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Brasília, DF - Março/Abril de 2017

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO DISTRITO FEDERAL

BRASÍLIA SHOPPING 20 ANOS O BRASÍLIA DE MUITAS HISTÓRIAS O presidente da ACDF, Cleber Pires se encontra com os ministros da Integração Nacional - Helder Barbalho e o da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira


EDIÇÃO FEIRA DA

Longevidade

Brasília Shopping Exposição e eventos 28,29 E 30 DE JULHO ATRAÇÕES, SHOWS, PALESTRAS, OFICINAS E MUITO MAIS PARA QUEM CURTE A TERCEIRA IDADE EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS E SERVICOS PARA UM PÚBLICO QUE SABE O QUE QUER EM TERMOS DE QUALIDADE VIDA


Editorial

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história de Brasília é rica e gerou oportunidade para gerações por vir, e eu sou uma dessas pessoas. Aqui vieram meus pais, candangos, engenheiros, arquitetos, enfermeiros, médicos, políticos, empreendedores, jornalistas – como eu – comerciantes, pessoas simples ou não, mas todos sonhadores cheios de garra. Nossa cidade representou muito para todos nós e se tornou um marco na ocupação do Brasil, guiado pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Mas essa história que gerou o processo de interiorização da capital do Brasil começou nos meados do século XVIII. O cartógrafo Francisco Tosi Colombina, por volta de 1700, parece que foi um dos primeiros a apontar o caminho do desenvolvimento regional em busca da ocupação das terras. Logo depois, o Marquês de Pombal e José Bonifácio declaravam sua visão em busca da nova capital das oportunidades. Mas, talvez tão marcante quanto a construção de Brasília, é a mística visão do padre italiano D. Bosco, em 1883, que previu o grande acontecimento em 1960 – depois de 41 meses de obras que eram feitas a toque de caixa. Finalmente, em 21 de abril Brasília é inaugurada e, até hoje, fascina e encanta. Infelizmente, por sermos a capital de um país em processo de consolidação de sua democracia – em toda a denominação da palavra – ela se vê no meio de escândalos políticos recentes, como a internacionalmente conhecida Lava-Jato. Mas nossa cidade também é feita, principalmente, por gente trabalhadora que quer colher tudo o que os que passaram por aqui plantaram. É possível porque merecemos, todos nós. Então, vamos celebrar mais um ano dessa grande e bela Brasília, cujo seu imponderável oceano se descortina em seu céu democraticamente pleno, com seu imperdível por de sol. Parabéns por mais um ano, Brasília, que terá sua festa de 57 anos com shows de artistas locais e atrações nacionais. As comemorações estarão de acordo com o que pede o país: austeridade, embora não deva faltar a beleza dos rostos dos brasilienses e nem tampouco a ousadia de acreditar que vamos superar todos os obstáculos porque vamos, sim, ser prósperos nessa terra conquistada para os que estão por vir. Reproduzindo as palavras de Lúcio Costa, “... Na verdade, o sonho foi menor do que a realidade. A realidade foi maior, mais bela”.


SUMÁRIO

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Brasília faz aniversário e ainda enfrenta problemas

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GDF tenta impedir mais racionamento

O Brasília de Brasília O presidente da ACDF encontra ministros ACDF participa do mutirão da simplificação

Veja em nosso site informações sobre o Impostômetro www.acdf.com.br

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Setor Comercial Sul Quadra 2 Edifício Palácio do Comércio - 1º andar - Brasília, DF Site da ACDF: www.acdf.com.br Telefones da ACDF: 61 3533-0400/3533-0416 E-mail da ACDF: contato@acdf.com.br Facebook da ACDF: https://www.facebook.com/ AssociacaoComercialDF NOSSOS SERVIÇOS: Declarações de exclusividade (inexigibilidade de licitação) Auditórios Câmara de Arbitragem Impostômetro Assessoria Jurídica e Contábil Certificado Digital Dr. Eduardo Freitas – Diretor Jurídico Junta Comercial e SCPC


Palavra do

Presi d ente Cleber Pires

A palavra da presidente

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u e minha diretoria queremos agradecer ao governador Rodrigo Rollemberg por ter, finalmente, ouvido as nossas reinvindicações, que estão sempre focadas para o bem do Distrito Federal. Acho que o governador compreendeu o nosso papel e de outras entidades empresariais que, ao lado da ACDF, pediram mudanças necessárias. Assim, Rollemberg realiza trocas importantes em seu primeiro escalão, que devem fazer diferença em nossas vidas. Com a saída de Márcia de Alencar, assume o experiente delegado federal e ex-subsecretário de Comando e Controle do Estado do Rio de Janeiro, Edval de Oliveira Novaes Júnior. Sua história sinaliza que agora nossa segurança está nas mãos de quem sabe o que faz e possui comando que poderá unificar o esforço dos nossos competentes policiais civis e militares, ao lado dos profissionais do Corpo de Bombeiros. Outro passo importante abriu o caminho para a mudança na Secretaria de Desenvolvimento. O secretário de Justiça, Marcelo Lourenço Coelho Filho, também deixa seu cargo, dando lugar ao ex-secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes, que deixou insatisfações no meio empresarial com relação a destraves burocráticos e a projetos importantes, como o PRÓ/DF. Para assumir sua pasta, Rollemberg escolheu bem. O ex-superintendente do Sebrae no DF, Antônio Valdir, chega para ouvir nossos anseios e debater soluções. Mais aberto, Valdir representa uma esperança para o setor empresarial que quer crescer, gerar renda, empregos e pagar seus impostos para o bem da cidade. É bom lembrar que nossas sugestões e críticas foram baseadas na insatisfação com o governo, que precisava agir, como foi o caso em que autorizou licitação para a implantação do projeto do Zona Azul para estacionamentos rotativos na área – projeto apresentado pela ACDF desde o governo de Agnelo Queiroz. Nossa preocupação era crescente diante do déficit de vagas nos setores centrais da capital federal que chega a 30 mil. Esse será um grande avanço das PPPs - Parcerias Público-Privadas – promessa do atual governo desde o início de sua gestão. Mas aproveito para agradecer, ainda, ao governador Rodrigo Rollemberg por ter se inspirado na ACDF, quando esteve na implantação do nosso posto avançado – CENTRO DE ATENDIMENTO EMPRESARIAL –, que buscou a simplificação dos processos referentes ao comércio com o SMPE e com a Junta Comercial do DF / GDF. Nesse mesmo dia, tivemos a honra de receber o então ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, autoridades governamentais, empresários, além de Rollemberg. Assim, com a criação do Programa Simplifica, o GDF deve simplificar e desburocratizar o atendimento às empresas, em busca da rapidez no relacionamento empresa x estado. Então, aproveito a oportunidade, mais uma vez, para agradecer e, desta vez, aplaudir de pé.

Cleber Pires


GOVERNO

GDF tenta impedir mais racionamento Após a crise hídrica que prejudicou o comércio do Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg antecipa a visita a Corumbá para garantir andamento de obras

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comércio do Distrito Federal sofreu prejuízos por causa do racionamento de água, especialmente estabelecimentos como bares, restaurantes e clínicas. Por causa disso, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, procurou visitar as obras de Corumbá 4 – empreendimento que vai

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Temos que planejar as áreas estratégicas como o abastecimento de água, segurança e transporte – Cleber Pires beneficiar cerca de 1,3 milhão de moradores do DF e de Goiás – para ter certeza que a parceria com o estado de Goiás está caminhando bem. O sistema produtor de Corumbá, que foi considerado estratégico e é o principal investimento para tirar o Distrito Federal da crise hídrica, só deve ser entregue no final de 2018, embora já tenha 65% de suas obras executadas. Ao visitar a obra – orçada em cerca de R$ 540 milhões –, Rollemberg afirmou que o sistema de captação e distribuição vai ampliar em 70% a capacidade de abastecimento do DF para moradores do Gama, de Santa Maria e do Recanto das Emas. No estado vizinho, a Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso devem também sair da crise após a inauguração do projeto. Para o presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cleber Pires, o governo jamais deveria ter deixado a situação chegar ao estado crítico em que chegou, mas elogiou a iniciativa do governador que, pessoalmente, foi conferir o andamento das obras, que é de suma importância tanto para o DF, quanto para Goiás. “Temos que planejar as áreas estratégicas como o abastecimento de água, segurança e transporte e, por isso, a ACDF tem insistido nessas bandeiras que renderam vitórias para a região”, analisou, ao lembrar da licitação da Zona Azul, anunciada por Rollemberg após a reapresentação do projeto pela entidade, que já havia entregue o projeto de estacionamento rotativo ao governo Agnelo. “Essas conquistas não são apenas nossas, mas, sim, da população”, elogiou Pires, ao afirmar que o medo do desabastecimento ainda assusta aqueles que dependem de água em seus estabelecimentos e as pessoas, de modo geral.


GOVERNO

Rollemberg troca secretários Com a mudança – demanda do setor produtivo, Valdir Oliveira assume a pasta de Desenvolvimento Econômico na reestruturação das secretarias do GDF

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m evento concorrido, o governador Rodrigo Rollemberg empossou o novo secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Antônio Valdir Oliveira Filho, que deixa a Superintendência do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas no Distrito Federal (Sebrae-DF). A cerimônia no Palácio do Buriti contou com personalidades, presidentes de entidades empresariais e lideranças. O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Joe Valle, também compareceu e desejou que o novo secretário esteja, cada vez mais, próximo dos anseios dos que trabalham pelo desenvolvimento regional. Na ocasião, o governador Rodrigo Rollemberg disse que o novo secretário possui o perfil certo e que deve ouvir as demandas. Valdir tem interlocução grande com o setor produtivo e foi um nome construído com as entidades representativas do setor. Ele dará uma contribuição muito significativa à melhoria da qualidade de vida e à retomada do desenvolvimento econômico na nossa cidade”, afirmou Rollemberg. O presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cleber Pires, e alguns diretores da entidade estiveram presentes para prestar apoio ao novo secretário. O diretor presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, também elogiou a indicação de Antônio Valdir. Durante sua posse, o novo secretário afirmou que acredita no desenvolvimento do DF, que conta com empresários sérios e que buscam contribuir. “ É uma grande responsabilidade que assumo por Brasília e farei o melhor. Sinto-me honrado porque tenho a confiança do governador”, afirmou Valdir, ao

Antônio Valdir Oliveira e Rodrigo Rollemberg

enfatizar a importância de estabelecer um amplo diálogo com a sociedade. Exatamente por isso, o novo secretário conta com o apoio do segmento empresarial e deve contribuir com o governo de Brasília, uma vez que esteve à frente do Sebrae-DF, e por ter participado do grupo de trabalho que deu origem ao primeiro banco brasileiro especializado em microfinanças – o Banco Popular do Brasil –, além de ter sido gerente da área de Desenvolvimento de Produtos e Serviços de Microfinanças e de Microcrédito do Banco Popular do Brasil entre 2005 e 2006. O secretário que assume a pasta aproveitou ainda a oportunidade para falar do seu compromisso para a geração de emprego e renda. “Estou aceitando mais essa missão para buscar soluções que beneficiem o Distrito Federal. Posso oferecer ao governo

É uma grande responsabilidade que assumo por Brasília e farei o melhor. Sinto-me honrado porque tenho a confiança do governador que quer acertar e ampliar o diálogo com a sociedade trabalho e dedicação. Quero contribuir para um governo que quer acertar”, finalizou o novo secretário. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, troca três secretários do primeiro escalão. A principal mudança aconteceu na secretaria de Segurança Pública, que passa a ser comandada pelo delegado federal e ex-subsecretário de Comando e Controle do estado do Rio de Janeiro, Edval de Oliveira Novaes Júnior, que substituirá Márcia de Alencar. O secretário de Justiça, Marcelo Lourenço Coelho Filho, deixa o cargo, que será ocupado por Arthur Bernardes, substituído por Valdir Oliveira Filho. Com essa “dança das cadeiras”, o governo dá uma guinada nas relações políticas do Palácio do Buriti para manter aliados estratégicos.

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AGRONEGÓCIO

A importância da Assessoria Legal adequada ao mundo do Agronegócio

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O agronegócio é uma das poucas atividades que, no momento atual, ainda trazem orgulho ao Brasil, pulsando a economia com a geração de empregos, contribuindo para o PIB nacional e levando desenvolvimento para os cantões mais remotos de nosso território. Cabe relembrar que se entende por agronegócio o conjunto das atividades integradas na produção agropecuária. O termo advém do inglês agribusiness, e costuma ser dividido em atividades: antes da porteira, dentro da porteira e depois da porteira. As atividades entendidas como antes da porteira compreendem desde a escolha pela melhor técnica, genética, até a aquisição de insumos etc., atividades dentro da porteira retratam o dia a dia da fazenda ou empresa no que diz respeito à produção e as depois da porteira referem-se à comercialização da produção, logística, entre outros. E, por que a assessoria legal adequada é tão importante para que a atividade do agronegócio seja conduzida de forma profissional e tranquila? Sem dúvida nenhuma, toda e qualquer atividade empresarial precede de uma análise jurídica das condições do negócio, sendo assim, o agronegócio não deixa de ser exceção. As análises iniciam-se desde a verificação da documentação fundiária, que compreende a real condição das propriedades que se pretende adquirir ou exercer a atividade, passando pelas melhores opções contratuais de exercício do labor, adequando-se aos ditames legais no que tange à verificação de possíveis pendências registrais, ambientais e até mesmo governamentais. O profissional que presta a atividade jurídica deve se ater às peculiaridades da atividade que será exercida. Deve abrir os olhos ao assessorado no que concerne ao respeito das normas tributárias, ambientais e legais. A falta no adequado tato na elaboração, por exemplo, de planejamento tributário e trabalhista, pode levar à bancarrota toda a atividade que se pretendia erguer. Outra questão de suma importância e que, muitas vezes, sobretudo o produtor, que tem nele, pessoa física, a concentração dos atos da atividade agropecuária, não se atenta é que, hoje, existem diversas opções legais para a realização das atividades, sem contar na necessária condução empresarial do negócio. Mais do que usual nos dias atuais, com fins

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sucessórios de proteção patrimonial, de aproveitamento de benefícios econômicos tributários à constituição de empresas nas mais diversas formas societárias, limitadas, com características de holdings, aqui representada por aquela que detém participação de outras, entre outras opções. Ou seja, o agronegócio vem demonstrando que é forte e, em um país de extensão continental, a melhor opção – preparar-se adequadamente por meio das melhores práticas, inclusive legais, é condicionante! Henrique Petrilli Olivan - advogado especializado em Direito Civil pela FGV/SP - Membro da Comissão Especial de Agronegócios e de Relações Agrárias da Ordem dos Advogados do Brasil e da Sociedade Rural Brasileira - SRB


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GRAFICA CORONARIO

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CLDF

Wellington Luiz – Deputado Distrital, vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Orgulho de ser brasiliense

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esde que assumi a vice-presidência da Câmara Legislativa, redimensionei a percepção de ser deputado distrital, servidor de nossa população e também dirigente parlamentar, ora que o diálogo passa a ser de maior amplitude e, por isso mesmo, mais sensível ao que é possível para nossa cidade e seus habitantes. Trabalho para que a CLDF cumpra seu papel constitucional frente ao que demanda nossa população, em sintonia com sua diversidade cultural, empresarial, religiosa, familiar e de gênero. Enquanto deputado distrital, compreendo e melhor interpreto o que deseja nossa população, justamente por ser filho de pioneiros, haver nascido

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nessa terra, nesse quadrado encravado no Planalto Central, onde se estabeleceu a capital da República, produto de um sonho profético de Dom Bosco e das mãos diligentes de operários vindos de todos os cantos de nosso país, obedecendo ao chamado de seu fundador - Presidente Juscelino Kubistchek. Maior ainda é meu orgulho em servir ao seu povo, sua população miscigenada do sangue dos pioneiros, dos primeiros candangos que deram a forma, trejeitos e sotaques do que hoje nos tornamos. Sinto orgulho de ser igual a tanta gente nessa capital, que tem suas origens nos homens e mulheres que aqui chegaram nos antigos caminhões pau-de-arara ou desembarcando na única estação de trem da antiga Cidade Livre. Enquanto estiver ocupando o cargo de vice-presidente da Câmara Legislativa, espero honrar meu mandato, fazendo a política que seja a ferramenta para a construção de uma sociedade mais justa, livre da tirania de governos, obediente ao mandamento fundamental de qualquer democracia onde “todo o poder emana do povo”. Também sou povo exercendo o poder em seu nome.


