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EDITORIAL

Índice

Crise de valores “Deus vai abençoá-lo” Esta frase foi dita pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, ao defender seu vice-prefeito Fernando Mac Dowell por uma dívida de mais de 200 mil de IPTU. O pobre coitado mora em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital. Pelo que sei, Deus não criou o IPTU e segundo registro no TRE o cidadão possui um patrimônio de quase 1 milhão declarados. Outra frase infeliz: “Veja, enquanto tantos outros enriqueceram ilicitamente, ele teve dificuldade de pagar seu IPTU. O que mostra que é um homem honesto, com dificuldades. Já negociou, vai pagar, argumentou o prefeito. A honestidade agora é um artigo de luxo? Enriquecer ilicitamente virou lugar comum? É um quesito de aptidão? O prefeito continua a entrevista ressaltando os méritos do seu vice: “Ele é um servidor público, foi meu colega na Emop há 30 e tantos anos, nós dois éramos engenheiros. Ele que fez tanto pelo Rio de Janeiro. Nós devemos o metrô muito à sua capacidade técnica”. Crivella esqueceu de dizer que Mac Dowell recebeu por isso e vai continuar recebendo para ser vice-prefeito. Como bem-dito é funcionário público

e o povo merece satisfação e respeito dos governantes. Falar em desrespeito é patrimônio dos candidatos. Fico espantando como o Ministério Público que não verifica as declarações de imposto de renda e compara com o que consta no TRE. Em Cabo Frio, por exemplo, o prefeito eleito, tem uma cobertura duplex na Praia do Forte, que declara valer R$400 mil. Nem um apartamento de dois quartos custa esse valor. Tudo fica por isso mesmo e ninguém toma providências. Outro fato que marca bem o perfil político dos que elegemos e que aflorou com o falecimento de Dona Marisa. A classe política se aproveitou do fato para uma enxurrada de despautérios. Inclusive vindos do próprio viúvo, que se aproveitou da oportunidade para fazer de palanque. Acho que não estamos passando apenas por uma crise econômica, institucional, mas sim de valores. Fala-se em nome de tudo menos da nação, do povo que sofre com os desvios, falcatruas, etc. Sérgio Cabral é um bom exemplo, desviou cifras que se perdem aos olhos e que nunca iria usar durante sua existência, filhos, netos e bisnetos. Mas como o prefeito do Rio fala “Deus vai abençoá-lo”.

Tecnologia de baterias pode dar novo salto

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Laboratório Hacker: informação e política

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Campus Party 2017 acontece em SP

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La La Land bate novos recordes

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Ano recomeça e a sua carreira também

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Tendências das Mídias Sociais em 2017

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Expediente Editor-chefe Augusto de Carvalho Textos Augusto de Carvalho Luis Gurgel Colaboradores Rodrigo Carvalho Silveira Diagramação Luis Gurgel


LIGADO POR MAIS TEMPO Uma das tecnologias que menos avançou nos últimos tempos, baterias podem ter salto qualitativo em breve O smartphone se tornou uma peça indispensável do nosso cotidiano. Tanto que, hoje em dia, não é incomum vermos rodoviárias, aeroportos e até mesmo lojas oferecendo pequenos balcões onde podemos dar uma recarregada rápida em nossos aparelhos. Parte do problema, no entanto, reside no fato que a tecnologia das baterias simplesmente não tem acompanhando o restante do salto tecnológico. Os aparelhos ficam mais potentes, mas as baterias seguem num estado muito constante, o que faz com que empresas não possam, às vezes, utilizar o máximo da tecnologia disponível de forma a manter os aparelhos funcionais por um período de tempo

mais desejável. Felizmente, isto pode estar para mudar. Para romper com estas dificuldades atuais, diversos tipos de tecnologias diferentes têm sido estudadas ao mesmo tempo. Agora, a mais próxima de se tornar realidade é a bateria de micro cerâmica. Elas já estiveram presentes em estandes de fabricantes da CES, a maior feira de tecnoligia do mundo, no início deste ano. Falta, apenas, alguma grande fabricante decidir apostar na tecnologia, de forma a que elas possam começar a invadir o mercado. Enquanto isso não acontece, porém, o jeito é continuar apelando para os cada vez mais populares power banks.


