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PORTFÓLIO

ANTÔNIO DARWICH EDITOR DESIGNER GRÁFICO


oliberal

SEGUNDA-FEIRA, 25 DE JUNHO DE 2012 LANCE!

VISÃO DO JOGO Sales Coimbra

salescoimbra@oliberal.com.br

queda feia Remo estreia da pior forma possível na Série D, goleado por um time improvisado

U

m choque de realidade esperava o Remo em Rondônia. Se o jogo contra o Vilhena era um termômetro do que espera o Leão Azul na caminhada pela Série D do Campeonato Brasileiro, a derrota por 4 a 2 mostrou que o time azulino terá de fazer muito mais do que fez ontem para chegar ao acesso à Terceirona. Foi o primeiro dos quatro jogos longe do Baenão que o time terá que fazer nesta primei-

Enquanto a folha salarial do Vilhena é de R$ 15 mil, a do Remo é de R$ 200 mil ra fase da competição nacional. A derrota para o Vilhena foi ainda mais dolorida pela disparidade entre os dois clubes. E não apenas diferença técnica. Não precisa nem falar da tradição azulina no futebol nacional: a folha salarial do Vilhena é de R$ 15 mil e a do Remo é de R$ 200 mil. E pelo que tudo indica, a torcida azulina terá que fazer a diferença já a partir do jogo contra o Penarol-AM, domingo que vem, no Baenão, se quiser ver seu time com alguma chance de classifi-

Choque de realidade! quatro coletivos realizados no esquema 3-5-2 nas duas últimas semanas não foi vista em campo. O time paraense esbarrou nos erros de passe, na inoperância do meio de campo e na fragilidade da defesa, que tomou um gol por falha de marcação pelo meio, um de pênalti, um em cobrança de falta e outro em falha coletiva da defesa, “coroada” pelo erro individual do goleiro Adriano. E no meio dos estreantes Dida, Ávalos, Ratinho e Marcelo Maciel, Paulinho foi quem mais ficou devendo. Improdutivo no apoio ao ataque, o ala ainda falhou na cobertura defensiva do seu setor - por sinal, o mais explorado pelo time rondoniense. O veterano Fábio Oliveira também não foi bem. Mesmo tendo marcado um gol, ele continua voltando demais para buscar jogo no meio de campo. No 1º tempo, quando o time da casa criou várias jogadas de perigo, o goleiro Adriano acabou beneficiado pela falta de pontaria dos rondonienses. Inseguro, o time remista errava passes em profusão e não conseguia dar sequência aos contra-ataques. Na volta para a etapa final, depois de levar uma bronca do treinador no intervalo, o Remo abriu o placar logo no primeiro minuto, com Marcelo Maciel completando contra-ataque iniciado por Jhonnatan. Mas logo na saída de bola acabou surpreendido pelo gol de Diego Siqueira. Para piorar, logo depois sofreu a virada no pênalti cobrado

PRÓXIMOS JOGOS

LOCAL DATA ADVER SÁRIO Baenão ol-AM Penar 01/07 08/07 Náutico-RR Raimundo Ribeiro Baenão 22/07 Atético-AC 04/08 Atlético -AC Arena da Floresta Baenão 12/08 Náutico-RR 19/08 Penarol-AM Floro de Mendonça

4

Vilhena

2

Remo

Júnior Maykon Paulista Mário Paiva Alex Edilsinho (Menegas) Marcos Cucaú Diego Corbari Felipe Sorbara Diego Siqueira (Vitor Hugo) Cabixi e Neymarzinho (Patrick) Técnico: Joel Preisner (interino)

Adriano Juan Sosa Ávalos Edinho Dida André (Joãozinho) Jhonnatan (Reis) Ratinho Paulinho Fábio Oliveira Marcelo Maciel Técnico: Flávio Lopes

Local: Portal da Amazônia (Vilhena/RO). Renda: Não fornecida. Público: Não fornecido. GOLS: Remo 1 a 0 - Marcelo Maciel - 1’ do 2º tempo Vilhena 1 a 1 - Diego Siqueira - 2’ do 2º tempo Vilhena 2 a 1 - Edilsinho - 6’ do 2º tempo Vilhena 3 a 1 - Edilsinho - 25’ do 2º tempo Remo 2 a 3 - Fábio Oliveira - 40’ do 2º tempo Vilhena 4 a 2 - Cabixi - 46’ do 2º tempo Árbitro: Rogério José Bueno (DF). Cartões amarelos: Maykon Paulista (Vilhena); Paulinho e Ávalos (Remo).

Fábio Oliveira

Marcelo Maciel

Jhonnatan

O LIBERAL

Ratinho André

Dida

Paulinho

Juan Sosa

Ávalos

Edinho

Adriano

Como terminou Fábio Oliveira Marcelo Maciel

Ratinho

Anulado Marcelo Maciel era aposta do Remo, mas não rendeu o esperado

Náufrago por Edilsinho. Tudo isso antes dos 10 minutos do segundo tempo. Pressionado pelo péssimo resultado, o treinador remista abandonou o 3-5-2 e foi para o 4-3-3 para tentar a reação. Mas foi o time da casa que fez 3 a 1 em bela cobrança de falta de Edilsinho. Fábio Oliveira ainda deixou sua marca, mas logo veio o golpe de misericórdia, no gol marcado por Cabixi.

REM

Como começou

Legenda: Brasileiro Série D

CINE L! cação - especialmente se a equipe repetir a apatia demonstrada nos lances mais decisivos da partida de estreia. O problema é que o resultado negativo só aumentou a desconfiança do torcedor azulino, que desde a perda do Parazão não sabia o que esperar das reformulações da equipe. A esperada desenvoltura que o Remo teria adquirido com os

VIL

3

Isolado em uma ilha de ilusão, o time do Leão vai precisa remar muito contra a maré para superar o baque de uma derrota humilhante na estreia da Série D para voltar a sonhar com o acesso para a Terceirona

Paulinho

Juan Sosa

Ávalos

Edinho

Adriano

Joãozinho

Reis

Dida


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SEGUNDA-FEIRA, 20 DE AGOSTO DE 2012 LANCE!

FUTEBOL

luzes do lance Remo

VEXAME COMPLICA CLASSIFICAÇÃO Diante de um time praticamente eliminado, o Remo sofreu uma goleada que não se admite em uma equipe que pretende subir de Série. Os 4 a 1 para o Penarol podem custar caro. Além do prejuízo moral, deixar para garantir a vaga só na última rodada dá arrepios na torcida azulina, que não esquece dos desastres em jogos decisivos.

Paysandu

“SALGUEIRAÇO” JÁ É PASSADO O Papão chegou no sertão pernambucano quase em cima da hora do jogo, mas se impôs diante de um velho fantasma. O time bicolor poderia ter vencido o duelo diante do Salgueiro, se não fosse por uma única bobeada. Mas o ponto conquistado fora de casa é precioso e coloca a equipe paraense de volta ao G4 da Série C.

Marcelo Seabra/O LIBERAL

Águia

GOLEADA REVIGORANTE Se levou de 5 a 1 do Luverdense na rodada anterior e já parecia perdido, o Águia fez o Treze pagar o pato. Com uma goleada pelo mesmo placar, o Azulão de Marabá recupera o astral e cola no G4. Com a mesma pontuação de Paysandu e Salgueiro, a força do interior do Pará leva desvantagem justamente no saldo de gols.

Geraldo Amaral/Arquivo O LIBERAL

Desencantou Branco voltou a ser artilheiro com os 2 gols contra o Treze

Sem pontaria Rafael Oliveira perdeu boas chances contra o Salgueiro

Marcelo Seabra/O LIBERAL

Chocolate Mendes passa em branco e Remo dá vexame em Itacoatiara

trÊs destinos! Visão da rodada

Antônio DARWICH

antoniodarwich@oliberal.com.br

ninguém pode respirar Após os jogos do final de semana, Paysandu e Águia se mantêm na luta e Remo complica a sua vaga

C

ada um dos três times paraenses que estão disputando campeonatos nacionais vive seu drama particular nos jogos decisivos das fases iniciais das Séries D e C. O Leão insiste em complicar a conquista de uma vaga que estava “na mão”, o Papão freia sua arrancada e o Azulão volta a sonhar com a classificação. Enquanto o Paysandu arrancou um precioso ponto fora de casa e segue na zona de classificação para as quartas de final da Terceirona, na quarta posição, o Águia tem a mesma pontua-

ção e só está fora do G4 por causa do saldo de gol. A goleada por 5 a 1 imposta pelo Azulão de Marabá sobre o Treze, no sábado, não foi o bastante para reverter o prejuízo acarretado com a goleada sofrida na rodada anterior. Já os bicolores têm 12 pontos, assim como o terceiro colocado, o Salgueiro, mas têm saldo inferior. Como consolo para o Papão, que por “bobeira” deixou de vencer ontem, o empate diante do Carcará em pleno sertão pernambucano serviu para aliviar um pouco o trauma do fatídico “Salgueiraço” de 2010. Para um time que estava vir-

Leão complica a vaga que já estava “na mão”, Papão freia a arrancada e Azulão volta a sonhar

tualmente classificado para as oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D, o Remo está dando sustos que a sua torcida não

imaginava mais sofrer, pelo menos por enquanto. A equipe azulina brinca perigosamente com o fogo. Na liderança do Grupo A1 da Quarta Divisão, com 13 pontos, o Leão ainda precisa de apenas um ponto para entrar no mata-mata e encara um duelo direto na 10ª rodada e última rodada da 1ª fase, contra Vilhena. Para um time que não vem se dando bem em jogos decisivos nos últimos tempos, o Remo volta a deixar sua torcida com os nervos à flor da pele, principalmente depois de ser goleado pelo Penarol, vicelanterna de sua chave.


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SEGUNDA-FEIRA, 6 DE agosto DE 2012 LANCE!

MMA Fotos: Gary A. Vasquez/Us Presswire

Olho de tigre Lyoto mostrou precisão implacável para nocautear Bader

!

show do

dragão

nocaute Lyoto Machida vai lutar pelo cinturão do UFC

Fotos quentes

1.

Núcleo Lyoto Machida Alan Bordallo

l

Dana White, o presidente e figura central do UFC, confirmou Lyoto Machida como postulante ao cinturão dos meio-pesados, conforme havia prometido. White se impressionou com a vitória do lutador do Pará sobre o norte-americano Ryan Bader no UFC on FOX 4, no Staples Center, sábado, em Los Angeles, e disse ter visto em Machida mais vontade de lutar pelo título do que Maurício Shogun, que também nocauteou. O adversário do brasileiro sairá do confronto entre Jon Jones e Dan Henderson, no UFC 151. “Posso vencer Jones”, afirmou Lyoto. A atuação quase perfeita de Lyoto contra Ryan Bader impressionou não só Dana White, como também os fãs e a imprensa especializada no MMA. Com um jogo diferente da maioria dos lutado-

1 2

O arsenal de golpes de Lyoto, como chutes, joelhadas, jabs e socos, minou as forças de Bader no 1º round

2.

No 2º round, Bader foi para cima e foi para a lona, vítima do contragolpe mortal e preciso de Machida

res, a começar pela base do caratê, o brasileiro mais uma vez mostrou a dificuldade que impõe para ser golpeado. Mais difícil do que acertar Lyoto, talvez, seja escapar de seu contra-ataque: no 1º round foram

jabs e diretos no rosto e na cabeça, chutes e joelhadas no abdôme. No 2º round, Lyoto voltou com a mesma calma - o que frustrou e irritou o adversário. E quando Bader resolveu explodir e partir com

“Eu quero os caras que queiram muito lutar pelo título. E Lyoto quer muito”

afobação para cima de Lyoto com um cruzado de direita, seu queixo encontrou o punho do Dragão, que com um golpe preciso levou à lona o americano, liquidando a fatura com mais dois socos no chão. Na comemoração, Lyoto avisou: “O Dragão está de volta”. Dana White confirmou a boa impressão deixada pelo carateca: “Eu quero os caras que queiram muito lutar pelo título. E Lyoto quer muito”, disse ele, para depois afirmar que Lyoto mostrou coisas novas, o que faltou a Mauricio Shogun, que nocauteou Vera, mas teve mais dificuldades - ganhou no 4º round. E, mesmo que o adversário só vá ser definido em 1º de setembro, há tanto uma expectativa para que o atual campeão Jon Jones mantenha seu título, como também para Lyoto ter sua revanche contra o fenômeno americano. E o paraense avisa. “Claro que posso bater Jon Jones”. Basta esperar para ver.

Fique de olho Próximo adversário

Jon Jones e Dan Henderson vão fazer a luta principal do UFC 151, em Las Vegas (EUA), no dia 1º de setembro. Quem vencer fica com o cinturão e depois enfrenta Lyoto Machida em data e local que ainda serão divulgados.

CINE L! Karate Kid Em sua nova versão, o carateca Lyoto Machida volta a ficar entre os top do UFC


suplemento exclusivo para

BELÉM - SEGUNDA-FEIRA, 6 de agosto de 2012. Nº 17 ANO 1 gary a. vasquez / us presswire

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Lyoto Machida

vai disputar o cinturão do UFC dos meio-pesados, após o nocaute de sábado PÁG. 3

DRAGÃO DETONA O LIBERAL

Crise ronda o Papão

PÁGS. 14 e 15

Após derrota para o Treze, Leandrinho detona companheiros: “Tem gente que vem pra roubar” PÁGS. 4 e 5

Leão embala

Na liderança, Remo quer lotar o Mangueirão

PÁGS. 6 E 7

Treze

1

0

Paysandu

Leandrinho não poupa grupo de críticas depois da queda para o Treze, que jogou o Papão para a sétima posição.

Águia quer reagir Empate em casa não tira ânimo do Azulão

PÁGS. 8 E 9


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CICLISMO

SEGUNDA-FEIRA, 20 DE agosto DE 2012 LANCE!

força no pedal

circuito Debaixo de sol escaldante, ciclistas disputaram a 3ª e a 4ª etapas do torneio Estadual

l

Ciclistas de Belém e do interior do Estado participaram neste final de semana das provas de circuito que corresponderam à terceira e à quarta etapa do Campeonato Paraense de Ciclismo. A competição foi disputada no sábado e no domingo nas pistas da Ufra e do estádio do Mangueirão, respectivamente. Segundo o presidente da Federação Paraense de Ciclismo (FPC), Edilson Kramer, a quinta e a sexta etapas serão disputadas em outubro. Em setembro serão promovidas as provas interestaduais que valem pontos para o ranking nacional. Os resultados das provas do final de semana não alteraram em muito a classificação geral da categoria elite (principal), devido à boa colocação dos

ciclistas favoritos. Ageu Ferreira venceu no sábado e, ontem, foi o quarto colocado. Desta forma, ele permanece na segunda posição. Sérgio Barichelo foi quarto colocado no sábado e na prova deste

Em setembro serão disputadas as provas que valem pontos para o ranking nacional

domingo foi o vencedor. Marcelo João foi segundo colocado nas duas etapas. Os três estão brigando pelo título deste ano. Entre as mulheres, Tássya

Brasil dominou as duas etapas e se mantém na frente das demais concorrrentes com boa margem de pontos. Apesar da vitória, no entanto, ela disse que está pedando abaixo do seu tempo normal por causa de uma pequena lesão no tornozelo. A ciclista paraense está se preparando para representar o Estado no 4º GP da Cidade Morena, no próximo dia 26, em Mato Grosso (MS). Tássya Brasil, atleta do projeto Bolsa Talento e do Troféu Romulo Maiorana 2012, está de passsagem comprada. Deve viajar dia 25. A competição em Campo Grande é de nível 3 do ranking nacional, que tem a ciclista paraense na terceira colocação. “Espero fazer boa prova e, principalmente, crescer no ranking para conquistar um patrocínio nacional’’, afirma Tássya Brasil.

Força de vontade Quem suportou a pressão no anel viário travou disputas acirradas pelas primeiras posições do circuito


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SEGUNDA-FEIRA, 20 DE agosto DE 2012 LANCE!

CICLISMO

Fotos: Paulo Akira/O LIBERAL

Fique de olho Prova da Independência

Resistência Atletas se preparam para os próximos desafios sobre duas rodas

Alta velocidade Ciclistas deram demonstração de técnica e muita força na pista do Mangueirão. Nem o calor abrasante desanimou os competidores que conseguiram resistir para cruzar a linha de chegada da etapa do Estadual.

Nem todos resistiram A prova no Mangueirão foi disputada sob o forte sol da manhã, que ocasionou desistência e eliminação de atletas, sem no entanto interferir na programação. ‘’É normal acontecer desistências durante o percurso. O anel viário do Mangueirão exige muita resistência”, afirma Kramer. O dirigente está convocando todos ciclistas para um treino geral no próximo dia 26, na Alça Viária, já visando a Copa Cel. Fontoura, em setembro. Ao final da prova, os vencedores das categorias Elite, Feminino, Master A, B, C, Júnior, Juvenil e Iniciante foram premiados com troféus.

No feriado nacional de 7 de Setembro, a Federação Paraense de Ciclismo promoverá mais uma competição que promete disputa acirrada: a I Prova da Independência, que será no Portal da Amazônia. O torneio terá premiação em dinheiro para os vencedores de todas as categorias.


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PEN

REM

vergonha Goleada por 4 a 1 para o Penarol faz a torcida do Leão temer pela conquista da vaga Núcleo Remo Sales Coimbra

l

O Remo pagou caro pelo péssimo segundo tempo que fez e foi goleado por 4 a 1, de virada, pelo virtualmente eliminado Penarol-AM. O duelo de ontem, em Itacoatiara, foi pela penúltima rodada da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Longe de casa, o elenco azulino ficou devendo. Não apresentou a atitude e muito menos o bom futebol das vitórias diante do Atlético-AC (3 a 2), em Rio Branco, e Náutico-RR (4 a 0), em Bel��m. Melhor para o time amazonense, que venceu a terceira partida atuando em casa. No Floro de Mendonça, o Leão da Velha Serpa só perdeu na estreia, diante do Atlético-AC. Mesmo ciente desta situação, Edson Gaúcho escolheu justamente esta partida para promover a estreia do zagueiro Marcelão, que se mostrou ainda mais inseguro do que o antigo titular Ávalos. Outro que também de-

cepcionou foi o volante Márcio Tinga, substituto de André na cabeça de área. Perdido na marcação e errando passes em excesso, o jogador precisou ser substituído antes dos 30 minutos da etapa inicial. Coube ao zagueiro Igor João entrar na fogueira. Do lado do Penarol, o desta-

Se vencer o Vilhena no próximo domingo, no Mangueirão, Remo entra no mata-mata

que foi o meia-atacante Fininho, que passou pelo Baenão no ano passado sem deixar saudades. Ele foi o dono do jogo, criando lances de perigo, ditando o ritmo de sua equipe e marcando um belo gol.

Remo ainda depende de sua própria força Apesar da grande vitória, as chances de classificação do Penarol continuam remotíssimas. Para ter alguma chance, o time amazonense precisa torcer para que o Atlético-AC perca pelo menos duas de suas três partidas restantes, sendo uma delas justamente contra o próprio Penarol, e ainda para que o Remo derrote o Vilhena-RO, na última rodada. Já o Leão Azul, que segue na ponta do Grupo A1, só depende das próprias pernas. Se vencer o Vilhena, domingo que vem, no Mangueirão, estará garantido no mata-mata. Já se empatar ou perder, pode até se complicar. O Remo até deu sinais de que não encontraria dificuldades. Começou o jogo no ataque e logo aos 11 minutos, Ratinho recebeu passe de Edu Chiquita e fez um bonito gol - o sétimo do artilheiro azulino na Série D. Mas o Penarol não se intimidou. Ouviu o técnico Aderbal Lana e se mandou para o ataque. A nova postura deu certo. Aos 15, o baixinho Kitó aproveitou bola rebatida pelo goleiro Gustavo, após chute de Marinelson, e igualou. Pelo lado remista, a conversa no vestiário não surtiu tanto resultado. Gaúcho tentou dar mais velocidade aos contra-ataques da equipe, sacando Fábio Oliveira para a entrada de Marcelo Maciel. Mas o Leão Azul pouco produziu em um segundo tempo que já começou mal. Aos dois minutos, Fininho aproveitou cruzamento de Fábio Bala e tocou para o gol. 2 a 1. A falha desmontou a tática azulina, que precisou sair

mais para o jogo. E a saída encontrada por seu treinador foi tirar seu único homem de articulação para colocar o centroavante Mendes. A mudança, no entanto, acabou por fragilizar ainda mais o meiocampo remista. Tanto que o Penarol nem precisou forçar o ritmo de jogo para ampliar o placar. Os gols foram saindo naturalmente. Primeiro aos 40, quando o paraense Marinho, que acabara de entrar no lugar de Fábio Bala, escorou cobrança de escanteio, fazendo 3 a 1. Depois, o golpe de misericórdia, aos 45, quando Edson Sá lançou Marinelson em velocidade e o meia tocou na saída de Gustavo, decretando a goleada.