ARTIGO

Poder econômico não combina com eleições

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financiamento das campanhas eleitorais é questão fundamental para a democracia: campanhas custam dinheiro e os candidatos que têm mais para gastar levam vantagem sobre os demais. Inexiste, assim, o princípio da igualdade de condições para todos. Os que têm mais “capacidade de arrecadação” são, geralmente, considerados favoritos e os resultados mostram que com mais dinheiro há mais chances de ser eleito. O problema de como financiar as campanhas eleitorais é discutido em praticamente todos os países, não é só no Brasil nem só por causa da Lava-Jato. Está sempre presente a questão do poder econômico nas eleições. Em alguns países europeus, inclusive, a legislação sobre o assunto mudou depois de escândalos envolvendo doações privadas para campanhas. Em outros se busca, como no Brasil, um modelo de financiamento mais adequado ao espírito democrático – embora se saiba que nenhuma das fórmulas é perfeita e isenta de defeitos. Nas eleições municipais de 2016 a doação por empresas passou a ser proibida no Brasil. Há um movimento para que essa decisão seja revertida, sob a alegação de que o financiamento público será muito oneroso para a população num momento em que os recursos do Estado andam escassos – e as pessoas físicas não são capazes de sustentar campanhas, especialmente majoritárias. Isso, apesar dos males causados pelo financiamento empresarial, como tem demonstrado a Lava-Jato. Há uma questão, porém, que não só está ligada como deveria anteceder a discussão sobre o financiamento das campanhas: como reduzir os custos das campanhas eleitorais e ao mesmo tempo aproximar mais os eleitores dos eleitos e dar mais representatividade aos parlamentares e governantes. Com campanhas mais baratas, será mais fácil definir seu financiamento e derrubar os argumentos favoráveis à presença do dinheiro doado por empresas. Geralmente há três alternativas apresentadas para o financiamento de campanhas: 1) exclusivamente com dinheiro público; 2) por empresas e pessoas físicas, com parcela menor de recursos públicos (fundo partidário e isenções para emissoras), como era no Brasil até 2016; 3) por pessoas físicas e dinheiro público, forma hoje em vigor no país. Raramente se cogita de recorrer unicamente ao financiamento por pessoas físicas. Os partidos políticos brasileiros recebem recursos públicos por intermédio do chamado fundo partidário. Em 2016 foram 820 milhões de reais para 32 partidos, mesmo valor previsto para 2017. Todas as agremiações registradas no Tribunal Superior Eleitoral dividem igualmente 5% do fundo e 95% são repartidos de acordo com o número de deputados federais eleitos.

Para cobrir os gastos com eleições seria preciso muito mais do que isso, em um fundo específico. Isso provoca reações contrárias, algumas autênticas e outras demagógicas – do tipo “esse dinheiro poderia ir para a saúde” – mas o financiamento público é adotado por inúmeros países e em vários deles chega a custear 80% dos gastos com campanhas. O que difere é o critério usado para liberar o dinheiro para os partidos e candidatos, e que em muitos casos, por excluir organizações menores, acaba impedindo que forças políticas novas recebam os recursos e possam crescer. O financiamento público pode ser completado com os recursos obtidos de pessoas físicas, mas cai toda a preocupação com a igualdade de condições entre os candidatos se não houver um teto fixo, em reais, para essas contribuições. Se o limite for com base em um percentual do rendimento anual, como atualmente, pessoas com renda maior poderão contribuir com muito mais do que um cidadão com renda baixa. A combinação entre redução dos custos das campanhas e a soma do financiamento público com as doações por pessoas físicas, com um limite por CPF certamente dará maior igualdade de condições aos candidatos. Custará mais aos cofres públicos que o fundo partidário – que poderá ser extinto, pois não cabe ao Estado financiar as atividades rotineiras de partidos políticos – mas é um custo necessário à democracia. As doações de pessoas físicas são indicadores importantes, pois um partido que não consegue o apoio financeiro de militantes e simpatizantes não tem enraizamento social. Os recursos públicos podem ser divididos entre os partidos de acordo com a votação obtida por cada um na eleição anterior, estabelecendo-se critérios justos que beneficiem os que tiverem mais eleitores, mas, ao mesmo tempo, não impeçam que um partido novo possa se firmar. Não é fácil definir esses critérios e explicar à população que, tal como acontece em vários países, o financiamento público das campanhas somado às doações limitadas de pessoas físicas é a melhor alternativa para uma disputa democrática. A pior é restaurar o financiamento por empresas privadas, que,como se vê, é uma das grandes fontes da corrupção que assola o país. Com ou sem caixa 2.

Hélio Doyle é jornalista, consultor de comunicação e política e professor aposentado da UnB

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O Brasília de Brasília Brasília Shopping celebra duas décadas declarando amor aos brasilienses e à cidade

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rasília, abril de 2017 – A Brasília poética e eclética... A Brasília moderna dos traços de Lúcio e de Oscar, da arte de Athos, Peretti e Ceschiatti... A Brasília corajosa e inovadora. A Brasília de todos nós, brasilienses e candangos que fizeram dela uma metrópole vibrante e única. A Brasília do Brasília. O shopping da brasilianidade nas formas e na essência faz 20 anos no mesmo mês que a capital completa 57. Para brindar, um 2017 de novidades e surpresas segue em direção à efervescência cultural, à diversidade

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gastronômica, à inovação, à sustentabilidade e a um calendário repleto de eventos imperdíveis! “Brasília é transformadora. Aqui, as ideias tomam corpo e movem a cidade para longe do lugar comum”, observa Geraldo Mello, superintendente do empreendimento, um projeto de Ruy Ohtake. Por isso, ao celebrar duas décadas, o Brasília quer fazer uma grande homenagem à Brasília. “Vamos brindar esta cidade céu, seu vocabulário tão particular, seu design especial e valores únicos”, destaca o


Fotos: Telmo Ximene

Campanha 2017

superintendente. E 2017 será intenso. A campanha institucional começou no dia 4 de abril, com o lançamento de peças no rádio, TV, redes sociais e no próprio centro de compras. Um show aberto ao público marcou a data, trouxe os músicos brasilienses Joana Duah e Daniel Santiago de volta à capital e deu pistas da programação que vem por aí. Nesse dia, uma música composta por Santiago e Duah entrou no mainstream em aplicativos como o Deezer e o Spotify e, é claro, no repertório do show. A publicitária Cláudia Pereira, que está à frente da Gabinete C, agência de publicidade do shopping, observa que Brasília nasceu com a Bossa Nova e a canção composta pelo duo brasiliense tem essa pegada. “Ela vai encantar com um swingue moderno, à la Bebel Gilberto. Duah canta a Brasília de Oscar, de Lúcio, de Athos. É uma canção para Brasília ao quadrado – shopping e cidade, para o Brasília de múltiplas possibilidades, para a Brasília das experiências vividas, dos sonhos realizados, dos encontros e das emoções espelhadas”, observa.

A campanha 2017 retrata a experiência de brasilienses e candangos existirem em um local absolutamente singular, de arquitetura abraçada pela imensidão do Planalto Central, que tem um céu que é mar, que tem eixos entre as asas de um avião, que tem pilotis para os encontros e cobogós como janelas. “É uma forma de dizer: Brasília, eu amo você do jeito que você é”, pontua Renata Monnerat, gerente de marketing do Brasília Shopping. Os anúncios de rádio e TV ressoam um jingle também composto por Duah e Santiago para os 20 anos em uma versão menor, mais publicitária. O slogan da campanha ecoa a brasilianidade do shopping, que é tão próximo dos brasilienses que passou a ser “o” Brasília. “As pessoas quando se referem a ele dizem: vamos ao Brasília ou estou no Brasília. Inspirados por essa substantivação do shopping, adotamos o slogan ‘O seu Brasília’. Afinal, ele é aquele que te pertence, aquele que é todo seu”, completa Cláudia Pereira. Mas as surpresas não param por aí. Uma promoção que brindou o aniversário do shopping e da cidade inspirou quem faz compras no Brasília. De 13 a 25 de abril, R$300 em compras + R$15 valiam uma sombrinha com design da Bsb Memo. As peças foram confeccionadas em quatro cores diferentes e celebram a capital com nomes muito familiares aos brasilienses, além das famosas setinhas indicativas, presente na sinalização da cidade, impressas no tecido. “As sombrinhas sinalizam que nossa cidade é abrigo. É abrigo das asas, dos eixos, dos pilotis e dos cobogós – expressões hoje naturalizadas por nossa gente. E é abrigo àqueles que continuam a abraçar a história inclusiva dessa cidade. Afinal, Brasília sempre abrigou, e continua a abrigar, quem chega para ficar”, acrescenta Renata.

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Mercadinho descolado E muito mais está por vir. Até dezembro, uma programação que agrega arte, fomento à sustentabilidade, moda, gastronomia e experiências para todos os sentidos vai movimentar o shopping. O Mercadinho do Brasília, projeto que transforma a área externa do centro de compras em uma feirinha cool com barraquinhas e lounges, atividades culturais, gastronômicas e alternativas, terá novidades. Rita Lobo desembarcou na feirinha no dia 8 de abril. A chef de cozinha e produtora de conteúdo fez um talk sobre comidinhas e delícias que podem ser feitas em casa. No decorrer do ano, três outros chefs renomados trazem um pouco da história e segredos da boa mesa ao Mercadinho. “Criamos um novo pólo de gastronomia saudável e sustentável, que é fonte de informação e conhecimento, que incrementa a economia local e o consumo de hortifrútis orgânicos e naturais. Como nosso público adora os bate-papos com chefs, teremos surpresas que estão na lista de desejos dos amantes do Mercadinho”, detalha Geraldo Mello. Uma novidade também é a parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, que chega à feirinha com oficinas, palestras, ensaios sensoriais e chefs do movimento slow food. Tem surpresa ainda para os pequenos que amam se aventurar no universo dos cheiros e sabores: uma cozinha kids. “É um espaço que, em abril, ficou voltado para a programação da Páscoa, mas no decorrer do ano será um novo point para a criançada dentro do Mercadinho, com workshops e atividades gourmets”, adianta Renata Monnerat.

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Arte, moda, doçuras e experiências A arte visual também está na rota do Brasília Shopping. Em 2017, uma parceria com o Festival Internacional de Fotografia Brasília Photo Show traz para as cúpulas de vidro do centro de compras obras premiadas de fotógrafos de diversas partes do país. Até julho estão confirmadas duas mostras e um leilão de peças. “Nossa capital está repleta de gente que faz e acontece. O BPS é um projeto brasiliense que extrapolou o quadradinho e conquistou olhares apurados e ousados. A exposição que chega ao Brasília Shopping tem uma pegada contemporânea, de inclusão, tem tudo a ver com a atmosfera que envolve a história da praça de exposições do shopping”, observa a gerente de marketing. O Brasília também estará de mãos dadas com o Experimente Brasília, que chega com o lançamento de uma nova edição do mapa afetivo Cool Destination - o guia, agora, terá a marcação do shopping mais cool da cidade - e um lounge repleto de experiências participativas para turistas e moradores. “Na Casa Experimente Brasília, a dupla Patrícia Herzog e Tatiana Petra soltam a imaginação com novas maneiras para descobrirmos os encantos menos óbvios da capital em incursões por lugares inspiradores”, reforça Geraldo Mello. É um projeto que une turismo, cultura e entretenimento de forma inovadora. No dia 19 de abril, fizemos uma experiência comemorativa que marcou os aniversários do shopping e da capital. Quem passou pelo hall das torres do Brasília teve a chance de marcar, em um mapa gigante, os locais que ama como dica aos que querem explorar a cidade em sua essência”, revela Tatiana Petra. “Até o dia 10 de maio, também teremos, na Casa Experimente Brasília, uma história com a pegada fotográfica, uma bicicleta nuvenzinha e diversas experiências imperdíveis para quem topa curtir a região do quadradinho de um jeito diferente, descolado e em companhia de quem conhece e vive o lado mais legal da cidade”, afirma Patrícia.

