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Ano 74 - Edição nº 261 - 2018

A COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL DE FRANCA E REGIÃO

Órgão de divulgação da Associação do Comércio e Indústria de Franca - Distribuição Gratuita

Cultura

Especial

Empreender

Cangoma: quando sonho, cultura e paixão se encontram PÁG 42

Você sabe separar corretamente o seu lixo? PÁG 10

CME realiza o “7º Fórum da Mulher Empreendedora” no dia 26 PÁG 50


expediente

ÍNDICE

DIRETORIA ADMINISTRATIVA E CONSELHO DELIBERATIVO BIÊNIO 2017/2019 Dorival Mourão Filho Presidente Alfredo José Machado Neto 1º Vice-Presidente João Batista de Lima 2º Vice-Presidente Luis Aurélio Prior 3º Vice-Presidente João Carlos Cheade 4º Vice-Presidente José Alexandre Carmo Jorge 1º Diretor Financeiro

‘Sonhos que valem ouro’ se encerra com 08 entrega de Jeep Renegade 0 km

Fernando Rached Jorge 2º Diretor Financeiro Tarciso Bôtto 1º Administrativo

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Ézio Luis Pedrosa 2º Administrativo

Você sabe separar corretamente o seu lixo?

Junia Capobianco Diretora de Marketing Lucely Bertelli Fernandes de Macedo Diretora de Serviços

6 ACIF, em parceria com a Ambientec, realiza palestra sobre eSocial

Christina Buraneli Conselho da Mulher Empreendedora Sílvia Alonso y Alonso Bittar Cunha Presidente do Conselho Deliberativo

14 De volta ao eixo

Marcelo Carraro Rocha Superintendente SEDE Horário de atendimento - 8h às 18h R. Monsenhor Rosa, 1940 Centro - Franca/SP (16) 3711-1700

16 20 Ana Luiza Trajano apresenta: Cozido

Jornalista responsável Ana Luiza Silva MTb 63.305/SP Redação Ana Luiza Silva Tarissa Esteves Colaboradores Adnan Jebailey Eliane Macedo R. Silva Ricardo Nicoluci Paulo Skaf Fotos Wilker Maia Foto da Capa Shutterstock/Arthimedes Diagramação / Arte Lucas Ribeiro Revisão Letusa Sartori Michelly Ferreira A ACIF em Revista é uma publicação mensal da Associação do Comércio e Indústria de Franca

Parto normal e cesárea: conheça mais sobre os benefícios e perdas de cada um 40

24 Click ACIF

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Siglas ME ou EPP não serão mais acrescentadas ao nome da empresa

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Observatório Social de Franca inicia atividades este mês

32 ACIF fecha parceria com a VALID Certificadora para emissão de Certificados Digitais 34 Alexandre Augusto Dias: de sapateiro a empresário 36 O Leão quer falar com você 38 Serviços bancários: o que não pode ser cobrado

Tiragem 6.000 exemplares

46 Inflação em baixa

Impressão Gráfica Cristal – (16) 3711-0200 www.acifranca.com.br

48 Massoterapia: cuidados com a saúde e o bem-estar

Fale conosco revista@acifranca.com.br (16) 3711-1739

54 Fernando de Noronha: a ilha da magia

Departamento Comercial ACIF (16) 3711-1721 As matérias publicadas nesta edição poderão ser reproduzidas, total ou parcialmente, desde que citada a fonte. As opiniões expressas em artigos assinados não coincidem necessariamente com a opinião da ACIF em Revista.

Lasep: há 70 anos transformando vidas pela educação e assistência social

58 Fique por dentro do horário do comércio e da agenda de eventos Cangoma: 42 quando sonho, cultura e paixão se encontram


Editorial

DORIVAL MOUR ÃO FILHO PRESIDENTE

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om a proposta de ser um espaço de exercício da cidadania capaz de reunir representantes da sociedade civil e contribuir para a melhoria da gestão pública, o Observatório Social de Franca abre suas portas. A matéria de capa da ACIF em Revista deste mês trata de seu lançamento e informa ao leitor sobre o processo de filiação da unidade local ao Observatório Social do Brasil, a eleição de sua primeira diretoria, a capacitação dos eleitos bem como o endereço de onde irá operar. O tema foi escolhido como assunto principal desta edição em razão de sua relevância. Como muitos já sabem, o Observatório Social monitora as compras públicas de um município a fim de evitar equívoco e mau uso das receitas. Ele contribui, também, para a construção de indicadores da gestão pública e inserção de micro e pequenas empresas nos processos licitatórios, fatores que têm forte impacto no desenvolvimento econômico e social de uma cidade. Ainda tratando do desenvolvimento econômico local, a revista traz uma matéria completa sobre o “7º Fórum da Mulher Empreendedora da ACIF”. O evento acontecerá no dia 26 de março, no Dan Inn, e terá como mote o papel da tecnologia nos processos de produção, gestão e divulgação

das empresas. Nomes como o da cientista e PhD em química pela Universidade de Harvard Dra. Joana D’Arc Félix e da presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, estarão à frente das discussões. A pedido dos leitores, traremos de volta a coluna De Olho no Dinheiro, onde será possível acompanhar o salário mínimo vigente, salário família bem como os salários normativos do comércio varejista e da indústria de calçados. Outro tema a ser destacado é o encerramento da campanha de incentivo ao comércio “Sonhos que valem ouro”. A ação foi concluída com a entrega de um Jeep Renegade 0 km à dona de casa Silvana Alves Rodrigues Sobrinho. Ela comprou uma torneira na Hidromar e foi a grande vencedora desta ação, que distribuiu mais de 1 milhão de cupons e concedeu R$ 200 mil em prêmios. As edições da ACIF em Revista são sempre pautadas com o objetivo de trazer temas relevantes aos nossos associados e queremos a sua participação: o que você gostaria de ver na revista? Envie-nos suas sugestões e considerações pelo email revista@acifranca.com.br. Aproveite a leitura.



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Shutterstock/Matej Kastelic

eventos

Participe desta iniciativa que vai auxiliá-lo no processo de adequação ao sistema de obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas exigidas pelo Governo Federal

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Governo Federal, por meio do decreto 8373/2014, instituiu o eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas). Para tanto, muitas mudanças vão acontecer e a ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca) em parceria com a franqueadora Ambientec vai realizar a palestra “Implicações das Declarações do eSocial relativas à Segurança e Saúde Ocupacional”, com o intuito de sanar dúvidas relativas às mudanças no eSocial. Com o decreto, os empregadores passarão a comunicar ao Governo, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e informações sobre o FGTS. “A obrigatoriedade de utilização desse sistema para os empregadores dependerá de Resolução do Comitê Gestor do eSocial, conforme decreto 8373/2014, que definirá o cronograma de implantação e transmissão das informações por esse canal”, afirma a página oficial do sistema. A previsão é de que o sistema passe a vigorar a partir de julho de 2018. A palestra será ministrada pelo engenheiro e autor do livro Controle da Insalubridade – Uma estratégia baseada em cinco pilares, Paulo Roberto de Oliveira. O evento, que terá duração de 1 hora, vai acontecer no dia 20 de março, às 19h30, no Centro de Educação Empresarial Luciano Bôtto. A entrada é 1 kg de alimento não perecível. O evento vai discutir ainda sobre o tema “Declaração do esocial – Estratégia para Transformar as Ameaças da Legislação de Segurança e Saúde Ocupacional em Oportunidades”. (Confira no quadro ao lado todo o conteúdo programático que será abordado durante a palestra).

6 Revista ACIF - www.acifranca.com.br

“Este sistema traz consigo diversas mudanças, mas a principal delas (e a de maior dificuldade de implementação) é a mudança de cultura, afinal, muitos processos com os quais a empresa está acostumada serão revistos ou, simplesmente, deixarão de existir trazendo um novo posicionamento no dia a dia dos funcionários da organização durante e após a implantação” afirma um dos diretores da franqueadora Ambientec, Divino Nandi.



Confira o conteúdo programático O eSocial como divisor de águas da Legislação A importância da visão sistêmica na Gestão dos Riscos Ocupacionais na Declaração do eSocial Os reflexos da Insalubridade, da Periculosidade, dos Riscos Ergonômicos e Mecânicos de Acidentes nas informações lançadas no eSocial e na Sustentabilidade Econômica das Empresas A Responsabilidade de quem prepara a Declaração do eSocial As vantagens econômicas que uma eficaz Gestão dos Riscos Ocupacionais proporciona para as empresas – Insalubridade Trabalhista e Previdenciária, Periculosidade, FAP e NETP A responsabilidade do empresário, do advogado, do contador, dos profissionais de RH e de Segurança e Saúde Ocupacional na Declaração do eSocial


institucional

Silvana Alves Rodrigues Sobrinho, que reside na Vila Aparecida, comprou uma torneira na Hidromar e foi a grande ganhadora

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ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca) encerrou sua campanha de incentivo ao comércio edição 2017, “Sonhos que valem ouro”, com a entrega de um Jeep Renegade à consumidora Silvana Alves Rodrigues Sobrinho. A dona de casa comprou uma torneira na loja associada Hidromar da avenida Dr. Ismael Alonso y Alonso, preencheu o cupom da campanha pela etapa de “Natal” e ganhou um carro 0 km. A entrega do prêmio ocorreu em 8 de fevereiro. “Eu sempre preencho os cupons da ACIF e vale a pena acreditar! Às vezes, a pessoa leva o cupom pra casa, não preenche e acaba perdendo a chance de ser premiada. Vou continuar acreditando. Estou muito feliz!”, afirmou Silvana, que pretende vender o veículo para reformar sua casa, na Vila Aparecida. De acordo com o sócio proprietário da Hidromar, Beto Oliveira, as campanhas da ACIF têm apresentado um resultado positivo no ponto de venda. “Percebemos o interesse do consumidor quando informamos a ele sobre a possibilidade de ganhar prêmios ao comprar conosco. A Hidromar sempre participa das campanhas e, nesta edição, foi premiada por duas vezes, o que nos deixou bem felizes.” Além de Silvana, a campanha contemplou, ainda, o lojista e o vendedor envolvidos na compra premiada. Eles receberam, respectivamente, cheques nos valores de R$ 5 mil e R$ 3 mil, correspondentes aos certificados em barras de ouro.

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“O objetivo das campanhas é fomentar o comércio de Franca e região e os resultados nos mostraram que ele foi atingido. A partir dos indicadores da campanha de 2017, vamos desenvolver uma campanha de muitas novidades para 2018”, afirma o diretor administrativo da ACIF, Tarciso Bôtto. É válido ressaltar que, em 2017, mais de 800 estabelecimentos participaram da ação que distribuiu mais de 1 milhão de cupons e concedeu R$ 200 mil em prêmios. Além do Jeep Renegade 0 km, houve ainda vouchers de viagens mais vale-compras e prêmios de R$ 10 mil em certificado em barras de ouro para os consumidores. No total, 27 pessoas entre consumidores, lojistas e vendedores - foram premiadas durante as três etapas da campanha, que contemplou as datas “Mães e Namorados”, “Pais e Crianças” e “Natal”. No último ano, a campanha “Sonhos que valem ouro” promoveu seus dois primeiros sorteios em quatro corredores comerciais da cidade, concedendo 12 prêmios em cada etapa. (Confira a retrospectiva dos ganhadores e os respectivos prêmios). “Acredito que essa foi uma das melhores edições da campanha de incentivo ao comércio da ACIF. Por ter se fragmentado, creio que ela tenha se aproximado de forma mais efetiva dos lojistas e dos consumidores”, afirmou Bôtto. O lançamento da campanha ACIF 2018 deverá ocorrer neste primeiro trimestre.




Retrospectiva dos ganhadores da campanha “Sonhos que valem ouro” Dia das Mães e Dia dos Namorados

Prêmios – 4 consumidores, 4 lojistas e 4 vendedores foram premiados com R$ 10 mil, R$ 1,5 mil e R$ 1 mil, respectivamente, em certificados de barras de ouro.

Ganhadores: Heberson Freire Moller, 33, morador do Parque do Horto que realizou sua compra no Serv Pag Pereira; Gabriel de Souza Baratto, 29, morador do Primo Meneghetti que comprou uma viagem de lua de mel na Globaltur; Elenice Rosa da Cruz, 48, moradora do Portinari que comprou na Via Shop Calçados/Rafaela Salomão e Ana Paula Leal, 48, de Brasília, que fez compras na Cap Vermell.

