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Campo Grande • Ano V • Agosto de 2012 • nº 27

Meu negócio

Conheça os acertos da empresária Maristela Sordi, proprietária da rede de salões de beleza Morena Mulher. pág. 8

Entrevista

Luiz Tejon Palestrante convidado da ACICG, fala sobre superação da vida e nas vendas. pág. 14

Atuação

Por meio de conselhos da ACICG, empresários se unem pelo comércio. pág. 28

Luiz Kieling

Há 34 anos na Capital, o bem-sucedido empresário da Dicorel e Elétrica Pólo está cada vez mais atento às transformações do mercado.

pág. 18


editorial

Comércio fortalecido

A Omar Aukar Presidente da ACICG

4 Revista Ação Comercial | Ano 5 | nº 27

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande contabiliza várias ações para tornar o setor produtivo ainda mais forte. Nos últimos meses lançamos a sétima edição da tradicional campanha de recuperação ao crédito “Nome Limpo”, que oferece aos clientes inadimplentes a oportunidade de regularizarem seus débitos através da negociação direta com a empresa e se reabilitarem como consumidores. A estimativa é recuperar mais de R$ 7 milhões e capitalizando as empresas e habilitando novamente o poder de compra ao consumidor. Nesta edição mostramos os exemplos de dois novos conselhos firmados na entidade. Unidos, comerciantes se organizaram para criar ações táticas de desenvolvimento do setor. O Conselho do Centro lançou um guia de compras da região, uma publicação que vai ajudar os consumidores a encontrar as lojas de sua preferência. Os empresários do Coophavilla ingressaram em um novo projeto, desenvolvido em parceria com o Sebrae/MS, que promete tornar o comércio do bairro referência para outros locais. Destacamos também o trabalho do Conselho dos Jovens Empresários (CJE), que em parceria com o programa Miniempresa, desenvolvido pela Junior Achievement do MS, estimula o empreendedorismo nas escolas. Como o período de trabalhos temporários já está aberto, oferecemos ao empresário um banco com quase 100 currículos de pessoas capacitadas pelo projeto Abre Vagas, criado pela entidade. Falando em qualificação, apresentamos também os últimos eventos realizados e a agenda atualizada com os próximos encontros e temas a serem discutidos. Na seção Entrevista, abrimos o espaço para um dos palestrantes mais importantes do Brasil, Luiz Tejon, convidado pela entidade para palestrar em Campo Grande. Sua história de superação, que motivou diversos empresários e seus colaboradores no evento, também aparece em nossas páginas. Como destaque, convidados o diretor da casa, Luiz Kieling. Empreendedor há 34 anos na Capital ele conta sobre suas experiências bem-sucedidas e dá lições de como manter um negócio vivo, rentável e atento às transformações do mercado. Boa leitura!


Ação Comercial • Edição 27

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28

Conheça os acertos da empresária Maristela Sordi, proprietária da rede de salões de beleza Morena Mulher

Luiz Tejon. Palestrante convidado da ACICG fala sobre superação da vida e nas vendas

Luiz Kieling. Há 34 anos na Capital, o bemsucedido empresário está cada vez mais atento às transformações do mercado

Por meio de conselhos da ACICG, empresários se unem pelo comércio

Meu negócio

Entrevista

Capa

Atuação

Consumo 10

Nossas vantagens 22

Mural 34

Gestão estratégica 12

Eventos 24

Agenda 36

6 Revista Ação Comercial | Ano 5 | nº 27


Foto Miguel Palacios

meu negócio

A serviço da beleza Conheça a história da empresária Maristela Sordi, que transformou a marca Morena Mulher em uma rede de salões

A

Por Cidiana Pellegrin

Atender ao público que investe na vaidade, como cuidados com os cabelos, unhas, pele e visual do corpo se tornou um nicho de mercado rentável e crescente no país. Segundo estudo da Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel), o número de salões de beleza aumentou 78% de 2005 a 2010. Outro levantamento da Fecomércio de São Paulo, em 2011, mostra que os gastos dos brasileiros com cabeleireiros cresceram 44% em seis anos, gerando mais de R$ 1 bilhão por mês na economia. Mesmo sem conhecer os números do mercado da beleza, Maristela Sordi decidiu apostar no segmento. Proprietária dos salões Morena Mulher, a administradora iniciou o negócio investindo no bronzeamento artificial

8 Revista Ação Comercial | Ano 5 | nº 27

por conta de sua afinidade pessoal com o procedimento estético. Em sociedade uma amiga alugou um imóvel e em cada sala implantou os serviços de estética, cabeleireiro e manicure. Assim nascia o Morena Mulher. “Decidi montar o salão em 2005, quando saí de uma empresa multinacional, onde trabalhei por 10 anos. Naquele momento não queria ser funcionária novamente e como gostava de fazer bronzeamento artificial, pensei por que não abrir um espaço com esse serviço, já que havia poucos locais na Cidade?” Explica a empresária. A sociedade não durou muito e Maristela assumiu sozinha o comando do local. Com um ano, o estabelecimento havia ampliado movimento impulsionado


pela forte propaganda focada no serviço e preço. “Percebi que era o momento de anunciar quando o número de atendimentos estava diminuindo. Até então, nenhum salão fazia isso. Apostei na publicidade em rádio e o investimento trouxe retorno”, conta. Os resultados foram tão bons que o Morena Mulher mudou-se para um espaço maior, onde se manteve por quase dois anos antes do endereço atual, rua Antônio Maria Coelho, n° 1994. Além da matriz, hoje são mais três salões distribuídos no Pátio Central Shopping, Avenida Brilhante e Aeroporto, totalizando 120 profissionais. A criação das filiais começou em 2009, quando empreendimento já era reconhecido pelas facilidades de pagamento e variedade de serviços. “Ao longo dos anos busquei aprimorar o formato do negócio e dar atenção maior à classe C, com ênfase ao preço bem competitivo, opções de parcelamento e qualidade do produto. Diferente de outros salões, passei a ganhar pelo volume de clientes,” conta a empresária. Mesmo que lucros mostrassem que estava no caminho, a gaúcha radicada na Capital quis conhecer locais referência com o mesmo perfil, no país. Além disso, montou um departamento com profissionais especializados, como psicóloga, gerente e recursos humanos, para uma eficiente

contratação de colaboradores, conseguindo transformar um dos maiores desafios dos salões de beleza, ou seja, a não rotatividade da mão de obra, em uma questão resolvida. Apesar do início da vida de empresária ter se dedicado exclusivamente ao Morena Mulher, isso não aconteceu por muito tempo. A administradora atualmente é diretora em uma grande empresa local no ramo de alimentação, o que segundo ela, contribuiu para que o salão ampliasse. “Como não dependia do dinheiro do salão por conta desse outro emprego, reinvestia os lucros obtidos. Além disso, formatei a estrutura do negócio para funcionar sem eu estar aqui todos os dias,” explica. Atenta às necessidades dos clientes, Maristela já adequou novamente o perfil da marca. Hoje o foco também passou a ser a classe B, que pode pagar mais e exige maior qualidade. Para abraçar esse público foi ofertada uma nova linha top de produtos com marcas sofisticadas, solução que vem dando certo. Com o Morena Mulher já solidificado no mercado, Maristela agora trabalha para ampliar ainda mais a rede. “A médio prazo, o plano é montar mais quatro lojas na Cidade,” diz. Para o futuro, ela não descarta o desejo de transformar a marca em uma franquia.

