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Poemas de N贸s II

Poemas de N贸s Antologia Po茅tica II


Poemas de Nós II

Ficha Técnica

Título: Poemas de Nós - Antologia Poética II Editor: Escola Secundária Padre Benjamim Salgado Autor: Alunos da ESPBS Fotografia: Pedro Miranda Promotor dos concursos: Projeto Desafios em Português Coordenação: Rosa Gomes Organização: Biblioteca Escolar “A casa de camilo”


Poemas de Nós II

Prefácio O que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo, escrevendo pouco. Júlio Dantas

Este livro de poesia nasceu da vontade dos promotores do projeto Desafios em Português, Rosário Seixas e Manuel Seixas, em desafiar os alunos da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado a participarem em diferentes concursos, que foram surgindo dentro da escola e, também, fora dela. Assim, ao longo das páginas deste livro digital, encontramos poemas que venceram aqui e ali concursos e, por isso, a qualidade está lá. Pensamos que publicar estes poemas é reconhecer o esforço e a dedicação dos nossos alunos e pode, esta iniciativa, motivá-los na caminhada da escrita. Escrever poesia é escrever pouco dizendo muito, tal como diz Júlio Dantas. É, na verdade, um exercício rigoroso das palavras, das emoções e dos pensamentos, por isso poucos são aqueles que conseguem atingir esse rigor. Publicar estes poemas é preservá-los. É divulgá-los a uma comunidade educativa que se pode entusiasmar, desenvolvendo o gosto pela poesia, escrita por aqueles que estão a seu lado no dia-a-dia. Desafiamos o nosso colega Pedro Miranda a associar uma fotografia a cada um dos poemas. Uma fotografia que na sua ótica pudesse ilustrar o poema ( tarefa sempre difícil e tão subjetiva), no entanto parece-nos que o trabalho foi muito bem conseguido e, assim, publicamos um livro de poesia recheado de fotografias. Façam as vossas leituras. Pensamos que valeu a pena partilhar tanta loucura, tanta emoção e tanta fantasia.

ESPBS, 6 de Março de 2012

A Equipa da Biblioteca Escolar “A casa de camilo”


Poemas de Nós II

Desespero Para quê viver Se não te posso ter? Se és o querer do meu viver, Se não existe dia, Nem vento, nem alegria… Já não aguento! Quero-te tocar, Abraçar e poder sentir… Quero-te falar… E voltar a sorrir! Não sei o que fazer, Não sei com o que me iludir, Quero-te ver ou vou explodir.

Andreia Sofia Oliveira Gomes poema publicado in A Minha Vida é Uma Memória, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XIII, 5.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.

Que importa Que importa o céu estrelado? Se as estrelas são os teus olhos… Que importa o brilho do sol? Se és tu a luz do meu caminho… Que importa que eu tenha frio? Se não estás aqui para me abraçar… Que importa acordar de manhã? Se não te vou encontrar… Que importa sorrir? Se és tu a minha alegria… Que importa a realidade? Se tu não és verdade… Afinal que importa viver? Se eu não te posso ter…

Brízida Maria Silva Rodrigues poema publicado in A Minha Vida é Uma Memória, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XIII, 5.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Poemas de Nós II

Desencontros Pára, escuta Sente que te perdes E que te encontras, Ser um ser indefinido Ser um único abrigo Mas, assim Pára, porque o tempo Anda e desanda E a vida pode continuar E escuta, Que os sons que trazem o coração Revertem a emoção E dizes, Chega, mais não! Às vezes Recolho-me, torno-me Na solidão que tanto me obriga A deixar de ficar sozinha. Sem medo, mostro-me Ao mundo, Mais limites, E que acredites Não vás, fica e esquece Porque o amor Acontece, E permanece!