Dia dos Pais e Dia das Crianças

ambos em certificado em barras de ouro.

Período da campanha – 20 de abril a 24 de junho Sorteio – 24 de junho Entrega – 11 de julho

Período da campanha – 10 de julho a 21 de outubro Sorteio – 21 de outubro Entrega – 17 de novembro Prêmios – 4 vouchers de R$ 5 mil em viagens mais R$ 1 mil em vales-compras para o consumidor, 4 prêmios de R$ 1,5 mil para o lojista e 4 prêmios de R$ 1 mil para o vendedor,

Natal Período da campanha – 1º de novembro a 19 de janeiro Sorteio – 19 de janeiro

Prêmios – 1 Jeep Renegade 0 km ao consumidor, R$ 5 mil ao lojista e R$ 3 mil ao vendedor, ambos em certificados em barras de ouro. Ganhadora: Silvana Alves Rodrigues Sobrinho, moradora da Vila Aparecida, que realizou sua compra na Hidromar.

Fotos: Wilker Maia

Entrega – 8 de fevereiro

Ganhadores: Terezinha Ângela Pereira de Souza, moradora do Leporace 3, que realizou sua compra no Magazine Luiza do Leporace; Maria Eliza Tomita, moradora do Jardim Boa Vista, que comprou no Empório Mil Grãos; Lucas Fernando Valença da Silva, do Residencial Zanetti, que comprou na Hidromar e Patrick Eduardo Borges, da Vila Santa Cruz, comprador da loja A Japonesa.

A ganhadora do Jeep Renegade, Silvana Alves Rodrigues Sobrinho, com o vice-presidente da ACIF João Chead (à esquerda na foto) e o diretor administrativo Tarciso Bôtto (direita na foto), que entregaram também os cheques simbólicos a loja Hidromar

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especial

Em Franca, são recolhidas 10 toneladas de lixos passíveis de serem reciclados; Aprenda como separar todos os tipos de lixo e ajude o Meio Ambiente ANA LUIZA SILVA

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arrafas de vidro, potes e sacolas de plástico, embalagens de papel e papelão. Você sabe para onde vai o lixo que você gera? Para muitas pessoas, a preocupação é tirar o lixo de casa e não interessa para onde ele vai. Já outras, pensam no meio ambiente, no descarte correto e faz de tudo para que o lixo

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gerado vá para o local certo. Franca produz cerca de 400 toneladas de lixo por dia. Desse total, cerca de 10 toneladas são encaminhadas diariamente para a Cooperfran (Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de Franca e Região) por meio da Coleta Seletiva. Todo esse lixo é passível de ser reciclado, ou seja, muitos materiais chegam à usina de reciclagem, mas não passam pela triagem dos cooperados.


Os vidros são separados do resto do lixo. Ao fundo a esteira suspensa com os cooperados fazendo a separação

Garrafas, garrafões, frascos vazios de remédios e perfumes, copos, etc.

Fotos: Wilker Maia

O que é reciclável

O caminhão descarrega o lixo passível de ser reciclado

Latas de bebidas e refrigerantes, ferragens, pregos, panelas, etc. Embalagens longa vida, listas telefônicas, jornais, cadernos, revistas, livros, caixas de papel e papelão, etc. Garrafas de água e refrigerantes, sacolas plásticas, brinquedos, utensílios domésticos, embalagens de produtos de limpeza e de higiene pessoal (xampu, tubo de creme dental, etc.).

Não é reciclável Sobras de alimentos Papel higiênico Fralda descartável Guardanapos sujos Absorventes Preservativos Fotografias, Etiquetas e fitas adesivas Papel Carbono Esponja de aço Latas Contaminadas com resíduos químicos (tinta, verniz, inseticida) Espelhos Vidros planos (tampão de mesa e janelas) Pratos Refratários Óculos

Ao chegar à Cooperfran é impossível não ser impactado pela quantidade de lixo que surge no local diariamente. Muito lixo que poderia ser totalmente reciclado e, não é, por conta da separação incorreta do lixo. Não é difícil separar o que é lixo seco e lixo úmido, ou seja, reciclável de orgânico, mas é preciso disciplina e consciência para fazê-lo, pois separar os materiais traz inúmeros benefícios para todos. “Quando reciclamos o lixo diminuímos o uso de recursos naturais. Ajudamos a conservar o meio ambiente, melhoramos a qualidade de vida, proporcionamos ganhos sociais, ajudamos a gerar trabalho e renda, transformando catadores em agente recicladores”, disse Eliana Giuberti, coordenadora pedagógica de educação ambiental do município. A Coleta Seletiva atende todos os bairros de Franca, de segunda a sábado, em horário comercial. Ao recolher o lixo reciclável, o caminhão vai até a usina e descarrega. Na ‘montanha’ de materiais, com a ajuda de uma garra de caminhão, aos poucos são colocados em um contêiner os materiais que vão passar pela triagem. São 39 cooperados – 26 mulheres e 13 homens -, que são responsáveis por separar os materiais por tipos como plástico branco, verde e transparente, papel e papelão, jornais, embalagens coloridas de materiais de limpeza, entre outros. Ao separar cada um desses nichos, os agentes dispensam em uma bag, que posteriormente é levada para a máquina de prensa. Após prensar, todo o material compactado é vendido para empresas de reciclagem e todo o dinheiro é da cooperativa.



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especial

Importante - Antes de colocar as embalagens para coleta seletiva lave-as eliminando restos de produtos, desta forma estará evitando mau cheiro e insetos - Guarde o material reciclável em sua residência até o dia da Coleta Seletiva - Embrulhe vidros quebrados e objetos pontiagudos para evitar acidentes com os catadores - Pilhas, baterias e produtos eletrônicos devem ser entregues aos estabelecimentos que as comercializam, à sua rede de assistência técnica autorizada pelas indústrias ou em pontos de coletas - Frascos de xampus, tubos de creme dental, potes de cremes e rolos internos do papel higiênico devem ser separados e colocados para a reciclagem. Não coloque esses materiais na lixeira do banheiro com papel higiênico, absorventes e lenços sujos. Quando isso acontece eles se tornam lixo comum 12 Revista ACIF - www.acifranca.com.br

“Nós fazemos a triagem de 160 toneladas de lixo por mês. Poderíamos reciclar ainda mais se a qualidade do lixo viesse adequada. Descartamos muitos materiais que são potenciais recicláveis, mas não são reciclados porque não estão limpos ou porque estão misturados a outros materiais”, disse a presidente da Cooperfran, Diana Angélica de Bastos. O lixo reciclável descartado pelos francanos também é mal separado. São restos de comida, fraldas descartáveis, papel higiênico, animais mortos e até fezes. O que não serve na usina, é levado ao aterro sanitário para a decomposição. A Cooperfran é responsável pela usina e consegue levantar cerca de R$ 50 mil por mês com a venda dos reciclados. Seus clientes são empresas de reciclagem de algumas cidades do Estado de São Paulo. Se todo lixo reaproveitável que é descartado pelos francanos fosse reciclado, o meio ambiente com certeza seria o maior beneficiado, e consequentemente, todos nós que utilizamos dos recursos naturais para viver. Para tentar conscientizar cada vez mais os francanos, a Cooperfran em parceria com a Prefeitura Municipal e o programa nacional “Dê a mão para o futuro”, pertencente à Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria, e Cosméticos), da Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins) e da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), estão distribuindo na cidade panfletos que explicam o serviço e pedem a participação da população. “Todo mês fazemos o arrastão da limpeza nos bairros, todos os dias fazemos a Coleta Seletiva e as dúvidas sobre o que é reciclagem e como descartar estão descritas em um folheto que distribuímos a população acompanhado de um imã de geladeira, em que a pessoa pode marcar o dia que a coleta passa em seu bairro e não deixar de separar”, disse a presidente da Cooperativa.

Impactos

A reciclagem é importante, pois ajuda a ampliar a vida útil dos aterros sanitários e dispensa a criação de novos aterros. O aterro de Franca ainda tem vida útil de, no máximo, 18 anos. O lixo não separado corretamente pode causar impacto negativo ao meio ambiente como a extinção de espécies e a poluição do lençol freático. “Existem materiais que demoram para se decompor, como é o caso do plástico, que precisa de mais de cem anos para desaparecer. No caso das sacolinhas plásticas, ainda não há mercado para a venda desse material, por isso falamos do consumo consciente”, ressalta Eliana.




Divulgação

artigo

A

s micro e pequenas empresas paulistas encerraram 2017 com alta de cerca de 5% no faturamento real e geração de quase 100 mil novos postos de trabalho. O otimismo com o futuro também aumentou: quase 40% acreditam que o faturamento aumentará nos próximos meses e 44% apostam na manutenção da receita. O setor industrial também deu sinais positivos. Segundo o Indicador do Nível de Atividade (INA) da Fiesp, após três anos de produção em queda, a indústria paulista cresceu 3,5%. Os empresários do setor também estão otimistas e, pelo 10º mês consecutivo, registraram expectativa positiva em relação à produção. Se 2017 foi para respirar, 2018 é o ano para crescer, produzir e transformar. É o que tenho ouvido de empreendedores de todo Estado, como a Daniela Juncioni, de Aguaí. No ano passado procurou o Sebrae-SP. Ela não queria deixar sua farmácia de manipulação sucumbir à crise. Fez um checkup da empresa e recebeu consultoria especializada em finanças. Colocou em prática as melhorias em controle e administração geral da empresa e aumentou em 20% seu lucro. Reinvestiu na empresa, ampliou as instalações e empregou mais dois funcionários. O esforço valeu a pena. Muitos outros empresários também estão fazendo sua parte, melhorando gestão e produtividade. Um sinal claro disso é o aumento da procura de informações e consultoria em nossos postos de atendimento, site e 0800 nos primeiros 40 dias do ano. No Sebrae-SP estamos de olho nesse movimento e, até abril, vamos inaugurar mais 50 postos de atendimento, ampliando a rede para 250 unidades, que vão cobrir 90% da área do Estado. O Governo Federal, por sua vez, também tem apontado no caminho certo, com estabelecimento do teto de gastos públicos, a modernização da legislação trabalhista e a ampliação do Simples. Para melhorar ainda mais o ambiente de negócios, temos que lutar pela aprovação das reformas previdenciária e tributária, pela redução das taxas de juros e pelo barateamento do crédito. Também faz parte desse conjunto de medidas benéficas a aprovação do plano de renegociação de dívidas tributárias, o Refis, para as micro e pequenas empresas. Trata-se de uma questão de isonomia e justiça, com apoio a empreendedores que querem reorganizar seus compromissos tributários, resolver suas pendências e ganhar novo fôlego para produzir e gerar empregos. Sou a favor do Refis para os pequenos negócios, das reformas estruturais e de tudo que descomplique e desonere o dia a dia do setor produtivo. Por isso, vou continuar trabalhando para deixar o caminho livre para empresários como a Daniela, que geram saldos positivos para sua empresa e sua comunidade, levando o Brasil de volta ao eixo do crescimento.



PAULO SKAF Presidente do Sebrae-SP 14 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


responsabilidade social

Além de projetos próprios que trabalham fortalecimento de vínculos e aprendizado técnico, a entidade atende creches e centros de convivência de idosos, em Franca TARISSA ESTEVES

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m um galpão, jovens se reúnem para aprender conceitos de arte, design de produto e marcenaria. Em uma unidade pública de ensino, alunos, professores e diretores se engajam em projeto de ressignificação da escola que culmina na revitalização do espaço. Em duas unidades de creches municipais, crianças têm acesso à formação e aprendizagem de qualidade. Em dois cantos da cidade, centros de atendimento a idosos acolhem a outra ponta da vida trabalhando autoestima e a dignidade dos assistidos. O ponto de interseção de todas as ações citadas tem nome: Lasep. A Liga de Assistência Social e Educação

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Popular existe há 70 anos e luta para cumprir sua missão estatutária de contribuir para uma sociedade mais justa. “As atividades propostas pela Lasep visam não somente o aprendizado técnico, mas o que diz respeito aos relacionamentos interpessoais, ao fortalecimento de vínculos familiares e comportamento”, afirma o presidente da entidade, Milton de Paula Martins. Atualmente, a Lasep trabalha com dois projetos próprios e mantém parceria com a Prefeitura Municipal na gestão de duas creches e duas unidades do Centro Dia do Idoso. Sobre seus projetos, um é o “Navegando na Madeira” e o outro “Navegando na Comunidade”. O primeiro reúne jovens com idades entre 12 e 18 anos a fim de trabalhar habilidades culturais e técnicas por meio da construção de skates.