4

penarol-AM

Naílson Reginaldo (Lídio) Samir Márcio Abraão Rodrigo Ítalo Rondinelli Marinelson Igor Cearense (Edson Sá) Fininho Kitó Fábio Bala (Marinho) Técnico: Aderbal Lana

1

REMO Gustavo Dida Marcelão Diego Barros Paulinho Márcio Tinga (Igor João) Jhonnatan Reis Edu Chiquita (Mendes) F. Oliveira (M. Maciel) Ratinho Técnico: Edson Gaúcho

Local: Estádio Floro de Mendonça (Itacoatiara/AM) Renda: R$ 4.200,00 Público: 420 pagantes GOLS Remo 1 a 0: Ratinho - 11’ do 1º tempo Penarol 1 a 1: Kitó - 15’ do 1º tempo Penarol 2 a 1: Fininho - 2’ do 2º tempo Penarol 3 a 1: Marinho - 40’ do 2º tempo Penarol 4 a 1: Marinelson - 45’ do 2º tempo Árbitro: Francisco Pereira de Lima Junior (PI) Cartões amarelos: Márcio Abraão, Fábio Bala e Samir (Penarol). Márcio Tinga, Jhonnatan, Reis e Diego Barros (Remo).

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SEGUNDA-FEIRA, 20 DE agosto DE 2012 LANCE!

E V xa me

Edson Gaúcho faz bombardeio sobre os jogadores O clima depois do vexame de ontem, diante do Penarol-AM, no Estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara, não poderia ser pior no vestiário do Remo. Muito abatido, o técnico Edson Gaúcho concedeu entrevista coletiva e não poupou críticas à equipe azulina. O treinador, que perdeu uma invencibilidade de cinco jogos, achou seu time “desinteressado” na maior parte do jogo e creditou parte da goleada a um certo “menosprezo” de seus atletas para com o adversário. “Fizemos 1 a 0 e os meus jogadores pensavam que o jogo já estava ganho e futebol não é assim. Precisávamos de seriedade e trabalho durante todos os 90 minutos. Às vezes é necessário levar uma porrada dessa para aprender a respeitar todos adversários”, disparou o comandante remista, em entrevista coletiva. O treinador não quis procurar explicações mais elaborados para o desastre diante do Penarol, mas apontou as falta de atenção na marcação como um dos aspectos que facilitaram a vida do time amazonense. “Nossa marcação não existiu hoje (ontem). Estávamos jogando bem nos primeiros minutos e depois que fizemos gol tudo desandou. Nós não tivemos competência para marcar no meio-campo, nem para cruzar para a área e nem armar jogadas. O Remo não existiu hoje, só jogamos 10 minutos”, analisou, em re-

ferência ao início da partida, quando o Leão chegou inclusive a abrir o placar. Gaúcho quer que os jogadores possam “refletir”: “Eu já disse a eles, que quem quiser passar humilhação que passe sozinho, porque eu não quero e o Remo não merece passar por uma situação como essa. Cada um tem que refletir. Todos estão em dívida com a diretoria e com o torcedor”, diz. Questionado sobre a deci-

são de escalar o zagueiro estreante Marcelão e o lateral esquerdo Paulinho nos lugares de Ávalos e Aldivan no jogo de ontem, Gaúcho alegou que sua intenção era poupar os dois veteranos.


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SEGUNDA-FEIRA, 20 DE agosto DE 2012 LANCE!

Atacante promete que ‘vacilo’ não vai se repetir na ‘decisão’ O que dizer depois de uma apresentação abaixo da crítica, como a do Remo, ontem, diante do PenarolAM? Pelo menos para o atacante Fábio Oliveira não ajuda em nada procurar explicações técnicas ou táticas para um vexame como os 4 a 1 sofridos em Itacoatiara. Segundo ele, a única atitude correta no momento é reconhecer o “vacilo” e trabalhar para que ele não se repita jamais, especialmente no próximo domingo, quando o Leão Azul terá um duelo decisivo contra o Vilhena-RO, no Mangueirão. “Fizemos 1 a 0 e acabamos vacilando. Erro nosso. Agora, a gente tem que trabalhar para não errar

mais, pois domingo só a vitória nos interessa. A diretoria está pagando em dia, tem até premiação e nós estamos pecando. É para ficar chateado mesmo. Temo que classificar em primeiro (lugar) para manter a tranquilidade”, comentou o camisa 9 remista, em entrevista à Rádio O Liberal/CBN. O meia-atacante Edu Chiquita, que voltou ao time titular na partida de ontem, foi outro que tentou manter o ambiente tranquilo no vestiário remista logo após o tropeço fora de casa. Ele disse acreditar que o péssimo futebol apresentado ontem foi apenas o resultado de uma tarde/noite em que nada deu certo para a equipe azulina. Uma atuação que será esquedida depois que o Leão confirmar sua classificação diante do Vilhena, domingo que vem, jogando diante do “Fenômeno Azul”. “O grupo todo não esteve bem.

Foi uma derrota coletiva com um placar elástico. É ter tranquilidade. Foi um mau momento do grupo. A gente precisa chegar na próxima fase com respeito. O importante é que o time é consciente e sabe que fez um péssimo jogo”, minimizou.

PEN

REM

“Valeu, Gauchão!” Rival agradecido O técnico do Penarol-AM, Aderbal Lana, praticamente agradeceu ao técnico Edson Gaúcho pelo excelente resultado de ontem. Segundo ele, o treinador remista “facilitou as coisas” para sua equipe com as mudanças processadas durante a partida. “Às vezes, o time adversário acaba facilitando as coisas para o seu time e, hoje (domingo), foi o que o Remo fez para a minha equipe. Primeiro, ele veio com uma postura ofensiva que nos deu espaços para os contra-

ataques. Depois, quando ele (Gaúcho) tirou um volante para colocar um terceiro zagueiro (Igor João), nós começamos a ganhar a briga pelo meio-campo. Pra completar, eles vieram com três atacantes no segundo tempo e aí ficaram praticamente sem ninguém no meio. Aí, o nosso meio de campo, que é muito bom, teve todo o espaço que precisava para decidir a partida. Por isso, digo que o Remo nos ajudou hoje”, ironizou o “Rei da Selva”.

Fotos: Marcelo Seabra/O LIBERAL

Clube contrata mais um volante

Queda Remo estava com a vaga na mão, mas goleada para o Penarol assusta torcida

Horas antes do vexame de ontem, em Itacoatiara, o diretor de futebol do Remo, Albany Pontes, anunciou a contratação de mais um volante para reforçar a equipe na Série D. Trata-se do gaúcho Índio, de 27 anos, que vem do Guarany de Camaquã (RS). Ele chega ao Baenão em condições de estrear já no próximo final de semana, uma vez que vinha atuando pelo Grupo 2 da Copa Hélio Dourado, competição entre clubes do interior gaúcho - sua partida oficial foi na quarta-feira passada. “Fechamos com Índio, que estava no Guarany. Ele já desembarcou em Belém e será apresentado segundafeira. Ele veio emprestado até o final da temporada”, diz Pontes. Antes de Índio, o Remo havia apresentado Rudiero Possebon, no início da semana passada. Com os dois, o técnico Edson Gaúcho tem sete opções para o setor, já que antes só tinha à disposição os titulares André e Jhonnatan, além de Marcio Tinga e dos garotos Allan Petterson e Nádson. E depois da péssima atuação de Márcio Tinga, ontem, Índio já chega credenciado a disputar com Rudiero Possebon a vaga aberta pela suspensão de Jhonnatan no meiocampo remista.

Facilitou Técnico do Penarol festejou mudanças feitas por Gaúcho

Time azulino vai ter voltas e desfalques Domingo que vem, às 16 horas, no Mangueirão, diante do Vilhena-RO, o Remo terá a volta do zagueiro Ávalos e do lateral-esquerdo Aldivan, poupados na partida de ontem, e do volante André, que volta de suspensão. Por outro lado, terá os desfalques de Diego Barros, Jhonnatan e Reis, todos suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Ausências que podem ser sentidas em uma partida em que nada pode dar errado para o Leão Azul. Mas com ou sem Marcelão, Márcio Tinga e Laionel entre os titulares, o treinador quer esquecer o revés no Amazonas. “Temos tudo para confirmar nossa classificação em casa. Só não podemos jogar dessa forma ridícula de hoje (ontem)”, disparou Gaúcho, enquanto deixava o gramado.

Um primeiro tempo sofrível do volante Márcio Tinga na derrota do Remo para o Penarol-AM, no Floro de Mendonça, obrigou o técnico Edson Gaúcho a mexer no time por volta dos 30 do primeiro tempo. O prata da casa Igor João foi pro jogo e não conseguiu melhorar a marcação na cabeça de área. A “sacada” prematura de Márcio Tinha do time, mostra que o meia não está conseguindo mostrar qualidade para jogar pelo time azulino. Contratado para ser a solução defensiva do Leão Azul, mais uma vez ele não agradou ao treinador. “Tentei corrigir o problema de marcação na frete da zaga, porque do jeito que estava a coisa iríamos sofrer mais gols ainda no primeiro tempo”, explicou Gaúcho, percebendo a tarde infeliz do volante.

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TRE

PAY

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SEGUNDA-FEIRA, 6 DE agosto DE 2012 LANCE!

Visão do jogo Tylon Maués

tylonmaues@oliberal.com.br

nova derrota Paysandu dá azar diante do Treze e cai para a sétima colocação do Grupo A da Terceira Divisão e passa a flertar perigosamente com o rebaixamento

D

epois das vitórias nas duas primeiras rodadas da Série C do Campeonato Brasileiro, o Paysandu não conseguiu mais sair de campo com três pontos. Foram quatro jogos com duas derrotas e dois empates, com dois pontos conquistados em doze. O resultado disso é que, com a derrota de

Se não vencer o Cuiabá no próximo sábado, em Belém, time bicolor entra de vez em crise

ontem por 1 a 0 para o Treze-PB, em Campina Grande (PB), o Papão caiu para a sétima posição do Grupo A, muito mais próximo da zona que leva ao rebaixamento do que à classificação à próxima fase. Na rodada seguinte, o Papão recebe o Cuiabá-MT no sábado, em Belém. Se não vencer vai entrar de vez na crise que já ronda a Curuzu.

“Tem gente que vem pra roubar” Leandrinho deu a deixa de que a crise ameaça explodir a qualquer momento no Paysandu. Após o jogo de ontem, nos vestiários, o meia foi político ao afirmar que o time todo precisa melhorar e incluiu a ele mesmo nesse rol. No entanto, momentos antes, ainda no gramado, ele não mediu as palavras para deixar claro seu descontentamento com alguns companheiros de elenco. Sem dar nomes, ele foi enfático ao afirmar que tem gente de azul e branco que não está se doando para o time. “Jogamos bem e fizemos uma bela partida, infelizmente quem entrou não deu conta do recado. Quem veste a camisa do Paysandu tem que honrar essa camisa.

1

treze-PB

Danilo Jamesson Thiago Messias Thiago Gasparetto Luciano Amaral Vágner Rosa Everton César Júlio Zabotto (Manu) Cristian (Alexandre) R. Pardal (A. Carvalho) Brasão Técnico: Marcelo Villar

0

paysandu Dalton Régis (Pantico) Marcos Vinicius Fábio Sanches Pablo Vânderson Leandrinho Yago Pikachu Robinho (Kiros) A. Willian (Washington) Thiago Potiguar Técnico: Roberval Davino

O GOL Treze 1 a 0 - Brasão - 27’ do 2º tempo Local: Estádio Ernani Sátiro (Campina Grande) Renda: Não divulgada. Público: Não divulgado. Árbitro: Josévaldo de Melo (AL). Cartões amarelos: Cristian, Brasão, Everton César, (Treze); Thiago Potiguar, Leandrinho, Marcus Vinícius, (Paysandu). Cartão vermelho: Thiago Messias (Treze).

Desfalques de peso à vista Para o jogo do próximo sábado, o técnico Roberval Davino terá dois desfalques consideráveis. O zagueiro Marcus Vinícius e o meia Thiago Potiguar receberam o terceiro cartão amarelo e cumprirão suspensão automática. Dentre as várias mexidas que foi obrigado ou escolher fazer no time em todos os jogos, Davino não havia tocado nesses dois, que sempre foram titulares. Dentro de campo, somente um momento de emoção: o gol chorado do centroavante Brasão, aos 27 do segundo tempo, aproveitando de uma bola que sobrou para ele após uma confusão dentro da área. De resto, o que mais chamou a atenção foi o tom beligerante da torcida e de alguns jogadores do galo da Borborema contra os bicolores. Algumas declarações dadas ainda em Belém não foram bem digeridas pelos torcedores locais.

Tem gente que vem pra roubar o Paysandu, apenas pra ganhar dinheiro. Se for assim, melhor jogar na mega-sena pra ficar rico”, disse Leandrinho. Os companheiros também reclamaram, mas não com tanta ênFotos: O LIBERAL

fase. “Mais uma vez criamos e a bola não entrou. Com um homem a mais chegamos poucos na frente para finalizar”, afirmou o zagueiro Fábio Sanches. “Tentamos o jogo todo e levamos o gol em um único erro. Temos que voltar para casa e voltar a vencer”, completou o meia Washington, que ontem fez sua estreia com a camisa bicolor.

Polêmico Leandrinho soltou o verbo depois da derrota na Paraíba

Vânderson para a fúria No intervalo, o volante Vânderson, o mais visado por ter dito que “gostaria de ver o Treze ser rebaixado” era o mais visado, com alguns objetos rendo sido arremessados na direção dele. “Estão jogando pedras e paus no Vânderson e ninguém faz nada. Se fosse em Belém o Paysandu seria punido”, reclamou o atacante Pantico. Após o jogo, houve um começo de confusão com membros da comissão técnica do Treze e jogadores do Paysandu. Mais visado por torcedores e jogadores rivais, a ponto de Brasão ter comemorado quase sobre ele o gol do Treze, o experiente volante Vânderson não voltou atrás. Manteve a opinião de que o time de Campina Grande atrapalhou o começo da Série C ao buscar a Justiça


SEGUNDA-FEIRA, 6 DE agosto DE 2012 LANCE!

oliberal

TRE

PAY

Crise ameaça papão

“Ninguém quer a fila do SUS” O técnico Roberval Davino se diz cansado de responder sempre a mesma pergunta, mas como ela tem sido feita sistematicamente sempre ao fim dos últimos quatro jogos, o período de jejum de vitórias bicolor, ele solta as mesmas palavras. O problema de falta de gols do Papão, identificado por ele, por jogadores e por muitos torcedores, é a falta de uma maior referência de área, um jogador experiente que chegue e entre no time sem sentir a pressão, que faça gols e não desperdice as chances que aparecem. Mas, não há dinheiro para isso. “Estamos procurando esse jogador, mas é difícil. Tem gente que não quer a Série C, outros não querem ir para a fila do SUS quando se machuca”, respondeu Davino, citando a ida de jogadores do clube ao Sistema Único de Saúde quando precisam de cirurgia.

é alvo fácil a paraibana Comum e que, para ele, por justiça deve ser um dos quatro que serão rebaixados para a quarta divisão de 2013. “O que falei foi minha opinião. Não disse nada de mais e meu pensamento continua o mesmo, torcendo para o Treze cair e que vinha para cá querendo ganhar. Peço desculpa se magoei alguém, mas não mudo de opinião”. Para o volante, os erros apresentados ontem foram os mesmos dos outros resultados ruins do Papão. “Não adianta o time jogar bem e não ganhar, mas não podemos achar que está tudo perdido. Temos que levantar a cabeça e vencermos em casa”, disse. “É claro que a situação preocupa, são quatro jogos sem vitórias mesmo com o time jogando bem. Tem faltado um algo a mais”, completou Vânderson.

Falta jogador, diz treinador PRÓXIMOS JOGOS LOCAL DATA ADVER SÁRIO Curuzu 11/08 Cuiabá-MT Salgueirão 18/08 Salgueiro-PE Curuzu 25/08 Icasa 02/09 Luverdense Passo da Ema Curuzu 09/09 Guarany-CE Legenda: Brasileiro Série C

Na mira Vânderson sofreu pressão dentro e fora de campo no duelo, por revelar que torce para o Treze cair

O treinador do Paysandu, Roberval Davino, lembrou mais uma vez que, apesar de todos os elogios ao elenco, ele é limitado numericamente, com poucas opções em momentos cruciais. “Perdemos o Marcus e temos poucas opções para a zaga, daí também a preocupação de treinar outros sistemas. O Potiguar também está de fora. O grupo é enxuto, mas ainda assim estamos criando as jogadas, o problema é a falta de finalizações”, disse. “Todos estão trabalhando bem. O grupo começou de forma excelente e depois os resultados pararam de vir. Isso não é bom para o ambiente de ninguém. O principal é o Paysandu e todos estão trabalhando em prol dele”, completou o treinador.

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Belém, SEXTA-feira,11 de maio DE 2012

esporte@oliberal.com.br n Tel.: 3216-1072

Davino assume o Papão

Peixe faz história

Novo técnico (foto) elogia a base bicolor, mas se diz ansioso por reforços para a Série C. Página 3.

O paraense Ganso brilha na goleada por 8 a 0 do Santos sobre o Bolívar. Página 5.

oliberal

Leão vai jogar desfigurado Time azulino está sem quatro titulares para enfrentar o Cametá na final deste domingo

suspensos

fotos: Marcelo Seabra/o liberal

Magnum e Reis

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üO STJD aumentou a pena de seis para oitos jogos de

suspensão do meia-atacante Magnum. Ele estava jogando graças a um efeito suspensivo.

omo se já não bastasse a sua situação difícil - precisa vencer o Cametá no segundo jogo das finais do Parazão por dois ou mais gols de diferença -, o Remo deverá jogar desfigurado neste domingo, às 17 horas, no Mangueirão. Depois de perder o volante Jhonnatan, por causa de uma inflamação no tornozelo direito, e o meia Reis, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o técnico Flávio Lopes não poderá contar com o armador Magnum e ainda pode ficar sem o atacante Cassiano, que também se machucou. Ontem à tarde, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por maioria de votos, decidiu aumentar a pena de seis para oitos jogos de suspensão inicialmente imposta ao meiaatacante remista Magnum. Como ele só havia cumprido quatro jogos de “gancho” e vinha jogando graças a um efeito suspensivo, terá que começar a cumprir o restante da punição já neste domingo, contra o Cametá. Betinho deverá ser o seu substituto na decisão estadual. Na mesma sessão, também foram julgados os demais envolvidos na confusão que marcou o jogo entre Remo e Águia de Marabá, pelas semifinais do primeiro turno do Parazão. O goleiro Miro, do Águia, teve sua pena reduzida de oito para seis jogos, assim como o preparador físico da equipe marabaense, Roberto Ramalho. Já o volante Alexandre Carioca, que agrediu o remista Aldivan

com um monopé de máquina fotográfica, continua suspenso por 12 jogos. Carlos Roca, que na época era preparador físico do Remo, teve sua punição mantida em quatro jogos. Além disso, a multa aplicada ao Águia foi diminuída, de R$ 5 mil para R$ 500. Já em relação ao caso de Cassiano, ainda há uma esperança de que o atleta se recupere a tempo da partida de domingo. Ontem, durante o treino coletivo no campo do União, em Castanhal, ele sofreu uma luxação no ombro esquerdo e deixou o gramado chorando de dor. A contusão ocorreu quando Cassiano se chocou com o atacante Fábio Oliveira e caiu no chão por cima do braço esquerdo. Atendido pelo médico Jorge Silva, ele foi substituído por Joãozinho. Mas o médico remista está otimista: “O Cassiano sofreu uma luxação no ombro esquerdo e é uma grande preocupação para a final. Mas ainda não podemos descartá-lo completamente. Ele nos disse que esta não é a primeira vez que sofre esse tipo de contusão e isso já diminui bastante a gravidade do seu caso”, afirmou Silva. “Além disso, reduzimos a luxação, imobilizamos o braço afetado e ele começou o tratamento. À tarde, fizemos um exame radiológico no local, que confirmou o prognóstico favorável. Faremos uma nova avaliação clínica amanhã (hoje), mas como as dores praticamente sumiram, acreditamos que ele possa voltar aos treinos no sábado. O que aumenta bastante as chances dele jogar no domingo”, esclareceu. Caso não possa jogar, uma das opções de Flávio Lopes seria a escalação de Joãozinho na posição. O garoto Jayme também é uma alternativa. No entanto, qualquer definição a esse respeito só deverá ser divulgada no dia do jogo.

machucados

Cassiano e Jhonnatan

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üA bruxa está mesmo à solta no Remo. Ontem, no treino em Castanhal, o atacante Cassiano sofreu luxação no ombro e é o mais novo problema para a final.

