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Campo Grande • Ano VI • Abril de 2013 • nº 29

Meu negócio

Veja como a empresa Valdir materiais de construção tornoU-SE uma das principais do setor no Aero Rancho pág. 6

Entrevista

A psicóloga Inês Cozzo fala de processos de neuroaprendizagem e de neurobusiness pág. 14

Atuação

ACICG e SEBRAE capacitam empresários de bairros da Capital pág. 30

Trajetórias empreendedoras Exemplos de dedicação, Edna Ferreira de Souza, Luiza Matsusita e Maria Adelaide Noronha falam sobre seus caminhos para a realização profissional. pág. 18


editorial

Empresário mais próximo

Omar Aukar Presidente da ACICG

O

O cenário econômico mais cauteloso de 2012 não inibiu a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande de desenvolver novas ações para estimular ainda mais o comércio da Capital. Em nossa primeira revista do ano, trazemos uma retrospectiva de dezembro e noticiamos as novas iniciativas de 2013. Em 2012, a VII Campanha de Recuperação ao Crédito “Nome Limpo” ofereceu a oportunidade de renegociação de dívidas e atendeu mais de 30 mil consumidores, o que resultou na diminuição de R$ 6.336.131 da dívida dos campograndenses. A iniciativa devolveu o poder de compra em uma das datas comerciais mais importantes do ano, o Natal. Em janeiro premiamos os ganhadores do concurso cultural que integrou a campanha “Campo Grande: Comprar aqui é mais Natal”. Os autores das 50 melhores frases ganharam vales-compras de R$ 1 mil, divididos em valores de R$ 200 que foram utilizados nos estabelecimentos participantes, trazendo retorno para o empresário. Para pontuar a destreza e a força das empreendedoras, esta edição dá um grande destaque a elas. Três mulheres foram escolhidas para contar suas trajetórias de dedicação aos negócios, mostrando que, com persistência, é possível alcançar os objetivos. A homenagem ao público feminino também aconteceu no evento anual alusivo ao Dia Internacional da Mulher e promovido pela entidade. Elaboramos um coquetel que mesclava conhecimento e diversão. Além de palestra, o evento contou com sorteios de brindes, cuidados estéticos e desfiles com os lançamentos outono/inverno de vestuário e acessórios apresentados em lojas patrocinadoras do encontro. O início do ano ainda foi de implantação de novos projetos. Toda semana convidamos um pequeno grupo de empreendedores para um bate-papo com os diretores da entidade. Estamos mais próximos de nossos associados para anunciar ações e serviços e colher opiniões, sugestões e necessidades da classe, reforçando nosso propósito como entidade. Também iniciamos mais uma etapa do programa ACICG e Sebrae nos bairros, levando conhecimento e capacitação gratuita às regiões do Aero Rancho, Moreninhas, Coophavila, Pioneira e Júlio de Castilho. E os trabalhos de 2013 estão apenas começando.

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Ação Comercial • Edição 29

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Conheça as práticas de Valdir Rosa da Silva para tornar sua empresa uma das principais no setor de materiais de construção, no Aero Rancho

A psicóloga Inês Cozzo fala de neurobusiness e opina sobre as características de um bom líder

A trajetória das empreendedoras Maria Adelaide Noronha, Luiza Matsusita e Edna Ferreira de Souza

ACICG e SEBRAE capacitam empresários de bairros da Capital

Meu negócio

Entrevista

Capa

Consumo 8

Nossas vantagens 24

Gestão estratégica 10

Eventos 26

Carreira 12

Mural 38

4 Revista Ação Comercial | Ano 6 | nº 29

Atuação

Agenda 40


Foto Miguel Palácios

meu negócio

No foco da construção Apostando no planejamento e em diferenciais, como entrega rápida, o proprietário da Valdir materiais de construção tornou sua empresa uma das principais do setor no Aero Rancho

O

Por Cidiana Pellegrin

O comércio em bairros da Capital tem evoluído bastante. Há opções de cabeleireiros a oficinas mecânicas, confirmando que a multiplicidade de segmentos de lojas é também uma forte característica das regiões periféricas. O avanço colabora para que os moradores não precisem se deslocar para realizarem suas compras, fomentando ainda mais a localidade. O Aero Rancho, hoje o bairro mais populoso de Campo Grande - com mais de 36 mil pessoas residentes, segundo o Censo de 2010, foi o ponto escolhido por Valdir Rosa da Silva para montar seu negócio em 1996. Na época o local não tinha esse título, mas foi avaliado como uma região em crescimento. Com bagagem de administrador e experiência em comércio de importação, adquiridos em uma empresa de refrigeração e enquanto cursava o ensino superior, Valdir decidiu mudar de carreira e investir suas economias em uma loja de materiais de construção, setor que, na

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época, exigia baixo investimento e pouca mão de obra. Os primeiros passos na nova etapa foram guiados pelo Sebrae e com persistência e planejamento, ele tornou o empreendimento um dos principais do segmento na região. O início dos trabalhos foi em 1996, num ponto bem pequeno. “Chamei meu irmão para ser o vendedor, porque não tinha experiência na área. Eu assumi como entregador e ficava até às 18h na função. Depois partia para o administrativo até às 22 horas. Foram quatro anos nesse ritmo”, relembra Valdir. No ano 2.000, o gestor já havia investido o lucro na aquisição de três terrenos para a nova sede. Hoje, os clientes da empresa contam com um local amplo, climatizado e com variedade de produtos. São 915 m² de área construída, sendo 320, só de loja. Se o espaço comercial aumentou, com ele vieram investimentos em maquinário, equipe e publicidade. “Desde 2006, quando


inaugurei a nova loja, nunca parei de investir em mídia. Tenho um planejamento de quanto posso gastar. Isso trouxe retorno e me possibilitou ser conhecido em quase toda cidade”, explica Valdir, que atualmente coordena 22 funcionários. Para manter os clientes de outros pontos da cidade, ele também apostou na qualidade dos serviços. Investiu na agilidade da entrega, na disponibilidade de produto em estoque e no preço competitivo como diferenciais de sua empresa. Outra estratégia foi a venda com entrega futura, que ajuda o consumidor garantir a mercadoria mesmo que não possua espaço para armazená-la. “Para crescer, foquei no meu segmento. Mesmo com dinheiro para investir, não busquei diversificar abrindo outro negócio. Muitos comerciantes deram depoimentos me desestimulando e falando que eu era louco de fazer uma loja tão grande. Mas não deixei isso me afetar,” revela o empresário. Agora ele está colhendo os frutos. Tem um faturamento mensal quase seis vezes maior em relação aos quatro primeiros anos de empresa e uma pequena frota, formada de sete caminhões. Pensa que ele já chegou onde queria? Ainda não. Como meta para 2013 está a reforma de ampliação da loja em mais 200m², o que vai tornar o espaço mais confortável para quem precisa de acessibilidade e também comportar maior a variedade de produtos. “Você

tem que dar condições para um cadeirante, por exemplo, conseguir transitar na sua loja e encontrar o que ele quer. Para isso eu tenho que ter corredores mais largos e uma exposição organizada da minha mercadoria”, conscientiza. De olho na evolução do setor, Valdir elege os supermercados como seus maiores concorrentes. “As redes concentram grande parte do que eu vendo hoje, com poucas exceções. Por isso, também quero aperfeiçoar a venda, investindo no modelo de autoatendimento, mas com orientação de vendedores,” explica. O caminho para o aprimoramento ele já conhece, são treinamentos e capacitações para seus colaboradores. “Aproveito muito os cursos semanais oferecidos pela Associação Comercial”, afirma. A equipe também é motivada com políticas de remuneração através do cumprimento de metas, e outras estratégias apoiadas por algum fornecedor. “Conseguimos premiar o funcionário que mais vendeu um determinado produto naquele mês”, revela. Além de bonificações financeiras, Valdir entende que a forma com que se relaciona com sua equipe é determinante para o engajamento nos resultados. “A cobrança deve existir, é natural. Mas não posso esquecer-me de valorizar os funcionários, de tratá-los com respeito. Isso faz a diferença”, finaliza.


