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Índice

Que país é esse?! Justiça para poucos, mas paga por todos. O julgamento do mensalão, que tomou conta dos noticiários durante os últimos meses, me deixou uma sensação ruim de impunidade. Apesar da mídia comemorar como fato único na história, acho que o país saiu perdedor. O sentimento é de que a justiça é para muito poucos. Não estamos falando de criminosos comuns, nos referimos a pessoas públicas, políticos, indivíduos que tinham cargos de confiança, enfim, colocados lá pelo voto ou por indicação política. Os crimes exercidos por eles foram contra uma nação, mais de 190 milhões de pessoas lesadas. Foram condenados por formação de quadrilha, corrupção ativa, etc. Depois de tantos anos, e tantos outros casos

de corrupção assolarem “terra brasilis”, a pena vem com gosto de doce. Parece assim: - Olha para não dizerem que não existe justiça no Brasil, vos condeno por tantos anos, mas não se preocupem, vai ser em regime semiaberto ou aberto. Se tiver um atestado médico fica em casa. A memória do povo é curta. Vejam o exemplo do Paulo Maluf, foi novamente eleito deputado federal. Que maravilha! Acho que por aqui basta ter bons advogados. Se não... aí, meus amigos a coisa fica preta. Ainda falam que é um país para todos. Acho que não sabem o significado da palavra.

Augusto de Carvalho Editor-chefe

Diploma de Jornalista

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Candidato ideal

6

Integração Social

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Rei da Publicidade

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Celulares no Sec. XXI

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Êxodo do Facebook

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Expediente Editor-chefe Augusto de Carvalho Textos Augusto de Carvalho Jônatas Willemen Luis Gurgel Colaboradores Wander Fernandes Teresa Cristina Diagramação Luis Gurgel Jônatas Willemen


DIPLOMA DE JORNALISTA

AINDA VALE? Por Teresa Cristina Machado Em janeiro, quando os resultados finais do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) forem divulgados, muitos dos jovens que conquistarem vagas nas universidades federais vão optar por habilitarem-se em comunicação social/jornalismo. É uma área empolgante, por onde passa quase tudo o que acontece no tempo em que estamos vivendo e uma alternativa para desempenhar um nobre papel na sociedade de forma apaixonada. Jovens de menos de 20 anos vão ter que optar, no próximo janeiro, onde serão produtivos, onde encontrarão seu elemento-chave. Deles serão cobradas cidadania e produtividade e é melhor amarem a profissão onde passarão, pelo menos, 30 ou 35 anos de suas vidas depois que deixarem a universidade. Chegar ao lugar onde o que gostamos de fazer encontra-se com o que de melhor sabemos fazer, segundo o conceito de elemento-chave, de Ken Robinson, líder em desenvolvimento de talentos humanos, não está entre as tarefas mais fáceis nesta vida. Alguns nunca o encontram, outros são impedidos de seguir o que o talento aponta, porque pais e professores os desencorajam.

Mas o triste é quando as regras do exercício da profissão não se esclarecem por anos a fio e as pessoas são desestimuladas de seguir sua vontade com receio de investirem tempo, nossa maior riqueza, em uma formação que elas não sabem se terá valor quando virem-se com o diploma na mão depois de quatro anos de estudo. O Brasil forma mais de sete mil jornalistas / ano nos cerca de 300 cursos existentes para esta habilitação. A falta de definição sobre a exigência do diploma de jornalista, não tira o valor do certificado, trata-se de uma formação nobre, baseada no presenciar, investigar, pensar e registrar o período da história que nos é contemporânea como guardiões também da ética e do equilíbrio social. Mas a falta de definição sobre a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão está levando jovens a verem suas expectativas de vida refletidas na angústia gerada pela incerteza promovida pelos poderes que deveriam evitar exatamente isto em nome do desenvolvimento. Por algumas vezes tenho conversado com os alunos do curso de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) a convite da