LABORATÓRIO

HACKER

Projeto da Câmara une tecnologia e informação para facilitar acesso da população a temas políticos A palavra ‘hacker’ ganhou, há muito tempo, conotação negativa na mente das pessoas e é frequentemente associada com o ato de invadir computadores alheios. Porém, esse nem sempre é o caso. No Brasil, desde 2013, funciona o Laboratório Hacker, um projeto criado pela

Câmara dos Deputados e que tem como principal objetivo promover ações colaborativas, todas visando o aprimoramento da transparência legislativa e da participação popular no processo político. Criado por meio da resolução nº49 daquele ano, que foi publicada no D.O.U.


de 18/12, o Laboratório é uma iniciativa que quer juntar os cidadãos de forma a contribuir para a inserção dos mesmos na prática política. A maneira de fazer isso é com a ajuda de programadores e desenvolvedores de softwares, parlamentares e servidores públicos que, juntos e neste espaço, podem utilizar seus conhecimentos de diferentes áreas e colaborar na criação de ações e aplicativos de cidadania. A ideia inicial surgiu de uma maratona “hacker”, em que desenvolvedores foram convidados pela própria Câmara a desenvolver aplicativos voltados para o público. Na altura, esta primeira maratona foi o alicerce que deu origem a diversos projetos que hoje fazem parte do governo. O “Meu Congresso Nacional” foi uma das entradas premiadas, e é um site que exibe índices de gastos das cotas parlamentares, assim como um detalhamento de cada político eleito. Já o “Monitora Brasil”,

também distinguido durante a maratona, é um aplicativo para smartphones que serve como um agregador de informações sobre o trabalho dos parlamentares. Além de iniciativas mais ‘sérias’, como as acima, essa primeira maratona também rendeu frutos com projetos mais alternativos, que visam mesmo facilitar o aprendizado de assuntos considerados “chatos” por caminhos mais divertidos. Um resultado desta leva foi o programa “Deliberatório”, que nada mais é do que um jogo de cartas com uma função muito específica: quem participa da brincadeira simula os trâmites pelos quais um projeto de lei deverá passar até ser aprovado e, de fato, se transformar em lei. Desde então, o LAB Hacker continua criando todo o tipo de projetos voltados para o cenário político brasileiro. A AC Digital separou alguns dos principais e apresenta-os abaixo. Confira!

RETÓRICA PARLAMENTAR Um dos projetos mais interessantes e ligados com o contexto atual das redes sociais, onde as ‘nuvens de palavras’ viraram moda nos últimos tempos, é o Retórica Parlamentar. O site permite ao usuário acessar, em forma de ‘bolhas de diálogo’, os principais temas que foram utilizados nos pronunciamentos de deputados brasileiros durante o período em que projeto está funcional. Ao clicar em cada bolha, que corresponde a um tema específico, é possível ver quais deputados falaram sobre quais assuntos. Além disso, por meio de hiperlinks, o usuário pode até mesmo clicar na imagem de deputados que figurem no site, podendo assim rapidamente aprender e visualizar mais informações acerca do mesmo. O Retórica Parlamentar pode ser acessado a partir do link: http://retorica.labhackercd.net/


E-DEMOCRACIA Ainda em desenvolvimento, o E-DEMOCRACIA será um portal que, de certa maneira, sintetiza o espírito e a razão de ser do LAB Hacker. O que isto sinifica é que a sua função será servir como um portal geral que tem o objetivo de facilitar o relacionamento entre os cidadãos e os deputados, assim como servir de ferramenta para a melhoria na transparência da relação. Assim, o site terá fóruns, uma wiki legislativa, biblioteca virtual e até mesmo a possibilidade de realização de audiências públicas interativas.