“Os jovens aprendem noções de arte e cultura a fim de que tenham subsídios para criar as artes que cobrirão o shape (prancha de madeira superior) do skate”, afirma a gestora técnica da Lasep, Rose Belga. “Depois, aprendem a usar o CAD (software de projetos) para desenvolver o design do skate e, por fim, utilizam a marcenaria para construí-lo. As produções da última edição foram expostas em mostras que passaram pelo Museu Casa de Cariolato e Casa do Artista Francano”, diz Belga. O segundo projeto, o “Navegando na Comunidade”, surgiu de forma espontânea. Ao propor em uma escola pública de Franca a participação de seus estudantes no “Navegando na Madeira”, a direção informou que a relação de seus alunos com a instituição precisava ser trabalhada, pois a escola vinha se deteriorando fisicamente em razão do mau uso. “Propusemos, então, um projeto de ressignificação da escola. Ouvimos de alunos e professores suas expectativas em relação ao lugar e descobrimos que área verde, carteiras adequadas e um recreio com música eram questões importantes para eles”, conta Belga. Com a pauta de mudança em mãos, profissionais da Lasep, da escola e os alunos partiram para a ação: as carteiras foram reformadas com trabalhos artesanais em jornal, um jardim foi plantado, a música tomou conta do pátio e as demais demandas foram se concretizando. “Em quatro meses alcançamos o resultado esperado e, para encerrar o projeto, o muro da escola foi grafitado pelos alunos com imagens que os representavam. Foi então que nasceu o ‘Navegando na Comunidade’. Nossa expectativa é que mais parcerias assim surjam.” E este ano, a Lasep terá uma grande novidade! Sua nova sede abrigará a 3º Luteria do Projeto Guri no Estado de São Paulo. Pela parceria estabelecida com o Projeto Guri polo ACIF Franca, as aulas de construção e manutenção de instrumentos musicais ocorrerão com a parte pedagógica estruturada pelo Guri e a estrutura física oferecida pela Lasep. “A Lasep completa em 2018, 70 anos, com força inovadora. É uma entidade que foi pioneira quando surgiu, manteve este espírito por todo esse tempo e que veio se adaptando e encontrando formas de beneficiar a comunidade como os novos tempos pedem”, diz Belga.

Outro fato histórico sobre a entidade foi a cessão de um loteamento para a construção do Colégio Jesus Maria José. À época, o acordo entre as partes previu - e mantém até hoje - um convênio de 15 bolsas de estudos que a Lasep oferece a alunos que não têm condições financeiras para arcar com as mensalidades. Por meio de todas as suas áreas de atuação, em 2017, mais de 200 pessoas se beneficiaram direta ou indiretamente com soluções educacionais e de assistência social. São mais de 60 profissionais, entre psicólogos, educadores, assistentes sociais, gestores técnicos e prestadores de serviço. “Além de nossa equipe, a Lasep também conta com trabalho voluntário”, diz Belga. É válido ressaltar que a Lasep ainda oferece bolsas de estudos em entidades privadas de ensino superior de Franca. Interessados em conhecer mais sobre a Lasep, se tornar voluntário ou apoiador devem entrar em contato com a entidade pelo telefone (16) 3722-4373.



A Lasep foi fundada por membros da Loja Maçônica Independência Terceira em 23 de agosto de 1948. Seu principal objetivo era oferecer calçados, uniformes e materiais escolares a crianças carentes para que pudessem ter acesso ao ensino. “Hoje, isso pode parecer estranho, mas há 70 anos os alunos não podiam frequentar as aulas se não estivessem com sapatos sociais e os itens citados”, afirma Milton. Com o passar dos anos, a entidade expandiu sua área de atuação e, famosa pelos eventos culturais que produzia a fins de arrecadação, fundou o Instituto Ars Nova. O mesmo oferecia aulas de piano e ballet, mas acabou encerrando suas atividades anos mais tarde.

Fotos: Arquivo Lasep

Breve histórico

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Wilker Maia/Comércio da Franca

artigo

E

ra a partir do Centro da Vila Franca do Imperador, na primeira metade do século XIX, que despontava a cidade de Franca que hoje conhecemos. Conforme comenta o professor e historiador Fransérgio Follis, em seu livro Estação: o Bairro-Centro, a habitação populacional da cidade começou a se constituir com“[...] os grandes fazendeiros da região que, paulatinamente, foram deixando suas residências rurais e se instalando na cidade, mais precisamente no Centro”. Não tardou para que a movimentação impetrada na cidade de Franca, que deixou de ser vila em 1856, começasse a trazer imigrantes através dos trilhos da Mogiana, inaugurada em 1887 e, dar a economia francana um circuito pujante. É, sobretudo, a partir da chegada de espanhóis, italianos e árabes no bairro Estação, que logo surge o primeiro bairro “planejado” da cidade: a Cidade Nova. Como aponta o historiador Tércio Di Gianni em sua obra, Italianos em Franca: imigrantes de

boa estrela em uma cidade do interior, “[...] a localização do bairro Cidade Nova foi uma estratégia do poder local em garantir a distribuição geográfica na oferta de lotes e reação à grande concentração de migrantes no bairro da Estação – que tinha sido demarcado e loteado pela Câmara em 1890 – é a ameaça em se formar um centro urbano paralelo e de liderança estrangeira, dada a concentração de italianos ali instalados”. Contudo, mais de um século depois de seu nascimento, o bairro Cidade Nova faz parte de uma expansão comercial e alteração nos padrões socioeconômicos que chamam a atenção da corrente de estudos econômicos do município. De acordo com dados do Instituto de Economia ACIF, entre os anos de 1950 a 2000, foram abertos 215 varejos, já para um período bem menor que compreende o período de 2000 a 2017, foram abertos 372 varejos. No mainstream da discussão está a Rua Álvaro Abranches que tem se destacado pela inúmera quantidade de varejos, muito deles,

com foco em consumidores de média/alta renda. Segundo estudo do Instituto, mais da metade dos varejos que estão localizados nessa rua, foram constituídos na última década, mais precisamente, 61,1% desses varejos. Esse boom do varejo, principalmente o de alta renda, pode ser explicado pela alteração socioeconômico do bairro, principalmente pelos novos edifícios construídos para a classe média/alta. Em análise dos dados do Censo 2010, com valores corrigidos pela inflação, e utilizando microdados de pesquisas do Instituto de Economia ACIF, apurou-se um aumento de 18% no rendimento médio dos moradores do bairro Cidade Nova, entre 2010 e 2017. Se há mais de século o poder público lutava para diluir as atenções comerciais que poderiam ameaçar a hegemonia do Centro da cidade, hoje o bairro Cidade Nova faz parte da expansão desse Centro, trazendo novos paradigmas e um comércio gauche, que destoa da linha varejista de baixa renda que permeia a cidade.



ADNAN JEBAILEY Economista do Instituto de Economia ACIF 18 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


gastronomia

A chef francana abre a série gastronômica da revista com profissionais renomados da culinária brasileira ANA LUIZA SILVA

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ACIF em Revista traz sempre em suas edições a editoria de Gastronomia, onde pratos, restaurantes e empresários são apresentados, a vocês leitores, com o intuito de aguçar a vontade de ir para a cozinha, mas também de oferecer a oportunidade para que conheçam o local citado nas matérias e degustem os tantos pratos já ensinados. Para esta edição, a revista tem uma nova proposta: de trazer para estas páginas, grandes chefs da cozinha nacional. A primeira, a abrilhantar a série, é a chef francana Ana Luiza Trajano, que apresenta uma receita do clássico Cozido que leva carnes e vários ingredientes brasileiros como mandioca, batata e tomate. Na infância em Franca, Ana Luiza trocava as bonecas para ficar ao pé do fogão das avós (uma cearense e outra mineira), subir em árvores ou buscar ovos no galinheiro. Mais tarde colocava, literalmente, a mão na massa e seu olhar atento na cozinha virou paixão e profissão, que hoje rege a sua vida. Seu lema é “Pela cozinha brasileira”, respeitando as tradições culinárias, valorizando os ingredientes e os produtores região por região, buscando e divulgando esses saberes. Por sua luta constante para a valorização da culinária brasileira, Ana Luiza já conheceu dezenas de cidades, vilarejos e tribos indígenas, descobriu personagens, histórias, festas e costumes das cozinhas locais e escreveu quatro livros - Brasil a Gosto, Cardápios do Brasil, Misture a Gosto e Básico. Este último é considerado a enciclopédia de receitas do Brasil. “A cozinha regional, quando você anda o Brasil, ela se mistura de alguma forma. Por exemplo, a tapioca hoje está no cotidiano do café do brasileiro como um todo, assim como o açaí, nas suas diversas formas também faz parte do Brasil em geral. Então, se a gente incorpora ingredientes nacionais ao nosso dia a dia é o correto”, defende a chef. Dentro desse volume, Ana dá a receita do Cozido, prato típico soteropolitano. “Tradicionalmente servido às segundas-feiras no bairro da Ribeira, em Salvador (BA), mas presente também em diversos outros pontos do litoral brasileiro. Na região Sudeste, a receita que prevalece tem origem portuguesa, com batata e cenoura. À medida que avançamos ao Nordeste, encontramos cozidos com carnes mais gordurosas e a escolha de legumes também pode se modificar, incorporando ingredientes como maxixe e abóbora. Vale lembrar que, no Nordeste, tão importante quanto o cozido em si é o caldo resultante, usado para fazer o pirão que acompanha o prato”, esmiuça Ana Luiza sobre o prato no livro Básico. Nessa receita plural, a chef traz carne-seca, peito bovino, paio e linguiça calabresa defumada, além de ervas e legumes. Serve 10 porções e o tempo gasto para sua execução é de 2h30 em média. “Não existe restrição aos legumes escolhidos, é algo bem pessoal que cada pessoa pode inserir o que quiser”. Prepare todos os ingredientes, se arrisque na cozinha e se delicie com esse Cozido de ‘chef’ que é de dar água na boca!



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Edição nº 261 - 2018 21

Fotos: Alexandre Shneider


gastronomia

Ingredientes 500 g de carne-seca dessalgada

2 folhas de louro

500 g de peito bovino

1 mandioca cortada em rodelas

500 g de paio

1 batata cortada em cubos

500 g de linguiça calabresa defumada

1 batata-doce cortada em cubos

4 colheres (sopa) de óleo de milho

1 pedaço de abóbora seca

1 xícara (chá) de toucinho defumado em cubos

Maço de salsinha picado

1 cebola grande picada

Maço de cebolinha-verde picada

3 dentes de alho picados

1 xícara (chá) de farinha de mandioca fina

2 tomates sem pele e sem sementes picados

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo Corte a carne-seca em cubos e cozinhe até ficar quase macia; reserve. Corte o peito em cubos e tempere com sal e pimenta-do-reino. Corte o paio e a linguiça em rodelas grossas. Em uma panela grande, aqueça o óleo e refogue o toucinho, a cebola, o alho, o tomate e o louro. Junte todas as carnes, cubra com água e cozinhe por 1 hora. Acrescente a mandioca e, a cada 10 minutos, as outras hortaliças, nessa ordem: batata, batata-doce e abóbora. Acerte o tempero e finalize com as ervas. Faça um pirão misturando a farinha de mandioca e o caldo do cozimento, em fogo baixo, mexendo até engrossar. Sirva com arroz branco. 22 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


Sobre a Chef

Durante 10 anos a francana manteve o Restaurante Brasil a Gosto, na capital paulista. Desde o ano passado, ela está a frente do IBAG (Instituto Brasil a Gosto), que agora integra o Complexo Educacional FMU, integrante da rede internacional de universidades Laureate, em São Paulo. O IBAG funciona como instrumento de difusão da cultura e dos costumes nacionais por meio da gastronomia e baseia-se exatamente em atividades dedicadas a novas descobertas teóricas e empíricas por todo o país. A união do IBAG ao órgão cultural, dentro de uma instituição de nível superior, tem o objetivo de além de ensinar, promover pesquisas e fomentar a culinária nacional, que é o foco de Ana Luiza.