professora Zélia Leal Adguirni. A pauta gira sobre o que há para fazer sendo jornalista, além de trabalhar na redação de um grande veículo de comunicação. Levo sempre minha experiência e paixão de quase 30 anos de atuação em comunicação corporativa, fazendo desde clipping diário até complexos e sistêmicos planos de comunicação, passando por assessoria de imprensa, comunicação interna, treinamento de fontes de informação e todo o vasto universo envolvente e instigante desta forma de ser um comunicador e realizar-se. Mas, nesta etapa, a da faculdade, os jornalistas em formação não querem fazer isto. Na faculdade de jornalismo, a maioria dos cerca de 50 alunos que participam deste bate-papo quer se realizar sendo repórter, indo para a rua e fazendo grandes coberturas no Brasil e no exterior, elaborando, criando e produzindo programas jornalísticos na televisão e no rádio. Sim, eles querem saber o que mais há para fazer e, diante da minha paixão pela comunicação corporativa, até vejo olhinhos brilhando, mas eles não concorreram a uma vaga para o jornalismo da UnB com este objetivo e querem seguir seus sonhos. Porém agora, eles têm medo que este sonho se torne um pesadelo com a forma de um papel desrespeitado, o diploma de jornalista. A Proposta de Emenda Constitucional, PEC do Diploma, que leva o número 206/2012, move-se lentamente na Câmara dos Deputados. Sua admissibilidade foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e o parecer do relator da Proposta, deputado Daniel Almeida (PCdoB/ BA), aguarda encaminhamento na Coordenação de Comissões Permanentes (CCP). Ainda precisa cumprir uma tramitação que vai desde a criação de uma comissão especial para analisar o mérito da PEC que, como no Senado, também deverá ser votada em dois turnos pelo Plenário. O relator argumenta que não vislumbra a obrigatoriedade de diplomação para o exercício da atividade profissional de jornalista como ofensa à liberdade de pensamento, expressão ou de comunicação garantida pela Constituição Federal.

Se agora, após a admissibilidade, a cada estágio de tramitação a PEC ficar parada um ano, os candidatos a jornalistas que ingressarem na faculdade no início de 2014 estarão formados, com diploma e cheios de incertezas sobre a escolha profissional feita. Se agora, após a admissibilidade, a cada estágio de tramitação a PEC ficar parada um ano, os candidatos a jornalistas que ingressarem na faculdade no início de 2014 estarão formados, com diploma e cheios de incertezas sobre a escolha profissional feita. Outros tantos desistirão do curso pelo meio, deixarão de se realizar e dar sua contribuição à sociedade por receio de terem um diploma desrespeitado pelo mercado. Serão desencorajados pelas indefinições geradas pela decisão do Supremo Tribunal Federal em derrubar a exigência do diploma de jornalista, em junho de 2009, por considerar que esta obrigatoriedade ofende e afronta o princípio constitucional da liberdade de expressão. Serão desencorajados também pelo Legislativo que, depois de três anos discutindo o assunto, ainda avalia se vale o confronto com o Judiciário de um lado e, de outro, com os jornalistas em atividade atualmente. Mas os legisladores não se importam com a insegurança e a falta de estímulo que esta indefinição está promovendo entre os profissionais em formação. Logo esses profissionais que, em formação, deveriam estar com toda a gana de produzir um jornalismo cada vez melhor no Brasil, energizados até para buscarem outras áreas de especialização na sequência, pela ânsia de informar melhor a sociedade. Mas o que está em formação, nas faculdades de jornalismo, são profissionais inseguros e angustiados diante de suas nobres escolhas.


