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Janeiro ªMarço ²⁰18 PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO NOVO CICLO ACERT E INFORMAÇÕES SOBRE AS ATIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE TONDELA

A ACERT É UMA ESTRUTURA FINANCIADA POR


Edição Acert Associação Cultural e Recreativa de Tondela R. Dr Ricardo Mota, 14; 3460-613 Tondela (+351) 232 814 400 www.acert.pt Dezembro de 2017


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Apoios media

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ACERT


A entrada de mais um ano coloca a Acert perante novos desafios de transformação inovadora de práticas artísticas, conceitos de programação e aventuras aliciantes para partilhar com todos aqueles que sentem a Acert como residência dos seus desejos de fruição, participação, encontro e convivialidade. O ano de 2017 representou, uma vez mais, um sinal de afirmação de vontades, empenho e de capacidade geradora de acontecimentos singulares que evidenciaram um compartilhar de deslumbramentos e estimas de grande autenticidade. Uma programação intensa e diversificada dirigida a públicos plurais, associada à criação de novos espetáculos que, para além da Acert, ocorreram em muitos pontos do país e estrangeiro, fazem do Novo Ciclo e de Tondela um ancoradouro, ponto de chegada e de partida de momentos inolvidáveis. Para 2018, ano 42 da vida da Acert, a responsabilidade de serviço público que está subjacente a todo o percurso a desenvolver pela ACERT continuará a privilegiar um itinerário que não se confina a reproduzir fórmulas, mas ao redescobrir de acontecimentos singulares que atestem a matriz inovadora com que a Acert deseja surpreender o público e a comunidade onde se integra.


O Novo Ciclo fora de portas ganhará a rua e sedear-se-á, em alguns momentos, nas freguesias do Concelho, certificando o papel das artes e da cultura na proximidade com as populações vítimas dos incêndios. Uma vizinhança afetiva que procurará não fazer esquecer as etapas de reconstrução solidária que não podem ser suspensas ou adiadas para bem deste território e das suas gentes. O primeiro trimestre dá o mote para um ano recheado de surpreendentes deslumbramentos, que só na companhia do público ganharão o significado. 15 espetáculos de teatro e música, onde o Trigo Limpo teatro Acert, para além da sua mais recente criação, iniciará Teatro no Bar num novo formato que, de seguida, ganhará palcos nas freguesias. Duas residências artísticas e a abertura de duas exposições. Gravação de um CD, lançamento de dois livros, NU Palco e, para fechar o trimestre, a semana da Queima… e, no último dia de Março, o espetáculo comunitário que cruza todas as artes e que já representa uma imagem cultural de marca de Tondela no panorama artístico nacional: A Queima e Rebentamento do Judas. Aqueçam o inverno e abram portas à primavera, pois a razão maior da ACERT existir é dar a sua mãozinha para que o seu público seja feliz. ■


PROGRAMAÇÃO JANEIRO A MARÇO 2018 “Catre” de Nico Nubiola

até 21 jan Exposição

12 a 14 jan Gravação de disco Música de cena “Polegar”

p. 11 p. 19

13 jan Lançº. de livro

“Queima do Judas 2017” Susana Paiva p. 13

13 jan Teatro

Cândida ou o pessimismo

p. 15

15 a 21 jan Resid. Artística Desalinhados

p. 20

18 a 20 jan Teatro

Sentada no escuro - TLTA

p. 23

20 jan Lançº. de livro

Último Fumador

p. 21

20 jan Café Concerto

Barry white Gone Wrong

p. 53

25 jan Exposição

A beleza não é só minha...

p. 23

2 fev Concerto

Manuel Freire

p. 26

2 fev Café Concerto

Yami Aloelela

p. 56

3 fev Concerto

Najla Shami

p. 27

3 fev Café concerto

Urbanvibsz

p. 57

9 fev Teatro Escolar

Uma Farsa de Inês Pereira

p. 29

10 fev Café concerto

S. Pedro

p. 58

16 a 18 fev Contos volantes Uma história puxa a outra

p. 31

17 a 20 fev Resid. artística

Teatro de Manga

p. 32

17 fev Café concerto

47 de fevereiro

p. 59

24 fev Exposição

“Cinzas” de Miguel Valle Figueiredo

p. 33

24 fev Nu Palco

Filipe Melo

p. 39

3 mar Teatro

“Guarda Mundos” T. Disdascália

p. 41

10 mar Concerto

Sopa de Pedra

p. 43

10 mar Café concerto

Monday

p. 60

16 mar Concerto

Aline Frazão

p. 45

“Fogo!” Trigo Limpo teatro ACERT

p. 47

16 a 18 mar Café teatro

“Senhor Ibrahim…” T. Meridional

p. 49

26 a 30 mar Oficinas

Fábrica da Queima

p. 51

31 mar Teatro de Rua

Queima e Rebentamento do Judas

p. 53

31 mar Café Concerto

Não há 2 sem 3

p. 61

17 mar Teatro

ACERT JANEIRO A MARÇO 2018


CÂNDIDA OU O PESSIMISMO

SENTADA NO ESCURO

A BELEZA NÃO É SÓ MINHA...

teatro 13 jan.

teatro 18 a 20 jan.

exposição 25 jan. a 19 fev.

MANUEL FREIRE

NAJLA SHAMI

concerto 2 fev.

concerto 3 fev.

UMA HISTÓRIA PUXA A OUTRA

contos volantes 16 a 18 fev.

SOPA DE PEDRA

ALINE FRAZÃO

concerto 10 mar.

concerto 16 mar.

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CINZAS - MIGUEL VALLE FIGUEIREDO

exposição 24 fev. a 31 mar.

FILIPE MELO

NU Palco 24 fev.

SENHOR IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO

FOGO! TRIGO LIMPO

teatro 17 mar.

café com teatro 16 a 18 mar.

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QUEIMA E REBENTAMENTO DO JUDAS

teatro de rua 31 mar.


ZÉTAVARES ©


até 21 jan. exposição

Catre DE

NICO NUBIOLA

Mural escultórico portátil de medidas variáveis Inaugurada com enorme sucesso durante a última edição do Finta, Catre traz ao Novo Ciclo o trabalho de Nico Nubiola, artista que todos os tondelenses reconhecerão como o autor de boa parte das esculturas cénicas que integram os espetáculos do Trigo Limpo teatro Acert. Catre é uma imensa cama escultórica e fragmentada, um grande mural de lençóis e corpos, uma cama-mundo poética e contaminada, uma metáfora do mar que nos toca viver, onde os panos-ondas sustentam o desconcerto da nossa própria existência; o trapo com que lavamos a nossa auto-destruição; finalmente, coincidimos com o nosso próprio lixo no mesmo catre onde pretendemos descansar; impossível fugir desta dura realidade; o resultado da nossa tentativa não consegue melhorar a nossa vida; a pele ferida no edredão; a nossa (ir) responsabilidade acusa-nos; o nosso destino, está escrito? 11

Algumas reflexões A linguagem do corpo contém uma espécie de mistério, um segredo denso e quase inesgotável que não tem nada a ver com a anatomia. O relevo interessa-me especialmente, porque se alimenta da perspetiva, que é um atributo do desenho que não existe na escultura e que traz um elemento de distorção que me parece muito rico e expressivo. Suponho que o ritmo que me é imposto pelo talhar da madeira coincide de um modo muito exato com o meu ritmo mental, e por isso acabou por ser o meu meio habitual. A policromia com lápis de cor traz uma certa vibração muito natural. É uma técnica muito económica, que descobri por acaso, e que tem uma lógica esmagadora. ✎✎ Nico Nubiola Galeria ACERT Inaugurada a 6 de dezembro de 2017

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13 jan. Sáb, 18:00 apresentação de livro

Susana Paiva

QUEIMA DO JUDAS 2017 O olhar da fotógrafa Susana Paiva sobre a Queima do Judas 2017 numa edição da Acert Antes do fogo, o gesto – coletivo e dedicado – de erguer o que se vai queimar. Ao longo de uma semana, a Acert acolhe a Fábrica da Queima, onde muitas dezenas de voluntários se juntam para construir o Judas, enorme boneco que incorpora tudo aquilo que não se quer levar para o ciclo seguinte. Ao longo da semana que antecede a Páscoa, vimes, canas e papel são cuidadosamente dispostos para criar esse boneco, e há quem ensaie canções, coreografias, marcações para o fogo. Há, também, quem registe todos esses momentos, como aconteceu com Susana Paiva na Queima de 2017, um trabalho que agora se publica em livro para memória futura, cruzando o olhar da fotógrafa com os gestos de tanta gente, em imagens que não precisam de legenda para contarem várias histórias. 13

Susana Paiva esteve presente ao longo da Semana da Queima e fez-se invisível por entre a multidão. Fez-se invisível mas nunca deixou de ver, partilhando agora os olhares que registou em imagens a preto e branco, narrativa visual de oito dias de intensa partilha comunitária que terminaram entre labaredas e fogo de artifício. Na apresentação de Queima do Judas 2017, juntamos à mesa Susana Paiva, a autora, José Rui Martins, Zé Tavares e Sara Figueiredo Costa para uma conversa sobre a Queima, os muitos modos de a ver e dar a ver. E isto de transformar em livro um momento único, mas ainda assim passível de partilhar com outros. Galeria ACERT · entrada Gratuita

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MARGARIDA DIAS ©


13 jan. Sáb, 21:45 teatro

Cândida

ou o pessimismo DA

ESCOLA DE MULHERES OFICINA DE TEATRO

Uma comédia amarga (seis personagens para uma atriz) Cândida, uma atriz luso-angolana na decadência, foi contratada pela Irmandade InterGalactica para pesquisar sinais de vida inteligente no Universo. Ela tem o dom de sintonizar e emitir em direto para o espaço pedaços de vida de várias personagens. Cruzam-se em cena: a velha ama africana, que conta a história das origens da raça branca, o marido da atriz, um gay não assumido que quer ganhar dinheiro à custa da fome em Angola, a amiga, dona de casa que, à falta de stress, se stressa a correr das sevilhanas para o tai-chi e do tai-chi para as compras, a jornalista pseudo-feminista, que escreve textos políticos e é despedida pelo ex-marido, a mãe, muito velhinha e confusa, nascida em África,

que conta mil histórias d´Aquém e d’Além Mar e a Maria Parda, personagem emblemática de Gil Vicente. Em Cândida Ou O Pessimismo, a ficção, a memória e o humor confrontam-nos com um mundo contraditório e um futuro incerto. Texto e Autoria Cucha Carvalheiro Encenação e espaço cénico Fernanda Lapa Interpretação Cucha Carvalheiro Assistente de encenação Marta Lapa Desenho de luz Paulo Santos Fotografia Margarida Dias Grafismo e cartaz Manuela Jorge Dir. produção e comunicação Ruy Malheiro Estagiário Pedro Monteiro