PAINEL SOCIAL O Painel Social é um site que oferece uma proposta bastante simples: ele age como um ‘piloto’ para facilitar o acesso à visualização de informações legislativas e de redes sociais. Ao contrário dos anteriores, no entanto, o próprio site foi criado com um público-alvo diferente, focado mais na utilização por membros de órgãos internos da Câmara dos Deputados, como as Comissões e Lideranças. Ao entrar no site o internauta pode escolher entre alguns temas, como direito do consumidor, direitos humanos, educação etc.Ao clicar nele, o “painel” é aberto, com informações colhidas como o stemas mais discutidos na rede social sobre este assunto, tweets destacados, hashtags relacionadas, assim como as notícias mais lidas da Agência Cãmara. O Painel Social pode ser acessado aqui: http://painelsocial.labhackercd.net/

LAB HACKER - EBC Por fim, o LABHacker também tem uma página dedicada a ele no site da EBC, a Empresa Brasil de comunicação. Lá, a EBC realiza um apanhado de todas as notícias postadas em sites pertencentes ao grupo que possam ser de uso e interesse do LABHacker, servindo como um agregador e um curador de informações. Ele pode ser acessado por meio do link: http://www. ebc.com.br/laboratorio-hacker


CAMPUS PARTY 2017 O ano de 2017 mal começou e o Brasil já recebeu mais uma edição de um dos mais badalados eventos de tecnologia do mundo. A Campus Party 2017 aconteceu entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro no Anhembi, em São Paulo, e novamente uniu milhares apaixonados pela ciência e pelas novas tecnologias num espaço dedicado à disseminação de conhecimento e troca de experiências. De acordo com os organizadores, a edição de 2017 contou com mais de 700

Feira de Tecnologia volta a São Paulo e atrai jovens e start-ups de todo o país

horas de conteúdo, que foram espalhadas em oito palcos montados no Pavilhão de Exposições de Anhembi. Entre os programas estavam workshops, maratonas de programação, arenas de exposições e uma área inteira dedicada a games, um dos queridinhos do mercado tecnológico e uma das indústrias que mais cresce no mundo. Para a edição paulista de 2017, a Campus Party contou, novamente, com a presença de convidados internacionais de


Andres de Leon, chefe da Hyperloop Transportation Technologies, foi um dos convidados: na pauta, discussão sobre o Hyperloop, um meio de transporte que poderia revolucionar as viagens, atingindo velocidades superiores a de um avião. renome. Uma delas foi Walda Roseman, que é presidente da fundação Arthur C. Clarke. O autor britânico, que é considerado um dos escritores de ficção científica mais importantes da história, completaria 100 anos em 2017, e a Campus Party organizou uma palestra em homenagem a 2001: Uma odisseia no espaço, livro assinado pelo mesmo e um marco do gênero. Outro grande chamariz do evento foi a presença de Andres de Leon. O chefe de operações da Hyperloop Transportation Technologies (HTT) esteve no Brasil para discutir a questão do mobilidade urbaba e sobre o projeto do Hyperloop – um conceito de meio de transporte mais rápido do que um avião, que na teoria se movimentaria através de um túnel de baixa pressão, flutuando sobre um fluxo constante de ar pressurizado, o que o permitira alcançar velocidades próximas a 1200km/h. O conceito foi proposto, originalmente, pelo fundador da SpaceX, Elon Musk, em 2013, que quando tornou pública a sua pesquisa recebeu críti-

cas de muitas pessoas que consideraram a ideia futurística demais e ‘irreal’. Ministério na Campus Party Quem também esteve presente na Campus Party de 2017 foi o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O MCTIC teve um espaço na área Open Campus, que ficou aberto ao público e com entrada franca. A pasta do governo divulgou ações de seis programas. Um deles, o Brasil Mais TI, é focado na oferta de capacitação gratuita em tecnologia da informação a jovens de todo o país. Também em destaque esteve o Start-Up Brasil, projeto do Governo que visa a oferecer apoio a empresas que estão começando no ramo da tecnologia. Grandes empresas dividem o espaço Apesar da Campus Party ser, em teoria, uma celebração à tecnologia e habitada