Betinho tem nova chance

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üOutro meio-campista, Reis, levou o terceiro cartão

amarelo no primeiro jogo da decisão, contra o Cametá, e vai cumprir suspensão de uma partida.

Titular absoluto na maior parte do Parazão 2012, o meiaatacante Betinho viu esse posto escapar por entre os dedos depois de sua péssima atuação no clássico contra a Tuna Luso, na penúltima rodada da fase de classificação da Taça Estado do Pará. A suspensão de Magnum dá uma nova chance

ao antigo dono da camisa 10, que está escalado para encarar o Mapará no domingo, na final do Parazão. “Claro que ninguém gosta de ficar no banco, mas se eu for escalado na final, espero poder mostrar que também posso estar no time. Não vai faltar vontade”, comentou a revelação azulina.

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üO volante Jhonnatan luta contra uma inflamação no tornozelo direito e também é praticamente carta fora do baralho azulino para a decisão de domingo.

Técnico faz 6 mudanças Flávio Lopes abandonou de vez a filosofia de mexer o mínimo possível na escalação do Remo. Ontem, pela manhã, em Castanhal, o treinador testou nada menos que seis mudanças em relação ao time que perdeu por 2 a 1, no primeiro jogo da final do Parazão. Na lateral direita, Tiago Cametá treinou entre os reservas e Cássio praticamente garantiu uma vaga. Na esquerda, Aldivan foi sacado para que o zagueiro Juan Sosa fosse improvisado na função - repetindo a mesma alteração utilizada contra o Águia de Marabá, na final da Taça Estado do Pará, quando o Leão venceu por 2 a 0. Já a zaga teve o retorno do capitão Diego Barros, livre de suspensão.

No meio, o volante Adenísio assumiu o posto de Allan Petterson, que não agradou ao substituir Jhonnatan no jogo de segunda-feira passada. Além disso, Marciano e Betinho treinaram nos lugares de Reis, suspenso pelo 3º cartão amarelo, e Magnum, que já era dúvida em virtude do julgamento de ontem no STJD. A equipe treinou ontem no tradicional 4-4-2 (com configuração ofensiva variando para o 4-2-1-3, sendo Betinho esse “1”). Ou seja: Adriano; Cássio, Edinho, Diego Barros e Juan Sosa; André, Aldivan, Betinho e Marciano; Fábio Oliveira e Cassiano. A única alteração feita por Lopes foi mesmo a entrada de Joãozinho no lugar do contundido Cassiano.

Jogadas aéreas preocupam Ontem, em Castanhal, o técnico Flávio Lopes treinou a zaga do Remo em vários lances de bolas alçadas na área de defesa. A jogada aérea é um ponto forte do Cametá. Segundo os jogadores, esse tipo de lance preocupa a equipe azulina, especialmente depois do primeiro gol da derrota no primeiro jogo das finais. “É uma jogada que preocupa, porque o Cametá também tem bons batedores de falta pelas laterais, como Soares e Ratinho. É aquela bola que vai em direção ao gol e qualquer encostada de cabeça pode nos complicar”, diz o volante Adenísio.

O centroavante Marciano foi improvisado no meio-campo, no treino em Castanhal


suplemento exclusivo para

BELÉM - SEGUNDA-FEIRA, 25 de junho de 2012. Nº 11 ANO 1

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Sem rumo Fábio Oliveira até fez um gol, mas ainda insiste em buscar a bola no meio e fica longe da área

FALTA SANGUE Remo jogou sem garra e levou choque de realidade diante de time improvisado

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Belém, Domingo, 3 de julho DE 2011

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"Não estamos mortos"

Triatletas em ação

Pato, camisa 9 da Seleção, garante que o futebol brasileiro está mais vivo do que nunca. Página 5.

Disputa do Circuito Nacional Sesc Triathlon é atração hoje em Mosqueiro. Página 11.

juan mabromata/afp

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Seleção entra em nova era Depois do fiasco da Copa do Mundo do ano passado, Brasil estreia hoje na Copa América, contra a Venezuela, sob comando do craque paraense Ganso

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Brasil Júlio César Daniel Alves Lúcio Thiago Silva André Santos Lucas Leiva Ramires Ganso Robinho Neymar Alexandre Pato Técnico: Mano Menezes

Horário: 16 horas Local: Estadio Ciudad de La Plata (La Plata, província de Buenos Aires) Árbitro: Raúl Orosco (BOL) Assistentes: Efraín Castro (Bolívia) e Marvin Torrente (México).

Campana Agência O Globo

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Bra si l estreia na Copa América hoje, às 16 horas, contra a Venezuela, em La Plata. Esta é a primeira competição oficial da era Mano Menezes. E na cabeça do treinador, a principal recordação desse torneio é o título de 2004, com vitória histórica sobre a anfitriã deste ano, nos pênaltis. “A recordação mais forte que tenho é da conquista de 2004. A competição estava indo embora e nós empatamos o jogo com um gol do Adriano, depois vencemos nos pênaltis. Estávamos praticamente fora, mas o jogo deu uma demonstração de como é o futebol:

Venezuela R. Vega R. Rosales G. Perozo G. Cichero C. González F. Lucena T. Rincón L. Seijas A. Moreno G. Maldonado Y. Orozco Técnico: C. Farías

tem de acreditar até o fim na sua capacidade”, falou Mano. Tradicional saco de pancadas do continente, a Venezuela é encarada com respeito por Mano Menezes. Para o treinador brasileiro, o adversário evoluiu nos últimos anos. “Hoje existem poucas ‘galinhas mortas’ no futebol, e a Venezuela não está mais entre elas. É uma equipe que traba lha duro para mudar a situação e fez uma partida equilibrada contra a Espanha (vitória por 3 a 0 dos campeões mundiais). Eles têm visivelmente tentado mudar o jeito de jogar e certamente darão trabalho”, analisou o treinador brasileiro.

Pressionado após os últimos jogos ruins da seleção, Mano sabe que uma boa camp a n h a n a Copa América é essencial para que o trabalho de re nov ação gradual aconteça de maneira tranquila. Por isso, o técnico faz mistério sobre a postura da Seleção. A única certeza do treinador é de q ue Pau lo Henrique Ganso de-

ve ser o jogador mais vigiado em campo. “Acho que está de bom tamanho divulgar a escalação, mas não vou contar como vamos jogar. Sabemos que Ganso vai receber marcação forte. Seria difícil imaginar que o técnico do outro lado não vai colocar o seu melhor marcador sobre o nosso principal criador. Mas aí questão técnica e vamos guardar”, ponderou.

Mano Menezes aposta alto no mais novo "maestro" da Seleção Brasileira

“Valeu a pena esperar pelo Ganso” Mano Menezes só utilizou Paulo Henrique Ganso em um amistoso da Seleção Brasileira desde que assumiu o cargo. Foi justamente em sua estreia no comando da equipe nacional, no dia 10 de agosto de 2010, na vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos, em Nova Jérsei. O camisa 10 mostrou desenvoltura e encantou o comandante. Porém, com duas lesões graves, uma no joelho esquerdo e outra na coxa direita, o meia do Santos só teve uma chance de atuar com a amarelinha. Mesmo assim, o treinador fez questão de esperar por seu maestro. “Valeu a pena esperar o Ganso

porque ele vem sendo um dos principais jogadores na função. Ele dá ao meiocampo um equilíbrio nas ações de atacar, de reter a bola, de tomar a iniciativa do jogo. O Ganso te dá a opção de escolha nas jogadas, que é o que precisa ser feito pela Seleção Brasileira durante os jogos”, afirmou o treinador. Mano comentou o fato de só ter treinado até o momento com a mesma formação, sem testar alternativa na equipe. De acordo com o treinador, tal atitude foi tomada porque nos oito amistosos realizados antes da Copa América, ele só pode contar com Ganso em uma única partida.


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Belém, domingo, 19 de agosto DE 2012

Leão luta pela liderança

Remo enfrenta o Penarol fora de casa com missão de garantir vantagem para próxima fase da Série D. Páginas 4 e 5.

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Papão supera trauma de 2010 e só pensa na vitória no duelo de hoje, diante do Salgueiro

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os dias que antecederam o confronto com o Salgueiro-PE, foi inevitável a lembrança do dia 17 de outubro de 2010 quando o Papão perdeu em casa por 3 a 2 para o time pernambucano e perdeu a vaga que parecia ganha para a Série B do ano seguinte. Desde então, os dois times nunca mais voltaram a se encontrar. Hoje, às 15 horas, no estádio Cornélio de Barros, as duas equipes voltam a se enfrentar pela segunda vez nas respectivas histórias. Os elencos são outros e a situação também. A equipe paraense tem alguns remanescentes, como o meia Thiago Potiguar e os atacantes Zé Augusto e Héliton, embora este tenha sido contratado pouco tempo antes do jogo e nem tenha entrado em campo pelo Papão naquele ano. Não há como não relem-

brar aquela derrota toda vez que se fala no nome do Carcará. O único entre os 22 que começam o jogo de hoje que esteve naquele, o meia Thiago Potiguar, prefere deixar isso de lado. O bicolor sentiu na pele aquela desclassificação e hoje em dia prefere mirar o futuro. “Nem penso sobre isso. Penso em jogar, que precisamos vencer para ficar numa boa posição na classificação. Não podemos perder, mesmo jogando fora. Estamos em quarto lugar e não podemos deixar os líderes escaparem. Não tem essa de adversário engasgado, os dois times vão se respeitar e procurar o

futuro Marcelo Seabra/o liberal

De olho no

melhor”, diz Potiguar. “Isso é passado e eu vivo o presente. Os dois times têm jogadores diferentes de 2010. Temos que deixar isso de lado e ficarmos só com a vontade de ganhar”, completa o jogador.

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“Sempre fica um gostinho diferente em enfrentar o Salgueiro” Pikachu

MOTIVAÇÃO Único remanescente bicolor do "Salgueiraço", Potiguar prefere mirar o futuro

O lateral direito Yago Pikachu tinha completado 18 anos e ainda não havia subido para o elenco profissional. Ele estava na arquibancada, como torcedor, com a certeza de que deixaria a Curuzu comemorando o acesso e lembra muito bem o que se passou. “Para mim foi uma tristeza enorme. Estava como torcedor e aquela virada foi horrível. Mas, dessa vez é diferente. A lembrança fica, mas a vida segue. Estava no campo com o pessoal da base. Marcamos de torcer no jogo, infelizmente saímos tristes. Estava o Thiago (Silva), o Djalma, não sei se o Neto estava. Um monte desses garotos que viajou estava com a gente. Torcemos muito, mas não deu”. Para o lateral, encarar pela primeira vez o time pernambucano é uma motivação a mais. “É uma motivação a mais, é claro que faz alguns anos, mas sempre fica um gostinho diferente em enfrentar o

Salgueiro”, confirma Pikachu. Thiago Potiguar entende que os torcedores demorarão para esquecer esse capítulo da história, mas descarta um tom de revanche para a partida de hoje. “O torcedor tem que ver o que vem pela frente. É claro que todos querem ver o time num bom momento e não tiro a razão deles, mas os torcedores têm que ver que quem está aqui está lutando para ter o acesso porque isso vai melhorar a carreira de todos”. n Veja mais nas páginas 2 e 3.


Belém, quarta-feira, 15 de agosto DE 2012

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Remo volta a ter escudo

Giva define o Papão hoje

Símbolo centenário destruído por ex-presidente será reinaugurado hoje, no Baenão. Página 6.

Sob comando do novo técnico, time bicolor muda escalação e esquema tático. Página 5.

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Seleção enfrenta a Suécia hoje sob pressão, depois de perder o ouro olímpico

Fotos: mowapress/divulgação

Amistoso vira final de Copa ESTOCOLMO Agência O Globo

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assado glorioso, presente nebuloso e futuro mergulhado em incógnitas. Com o amistoso entre Brasil e Suécia, hoje, às 15 horas, no adeus ao Estádio Rasunda, o futebol brasileiro vive em Estocolmo, onde em 1958 começou sua invejável trajetória de conquistas, sentimentos e emoções divergentes. No festivo encontro de ontem, entre ícones da seleção brasileira que ganhou sua primeira Copa do Mundo, como Pelé, Zito, Pepe e Mazzola, com ex-jogadores suecos daquela fantástica jornada, o passado glorioso foi embaçado pela atual fase daquele que já foi eleito o melhor futebol do mundo e atualmente, no fundo do poço, ocupa o 13º lugar no “ranking” da Fifa. Curiosamente, o velho e bonito Estádio Rasunda, que vai ser demolido para a construção de prédios comerciais numa área valorizadíssima de Estocolmo, viu nascer para o mundo Pelé, o maior gênio da bola, que ajudou (e muito) a construir a mística da camisa do Brasil. E, coincidentemente, o Rasunda pode ser palco de uma virada neste momento de insegurança e baixa autoestima do futebol brasileiro, após a derrota para o México na final olímpica. Ou, quem sabe, ser o local onde a seleção mergulhou de verdade numa crise de grandes proporções. Alheios aos problemas que o técnico Mano Menezes vem tendo para motivar seus jogadores para o amistoso da tarde de hoje, Pelé, Zito, Mazzola e Pepe, todos vestindo camisa personalizada amarela, só que da Suécia, com número 58 às costas, se emocionaram quando entraram no gramado perfeito do estádio, para o encontro com rivais do passado. Alguns titulares que enfrentaram Pelé & Cia., como Börjesson, Parling, Gustavsson (que levou lençol de Pelé na final), Hamrin e Si-

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A vida segue. Ganhamos a prata e estou feliz pelo que fizemos nas Olimpíadas”

Neymar valoriza a prata, mas um novo fiasco hoje pode jogar a seleção numa crise de grandes proporções

monsson, entre outros ex-jogadores da seleção sueca, derrotada por 5 a 2 na finalíssima de 1958, também estavam radiantes durante o encontro. “É uma grande honra estar aqui. Eu tinha só 17 anos quando fomos campeões mundiais. Minha vida começou naquele dia. A do Brasil também. Fico feliz por estar aqui com Zito, Mazzola e Pepe. Mas também triste pelos que não puderam estar aqui”, afirmou Pelé. E se o Rasunda ontem teve visitas dos tempos gloriosos do futebol brasileiro, na véspera

Ibrahimovic é dúvida da Suécia Zlatan Ibrahimovic, a

maior estrela do futebol sueco, é dúvida contra o Brasil por causa de lesão no pé direito sofrida no último sábado, quando seu novo clube, o Paris Saint-Germain, estreou no Campeonato Francês com empate contra o Lorient. Mas

ele deverá jogar para tentar ajudar a Suécia a cumprir a missão de derrotar a seleção, que ele considera muito complicada mesmo que o amistoso seja disputado apenas quatro dias depois da derrota brasileira na final dos Jogos Olímpicos de Londres.

Paulinho ganha grande chance Paulinho já tem um jogo pe-

la seleção brasileira, é verdade, mas não é absurdo dizer que a partida contra a Suécia será a sua verdadeira estreia pelo time nacional. Isso porque a sua única aparição com a camisa amarela ocorreu em um dos jogos contra a Argentina pelo

Superclássico das Américas, no ano passado. Hoje será diferente, a seleção estará com sua força máxima e vai enfrentar um time europeu tradicional que também contará com seus melhores jogadores. Será o primeiro grande teste de Paulinho com a camisa do Brasil.

o estádio foi palco de um treinamento tático em que Mano Menezes promoveu quatro mudanças em relação à equipe que disputou as Olimpíadas. Mano escalou Daniel Alves, David Luiz, Paulinho e Ramires, tirando Rafael, Juan, Sandro e Rômulo. Aos poucos, os jogadores garantem que vão superando a decepção: “A vida segue”, resumiu Neymar. “Ganhamos a prata e estou feliz pelo que fizemos nas Olimpíadas”. Erik Hamren, técnico da Suécia, também tem seus problemas. O astro Ibrahimovic se

apresentou machucado e Hamren teve de convocar às pressas Tobias Hysen. Ibrahimovic levou pancada no pé direito, em jogo do Paris Saint-Germain, e está em tratamento. Brasil: Gabriel, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Alex Sandro; Rômulo, Paulinho, Ramires e Oscar; Neymar e Leandro Damião. Técnico - Mano Menezes. Suécia: Isaksson; Larsson, Granqvist, Olsson e Safari; Wernbloom, Holmen, Elm e Wilhelmsson; Ibrahimovic e Toivonen. Técnico - Erik Hamren.

Pelé comanda o reencontro entre os adversários de 1958


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Belém, sexta-feira, 11 DE maio de 2012

esporte n 5

futebol

léo barrilari/frame/ae

Mano convoca Seleção. Página 6.

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Loterias Neymar e Ganso festejam a noite em que os Meninos da Vila lembraram o Santos de Pelé

MASSACRE Santos avança às quartas de final da Libertadores com goleada histórica

LOTECA

Concurso 509

RESULTADO DOS JOGOS

C1 CM C2

1 Fluminense 4x1 Botafogo 2 Guarani 0x3 Santos 3 Atlético-PR 2x2 Coritiba 4 Atlético-GO 2x2 Goiás 5 Vitória-BA 0x0 Bahia 6 Avaí 3x0 Figueirense 7 Cametá 2x1 Remo 8 Moto Clube 2x3 Sampaio C. 9 CSA-AL 0x0 ASA-AL 10 ABC-RN 0x2 América-RN 11 Bragantino 2x4 Mogi Mirim 12 Fortaleza 0x0 Ceará 13 América-MG 1x1 Atlético-MG 14 Caxias 1x1 Internacional Concurso 509 da Loteca 14 e 13 acertos: Acumularam R$ 609.657,95 Estimativa R$ 1.000.000,00. Concurso 511 da Lotogol 1º (5 acertos): Acumulou R$ 121.005,99, Estimativa R$ 150.000,00

Concurso 1387 MEGA-SENA

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27 32 43 50 52

Sena: R$ 5.706.194,01 Acumulou R$ 9.000.000,00 Estimativa Quina - 47 ganhadores - R$ 34.677,09 Quadra - 3.492 ganhadores - R$ 666,75

LOTOMANIA Concurso 1243 01 02 04 10 23 25 26 28 30 38

LANCEPRESS

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assou um rolo compressor na Vila Belmiro! Precisando vencer por um simples placar de 1 a 0 para avançar às quartas de final da Libertadores, o Peixe fez mais que isso (Bem mais!). Em noite inspirada de Neymar, Ganso, Elano, Kardec... & Cia., os santistas atropelaram o Bolívar (BOL) por 8 a 0, ontem à noite, e avançaram de fase. Agora o time de Vila Belmiro pega o Vélez (ARG) na sequência da competição. Com os bolivianos perdidos em campo, o Santos não precisou nem acelerar o ritmo para aplicar tamanha goleada. Neymar (2), Elano (2), Ganso (2), Alan Kardec e Borges marcaram os tentos. Deu até para se poupar visando a final do Paulistão, contra o Guarani, no próximo domingo. Quem começou a assistir a

partida do Santos contra o Bolívar, esperava um mínimo de dificuldade, principalmente nos primeiros minutos. Surpreendendo até mesmo os santistas, os bolivianos iniciaram o jogo marcando no campo de ataque. Mas a empolgação dos bolivianos não durou quase nada... Bastaram cinco minutinhos para o rolo compreessor começar a passar na Vila Belmiro. Neymar escorou de cabeça para Elano. O camisa 8 soltou a bomba de fora da área. Apesar da curva, o goleiro Arguello falhou. O passeio começava. Apesar de não ser tão incisivo em campo, o Santos foi construindo o placar naturalmente. Aos 21 minutos, após pênalti para lá de besta do goleiro adversário em Edu Dracena, Neymar bateu e fez o segundo. Seis minutos depois a Joia voltou a aparecer. O camisa 11 fez lindo cruzamento para Ganso que, com um

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8 0 Santos Rafael Henrique Edu Dracena Durval Juan Adriano Arouca (Ibson) Elano (Felipe Anderson) Ganso Neymar Alan Kardec (Borges) Técnico: Muricy Ramalho

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP) Renda - R$ 535.445,00 Público - 15.060 pagantes Árbitro: Martin Vazquez (Fifa/URU) Assistentes: Carlos Pastorino (URU) e Carlos Changala (URU) Gols: Elano, 5’/1ºT (1-0); Neymar, 21’/1ºT (2-0); Ganso, 27’/1ºT (3-0); Alan Kardec, 29’/1ºT (4-0); Neymar, 36’/1ºT (5-0); Elano, 5’/2ºT (6-0); Ganso, 7’/2ºT (7-0); Borges, 15’/2ºT (8-0) Cartões amarelos: Cantero, Campos, Frontini, Valverde e Flores (Bolívar)

toque de letra, de calcanhar, marcou o terceiro. Golaço! Perdidos em campo, os jogadores do Bolívar assistiam a superioridade santista mandar no jogo. Aos 29, foi a vez de Alan Kardec desencantar na partida. Ele recebeu a bola

Bolívar Marcos Arguello Rodríguez Frontini Valverde Álvarez (Siquita, 36’/2ºT) Flores Cardozo (Miranda, 21’/2ºT) Campos Lizio Arce Cantero (Reyes, 22’/2ºT) Técnico: Angél Hoyos

livre na entrada da área e bateu rasteiro. A bola morreu de mansinho no canto direito do goleiro. Ainda teve tempo para Neymar voltar a aprontar. Na cara do gol, ele foi frio e tocou na saída de Arguello. Na segunda etapa? Mais

show dos santistas. Com cinco minutos, Elano fez mais um. Ele recebeu de Neymar na entrada da área, deu uma finta de corpo em dois marcadores, e bateu no cantinho. Dois minutos depois, Ganso balançou as redes novamente. O camisa 10 bateu falta com precisão e acertou o ângulo de Arguello. Enquanto Neymar abusava dos lances plásticos, com passes de costas e carretilha na marcação, o Peixe ia fazendo mais gols. Borges, que acabara de entrar, recebeu lindo passe de Ganso e escolheu o canto para bater. Era o oitavo do Santos na Vila Belmiro. Muricy passou a fazer substituições e poupou Arouca e Elano. Neymar, que não foi substituído, ainda ficou em campo dando trabalho para os bolivianos até o final... Coitado do Bolívar!

