Trovas populares de Alagoas. Theo Brandão

Page 31

15

23 A cachaça é moça branca, Filha do velho Tiburço; Ela bate comigo no chão, Eu bato com ela no buxo.

16

24 A cachaça é moça branca, Filha de um velho trigueiro; Quem puxa muito por ela Fica pobre sem dinheiro.

Abris a porta Se quereis abrir; Que somos de longe Queremos nos ir.

Abris a porta Por Nossa Senhora, Que somos de longe Queremos ir s‟imbora. 17

25 a cantiga que se canta Não se deve recantar; O amor que se despreza Não se deve procurar.

18

26 A carta que te escrevi Botei um laço de fita; Eu mandei meu coração Te fazer uma visita.

19

27 A criança é moça branca, É bonita e quer casar, Para ter os seus filhinhos E p‟rá com eles dançar.

Abris a porta Por Nossa Senhóra, Viemos de longe Chegamos agora.

Abris a porta, Quem manda sou eu; Se quereis vem vê Catarina e Mateu.

Abris a porta, Fazei que quisé; Chegamos agora Os pretinh‟ dê Guiné. 20 A cachaça alegra a gente O fumar nos dá prazer; Quem não fuma, quem não bebe, Que alegria pode ter?

28 Acolá naquela serra Eu plantei uma roseira, Quanto mais a planta flora, Tanto mais o cume cheira.

21 A cachaça é moça branca, É filha da cana torta; Quem puxa muito por ela Fica caído na grota.

29 A côr branca é côr de leite, Côr morena é côr da aurora; A côr branca desmerece Côr morena toda a hora.

22 A cachaça é giribita, Filha da cana torta; Quem puxa muito por ela Não acerta com a porta.

30 Adeus, casa de farinha, Adeus, rico farinheiro! Adeus, mulata bonita, Senhôra do meu dinheiro!

31