Carla Manuela Dias Ferreira

poema publicado in A Minha Vida é Uma Memória, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XIII, 5.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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A Vida A vida é um pássaro Que voa, voa. A vida vai e vem Com tristezas e alegrias, Com funerais e romarias, A vida é pôr um ideal nas asas de um pássaro, E deixá-lo dar a volta ao mundo É deixar que este pássaro possa voar, do mais fundo ao mais alto, É deixá-lo conhecer tudo E ajudá-lo a não se cansar de voar. Andreia Sofia Oliveira Gomes poema publicado in A Casa do Sol é a cor Azul, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XIV, 5.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget

Sonho Sonha enquanto puderes Enquanto o mundo te der ar para respirar Voa para bem longe e não queiras acordar, Alimenta esse sonho Pelo que te faz chorar e lutar, Pelo que queres e o que não queres ao mesmo tempo, Pelo que tens medo de enfrentar, Pelo que amas e pelo que teimas em não acreditar. E que nada te faça parar, Nem a chuva, nem o vento. Ainda que venha o dia mais turbulento, Acredita no teu sonho e vive-o na alegria De ele nunca mais acabar E deixa esse teu espírito marcado Para que os outros possam acreditar Na verdade que o sonho comanda a vida, É por ele que vivemos desde o dia em que nascemos Até àquele em que morremos. Andreia Sofia Oliveira Gomes poema publicado in A Casa do Sol é a cor Azul, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XIV, 5.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Sentimento Vadio A vontade de estar sozinha Leva-me a pensar Que nesta vida mesquinha Não quero continuar, Sem vontade de amar, sem vontade de viver, Não paramos de sonhar e de sofrer, Sofrimento que não acaba Que entra no coração, Nunca sou amada, não passa da ilusão, Ilusão de mentira, Ilusão que não se suporta E que algum dia entrará pela porta, Porta que não se abre, Sem sofrimento entrar Amor que vem tarde Nunca acaba por ficar, Para o carinho, para a sede da paixão Meu coração fica sozinho Sempre na solidão, Solidão que não desaparece Sol que não se escapa O amor não floresce A chuva não está farta De cair, de molhar Paixão que vai apagar Mas, existe a esperança De não dizer não A uma mudança, Mudança que por vezes acontece Sem dar por ela, Tudo se esquece Saímos da cela, Que nos faz delirar Agora tudo me adora Estou pronta para amar.

Carla Manuela Dias Ferreira poema publicado in A Casa do Sol é a cor Azul, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XIV, 5.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Saudade Tão bom é recordar, Tão triste é deixar de olhar, Sentimento tão forte, Que mexe bem cá dentro. É esta saudade, Que não me larga e me apanha Em cada virar da esquina, Que me entristece E me faz chorar Como uma menina. Saudade do que tive, Do que podia ter, Saudade tão dura, que fica para quem vive Sem o puder ver. Mas há a saudade boa, Que é recordar O sorriso e aperto de mão Que valeu a pena Para consolar o meu coração. Andreia Sofia Oliveira Gomes poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.

Uma vez Uma vez vivi, uma vez sorri. Uma vez amei e uma vez senti. Uma vez falei, uma vez ouvi. Uma vez perdoei e uma vez esqueci. Mas uma vez magoei, uma vez parti. Uma vez odiei e uma vez cai. Uma vez chorei, uma vez perdi, Uma vez pensei, que não podia viver sem ti. E assim rejeitei, e assim te desiludi. Uma vez tentei e uma vez morri. Sara Daniela Cunha Araújo poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Fulgurante… Esquecida pelo tempo, Magoada pelo amor Tempo frio e sem alento Amor capaz… sem pudor! Morria nos teus braços Se assim o Diabo deixasse. Seguia os teus passos Se o inferno não me queimasse. A vontade suja de te possuir, A vontade imensa de sorrir. Explodir, De raiva, de sentimento. E como uma leve brisa de vento, Te trazer… Para a minha dor Para todo o meu esplendor, E matar-me assim que viesses Para que um dia me trouxesses Uma rosa, um espinho, Uma pétala, um caminho. Para uma viagem fulgurante Para lugares arrepiantes A que eu chamo “casa”!