Outubro de 2012 9


consumo

Cliente cada vez mais exigente Desafios e tendências para empresas frente ao novo consumidor

V

Teodomiro Fernandes da Silva - Administrador e professor da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)

foto shutterstock

Você que é empresário, executivo, gestor em atividades de varejo ou atua diretamente com vendas já deve ter parado para pensar que, de uns tempos para cá os consumidores estão mais exigentes e diferentes. Acredito que o cliente esteja cada vez mais maduro, crítico e com muito mais acesso as informações do que nunca. Isto, muitas vezes pode levar ao comportamento de que ele mesmo não sabe o que quer. Você já experimentou pensar qual o carro que você gostaria de comprar? Há uma infinidade de opções, e todos os dias vemos nas ruas novos modelos e novas marcas. As dúvidas estão mais presentes. E isto acontece com os produtos que estão nas prateleiras, a variedade de serviços disponíveis para serem prestados. Se os consumidores não sabem o que realmente querem, como as empresas podem saber? Quais são as tendências comportamentais do cliente moderno? Você já deve ter visto muitas informações interessantes sobre o comportamento dos consumidores das classes “C” e “D”. Ora pensamos que ele tende para um determinado produto ou serviço, mas na realidade, ele busca outro, constituindo muitos desafios pela frente em relação ao comportamento do consumidor. Há tempo li um artigo sobre algumas tendências interessantes em relação aos estudos sobre comportamento do consumidor e gostaria de compartilhar essas ideias com você. Você já imaginou sobre as possibilidades dos profissionais de venda poderem contar com a ajuda da alta tecnologia, à semelhança do que é feito para fins de exames de encefalograma, ressonância magnética funcional, sistema de rastreamento e movimento ocular, sistemas para interpretar imagens mentais. Isto já acontece

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com uma novidade que a tecnologia utilizada na medicina está sendo testada e já aplicada nos negócios que é o neuromarketing, que você já deve ter ouvido falar. Outra tendência que já começa a fazer parte do nosso dia-a-dia é sobre a prática das empresas visitarem os seus consumidores em suas residências ou local onde consomem o produto ou serviço. Isto, com o objetivo de conhecer melhor os seus costumes, como utilizam determinados tipos de produtos, pois, as prioridades de consumo são ditadas pelos consumidores e não pelas empresas. Ainda mais, estamos em um momento em que quase toda a Europa está passando por sérios problemas econômicos e sociais, o desemprego a cada dia aumenta, assim como os movimentos sociais pelas políticas de contenção de despesas gerando situações de mudanças de comportamento do consumidor, afetando hábitos de consumo, atitudes e trazendo consequências para muitos países, como o Brasil. A questão é: estamos, enquanto empresários, executivos das áreas de negócios preparados para isso? Quais são as melhores táticas para mergulhar na mente do consumidor? Que referências usam as pessoas quando pensam numa marca? Por que os consumidores preferem um conjunto de atributos a outro? Que papel desempenha um produto na vida dos compradores? Por que são leais a uma marca em especial? Essa é uma reflexão fundamental e necessária. Pense sobre isso e numa próxima oportunidade podemos refletir sobre os modelos mentais de comportamento do consumidor que, com certeza constituem ferramentas estratégicas para os empresários e profissionais que atuam no varejo. Ótimas vendas nesse final de ano!


gestão estratégica

Capital Humano Um novo conceito em gestão de pessoas Luis Henrique Xavier Sanches - Consultor Organizacional da Sanches Associados

S

Sociedade do conhecimento é o que vivemos atualmente, onde o talento humano e suas capacidades são vistos como fatores competitivos no mercado de trabalho globalizado. Porém, esse talento e essa capacidade têm que ser vistos com olhos de colaboradores, e não de concorrentes. Necessitamos resgatar o papel do ser humano na organização, a fim de torná-los competentes para atuar em suas atividades. É com este cenário que as organizações devem ter a visão de que o Capital Humano será seu grande diferencial. Assim surge um novo conceito em gestão de pessoas. A área de Recursos Humanos deixou de ser um mero departamento pessoal para se tornar o personagem principal de transformação dentro da organização. Há pouco tempo, o departamento de Recursos Humanos atuava de forma mecanicista, onde a visão do empregado prevalecia à obediência e a execução da tarefa, e ao chefe, o controle centralizado. Hoje, o cenário é diferente. Os empregados são chamados de colaboradores, e os chefes de gestores. Pode-se afirmar que gerir pessoas não é mais um fator de uma visão mecanicista, sistemática, metódica, ou mesmo sinônimo de controle, tarefa e obediência. É sim discutir e entender o disparate entre as técnicas tidas como obsoletas e tradicionais, com as modernas, juntamente com a gestão da participação e do conhecimento. A gestão de pessoas visa a valorização dos profissionais e do ser humano. Os avanços observados nas últimas décadas têm levado as organizações a buscarem novas formas de gestão com o intuito de melhorar o desempenho, alcançar resultados e atingir a missão institucional para o pleno atendimento das necessidades dos clientes. Nota-se também, que o sucesso das organizações modernas depende, e muito, do investimento nas pessoas, com a identificação, aproveitamento e desenvolvimento do capital intelectual.