quase que majoritariamente pelas start-ups que buscam aumentar a sua rede de conhecimento e contatos. Em teoria. Porque grandes espaços dos eventos foram, também, ocupados por multinacionais e gigantes brasileiras, como o Banco do Brasil, Ford, John Deere e outras empresas. A razão é muito simples: primeiro, as empresas aproveitam um evento deste porte para ver o que está acontecendo na área tecnológica, em busca de novos produtos e serviços que possam ser integrados às suas funções. Isto, no entanto, é apenas parte do interesse. Ao mesmo tempo que enxergam a tecnologia, a Campus Party é também uma vitrine muito atraente para a prospecção de novos talentos. Em entrevista ao G1, David Borges, que é supervisor de conectividade da Ford para toda a América do Sul, falou sobre a importância de estar presente. Uma das coisas que David destacou é que, ao chegar ao estacionamento do Anhembi, reparou que existiam poucos carros estacionados. Para ele, e para a Ford, esta realidade é uma mostra de que o modelo atual de propriedade do automóvel está em mudança, e o evento permite presenciar isso em primeira mão – além de trocar experiências com os protagonistas da mudança em primeira mão: os jovens. Ao estar lá, Borges afirma que é importante analisar de que forma estes jovens pensam e se comportam, de forma a poder levar este aprendizado de volta à empresa e criar inovações e caminhos alternativos para continuar prosperando. Também ao G1, Carlos Rudnei, que é gerente-executivo da direotria de Negócios Digitais do Banco do Brasil, afirmou que a empresa “procura entender como está o app do banco na cabeça do jovem”. Para tal, o próprio banco promoveu uma maratona hacker, que possibilitava aos presentes mudarem a forma como o apli-

cativo era utilizado. Problemas de infraestrutura com a internet Apesar do sucesso de sempre, esta edição da Campus Party também fica marcada por um destaque negativo. Ao contrário dos anos anteriores, quem esteve presente ao Anhembi não pôde contar com internet Wi-Fi. A assessoria do evento se posicionou, explicando que por conta do número muito elevado de campuseiros, a necessidade de “uma banda larga de alta velocidade é tanta que, se fossem distribuir roteadores pelo espaço, ela perderia a sua rapidez”. Ainda assim, foi uma omissão que se fez notar. Muitos dos presentes reclamaram, considerando que um evento de tecnologia deste porte não pode, nunca, não oferecer algo tão simples como Wi-Fi aberto para os visitantes. O jeito foi apelar para a utilização de roteadores privados, que, uma vez conectados aos cabos disponibilizados pelo evento, permitiam a criação de redes wi-fi privadas.

Sem Wi-Fi, o jeito foi apelar para os cabos e roteadores particulares, de forma a criar redes pessoais


LA LA

LAND

Longa de Damien Chazelle revive musicais nos tempos modernos com história sobre sonhos e cinema

Existem gêneros de filmes que, com o tempo, passaram a ficar menos populares. Um exemplo perfeito disto são os musicais, que durante certa época dominaram as telonas de Hollywood e inspiraram gerações e gerações com histórias de amor, tudo ao som de canções verdadeiramente clássicas. Nos últimos anos, a produção de musicais no cinema viu a fonte secar, e, quando feitos, tentavam buscar inspiração no passado. La La Land, o novo filme de Damien Chazelle chegou para transformar isso. Chazelle, que tem apenas 32 anos, causou furor em 2015 com “Whiplash”, um filme que seguia a história de superação de um jovem que seguia o sonho de se tornar um grande baterista de jazz. Para tal, a personagem principal precisou suportar as dores da prática constante, o abandono da sua juventude em prol de um ideal, além dos abusos físicos e psicológicos que sofria às mãos do professor encarregado pela sua turma. Era uma história sobre sonhos, e que contava com uma valorosa ajuda do lado musical. Pois,

bem, com La La Land, Chazelle novamente volta a unir as duas coisas, mas desta feita, em vez de um mundo extremamente real, o diretor nos presenteia com uma história inspiradora e positiva, ambientada no mundo contemporâneo, e que mostra como o amor pode ser o motor para alcançar grandes objetivos. A premissa é simples: Mia, que trabalha como atendente em um café nos estúdios da Warner Bros., em Los Angeles, sonha em ser atriz. Sebastian, um aficionado por jazz, está preocupado com a morte do gênero, e sonha em abrir o seu próprio estabelecimento para manter viva a tradição da música na cidade. Dividindo a vontade de fazer algo maior e frustrados pelas barreiras que normalmente encontram, os dois se conhecem e acabam por viver um romance, com um inspirando o outro a seguir em frente. Clichê? Previsível? Sim, são adjetivos que podem ser utilizados. O que Chazelle faz, no entanto, que diferencia La La Land de tantos outros filmes do gênero, é utilizar as suas personagens num contexto moderno, e sem nunca esquecer a realidade. Musicais são fantásticos por natureza, e as cenas em que a música toma conta são notoriamente conhecidas pelos seus exageros. Tudo isso está presente em La La Land – mas o filme faz uso da componente musical de maneira muito inteligente, guardando-a para momentos