Carla Manuela Dias Ferreira poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Talvez… Talvez um dia… Talvez um dia possa mostrar, Ao mundo irreal perguntar Se outrora me vieste buscar! Talvez uma noite… Talvez uma noite te procure, Embora estranhamente recue Ao crepúsculo que quero… perdure! Talvez uma manhã… Talvez uma manhã te ame, E te siga, caminhando sem entrave Te diga, que te amo de verdade! Talvez um Inverno… Talvez um inverno te odeie Pelas frias noites… flameje! E te condene e te beije! E se um dia… A realidade surgir… Talvez te diga… Nunca me virás partir!

Carla Manuela Dias Ferreira poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Pobreza Esquecida Tantas vezes me encontro só, Tantas vezes dou por mim a pensar, Tantas vezes relembro que somos pó Aqui neste mundo a habitar. Tantos são os assuntos que gostamos de pensar, Tantas são as tristezas que queremos esquecer. Ser feliz é para o nosso umbigo olhar, Não sabendo como a pobreza desaparecer. Amar os outros já é pecado. Ser poderoso é a nós mesmos amar. Este mundo, ingrato tem andado, Desde que eu cá vim parar. Este problema aumenta de dia para dia. Não há ninguém que o queira enfrentar. Para os poderosos é uma alegria, Permitindo-lhes endinheirar. Ser pobre é nada ter para dar. Ser rico é nada querer oferecer. Ser endinheirado é só o dinheiro amar E ser mendigo é esquecido viver.

Ana Paula Sampaio Pereira poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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A Raiva

A raiva que criaste Só te vai enfraquecer, E fechar o livro das memórias Que te atreves a conhecer. O silêncio ameaçador Tornou-se refúgio dos teus medos, Dás a entender a revolta Mas só tens segredos A vida é uma luta Que não consegues suportar Ela te desilude E não te dá razões para mudar Os teus olhos denunciam a raiva Quebrando o mundo que é só teu. Sentes-te desprotegida, O santuário morreu Sara Daniela Cunha Araújo poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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“Maria”

“Maria” Com a sua tenra idade, O que mais desejaria Era mudar a verdade. A verdade de um corpo debilitado Da doença que todos vão apontar. A verdade de um ser revoltado Que procuram todos solucionar. O Povo, esse só sabe criticar Sem saber, realmente bem, o quê. Com um olhar preconceituoso E sem capacidade para amar. Nem tudo o que começa, acaba bem, E, “Maria” foi uma infeliz do Destino. Com tanta dificuldade em viver. Com tantas pedras no caminho. Luta para mudar o fim naquele café Naquela noite que desgraçou a sua vida. E a mais pura verdade é: A “Maria” tem SIDA.

Marisa Daniela Cardoso Silva poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Desistir? A necessidade pedia, O coração sentia, A alma dizia. A mão, Com toda a tristeza… Escrevia. Todo o corpo, Ligado à fonte da razão, Da amizade e da paixão, Tremia. Os olhos, Cegos pela ilusão, Choravam pelo que viam. As pernas, Carregadas de pensamentos, Caras e sentimentos, Vacilavam, mas não desistiam. Num esforço, Todo o ser, Pedia, sentia, dizia, Tremia, chorava e vacilava, Mas nunca desistia.

Marco André Barroso Fernandes

poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Está tudo inundado… São inundações por todo o lado Até dói o coração… Inundações de ódio de racismo e perseguição Matam-se inocentes sem dó nem piedade Às vezes parece, que no mundo só há maldade. São inundações por todo o lado Até dói o coração… Inundações de consumismo Consome-se sem pensar. Depois fala-se em crise Com tanto a esbanjar. São inundações por todo o lado Até dói o coração… Inundações de ignorância Da falta do saber É triste pensar que existe Desinteresse em aprender. São inundações por todo o lado Até dói o coração… Chuva, chuva, muita chuva Que teima em não parar Essa sim, tem o poder Da Terra poder inundar!