Preço: 7,50 € / Associado: 5 € Ver descontos na p. 77 Sáb. 13 de janeiro, às 21:45 Auditório 2 · M/14

Este espetáculo esteve agendado para 21 de outubro de 2017. Foi adiado, com o acordo da Escola de Mulheres, por coincidir com a semana em que suspendemos a programação, na sequência dos incêndios de dia 15 do mesmo mês. 15

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3 Perguntas a

CUCHA CARVALHEIRO

Em Cândida ou o Pessimismo temos uma personagem que se apropria, para depois as voltar a libertar, das histórias de muitas outras personagens. Podemos encontrar aí um paralelismo com a essência do trabalho do ator/da atriz? Sim. A personagem principal, ou “protagonista”, chamar-lhe-íamos numa peça canónica, é Cândida, uma actriz em final de carreira, que, afinal de contas sou eu própria, com aquilo que me preocupa hoje. O mecanismo dramatúrgico que proponho, uma actriz que atravessa uma crise psicótica, podendo, através desse mecanismo, comunicar com extra-terrestres e “transmitir” para o espaço fragmentos de vozes que “sintoniza” de outros personagens, é afinal, aquilo que nós actores, fazemos todos os dias quando representamos: pomos o nosso corpo e a nossa alma ao serviço de personagens.

No Cândido, de Voltaire, temos uma sátira ao optimismo alicerçado na religião e na filosofia. Que ponto de partida originou este texto de Cândida ou o Pessimismo, que tem no centro uma mulher capaz de escutar e dar a ouvir o Universo? O Cândido, de Voltaire é uma obra a que regresso muitas vezes pelo puro prazer da leitura, e do qual já fiz uma adaptação para teatro. Através da sátira ao optimismo, Voltaire faz um balanço do estado do mundo na sua época. À minha pequeníssima escala, o meu ponto de partida foi fazer um balanço do meu mundo: as minhas angústias, as minhas memórias, as minhas perplexidades.


© MARGARIDA DIAS

Num mundo cada vez mais disperso em termos de referências comuns, encontramo‑nos mais facilmente nos fragmentos e nas histórias dispersas do que nas narrativas de grande fôlego? É possível que para um público cada vez mais habituado a fazer zapping em frente à televisão, seja mais fácil aderir a fragmentos e histórias dispersas, mas creio que é errado, e um crime de lesa cultura, desistirmos das narrativas de grande fôlego: muitas

vezes, no Teatro, desistimos delas por falta de meios para o fazer; qual a Companhia que, em Portugal, tem dinheiro para pôr em cena um Shakespeare, ou um Tchechov, com 15 ou 20 actores em cena? O nosso destino será apenas resistir fazendo monólogos ou desconstruindo os clássicos em fragmentos que os descontextualizam? O meu Cândida ou o Pessimismo é também sobre esta angústia: não é por acaso que a personagem Cândida é apanhada, nua, a recitar Maria Parda (um monóogo) em frente ao Ministério da Cultura.


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Gravação de Banda Sonora Original 12 a 14 jan.

O pequeno grande polegar MÚSICA DE CENA

As gravações de mais uma edição discográfica da ACERT com a chancela de “Música de Cena” decorrerão ao longo de três dias, com o objetivo de registar a música do espetáculo “O Pequeno Grande Polegar”, nascida de referências musicais que fazem parte da memória coletiva, melodias e cadências do repertório tradicional. A partir dos poemas e palavras de José Rui Martins, Tiago Sami Pereira, responsável musical do espetáculo, desenvolve um conjunto de temas originais e adaptação de músicas do cancioneiro popular. Tendo como inspiração grupos como a Brigada Victor Jara e o Gac - Grupo de Ação Cultural, existe todo um trabalho de criação focado na narrativa e no pautar das diferentes emoções vividas na dramaturgia do espetáculo. Os ensaios proporcionaram momentos de experiência e partilha. Estabelecer relação entre os instrumentos mais populares, como os adufes, os bombos e a viola beiroa, com guitarras elétricas, baixo e bateria. Os arranjos foram fruto de um trabalho

coletivo, de junção de timbres e elaboração de texturas. Compassos de respiração e corpo, pontuadas por Miguel Cordeiro no baixo, o ritmo progressivo e palpitante da bateria intercalado com a sonoridade da viola beiroa, sob a interpretação de Marco Silva, o ataque e rasgos da guitarra de Gustavo Dinis, as frequências que nos transportam no espaço na guitarra de Paulo Nuno Martins e a voz de Tiago Sami Pereira ampliada pelo rufar dos bombos. Mais adiante, quando o CD estiver pronto, a música de “O Pequeno Grande Polegar” voltará a ouvir-se na Acert.

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Em Residência Artística no Novo Ciclo ACERT

DR

15 a 21 jan. 2018 (Continua de 5 a 7 de abril)

Desalinhados Núcleo de ceramistas da ACERT numa roda viva Desalinhados é um grupo de ceramistas portugueses com mais de 20 anos de experiências partilhadas que, não obedecendo a nenhuma tendência, mas sim à coerência artística de cada um, visa dignificar e devolver à sociedade a nobreza da cerâmica, aproximando o público do processo criativo. Em 2016, criou uma apresentação pública, “Cerâmica em performance”, que apresentou no Tom de Festa e em vários outros locais. Nesta performance, o grupo subia ao palco para erguer peças na roda de oleiro, acompanhado por um músico convidado e mostrando a cerâmica como veículo emocional em lugar do objeto físico convencional a que estamos habituados. Em 2018, o grupo

Desalinhados pretende desenvolver essa apresentação e, para isso, desafiou a ACERT a realizar uma ação de formação na área da interpretação, em parceria com o CEARTE, e uma residência artística para construção da nova performance. A estreia dessa apresentação que agora se vai preparar está prevista para dia 6 de Abril no 5º Encontro Internacional de Educação Artística, “Cultura, pois claro!” Entretanto no final de 2017 o grupo de ceramistas passou a ser o NCA - Núcleo de Cerâmica da ACERT. CERAMISTAS: Alberto Azevedo, António Duarte, Ana Lousada, Ana Maló, Carlos Lima, Carlos Neto, Miguel Neto, Paula Violante, Vasco Baltazar e Xana Monteiro

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20 jan. Sáb, 18:00 apresentação de livro

O último fumador DE

MANUEL VAN DER KREEK

O Último Fumador é a mais recente obra do catálogo da Medíocre​, um projecto de natureza experimental, sedeado em Viseu. Desde 2009 que a Medíocre​ tem vindo a trabalhar com vários autores na exploração de novas ideias. Das mais incomuns listam-se ioiôs ilustrados, existindo também ilustrações bordadas ou até desenhos em frascos. Quanto a este livro, enquadra-se na sua linha editorial, que começou com “Emergir” (2013), um livro de fotografia de Luís Belo. Aliás, este autor assume em “O Último Fumador” responsabilidade pelo grafismo e será uma das presenças, ao lado de João Luís Oliva, encarregue pela apresentação pública [mundial] desta obra de Manuel Van der Kreek. 21

"O último fumador era simpático. Uma pessoa simpática. Um tipo porreiro. Às direitas. Era cinco estrelas. Era igualmente um bom vizinho que nunca alguém desconfiou pudesse fazer algo de mal. Mais ainda por ser fumador. Claro. Garantidamente não faria o que fosse de errado. Cumprimentava aqueles com quem se cruzava na rua. Respondia a todas as solicitações. Nunca deixava de reservar um sorriso ou um gesto agradável para os que o abordavam. Feitas as contas era um fumador. O último aliás. E isso era mais relevante que qualquer outra coisa. ​'Se não se confiar nele; então em quem?' – era frequente ouvir-se dos que compartilhavam algum espaço ou minúsculo fragmento de tempo. Com o fumador entenda-se. O último, que já não há outro." Galeria ACERT · Entrada Gratuita

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ZÉTAVARES ©


18 a 20 jan. Qui e Sex, 10:30 Sex e Sáb, 21:45 teatro

Sentada

DO

no escuro

TRIGO LIMPO TEATRO ACERT A memória enquanto ficção no novo espetáculo do Trigo Limpo, estreado na última edição do Finta

Neste espetáculo vamos contar a história de uma mulher de 78 anos que veio de Faro para Lisboa quando ainda era nova, para ser atriz. Ali chegará a ter uma carreira, acidentada, até que começa a perder a memória. De umas brancas que motivam o seu despedimento até um poético e solitário existir interior, há todo um percurso de degenerescência onde as recordações se baralham, criando uma narrativa ficcional substituta da própria realidade. E é essa a narrativa do espetáculo. O que se passa na cabeça daquela mulher. A maneira como ela vê a fase terminal da sua vida. Este é o segundo trabalho que o Trigo Limpo teatro Acert faz a partir de António Lobo Antunes. Já em 2000 construímos “Cadeiras”, um cruzamento de partes da sua obra. Agora voltamos a ele porque estamos certos de que António Lobo 23

Antunes descreve como ninguém personagens fulcrais da nossa portugalidade. Texto: a partir de “para aquela que está sentada no escuro à minha espera” de António Lobo Antunes Dramaturgia e encenação: Pompeu José Interpretação: António Rebelo, Ilda Teixeira, Pedro Sousa, Raquel Costa e Sandra Santos Cenografia: Zétavares e Pompeu José Música: Gustavo Dinis e Uhai Figurinos: Adriana Ventura Vídeo: Alberto Plácido Desenho de luz: Paulo Neto Sonoplastia: Luís Viegas Design gráfico e fotografia: Zétavares Assistência: Ricci-Li Alexandre, Iván Dávila Grande e Deolindo Pessoa Produção: Marta Costa e Rui Coimbra