específicos, normalmente associados aos segmentos românticos. Quando se canta, em geral, tudo está bem. Quando o silêncio chega, eis que o filme dá uma reviravolta e nos mostra que, afinal, o lado ‘naturalístico’ de Chazelle ainda vive, e que por mais bonita que a vida possa ser, ela é feita de altos e baixos. A história do romance de Mia e de Sebastian é, na verdade, um grande motor para Chazelle exercitar os seus músculos e contar mais uma história sobre sonhos. O sonho de ser uma grande atriz. O sonho de ser um músico que preserva um gênero em extinção, mesmo que o reconhecimento financeiro possa não ser condizente com o seu talento. Até onde vale a pena insistir no sonho? Em que momento devemos aceitar que, talvez, a hora de sonhar acabou e devemos nos contentar com as hipóteses mais reais colocadas à nossa frente? As personagens de La La Land são confrontadas com questões como estas a todo o momento. A construção dos dois protagonistas, também, assim como dos sonhos que dominam as suas vidas, passa muito pela reconstrução do passado. Chazelle sabe brincar com o passado do cinema, do jazz, e utilizar referências clássicas de ambos para inspirar as cenas musicais. São referências visuais, auditivas, e até mesmo inseridas no roteiro, que fazem com que fãs de cinema passem muito do tempo na sala de cinema associando pedaços do que veem a grandes clássicos. Tudo isso, no entanto, feito de maneira muito inteligente, pois permite ao próprio espectador relembrar destas obras, ao mesmo tempo em que cria um laço com os dois protagonistas. Além disso, a escolha de Los Angeles como pano de fundo desta aventura também merece aplausos – conhecida por ser o centro do cinema,

com Hollywood, Los Angeles é uma cidade que serve como grande trampolim para os jovens que seguem em busca de sonhos. No entanto, no contexto atual, é também uma cidade que se sente “velha”, tendo sido substituída no contexto de grande centro por outras, como Nova York. Assim, tal como os seus protagonistas, que poderiam ser chamados de “almas velhas” no presente, também a cidade de Los Angeles acaba por estar intrinsecamente ligada à temática do filme, se categorizando como mais um personagem. Numa época marcada por notícias tristes e acontecimentos que nos relembram o mal quase que diriamente, La La Land é uma aposta ganha – e ainda bem. Empatado com ‘Titanic’ para o recorde de mais indicações no Oscar (14), o filme conquistou o coração de milhões de pessoas ao redor do mundo e figura como um dos favoritos a levar a estatueta mais importante do cinema para casa. Ainda assim, mais importante que isso, é que Chazelle conseguiu reviver um gênero que parecia acabado, tudo enquanto nos oferece uma incrível viagem de pouco mais de duas horas por um romance extremamente cativante, e que nos leva a pensar que, talvez, sonhar seja permitido e recomendando em tempos tão complicados.


O ano recomeça, sua carreira também! por Rodrigo Carvalho Silveira Ano novo, vida nova... por que não? Recomeçar parece coisa de quem está no fundo do poço, mas não é. Para recomeçar não é preciso que as coisas tenham dado errado. Recomeçar é um gesto valioso e necessário, que deveríamos experimentar mais vezes. Recomeçar significa, antes de tudo: parar, observar e refletir

sobre o caminho que estamos seguindo. Não há nada mais saudável para a sua carreira do que rever seus planos e aspirações, testar se os velhos objetivos ainda fazem sentido, descobrir o que mudou e, principalmente, verificar se seus passos estão de fato te aproxi-


mando dos seus sonhos. Aproveite o fôlego de um ano novinho em folha para refletir se está no lugar certo. Se estiver tudo bem, ótimo!, siga em frente. Estou feliz com minhas atividades, meu cotidiano, minhas relações. Conheço meus pontos fortes e as habilidades que preciso desenvolver, visualizo meus objetivos, meus desafios e até o crescimento que eles me trarão. Cara, sua vida está mesmo nos eixos!