3Cs do candidato

IDEAL Dicas sobre como se posicionar para aumentar sua visibilidade digital e conseguir emprego com o auxílio da internet O verão se aproxima. Época em que contratações aumentam em regiões de potencial turístico. Portanto, a preocupação com a imagem pessoal nas redes sociais deve estar entre as prioridades dos candidatos a uma colocação no mercado. Ao invés de repetir aqueles termos já batidos em seu currículo de papel, você pode fazer mais, muito mais, na hora de conseguir um emprego, através da internet. Adotar a consciência de estar “vendendo sua imagem” a todo instante, mesmo em simples interações com amigos, é o principal fator de mudança comportamental para ter sucesso e obter um emprego pela internet. Certamente existem outras dicas. Ser criativo também ajuda, obviamente sem excessos. Mas vou abordar apenas Três pilares que considero fundamentais para uma boa presença do candidato na internet. Acredito que todo o restante se encaixe nestas três categorias, às quais de-

nomino “Os 3 C’s do candidato ideal”: 1. CURRÍCULO Faça seus perfis nas redes sociais funcionarem como um currículo. Você teria sucesso se entrasse em uma sala de entrevistas mal vestido, sujo, bêbado e usando palavrões e termos de baixo calão? Pois é o que boa parcela dos usuários faz na internet, sem se dar conta que as empresas estão de olho, não se importando com o quanto estão expondo sua imagem de forma negativa. Não precisa parecer perfeito, afinal você é humano. Mas pequenas atitudes fazem toda a diferença, como escrever corretamente, não postar informações íntimas, selecionar bem as fotos a serem publicadas, e pessoas e páginas a seguir. Tudo isto diz muito sobre o candidato. Também é interessante fazer de seu blog um currículo, seu portfólio online, manter sempre em mãos um arquivo digital (Word


ou PDF) com seu currículo atualizado e uma carta de apresentação para enviar via e-mail. Outra dica é ter em uma página pessoal todas as suas informações reunidas. Serviços como www.uolhost.com.br/ conecta/, www.vizify.com, www.easel.ly e www.flavors.me permitem isto facilmente. 2. CONTATOS Conecte-se a pessoas que sejam referência na área que almeja. Participe e interaja com elas nas redes sociais, promovendo sua imagem constantemente. Mas ao invés de se passar por um “chato online”, cuide para que o conteúdo que você fornece seja de interesse para estas pessoas. Desta forma, você chamará atenção de forma positiva. Além disto, o candidato deve buscar se relacionar nas redes certas. Ao formar sua rede de contatos, é importante compreender o perfil do usuário de cada rede. Segundo o portal Jogem Ig, atualmente pessoas entre 45 e 54 anos representam a maioria no Facebook (30%), enquanto menos de 10% dos usuários possuem entre 18 e 24 anos. Já o Twitter conta com 20% de ambas as faixas etárias. Portanto, escolha uma rede que te favoreça sob este aspecto. Em outro exemplo de segmentação, moradores da cidade da Bahia e Feira de Santana participam de rede social própria. Então,

reflita: Que rede seus possíveis empregadores mais utilizam? 3. CADASTRO - Cadastre-se em canais especializados. Aqui entram ferramentas como o famoso link “Trabalhe Conosco” dos sites corporativos. Acesse e cadastre-se nos canais das empresas pretendidas, estando atento às diretrizes que estas estabelecem em sua página de oportunidades. Observe as normas e estilo da empresa. Se usarem uma linguagem formal, não se aventure com gírias e expressões corriqueiras, por exemplo. Se pedirem currículo com foto, siga as especificações. Há empresas que preferem oferecer um sistema específico para seleção, ao invés de receber currículos via e-mail que, desta forma, poderão facilmente ser ignorados. Existem páginas especializadas para vagas de empregos. Anuncie em sites de oportunidades de emprego, grátis ou pagos, sempre que possível. Há os mais reconhecidos como www.catho.com.br, www.infojobs.com.br e www.manager.com.br, mas é igualmente importante o candidato avaliar serviços locais. Muitas empresas, devido ao menor custo ou melhor segmentação do público, preferem anunciar em sites regionais como www.empregosrj.com/tag/cabo-frio/ e www.bomcabofrio.rj.gov.br. Existem redes sociais específicas para tra-


