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Edição #51 Julho de 2017


EDITORIAL “Eu, como juiz, recuso o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão” , a frase de Herman Bejamin, ministro do STE e relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer, ficará marcada na história do Brasil. O julgamento transmitido em rede nacional envergonhou mais uma vez o judiciário que provou que lei é para um público seleto e não para todos como consta na Contituição de 1988. O resultado de 4 votos a 3, com o voto de minerva de Gilmar Mendes, entendeu-se que não houve abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral, como argumentava o PSDB no pedido de cassação. Parte da fala de Gilmar Mendes: “Estou defendendo a abertura desse processo por conta dos fatos graves que estão sendo imputados, e que estão sendo confirmados. Mas não é para cassar mandato’. Eu tenho a exata noção da responsabilidade que isso envolve para o Judiciário. Ele defendeu a abertura do processo por conta dos” fatos graves”, mas então o que mudou na hora do voto quando votou contra a cassação. Por que o julgamento? Alguém entendeu? Continua Gilmar Mendes: “É muito fácil fazer o discurso da moralidade. Também eu, ninguém vai me dar lição, aqui, de combate à corrupção, também eu quero isso. Estou muito tranqui-

Índice lo em relação a isso. Mas é preciso que nós analisemos as questões com essa perspectiva. Qual é a perspectiva constitucional? ‘Ah, mas o povo quer...’ Mas é assim que se destrói mandato?”. Como se destiui um político corrupto ministro? Não é com provas? “A sociedade vive um pesadelo, pelo descrédito das instituições, pela vergonha, pela baixa estima que hoje nutrimos em razão dos agentes políticos, que, aqui foi dito, violando a soberania popular, fizeram exatamente aquilo e justamente aquilo que o eleitor não desejava” - declarou o ministro Luis Fux sabeamente quando proferiu seu voto. Continua o ministro: “Até as pedras sabem que o ambiente político hoje está severamente contaminado. E a hora do resgate é agora.” O que ficou claro para a polulação é que se eleito, tiver muitos votos, o político ganha superpoderes e pode tudo. Até ser corrupto em nome da democracia. O país está se esfarelando perante aos nossos olhos juntamente com as instituições criadas para proteger os direitos contitucionais da nação. Estamos empurrando o país com a barriga a espera de salvação: eleições em 2018. Mas quem restará perante a exurrada que a Lava Jato vem provocando por onde passa. Quem será o salvador da pátria? Ou salvadores, já que mudaresmos os representantes em vários segmentos políticos.

Vigie AQUI monitora políticos no Brasil

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Alemanha aprova PL contra o ódio

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Facebook vai passar a Champions

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Ataque Cibernético volta a assustar

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Dicas para manter o seu PC seguro

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As novidades da E3 2017

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Microsoft prepara novas demissões

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Expediente Editor-chefe Augusto de Carvalho Textos Augusto de Carvalho Luis Gurgel Diagramação Luis Gurgel


VIGIEAQUI Extensão ajuda a monitorar políticos ficha suja na internet Nos últimos anos, o cerco contra os políticos corruptos tem se fechado no Brasil. Entre operações como a Lava Jato, cresce cada vez mais o número de representantes públicos que figuram na nada positiva lista de políticos considerados “ficha suja”. Até por isso, por conta do volume exagerado de nomes

e cargos, é difícil memorizar quem já foi citado ou acusado de alguma coisa. Nesse sentido, o Instituto Reclame AQUI foi o criador de uma extensão para navegadores de Internet que visa facilitar o trabalho dos usuários, o Vigie AQUI. O Vigie AQUI funciona de forma