ARQUIVO PESSOAL JOÃO CARLOS POLIDORO

consumo

Berço do varejo

Empresários de MS se atualizam na NRF- Retail´s Big Show, em Nova Iorque

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João Carlos Polidoro - Primeiro-tesoureiro da Associação Comercial

A NRF - Retail´s Big Show é considerada a maior feira de varejo do mundo, que acontece desde 1911 em Nova York nos EUA. Em 2013, chegou na 102º edição em Nova Iorque, onde varejistas de todo o planeta se encontram para discutir qual será o comportamento do setor nos próximos anos. Composto de fóruns de debate, seminários, cases de empresas e marcas internacionais com exposição de produtos e tecnologias atuais para o setor, mostra aos participantes as principais tendências e tecnologias para o varejo. Para se ter uma noção do tamanho do evento, alguns números podem ajudar: este ano a feira contou com 27.600 participantes, dentre os quais, 1.736 eram brasileiros. Foram 82 países representados, 16.500 noites de hotel reservados e UD$ 21 milhões girando na economia de Nova York. O encontro ainda contou com 298 palestrantes e teve 3,75 terabytes de dados captados e utilizados durante a programação. O SENAC MS foi o organizador local da Missão Técnica a NRF 2013 e levou aproximadamente 40 empresários do Estado para participarem da feira e também de visitas técnicas a empresas conceituadas no varejo americano. Entre as marcas que foram visitadas estão Ralph Lauren, Apple Store, Build a Bear, Nintendo, Century 21, Bloomingdales, The Conteiner Store, Whole Foods e PetSmart. Assistimos palestras e debates com personalidades de

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peso no cenário mundial, como Jeffrey Bezos, fundador e CEO da Amazon.com, Kofi Annan secretário geral da ONU, algumas com empreendedores locais americanos e também brasileiros como Luiza Trajano do Magazine Luiza, Flávio Rocha da Riachuelo, entre outros. Omni-Channel e Showrooming foram considerados os novos desafios do varejo e também palavras de ordem na NRF 2013. Omni-Channel significa estar presente em todos os canais de vendas possíveis, como loja, e-commerce, catálogo, redes sociais, etc., oferecendo as mesmas condições em cada um, para permitir ao cliente escolher o que for mais conveniente no momento da compra e ainda permitir que ele compre na loja virtual e retire na loja física. Showrooming pode ser definido pelo cliente que frequenta a loja física para conhecer o produto e faz uso da internet através de smartphones, tablets e computadores via e-commerce, sites, redes sociais etc., para decidir a compra. A aquisição ainda pode acontecer em outro fornecedor que ofereça mais conveniência a ele, por isso o “todo poderoso consumidor”, esse “showroomer”, pode ser um problema se você não conquistá-lo. Diante deste novo perfil o varejo precisa criar sinergia entre seus canais de vendas e atendimento, para possibilitar que esse cliente escolha como, quando e onde terá sua experiência de compra.


gestão estratégica

Reduzindo custos foto shutterstock

Conselhos para evitar inesperados passivos trabalhistas Amaury Rodrigues Pinto Júnior - Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho

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Uma das grandes preocupações do empresário diz respeito às ações propostas por trabalhadores perante a Justiça do Trabalho e a assustadora possibilidade de condenações que aumentem inesperadamente o seu já considerável passivo. Algumas medidas devem ser tomadas para que o empregador minimize riscos no âmbito de seus recursos humanos. A principal delas é conhecer com profundidade os direitos conferidos aos trabalhadores pela lei e pelo instrumento normativo aplicável, bem como a forma com que os Tribunais interpretam as diversas situações que podem surgir no dia-a-dia da empresa. Só conhecendo o que é, ou não, correto, o empregador poderá cumprir com suas obrigações trabalhistas e evitar a tomada de atitudes, muitas vezes com a melhor das intenções, mas que acabam ocasionando inesperado prejuízo, exatamente porque são reprovadas pela Justiça do Trabalho. É o caso das alterações realizadas nos contratos dos empregados. O art. 468 da CLT recrimina qualquer modificação que ocorra sem a concordância do trabalhador e, mesmo que haja consentimento, será ilegal a alteração se resultar em prejuízo para o empregado. Reduzir percentual de comissões ou sua base de cálculo, portanto, nem pensar. Aliás, o empregador prevenido guarda toda a documentação que justifica o pagamento de comissões ao seu empregado, pois não são poucas as vezes em que o empresário é condenado em diferenças de comissões porque não apresentou na Justiça do Trabalho a documentação respectiva. Cabe ao empregador confirmar a exatidão dos valores pagos, pois só ele tem a prova documental da produção (base de cálculo) realizada pelo trabalhador. Falando em documentação, é preciso lembrar que o empresário organizado mantém muito bem guardados os documentos trabalhistas e, com isso, pode evitar

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determinadas condenações trabalhistas. Cartões de ponto, comprovantes de recolhimento do FGTS e do INSS são indispensáveis para a defesa e, sem eles, não existe advogado que possa dar jeito. Nesse caso é bem verdadeiro o ditado de que “quem paga mal, paga duas vezes”, afinal, um documento bem elaborado vale mais que mil palavras. Outra preocupação que deve manter o empregador sempre atento, diz respeito ao meio-ambiente do trabalho e a saúde de seus empregados. Adotar medidas preventivas e suficientes para evitar acidentes ou doenças profissionais, ainda que possam gerar um custo sobressalente, poderão poupar condenações altíssimas a título de danos morais e materiais, pois, na maioria dos casos, a Justiça do Trabalho reconhece que o empregador contribuiu culposamente para tal ocorrência. Apenas para que se tenha uma ideia, se a doença profissional resultar em incapacidade para que o empregado continue a desenvolver seu ofício, o empregador poderá ser condenado a pagar pensão pelo resto da vida útil daquele funcionário. Pequenas atitudes, neste assunto, fazem grande diferença. O fornecimento de EPIs previstos na lei é insuficiente para isentar o empregador da responsabilidade por acidentes. É preciso que o equipamento tenha selo de aprovação do órgão responsável, que o trabalhador tenha sido orientado quanto a sua utilização e, principalmente, deve o empregador exigir que o empregado realmente faça uso do equipamento de proteção, sob pena, inclusive, de punição disciplinar. É preciso que o empregador tenha consciência que o acidente do trabalho não representa um desastre apenas para o trabalhador, mas também para a atividade empresarial.


carreira

E agora “CEO's”? Levantamento global aponta que só 11% são engajados, o restante é desengajado

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*José Luiz Tejon Megido

foto shutterstock

Na Global Conference Caliper debatemos os dados da pesquisa Gallup, com recursos humanos do mundo todo. Números reveladores do desengajamento das pessoas. Apenas 11% dos membros empregados se consideram engajados. Isso quer dizer profundamente comprometidos em dar o melhor e sublimar no trabalho. E agora “CEO's”? Faltam líderes em todas as pontas ou a sociedade contemporânea não tem mais condições de ter líderes sustentáveis em 360 graus, como sempre tivemos no imaginário do ideal? Seriam pessoas líderes ou precisamos de uma constelação, de um sistema, de processos e de uma estrutura química celular, que substitua o antigo ou impossível como regra hoje, o desejado líder? Precisamos de líderes ou de lideranças? Seria possível criarmos softwares inteligentes de líderes para a ambientação da liderança, onde robôs farão o papel integrado da liderança, com máquinas inteligentes, desenvolvidas para eliminar equívocos e aprenderem com erros e acertos? Com certeza, no reino dos sistemas, de TI, e da tecnologia veloz e surpreendente, esses processos estão vindo, virão, e consultorias irão vender programas a prova de erros humanos na velha arte do liderar, ou seja, teremos DJ's de líderes, substituindo bandas, orquestras e fanfarras com pessoas e instrumentos ao vivo. Mas, enquanto isso não chega, e enquanto essa laranja mecânica sistêmica não ocupa o espaço real do dia a dia, continuamos mergulhados na velha discussão. E agora CEO's, presidentes, diretores, acionistas e donos de negócios, como ficamos? Olhem para si mesmos. Liderança sustentável exige comprometimento maior e supremo do número “1” da organização, da área, do departamento. Liderança dói. Liderança exige transformação constante e mutante da pessoa na missão de liderar.

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O novo diretor precisa ser multigeração, falar com os “boomers”, os Y's , e os linksters... Ah, sem esquecer dos perdidos intergerações, os X's (brincadeirinha, risos). Este hiper líder contemporâneo precisa sossegar. Ver se esquenta a cadeira. Precisa parar de voar de cadeira para cadeira trocando de posição a cada dois anos, muito mais preocupado com o “way out” e o “way in” de suas entradas e saídas empresariais, do que com o “way stay”. Vejo muitos altos dirigentes reclamando que os jovens não “ficam”. Está bom, olha pra cima nas organizações, ninguém mais fica. Qual a autoridade que tem um dirigente, louco pra não ficar, louco pra ter a sua agenda pessoal acima da agenda da empresa, em dizer para a equipe de centenas de colaboradores que eles precisam de engajamento e comprometimento. Exceções existem e continuam sendo ótimas para justificar a regra. Está na hora de mudar. Mudar métricas, mudar sistemas de contratações, mudar preparo de jovens nas empresas e na sociedade, mudar contratos e suas cláusulas de “way out”, mudar bônus e colocar leis de sustentabilidade na nova arte de liderar. Todo líder será avaliado por sua capacidade de criar e pelo que não destruir para criar. E numa visão de longo prazo. Bem, caso contrário, continuem contando apenas com esses 11% de engajados, que decidem ser assim, por que querem assim “ser”.

