplo, não podem ligar os equipamentos.

SAÚDE Que medidas estão sendo colocadas em prática para intensificar a cobrança pela ampliação da Maternidade Darcy Vargas e por investimentos no Hospital Regional? Há um projeto do deputado Marco Tebaldi para a construção do Hospital da Mulher. A ideia é que seja construído junto à Darcy Vargas. A ampliação do Regional já está aprovada. A primeira etapa da obra já começou. É importante citar também o trabalho e as melhorias do Hospital Infantil, que está ampliando a UTI Neonatal e implantando uma ala de psiquiátrica com 14 leitos. Em reunião recente com a Acij Jovem, foi solicitado uma reunião com o secretário da saúde, João Paulo Kleinübing. Ele já aceitou o pedido e o encontro será em abril.

Que medidas estão sendo colocadas em prática para apressar os trabalhos de construção do campus da UFSC em Joinville? Li recentemente que a previsão de conclusão da obra é somente para 2017. Não podemos ficar esperando até lá. Nos próximos meses, pretendo montar uma comitiva para procurar o governo federal e conversar com o ministro da Educação para que esse prazo seja revisto. A intenção é que representantes de algumas entidades, inclusive a Acij, façam parte dessa comitiva para somarmos forças.

EDUCAÇÃO O que pode ser feito para melhorar a infraestrutura das escolas estaduais? Um dos problemas de infraestrutura nas escolas diz respeito à rede elétrica, tanto interna – nas próprias escolas, em projetos que devem partir da Secretaria de Educação – quanto em um reforço na rede elétri-

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INFRAESTRUTURA Uma das principais demandas da região é a duplicação da avenida Santos Dumont. Como estão os encaminhamentos para acelerar os trabalhos? O que poderia ser feito no começo das negociações seria estadualizar a via para que o governo do Estado viesse a assumir as desapropriações. Como isso não foi feito, agora fica mais complicado. Porém, o governo do Estado e a prefeitura estão em diálogo constante para resolver a questão. As desapropriações teriam um custo de R$ 100 milhões, valor mais elevado do que a própria obra.

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Negócios nonononon

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Cynthia Fachini, proprietária da Brandt Chocolates: produção da empresa aumentou 30% em relação ao ano passado

Além da Páscoa Como as empresas de chocolate mantêm a produção e as vendas durante o resto do ano

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Karoline Lopes Augusto Glupe, Veroca Sal, Violeta Chataclete, Miguel Tevel e Charlie Bucket são as crianças mais sortudas do mundo – pelo menos na literatura. No livro “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, os personagens de Roald Dahl encontram o bilhete dourado e conhecem as instalações da fábrica de Willy Wonka. Desde 1964, quando foi publicado, o romance vive no imaginário de crianças e adultos amantes de doces. Na história, o sr. Wonka desenvolve grama comestível, gomas de mascar que valem por uma refeição inteira e utiliza esquilos para descobrir quais nozes são boas para usar. A realidade pode ser um pouco menos mágica, embora seja igualmente saborosa. No lugar de cacho-


Dorotea Kasten, da Doce Beijo: chocolate proporciona sensações de bem-estar, satisfação e euforia

eiras para mexer o chocolate, as verdadeiras fábricas usam máquinas, e em vez de Oompa-Loompas, funcionários devidamente equipados para manter a qualidade dos produtos. Na joinvilense Chocopp, por exemplo, três ambientes são destinados a caixas de isopor, papelão e bandejas de plástico. Num espaço com ambiente climatizado, as salas são divididas entre a produção

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Alexandre Copp, da Chocopp, ressalta que é preciso ter cautela durante períodos de recessão econômica

das iguarias e o empacotamento. “Quem vê o produto na loja, não imagina o trabalho que dá”, garante Alexandre Copp, sócio-proprietário da marca. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e derivados (Abicab), o Brasil é o terceiro maior consumidor de produtos de chocolate em todo o mundo. O consumo per capita é de 2,8 quilos por ano. Na

época de Páscoa, claro, esse número aumenta bastante. Para aguçar o paladar dos clientes no período mais doce do ano, é preciso inovar. Em 2015, as novidades ficaram por conta dos ovos para comer com colher, trufados, com recheios de bolo e especiais para quem sofre com diabetes, intolerância à lactose ou ao glúten. Com inúmeras delícias para escolher, o consumidor

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precisou pesquisar muito antes de fazer a compra certa. De acordo com o levantamento feito pelo Procon de Joinville, os valores dos ovos tinham até 31% de diferença. Realizado em seis estabelecimentos da cidade, o estudo verificou os preços de 41 ovos de Páscoa, subdivididos em quatro marcas, além de três marcas de chocolate em barra, três tipos de caixas de bombom sortidos, dois tipos de coe­lhos e três marcas de pacotes de bombom. Segundo o Procon, um ovo de páscoa com 485 gramas, por exemplo, podia ser encontrado por R$ 45,90 em um estabelecimento e por R$ 59,98 em outro, uma diferença de R$ 14,08. Para alavancar o consumo, a produção tem que acompanhar o ritmo. Segundo Alexandre, a Chocopp derreteu neste ano quatro toneladas para a Páscoa. Mas a média mensal é de 500 quilos. Por ano, são aproximadamente 12 toneladas. Ele revela que, devido ao momento de recessão da economia, as expectativas de vendas foram baixas. “Calculamos ter vendido 5% a mais que no ano passado. O produto que não se vende é prejuí­zo certo. É melhor nos mantermos cautelosos para não haver retorno de mercadoria. Daí o prejuízo é certo”, explica. Cynthia Andreia Brandt Fachini, proprietária da Brandt Chocolates, concorda que o cenário econômico atrapalhou os resultados. “Nos outros anos, não passamos por essa instabilidade. Embora nossa produção tenha aumentado 30% em relação ao ano passado, ficamos apreensivos”, reconhece. Já Dorotea Kasten, responsável pela Doce Beijo Chocolataria, faz uma análise mais otimista: “É nesse período que a nossa produção triplica em relação aos outros meses do ano. Em épocas de crise, as pessoas investem em pequenos prazeres, quando grandes viagens ou em-

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Inaugurada há quatro anos, a loja da Brandt é voltada para a produção de trufas caseiras e presentes preendimentos não são possíveis. E todos nós precisamos de alegrias e esperança. O chocolate proporciona essas sensações de bem-estar, satisfação e euforia”, declara. As três empresas trabalham basicamente com o chocolate artesanal e utilizam equipamentos específicos para a fabricação. Na Chocopp, destacam-se três linhas especiais: a diet, para quem precisa controlar a ingestão de açúcar; o chocolate sereno, feito com leite de soja, para quem tem intolerância à lactose ou ao glúten; e o chocolate meio amargo. Na Brandt, o chocolate com 70% de cacau chama atenção dos clientes. “Fabricamos o ano inteiro e sai muito bem. Agora, trouxemos em forma de ovo e acrescentamos a castanha na receita. As caixinhas personalizadas também são uma opção bastante procurada”, conta Cynthia. Na Doce Beijo, além da linha tradicional, durante o ano é trabalhada a linha Comemore, voltada para eventos, e

a linha empresarial, dirigida a ambientes corporativos. CINCO CURIOSIDADES SOBRE CHOCOLATE l No dia 26 de março, é comemorado o Dia do Cacau, principal matéria-prima do chocolate. A Costa do Marfim é responsável por 32% da produção mundial do fruto. l A maior barra de chocolate do mundo foi feita na Armênia e tinha 4,4 quilos. l Em 1847, a empresa J. S. Fry & Sons criou a primeira barra de chocolate da história. Eles foram os responsáveis pela técnica de misturar pó de cacau, açúcar e manteiga de cacau derretida, formando uma mistura consistente capaz de se solidificar. l No século 16, o chocolate era recomendado em várias partes da Europa como remédio para curar febres e dores de estômago. l Ao contrário do que se diz, chocolate não causa ou agrava a acne.