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A vida é doce e o Brasília também A festa de doçuras mais charmosa da cidade também terá uma edição em abril, no dia 29, e uma no segundo semestre. O Brasília Doce mantém o pique do shopping em relação aos eventos que extrapolam seu interior e abraçam a cidade trazendo as novidades mais açucaradas da capital e muita música – arte impregnada na alma de cada brasiliense - para embalar uma tarde recheada de chocolate e outras delícias. Sempre na área externa do Brasília Shopping, a festa é um sucesso também entre aqueles que não podem comer açúcar, já que oferece opções diet e light feitas pelos doceiros e doceiras mais requisitados da capital e região. Em setembro, um evento de moda promete sacudir a cidade. O Conexão Brasília vai marcar uma nova história do shopping com o mundo fashion, com gente pulsante

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que tem a ver com a capital. “Teremos no Conexão pessoas vanguardistas, referências nas questões relacionadas ao comportamento, à moda e à beleza. Queremos movimentar a cena de Brasília com quem entende desse universo criativo e de ideias inesgotáveis”, revela Monnerat. E por falar em referências...O mix do Brasília Shopping recebe novidades com lojas e serviços ainda no primeiro semestre. Entre as novas operações, BioMundo, Quem disse Berenice, Bacio de Latte Sorveteria, Zeiss Brasil e Swarovski. No estacionamento coberto, vaga com carregador para carros elétricos – parceria com a Eurobike/BMW - reforça, em breve, o compromisso do shopping com a questão da sustentabilidade. O centro de compras abriga 169 operações, gerando 2 mil empregos diretos e indiretos, e tem média de público de 1 milhão de pessoas/mês.


Trajetória de prêmios O primeiro prêmio conquistado pelo Brasília Shopping veio no ano da inauguração do centro de compras. O arrojado projeto em formato de meia lua de Ruy Ohtake se integrou perfeitamente às curvas de Niemeyer e foi reconhecido ao conquistar o Master Imobiliário 1997. Vinte anos se passaram e o empreendimento continua a se destacar também em áreas como o marketing e eventos. No último Congresso Internacional de Shopping Centers & Exposhopping, maior evento do setor, realizado em São Paulo pela Associação Brasileira de Shoppings Centers em setembro passado, o Brasília foi reconhecido mais uma vez. A Abrasce premiou os melhores projetos conduzidos por shoppings em seis categorias. O Brasília Shopping fez bonito: foi o único centro de compras da cidade a conquistar um prêmio. Ganhou na categoria Marketing, Eventos e Promoções, com o projeto Mercadinho do Brasília. No encontro, estavam presentes empresários e executivos dos maiores grupos do segmento do País.

A Abrasce premiou o Brasília Shopping na categoria Marketing, Eventos e Promoções

Teatro Brasília Shopping O Teatro Brasília Shopping recebe espetáculos locais e nacionais, sendo um dos pilares culturais do Brasília Shopping. Ao longo do ano, uma intensa programação, com peças infantis, teatro adulto, stand ups, mostras de cinema, shows musicais e palestras, é oferecida ao público gratuitamente ou a preços acessíveis. As crianças ainda podem usufruir do programa Mais Brasília Kids, uma

carteirinha que dá direito a ingressos por criança associada. Com capacidade para 100 pessoas, a sala tem ar condicionado, elevador exclusivo para acesso à poltronas reservadas para PNE, cabine de controle de som e um moderno foyer, área receptiva ideal para pequenas exposições e coquetéis. A estrutura foi planejada para receber bem o público, os artistas e suas produções.

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REVITALIZAÇÃO

O que mudou após a revitalização?

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que diz o empreendedor: Por muito tempo, o Setor Comercial Sul foi considerado local perigoso e ponto estratégico para a venda e uso de drogas. Hoje, cerca de 150 mil pessoas circulam pelo local, o comércio começa antes da 6h e só após as 18h dá sinais de seu fim. Ou seja, a economia local depende muito deste setor e, para isto, também precisa de segurança para lojistas e para a população. Desde outubro do ano passado, muitas mudanças já são percebidas pelos frequentadores que passam pelo local – a iniciativa faz parte do Projeto Legal. O projeto é uma parceria público/privado para a revitalização e recuperação da área. Entre as ações, destacam-se a melhoria na iluminação pública, a legalização dos vendedores ambulantes por meio da fiscalização diária da Agefis para combater o comércio irregular, o aumento do policiamento presente, além da promoção de atividades culturais. Os eventos no setor são acessíveis a todos, não causam transtornos em relação à Lei do Silêncio e possuem estacionamentos em abundância. A cada movimentação, mais pessoas acreditam na ideia e se juntam à rede que quer a transformação deste espaço. Há 42 anos que o restaurante Coisas da Terra está localizado no centro do Setor Comercial Sul. Desde então, jamais havia presenciado uma administração atuante e que fizesse a coisa acontecer. O trabalho do administrador Pacco está sendo muito eficiente, a nova iluminação do local nos dá a sensação de segurança e afasta os bandidos. Também não posso deixar de mencionar as mudanças das vias de saída, ocasionando o fluxo melhor do trânsito. Foram algumas mudanças e que só estão trazendo

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Udileston Lopes

bons resultados. O trabalho dele precisa ser reconhecido e valorizado todos os dias. Udileston Lopes – Proprietário do restaurante Coisas da Terra. O que diz o administrador: O trabalho realizado pela Administração Regional do Plano Piloto no Setor Comercial Sul, desde o final do ano de 2015, alcançou grandes conquistas para o local. Uma das que eu mais comemoro é a redução da criminalidade no setor. Após a implementação da nova iluminação, a

Uma das áreas de maior circulação teve pintura de meio-fio, iluminação e cerco a camelôs e usuários de drogas população que trabalha e frequenta a região se sentiu muito mais confortável e segura ao transitar por lá. Isso sem falar nos empresários e comerciantes que viram uma melhoria real acontecer. A título de exemplo, no ano de 2015 ocorreram 9 homicídios no setor e, em 2016, nenhum. Uma mudança drástica como essa não é obra do acaso, mas fruto de um trabalho planejado e bem executado. Além disso, pequenas obras fizeram grande diferença e podemos destacar ainda a alteração no trânsito e as obras da ciclo faixa na Via S3 como grandes conquistas. Os projetos culturais realizados, como o Quarta Musical, também foram muito importantes nesse processo de melhoria”. Marcos Pacco


ARTIGO O CÓDIGO BRASÍLIA

Matemática secreta e geometria sagrada

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rasília está cheia de mensagens ocultas em seus símbolos, principalmente os relacionados aos números. Veremos agora alguns exemplos da matemática secreta e da geometria sagrada que está oculta nos quatro cantos de Brasília. Na matemática oculta, todos os números são somados até chegar a um resultado de um só número. Brasília foi inaugurada em 21 de abril: 2 + 1 = 3. Três nos remete à trindade planetária presente em quase todas as religiões. No cristianismo, a Trindade ou Santíssima Trindade é a doutrina que professa um Deus único em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. No hinduísmo, a trimúrti é composta pelos três principais deuses: Brama, Vixnu e Xiva, que simbolizam respectivamente a criação, a conservação e a destruição. No Egito: Osíris, Ísis e Hórus. A trindade está sempre presente. Brasília é a capital dos três poderes: judiciário, executivo e legislativo. Três também é um número chave da democracia, pois é a quantidade mínima de pessoas necessárias para que se consiga tomar uma decisão em grupo. O dia 21 de abril é o 111˚ dia do ano: 1 + 1 + 1 = 3. Na entrada da catedral de Brasília, estão os quatro evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João. João está de um lado e os outros três do outro. Mais uma vez, a magia do número três foi observada. Na Catedral, existem 16 pilares dispostos em forma circular. O número 16 é a base do sistema hexadecimal, que se utiliza muito na informática para representar números binários de uma forma mais compacta. Dessa forma, esse sistema é bastante utilizado em aplicações de computadores e microprocessadores. Deus é considerado o “tudo” e o “nada”, ou o “1” e o “0”, que é o sistema binário. Não será por acaso também que o número 16, no tarô, seja a “Casa de Deus”. 16 também é o número de quadras das asas sul e norte do eixo rodoviário. Se somarmos 1 + 6 = 7. Sete é considerado o número da perfeição. São sete notas musicais, sete cores do arco-íris, sete maravilhas do mundo, sete artes, sete virtudes humanas, sete pecados capitais, sete mares, sete dias da semana etc. Brasília foi construída em 5 anos. Na alquimia, o número cinco simboliza a quintessência, complemento imaterial dos quatro elementos do nosso mundo: água, fogo, terra e ar. Com este quinto elemento, a transmutação da matéria ocorre e sua representação deixa então de ser quaternária para ser quintenária. A representação gráfica da

matéria quintessência é o pentagrama. Do pentagrama, Pitágoras descobriu a proporção áurea. Um pentagrama é obtido traçando-se as diagonais de um pentágono regular. Pelos cruzamentos dos segmentos desta diagonal é obtido um novo pentágono regular, que é proporcional ao original. A proporção áurea, também conhecida como número de ouro, número áureo ou proporção de ouro, é uma constante real algébrica simbolizada pela letra grega Phi, em homenagem ao escultor Phidias, que a utilizou para conceber o Parthenon. Seu valor arredondado a três casas decimais é de 1,618. Também é chamada de seção áurea, razão áurea, razão de ouro, média e extrema razão, divina proporção, divina seção, proporção em extrema razão, divisão de extrema razão ou áurea excelência. O número de ouro é ainda frequentemente chamado razão de Phidias. Desde a Antiguidade, a proporção áurea é usada na arte, na literatura, na música e na arquitetura. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi pode ser encontrado na proporção das conchas, no tamanho das falanges dos seres humanos, nas colmeias e em vários outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento. Na Idade Média, o matemático italiano Leonardo Fibonacci calculou uma sequência de números que ficou conhecida como a “Sequência de Fibonacci”. A Sequência de Fibonacci consiste em uma sucessão de números, tais que, definindo os dois primeiros números da sequência como 0 e 1, os números seguintes serão obtidos por meio da soma dos seus dois antecessores. Portanto, os números são: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233 etc. Se dividir um número da sequência pelo número anterior, em um determinado momento o resultado será bem próximo a 1,618: o “número de ouro”. Brasília foi construída em 5 anos, uma referência ao pentagrama, onde, alquimicamente, foi feita uma transmutação de cerrado em concreto. Em quase todas as construções de Brasília está presente a “razão áurea” – no prédio do Congresso Nacional, nos Ministérios, nas Superquadras etc. Nada é por acaso. O Código Brasília continua na próxima edição. Até lá.

RICARDO MOVITS é cineasta, artista plástico, compositor e escritor. Membro da Academia Maçônica de Letras desde 1986, Movits ocupa a cadeira nº 18 e tem em seu currículo premiados contos, poemas, romances e roteiros para teatro, cinema e televisão

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RA ANIVERSÁRIO

Brasília faz aniversário e ainda enfrenta problemas Aos 57 anos, a Capital do País tem enfrentado problemas iguais aos das grandes Metrópoles Brasileiras

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ós já sabemos da história de glória da nossa Brasília, a capital do Brasil, inaugurada em 21 de abril de 1960, mas um sonho desde a época do Brasil Colônia. O Brasil tinha território continental e, por isso, precisava ser ocupado, evitando invasões e desafios da Coroa Portuguesa. O Marquês de Pombal foi um dos primeiros a defender a interiorização do Brasil, seguido pelos inconfidentes que queriam a transferência da capital do Rio de Janeiro para São João Del Rei. Na Assembleia Constituinte de 1823, José Bonifácio afirmou que uma capital no interior iria estimular a economia e o comércio. E, assim, o Planalto Central ganhou sua importância. Em 1891, na elaboração da primeira constituição republicana, a transferência da capital voltou à tona, dando início aos trabalhos de Luís Cruls, encarregado de chefiar uma missão de demarcação, o que levou o presidente Epitácio Pessoa a lançar a pedra fundamental da nova capital do Brasil em Planaltina, no estado de Goiás. Mas foi anos depois que o presidente Juscelino Kubitscheck proferiu: “Deste Planalto Central, desta solidão em que breve se transformará em cérebro das mais altas decisões

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nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada, com uma fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”. Com ele, vieram engenheiros, arquitetos, comerciantes e os heróis anônimos, os candangos, que se lançaram na aventura de construir Brasília, que em 1956 contava com somente mil habitantes, saltando para mais de trinta e cinco mil em 1958 – gente que realizou o projeto de Lúcio Costa e de Oscar Niemeyer com sua cidade de amplas avenidas e vasto horizonte e os jardins faraônicos para cominar com o horizonte plano e quase sempre azul anil. Para isso, surgiu a Cidade Livre, hoje o Núcleo Bandeirante, próxima aos canteiros de obras em que os operários trabalhavam, incansavelmente, para a inauguração da nova capital, em 21 de abril de 1960. Logo depois, as outras cidades satélites como Taguatinga, Sobradinho, Paranoá e Gama se solidificaram.


Nesses anos, Brasília viveu batalhas políticas imensas que culminaram na democratização do Brasil, com as eleições diretas que foram discutidas e debatidas na sede da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) – entidade inaugurada mesmo antes da capital, e que lançou as bases para a criação do Banco de Brasília (BRB) e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Hoje, infelizmente, ainda somos palco de crises e de escândalos como o da Lava-Jato – internacionalmente conhecido – por sediarmos os três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, em busca da transparência que leve, a nossa capital, dirigentes mais responsáveis e comprometidos com o Brasil. Em nível local, a cidade sofre com problemas da modernidade como segurança, educação saúde e mobilidade. Mas, em seu aniversário, Brasília ainda sofre com uma grave crise financeira – fruto de divergências entre o governo local e a Câmara Legislativa do DF (CLDF). A população sofre e busca respostas, apoiada por entidades comprometidas com o desenvolvimento regional. O presidente da ACDF, Cleber Pires, lembra que, desde 2015, houve quase 40 mil baixas de CNPJ – dados de empresas baixadas na Junta Comercial do DF (JCDF). “Uma empresa fechada deixa de gerar cinco empregos diretos. São números assustadores que trazem um acúmulo de quase 50 mil desempregados”, conta Pires, ao lembrar, ainda, que outros problemas se avolumam como o racionamento de água imposto pela primeira vez à cidade e que afeta diretamente os comerciantes. A mobilidade também tem sido outro grande entrave para Brasília, a 4ª cidade mais

populosa e com o 2º maior PIB per capita do Brasil. Além disso, os problemas urbanos atuais esbarram em regularização e nos projetos de implantação de diversos setores, inclusive com o realinhamento de vias importantes e históricas, como a decadente via W3, no plano piloto, que hoje sofre com a pressão do trânsito de carros e as linhas de ônibus que transformaram a via na mais engarrafada da cidade, sem vagas para estacionamento. Tanto lá como em outras vias, o trânsito caótico se tornou uma angústia para a cidade, que não conta com a valorização do transporte público como o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos – e um projeto de metrô realmente eficiente. O atual governo decidiu colocar em andamento o polêmico projeto da orla do Lago Paranoá, com acesso livre para a população. Mesmo assim, temos a sensação que nossa cidade, tombada, engessa empreendimentos novos. Por isso, a importância do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), que trata da destinação de espaço público na área da construção civil e do tão discutido “Plano Brasília 2060”, apelidado de “Cingapura”, que prevê a implantação de mais indústrias no DF. Mas a ideia final é discutir, encontrar soluções, ouvindo a nova geração, os filhos de Brasília – descendentes dos candangos que ergueram com suas mãos nossa cidade – os pioneiros, gestores, representantes de classe e especialistas que visam o melhor para essa linda capital que conta mais um ano de vida. Esperamos que cada fase tenha conquista para se comemorar, ou seja, há ainda muito o que fazer!