20 acertos: 1 ganhador (MS) - R$ 1.782.262,40 19 acertos - 11 ganhadores - R$ 31.855,06 18 acertos - 146 ganhadores - R$ 2.400,04 17 acertos - 1.163 ganhadores - R$ 215,21 16 acertos - 7.057 ganhadores - R$ 35,46 0 acerto - 1 ganhador (MS) - R$ 175.202,83

Concurso 1070 DUPLA-SENA

01 07 12 20 28 39 07 17 19 21 38 47 Sena 1º sorteio: Acumulado - R$ 293.772,56 Estimativa R$ 500.000,00 Quina - 25 ganhadores - R$ 3.527,67 Quadra -1.715 ganhadores - R$ 48,97 Sena - 2° Sorteio: Quina - 31 ganhadores - R$ 2.844,90 Quadra - 1.893 ganhadores - R$ 44,36

QUINA

Concurso 2893

14 42 53 59 69 wagner meier/fotoarena/ae

Flu vence e pega o Boca LANCEPRESS

Fred fez o gol da vitória do Fluminense no duelo nervoso diante do Internacional

O Fluminense conseguiu a virada sobre o Internacional ainda no primeiro tempo do jogo de ontem à noite, no Engenhão, e suportou como pôde a pressão colorada na etapa final. O prêmio foi a vitória por 2 a 1 e a classificação para a próxima fase da Libertadores. O adversário nas quartas de final será o Boca Juniors (ARG), que passou pela Unión Española (CHI). A partida ainda não tem data definida. A partida começou em alta voltagem. Era provocação para todos os lados. Que o digam Fred e Índio, em troca de farpas desde a partida

no Beira-Rio. A intensa marcação do time gaúcho deu resultado com menos de 15 minutos. Oscar recebeu e adiantou para Leandro Damião: 1 a 0. Só que a torcida colorada teve apenas dois minutos para comemorar. Thiago Neves cobrou a falta e Leandro Euzébio só desviou para o fundo das redes de Muriel. A virada foi do mesmo jeito. Novamente numa cobrança de falta. Novamente com Thiago Neves. Quase nos acréscimos do 1º tempo, o camisa 7 bateu a falta e Fred venceu a disputa com Leandro Damião. O leve desvio foi o suficiente para deslocar Muriel e colocar o Flu na frente.

copa do brasil

Águia dispensa três e corre atrás de reforços Depois de contratar qua-

tro jogadores, a diretoria do Águia iniciou ontem o processo de dispensa dos atletas que não interessam para a disputa da Série C do Brasileiro. Os primeiros a deixar o grupo foram o goleiro Miro, o lateral-direito Júlio Ferrari e o atacante Sató. Os atletas foram pouco utilizados durante o Campeonato Paraense 2012. Outros jogadores não terão seus contratos renovados -

pelo menos mais três devem entrar na lista de dispensa. É possível que até o final de semana os nomes sejam divulgados pela direção do clube. Ao mesmo tempo em que avalia a situação de cada um dos seus atletas, a diretoria do Águia corre atrás de reforços. O Azulão busca um volante e dois atacantes. Os reforços deverão vir de fora do Estado. Mas não está descartada a investida em Rafael Paty, do Ca-

metá, um dos artilheiros do Parazão junto com o atacante Branco, do próprio Águia, com onze gols. Mas Paty já teria acertado sua transferência, após o Estadual, para o Santa Cruz, de Cuiarana, que disputará a Segundinha deste ano. “Já tenho 99% fechado com o Santa Cruz”, contou Paty. Hoje, o grupo dará sequência aos treinos para a estreia na Série C, dia 27, contra o FortalezaCE, na capital cearense.

São Paulo e Bahia avançam para as quartas de final ü Foi difícil, mas o São Paulo

conseguiu vencer a Ponte Preta no Morumbi e garantir a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. O 3 a 1 veio com gols de Casemiro, Lucas e Luis Fabiano, após Somália abrir o placar para a Macaca. A virada, porém, saiu em dois minutos, no final da primeira etapa, e a classificação no segundo tempo, com belo gol de

Luis Fabiano, que fez o 300º de sua carreira. Agora, o São Paulo enfrentará o Goiás nas quartas de final. Já o Bahia se juntou ao Vitória e é mais um representante baiano entre os oito melhores da Copa do Brasil. O Tricolor de Aço venceu ontem a Portuguesa por 2 a 0. Fabinho e Júnior fizeram os gols. Agora, o Bahia vai enfrentar nas quartas de final o Grêmio.

Quina: Acumulou R$ 1.055.014,08 Estimativa R$ 1.600.000,00 Quadra - 62 ganhadores - R$ 6.620,31 Terno - 5.438 ganhadores - R$ 107,82

LOTOFÁCIL

Concurso 750

02 03 04 05 07 09 10 11 13 15 19 20 21 24 25 15 acertos: 8 ganhadores (ES, 2-GO, 2-RJ, RS e 2-SP) - R$ 124.354,44 14 acertos - 865 ganhadores - R$ 505,53 13 acertos - 29.753 ganhadores - R$ 12,50 12 acertos - 319.295 ganhadores - R$ 5,00 11 acertos - 1.462.867 ganhadores - R$ 2,50

TIMEMANIA

Concurso 313

19 33 42 52 58 71 73 7 acertos: Acumulou R$ 2.847.983,89 Estimativa R$ 3.000.000,00 6 acertos - 1 ganhador - R$ 73.773,38 5 acertos - 122 ganhadores - R$ 863,85 4 acertos - 2.233 ganhadores - R$ 6,00 3 acertos - 22.661 ganhadores - R$ 2,00 Time do coração - União Barbarense/SP - 2.818 ganhadores - R$ 5,00

LOTERIA FEDERAL

Extração 4656 do dia 09/05/2012

1º prêmio 2º prêmio 3º prêmio 4º prêmio 5º prêmio

28.357 11.437 55.274 52.052 36.600

R$ 250.000,00 R$ 23.000,00 R$ 13.000,00 R$ 11.800,00 R$ 10.765,00


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6 n esporte

Belém, quinta-feira, 22 DE janeiro de 2009

esporte

City quer multar Robinho em R$ 1 milhão punição Atacante brasileiro abandona os treinos e deixa técnico e diretoria furiosos Tenerife Agência Estado

A

diretoria do Manchester City já decidiu que Robinho será multado por ter abandonado os treinos da equipe em Tenerife, na Espanha, para

viajar ao Brasil. Só falta resolver se a punição será de 25% ou 50% do salário do atacante brasileiro. Pela legislação inglesa, a multa máxima permitida é de duas semanas do salário do jogador (os pagamentos são semanais no país). Robinho recebe 160 mil libras (R$ 528 mil) por semana e, portanto, terá um desconto igual a essa quantia ou, então, de 320 mil libras (R$ 1,056 milhão). O valor da multa não será divulgado pelo clube - provavelmente, o tamanho do prejuízo

de Robinho dependerá da data de seu retorno. O Manchester City quer que ele embarque de volta hoje ou amanhã. Assim, chegaria a tempo de disputar a próxima partida do Campeonato Inglês, dia 28 de janeiro, contra o Newcastle. Robinho está no Brasil desde terça-feira. E sua única manifestação sobre o assunto foi através de um comunicado divulgado em seu site. Ele disse que no começo do mês havia recebido autorização do clube para viajar ao Brasil para resol-

ver “um assunto de família” e que quando voltasse trataria de esclarecer a situação - mas não disse quando volta. O técnico Mark Hughes ficou furioso com a viagem de Robinho. Quando o atacante lhe disse que estava embarcando para o Brasil, o treinador do City falou que ele tinha de ficar com o elenco treinando em Tenerife e que não tinha sido informado pela diretoria de que estava autorizado a viajar. Mas o brasileiro não lhe deu bola, virou as costas e foi embora.

Robinho garante que estava liberado para vir ao Brasil

Chelsea aproveita para tentar tirar atacante do rival para satisfazer o desejo do técnico Felipão, os dirigentes dos Blues planejam oferecer três jogadores (Anelka, Malouda e Kalou), além de 17 milhões de euros (cerca de

+

R$ 54 milhões) em dinheiro aos “Citzens” (apelido do City). A publicação diz que o Chelsea quer aproveitar o momento conturbado de Robinho no City - o jogador irritou dirigentes do clube

ao deixar a concentração da equipe - para contratá-lo. Por outro lado, o mesmo diário afirma que o Manchester City, em uma negociação que não envolveria Robinho, planeja

contratar o zagueiro John Terry, capitão do Chelsea e da seleção inglesa, por 40 milhões de libras.

simon stacpoole/afp/arquivo

De acordo com a imprensa inglesa, o Chelsea quer fazer uma oferta considerável para tirar Robinho do Manchester City. O jornal “Daily Telegraph” afirma que

+R$ 54 =

+

milhões

Anelka

Malouda

Kalou

Hannover Agência O Globo

Thiago Silva começou com o pé direito sua passagem pelo Milan. Ontem, o time italiano venceu por 3 a 2 o Hannover, em amistoso na Alemanha. O ex-jogador do Fluminense, que só poderá jogar em partidas oficiais na próxima temporada, atuou os 90 minutos pela equipe rubro-negra e usou a camisa número 33. Kaká, que na segunda-feira passada rejeitou uma proposta milionária do Manchester City, foi poupado e começou no banco, assim como Alexandre Pato. Thiago Silva atuou

nigel treblin/afp

Thiago Silva estava confiante e até se arriscou ao ataque no amistoso do Milan

ao lado de Senderos na zaga rubro-negra e demonstrou confiança, apesar da falta de entrosamento. Dida, Emerson e Ronaldinho também foram escalados como titulares pelo técnico Carlo Ancelotti. O Hannover fez 1 a 0 logo aos nove minutos. Bonera cometeu pênalti, Huszti cobrou no canto direito, Dida pegou, mas o húngaro pegou o rebote e marcou para o time alemão. Três minutos depois, David Beckham bateu falta com perigo. Aos 41, após cruzamento de Shevchenko, Inzaghi chutou no travessão e Ronaldinho arriscou um voleio no rebote, mas a zaga afastou.

Kaká entrou no 2º tempo. E foi o craque quem começou boa jogada, aos dois minutos: rolou para Shevchenko, que ajeitou para Flamini chutar para fora. O Milan empatou aos oito. Kaká tocou para Inzaghi, que deixou Sheva na entrada da área. O ucraniano puxou para o meio e bateu de canhota, no canto: 1 a 1. Dois minutos depois, o Milan virou com Inzaghi. Mas o time da casa empatou aos 29, com Hanke. Um minuto depois, Inzaghi garantiu a vitória rubro-negra. O camisa 9 recebeu lançamento de Seedorf na área, matou no peito, virou e chutou por baixo do goleiro Enke: 3 a 2 para o Milan. nigel treblin/afp

Marcelo Seabra

Thiago Silva estreia com pé direito

Emerson nega ter aconselhado Kaká ontem, o volante se explicou à imprensa italiana. “Isso não é verdade, nunca falei sobre Kaká no Real Madrid. Alguém me entendeu mal. Só disse que Kaká passou por dias difíceis e que tomou a decisão certa. É normal que falem dele na Espanha, mas, felizmente, ele ainda é do Milan”, afirmou. Após Kaká ter recusado a proposta do Manchester City, a imprensa espanhola passou a noticiar que o futuro do craque está no Real Madrid.

Manchester perde patrocínio

Inter vence com gol de Adriano

A seguradora norte-americana AIG (American International Group) anunciou ontem que não irá renovar o seu contrato de patrocínio de camisa com o Manchester United, que vence ao término da temporada 2009/10. A empresa foi vítima da grave crise econômica internacional e recebeu em setembro um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), evitando assim sua concordata. O clube já iniciou negociações para definir quem irá suceder a AIG como sua principal patrocinadora -o conglomerado indiano Sahara é o favorito.

Acostumados a decidirem

a Copa da Itália, Inter de Milão e Roma se enfrentaram ontem pelas quartas-de-final. Com um gol de Adriano, o time de José Mourinho levou a melhor, venceu por 2 a 1 e está classificado para a semifinal.

Inter e Roma fizeram a final do torneio nos últimos quatro anos. Cada um ganhou duas vezes. O Sampdoria garantiu a classificação ontem, com vitória por 4 a 1 sobre o Udinese nos pênaltis, fora de casa, após empate de 1 a 1.

QI de Lampard surpreende

damien meyer/afp

O volante Emerson negou ontem que tenha aconselhado Kaká a ir para o Real Madrid, como publicou o jornal espanhol “As”. O jogador disse que foi mal-interpretado. Segundo o “As”, Emerson disse que “para se tornar um verdadeiro jogador, precisa jogar um dia pelo Real Madrid” e que “não será uma atitude ruim se Kaká for para o Real, porque está entre os melhores do mundo”. Antes do amistoso com o Hannover,

Fred não deve voltar ao Brasil O sonho de Palmeiras ou

Fluminense em contar com o atacante Fred praticamente acabou. O jogador brasileiro, que está em litígio com o Lyon, afirma que a tendência é seguir na Europa. Nem mesmo o fato do clube francês liberar

ele de graça para algum clube brasileiro ajudará na negociação. “Tive contatos com Palmeiras e do Fluminense. Mas acho muito difícil retornar ao Brasil. Tem muita coisa boa chegando aqui na Europa”, disse Fred.

Adriano passa pela marcação do zagueiro brasileiro Juan

De acordo com o jornal inglês “The Times”, o elenco do Chelsea foi submetido a testes de QI (Coeficiente de Inteligência) recentemente. E o médico que aplicou a bateria de exames ficou admirado com a inteligência do meia Frank Lampard. “Ele (Lampard) atingiu uma das maiores marcas já registradas por nossa empresa, até maior do que a minha própria marca. O John Terry (zagueiro e capitão dos Blues) ficou entre os três melhores”, diz o doutor Bryan English, que preferiu não revelar os valores alcançados por Lampard e nem revela qual jogador possui o QI mais baixo.


Belém, Domingo, 24 DE agosto de 2008

esporte@oliberal.com.br n Tel.: 3216-1071

1x5 unimed Com fama, mas sem futuro

Londres já mostra a cara

Marta é uma das poucas que escapam da dura realidade no futebol feminino. Página 3.

A cerimônia de abertura dos Jogos de 2012, na Inglaterra, "começa" hoje, em Pequim. Página 6.

oliberal

Planejar é o segredo Este é o caminho que levou o vôlei brasileiro ao topo do mundo em uma década. Em Pequim, a modalidade foi o destaque, com quatro medalhas. PEQUIM E BELÉM Agência Estado e Da Redação

A

que têm um centro de treinamento próprio, como o vôlei. O futebol - que sempre esteve num outro patamar em relação aos demais esportes no País - tem a Granja Comary, em Teresópolis/RJ, que também serve a preparação de seleções de todas as categorias, femininas ou masculinas. A natação é uma das modalidades que sonha com um centro de treinamento como o do vôlei, baseado no modelo norte-americano do esporte, onde o atleta vive, estuda e nada numa universidade. O Centro de Desenvolvimento do Vôlei, localizado entre a lagoa e a praia de Saquarema,

está a uma hora e meia de carro do centro do Rio. Instalado numa área de 108 mil metros quadrados, tem quatro quadras de vôlei de praia, quatro quadras indoor, um campo de futebol, duas quadras de tênis, uma piscina semiolímpica, uma piscina infantil, sala de musculação e fisioterapia, sauna seca e a vapor, duas hidromassagens, 30 suítes e alojamentos (com camas de 2,20m para os grandões) para até 115 pessoas, auditório, restaurante, salas de TV e de jogos, barcos a remos, museu do vôlei, estacionamento e heliporto. O centro começou a ser construído em 2001, com recursos do Governo Federal, Prefeitura de Saquarema (entrou com a cessão do terreno) e Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Foi inaugurado em 2003 e custou R$ 6 milhões. O objetivo do

complexo é concentrar em um só local as instalações e equipamentos necessários para o treinamento de equipes esportivas para formação e reciclagem de jogadores e grupos técnicos. “As meninas que começam no infanto e passam pelo juvenil já terão feito pelo menos dois mundiais e sul-americanos quando chegarem na seleção adulta, cerca de 70 jogos internacionais, com intercâmbios e viagens. Nessa preparação, em Saquarema, vamos receber as seleções da Itália e Alemanha para amistosos”, contou o técnico Luizomar, que faz o seu segundo ciclo completo, de quatro anos cada um, com as categorias de base da seleção feminina. “Saquarema permite essa vivência, inclusive com os espelhos das seleções principais. Elas até estão terminando o treino 15, 20 minutos antes para ver o Giba, o Marcelinho, o Gustavo e os outros ídolos do adulto treinando”, disse o técnico.

jonne roriz - agência estado / ae

cidade do surfe passou a ser também do vôlei, a partir de 2003. Destino de roteiros ecoturísticos, Saquarema, na região dos Lagos, no Rio, abriga o Centro de Desenvolvimento do Vôlei (CDV), um dos poucos no Brasil que segue o modelo de juntar toda a estrutura necessária ao esporte, de quadras indoor e de praia à restaurante, num único lugar. O resultado de tanto investimento pôde ser visto nos Jogos Olímpicos de Pequim e se estenderá pelos próximos anos. O vôlei teve o melhor desempenho entre todas as modalidades quatro medalhas: uma

duas na areia (na categoria masculino) e duas na quadra. O diferencial do segundo esporte mais popular do Brasil é a preparação. “O processo de formação de um atleta olímpico engloba as preparações técnica, tática, psicológica, a vivência em seleções nacionais, jogos e intercâmbios internacionais”, define o técnico Luizomar Moura, que prepara no CDV um grupo infan-

to-juvenil (meninas nascidas em 1992 e 1993) para o Sul-Americano e o Mundial da categoria. Desde o início de junho deste ano, o centro de Saquarema soma um grande movimento, com a preparação das seleções infanto-juvenil e juvenil, tanto feminina quanto masculina, para o Sul-Americano de suas categorias, e depois o Mundial. E ainda receberá os atletas olímpicos da seleção masculina principal. No Brasil, são poucas as modalidades

Projeto ainda precisa de ajustes Pequim Agência O Globo

Fotos: wander roberto /cob

No Centro de Desenvolvimento do Vôlei, em Saquarema, no Rio de Janeiro, está a estrutura do esporte que se intitula o segundo do Brasil, mas sem a pretensão de ameaçar o primeiro, que é o futebol, tão idolatrado pelos brasileiros. Mas o vôlei, assim como todo o esporte olímpico do País, ainda não conta com um programa de massificação e detecção precoce de talentos, como fazem outros países no mundo. Ainda assim, o vôlei é um esporte que se organiza minimamente, fazendo campeonatos brasileiros em todas

as faixas etárias e proporcionando aos técnicos a oportunidade de fazer seletivas e observações pelo País afora. “Eu e o Percy (Oncken), técnico do masculino, fizemos seletivas em vários locais. Eu, à procura de meninas de 14, 15 e 16 anos e ele, de meninos de 15, 16 e 17. Também observamos os campeonatos brasileiros e sempre que algum técnico de base sabe de um jogador jovem indica”, revelou o técnico da seleção brasileira feminina infantojuvenil, Luizomar Moura. O técnico da seleção infanto-juvenil admite, no entanto, que poderia ser mais fácil, se o Brasil tivesse uma política esportiva nas escolas para

revelar talentos. “Isso seria o ideal”, revelou Luizomar. Mas ele destaca também que o vôlei é um esporte privilegiado, que possui recursos e organização para garantir a continuidade do Brasil entre as melhores seleções do mundo, nas diversas categorias, tanto na quadra quanto na praia.