* Jornalista e publicitário. Mestre em Educação, Arte e Cultura e doutorando em Ciências da Educação pela Universidad de La Empresa. Professor de pós-graduação da FGV. Dirigente do Núcleo de Agronegócio da ESPN. Autor de 28 livros e eleito Top Five Prêmio Estadão RH 2012/2013. Vice-presidente e diretor de Comunicação do CCAS – Conselho Científico para a Agricultura Sustentável


foto Miguel Palácios

entrevista

A potência da mente Por Cidiana Pellegrin

O campo das neurociências vem se adaptando à vida nas organizações. Entender como condições de funcionamento cerebrais determinam o comportamento humano é um dos caminhos para desenvolver estratégias na gestão de pessoas e na produtividade dos negócios. Quem defende a questão é a psicóloga especialista em processos de neuroaprendizagem e de neurobusiness, Inês Cozzo, que esteve na Capital, em março, a convite da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), promovendo palestras sobre o assunto. Em uma

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conversa com a equipe de reportagem, ela cita quais são as habilidades mais importantes para se tornar um bom líder, esclarece como a mulher se difere dos homens neste campo e ainda como isso se tornou uma vantagem para o público feminino no mercado de trabalho. A seu ver, quais as características um bom líder tem que ter? A primeira é a capacidade de conquistar a confiança e o respeito da equipe, sem isso a liderança pode


ser oficializada pela organização, mas não pode ser legitimada. Na sequência é importante que a pessoa tenha visão sistêmica. No Brasil, existe a impressão de que o líder tem que ser a pessoa que melhor desempenha a tarefa. Só que com esse pensamento, se perdem excelentes técnicos e ganham-se péssimos gestores. É preciso entender que ensinar é totalmente diferente de produzir. Um líder tem que ter certo distanciamento que lhe permita ver o que está acontecendo. Infelizmente nosso país tem a visão: se um líder está pensativo, logo nos vem à cabeça que ele está ocioso. Mas ele poderia estar traçando um planejamento estratégico mentalmente, por exemplo. Com isso, o próprio líder se sente mal e acaba botando a mão na massa. Então, isso é prejudicial? Se estou focado na tarefa, não há como eu observar o todo e, portanto, não vou ver onde está ocorrendo o problema. Líder também deve se comunicar bem. Correto? Essa é outra característica que todo líder deve ter. Temos a descoberta de que o cérebro recebe e processa 400 bilhões de bits de informações por segundo e só libera para a consciência 2 mil. Isso tem a ver com a comunicação, porque não conseguimos gravar 100% do que recebemos. Na empresa, o gestor fala para o RH que quer um treinamento, pois a equipe está desmotivada. Quer substituir um funcionário porque ele não está engajado, ele não é responsável, nem comprometido. Mas nem sempre é essa a questão, às vezes, ele recebeu uma tonelada de informação e não há como, neurologicamente, ele processar tudo isso. Durante uma de suas palestras você informou que as decisões que tomamos com base na razão são na verdade motivadas pela área do cérebro que corresponde à emoção. Como explicar isso? Podemos citar um exemplo. Eu não vou ao cinema, pois quero economizar dinheiro. Esse ato é racional, mas por que você quer poupar? O dinheiro é um meio para alcançar algo que lhe de felicidade de alguma forma. Isso é uma decisão que resulta de uma emoção. Então o que as pessoas chamam de razão tem mais etapas entre a tua escolha e o objetivo final. Sem emoção não existe aprendizagem, nem uma liderança positiva. No que as mulheres se diferem dos homens? Nas chamadas cadeias neurais, ou seja, comportamentos decorrentes do jeito do cérebro funcionar. Imagine o cérebro como um sistema de rodovia com poucas avenidas expressas e muitas vicinais. Há caminhos que são

construídos de ligações entre neurônios nas principais vias nervosas. Como a mulher passa por muitas mudanças e tem que se flexibilizar - porque, historicamente, tem mais contato com a criação dos filhos, lida com personalidades diferentes - consequentemente, muda a cadeia neural mais rápido, tanto nos negócios, como na vida pessoal. Esse é o motivo que colabora para a ascensão da mulher no mercado de trabalho? Sim. Essa é uma das diferenças que nos torna, por exemplo, melhor negociadoras, um dos motivos pelo qual estamos ocupando tantos espaços nas empresas. A cadeia neural masculina, predominantemente, pensa sempre no “eu”, não em “nós”. É mais competitiva. A feminina, pelo vínculo forte com a família, pensa justamente na cooperação, onde o “nós” vem primeiro. Assim, ela ajuda a gerar times mais fortes, coesos e cooperativos para, daí sim, obter a tão desejada competitividade no mercado. Como isso pode ser usado para alavancar os negócios? Só times coesos e cooperativos se unem em direção à um objetivo comum, fortalecendo a equipe e gerando conhecimento com mais frequência, em redes. Esta é a estratégia que, de fato, dá mais e melhores resultados. É possível treinar o cérebro, trabalhá-lo para se ter um aproveitamento melhor? Sim. Há inúmeras formas. Como fazer isso? A mais fácil delas é começando a mudar pequenas coisas; pequenos hábitos do dia-a-dia. É correto então concluir que quem melhor dominar o conhecimento do cérebro terá uma vantagem na produtividade de cada organização? É sim. Saber como uma coisa funciona faz com que, automaticamente, usemos melhor essa coisa, essa ferramenta. E não existe nada que não seja feito por uma pessoa, com um cérebro (risos).

"No Brasil, existe a impressão de que o líder tem que ser a pessoa que melhor desempenha a tarefa. Só que com esse pensamento, se perdem excelentes técnicos e ganham-se péssimos gestores." Abril de 2013 15


capa

Trajetórias empreendedoras

Exemplos de dedicação e determinação, Edna Ferreira de Souza, Luiza Matsusita e Maria Adelaide Noronha falam sobre a realização profissional Por Cidiana Pellegrin

Força, destreza e coragem são características inerentes à personalidade feminina e no campo empresarial o Brasil tem 6 milhões de mulheres sócias de algum negócio. Para homenagear o Dia Internacional da Mulher, comemorado em março, e o mês das mães, festejado em maio, a revista Ação Comercial conta histórias de bem-sucedidas e as conquistas de três empreendedoras da Capital. Proprietária do buffet Yotedy, Maria Adelaide de Paula Noronha fala com entusiasmo de sua trajetória na gastronomia empresarial. A lojista no conjunto das Moreninhas, Edna Ferreira de Souza, conta sobre suas superações e batalhas pessoais. Sinônimo de tradição no comércio, Luiza Matsusita revela os caminhos percorridos em mais de 40 anos de profissão. Enfim, três personalidades são os modelos eleitos pela revista, como símbolos de dedicação e determinação nos negócios.

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FOTOS ESTÚDIO SIM

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capa Edna Ferreira de Souza Empresária no conjunto Moreninhas, ela já realizou quase todos os sonhos Na lavoura, em Culturama, no município de Fátima do Sul, Edna Ferreira de Souza ajudava o pai a sustentar a casa com a venda ambulante de hortaliças. Nascida em berço simples em uma família de 11 irmãos, ela tinha todas as influências para seguir o mesmo caminho da família, inclusive casou-se com um agricultor. Mas não foi o que aconteceu. O desejo de melhorar de vida e ter uma renda mensal, a fez mudar-se para Campo Grande com o esposo e a primeira filha recém nascida, em busca de novas oportunidades. A escolha foi bem-sucedida. Hoje é empresária no ramo de vestuário no conjunto das Moreninhas e também atua como advogada. Para chegar onde queria Edna se dedicou àquilo que até então dominava, ou seja, ser vendedora. Trabalhou na inauguração do Shopping Campo Grande e se manteve lá por um ano. Por conta das ambições salariais e uma personalidade forte e empreendedora, ela decidiu trabalhar por conta própria. Foi ser sacoleira. “Gerente era o cargo mais alto que poderia chegar naquela loja e eu queria mais”, explica. Até abrir a própria empresa, passou 10 anos percorrendo bairros da Capital com suas mercadorias. A rotina era exigente e cansativa, saía às 8h e retorna às 22h, em seis dias por semana, mas com planejamento, dedicação e objetivo de conquistar seu próprio espaço comercial, a vendedora se tornou empresária ao inaugurar a loja Edna Modas, em 1999, no bairro Moreninhas - onde reside há 23 anos. "Faço

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questão de morar e trabalhar aqui, pois estou cercada de pessoas solidárias, companheiras e honestas", conta. Com um negócio formal a renda também melhorou. Se no início o ponto era pequeno, hoje o espaço comercial tem aproximadamente 100 m² apresentando peças de vestuário feminino, masculino, infantil e acessórios. “Em bairro o comércio é diferente. Não se tem muita rotatividade, os clientes são permanentes,” explica Edna. Para agradar esses consumidores ela viaja duas vezes ao mês em busca de novidades. "Tenho o prazer em servir meus clientes, atendê-los com amor e dedicação", acrescenta. Além da empresa, outro orgulho da lojista são as conquistas pessoais. Uma delas foi a graduação em Direito e a excelente colocação na aprovação do exame da Ordem dos Advogados do Brasil. “Eu quebrei esse paradigma de que pobre não pode fazer determinadas coisas. Mesmo sendo mãe, esposa, dona de casa e empresária, consegui concluir a faculdade”, diz emocionada. Se por necessidade Edna aprendeu o ofício que a tirou daquela condição, foi através dele que conseguiu atingir seus objetivos. “Já conheci diversas partes do Brasil, tive quase todos os bens que desejava ter e estudei. Realizei mais de 90% dos meus sonhos e nunca perdi meus valores de honestidade, humildade, trabalho e caráter. Meu principal objetivo não é ser rica, é amar a Deus, ao próximo e ser feliz,” conclui.