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Veja quem homenageia Brasília: MARCOS PACCO ADMINISTRADOR DE BRASÍLIA

Viver em Brasília é um privilégio! Nasci aqui e vi essa cidade crescer. E cresceu muito! São quase 3 milhões de habitantes. A capital já é a terceira região mais populosa do país, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. Conforme pesquisa do IBGE, o DF se destaca por crescer num ritmo bem acima da população nacional. Esse crescimento foi dando cara própria a nossa cidade, formando os filhos de Brasília, esquentando o coração do país. Mas esse crescimento trouxe também dificuldades e maiores necessidades, como melhorias no transporte coletivo e mais ofertas de empregos. Essas são melhorias que precisam acontecer conforme a população cresce e, por isso, precisamos trabalhar em prol dessa coletividade, em prol de um bem maior.

CLEBER PIRES PRESIDENTE DA ACDF

Foi aqui que casei e que criei meus filhos e hoje tenho netos. Brasília me deu tudo, oportunidade de trabalhar e conseguir construir minhas empresas e – até – me tornar presidente da mais respeitada entidade da capital do país, a ACDF, que dirijo ao lado de diretores amigos que, como eu, amam nossa cidade.

RODRIGO ROLLEMBERG GOVERNADOR DO DF

Trabalho por Brasília, essa cidade linda e que merece o melhor. Minha família está aqui e fiz minha história aqui também. Por isso, teremos uma festa muito bonita porque, além de estarmos comemorando os 57 anos da cidade, estaremos, também, comemorando 30 anos de Brasília como patrimônio cultural da humanidade. Faremos uma festa sustentada com os artistas da cidade, ou seja, estamos priorizando a participação dos artistas da cidade e, certamente, vai ser uma festa muito linda.

TIAGO JARJOUR SECRETÁRIO ADJUNTO DO TRABALHO

Tenho muito orgulho de ser de uma geração atuante em Brasília, cidade que ofereceu tanto para muita gente. Hoje estou trabalhando por ela e quero ver essa cidade bem, com justiça social. Quero trabalho para todos, assim como educação e saúde. Isso é o que um bom governante pode querer.

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IGOR DANIN TOKARSKI SECRETÁRIO ADJUNTO DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E SOCIAIS

Brasília ainda é uma cidade muito jovem, completando seus 57 anos. Mas ela demonstra a capacidade do povo brasileiro de se unir, de se aglutinar em torno de uma causa, como foi a construção da capital no planalto central. Então, temos muito o que comemorar, juntamente com os brasileiros que vieram de todos os cantos, e, também, com a comunidade internacional que aqui reside. Brasília é a capital de todos. Temos muito orgulho. O brasileiro deve ter muito orgulho de ter uma capital como essa. Faço parte de uma geração que tem que ter a responsabilidade de assumir grandes responsabilidades. Assim, eu me coloco à disposição, assim como outros amigos, colegas, que também têm esse comprometimento com a cidade. Essa nova geração deve assumir essa responsabilidade em torno de uma causa que é o engrandecimento da nossa cidade.

RICARDO CALDAS PRESIDENTE SINFOR

Tenho muito carinho por Brasília porque aqui cresci. Minha família está aqui e isso é maravilhoso. Nossa cidade oferece muito, mas precisamos sempre buscar oportunidades para todos, principalmente com relação à inovação tecnológica – direito de todo cidadão.

JOE VALLE PRESIDENTE DA CÂMARA LEGISLATIVA

Brasília é uma cidade maravilhosa e, por isso, merece que seus governantes e representantes trabalhem para que ela seja um lugar bom para todos.

ANTÔNIO VALDIR OLIVEIRA FILHO SECRETÁRIO DE ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE BRASÍLIA

Estou aqui hoje para trabalhar, ainda mais, por essa cidade que completa mais um ano de vida. Temos muito o que fazer. Essa missão é trabalhosa, mas Brasília merece ser grandiosa.


Pioneirismo que contribuiu para a construção de Brasília A história de Roosevelt Dias Beltrão se confunde com as histórias de notáveis pioneiros que aqui chegaram, fincaram suas bases com amor e dedicação à terra da poeira, embalados com entusiasmo e a viva esperança que acompanhava o coração de todos aqui presentes naquela época. Hoje, ao ver Brasília completar seus 57 anos, com título de Patrimônio da Humanidade, traz consigo a gratificante sensação de quem participou e contribuiu para a realização do sonho de JK. Vinda para Brasília Direto da tradicional São João Del Rei, considerada berço de personalidades como Tiradentes, Tancredo Neves, dentre outros, em 1959 Roosevelt Dias Beltrão chega à Terra Prometida com o sentimento de nacionalidade e junção aos desbravadores, em busca da certeira realização do projeto de instalação da capital em solo do estado de Goiás. Época que, quem morava em Brasília, vivia para servir, com a ideia fixa de impulsionar o desenvolvimento do planalto central brasileiro e, simplesmente, pelo fato de abraçar o fabuloso projeto do empreendedor JK.

JUAREZ SANTANA COMERCIANTE

Vim para cá em busca de um sonho. Casei e tenho filhos aqui em Brasília, onde montei minhas lojas. Na Rua da Igrejinha, 107 Sul, estou há 30 anos, todos os dias, na Albert’s, que faz parte da história da cidade. Aqui atendemos várias gerações e fazemos amigos porque o meu negócio é garantir que as pessoas se sintam bem. Sou feliz por ter minha loja aqui.

LETUSIA ARAÚJO EMPRESÁRIA

Há 25 anos atrás, cheguei em Brasília com meus pais e uma irmã. Somos do Rio Grande Norte, viemos em busca de emprego e de uma boa qualidade de vida. Ficamos encantados pela cidade, bastante arborizada, limpa e muito bonita. O brasiliense tem fama de ser frio, mas isso não é a realidade, pois fui bem acolhida e fiz excelentes amigos. Brasília é uma cidade que tem cultura de respeito ao cidadão, como a questão da faixa de pedestre, demonstrando esse espírito colaborativo do brasiliense. Acredito que, melhorando a saúde e o transporte público, Brasília seria muito melhor”.

Traçando um paralelo Para Roosevelt, falar sobre a Brasília de hoje, que muito progrediu, se torna até melancólico, partindo-se do princípio que o progresso acompanhado da criatividade não obedece a nossos ideais para o futuro das metrópoles. Chega trazendo uma divisão no sentimento de pioneiro, sentimento este de quem participou desde a fundação da capital até os dias atuais, o qual compara como a expectativa de um pai que tenta moldar a formação do filho que, ao atingir sua emancipação, vai escolhendo seu próprio caminho. Naquela época, ao ser aprovado o Plano da Nova Capital, se consagrou a transferência para o centro do país e o foco era desbravar o desconhecido para o bem social e o crescimento nacional, preservando-se a melhor qualidade de vida ao cidadão. “Com o passar dos anos, notamos o fato de que o progresso traz suas mazelas e teias que entrelaçam o alcance ao poder econômico pessoal de cada interessado, esquecendo-se das agressividades feitas ao meio ambiente, como o desenfreio da especulação imobiliária, a ocupação desordenada que picota o solo sem o devido respeito aos mananciais, falta a preocupação com as transformações acomodadoras do solo e a violentação direta do lençol freático, com resultados prejudiciais incalculáveis à população”.

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PERFIL

Executivo de renome faz empresa crescer Assumir desafios com responsabilidade e liderar equipes são armas poderosas que os executivos devem possuir para agregar no crescimento das empresas em que trabalham

A

paixonado por Brasília, Camacam tem feito um trabalho excepcional na operadora Oi, promovendo a eficiência da empresa e de seus serviços, principalmente junto a empresas e empreendedores de diversos portes no Distrito Federal. Devido a sua atuação ética e profissional, o executivo tem construído um relacionamento sólido na região, nas esferas estaduais e municipais. Pingue Pongue: Como chegou na ACDF? Ao mapear o público de relacionamento institucional no DF, dentre o qual a ACDF está inserida, procurei o presidente Cleber Pires para apresentar a nossa Empresa e entender como poderíamos formular parcerias neste âmbito. Como chegou à Brasília? Cheguei em Brasília em janeiro de 2002, transferido da filial Paraná, para atuar na matriz da Brasil Telecom. Entretanto, a serviço da Empresa, fui transferido para o Rio de Janeiro em março/2009, para atuar na matriz da Oi S/A, retornando a Brasília em outubro de 2012, para atuar na área institucional, onde permaneço. Possui família aqui? Tenho sim. Moro com a minha esposa, Angélica Córdova, o nosso filho Pietro, de 4 meses, além dos meus dois enteados, a Laura de 8 anos e o Inácio de 6. O que mais gosta em Brasília? Da sua beleza arquitetônica, riqueza gastronômica e diversidade cultural.

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Camacam

Onde já trabalhou? Comecei a minha carreira profissional em 1984, no Banco Real S/A, bem como trabalhei na Geohidro Engenharia e Brahma, atuando desde 1998 até a presente data na Oi S/A (ex-Telebahia, Telesc, Telepar, Brasil Telecom). Que cargo ocupa hoje e quais têm sido seus objetivos para o futuro? Atuo como Representante Institucional da Oi, no DF e TO, pela Diretoria de Relações Institucionais. Os meus resultados decorrem da minha atuação ética e profissional na garantia de um ativo de relacionamento, promovendo um maior e melhor conhecimento da Oi junto às esferas estaduais e municipais. Planos para o seu futuro profissional? Assumir desafios cada vez mais compatíveis com a minha experiência, habilidades e conhecimentos auferidos na minha trajetória profissional.


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Rita trindade

Rita Trindade Spa Médico Odontológico Odontologia, Medicina, Fisioterapia e Estética em um só lugar

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Há mais de trinta anos, Rita Trindade trabalha com a estética do sorriso, ajudando a melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes. Sob o seu comando, o Spa oferece atendimento humanizado e personalizado, em ambiente bem localizado e de fácil acesso, em área nobre de Brasília, no Lago Sul. O centro de referência em saúde integral conta com uma equipe de 40 profissionais nas áreas de Odontologia, Medicina, Fisioterapia e Estética. No Spa, o paciente pode reservar um dia na agenda para dedicar-se integralmente aos cuidados com a saúde. Ele pode passar por tratamentos estéticos, muitos deles até complementares aos procedimentos odontológicos. Saúde e beleza são planejadas em conjunto no Spa. Nos intervalos entre os procedimentos, é possível fazer refeições balanceadas, receber massagens relaxantes, tratamento de estética facial e corporal e até descansar em uma agradável sala de repouso para recuperação de cirurgias. O Rita Trindade Spa Médico Odontológico está preparado para atender diversos tipos de público, de maneira especial e individualizada, tais como crianças, idosos, executivos e autoridades, pessoas com medo de dentistas e portadores de necessidades especiais. Emergência 24hrs O espaço oferece serviço de emergência odontológica 24 horas e atendimento bilíngue em várias especialidades. O paciente tem conforto e segurança em um ambiente especialmente criado para o seu bem estar. Tratamento intensivo Vários procedimentos podem ser feitos no mesmo dia. O spa oferece toda a estrutura necessária como laboratório odontológico, onde o protético trabalha lado a lado com o dentista. O resultado é mais rapidez no tratamento e garantia de procedência e qualidade das próteses. Esse é um novo conceito em saúde e atendimento em Brasília, que se adequa às agendas dos pacientes.

Dra. Rita Trindade é Cirurgiã-Dentista em Brasília, DF. Possui graduação em odontologia pela UNIUBE - Universidade de Uberaba. Atua como especialista em Implantodontia e Prótese Dentária. Rita Trindade Spa Médico Odontológico QI 7, Comercial, Lago Sul, Brasília-DF Tel: (61) 3248-1140 Emergência 24 Horas: (61) 99986-9000


PERSONALIDADE

Conselho de Transparência do DF Conta com um Líder

O empresário Hélio Queiroz, que se tornou um dos nomes mais respeitáveis do Distrito Federal, assume mais uma atribuição em prol da comunidade do DF

Hélio Queiroz

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Primeiro vice-presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) e diretor Fecomércio, Hélio Queiroz, acaba de se tornar o novo representante da Federação no Conselho de Transparência e Controle Social do Distrito Federal, onde deve permanecer por dois anos. O Conselho de Transparência e Controle Social do Distrito FederalCTCS integra a Controladoria-Geral do Distrito FederalCGDF e possui natureza consultiva e deliberativa imbuído da responsabilidade de acompanhar políticas de transparência e de controle social. O Conselho possui um papel importante uma vez que propõe, cobra e acompanha medidas que visam a promover maior transparência das políticas da movimentação financeira do governo. O Conselho, que foi criado em 2015, conta com dezessete conselheiros que representam a sociedade civil e que são aprovados por decreto pelo governador do Distrito Federal. Hélio Queiroz, que também é presidente do Grupo Alô de Comunicação - Jornal Alô Brasília, e o seu suplente, assessor tributário da Fecomércio, Eduardo de Almeida, foram indicados pela presidência da Fecomércio devido à soma de seus trabalhos realizados com total eficiência e transparência. À frente do Alô Brasília desde 2008, quando a publicação se estabeleceu em São Sebastião, Hélio se fortalece como um empresário que contribui para a democratização da informação em todo o DF, recebendo prêmios como o de Jornal Destaque do Ano de 2010, pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais do DF (Apimec) e o Prêmio Engenho de Comunicação de 2010, na categoria Gestão de Negócios da Comunicação, dentre outros. Sob o seu comando, a empresa trabalha com projetos de cunho social, como o Árvore Digital, que disponibilizou computadores com acesso à internet para a comunidade; o Dr. Gravata, direcionado ao atendimento médico p r e --ventivo da população carente do DF; a Sala do Povo, que busca ampliar o acesso a livros, revistas, jornais e acesso à internet e o Alô Cultural, com apresentaç õ e s musicais e culturais – os dois últimos promovidos n o Setor Comercial Sul. Além de comandar o Alô Brasília, que é o impresso com grande tiragem da região – com seus exemplares distribuídos diariamente –, Hélio Queiroz expande seus negócios com a inauguração do Minas Hall, um dos espaços para eventos mais prestigiados da capital.