“Não há nada mais saudável para a sua carreira do que rever seus planos e aspirações” Mas se algo está fora do lugar há algum tempo, se você já se acostumou com aquelas pedrinhas no sapato, com as arestas pontiagudas dos relacionamentos profissionais, se acha normal que as coisas sejam feitas ‘de qualquer jeito’ e, sobretudo, se não sente prazer

em fazer parte daquilo... caia fora imediatamente. Recomece! A vida precisa de um propósito A vida precisa de um propósito, sobretudo a vida profissional. Cada um de nós, independentemente da profissão, cargo ou idade, todos precisamos de algo que nos motive a levantar da cama todos os dias, caminhar até o posto de trabalho e conectar-se a algo que está sendo realizado ou construído. Mais do que isso, precisamos acreditar... seja no produto, no serviço, na equipe, nos líderes, ou no rumo que as coisas estão tomando. Sem acreditar não dá, não funciona, não vale a pena. Sem propósito também não. Quem não tem propósito leva uma vida de zumbi, de vazios sucessivos, é coadjuvante na própria história. O sujeito sem propósito é aquele que se arrasta de um lado a outro do escritório, inventa desculpas para tudo, está sempre reclamando da própria sorte e apontando os erros dos outros.


Não seja você aquele empregado que levanta para pegar um café e leva junto uma aura de cortejo de velório. Pesado, né? Credo! Ninguém quer ser esse zé-ninguém sem eira nem beira, sem rumo na vida, sem sonhos e sem realizações. Mas muitos de nós assumem este papel - e pior – acostumam-se com ele. Todo mundo em algum momento da vida já se sentiu assim, apagado e desmotivado.

Atreva-se a sonhar

2017: propósito e recomeço E é por isso que o meu voto de ano novo é que em 2017 você busque e encontre o seu propósito, algo que mereça ser ‘acreditado’, construído e assinado por você. Não abandone a sua carreira, não se acomode nem se amedronte diante das necessidades de mudança. O ano recomeça e sua carreira também. Para que isso aconteça, claro, contamos com a sua paciência e força de vontade. Coloque-se em movimento! É preciso agir... e a melhor hora é agora. Feliz 2017!

SOBRE O AUTOR Rodrigo Carvalho Silveira atua no planejamento de marketing digital com foco em estratégias de conteúdo e SEO, ajudando as empresas a ampliarem sua visibilidade e relevância no meio digital. https://br.linkedin.com/in/ rodrigocsilveira


TENDÊNCIAS DAS MÍDIAS SOCIAIS EM 2017 Estudo do Instituto Kantar IBOPE Media prevê quais são os grandes modas para as redes sociais durante o ano de 2017 Novo ano, novas práticas, Quem trabalha com marketing digital sabe que, num curto período de tempo, tudo pode mudar. Aquele assunto que estava em voga cai, e outro aparece para

ocupar o seu lugar com uma naturalidade espantosa. Ainda assim, planejar é preciso, e é para auxiliar nesse processo que o instituto Kantar IBOPE Media publicou e divulgou no mês passado,


no evento Digital Insights, no Rio de Janeiro, a pesquisa sobre “Tendências de 2017 nas mídias sociais”. A pesquisa foi dividida em dez tópicos diferentes, apresentados como “previsões” do que estará, ou não, em voga neste novo ano que se inicia. Os assuntos são diversos, e vão desde uma análise às redes sociais e às suas linguagens específicas e detalhes inerentes a cada uma delas como à questão da realidade aumentada, e de que forma estas novas tecnologias poderão influenciar o campo de atuação de marqueteiros de todo o mundo. A AC Digital deu uma olhada no documento e separou para você alguns dos pontos principais. Confira abaixo: 1 - Além do Social: Empresas como o Facebook, que começaram com o foco na rede social, atingiram um nível de crescimento absurdo. Porém, ao mesmo tempo, há muitos anos que se ouve falar na fuga do público mais jovem em detrimento de outras plataformas, como o Snapchat. Como lidar