Aida Cristina C. Oliveira Azevedo poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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Arrependimento

Que Tempo é este Que passa sem eu autorizar? Não pede licença, nem espera Ora lento ora devagar, Em perigo constante de escassear? Mas que tempo? Estou neurótica! Pois o Tempo de que falo não existe. Como é possível se ainda mal começou? Logo não é o Tempo mas a Acção que persiste Nas lacunas daquele que antes de correr parou. Ah! Dor maldita que me cravas a pele Que me sentes o sangue, o odor a fel. Rasga, remói, fere, pisa e machuca Acaricia com espinhos a ferida aberta És tu pesaroso remorso, estou certa! Marta Catarina Oliveira Carvalho poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.

Jogo Num tabuleiro de xadrez, Sou uma peça triste, Ando sempre à procura Da regra que não existe. O fim está longe. A batalha começa agora. Só os mais fortes sobrevivem, O resto fica de fora. A vitória não existe, É tudo uma fachada. No final da jornada, Não me restará nada. Bárbara Daniela Pereira Rodrigues 3.º Prémio Concurso Faça lá um poema 2011


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O Grito

Grito! O que muda em nós o sofrimento? De início, a dor inebria-nos os sentidos, Rouba-nos a força, traz-nos a tortura… É um pesadelo pavoroso e indubitável. Queima-nos por dentro, isso é inquestionável. Além disso, não pára de se metamorfosear! Já nem sequer sinto o ar… Simplesmente não cheiro, nem vejo Perdi todas as minhas recordações Todos os meus caprichos Até as minhas pobres ilusões! Asfixio! Já nem me reconheço, Já nem sei o que me espera. Rezo e imploro aos deuses: “Tirem-me desta interminável quimera!” Perco a razão quando me vejo imaculada, Apesar de me sentir ensanguentada. Não a consigo mandar cá para fora E o pior é que nem sei onde ela mora. Paro! Inspiro e expiro com dificuldade Afinal há sempre a possibilidade De ser tudo um tremendo engano, Uma circunstância levada pela efemeridade. Porém, ninguém vem Para me arrancar deste gólgota, Desta infernal vivência. A esperança? Já a tenho perdida. Resta-me a loucura, a inexistência… Sou alguém que vive, mas que não tem vida!

Marta Catarina Oliveira Carvalho poema publicado in Amo de ti, Cancioneiro Infanto-juvenil para a Língua Portuguesa, Vol. XV, 6.º Concurso poético. Lisboa: Instituto Piaget.


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A vida Nós vivemos Neste mundo desconhecido Atravessei paredes Muitas vezes escondido Parei, Vi o mundo ao contrário Não sei onde irei Nem sequer por onde passei Mas quando olho É tudo tão diferente Este sentimento Que me é tão inconsciente Bate dentro do meu peito Como uma força maleável Só o quero esquecer Mas não é o mais provável Encontrei, Um caminho a seguir Mas quando chego a meio Só me apetece é fugir Onde pára a verdade? Que eu não a encontrei Tantos momentos de ansiedade E agora o que eu farei? Mas escusam, De me tentar Parar, olhar para trás Isso é que nem pensar O que eu quero comigo É simples de guardar É ter um amigo Para que me possa apoiar Sem me aperceber Um pouco de alegria Que me fez ver, Que a vida continua, e um dia Me hei-de esquecer Do passado, sossegado, encostado E um dia encantado Alexandra Guerreiro Costa 1.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2008


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Poluição

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Céu cinzento, nuvens pesadas Folhas mortas, árvores nuas… Esvai-se-me a imaginação Quando procuro fazer poesia! No meu passo apressado Deambulando pela rua Em uníssono, ferem-me a alma: Buzinas, carros, gente… Reflicto… Interrogo-me… Preocupo-me… Onde irá esta gente? Que faço eu aqui? Quem sou??? Será que alguém tem resposta? Queria tanto silêncio! Mas… Isolo-me nesta Poluição! Marta Denise Vieira Silva 2.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2008

Ando à deriva Neste mar de emoções Perdi-te E não sei onde te encontrar Se à superfície ou nas profundezas… Preciso de te ver Preciso de te abraçar Vou continuar à procura Pois de ti, não vou desistir Não sei o que sinto Mas é algo diferente Quando estou longe Sinto ansiedade Quando te vejo Sinto alegria Quando me aproximo Sinto arrepios E isto? Será amor? Diana Alexandra Ferreira Martins 3.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2008