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foto shutterstock

Existe um grande esforço no sentido de mudar do antigo modelo burocrático para um modelo de gestão gerencial que em muitos casos grandes avanços aconteceram, como por exemplo, a introdução de novas técnicas orçamentárias, descentralização administrativa de alguns setores, redução de hierarquias e implementação de instrumentos de avaliação de desempenho organizacional. Gestão de Pessoas é um assunto tão atual na área de Administração, mas ainda é um discurso para muitas organizações, ou pelo menos não se tornou uma ação prática. Percebe-se que, do planejamento estratégico à ação, ainda há muitas barreiras à serem superadas, e neste caso, é de baixo para cima, no antigo modelo de pirâmide organizacional. A real vantagem competitiva no mercado não está somente representada no financeiro ou nos altos investimentos em tecnologia, entre outros exemplos que poderíamos citar, mas sim nas pessoas que compõem a organização, que movimentam tudo isto no cotidiano. A partir da década de 90, com as profundas mudanças nos cenários nacional e Internacional, como a globalização, as empresas tiveram a necessidade urgente de buscar novos paradigmas de gestão. Efetivamente tiraram do planejamento e colocaram em prática as novas técnicas, entre elas, a “gestão de pessoas”. Assim, precisamos quebrar os velhos paradigmas para entender a empresa e as pessoas como gestoras e colaboradoras.

”Gerir pessoas não é mais um fator de uma visão mecanicista, e sim, valorizar o profissional e o ser humano“


entrevista

Superação Por Valquíria Oriqui

Nascido em Santos, filho de pais adotivos e semianalfabetos, José Luiz Tejon, 60 anos, não conheceu os pais biológicos. Tejon percorre o país levando em suas palestras o exemplo de superação da própria vida. Com o tema" Superar Crises na Vida e Nas Vendas", a Associação Comercial de Campo Grande (ACICG) trouxe o escritor para mostrar ao cidadão campo-grandense que todo ser humano carrega em si a capacidade de superar. Mestre em Arte, Educação e Cultura pela Universidade Mackenzie, de São Paulo, Doutorando em Ciências da Educação, professor de pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas (FGV in company-São Paulo) dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM. É também diretor vicepresidente do Conselho Científico para a Agricultura Sustentável (CCAS) e comentarista da Rádio Estadão ESPN. São ao todo 28 livros publicados sobre diversos assuntos como agronegócio e liderança. Em sua última obra, "O Código da Superação", o escritor descreve superar como a capacidade humana de oferecer o melhor de cada talento, aperfeiçoando vocações e conquistando competências novas. Aos quatro anos de idade teve 100% de sua face destruída numa queimadura de 3º grau. A partir daí construiu sua história de superação que compartilha até hoje com milhares de pessoas. foto DIVULGAÇÃO

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O que é preciso para superar crises da vida e nas vendas? Superação tem alguns níveis diferentes. Tem a superação mais simples, que é da vida física, de subexistência. Tem a superação do que você pensa, abandonar conceitos, manias, pensamentos que antes serviam e hoje não servem mais. E o terceiro nível que é aquele mais sutil, que as pessoas convivem com ele mas não percebem, que é a acomodação. As pessoas se acomodam e ficam anestesiadas e não percebem porque gostam da sensação de conforto. O que fazer quando algo ruim acontece e a pessoa se vê sem saída? A zona de conforto é um dos itens que mais causa desgraças. É impossível um ser humano competir no mercado sem mudar constantemente, sem estudar coisas novas e inovar. Ás vezes você tem um comércio que está indo legal mas depois de um certo tempo você começa a sentir um certo incômodo. A vida vai cobrar um preço muito grande para quem estaciona. Esse é o terceiro nível de superação. O quarto nível é o que a pessoa transcende um patamar de ações e que extrapolam a sua necessidade pessoal pela força do trabalho num sentimento de um envolvimento mais com a alma. É preciso superar primeiro na vida para depois seguir na área comercial? Não necessariamente, essas coisas não ocorrem numa escala aritmética. Você pode, a partir de um foco muito grande num empreendimento tomar toda a sua energia até um determinado momento em que você começa a tomar consciência de que aquilo ali é um exercício e não um fim e você vai na busca desse exemplo. Ás vezes ela é despertada porque é demitida, ou porque está na hora de aposentar. Tem coisas que podem oferecer um despertar desagradável. O que fazer para não chegar a esse despertar desagradável? É muito difícil você dizer que quer ajudar o outro se não consegue ajudar primeiro a si mesmo. O ajudar a si mesmo significa descobrir seu dom, sua vocação. Uma carreira de uma pessoa vocacionada está exercendo uma superação. No caso dos comerciantes, como superar as crises nas vendas? Venda está presente o tempo inteiro na vida humana, não há nada que aconteça no mundo que não seja uma troca do ser humano. A venda, as trocas são o próprio presente da vida. Facilitar e ajudar essas vendas exigem técnicas e fundamentos na arte do relacionamento humano, da empatia, do vigor, da alegria. Existem coisas que ajudam muito as transações.

O senhor é muito elogiado pela vontade de superar. De onde vem essa vontade? Onde o senhor a busca? Meus pais adotivos desde pequeno me ensinaram a enfrentar a vida. A não permitir que tivesse pena de mim, a ter orgulho de mim. Eu nasci na cidade de Santos e era um lugar onde tinham muitos imigrantes. Onde me criei tinha gente do mundo inteiro. O que eu faço eu aprendi com outras pessoas. Quando eu era criança recebi muita ajuda dos meus pais e das pessoas. Que mérito pessoal eu posso ter? Eu prestei atenção. Quando se é adulto vale a mesma regra. Você se transforma no resultados das pessoas em quem você presta atenção. Humanamente tudo isso é difícil para o senhor? Eu viveria novamente tudo isso. O que eu aprendi eu jamais teria aprendido sem isso. As pessoas precisam compreender que o mundo é feito de incertezas de indefinições sobre o que é o futuro e precisa trabalhar com muita coragem e aprender a fazer escolhas. Se você faz as escolhas dos seus relacionamentos da sua vida em função de prejudicar o próximo, você vai colher em algum ponto da história os reflexos disso. Agora, se você faz sua história do ponto de vista de criação, de trabalho, de virtudes, você vai colher estes resultados também. Como sair da zona de conforto? Se dificuldades como a doença e fome servissem por si só para fazer o ser humano evoluir nós viveríamos num paraíso. Alguma coisa tem que arrancar você daquele estado que a gente tende em entrar numa zona de conforto. E isso aconteceu com minha mãe que me arrancou do fundo do quintal e me levou na feira para ajudá-la. Lá ela me fez prestar atenção no que tinha que ser feito, que era ajudar a escolher batatas e não a prestar atenção no burburinho da feira. A felicidade com que você faz as coisas é um caminho para o sucesso, ou não.t

”Trabalhe de dia como se tudo no mundo dependesse exclusivamente de você e a noite reze como se tudo no mundo dependesse exclusivamente de Deus“ Outubro de 2012 15


capa

Lições de empreendedorismo A história bem-sucedida de Luiz Kieling, empresário há 34 anos na Capital, que se mantém cada vez mais atento às transformações do mercado Por Cidiana Pellegrin