com isso, então? Pois bem: ir além do social. Mark Zuckerberg, com os seus muitos bilhões, tem investido boa parte do dinheiro adquirido em tornar o Facebook “mais do que uma rede social”. Aquisições como o Instagram e o Oculus VR, de realidade virtual, são algumas das tácticas empregues pelo chefão para tentar manter a relevância neste mundo sempre dinâmico. A tendência é que, no futuro, o Facebook e outras redes sociais continuem inovando, e sempre diversificando suas ofertas, de modo a conseguir dar ao público jovem aquilo que eles mais buscam: a novidade. 2 – Realidades aumentadas: Ligado ao ponto anterior, o Oculus VR é um dos aparelhos que prometem, cada vez mais, trazer a realidade aumentada, realidade virtual para o nosso cotidiano. Coisa de filme de ficção científica há apenas algumas décadas, a realidade virtual é hoje uma realidade muito importante, com diversas gigantes do mundo da tecnologia apostando pesado em aparelhos do tipo, como a Sony e

Aquisições como a do Instagram devem continuar, pois tornam as redes em mais do que apenas um tipo de produto.


o seu Playstation VR, ou o HTC Vive. Pois bem, a tendência é que, cada vez mais, aplicativos que mexam com vídeo tentem se adequar à presença destas máquinas, e a corrida para ver quem irá oferecer o serviço mais abrangente e com melhor suporte já começou. Google, Apple, Facebook, YouTube, e até mesmo sites como o prestigiado jornal The New York Times já trabalham em suportes para a tecnologia. 3 – Conteúdo diversificado: A redistribuição de conteúdo evoluiu, e 2017 será mais um teste para ver quem se adaptou. Esqueça o antigo paradigma, de uma mídia ou marca postar algo e as pessoas compartilharem em suas redes sociais. Isso, agora, é apenas parte de um processo que cresce a olhos vistos e que precisa, todos os anos, ser adaptado para melhor atender às inúmeras formas diferentes de compartilhar conteúdo. Artigos de Facebook pedem uma

Queda nos preços de óculos de realidade virtual fazem com que tecnologia comece a ser explorada por redes sociais em vídeos e outras funções linguagem, artigos do Pulse no LinkedIn, outra. Da mesma forma, com o advento das tecnologias de VR, é preciso também pensar, se a sua marca tiver representatividade nestes meios, em como explorar as novas tecnologias de maneira própria, sem apenas torna-la uma extensão das já existentes. E para tentar sobreviver num mundo tão diversificado, as grandes empresas já estão de olho em profissionais especializados, também chamados de “platform wranglers”, ou os “embaixadores de plata-


formas”. Nada de um profissional para dominar todos os canais de comunicação – com a necessidade sempre crescente, também é preciso dedicar pessoal e recursos humanos especialistas para cada área de forma a atingir o melhor desempenho. 4 – Inteligência Artificial como parceira: Outra grande novidade que desponta no horizonte é a utilização de “chatbots”. Estes aplicativos são capazes de gerar e responder adequadamente a tipos muito específicos de comunicação, criando assim um canal automatizado para o cliente que procura uma ajuda imediata. É claro que, por se tratar de uma inteligência artificial, seus usos são limitados, mas a tendência é que este tipo de funcionalidade apareça cada vez mais para funções mais banais e de menor complexidade. Porém, vale a lembrança: invista sempre no pessoal humano. Máquinas são ótimas parceiras, mas não podem solucionar tudo. Além de que, não importa quanto tempo passe, o contato humano é sempre privilegiado e melhor apreciado. 5 – Perguntas e respostas: No caso de estar assessorado uma personalidade pública ou algum artista, 2017 parece que será o ano dos “AMA”, também conhecidos como “Ask me Anything” (pergunte-me qualquer coisa). Muito popular em plataformas como o Reddit, os AMA têm ganhado tração, e são uma ótima maneira de criar engajamento entre o seu assessorado ou a sua marca e o público que os segue. Além disso, sites especializados de perguntas e respostas já começam a surgir, e levam a prática para um nível mais profissional: é o caso do Fenda e do Live, ambos chineses, que permitem a pessoas fazerem perguntas a celebridades, mediante

o pagamento de uma tarifa. As respostas são, então, enviadas em um arquivo de áudio gravado.