tar o tema “trabalho”. A mais conhecida e poderosa é o LinkedIn, com foco em interação profissional. Participar de grupos com esta finalidade no Facebook também está em alta no momento. Por fim, alguns cuidados extras que o candidato pode tomar: • Confer ir se os dados da empresa divulgados online são reais, como endereço e telefone. • Conferir, através de uma consulta pública no site da Receita Federal, se a em-

presa está devidamente cadastrada e com sua situação fiscal ativa. • Buscar informações sobre a empresa nas associações e juntas comerciais correspondentes. Fique atento! As empresas buscam um perfil adequado à vaga, um candidato que demonstre conhecimento na área almejada, engajamento e colaboração (trabalho em equipe). Se você estiver nesta busca, boa “sorte” (oportunidade que encontra para quem está preparado)! Wander Fernandes, diretor na Logan Web Consultoria Digital.


INTEGRAÇÃO

SOCIAL Integração da rede social Google+ ao YouTube cria problemas para usuários, que questionam decisões da companhia O mês de novembro ficará marcado para os usuários do YouTube. O Google, numa tentativa de melhorar o serviço, em especial a área dos comentários, avançou com a integração da sua rede social Google+ ao site, forçando assim que qualquer membro que queira ter uma conta no YouTube seja obrigado a ligá-la ao G+. A mudança, repentina, não agradou, e fez com que vários usuários e parceiros (criadores de conteúdo) dessem voz ao seu descontentamento, cobrando um posicionamento da empresa acerca da necessidade de impingir um serviço completamente diferente àqueles que apenas queiram assistir e comentar vídeos. Para perceber o que motivou esta mudança, é preciso conhecer um pouco da história dos comentários no YouTube. Ao longo dos anos, a seção adquiriu fama negativa junto aos utilizadores, e é conhecida como um antro dos “trolls” da Internet, gíria utilizada para descrever pessoas predispostas a começar discussões com o único intuito de irritar outros no ambiente online. Ofensas, vocabulário de baixo nível, spam, tudo isso é encontrado em grandes quantidades por lá. Assim sendo, não é surpresa que o Google, dono do site, tivesse interesse em mudar esta realidade. A surpresa, no entanto, ficou por conta da forma escolhida para lidar com o problema. Em vez de uma verificação e mo-

deração melhores, o Google tentou matar dois pássaros com uma pedra só ao forçar a integração da sua rede social, o Google+, aos comentários do YouTube. Em teoria, tudo parecia fantástico: o Google+ faria com que os utilizadores utilizassem os seus nomes reais, inibindo-os, assim, de agirem de má fé, assim como daria maior destaque aos comentários realizados por “amigos”, o que ajudaria a esconder comentários menos relevantes de terceiros. O fim dos trolls, do spam, “conversas” de bom nível era o resultado esperado. A realidade? Bem diferente. Algumas horas após as modificações terem sido feitas, internautas do YouTube começaram a utilizar as redes sociais (e o próprio YouTube) para se queixar. Ao que consta, o plano perfeito tinha uma única falha: os utilizadores não foram comunicados, nem tampouco concordam com ele. O argumento mais repetido discorria sobre como forçar um serviço não faz dele mais agradável, e sim o oposto: se o Google+ tinha problemas e nunca havia conseguido deslanchar contra o Facebook, não é a impingir este mesmo a um site completamente independente que as pessoas irão passar a gostar dele. Os problemas, no entanto, não pararam por aí para o gigante da busca. O update que trouxe a integração acabou, também, por quebrar funcionalidades básicas do site,