muito simples. Você instala a extensão no seu navegador de confiança, seja ele o Firefox, Chrome ou outro, e ativa o plugin. Feito isso, sempre que estiver lendo uma página e o Vigie AQUI detectar algum nome de político que está na sua base de dados como ficha suja, o programa irá criar um destaque em roxo, para que você não ignore esse nome. Além disso, o programa também tem outra funcionalidade muito útil. Ao passar o mouse por cima de um nome marcado como ficha suja, um pop-up é aberto onde o usuário pode consultar um pequeno texto descritivo, que lista os motivos pelos quais o político em questão está sendo investigado ou teria sido condenado. A lista da base de dados é constantemente atualizada, e conta com a ajuda de milhares de alunos da PUC do Paraná, que atualmente monitoram a situação de políticos e ex-políticos. Todos os dias, novos alunos se inscrevem no programa para ajudar a vigiar

o mandato de políticos e o alcance do Vigie AQUI. Para o estudante de direito Marcelo Soares, 25, natural do Rio de Janeiro mas que atualmente reside nos EUA, o programa é muito útil. “Nós temos uma noção de que o povo brasileiro tem memória curta. Ele esquece rapidamente de quem o lesou, de alguma forma, dentro da política, e por conta disso vemos situações em que candidatos voltam ao poder após terem cometido verdadeiros absurdos. Qualquer programa que nos ajude a lembrar quem já cometeu um delito é bem-vindo, e acho que o Vigie AQUI tem tudo para ser muito útil.Vou instalar no meu navegador”, desabafou o jovem. No entanto, nem tudo é perfeito. O programa tem uma limitação, que é apenas listar deputados e senadores que estão atualmente em mandato. Se, por acaso, o nome da pessoa na página for referente a um político já afastado, o roxinho não será destacado.

Exemplo de página com destaque do Vigie AQUI sobre político em investigação


Medidas contra o ódio aprovadas na Alemanha Parlamento votou punir redes sociais que demorem a remover conteúdo ofensivo Conforme a AC Digital noticiou há alguns meses, a Alemanha estava se preparando para votar um projeto de lei que, caso aprovado, puniria redes sociais que não removessem postagens de ódio prontamente. Em sessão realizada no dia 30 de Junho, enfim, o parlamento se reuniu e decidiu aprovar o PL, que, agora, poderá aplicar multas de até 50 milhões de euros para sites que falhem com esse compromisso. A medida é apenas mais uma na longa lista de iniciativas alemãs na lutra contra o ódio. O país, há anos, é conhecido por ter algumas das políticas mais rigorosas do mundo no que toca à difamação, incitação de violência, crimes e outras ameaças. Com esta lei, as redes sociais passam a ter 24 horas para excluir ou bloquear conteúdo considerados “obviamente criminosos”, e sete dias para ofensas menos graves, tendo também a obrigação de informar à pessoa que apresentou a denúncia em que pé está a investigação do caso.

Durante a sessão, o Conselho Central de Judeus da Alemanhã declarou apoio à lei, e considera-ao como “o próximo passo lógico para lutar efetivamente com o discurso de ódio, já que todos os acordos voluntários com os provedores eram praticamente infrutíferos”. Já o ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, afirma que a medida vem “acabar com a lei da selva” da Internet, e diz que há muito tempo que algo deste tipo necessitava ser feito. Além disso, Haas também defendeu a lei e afirmou que não existe violação da liberdade de expressão. A questão teve caráter de urgência em território alemão, uma vez que o país tem sido um dos principais apoiadores dos refugiados e migrantes que buscam proteção após deixarem seus países de origem, afetados por guerras. Os políticos consideram que a medida será muito útil e irá diminuir casos de violência contra estes grupos.