Edição nº 261 - 2018 23


Thercius Tasso e Guilherme Figueiredo

Silma Rodrigues Leite e Maria Luiza Machado

Danilo Alves e Bianca Afonso

Maria Júlia Tomazini e Kauê Borges 24 Revista ACIF - www.acifranca.com.br

Carla Peliciari

Rafael Uehara e Antônio Uehara

Márcio de Jesus

Fernanda Peixoto e Noedi Freitas


Taisa Ramos e Adriana Souza

Vinícius Rabelo, Luiz Sinelli e Randal Sousa

Eduardo Falsarella Júnior

Fernanda Bufoni

Mário Spaniol, João Paulo Geroldo e Sílvio Carvalho

Vinícius Kanagusto e Isabela Barbosa

Wagner Silva e Débora Saad Edição nº 261 - 2018 25


Divulgação

institucional

O escritório regional da Junta Comercial, na ACIF, está à disposição para esclarecer todas as dúvidas em relação a essa mudança

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ma novidade que passou despercebida modificará a nomenclatura de muitas empresas a partir de agora. As empresas enquadradas como Microempresas ou Empresa de Pequeno Porte não podem mais, desde 1º de janeiro de 2018, acrescentar a partícula ME ou EPP ao nome empresarial, em razão da revogação do art. 72 da Lei Complementar nº 123 (Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), realizada por outra Lei Complementar, de nº 155/2016. A medida passa a valer nos casos de enquadramento e reenquadramento, como também nos casos de alteração de nome. Importante informar que as empresas continuarão a ser tratadas como Microempresas e Empresas de Pequeno Porte em tudo o que for relativo a enquadramento e tributação. Quanto a isso, nada muda, o que causa alívio ao empresariado que, por tal condição, utiliza dos respectivos benefícios. Vale frisar que os atos registrados anteriormente à expedição desta orientação não serão objeto de revisão. Como reflexo da modificação, a Receita

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Federal do Brasil irá retirar a partícula ME/EPP de todas as empresas de seu cadastro. Desta forma, todos os registros realizados a partir de então não conterão mais as partículas ME ou EPP, por força de lei, como acima citado. É provável que sejam expedidas orientações pelas respectivas Juntas Comerciais de cada Estado sobre o procedimento interno a ser adotado, mas é importante esclarecer que a regra já está vigente. A Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) é o órgão responsável pelo registro, fé pública e publicidade dos documentos arquivados pelos empresários, sociedades empresariais e sociedades cooperativas no Estado. O escritório da Junta Comercial de Franca é uma parceria entre ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Assescofran (Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Franca e Região) e a Prefeitura de Franca. A Junta Comercial atende na Rua Monsenhor Rosa, 1940, no Centro, de segunda a quinta-feira, das 8h às 17h30, e as sextas-feiras das 9h às 17h30.




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capa

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Em Assembleia Geral, constituição e estatuto foram aprovados e primeira diretoria foi eleita

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Observatório Social de Franca (OSF) entra na reta final de seu processo de filiação ao Observatório Social do Brasil (OSB) e a previsão é para que passe a operar, em sede própria, já no início de março. Desde sua audiência pública para sensibilização da comunidade, ocorrida em 9 de novembro de 2017, os tramites para sua implantação tiveram sequência com a realização de uma Assembleia Geral, responsável por aprovar a constituição e o estatuto do OSF e por eleger sua primeira diretoria, composta por Conselhos de Administração e Fiscal. Todos os atos foram registrados em cartório. “Já possuímos CNPJ na Receita Federal e toda a documentação exigida foi encaminhada ao OSB que deve avaliar e aprovar a filiação do Observatório Social de Franca”, afirma Nilton Colmanetti, eleito presidente do Conselho de Administração do órgão. “A diretoria eleita, juntamente à coordenadoria executiva, está em processo de capacitação para o exercício de suas atividades”, diz. Ainda de acordo com Colmanetti, o OSF, após sua efetiva filiação, será apresentado formalmente ao prefeito de Franca, ao presidente da Câmara Municipal e ao Ministério Público. Consta ainda no programa do OSB uma inauguração aberta a toda comunidade. “A partir daí, receberemos a segunda etapa da capacitação que o OSB exige bem como os acessos aos sistemas de monitoramento das contas públicas. Também poderemos filiar e receber voluntários que queiram contribuir com esta causa social”, afirma Colmanetti. Até o fim de todo o processo que envolve a filiação, o OSF utilizará - como tem feito até então - a sede da ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca) para seus treinamentos, reuniões e tramitações. A partir da filiação, o Observatório passará a operar em sede própria, na Rua General Carneiro, nº 1517, sala 3. Além de Colmanetti, foram eleitos para compor a primeira diretoria do OSF: João Batista de Lima, vice-presidente para assuntos administrativo-financeiros; Luís Aurélio Prior, vice-presidente para assuntos institucionais e de alianças; Márcia Dutra, vice-presidente para assuntos de produtos e metodologia e Paulo Antônio de Moraes Faleiros, vice-presidente para assuntos de controle social.



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Sobre o Observatório Social

Atuando como pessoa jurídica, em forma de associação, o Observatório Social monitora as compras públicas em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos. Além disso, o Observatório Social atua em outras frentes, como: a educação fiscal, demonstrando a importância social e econômica dos tributos e a necessidade do cidadão acompanhar a aplicação dos recursos públicos gerados pelos impostos; a inserção da micro e pequena empresa nos processos licitatórios, contribuindo para geração de emprego e redução da informalidade, bem como aumentando a concorrência e melhorando qualidade e preço nas compras públicas; a construção de Indicadores da Gestão Pública, com base na execução orçamentária e nos indicadores sociais do município, fazendo o comparativo com outras cidades de mesmo porte. Em novembro de 2017, O G6 - Grupo Político Suprapartidário de Franca formado pela ACIF, Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), OAB (13º Subseção de Franca), Maçonaria de Franca e Região, Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e Unimed - propôs à comunidade a criação do Observatório Social de Franca. O presidente do Observatório Social do Brasil, Ney da Nóbrega Ribas, esteve em Franca e, para mais de 150 pessoas, falou sobre o cenário político vivido e como a proposta de monitoramento das contas públicas pode ser eficaz. 30 Revista ACIF - www.acifranca.com.br

“Há 10 anos, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo fez um levantamento que indicava uma perda de R$ 100 bilhões para a corrupção: mais de 2% do nosso Produto Interno Bruto! Já os órgãos oficiais de controle estimavam que 25% de todos os recursos que saiam de Brasília não chegavam aos municípios”, afirmou Ribas, na ocasião. “Recentemente, a Fundação Getúlio Vargas realizou uma pesquisa que apontou um crescimento de 50% na renda per capita do brasileiro, caso a corrupção retroceda, pelo menos, 10% nos próximos 25 anos. Isso significaria um aumento de R$ 500 na renda da população.” Com o intuito de tornar realidade esta expectativa de redução da corrupção, os Observatórios Sociais têm se espalhado pelo Brasil, sendo encontrado, atualmente, em mais de 115 cidades. Por meio deles, as compras públicas são monitoradas desde a publicação do edital de licitação até a entrega do produto ou serviço, promovendo uma ação preventivamente no controle social dos gastos públicos. De acordo com o órgão, este trabalho tem tido resultado expressivo: entre 2013 e 2016, mais de R$ 1,5 bilhão foram economizados para os cofres municipais e, a cada ano, mais de R$ 300 milhões do dinheiro público deixaram de serem gastos desnecessariamente. “É por isso que a causa do Observatório Social existe. Sabemos que não é possível realizar nada sozinhos, mas se estivermos unidos e organizados conseguiremos mudar o Brasil”, disse Ribas. Mais de 3 mil pessoas auxiliam na causa do Observatório Social em todo o Brasil.




Acervo ACIF

institucional

A certificadora acredita na cidade e se tornou, recentemente, patrocinadora do Sesi Franca Basquete

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ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca) fechou parceria com a Valid Certificadora, empresa do Grupo Valid especializada na Certificação Digital - para compra e emissão de certificados digitais. Todos os associados da ACIF podem adquirir os certificados com segurança e preços diferenciados, sem burocracia. Segundo Márcio Nunes, diretor geral da Valid Certificadora, Franca é uma cidade em pleno crescimento e com uma grande demanda por certificação digital, uma vez que concentra várias empresas de diversos segmentos. “Para nós é muito importante contar com parceiros reconhecidos e fortes como a ACIF para atender a demanda da região com total qualidade, uma vez que todos os nossos certificados seguem padrões internacionais e perfeita integração com as normas da ICP-Brasil”. Para Dorival Mourão Filho, presidente da ACIF, essa parceria é importante para a cidade e, principalmente para os associados. “A Valid é uma empresa conceituada no ramo em que atua e a ACIF quer sempre oferecer o melhor para seus associados. Essa parceria é para somar e quem ganha são as pessoas que confiam em nós e estão em busca de qualidade e seriedade no serviço de certificação”. O Certificado Digital já é uma realidade para todas as empresas, independente de seu porte. No mundo

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digital em que vivemos, é fundamental utilizar esta ferramenta para garantir a identidade de seus usuários, conferir autenticidade das informações realizadas no meio eletrônico, com segurança e garantindo a integridade dos dados. Tudo isso de forma mais ágil, menos burocrática e facilitando a vida real. Entre os certificados digitais oferecidos pela Valid Certificadora/ACIF estão: E-CPF, E-CNPJ, NF-E, Conectividade Social ICP, CT-E. As principais vantagens do uso do certificado digital estão nas suas propriedades tecnológicas e legais, atribuindo segurança digital e validade jurídica em documentos assinados eletronicamente. É a possibilidade real de substituir a assinatura manuscrita em documentos, de eliminar a impressão e gastos relacionados ao controle, envio e reconhecimento de firmas - por uma operação eletrônica, executada pela internet, de forma simplificada e com total legitimidade. A ACIF disponibiliza dois postos de atendimento de certificação digital – um em sua sede, na Rua Monsenhor Rosa e o outro ACIF Prime, na Rua Estevão Leão Borroul, que está localizado no espaço Empório Mogiana, no Centro, com estacionamento, comodidade e enquanto aguarda, o café é cortesia da associação. Os associados, interessados em adquirir o certificado, deve acessar o site da ACIF: http://www.acifranca. com.br/SITE/.


VALID Certificadora é patrocinadora do Sesi Franca Basquete

Com uma política de investimento social, a Valid Certificadora, é a patrocinadora do Sesi Franca Basquete. A iniciativa faz parte de uma proposta de criar ações que incentivem cada vez mais a prática ao esporte, uma cultura brasileira muito forte, e que aliada às estratégias da marca permitem a promoção à saúde e bem-estar. Segundo Márcio Nunes, a escolha do time Sesi Franca Basquete vem ao encontro da filosofia da Valid Certificadora. “Um time que tem uma ideologia baseada em princípios, respeito e tradição como nossa empresa e não poderíamos ficar de fora de um trabalho social tão intenso”. É uma trajetória de sucesso, de 50 anos ininterruptos de participações nacionais e internacionais, conquistando centenas de títulos, sendo reconhecido como o clube de basquete mais tradicional do Brasil. "A ACIF acredita que o que a Valid ajuda a subsidiar, ao confiar e investir no Sesi Franca Basquete, vai além das necessidades básicas de um clube e atinge áreas sociais muito importantes. Como exemplo prático, podemos citar as categorias de base do clube, que oferece educação por meio do esporte e trabalha valores como disciplina e cidadania com centenas de jovens. Mais que títulos, este é o tipo de retorno que o país precisa", afirma Mourão. "A chegada da VALID, empresa referência em Certificação Digital, vem reforçar ainda mais nosso time. Começa aqui uma parceria de longo prazo e, com certeza, de muito sucesso", Luis Prior, presidente do Sesi Franca Basquete. Criada em 2011, a Valid Certificadora Digital, é uma empresa totalmente dedicada à Certificação Digital, do Grupo Valid. Localizada em São Paulo, a Valid Certificadora Digital através do seu corpo técnico e executivo, atua conjuntamente com os seus clientes e parceiros na oferta de tecnologia, consultoria, serviços e treinamento para uso e implantação da certificação digital como elemento fundamental na desmaterialização de processos e documentos. Credenciada pelo ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), a Valid é credenciada a emitir os certificados digitais ICP-Brasil, tais como e-CPF, e-CNPJ, NF-e, CT-e, SSL, todos eles essenciais à atuação profissional de pessoas físicas e jurídicas nos relacionamentos eletrônicos com empresas e instituições de todos os segmentos de mercado e esferas de governo. Para conhecer mais sobre os serviços da Valid em certificação digital, assinatura digital, carimbo do tempo, certificado de atributo e desmaterialização de processos e documentos, visite: www.validcertificadora.com.br.