EMPRESA

Gustavo Lima Barreto à Frente da GMentoria Executivo que tem larga experiência em entidades de classe empresariais comanda a mais nova empresa de consultoria que busca os melhores negócios para seus clientes

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rabalhando desde cedo – aos 14 anos como cobrador no transporte público, como estoquista e como vendedor em lojas de shopping – Gustavo Lima Barreto aprendeu como funciona de fato uma empresa em termos de gestão e conquista de mercado. O executivo, que também trabalhou na Secretaria de Trabalho do GDF, nas agências do “Na Hora”, acabou deixando o seu cargo no governo para seguir sua grande paixão: o mundo dos negócios. Assim, se tornou empreendedor, há mais de 20 anos, solidificando o seu nome em diversos segmentos, inclusive ao participar da fundação da Associação Comercial Jovem do DF, da Associação Comercial Jovem de TaguatingaDF, onde foi presidente por um ano e meio, e da criação da Associação Comercial Jovem de Águas Claras-DF. Antes de fundar a GMentoria, Gustavo fundou a Triven Clube de Negócios como CEO e responsável pela Diretoria de Negócios e Eventos onde produziu mais de 20 eventos em 2016. Todo esse trabalho lhe rendeu experiência para estar à frente da GMentoria, que desenvolve trabalhos para as carreiras profissionais com planejamento de evolução, estratégia de network, gestão do tempo, entre outras ações. Para as empresas, a GMentoria trabalha com gestores e empreendedores, avaliando o mercado, organizando departamentos e processos, estratégias, parcerias e network produtivos, além de trabalhar com gestão de equipe e mercado. Para isso, Lima Barreto percorreu um grande caminho e é certificado pela Criative Learning Institute em Mentoria Estratégica e pelo Instituto Brasileiro Master Coach em Imersão Master Coach e Performance Coach Extensivo, ou seja, experiência é uma de suas bagagens que implementa na GMentoria.

Gustavo Lima

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INTERNACIONAL

Chega a Brasília o CIERS - Congresso Internacional de Energias Renováveis e Sustentabilidade O Congresso, que é uma iniciativa da Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro Oeste, possui apoio de Centro de Pesquisas, Universidades e Empresas Internacionais

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tema Sustentabilidade e Energia Renovável ganha relevante significado no cenário nacional com a chegada a Brasília do CIERS, que conta com personalidades de notório conceito internacional e investidores estrangeiros, que devem expor e demonstrar as tecnologias de ponta, presentes nas pautas de todas as reuniões de cúpula entre os países. A agenda empresarial do CIERS deve apresentar palestras sobre diversas energias renováveis e sustentabilidade, tecnologias, mercados, rodadas de negócios e espaço de feira, onde se apresentarão empresas e produtos, além de entidades empresariais e governamentais interessadas em apresentar ambiente de investimentos em seus mercados, para um público seleto. O Congresso Internacional busca reunir representantes e autoridades do governo federal, do Distrito Federal, estados, prefeituras, corpo diplomático, universidades, câmaras

A sustentabilidade e as energias renováveis fazem parte do nosso mundo. Os avanços e a tecnologia são irreversíveis de comércio de diversos países, entidades do setor produtivo, imprensa especializada e profissionais afins. Segundo o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro Oeste, Fernando Pedro de Brites, a questão de energia sustentável e a eficiência energética constam nas prioridades, assumidas pela ONU, em Nova Iorque, durante o 70º aniversário da organização. As Nações Unidas pretendem que, nos próximos 15 anos, todas as pessoas possam usufruir de uma “energia acessível, segura, sustentável e moderna. Isso porque as mudanças climáticas e suas consequências são consideradas “ameaça para a paz” e, de acordo

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com uma pauta da segurança internacional, podem causar desordem climática, secas, escassez, fome e aquecimento global, deflagrando conflitos para as gerações futuras. Por isso, a importância de um congresso dessa natureza, quando cientistas poderão debater e encontrar soluções para proteção do Fernando Brites planeta, que passa pela implantação de energias renováveis, inesgotáveis e gratuitas como o vento, o sol ou a biomassa. Desta forma, o CIERS deve prover distintas visões a respeito das novas possibilidades trazidas pelo uso eficiente das fontes de energias renováveis e sustentabilidade, em um cenário de agravamento das crises hídrica, elétrica e meio ambiente. “A sustentabilidade e as energias renováveis fazem parte do nosso mundo. Os avanços e a tecnologia são irreversíveis”, avisa Brites, ao explicar a grandeza do evento, que chama atenção de pesquisadores e de autoridades governamentais. Estão programadas reunião de cúpula, conferências temáticas, painéis, encontros internacionais b2b, rodadas de negócios, mostra de tecnologia e inovação e exposição de produtos e soluções e homenagens como a Comenda da Ordem do Mérito do Desenvolvimento Sustentável O CIERS é destinado a líderes políticos entre presidente da República, ministros de estado, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, representantes do governo, prefeitos, secretários municipais, embaixadores, diplomatas, técnicos, instituições empresariais, câmaras de comércio, empresas, professores universitários e estudantes.


Alternativas viáveis para utilizar o FGTS inativo Desde 10 de março, o saque das contas inativas do FGTS foi liberado pelo Governo Federal aos beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro e a corrida às agências bancárias teve início. Os saques devem acontecer até 31 de julho e variam de acordo com a data de nascimento da pessoa. A estimativa é que o resgate feito pelos beneficiários nascidos nos dois primeiros meses do ano chegue a R$ 6,96 bilhões, o que corresponde a 15,9% do total. A medida anunciada pelo Ministério da Fazenda tem o intuito de reaquecer a economia e injetar dinheiro principalmente no comércio. Segundo dados da Fecomércio grande parte dos R$ 30 bilhões das contas serão revertidos para pagamento de dívidas antigas, o que diminuirá sensivelmente as inadimplências. Outra parte do dinheiro deve ir para a realização do sonho da compra da casa própria, que também injeta dinheiro no comércio – por meio da compra de mobiliários e eletrodomésticos. Outra opção é investir o dinheiro a médio prazo em consórcios. Quem adere a um consórcio de imóvel da Bancorbrás Consórcios, por exemplo, pode ser sorteado ou dar um lance para ter acesso à carta de crédito e utilizá-la para reformar uma casa, apartamento ou imóvel comercial e não necessariamente para comprar um novo.

Algumas das principais vantagens do consórcio de imóveis:

• Pelo consórcio, o comprador do imóvel não paga juros e não precisa dar entrada nem tampouco intermediárias; • O sistema conta com várias opções de crédito, prazos e parcelas que cabem no orçamento do consorciado; • O consorciado tem a possibilidade de usar o saldo do FGTS para dar lance ou aumentar o valor do crédito; • O valor da carta de crédito acompanha o reajuste das parcelas (INCC – Índice Nacional de Custo da Construção), o que mantém o poder de compra; • Ao ser contemplado, o consorciado pode usar a carta de crédito para adquirir um imóvel novo ou usado, terrenos e até realizar reformas ou construções em qualquer lugar do território nacional; • O sistema de consórcio conta com legislação específica e a administradora deve ser autorizada e fiscalizada pelo Banco Central, o que traz mais segurança ao consumidor. “Em um momento de crise financeira e instabilidade econômica é fundamental ter uma reserva, seja a longo, médio ou

Eugenio Novaes

curto prazo. Os consórcios são a garantia de que o dinheiro do cidadão ou do empresário estará empregado em um bem que será revertido para uso próprio”, explica o Diretor de Consórcio e Seguro da Bancorbrás, Luiz Carlos Gama Filho. Segundo dados da ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, só no ano passado mais de 71,3 mil pessoas foram contempladas e tiveram oportunidade de adquirir seus imóveis por meio de consórcio. Na somatória dos 12 meses de 2016, 3.148 consorciados participantes dos grupos de consórcios de imóveis utilizaram parcial ou totalmente seus saldos nas contas do FGTS, superando a marca dos R$ 118,8 milhões.

Investimento em seguros

Para os que têm interesse em investir o resgate do FGTS inativo em opções práticas para o dia a dia, a Bancorbrás Seguros oferece opções que vão de viagens e automóveis, até imóveis e vida. O seguro residencial, por exemplo, tem ampla cobertura de manutenção e inclui assistência 24 horas para casos de segurança e vigilância, substituição de telhas, bombeiro hidráulico entre tantos outros. Na mesma linha de atuação, é possível contratar os serviços da Bancorbrás Seguros para garantir a assistência necessária a condomínios. Além da manutenção, as coberturas adicionais incluem responsabilidade civil do condomínio e do síndico para com seus condôminos e terceiros. Para os que não têm a necessidade do resgate de dinheiro imediato, uma opção oferecida pela Bancorbrás é o seguro de vida. A possibilidade de amparar financeiramente a família no futuro é também uma forma de investimento. Além da cobertura em caso de morte natural ou em acidente, o seguro de vida pode ser acionado em caso de invalidez permanente total ou parcial por acidente, doença incapacitante, despesas médico-hospitalares e odontológicas, assistência funeral e pagamento de diária de incapacidade temporária profissional.

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ARTIGO

Traumas Podem Ser Tratados

A

técnica terapêutica Eye Movement Desensitization and Reprocessing- EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares) foi criada na década de 1980 pela psicóloga americana Francine Shapiro, para auxiliar pessoas que enfrentam algum transtorno de estresse pós-traumático. Ela trouxe uma

nova visão para se trabalhar traumas, dando um novo significado à experiência de cada um. Devido a sua eficiência e simplicidade no tratamento, a técnica também vem sendo aplicada para o tratamento de doenças como depressão, síndrome do pânico e ansiedade, situações tão comuns nos dias de hoje, principalmente para os que vivem nas grandes cidades. Isso porque durante a vida, cada pessoa enfrenta desafios e experiências que produzem memórias que podem se transformar em grandes fardos, causando sofrimento emocional porque são revividas. É por isso, que é preciso saber como lidar com as emoções fruto de algum fato desagradável. E isso

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é, exatamente, que o método se propõe, ao se concentrar em elementos da memória traumática (pensamentos, sentimentos, imagens visuais e sensações corporais) e na estimulação bilateral dos hemisférios cerebrais, para se conseguir a dessensibilização e reprocessamento. Assim, ele tem sido aplicado para trabalhar pensamentos destrutivos, fobias, dores emocionais ou físicas, além de situações de raiva, luto e medos. O processo de intervenção combina métodos terapêuticos, como a exposição de imagens, reestruturação cognitiva e técnicas de autocontrole, utilizando protocolos validados cientificamente, com a utilização do movimento alternado dos olhos (estímulo visual), além de estímulos sonoros e tácteis – recriando um estado semelhante a um período de sonho ou um estado semelhante à fase do sono REM (Movimento Rápido dos Olhos). Com esse trabalho de profundo conhecimento técnico, é possível levar o paciente a se distanciar da memória traumática e, assim, conseguir reavaliar e se adaptar às situações do passado, presente e futuro. É como se fosse uma autorregularização das emoções porque o método também funciona como uma terapia cerebral, onde é possível refazer conexões cerebrais e novas sinapses. Na técnica, Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR), busca-se o reprocessamento de experiências traumáticas por meio da estimulação bilateral ao reforçar o processamento das experiências com novas adaptações para que o indivíduo possa recordar sem passar constantemente pela dor, sem o esquecimento, mas, sim, uma nova forma de perceber e compreender fatos. Desta maneira, se consegue um efeito extremamente positivo no equilíbrio individual, trazendo mais harmonia para que as pessoas continuem vivendo uma vida produtiva e mais feliz.

SERVIÇO Silvana França é psicóloga com experiência e atende empresários ou pessoas que enfrentam crises. silvanafranca.psicologia@gmail.com


POSSE CDL

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF toma posse em Brasília Diretores e conselheiros da gestão 2017-2018 também foram empossados na cerimônia, além dos presidentes da CDL Jovem DF e da Fundação CDL. Autoridades estiveram presentes

N

a noite da última terça-feira (28), tomou posse o novo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), o empresário José Carlos Magalhães Pinto. A solenidade ocorreu no espaço Dúnia City Hall, localizado na QI 15 do Lago Sul. Também foram empossados os presidentes da CDL Jovem DF, Raphael Paganini, e da Fundação CDL, Diógenes Taroni da Silva, além dos diretores e conselheiros da gestão do biênio 2017-2018. O evento, que contou com coquetel volante e jantar, teve a presença de diversas autoridades do Distrito Federal, entre elas o governador Rodrigo Rollemberg; o senador Cristovam Buarque; o presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Joe Valle; os deputados Chico Leite e Chico Vigilante; o empresário Paulo Octávio; o assessor especial da Presidência da República Tadeu Filipelli; o procurador-geral do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), Leonardo Roscoe Bessa; o ex-Superintendente do Conselho Deliberativo do Sebrae DF e agora secretário de Desenvolvimento Econômico do DF, Antônio Valdir Oliveira Filho; o secretário adjunto do Trabalho do DF, Thiago Jarjour; o secretário adjunto de Relações Institucionais e Sociais do DF, Igor Tokarski; o presidente do Tribunal de Contas (TCDF), Renato Rainha; o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana; o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, e o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. O ex-presidente da CDL-DF Álvaro Silveira Junior iniciou a cerimônia com um discurso de agradecimento à equipe da gestão passada e desejando um bom trabalho aos atuais membros. Diógenes Taroni da Silva falou sobre o trabalho da Fundação CDL, lembrando o tratamento dentário oferecido a mais de 600 crianças carentes por meio do projeto Cativando Sorrisos. Raphael Paganini ressaltou a importância da inovação empresarial. Para Honório Pinheiro, o varejo muda a

O governador Rodrigo Rollemberg ao lado do novo presidente da CDL, José Carlos de Magalhães e do ex-presidente, Álvaro Silveira Jr.

matriz socioeconômica do Brasil. “Somos os maiores empregadores e arrecadadores do País”, afirmou. O deputado Joe Valle também subiu ao palco para falar sobre a importância do setor produtivo, que resiste e persiste em meio a dificuldades, e do associativismo, lembrando que “a CLDF está à disposição” do comércio local. O governador comemorou o fato de o Distrito Federal estar em situação econômica mais favorável em relação a outros Estados, levando em conta que os servidores estão recebendo em dia e o GDF cortou gastos supérfluos. “Esse cenário se deve, também, ao esforço do empresariado”, lembrou. Rollemberg reafirmou o compromisso do governo com o setor empresarial, colocando a formalização do comércio e a desburocratização das empresas como prioridades, além de ressaltar a importância do empreendedorismo. Em seu discurso de posse, José Carlos Magalhães Pinto falou do papel da CDL-DF na representação do comércio na região, dos serviços prestados pela entidade aos mais de 5 mil associados e da necessidade de uma agenda pública que atenda às reivindicações do setor, como a retomada do Código de Defesa do Contribuinte, cujo texto inicial partiu da Casa. “Continuaremos incansáveis na busca de aprovação de projetos de revitalização de áreas comercias, como a avenida W3 Sul e a avenida comercial, em Taguatinga”, disse. Ele indicou, ainda, que “a CDL-DF, em parceria com a CDL Jovem e a Fundação CDL, está trabalhando para construir uma Brasília com mais oportunidades”. José Carlos Magalhães Pinto é dono da Disbrel, empresa de equipamentos e acessórios de refrigeração, e membro da CDLDF há 16 anos, empossado como o 17.º presidente.