Luiza Matsusita 45 anos de determinação no comércio De fala calma e suave, Luiza Matsusita demonstra uma delicadeza difícil de ver nos dias atuais. Filha de japoneses que imigraram para o Brasil, ela aprendeu desde criança as habilidades do varejo, pois ajudava os pais na mercearia, negócio que sustentava a família. Mantendo a tradição de empreender, hoje se orgulha de acumular 45 anos de trabalho como comerciante e possuir duas lojas Luiza Boutique, especializada em vestuário feminino e masculino, e A Íntima, voltada à venda de lingeries. Os desafios nessa trajetória foram muitos, a começar pela infância. “Quando os clientes da mercearia não compravam todas as frutas e verduras, minha mãe fazia uma competição entre mim e meu irmão, de quem iria vender o produto primeiro. Saíamos na vizinhança oferecendo de porta em porta. Assim conseguíamos vender antes da mercadoria estragar”, relembra. Por ser a filha mais velha ainda lhe sobravam as responsabilidades da casa, que se somavam aos deveres da escola. Mas o tino comercial despertado quando pequena ganhou vigor com a maturidade. Luiza foi cabeleireira e em 1968 começou como vendedora autônoma de roupas, já resgistrando o nome de sua futura loja “Luiza Boutique”, inaugurada na Rua 14 de Julho, cinco anos mais tarde. Hoje pode receber o título de uma das empresárias mais tradicionais do Centro, já que em 2013, a empresa está comemorando 45 anos de existência. “No início foi muito difícil. Por muitas vezes, eu, meu marido e meu pai tivemos que sair nos finais de semana para tentar vender as mercadorias nas colônias japonesas Jamic e Dois irmãos. Assim eu conseguia arrecadar o dinheiro para poder honrar com os meus compromissos durante a semana”, conta a empresária. Com persistência e otimismo, o empreendimento foi crescendo. No período de grande movimento do Centro, a campo-grandense chegou a ter cinco filiais, mas às modificações do mercado a fizeram manter apenas dois estabelecimentos e também readequar a mercadoria. Além da Luiza Boutique, a empresária é proprietária, há 25 anos, da loja A Íntima, atualmente localizada na Rua Maracaju. Por muito tempo, Luiza esteve sozinha à frente dos negócios. Com os filhos já formados no ensino superior, passou também a ter a ajuda de seu primogênito, Ricardo. Hoje é a filha Cláudia sua sucessora nas empresas. “Meus pais me ensinaram o valor do trabalho, da união e eu busquei transmitir isso para minha família. No primeiro sufoco você não pode largar tudo. Tem que lutar para crescer”, diz. Mesmo com os valores já solidificados e a rotina mais tranquila, a empresária de 74 anos não quer estacionar no tempo. “Estou buscando sempre melhorar”, finaliza.

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capa Maria Adelaide de Paula Noronha Aprimoramento, técnica e talento se unem na gastronomia Atualmente popular, o termo gastronomia carrega um passado repleto de status. Foi nessa época que Maria Adelaide de Paula Noronha começou a se dedicar ao segmento. “Era uma expressão muito elitizada que remetia a algo quase inatingível. Na rotina de cozinha falávamos em culinária ou alimentação”, relembra a sócia-proprietária do conceituado buffet Yotedy. O interesse por gastronomia surgiu ao se especializar em hotelaria enquanto trabalhava no arrojado Hotel Campo Grande, criado pelo avô - o pecuarista Laucidio Coelho. O espaço foi um dos empreendimentos de hospedagem mais importantes do Estado. Na década de 1980, formou-se na área de Alimentos e Bebidas com cursos no exterior e buscou conhecimento prático em cozinhas de hotéis de grandes redes em São Paulo. Foi assim que alimentou sua paixão pela produção de sabores. Além de desenvolver um menu refinado para o então negócio familiar, também investiu na criação de buffet. “Essa é uma área que precisa de muito amor, pois exige dedicação, conhecimento do cardápio, responsabilidade para entregar tudo na data e do modo que o cliente espera e ainda ter uma boa relação entre a equipe para que ela consiga captar qual é o sonho da pessoa que nos contratou”, conta Maria Adelaide. Por exercitar tais habilidades, ela montou em 1999, o restaurante Yotedy, dentro do Parque das Nações Indígenas, que posteriormente, tornou-se um buffet. Para se diferenciar no mercado, a campo-grandense buscou qualificação em feiras da Europa e Estados Unidos e também aprimorou o conhecimento da equipe. Além de capacitações, a gestora procura valorizar os funcionários com treinamentos de motivação, ações de integração e benefícios como planos de carreira e de saúde. “O bem-estar no trabalho e uma relação harmônica entre os colaboradores faz toda a diferença. Aqui nos consideramos uma família,” diz Maria Adelaide. Hoje são mais de 50 pessoas efetivadas, gerando inúmeros empregos indiretos a cada evento realizado. Com 35 anos de experiência e se atentando às tendências de gastronomia e de serviços, Maria Adelaide sempre busca inovar. Atualmente oferece um cardápio customizado ao gosto do cliente, com pratos lançados de acordo com estação. “Sabor, qualidade, responsabilidade e profissionalismo é que busco transmitir com meu trabalho,” completa.

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nossas vantagens

ACICG oferece qualificação gratuita nas empresas

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Associados têm direito a treinamentos, com palestras técnicas e motivacionais Problemas pessoais, rixas entre colaboradores, pouca qualificação, má gestão do negócio e falta de motivação são questões que desestabilizam o clima organizacional e consequentemente prejudicam o rendimento de sua equipe. Para tentar sanar problemas como estes, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande disponibiliza para seus associados o programa de qualificação Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite ACICG, que oferece palestras técnicas e motivacionais com conteúdos específicos. Sem custo, o serviço pode ser solicitado uma vez por semestre e é desenvolvido na empresa do conveniado, evitando deslocamento de equipe, ou qualquer outro transtorno. Os profissionais da Associação

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Comercial elaboram o conteúdo de acordo com a necessidade do empresário e o aplicam entre os funcionários. Sendo que a duração é de apenas 40 minutos. É um jeito rápido e eficiente de oferecer conhecimento aos colaboradores e garantir mais qualidade no serviço prestado pelo estabelecimento. “Ouvi de muitos gestores como capacitações curtas e simples como as do programa Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite ACICG têm efeito positivo sobre o grupo de funcionários. Conseguimos provocar, por meio de atividades breves e prazerosas, reflexões sobre como cada um desempenha sua função, por exemplo. Será que estão dando o máximo de si, estão envolvidos

com a empresa? Integrando todos os departamentos e estimulando sua equipe é possível melhorar os resultados”, explica o gestor da Escola de Varejo da ACICG, Moacir Pereira Junior, também desenvolvedor de treinamentos do programa. As palestras poderão ser programadas pela manhã, tarde ou noite, de acordo com horários determinados pela empresa.

SERVIÇO Agendamentos, ou mais informações sobre o programa, podem ser obtidos pelo telefone 3312-5058.


eventos

Almoço Executivo da ACICG reúne cerca de 120 participantes O evento contou com José Luiz Tejon ministrando a palestra “Sucesso tem Fórmula” Reúne 30 anos de experiências e de sucesso tanto na carreira de executivo, no comando de grandes organizações e entidades. Também está listado entre as 100 personalidades mais influentes do agronegócio, segundo a publicação Isto É - Dinheiro Rural, em 2013. O presidente da Associação Comercial, Omar Aukar, encerrou o encontro agradecendo os presentes e declarando que o objetivo de eventos como esse é atualizar e reforçar o papel da entidade como a Casa do Empresário. “Vamos continuar proporcionando bons treinamentos para posicionar os empresários participantes cada vez melhor no mercado”, defendeu. O evento aconteceu no Letuqué Buffet. Confira alguns participantes do evento.

Fotos Miguel PalÁcios

No dia 21 de fevereiro, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) realizou mais uma edição do tradicional Almoço Executivo, um evento que alia conhecimento e network para os participantes. “Estamos sempre buscando um tema interessante, dinâmico. É uma oportunidade de atualização e fazer futuros negócios”, disse o diretor-tesoureiro da ACICG, João Carlos Polidoro, na abertura do encontro. O almoço, que reuniu cerca de 120 pessoas, entre empresários e gestores, contou com a presença de José Luiz Tejon - FGV/SP - ministrando a palestra “Sucesso tem Fórmula”. Tejon é coordenador do programa Academia de Líderes da ACICG, professor, jornalista, executivo, autor e co-autor de 30 livros.