como apertar o botão “play” para repetir um vídeo ( problema já resolvido). Além disso, sem pensar nas consequências de uma integração total do sistema do Google+, os comentários do YouTube permitem, agora, a utilização de links, o que facilita linkar sites maliciosos, com malwares e todo o tipo de vírus. Da mesma forma, passou a ser possível postar arte ASCII, o que fez com que os trolls de antigamente ganhassem uma nova arma, a possibilidade de colocar desenhos gigantescos de todo o tipo de coisa, o que rapidamente passou a incluir imagens não recomendadas a menores, como arte a replicar a genitália masculina, por exemplo. Repercussão Como forma de protesto, alguns dos maiores parceiros do YouTube, usuários criadores de conteúdo que possuem mais dezenas de milhares de subscritores em seus canais, publicaram vídeos explanando as suas opiniões acerca da mudança. O utilizador “PewDiePie”, que atualmente é dono do canal com o maior número de inscritos do serviço (15 milhões), desativou os comentários em todas as suas postagens, até que a empresa tome alguma providência. A imprensa especializada em tecnologia e Internet passou a publicar artigos analisando esta manobra. Para o DigitalTrends, por exemplo, a “bola de cristal” da empresa parece ter se quebrado, o que é significativo, já que poucas companhias no mundo possuem tantos dados sobre os seus usuários como o Google. Outro ponto interessante que foi novamente trazido à tona diz respeito a James Whittaker, um dos engenheiros do Google, que abandonou a empresa no ano de 2012. Após sair, ele fez um post explicando as suas razões, no qual teceu largos elogios à empresa durante “a maior parte dos três anos” em que lá esteve. Contudo, segundo o mesmo, os últimos três meses marcaram uma transformação do Google de uma empresa que apostava em talentos para inovar e criar novas coisas em algo muito mais focado no lado corporativo. A principal razão para isso foi o advento e consequente popularização do Facebook, assim como a incapacidade da companhia em conseguir transformar o seu Google+ num competidor viável. Desde então, o foco para novos projetos inclui sempre a questão: “é social?”.

Os parceiros mais populares do YT que se juntaram ao protesto

PewDiePie 15 milhões de inscritos

Smosh 13.5 milhões de inscritos

Machinima 9.9 milhões de inscritos


Rolou no O LinkedIn é uma rede social onde profissionais de várias áreas podem se encontrar e trocar ideias. Aqui, você encontra um pouco do que aconteceu por lá.

Orkut

Geração Y

No grupo “Melhor do Marketing”, um artigo acerca das redes sociais foi compartilhado. Nele, existe uma comparação entre a rede social “Orkut”, da Google, e o Facebook. Segundo o autor, a falta de estratégia da Google fez com que a participação no Orkut caísse em quase 95%, já que o Facebook vem despontando como um fenônemo cultural ultimamente. No fim, social é sobre as pessoas, e utilizadores estão onde as pessoas estão.

No grupo “Mídias Sociais” foi compartilhado um artigo sobre a GeraçãoY, auxiliando os mais velhos a identificar pessoas que se encaixem nesse perfil, e como ajudá-los. De acordm com o autor, a geração Y é aquela que sonhacom grandes salários e carreiras, embora não tenham grande experiência. São os recém-formados.

Publicidade no Face No grupo “Comunicação”, um artigo publicado no blogue “Wishpond” expõe diversas informações relacionadas à publicidade na Internet, mais especificamente no Facebook. O texto aborda temas como a importância das cores e imagens utilizadas nas peças postadas, e como estes pequenos detalhes podem surtir grande influência na taxa de cliques de determinadas iniciativas.


OS REIS DA PUBLICIDADE Aproveitando o momento criado pelo “meme” do Rei do Camarote, empresas usam criatividade na hora de divulgar seus produtos Para quem esteve nas redes sociais durante o último mês, certamente o nome “Alexander Almeida” não irá causar estranheza. Protagonista de matéria produzida pela revista Veja SP que retratava os “dez mandamentos do rei do camarote”, o empresário logo virou um dos assuntos mais comen-

tados de novembro, rapidamente assumindo um papel de “meme” na cultura cibernética. Assim sendo, novamente sobrou para as empresas e grandes marcas tirarem algum partido desta situação, colocando os seus profissionais para trabalhar de for ma cr iativa. Logo após o “sucesso” atingindo


por Alexander, a repercussão na esfera profissional proporcionou momento bastante bem humorados. O chocolate “Bis”, por exemplo, publicou uma foto de uma balada com o texto fazendo alusão a uma passagem do vídeo de Alexander, onde ele revelava um segredo “pesado”. Neste caso, o segredo nada mais era do que... ter consumido o chocolate dentro de uma boate.