O final da década de 1970 marcou a criação de Mato Grosso do Sul e motivou a imigração de moradores de outros locais deslumbrando o desenvolvimento do novo Estado. Com o gaúcho Luiz Kieling não foi diferente. Ele chegou à Capital com a família, em 1978, e montou a Dicorel, empresa que comercializa material de construção e produtos de eletrônicos, como porteiros, fechaduras elétricas, centrais telefônicas, etc. Com representações de várias marcas do ramo, o empresário chegou a ter uma indústria de portões de elevação, com engenheiros atuando como projetistas. Com os passar dos anos foi preciso se reinventar e hoje a Dicorel é uma empresa exclusivamente de tecnologia da informação, que desenvolve software, faz locação de equipamentos e apresenta outras soluções no segmento. “Entre nossos trabalhos está, por exemplo, o call center do Detran, onde todos os equipamentos são da empresa. Além

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disso, os sistemas de tarifação do governo também são desenvolvidos por nossos funcionários,” explica. Em 2006, uma nova oportunidade de negócio. Luiz Kieling se tornou sócio na Elétrica Pólo e três anos seguinte adquiriu 100% do controle acionário. Antes de se instalar em Campo Grande, Kieling acumulava experiências que chamam atenção. Filho de humildes agricultores, começou a trabalhar aos 12 anos para custear os estudos e ser independente. “Entrei numa empresa como office boy e saí como gerente comercial e sócio minoritário. Me formei como técnico em contabilidade em 1964, depois cursei a faculdade de Administração de Empresas, mas acabei vindo para Campo Grande antes de concluir,” relembra. Em entrevista à Ação Comercial, o diretor da casa conta sobre os caminhos que percorreu e dá lições de empreendedorismo.


foto miguel palacios

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capa

Quando chegou à Capital e montou a Dicorel, qual foi a maior dificuldade? A qualificação da mão de obra, pois não tínhamos aqui. Enviei funcionários para São Paulo custeando viagem, hotel, salários e cursos. Investimos muito. Mas, se de um lado tínhamos esta deficiência, do outro tínhamos carência de mercado. No momento em que eu ofereci o que os moradores precisavam, passei a crescer, e as empresas locais não percebiam isso. Na época a empresa vendia material de construção e produtos de telecomunicações. Hoje o foco é outro. Apostar em um novo segmento foi um desafio muito grande? Em 1995, quando o mercado sinalizava a regência de telecomunicação com a informática, nós passamos novamente a treinar o pessoal de telecomunicações neste setor de informática. E esta convergência se materializou. Na verdade planejamos todas as ações sempre em função de atender o mercado. foto miguel palacios

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Como o senhor percebeu que deveria apostar nisso? Nos bancos acadêmicos aprendi que o tripé da economia era natureza, capital e trabalho. Com o desenvolvimento do país e da tecnologia, acrescentamos mais uma: recursos humanos. Eu tenho a convicção de que elas que fazem a diferença até hoje. Se você não tiver profissionais treinados, seja em qualquer área, o seu sucesso estará comprometido. Ao montar sua primeira empresa, já tinha um foco de onde queria chegar? Sem dúvida. Cuidei muito bem dos recursos que tive, o investimento era bem planejado. Hoje nossas empresas não captam dinheiro externo, trabalhamos exclusivamente com capital próprio. Nossas atividades não são financiadas. Como fazer com que a empresa não envelheça com o gestor? Sempre busquei me atualizar permanentemente. Empresas familiares, muitas vezes, crescem e entram num processo de estagnação por falta de profissionalismo. Quando percebemos que estávamos cometendo este erro nós contratamos uma empresa externa para analisar os pontos fracos e fortes. Mantivemos os fortes e liquidamos os fracos. E essa é uma luta constante. A empresa continua sendo familiar, as decisões são tomadas colegiadamente, e nenhum invade a área do outro. Em 2006 o senhor entrou como sócio na Elétrica Pólo. O que o levou a investir nessa empresa? Oportunidade. O senhor sempre continuou atuante dentro das empresas. Isso é essencial para o sucesso do negócio? Eu optaria pela resposta de que é a equipe competente, porque se fosse assim, não teríamos as multinacionais, onde os donos nunca estão na ponta para gerir. Eles possuem uma equipe qualificada que dirige o negócio.

Aqui cuidamos muito dos resultados, verificando-os mês a mês, pois são eles que me dizem se há algo errado. Se houver chamamos os responsáveis de cada área para analisar o que está acontecendo, e assim é fácil detectar, a razão sempre aparece. Hoje vender a prazo é muito comum no Brasil. O senhor avalia isso de forma positiva? Desde que haja pontualidade e avaliação do setor de crédito, sim. Toda venda a prazo precisa passar por uma análise de risco, você não pode se lançar de uma maneira cega, imprevisível, pois a probabilidade de dar errado é muito grande. Toda sua família está envolvida nos negócios? Tem meu filho Guido, engenheiro, que cuida da área de compras da Elétrica e da área técnica da Dicorel, e minha filha Roberta, diretora financeira das duas empresas. Minha esposa já trabalhou, hoje não mais. Como é ter a família envolvida nos negócios? Quando você trabalha de maneira profissional não vejo problema nenhum. Somos sócios, cada um tem seu percentual. Os lucros não são tirados imediatamente e existe um critério na distribuição. Eles conseguem tirar o lucro de um ano, somente no quinto ano subsequente à sua geração. Caso contrário, as empresas não crescem. O que os jovens devem fazer para se alcançar o sucesso? Primeiro têm que estudar. Segundo, precisam ser persistentes e trabalharem muito, porque ninguém ganha nada sem o suor. É preciso se dedicar. As maiores riquezas que temos hoje, na área de tecnologia, são os jovens de vinte e poucos anos, que tem um talento, que buscaram obstinadamente aquilo. As oportunidades de negócio estão todas à nossa volta e a gente precisa perceber.

Planejamento também é importante, certo? Empreender não é fazer aventura. Infelizmente vemos número que pequenos e micro empresários não passam de dois anos porque não tem planejamento, não conhecem o negócio e não tem capital. As coisas precisam ser feitas no momento certo e na justa medida. Não crescer o olho para o lucro da própria empresa é um grande desafio, não? Você não pode gastar aquilo ganhou hoje, se não vai ficar sem para amanhã. Espere, invista para render mais. Por exemplo, uma empresa de varejo precisa preparar seus vendedores, e com isso, é possível vender mais. Com tanto tempo em Campo Grande, o que o senhor percebe que evoluiu no comércio? Hoje nossa economia não é apenas o comércio. Nosso Estado também está se industrializando, o que muda o perfil e cria oportunidades de qualificação de mão de obra, dando diversificação.