Preço: 7,50 € / Associado: 5 € Ver descontos na p. 77 Púb. Escolar: 18 e 19 de janeiro às 10:30 19 e 20 de janeiro às 21:45 Auditório 2 · M/12 · 70 min

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CARLOS TELES ©


25 jan. a 19 fev. exposição

A Beleza que não é só minha… Uma exposição que convoca o olhar para a beleza do corpo e do tempo que sobre ele vai passando

A exposição fotográfica A Beleza que não é só minha… é o resultado de um trabalho de dois anos com os alunos da Universidade Sénior de Tondela, na disciplina de Gerontologia Social. Trabalhámos neste período a visão de mundo, o papel que cada um ocupa na sociedade, as escolhas que são feitas ao longo da vida, de forma consciente e inconsciente, os conceitos e preconceitos, a sexualidade e a sensualidade na contemporaneidade e na terceira idade. Este último tema foi o mais sensível de se trabalhar, pela dificuldade que existe nas pessoas que estão nesta faixa etária em perceberem a beleza que nelas existe, sendo esta dificuldade reforçada na sociedade pelo conceito estereotipado de beleza, circunscrito a uma faixa etária mais jovem. Os alunos, todos acima

de 65 anos, despiram-se de pré-conceitos e aceitaram o desafio de posar para as lentes de um fotógrafo profissional, com o intuito de mostrar à sociedade a beleza que transcende padrões e estigmas. Todos os profissionais envolvidos: terapeuta ocupacional, fotógrafo, maquilhador e designer gráfico trabalharam voluntariamente, por acreditarem que este projeto pode contribuir para uma mudança de paradigma social diante do envelhecimento e do corpo que envelhece. Convidamo-lo a despir-se também de pré‑conceitos e a ver a beleza existente na diversidade humana. Fotógrafo: Carlos Teles Organizadora: Patrícia Marques

Inauguração: 25 de janeiro, às 21:00 Galeria ACERT · Entrada Gratuita

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2 fev.

DR

Sex, 21:45 concerto

Manuel Freire MUSIDANÇAS

Um dos nomes incontornáveis da canção de intervenção vem à ACERT dar nova vida ao seu longo repertório Ele bem sabe que o sonho… Entrou no Teatro Experimental do Porto em 1967. Entretanto, estreava-se na música com um EP que continha Dedicatória, Eles, Livre e Pedro Soldado, em 1968. O disco não escapou à censura, vindo a ser proibidos quatro temas. Estreou-se na televisão, no Zip-Zip, em 1969, para cantar Pedra Filosofal, poema de António Gedeão, que o popularizou. O EP Dulcineia foi lançado em 1971, em 1972 colaborou na banda sonora da longa-metragem de Alfredo Tropa, Pedro Só e editou, em

1973, o LP De Viva Voz, gravado ao vivo com José Afonso e José Jorge Letria. Foi um dos muitos músicos que, conjuntamente com Zeca Afonso, participou no influente e extraordinário espetáculo que encheu o Coliseu, a 29 de Março de 1974, acabando num coro de Grândola Vila Morena. Preço: 7,50 € / Associado: 5 € Ver descontos na p. 77 Sex. 2 de fevereiro às 21:45 Auditório 2 Co-organização: Cadeira Amarela

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3 fev.

AINOA CALVO ©

Sáb, 21:45 Concerto

Najla Shami MUSIDANÇAS

Da Galiza e do mundo, uma voz que guarda no timbre as influências de muitas culturas Najla Shami é uma cantora e compositora galega, nascida em Compostela e filha de três culturas: palestiniana, galega e argentina. Cresceu entre a Galiza e o Kuwait. Começou a estudar e cantar com 9 anos, fazendo parte de diversos coros e formações de música tradicional galega. Nessa altura, cria as suas primeiras canções. Em 1997 decidiu estudar música moderna e educação musical, aprofundando a técnica vocal e a sua pedagogia, atividade que a levou a países coma a Noruega, EUA, Jordânia, Kuwait, Inglaterra, Portugal e Espanha. Gradualmente, incorporou novas influências na sua linguagem, 27

juntando sonoridades de Portugal, Brasil e África que mistura com as suas raízes e com o jazz, o que imprime uma profunda marca na sua evolução. Em julho de 2013, lançou o livro-disco Na língua que eu falo (Editorial Galaxia), onde se debruça sobre a obra da escritora Rosalía de Castro, uma seleção de dez temas que reúne sete poemas da autora galega com música original, duas novas criações e uma revisão do clássico “Negra Sombra”. Preço: 7,50 € / Associado: 5 € Ver descontos na p. 77 Sáb. 3 de fevereiro às 21:45 Auditório 2 Co-organização: Cadeira Amarela

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9 fev. Sex, 10:30 e 14:30 Teatro / Púb. Escolar

Uma farsa de Inês Pereira PELO

TEATRO ACTUS

Gil Vicente visita os alunos com uma das suas peças mais representativas Inês é uma rapariga presa a uma vida que não quer, que não deseja. Está a bordar um pano branco e fluido, um pano que é água e é sonho, é prisão e pesadelo, é imaginação e inconsciente. Vem de cima, do alto do Tempo... Um pano que pode representar o seu sonho de ser livre, a sua imaginação romântica, ou a própria peça de teatro de que ela faz parte e onde, como personagem, talvez se possa libertar. Como qualquer um de nós, Inês terá escolhas. Mas será que fará as escolhas certas? Gil Vicente coloca em cena, mais uma vez, de forma tipificada, a condição humana: o galante e cobarde escudeiro; o homem rústico e simples, de bom coração; o ermitão imoral; a alcoviteira casamenteira; os judeus gananciosos... Inês, no entanto, evolui, pois 29

a sua escolha, tal como um ponto no bordado, irá determinar a sua experiência de vida. E ela prefere um “asno que a carregue” a “um cavalo que a derrube”. Cinco séculos nos separam da primeira apresentação da Farsa, mas esta matéria branca, pura, chega às nossas mãos como se Gil Vicente estivesse aqui, entre nós. Encenação: Tomé Vieira Elenco: Ana Dionísio, Ana Rita Santos, Carolina Bettencourt, Jorge Sequeira, Luís Gomes, Paulo Quedas, Tomé Vieira Sonoplastia e Iluminação: António Pedro Costa Produção: Isabel Matos e Cristina Alexandre

Preço: 4 € Sex. 9 de fevereiro às 10:30 e 14:30 Auditório 1 · M/12 · 60 min.

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CONTOS VOLANTES Ou quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto Contamos histórias há milénios, mesmo antes do teatro, da televisão, do cinema, da rádio e até mesmo da escrita. Provavelmente tudo começou quando inventámos a linguagem lá longe, muito longe, quando sentimos vontade de passar para os outros informações, saberes, sentimentos e emoções. Provavelmente aconteceu para viajarmos no tempo, do passado ao futuro. Provavelmente aconteceu quando percebemos, talvez, que poderíamos saltar os muros da vida real,

para senão viver, talvez sonhar num mundo paralelo e ficcional. O contador de estórias, pedra basilar do começo do teatro foi e será sempre uma figura fundamental, grande transmissor dos valores essenciais da humanidade, explicador poético dos mistérios da vida, que sempre soube suavizar as agruras e por vezes a monotonia do quotidiano e amenizar os medos e temores que sentimos quando estamos perante o desconhecido. Sabemos sempre que é apenas um conto, uma estória, mas naquele momento de ouvir, estamos dispostos a acreditar.

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16 + 17 e 18 fev. Contadores de Histórias

DR

Uma história puxa a outra

POR

THOMAS BAKK

CONTOS VOLANTES Um homem traz na mala muitas histórias para contar, dos lugares por onde andou, das personagens que encontrou e de tudo o que se passou, numa fantástica aventura no tempo. O repertório é inspirado na Literatura de Cordel, denominação genérica das narrativas em verso que tiveram origem em Portugal, chegaram ao Brasil através da Tradição Oral e que influenciaram uma parcela significativa dos mais célebres contos clássicos, tendo praticamente desaparecido em Portugal e toda a Europa. Trata-se de um resgate do património Histórico e Cultural, no domínio da Oralidade. O espetáculo

propõe um passeio por alguns dos mais fascinantes géneros das narrativas populares, tais como a sátira, a lenda, a fábula e a parábola, onde Uma História Puxa A Outra. Todas as histórias são contadas pelo próprio autor que narra e interpreta várias personagens, utilizando o Teatro a Música e a interação com o público, num espetáculo surpreendente e divertido. Sex. 16 de fevereiro às 22:00 Bar ACERT · Entrada Gratuita Sáb. 17 de fevereiro às 21:30 Dom. 18 de fevereiro às 16:00 (Freguesias a definir)

NO NOVO CICLO E FORA DE PORTAS O espetáculo decorre no Novo Ciclo ACERT e num abraço fraterno às freguesias do Concelho vítimas do incêndio. 31

ACERT JANEIRO A MARÇO 2018


Em Residência Artística no Novo Ciclo ACERT

DR

17 a 20 fev. 2018

Teatro Manga Com sede em Lisboa e Bristol, com paragem para ensaios em Tondela O Teatro Manga é uma abordagem às artes performativas inspirada nas narrativas gráficas e em especial na banda desenhada de estilo Manga. É uma fusão de diferentes linguagens performativas, que privilegiam a poesia do desenho do corpo do ator no espaço e o carácter evocativo das diferentes componentes plásticas. Aposta na tradução para o trabalho do ator de aspetos específicos da arte de contar histórias da banda desenhada, através do estudo e da apropriação de técnicas com referência ao Bunraku, Butoh, Clown e Commedia Dell’Arte. O espetáculo, A Sacalina, narra a viagem que o autor e dramaturgo Anton Tchékhov realizou à estância

penal do império Russo, situada na ilha de Sacalina, em 1890. O espetáculo explora as origens e repercussões da viagem na figura do autor através da sobreposição de texturas, que ganham corpo no cruzamento do teatro com a dança e a ilustração em tempo real. Criado a partir da biografia, da correspondência e de partes da obra ficcional do autor, o espetáculo apresenta de uma forma poética, por vezes divertida, outras vezes dilacerante, o período da vida do autor que terá sido determinante na sua transformação de escritor talentoso em artista genial, de observador atento e mordaz em conhecedor profundo da matriz do comportamento humano.