Newton Nogueira/Sesi Franca Basquete

Sobre a Valid Certificadora

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associado em destaque

Proprietário de quatro tabacarias e uma loja de conveniência, empresário tem o empreendedorismo correndo em suas veias ANA LUIZA SILVA

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á pessoas que se tornam empresários por escolha ou pelo acaso, mas existem aquelas que nasceram com o empreendedorismo correndo em suas veias. Esse é o caso de Alexandre Augusto Dias, de 47 anos. Começou como sapateiro aos 12 anos e hoje é proprietário de quatro tabacarias – 3 em Franca e uma em Batatais -, e de uma loja de conveniência no Posto Talismã. Todas as empresas são administradas pela Comercial Expresso, que é de onde Alexandre comanda tudo. Assim como muitos francanos, o empresário teve sua primeira oportunidade de trabalho em uma fábrica de sapatos. Trabalhou em vários setores da empresa,

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quando, aos 16 anos, teve sua primeira experiência em vendas. “Há quase 30 anos, as crianças podiam trabalhar e eu já queria ter meu dinheiro, já queria correr atrás dos meus sonhos. Fiz todo tipo de trabalho nessa fábrica, mas vi nas vendas mais uma oportunidade que a vida estava me dando. Saí para vender parafusos”, conta. Trilhando o caminho das vendas, Alexandre foi trabalhar na loja ‘mãe’ do Magazine Luiza, no Centro de Franca, na área de confecção. Também aprendeu, de forma profissional, como abordar e melhor atender o cliente. Alguns anos depois seguiu então para a empresa Danone para ser vendedor externo. “Esse trabalho foi outro tipo de experiência em vendas. Atender os clientes de porta em porta, fazer o pedido e suprir a demanda de cada um”.


Fotos: Wilker Maia

Invisto nas pessoas para obter sempre bons resultados. Sei que a administração do negócio é mais complexa e demanda tempo, mas estou sempre presente nas lojas e fazendo o que mais gosto que é vender”. Há cinco anos, Alexandre sentiu que poderia ampliar seus negócios. Decidiu então administrar uma loja de conveniência. Gostou tanto que dois anos depois se tornou franqueado de um Pit Stop da Ambev (Companhia de Bebidas das Américas), que comercializa as principais marcas de cervejas do país. “O empresário tem sempre que repensar seu negócio e atuar com criatividade. É preciso pensar de forma mais abrangente para não ficar para trás”. Experiência e perseverança foram fundamentais para o sucesso de Alexandre que carrega em suas veias o sangue empreendedor. Apostando no mercado de maneira consciente e se reciclando para não ficar para trás, o empresário já traça novas estratégias para a Comercial Expresso, empresa que administra todas as suas lojas. Para 2018, um empório com cervejas especiais será aberto na cidade. Além dos 15 postos de trabalho, já oferecidos em suas empresas, o empresário quer mais. “Nessa vida de empresário não pode ‘dormir’, porque a onda leva e o cachimbo cai”, finaliza.



Mas se engana quem pensa que as tabacarias surgiram após a experiência com as vendas de iogurtes. Em 1999, Alexandre foi trabalhar na Souza Cruz - a maior produtora brasileira de cigarros. Foi aí que tudo começou. “Conheci de perto tabacarias, lojas de conveniência, bares, armazéns, e tantos outros locais. Fiquei sete anos na empresa quando me demitiram sem motivo. Foi aí que eu tive que trilhar o meu caminho. Foi aí que o jogo virou”, diz. Com 35 anos, casado e pai de um bebê, que na época tinha um ano e meio, precisou dar um rumo na vida. Com a bagagem em vendas, Alexandre decidiu que era hora de abrir seu próprio negócio. Começou a vender itens de tabacaria de porta em porta. Começou a visitar seus antigos clientes e em 2010, abriu sua primeira loja, no bairro Santa Rita. Quatro meses depois comprou outra na Estação. Em 2015, Alexandre abriu uma tabacaria no Centro de Franca. Foram investidos R$ 200 mil para deixar o ambiente adequado e abrigar seus mais de 2,5 mil itens. Em 2017, a cidade de Batatais (SP) foi escolhida para receber a quarta loja. “É mais fácil ser empregado que patrão. O mercado muitas vezes é muito severo, a mão de obra desqualificada prejudica, mas eu sempre acredito nas pessoas. Edição nº 261 - 2018 35


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artigo

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ntes de começarmos a lembrar das obrigatoriedades anuais de cada cidadão, vamos entender a história do Imposto de Renda. Segundos os estudiosos, o Imposto de Renda foi criado em 1799 na Inglaterra com a intenção de arrecadar um pouco de cada cidadão, com o objetivo de amenizar as dificuldades financeiras do País causado pelos efeitos da guerra contra a França. Com o passar dos anos, essa prática começou a ser adotada por outros Países. Em 31 de dezembro de 1922, com base na Lei Orçamentária 4526 art. 31º, criava-se a obrigatoriedade do Imposto de Renda no Brasil. Desde então esta lei se tornou a primeira em arrecadação. Seus valores não possuem um destino específico, pois compõem as receitas orçamentárias para financiamentos de políticas públicas (são conjuntos de ações e decisões tomados pelo Governo para o bem do cidadão). Após a criação dessa

lei, houve a necessidade de um símbolo para representar esse importante marco na história do País e analisando muitas propostas, foi definida a imagem de um leão para a campanha: um animal justo, leal e forte que embora não ataque sem avisar, é manso, mas não é bobo. As informações de cada cidadão eram preenchidas em formulários próprios de papel e entregues para digitação e análise, fazendo com que a margem de erros por caligrafias ilegíveis se tornasse cada vez mais comum. No início dos anos 90, com o avanço da era digital, podiam ser entregues também em disquetes. Já em 1997 tínhamos a internet como opção, mas a partir de 2011 a entrega tornou-se exclusiva pela internet. No início eram cerca de 4 milhões de declarações e hoje já passa a marca de 27 milhões. O Governo Federal estuda um sistema para que não seja necessário o preenchimento de nenhuma informação, com todas as infor-

mações já existentes no banco de dados da Receita Federal como rendimentos salariais, conta bancária, movimentação de cartões, compra e venda de imóveis, entre outros. Dessa forma, o contribuinte receberá a declaração previamente preenchida apenas para aceite ou contestação de informações com os cálculos dos impostos devidos ou a restituir. Essas declarações possuem datas marcadas, iniciam-se no dia 1º de março e termina no dia 30 de abril de cada ano. Nela o contribuinte irá informar todos os fatos ocorridos no ano anterior. Muitas vezes por erro no preenchimento, pode-se levar a multas e a ocorrência de malha fina. Para que isso não ocorra, procure um profissional habilitado para lhe auxiliar. Mais informações sobre obrigatoriedade, o download do programa, declarações anteriores, possível malha fina e data de restituições estão disponíveis no site da Receita Federal no link E-CAC.



ELIANE MACEDO R. SILVA Contadora, analista tributária e diretora da Assescofran 36 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


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Momento jurídico

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rezado leitor, dúvida recorrente entre quase todos os correntistas é o que pode ou não ser cobrado pelos Bancos. Os valores, quando somados ao longo de um ano, por exemplo, traduzem quantia significativa. Para buscar elucidar a questão, consultamos o site do Banco

1. Serviços essenciais: Aqueles que não podem ser cobrados; 2. Serviços prioritários: Aqueles relacionados a cadastro, contas de depósitos, transferências de recursos, operações de crédito e de arrendamento mercantil, cartão de crédito básico e operações de câmbio manual para compra ou venda de moeda estrangeira relacionada a viagens internacionais, somente podendo ser cobrados os serviços constantes da Lista de Serviços da Tabela I anexa à Resolução CMN 3.919, de 2010, devendo ainda ser observados a padronização, as siglas e os fatos geradores da cobrança, também estabelecidos por meio da citada Tabela I; 38 Revista ACIF - www.acifranca.com.br

Central do Brasil, que assim explica: A regulamentação atualmente em vigor (Resolução CMN 3.919, de 2010) classifica em quatro modalidades os tipos de serviços prestados às pessoas físicas (naturais) pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central:

3. Serviços especiais: Aqueles cuja legislação e regulamentação específicas definem as tarifas e as condições em que aplicáveis, a exemplo dos serviços referentes ao crédito rural, ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ao Fundo PIS/ PASEP, às chamadas "contas-salário”, bem como às operações de microcrédito de que trata a Resolução CMN 4.000, de 2011; 4. Serviços diferenciados: Aqueles que podem ser cobrados desde que explicitadas ao cliente ou ao usuário as condições de utilização e de pagamento.


Assim, não pode haver cobrança sobre os seguintes serviços essenciais prestados a pessoas físicas: relativamente à conta corrente de depósito à vista: a. fornecimento de cartão com função débito; b. fornecimento de segunda via do cartão de débito, exceto nos casos decorrentes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição emitente; c. realização de até quatro saques, por mês, em guichê de caixa, inclusive por meio de cheque ou de cheque avulso, ou em terminal de autoatendimento; d. realização de até duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, por mês, em guichê de caixa, em terminal de autoatendimento e/ou pela internet; e. fornecimento de até dois extratos, por mês, contendo a movimentação dos últimos 30 dias por meio de guichê de caixa e/ou terminal de autoatendimento; f. realização de consultas mediante utilização da internet; g. fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do extrato consolidado, discriminando, mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas; h. compensação de cheques; i. fornecimento de até dez folhas de cheques por mês, desde que o cliente reúna os requisitos necessários à utilização de cheques, conforme a regulamentação em vigor e condições pactuadas; e j. prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos. relativamente à conta de depósito de poupança: a. fornecimento de cartão com função movimentação; b. fornecimento de segunda via do cartão, exceto nos

casos de pedidos de reposição formulados pelo correntista, decorrentes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição emitente; c. realização de até dois saques, por mês, em guichê de caixa ou em terminal de autoatendimento; d. realização de até duas transferências, por mês, para conta de depósitos de mesma titularidade; e. fornecimento de até dois extratos, por mês, contendo a movimentação dos últimos trinta dias; f. realização de consultas mediante utilização da internet; g. fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do extrato consolidado, discriminando, mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas; e h. prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos. A regulamentação estabelece também que a realização de saques em terminais de autoatendimento em intervalo de até trinta minutos é considerada como um único evento. Além dos serviços essenciais, também não pode ser cobrada tarifa por liquidação antecipada em operações de crédito e de arrendamento mercantil financeiro pactuadas com pessoas físicas e com microempresas e empresas de pequeno porte de que trata a Lei Complementar 123, de 2006, para contratos assinados a partir de 10.12.2007. Além disso, é obrigação das instituições financeiras a divulgação, em local e formato visível ao público, nas suas dependências e nas respectivas páginas na internet, tabela com os serviços prestados e respectivas tarifas, conforme disposto no art. 15 da Resolução 3.919, de 2010. Em outras edições, abordaremos mais sobre o tema. No mais, o Departamento jurídico, seja presencialmente, via telefone (3711-1730) ou e-mail (juridico@acifranca.com.br) está à disposição para mais esclarecimentos.



FÁBIO WICHR GENOVEZ

MANDE SUAS DÚVIDAS QUE SERÃO ESCLARECIDAS NA PRÓXIMA EDIÇÃO juridico@acifranca.com.br (16) 3711-1724

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O que é o Estatuto do Torcedor? Trata-se da Lei nº 10.671/03, que dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor (Estatuto do Torcedor). Este contempla vários dispositivos que têm como finalidade a proteção e defesa do torcedor (art. 1º), caracterizado como todo aquele que aprecie, apoie ou se associe a qualquer entidade de prática desportiva do País e acompanhe a prática de determinada modalidade esportiva. (art. 2º).