”Se você não tiver profissionais treinados seja em que área for o seu sucesso estará comprometido.“

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nossas vantagens

Venda segura Comercializado pela ACICG, o SCPC oferece acesso a um banco de dados com mais de 350 milhões de informações comerciais sobre consumidores e 42 milhões de registros de transações entre empresas.

O

O Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) funciona como apoio aos empresários nas vendas a prazo, pois oferece aos associados da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), diversas soluções para análise de empresas e de consumidores, entre elas a garantia de verificação se o comprador consta da lista de inadimplentes. Essas informações são administradas pela Boa Vista Serviços, um bureau de crédito brasileiro que oferece soluções para a tomada de decisões de crédito e gestão de negócios e que atua com uma rede nacional de mais de 2,2 mil entidades representativas do varejo em todo Brasil, atendendo seus cerca de 1,2 milhão de clientes diretos e indiretos em todos os segmentos da economia. A empresa Boa Vista Serviços (BVS) foi criada em 2010, resultado da união da Associação Comercial de São Paulo, do fundo brasileiro de investimentos TMG Capital, da Equifax Inc., do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, da Associação

Comercial do Paraná e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre. Com abrangência nacional, o SCPC disponibiliza ao empresário informações confiáveis e atualizadas, além de apresentar o histórico de pagamento do cliente, tornando-se fundamental para conceder crédito com toda a segurança necessária. O principal diferencial do SCPC, comercializado pela ACICG, é a recuperação de crédito com o custo mais baixo do mercado, podendo o empresário beneficiar sua empresa com diversos modelos de pacotes. Conheça alguns serviços: Accerto PJ - traz endereços e telefones para conhecer melhor a empresa com quem está negociando. Com as informações cadastrais e de localização, é possível identificar clientes em potencial e entrar em contato sempre que necessário. Accerto PF - é uma solução ágil que auxilia a sua empresa na validação de dados cadastrais e na obtenção de endereços e telefones

de clientes. É ideal para apoiá-lo na busca por novos clientes e na análise e concessão de crédito. Com o Accerto PF, você reduz riscos e aumenta a chance de retorno da sua empresa. Certocred PJ - com informações organizadas de forma simples e modular, auxilia a empresa em decisões de negócios que requerem análises completas sobre outras empresas. Consolida em um mesmo produto informações de identificação e localização de empresas, dados comportamentais e restritivos, links do Score Crédito PJ e indicativo de fraude, o CERTOCRED PJ é ideal para atender de forma prática e eficiente o dia-a-dia das relações comerciais. Certocred PF - com o Certocred, você tem mais segurança nas operações de vendas a prazo, parceladas, empréstimos e financiamentos. Também é possível verificar a probabilidade de inadimplência do consumidor, o que contribui ainda mais para a rentabilidade do seu negócio.

ATENDIMENTO O SCPC realiza atendimento aos consumidores na sede da Associação Comercial (Rua 15 Novembro, 390), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

SERVIÇO Mais informações no site www.acicg. com.br ou pelo telefone 3312-5001. Ou ainda o empresário pode agendar a visita de um consultor da ACICG à sua empresa pelo telefone 3312-5021 ou pelo e-mail comercial2@acicg.com.br. foto SHUTTERSTOCK

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eventos

Associação promove VII Copa Intercomércio de Futebol Society

Miss Intercomércio

O maior e mais tradicional evento futebolístico do comércio da Capital iniciou dia 9 de setembro. Realizado sempre aos domingos no Centro de Convenções e Lazer Colônia de Férias da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), a edição 2012 contou com 32 equipes representando empresas de todos os segmentos do setor produtivo da Capital. A competição teve formato de disputa igual ao da Copa do Mundo, ou seja, oito grupos, com quatro times, onde as duas melhores equipes de cada chave se classificam para a fase eliminatória. Houve premiação para as três melhores equipes, sendo 1° lugar R$ R$ 3.000, 2° R$ 2.000 e 3º R$ 1.000. A torcida mais animada e organizada levou R$ 500. O goleiro menos vazado recebeu R$ 200 e o artilheiro o valor de R$ 300. O evento teve apoio do Posto Savana, Auto Escola Grand Prix Aero Rancho, Sindicato Rural e Buffet La Riviera.

A VII Copa Intercomércio de Futebol Society realizou no dia 16 de setembro seu concurso de miss, premiando três representantes de times do campeonato. Com 32 equipes representando empresas de todos os segmentos do setor produtivo da Capital, a competição contou com uma representante para cada time, que se classificaram conforme avaliação do júri composto pelo presidente da ACICG, Omar Aukar, o diretor da casa, João Carlos Polidoro, o gerente do SCPC, Valdineir Ciro de Souza, o gerente da Colônia de Férias, Fuad Salamene Neto, a empresária Eliane Nakaya - proprietária da Sakura - e Roseane Costa, da empresa Suportec. Após duas eliminatórias, foram anunciadas as três finalistas. Em terceiro lugar ficou Ana Maria Rodrigues, representando a equipe da auto-escola San Marino. A segunda colocação foi para Danyelle Braga, candidata do time Turis Hotel. A vencedora do concurso, que levou o título de Miss Intercomércio 2012, foi Anny Caroline C. Vieira, da Tecno-Oeste G3. As três primeiras colocadas receberam como premiação os valores de R$ 100, RS 300 e R$ 500, respectivamente.

IV Porco no Rolete da Colônia de Férias Simultaneamente à Copa, aconteceu no dia 16, o IV Porco no Rolete da Colônia de Férias. “Este ano unimos dois importantes eventos da Associação para disponibilizar a toda a família uma programação saudável no domingo. Nosso objetivo também foi promover maior integração entre os empresários da cidade e seus colaboradores, fortalecendo ainda mais o setor produtivo de Campo Grande”, diz o gerente da Colônia de Férias, Fuad Salameni.

fotoS assessoria de imprensa

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eventos 20° Café Empresarial tratou de alta performance nas empresas Com o tema “Como sua empresa pode ter Alta Performance em 6 Passos”, o 20° Café Empresarial da Associação Comercial reuniu associados no dia 11 de setembro. O palestrante João Sérgio Moreira, Coach Empresarial e Máster Franqueado da ActionCoach para norte do estado de SP, Triângulo Mineiro e estado do Mato Grosso do Sul, questionou os participantes sobre sua rotina pessoal e empresarial com perguntas sobre o desempenho e comprometimento da equipe de trabalho, rendimentos e lucro abaixo da expectativa, e tempo de dedicação a família e amigos. A partir dessas respostas, a palestra apresentou aos empresários um sistema de alta performance em seis passos, aplicado e comercializado pela ActionCoach, que enfatiza a necessidade que todas as empresas têm de uma cultura organizacional e da implementação de sistemas práticos que possam ser testados e medidos para alcançar os objetivos desejados.

foto assessoria de imprensa

O palestrante da vez foi o Coach Empresarial e Máster Franqueado da ActionCoach, João Sérgio Moreira.