Localizada no bairro Iririú, a fábrica da Chocopp funciona na antiga casa dos proprietários da empresa

Histórias de tradição Se na literatura Willy Wonka desenvolveu sua obsessão por doces por causa do pai dentista, que não o deixava chegar perto de qualquer coisa contendo açúcar, fora dos livros a história é diferente, remetendo a bons casos de empreendedorismo. “A Doce Beijo começou em 1989, como uma bombonière. Na época, não fabricávamos nossos produtos, começamos anos mais tarde. Resolvi me aperfeiçoar com cursos em São Paulo e, depois, na Alemanha, Bélgica e Suíça”, lembra Dorotea Kasten. Em 1991, foi fundada a Chocopp. “A empresa foi uma iniciativa do meu falecido pai e da minha mãe, que continua trabalhando conosco. Começamos no quintal de casa como complemento à renda da família. O negócio foi evoluindo, crescendo”, relata Alexandre Copp. Hoje, a empresa tem 12 funcionários fixos. A loja atende três públicos-alvo: o turista, as pessoas que querem comprar presentes e o consumidor ávido por chocolate. Já em 1995, surgiu a Brandt, fornecendo drageados – amendoim, uva passa, banana passa e outros confeitos cobertos por chocolate – para redes de supermercados da região. Quatro anos atrás, os proprietários deram um passo importante e abriram a primeira loja, como relata Cynthia Fachini: “Encontramos esse espaço próximo da fábrica e resolvemos arriscar. Aqui, temos a parte de presentes e a do café, com cucas e deque para os clientes relaxarem. Somos 15 pessoas trabalhando. Todas as drágeas são feitas em maquinários, mas as trufas são manuais. Tudo bem caseiro”.

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O SEGREDO DO BOM CHOCOLATE

“Amor e carinho. O chocolate é complicado de trabalhar e, se você não tiver vontade de fazer, não vai ficar bom” Cynthia Andreia Brandt Fachini

“O segredo é a matériaprima, muito amor na produção, carinho na apresentação e alegria no atendimento” Dorotea Kasten

“O melhor chocolate é aquele feito com carinho e com as melhores matériasprimas disponíveis” Alexandre Copp

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Unidade com 9 mil metros fabrica mais de 500 tipos de produtos

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Sonho e reinvenção como guias para uma história de sucesso Em 20 anos de atuação, Víqua diversificou a produção, avançando em novos nichos de mercado com itens de qualidade Letícia Caroline “Tudo começa em um sonho, acreditando que seja possível realizá-lo. Um bom planejamento deve ser implementado com persistência e boa capacidade de se reinventar pelo caminho. Tudo isso feito com prazer e alegria”. Assim Daniel Cardozo Junior, diretor da Víqua, indústria de plásticos com sede em Joinville, define os segredos para construir uma história consistente, com reconhecimento entre clien-

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tes, funcionários, fornecedores, parceiros e comunidade. Reinvenção e inovação são palavras-chave para a empresa que completou duas décadas de fundação neste ano e que abriu o negócio em 1995, com o nome de DAC, focando-se no segmento predial – não para o consumidor final, mas para os profissionais da construção civil. O pontapé inicial do empreen­ dimento foi dado por Daniel Alberto Cardozo, atual presidente do conselho. “Os desafios foram mui-

tos. Começamos com apenas dois funcionários, sem saber o que enfrentaríamos. Meu pai e eu viemos de uma formação técnica e tivemos que aprender com nossos erros e acertos, com esforço e determinação”, explica Daniel Cardozo Junior, filho do fundador. Para diversificar o negócio, em 2004, além dos produtos de irrigação e do registro monobloco, a companhia passou a trabalhar com torneiras de plástico ABS. Foi a primeira indústria brasileira a utilizar o material reciclável, que é resistente a temperaturas extremas e pode ser aplicado em vários processos. A ideia era se fortalecer no ramo, prezando pela beleza e pelo design e, consequentemente, dialogando melhor com o novo consumidor. Foi assim que surgiu a nova marca: Víqua. “As palavras vida e água sintetizavam a mensagem que queríamos passar. Por isso, incorporamos a nova marca”, explica. Com o foco cada vez mais voltado para a sustentabilidade, em 2011, outra mudança importante ocorreu. Todas as torneiras passaram a ser produzidas com arejador. O sistema, que gera economia de até 50% de água, promove uma mistura de ar no fluxo da água, gerando um jato suave e sem respingos. Em tempos de crise hídrica, esse é um dos principais diferenciais para a empresa. De acordo com Daniel Cardozo Junior, apesar de ser observada como amea­ ça para o setor, a falta de água também pode ser analisada como oportunidade, já que é preciso oferecer cada vez mais soluções que usem o recurso natural de forma inteligente, economizando ao máximo seu gasto.


Unidades de negócios facilitam trabalho e avanços no mercado Os números comprovam a história de sucesso da empresa joinvilense. A marca está presente em mais de 500 produtos das linhas de cozinha, banheiro, áreas de serviço, jardim, materiais de construção e irrigação. São 600 colaboradores que atuam em uma área com 9 mil metros quadrados construídos. Cerca de 130 vendedores estão espalhados pelo país para atender a 12 mil clientes. “Hoje, temos o reconhecimento do mercado e nossos produtos estão se espalhando para lugares cada vez mais distantes. Completar 20 anos de empresa só nos faz querer evoluir ainda mais: sempre olhando para o futuro, buscando soluções inteligentes e sustentáveis”, reforça Daniel, que planeja um crescimento de 15% para 2015. A preparação para este aniversário começou em 2014, quando a equipe resolveu adotar um novo modelo de gestão, dividindo a empresa em três unidades de negócio: Casa & Decoração (torneira ABS, acessórios, linha jardim e, em breve, novos produtos), Predial (registros, conexões, complementos) e Irrigação (linha móvel, fixa, aspersores). As unidades são como empresas independentes, com gestor, receitas, despesas, investimentos e estratégias específicas. Para Fernando Dantas, gerente de Irrigação, foi um período de muito aprendizado, em que a

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Do alto, o fundador Daniel Alberto Cardozo, seu filho Daniel, hoje à frente do negócio, e o parque fabril: “Sempre olhando para o futuro e buscando soluções sustentáveis”

equipe passou a se preocupar com os resultados e não só com vendas. “Analisamos o que fizemos de errado e procuramos soluções assertivas. Em um ano, a Víqua

virou outra empresa, agora conseguimos obter um resultado mais acessível”, afirma. Já Ricardo Daniel Heitich, gerente das unidades Predial e Casa & Decoração, também ressalta a importância dos resultados, além de destacar o compartilhamento da gestão. “Neste ano, as unidades serão trabalhadas mais no âmbito estratégico, buscando entender e gerar mais oportunidades de médio e longo prazo nos mercados em que atuamos”, explica o gestor. Para Daniel, com o mix de produtos variado, é preciso ter pessoas e equipes de trabalho pensando em cada linha de negócio de forma dirigida, com o objetivo de aprimorar as estratégias formuladas para cada uma delas, acompanhando as ações e, consequentemente, alcançando melhores resultados. Entre as novidades de 2015, estão a série de torneiras, constituídas pela união do metal ao plástico ABS. São quatro linhas que integram a série premium: Somma, Monde, Une e Lungo; que juntas somam 32 itens. A ideia, com o metal, é trazer maior valorização ao visual dos produtos, destinados a um público que preza pelo design diferenciado para a decoração de seus lares. Além disso, em abril, a Víqua avança no ramo de chuveiros elétricos, oferecendo uma linha com três modelos de produtos: Ducha eletrônica Max Comfort, Chuveiro Elétrico Comfort 4T e Comfort 3T – este último com o maior espalhador do mercado nesta categoria de produtos. Para a produção, foram contratados 40 novos funcionários. Na visão do diretor, os desafios deste ano serão ampliar e reter o quadro de funcionários para atender às demandas, lançar produtos inovadores e melhorar a relevância junto aos clientes.