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Os avós podem ser obrigados a pagar pensão alimentícia? A obrigação alimentar é obrigação dos pais, podendo, contudo, ser transmitida aos avós em caráter subsidiário e complementar quando os genitores não estão em condições de cumpri-la. Para que surja a obrigação, deve-se comprovar que os pais não possuem condições suficientes de arcarem sozinhos com a manutenção do(s) filho(os). Edição nº 261 - 2018 39


especial

É importante que a mulher conheça as opções disponíveis e junto ao seu médico, possa decidir o que considera melhor para ela e para o seu bebê ANA LUIZA SILVA

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omo será o parto é um dos assuntos mais recorrentes entre mulheres grávidas, seja em salões de beleza, com as amigas ou com a família. Mães que terão o primeiro filho sempre ficam tensas sobre como vai ser esse momento tão especial e único das suas vidas. Dúvidas como: “será que vai dar certo?”, “vou dar conta de parto normal?” e “prefiro cesárea porque é mais fácil” são comuns entre as grávidas. Mas dentre tantas indagações, muitas mulheres não sabem, exatamente, como são os partos e como cada um deles pode influenciar na sua saúde e na do bebê. Seja parto normal ou cesárea é importante que a mulher tenha o seu desejo respeitado e entender que cada gravidez é única e que cada organismo reage de um jeito. “A partir do momento que a mulher engravida tudo pode acontecer, não temos o controle sempre sobre tudo. Por isso, é tão importante seguir as recomendações do obstetra e realizar o pré-natal para garantir a saúde da mãe e do bebê”, afirma a médica obstetra do Hospital Regional, Renata Daher. Muitas gestantes possuem o desejo de ter o parto

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normal, mas isso não depende só delas. Realizar o pré-natal, ter uma alimentação saudável e equilibrada, realizar atividade física sem impacto, evitar drogas, álcool e tabagismo são cuidados que contribuem para que o bebê nasça naturalmente. “Quando o parto acontece de forma natural, o bebê já está pronto para viver fora do útero”, ressalta o pediatra do Hospital Regional, Ulisses Minicucci. O parto natural, também chamado de parto normal, é o parto vaginal, tradicional. Segundo a obstetra, o parto normal proporciona maior benefício para a mãe e para o bebê. “A passagem do bebê pelo canal de parto tem vários benefícios para o recém-nascido, e para a mãe, a recuperação é muito mais rápida, com menores chances de infecção e de hemorragias no período pós-parto”. Já o parto cesárea, em muitos casos, é feito a pedido da mãe. De acordo com a obstetra, existe um movimento da sociedade em relação ao direito de escolha da paciente. Ela deve ser orientada no pré-natal pelo seu médico, e os dois deverão decidir o que for melhor para a mãe e para o bebê. O parto cesárea é sempre indicado quando o bebê está sentado ou em posições que impossibilitem o parto vaginal, como quando a posição


Divulgação / Renato dPaula

da placenta está prévia - na frente do bebê, inserida no colo do útero. “Sempre em situações de risco para a mãe ou para o bebê, como descolamento prematuro de placenta, que é uma situação de emergência ou com contrações, mas sem dilatação alguma, são situações que são avaliadas”, explica Renata. O pediatra ressalta que uma cesárea agendada deve se levar em conta que é uma cirurgia, onde o útero sofre agressões, o pós-operatório é lento e a lactação também demora a acontecer. “Quando é uma cesárea agendada, o bebê não está totalmente pronto, principalmente o pulmão, e a criança pode desenvolver algum problema respiratório. Há ainda muita dificuldade para a lactação, quando no parto normal a produção de leite acontece com mais facilidade”, ressalta o pediatra. De acordo com os médicos, a recuperação do parto normal é mais natural, com pouca dor e permite a mulher cuidar mais confortavelmente de seu bebê. Já no parto cesárea, como se trata de um procedimento cirúrgico abdominal, ocorre mais dor, necessitando de uso de medicações analgésicas e anti-inflamatórias, e também da ajuda de um acompanhante com os cuidados do bebê, principalmente nos primeiros 15 dias pós-parto. Para a médica, os cuidados que a mulher deve ter para o parto saudável são: realizar o pré-natal, tomar as vacinas recomendadas, fazer atividade física sem impacto, manter uma dieta alimentar sem excessos, evitar drogas, álcool e tabagismo.

“Depende dela para que tudo ocorra bem? Não, pois a paciente pode fazer tudo de forma adequada e não conseguir ter a dilatação do colo do útero, ou o bebê ficar sentado. Tudo faz parte de um processo dinâmico, que só o obstetra saberá avaliar”, enfatiza.

Parto humanizado

O parto humanizado é um método mais personalizado, onde a mulher é a protagonista do momento. Em uma sala de pré-parto, existem equipamentos como barras e bolas para que a mulher possa se exercitar. Há ainda a possibilidade, se a mãe quiser, de ter uma doula para acompanhar a gestação e o parto humanizado. A posição para dar a luz e o tempo mãe/ bebê para o nascimento são respeitados, assim como o local do nascimento (numa banqueta de parto ou no leito). O períneo não é cortado (episiotomia) sem o consentimento da gestante. A grávida tem também liberdade para se movimentar durante o trabalho de parto, como ficar embaixo do chuveiro ou caminhar pelo quarto do hospital. “No parto humanizado, a paciente pode escolher outras posições, como a de cócoras. No Hospital Regional temos quartos preparados para receber essas pacientes com toda a estrutura para que elas deem a luz da forma que elas desejarem, dentro das possibilidades. Também pode ser feito um plano de parto, onde a mãe relata qual é o seu desejo para a equipe assistente em relação ao parto”, finaliza a obstetra.



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cult ur a

O casal de francanos Pedro Fonseca e Priscila De Col fundou o Centro Cultural em 2006 para valorizar a cultura popular brasileira. Resgatar o Carnaval de rua e de salĂŁo ĂŠ um dos feitos - de sucesso - do grupo na cidade 42 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


Fotos: Marcos Limonti/Triele

NELISE LUQUES Especial para ACIF em Revista

“L

icença, minha gente, que o Cangoma vai passar. Batucada chegou nas três colinas. Já tá virando tradição. Bloco Cangoma levanta a bandeira e anuncia: somos brasileiros, trazemos no peito o som do nosso chão”. A letra de um dos hinos do Bloco Cangoma representa bem o objetivo do educador musical Pedro Fonseca e da professora e musicista Priscila De Col com a criação do Centro Cultural Cangoma. Em 2006, o casal realizou o sonho de fundar em Franca um espaço

voltado para pesquisa, prática e divulgação da cultura popular brasileira. Durante anos, especialmente na época em que estavam na faculdade, Priscila e Pedro vivenciaram uma verdadeira imersão no universo da cultura popular brasileira. Cursos em renomados centros de estudos, como o Instituto Brincante e o Cachoeira, e viagens pelo país proporcionaram ricas experiências a partir de um contato muito próximo com a brasilidade e as tradições culturais. “Vivemos um boom de cultura popular do nosso país e quisemos abrir o centro cultural em Franca porque a cidade sempre foi muito carente de cultura, seria mais útil ter o centro aqui”, afirma Priscila De Col.



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cult ur a O nome Cangoma significa “festa dos tambores” e é inspirado em um canto escravo gravado por Clementina de Jesus. “Tava durumindo, Cangoma me chamou. Tava durumindo, Cangoma me chamou. Disse levanta povo, cativeiro já acabou”. O mesmo despertar sugerido na música pode ser notado nos projetos do centro cultural para a cidade. Um despertar para a beleza, a riqueza e o poder da cultura brasileira. São mais de dez anos colecionando batucadas, cantos, danças, estudos, oficinas, saraus, manifestações culturais e amizades. O Cangoma ganhou destaque no mês de fevereiro com a realização do Baile do Bloco, no Clube Castelinho, e o Carnaval de Rua, com dois dias de cortejo e show de marchinhas, samba reggae e sambas, que promoveu nas ruas do Centro. O Bloco Cangoma foi formado em 2014, mas os cortejos de Carnaval começaram a ser feitos pelo grupo anos antes. O primeiro deles aconteceu em 2007. Naquele ano, Priscila e Pedro viajaram para Recife para conhecer os mestres de maracatu e voltaram encantados com o que viram em terras nordestinas. Com uma pequena dose de ousadia, decidiram trazer as batucadas e danças para as três colinas e realizaram o primeiro cortejo do Cangoma. “A gente teve vontade de ficar para morar em Recife, mas tivemos a ideia de trazer aquela beleza que encontramos lá para Franca”, conta Pedro, ao recordar o tímido público que os acompanhou no começo e se impressionar com a proporção que a iniciativa tomou. Em 2014, primeiro ano em que saíram consolidados como um Bloco de Carnaval, o público estimado foi de 500 pessoas; no ano passado, 5 mil e neste, 7 mil foliões prestigiaram o espetáculo das batucadas e danças apresentado por 80 percussionistas e dançadeiras do Bloco. O Bloco Cangoma tem seu momento mais ativo no início do ano porque o foco dos estudos e o objetivo dele são os ritmos tradicionais de Carnaval. Marchinhas, samba reggae, ijexá e samba compõem o repertório. Entre os demais projetos desenvolvidos pelo Centro Cultural Cangoma estão os cursos de Música e Dança da Cultura Popular Brasileira, com aulas teóricas e práticas dos principais ritmos brasileiros; o curso de Pequenos Batuqueiros, voltado para crianças; o curso de Danças Brasileiras e o de capoeira. Oficinas diversas para professores e estudantes dentro dessa área, participação em saraus, feiras culturais e outros eventos também fazem parte das atividades do grupo. Além do resgate de tradições, como a festa junina de rua. O evento é sempre aberto ao público e divulgado nas redes sociais do Centro Cultural Cangoma. Pedro e Priscila ressaltam que os trabalhos não têm fins lucrativos e os recursos vindos das mensalidades dos cursos são para manutenção do espaço. A realização de eventos como o Carnaval são viáveis graças a parcerias, como a da ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca), umas das patrocinadoras do Bloco Cangoma em 2018. 44 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


Música no DNA

O maracatu, ritmo afro-brasileiro marcado pelas batucadas e danças, é apenas um dos alvos de estudos no espaço Cangoma. Jongo, cacuriá, ciranda, batuque de umbigada e ijexá fazem parte do dia a dia de pesquisas, descobertas e apresentações feitas pelos participantes. O Grupo Cangoma, de música e dança, foi criado há 11 anos e é um dos responsáveis por propagá-los. O Grupo Balaio, na estrada desde 2007, também. “Temos o Grupo Cangoma, percussivo e de dança, que estuda e apresenta vários ritmos, como jongo, cacuriá, maracatu, ciranda. O Balaio tem cinco integrantes e procura exaltar a música regional. Fazemos apresentações em várias cidades”, explica Priscila. Seja com os cursos, oficinas, shows, em salões, nas ruas, em sua sede ou outros palcos que surgirem na trajetória do centro cultural, o Cangoma é uma semente que vem frutificando e, vencendo desafios e adversidades, consegue dar luz à cultura popular do nosso país. “Hoje, dez anos depois, vemos que estamos atingindo os nossos objetivos, de divulgar a cultura popular, pelo feed back que as pessoas nos dão. Os desafios são cada vez maiores e a nossa responsabilidade com os projetos também aumenta”, comenta Priscila. O Centro Cultural Cangoma está sediado na Avenida Antônio Barbosa Filho, 1754, Vila Flores. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 99181-9617.