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24 fev a 31 mar. Exposição de fotografia

DE

Cinzas

MIGUEL VALLE DE FIGUEIREDO Depois dos incêndios, o olhar de um fotógrafo perante a devastação, um modo de não deixar que a memória se perca

A ACERT ajudará a produzir e acolherá a primeira apresentação desta mostra, que terá depois, uma circulação nos espaços de mostra de artes visuais da região de Tondela. Trata-se de um projeto/proposta de um fotógrafo de créditos firmados no país e com raízes na região. É dessa particular relação que nasce a vontade de dar corpo fotográfico a uma devastação que afetou a região onde a ACERT está inserida e é o berço do fotógrafo. Cinzas, nome de código para o projeto fotográfico documental agora apresentado, pretende ser um contributo para que a memória das consequências dos incêndios de 15 de outubro de 2017 não se apague e uma modesta ajuda para aqueles que mais diretamente sofreram os seus efeitos. Este trabalho reveste-se de um carácter solidário as obras serão vendidas a instituições e empresas sendo

o resultado entregue à causa solidária da região de Tondela. Breve nota curricular Miguel Valle de Figueiredo é fotógrafo profissional desde 1986, desenvolvendo a sua atividade nas áreas industrial, de engenharia/ arquitetura e editorial. Foi ainda fotógrafo residente da Assembleia da República (1987) e da Sociedade Portuguesa de Estudos do Séc. xviii. Foi cofundador da revista Volta ao Mundo e diretor de fotografia da Evasões. Em 1997 foi galardoado com o Fuji-European Press Award na categoria de Grande Reportagem. No plano editorial, o seu trabalho pode ser ainda ser visto em diversas publicações nacionais e internacionais. Parceria do Autor com a ACERT e o Município de Tondela Inauguração: 24 de fevereiro às 21:00 Galeria da ACERT · Entrada Gratuita

A partir de abril a exposição terá uma itinerância na região de Tondela e Viseu 33

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MIGUEL VALLE FIGUEIREDO ©


3 Perguntas a

MIGUEL VALLE DE FIGUEIREDO Esta exposição nasce na sequência dos incêndios que deixaram um rasto de destruição no concelho de Tondela e em vários outros concelhos da região. O que te motivou a agarrar na máquina, disparar e fazer, depois, uma exposição? Toda a ajuda é pouca e há, obviamente, várias formas de ser solidário neste caso. A intenção desta exposição e outras iniciativas que dela possam nascer, é não deixar cair no esquecimento a tragédia e as suas consequências directas. Pretende-se uma, mais uma, chamada de atenção para os enormes problemas decorrentes dos incêndios de 15 e 16 de Outubro na região, através do que se pode designar como fotografia documental. Simultaneamente a verba obtida com a venda das fotografias a empresas e, eventualmente, a particulares, reverte na totalidade para quem mais precisa, eliminando alguma burocracia que se sabe existir na garantia dos apoios tão necessários, tentando alguma rapidez na ajuda possível.

Como é que se regista um território devastado pelo fogo, sabendo que esse território é mais do que uma porção de terra e que a geografia inclui gente, hábitos, tradições, necessidades e muitos outros elementos não quantificáveis em metros quadrados ardidos? É uma questão complexa a que vou tentando responder a cada momento. O resultado tem de implicar a tomada de consciência do observador das imagens que lhe permita mudar a forma como encara determinado acontecimento, podendo ajudar a prevenir ou alterar certos comportamentos. É-me evidente que a memória colectiva de um acontecimento da gravidade e extensão como o trágico incêndio que assolou, entre outros, o Concelho de Tondela, merece um registo fotográfico sem artifícios, um olhar que transmita a devastação do território e do património natural e construído, que mostre a brava resistência e força dos atingidos, uma visão que se cruze entre o foto-jornalismo mas sem o imediatismo e alguma da sua urgente espetacularidade e a


© J.A. MALATO DE SOUSA

fotografia dita de autor, evitando exercícios de estilo artísticos que nos afastariam um pouco da realidade. Quero nesta exposição prestar uma singela homenagem a todos os que sofreram com maior ou menor intensidade este flagelo e que os vindouros possam ter a noção do que se passou neste território e com estas populações. Entre o teu olhar no local e a imagem que fazes e decides mostrar, que passos se dão? Ou seja, como é esse processo de ver, sentir, tentar compreender e chegar, depois, a uma imagem? No caso destas imagens que tenho captado a explicação é que se trata de um reflexo quase psicanalítico, se posso dizer assim. Desde miúdo que os fogos me são fortemente perturbadores,

quase tanto como a sirene angustiada dos abnegados Voluntários de Tondela a chamá-los para a missão. Fartei-me de ver a Serra do Caramulo e o Concelho a arder – posso agora revelar que ajudei um bocadinho no combate de um ou noutro à revelia da família…– e pensei sinceramente que depois de 2013 algumas medidas profundas iriam ser tomadas para evitar a destruição mas, pelos vistos,enganei-me redondamente. Também por isto, a vontade de ajudar com aquilo que posso fazer. Respondendo mais diretamente, penso que ver e sentir deve ser um processo automático e simultâneo, enquanto a compreensão vem do conhecimento que se tem do que se vai fotografar e/ou da informação que se consegue no momento, ou seja e neste caso, conhecendo o território, as suas gentes e património, natural ou edificado, e tendo uma noção mínima do que é um incêndio, juntando o fim a que se destina determinada fotografia (nem sempre existe esse fim), a “tarefa” parece quase natural.


© VITORINO CORAGEM

NU PALCO Artistas que partilham o palco com os espectadores, num diálogo de proximidade que privilegiará a conversa e momentos íntimos de demonstração da sua criatividade. Cada momento revela um espaço de intimidade, onde cada artista partilha segredos, inquietações e ternuras. Na nudez do palco, transformado em sua

casa, o espectador é convidado a entrar na habitação do criador, num momento de convivência informal onde tudo pode acontecer. Um momento irrepetível pela autenticidade e descoberta do universo de paixões que fazem de cada artista um contador das suas histórias.

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24 fev. Sáb, 21:45

Filipe

Melo NU PALCO

Conversa com um dos mais versáteis (e irrequietos) criadores portugueses do nosso tempo Quando somos convidados para assistir a um Nu Palco com Filipe Melo, perguntamo-nos: será que vamos assistir a um concerto ou vamos ver um filme? Se calhar vamos ler banda desenhada. Não, vamos conversar. O Filipe é isto tudo! Argumentista, produtor ou realizador de cinema, músico ou autor de BD…. É seguramente um dos criadores mais multifacetados da sua geração, mas é também um grande conversador. A frase diz “o homem sonha e a obra nasce” e nada se aplica tão bem a este sonhador/concretizador de algumas das mais interessantes criações dos últimos anos. Na BD, As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, Os Vampiros ou o mais recente Comer/Beber, 39

no cinema, I’ll see you in my dreams (vencedor do Fantasporto 2004), na TV, Um mundo catita, na música, Deixem o pimba em paz ou os diferentes projetos de jazz com que tem visitado a ACERT são bem demonstrativos da sua capacidade criativa e de surpreender. Acertino dos 7 costados, tondelense de adoção, será sobretudo uma conversa partilhada, sobre projetos passados e futuros, sempre com um sorriso nos lábios! Preço: 5 € / Associado: 3 € Ver descontos na p. 77 24 de fevereiro às 21:45 Palco Auditório 1

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© BRUNO MARTINS ACERT JANEIRO A MARÇO 2018

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2 e 3 mar. Sex, 10:30 e 14:30 Sáb, 16:00 teatro

PELO

Guarda Mundos

TEATRO DA DIDASCÁLIA

Um espetáculo que traz para fora do armário as memórias, os sonhos, os medos e a vontade de encontrar novos caminhos Que memórias estão presentes na roupa que vestimos ou nos objetos que utilizamos ao longo de uma vida? Que histórias ficam guardadas em gavetas? O que guarda um guarda-fatos? Guarda Mundos é um espetáculo construído sobre um objeto muito particular, o guarda-fatos. Este objeto é, na infância, símbolo de refúgio e de portal para uma outra dimensão, capaz de atrair a curiosidade das crianças e as catapultar para o universo da imaginação. A peça explora universos fantásticos através do jogo com peças de roupa, lençóis, peluches, cabides. O resultado é uma viagem vertiginosa, um espetáculo acrobático, com uma forte componente visual e simultaneamente mágico. Guarda Mundos é um mergulho no espaço íntimo, uma viagem pelo 41

imaginário individual com uma paisagem recheada de medos, desejos e sonhos. Encenação: Bruno Martins Criação e Interpretação: Bruno Martins, Cláudia Berkeley e Luciano Amarelo Música Original: Alberto Fernandes e Rui Souza Cenografia: Sandra Neves Figurinos: Cláudia Ribeiro Desenho de Luz: Valter Alves Apoio à acrobacia aérea: Juliana Moura Produção Executiva: Ludmila Teixeira Coprodução: Teatro da Didascália; Casa das Artes de V. N. de Famalicão; Teatro Municipal do Porto; Centro de Arte de Ovar; Teatro Municipal de Bragança.

Preço: 7,50 € / Associado: 5 € Ver descontos e preço para público escolar na p. 77 Púb. Escolar: 2 de março às 10:30 e 14:30 Sáb. 3 de março às 16:00 Auditório 1 · M/6 · 50 min

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DR


10 mar. Sáb, 21:45 Concerto

Sopa de Pedra Na comemoração do Dia Internacional da Mulher, um grupo de dez vozes femininas promete arrebatar o público com a sua polifonia

As Sopa de Pedra são a prova de que é possível olhar para o futuro sem menosprezar o que está para trás. Partindo de um repertório de raiz tradicional, as dez mulheres cantam canções de trabalho ou de festa, romances e histórias que se perdem no tempo, sempre com a voz aberta ao tempo que passa. De onde viemos não é um lugar cristalizado, para onde vamos será um tempo tanto mais interessante quanto soubermos fazer dele o encontro entre a raiz e a vontade de tudo mudar. Como se lê numa entrevista que deram ao Público (num artigo de Mário Lopes), a propósito da sua participação no Vodafone Mexefest, o que as Sopa de Pedra cantam é aquilo que faz sentido para os elementos da banda hoje: «O clique não veio de nos organizarmos para fazer uma banda, 43

preparar um repertório e ajudar a reavivar e a recuperar [o cancioneiro tradicional]. Foi uma consequência de isto estar presente nas nossas vidas, de formas diferentes». É através de adornos, harmonias e arranjos novos que o grupo a cappella de dez mulheres traz de novo à memória o património imenso da tradição, relendo-o à luz do que hoje vamos sendo e usando, sempre, o instrumento mais potente que o Homem não inventou: a voz. Fruto de um trabalho que levou três anos a concluir, lançaram a 6 de Outubro de 2017 o álbum Ao longe já se ouvia. Preço: 7,50 € / Associado: 5 € Ver descontos na p. 77 Sáb. 10 de março às 21:45 Auditório 1

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DR ACERT JANEIRO A MARÇO 2018

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16 mar.