Bill Gates, ex-CEO da Microsoft, foi uma das personalidades que já utilizou o Reddit para realizar um AMA com seus fãs e admiradores.

6 – Social TV: Muita gente se pergunta qual será o futuro da televisão, com o advento de programas como o Netflix e da popularização da internet e de canais específicos de vídeo na grande rede. Pois, bem, parte dessa dúvida pode ser sanada pela pesquisa. Uma das grandes tendências do próximo ano será o “Social TV”. A união da televisão com as redes sociais. É possível reparar que, cada vez mais, exibições de programas ao vivo tentam vender alguma hashtag no Twitter/Facebook, e esta interatividade entre o público que está, ao mesmo tempo, ligado na mesma programação poderá ser uma das grandes forças da televisão daqui para a frente. Reality shows, eventos esportivos, séries, enfim, todos se beneficiam da existência deste casamento, que torna assistir televisão num evento compartilhado com milhões de outras pessoas ao mesmo tempo, graças aos smartphones e às redes sociais. O engajamento do público é alto, e permite até mesmo bolar campanhas específicas de marketing nesse sentido.


#CURTAS

Rolou no

Brasil apresenta plano de Internet das Coisas em feira Internacional em Barcelona

Confira alguns dos assuntos em voga na rede social

Daqui a algumas semanas membros do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estarão de embarque para a Espanha, onde deverão revelar o Plano Nacional de Internet das Coisas. A apresentação será feita durante o Mobile World Congress (MWC), uma das principais feiras de tecnologia móvel do mundo. Por enquanto, a expectativa é que o governo apenas apresente uma versão muito preliminar, o que inclusive rendeu críticas ao que foi considerado uma medida prematura. Ainda assim, o Ministério assinou um acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e, em conjunto, houve a contratação de um consórcio para fazer ampla pesquisa sobre o tema. O estudo irá custar R$17,5 milhões.

Com tempos de crise, torneiras fechadas. No entanto, no grupo Comunicação Corporativa, um texto apresenta razões para que as empresas não decidam começar a poupar dinheiro pelo setor de comunicação, oferecendo motivos pela qual essa é uma jogada pouco atrativa par ao futuro.

Banco do Brasil abraça a cultura das startups no Vale do Silício Apesar de ser uma empresa com mais de 200 anos no mercado, o Banco do Brasil dá mostras de que não quer ficar parado no tempo e segue inovando. Desde o fim de 2016, quando iniciou um ousado plano, a empresa já enviou cerca de 10 funcionários para os Estados Unidos, divididos em dois grupos. A missão é que estes empregados passem a trabalhar como duas startups diferentes, integradas no contexto e na sociedade americana do Vale, de forma a poderem desenvolver novos projetos e ideias e estarem em contato com a cultura inovadora da região. Os enviados são considerados “sócio-fundadores” de uma start-up, e têm um período de três meses, enquanto lá, para criarem uma ideia e a colocarem em prática. No retorno ao Brasil, o grupo precisa apresentar o protótipo resultante desta aventura aos “investidores”, que nada mais são do que diretores do próprio banco. Boas ideias podem ser abraçadas e apoiadas pelos mesmos, ganhando assim espaço para serem desenvolvidas dentro da instituição.

Comunicação

Erros a contratar uma assessoria No grupo “O Melhor do Marketing” um artigo discute cinco erros mais cometidos por empresas na hora de contratar uma assessoria de imprensa. Entre os mais comuns estão listados, por exemplo, o total desconhecimento da função da assessoria, e uma contratação apenas por “status”. Além disso, para algumas empresas, a assessoria é enxergada como mais um canal de vendas, o que também não corresponde à realidade, já que a função deste serviço deveria ser o posicionamento da marca no mercado.Vale conferir..


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Revista AC Digital #46  

Edição #46 da AC Digital

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