Texto exclusivo produzido pela Triele Assessoria & Comunicação

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mindandi / Freepik

artigo

O

ano de 2017 não foi excelente para a economia. Os principais indicadores econômicos ainda patinam ou apresentam resultados pífios. Contudo, um indicador importante e que, até historicamente tem uma forte relação com a dinâmica popular, se apresentou em um dos seus melhores patamares. A inflação de 2017 terminou o ano totalizando 2,95%, menor índice já registrado desde 1998. Vale ressaltar que em 2015, experimentávamos uma das mais altas taxas, batendo a casa de 10%. Fatores positivos e negativos contribuíram para essa queda abrupta da inflação. Primeiramente, em decorrência da crise econômica iniciada em 2015, o aumento do desemprego diminui a demanda que, consequentemente, freia a evolução dos preços. Do outro lado, as condições climáticas favoráveis e um alinhamento de superprodução agrícola

permitiram que, esse grupo que tem forte peso no índice de referência para o Governo, trouxesse a taxa para baixo. Além da forte produção agrícola, artigos para residência também contribuíram para esta queda. Atualmente, a utilização da capacidade instalada da indústria brasileira, se encontra na casa dos 38%. Devemos trabalhar para manter esta taxa baixa e esperemos que ela se mantenha. Taxas inflacionárias de 3% estão em linha com países similares ao Brasil como Chile, México e Colômbia. A consequência de tal inflação é podermos trazer os juros nominais para valores mais próximos destes países também. Haja vista o trabalho do Banco Central em reduzir esta para 6.75% ao ano. Um dos mecanismos que esta instituição também alterou ainda ano passado com o intuito de assegurar um faixa de inflação mais baixa e segura para os próximos

foi em alterar seu centro de meta e objetivo. Anteriormente, o banco trabalhava com uma meta de 4.5% e um banda de oscilação de 2% para cima ou para baixo. Agora, teremos um centro de meta dos mesmos 4.5%, contudo com um faixa de oscilação menor, de apenas 1.5%. Tal medida fará com que o banco seja mais ágil em corrigir juros ao identificar uma inflação flertando com a casa dos 6%, mas também mais rápido em buscar estímulos ao encontrar esta na casa dos 3%. Dado ao cenário de recessão dos últimos anos e uma inflação com margem para ser trazida para meta, possivelmente veremos um banco central mais “frouxo” com a política monetária em 2018. Em sendo, teremos reflexos rápidos na economia como aumento do crédito por taxas mais baixas, bem como viabilização de projetos de longo prazo.



RICARDO NICOLUCI Consultor financeiro/investimentos nicoluci@gmail.com 46 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


saúde e bem-estar

No verão, muitas pessoas têm mais disposição para cuidar da saúde, mas a atenção ao corpo e à mente precisa ser independente da estação do ano; técnicas integrativas são opções para todas as idades THAIS CAMPOS Especial para a ACIF em Revista

A

massagem é usada instintivamente pelo ser humano para aliviar desconfortos há séculos. Pelas propriedades curativas das técnicas, elas ganharam espaço no mercado como meios de suavizar o estresse e garantir melhor qualidade de vida. Outro ponto importante é que as soluções alternativas da área da saúde contribuem para o reequilíbrio dos sistemas fisiológico e energético. Resumo: são opções benéficas para o corpo durante todo o ano. A massoterapia é a aposta ideal para pessoas de todas as idades e independente da estação. São muitas as opções de tratamentos nesse campo, entre elas: bambuterapia, aromaterapia, massagem relaxante e reiki. Quando bem aplicadas, as práticas podem ajudar

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a desintoxicar o organismo e a restabelecer a circulação sanguínea. “A massoterapia envolve várias técnicas e, na hora do atendimento, o profissional recomendará a mais indicada para o cliente. De uma maneira geral, as massagens objetivam proporcionar uma vida mais saudável, com alívio das dores musculares e articulares, aumento da propriocepção – capacidade em reconhecer a localização espacial, a posição e a orientação do corpo sem utilizar a visão, melhora das funções fisiológicas e da qualidade do sono e redução da ansiedade”, destaca Edmara Cristina Salomão, docente da área de bem-estar do Senac Franca. Existem técnicas direcionadas para as diversas faixas etárias, tanto que a shantala é uma prática indiana voltada para recém-nascidos e bebês. “Jovens, adultos e idosos também podem ser beneficiados com essas soluções, que incluem drenagem linfática, shiatsu, reflexolo-


iStock/ pyotr021

Conheça as práticas integrativas segundo o portal do Governo Federal de Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Fitoterapia Acupuntura/Auriculoterapia Homeopatia Medicina antroposófica Termalismo/crenoterapia Arteterapia Meditação Musicoterapia Naturopatia gia podal, massagem modeladora, entre outras”, explica Suzana Nambu, também docente do Senac Franca. Segundo ela, atualmente, com a grande demanda por atividades físicas, a área dispõe da massagem desportiva para a preparação e prevenção de lesões. As terapias integrativas são ricas em possibilidades para o bem-estar do corpo e da mente e, geralmente, são utilizadas por pessoas que buscam maneiras de evitar o consumo abusivo de medicamentos e garantir alívio de tensões diárias, cuidando do corpo de forma integral – não apenas com foco nos sintomas, mas com atenção ao equilíbrio físico, mental e emocional. Entretanto, é preciso cuidado na hora de escolher quem aplicará a técnica. “O profissional precisa ser qualificado

Osteopatia Quiropraxia Reiki Terapia Comunitária Dança circular/Biodança Yoga Ayurveda Reflexoterapia Shantala e habilitado na área, com certificado reconhecido pelo MEC de conclusão da formação Técnico em Massoterapia. Atuar com saúde requer práticas específicas e bem treinadas”, afirma Edmara. O profissional deve estar preparado para organizar adequadamente o ambiente da massagem, avaliar as condições de saúde e os hábitos de vida do cliente e realizar os procedimentos massoterapêuticos necessários ao quadro do atendido (remodelação corporal, estímulo ao sistema linfático, prevenção de lesões, recuperação muscular no esporte, etc.). “Por isso, opte sempre por profissionais capacitados, que te ajudarão a ter uma vida melhor. Pessoas sem formação podem causar danos ao corpo”, finaliza Suzana.



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empreender

Com a presença de mulheres empoderadas, o evento vai discutir sobre “A tecnologia e a força da mulher”

O

CME (Conselho da Mulher Empreendedora) da ACIF promove no dia 26 de março, das 8h às 19h, no Hotel Dan Inn, o “7º Fórum da Mulher Empreendedora”, que tem como foco a tecnologia e a força da mulher. O evento conta com muitas novidades este ano como os espaços de Tecnologia e da Saúde da Mulher. Haverá painéis onde serão discutidos sobre temas relevantes para a vida profissional e pessoal da mulher. “O sucesso de uma empresa depende de fatores diversos e a tecnologia se estabeleceu como um deles, sendo capaz de aperfeiçoar e inovar serviços e produ-

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tos. Entender e discutir os impactos da tecnologia - ou falta dela - nas empresas é fundamental para traçar as diretrizes de uma marca no mercado”, afirma a gestora do CME, Cláudia Neves. Com nomes renomados no cenário nacional, estão confirmadas as presenças da fundadora da Rede Mulher Empreendedora Ana Fontes; Heloisa Motoki, influenciadora da Rede Mulher Empreendedora e fundadora da Quali Contábil e Consultora Especial no site Fórum Contábeis; Dilma Souza Campos, fundadora da Outra Praia, boutique de soluções criativas na área de live marketing; Paula Bellizia, presidente da Microsoft no Brasil;


Fotos: Wilker Maia

Dra. Joana D´Arc Félix, cientista e PhD em química pela Universidade de Harvard; Janete Vaz, proprietária do Laboratório Sabin; presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e madrinha do CME, Luiza Helena Trajano e convidadas, além da palestra magna que ainda está sendo definida pela coordenação. Realizado em parceria com a ACIF, o evento deve reunir 700 pessoas das áreas política, social, econômica e empresarial. O “Fórum da Mulher Empreendedora” tem como objetivo promover networking, maior integração entre os empresários e proporcionar intercâmbio de conhecimento, experiências e o despertar para uma gestão atualizada e inovadora. As novidades se concentram em dois espaços segmentados que farão parte do evento: o Espaço Saúde Mulher com a presença de massagistas, nutricionistas, dermatologistas e infectologistas que vão falar sobre a importância que a mulher deve dar aos cuidados com o corpo e a mente; e terá um espaço sobre Tecnologia, liderado pelo empresário Ricardo Corrales da SMN, onde as empresas poderão ter workshop sobre Instagram e Facebook. De acordo com a coordenadora geral do CME, Christina Buraneli, esse workshop de apoio falará sobre marketing digital. “O relacionamento das empresas com as redes sociais será abordado de forma prá-

tica. Uma equipe da SMN Tecnologia da Informação estará presente, com computadores, demonstrando como operar as ferramentas mais utilizadas quando o assunto é marketing digital. Será um momento para esclarecer dúvidas e entender, de forma mais técnica e assertiva, como elas funcionam”, disse. Durante todo o evento será oferecido coffee break e serviço de buffet. Haverá ainda apresentação de sapateado motivacional da Escola de Dança Daniela Tozzi, uma apresentação de voz e violão do cantor Eduardo Gibelle e ao final um show com o Grupo Cangoma. Os convites já estão sendo comercializados e as interessadas em participar do evento podem entrar em contato com a ACIF pelo telefone (16) 3711-1763 ou pessoalmente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na sede da associação, que fica na Rua Monsenhor Rosa, 1940.



SERVIÇO Fórum da Mulher Empreendedora Data: 26/03, das 8h às 19h Convite: R$ 150 (1º lote até dia 18/03) / R$ 180 (2º lote a partir do dia 19/3) e R$ 200 (dia e local do evento) Local: Hotel Dan Inn, Rua Alfredo Tosi, 1088, Núcleo Agrícola Alpha Informações e convites: (16) 3711-1763 ou 3711-1765 Edição nº 261 - 2018 51


notas do

empreender O núcleo de alimentos do Programa Empreender da ACIF, Sabores da Franca, vai realizar no dia 17 de abril um encontro de negócios. O evento tem como objetivo facilitar o networking entre a cadeia – fornecedores da área de alimentação e empresários do núcleo. O encontro de negócios está previsto para acontecer na ACIF, às 18h. O núcleo também está aberto para receber novos empresários do ramo de alimentação. Para os interessados, basta ligar (16) 3711-1765 e falar com Cláudia Neves, gestora do grupo.

O núcleo UCE (União dos Comerciantes da Estação) voltou com as atividades após as férias e muitas novidades vão acontecer. A primeira ação a ser realizada pelos empresários do grupo é uma campanha de marketing para fomentar as vendas do bairro. “O objetivo é fazer uma campanha para aumentar o consumo e a visibilidade das empresas do bairro Estação, que conta com muitos comércios de diversos segmentos. Nossa intenção com essa ação de marketing é potencializar as marcas que existem no local”, disse o gestor do Empreender, Victor Hugo Mariano.

O Programa Empreender da ACIF vai iniciar, a partir deste mês, o projeto “Gestão Empresarial”. Durante o período de um ano, o projeto vai propor aos empresários treinamentos e consultorias individuais visando à redução de custos e aumentar a lucratividade do seu negócio. O núcleo Neafran - de mecânica, será o primeiro a receber essas orientações. O objetivo é que tudo que compete à gestão empresarial como os custos operacionais, readaptação e readequação de gastos, sejam tratados durante o projeto.

No mês passado o grupo de pet shop FranPet participou de um curso de planejamento estratégico. Participaram do evento 30 empresários do segmento que ouviram do facilitador, Eddy Keller, orientações sobre o planejamento estratégico anual. “O intuito do curso foi informar aos empresários participantes sobre o mercado pet como o aumento de animais, especialização de alguns tipos de serviços, índice de crescimento, aumento da concorrência e perspectiva de mercado até 2020”, disse o gestor do Empreender, Victor Hugo Mariano. 52 Revista ACIF - www.acifranca.com.br

A Expo Revestir, considerada a Fashion Week da Arquitetura e Construção, que acontece no Transamérica Expo Center, em São Paulo, receberá a missão empresarial do núcleo Construfran da ACIF. No total, 12 empresários do núcleo vão até a exposição no dia 14 de março. O evento acontece entre os dias 13 e 16 de março, e conta com uma infinidade de opções com expositores nacionais e internacionais, e está em sua 16ª edição. A exposição tem como objetivo levar aos visitantes as novidades e tendências do setor.


