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ESTE FOLHETO É PARTE INTEGRANTE DO ACERVO DO BEHETÇOHO EM FORMATO DIGITAL, SUA UTILIZAÇÃO É LIMITADA. DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS.


INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO O Acervo Eletrônico de Cordéis do Behetçoho é uma iniciativa que pretende dar consequências ao conceito de (com)partilhamento dos artefatos artísticos do universo da oralidade, com o qual Behetçoho e Netlli estão profundamente comprometidos.

INFORMAÇÕES SOBRE A EQUIPE A equipe de trabalho que promoveu este primeiro momento de preparação e disponibilização do Acervo foi coordenada por Bilar Gregório e Ruan Kelvin Santos, sob supervisão de Edson Martins.

COMPOSIÇÃO DA EQUIPE Isabelle S. Parente, Fernanda Lima, Poliana Leandro, Joserlândio Costa, Luís André Araújo, Ayanny P. Costa, Manoel Sebastião Filho, Darlan Andrade e Felipe Xenofonte


FRANKLIN “MAXADO NORDESTINO”

A PRAÇA É DA POESIA E ARTE DA REPÚBLICA


Meus leitores, atenção! Pro fato que vou mostrar Nossa feira da República Está hoje a aumentar De fama e de tamanho Para todos contentar

Domingo naquela Praça Não tem mais lugar prá gente O turista se atrapalha Embora veja contente As belezas que aqui tão Com tudo bem diferente “São Paulo não pode parar” Diz seu povo orgulhoso Assim tem outros artistas Co’ objeto trabalho Viram folclore e delícias Tornam o lugar mais gostoso


Domingo pela manhã Inicia antes das 9 E vai até às 14 Horas em que mui se move Sem precisar de cartaz A feira por si promove Mas a Praça da República Vai ter que diminuir Pois ali vai o Metrô Uma estação construir Mais a feira continua Pois nela não vai bulir

Muitos dizem qu’ ela é “hippie” Êstes vieram mais tarde Na onda do artesanato Ela é só FEIRA DE ARTE Dessa Praça da República Na qual, êles têm só parte


A feira de arte tem mais De 13 anos de criada Muitos lutaram por ela Tomaram até porrada Demorou muito prá ser Como hoje legalizada

Dos fundadores me lembro Camilo, que é escultor Zé Cordeiro da pintura Deodato entalhador Zacarias e suas fotos Chico Rosa gravador Paulo Menten, Modane Waldomiro de Deus, Galli Céspedes, Suzuki, Ivan Elvin, Freitas, Tupari Maria Auxiliadora Peixoto e Carelli


Tem Ana Gutemberg Cremilson nos pioneiros Ranulfo Lira é outro Nome entre os primeiros Ali antes só tinha selos E banca de moedeiros

Mas o mais famoso é Poeta Solano Trindade Criador do movimento Negritude da cidade Seus descendentes no Embu Mostram aquela verdade

Lá hoje é maravilha Plena cheia de beleza Com muita cor, arte, pássaros E bens de muita riqueza Que são vendidos por baixos Preços, na maior moleza


Quem a olha não diz nunca Que teve perseguição Da Polícia e dos fiscais Do prefeito de então Pois o artistas eram mal Vistos pelo seu jeitão Todavia isso passou E o que tem vou falar Lá tem acarajé e peixe Com pimenta e vatapá Feito por belas baianas Cheias de torso e colar

Elas ficam na entrada De quem vem da São João E avenida Ipiranga Tá lotada de atração Tem flores de artesanato Todas feitas com a mão


Tem quadros de Abellá E de colegas pintores Selos, moedas, pedrarias Capoeiristas e escultores Entre o povo, tem turistas Tem garotas e doutores

Tem Rissin, “seo” Aristides Brasil, Lizar, Machado Tem Josué e desenhistas Fazendo seu retratado Tem o gravador Jeronimo Que veio d’ outro Estado

Tem móveis e bons músicos Serigrafia e ceramistas Tem entalhe em madeira Em couro, vidros e pedristas Toda cor e todo tipo Artesãos indianistas


O Coronel já chegou lá Como ao Brás também já foi Com J. Barros poeta Eu cheguei logo depois Cantando Metro, sertão Bahia, Feira, gente e bois Tem os colegas poetas Como eu e como o Theo Com folhetos divertindo Na Praça, saimos do léu Pois a gente sempre anda Ficando de déu em déu

Sou de Feira de Santana Há outros patrícios baianos De lá do Norte/Nordeste Catarinenses, goianos Cariocas, capixabas Gaúchos e acreanos


Gente de todo Brasil E também tem holandezes Americanos, argentinos Com negros e japoneses Artistas de todo mundo E até mesmo tailandeses

A Praça tem calçadas feitas Pelas pedras portuguesas Brancas e pretas são cores Prá destacar mais beleza Não vieram de Portugal Isso eu digo com certeza No seu centro tem coreto Prá ver a banda tocar Os rapazes na paquera De moças prá namorar Com música, a coisa vai Dá vontade de dançar


Muitos artistas e músicos Se exibem em sua volta Xaxam, tocam, cantam E assim ganham a nota Que o povo dá com gosto De ver aquela patota

A Praça tem seus jardins Um oásis no cimento Cercada por edifícios Preserva o sentimento O verde lindo das plantas Para seu encantamento

Existem bichos lá soltos Que ficam bem nos canteiros Como patos, galos, pombos Durante o ano inteiro Chova, garoe, ou sol faça Estão lá bem presenteiros


Também tem as suas bichas Que lá vão dar suas artes Assim como mais esta fauna Ela se enfeita destarte Dos seus feitos e proezas Muitos até fazem alarde Os pombos voam com paz Patos nadam com prazer O povo feliz distrai Tem cores, arte e lazer Dificil e não se achar Com o que satisfazer Escola tem na semana Dando mais ensinamento Prás crianças de Jardim Com estacionamento Tem biblioteca, banco Correio, policiamento


Supermercado e telefone Pro povo poder ficar Comprando e falando bem Com quem se comunicar Tem o Caetano de Campos Escola velha exemplar

Vá e fique lá curtindo Uma cor que só se vendo Beba água no chafariz Continue nele bebendo Pois só com arte e presença Esta Praça eu entendo

Também leve suas crianças Tem onde elas ficarem Com você vendo as coisas Tem bancos prá se sentarem Enquanto você vê arte Elas tão a se esbaldarem


Tem bares de boas batidas Restaurantes prá servir São Paulo tem muito mais Atrações prá se curtir Esta Praça é uma delas Das melhores que já vi

Sempre, veja, fotografe Ou faça suas filmagens Das telas de Berton, Aércio Tio ou Wilson das colagens Com Presilino e colegas Faça as camaradagens

Quem não conhece São Paulo Venha à Praça visitar Quem será bem recebido Mesmo não queira comprar Sorrindo ou uma lembrança Sempre encontra prá levar


Dali, suba no Itélia Edifício que dá vista Para muitos horizontes Da boa terra paulista É uma atração a mais Para o amigo que é turista Quem já conhece o lugar Venha dar seu passeio Domingo pela manhã Divirta-se sem aperreio Vou encerrar êsse papo Contando com seu recreio

M_ aduro não é ainda velho A_ chado não é mais perdido X_ amego não é bem amor A_ firmo tão destemido D_ ono de mim sou eu mesmo O_ que sou eu tenho sido. FIM



A praça é da poesia e arte da república