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Espaço Acij

ANDRÉ KOPSCH/DIVULGAÇÃO

Edição 2014, em maio, terá três palestrantes internacionais

EXPOGESTÃO

Caminhos para obter bons resultados

Tendências, estratégia, criatividade e inovação estão na pauta do congresso

Com foco no debate aprofundado sobre variados ângulos da gestão corporativa, a Expogestão chega ao 13º ano mais do que consolidada. Programada para 27 a 29 de maio, terá a presença de 13 palestrantes ilustres – três internacionais. As apresentações buscam apontar caminhos para os líderes se prepararem em um cenário de supercompetição e diante de fortes turbulências econômicas e políticas. Como explica o presidente da comissão organizadora, Adriano Borschein Silva, os temas serão distribuídos em quatro eixos: cenários e tendências, estratégia, criatividade e inovação e desenvolvimento de habilidades pessoais. O eixo “desenvolvimento pessoal” vai abordar comportamento, habilidades e atitudes, explorando ética e valores, o controle das emoções, a disciplina, a negociação e a gestão de conflitos, todos combinados para a busca de um profissional mais centrado, orientado para alcançar melhores resultados. Em “estratégia”, possibilidades de crescimento em tempos difíceis e as visões que o design e a criatividade podem agregar aos negócios.

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“Inovação” promete mostrar como criar e capitalizar um novo valor para produtos e serviços já existentes. “Tendências e cenários” traz para a plateia três assuntos que estão na ordem do dia: o que existe por trás do capitalismo consciente, as questões relativas à energia e visões sobre economia e negócios. Em paralelo, como de hábito, serão oferecidos mais de 30 workshops gratuitos, distribuídos em três salas exclusivas. O diretor de relacionamento com o associado da Acij, André Chedid Daher, entende que a Expogestão é importante para unir os representantes do setor empresarial: “Além do seminário, das palestras e workshops, essa é uma boa oportunidade para nos encontrarmos, trocarmos ideias e buscarmos melhores resultados”. Adriano Silva vai na mesma linha: “A presença resulta em uma melhora na capacitação profissional, de inovação e conhecimento. Isso representa um ganho para as empresas e para Joinville”. Realizado pela segunda vez no Centro de Convenções da Expo­ ville, o congresso terá palestras na quarta e quinta-feira, durante os períodos da tarde e da noite, facilitando a agenda dos executivos que desejam participar do evento, mas não podem se afastar por completo de seus compromissos. Já na sexta-feira haverá palestras ao longo de todo o dia. Outra atração é o ambiente da Feira de Negócios e Relacionamentos, que deve reunir cerca de 50 expositores. Nesse espaço, a entrada é gratuita e a expectativa é que 7 mil pessoas visitem a exposição. Para o acesso à Expogestão será mantido o benefício da transferência de titularidade na credencial, permitindo que empresas ou participantes compartilhem um mesmo passaporte de acesso.


CONHEÇA ALGUNS PALESTRANTES Monja Coen Sensei

A primeira mulher e pessoa de origem não japonesa a presidir a Federação das Sitas Budistas do Brasil vai ministrar a palestra “Mente e emoções controladas, resultados ilimitados”, que tem como objetivo mostrar a meditação como modo de ensinar os colaboradores a controlar suas emoções – em vez de se deixar controlar por elas – e a expandir exponencialmente suas capacidades. O resultado: pessoas que alcançam o bem-estar, mais realizadas, mais produtivas e criativas, equipes mais azeitadas, mentes mais abertas a ouvir, refletir e aprender, e profissionais que lidam melhor com o presente e o futuro. Royce Gracie

Disciplina acima da média para resultados fora de série. Esse será o tema abordado pelo atleta profissional de artes marciais, tricampeão mundial de UFC e o maior embaixador mundial do jiu-jitsu, Royce Gracie, na Expogestão 2015. As conquistas de Gracie o credenciam a inspirar a audiência para a importância da disciplina na formação do indivíduo e do alcance de resultados em sua jornada. Bruce Nussbaum

Cientista político pelo Brooklyn College, com mestrado pela Michigan University, Bruce Nussbaum estará pela primeira vez no Brasil e fará a palestra “Inteligência criativa – novas possibilidades de criar, conectar e inspirar”. Nussbaum uniu ingredientes de diversas disciplinas para chegar à receita da inteligência criativa, um antídoto às incertezas e à complexidade que afetam empresas, instituições e cada um de nós. Em sua apresentação, mostrará como essa nova forma de entender e agir sobre o mundo franqueia um amplo leque de possibilidades, desenhando os negócios para oferecer mais e melhor. Fernando Fernandez

Presidente da Unilever, Fernando Fernandez apresentará as boas práticas da empresa no Brasil e no mundo, além do plano de sustentabilidade da organização. Entre os propósitos estabelecidos pela Unilever, consta reduzir pela metade a pegada ambiental dos produtos, ajudar as pessoas a melhorar a saúde e o bem-estar e obter 100% das matérias-primas agrícolas de forma sustentável, melhorando as condições de vida das pessoas envolvidas na cadeia de valor.

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PROGRAMAÇÃO 27 de maio

15h Clóvis de Barros Filho Palestra “A ética e os valores como base da liderança corporativa” 16h30 Manoel Zaroni Torres e Harry Schmelzer Jr. “Cenários e tendências – energia” 19h10 Royce Gracie Palestra “Disciplina acima da média, para resultados fora de série” 28 de maio

14h Monja Coen Sensei Palestra “Mente e emoções controladas, resultados ilimitados” 15h20 Paulo Vicente dos Santos Palestra “Estratégias de crescimento em cenários turbulentos” 18h Fernando Fernandez e André Kaufmann “Capitalismo consciente” 29 de maio

8h John Shulman Palestra “As regras de ouro da gestão de conflitos” 10h Eduardo Freitag de Miras “Cenários e tendências – economia e negócios” 14h Hitendra Patel Palestra “Inovação disruptiva – criando valor onde ninguém mais se atreve” 16h10 Bruce Nussbaum Palestra “ Inteligência criativa – novas possibilidades de criar, conectar e inspirar”

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DIVULGAÇÃO

POSSE DA NOVA DIRETORIA

Reserve na sua agenda

Feira de serviços, paralela ao congresso, reúne expositores EXPOGESTÃO

Estande é “embaixada” da Acij Mais uma vez, a Acij marca presença na Expogestão e participa com um estande institucional, em conjunto com a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), na feira paralela. O objetivo é funcionar como um suporte para o empresário, quase como uma “embaixada” da entidade instalada dentro do evento, garantindo apoio aos visitantes. Toda a equipe da entidade vai atuar nesse espaço, promovendo a

aproximação com os empresários. Além de apresentar serviços e produtos da casa, como o Utilcard e o Boa Vista SCPC, o estande divulga a Revista 21, que estreia novo projeto editorial em maio. “Esperamos que o local seja ponto de encontro entre diretores, conselheiros e associados. A localização, junto à Facisc, garante a passagem de lideranças de todo o Estado”, ressalta Sheila Caset, coor­denadora de eventos.

INFRAESTRUTURA

Pleito por melhores estradas A bandeira da infraestrutura faz parte do rol de prioridades da Acij, atenta às demandas de interesse público. Em mais uma ação com esse propósito, o presidente João Martinelli apresentou ao governador Raimundo Colombo uma solicitação para que as rodovias estaduais Hans Dieter Schmidt e Edgard Nelson Meister sejam duplicadas utilizando recursos do ICMS, amparadas pelo convênio 85/2011. O encontro,

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em março, também contou com a presença do prefeito Udo Döhler e do vice-presidente da associação, Jaime Grasso. O convênio permitirá que as empresas apliquem parcela do ICMS em obras de infraestrutura previamente autorizadas pelo Estado. Colombo prometeu dar prioridade à duplicação das duas rodovias, por se tratar do principal caminho de escoamento de toda a produção industrial do Norte da cidade.