Facebook vai transmitir a

CHAMPIONS Acordo, válido apenas para os EUA, mostra tendência do esporte em busca de transmissões alternativas à tv aberta

Por meio de um acordo com a rede Fox Sports, o Facebook anunciou que irá, na próxima temporada de futebol, transmitir mais de uma dúzia de jogos da Champions League, a Liga dos Cam-

peões Europeus. O acordo, por ora, é válido apenas para o território americano. A partir de setembro a rede social irá transmitir partidas ao vivo, incluindo algumas rodadas duplas, de jogos per-


tencentes a várias etapas do torneio: fase de grupos, oitavas e quartas de final. Ainda assim, apesar da limitação do território, a iniciativa mostra que existe uma tendência crescente das mídias sociais em tentarem incluir programação de esporte em seus canais. Em entrevista ao Mashable, David Nathanson, diretor de operações comerciais da FOX Sports, destacou o Facebook como sendo “uma empresa de mídia social e um excelente parceiro para nos ajudar a cultivar o futebol nos Estados Unidos”. Ainda segundo ele, “à medida que as pessoas passam mais e mais tempo com dispositivos móveis e nas redes sociais, oferecer os jogos nestas plataformas é uma extensão natural”. A aposta, é claro, não vem do nada. Segundo dados, o futebol é de longe o esporte mais popular da rede social de Mark Zuckerberg. Além de contar com um universo gigantesco, com mais de 2 bilhões de usuários mensais ativos, o Facebook registrou, apenas na final da Champions League da temporada passada, vencida pelo Real Madrid, que 34 milhões de pessoas foram

responsáveis por compartilhar algum material relativo à partida. Isso, no total, ser viu para que o site registrasse cerca de 100 milhões de interações relativas à finalíssima. Com um calendário extenso, a programação deverá ser divida entre o Facebook e o Fox Sports GO, o aplicativo da Fox Sports para mobile, e a transmissão regular pela televisão. Isso significa que alguns jogos são exclusivos da rede social, e outros da TV. Dan Reed, o chefe de parcerias esportivas globais do Facebook, também comemorou a iniciativa. “A UEFA Champions League é um dos maiores torneios de futebol do mundo, por isso estamos entusiasmados em parceria com a FOX Sports para oferecer transmissões ao vivo aos fãs no Facebook nos EUA para a próxima temporada”. Esta notícia, aliás, não é um fato isolado. Há pouco tempo o Facebook também havia anunciado uma parceria com a rede Univision para a transmissão do principal torneio de futebol mexicano. Logo depois, a rede social também acertou mais transmissões esAcordo foi fechado entre a rede social e o canal FOX Sports nos Estados Unidos.


portivas de futebol, desta feita da Major League Soccer, a principal liga da modalidade nos Estados Unidos. Ao que parece, especialmente numa terra onde a rede social é muito mais popular que o futebol, detentoras dos direitos de transmissão e a rede social parecem ter encontrado um equilíbrio e uma proposta atraente para ambos os lados, onde um se beneficia da movimentação criada e da exclusividade, ao par que as televisões esperam ver um retorno na – já crescente – popularidade do futebol no norte do continente americano. No Brasil, transmissões alternativas também surgem E engana-se quem pensa que é só nos Estados Unidos que novas formas de transmitir os jogos de futebol estão surgindo. Paixão nacional do brasileiro, o futebol por aqui, que há muitas décadas está atrelado ao domínio da televisão, o que gera críticas de dirigentes e fãs, parece estar engatinhando para procurar receitas alternativas, também. Apesar de nenhum acordo com uma rede social ter sido fechado, até agora, no início deste ano dois dos maiores clubes do estado do Paraná, o Atlético-Paranense e o Coritiba, que disputaram a final do Estadual, resolveram ousar. Todos os confrontos entre os clubes foram transmitidos gratuitamente, na Internet, por meio de streaming no YouTube. A situação surgiu após a proposta apresentada pela RPC, afiliada da Rede Globo, não agradar a ambos os clubes, sendo inferior à que foi proposta no ano anterior, de R$2,2 milhões. Insatisfeitos, ambos os clubes decidiram que, quando se enfrentassem, já que os outros grupos haviam aceitado a proposta da RPC, o