Cerca de 600 participantes lotaram palestra da ACICG

No dia 28 de agosto, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) e Sebrae/MS promoveram a palestra Superar Crises na Vida e Nas Vendas, no buffet Yotedy. O convidado José Luiz Tejon, de São Paulo, proporcionou ao encontro uma verdadeira lição de conteúdo e emoção, aos quase 600 participantes, incluindo empresários e colaboradores do comércio. “Olhem as figuras que progridem e não tenham vergonha de imitá-las. Nós somos resultado de onde colocamos o foco de nossas atenções e assim como, na arte e na música, o que faz a diferença é trabalhar,” enfatiza o profissional. Através de exemplos e vivências próprias, o palestrante comprovou ao público que com dedicação, determinação e planejamento é possível superar as dificuldades e ter sucesso. Além disso, relacionou a venda com a vida pessoal, dizendo que é preciso vender você para você mesmo todos os dias para se convencer a ultrapassar as barreiras. Para a realização do evento, ACICG e SEBRAE/MS contaram com o apoio da AMAS (Associação Sulmatogrossense de Supermercados) e FAEMS (Federação das Associações Comerciais de Mato Grosso do Sul) e patrocínio da Fecomércio, Yotedy, Morena Mulher e Hotel Ypê.

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fotoS MIGUEL PALaCIOS

Um dos cinco palestrantes mais importantes do Brasil, José Luiz Tejon, falou de superação de crises na vida e nas vendas.


atuação

Empresários se unem pelo comércio Associação Comercial incentiva comerciantes do centro e de bairros a se organizarem em conselhos

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“Juntos, os empresários são mais fortes”. A frase presente em diversas ocasiões no discurso do presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Omar Aukar, retrata o associativismo que a entidade desenvolve, promovendo a defesa dos direitos individuais dos empresários e a luta pelos interesses coletivos da classe. Como fruto desse trabalho, “a casa do empresário” agora conta com mais dois conselhos: Conselho do Comércio Central e Conselho do Comércio da Coophavilla, ambos formados por empresários. O objetivo é estimular que esses comitês organizados fortaleçam o comércio em suas regiões, realizando ações táticas de desenvolvimento do setor. Para isso, Associação Comercial e Sebrae/MS estão dando suporte na gestão dos trabalhos. Por meio de experiências bemsucedidas de ações desenvolvidas em conjunto pelas duas entidades,

empresários da Coophavilla ingressaram em mais um novo projeto que promete tornar o comércio do bairro referência para outros locais. O Sebrae está promovendo, gradualmente, três ações com os empresários: Consultoria individual de Layout e fachada/visual merchandising, onde o consultor visita as empresas e fotografa os principais pontos de alteração para sugerir mudanças, incluindo no mínimo três soluções de baixo custo; workshop de atendimento ao cliente, uma capacitação gratuita dos empresários em técnicas de atendimento ao cliente; e consultoria de identidade visual, que irá desenvolver a criação de logo, cartão de visita, folders e uniformes para a empresa. Do total do investimento, 80% está sendo custeado pelo Sebrae, 10% pela Associação Comercial e 10% pelos empresários associados da ACICG. Além do Coophavilla, o comércio

do Centro possui seu próprio conselho. Ele foi criado no primeiro semestre de 2012, após um grupo de lojistas ter procurado a ACICG para apresentar seus anseios e necessidades. Em reuniões semanais eles traçaram estratégias mercadológicas para elaborar um projeto de fortalecimento do comércio da região durante todo o ano. O passo inicial veio com a campanha promocional do Dia das Mães, a primeira iniciativa com envolvimento do grupo, empresas e entidades representativas do comércio. Em outubro, o Conselho lançou do Guia de Compras do Centro, uma publicação que vai ajudar os consumidores a encontrar as lojas de sua preferência na região. Foram distribuídos 30 mil guias entre as 45 lojas participantes e pontos estratégicos na Cidade. Os estabelecimentos estão identificados com adesivo informativo sobre o mapa.

O Conselho se reúne toda última quinta-feira do mês às 19h, na sede da ACICG, para traçar estratégias e alcançar os objetivos de valorizar, fortalecer e potencializar o comércio do centro. Os encontros são abertos a todos os empresários. Informações pelo telefone 3312-5000.

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foto assessoria de imprensa

SERVIÇO


Associação lança 7ª Campanha Nome Limpo Com estimativa de recuperar mais de R$ 7 milhões, o evento está aberto à adesão de empresas

fotos ASSESSORIA DE IMPRENSA

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A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande lançou no dia 12 de setembro a sétima edição da tradicional campanha de recuperação ao crédito “Nome Limpo”, que oferece aos clientes inadimplentes a oportunidade de regularizarem seus débitos através da negociação direta com a empresa e se reabilitarem como consumidores. Acontecendo pela segunda vez em todo o Estado, resultado de uma parceria entre a ACICG, Federação das Associações Empresariais do MS (FAEMS) e SEBRAE/MS, a Campanha será realizada de 05 de novembro a 21 de dezembro de 2012. “A expectativa é recuperar até 10% do valor das dívidas que hoje somam R$ 77.873.807,57, em Campo Grande. Esse montante vai retornar ao capital de giro das empresas e devolver aos consumidores a oportunidade de comprarem no final do ano, aquecendo ainda mais o comércio” explica o diretor do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), Renato Paniago. Assim como no ano passado, a sétima edição do evento abre a possibilidade de agendamentos de audiências de conciliação no Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual (PACE) para negociação de débitos, inclusive de processos já ajuizados, realizadas por conciliadores qualificados pela Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial de Campo Grande (CBMAE/ ACICG), com posterior homologação do juiz. A entidade ainda está disponibilizando um serviço específico para estabelecimentos interessados em dar um tratamento diferenciado a seus clientes. Eles, também podem instalar um ponto de atendimento na sede da ACICG. A grande rede de varejo Casas Bahia e a concessionária de serviço público Enersul já aderiram a essa nova forma de atendimento.