Aline Frazão

Sex, 21:45 concerto

Uma das grandes vozes da nova música angolana traz a Tondela a força de um repertório inesquecível Aline Frazão é um dos nomes sonantes da nova geração de músicos angolanos. Cantora, compositora, guitarrista e produtora, nasceu em Luanda, em 1988, cidade onde cresceu e ainda vive. Em 2011, lançou o seu álbum de estreia, Clave Bantu. O disco é composto por um repertório autoral gravado em Santiago de Compostela com os músicos José Manuel Díaz e Carlos Freire. Conta ainda com duas parcerias inéditas com os escritores angolanos José Eduardo Agualusa e Ondjaki. Movimento, editado em 2013, é o seu segundo álbum, no que assina a produção musical. Desta vez, para além de dar música ao poema “Ronda”, de Alda Lara, Aline Frazão partilha a autoria de “Desassossego” com Carlos Ferreira, letrista, poeta e jornalista angolano. O disco foi lançado em maio de 2013, editado em Portugal pela PontoZurca e distribuído no resto da Europa pela Coast Company. Depois de apresentar o disco em Luanda, 45

vieram as tournées internacionais e, desde então, Aline teve a oportunidade de pisar palcos de países como Cabo-Verde, Quénia, Etiópia, Tanzânia, Alemanha, Brasil, Portugal, Suíça, Noruega, Áustria. Entretanto, chegou Insular, o seu terceiro disco de originais, onde se apresentam novas parceria, com a poetisa angolana Ana Paula Tavares e a rapper portuguesa Capicua, bem como uma versão de “Susana”, de Rosita Palma, com a participação especial de Toty Sa’Med. A cantora está neste momento a preparar o seu próximo trabalho discográfico, com data prevista de lançamento para o último trimestre do ano de 2018. Preço: 7,50 € / Associado: 5 € Ver descontos na p. 77 Sex. 16 de março às 21:45 Auditório 2

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CARLOS FERNANDES ©

CAFÉ COM TEATRO Café com teatro é o nome de um ciclo de três espetáculos de pequeno porte do Trigo Limpo teatro ACERT, pensados para serem apresentados em contextos e lugares não convencionais. O seu carácter despretensioso não preconiza facilitismos. As temáticas a abordar

serão atuais, pertinentes e inquietantes e por vezes de carácter pedagógico. A sua forma descontraída disfarça conteúdos sérios que, temperados com uma boa dose de humor, poderão provocar gargalhadas.

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16 + 17 e 18 mar. Sex, 23:00 / Sáb, 21:30 e Dom, 16:00 café teatro

DO

Fogo!

TRIGO LIMPO TEATRO ACERT CAFÉ COM TEATRO

O primeiro ciclo desta trilogia de espetáculos decorrerá em 2018 e terá como temas: Fogo, Água e Terra. O fogo do amor, da paixão, também da destruição. À roda de uma fogueira onde se contam histórias, se cantam histórias e se ri das histórias, o fogo é o mote para um espetáculo quente e animado. Um espetáculo cómico e musical que procura exorcizar o medo e jogar com a riqueza de significados da palavra e das emoções nela contidas. Fogo, chama, lume, luz, paixão, brilho, ardor, espanto… O ponto de partida é este, os diferentes significados que a expressão pode ter.

Será um fogo que nos alimenta ou que nos consome? Um fogo que nos alumia ou destrói? Que nos espanta? …Ou nos dói? Criação, Interpretação e Dramaturgia: Pompeu José, Raquel Costa e Sandra Santos

Sex. 16 de março às 22:00 Bar ACERT · Entrada Gratuita Sáb. 17 de março às 21:30 Dom. 18 de março às 16:00 (Freguesias a definir)

NO NOVO CICLO E FORA DE PORTAS O espetáculo decorre no Novo Ciclo ACERT e num abraço fraterno às freguesias do Concelho vítimas do incêndio. 47

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© NUNO FIGUEIRA

27 DE MARÇO / COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO TEATRO A ACERT e o Trigo Limpo teatro ACERT celebram anualmente esta data que demonstra, simbolicamente, a importância duma arte que celebra a vida, numa relação íntima com a comunidade e o público que a edifica. Uma arte que nos continuará a ajudar a refletir sobre a condição humana

através duma comunicação autêntica, sincera e tocante. A apresentação do Teatro Meridional na programação será portadora de todos estes sentimentos que unem criadores teatrais com o seu público. Este ano começamos a comemorar o Dia Mundial do Teatro a 17 de março.

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17 mar.

O senhor Ibrahim e as flores do Corão

PELO

Sáb, 21:45 teatro

TEATRO MERIDIONAL

Um espetáculo sobre as aparências e sobre o modo como nos deixamos (ou decidimos não deixar) levar por elas Em Paris, nos anos 60, Momo, um rapazinho judeu de onze anos, torna-se amigo do velho merceeiro árabe da rua Bleue. Mas as aparências iludem: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleue não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu. Eric-Emmanuel Schmitt, autor do texto que aqui se encena, é um dos dramaturgos de língua francesa mais lidos e representados no mundo. Os seus livros foram traduzidos para 43 línguas e as suas peças são representadas regularmente em mais de 50 países. Continua a escrever imparavelmente – muitas vezes ao ritmo de uma peça ou mais por ano. Em 2000 recebeu o Grande Prémio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto da sua obra teatral, e 49

em 2004 o Grande Prémio do Público, em Leipzig. Texto Eric-Emmanuel Schmitt Tradução Carlos Correia Monteiro de Oliveira Versão Cénica e Encenação Miguel Seabra Interpretação Miguel Seabra e Rui Rebelo Espaço Cénico Marta Carreiras e Miguel Seabra Figurinos Marta Carreiras Música original e Sonoplastia Rui Rebelo Desenho de Luz Miguel Seabra Assistência de Encenação Marta Carreiras Fotografia Nuno Figueira Assistência de Cenografia e Construção de Adereços Marco Fonseca Produção Executiva Rita Conduto (2017) Produção Teatro Meridional Direção Artística do Teatro Meridional (Miguel Seabra e Natália Luiza)

Sáb. 17 de março às 21:45 Auditório 1 · M/12 · 100 min Entrada Gratuita

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SUSANA PAIA ©


26 a 30 mar. Dom. a sáb. formação

Fábrica da Queima 2018 Uma semana de formação para preparar um grande espetáculo O espetáculo comunitário de teatro de rua que recria a celebração ancestral da “Queima e Rebentamento do Judas” é preparado e construído na semana anterior à sua apresentação. A equipa do Trigo Limpo teatro ACERT e os criadores convidados recebem as mais de duas centenas de participantes para concretizar as ideias apresentadas na reunião preparatória.

Na secretaria da ACERT com entrega da ficha de inscrição e cópia do Cartão de Cidadão do participante. Os menores de 18 anos devem trazer a autorização devidamente preenchida e assinada pelo Encarregado de Educação, bem como respetiva cópia do Cartão de Cidadão.

Reunião preparatória

domingo, 25 de março às 18:00, no Bar ACERT

26 a 30 de março Oficinas da Queima

Formadores Interpretação: António Rebelo, Ilda Teixeira, José Rui Martins, Pedro Sousa, Raquel Costa e Sandra Santos Movimento: Juliana Gamas Música: Tiago Pereira

Destinatários

Maiores de 14 anos

Participação Gratuita 51

Inscrições

Uma semana de Oficinas de Movimento, Interpretação, Música e Construção Cenográfica. 09:30 às 13:00, 14:00 às 18:00 e 21:00 às 23:00, Novo Ciclo ACERT Podem participar pessoas que apenas tenham disponibilidade à noite. Horário: 20:00 às 23:00

Montagem

Sábado, 31 de março

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CARLOS TELES ©


31 mar. Sáb, 23:30 teatro comunitário de rua

Queima e Rebentamento do Judas 2018 O mesmo fogo que, em 2017, destruiu avassaladoramente pessoas e bens e devastou a paisagem da nossa região, vai servir para que artistas e comunidade, juntos num coletivo, “queimem” uma figura gigantesca representativa de tudo o que nos oprime e festivamente expurguem todos os males numa lavagem de alma única e transformadora. Temos consciência de que não vai ser fácil conviver com essa força destruidora e as marcantes memórias que nos deixou mas… Mais uma vez, o símbolo de todos os males vai rebentar! O bem e o mal vão conviver, metaforicamente, num ritual pagão em que a ironia é a ferramenta essencial para a construção de mais esta Queima. 53

Coordenação artística: José Rui Martins e Pompeu José Dramaturgia: Coletiva Coordenação Musical: Tiago Pereira Coordenação coreográfica: Juliana Gamas Coordenação Cenográfica: Zétavares Coordenação de montagem: Pompeu José Coordenação Técnica: Luís Viegas e Paulo Neto Coordenação cénica de grupos: António Rebelo, Ilda Teixeira, José Rui Martins, Pedro Sousa, Raquel Costa e Sandra Santos Coordenação de produção: Marta Costa e Rui Coimbra Secretariado: Paula Pereira e Rui Vale … e todos os participantes: atores, músicos, construtores, manchas negras… sem os quais, a concretização deste sonho não acontecerá.

Local a definir · Entrada Gratuita

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CAFÉS CONCERTO A música étnica, no seu conceito mais abrangente, tal como a divulgação de projetos artísticos regionais, nacionais e internacionais emergentes, é o conceito que a Acert procura explorar na programação. O espaço Bar Acert é o espaço de excelência para o convívio e o encontro de associados e público. Aberto diariamente, oferece condições singulares para encontros de trabalho, de ócio, de estudo e para sentir o movimento dos criadores que habitam os espaços de preparação e apresentação dos espetáculos. O Bar Acert complementa com o seu serviço e iniciativas o ambiente cultural acolhedor, cooperando também para que a programação do espaço seja uma marca distintiva.