modelo adotado seria o de streaming, com a captação de recursos sendo feita através do fechamento de patrocínios pontuais. Para realizar o projeto, o Coxa e o Furacão tiveram de contratar uma equipe de transmissão profissional local, com narradores, comentaristas, repórteres, além de câmeras. O resultado da primeira partida, na fase de grupos, foi positivo, e os clubes voltaram a adotar a medida para a transmissão dos jogos da grande final do campeonato estadual do Paraná em 2017. O Coritiba, por meio da sua assessoria, chegou a dizer que as exibições de grandes partidas e clássicos na televisão “poderão perder espaço”, graças a parcerias como as que o clube fechou, com YouTube e Netflix, por exemplo. Em categorias menores, como o futebol feminino, este tipo de aposta já é uma realidade, inclusive, disse o clube. O caso é mais um indício do enfra-

O Coritiba, por meio da sua assessoria, chegou a dizer que as exibições de grandes partidas e clássicos na televisão “poderão perder espaço”, graças a parcerias como as que o clube fechou, com YouTube e Netflix, por exemplo.


quecimento do modelo atual de transmissão do futebol no país, que, mais recentemente, também tem sido alvo de discussão após um grupo de alguns clubes da Série A acenar com a possibilidade de não renovar o acordo vigente para o Campeonato Brasileiro do ano de 2019. Alguns estão insatisfeitos com o modelo da TV aberta, outros com o Pay Per View, mas, em geral, cresce a procura por formas alternativas de exibir o conteúdo dos clubes, sempre valorizando a marca. Para o espectador, casos como o do Coritiba e do Atlético certamente são vistos com bons olhos, já que as partidas foram transmitidas, para todos, livres de custo.Vale ficar de olho no futuro.

DIA DA MÍDIA SOCIAL No dia 30 de Junho é comemorado o Dia da Mídia Social. A data, que foi criada pelo site Mashable há sete anos, tem por objetivo celebrar a importância destas ferramentas dentro da comunicação moderna. Quem vive nos dias atuais sabe que as mídias sociais mudaram o jeito do internauta enxergar o mundo, e a sua ação é constante em todas as esferas das vidas das pessoas: pessoal, profissional, de alguma forma ou de outra estes sites acabam encontrando forma de fazer parte do seu cotidiano. No contexto corporativo, as mídias sociais facilitaram, e muito, a aproximação entre empresas e clientes. O site Adnews preparou uma lista de cinco dicas para melhorar sua interação com outras pessoas nas redes sociais em celebração à data. Confira clicando aqui: http://adnews.com.br/social-media/5-maneiras-das-marcas-interagirem-nas-redes-sociais.html


ATAQUE CIBERNÉTICO VOLTA A CAUSAR TRANSTORNOS

Vírus Petya causou problemas em computadores de grandes empresas em todo o mundo e dá início a nova polêmica entre a Ucrânia e a Rússia O mês de Junho de 2017 irá ficar marcado por mais um novo grande

ataque cibernético, no seguimento da proliferação do WannaCry, em maio.


Desta vez, o culpado foi um vírus chamado Petya, que fez grandes estragos principalmente em território europeu, e especialmente na Ucrânia, onde centrais como a de Chernobyl tiveram seu funcionamento interrompido, além do caos em todos os aeroportos, com voos atrasados e cancelados por conta de pane no sistema informático dos mesmos. A questão voltou a ser foco nas páginas de notícias, desta vez chamando a atenção para o fato que, de acordo com a Symantec, empresa responsável pela produção de software de defesa contra vírus, a nova ameaça conta com o “EternalBlue”, instrumento que teria sido roubado da NSA, a Agência Nacional de Segurança dos EUA. O Petya, similar ao vírus anterior, também funciona num estilo ‘ransomware’. Ele modifica um setor de inicialização do HD do utilizador, e bloqueia o uso do computador a menos que o mesmo efetue o pagamento de um certo montante. O problema, no entanto, é que o vírus não parece ter a finalidade de, de fato, tirar dinheiro dos usuários, sendo apenas uma forma de causar caos. A razão é que, até mesmo por conta da sua existência, a utilização do computador