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CELEBRAÇÃO

Família e Amigos de Cleber Pires Celebram

O

empresário Cleber Pires e sua esposa, Cida abrem sua residência - à beira do lago Paranoá - e recebem amigos para celebrar o casamento do seu filho Cleber Pires filho e Suzaynne Diniz. O

almoço contou com a alegria dos amigos, todos de branco, que foram desejar aos noivos felicidades no casamento que se aproxima na paradisíaca Cancún, no Mar do Caribe (México) com suas belas praias. Fotos: Amaro Cavalcante

Cleber Pires Filho e Paulo Octavio

Samir Najjar (presidente CRO), Suzaynne Diniz, Cleber Pires Filho

Antônio Matias, Isa Matias, Cida Pires, Cleber Pires

Tadeu Filippelli, Cleber Pires

William Filho, Cida Pires

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EM AÇÃO

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Kleyton Faria, Delfim Almeida, Valdeci Faria, Solange Almeida


Álvaro, José Carlos, Antônio Valdir (sec. De desenvolvimento), Cleber Pires, Dep. Izalci e Luis Carlos Botelho

Paulo Polli (presidente Agenciauto), Jaqueline, Cida Pires, Cleber Pires

Leticia Vinhal, Leonardo Vinhal, Suzaynne Diniz, Cleber Pires Filho, Fabíola Baquero e Bia Baquero

Auxiliadora Diniz - avó, Suzaynne Diniz, Selma Diniz, Zé Diniz e Daluz Diniz -tia

O deputado Wellington Luiz e esposa

William Pires, Cleber Pires Filho, Fabricio Pires e Suzaynne Diniz

Suzaynne Diniz, Cleber Pires Filho, Andrey Santtê, Luana Garcês

Cleber Pires, o empresário Luiz Fernando e a esposa Rafaela Dorneles

Thiago Jarjour e Cleber Pires Filho

Os noivos recebem o abraço de amigos próximos como Lucas Vasconcelos, Wisley Couto, Fabrício Pires, Rogerio Teixeira, Silvio Santini, Janaina, Marcos, Fernanda Tolentino, Cleber Pires Filho, Suzaynne Diniz, Ludmila Tolentino, Fillipe, Pedro Baracat, Isabela, Feli

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ACDF/JOVEM

Juventude Aposta na Faxina Política

À

À frente da Associação Comercial/Jovem do Distrito Federal (ACDF/Jovem), Breno Cury vem ganhando espaço nos debates políticos e econômicos na capital do país. Antenado com o mercado, tecnologia e oportunidades, o presidente da ACDF/Jovem acredita que o associativismo é a grande força do desenvolvimento econômico. Cury disse, ainda, que os jovens confiam que a mudança política vai render bons frutos. Nessa entrevista, ele manda o seu recado para jovens empreendedores: Redação: Podemos apostar no Brasil? Cury: A juventude quer apostar no Brasil, mas nós dependemos de gestores públicos competentes para que possamos vislumbrar um amanhã mais honesto com melhores condições para todos, empresários, trabalhadores e para os cidadãos. Precisamos que todos tenham condições de crescer, de se desenvolver e ter planos possíveis. A população mais humilde precisa de uma melhor qualidade de vida, de estudar em uma escola melhor, de sonhar e de ter um futuro melhor. Acho que a juventude não desiste, porque sempre terá aquela vontade de mudar o mundo, com esperança por dias melhores. Muitas vezes, assistimos às coisas passivamente, mas, quando estão ao nosso redor, sabemos que não podemos ficar parados. Alguma coisa tem que ser feita e, assim, o futuro será melhor. Se fizermos uma comparação com dez ou vinte anos atrás, o nosso país está bem melhor hoje, mas ainda não está como desejamos. Estará melhor diante desta faxina que está por vir. Então, este é mais um motivo para apostar no Brasil. Temos iniciativa, somos um povo empreendedor que está acostumado com as dificuldades e por isso, sabemos que podemos vencer se lutarmos por dias melhores. As barreiras existem e, mesmo assim, com todas estas dificuldades, conseguiremos vencer. A juventude precisa apostar no Brasil. Redação: Os jovens estão confiantes em mudanças positivas para o país? Cury: Os jovens empresários estão voltando a ganhar confiança porque conseguem voltar a sonhar. Percebo que as coisas estão começando a voltar ao normal diante de ações do governo federal. Os primeiros passos já estão sendo dados. Podemos notar na confiança do empresário e em alguns índices, que novas atividades, investimentos e ações estão voltando a acontecer. Os juros e a inflação estão caindo. Há mais dinheiro em circulação e mais incentivo para que o empresariado possa investir. Os empresários estão mais confiantes, embora há receios. Estamos saindo – aos poucos – da crise econômica. Sabemos que há mais por fazer. Mas ainda temos que enfrentar uma incógnita na esfera política e isso, retarda um pouco essa confiança que tanto esperamos, que venha com mais força porque

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sabemos que a crise política ainda é muito séria - não sabemos o que vai acontecer ou quem vai ficar e quem vai sobreviver. Redação: Como a juventude está vendo o momento político? Cury: Infelizmente, nossa juventude vê nossa política com muito descrédito, ao mesmo tempo em que vê com esperança. O descrédito vem do fato de que políticos de peso praticaram muitos atos ilícitos (corrupção, roubo) e enganaram a população. A esperança, está agregada nas reBreno Cury formas, principalmente a política, que precisa acontecer para que novas lideranças – inclusive de jovens - possam aparecer e se fortalecer. É preciso que os novos líderes pensem em fazer política para servir e trabalhar pelo povo, e não para projetos particulares ou para negociatas. Precisamos de parlamentares que trabalhem para criar leis que beneficiem a população e que propiciem condições para que os empresários possam seguir na trilha da geração de empregos, o que gera desenvolvimento. Estamos diante de uma faxina que deve estar prestes a acontecer no Brasil – o que gera uma esperança de renovação de mudanças e de atitudes. Com essa faxina, aí sim, vem a esperança da mudança. Redação: O associativismo fortalece? Cury: Quando falamos em associativismo, falamos em união. No caso da classe empresarial, quando a gente se une, ganha força. Essa é a tônica do associativismo que estamos aqui para, sempre, fortalecer. Lembro sempre do velho lema da época das Diretas Já: o povo unido jamais será vencido – é fato. Quando as pessoas se unem, conseguem pleitear com mais força suas demandas. Então, o associativismo pode ajudar os jovens empreendedores, principalmente aqueles que estão começando e que precisam aprender ou que ainda não têm muita experiência. Muitas vezes, esses estão sozinhos ou se sentindo abandonados pelos nossos governantes. No associativismo eles encontram apoio. No associativismo o empresário pode trocar experiências com os demais colegas e ganha ainda, uma rede de relacionamento positiva. Esse é o caso da Associação Comercial do Distrito Federal e da ACDF/Jovem, que conta com vários empresários de sucesso que podem ajudar e orientar, quem está começando.


Uma empresa genuinamente dos brasilienses

RUA DA IGREJINHA – 107 SUL

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LUOS

Projetos Ainda em Discussão A

ssim como o Projeto do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) e o projeto de Lei 79/2012 - Uso e Ocupação de Solo (LUOS), ambos foram retirados de pauta na Câmara Legislativa. Os textos não foram votados e, em 2015, o governo decidiu retirar os projetos para aprimorá-los e ampliar o debate. Os projetos enviados pelo Executivo na gestão de Agnelo Queiroz foram retirados pela atual gestão. Segundo a consultoria legislativa da Câmara, o rito é comum entre os governadores que assumem o primeiro mandato. A ideia é evitar que os parlamentares resgatem alguma proposta da gestão anterior que não conte com o respaldo da nova equipe. Os projetos enviados pelo Buriti são assinados como “Poder Executivo” e não com o nome do governador em exercício. A proposta da Luos foi apresentada à Câmara Legislativa, em 2013, e irá definir as normas de gabarito da cidade, fixando, por exemplo, que área e altura máximas cada edificação pode ter, além da delimitação de uso (comércio, habitação, serviço). As diretrizes da Luos estão na Lei Orgânica do DF e na Lei Complementar 803/ 2009, que aprovou a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT). LUOS – Qualidade urbana e populacional Onde e o que é permitido construir no DF, quanto de área pode ser utilizado, altura máxima e taxa de permeabilidade. Definir estas questões é o propósito da Luos, lei fundamental para garantir que as construções residenciais, comerciais ou industriais estejam em conformidade com o planejamento urbano de cada local. Hoje, a quantidade e a complexidade de leis, decretos e normas que estabelecem o uso e ocupação dos lotes dificulta a compreensão dos moradores da cidade. O objetivo é tornar as regras mais claras e facilitar o cumprimento. Assim, a população passa a ter um melhor conhecimento de seus direitos e obrigações, podendo

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Câmara Legislativa

usufruir de um ambiente urbano mais ordenado. PPCUB – Preservação do patrimônio A preocupação com a conservação da capital, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, deve ser de toda a sociedade. Este é o maior objetivo do PPCUB. Para Accioly, um dos grandes motivos de assegurar esta proteção é permitir que o legado que recebemos do passado, e vivemos no presente, possa ser transmitido às futuras gerações. Segundo ele, edificações que descaracterizam o padrão previsto podem prejudicar o tombamento. “É ruim, pois a cidade acaba perdendo o seu valor”, explica. O PPCUB é uma lei responsável por orientar as diretrizes de uso e ocupação do solo e, ainda, determinar ações para preservar os princípios fundamentais do plano urbanístico de Brasília, cuja poligonal tombada envolve as Regiões Administrativas, Plano Piloto, Candangolândia, Cruzeiro, Sudoeste e Áreas Octogonais.


RESPONSABILIDADE SOCIAL

O Projeto Nossa Horta Promove a Economia Solidária O Nossa Horta está focado em comunidades que se encontram em situação de vulnerabilidade social, buscando orientar e contribuir com a segurança alimentar dos habitantes de Samambaia

Quando comecei a idealizar o projeto, não queria apenas doar coisas, mas ensinar as pessoas a se manterem e contribuir com um ganho real com relação à capacitação e à sustentabilidade da comunidade carente

O terreno estava abandonado com lixo e ratos

A

jornalista Isabel Almeida tinha um sonho: contribuir para que comunidades no Brasil conseguissem entender o conceito de sustentabilidade aliado ao real desenvolvimento regional sustentado. Desde então, dedicou-se a desenhar um projeto, o Nossa Horta, que conta com o apoio da Administração de Samambaia, onde encontrou um terreno para implantá-lo. Empolgada e com muito trabalho, Isabel teve apoio de Thiago Dias Francisco do Fuzuê – ONG local – e foi procurada por um grupo de crianças – estudantes – que se dispuseram a ajudar na implantação, gestão e na divulgação das ações. Assim, o projeto agricultura e hortas sustentáveis – o Nossa Horta – com estratégias para o desenvolvimento local promovendo saúde e bem-estar social, ganhou corpo e está saindo do papel. “Quando comecei a idealizar o projeto, não queria apenas doar coisas, mas ensinar as pessoas e se manterem e contribuir com um ganho real com relação à capacitação e à sustentabilidade da comunidade carente”, avaliou Isabel, feliz com o andamento do projeto que acaba de ser inscrito no portal Kickante, que busca financiamento junto a parceiros de todo o mundo, com doações para os que se sentem engajados em causas humanitárias. A plataforma de crowdfunding – financiamento coletivo – busca tirar projetos do papel com a ajuda financeira. Trata-se de um movimento coletivo e colaborativo que utiliza campanhas diversas com metas específicas. “Essa foi uma das formas que encontramos para divulgar esse sonho, tão necessário para comunidades vulneráveis. Queremos que as pessoas participem, além de entidades, escolas e instituições”, pediu Isabel, ao citar a importância de ações dessa natureza para crianças e adolescente que ajudam e, ao mesmo tempo, aprendem sobre o bem-estar e a justiça social. Roberto Alagemovits, 14 anos, Fernanda Zottman, 15 anos, e Maria Júlia Almeida, 16 anos, que estudam em escolas particulares de Brasília, querem – literalmente – colocar a mão na

Com a ajuda da comunidade, foi possível limpar a área

massa e ajudar. “A gente quer que todas as crianças possam ter oportunidades para comer coisas boas, irem para uma escola e que possam ter um futuro bom”, dispara Roberto, um dos entusiastas que já está trabalhando no site do projeto, que busca na agricultura urbana algum tipo de atividade agrícola, coletiva ou pública, para benefício de uma região, criando oportunidades de ocupação produtiva e geração de renda. Para isso, Isabel escolheu Samambaia, cidade próxima à Brasília, com cerca de 250.000 habitantes (PDAD 2010/2011), a quarta Região Administrativa mais populosa do Distrito Federal. Assim, o projeto piloto, Nossa Horta, deve ser implantado na comunidade em Samambaia com o apoio da Associação Fuzuê de Arte e Cultura, no endereço: QR 614 Conj. 6A Lote 7 – Samambaia Norte – onde serão escolhidas famílias de baixa renda para cadastramento e capacitação do projeto. Serão beneficiadas, em princípio, 50 (cinquenta) famílias. Quem quiser ajudar, pode procurar o site abaixo. SERVIÇO

https://www.kickante.com.br/campanhas/ ajude-horta-comunitaria-sair-do-papel

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EM AÇÃO

O Presidente da ACDF Encontra Ministros O Presidente da ACDF, Cleber Pires conversa com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira e com ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho

O

presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cleber Pires passou por um dia bastante produtivo quando teve a oportunidade de falar com dois ministros sobre o desenvolvimento econômico e soluções possíveis. Logo pela manhã, o dirigente esteve com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira (PRB-ES) para conversar sobre como o ACDF e o ministério podem – juntos – trabalhar pelo micro, pequeno, médio empresário. Na ocasião, também esteve presente o empresário Pedro Frota, presidente da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal e Entorno (Famicro), que fez um relato sobre suas preocupações. Na reunião, Cleber Pires lembrou do Posto de Atendimento Avançado - criado pela ACDF em 2014, que contemplou diversos serviços, e ressaltou a importância da Junta Comercial, que – estruturada – pode ser uma grande aliada do desenvolvimento econômico regional. O ministro concordou e afirmou que a ideia é criar condições para o crescimento do empreendedorismo no país. Logo depois, a tarde - Pires participou do evento da assinatura do contrato para captação de água do Paranoá pelo governador do DF, Rodrigo Roolemberg, quando

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teve a oportunidade de conversar, longamente, com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que reafirmou que há caminho possível para ofertar segurança hídrica à população”. Nesse sentido, Pires adiantou ao ministro que Brasília - comerciantes e moradores tem sofrido com o racionamento de água. “Tem nos preocupado essa situação e fico feliz com as ações de hoje”, disse Pires, ao elogiar o governador Rodrigo Rollemberg que reafirmou que o governo – desde o iniício – teve a percepção clara da necessidade de investimentos, que não eram feitos há 16 anos no DF. Rollemberg frisou ainda que a obra é de extrema importância para amenizar os efeitos da crise hídrica, lembrando ainda da do Sistema do Bananal, que está previsto para o segundo semestre deste ano, além de lembrar da sua recente visita a Barragem de Corumbá 4, que deve contribuir para o abastecimento de água no DF. Também esteve presente no evento, o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Maurício Luduvice e do representante da Enfil S.A Controle Ambiental, vencedora da licitação, Paulo Modesto.


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Novo Secretário de Desenvolvimento Visita ACDF

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novo secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável do DF, Antônio Valdir, foi recebido na sede da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) pelo presidente da entidade, Cleber Pires, seu vice-presidente, Hélio Queiroz, pelo presidente da ACDF/Jovem, Breno Cury, e pelos diretores que foram ouvir o novo secretário. A seleta reunião foi convocada para que a entidade pudesse se posicionar em relação às demandas empresariais e sobre suas bandeiras, como o desenvolvimento econômico que enfrenta entraves e uma pesada burocracia. “Estamos extremamente agradecidos por essa reunião porque isso nos aproxima do governo, amplia nossa interlocução. Pressionamos o governador para que trocasse o seu secretário, Arthur Bernardes, porque não conseguíamos com ele nenhuma aproximação. O governador nos atendeu e escolheu um nome de peso, com experiência, e que deve fazer um belo trabalho pelo Distrito Federal”, explicou Cleber Pires, ao elogiar Valdir, que deixa o cargo de superintendente do Sebrae, no Distrito Federal, para assumir a pasta.

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EM AÇÃO

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Vou buscar estar perto dos que contribuem, entidades e empresários. Quero ouvir para poder trabalhar com informações em prol do desenvolvimento regional Antônio Valdir aproveitou para agradecer a presença de todos e disse que quer contribuir para o bem social. Vou buscar estar perto dos que contribuem, entidades e empresários. Quero ouvir para poder trabalhar com informações em prol do desenvolvimento regional”, afirmou, ao ser elogiado pelos atentos diretores que se colocaram à disposição para apresentar soluções que podem ser estudadas. Na ocasião, Hélio Queiroz também elogiou a indicação do governador Rodrigo Rollemberg e disse que foi uma boa opção para a economia do DF.


EM AÇÃO

ACDF participa de debates na Lifelead A organização cristã, sem fins lucrativos, mantida pela Chick-fit-A, uma das maiores redes de fast food dos Estados Unidos, com faturamento de U$7 bilhões, quer se reunir com lideranças do DF

O

Lead Instituto de Liderança Lifeshape/ Brasil, organizou rodadas de debates com autoridades federais do governo local e com empresários. A ideia é conseguir dialogar com notáveis e líderes de alta performance para tratar de gestão e ações que possam impactar o desenvolvimento no país. A Lifeshape Brasil quer apostar nas pessoas que possam gerar mudanças nas áreas em que atuam, atingindo também grupos seletos que podem transformar positivamente a cultura. Para isso, são organizadas palestras, seminários e treinamentos. No último evento da Lifelead em Brasília, o presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cleber Pires, esteve presente e, junto aos seus pares, conversou sobre saídas que possam impulsionar o desenvolvimento regional. “Encontros dessa natureza fortalecem os empresários e nos dão a oportunidade de conhecer outras lideranças que podem somar com projetos importantes”, avaliou Pires. O evento do Corporate contou com a presença do ministro Augusto Nardes (ex-presidente do Tribunal de Contas da União), do conselheiro Renato Rainha (ex-presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal) e Adonias dos Reis Santiago (ex-secretário de Fazenda do DF). Como palestrantes, foram convidados, entre outros, os consultores de negócios da Chick-fil-A, Chris Tyndal, e Stephen Goins – que também é proprietário de um restaurante em Charlotte, North Carolina, que fatura anualmente,

O presidente da ACDF, Cleber Pires, e o diretor da Lifeshape/Brasil, Evandro Beserra

em vendas, 3 milhões de dólares. Rosa Rodriguez também palestrou. A executiva é especialista em business-to-business, e também trabalha como estrategista internacional para grandes empresas como o Marriott International, Choice Hotels International e o Northern Trust Bank. A Chick-fil-A também foi representada por Felipe Vega. O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Joe Valle, também compareceu e falou sobre o Distrito Federal, transparência, e sobre a CLDF.

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EM AÇÃO

Empresários criam o CODESE/DF O setor produtivo do Distrito Federal se reúne para a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese) do Distrito Federal

P

reocupado com a falta de ações consistentes do governo local, dirigentes e representantes do setor produtivo do DF se reúnem para criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese) do Distrito Federal. Durante um almoço de debates no restaurante Rubaiyat, os dirigentes seguiram uma pauta definida e estiveram atentos à apresentação do presidente do SindusconGoiás, Carlos Alberto, a respeito do Codese - Goiânia. Na ocasião, diversos empresários se manifestaram e colocaram a sua esperança na união do setor para a criação de políticas públicas consistentes e assinaram a ata de criação

do Codese - DF. O Conselho visa auxiliar e guiar o governo na sua gestão de políticas públicas de médio e longo prazo. A ideia é organizar e traçar um caminho para o desenvolvimento social sustentável que gere renda e qualidade de vida para a região. Para isso, será instituída uma assembleia permanente com representantes do setor produtivo e da sociedade civil organizada. Com encontros periódicos, o grupo deve propor cooperação, transparência e ética nas ações do governo. O grande valor é a representatividade do grupo que também possui conhecimento e experiência para a aceleração do desenvolvimento do Distrito Federal.

DEPOIMENTOS Presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro Oeste - Fernando Brites Estamos criando um mecanismo excelente e extraordinário de apoio e propostas de ações de governo, e é muito importante que se estenda para Brasília porque precisamos buscar soluções também para o Entorno. Presidente do Conselho Regional de Administração de Brasília - Udenir Silva Criou-se um modismo muito grande em se falar em crise. A crise só se instala se nós permitirmos. A ideia é fantástica porque juntar entidades tão importantes, de diversos

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ASSOCIAÇÃO COMERCIAL EM AÇÃO DO DISTRITO FEDERAL

segmentos de nossa economia, para buscar soluções e implantar definitivamente as soluções, é um caminho que já deveria ter sido tomado há muito tempo. Estamos aqui, à disposição, para ajudar naquilo que for possível – não só ajudar, mas participar efetivamente. Presidente da Câmara Temática de Assuntos Legislativos da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) - Adair Ribeiro Temos proximidade com o Distrito Federal, somos parceiros. Precisávamos começar a juntar essas forças – e os nossos interesses são comuns também. Tudo começou com a ideia do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e


Estratégico (Codese) de Goiás. Começamos a desenvolver um estudo para ter uma noção exata de onde queremos chegar. O Entorno é um problema sério tanto para o Distrito Federal como para nós. Por isso, nos unimos, como em Goiânia, para ter uma gestão participativa. Assim, nós podemos cobrar a partir de 2018 dos próximos governadores do DF. Presidente do Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal - Sami Najjar Não tem uma coisa mais importante do que o fortalecimento da economia do Distrito Federal. Acho que todas as entidades coesas e unidas vão dar uma sustentabilidade e um respaldo maior para que a gente possa participar e ajudar no desenvolvimento do Distrito Federal. Presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Abrasco) - Afonso Assad É importante essa união do empresariado para criar esse grupo de trabalho, que já existe em Goiânia, e agora no DF, para a gente cuidar do Entorno. A nossa preocupação, hoje, é o Entorno, com mais de dois milhões de habitantes. Vamos tentar fazer essa entidade criar mecanismos de trabalho tanto para Brasília quanto para Goiás e Entorno, principalmente.

Presidente do SESCON DF - Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do DF - Eliés de Paula Soares Essa é uma excelente iniciativa e um projeto maravilhoso. Eu tenho certeza que o projeto vai sair do papel e que a gente vai colocar para funcionar. O Sescon está à disposição e torce para que dê certo. Presidente da Associação Brasileira de Indústrias e Hotéis - ABIHDF - Adriana Pinto O grupo que está liderando, que está se formando, nos transmitiu muita confiança. Acho que agora vai ser diferente. Presidente do CRECI/ DF – Hermes Alcântara É importante encontrar todos os representantes do segmento produtivo do Distrito Federal – em todos os níveis – para discutirmos a organização dessas instituições com o objetivo de traçar um novo norte para o Distrito Federal, não à curto prazo, mas à longo prazo, transpondo as mudanças de governo.

Presidente do Sindvarejista - Edson de Castro Essa ideia é positiva. Devemos ter uma preparação, não para esse governo, mas para o próximo governo e, assim, ele estará no caminho certo.

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal - Fape/DF - Joe Valle Eu acho que essa é uma alternativa extremamente viável. Planejar é sempre bom, e planejar coletivamente, com várias instituições, é o ideal, e a lógica é que a gente possa transcender a questão da disputa por um bem comum, que é o bem da cidade, montando um modelo participativo de um planejamento de longo prazo.

Presidente da Fibra - Jamal Bittar Agrada-me a ideia que gerou este grupo, baseado no trabalho que, originalmente, começou em Goiânia. A ideia de sair de Goiânia para o Distrito Federal é boa. Teremos aqui um grupo do setor produtivo com um trabalho integrado nos temas que são bastante comuns entre o Distrito Federal e o estado de Goiás, não só no sentido da área de desenvolvimento. Temos certeza que vamos fazer um trabalho de gestão empresarial para o nosso governo.

Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília - Sindhobar- Jael Antônio da Silva Nós já tínhamos até, timidamente, iniciado aqui um projeto na cidade que tinha mais ou menos esse objetivo – juntar um grupo de empresários que pudesse ter força suficiente para poder interferir nas decisões governamentais e alterá-las, se fosse o caso. Esse era o projeto “Empresários em Ação”. Acho que agora, com esse Comitê, a gente vai poder ter uma coisa, assim, institucionalizada, que não será só em benefício de cada setor isoladamente

Presidente da ACDF – Cleber Pires Não temos que inventar absolutamente nada, simplesmente copiar aquilo que deu certo no estado do Goiás e praticar aqui no Distrito Federal. A fusão do Distrito Federal com Goiás é de uma importância muito grande. Foi extremamente positivo, e isso é a prova de que o setor produtivo está unido em um chamamento em que todos se fazem presentes. Recebemos um grande presente do estado de Goiás, tudo aquilo que deu certo no Codes - Goiás dará certo no Distrito Federal. A união faz a força. A única coisa que a gente deseja é que o governo nos ouça porque a receita do bolo será apresentada. Estamos pensando no povo de Brasília, não estamos pensando nas entidades, não estamos pensando individualmente. Quando se pensa no coletivo, o sucesso é absoluto.

Grupo Boa Sorte - Rômulo Troncoso Acredito que essa união é importante para o futuro da sociedade de todo o Distrito Federal e Entorno, com a junção de todas essas grandes entidades que estão aqui, estiveram pensando no futuro e propondo alternativas para que a gente possa ter um futuro diferente.

Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/DF Luís Afonso Bermúdez Isso mostra que quando o setor empresarial se reúne para discutir grandes missões e grandes visões para o futuro de nossa cidade, isso é possível. E a prova disso, é a presença de todo o setor empresarial aqui nesse almoço

Presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário- ADEMI/DF - Paulo Muniz Fico muito satisfeito porque quando tomei posse, na primeira gestão da Ademi, o meu sonho era a gente poder ter o setor produtivo unido e, mais uma vez a gente teve a oportunidade de demostrar essa união aqui. Não temos que reinventar a roda, então vamos seguir esse trabalho que está dando certo em outros municípios no país. Há cinco anos que a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vem implantando isso em vários municípios do Brasil. Goiânia fez um trabalho belíssimo, e eu acho que nós temos tudo para poder implantar e passar a mostrar que isso não é um problema ou um pleito somente do setor produtivo, é da sociedade do Distrito Federal.