POPULAR Recentes pesquisas apontam o vôlei como o segundo esporte mais popular do Brasil. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) considera o dado como uma grande vitória, sobretudo diante da apaixonante ligação entre o povo brasileiro e o futebol.

renovação No vôlei de praia, o desempenho brasileiro, no entanto, não foi o esperado. Mas isto não quer dizer que não tenha sido vitorioso. Foi a Olimpíada das surpresas, na qual os favoritos Ricardo e Emanuel (à esquerda) ficaram com a medalha de bronze e os estreantes Fábio e Márcio (à direita) ficaram com a prata. Entre as meninas, Renata e Talita se esforçaram, mas caíram na disputa pelo bronze. Larissa e Ana Paula sofreram com a falta de entrosamento. A segunda subistituiu a lesionada Juliana.

INVESTIMENTO de R$ 6 milhões O centro de excelência em treinamentos do vôlei (à direita) tem 108 mil metros quadrados, com quatro quadras de vôlei de praia, quatro quadras indoor, um campo de futebol, duas quadras de tênis, uma piscina semi-olímpica, uma piscina infantil, sala de musculação e fisioterapia, sauna seca e a vapor, duas hidromassagens, 30 suítes e alojamentos (com camas de 2,20 metro para os atletas grandões) para até 115 pessoas, auditório, restaurante, salas de TV e de jogos, barcos a remos, museu do vôlei, estacionamento e heliporto. Uma estrutura de dar inveja para formar grandes ídolos do esporte.

reprodução

Meninas do vôlei de quadra agora jogam nos melhores times do mundo


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10 n esporte

Belém, domingo, 12 DE agosto de 2012

automobilismo

Skatistas brilham em Brasília. Página 11.

Rally dos Sertões terá dupla do Pará ALAN BORDALLO Da Redação

“É uma prova difícil, mas vamos brigar pelo título”, garante Gustavo

isaias miciu/webventure /divulgação

desafio Os irmãos Maurício e Gustavo Bortolanza esbanjam confiança

D

ois irmãos catarinenses, que adotaram o Pará como terra, vão representar o Estado no Rally dos Sertões, a segunda maior prova de velocidade do mundo, que cruza cinco Estados brasileiros. Com experiência acumulada em provas disputadas nos mais distintos rincões do país, Maurício e Gustavo Bortolanza, piloto e navegador da equipe Pro Macchina, competem este ano competem na categoria na categoria este ano na categoria Protótipo T1 4x4, buscando a primeira colocação geral entre os brasileiros. Para isso, eles apostam em um carro norteamericano, com peças italianas e argentinas, desenvolvido em Curitiba-PR. O Rally dos Sertões tem dez dias de duração e começa no domingo, dia 19, em São Luís (MA). A aventura dos irmãos Bortolanza no Rally dos Sertões não é inédita. Depois de descobrirem a modalidade de rali, com provas de regularidade, eles acumularam experiência e foram galgando novos níveis. Gustavo, ainda em Santa Catarina, começou a disputar provas de regularidade. Quando mudou-se para Tailândia, onde o irmão mais velho já residia, apresentou a Maurício a emoção do rali. Como já tinha o conhecimento técnico de navegação, assumiu o posto de navegador, e passou

A segunda maior prova de velocidade do mundo, o Rally dos Sertões começa no próximo domingo

a orientar a pilotagem de Maurício. Por volta do ano de 2005, passaram para as provas de velocidade, e logo buscaram conhecer a maior proa brasileira: o Rally dos Sertões. A primeira experiência da dupla foi dificultosa, mas uma experiência de valor. “Estávamos debutando no rali, eu com pouca experiência em navegação e ele com pouca em pilotagem, mas mesmo assim fomos bem até a sexta etapa, quando o carro capotou e um problema mecânico impossibilitou nossa continuação”, disse Gustavo, que afirmou que tanto ele como Maurício não

Maurício e Gustavo Bortolanza confiam no carro que montaram para o rally

sofreram nem mesmo escoriações. “Nosso esporte é mais seguro que o rali de regularidade.

São vários itens de segurança obrigatórios, como capacete, macacão anti-chama, cinto de cinco

pontas, e corremos em carros dotados de estrutura de gaiola e de extintor”, disse.

De lá para cá, Maurício e Gustavo acumularam boas participações no Rally dos Sertões, incluindo um sexto lugar geral, competindo na categoria Super Prodution, e além de um vicecampeonato e um título na Mitsubishi Cup. Com a experiência acumulada, a única dupla que levará a bandeira do Pará para o Sertão Nordestino entra na disputa, que começa no próximo domingo, 19, pensando em um título entre os brasileiros. “Teremos inclusive a presença do Stéphane Peterhansel, campeão seis vezes do rally Dakar. É uma prova difícil, mas vamos brigar pelo título, até pelo carro que temos”, disse Gustavo. Maurício e Gustavo acumularam boas participações no Rally dos Sertões, incluindo um sexto lugar geral, competindo na categoria Super Prodution, e além de um vice-campeonato e um título na Mitsubishi Cup. Com a experiência acumulada, a única dupla que levará a bandeira do Pará para o Sertão Nordestino entra na disputa, que começa no próximo domingo, 19, pensando em um título entre os brasileiros. “Teremos inclusive a presença do Stéphane Peterhansel, campeão seis vezes do rally Dakar. É uma prova difícil, mas vamos brigar pelo título, até pelo carro que temos”, disse Gustavo. Eles e mais 220 competidores de oito países - distribuídos entre 63 motos, 47 carros, 12 UTVs, 10 caminhões (quatro pesados e seis leves) e nove quadriciclos - dividem o mesmo sonho.

Dupla de competidores aposta em máquina de 350 cavalos de potência Rally dos Sertões Trajeto em alta velocidade ü O Rally dos Sertões cruza cinco Estados ü Diferente do Rallye

do Sol, um rali de regularidade, o Rally dos Sertões é uma prova de velocidade. Enquanto no primeiro o objetivo é cumprir cada ponto estipulado na planilha no tempo determinado pela organização da prova, com a pontuação descontada a cada segundo atrasado ou adiantado, no rali de velocidade, o objetivo é cumprir o trajeto no menor tempo possível.

Maranhão

dia. O treino puxado percorreu estradas e trilhas de Porto Velho até Nova Dimensão, cidade próxima à fronteira com a Bolívia. “Rali é superação e costumo fazer treinamentos pesados para melhorar a parte física. Nem durante o Sertões teremos um dia tão longo assim”, lembrou. Tagino encara a categoria Production Aberta a bordo de uma motocicleta Honda CRF 450X. Esta será a sexta participação do piloto, a quarta consecutiva com o mesmo modelo de moto, e seu melhor resultado foi o 11º lugar na geral em 2010.

Ceará

Piauí

Pernambuco

Tocantins

e corridas fizeram parte da rotina de preparação física a

Prova completa 20 anos O Rally dos Sertões completa 20 anos e será realizado entre os dias 18 e 28 de agosto, de São Luís (MA) a Fortaleza (CE). Os pilotos terão pela frente 4.840 quilômetros de desafios, sendo 2.346 de trechos cronometrados (especiais). A etapa mais longa está marcada para o dia 24 de agosto, entre Palmas (TO) e Alto Parnaíba (MA). Serão 680km no total, sendo 468 km de especiais. Em sua preparação para o Rally dos Sertões, o piloto rondoniense João Tagino vive o clima da prova e acelerou por 740 quilômetros em um único

brasileiros: Maranhão, Tocantins, Piauí, Pernambuco e Ceará.

que foram submetidos. Como a desidratação acontece em

um nível acelerado - os competidores chegam a perder 5

ü O desempenho dos

irmãos Maurício e Gustavo Bortolanza pode ser acompanhado por redes sociais da internet, como Facebook, Twitter e Instagram. No Facebook, basta procurar pelos perfis com nome e sobrenome. No Twitter, Maurício é @maubortolanza, enquanto Gustavo usa o @gustavobortolanza. No Instagram, @mauriciobortolanza e @ gustavobortolanza.

quilos nos dez dias de prova -, Maurício e Gustavo seguirão

à risca um cardápio elaborado pela nutricionista da equipe. “Já sabemos que tipos de alimentos temos que consumir antes, durante e depois da prova. Eu levo pelo menos dois camelbaks, um com água e gelo, outro com isotônico e proteínas diluídas. Além de barras de cereal, de carboidratos e biscoitos salgados”, explica Maurício. Além da destreza para pilotar e a capacidade para interpretar a planilha de navegação com as coordenadas para o caminho correto a seguir, um atributo indispensável para os dez dias de Rally dos Sertões é a concentração. “A partir do momento em que entramos no carro, esquecemos o mundo. Qualquer desatenção pode ocasionar um acidente”, diz Maurício. Para isso, a harmonia fraterna dos dois é um diferencial. “Pelo fato de sermos irmãos e até trabalharmos juntos diariamente, nos ajudamos muito. Ao mesmo tempo em que temos um problema, temos a capacidade de resolvê-lo o mais rápido possível. Essa força psicológica nos ajuda muito”, garante Gustavo.

RALLY DOS SERTÕES 2012

gabriel barbosa/webventure /divulgação

O carro que Maurício e Gustavo Bortolanza vão usar é o protótipo Evoque, da Land Rover, idealizado para a disputa do Rally dos Sertões. É esta máquina, de 350 cavalos de potência, com câmbio italiano sequencial de seis marchas, suspensão argentina, e com motor montado em Curitiba, que vai tentar deixar os 5 mil quilômetros da prova - que terá aproximadamente 3.500 quilômetros em terreno arenoso e de dificuldade de pilotagem elevada - um pouco mais transitáveis. “Vamos andar a uma velocidade entre 140 e 160 km/h, acelerando nas curvas, e em estradas de chão que não conhecemos”, diz Maurício, que cita as seis horas em que devem cruzar o deserto do Jalapão, em Tocantins, como um dos trechos mais complicados da prova. “Ali o calor chega a 45° dentro do carro”. Para encarar a prova, que testa os limites físicos dos participantes, a preparação dos irmãos foi feita com boa antecedência. Treinos diários em academias de musculação

PROGRAMAÇÃO è 18/8

Super Prime (São Luís-MA) è 19/8 1ª Etapa São Luís (MA) - Barreirinhas (MA) Deslocamento Inicial: 134 km Trecho de Especial: 176 km Deslocamento Final: 55 km Total: 365 km

è20/8

è 23/8 5ª Etapa Carolina (MA) - Palmas (TO) Deslocamento Inicial: 3 km Trecho de Especial: 238 km Deslocamento Final: 231 km Total: 472 km

è21/8

è 24/8 6ª Etapa Palmas (TO) - Alto Parnaíba (MA) / Etapa Maratona Deslocamento Inicial: 207 km Trecho de Especial: 468 km Deslocamento Final: 5 km Total: 680 km

2ª Etapa Barreirinhas (MA) - Bacabal (MA) Deslocamento Inicial: 1 km Trecho de Especial: 148 km Deslocamento Final: 514 km Total: 514 km

O rondoniense João Tagino é um dos favoritos

è 22/8 4ª Etapa Barra do Corda (MA) - Carolina (MA) Deslocamento Inicial: 8 km Trecho de Especial: 309 km Deslocamento Final: 206 km Total: 523 km

3ª Etapa Bacabal (MA) - Barra do Corda (MA) - Etapa Maratona Deslocamento Inicial: 106 km Trecho de Especial: 149 km Deslocamento Final: 19 km Total: 274 km

è 25/8 7ª Etapa Alto Parnaíba (MA) - Bom Jesus (PI) Deslocamento Inicial: 35 km Trecho de Especial: 277 km

Deslocamento Final: 55 km Total: 368 km è 26/8 8ª Etapa Bom Jesus (PI) - Petrolina (PE) Deslocamento Inicial: 3 km Trecho de Especial: 335 km Deslocamento Final: 289 km Total: 627 km è 27/8 9ª Etapa Petrolina (PE) - Iguatu (CE) Deslocamento Inicial: 62 km Trecho de Especial: 143 km Deslocamento Final: 355 km Total: 560 km è 28/8 10ª Etapa Iguatu (CE) - Fortaleza (CE) Deslocamento Inicial: 184 km Trecho de Especial: 103 km Deslocamento Final: 170 km Total: 457 km TOTAL DO PERCURSO: 4.840 km TOTAL DE ESPECIAIS: 2.346 km


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10 n esporte

golfe

Boxe paraense disputa cinturão. Página 11.

Tacadas que valem revelação Paranaense de 20 anos constrói fama e fortuna em torneios pelo mundo afora São Paulo Agência Estado

E

la nem sequer fala o português direito e é a brasileira que mais fatura no esporte. Esta é a paranaense Ângela Park, de apenas 20 anos, e que vem construindo fama e fortuna com tacadas pelo mundo afora. Num esporte pouco difundido no Brasil, o golfe, ela já faturou em apenas dois anos de carreira cerca de US$ 2 milhões em torneios internacionais. A maior parte da fortuna foi conquistada nos

Belém, domingo, 11 DE JANEIRO de 2009

Estados Unidos, no circuito LPGA Tour (Associação Feminina de Golfistas Profissionais). Além disso, Ângela Park é apontada por especialistas norte-americanos como um dos grandes talentos do esporte. Muito jovem para uma modalidade de longevidade, seu futuro promete ser ainda mais promissor. Nascida na cidade de Foz do Iguaçu, ainda criança mudouse com o pai para os Estados Unidos. Na Califórnia começou a dar suas primeiras tacadas com oito anos. Por viver tanto tempo fora do Brasil, praticamente esqueceu o português. Afinal, com a mãe fala em coreano, com os amigos, inglês, e só nas raras vezes que vem ao Brasil pratica a língua mãe. Com um ‘’swing’’ (principal golpe do golfe) perfeito, de

muita precisão e plástica espetacular, Ângela Park chegou a ser eleita a ‘’estreante do ano’’ em 2007, no seu primeiro ano como profissional. Alcançou a segunda colocação no US Open feminino, um dos torneios do Grand Slam do golfe. Jamais nenhum brasileiro, homem ou mulher, chegou tão longe. Já no seu primeiro ano como profissional, faturou só em prêmios US$ 973 mil, sem contar os bônus de patrocinadores, o que elevou seu faturamento a mais de US$ 1 milhão. Este ano, Ângela ficou em 3º lugar no mesmo US Open feminino e ganhou em prêmios na temporada pouco mais de US$ 870

ouro

mil, mas os bônus a colocam como milionária. Em apenas dois anos tem na lista de ganhos da LPGA US$ 1,853 milhão, sem contar patrocínios.

Ângela Park atingiu patamar no golfe profissional que nenhum brasileiro, homem ou mulher, jamais conseguiu

O uso de tacos de titânio ameaça o status do golfe como esporte inofensivo a seus praticantes. Um estudo britânico alerta para a perda progressiva de audição causada pelo equipamento. Em algumas marcas, o estampido da tacada chega a 130 decibéis, o equivalente a um tiro. Sem proteção adequada, o ruído pode causar lesões irreversíveis na audição dos adeptos do esporte, garantem especialistas. Forte e leve, o titânio é ideal para a fabricação de “drivers” - tacos usados para lançar a bola a longas distâncias.

O estudo, da Universidade de Norfolk e Norwich, traz o caso de um jogador de 55 anos que relatou zumbidos e diminuição da audição no ouvido direito, após usar um taco de titânio por 18 meses, três vezes por semana. A equipe médica testou então seis drivers de titânio de marcas como King Cobra, Callaway, Nike e Mizuno, e comprovou que todos produziram mais barulho que os tacos com cabeça de aço inoxidável. Segundo o otorrinolaringologista Luiz Carlos Alves de Sousa, o surgimento dos primeiros

sinais varia de acordo com cada pessoa. “Dependendo da suscetibilidade genética, o jogador pode começar a perceber um zumbido em menos de seis meses.” Para o especialista, é indispensável o uso de protetor auricular na prática do esporte. “Após um zumbido, começa a dificuldade de falar ao telefone e, posteriormente, de compreensão da fala em uma conversa normal “, afirma Sousa, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Otologia. No Brasil, os golfistas ainda não têm preocupação

quanto aos possíveis efeitos dos tacos modernos na audição.”Nunca vi alguém usar proteção. Há pessoas que até preferem os mais barulhentos”, afirma Paulo Rocha, presidente da Associação Brasileira de Profissionais do Golfe. Entre os 25 mil praticantes do esporte no País, o uso de tacos de titânio não é disseminado, devido ao alto custo do equipamento importado. Segundo Rocha, o problema é mais grave nos EUA, com o surgimento mensal de tacos cada vez mais sofisticados.

arquivo

Tacos de titânio podem prejudicar audição de golfistas


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Belém, domingo, 11 DE janeiro de 2009

esporte n 11

boxe

fotos: marcelo seabra

Caldeira busca o bi em Cuiabá. Página 12.

John Anderson encara argentino pelo cinturão Latino-Americano. Se vencer, se aproxima da disputa pelo título mundial da nobre arte.