Fotos: Divulgação

turismo

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Conheça a ilha mais linda do Brasil, procurada por turistas famosos e anônimos que buscam descanso e boas energias

O

Arquipélago de Fernando de Noronha é um dos lugares mais cobiçados do mundo. Pertencente ao Estado de Pernambuco, é composto por 21 ilhas e ilhotas, tendo sua maior e principal ilha, como a única habitada, a Vila dos Remédios. As demais ilhas fazem parte de uma área controlada pelo Parque Nacional Marinho e são desabitadas, só podendo ser visitadas com licença oficial do Ibama. O arquipélago surgiu de um vulcão extinto há milhões de anos, topo de uma cadeia de montanhas submersas nas águas do Oceano Atlântico. Em 10 de agosto de 1503 foi descoberta pelo navegador Américo Vespúcio. Dividida entre dois mares, o de dentro (entre o Brasil e a ilha) e o de fora (entre a ilha e a África) a ilha forma beleza rara que conquistam famosos e anônimos do Brasil e do mundo. Suas praias paradisíacas são cenários perfeitos para fotos e reflexões sobre a natureza e a vida. Com apenas 17 km² quadrados na ilha principal, Noronha possui a segunda menor BR (rodovia federal) do Brasil com sete quilômetros de comprimento. Dentro da ilha principal há cerca de cinco mil habitantes que ganham a vida com o turismo. O clima do arquipélago é tropical e o calor está presente o ano inteiro com temperatura média de 26°C. Os meses mais quentes são entre agosto e janeiro, com temperatura de 30°C. Em 1988, a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional Marinho, para a proteção das espécies que existem

somente no local e da área de concentração dos golfinhos rotadores que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. A ilha é pequena, então há possibilidade de conhecer todas as suas praias e ilhotas em poucos dias. Além de passeios de bugue, os turistas podem ainda fazer trilhas e conhecer pontos turísticos como o Forte de Nossa Senhora dos Remédios, o Projeto Tamar e o Museu do Tubarão, além das praias paradisíacas. “Além das belas praias, falésias e os famosos mergulhos, o que chama ainda mais a atenção é a energia do local, é preciso presenciar para entender do que estou falando. É uma ilha encantadora e muito especial”, disse Esther Accari, diretora da agência Internacional Turismo. Segundo a agente de viagens, a culinária da ilha é bem vasta. “Seus pratos contam com frutos do mar como lagosta e polvo, e ainda com pratos como a macaxeira e até carne de tubarão. O prato típico da ilha, que você precisa experimentar, é o peixe enrolado na folha de bananeira”. Em Noronha há alguns restaurantes que servem comidas contemporâneas e pratos com releituras e novos ingredientes. Vale a pena participar dos festivais gastronômicos e conhecer ainda mais dos pratos da ilha. Confira a seguir alguns dos pontos turísticos que você não pode deixar de conhecer quando for à linda e mágica ilha de Fernando de Noronha.



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turismo

Baía do Sancho

É uma baía de águas claras localizada a oeste do Morro Dois Irmãos e a leste da Baía dos Golfinhos. Pela segunda vez consecutiva, foi eleita a melhor praia do mundo pelos usuários do TripAdvisor. A praia é isolada, coberta por vegetação nativa e limitada por uma alta falésia. Tem areia branca e mar verde-esmeralda. A baía permite a parada de embarcações para banho, sem causar danos aos corais: uma das poucas na ilha em que isso é possível. Na época da desova das tartarugas marinhas (janeiro a junho), a visita é proibida no horário entre às 18h e 6h.

Forte de Nossa Senhora dos Remédios

Construído no século XVIII pelos portugueses sob um antigo reduto holandês, virou base de apoio dos americanos durante a 2ª guerra mundial. O forte também funcionou como presídio comum e político na década de 30, até 1942. Também reserva a importância de ser a principal das dez fortificações erguidas para a defesa da ilha. Suas ruínas são tombadas pelo Iphan e abertas a visitação.

Praia da Conceição

Com aproximadamente 1.100m de extensão, a Praia da Conceição é uma ótima opção para banho, tem fundo de areia e fica bem próxima a Vila dos Remédios. É um bom ponto de mergulho e as areias da praia são palco do fim de tarde mais animado da ilha. Ver o sol se despedir aos pés do Morro do Pico é de encher os olhos. Com certeza, um dos programas obrigatórios para quem vai a Noronha.

Capela de São Pedro dos Pescadores

Uma capela pequena, mas que traz a dimensão da natureza do arquipélago. Construída no século XIX em uma época em que havia alguns franceses na ilha fazendo serviços de apoio à aviação. Localizada no alto do morro, a capela tem uma visão privilegiada do Porto de Santo Antônio e do Morro do Pico. Sente-se nos degraus da igrejinha e aprecie as nuvens, os barcos no porto e o sol caindo. Vale a pena, independente da religião, visitar esse lugar, em que o único barulho, é o da natureza.

Praia do Cachorro

A Praia do Cachorro é pequena e fica perto da Vila dos Remédios. Há bares na praia, com aluguel de cadeira e guarda sol, a faixa de areia é pequena, então é bom ir cedinho para aproveitar as piscinas naturais e é preciso consultar a tábua das marés, pois há muitas pedras no local. 56 Revista ACIF - www.acifranca.com.br


Praia de Atalaia

Faz parte de uma área de proteção ambiental com maior controle de acesso. Isto devido a piscina natural que existe na praia, que forma um aquário de vida marinha na maré baixa e é berçário de várias espécies. A entrada deve ser programada antes de você viajar pra Noronha, do contrário poderá não conseguir entrar, pois há limite de visitantes por dia. O turista também precisa seguir algumas regras antes de se deliciar nas águas de Atalaia, como não usar protetor solar para não contaminar a água e obedecer às orientações do guia local.

Baía dos Porcos

É a grande adversária da Baía do Sancho quando o assunto é a praia mais bonita de Fernando de Noronha. Ela é perfeita para fazer snorkel e observar a riquíssima vida marinha do arquipélago. Também possui um mirante próximo que garante a vista arrebatadora de todo o local. De tão linda é o cartãopostal de Noronha.

Baía do Sueste

É a praia com o maior índice de desova de tartarugas marinhas de Fernando de Noronha. Nessa praia também acontece, pelo menos duas vezes na semana, a captura científica de tartarugas, que é realizada por biólogos do Projeto Tamar, que coletam dados do animal e o devolvem ao mar. É um local com farta vida marinha e a mais indicada para mergulhos. O local é área de preservação do Parque Nacional, com controle permanente de pessoas, com horário para abrir e para fechar e é acessada por meio de pagamento de taxa.

Praia da Cacimba do Padre

Paraíso dos surfistas, a Cacimba do Padre é a praia mais extensa do mar de dentro – a parte voltada para o Brasil. De lá dá para avistar a formação rochosa Dois Irmãos por inteiro, mostrando o outro lado do cartão-postal de Fernando de Noronha. Com mar esverdeado e areias claras, ainda conta com ondas de até 5 metros em alguns dias – para fazer a alegria dos surfistas – e muitas piscinas naturais para os menos aventureiros.



Fontes: Portal Noronha, TripAdvisor, Almista Noronha, Wikipédia, Portal Ilha de Noronha, Guia Viagens Brasil, Guia de Praias Edição nº 261 - 2018 57


de OLHO no DINHEIRO

fique por dentro

Tabela de Imposto de Renda (IRRF) - 01/01/2018 a 31/12/2018 Base de Cálculo (em R$)

Alíquota (%)

Até R$ 1.903,98 De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 Acima de R$ 4.664,68

Parcela a deduzir do IR (em R$)

Isento 7,5 15 22,5 27,5

142,8 354,8 636,13 869,36

Salário Mínimo - Março/2018 Mensais

Diário

Hora

R$ 954,00

R$ 30,77

R$ 3,85

Salário Família - 2018

AGENDA de EVENTOS Curso de Atendimento 12 a 15/03 Missão Construfran Visita Expo Revestir – 14/03 Técnica de exposição de produtos em pontos de venda – 12 a 15/03 Semana da Reforma Trabalhista 19 a 23/03 Palestra eSocial 20/03 7º Fórum do CME 26/03 Encontro de Negócios Sabores da Franca – 17/04

Remuneração Mensal

Valor

Até R$ 887,67 De R$ 877,68 a R$ 1.319,18 Acima de R$ 1.319,19

R$ 45,00 R$ 31,71 Não Recebe

Salários Normativos Do Comércio Varejista - 2018 Categorias Piso Salarial de Ingresso Empregados em Geral Caixa Faxineiro e Copeiro Boy e Empacotador Garantia Comissionista

Geral

ME

EPP

R$1.345,00 R$ 1.445,00 R$ 1.187,00 R$ 987,00 R$ 1.578,00

R$ 1.099,00 R$ 1.237,00 R$ 1.344,00 R$ 1.105,00 R$ 987,00 R$ 1.445,00

R$ 1.158,00 R$ 1.291,00 R$ 1.389,00 R$ 1.137,00 R$ 987,00 R$1.517,00

SÁLARIOS NORMATIVOS DA INDÚSTRIA DE CALÇADOS 01/03/2017 a 28/02/2018 A partir de 1° de setembro de 2017 até 28 de fevereiro de 2018, fica estabelecido um piso salarial para os trabalhadores correspondente a: R$ 1.148,90 por mês, para os trabalhadores que recebam a remuneração por mês (mensalista); R$ 38,30 por dia, para os trabalhadores que recebam a remuneração por dia; R$ 5,22 por hora, para os trabalhadores que recebam a remuneração por hora (horista); Os salários pagos aos trabalhadores serão reajustados em 4,69% (quatro vírgula sessenta e nove) a partir de 01° março de 2017 e calculados sobre os salários pagos em fevereiro de 2017, com vigência até agosto de 2017; e em 5,50% (cinco virgula cinquenta) a partir de 1° de setembro de 2017, com vigência até 28 de fevereiro de 2018, aplicável sobre os salários pagos em fevereiro de 2017, inclusive os trabalhadores

remunerados por tarefa, hora ou peça. Aos trabalhadores que foram demitidos a partir de 1° de março de 2017, fica assegurado o pagamento de eventuais diferenças salariais e rescisórias decorrentes da aplicação das parcelas dos reajustes ora convencionado, os quais deverão ser efetuados pelas empresas até o 5° dia útil do mês de novembro de 2017. NÃO podem ser compensados com o índice de reajuste aqui afixado, os reajustes praticados pelas empresas sem amparo em convenção coletiva anterior, bem como os reajustes individuais decorrentes de acordos coletivos, promoção, mérito, decisão judicial, transferência, equiparação salarial, término de aprendizagem, e aumento real expressamente concedido a esse título, realizado antes de 1° março de 2017. Para mais informações sobre a Convenção Coletiva de Trabalho acesse o site www.sindifranca.org.br

SALÁRIO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Horário do Comércio 2018/2019 A negociação entre o Sindicato dos Empregados do Comércio de Franca e o Sindicato do Comércio Varejista de Franca em relação ao calendário de funcionamento do comércio em 2018 está em andamento. A ACIF aguarda as resoluções para a divulgação do mesmo.

58 Revista ACIF - www.acifranca.com.br

Mais informações nas redes sociais:

R$ 1.076,20 (um mil e setenta e seis reais e vinte centavos) - Trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, contínuos, mensageiros e trabalhadores de serviços de limpeza e conservação, trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos, auxiliares de serviços gerais de escritório, empregados não-especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos, cumins, “barboys”, lavadeiros, ascensoristas, “motoboys”, trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais e trabalhadores não-especializados de minas e pedreiras; operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas da construção civil, de mineração e de cortar e lavrar madeira, classificadores de correspondência e carteiros, tintureiros, barbeiros, cabeleireiros, manicures e pedicures, dedetizadores, vendedores, trabalhadores de costura e estofadores, pedreiros, trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas, de fabricação e confecção de papel e papelão, trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial, trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem, garçons, cobradores de transportes

ACIF (@acifrancasp)

coletivos, “barmen”, pintores, encanadores, soldadores, chapeadores, montadores de estruturas metálicas, vidreiros e ceramistas, fiandeiros, tecelões, tingidores, trabalhadores de curtimento, joalheiros, ourives, operadores de máquinas de escritório, datilógrafos, digitadores, telefonistas, operadores de telefone e de “telemarketing”, atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros, trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações, mestres e contramestres, marceneiros, trabalhadores em usinagem de metais, ajustadores mecânicos, montadores de máquinas, operadores de instalações de processamento químico e supervisores de produção e manutenção industrial; R$ 1.094,50 (um mil e noventa e quatro reais e cinquenta centavos) - Administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compras e de vendas, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, operadores de estação de rádio e de estação de televisão, de equipamentos de sonorização e de projeção cinematográfica e técnicos em eletrônica.

@acifranca

(16) 9 9967-4003


Revista ACIF  

A edição da ACIF em Revista deste mês está recheada de informações para você. A capa informa que o Observatório Social de Franca que inicia...

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