Está marcado para o dia 29 de junho o jantar de posse da nova diretoria da Acij e dos novos conselhos superior, deliberativo, fiscal, dos núcleos, das entidades patronais e ainda dos presidentes do núcleos e coordenadores do Gestão Compatilhada. O evento será realizado na Sociedade Harmonia-Lyra. Pelo terceiro ano consecutivo, a entidade dispõe de um mapa de localização das mesas. Reserve sua adesão com antecedência e tenha mais opções para participar. EVENTO

O papel da mulher na vida corporativa Com o objetivo de fortalecer o papel e a contribuição da mulher no desenvolvimento empresarial, o Núcleo de Mulheres Empresárias da Acij realizou no dia 8 de abril o 4º Painel Mulheres de Sucesso – Conquistas e Desafios. O evento contou com três palestrantes: Bianca Castellar de Faria, titular do 1º Registro de Imóveis de Join­ville, Marilisa Boehm, ex-titular da Delegacia da Mulher de Joinville, e Tina Marcato, da Otto House Lar & Patrimônio. Todas compartilharam suas trajetórias pessoais e profissionais. Segundo Sônia Cunha, presidente do núcleo, o painel buscou enfatizar a importância da capacitação das participantes como profissionais e da troca de experiências e cases de sucesso.


SERVIÇO

Mais segurança para os seus negócios Desde 2013, a parceria entre a Acij e a Boa Vista Serviços/SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) oferece soluções inteligentes para decisões sustentáveis de crédito e gestão de negócios, auxiliando empresas e consumidores. Com base de dados que contém mais de 350

milhões de informações comerciais, são registradas por dia 42 milhões de transações de negócios. Por mês, são 200 milhões de consultas. Presente em todo o Brasil por meio de escritórios, distribuidores, representantes e mais de duas mil entidades, a Boa Vista disponibiliza

serviços que ajudam a cuidar bem do nome, prevenir contra fraudes e usar o crédito de forma sustentável. É a única empresa que oferece consulta gratuita pela internet (site www.consumidorpositivo.com.br) de débitos ou pendências financeiras registrados no banco de dados. Também atua no mercado de segurança eletrônica de transações e identificação, provendo serviços de certificação digital. Mais informações: www.boavistascpc.com.br ou 3461-3356

Inadimplência do consumidor cai 6,6% em fevereiro

A Boa Vista divulga mensalmente informações que retratam o comportamento do consumidor brasileiro. Dados relativos a fevereiro mostram que, em todo o país, o índice de inadimplência caiu 6,6% na comparação com janeiro. No acumulado em 12 meses (março de 2014 a fevereiro de 2015, contra os 12 meses antecedentes), subiu 2,8%, mesmo percentual registrado em janeiro de 2015. Na comparação interanual (fevereiro/2015 contra fevereiro/2014), o indicador apresentou elevação de 1,7%. No valor acumulado no primeiro bimestre de 2015, a inadimplência aumentou 3,3% frente ao mesmo período de 2014. O valor médio das dívidas incluídas em fevereiro foi de R$ 1.287,30. 120

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Como a Boa Vista Serviços pode ajudar você e sua empresa

PESSOA FÍSICA l Acerto de contas l Consulta CPF l Cadastro positivo l Consumidor positivo l Carta de aviso de débito l Certificado digital l SOS cheque e documentos roubados l Educação financeira l Guia SCPC PESSOA JURÍDICA l Soluções para empresa l Prospecção l Análise e concessão l Prevenção à fraude l Gerenciamento e otimização l Plataformas l Cobrança l Consulta CNPJ SCPC l Certificado digital l Informações de pessoas físicas e jurídicas l Consulta a cheques l Consulta de veículos l Informações para o mercado imobiliário

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CAPACITAÇÃO EMPRESARIAL

Agenda de 2015 disponível no site

Advogados Guillermo Wasserman e Robert West (da esq.) trouxeram dados sobre a retomada da economia norte-americana 4º MEETING COMEX

Será que o gigante já despertou? Em 2014, as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 9,2% sobre o ano anterior, chegando a US$ 27,144 bilhões. Os principais produtos vendidos ao mercado norte-americano foram óleos brutos de petróleo, produtos semimanufaturados de ferro e aço, aviões, motores e turbinas para aviões e partes e café em grão. Já em fevereiro deste ano, as vendas de empresas brasileiras para os EUA estavam na casa de US$ 3,8 bilhões. Visando estabelecer linhas de ação conjuntas de cooperação, os secretários de Comércio Exterior do Brasil, Daniel Godinho, e dos Estados Unidos, Kenneth Hyatt, assinaram no dia 19 de março o Memorando Bilateral sobre Facilitação de Comércio. A relação comercial entre os dois países foi destaque na palestra “Estados Unidos – O gigante adormecido já despertou?”, que encerrou o 4º Meeting Comex, rea­lizado no dia

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15 de abril. Além de apontar informações sobre como o empreendedor brasileiro pode viabilizar seus negócios com o maior centro consumidor do planeta, os advogados Guillermo Wasserman e Robert West apresentaram dados sobre a retomada do crescimento econômico com índices atualizados pelo governo norte-americano, comprovando a reação do mercado após a crise de 2008. Promovido pelo Núcleo de Negócios Internacionais da Acij, o evento teve como objetivo fomentar a troca de experiências entre aqueles que atuam no comércio internacional. “Em tempos de bonança ou turbulência, as condicionantes básicas para um bom entendimento do que está ocorrendo e do que está por vir, nos vários meios onde as empresas atuam, são atualização profissional e networking”, aponta a presidente do núcleo, Helena da Costa.

A qualificação é um dos principais objetivos da Acij. Para que os interessados possam se planejar e conferir as oportunidades disponíveis, está no ar a agenda de Capacitação Empresarial 2015, com cursos, treinamentos, palestras e workshops. A lista de todos os eventos pode ser conferida no link www.acij.com.br/agendas. Como parte desse calendário, foi realizada no dia 19 de março a palestra “Novos rumos, novos comportamentos”, com Pedro Luiz Pereira, especialista em gestão de empresas e desenvolvimento organizacional. Com entrada gratuita, público de 180 pessoas ouviu do palestrante uma exposição sobre preocupações e frustrações, desalinhamento entre as aspirações das pessoas e as práticas empresariais, o novo papel do RH e das lideranças, como fortalecer os líderes diante dos novos desafios e como alinhar comportamentos e resultados. Segundo Pereira, para se tornar um bom gestor de recursos humanos, o profissional deve se atualizar constantemente, não apenas com cursos, mas com leituras sobre diversos temas ligados à área, e deve gostar de trabalhar em equipe, que é o meio para se conhecer as especializações e necessidades dos profissionais para que cada um desenvolva a aprendizagem balizada pelos interesses da empresa. Dentro do tema “Qual é o novo papel do RH”, ele compartilhou visões sobre a diferença entre um líder, que influencia as pessoas, e um gestor, que administra determinada área. O evento foi realização da Acij com o apoio da Eurho Recursos Humanos e Grupo Abra.


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Instalações do Centro Viva Mais: tornar melhor a vida do idoso FEITO EM JOINVILLE

Atenção voltada aos idosos No Brasil, segundo o IBGE, os idosos representam 8,6% da população. Hoje, são mais de 20 milhões de pessoas. Em 2025, esse número deve avançar para 32 milhões, o que sugere uma série de desafios e novas oportunidades. “Ter um governo preocupado com a questão da previdência social e a atenção à saúde, cidadãos com mais consciên­cia de que a qualidade de vida é, sim, um fator de peso para desfrutar de maior longevidade e um bom planejamento pessoal e financeiro, para que essa fase seja a merecedora colheita de frutos plantados ao longo de uma vida toda, são alguns desafios que ainda precisamos enfrentar”, ressalta Ana Claudia Albuquerque, sócia-proprietária do Centro Dia Viva Mais, de Joinville. Buscando pesquisas, planejamento e foco, aliados à paixão em trabalhar com a terceira idade e tornar melhor a vida das pessoas idosas, é que surgiu o projeto do Centro. O conceito é semelhante ao de uma creche infantil: o idoso passa o dia aos cuidados de uma equipe capacitada e retorna ao

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convívio familiar ao final do período. Pioneiro em Joinville, o estabelecimento visa à qualidade de vida do idoso, além de auxiliar seus familiares. “Nossos passos tímidos são pequenos diante da imensa oportunidade da boa notícia que é viver em um país com expectativa de vida mais longeva. Faremos cada vez mais e melhor nosso papel, lembrando que a terceira idade somos nós amanhã, e precisamos estar cada vez mais preparados para essa feliz realidade”, aponta Ana. Entre os serviços disponíveis, estão atendimento de longa permanência para mulheres, acompanhamento externo para consultas e exames médicos, fisioterapia, hidroginástica e educação física, hortoterapia, sessão de cinema, tardes dançantes (toda sexta-feira), além de trâmites administrativos relacionados a planos de saúde. www.centrovivamais.com.br Rua Triângulo Mineiro, 57 Centro – Joinville (47) 3278-7820 e 8877-0481 contato@centrovivamais.com.br