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Participantes conheceram os principais motivos pelos quais as pessoas estão sempre insatisfeitas com seus rendimentos Na última sexta-feira (22), a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) promoveu a primeira edição do Café Empresarial de 2013, com entrada gratuita para empresários associados e seus colaboradores. O palestrante da vez foi o consultor empresarial

Carnaval reuniu campo-grandenses na Colônia de Férias O Centro de Convenções e Lazer da Associação Comercial Colônia de Férias preparou uma programação especial para receber os associados durante o Carnaval. O local recebeu cerca de 1.200 pessoas por dia que buscavam aproveitar o feriado de forma mais segura, tranquila e à beira da água. O gerente do clube, Fuad Salamene, explicou que o tema escolhido para a programação de lazer foi “Roupa de Banho”. Enquanto os pais se divertiram nos quiosques, ou descansam nos bangalôs, os pequenos curtiam o dia dentro ou fora da piscina. “Para animar o público também foi montado um palco com uma grande estrutura para a banda Ipanema e um grupo de pagode”, disse o gestor. A programação do Carnaval ainda motivou a presença da equipe de reportagem da Rede Record MS, mostrando a diversão dos foliões, como a do professor, Francisco Gonçalves Soares: “Aqui nós estamos com a família com as crianças que ficam a vontade, tem todo tipo de brinquedo de piscina e segurança que é o primordial, para nós que já

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somos avós”, disse o professor em entrevista à equipe da TV. Outro exemplo mostrado pela reportagem foi a do grupo familiar da secretária Aretha Nantes, que passou cinco dias na Colônia de Férias. “Não precisamos viajar para fora, optamos por um lugar mais reservado, com os amigos e a família, todos juntos fica bem mais divertido”, disse. Além de estar disponível para os associados que desejam comemorar datas especiais, promover encontros, ou simplesmente relaxar, a Colônia de Férias possui uma programação de eventos anual. O próximo acontecimento será a Festa da Linguiça, um almoço marcado para o dia 21 de abril.

foto ASSESSORIA DE IMPRENSA

22º Café Empresarial tratou sobre educação financeira

e docente de Pós Graduação em Educação e Coaching do Brasil (DSOP – FCG), Júlio Santos - de São Paulo, que explorou o tema A importância da educação financeira comportamental para aumento da produtividade dos colaboradores. “Esse é um assunto que está preocupando cada vez mais as empresas,” garantiu o profissional durante a apresentação. As principais causas do consumismo, segundo Júlio, são a propaganda, a necessidade de afirmar status e o crédito em excesso. Quando o descontrole financeiro acontece pode causar depressão, stress e nas empresas, isso influencia em fraudes, na rotatividade e absenteísmo. O objetivo do encontro foi apresentar novos conceitos e vivências que pudessem melhorar a produtividade dos colaboradores. “Entre os conceitos básicos da saúde financeira estão: Dinheiro é assunto de família e deve ser discutido de forma agradável. É importante valorizar e respeitar o seu dinheiro, tendo em mente que o hábito de poupar deve anteceder o consumo. Traçar metas de curto, médio e longo prazos vai ajudar a motivar essa iniciativa, além de que é preciso entender que nosso padrão de vida deve ser adequado à renda familiar. O dinheiro não nos torna melhores ou piores que ninguém”, defendeu o palestrante. Além de trazer conhecimento, o Café Empresarial também é uma oportunidade para network entre os empresários. “Os participantes podem interagir, fomentando futuras relações comerciais,” defende o gestor da Escola de Varejo da ACICG, Moacir Pereira Junior.

foto ASSESSORIA DE IMPRENSA

eventos


Evento em homenagem às mulheres reúne mais de 300 participantes Além de palestra sobre neuroliderança feminina, o público conferiu desfiles e pode aproveitar cuidados estéticos e sorteios de brindes

Parceiros O coquetel contou com patrocínio das empresas Bobstore, Shoulder, Majorelle, Badulaque acessórios, Click Telecomunicações, Le Moulin, Copacol, Drogaria São Bento, Gráfica Progresso, Buffet Yotedy e Hotel Ipê. Apoiando estavam a Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (Faems), Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Campo Grande (BPW) e a empresa Munamundi.

fotos MIGUEL PALÁCIOS

Tradicionalmente em março, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) realiza um evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher. Em 2013, a entidade preparou, no espaço Yotedy, um coquetel exclusivo para o público feminino com programação especial, envolvendo sorteios de brindes e cuidados estéticos - como maquiagem e higienização facial. Além disso, as participantes conferiram desfiles com os lançamentos outono/inverno de vestuário e acessórios apresentados em lojas patrocinadoras do encontro. Para a presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW) de Campo Grande, Célia Zanetti, “eventos voltados para as mulheres favorecem o empoderamento individual de cada uma, fazendo com que percebam seus potenciais”. Além de entretenimento, a noite ficou completa com a palestra CinEnsino: Neuroliderança Feminina, apresentada pela psicóloga de São Paulo, Inês Cozzo, que estuda e atua no campo do neurobusiness. As mais de 300 participantes conheceram como usar suas habilidades neurais a favor da alavancagem de negócios e do desenvolvimento de talentos. “O assunto nos motiva e nos deixa informada porque as mulheres estão cada vez mais ocupando cargos de destaque no mercado”, opina a empresária Clarisse Tozzo. A empreendedora Nair Rech, diz ter prazer em participar de ocasiões que proporcionam conhecimento e diversão. “É um aprendizado fácil e rápido que ainda une lazer. Todo mundo gosta”, explica. Ao final do coquetel, o presidente da Associação Comercial agradeceu a participação e cumprimentou as presentes pelo mês dedicado às mulheres. “A Associação Comercial valoriza e reconhece o papel da mulher no desenvolvimento da sociedade e do mercado de trabalho. A presença de todas aqui tornaram o evento um sucesso”, disse.

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atuação Sebrae e Associação Comercial capacitam empresários do Coophavila Projeto executado pelas entidades promoveu a palestra e reuniu participantes com representantes dos bancos que atendem a região

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Na noite do dia 7 de março, empresários do Coophavilla receberam direcionamentos sobre como buscar recursos financeiros por meio de palestra realizada pela consultora Anarleide Pereira, na Associação de Moradores do bairro. A atividade fez parte do Dia do Crédito, promovido há dois anos pelo Sebrae/MS na sede da Capital, com o objetivo de aproximar instituições financeiras de empresários para sanar dúvidas sobre linhas de crédito e taxas de juros. Na avaliação do diretortesoureiro da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro, o evento coloca em pé de igualdade os representantes das instituições financeiras e os lojistas locais, além de ajudar a ampliar a visão do mercado. “Também é preciso entender a necessidade de profissionalizar a gestão da empresa

foto Luiz Henrique - Sebrae/MS

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para conseguir crescer. E é para isso que a Associação Comercial e o Sebrae estão aqui”, completou. Desde agosto de 2011, o Coophavila faz parte do projeto Sebrae e Associação Comercial nos Bairros, que leva conhecimento e capacitação para empresários de várias regiões da cidade. Dono de uma loja de confecções, Sérgio Soares do Santos avalia o programa positivamente. “Busquei um direcionamento para mudanças que desejava fazer e isso me deu mais confiança, a ajuda foi muito bem-vinda. Esperamos que, ao final de todas as fases, nosso comércio esteja lucrando mais”, revela. Entre as ações realizadas na primeira etapa está a visita de um consultor da entidade de apoio às micro e pequenas empresas aos 25 estabelecimentos participantes da iniciativa. O especialista registrou os pontos críticos dentro dos

negócios, relacionados à Visual e Merchandising e sugeriu atitudes simples, que, na maioria dos casos não incidissem custos altos. Foi o caso de Lodomilson Alexandre. Empresário do ramo farmacêutico e presidente do Conselho do Comércio do Coophavila da ACICG, ele conta que “já foi possível obter aumento de quase 5% nas vendas após aplicar as alterações”. O próximo passo será a uma consultoria para melhorar a identidade visual destes empreendimentos. Para a realização de todo o projeto, o Sebraetec está subsidiando 80% do investimento demandado nas mais de 1.200 horas destas consultorias, sendo 10% restantes cobertos pela Associação Comercial e os outros 10% apenas arcados pelo empresário.


Conselho de segurança quer agilidade na instalação de câmeras no centro Órgão integrante da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande enviou documento à prefeitura pedindo reunião sobre o tema

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“Com câmeras instaladas, vamos ter mais segurança no trânsito, ter mais segurança nos imóveis e ter mais segurança para a nossa população”. Essa foi uma das declarações do presidente do Conselho Comunitário de Segurança da Região Central, Adelaido Luiz Spinosa Vila, enquanto participava de audiência pública realizada no Plenarinho da Câmara Municipal de Campo Grande, no dia 15 de março. Durante o evento, lembrou ainda que há mais de dois anos está mobilizando a comunidade e sensibilizando as autoridades sobre a necessidade. Além de cobrar a instalação das câmeras de videomonitoramento no centro, o Conselho, que integra a Associação Comercial, enviou à

prefeitura um pedido para discutir o tema e apresentar as demandas dos empresários. “Queremos debater uma forma de colocar em prática o quanto antes esse benefício determinado pela lei. Isso vai ajudar no reconhecimento de criminosos e a melhorar o fluxo nas vias. Não só os comerciantes, com toda a sociedade ganharão com isso”, defende Adelaido. Por enquanto, o órgão aguarda uma resposta para se encontrar formalmente com a prefeitura. Lei Em 2012, foi assinado, pelo então prefeito Nelson Trad Filho, o convênio para a montagem do videomonitoramento. O projeto garantiu R$ 878.768,45 para a compra de 22 câmeras e a instalação da central que

deve funcionar junto ao prédio do IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia da Informação). Segundo divulgado pela assessoria de imprensa da prefeitura na época, os equipamentos iriam cobrir o perímetro central, compreendido entre as ruas 26 de Agosto, Rui Barbosa, Orla Morena/Orla /Ferroviária, Rui Barbosa, região do entorno da Santa Casa e Feira Central. As câmeras são equipadas com zoom capaz de acompanhar o que acontece quatro quadras adiante. Cinco câmeras cobririam pontos críticos do trânsito, incluindo os cruzamentos das avenidas Mato Grosso com Via Parque; Afonso Pena com Rui Barbosa; Afonso Pena/Rubens Gil de Camillo e na avenida Eduardo Elias Zahran.