Imagem de um computador infetado pelo vírus Petya

infectado torna-se quase impossível – o que dificulta ao usuário que queira pagar o valor requisitado de concluir essa transação. O vírus, e o seu ataque especialmente difundido na Ucrânia, voltou a causar polêmica. Com a usina de Chernobyl, bancos a aeroportos do país sendo afetados, o SBU, Serviço de Segurança do Estado da Ucrânia, afirma que os serviços de segurança russos estavam envolvidos no ataque cibernético que atingiu o país. A acusação vem no seguimento da divulgação de dados por parte de empresas internacionais de antivírus, que, de acordo com a SBU, “dão motivos para acreditar que os mesmos grupos de hackers envolvidos num ataque à rede elétrica ucraniana em 2016 estão envolvidos neste incidente”. A situação, por enquanto, está controlada, e porta-voz do Kremlin negou as acusações como sendo “infundadas”.

Vírus Petya pode ter sido desenvolvido por russos, acusa governo Ucraniano, que liga caso a ataque ao país em 2016


COMO MANTER SEU PC SEGURO

No seguimento de ataques cibernéticos, confira algumas dicas simples para manter o seu PC seguro e mais resistente às ameaças A onda de ataques cibernéticos que teve início em Maio, com o WannaCry, parece não dar tréguas. Agora, o NotPetya foi o responsável por transtornos em dezenas de países, ao sequestrar dados digitais e ao afetar grandes empresas do mundo. O caso, novamente noticiado extensivamente pela imprensa, voltou a chamar a atenção para os especialistas, que

já haviam avisado em maio de que a chance de novos ataques similares era bastante alta. Assim, por conta dos episódios, cresce cada vez mais a preocupação com a segurança online dos usuários. A AC Digital apresenta, abaixo, algumas medidas importantes para ajudar a proteger o seu computador e diminuir o risco de ser afetado por ataques deste tipo.


ATUALIZE SEMPRE O PC O chefe da Europol, a agência policial da União Europeia, Rob Wainwright, foi um dos que disse que esta onda de ataques cibernéticos é uma crescente, e não deverá estar próxima do seu fim. O diretor apelou para que, em todo o mundo, usuários não ignorem as atualizações de segurança de seus sistemas operacionais e software, pois até mesmo algo pequeno como isto pode causar grandes danos em larga escala. Além da atualização de computadores, que recebem constantemente “patches” para a correção de falhas detectadas e que podem ser utilizadas pelos criminosos cibernéticos, outras recomendações devem ser seguidas por usuários para que evitem serem vítimas de golpes deste tipo.

CUIDADO COM OS EMAILS Uma delas, por exemplo, é o cuidado na hora de abrir e-mails suspeitos. E-mails são, desde sempre, um dos meios mais utilizados para o compartilhamento e a proliferação de vírus de computador. Isso acontece porque, muitas vezes, é fácil ‘mascarar’ o e-mail como algo relacionado a um amigo ou a uma mensagem de trabalho, e usuários menos atentos podem acabar por clicar e seguir passos não recomendáveis, expondo os seus computadores a ataques. Assim, verifique sempre a origem do e-mail antes de abri-los, especialmente caso estes possuam anexos. Em casos de mensagens de remetentes desconhecidos e que pareçam suspeitos, sequer abra – delete o quanto antes a mensagem.

UTILIZE O ANTIVÍRUS Da mesma forma, o uso do antivírus é sempre muito recomendado. Quem navega pela internet está constantemente exposto a ameaças, e um programa deste tipo, por mais simples que pareça, pode ser a salvação na hora de identificar um ataque e eliminá-la do seu computador. Existem opções gratuitas e pagas, mas as primeiras são, em modo geral, úteis e suficientes para o usuário mais casual. Em 2016, o TecMundo publicou uma lista dos antivírus gratuitos mais conceituados, e o top 5 ficou entre Avast, AVG, Panda Free, Bitdefender e o Check Point ZoneAlarm. Assim, qualquer uma destas opções pode ser uma boa pedida, caso esteja se sentindo um pouco perdido.