Distribuindo cuidados Quando você leva seu bichinho ao veterinário ou ao pet shop, não imagina a infinidade de produtos disponíveis, de banho, perfumaria, alimentação e brinquedos. São empresas como a Real Pet que fornecem essas opções para o bem-estar dos animais. Desde 1993, a companhia atua no mercado de distribuição de medicamentos veterinários, biológicos, alimentos especiais para cães, gatos e produtos para controle de pragas, pós-colheita e doméstico. Instalada em área para armazenamento de 1.200 metros quadra­ dos, a empresa tem 68 funcionários, frota própria e mais de três mil clientes em Santa Catarina. “Exploramos todos os segmentos da saúde animal e ambiental. Oferecemos as melhores soluções com a excelência dos nossos produtos”, afirma Moacir José da Silva, coordenador administrativo. A Real Pet é associada à Acij há mais de 10 anos. “Sempre recebemos os informativos, mas participamos pouco. Deveríamos utilizar mais os benefícios disponíveis”, diz Moacir.

www.realpet.vet.br Rua Carlos Willy Boehm, 471 Santo Antônio – Joinville (47) 3427-2732 contato@realpet.vet.br


Delícias da panificadora ECatarina: privilégio em fazer parte da vida dos clientes

Com jeitinho de casa da avó Imagine passar o dia cercado de pães, tortas, cucas, salgados e outros quitutes. Essa é rotina dos funcionários da Pães e Doces ECatarina. Fundado em 2000 pela família Grabovski, o estabelecimento é referência em bom gosto, variedade e qualidade. “Nossos colaboradores trabalham buscando a satisfação dos clientes e amigos. Cada um deles se sente privilegiado em fazer parte de um pedacinho da vida de cada pessoa que passa por aqui”, conta Tassiana Grabovski, proprietária. Segundo Tassia-

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na, a ECatarina atende em média 1.500 clientes por dia, e os destaques são a torta divina e a de morango. A panificadora também oferece atendimento diferenciado para coffee-breaks e eventos. Ela afirma que o diferencial do negócio é a tradição: “Tudo é produzido internamente. Usamos receitas de família de mais de 30 anos. Em 2015, completamos 15 anos e abriremos ainda no primeiro semestre um buffet de café. Um lugar aconchegante com jeitinho de casa de vó”. Dentre as ações que a

levaram ao reconhecimento, está a parceria com a Acij. “Nós nos associamos por ser a maior associação empresarial de Joinville e região, pela credibilidade, pela seriedade no trabalho desenvolvido e pelo apoio aos empresários de forma sempre estratégica”, revela Tassiana. www.ecatarina.com.br Rua Otto Boehm, 856 América – Joinville (47) 3433-8045 contato@ecatarina.com.br

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POR QUE ACIJ

Onde estão os associados em Joinville Confira no gráfico os bairros onde está situado o maior número de parceiros da entidade. A Zona Industrial Norte é destaque entre as empresas do ramo industrial. O setor comercial está em grande parte presente no América. Já o Centro reúne os prestadores de serviços. Bairros de Joinville com a maior concentração de associados da Acij, divididos por setor Indústria, na Zona Industrial Norte 39 empresas Comércio, no América 48 empresas Serviços, no Centro 168 empresas

Novos associados, até o final de março

AGT ACADEMIA DE MÚSICA ÁGUIA CONSULTORIA IMOBILIÁRIA AMBIVILLE ENGENHARIA AMBIENTAL AMPLIFY CONSULTORIA ANESSA DISTRIBUIDORA ANGÉLICOS RESTAURANTE ARGAVILLE DO BRASIL LTDA ARTEFATOS DE CIMENTO SCHOLZ LTDA ARTGRAV GRAVAÇÕES EM METAIS B&M LOGÍSTICA INTERNACIONAL LTDA BIO FARMÁCIA BSP IMÓVEIS LTDA CALTEC SOLUÇÕES INDUSTRIAIS CASSOL & FILHOS CENTRO DIA VIVA MAIS CMN PUBLICIDADE CONQUIST ODONTOLOGIA CONSTRUTORA CASA VITA CONSTRUTORA IRMÃOS KOCH DOMUNDI COM. SERV. REFRIGERAÇÃO DONATO SCHULZ REPRESENTAÇÃO COMERCIAL DRAPS DUNZER USINAGEM ECOVILLE BRASIL ECOVILLE PRODUTOS DE LIMPEZA ECOVILLE PRODUTOS DE LIMPEZA ERON VINICIUS AMORIM ESTÚDIO BORA EXITO IMÓVEIS FARMÁCIA DOM GREGÓRIO FARMÁCIA FORTE FARMA - ESCOLINHA FARMÁCIA FORTE FARMA - UBATUBA FARMÁCIA FORTE FARMA ITAUM FARMÁCIA NOSSA SENHORA APARECIDA GEMBA TRAINING GIQ PLASTICOS GOOD GLASS GRUPO CEDEGI H BROKERS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS HOBBY INFORMATICA HSR ADVOCACIA E CONSULTORIA HUMANUS SISTEMA DE GESTÃO DE RH IDELI AMBIENTES PLANEJADOS INCORPORADORA DELLA GIUSTINA INNPAR EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS

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INSTITUTO HOLOS INTEGRAL MEDICINA DO TRABALHO JOBCTRL MAIRA ALVES VARIEDADES MAR AZUL ALIMENTOS MARCO ANTONIO SANTOS SCHETTERT MERCADO JOINVILLENSE MERCADO PAULA MERCADO ZORSI METEORA SHAWARMA GOURMET MOOG ESCOLA DE MUSICA NÁUTICA WS NEUMITZ SOLUÇÕES CORPORATIVAS NSA INDL E SANEAMENTO OP S RESTAURANTE OWC WORLD CONSULTING PANIFICADORA MOINHO - FILIAL PETROPOLIS PANIFICADORA MOINHO - MATRIZ PAPPIRO PAPEIS ESPECIAIS PEDRO MIGUEL DE ANDRADE PERFIL SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS QUALIKADI ASSESSORIA TÉCNICA RAFAELA CARDOSO DE SA REVISTA PREMIER RICARDO RUCKERT RUBICON WINE E EMPORIUM SALVADOS LATARIA SANTOS E BON TALGE ADVOGADOS ASSOCIADOS SAVE TIME VENDING MACHINES STEFFEN & EFFTING CONTABILIDADE LTDA STUDIO ALPHAVILLE STYLUS PROCESSAMENTO DE DADOS TAYPE TORMEC USINAGEM UNIQUE CONSULTORIA ADUANEIRA UNIVERSO ENEAGRAMA VIA ROMA PIZZAS E SUSHIS VIA RÚSTICA MASSAS E PIZZAS VIDRACARIA ABRAÃO VITHORIA TERRAPLENAGEM VTR SOLUÇÕES ELÉTRICAS WCON CAPITAL ACELERA DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DESPACHANTE SALLES LEGADO SOLUÇÕES FINANCEIRAS

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APM INCORPORADORA APOIO LOGÍSTICA RESTAURANTE E PASTELARIA MATTERELLO PONTO ESTÚDIO DE CRIACÃO CEPROTEC CENTRO DE ENSINO PROF E TÉCNICO ARIANE CENTRO ESTÉTICO CLÍNICA VITTACOR CNCMOVE AMENDOIM CANDY M12 BLOCOS CVF TRADING REFRIGERAÇÃO MEIRA DROGARIA DA FAMÍLIA FARMÁCIA JOINVILLE - MASTER FARMA CLINISER CENTRO DE ESTÉTICA E PODOLOGIA EMPREGADOR RECURSOS HUMANOS FARMÁCIA MORAIS FARMÁCIA NOVA ESPERANÇA- MASTER FARMA FARMÁCIA MORRO DO MEIO DROGARIA PREÇO POPULAR FARMÁCIA SANTA RITA - MASTER FARMA FLENIK ADVOGADOS GANS OXICORTE INNOVA IMÓVEIS DROGARIA SÃO MARCOS - MASTERFARMA JL CALDEIRARIA JMARCOS STUDIO FISCAL UNIDADE JOINVILLE KAY PACHA TECNOLOGIA (SOFTVILLE) KMJ COBRANÇAS LXB COMPANY TOP REPRESENTAÇÕES ELETRON ENGENHARIA ELÉTRICA