20 jan.

TIAGO COSTA ©

Sáb, 23:30 café concerto

Barry White Gone Wrong UM BELGA E TRÊS PORTUGUESES ENCONTRAM-SE NO AR E O RESULTADO É UMA BANDA COM SOM CONTAGIANTE Barry White Gone Wrong nasceu literalmente dos céus, algures entre Oslo e Lisboa, dentro de um avião. Nele seguiam Peter de Cuper, um belga radicado em Sesimbra desde 1995, e os membros da banda Os 3 Marias, que de Marias não tinham nada, mas tinham o 1º. lugar no Festival Alternativo da Canção de 2011. Não se conheciam até então. Sem outras distrações a bordo, a conversa surgiu naturalmente e assim nasceu a banda. Músicos já tinham, faltavam as músicas. O belga começou a compor freneticamente na guitarra de brincar do filho. Às suas composições juntaram-se Nuno Gelpi, Mário Moral e Miguel Décio e, em 2012, lançaram o single «Glamour Road», incluído na 55

compilação Novos Talentos da FNAC. Depois de muitos concertos, e até de um ano sabático, os Barry White Gone Wrong regressam em 2015 mais fortes que nunca, preparados para deitar abaixo os palcos com a sua mistura de rock, soul e blues. Trazem as novas canções, «Hard Times» e «Dynamite», gravadas no estúdio Golden Pony em Lisboa. Esta última já se pode ouvir na Antena 3 e noutras rádios, e o seu videoclip já se encontra online. De volta aos palcos e já com vários concertos marcados, os Barry White Gone Wrong, voltam «cheios de pica». Uma coisa sabemos: o público sairá contagiado! Bar ACERT · Entrada Gratuita

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2 fev

JOÃO PORTUGAL ©

Sex, 23:30 Café concerto

Yami Aloelela MUSIDANÇAS DO FUNK AOS RITMOS AFRICANOS, YAMI ALOELELA TRAZ AO BAR ACERT UMA VIAGEM PELAS SUAS REFERÊNCIAS MUSICAIS Cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista, Yami Aloelela é um talento único. Conhecido como o baixista que acompanha Mariza, tem colaborado com vários outros artistas, de Carlos do Carmo a Sara Tavares, passando por Paulo de Carvalho, Electro Love, Demis Roussos, Ivan Lins, Anna Maria Jopek, Rhani Krija ou Tito Paris. Filho de pai português e mãe africana, Yami nasceu em Luanda. As suas raízes musicais passam pelo mar e vêm do sul, juntando tradição e inovação aos ritmos do Semba, da

Morna e da Coladera, bem como ao funk, ao reggae e à rumba. Yami Aloelela cruza todas estas referências na sua criação, o que faz dele um artista difícil de arrumar em classificações estanques. Em 2007, lançou o seu primeiro álbum, Aloelela, e a partir desse momento não deixou de tocar em palcos portugueses e espalhados um pouco por todo o mundo. Bar ACERT · Entrada gratuita Co-organização: Cadeira Amarela

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3 fev

DR

Sáb, 23:30 Café concerto

Urbanvibsz MUSIDANÇAS GROOVE E MUITO RITMO NUMA BANDA MARCADA PELOS SONS TRADICIONAIS DA JAMAICA New roots reggae/ Urban/ Dancehall A banda Urbanvibsz é caracterizada pelos sons tradicionais de raízes jamaicanas. O ritmo, o groove e a mensagem atual, ora em inglês ora em português, bem como os concertos ao vivo, contagiosos e cheios de energia, são os principais elementos que caracterizam a sua música. Blessings foi o terceiro trabalho, lançado em maio de 2016. Em 2017, chegou Good Morning Babylon, a partir

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do qual se criou este espetáculo. A banda já passou por palcos como MusaCascais, Festival Sudoeste ou Coliseu dos Recreios, e ainda por Espanha. Desde 2012 que vem partilhando palcos com nomes como Soja, Steel Pulse, Sly and Robbie, Andrew Tosh ou Richie Campbell, entre muitos outros. Bar ACERT · Entrada gratuita Co-organização: Cadeira Amarela

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10 fev .

DR

Sáb, 23:30 café concerto

S. Pedro UM CONCERTO QUE NASCE DA OFICINA DE UM ARTESÃO MUSICAL, ENTRE FITA MAGNÉTICA E AMIGOS À VOLTA DO GRAVADOR S. Pedro é o alter-ego de Pedro Pode, ex-homem forte dos Doismileoito, que faz agora a sua estreia a solo. Havia muitas ideias soltas no computador e no telemóvel que tinham de ser concretizadas, que tinham de ser gravadas. Então, para se “livrar” destas melodias, que já mais pareciam um grilhão que o impedia de seguir em frente, construiu um estúdio analógico, uma oficina de artesão. E foi gravando, com tempo, em fita magnética, aperfeiçoando arranjos, acrescentando instrumentos e convidando amigos para

colaborarem. Assim nasceu O Fim, uma coleção de canções de métrica redonda e recorte clássico, pop inteligente, afinada e ambiciosa. Histórias quotidianas, letras que nos fazem sorrir e versos que ficam a ressoar. Tendo em conta a delicadeza das canções, Pedro convidou os melhores músicos para o ajudar a levar o disco aos palcos deste país: Tó Barbot, André Aires e Júnior Amaral. Bar ACERT · Entrada Gratuita

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17 fev.

AUGUSTO LADO ©

Sáb, 23:30 café concerto

47 de fevereiro O “ROCK DE BARRICADA” DE UMA BANDA QUE PROMETE ABANAR MESAS E CADEIRAS NO BAR ACERT Saiu à rua o novo contragolpe da intertugalidade, em forma de rock de barricada. Guerrilheiros, caciques, mafiosos e outros que tais têm a palavra, ou as palavras de livros e crónicas sobre eles escritos. Em várias línguas, em vários tons de voz, na ilharga dos que criaram e perpetuam esta situação. 47 de Fevereiro baralha e volta a dar. “La beauté est dans la rue” Provenientes de projetos tão díspares como Touro Retimbrar, Zen, Anger, Souq, Fadomorse, Mi Ku

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Bô, Teia, Funkyard, Turn Off, Stopestra, Xícara, Mina, etc, os membros dos 47 de Fevereiro juntaram-se para dar seguimento à vontade comum de exprimir a música que lhes corre nas veias, sem filtros ou condicionalismos, e assim detonarem palavras. Formados em 2015, preparam atualmente o seu álbum de estreia, Luta Pela Manutenção, produzido por Rui “Caps” Ferreira. Bar ACERT · Entrada Gratuita

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10 mar.

DR

Sáb, 23:30 café concerto

Monday CAT FALCÃO TRAZ À ACERT O SEU NOVO PROJETO, ONDE A FOLK SE CRUZA COM SONS MAIS ELÉTRICOS Yo-Yo é o nome do single de apresentação de Monday, novo projeto de Cat Falcão, metade do duo Golden Slumbers. O tema foi incluído na colectânea Novos Talentos Fnac 2017 e faz parte do disco de estreia cuja edição está prevista para o final do ano. As canções de Monday, cujas letras têm tanto de autobiográfico como de ficcional, foram escritas por Cat Falcão, muitas das quais durante um período entre discos de Golden Slumbers, em que viveu em Londres. Neste conjunto de canções,

partindo das bases e influências folk da Cat, são exploradas novas sonoridades, mais elétricas e, a espaços, experimentais. A Yo-Yo, por exemplo, fala da “frustração de, por vezes, não se saber estar numa relação”. A acompanhar este primeiro tema surge também um colorido vídeo realizado por Filipa Simão e protagonizado por Cat, com a ajuda de efeitos especiais e cameos do produtor e guitarrista António Vasconcelos Dias. Bar ACERT · Entrada Gratuita

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31 mar.

DR

Sáb, após a queima do judas café concerto

Não há 2 sem 3 UM PROJETO MUSICAL COM IDENTIDADE NA REVISITAÇÃO DOS GRANDES CLÁSSICOS DO SOUL, FUNK, HIP-HOP E ROCK Música, energia, amizade e espontaneidade são quatro palavras que traçam, em conjunto, o fio condutor do projeto Não Há 2 Sem 3. Do soul ao funk, passando pelo hip-hop e com algum rock à mistura, entregam ao público alguns dos grandes clássicos da música mundial, sempre com um cunho pessoal. Os arranjos para o naipe de sopros imprimem ao concerto uma

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renovação musical de temas carismáticos, permitindo ao público tomar contacto com uma abordagem singular deste repertório. Guitarra/Voz: Ricardo Figueiredo Guitarra: Tiago Bessa Baixo: Marco Correia Bateria: Denis Soares Secção de sopros

Tenda Pátio · Entrada Gratuita

ACERT JANEIRO A MARÇO 2018


27 jan. seminário

DESAFIOS PARA UMA EDUCAÇÃO DE FUTURO O NOVO CICLO ACERT ACOLHE O Município de Tondela está a preparar, para o próximo dia 27 de janeiro de 2018, um seminário de educação intitulado “Desafios para uma Educação de Futuro”. O evento terá lugar no auditório 1 da ACERT e contará com Laborinho Lúcio, Helena Águeda Marujo, Luís Miguel Neto, Joana Rato, e Alexandre Castro Caldas como oradores. Reconhecendo que a educação contribui de forma preponderante para a melhoria das condições de vida da população, motivo pelo qual deve ser um vetor essencial no desenvolvimento e progresso da sociedade, o Município está empenhado em trazer a Tondela um leque de oradores de referência Ibérica. Para a manhã está prevista a intervenção de um nome ímpar em matéria de direitos infantis em Portugal: Laborinho Lúcio. O magistrado de carreira e membro do Conselho Nacional de Educação virá a Tondela debater um painel sobre a necessidade dos alunos assumirem um papel de maior autoridade e disciplina no seio da escola. Seguidamente, terão a palavra Helena Águeda Araújo e Luís Miguel

Neto, dois docentes e investigadores da Universidade de Lisboa, que virão abordar a importância da Psicologia Positiva e a Educação para a Felicidade dos nossos filhos/alunos. Já no período da tarde, a psicóloga e investigadora da Universidade Católica Portuguesa virá acompanhada de Alexandre Castro Caldas, diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, para apresentar um painel denominado “Quando o cérebro do seu filho vai à escola”. O painel que encerrará o Seminário de Educação 2018 ficará a cargo do ex-presidente do Conselho Nacional da Educação, David Justino, que virá abordar o tema: “Que Professores e Alunos queremos para uma Escola de Futuro?”. O Seminário de Educação de 2018 conta com a estreita parceria do Centro de Formação da Associação de Escolas do Planalto Beirão, que assumirá todo o processo de acreditação pedagógica da ação, tendo ainda o apoio logístico da ACERT e da Porto Editora. Organização Município de Tondela


Mais

ACe RT


TRIGO LIMPO TEATRO ACERT

Sentada no Escuro Uma velha atriz com problemas de memória chega a um ponto em que já só consegue representar dentro da sua própria cabeça...