A poucos rounds do cinturão mundial insistência John Anderson supera lesão na coluna e treina duro para lutar Alan Bordallo Especial para O Liberal

“É

só um sacrificiozinho por causa do peso”. É com este eufemismo que o preparador físico João Rocha classifica a corrida diária de John Anderson Carvalho, o Renatinho, a partir das 8 horas da manhã dos últimos 15 dias, debaixo do sol impiedoso da capital paraense e com camisas de manga comprida e feitas de algodão. Como é a fase final da preparação, o volume de treinamentos é reduzido, mas a carga, intensificada. São 20 tiros de 100 metros, que levam em

média de 15 a 20 segundos, por 30 segundos de descanso. O suficiente para deixar o pugilista paraense de 27 anos, detentor do cinturão latino-americano dos pesos Médios da Organização Mundial de Boxe, transpirando e exausto. Não é para menos, já que na próxima quarta-feira Renatinho passará pela terceira defesa do cinturão. Pela frente terá, mais uma vez, um pugilista argentino: Oscar Daniel Velez. Para quem almeja um cinturão mundial, todo esforço é válido. E Renatinho nunca escondeu que este é o seu grande sonho. O menino humilde que conseguiu ficar em evidência desde que começou a praticar a nobre arte está a praticamente dois degraus de conseguir a disputa do título mundial. E, no caminho rumo a conquista do mundo, John Anderson até tentou um atalho. Foi em setembro do ano passado, quando o paraense

Após defesa do título latino de boxe, pugilista parense está de olho no Mundial viajou até a cidade de Dusseldorf, na Alemanha, para enfrentar o campeão alemão Sebastian Zbik, na disputa do título intercontinental. Caso vencesse o combate, Renatinho já estaria apto a desafiar o campeão mundial. Mas a luta, transmitida para toda a Europa por televisão, terminou com a vitória por pontos do alemão, em uma estranha decisão dos juízes. Basta dizer que o paraense foi aplaudido de pé pela torcida alemã e recebeu convites da comissão técnica de Sebastian para realizar treinamentos no País. “Naquele combate eu tomei a iniciativa. Quando você luta fora do seu país, só tem a vitória assegurada se derrubar o

adversário por nocaute. Se for esperar contagem de pontos a coisa termina como esta última luta do (Evander) Holyfield, que foi ‘garfado’ pelos juízes. Mas agora não penso em encurtar o caminho, estou focado nesta defesa para depois pensar no título mundial”, ponderou John Anderson. Agora mantendo a calma, o pugilista, que é também campeão brasileiro e íbero-americano, finaliza sua preparação, que ficou ameaçada por causa de uma inflamação nas costas, que precisou de uma intervenção cirúrgica que tomou 20 dias da agenda de treinamento. “O John Anderson tem uma condição física privilegiada que, mesmo com este problema inesperado, não foi muito afetada. Fizemos a avaliação física na última quinta e o resultado nos deixou muito otimistas”, explicou o técnico Zezé do Boxe. E as corridas diária tem o

objetivo de fazer o atleta queimar e suar mais 2 kg, para assim chegar aos 72,5 kg, peso da categoria médio. Para um leigo, pode parecer estranho que o pugilista precise fazer tanto esforço a poucos dias da luta, mas tudo isto faz parte do cronograma de trabalho, e mais uma vez a condição física do paraense é exaltada. “Mesmo tendo ficado debilitado, ele se readaptou bem ao esquema intensivo dos últimos 15 dias que antecedem o combate. Só precisa perder mais 2 kg. O atleta, quando não está perto de participar de lutas, mantém-se acima do peso da categoria, para acumular força. E a perda nos últimos dias evita que ele perda massa muscular. O Popó, por exemplo, chegava a perder 6 a 8 kg antes das lutas”,

explicou João Rocha. A luta da próxima quarta-feira está prevista para 12 rounds, mas ninguém na academia Dom Manoel esconde que a expectativa é de que o argentino caia antes disto. Isto porque nas últimas duas defesas, contra dois argentinos, as lutas acabaram no 6º e 10º rounds, por nocaute técnico. Para Renatinho, o ânimo de lutar mais uma vez em sua cidade natal, recebendo o apoio de parentes e amigos, é o que prevalece. “Para mim é muito bom saber que vou lutar no meu ambiente, com familiares me apoiando. Isto só me deixa com mais confiante para o combate”, finaliza. Apesar do otimismo, o treinador alerta: “Os argentinos sempre são adversários duros e este, em especial, é muito técnico.

luta nos moldes americanos de carimbó Sancarí, campeão do festival marajoara, e foi pensada como forma de fazer um espetáculo, nos moldes norte-americanos de organização de combates. Zezé até faz uma analogia com o ritmo paraense e a luta. “Vamos fazer uma festa com a nossa cara, e o argentino dançará conforme o nosso ritmo”,

silvio avila-cbv

O evento, que culminará com a luta em defesa do cinturão, está marcado para às 20 horas da próxima quarta-feira, na casa de shows Lapinha, localizada no bairro da Cremação. A noite terá homenagens a personalidades esportivas, como a do secretário de esportes e lazer Alberto Leão, e apresentação do conjunto

brinca o treinador.

Congresso Um dia antes da luta, será realizado o congresso técnico e apresentação oficial dos atletas, também a partir das 20 horas, mas no Bolero. A comissão técnica de John Anderson é formada por Zezé do Boxe, como técnico, João Rocha, preparador físico e Maizena, auxiliar técnico.

Zezé do Boxe garante que argentino dançará o ritmo paraense

Após parceria com Larissa, Vivian volta a Belém

Larissa e Vivian conquistaram título da temporada 2008

Após a conquista antecipada do título da temporada 2008, ao lado de Larissa, Vivian está de volta a Belém. Ela ficará até terça-feira, retornando a Brasília para se preparar para as próximas competições, que já começam no próximo dia 31, na Praia de Ipanema no Rio de Janeiro, onde serão oito atletas disputando o título de Rainha da Praia, seguido da primeira Etapa Circuito Banco do Brasil, no período de 11 a 15 de fevereiro em Camboriú/SC, evidenciando que a sexta etapa será aqui em Belém, nos

dias 3, 4,5 e 6 de setembro, reunindo atletas de todas as partes do país. Vivian Daniele da Conceição Cunha, paraense, 28 anos, joga desde os 17 e há quatro está profissionalmente no vôlei de praia. Começou sua carreira profissional em 2003 quando participou da seletiva do Projeto Novos Talentos de Vôlei de Praia, realizado pela Confederação Brasileira de Vôlei. Logo no seu primeiro campeonato a nível nacional, a atleta foi eleita Jogadora Revelação do Circuito Banco

do Brasil 2007, além de conquistar títulos internacionais como o Campeonato Mundial em Pequim na China, o Circuito Mundial de Vôlei de Praia - Etapa Guarujá, junto a sua parceira na temporada 2008, Larissa França, também paraense. A mais recente conquista da dupla foi o Circuito Banco do Brasil 2008, que ocorreu no dia 7 de Dezembro em Fortaleza, encerrando o ano com chave de ouro. Sendo a 3° no Ranking Brasileiro Individual de Vôlei de Praia e beneficiada

do Programa Bolsa Talento, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), tem como principal desafio conseguir apoio de empresas privadas. “Minha vontade era viver na minha cidade, amo o Pará, amo os paraenses, mas não tenho patrocínio, não tenho como trazer minha equipe para cá”, ressalta a atleta. Já que para treinar, cerca de 5 horas por dia, ela tem que ir para Brasília, onde ela e sua parceira da temporada 2009, Ângela Vieira recebem todo o apoio e estrutura que precisam.


Belém, domingo, 4 de janeiro DE 2009

esporte@oliberal.com.br n Tel.: 3216-1107

Robinho, o mais valorizado

Falcão pede vitórias

Negociação do atacante brasileiro (foto) foi a mais cara da temporada 2008. Página 6.

Para o ex-jogador, seleção brasileira pode recuperar prestígio em 2009. Página 7.

waldez

oliberal

Times prontos para corrida Às vésperas do início da fase principal do Parazão, equipes se armam para a disputa do título. Paysandu e Ananindeua se antecipam na preparação, enquanto Remo, Águia e outras equipes correm atrás.

N

o Parazão 2008, o Remo conseguiu uma virada histórica. Deixou a sétima colocação na tabela para conquistar o título do Estadual. Tal recuperação, contudo, nem sempre é possível. E, em 2009, o Leão precisará adotar a mesma estratégia de reabilitação, pois começará a temporada com atraso. Praticamente às vésperas do Campeonato Paraense 2009. E o time azulino não é o único. O Águia de Marabá também deixou os treinamentos para a última hora. Enquanto Pay-

sandu e Ananindeua preferiram trabalhar com tempo de sobra antes da competição. “Vamos começar a competição em pré-temporada”, admitiu Flávio Campos. Pelo menos a equipe remista não terá nenhuma dor de cabeça nas duas primeiras rodadas, contra o São Raimundo e o Time Negra. Se bem que, ano passado, logo na primeira partida o Leão do técnico Ronaldo Bagé foi surpreendido pelo Pedreira, que havia entrado na competição pela janela. Resultado: o Remo perdeu por 1 a 0 e, nas rodadas seguintes, manteve as péssimas atuações. Mesmo assim,

Enquanto alguns times adiantam a preparação, outros largam com atraso começar a treinar e formar a equipe duas semanas antes do Parazão não soa profissional. E vai de encontro ao discurso da nova diretoria. O Águia também pegou no batente tarde. Só na última sexta-feira é que o técnico João Galvão voltou a se encontrar com os jogadores do Azulão para iniciar a preparação da equipe mara-

baense. O plantel do Águia, porém, volta aos treinamentos completo. Uma vantagem sobre o Remo, que ainda precisará contratar jogadores. E vários. A maioria do Pará, o que poderia significar o retorno do famoso “Leão Cabano”, famoso time azulino formado na década de 80, essencialmente por pratas da casa. O Águia de Marabá segue a mesma estratégia, só que começou acordou mais cedo para trabalhar. Paysandu e Ananindeua iniciaram os treinamentos nas primeiras semanas de dezembro, logo depois que os treinadores Edson Gaúcho

e Everton Goiano chegaram em Belém. Por isso, terão larga vantagem sobre os rivais. “Um mês é suficiente para trabalhar”, avisou Gaúcho. Ao menos nos quesitos preparação física e entrosamento, Papão e Tartaruga desfrutam de primazia. Mas, apesar da antecipação das duas equipes, são os classificados da primeira fase do Estadual que estão mais próximos da preparação ideal. Castanhal, Vila Rica, Time Negra e São Raimundo estão prontos, até porque acabaram de disputar a fase preliminar do campeonato estadual. Mesmo assim, Time Negra

‘ ‘

Temos que trabalhar para nos igualar aos adversários’

fernando araujo

Flávio Campos, treinador azulino, terá duas semanas para formar e preparar o Leão.

Já teria um time formado, mas ainda falta condicionamento’ Edson Gaúcho, técnico do Papão, avisou que tem jogadores suficientes para formar uma equipe.

Enquanto Flávio Campos (à esquerda) reconhece atraso na preparação azulina, Edson Gaúcho deve colher os frutos pelo melhor planejamento do Paysandu para a temporada 2009

e Castanhal ainda precisam se recuperar do desmanche. O Alvinegro perdeu seus principais jogadores para o Paysandu. E o Japiim da Estrada, além dos jogadores, também ficou sem um dos maiores patrocinadores da equipe. O desequilíbrio financeiro custou à equipe castanhalense o técnico Artur Oliveira e atletas como o atacante Edilson e o zagueiro Charles. Na corrida do Campeonato Paraense, as oito equipes largam em raias diferentes, mas, como o percurso é longo, a competição ainda pode trazer surpresas ao torcedor paraense.

marcelo seabra

LEANDRO LAGE Da Redação


oliberal

12 n esporte

Belém, domingo, 14 de dezembro de 2008

futebol

almanaque

Apelidos marcam o mundo da bola TYLON MAUÉS Da Redação

A

o chegar no Baenão, em 2006, o técnico Giba Maniaes pediu que fossem evitados os apelidos entre os jogadores que estavam subindo da base para o profissional. Segundo o treinador, atualmente, jogadores com apelidos estranhos sentem mais dificuldades para se destacar ao longo da carreira. N o futebol brasileiro, dos

anos 90 até hoje, predominam os nomes, sobrenomes ou compostos ao invés de apelidos. Mas as designações especiais sempre estiveram presentes no mundo da bola. Se, nos principais centros, as maiores licenças têm sido em relação aos diminutivos (Ronaldinhos, Pedrinhos, Juninhos, etc.), nas regiões Norte e Nordeste ainda é possível encontrar as alcunhas que, se não fazem de um jogador um Garrincha ou Pelé, pelo menos o deixam com um ar mais sim-

pático - e engraçado, para ser franco - ao torcedor. Desde o Torneio de Acesso até à primeira fase do Campeonato Paraense, o Estadual tem sido pródigo em apelidos de todos os tipos. Tanto pela memória quanto pelos elencos das equipes que disputam a competição, é possível formar um time de jogadores que ostentam os nomes de suas cidades (Confira, abaixo, um time de jogadores paraenses com apelidos estranhos).

2

3

são auto explicativos. Outros, como Tromba e Três (abreviação de Três Pernas), é melhor nem pensar muito. Mas o que raios é Labilá? E Timico? Além dos apelidos estranhos, as próprias histórias sobre os codinomes são um detalhe à parte. Ex-atacante do Leão Azul entre 2001 e 2003, Valderi tentou a todo custo emplacar o nome de sua cidade natal, mas ninguém conseguia chamá-lo de Quatipuru, tampouco Quatizinho como chegou a cogitar. Outro causo: a seleção pa-

raense jogava pelo campeonato entre seleções, tradicional até os anos 70, quando se preparava para entrar em campo o meio-de-campo Macaco. O radialista pede para o repórter descobrir o nome do jogador: “Não vou chamá-lo por esse apelido depreciativo”, disse. A resposta veio: O jogador chamava-se Braulino Filisolino de Souza. E, claro, o locutor voltou atrás e anunciou: “Entra em campo, agora, o centroavante Macaco”, resignou-se.

5

4

arte: márcio euclides / ilustrações : j.bosco

1

As alcunhas esdrúxulas dão as caras em todas as posições. Do goleiro Labilá, do São Raimundo, ao zagueiro Filho, do Bragantino, passando pelos meias Catita, da Tuna, e Três, do Sport Belém, até o atacante, Meiote, também do Sport. Biro Biro, atacante do Vila Rica, é chamado dessa forma por causa dos cabelos encaracolados, que lembram os do lendário volante do Timão na época da “Democracia Corintiana”. Alguns

11 estranhos f. c.

7

6

1

Édson Cimento

2

Maracanã

3

Toti

4

Filho

5

Três

6

Parafuso

7

Morte

8

Catita

9

Kiko

10 Biro Biro

8

9

10

11

Meiote

cidades

Alcunhas formam um time de homenagens O amor pelas cidades natais ou os nomes complicados demais fazem com que os municípios paraenses sejam constantemente homenageados dentro das quatro linhas. Sem muito esforço, é possível escalar uma equipe só de cidades. No gol, Édson Cimento; Chico Monte

Alegre, Belterra e Cametá formam o trio defensivo do time que joga no 3-5-2. Mário Vigia, Marabá, Mocajuba, Maracanã e Paulinho Santarém não formam um meio-campo dos mais criativos, mas isso não é culpa dos municípios do interior. No entanto, Jorginho Maca-

pá e Déo Curuçá formam um ataque veloz. Márcio Parintins é um dos goleiros do Sport Belém, mas os municípios paraenses são prioridade. Daí a escolha pelo atual preparador de goleiros do Paysandu, Édson Cimento, que ostenta o apelido em homenagem a

Capanema, a Cidade do Cimento no Pará. Coordenador das divisões de base azulinas e professor universitário, Carlinhos Dornerles conta que aconselha os garotos a evitar os apelidos. Ele lembra que os codinomes são dados dentro do elenco, entre os mais jovens,

e que muitos deles podem ter um caráter depreciativo quando forem adultos. “Trabalho dessa forma, sem apelido. A maioria deles têm, é claro, mas quando eles passam para o profissional, os oriento a usarem o próprio nome. Muitas vezes esses apelidos são pejorativos e

podem atrapalhá-los”. Dorneles admite que os apelidos podem até trazer prejuízos em negociações com outros clubes. “Como não trabalho nesse setor, não muito sei quanto às transações, mas acredito que realmente pode atrapalhar nas futuras negociações”, opina.


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2 n olimpíadas

Belém, Domingo, 24 DE agosto de 2008

atletismo

afp

Futebol feminino segue aos trancos e barrancos. Página 3.

Jamaica, o país da velocidade

Os jamaicanos Usain Bolt, Michael Frater, Nesta Carter e Asafa Powell: a nova potência mundial da velocidade brilha em Pequim

reis das pistas Como um pequeno país subdesenvolvido assombra as grandes potências do esporte São Paulo Agência Estado

T

arde de quinta-feira, 12 de junho, Estádio Nacional de Kingston, na Jamaica. Centenas de crianças, uniformizadas, representando escolas de todo o país, correm atrás do primeiro lugar nos 110 metros com barreiras, 100 metros rasos, 200 metros. Algumas ain-

da usam chupeta. A garotada, de apenas 3 a 6 anos, já corre em busca do menor tempo, da maior velocidade, da medalha de ouro. Karina Galloway, menina extrovertida, e Keon Clahr, rapazinho tímido, ambos de 5 anos, deixam a pista sorridentes, felizes, em mais um dia quente em Kingston. Haviam, afinal, terminado suas provas nas primeiras colocações. Estranham um pouco a presença do repórter da Agência Estado, mas em alguns segundos esquecem a vergonha e fazem até pose para fotos. As mães, orgulhosas, vão até o jornalista brasileiro para fazer propa-

ganda do talento dos meninos. Assim, os dois garotos logo se soltam. “Queremos ser atletas”, diz Keon, dirigindo-se para a saída do Estádio Nacional - o principal do país, onde três dias depois a seleção jamaicana de futebol goleou Bahamas por 7 a 0, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. O evento talvez ajude a responder a uma pergunta que o mundo faz hoje: como um país pequeno (quase 2,7 milhões de habitantes), subdesenvolvido e

pobre (20% da população é analfabeta) pode ter os dois homens mais rápidos do planeta? Não é por acaso que a Jamaica produziu o atual recordista dos 100 metros rasos (Usain Bolt, com 9s69) e o segundo melhor da prova (Asafa Powell, que fez 9s74), além de incontáveis outros talentos da velocidade. Usain brilhou na Olimpíada de Pequim, quando foi o vencedor dos 100 m e dos 200 m rasos, quebrando os recordes mundiais nas duas moda-

lidades - uma façanha inédita na história do atletismo. Nos Jogos da China, a Jamaica derrubou o poder dos Estados Unidos (os norte-americanos Justin Gatlin, em 2004, e Maurice Greene, em 2000, são os últimos dois campeões olímpicos dos 100 metros rasos). No feminino, a jaimacana Veronica Campbell, que levou duas medalhas de ouro nos Jogos de Atenas, foi a responsável por mais uma medalha de ouro para a Jamaica em Pequim. Foi na prova dos 200 metros rasos, em um duelo emocionante contra os Estados Unidos. A final reuniu três atletas de cada país. Campbell chegou

em primeiro (21s74), seguida da norte-americana Allyson Felix (21s93) e da jamaicana Kerron Stewart (22s00). Foi a quinta medalha de ouro da Jamaica nos Jogos, todas conquistadas no atletismo. E o revezamento 4x100 metros da Jamaica também brilhou nos Jogos Olímpicos de Pequim. Comandado por Usain Bolt, o time da Jamaica venceu a final na sexta-feira e pulverizou o recorde olímpico e mundial, que pertencia aos Estados Unidos, com o tempo de 37s10, 30 centésimos a menos que o recorde que vigorava desde os Jogos Olímpicos de Barcelona-92.

renato chalu/arquivo

Genética ajuda terra de Bob Marley São Paulo Agência Estado

Davian Clarke e Korine Hinds, promessas nos 3000m com barreiras da Jamaica

O atletismo é uma paixão na terra de Bob Marley. “Aqui o atletismo é como o futebol para vocês (brasileiros)”, afirma Howard Aris, presidente da Associação Amadora de Atletismo da Jamaica. Alguns dias em Kingston são suficientes para a confirmação de que Mr. Aris, um senhor simpático, de óculos e bigode, não exagerou em nada no que disse. Correr é um ví-

cio para os jamaicanos. Vício que teve início séculos atrás. A herança genética do povo é da costa oeste da África - escravos africanos já habitavam o país nos séculos 16 e 17. Além do trabalho pesado e da vida dura em montanhas, os escravos tiveram de conviver com batalhas, como a que houve entre Espanha e Inglaterra pelo domínio do território. Os ingleses venceram a briga em 1655 e foram os responsáveis pela colonização - o idioma oficial, assim, é o inglês.

Em 1980, Fidel Castro, então líder cubano, deu um presente aos vizinhos da Jamaica: o GC Foster College, faculdade direcionada apenas a atividades esportivas. Lá são formados professores de educação física e treinadores que se dedicam, sobretudo, ao atletismo. O centro, com quase 700 estudantes, localizado na violenta Spanish Town, tem alojamento para atletas e pista para treinamento. Foi o palco do Campeonato Nacional Júnior de Atletismo, classificatório para o Mundial da categoria, de 8 a 13 de julho, na Polônia. “Procuramos desenvolver os talentos”, observa Danny Hawthorne, professor e técnico - no ano passado, ele foi o comandante da equipe de atletismo nos Jogos Pan-Americanos do Rio. “Todas as escolas incentivam a formação do estudante-atleta.” Danny tem 46 anos e é o retrato do esporte jamaicano. Ama o que faz, dedica-se integralmente a seus pupilos, não se curva às

dificuldades e põe o lado financeiro no fim da fila. “Se pensássemos em dinheiro, nem começaríamos o trabalho”, explica, sorridente. Dinheiro não é o ponto forte na Jamaica. Ao contrário. Todo o trabalho é feito com muito boa vontade, mas escassos recursos. Não há conforto, muito menos luxo, não há equipamentos de última geração, não há verba para grandes investimentos. A ajuda do governo é “apenas regular” (como dizem dirigentes e técnicos). Os patrocinadores colaboram com materiais esportivos, pagamento de viagens, mas nada além disso. A Associação de Atletismo é amadora. Um dos mais conceituados técnicos do país, Glen Mills, está longe de uma boa condição financeira. A Utech (Universidade de Tecnologia), uma das principais universidades jamaicanas e o mais importante centro de velocistas, tem, por exemplo, quadra poliesportiva ultrapassada, com piso de concreto.

nicolas asfouri/afp /arquivo

Se falta dinheiro, sobra vontade

Usain Bolt na impressionante chegada dos 100m rasos, em que brincou de correr e ainda levou ouro e quebrou recorde

De acordo com estudos feitos pela Associação de Atletismo, a carga genética favorece os jamaicanos nas provas de velocidade. “O talento natural é uma das razões de nosso sucesso”, comenta Aris. Talento que aparece graças a um incansável trabalho de base feito com jovens de todas as idades. Impressiona o número de competições entre colégios e universidades e a quantidade de treinadores e olheiros espalhados pe lo país.