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MECÂNICA MARCIO TABIA NEGÓCIOS EMPRESARIAIS ANNA LAVANDERIA APRUMO ENGENHARIA MEDITERRÂNEO SHAWARMA SUPERMERCADO FLORIANI MERCADO QUERUBIM METALVILLE BRUDERS PASTEIS E PANQUECAS RESTAURANTE VIAPIANA ODILON INFORMÁTICA AUTO PREMIER PANIFICADORA PRINCESA PAVIMEC POLLO FERRAMENTARIA DREAM JOB CEMITÉRIO PARQUE JARDIM DAS FLORES PROJEVILLE RANCHO DAS PIZZAS RDA IMOBILIÁRIA REINO DAS FLORES RGC LAMINADOS CONFEITARIA AMOR DE CAFÉ POSTO RUDNICK SMANIA RESTAURANTE COTTON CANDY SUPERA FOMENTO MERCANTIL APOITEC DO BRASIL V12 LOUNGE DE EVENTOS VIKINE PÃES E DOCES WORLD TOOLS CONCEITTO UNIFORMES YELO STAGE

47 34377679 47 99121331 47 34351924 47 34224223 47 30257824 47 34730057 47 34391531 47 34371028 47 30439244 47 34522100 47 34673004 47 30338111 47 30257005 47 34661867 47 30263181 47 34334500 47 34335040 47 30283680 47 34221977 47 30282828 47 30262833 47 34738507 47 34675816 47 34316013 47 38013591 47 38042477 47 30292801 47 34261951 47 30291212 47 30432522 47 30271106 47 38013561 47 34331233 DIVULGAÇÃO

NOVOS ASSOCIADOS TÊM ENCONTRO MARCADO

O Café da Manhã dos Novos Associados passa a ser realizado mensalmente. A edição de março deste evento, que tem como objetivo dar boas-vindas aos novos associados, ocorreu no dia 27, no Salão Tigre. O presidente da entidade, João Martinelli, e o diretor de relacionamento André Daher entregaram os certificados aos 28 participantes. Na ocasião, Martinelli afirmou que a Acij não busca a receita dos novos associados, mas sim, empresas com os mesmos objetivos: melhorias em Joinville nas áreas da educação, mobilidade e saúde. “Ter uma entidade forte que represente a coletividade é o que faz a Acij ser a maior associação empresarial do Estado”, destacou. Para inspirar os novos participantes, Daher citou a sua trajetória dentro da casa, desde o momento em que se associou, passando pela criação do núcleo jurídico, até chegar ao cargo de vice-diretor. Ele também falou sobre os serviços que a Acij oferece.

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Ponto e contraponto

O impacto das mudanças previdenciárias

Mais uma vez, o ônus é das empresas Helen Karina Azevedo Sócia da Robert Advocacia e Consultoria, vice-presidente do Núcleo Jurídico da Acij e da Comissão de Direito Empresarial da OAB/Joinville

A Medida Provisória nº 664/2014, publicada no Diá­rio Oficial da União em 30 de dezembro de 2014, alterando a Lei 8.213/1991, acarreta significativas mudanças para a concessão do auxílio-doença previdenciário e também para o auxílio acidentário. O que se verifica é que, por meio dela, acabou-se por realizar uma minirreforma previdenciária. E, mais uma vez, impõe-se pesado ônus às empresas. Pela nova regra, a partir de 1º de março deste ano, durante os primeiros 30 dias consecutivos ao do afastamento do empregado por motivo de doença de qualquer natureza ou de acidente de trabalho, caberá à empresa pagar a sua remuneração integral. Aplica-se essa previsão para a concessão de aposentadoria por invalidez. Vale lembrar que a regra anterior fixava em 15 dias tal obrigação. Explica-se: uma das características da previdência social é a seletividade, por meio da qual o legislador escolhe as contingências sociais que serão cobertas pelo sistema de proteção social em face de suas pos-

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sibilidades financeiras – neste caso, decidiu que os 30 primeiros dias de afastamento não seriam cobertos pelo sistema de previdência. Além das consequências financeiras, a medida pode ser declarada inconstitucional, considerando que qualquer medida provisória deve observar dois requisitos: relevância e urgência. No caso, não se caracteriza o requisito da urgência (e quiçá da relevância). A edição da MP deveria ter percorrido o caminho legislativo habitual, com ampla discussão no Congresso, objetivando debater as propostas de mudanças por meio da edição de lei e chamando a comunidade empresarial para o debate. Por outro lado, essa alteração tem ao menos uma consequência positiva para as empresas, relativa ao direito de estabilidade provisória. Antes, a partir do 16º dia de afastamento, o empregado recebendo auxílio-doença previdenciária por acidente de trabalho teria direito a estabilidade. O prazo agora começa a contar a partir do 31º dia. O que se percebe, com a publicação da presente MP, é a busca do Estado em se desonerar das suas obrigações perante os trabalhadores, de modo a rea­ linhar o caixa da Previdência, consequentemente onerando a empresa, que, além de não ter o trabalhador na ativa, custeará os 30 primeiros dias de seu afastamento.


ILUSTRAÇÃO: FÁBIO ABREU

Perdas e ganhos para quem? Anemarie Dalchau Economista, professora da Univille e do Bom Jesus/Ielusc

Quando percorremos a história da Previdência Social no Brasil, percebemos que o órgão já passou por inúmeras transformações – quer sejam de natureza administrativa, quer de reorientação da estrutura de custeio, de maneira a que o Estado assumisse mais e mais responsabilidades. Para isso, logicamente, há um preço que as empresas e os cidadãos pagam. E pagam bem. Recentemente, houve alterações na concessão de pensões, auxílio-saúde e seguro-desemprego com o objetivo, segundo o governo, de corrigir distorções do sistema. As mudanças ainda não foram devidamente assimiladas pela sociedade, em particular quanto ao seu impacto em possíveis aumentos de custos para as empresas. Entre essas alterações, o auxílio-doença é o que mais deve pesar para o empresário, já que se amplia de 15 para 30 dias sua responsabilidade no pagamento desse benefício. O governo defende as mudanças, alegando que os afastamentos de até 30 dias são

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volumosos, e as empresas e a Previdência Social dividiam a responsabilidade, sendo os primeiros 15 dias pagos pelas empresas e depois custeados pela Previdência. Segundo o ministro dessa pasta, “nosso objetivo, em primeiro lugar, é dividir também a responsabilidade com as empresas pela quantidade de trabalhadores afastados por muito tempo”. O governo alega que o trabalhador, ao se ausentar por longo período, está sujeito a perder seu vínculo empregatício, já que a empresa, por sua vez, buscará outro profissional para desempenhar as atividades inerentes. Então o objetivo do governo com essas medidas é garantir empregos? Segundo estimativas, as medidas adotadas gerarão uma economia para o governo de R$ 18 bilhões, ou algo em torno de 17% de redução nas despesas mensais. Só a parte referente ao auxílio-doença representa mais de 22%, ou aproximadamente R$ 4 bilhões. E somam-se a esses custos itens como FGTS, férias proporcionais e 13º. Os custos, com certeza, deverão ser absorvidos pelas empresas, e, em grande parte, inevitavelmente repassados aos preços dos produtos. Isso, por si só, alimentará a inflação. E não é também objetivo do governo conter a inflação? Então, há perdas e ganhos para quem? A resposta é que não existe almoço grátis. Alguém sempre paga a conta.