Campanha Nome Limpo recupera mais de R$ 6 mi em dívidas

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O balanço final aponta que 18 mil consumidores tiveram os nomes excluídos do SCPC Em 2012, 30.399 consumidores foram atendidos no balcão do SCPC da ACICG e 18.000 pessoas tiveram seus nomes excluídos do serviço, após regularizarem seus débitos. Esse montante foi responsável pela exclusão de 24.836 registros de negativação, resultando na diminuição de R$ 6.336.131 da dívida dos campo-grandenses. Pelo segundo ano consecutivo, em parceria com a Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul e o SEBRAE MS e patrocínio da Boa Vista Serviços, a iniciativa foi estendida para o interior do Estado. A campanha acorreu simultaneamente nas cidades de Corumbá, Paranaíba, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste, Sete Quedas, Sidrolândia, Três Lagoas e Costa Rica. A ACICG acredita na importância

da educação financeira dos consumidores brasileiros como uma das condições para que o crédito possa continuar crescendo de forma equilibrada, promovendo a inclusão social e o desenvolvimento econômico do nosso País.

foto ASSESSORIA DE IMPRENSA

Realizada de 5 de novembro a 21 de dezembro, a VII Campanha de Recuperação ao Crédito “Nome Limpo” ofereceu a oportunidade de renegociação de dívidas com orientações financeiras aos consumidores, através de 15.000 Cartilhas do Orçamento Doméstico distribuídas gratuitamente no balcão de atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Desde 2006, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) é responsável pela iniciativa que tem o objetivo de promover a sustentabilidade do crédito ao viabilizar a negociação dos débitos inscritos no SCPC de Campo Grande contemplando os setores varejista e de serviços. Nesta edição, 144 empresas participaram da iniciativa.

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atuação ACICG participa de Campanha de Combate à Dengue A iniciativa apoiada pela Associação Comercial foi desenvolvida em parceira com Rotary Club, também integrante do Comitê Municipal de Combate à Dengue

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Com o objetivo de lutar contra a incidência de casos de dengue em Campo Grande, o Rotary e Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, juntamente com a prefeitura e parceiros como Lions Club e Maçonaria, idealizaram a Campanha de Combate à Dengue, um projeto com ações de educação e informação sobre a doença, que, em 2013, já chegou a 24 mil casos. O lançamento da iniciativa aconteceu no dia 16 de fevereiro, no Shopping Norte Sul Plaza e contou com a presença do presidente da ACICG, Omar Aukar e diretores da entidade, do prefeito Alcides Bernal, do vice-prefeito Gilmar Olartedo, do Secretário Municipal de Saúde, Ivandro Correa Fonseca e outras autoridades. A campanha busca unir forças

para conscientizar a população de atitudes que podem evitar a doença. Foram outros dois sábados de ações educativas, com um brinquedo para envolver o público infantil no aprendizado de combate à dengue e distribuição de panfletos, realizadas no Pátio Central e Shopping Campo Grande. O presidente da ACICG, Omar Aukar, ressaltou que a campanha contra a dengue não deve ser apenas no sentido de combatê-la. “Este certamente é o momento de nos unirmos para enfrentar o problema. Mas é importante e essencial que essa campanha se estenda por todo o ano para que não enfrentemos novamente essa epidemia. Nós empresários sofremos com essa crise que se instalou com a doença. E é bastante positivo

ver o comprometimento de todos não apenas em cuidar do seu quintal, mas em multiplicar essas ações atingindo os seus colaboradores. Somos parceiros da prefeitura e queremos aqui demonstrar nosso apoio ao prefeito Alcides Bernal”, considerou. O prefeito parabenizou a iniciativa, destacando que a integração de toda a sociedade e instituições como o Rotary e Associação Comercial e outros parceiros, aceleram a batalha contra à doença. “As ações de combate a dengue ganham cada vez mais força. Com a adesão de novos parceiros, pessoas engajadas no mesmo propósito de salvar vidas, certamente atingiremos mais rápido o nosso objetivo, que é o de dengue zero”, pontuou Bernal. *Com informações da ASCOM da Prefeitura.

CBMAE ACICG é premiada nacionalmente O reconhecimento foi dado na categoria "Sustentabilidade Financeira" pelo prêmio Conde dos Arcos – Acesso à Justiça

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A Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem (CBMAE) de Campo Grande, mantida pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), foi finalista do prêmio Conde dos Arcos – Acesso à Justiça, criado para homenagear as unidades da rede da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial que se destacam anualmente em todo o Brasil. A unidade da Capital foi premiada na categoria “Sustentabilidade Financeira”, que trata de iniciativas sobre a geração de recursos econômicos para auto-suficiência da Câmara. A cerimônia de reconhecimento da edição Condes dos Arcos 2012 aconteceu dia 11 de dezembro, no Rio de Janeiro.

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Representando a unidade da Capital estava presente o primeirosecretário da ACICG e presidente da CBMAE de Campo Grande, Roberto Oshiro. “O prêmio é um reconhecimento do excelente desempenho da Câmara em 2012. Temos destaque nacional também com relação à taxa de audiências que resultam em acordo. Nosso percentual é maior que a média nacional, que é de aproximadamente 70%," revela Oshiro. Este ano foram realizados 1.284 atendimentos e 890 audiências. Destas, 88% foram frutíferas, ou seja resultaram em acordo para ambas as partes. Ao todo, os procedimentos geraram a negociação de aproximadamente R$ 3.000.000,00. Ao lembrar que mais uma

etapa foi cumprida no calendário da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), o presidente da entidade, José Paulo Dornelles Cairoli, falou do trabalho que a CBMAE desenvolve nesta área de acesso à Justiça tão importante para os micro e pequenos empresários. Em 2011, a CBMAE ACICG ficou em segundo lugar na categoria “Relações com o mercado e sustentabilidade” e o Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual da Associação Comercial de Campo Grande – PACE TJ MS- manteve a mesma colocação na categoria “Excelência Operacional”. *Com informações do portal CACB.


Para fomentar a economia, ACICG e FAEMS levam reivindicações à Seprotur Entre as solicitações estão benefício fiscal para empresas com mais de 10 anos de atividade, realocação dos recursos do FCO e políticas públicas sobre moradia para trabalhadores

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Todos os anos sobram projetos nos setores de comércio e serviços e faltam recursos do Fundo Constitucional do Centro-oeste (FCO). Por outro lado sobra verba para os demais segmentos que acabam sendo devolvidas para a União por falta de utilização. Esse fato pode ser corrigido retirando-se o teto limitador e realocando os recursos conforme a demanda de projetos. Essa foi uma das reivindicações apresentadas pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) e Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (Faems) em reunião com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur). “Queremos buscar incentivos para fomentar a economia local”, define o presidente da ACICG, Omar Aukar, a respeito do objetivo do encontro. Recepcionados pela Secretária do órgão estadual, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias e pelo superintendente da Indústria, do Comércio e do Turismo, Ademar Silva Junior, os dirigentes da Casa do Empresário e da Faems colocaram em pauta diversas propostas. Entre elas, está a retomada do projeto que visa a criação do terminal intermodal de cargas e do porto seco de Campo Grande, iniciativas da gestão do então prefeito André Puccinelli. “Maringá possui um aeroporto internacional e um porto seco administrados pelos empresários locais que foi fundamental para o desenvolvimento econômico daquela cidade e de todo o entorno,” explica o primeirosecretário da ACICG, Roberto Oshiro. No campo fiscal, as reivindicações pedem benefício para empresas

com mais de 10 anos de atividade como forma de demonstrar o reconhecimento por parte do Governo por empreendimentos que são responsáveis pela maior parte dos impostos arrecadados e grande maioria dos empregos gerados. A elaboração desse projeto, segundo a proposta, ficaria a cargo da Comissão Permanente de Estudos Tributários, composta por técnicos da FAEMS, ACICG e da SEFAZ que terão condições de definir critérios e valores que não impactem na arrecadação e ao mesmo tempo possam representar essa valorização. Roberto Oshiro explica que outra proposta é a criação do REFIS Estadual, que proporcionará às empresas sulmato-grossenses regularizarem sua situação e diminuírem seu passivo com redução de multa e juros e por que não até mesmo do principal. “Recomendamos que juntamente com ele seja feito um ICMS Azul, a exemplo do que foi feito com o IPTU Azul.O programa beneficiará com desconto o pagamento em dia, reduzindo a carga tributária e aumentando a arrecadação pela diminuição nos atrasos”. Ainda na área tributária foi sugerida a elaboração de uma comissão para estudar a redução da carga e discutir a questão de maneira justa e equilibrada contemplando os interesses do Estado, porém, sem danificar o contribuinte. A criação do cartão FCO para capital de giro prejudicou os empresários de nosso Estado porque aumentou o custo do recurso desvirtuando sua finalidade principal de ser um fundo de fomento para equalizar as desigualdades regionais do Brasil. “Existe a taxa de manutenção e demais cobranças que se somam ao valor do empréstimo

desnecessariamente. Isso colabora para que nossas empresas a serem menos competitivas que às instaladas nos estados vizinhos. Acreditamos que cartão deve ser uma faculdade do empresário e jamais uma condição para concessão do fundo em razão do aumento do custo financeiro” expõe o diretor-tesoureiro João Carlos Polidoro. Trabalhadores também foram pauta na reunião através do pedido de desenvolvimento de políticas públicas para resolver o problema de moradia para a classe com renda até R$ 1.000 que são a grande maioria, abrangendo colaboradores das empresas de comércio, indústria e serviços. “Sugerimos a criação de um Programa de Habitação em parceria com as associações comerciais de cada cidade com abatimento em folha do valor das parcelas de financiamento das moradias e seguro em caso de desemprego” disse o presidente da Faems, Antônio Freire, atendendo uma demanda de São Gabriel do Oeste. As entidades também querem colaborar de forma pró-ativa com a criação de estratégias para fortalecer a economia do Estado, por isso recomendam a concepção da Coordenadoria de Apoio ao Empreendedorismo e da Secretária de Comércio e Serviços. “Isso vai edificar de forma sólida e incontestável um canal de ligação entre o Governo do Estado e os empresários”, defende o diretor Renato Paniago. O subsídio do Governo do Estado para a realização de eventos de grande porte, inclusive com concessões dos centros de convenções como sede desses encontros, é outro pedido para estimular a geração de emprego e renda do setor que mais emprega e arrecada.