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EM AÇÃO

ACDF participa do mutirão da simplificação Sebrae ajuda empreendedores da cidade de Planaltina (DF) a legalizar suas empresas

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O presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cleber Pires, participou do Mutirão da Simplificação promovido pelo Sebrae Nacional e pelo Governo do Distrito Federal na cidade de Planaltina, que fica a 43 km de Brasília. A segunda edição do evento busca incentivar a formalização e regularização de microempreendedores individuais (MEI) e de micro e pequenas empresas, além de capacitar e orientar

empresários na abertura de novas empresas. Na ocasião, o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e o novo secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável do Distrito Federal e ex-superintendente do Sebrae local, Antônio Valdir Oliveira Filho, comemoraram a participação popular. “Sabemos da importância de empresas para a criação de empregos e oportunidades”, disparou o governador do Distrito Federal, ao ser elogiado pelo presidente do Sebrae Nacional. “Agora já é possível abrir uma empresa em até cinco dias – desde dezembro de 2015 – em Brasília. Isso só foi possível após a implantação da REDESIMPLES – sistema integrado de abertura e registro de empresas que facilita e agiliza o processo de formalização”, lembrou Afif. Para ele, Brasília, hoje, é um exemplo para outros estados que querem desburocratizar a regularização, a abertura e o encerramento de empresas, o que tem inspirado prefeitos como o de São Paulo, João Dória. Nesse sentido, o presidente da ACDF, Cleber Pires, disse que tal medida tem sido aplaudida por comerciantes que buscam simplificar a gestão de suas empresas. “Os que querem trabalhar, agradecem medidas como essa que contribuem para o bem social”, elogiou Pires, ressaltando que as dificuldades enfrentadas ainda são muitas e que precisam ser revistas. Cleber lembrou ainda da criação, na sede da ACDF – em setembro de 2014 – do Posto de Atendimento Avançado para o Empresário, que integrou diversos órgãos, fruto de uma parceria da Associação Comercial com o SMPE e com a Junta Comercial do DF/ GDF.

Dirigentes e secretários apoiam o mutirão promovido pelo Sebrae

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ARTIGO

Brasília e o Sonho de um País Ético Q uando são celebrados os 57 anos de fundação de Brasília, nunca é demais traçar um paralelo entre os dias atuais, de intensa mobilização da sociedade no combate à corrupção e na defesa da ética na política, e o exemplo deixado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, o grande edificador da nova capital da República. Ao longo de sua carreira, JK foi um construtor: de hidroelétricas, de estradas, de uma nova capital e de sonhos. Sem perder o

seu bom humor, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil; cumpriu todas as metas prometidas durante sua campanha à Presidência da República, e, ao final, foi magnânimo com seus adversários políticos, mesmo os mais ferrenhos, que tentaram, mas jamais conseguiram, apontar-lhe um só desvio de conduta ética. Em um País como o nosso, onde o fosso que separa os ricos dos pobres ainda é profundo, é fundamental recorrer à memória de JK para cobrar dos políticos e das instituições seriedade e transparência na condução dos negócios públicos, pois está na corrupção a raiz de todos os males sociais. É uma prerrogativa de todo cidadão reivindicar honestidade de seus governantes. A crise brasileira, de ontem e de hoje, é moral, ética, e exige mobilização para enfrentá-la. Cabe a cada um de nós fiscalizar e cobrar, para que o resultado de toda a movimentação recente de investigação, apuração e denúncias não resultem em impunidade. Acima de ideologias e de partidos, a batalha da cidadania contra a corrupção é a batalha-síntese de todas as lutas que se travam em nosso país, particularmente no sentido de se implantar as bases de uma democracia que coloque a ideia de povo no lugar central da nação. E o Distrito Federal, neste particular, não foge à moldura nacional. Não é de hoje, a situação da capital da República, devemos reconhecer, não é das melhores. Está a exigir um esforço extra para restabelecer, em toda a sua plenitude, os serviços essenciais aos seus cidadãos, há muito prejudicados naquilo que lhes são mais caros, como segurança, saúde e transporte, só para ficar nessas três áreas. A lista de prioridades é imensa.

Ibaneis Rocha

No que se refere à segurança, o sentimento é de abandono, tanto do governo quanto da própria corporação. Tomar um ônibus para trabalhar tornou-se uma aventura de alto risco, pois os assaltos são frequentes. O próprio fato de depender do transporte público transformou o brasiliense em um campeão diário em corrida de obstáculos. Aprendemos com a história que grandes mudanças e transformações importantes são sempre resultado de momentos de crise. Isto é, quando nossa capacidade de resposta e virtudes são postas a teste. É na crise que devemos, mais do que em qualquer outro tempo, nos apegarmos a princípios e a valores fundados no funcionamento da ordem institucional, no exercício da cidadania e da liberdade. Apenas dessa forma, contra todas as previsões e pessimismo, JK conseguiu cumprir a façanha de erguer, no meio do nada, a capital de um país de dimensões continentais. Cabe a nós, agora, arregaçarmos as mangas e, lembrando o exemplo do fundador de Brasília, trabalharmos para nos aprimorarmos como sociedade.

IBANEIS ROCHA Secretário-geral adjunto do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e ex-presidente da Seccional da OAB/DF

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ECONOMIA

Reforma Trabalhista – solução ou vilã?

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o cenário político atual, emerge a necessidade de adequação das normas legais a atual posição governamental, e muito se murmura sobre a incapacidade da CLT em reger as relações do trabalho do mundo moderno. As principais críticas inalam as alegações dos empresários nacionais que compreendem ser a legislação específica desazo para encaminhar o país a um nível de competitividade exigido no mercado mundial. Por esse jaez, fora proposta reforma trabalhista pelo Congresso Nacional, na tentativa de remir os “erros” praticados e impulsionar o empresariado nacional a uma era de prosperidade e equilíbrio do relacionamento laboral. Todavia, é imprescindível uma análise amiúde para que as partes afetadas com a reforma trabalhista saibam se a CLT realmente é uma legislação ultrapassada e se o custo informal (impostos, cumprimento de CCTs e ações trabalhistas) com o empregado será afetado e diminuído. A CLT foi criada em 1º de maio de 1943 por meio do Decreto-Lei nº 5.452 e sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas. O documento serviu para unificar a legislação trabalhista já existente no Brasil e inseriu os direitos trabalhistas na legislação do país em nível nacional. Tramita no Congresso Nacional cerca de 569 projetos de lei que tentam alterar o texto atual da CLT. É importante saber que nem toda a matéria do direito do trabalho está incluída na CLT, sendo que algumas, desde logo, dela ficaram excluídas, como os acidentes do trabalho e várias outras que foram sendo objetos de leis especiais, extravagantes, estranhas ao texto consolidado. Desde 1943, com o Congresso funcionando na maior parte do tempo com o novo sistema constitucional de 1946, e depois de 1967, numerosas foram as leis que se incorporaram ao texto consolidado e muitas outras não incorporadas, extravagantes, regularam matéria de trabalho. Todas, no entanto, seguiam de certa forma a sistemática jurídico-social da CLT. Mesmo o Decreto-Lei nº 229, de 28 de fevereiro de 1967, não conseguiu modificar essa sistemática, apesar de numerosas alterações nela introduzidas, mais no sentido de lhe atualizar o texto segundo a jurisprudência dominante. Com efeito, são poucos os artigos da CLT que se mantêm com a redação original, não olvidando que a própria Constituição Federal aborda direitos que acabaram por não recepcionar as normas originais prevista no Código (CLT) e por isso caíram em desuso. Na proposta encaminhada ao Congresso Nacional, há mudanças de ordem substancial (100 pontos alterados), o que trará grande impacto sobre o sistema de relações de trabalho, as formas de contratação, a jornada de trabalho, a remuneração, as condições de trabalho, os sistemas de negociação coletiva, o direito de greve, a organização e o financiamento sindical, mas haveria essas mudanças efeito sobre os valores pagos aos trabalhadores de maneira indireta, que é a maior causa de reclamação

do empresariado brasileiro. A CLT, se comparada a países europeus (nosso berço cultural, pela colonização), não está caduca, ao contrário, é mais vanguardista (férias em dias corridos e não dias úteis, possibilidade de dispensa sem justa causa etc.), prevendo também jornada de trabalho superior à maioria dos paíKlaus Stenius Bezerra Camelo de ses europeus, e possibilidade Melo – Advogado/DF de contratação temporária, quando, por exemplo, na Alemanha, não se admite tal hipótese ordinariamente (apenas excepcionalmente). Os salários pagos ao trabalhador nacional nem de longe são superiores aos pagos nos demais países emergentes, considerando a expressiva queda dos valores pagos aos trabalhadores da indústria nos últimos anos – em parte devido à desaceleração da economia conforme se apura no estudo da Euromonitor, que verificou que o trabalhador nacional ganha menos que um trabalhador chinês em uma verificação de 2005 a 2016: No Brasil, ganha-se, em média, o valor de US$ 2,70 por hora, enquanto na África do Sul e na China se recebe US$ 3,60, superando o trabalhador nacional apenas o trabalhador mexicano que recebe US$ 2,20 por hora. Nesse contexto, é fácil perceber que a problemática do empresariado nacional reside nos valores pagos indiretamente pelo trabalhador ou na falta de incentivo advindo do poder público, que está atrasado, quando comparados com outras nações. Em toda reforma trabalhista proposta, não há ganho direto ao trabalhador ou diminuição dos gastos com o mesmo para o empresário, permanecendo incólume o que interessa aos empresariados, que são os gastos com o funcionário. Mesmo com a mudança do paradigma – negociado superior ao legislado –, uma mudança substancial não será refletida e sentida pelo médio e pequeno empresário que, dificilmente, tem voz nos sindicatos de ordem econômica. Seria mister a tentativa de diminuição dos impostos e legislação específica para o trabalhador que prestar serviço ao pequeno empresário, para que se fizesse sentir alteração na legislação que não prejudicasse nenhuma das partes da relação trabalhista. O trabalhador brasileiro e a legislação atual não necessitam de modificações profundas, necessitam de maior esforço do poder público em encorajar o empreendedorismo e proteção legal para regulação das relações econômicas. Não vejo, longe da politicagem rasteira, atendimentos aos reclamos dos empreendedores brasileiros e nem avisto um momento de engrandecimento ao trabalhador brasileiro.

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DATA

Páscoa Aquece Vendas do Comércio no DF

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comércio já está a todo vapor para as vendas de páscoa, desta vez o grande protagonista é o chocolate. A menos de 01 mês da data os lojistas do DF esperam aquecimento nas vendas. Os supermercados e chocolatarias estão com as prateleiras enfeitadas e recheadas de chocolates, só esperando os consumidores. A estimativa é que as vendas de ovos de páscoa cresçam este ano 4% contra 3% de 2016. Os ovos mais baratos custam R$ 5 e os mais caros R$ 389, pesando um quilo e com brindes em seu interior. Para reduzir custos, as fábricas retiraram brinquedos que antes eram vistos dentro dos ovos e visando estimular o consumo, algumas lojas facilitam o pagamento seja no cartão ou no cheque. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), Edson de Castro, disse que devem ser vendidos no DF mais de 1.400.000 ovos de páscoa de diferentes tamanhos e preços contra 1.300.000 da páscoa passada. O cenário de crise econômica está passando, o que permite um clima de otimismo no comércio. “Há ovos de chocolate para todos os bolsos e gostos. A crise levou a indústria a reduzir o peso dos ovos e, por consequência, os preços, o que facilita a vida dos consumidores. Alguns compram até 20 ovos para presentear parentes e amigos”, afirmou Edson. Ele observou que não se deve deixar para adquirir os ovos de páscoa nos últimos dias “porque sempre há filas e ovos quebrados nas lojas”, finalizou. O presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cleber Pires está confiante porque, segundo ele, quando há uma data religiosa com envolvimento de crianças, o coração – às vezes- fala mais alto do que o bolso. “É normal querer agradar os pequenos e hoje o mercado oferece brindes que encantam. Além disso, há os chocolates sofisticados, mas há também as opções mais baratas.”, disse ao apostar no aumento da venda na data. Mas apesar disso, os ovos artesanais, fabricados em casas, estão 5% mais caros este ano. Eles também são muito procurados por aquelas pessoas que desejam oferecer um presente diferenciado e, até mesmo, personalizado. Além de representar a chance de uma renda extra. Mas os que trabalham com o produto, garantem que o retorno é bom. A margem de lucro chega até 300% de lucro, mas é preciso, no entanto, ter planejamento, organização, gostar do que faz, se dedicar e buscar aprendizados, sempre conhecendo novas técnicas. O ONG Vida Positiva de Vick Tavares, mais conhecida como “vovó Vicky” - fundadora e atual presidente da casa de apoio Vida Positiva, que abriga “portadores e filhos de portadores do HIV – também aproveita a data. A entidade, fundada em 2006, trabalha com voluntários para que as crianças e adolescentes possam ter tratamento e uma vida digna. Por isso, durante todo o ano, a Vida Positiva é uma das primeiras organizações a trabalhar o tema HIV/ Aids no Distrito Federal e na região Centro-Oeste, comercializa a

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Vicky Tavares

Produtos de páscoa podem chegar a 54,73% em impostos Entre os produtos mais consumidos na Páscoa, o imposto pode chegar a 54,73%, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e tributação- IBPT. Confira a carga tributária dos principais produtos de consumo: - Bacalhau importado 43,78% - Chocolate 38,60% - Bombons 37,61% - Coelho de Pelúcia 29,92% - Cartão de Páscoa 37,48% - Colomba Pascal 38,68% - Ovo de páscoa 38,53% - Peixes 34,48% - Vinho 54,73%

famosa farifinha, que hoje conta com 23 sabores. Segundo a presidente da ONG, há 16 anos, Vicky Tavares que já foi diretora da ACDF, foi preciso largar sua empresa por essa causa. “Foi uma guinada na vida - cuidar do próximo”, disse ao lembrar da fundação da Vida Positiva, organização respeitada pela sociedade brasiliense. Vicky já recebeu diversas premiações, entre elas o título de Cidadã Honorária de Brasília, o Prêmio Betinho, o Prêmio Amil, vários prêmios pelo Dia Internacional da Mulher e algumas homenagens pela Câmara Legislativa do DF. Para ela, datas como a Páscoa, devem ser sempre doces.


Grandes geradores de lixo têm novo prazo para passar a cuidar de seus resíduos. A partir de 26 de fevereiro de 2017, todo grande gerador de lixo e resíduo não residencial passou a ter total responsabilidade pela separação do material, acondicionamento e destinação ambientalmente adequada dos resíduos que gera. Atendendo à demanda de entidades empresariais, o Governo de Brasília adiou o prazo de início da implantação da mudança e criou um cronograma de acordo com o volume de resíduos gerados. Você precisa fazer o cadastro da sua empresa no site www.slu.df.gov.br, no máximo em até 90 dias antes do prazo final, e indicar a empresa para a realização da coleta. Veja, abaixo, as datas em que as novas regras entram em vigência: 1º DE AGOSTO DE 2017

mais de 2.000 litros de resíduos por dia

WWW.SLU.DF.GOV.BR

1º DE NOVEMBRO DE 2017

1.000 a 2.000 litros de resíduos por dia

1º DE JANEIRO DE 2018

120 a 1.000 litros de resíduos por dia

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