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Pressão de lá e de cá Claudio Loetz Colunista de economia do jornal A Notícia, do grupo RBS

Quem disse que está tudo perdido? Alguns lampejos de lógica e bom-senso persistem no Planalto. Um desses momentos de acerto ocorreu quando o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, propôs mudanças na concessão de benefícios como seguro-desemprego e pensão por morte. Ninguém desconhece que são bilionários os recursos federais despendidos para satisfazer necessidades impostas pelas leis relacionadas aos modelos adotados por décadas para atender essas e outras demandas sociais coletivas. Alguns, via lobby, conquistaram o direito de receber pensão mensal, mesmo que em nada tenham contribuído para isso. Eram tempos antigos, com realidade econômica distinta da atual. À época, a regra serviu para contemplar interesses claramente definidos e politicamente articulados. Outra ponta do novelo dos gastos públicos federais excessivos começa a se desenrolar: o histórico direito dos trabalhadores ao seguro-desemprego. Ao anunciar a redução do período de fruição e de enquadramento,

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o governo atirou no coração do movimento sindical, e acertou em cheio, tendo em vista a situação atual e as projeções. O texto legal antigo já não faz mais sentido num mundo em que milhares (especialmente os jovens) já nem querem ficar muito tempo nos empregos. Os ganhos sem trabalhar, ainda que pareçam esmola, não o são. O dinheiro recebido do seguro permitia sombra e água fresca por meses. A lei, do século passado, é ultrapassada. Feita numa época de início da industrialização do país, agora serve para aumentar drasticamente a informalidade. O terceiro aspecto é o que mais impacta as empresas: o aumento do tempo que elas têm de arcar com os custos de afastamento de trabalhadores em razão de acidentes. Os 30 dias exigidos por Levy (eram 15) irritaram o empresariado. Compreensível. A conta recai sobre eles. As três medidas, contempladas pela MP 664, publicada em 30 de dezembro de 2014 e em vigor desde então, miram na contenção de gastos públicos. Dificilmente alguém dirá que o governo está errado, sendo este um reclamo de duas décadas. Mas todos querem empurrar a conta para o outro lado. Claro: tanto centrais sindicais, no caso da alteração do seguro-desemprego, quanto as federações empresariais de todos os setores – no caso da mudança na regra previdenciária – continuam chiando. Ambos lutam por interesses próprios. E farão pressão. É do capitalismo.


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Cabeceira DIVULGAÇÃO

tradução ao espanhol. Confio no trabalho deles. Estou muito feliz com a repercussão do livro.

Do mercado catarinense

“A responsabilidade só aumenta, me sinto pressionado”

Entrevista Carlos Henrique Schroeder

“Sou um escritor de minhas leituras”

Lançado por editora nacional, livro de autor catarinense ganha versão na Espanha Ana Ribas Diefenthaeler A acidez da língua, o brilho da palavra e a estética do verbo. Carlos Henrique Schroeder é um reconhecido autor catarinense que começa a fazer sucesso também lá fora. Seu romance mais recente, “As Fantasias Eletivas”, lançado pela Record, já circula na Europa pela Maresia Libros, da Espanha. Grande a responsabilidade do quase jaraguaense, nascido em Trombudo Central, mas cosmopolita na verve e na alma, que se dedica a e-books, à função de editor, à feira do livro de Jaraguá do Sul e

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a uma série de outros fazeres literários. Aqui, para a Revista 21, algumas ideias do escritor.

Fantasias chegam à Espanha

Devo isso à minha agente literária, a Marianna Teixeira Soares, diretora da MTS Agência de Autores, que apostou no meu trabalho e resolveu investir nele, conversando com editores brasileiros e estrangeiros, e assim fui parar na Record e na Maresia Libros, da Espanha. A responsabilidade aumenta a cada passo, e me sinto cada vez mais pressionado, sim, mas não me preocupo com a

Está em processo de profissionalização e adequação ao mercado digital. Ainda somos um Estado nanico em termos de produção editorial, e não há articulação alguma no meio, é cada um para si e o mercado contra todos. É preciso que todos os vértices encarem a profissionalização: o autor, o editor, o agente, o livreiro, o produtor de eventos. Enquanto isso, o Estado será uma sombra do Rio Grande do Sul, que tem um sistema literário que funciona perfeitamente.

Livro não anda na rua

Os eventos estão substituindo o papel das bibliotecas públicas no encontro do leitor com os livros e os escritores em algumas regiões. No Paraná, a biblioteca pública funciona bem, mas em Santa Catarina é um caos. A verdade é que o livro foi praticamente expulso da vida pública, você não vê as pessoas lendo nas praças, nas ruas, elas carregam qualquer coisa nas mãos, menos livros. Diferente de países como França ou Islândia. A imagem do livro se desgastou a tal ponto de precisar de campanhas de incentivo à leitura no país. As feiras e festivais são uma boa alternativa para esse desgaste.

Eu, por mim

Sempre soube que seria escritor. E quando me descobri leitor compulsivo, que fazia seus próprios gibis e rabiscava contos numa caderneta, percebi que o caminho era aquele. E quando descobri que era doido, tinha poucos amigos e seria sempre um solitário, cultivando a solidão em um campo de algodão, tive a certeza.


Resenhas

Para entender a turma do Y A Geração Y no Trabalho Nicole Lipkin e April Perrymore Campus, 2010 Pense em seu funcionário ou colega de trabalho da chamada “geração Y”. Que adjetivos você usaria para descrevê-lo? O que mais o impressiona ou o incomoda nessa nova geração empresarial? Se você quer descobrir como se pode atrair e preparar a “geração Y” para o sucesso em questões de liderança e trabalho em equipe, leia este livro. As autoras convidam os leitores a entender os jovens dessa geração e por que eles são como são. Se você estava acostumado à hierarquia e lealdade das gerações anteriores, e de repente percebe que para a “geração Y” existem valores mais atraen­tes, do tipo “sistema de recompensas mensais”, vai encontrar técnicas para entender a forma de pensar dessa turma. Como as autoras apontam,

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Poesia que é uma “moeda de ouro”

“as técnicas de coaching servirão para que você fique mais informado, menos decepcionado e possa treiná-los de modo a desenvolver seu potencial, aproveitando seus pontos fortes e minimizando seus pontos fracos”. Em capítulos, estão os fundamentos psicológicos da “geração Y”, como se manifestam no ambiente de trabalho, soluções de coaching, além de histórias, sugestões e dicas. Já nas primeiras páginas, há um pequeno guia para consultar durante a leitura ou enquanto estiver trabalhando com a geração Y, reunindo termos utilizados no cotidiano deles, do tipo twitter, blog, friendster, gchat, myspace, SMS etc. Aposto que você vai ver a “geração Y” com outros olhos, além de lhe dar bagagem para entender as gerações que estão por vir, aprendendo a lidar com as pessoas e a utilizar a seu favor as competências dessa geração.

Aos 18 anos de profissão, fui confrontada com um desafio no final de 2014: trabalhar no Centro de Convivência do Idoso de Joinville. Para apropriar-me de mais conhecimento, comecei a buscar literaturas com colegas. Para a minha felicidade, encontrei uma das maiores poetas e contistas brasileiras, Cora Coralina. Ela teve seu primeiro livro publicado com 76 anos e faleceu aos 96, deixando um legado para os amantes de poe­sia e contos. “Vintém de Cobre” é uma moeda de ouro que não sofre oscilações do mercado. De uma riqueza com experiências humanas, sensibilidade e lirismo identificado com as fontes da vida.