Desde cedo, os jamaicanos têm contato com o esporte. Ver o filho fazendo sucesso no atletismo é motivo de orgulho para os pais, de status. “Corro desde pequena e sempre tive o apoio da família”, diz Schilly Calvert, 19, especialista nos 100m e 200m e uma das promessas da Jamaica. “A Jamaica tem poucos recursos financeiros, mas tremendo talento natural e o melhor programa do mundo de formação de técnicos e atletas”, observa o jamaicano Patrick Robinson, autor do livro “Atletismo Jamaicano - um modelo para o mundo”. “O país pode servir de centro do atletismo para o mundo.”


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4 n olimpíadas

Belém, Domingo, 24 DE agosto de 2008

satiro sodré/agif/ae

natação

Com envergadura de braços maior que a própria altura, Phelps é máquina desenhada pela evolução para "voar"dentro d'água

Phelps, um mito coroado em Pequim lenda viva O maior nadador de todos os tempos entra para o Olimpo dos deuses do esporte Pequim Agência O Globo

C

locação nos 200 metros borboleta. Quem brilhava nas piscinas era Ian Thorpe - naquela edição, levou três ouros e duas pratas. Cinco meses depois, Phelps bateu o recorde mundial dos 200m borboleta, tornando-se o mais novo nadador de todos os tempos a conseguir tal feito. Já hav ia anunciado seu plano de superar Mark Spitz quando foi a Atenas/2004, o que lhe rendeu fama de arrogante. Naqueles Jogos, levou “só” seis ouros e dois bronzes. Com a glória em Pequim, Phelps deverá receber a recompensa prometida pela patrocinadora Speedo. Talvez não se compare ao prazer de ter ido além do lendário Spitz, mas o menino de ouro dos EUA ainda tem US$ 1 milhão a receber.

10 fatos do maior atleta olímpico do mundo 1 Phelps começou a nadar aos sete anos, como tratamento contra a hiperatividade. 2 Aos 15 anos, classificou-se para a Olimpíada de Sydney-2000, tornando-se o mais jovem nadador da equipe olímpica norte-americana em 68 anos.

3 Sua dieta diária tem 12.000 calorias. Seis vezes mais que um adulto normal. Ele não dispensa ovos e muito carboidrato.

4

O rap “Go Getta”, do rapper americano Young Jeezy, costuma inspirar o americano antes das provas.

5 A estimativa é que Phelps passe a arrecadar de seus patrocinadores cerca de US$ 10 milhões por ano (R$ 16,4 milhões).

6 Quando o ritmo de competições é muito intenso, como em Pequim, Phelps toma banhos de gelo para relaxar.

7 Com 1,93m e 91 quilos, ele tem o tronco desproporcionalmente grande em relação às pernas. 8 A medida da abertura de seus braços (2m) é maior do que sua altura, o que faz com que ele consiga “puxar” mais água do que os outros.

9 Os pés, tamanho 46, por serem 15 graus mais flexíveis do que a média, funcionam como uma espécie de pés-de-pato naturais.

10 Ele possui capacidade de recuperação incrível. Após uma competição, a maioria dos nadadores

apresenta de 10 a 15 milimols de ácido lático por litro de sangue, enquanto que Phelps tem apenas 5,6.

satiro sodré/agif/ae

erta vez, ao ouvir o campeão austra l ia no Ia n Thorpe dizer que jamais alguém conseguiria ganhar oito medalhas de ouro em uma mesma Olimpíada, Michael Phelps guardou as palavras e traçou um objetivo de vida. Na manhã do último dia 17 em Pequim, depois de uma semana de provas memoráveis, o mundo assistiu à coroação de um mito. Phelps, o novo herói olímpico, conquistou, enfim, a última das medalhas de ouro que desejou em sua avassaladora passagem por Pequim. O americano o maior nadador de

todos os tempos, o único atleta a ganhar oito ouros em uma mesma Olimpíada. Phelps superou o também americano Mark Spitz, dono de 7 ouros conquistados em Munique-1972. A fig u ra meio desengonçada de Phelps representa, na verdade, um corpo talhado para ‘voar’ dentro d’água. Com 1,93 m e 91 quilos, ele tem o tronco desproporcionalmente grande em relação às pernas. Os braços também são enormes - a envergadura é de 2 metros. Calça 47, e os tornozelos têm uma flexibilidade tão grande (cerca de 15 graus acima da média) que é como se ele tivesse nadadeiras. Aos 15 anos, Phelps foi aos Jogos de Sidney/2000. Para um iniciante, teve bom desempenho: conseguiu a quinta co-

Dara, uma despedida de prata n Além da conquista da oitava medalha de ouro seguida de Michael Phelps, o último dia de competições da natação olímpica tinha outro atrativo: a presença da americana Dara Torres, 41 anos, na final dos 50 metros livre A prata para ela foi um resultado muito comemorado pela veterana. n Os Jogos de Pequim foram ingratos para com a maioria dos atletas experientes que por ele passaram. Para Dara, a medalha de prata foi um encerramento honroso da carreira, e agora ela não terá mais de se dividir

Tyson Gay, a grande decepção da Olimpíada Pequim Agência Estado

alaor filho/cob

Tyson Gay se juntou ao time dos astros que fracassaram em Pequim. Após o surpreendente tropeço de Roger Federer no tênis e de Ryoko Tani no judô, o norte-americano tornou-se a primeira grande decepção do atletismo. O velocista de 26 anos não conseguiu nem chegar à finalíssima dos 100 metros rasos.

Ketleyn exibe a sua medalha histórica, ao lado de Guilheiro, outro judoca de bronze

Parou antes, na semifinal, com o fraco tempo de 10s05, que o deixou em quinto lugar em sua bateria, e em nono na classificação geral. No dia 11 de agosto, em entrevista coletiva, Gay mostrava tamanha confiança que falava até em correr na casa dos 9,6, o que significaria a quebra do recorde mundial. “Estou pronto para o recorde”, declarou, na ocasião. Seu semblante, no sábado, dia 16, era de desespero, bem

diferente do que apresentava poucos dias antes. A derrota representa repercussão negativa, perda de cota de patrocínio, redução no número de convites para anúncios publicitários. O atleta é o atual campeão mundial dos 100 metros, dos 200 metros e do revezamento 4x100 metros, e dividia a condição de favorito ao ouro na China com os jamaicanos Usain Bolt, o vencedor, e Asafa Powell - que chegou em quinto. O fato de não

jonne roriz/ae

Dara Torres vira exemplo para quem ainda acha que já está velho para o esporte

entre treinos e cuidados com os filhos. “Para mim, minha participação olímpica vai ajudar todo mundo que está na meia-idade e já deixa de fazer o que quer por considerar que estão velhos demais”, afirmou a nadadora, que marcou 24s07 e foi superada pela alemã Britta Steffen, com 24s06. O bronze foi para a australiana Cate Campbell, com 24s17. Foi a terceira medalha de prata de Dara, que participou das equipes de revezamento 4x100 metros livre e 4x100 metros medley.

Tyson Gay era um dos grandes favoritos, mas foi o maior fiasco das Olimpíadas

ter chegado nem à final da modalidade foi uma das grandes surpresas dos Jogos. O americano não se classificou para os 200m, pois se contundiu durante a seletiva americana. Ele ainda teve tempo para uma última decepção em Pequim. Nas eliminatórias do revezamento 4x100m, era o último homem, mas se embananou com Darvis Patton e deixou cair o bastão, o que eliminou a equipe dos EUA.

Astros falham e coadjuvantes do Brasil brilham Muitos filmes são salvos por seus coadjuvantes, aqueles que não aparecem tanto, não são tão famosos, mas em diversas ocasiões dão a graça, o diferencial, e garantem o sucesso de bilheteria. Em Pequim, bem longe de Hollywood, a história brasileira na Olimpíada parece essa. Os protagonistas andaram apagados e os coadjuvantes brilharam. Os atletas badalados pararam no meio do caminho, ou não atingiram as expectativas, e os menos

conceituados foram longe na primeira metade dos Jogos. Se o Oscar tivesse de ir para alguém, certamente seria para Ketleyn Quadros, uma garota que era praticamente anônima. Quem não trabalha no meio e não acompanha o judô tão de perto dificilmente a conhecia. Nada de anormal. Ketleyn, uma brasiliense que vive em Belo Horizonte, de 20 anos, tinha presença mínima, quase nula, na mídia. Chegou à China sem grandes expectativas para sua

primeira Olimpíada. Mas mostrou personalidade e não se encolheu diante das câmeras e dos críticos. Foi até o pódio para pegar o bronze e entrar na história como a primeira mulher brasileira a conquistar medalha numa disputa individual. “Não imaginava que pudesse chegar à China e, logo de cara, levar uma medalha para casa.” Ketleyn ajudou a salvar a honra do judô em Pequim e a encobrir o tropeço de alguns colegas. João Derly e Tiago

Camilo, que que dividiam a condição de astros do elenco, fracassaram. Leandro Guilheiro, bronze em Atenas, vinha sofrendo com lesões, fez seu papel e repetiu o desempenho em Pequim. Na natação, o principal nome do Pan do Rio, Thiago Pereira, não conseguiu o desempenho do colega César Cielo, também muito talentoso. Cielo desembarcou em Pequim com muito menos destaque, mas voltou com a medalha de ouro.


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Belém, sÁbado, 18 de agosto DE 2012

Leão está pronto para batalha

COB quer ouro para Esquiva

Édson Gaúcho confirma nova zaga do Remo com Marcelão ao lado de Diego Barros. Página 3.

Paysandu quer arrancar pelo menos um empate amanhã, em Pernambuco, diante do Salgueiro, para seguir firme em busca da classificação à segunda fase

A

manhã à tarde, o Paysandu encara o Salgueiro-PE com a missão de, pelo menos, não perder. Com onze pontos, o time paraense tem como objetivo chegar ao final dos nove jogos da primeira fase com 15 pontos. Foi a conta feita pelo grupo bicolor. Se conseguir dez pontos a cada seis rodadas, as chances de classificação para fase seguinte são quase de 100%. O Carcará do Sertão sétimo adversário bicolor, que fecha os jogos de ida da primeira fase contra o Icasa-CE, em Belém. Ou seja, depois do time cearense é obrigatório ter pelo menos os 15 pontos para alcançar sua meta. O site de estatísticas esportivas Chance de Gol (chancedegol.uol.com.br) dá justamente a partir dos 30 pontos o ponto de ruptura para quem quiser ir adiante para a segunda fase da Série C do Ca mpeonato Brasilei- ro. Quem alcançar três dezenas terá 95.9% de chances de continuar na disputa do acesso. Trazer um ponto de Salgueiro (PE) é uma tarefa considerada possível pelos jogadores e comissão técnica, mas é inegável que o Carcará deve ser o jogo mais complicado até aqui, até pelo crescimento que o time passou a ter desde 2010, quando conseguiu o acesso para a Série B justamente sobre o Paysandu. Givanildo Oliveira sabe das dificuldades que serão encontradas nesse domingo. O técnico pernambucano conhece o treinador rival e alguns dos jogadores que estarão como oponentes. “É uma boa equipe, bem montada, conheço o treinador e seis dos jogadores atuais. Jogar em Salgueiro é difícil, por isso que eles estão nessa situação. O jogo deve ser bem disputado porque será entre dois times que estão firmes na disputa”, confirmou Givanildo, que minimizou a lembra do “Salgueiraço” de dois anos atrás como fonte de influencia nas duas equipes: “Pelo que sei são poucos remanescentes. Mudou muito dos dois lados e eu também não estava aqui. Foi uma decisão, agora não. É importante, mas é diferente. Vamos encontrar um adversário difícil, mas temos condições de ganhar”. n Veja mais na página 2.

oliberal Marcelo Seabra/o liberal

Papão faz as contas

Após árbitro reconhecer erro que prejudicou brasileiro, comitê vai pedir revisão da luta. Página 6.

Rafael Oliveira comanda o ataque bicolor na missão de amanhã, diante do Salgueiro


Belém, SEXTA-feira, 17 de agosto DE 2012

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Seleção tem medo das vaias

Técnico e jogadores revelam tensão para amistoso de 7 de setembro contra África do Sul, no Morumbi. Página 6.

oliberal

Édson Gaúcho faz testes em treino tático e Marcelão entra no sistema defensivo

N

o treino técnico-tático de ontem à tarde, no Baenão, o técnico do Remo, Edson Gaúcho, fez testes no time que irá escalar para o jogo deste domingo, às 16 horas (de Belém), contra o Penarol-AM, no Estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro da Série D - a penúltima da 1ª fase da competição. A boa notícia da movimentação foi a presença do atacante Ratinho, já recuperado de dores musculares. Mas o que mais chamou a atenção da torcida foi a modificação na dupla de zaga - setor mais criticado da equipe azulina. O time do Leão sofreu quatro mudanças em relação à apresentação anterior. Para começar, Gaúcho observou o desempenho do zagueiro Marcelão na vaga de Ávalos.

O recém-chegado treinou ao lado de Diego Barros e mostrou estar em boa forma física - embora tenha dito na sua apresentação que está com 70% do seu condicionamento ideal. O nome dele já foi publicado ontem à noite no BID-e (Boletim Informativo Diárioeletrônico) da CBF e a sua escalação no final de semana só depende agora do treinador remista. Além de observar Marcelão entre os titulares, Gaúcho também mexeu na lateral-esquerda. Após ter criticado o baixo volume de jogo do setor nas últimas partidas, quando Aldivan vinha atuando na posição, o comandante deu nova oportunidade a Paulinho.

CHIQUITA VOLTA Quem também parece ter recuperado a condição de titular foi o meia-atacante Edu Chiquita. Pela segunda vez na semana ele treinou ao lado de Reis no setor de armação e praticamente garantiu um lugar na equipe. No domingo passado, contra o Náutico-RR, ele entrou após o intervalo e conseguiu arrumar o setor de criação remista, corrigindo erros de passe, criando jogadas ofensivas e ditando o ritmo da

goleada por 4 a 0 sobre o time de Roraima. Já o meia-atacante Laionel, que foi apenas discreto naquele jogo, treinou ontem entre os reservas. Ratinho, que foi poupado dos treinos no início da semana por conta de cansaço muscular, está garantido para o jogo de depois de amanhã. Recuperado, o artilheiro azulino na competição nacional marcou um dos gols da vitória por 2 a 0 da equipe titular sobre a reserva. O outro tento foi assinalado por Fábio Oliveira. Outro jogador que está com a sua escalação praticamente confirmada entre os titulares do time do Remo é o volante Márcio Tinga, que voltou a treinar na cabeça de área, em substituição a André, que está suspenso. O time principal iniciou o treinamento com a seguinte escalação: Gustavo; Dida, Marcelão, Diego Barros e Paulinho; Márcio Tinga, Jhonnatan, Reis e Edu Chiquita; Fábio Oliveira e Ratinho. No decorrer do treino, Edson Gaúcho tirou Diego Barros e escalou Àvalos, que teve sua chance de formar a dupla de fensores ao lado de Marcelão. As outras duas mudanças foram feitas no ataque, com Mendes e Marcelo Maciel

substituindo Fábio Oliveira e Ratinho.

DEFINIÇÃO O Remo volta a treinar na tarde de hoje, novamente no Baenão, quando Edson Gaúcho deve definir oficialmente o time titular para o jogo contra o Penarol. O embarque da delegação remista para Manaus está marcado para este sábado, às 12h30. De lá, o grupo segue viagem por via terrestre para Itacoatiara, munícipio distante 175 quilômetros da capital amazonense. n Veja mais na página 2.

Marcelão mostrou que está pronto para entrar em ação

Marcelo Seabra/o liberal

Leão terá nova zaga

Leão teve quatro mudanças, mas o que mais chamou a atenção foi a nova zaga - setor mais criticado da equipe azulina


Belém, domingo, 11 de janeiro DE 2009

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Técnico evita coletivos

Kaká torce por Bola de Ouro

Na preparação bicolor, Edson Gaúcho prioriza treinamentos táticos. Página 3.

Prêmio será anunciado amanhã pela Fifa, mas o português Cristiano Ronaldo é o favorito. Página 7.

Fotos: marcelo seabra

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Pré-temporada a todo vapor

Elenco azulino trabalha sem parar desde a reapresentação. Em Tucuruí, jogadores treinam em dois turnos.

Leão Azul completa uma semana de treinos sob constante regime de concentração para o Estadual Sales Coimbra Enviado especial de Tucurui

I

solamento e treino duro. Esta é a receita da pré-temporada que o Remo está realizando no município de Tucuruí, onde os jogadores estão passando por um processo de melhoria do condicionamento físico, prejudicado pelo período de férias. No comando

da preparação azulina, o técnico Flávio Campos considera vital este período que precede a disputa das competições em 2009. Ele acredita que o elenco tem que tirar máximo proveito dos trabalhos. “Realmente é necessário tirar todo o proveito possível desses dias de treinamento. É bom estarmos juntos todo o

tempo, pois assim podemos trabalhar os aspectos físicos e psicológicos”, declarou o comandante remista. E um dos motivos pelo qual o treinador escolheu a cidade do sudeste do Pará para trabalhar foi o fato de o clima ser ameno e não haver muitas opções de lazer noturno. “Precisamos deste tempo até para nos conhecer melhor e aumentar a união do grupo. O local é muito bom e o campo fica perto do hotel”, disse Campos. “Longe de casa e dos problemas do cotidiano, além de estarem em constante regime de concentração, os jogadores são forçados a pensar apenas nos treinamentos. Assim, eles tem toda a atenção voltada pa-

ra o trabalho e isso intensifica o aproveitamento do curto espaço de tempo que temos antes da estréia no Campeonato Paraense”, ponderou. Questionado sobre a falta de tempo para a preparação da equipe, o treinador reconheceu que duas semanas não são suficientes para executar tudo o que gostaria, mas ainda assim manteve o discurso otimista em relação ao problema. “Como já foi falado por vários profissionais, esse período de pré-temporada encurtado atrapalha. Não é o ideal. Mas sabíamos que era assim que funcionaria. Por isso, programamos a preparação pensando nesse tempo curto”, comentou o Campos.

Segundo o treinador, a comissão técnica azulina já se prepa rou pensando na te mporada inteira. “Fizemos uma prog ra m a ção para q u e o s

atletas tenham um início de temporada satisfatório, possam ter boas condições durante o ano e chegar bem ao segundo semestre, quando, se tudo correr como esperado, disputaremos a Série D”. Sobre o atual elenco, Campos procurou deixar claro que todos os atletas estão sendo observados e garantiu que aqueles que estiverem em melhores condições entrarão em campo. “Estamos com 26 jogadores e pretendo colocar em campo quem estiver melhor. Ninguém aqui tem lugar garantido”, disse o treinador.

Tempo para preparação azulina é reduzido

Paim garante que elenco azulino está pronto para estrear

Com o atraso no início dos treinamentos, em virtude do caos financeiro e político que emperrou as engrenagens do Baenão na virada do ano, a pré-temporada do Remo foi reduzida e os jogadores ficarão em Tucuruí só até a próxima quinta-feira, três dias antes da estréia pelo Campeonato Paraense. No total - somando os treinos em Belém e Tucuruí -, serão apenas duas semanas

de preparação antes da estréia no Parazão. De acordo com o preparador físico, Luiz Paim, por causa da falta de tempo, esta será uma pré-temporada para ficar marcada em sua história profissional. “O trabalho está sendo muito bom. Poucas vezes trabalhei com um grupo que respondesse tão bem. Fizemos um planejamento e tudo está ocorrendo perfeitamente. Está

sendo uma ótima pré-temporada. Uma das melhores da minha vida”, avaliou. Ao fazer um balanço sobre a primeira semana de preparação, Luiz Paim afirmou que a equipe não está tão distante de seu estágio ideal. Ele garante que o grupo estará pronto para a estreia no Parazão, dia 18, diante do São Raimundo, no Baenão. “Com certeza eles estarão preparados.