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atuação ACICG premia ganhadores da Campanha de Natal

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Cinquenta consumidores receberam vales-compra de R$ 1.000 cada consumidores premiados. A ocasião também contou a presença de dirigentes da Casa do Empresário e membros do Conselho do Comércio Central da ACICG. O diretor-tesoureiro, João Carlos Polidoro, que representava o presidente da entidade, parabenizou os ganhadores e agradeceu a confiança dos lojistas. “Buscamos beneficiar a classe que acreditou na iniciativa, oferecendo ao empresário a possibilidade de vender novamente ao seu cliente como forma de devolver o investimento feito,” disse. Uma das premiadas, a professora aposentada Edir Souza Coelho, defende que a campanha deve se repetir nos próximos anos. “É uma maneira de ajudar financeiramente as pessoas, mas também de humanizá-las. O momento de escrever a frase foi de resgatar a essência do Natal”, declara. Já a telefonista Gracimara Ferreira, outra vencedora, acredita que essa é uma forma inteligente de fidelizar os consumidores. “Se o cliente foi bem atendido, provavelmente vai voltar no estabelecimento em que fez a compra e ganhou”, explica. O

destaque da campanha, segundo o ganhador Gilson Ferreira Gomes foi “a ideia de não centralizar o prêmio em um só beneficiado e sim fracioná-lo, isso motivou a participação,” disse. Para a classe empresarial a campanha foi bem-vinda “para fomentar as vendas e gerar um diferencial entre as lojas participantes,” acredita a empresária Diva Alves da Mata, da loja Maná Moda, localizada no complexo das Moreninhas. A proprietária da Luiza Boutique, Luiza Matsusita, destaca que o atrativo “foi ter o prêmio revertido para o comerciante”. Concurso Ao todo, foram mais de 5 mil cupons participantes. Desses, 100 foram finalistas e 50 eleitos vencedores pelas frases mais criativas. A apuração foi feita por uma comissão julgadora formada por Aldiney Marcelo Bley, Daniella Carvalor Gomes, Thayná Cambará Beraldo Bispo, Larissa Zorzetto Gimenez, Camila Oshira Fernandes, além de Gladson Saturnino dos Santos e Ana Clara Leite Moreira representando a ACICG.

foto ASSESSORIA DE IMPRENSA

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) premiou no dia 28 de janeiro os ganhadores do concurso cultural que integrou a campanha “Campo Grande: Comprar aqui é mais Natal”, idealizada pela entidade, em conjunto com Conselho do Comércio Central da ACICG, Sebrae/ MS e Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (FAEMS), para estimular o consumo local nas festividades do final do ano. A iniciativa ainda contou com apoio da SEPROTUR e Governo Estadual. Para concorrerem, os consumidores tiveram que retirar um cupom nas lojas identificadas com o adesivo da campanha e criar uma frase com as palavras “natal” e “Campo Grande”. Os autores das 50 melhores frases ganharam vales-compras de R$ 1 mil, divididos em valores de R$ 200 para serem utilizados nos estabelecimentos participantes. No evento de entrega, que aconteceu na Associação Comercial, empresários puderam oferecer pessoalmente o presente de Natal aos

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Confira a lista de ganhadores: 1. Adão de Quadros Marcondes 2. Adriana Formigoni 3. Agnaldo Espinosa da Silva 4. Alcione de Souza Aguilera 5. Alice Chaves Albuquerque 6. Carlos Bezerra dos Santos 7. Celia Maria dos Santos 8. Cláudio Roberto Novais Gomes de Souza 9. Deise Cristina Trigueiro Farrei 10. Ed da Cruz Mello 11. Edir Souza Coelho 12. Eduardo Mustafa Araujo 13. Edy Cristina Pereira 14. Fernanda Vieira Ferreira 15. Francisca Rodrigues de Mesquita 16. Francisco de Souza Bexiga

17. Gilson Ferreira Gomes 18. Gracimara Ferreira da Luz 19. Heloisa Fernandes 20. Iranilda Andre do Nascimento 21. Janete Penesso Prado 22. José Eduardo Cabral 23. Juliana Rosa Esquivel do Amaral Vargas 24. Keith Chamorro Kato 25. Kelly Casemiro Ferreira 26. Laryssa Gomes Beriman 27. Liane Bortolanza de Araújo 28. Lucimar Flores Vuff 29. Maria Helena Formigoni 30. Marilza Soares Amorim 31. Maurício Nakazaki 32. Miriam José da Silva 33. Odair Gomes Pereira

34. Patrícia O de Sales 35. Paula Ferreira Chaves 36. Paulo Cezar de Souza Bexiga 37. Poliana Cardoso Portela Nunes 38. Priscila Reiko Sotoma Okama 39. Ricardo Garcia Barbosa 40. Roberto Alberto Nachif 41. Rômulo Samudio Loureiro 42. Rosangela Castelo Alves 43. Rosemere Carraneto 44. Silza Maria do Nascimento 45. Ticiane A. Oliveira 46. Vitor Abrahão Cabral Bexiga 47. Welder Barlaeli de Macedo 48. Willian Helder Ozuna Bianchi 49. Wilson Reis Falcão 50. Zenilda Solto de Paula

Projeto aproxima ainda mais ACICG de empresários Em reuniões informais, diretores da entidade se encontram com associados para ouvir necessidades e divulgar seus trabalhos

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Para anunciar suas ações e serviços e colher opiniões, sugestões e necessidades de seus associados, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) inicia o projeto “Empresário mais Próximo”, em que, toda semana, um pequeno grupo de empreendedores é convidado para um bate-papo com os diretores da entidade. Para o presidente da casa, Omar Aukar, a inicitiva vai fortalecer as relações entre a classe “abrindo um canal de comunicação mais próximo e também auxiliar no desenvolvimento de resultados positivos para o setor empresarial da Capital”. A primeira edição do evento foi realizada no dia (7) de março, durante um almoço com 10 empresários dos bairros Moreninhas, Aero Rancho, Júlio de Castilho e Coophavilla, regiões beneficiadas com o projeto Sebrae e Associação Comercial nos bairros, que desenvolve ações de fortalecimento do comércio nos locais. Juntamente com a superintendente Fernanda Barbeta dos Rios Pinto, o diretor do SCPC (Serviço Central de Proteção ao

Crédito) Renato Paniago, o primeirosecretário Roberto Oshiro, o tesoureiro João Carlos Polidoro, o vicepresidente Luiz Fernando Buainain e o presidente Omar Aukar, o grupo pode compartilhar suas ideias e visões sobre os projetos da entidade. Empresário do Coophavilla e presidente do conselho do bairro formado pela ACICG, Lodomilson Alexandre acredita que os encontros semanais serão um marco para muitos associados. “Isso é uma inovação

e mostra que estamos no caminho certo. Unidos vamos ultrapassar obstáculos e nos fortalecer”, disse. A lojista do conjunto das Moreninhas, Edna Ferreira de Souza, afirmou que essa é uma forma de mostrar a seriedade da entidade. “É muito bom ver a aproximação da Associação Comercial com os comerciantes de bairro. Hoje vejo que essa é uma casa minha, sua, nossa”, parabenizou.

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atuação - conselho do comércio central Conselho do Centro alerta sobre cobrança da taxa de publicidade ACICG recebeu requerimentos com pedidos de revisão do tributo que foram encaminhados à prefeitura

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Após adequarem suas lojas ao projeto Reviva Centro, vários comerciantes da região central de Campo Grande, receberam a cobrança da taxa de publicidade com base no cálculo da antiga fachada. Até mesmo estabelecimentos que estão sem a identificação comercial receberam o pedido de pagamento do tributo. A lei da Cidade Limpa estabelece 1,5 metros de publicidade para lojas com até 10 metros de frente. Para empresas com até 100 m² de fachada o espaço de publicidade deve chegar

a no máximo 4 m² de largura. Para conscientizar os empresários sobre a conferência da taxa, o Conselho do Comércio Central da ACICG promoveu a distribuição de panfletos no centro com orientações de como proceder em caso de valor incorreto. A Associação Comercial montou um centro de apoio onde os lojistas puderam adquirir informações e preencher um requerimento que foi entregue, pela diretoria do Conselho, à Secretaria Municipal da Receita, registrando o pedido de

revisão e ressarcimento dos valores. O presidente do Conselho do Comércio Central da ACICG, André Eduardo Moretto, afirma que o papel desempenhado pelo comitê vai além de iniciativas para fomentar as vendas na região. “Estamos trabalhando também para defender os interesses dos empresários do centro e buscar as melhores soluções dialogando com o poder público. Agora estamos esperando o posicionamento de nossos requerimentos”, explica.