Por fim... melhor prevenir do que remediar Em todos os casos, com as situações acima já expostas e o seu computador melhor protegido, ainda não é certo de que esteja completamente livre de ameaças. Assim, a outra dica importante a se tomar é realizar, periodicamente, backups de seus arquivos. No caso do seu computador ser infectado, existe a possibilidade dele precisar ser formatado, isto é, ter todos os seus arquivos deletados. Com isso em mente, um bom backup poderá deixa-lo tranquilo, sem perder os seus arquivos importantes.


E3 2017 Nova edição da maior feira de games do mundo teve as três gigantes do segmento apresentando suas novidades Junho marcou mais uma edição da Electronic Entertainment Expo, a E3, maior feira de games do planeta. Como não poderia deixar de ser, a AC Digital esteve ligadinha em tudo o que rolou em Los Angeles, para trazer as novidades aos leitores. Em 2017, com a briga entre o PS4 e o Xbox One a todo o vapor, Sony e Microsoft

tiveram abordagens similares em suas apresentações, apesar da Microsoft ter ousado mais, com a apresentação da nova versão do Xbox One, o Xbox One X, o videogame mais poderoso do mundo em termos de especificações técnicas, que chega para bater de frente com o recém-lançado Playstation 4 Pro. Confira o que rolou.


MICROSOFT A empresa norte-americana chegou à E3 2017 pressionada. Após um domínio avassalador durante a geração passada, os erros cometidos com o Xbox One ainda durante a sua gestação parecem não ter abandonado a empresa completamente. Ao perder a confiança dos gamers ao apresentar programas que impediam a troca e venda de jogos usados, uma jogada que mais tarde seria revertida por conta da chuva de críticas que a MS recebeu, a empresa desde então tem lutado uma batalha difícil para recuperar o mindshare dos gamers. Com as vendas do Xbox One estando perdendo numa proporção de 2 para 1 com as do Playstation 4, Redmont precisava mostrar serviço, e assim o fez. O Xbox One X, que foi apresentado durante a conferência, é o videogame mais poderoso do mundo. Com ele, a Microsoft afirma que é possível a reprodução de games com resolução 4k (4096 x 2304), um salto

considerável do 1080p que é padrão da indústria. Além disso, a empresa teve uma apresentação recheada de novos jogos exclusivos e de parceiros, que fez com que os presentes e espectadores de todo o mundo saíssem, se não impressionados, pelo menos confiantes de que 2017 será um ano mais agradável para quem é dono de um console da empresa do Windows. Ainda assim, as críticas surgiram. O foco em 4k, embora real e uma tendência da indústria, ainda não agrada a todos, pois o número de pessoas com uma televisão que suporta essa resolução é ínfimo. Pensando nesse porém, a Microsoft garantiu que, mesmo que os seus clientes não possuam uma TV 4k, o Xbox One X tem tecnologia de ‘downsampling’, que irá tornar os gráficos dos jogos muito mais agradávels mesmo em televisões 1080p. O preço do console também não agradou muito. Por $499, é quase 150 dólares mais caro do que o principal competidor, e com a MS já atrás na corrida, especialistas duvidam que só ‘mais poderio gráfico’ seja o suficiente para fazer com que novos consumidores não escolham a opção mais barata e “quase tão boa” – ainda por cima quando o PS4 já é o ecossistema mais habitado dos consoles nesta geração atual.