3 de fevereiro às 21:30 Vale dos Barris (Palmela)

Ver mais informação p. 23

10 de fevereiro às 21:30 Teatro C. Semedo (Montemor-o-Novo)

Duração: 70 min / M/12 Todos os públicos

3 de março às 21:30 Teatro Municipal da Guarda

26 e 27 de janeiro às 21:30 Escola de Mulheres (Lisboa)

10 de março às 21:30 Espaço Teatro do Montemuro

4 de fevereiro às 17:00 Vale de Barris (Palmela)


ESPETÁCULOS EM ITINERÂNCIA/2018

20 dizer A INTERPRETAÇÃO POÉTICO-MUSICAL TENDO COMO TRILHO A PALAVRA COM SOM, COR, CORPO E ALMA O prazer de fazer de cada palco um espaço de partilha emotiva. Um duo com muita gente dentro.

60 minutos // M/12 · Também em formato especial para público escolar 13 de janeiro às 21:30 Cine Teatro de Estarreja

Um urso com poucos miolos DIÁLOGOS E SITUAÇÕES BEM-HUMORADAS QUE NOS MOSTRAM UMA NOVA FORMA DE OLHAR O HABITUAL, O QUOTIDIANO E A POESIA “Todas as pessoas têm um herói e o herói do Senhor Pina é o ursinho Puff, personagem do seu livro preferido: As aventuras de Joanica Puff… Mas como é que um poeta com muitos miolos admirava um urso com poucos miolos? Só vendo, não é?”… Este espetáculo trata um bocadinho disso. A partir do livro de Álvaro Maga-

lhães, O Senhor Pina, escrito em homenagem ao poeta Manuel António Pina. Duração: 45 min / M/3 Pré-Primária, 1º e 2º Ciclo 15 de fevereiro às 10:00 e 14:30 Teatro Municipal da Guarda


CADERNOS DE TEATRO/ACERT

Silka e À roda da noite viram a luz do dia no Finta 2017 Cadernos de Teatro/ACERT representa o que se poderia chamar a memória em estado de espera, por constituir a memória viva de um percurso de 40 anos que teve e tem como principal característica uma dramaturgia em movimento: mais do que selecionar peças de teatro num repertório de teatro português ou estrangeiro, clássico ou de vanguarda, o Trigo Limpo teatro ACERT procurou construir de forma criativa os seus espetáculos, ora entretecendo textos de diversa proveniência, ora transformando cumplicidades com autores em dispositivos de criação dramática original. Dar agora forma de livro e letra impressa a esse percurso é reacender a memória quente e sentida do que foram estes anos de invenção da escrita nas tábuas do palco. Mas Cadernos de Teatro/ACERT não é apenas uma memória: é, sobretudo, uma memória em estado de espera. Estes

textos, publicados em forma de livro e lançados durante a última edição do FINTA, tornam-se agora acessíveis a todos os leitores que os queiram encontrar, mas e tornam-se igualmente disponíveis para grupos, companhias e associações que lhes queiram dar a oportunidade de novos partos, que o mesmo é dizer, a aventura de novas encenações num tempo muito diferente do que os viu nascer. Cadernos de Teatro/ACERT começa a nascer com dois volumes: Silka, a partir de um conto de Ilse Losa, foi levado à cena em 1989 e À Roda da Noite, uma adaptação a partir de vários textos de Mia Couto, estreou em 1993 sendo o espetáculo do Trigo Limpo mais vezes levado à cena. Para o ano, novos textos chegarão à letra de imprensa. Estão à venda na ACERT Preço: 5 €


FORM’ACERT 2018 Ao longo de 2018, um programa anual de formação em vários domínios artísticos e técnicos vai assumir‑se portador de alternativas de participação aos associados da ACERT e aos espetadores que desejem aumentar o seu conhecimento sobre várias matérias das artes de palco. Sempre com apresentações finais públicas da formação que revelarão entusiasmos e saberes adquiridos.

© FRÍZ FRÍTZ

TEATRO NÍVEL 1 - INICIAÇÃO


FORM’ACERT 2018 De 5 de abril a 19 de maio

FORMAÇÃO PARA TÉCNICO DE SOM A partir de abril

Em parceria com a ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto

INSTRUMENTO E VOZ maio a julho

Formação em exercício: "tropicalismo" Coordenação: “A Cor da Língua ACERT”

IMPROVISAÇÃO VOCAL - CIRCLE SINGING A partir de setembro

Coordenação-Luísa Vieira (Cantora e flautista Jazz)

CERÂMICA A anunciar

Formação de cerãmica e olaria pelo Núcleo de ceramistas da ACERT.


CURSO DE FORMAÇÃO TEATRAL NÍVEL 1 – INICIAÇÃO Em abril, logo depois das oficinas da Queima do Judas, a cortina abre-se para mais uma viagem ao mundo do teatro. O que se esconde atrás do pano? Como se cria um espetáculo? De que preparação necessitamos? Como construímos cenas e personagens? De que técnicas e ferramentas dispomos? O curso de formação de teatro está já aí para responder a estas e mais perguntas. Numa primeira fase propomo-nos a trabalhar e a desenvolver uma série de jogos e exercícios que irão estimular a criatividade, a imaginação e ampliar a consciência corporal e cénica de cada participante e do grupo. A segunda fase será direcionada para a criação e ensaios de um exercício final e para o ensino das diferentes metodologias e técnicas de interpretação ao serviço do ator.

Conteúdos programáticos fundamentais: • Consciência do corpo, do grupo e do espaço cénico • Voz • Técnicas de palco; • Iniciação às técnicas de Clown; • Interpretação I; • Criação e apresentação de um exercício final. De 5 de abril a 19 de maio de 2018 (14 sessões - 35 horas) Segundas e quintas das 21:00 às 23:30 Idade mínima: 16 anos Nº de formandos: 10 a 20 Preço: 50 € (pagamento em 2 tranches) Limite das inscrições até 19 de Março Mais informações no site ou na secretaria da ACERT.

Apresentação do exercício final: espetáculo – 19 de maio às 21:45 Formadores: Atores do Trigo Limpo Teatro Acert


Debaixo d’olho Livro

Viseu

ANA SEIXAS Editor Pato Lógico

Um dos últimos números da colecção A Minha Cidade, da editora Pato Lógico, é dedicado a Viseu, local de nascimento da autora e de várias memórias partilhadas neste livro-poster. Ana Seixas usa a cor de modo quase saturado em ilustrações onde a geometria ajuda a definir o essencial de cada composição. Com essas imagens, compõe um percurso pelas ruas de Viseu que inclui alguns dos lugares essenciais da cidade, sempre representados como se de um instantâneo se tratasse. Neste guia, não há espaços vazios de gentes e histórias, mas antes momentos que fazem de cada espaço um lugar relevante na vida e na memória de quem o conhece ou quer conhecer.

No Adro da Sé, dois noivos saem da igreja debaixo de várias mãos que lhes lançam arroz. No Parque do Fontelo, há quem se exercite nas argolas e quem corra com todo o equipamento necessário, tudo sob o olhar atento dos pavões. E na Casa Boquinhas, essa taberna que devia ser monumento nacional, o Senhor Raul e a Dona Elisa apoiam-se no balcão, rodeados dos utensílios que garantem o bom funcionamento da casa e da decoração que lhe traça o estilo, parecendo admirar quem por ali se senta a brindar com Moscatel ou a partilhar uma chouriça assada. Aberto o livro-poster, um mapa indica todos os lugares por entre as ruas de Viseu. ✎✎ SFC

ACERT

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Debaixo d’olho Disco

Ser solidário JOSÉ MÁRIO BRANCO Editor Parlophone

Assinalando os 50 anos de carreira de José Mário Branco, os seus álbuns voltam a estar disponíveis em CD, numa edição comemorativa e limitada. Ser Solidário, originalmente gravado em 1982, é um dos volumes dessa nova edição, integrando peças tão fundamentais para o nosso cancioneiro pós-abril como a canção que dá título ao álbum, “Queixa das Jovens Almas Censuradas” (com letra de Natália Correia) ou “Eu Vi Este Povo a Lutar”. As canções deste disco foram apresentadas ao vivo no Teatro Aberto, em concertos que o músico realizou entre 1980 e 1981 e, quando se fez a primeira edição em CD, em 1996, o álbum passou a integrar o épico “FMI”, gravado ao vivo nesses concertos, elemento que se mantém nesta edição comemorativa a bem da memória colectiva e da descoberta por parte de quem já só se lembra da mais recente intervenção do Fundo Monetário Internacional na nossa vida. Um 73

excerto da letra, para que a memória não se perca: «(…) o respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito, né filho? Nós somos um povo de respeitinho muito lindo, saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho? Consolida filho, consolida, enfia-te a horas certas no casarão da Gabriela que o malmequer vai-te tratando do serviço nacional de saúde. Consolida filho, consolida, que o trabalhinho é muito lindo, o teu trabalhinho é muito lindo, é o mais lindo de todos, como o astro, não é filho? O cabrão do astro entra-te pela porta das traseiras, tu tens um gozo do caraças, vais dormir entretido, não é? Pois claro, ganhar forças, ganhar forças para consolidar, para ver se a gente consegue num grande esforço nacional estabilizar esta destabilização filha-da-puta, não é filho? Pois claro!» ✎✎ SFC ACERT


Núcleos da Acert

NÚCLEO DE BASQUETEBOL ACERT Há mais de duas décadas a dinamizar a aprendizagem e a prática do basquetebol, o NBA oferece formação na área do Minibásquete para os mais novos e treinos regulares para atletas de todas as idades.