Não no melhor estado, mas bem perto disso. Acredito que com quatro jogos todos já estejam no auge”, ressaltou. A partir desta segundafeira, os treinamentos físicos serão reduzidos para a maioria do elenco, exceto para dois jogadores: o zagueiro Gláuber e o volante Diego Maciel, recuperados de contusões que os deixaram de fora dos treinos da semana passada.

rotina pesada para tirar o atraso Quem pensa que realizar uma pré-temporada é sinônimo apenas de bons ares, calmaria e pouco trabalho, está redondamente enganado. Só para se ter uma idéia os jogadores do Remo estão trabalhando em regime integral

desde o dia da reapresentação, há uma semana, ainda em Belém. Até no dia viagem para Tucuruí, terça-feira passada, os atletas tiveram que enfrentar dois turnos de trabalho. O preparador físico Luiz Paim e o técnico Flávio Campos, além do

auxiliar técnico Mário Tilico, desenvolveram uma programação de treinamentos físicos e técnicos, em dois expedientes, divididos em três turnos, que lembra mais uma opreparação de guerra. Os soldados, ou melhor, os jogadores azulinos, durante os oito primeiros dias precisaram

acordar bem cedo. Às 6h30 da manhã, todos já estavam de pé para um café da manhã reforçado.

PASSEIO Hoje será o único dia de folga dos atletas. Pela manhã, todos farão uma visita à Usina Hidrelétrica de Tucuruí.

Azulinos "pedem arrego" no final dos treinos

esforço é credencial para titularidade Beto mostra serviço para ganhar vaga

Os primeiros dias de atividade em Tucuruí foram marcados pelo bom ambiente. O volante Beto, muito motivado, já pensa em conseguir uma vaga no time e, em todas as entrevistas procura demonstrar toda a sua determinação. “O

grupo é bom e todo mundo quer jogar. Vou trabalhar para ter o meu lugar”. Um dos principais reforços do Remo para o Campeonato Paraense e Copa do Brasil, Beto, 29 anos, está mais do que satisfeito com a pré-temporada em Tucuruí

e aprovou especialmente o trabalho do técnico Flávio Campos e de sua comissão técnica. “Nunca havia trabalhado com o Flávio Campos, mas já havia jogado com alguns jogadores que trabalharam com ele. Por isso, já sabia

que iria me identificar muito com o estgrilo dele” elogiou. Sobre o pouco tempo de preparação para a disputa do Parazão, Beto lembrou que em 2007 o Remo também fez uma pré-temporada curta e acabou sagrando-se campeão estadual.


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Belém, domingo, 5 DE junho de 2011

esporte n 7

futebol

Pet se despede contra o Timão. Página 9.

polêmica Desmembramento do Estado iria desestruturar o futebol na região

D

o ponto de vista dos clubes que hoje estão filiados à FPF, a divisão do Estado tende a desestruturar o Campeonato Paraense, além de inviabilizar torneios nas novas unidades da federação. Com pouca estrutura para o futebol - e com poucos times - esses Estados terão de passar por uma total reformulação. Com a divisão, o Pará ficaria com a grande parte dos clubes hoje filiados à Federação Paraense de Futebol (FPF). No total, são 24 clubes ligados à entidade, no que hoje é o território do Pará. Com a divisão do Pará, o novo Estado do Pará abarcaria 17 dos times; já o Estado do Carajás, que ficará com parte da porção sul e com o sudeste do Pará, serão cinco times; e o Tapajós, maior dimensão territorial dentre os três, teria apenas dois times que hoje são federados: São Raimundo e São Francisco. O Parazão, contudo, seria teria um largo prejuízo de nível técnico, já que, dos times hoje disputam a semifinal da Taça Estado do Pará, dois deles estão nas áreas do que pode vir a ser os novos estados: São Raimundo e Independente, de Tucuruí, que também ficaria fora do Pará.

márcio euclides

Possível divisão é ameaça ao Parazão FUTEBOL DIVIdido

Ao Pará, restariam apenas 17% do que hoje é seu território atual. A maioria dos municípios, contudo, permaneceria no novo Pará: 77 municípios. A grande maioria dos clubes regularizados junto à FPF ficaria com o Pará, com os dois maiores, Remo e Paysandu. n Paysandu n Remo n Tuna Luso n Castanhal n Cametá n Sport Belém n S. Rosa

TAPAJÓS Abarcando mais da metade do que hoje é território do Pará, 58% do total, o Tapajós reuniria 27 municípios, na região oeste do Pará. Dos 24 times federados, a região ficaria com a menor fatia, ou seja, dois times.

n V.Rica n Ananindeua n Time Negra n Izabelense n Bragantino n Pinheirense n Tiradentes n Vênus n Abaeté

PARÁ

n São Raimundo n São Francisco

CARAJÁS

O Estado ficaria com cerca de 25% do território do Pará. Com 39 municípios, a nova unidade da federação abarca as porções sul e sudeste do Pará. Dos times que hoje estão filiados à FPF, cinco estão na região. O novo Estado teria uma território de 284,7 mil km², onde vivem cerca de 1,4 milhão de pessoas. n Águia de Marabá n Independente n Redenção n Gavião Kykateje n Parauapebas Futebol Clube


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Belém, domingo, 11 DE JANEIRO de 2009

esporte n 5

futebol

cristino martins

Beckham faz estreia oficial no Milan. Página 6.

Jogadores do Time Negra treinam com afinco para manter o embalo na fase principal e disputar título do Parazão

Time Negra solta grito de independência rompimento Diretorias do alvinegro e do Papão prometem rumos diferentes no Parazão LEANDRO LAGE Da Redação

P

aysandu e Time Negra/Carajás romperam. Essa história de Papão B, Paysandu Genérico e Filial Bicolor, na verdade, sempre foi mal explicada. Para os dirigentes, é só uma questão de compartilhar jogadores. Mas, na prática, até isso terminou em confusão. Em dezembro passado, a devolução dos jogadores Hállace, Paulo Wanzeller, Rafael Oliveira e Dadá para o Paysandu tirou os dirigentes e a comissão técnica do Time Negra/Carajás do sério. Em 2009, tanto Lindomar Azevedo, presidente do Time Negra, quanto Luis Omar Pinheiro, dirigente do Papão, prometem dar rumos diferentes aos dois times, que vão

disputar o Parazão 2009 em iguais condições. “O único vínculo que tem entre o Time Negra é que alguns jogadores têm contrato com o Paysandu e estão emprestados para o Time Negra. Mesmo assim, usamos jogadores de qualidade e que não foram aproveitados pelo Paysandu”, explica Lindomar. Apesar das justificativas, durante a preliminar do Estadual, os salários dos bicolores emprestados ao Time Negra foram bancados pelo Paysandu. Luis Omar Pinheiro, no entanto, garante que o dinheiro será devolvido. “O Time Negra não tinha receita. E os jogadores esclareceram: ‘sem dinheiro, não vamos jogar’. Eles vão devolver, até porque, no Parazão, há perspectiva de receita”, detalha o manda-chuva bicolor. De fato, é uma associação conveniente para as duas equipes. Os “encostados” do Paysandu acabam ganhando uma oportunidade do Time Negra. Por outro lado, se isso der prejuízo financeiro ao Papão, o custo/benefício passa

a ser questionável. Principalmente porque, além dos jogadores emprestados gratuitamente, o Time Negra ainda usará a Curuzu para mandar jogos durante o Parazão. Desse jeito, o acordo teria outro nome: exploração. Mas, Lindomar Azevedo se defende. E até resguarda a imagem do Time Negra, como uma equipe independente, que apenas teria conseguido proveitosa parceria - e bote proveitosa nisso. “Podemos fechar parceria com o prefeito de Ipixuna, mas, se não der certo, o mando de jogo do Time Negra será na Curuzu. Só que pagaríamos uma taxa de aluguel do campo”, ressalta. Sobre a participação das duas equipes no Paraense 2009, que tem sido questionada, Lindomar Azevedo é taxativo: “Não tenho amizade com o Luis Omar. Mesmo assim, trabalho com futebol, com pessoas. Já pensou? Chegar no vestiário e falar para os jogadores facilitarem as coisas para o Paysandu? Onde está o respeito com os profissionais?”.

goleadas marcam campanha da 1ª fase Embora sejam justos, os apelidos dados ao Time Negra menosprezam a equipe. Mas, surpreendentemente, o Cararás, como também é chamado, mostrou serviço ao longo da primeira fase do Parazão, com direito a duas goleadas: 5 a 1

contra o Pedreira e o mesmo placar contra o Bragantino. De quebra, o artilheiro da preliminar, o atacante Hállace, ainda jogava no Time Negra. Emprestado pelo Paysandu, mas ainda assim defendia o Alvinegro. Mas o Time Negra tem CNPJ

próprio, presidente próprio, vice-presidente próprio, CT e alojamento próprios. E, mais importante, tem patrocinadores próprios: Cerpa, Esamaz, Fortfrut. Só os jogadores eram do Paysandu. Mesmo assim, nem todos.


Belém, domingo, 14 DE dezembro de 2008

8 n esporte

futebol

Marcelo seabra

Corpo-a-corpo Levy foi titular absoluto no grupo azulino que conquistou o Parazão 2008

O futuro incerto de Levy Revelado pelas categorias de base do Remo, o lateral-direito pode ser o próximo azulino a tomar um novo rumo, bem longe do Baenão. Ele deve acertar com o Figueirense, de Santa Catarina.

LEANDRO LAGE Da redação

L

evy foi campeão paraense em todas as categorias de base azulinas. E, aos 20 anos, conquistou o título do Estadual com a equipe profissional. Pedro Levy Pereira Paixão foi, sem dúvida, uma das principais revelações do Leão em 2008. Mas, pelo visto, tomará distância do clube, como fizeram o zagueiro Da Silva e o lateral Cicinho. Com os salários atrasados e sem a menor perspectiva para 2009, a solução encontrada pelos pratas da casa é a mesma: a debandada. Na semana passada, Levy foi indicado pelo preparador físico Dudu Gasperin aos cartolas do Figueirense/ SC, um dos rebaixados à Série B. Topou na hora. Mesmo assim, Levy podia ter deixado o Remo há meses. O jogador não recebe salário desde agosto. Se entrasse na Justiça do Trabalho contra o Leão, conseguiria o desligamento do clube e, de quebra, ainda embolsava uma bolada. Mas Levy não quis. Essa era a última opção. “Um dos motivos que me levaram a continuar no Remo foi meu condicionamento físico. Todas as vezes que pensei em jogar o clube na Justiça e em voltar para Igarape-Açu desisti. Sabia que ficar sem treinar ia me

prejudicar”, conta o lateral, que chegou ao Remo em 2003. Antes, Levy treinava numa escolhinha de futebol em Igarape-Açu, a 117 km de Belém. Saiu de lá, fez o teste e ficou no Baenão. No Parazão deste ano, foi titular absoluto. “Esse foi o ano em que mostrei que tenho capaci-

‘‘‘

Não vou baixar a cabeça. Enquanto estive no Remo, dei o melhor de mim”

dade para jogar no Remo”, diz o lateral-direito, que, na verdade, também joga como meio-campista e como lateral-esquerdo. Isso mesmo, Levy é polivalente. Nos três elencos azulinos de 2008, de Bagé, Artur e Dornelles,

o jogador atuou em diferentes posições. No finalzinho da temporada, definiu onde quer ficar. “Nos últimos dois amistosos, joguei de ala-direita. Sem dúvida, é a melhor posição em que jogo”, define. Em entrevista a O LIBERAL, Levy falou sobre a negociação com o Figueirense, explicou porque não processou o Remo e garantiu que encerrou a temporada 2008 no Leão de cabeça erguida. n E a negociação com o Figueirense/SC, como está? o Recebi uma boa proposta do Figueirense. É um t i me do su l, com boa estrutura. Só que tenho contrato com o Remo até 2010. Mas a proposta é muito boa, acho que não devo perder essa oportunidade. O atual presidente, Raimundo Ribeiro, sempre deixou claro que, se aparecesse uma boa oportunidade, eu seria liberado sem maiores problemas. E, nesse caso, tenho que resolver logo, porque a apresentação está marcada para a próxima semana. n Você foi revelado pelo Remo e, mesmo em tempos de crise, insistiu em ficar no clube. E, agora, pode deixar o Leão. O tempo que passou no Ba-

enão foi suficiente? o Tive uma passagem boa pelo Remo. Subi para o profissional, fui Campeão Paraense, me destaquei, mas, infelizmente, a situação do clube não é das melhores. Mesmo assim, continuei treinando no sub-20. Sou vice-artilheiro do Campeonato Para-

‘‘‘

Esse foi o ano em que mostrei que tenho capacidade para jogar no Remo”

ense sub-20 e, se apareceu uma oportunidade, não vejo motivos para não ir. n Por que não recorreu logo à Justiça do Trabalho, como fizeram Da Silva,

Cicinho e tantos outros? o Porque, embora o presidente Raimundo Ribeiro não tenha honrado o compromisso com algumas pessoas, ele sempre cumpriu o que prometeu para mim. Ainda estou com três meses de salários atrasados, mas o presidente garantiu que, se ficasse no clube, teria planos para mim em 2009. E também pensei que a Copa do Brasil seria uma vitrine para mim. n Depois da Série C, vários azulinos seguiram para o Castanhal, com o técnico Artur Oliveira. Por que você não foi? o O (treinador Carlinhos) Dornelles preferiu que eu ficasse para disputar o Campeonato Paraense sub-20. Disse que, disputando a competição, me prepararia melhor para jogar profissionalmente. Não pensei duas vezes. Preferi ficar no sub-20, por causa do trabalho que o Dornelles faz. n O que se nte qu a ndo pensa em deixar o Remo, mesmo que o clube esteja nessas condições, frustração, tristeza...? o Não vou baixar a cabeça porque, enquanto estive no Remo, proc u rei sempre dar o melhor de mim. Embora o resulta-

do no Campeonato Brasileiro tenha ficado abaixo do que esperávamos, reconheço o que fiz pelo clube e o que o Remo fez por mim. n Ao joga r os ú lt i mos amistosos você sentiu a mesma emoção de quando estava disputando o Parazão 2008? o Sem dúv ida. Qualquer jogador que veste a camisa do Remo sente uma emoção. Toda vez que saio para treinar lembro que tem gente que deixa de comprar comida para ver o Leão jogar. Onde quer que o Remo vá, ele arrasta uma multidão. n Meio-campista, lateralesquerdo, lateral-direito... Afinal, em qual posição você joga? o Com o Bagé, jogava de meio-campista. Com o Artur, na esquerda. Com o Dornelles, na direita. Nos últimos dois amistosos, joguei de ala-direita. Fu i mu ito bem. Sem dúvida, é a melhor posição em que jogo. De ala, tenho mais liberdade para atacar e mostrar o que posso joga r. Só que não ter uma posição definida atrapalhou mu ito meu desempenho. Talvez por isso não seja considerado u ma revelação.


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6 n esporte

Belém, quinta-feira, 23 DE agosto de 2012

futebol

imperador Realista em sua volta ao Flamengo, Adriano avisa que continua o mesmo rio de janeiro Agência O Globo

E

ntre o autoengano e possíveis promessas de dizer que daqui para a frente seu comportamento será outro ou admitir que nem ele mesmo pode garantir que evitará a falta de compromisso e as ausências em treinos que permearam sua carreira, Adriano fez a opção mais realista. Provavelmente nem os torcedores rubro-negros mais empolgados com sua volta ao clube imaginem que ele vá, aos 30 anos, se transformar num profissional exemplar. Ao vestir a camisa 10, ontem, no Ninho do Urubu, para sua terceira passagem pelo Flamengo, o Imperador logo de cara disse que continua o mesmo, embora reconhecesse que precisa corrigir erros. Ao final de uma entrevista em que repetiu a alegria de

‘‘

Não sei o que vai acontecer. Se eu não fizer o que tenho que cumprir, eu mesmo vou me afastar”

voltar ao clube e de se livrar de um grande abatimento dos últimos dois anos, foi perguntado sobre se o discurso de assumir a responsabilidade significaria que terá nos próximos meses uma dedicação e frequência aos treinos mais próximas de um atleta profissional e mais distantes da que apresentou nos últimos anos. Teve a honestidade de não prometer o que não sabe se cumprirá: “Os erros que cometi sempre só prejudicaram a mim. O Flamengo me deu a chance, a responsabilidade é minha. Não sei o que vai acontecer daqui para a frente. Se eu não conseguir fazer o que tenho que cumprir, eu mesmo vou me afastar. Não vou atrapalhar ninguém. Venho de lesão, sei que para voltar a jogar preciso cumprir um trabalho. Se não conseguir, eu saio. Hoje, posso dizer que é minha última chance”.

alexandre vidal/fla imagem

“Esta é a minha

última chance” por que não vê incoerência entre este projeto e a contratação de Adriano. “Haverá incoerência se ele cometer indisciplinas, se houver problemas, e não for cobrado, punido”. Adriano evitou fazer projeção sobre quand o

poderá estrear. Curado da lesão no tendão de Aquiles, ele ontem fez trabalho na academia em dois períodos, e ainda precisará perder peso e fazer uma espécie de pré-temporada até executar os mesmos trabalhos dos companheiros. “Não quero falar em datas. Aí falo que é um mês, acaba levando um mês e meio e todos criticam. Quando eu estiver bem, vou estrear. Claro que estou morrendo de vontade de jogar o quanto antes”. Até porque foram apenas 16 partidas oficiais nos últimos dois anos, metade pelo Roma, metade pelo Cor i nt h ia n s. Adriano comentou que a série de lesões nesse perí-

APOSTA A dúvida sobre sua capacidade de voltar a uma boa forma física é oposta à certeza de que, uma vez em condições, ele ajudará muito o Flamengo em campo. Essa foi a aposta do diretor de futebol Zinho, que, há quatro meses no clube, vem tentando implementar um regime mais profissional e sério. Ele explicou

Adriano não esconde a emoção ao vestir pela 3ª vez a camisa rubro-negra

odo o deixou muito abatido, tendo até mesmo pensado em encerrar a carreira. “Esses dois anos foram ruins, por causa das lesões. O Flamengo abriu as portas, agora é comigo”, diz o Imperador.


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Belém, domingo, 3 de julho de 2011

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Thiago Potiguar luta por vaga no Papão. Página 8.

treinador não sente pressão Mano Menezes é um homem extremamente comedido com as palavras. Sóbrio e sempre mantendo o mesmo tom de voz, o treinador da Seleção Brasileira garante que não se sente pressionado por estrear como comandante da equipe em uma competição oficial. Mano procura se mostrar seguro para o seu nono compromisso com o time nacional. “Não tenho me sentido nem mais, nem menos pressionado do que me sentia com a responsabilidade de ser técnico de nações proporcionalmente diferentes, como a nação tricolor (Grêmio) e a República Popular do Corinthians. Todos sentem que o técnico tem toda a responsabilidade e passam essa pressão por causa dos resultados. É inerente dos nossos cargos”, afirmou Mano. Em oito partidas sob a sua batuta, o Brasil

venceu cinco vezes, empatou um jogo e perdeu duas - justamente em amistosos para França e Argentina, adversários tradicionais da Seleção. Depois de dez dias de treinamentos em Campana, cidade a 60 km de Buenos Aires, onde o time está hospedado, Mano sente que não há mais o que mudar na equipe. “Estou tranquilo. Estamos fazendo o que é preciso ser feito para que a Seleção esteja bem preparada para a estreia. Encaminhamos bem os treinamentos, o clima ajudou”. Mano também acredita que seus jogadores podem seguir seus estilos, sem adotar o nervosismo. A pressão, segundo ele, só se fará presente no grupo se a

equipe se complicar nas partidas durante a fase de grupos. “Sempre se cria ou se recuperam esses termos quando a equipe vai estrear. Pode ser mais tensa porque pode ter uma surpresa, mas se nos prepararmos bem, essa tensão vai diminuir. Podemos fazer um bom jogo, e dependendo da nossa competência diminuir essa tensão. A Seleção que jogou a última Copa América foi com menos pressão por incrível que pareça. Mas não teremos para nós uma responsabilidade que será maior do que temos que ter nessa hora. Sabemos o estágio que estamos, sabemos o que precisamos fazer e é o que vamos fazer contra a Venezuela”.


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