Informações para consumidores e empresas interessadas podem ser obtidas pelos telefones 3312-5021 e 3312-5023. A ACICG fica na Rua 15 de Novembro, nº 390.

Outubro de 2012 29


atuação

CJE estimula o empreendedorismo nas escolas Conselho dos Jovens Empresários da ACICG participa do programa Miniempresa desenvolvido pela Junior Achievement do MS

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Miniempresa, realizado na Escola Estadual Hercules Maymone, onde orientou 26 jovens do ensino médio a organizar e administrar uma empresa. A Miniempresa em questão foi a Ecobloco, ganhadora do prêmio de Produto Destaque, do primeiro semestre. Os participantes do programa receberam a certificação no dia 12 de setembro. “Baseados no tripé CONAJE da capacitação, representatividade e relacionamento, onde estes conceitos sustentam e norteiam todas as ações realizadas pelo CJE, tomamos a iniciativa de através de parceria com a JAMS, disseminar a cultura do empreendedorismo junto às escolas, atendendo assim nossa

missão institucional que é transmitir conhecimento e soluções práticas para superar os desafios do cotidiano empresarial. A iniciativa também faz parte da responsabilidade social desenvolvida em nossa instituição”, disse o diretor do CJE, Marcos Silva. Além de aprenderem sobre o empreendedorismo na prática, os alunos receberam ensinamentos sobre honestidade, ética, perseverança, responsabilidade socioambiental e a importância de superar desafios através do trabalho em equipe. Como um dos resultados finais do programa, está a oportunidade de serem encaminhados para o mercado de trabalho como menor aprendiz.

fotos DIVULGAÇÃO JAMS

Criada há 93 anos nos Estados Unidos, a Junior Achievement é uma organização atuante em 120 países, inclusive no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, desenvolve treze programas, entre eles o Miniempresa, projeto de educação econômica-prática que contempla alunos de escolas públicas e particulares proporcionando vivência na estruturação e na operação de uma empresa. Através de parceria com o Conselho dos Jovens Empresários (CJE) da ACICG, a Junior Achievement do Mato Grosso do Sul (JAMS) contou, em 2012, com o acompanhamento dos diretores do Conselho, Marcos Silva, Edson Fanaia e Ricardo Teixeira. O trio atuou como adviser no Programa

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ACICG tem representatividade no Codecom A entidade participa do processo de autorização para ampliação de novos empreendimentos em Campo Grande

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Criado em 1999, o Codecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico) tem a competência de emitir pareceres sobre a viabilidade ou não de programas de desenvolvimento econômico a serem implantados no município de Campo Grande, em especial àqueles apresentados por empresas interessadas em receber os benefícios do Prodes (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande). As decisões para os investimentos, instalações ou ampliações de empresas na Capital são tomadas a partir de

discussões durante as reuniões dos conselheiros do Codecom. Entre eles está o primeiro-tesoureiro da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro da Silva, que atua relatando o processo e defendendo investimentos empresas locais e de fora fazendo análise do negócio. “Fazemos uma pesquisa do mercado para ver ser se a empresa vai beneficiar Campo Grande gerando emprego para a população e desenvolvimento. A partir disso é criado um relatório favorável ou

não. É importante lembrar que damos prioridade a empresas locais, pois elas reaplicam aqui todos os recursos criando um circo virtuoso econômico,” explica o conselheiro e representante da ACICG, João Carlos Polidoro da Silva.

Trabalho Temporário ACICG disponibiliza banco com currículos para empresários

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A Associação Comercial já possui um novo banco com currículos de participantes do “Abre Vagas”, projeto desenvolvido em parceria com o Sebrae/ MS, que qualificou quase 100 desempregados para atuar como trabalhadores temporários. O curso ministrado pelo gestor da Escola de Varejo da ACICG, Moacir Pereira Junior, trabalha o poder da auto-estima, o relacionamento inter e intrapessoal como chave do equilíbrio, ensina maneiras de atender com excelência, quais as técnicas de vendas para encantar o cliente e a importância do trabalho em equipe.

As informações estão disponíveis a todos associados da entidade que estejam interessados em contratar novos colaboradores. Em outubro, uma terceira turma do curso está sendo capacitada. Interessados devem entrar em contato com a ACICG pelo telefone 3318-5059.


mural RETIRADA DO NOME NO SCPC

ESTATÍSTICAS DA FORMALIZAÇÃO

Uma decisão da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça determina que agora o nome de um ex-devedor deve sair do SCPC em até cinco dias após a data do efetivo pagamento. Caso o procedimento não seja realizado o empresário pode responder judicialmente por dano moral. As quitações feitas com cheque, boleto bancário, transferência interbancária ou meio sujeito à confirmação, dependerão da data compensada pelo credor e da aprovação de recebimento do crédito em conta. Mais informações no site www.conjur.com.br.

Balanço do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que, desde julho de 2009, quando o governo criou o modelo de empreendedor individual (EI) , mais de 25,9 mil deles ultrapassaram o teto da receita bruta anual permitida para a modalidade econômica - de no máximo R$ 60 mil anuais - e subiram de patamar para microempresários, podendo faturar até R$ 360 mil ao ano.

Após dois meses em alta, a confiança do empresário industrial recuou, conforme avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial caiu 1,2 ponto na comparação com setembro, para 56,2 pontos. O indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes.

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Em Campo Grande o comércio é responsável por 68% da arrecadação do Estado e criação de quase 70% dos empregos com carteira assinada. Os números são indicativos da representatividade e força do setor para o desenvolvimento local, que envolve o campo político, social e econômico.

NOVO CÓDIGO COMERCIAL

GRUPO ANITA INAUGURA NOVA LOJA EMPRESÁRIO MENOS CONFIANTE

IMPORTÂNCIA DO COMÉRCIO

No dia 20 de setembro, a empresária Daniella Bellin, uma das sócias do grupo Anita Calçados, inaugurou a franquia Schutz no Shopping Campo Grande, a primeira loja exclusiva da grife de bolsas e sapatos na Capital. O evento contou com a presença de blogueiras conhecidas nacionalmente, como Sophia Alckmin e Cris Tamer - do Blog www.bettys.com.br - e um coquetel de lançamento da coleção 2013 da marca.