Comitê Gestor realiza planejamento estratégico Conselho do Comércio Central da ACICG cria ações de marketing, capacitação, infra-estrutura e política para empresários do centro

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Nos dias 04 e 05 de fevereiro o Comitê Gestor do Conselho do Comércio Central se reuniu para elaborar seu planejamento estratégico para o ano de 2013. A iniciativa foi desenvolvida juntamente com um consultor do Sebrae, entidade parceira da Associação Comercial no treinamento e estruturação da gerência do órgão. Com o planejamento, o

Conselho foi dividido em três áreas de interesse: marketing, capacitação e infra-estrutura e política. Para 2013, foram traçadas ações comerciais para o centro, além de uma série de solicitações que serão encaminhadas às devidas secretarias da prefeitura, na tentativa de melhorar o fluxo e o bem-estar dos consumidores que circulam na região.

Para se comunicar com os empresários, o comitê ainda lançou sua fanpage no Facebook, com objetivo de informar os comerciantes, e toda a sociedade, sobre as ações desenvolvidas pelo conselho e que também foram noticiadas pela imprensa.

SERVIÇO Para participar do Conselho, ou solicitar mais informações sobre trabalhos desenvolvidos, basta entrar em contato com a Associação Comercial pelo telefone 3312-5018, ou pelo email conselhocomerciocentral@ gmail.com. No Facebook a página do comitê pode ser encontrada buscando por “Conselho do Comércio Central”.

foto ASSESSORIA DE IMPRENSA

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agenda

ALMOÇO EXECUTIVO COM O TEMA "A LIDERAÇA EM MARKETING NO VAREJO". Às 11h, com Professor Dr. Ricardo Pastore, da ESPM São Paulo. Por meio de cases de sucesso, o palestrante, com 30 anos de experiência em grandes empresas de varejo, vai interagir com os participantes sobre os passos essenciais no mundo do marketing. O evento foi estrategicamente pensado para ser uma oportunidade de atualização e conhecimento que não interferisse na rotina dos empresários. Os convites do evento estão à venda na ACICG. Associados pagam R$ 60, não associados R$ 85. Para mais de dois convites há preço especial. Inscrições: 3312-5003/5058 ou escoladevarejo@acicg.com.br. Local: Le Tuque Buffet, rua Barão de Melgaço, 177, Centro.

ABRIL dia 10

SCPC - TREINAMENTO DE CREDIARISTAS Evento gratuito às 8h30. Com Bacel Omari.

dias 15 e 16

HORA DO CONHECIMENTO MELHORAR O ATENDIMENTO, O MAIOR TESOURO DAS EMPRESAS Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Gutto Dobes - administrador e consultor em comunicação oral e escrita.

dias 22 e 23

HORA DO CONHECIMENTO - MOTIVAÇÃO NA VIDA E NO TRABALHO Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Anilce Vieira - psicóloga.

de 22 a 25

Curso de 12 horas - O sucesso começa no atendimento Às 19h. Com Gutto Dobes – administrador e consultor em comunicação oral e escrita.

dia 25

Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Jorge Nahabedian.

MAIO

dias 06 e 07

HORA DO CONHECIMENTO - COMO LIDAR COM CLIENTES DIFÍCEIS Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Moacir Pereira Júnior.

de 06 a 09

CURSO DE 12 HORAS - TREINAMENTO DE CRÉDITO A PESSOA JURÍDICA Às 19h. Com Eduardo Raslan consultor e palestrante há 13 anos.

dia 06

AÇÃO EMPRESARIAL NO BAIRRO MORENINHAS E REGIÃO Às 19h. Com Moacir Pereira Júnior.

dia 07

AÇÃO EMPRESARIAL NO BAIRRO AERO RANCHO E REGIÃO Às 19h. Com Moacir Pereira Júnior.

dia 08

ENCONTRO DE NEGÓCIOS COM CASE DE SUCESSO PORTAL ITATIBA MÓVEIS Às 19h. No auditório do Sebrae.

AÇÃO EMPRESARIAL NO BAIRRO JÚLIO DE CASTILHO E REGIÃO Às 19h. Com Moacir Pereira Júnior.

dia 26

dia 09

23º CAFÉ EMPRESARIAL - COMO CASAIS INTELIGENTES ENRIQUECEM JUNTOS Às 7h30, com Elizeu Nantes Economista - Mackenzie - SP.

dias 29 e 30

HORA DO CONHECIMENTO EQUIPES E COOPERAÇÃO

40 Revista Ação Comercial | Ano 6 | nº 29

AÇÃO EMPRESARIAL NO BAIRRO PIONEIRA E REGIÃO Às 19h. Com Moacir Pereira Júnior.

dia 10

AÇÃO EMPRESARIAL NO BAIRRO COOPHAVILA E REGIÃO Às 19h. Com Moacir Pereira Júnior.

dia 10

SCPC - TREINAMENTO DE CREDIARISTAS Evento gratuito às 8h30. Com Bacel Omari.

dia 10

WORKSHOP PARA GESTORES DE RH – COM... VIVER!!! COM O AUTO CONHECIMENTO NA GESTÃO DE PESSOAS Das 8h às 15h, com Luciano Lannes - SP.

dias 13 e 14

HORA DO CONHECIMENTO EXCELÊNCIA NO ATENDIMENTO Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Glória Coelho - psicóloga.

de 13 a 16

CURSO DE 12 HORAS - VENDAS DE ALTA PERFORMANCE Às 19h. Com Dijan de Barros – profissional com 20 anos de atuação na área comercial e de treinamento.

dias 20 e 21

HORA DO CONHECIMENTO - ATITUDE E ALTITUDE NO MUNDO DO TRABALHO Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Moacir Pereira Júnior.

de 20 a 23

CURSO DE 12 HORAS - COMO VENDER MAIS ATRAVÉS DO TELEMARKETING Às 19h. Com Eduardo Raslan consultor e palestrante há 13 anos.

dias 27 e 28

HORA DO CONHECIMENTO - FIGURA DE TRANSIÇÃO. QUAL É O MEU LEGADO? Evento gratuito das 7h30 às 8h30. Com Anilce Vieira - psicóloga.

foto SHUTTERSTOCK

maio dia 24


expediente Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande Gestão 2011/2014 Presidente – Omar Pedro Andrade Aukar 1º Vice-Presidente – Luiz Fernando Buainain 2º Vice-Presidente – Pedro Chaves dos Santos Filho 3º Vice-Presidente – Roberto Bigolin 1º Secretário – Roberto Tarashigue Oshiro Jr. 2º Secretário – Maicon Thomé Marins 3º Secretário – Roberto Rech 1º Tesoureiro – João Carlos Polidoro da Silva 2º Tesoureiro – Rodrigo Bogamil 3º Tesoureiro – Milton Silvino S. de Oliveira

Diretores

Publicação da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) www.acicg.com.br Rua XV de Novembro, 390 Centro – CEP 79002-140 Campo Grande / MS (67) 3312-5000

Editora

Cidiana Pellegrin acicg1@dinizacao.com.br

Conselho Editorial

Valdineir Ciro de Souza, Moacir Pereira Junior, Tais Lenzi de Luca

Colaboradores

Amaury Rodrigues Pinto Júnior, José Luis Tejon Megido, João Carlos Polidoro

Projeto Gráfico e Diagramação Diniz Ação em Marketing

Gerente Comercial / Marketing Tais Lenzi de Luca

Superintendente

Fernanda Barbeta dos Rios Pinto

Sugestões

(67) 3312-5003 comercial@acicg.com.br

42 Revista Ação Comercial | Ano 6 | nº 29

Anagildes Caetano de Oliveira Guildo Kieling Leni Fernandes Luís Fernando A. Gonçalves Luis Afonso Ribeiro Assumpção Maria Vilma Ribeiro Rotta Maurício Abrão Dias Campos Nilson Carvalho Vieira Renato Paniago da Silva Rodrigo Possari Simone Oshiro Thomas Malby Croffen Horton Wilson Berton

Conselho Deliberativo

Antoine Chidyac Antônio João Hugo Rodrigues Carlos Roberto Bellin Cláudia Pinedo Zottos Volpini Cristiano Gionco Feres Soubhia Filho Jaime Valler João Garcia José Pereira de Santana Luiz Carlos Feitosa Luiz Carlos Mossin Luiz Humberto Pereira Madalena Gomes Mário Neves Paulo Antunes de Siqueira Paulo Ribeiro Júnior Ricardo Kuninari Salvador Rosa Sandim Sidney Maria Volpe Valzumiro Ceolim

Conselho Fiscal

Relator do Conselho Fiscal – Paulo Roberto Hans 1º Secretária do Conselho Fiscal – Rosane Maia 2º Secretário do Conselho Fiscal – Fábio Angelo Bigolin Amadeu Cláudio Zillioto Augusto Raimundo Alessio Fernando Pontalti Amorim José Marques Rei Davi Batista Barbosa Ueze Elias Zahan


Revista Acao Comercial edicao 29  

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