SONY Em completo oposto à Microsoft, a Sony voltou a aparecer com relativa tranquilidade à E3 deste ano. Não é para menos. Já são mais de 40 milhões de PS4s vendidos em todo o mundo, sem sinal de abrandar. O console é um sucesso e, desde o seu lançamento, a gigante nipônica vive um novo período de lua de mel com os fãs, muito em parte à atitude antagônica tomada pelas medidas anunciadas pela Microsoft no início da geração. Nessa onda, o show da Sony em 2017 foi menos impressionante do que o normal, mas, ainda assim, funcional. A empresa, que normalmente foca em grandes anúncios, às vezes até muito antes dos lançamentos, adotou uma postura mais comedida este ano. Jogos que estão próximos de serem lançados foram o grande foco, e seviram para deixar os donos do PS4 seguros de que o seu aparelho ainda vai receber muitos títulos de qualidade.

A empresa também voltou a dedicar espaço da sua conferência para a realidade virtual, nicho em que atua desde o ano passado com o lançamento do Playstation VR. Longe de ser uma tecnologia muito mainstream, a Sony segue fazendo o seu trabalho de forma a tentar democratizar o acesso ao VR e torna-la mais popular, e, para tal, apresentou mais alguns jogos exclusivos para o PS VR. A grande omissão fica por conta de um novo console portátil da empresa, algo que muitos especulavam que poderia ser mostrado na E3, caso existisse. O mercado japonês ainda se mostra resistente aos consoles de mesa, e a Sony, sem um competidor direto ao Nintendo Switch, poderia apostar num novo aparelho portátil, mas, pelo menos por enquanto, nada foi anunciado. Se a empresa irá abandonar esse segmento ou não ficará para ser visto na Tokyo Game Show.

Playstation VR teve foco na apresentação da Sony e continua o seu trabalho de democratizar a realidade virtual a todos


NINTENDO Por fim, a Nintendo fechou a feira, e, como de costume, manteve-se afastada de suas duas grandes rivais e fez as coisas ao seu próprio ritmo. Como de hábito, voltou a não ter uma conferência de imprensa física, preferindo adotar o streaming de um vídeo para anunciar as suas novidades. Na mesma pegada da Sony, a Big N esteve focada em apresentar jogos para o seu novo videogame, o Nintendo Switch, que irão sair num futuro próximo, a grande maioria ainda em 2017. A empresa quer garantir que o Switch não sofra o mesmo destino do Wii U, onde grandes períodos sem novos lançamentos acabaram por decretar a morte prematura do dispositivo. Para a Nintendo, a feira foi um sucesso. O Nintendo Switch está sendo um fenômeno de vendas, e a sua disposição híbrida, de poder ser usado tanto como um console de mesa como um portátil que pode ser levado para qualquer lugar agradou tanto o ocidente como o oriente. No Japão, o videogame ainda segue em falta em todas as lojas, com os carregamentos que chegam semanalmente sendo esgotados em tempo recorde. Nem online é possível encontrar o videogame para compra imediata. Assim, o importante era apresentar software que justificasse a compra do aparelho, e a Nintendo acertou em cheio. O novo jogo do Super Mario, ícone do videogame mundial, foi um sucesso estrondoso, e deu origem a algumas das maiores filas jamais registradas na E3, com o público

presente querendo jogar um pouco da nova aventura do encanador. Além disso, a empresa anunciou novos jogos para o 3DS, o seu videogame portátil, que completou 6 anos em 2017. Com uma base de usuários de mais de 60 milhões, a Nintendo não quer largar a sua pequena máquina de imprimir dinheiro – e os acionistas aprovaram da ação, com o preço do estoque da Nintendo subindo consideravelmente após a E3. Um sucesso.