Minibásquete 2ª, 4ª e 6ª feira Pavilhão Mun. Tondela, 18:00 às 19:30 Contatos: Pedro Tavares 966 283 153 Isabel Fernandes 918 792 557 Tiago Vale 967 186 594 e-mail basquetebol@acert.pt

Sub 14 Masculinos/Femininos 2ª, 4ª e 6ª feira / Pavilhão Esc. Sec. Molelos, das 18:00 às 19:30

NÚCLEO DE KARATÉ DA ACERT Pretendemos promover a prática do Karaté de forma individualizada, gerindo a natureza lúdica, agonista e de solicitação das qualidades físicas das tarefas que prescrevemos. Traga inicialmente um fato de treino, venha conhecer-nos e decida depois se entra na nossa família de karatecas.

Treinos terças e quintas, no Pavilhão Mun. de Tondela Menores de 14 anos: 19:00 às 20:00 Maiores de 14 anos: 20:00 às 21:00 Treinadores: Sensei Ricardo Chaves e Sensei António Gouveia

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NÚCLEO DE ESCALADA ACERT Se gostas de adrenalina, de enfrentar os teus medos, se gostas de escalada, junta-te ao NEA. Vem manter-te em forma, tornar-te mais ativo… “Venga ai” como dizem os escaladores. Para pertencer ao NEA é necessário: Ser sócio da Acert; Inscrever-se e ter seguro (mínimo nível 3) pela Fpme (Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada).

Horário Terças: 17:45 às 19:00 - Para crianças e jovens Quintas: 21:00 às 22:00 - para jovens e adultos Ginásio do Pavilhão Desp. de Tondela. Sessões de treinos: 10 € /mês. Responsáveis André Fernandes, Nélson Cunha e Rafael Lopes Contato escalada@acert.pt

International House na ACERT CURSOS DE INGLÊS PARA CRIANÇAS E JOVENS Os cursos de inglês na Acert são organizados pela International House de Viseu, que faz parte da International House World Organization, mundialmente reconhecida pela qualidade do ensino. Os professores são ‘native speakers’ e possuem formação específica no ensino do inglês como língua estrangeira.

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Os alunos frequentam duas aulas de 90 minutos por semana, integrados em turmas de acordo com o seu nível de conhecimentos, completando dois níveis durante o ano letivo (outubro a junho).

ACERT


ACERT CORPOS SOCIAIS

COORDENADORES Núcleo de Basquetebol Acert

Assembleia Geral Presidente: Luís Henrique P. Bráz Marques

Pedro Tavares

Núcleo de Escalada Acert

1º Secretário: Margarida Amélia Gomes

André Gonçalves, Nélson Cunha e Rafael Lopes

Roboredo e Melo

2º Secretário: Carlos Manuel Marques Lima

Núcleo de Karaté da Acert Ricardo Chaves

Conselho Fiscal Presidente: António Elísio Miranda Lindo 1º. Secretário: Jorge Manuel Vaz Mendes

PROGRAMAÇÃO NOVO CICLO

2º. Secretário: João Paulo Leão Borges

Equipa de Coordenação

Carlos Silva, José Rui Martins, Luís Cruz e Marta Costa

Direção Presidente: Luís Gonzaga Tenreiro da Cruz

Equipa Técnica

Vice-Presidente: Maria Lizete C. Lemos

Luís Viegas e Paulo Neto

1º. Tesoureiro: Pompeu José O. Cortez

Produção

2º. Tesoureiro: Carlos Alberto Antunes Silva

Marta Costa e Rui Coimbra

Secretário: José Manuel M. Silva Tavares

Gestão e Tesouraria

Pompeu José e Rui Vale

1º. Vogal: José Rui Martins Henriques

Secretariado

2º. Vogal: Carlos Alberto Teles de Figueiredo

Paula Pereira

3º. Vogal: Paulo Fernando F. Santos Neto

Promoção e Imagem Zétavares

4º. Vogal: Carlos Gustavo Dinis de Figueiredo

Limpeza

5º. Vogal: Ricardo Miguel T. Chaves Ferreira

Efigénia Arede

TRIGO LIMPO TEATRO ACERT

AGENDA

Direção Artística

Contribuíram para esta agenda

José Rui Martins e Pompeu José

José Rui Martins, Luís Cruz, Marta Costa e Pompeu José

Elenco Permanente

Edição Sara Figueiredo Costa Paginação Zétavares Produção gráfica e acabamento

António Rebelo, Ilda Teixeira, José Rui Martins, Pedro Sousa, Pompeu José, Raquel Costa e Sandra Santos

Rainho & Neves, L.da

ACERT

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INFORMAÇÕES E HORÁRIOS HORÁRIOS Bilheteira/Loja

Reservas

(Dias com programação) Das 15:00 às 17:00 e das 20:30 às 22:00

Deverá levantar as suas reservas durante o horário de funcionamento da bilheteira e até 24h antes da hora de início do espetáculo, ou ficarão sem efeito.

Secretaria e Tesouraria

09:30 às 13:00 e das 14:00 às 18:00

Bar Acert

Seg a sexta: 14:00 às 02:00 Sábado: 16:00 às 02:00 Encerra ao domingo

PREÇOS Admissão de Associados Acert

Preço de Família

Associados (e equiparados)

Auditórios, Excepto quando devidamente anunciado

Num agregado familiar com 3 ou mais pessoas, um dos filhos, desde que menor de 18 anos, não paga.

Pagamento de uma joia de 0,50 € e uma quota semestral de 7,50 €

Preço de Associado da Acert e/ou sócio das entidades seguintes: Cine Clube de Viseu; d’Orfeu Associação Cultural; Viriato Teatro Municipal; Teatro Aveirense; Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo da Caixa Geral de Depósitos;

Bilhete: 7,5 € Associados: 5€ Descontos: 6€ Desempregado: 2,5€

Espetáculos público escolar: 2€. NU Palco

Bilhete: 5 € Associados: 3€ Descontos: 4€ Desempregado: 2,5€

Descontos

Estudantes, Reformados, Portadores de Cartão Jovem e Cartão Jovem Municipal.

Crianças

Espetáculos de Sala: grátis 3 a 5 anos. Espetáculos Infantis: Pagamento a partir dos 3 anos, inclusive.

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ACERT


ANTE\VISÃ0 A ACERT tem procurado, ao longo da sua programação, favorecer espaços de reflexão e integrá-los com uma intervenção artística identitária em momentos especiais que favoreçam a troca de conhecimentos e contribuam para a dignificação dos públicos, agentes culturais e cidadãos numa perspetiva de afirmação da sociedade do conhecimento.

ACERT

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ACERT — Tondela, 5 a 7 de abril 5º ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO ARTÍSTICA “CULTURA, POIS CLARO!” A Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e o Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade convidaram a ACERT como co-organizadora do 5º Encontro Internacional sobre Educação Artística que, desde 2010, decorre bienalmente em vários países (Cabo Verde, Portugal e Brasil).

Este Encontro Internacional irá promover um programa que agencia novos debates sobre as complexas questões da Educação Artística, envolvendo participantes de todo o mundo, para além de integrar outras instituições académicas e de ensino artístico do Distrito de Viseu.

Haverá um hoje para o Maio de 68? ACERT, maio 2018

REALIZADO EM PARCERIA COM O CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO 25 DE ABRIL DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Quando se celebram os 50 anos do Maio de 68, a ACERT procura refletir sobre as transformações que estiveram subjacentes a este movimento e, de forma particular, aos novos para-

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digmas resultantes desse momento histórico, nomeadamente nos seus influxos sobre as artes, a filosofia, na alteração de mentalidades e na afirmação de liberdades essenciais.

ACERT


ANTE\VISÃ0

Tom de festa 2018 FESTIVAL DE MÚSICAS DO MUNDO ACERT DE 18 A 21 DE JULHO

A 28ª EDIÇÃO DO TOM DE FESTA celebra os 50 anos do Tropicalismo, um movimento que revolucionou a música popular e a cultura brasileira. Um grande movimento em que Caetano Veloso, Gal Costa ou Gilberto Gil, entre muitos outros, afirmaram novos conceitos que, a seu tempo, podem representar o espírito da música do mundo: heterogéneo e inovador, aberto e incorporador, deglutindo a tradição e fazendo dela vanguarda. Também em Portugal, o Tropicalismo criou referenciais que

muitos músicos incorporaram sem imitações, havendo uma grande identificação do público português com músicos e músicas que são ainda hoje de reconhecida predileção. Ainda que o Tom de Festa não se restrinja somente a este conceito, a Acert encontra-se a preparar concertos singulares que celebram a música do mundo numa matriz abrangente de outras artes, que fazem do Festival um encontro singular de públicos com o cunho cultural de diversidade da Acert.


CÂNDIDA OU O PESSIMISMO

SENTADA NO ESCURO

A BELEZA NÃO É SÓ MINHA

teatro 13 jan.

teatro 18 a 20 jan.

exposição 25 jan/19 fev.

MANUEL FREIRE

NAJLA SHAMI

UMA HISTÓRIA PUXA A OUTRA

concerto 2 fev.

concerto 3 fev.

contos volantes 16 a 18 fev.

CINZAS

FILIPE MELO

SOPA DE PEDRA

exposição 24 fev/31 mar.

NU Palco 24 fev.

concerto 10 mar.

ALINE FRAZÃO

SENHOR IBRAHIM E AS FLORES …

FOGO! TRIGO LIMPO

concerto 16 mar.

teatro 17 mar.

café com teatro 16 a 18 mar.

ACERT Associação Cultural e Recreativa de Tondela Rua Dr. Ricardo Mota, 14; 3460-613 Tondela www.acert.pt

QUEIMA DO JUDAS

teatro de rua 31 mar.

Agenda ACERT 1º. trimestre 2018  

AGENDA CULTURAL ACERT Programação Cultural. Janeiro a Março de 2018. Novo Ciclo ACERT, Tondela

Agenda ACERT 1º. trimestre 2018  

AGENDA CULTURAL ACERT Programação Cultural. Janeiro a Março de 2018. Novo Ciclo ACERT, Tondela

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