Marilú Correa Ferreira, consultora na Apex Executive Search

Elisabete da Silva Dias, pedagoga

Vintém de Cobre Cora Coralina Global Editora, 2007

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Questionamentos sobre “normalidade” Normose – a Patologia da Normalidade Pierre Weil, JeanYves Leloup e Roberto Crema Editora Vozes Numa época em que todos têm liberdade e conseguem se manifestar, surgem os julgamentos e avaliações do que é correto, do que é normal. Querendo compreender mais sobre o comportamento humano, não somente por interesse pessoal, mas profissional, já que trabalho com gestão e crise de comunicação, li “Normose – a Patologia da Normalidade”, de Pierre Weil, Jean-Yves Leloup e Roberto Crema. O livro traz paralelos históricos das mudanças da humanidade,

sejam evolucionárias ou revolucionárias. Os coautores provocam um questionamento sobre o que é “normalidade”. Para uma pessoa como eu, que desde pequena sempre questionou o curso do rio, o livro foi um prato cheio. Muitas das atitudes que nos incomodam porque não nos consideramos ajustados a elas, mas que praticamos porque são ditadas pela sociedade, podem ser consideradas “normose”. Agimos de determinado modo porque a sociedade dita as regras, mas não que elas sejam nossas ou aceitas por nós. Os autores explicam que, quando procuramos ser normais porque todos se comportam de tal maneira, isso passa a ser um comportamento normótico. A obra é muito interessante. A vontade é transcrever aqui

o livro todo, mas como não é este o propósito, melhor encerrar com um trecho dele. “A maior parte dos seres humanos, talvez por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à crítica. Por comodismo, as pessoas seguem ou repetem o que dizem os jornais; já que está impresso, deve estar certo! Quantas pessoas aderem a uma ideo­logia, religião ou partido político só porque está na moda ou para serem bem vistos pelos demais?” Não vale a leitura? Recomendo.

Sulamita Mendes, especialista em comunicação organizacional e marketing, autora do livro “As Sutilezas e o Óbvio da Comunicação Organizacional”

Da humilhação à superação Mentes Perigosas nas Escolas – Bullying Ana Beatriz Barbosa Silva Editora Fontanar A primeira vez que ouvi a expressão “bullying” foi em 2008, quando havia acabado de me formar em jornalismo e atuava como repórter de jornal diário. Com uma rápida pesquisa na internet, entendi que se tratava de violência escolar – brincadeiras repletas de segundas intenções e crueldade. Naquele momento, foi com um choque que entendi que também havia sido uma vítima na minha adolescência. Resolvi ler mais sobre o assunto e encontrei este livro da doutora Ana Beatriz Barbosa Silva. Foi o guia definitivo

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para a produção da história em quadrinhos “A Menina Distraída”. Confesso que tenho certo preconceito contra autores com título de “doutores”. Temo encontrar uma narrativa rebuscada, truncada e com poderes de causar sonolência. Mas não é isso que a doutora Ana Beatriz oferece. O livro começa levando o leitor para lembranças antigas da autora. Introduz um assunto tão pesado quanto o bullying com responsabilidade e empatia, destacando as diferenças entre violência escolar e brincadeiras corriqueiras. A “zoação” é aceita quando ninguém sai machucado; e o bullying é a diversão cruel às custas dos outros. A obra conduz o leitor para conhecer detalhes desse cenário de violência. Os personagens – agressores, vítimas e espectadores – ga-

nham carac­te­rísticas que podem ser analisadas e identificadas no cotidiano. Além disso, faz a importante constatação: o agressor, geralmente, foi vítima no passado e escolheu agredir como forma de tentar superar seus machucados. Um dos capítulos mais interessantes fala sobre o sucesso e reconhecimento dos que superaram o bullying. Doutora Ana Beatriz chama de “excluídos resilientes” aqueles que conseguem transformar suas histórias tristes em exemplo de superação nas escolas, na cidade e na comunidade em geral. Para ela, “o exercício da gentileza, da generosidade e da tolerância é transformador na vida de qualquer um”.

Vanessa Bencz, jornalista e autora de “A Menina Distraída”


Top 5 Filmes sobre mulheres Frida

BIOGRAFIA, 2002 DIRIGIDO POR JULIE TAYMOR

Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes das artes no México. Quando criança, contraiu poliomielite. Mais tarde, sofreu um acidente e precisou fazer 35 cirurgias. Conceituada e aclamada como pintora, teve um agitado casamento aberto com o pintor Diego Rivera (Alfred Molina) e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de várias outras mulheres. Kill Bill

AÇÃO, DRAMA, SUSPENSE, 2004 DIRIGIDO POR QUENTIN TARANTINO

A perigosa assassina conhecida como “Noiva” resolve abandonar o grupo liderado por Bill e se casar. No dia da cerimônia, seus antigos companheiros chegam à igreja e promovem uma chacina. Após cinco anos, ela acorda e, sedenta por vingança, vai atrás dos principais responsáveis pelo ocorrido. A Cor Púrpura DRAMA, 1986

DIRIGIDO POR STEVEN SPIELBERG

Em uma pequena cidade da Georgia, Celie (Whoopi Goldberg), de 14 anos, é violentada pelo pai e se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capaci-

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dade de procriar, Celie é separada dos filhos e da irmã e é doada a “Mister” (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas. As Horas

DRAMA, 2003 DIRIGIDO POR STEPHEN DALDRY

O filme acompanha a história, em perío­dos diferentes, de três mulheres ligadas ao livro “Mrs. Dalloway”. Em 1923, Virginia Woolf, autora do livro, enfrenta uma crise de depressão e ideias de suicídio. Em 1949, Laura Brown, uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais, vive Clarissa Vaughn, uma editora de livros que dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids. Thelma e Louise

COMÉDIA, DRAMA, SUSPENSE, 1991 DIRIGIDO POR RIDLEY SCOTT

Louise Sawyer (Susan Sarandon) é uma garçonete quarentona e Thelma (Geena Davis), uma jovem dona de casa maltratada pelo marido. Cansadas, elas resolvem deixar tudo para trás e pegar a estrada. Durante a viagem, as duas se envolvem em um crime e decidem fugir para o México, mas acabam sendo perseguidas pela polícia americana.

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3 perguntas

Professor, fundador da Rede de Ensino LFG e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil, o jurista Luiz Flávio Gomes encara a delação premiada como realidade concreta no cenário da justiça brasileira. A justiça criminal negociada, praticada desde 1999 no país, não é novidade, mas costumava ser limitada a infrações de menor porte ofensivo, punidas com até dois anos de prisão. Apenas em 2013, a delação premiada foi inteiramente regulamentada, tornando-se a base da justiça criminal negociada nos moldes atuais. Em entrevista à Revista 21, o professor Luiz Flávio Gomes explica alguns aspectos deste novo cenário judicial brasileiro.

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Luiz Flávio Gomes

Como funciona a delação premiada e há que casos pode ser aplicada no país? Depois da regulamentação, com a Lei 12.850, de 2013, qualquer crime permite a delação premiada no Brasil, basta que um dos participantes do esquema possa delatar os demais. Esse processo rende provas ao Estado e oportuniza “prêmios” ao delator. A revolução que estamos vendo na Operação Lava-Jato, por exemplo, pode ocorrer no âmbito de qualquer crime no país, desde que exista um delator. A delação premiada é aberta e tudo pode ser negociado. Negocia-se a pena, o regime de pena, o benefício, e, em troca, o réu não só confessa o crime, como também indica provas ligadas aos demais participantes do esquema. É um grande benefício ao delator, sim, mas o que o delator faz é também beneficia o Estado. Uma troca na qual os dois acabam ganhando. Outra peculiaridade no Brasil é que o “prêmio” somente será recebido se as provas colhidas confirmarem o que o réu falou. O juiz, na sentença final, depois de analisar as provas, deve aferir a eficácia da delação. Quanto mais eficaz, mais benefício o réu deve receber. Qual é seria a principal vantagem da delação premiada? Além da produção de provas e revelação de grandes esquemas criminosos, a novidade é a recuperação de bens ao patrimônio público. A justiça criminal tradicional sempre teve dificuldade na reparação dos bens e agora está recuperando milhões e milhões, sobretudo de contas bancárias na Suíça, do dinheiro desviado dos cofres públicos. Como a justiça negociada e a delação premiada podem contribuir para a derrubada de esquemas de corrupção no país? A delação premiada conduz para a comprovação de quem participou dos crimes. A certeza do crime é a única que pode ter eficácia preventiva e a delação está sendo responsável para que a justiça possa ser encaminhada no sentido da certeza do castigo. Essa é a corrupção da alta cúpula. É o máximo da criminalidade, a mais sofisticada, a mais alta e, como consequência, a mais nefasta, pelos seus estragos em milhões. A delação rompe uma regra clássica nessa criminalidade dos altos escalões: o código do silêncio.


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Revista 21 - Edição 18 - Mar/Abr 15  
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