Microsoft pode despedir milhares de funcionários Empresa prepara novo quadro de reestruturação focado na venda de serviços de nuvem para empresas Novos tempos, muitas mudanças, Essa é a tônica do mercado nos dias de hoje, e nem mesmo a gigante Microsoft parece sair ilesa das transformações que ocorrem no mundo digital. Com a queda nas vendas de software para computadores e servidores, e a ascensão dos serviços, a empresa criada por Bill Gates estará prestes a demitir “milhares” de funcionários em todo o mundo, de acordo com o site TechCrunch. Com mais de 121,5 mil funcionário sem todo o mundo, a Microsot construiu o seu império ao se tornar a principal vendedora de software e sistemas operativos do mundo, com o Windows. O problema é que, nos tempos modernos, com a redução na vendas dos PCs e o aumento dos smartphones, onde o Androide o iOS dominam e o Windows Phone nunca conseguiu penetrar no mercado de maneira relevante, a empresa tem relocado seu foco para a venda

de serviços de nuvem para empresas, como a plataforma Azure. Isto, no entanto, tem gerado uma necessidade por funcionários com especificações diferentes daqueles treinados ao longo das décadas pela Microsoft, o que resulta no atual imbróglio. Apesar das notícias, a Microsoft já em anos anteriores tem diminuído o seu número de funcionários no fim do ano fiscal, que acontece em julho. Só no ano passado a empresa já havia cortado 2.850 empregos, com 1.850 destes sendo de pessoas ligadas à área de smartphones, uma das divisões menos bem sucedidas da empresa. Em 2014, inclusive, a Microsoft havia realizado o maior corte de toda a sua história, ao demitir 18 mil funcionários de uma só vez – com 12 mil deles pertecendo à Nokia, gigante fabricante de celulares que havia sido adquirido pela Microsoft um ano antes.


#CURTAS

Rolou no

Uber vai passar a entregar comida no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte

Confira alguns dos assuntos em voga na rede social

O Uber Eats, aplicativo de entrega de comida do Uber, que já funciona em São Paulo desde o ano passado, está prestes a ganhar mais duas cidades em território nacional. O Rio de Janeiro e Belo Horizonte passam a ter o serviço disponível a partir do dia 6 de julho. As entregas são feitas por carros do Uber, que em parcerias com os restaurantes, realizam as entregas dos pratos. Os motoristas recebem uma comissão do Uber para levar a comida até aos consumidores, e a entrega pode ser feita de diversas maneiras: carro, bicicleta, moto, ou até mesmo a pé. No início da operação em ambas as cidades, apenas alguns bairros terão o serviço disponível, mas a tendência é que, com o tempo, este número vá crescendo naturalmente.

No ‘O Melhor do Marketing’, um post discute a necessidade e dicas para otimização do texto destinado a ser captado pelos SEO -- os motores de busca da Internet. O artigo aborda diversas observações feitas por profissionais da área e vale a leitura para quem se interessa pela área.

Samsung vende aparelhos com peças recicladas de modelo que sofreu recall por explosões O Samsung Galaxy Note 7 teve um início de vida complicado, com muitos clientes acusando o aparelho de defeitos, com muitos deles chegando a apresentar explosões. Assim, a Samsung promoveu um recall massivo do produto. Agora, a empresa anuncia que irá lançar uma nova linha, o Galaxy Note FE, feito de peças recicladas dos aparelhos que foram reciclados do Note 7. O preço está estipulado em US$611, o que equivale a um valor cerca de 25% menor do que o original. Após tamanho fiasco, a imagem da empresa ficou muito arranhada, e, como tal, o FE está sendo muito badalado como um retorno à forma. Além disso, a empresa garante, em todos os seus informes publicitários, de que o aparelho tem “segurança perfeita”. A empresa quer evitar outro recall, após o anterior ter custado bilhões de dólares apenas no recolhimento de aparelhos.

SEO

Marketing Digital barato O grupo “O Melhor do Marketing” traz um texto expondo as necessidades do pequeno empreendedor para dar o pontapé inicial no uso do marketing digital para aumentar as suas receitas. O artigo traz dados referentes ao aumento desta prática em empresas de pequeno e médio porte em todo o país, apresentando, também, formas e dicas para que o leitor possa começar a organizar o seu planejamento, de forma a alcançar a tão sonhada ascenção nas vendas online, com um investimento reduzido.


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Revista AC Digital #51  

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