Há 162 anos em vigor, o Código Comercial Brasileiro está passando por uma grande mudança. No dia 14 de setembro, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul sediou a Conferência Regional sobre o Novo Código Comercial que reuniu a sociedade jurídica e empresarial para discutir o assunto. A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) esteve entre as entidades representativas do setor produtivo que puderam sugerir inclusões ao novo texto. Segundo o presidente Omar Aukar, “é importante que o Código contemple os negócios de franquias e trate da relação lojista com shoppings centers,” dois modelos de comercialização que surgiram com a evolução da sociedade.


agenda

PALESTRA: "PORQUE OS VENCEDORES VENCEM? SUCESSO TEM DOR! SUCESSO TEM PREÇO!". Às 19h. Com Rogério Caldas, conferencista e consultor de marketing motivacional de centenas de empresas e autor de best-sellers que somam quase 2 milhões de exemplares vendidos. Também proferiu mais de 3 mil palestras em todo o país, que resultam mais de 2 milhões e meio de participantes. O evento é realizado em parceria com o Sebrae. Os convites custam R$ 40 para associados e R$ 60 não associados. A aquisição é feita na ACICG. Informações pelo telefone 3318-5058. Local Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

OUTUBRO dia 18

CINE PIPOCA COM CONHECIMENTO Evento gratuito às 19h. Com exibição de filmes com foco no desenvolvimento pessoal e profissional. Exclusivo para Gestores. Com Rosângela Barcellos, psicóloga.

dias 22 e 23

HORA DO CONHECIMENTO MULTIPLICANDO SEU TALENTO Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Alexandra Ramos, especialista e profissional na área de RH.

dias 22 a 25

CURSO DE 12 HORAS - CURSO DE ORATÓRIA Às 19h. Com Guto Dobes, administrador de empresas, comunicador e consultor em comunicação oral e escrita.

dia 25

CAFÉ DE BOAS VINDAS Às 19h. Evento gratuito para novos associados. Apresentação de serviços da ACICG e troca de cartões entre os participantes.

dias 29 e 30

HORA DO CONHECIMENTO - SEJA O DONO DO SEU SUCESSO Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Rodrigo Boldrin.

dia 31

PALESTRA MAGNA - "PORQUE OS

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VENCEDORES VENCEM? - SUCESSO TEM DOR! SUCESSO TEM PREÇO!" Às 19h. Com Rogério Caldas - Recife / PE.

NOVEMBRO dias 05 e 06

HORA DO CONHECIMENTO NEUROLINGUÍSTICA APLICADA A VENDAS E COMUNICAÇÃO Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Roberto Patzlaff.

dias 05 a 08

CURSO DE 12 HORAS - TÉCNICAS DE VENDAS Às 19h. Com Flávio Fagundes.

dia 07

Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Jorge Nahabedian.

dia 21

CAFÉ EMPRESARIAL Comunicação online, melhorias práticas para melhorar o posicionamento da sua empresa na web. Evento gratuito às 7h30. Com Edgar da Silva Ramos.

dia 22

CINE PIPOCA COM CONHECIMENTO Evento gratuito às 19h. Com exibição de filmes com foco no desenvolvimento pessoal e profissional. Com Moacir Pereira Junior.

dias 26 e 27

15º ENCONTRO DE NEGÓCIOS Às 19h. Com Case de sucesso da Alvorada Materiais de Construção. Realização em parceria com o Sebrae.

HORA DO CONHECIMENTO – O SER INTEGRAL NO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Anilce Vieira, psicóloga e professora na área.

dias 12 e 13

dias 26 a 29

HORA DO CONHECIMENTO ATENDIMENTO DE QUALIDADE Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Loyani Feliciano.

dia 12

SCPC: TREINAMENTO DE CREDIARISTAS Evento gratuito às 8h30. Com Bacel Omari.

CURSO DE 12 HORAS – LIDERANÇA Às 19h. Com Djan de Barros.

dia 29

CAFÉ DE BOAS VINDAS Às 19h. Evento gratuito para novos associados. Apresentação de serviços da ACICG e troca de cartões entre os participantes.

dias 19 e 20

HORA DO CONHECIMENTO VENDEDORES VENCEDORES

Informações: (67) 3312-5058 www.acicg.com.br

foto SHUTTERSTOCK

OUTUBRO dia 31


expediente

Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande Gestão 2011/2014 Presidente – Omar Pedro Andrade Aukar 1º Vice-Presidente – Luiz Fernando Buainain 2º Vice-Presidente – Pedro Chaves dos Santos Filho 3º Vice-Presidente – Roberto Bigolin 1º Secretário – Roberto Tarashigue Oshiro Jr. 2º Secretário – Maicon Thomé Marins 3º Secretário – Roberto Rech 1º Tesoureiro – João Carlos Polidoro da Silva 2º Tesoureiro – Rodrigo Bogamil 3º Tesoureiro – Milton Silvino S. de Oliveira

Diretores

Publicação da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) www.acicg.com.br Rua XV de Novembro, 390 Centro – CEP 79002-140 Campo Grande / MS (67) 3312-5000

Editora Cidiana Pellegrin acicg1@dinizacao.com.br

Conselho Editorial Valdineir Ciro de Souza, Moacir Pereira Junior, Tais Lenzi de Luca

Colaboradores Valquíria Oriqui, Luis Henrique Xavier Sanches, Teodomiro Fernandes da Silva

Projeto Gráfico e Diagramação Diniz Ação em Marketing

Gerente Comercial / Marketing Tais Lenzi de Luca

Superintendente Fernanda Barbeta dos Rios Pinto

Sugestões (67) 3312-5003 comercial@acicg.com.br

Anagildes Caetano de Oliveira Guildo Kieling Leni Fernandes Luís Fernando A. Gonçalves Luis Afonso Ribeiro Assumpção Maria Vilma Ribeiro Rotta Maurício Abrão Dias Campos Nilson Carvalho Vieira Renato Paniago da Silva Rodrigo Possari Simone Oshiro Thomas Malby Croffen Horton Wilson Berton

Conselho Deliberativo

Antoine Chidyac Antônio João Hugo Rodrigues Carlos Roberto Bellin Cláudia Pinedo Zottos Volpini Cristiano Gionco Feres Soubhia Filho Jaime Valler João Garcia José Pereira de Santana Luiz Carlos Feitosa Luiz Carlos Mossin Luiz Humberto Pereira Madalena Gomes Mário Neves Paulo Antunes de Siqueira Paulo Ribeiro Júnior Ricardo Kuninari Salvador Rosa Sandim Sidney Maria Volpe Valzumiro Ceolim

Conselho Fiscal

Relator do Conselho Fiscal – Paulo Roberto Hans 1º Secretária do Conselho Fiscal – Rosane Maia 2º Secretário do Conselho Fiscal – Fábio Angelo Bigolin Amadeu Cláudio Zillioto Augusto Raimundo Alessio Fernando Pontalti Amorim José Marques Rei Davi Batista Barbosa Ueze Elias Zahan

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