A “Halls” foi outra que alinhou na brincadeira. Com uma imagem mostrando a sua linha de produtos, os publicitários resolveram criar o décimo primeiro mandamento com a sua arte: no camarote ou na pista, tenha sempre Halls. Além dessas, outras marcas como o Ponto Frio, Itaú, Axe, Ale e Walmart também contribuíram, como podem ver nas imagens abaixo.

Nas redes sociais


CELULARES NO

SÉCULO XXI Impacto dos dispositivos móveis nos hábitos de consumo O avanço da tecnologia móvel não surpreende mais ninguém. Os aparelhos deixaram de realizar apenas chamadas e agora agregam funções cada vez mais úteis no dia a dia do homem moderno. Ligados no que está acontecendo neste meio, a Giovanni+DraftFCB divulgou pesquisa “Global Mobile Shopper 2013 – O impacto

dos dispositivos móveis em nossos hábitos de consumo”, que traz luz para dados que antes pareciam intuitivos para muita gente. Mobile Shoppers, ou ‘clientes móveis’ em português, já é um termo popular nas grandes empresas. Considera-se como tal, aquele que utiliza seu dispositivo móvel na comparação de preços, busca por locali-


zação, uso de ofertas, descontos e cupons, comparação de produtos e ofertas, comparação de informações além do preço e localização, procura por opiniões de outros consumidores, planejamento e organização de compras ou tarefas do dia, compartilhamento de opiniões próprias e análises e resgate de prêmios em programas de fidelidade. Além da compra propriamente dita. De acordo com o estudo, os aparelhos celulares ajudam a refinar sua busca por informações relevantes para suas decisões de compra, obrigando empresas a adotarem uma postura de maior transparência. No Brasil, vemos um exemplo claro disso, na propaganda da Buscapé, com Luiz Fernando Guimarães. O comercial mostra a ida de um cliente em uma loja em busca de uma TV e quando o vendedor, interpretado pelo ator, vai fechar a compra, o cliente pede para que ele espere para fazer uma pesquisa rápida no celular, para comparar os preços. A propaganda absorveu a utilidade do termo e mostrou com clareza este novo conceito na busca por informações de produtos. O estudo foi realizado em oito países, junto a mais de 7,5 mil pessoas. No Brasil, foram avaliados consumidores das zonas urbanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Recife. “Com este material em mãos, conseguimos ver o mobile como parte essencial da jornada de compra - e não só do momento da compra, mas de todo o ciclo. O mobile é parte integrante do processo de engajamento dos consumidores às marcas”, destaca Raphael Barreto, diretor geral de planejamento da Giovanni+DraftFCB, ao site Clube de Criação de São Paulo. A perspectiva é que até o fim deste ano, 53,5% da população online brasileira seja composta por usuár ios de internet mobile, porcentagem que deve chegar a 98% até 2017.

#CURTAS Smartphones devem superar 1 bilhão em vendas De acordo com a IDC, consultoria especializada em tecnologia, as vendas dos smartphones deverão ultrapassar a marca de 1 bilhão de unidades no ano de 2013, o que significa um aumento de aproximadamente 40% se comparado a 2012. O relatório da IDC apresenta, também, as regiões que se destacaram. A liderança ficou com a Ásia, responsável por cerca de 528 milhões das vendas, totalizando assim uma fatia de mercado acima de 50%. Logo em seguida vem a Europa, com 182 milhões e 18% do mercado, com a América do Norte fechando o pódio, contabilizando um total de 152 milhões, ou 15%. Outras regiões contempladas foram a América Latina (9 milhões, 9%) e a África e o Oriente Médio (57 milhões, 5,7%). A expectativa é que, nos próximos anos, os mercados mais populares tenham vendas menores, ao passo que os países em desenvolvimento deverão demonstrar crescimento nas compras.

Selfie é eleita palavra do ano por dicionário Febre mundial, a chamadas “selfie”, que se referem a fotos tiradas pelo próprio fotógrafo a ele mesmo, foi eleita cmo a palavra do ano de 2013 pelo dicionário Oxford. Desde o último mês de agosto que já é possível identificar a palavra através da versão online do dicionário, e, no momento, está a ser estudada a sua inclusão à versão impressa, algo provável de aconteer tendo em conta o resultado.


O êxodo dos jovens do

FACEBOOK No último relatório do Facebook sobre resultados, segundo matéria publicada no The Guardian no dia 10 de novembro, os executivos da empresa fizeram uma constatação que surpreendeu muita gente: houve uma redução no número de utilizadores diários, em especial entre o público mais jovem. Artigos e estudos recentes demonstram o fato. Os jovens estão migrando para outros serviços. Os preferidos são os aplicativos disponíveis em smartphones,

com o WhatsApp. De acordo com matéria postada no blog Corptv, há três anos a participação dos menores de 24 anos no Face era superior a 60%. Hoje, este número não ultrapassa os 27%, a menor marca de toda a história do site. Os números constatam aumento na faixa etária: cerca de 73% dos usuários possuem mais de 24 anos, e, entre estes, aproximadamente 25% ultrapassam os 50


anos de idade. A privacidade, ou falta dela, é vista como um dos fatores determinantes para esta mudança de panorama. Com a popularização do Facebook, membros mais velhos das famílias têm se juntado à rede social, e isso cria uma sensação de monitoramento nos jovens, que têm certas coisas que preferem não compartilhar. Ao mesmo tempo, os próprios jovens também preferem não ter tanto acesso à vida pessoal de seus pais e familiares. Alternativas Além do já citado WhatsApp, o Instagram é outra rede que tem encontrado um crescimento acelerado junto aos jovens. Um dos grandes impulsionadores deste aumento é a prática dos “selfies”. Com os celulares a possuírem câmeras cada vez mais poderosas e com mais funcionalidades, tirar fotos à própria pessoa se tornou uma febre mundial, e o Instagram, com o seu foco no compartilhamento de imagens e com ampla seleção de filtros, aparece como referência. No que toca à questão da privacidade, um

outro aplicativo que rapidamente encontrou nos mais novos o seu público-alvo foi o SnapChat. Uma espécie de Instagram modificado, onde também é possível compartilhar fotos – e selfies -, a grande sacada do programa fica por conta do seu caráter efêmero. Uma vez postado alguma coisa, o utilizador coloca um limite de tempo, que varia de 1 a 10 segundos, presentemente, para que este conteúdo fique disponível para todos. Uma vez expirado o tempo, ele é automaticamente apagado. Desta feita, os jovens se sentem tentados a colocar fotos que gostariam de compartilhar, mas sem o risco de deixar “rastros”. Vistos como a faixa etária que normalmente serve como termômetro para qual será a grande nova sacada no ambiente online, o site está atento a esta situação e promove mudanças constantes focando o público, como a recente atualização do visual do “chat”, remetendo a um estilo com balões que lembra muito o concorrente WhatsApp. Embora este fato por si só não seja negativo, existe a preocupação de mantê-los conectados, já que o segmento “determina” o que é popular.

Selfies: Popularidade das fotos tiradas com celular fazem jovens optar por outros serviços como o Instagram


“A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência humana.” -- Dalai Lama

BOAS FESTAS

Revista AC Digital #8  

Oitava edição da Revista AC Digital

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