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Nascem de todo o lado, De esquinas, De travessas, De ruelas. Afluem como se não houvesse amanhã, Ofegantes, Apressados, Loucos. Passam-me ao lado e calcam-me, Sem dó, Sem piedade, Febris, Desvairados e indiferentes. Sinto-me desmembrada. Desafortunadamente, Nesta selva, O tempo possui Uma lenta E dolorosa Eternidade. Passam ao lado de toda a gente E no entanto estão sozinhos… Tristemente sozinhos… Mas não tanto como eu Que sufoco, Definho, E suplico a minha vida. Debalde, ecoa fortemente a minha voz Na aridez, no vazio Desta imundície de almas. Nisto, Saciadas as necessidades, Viram as costas as bestas E seguem em frente Rumo à hibernação. E eu, ali fico Prostrada, Queda, Sem forças nem a mínima reacção. Apenas com uma certeza: A de ficar menos só Na agora agradável solidão.

Ana Olinda Azevedo Correia 1.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2008


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Poeta Pequeno génio nasce Grande se transforma… Pelas letras o mundo conhece E a felicidade retoma. O clímax atinge Quando a imaginação alcança. Ser poeta finge Quando novo verso se levanta. Palavra a palavra rimando vai. Se a literatura não amar O entusiasmo cai. Verso a verso vai a acumular E uma quadra ou uma quintilha bem estudada sai. Ser poeta é tudo escrever, tudo reconhecer e tudo lembrar.

Ana Paula Sampaio Pereira 2.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2008


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A Rua Olho a rua, tentando perceber qual o seu fim, a sua vontade, se chora por merecer esse lixo espalhado pelo chão, ou se por simplesmente não ter o poder de reagir contra tal provocação. Talvez seja só impressão minha, ou até imaginação, mas pareço sentir uma certa tristeza, um choro abafado, nesta rua pela qual passo junto com essas pessoas nesse andar acelerado. Quem sabe são só lágrimas de crocodilo e estou eu aqui preocupada com este sítio enquanto que ele ri-se e goza comigo. Sinto porém que tal hipótese é uma mentira, chamem-lhe premonição, sexto sentido, mas realmente acredito que verdadeiro é o choro desta avenida e real o motivo de tal infeliz vida. Gostaria de lhe perguntar ajudá-la a desabafar. Mas este não é o meu ponto de chegada nem sequer de partida, e a vida continua tanto para mim, como para a rua. E por mais que ela chore, ou finja chorar eu sigo em frente, sem sequer parar. De que vale o porquê tentar saber se apenas silêncio irei receber? Digo Adeus, num derradeiro olhar. Lastimo tudo o que ficou por dizer e tudo o que ainda se irá falar. No entanto, e por enquanto, algo me espera, seja lá o que for. E eu vou, lá para onde vou

Daniela Sofia Matos Sousa 2.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2008


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Crepúsculo... Fim de tarde... Crepúsculo... Uma vida que ninguém percebeu... Debrucei-me sobre o mar... Fiz dele meu confidente... Olhei-me nele e vi o meu reflexo! O meu passado voltava E, com ele, a mágoa de Uma vida mal vivida. O Sol feneceu e... O meu ser cobre-se com O pesado manto da tristeza. Vestir-me de alegria (Pertence ao meu passado. O meu rumo de vida naufragou e, Desesperada, busco um raio de luz. Mas é tarde... As trevas são implacáveis. Sinto-me engolir pelas Águas revoltas da minha existência. As forças estão exauridas A chama apaga-se lentamente. Mergulho na minha alma Porém, só encontra destroços!

Maria João Santana 1.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2009


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As fortes cores do Amor

Sinto-me feliz... Olho a natureza e vejo que tudo criaste com Amor. Ouço o canto dos pássaros e descubro nele o mais belo acta de louvor. O dia está calmo, ameno, e sente-se no ar a Primavera, talvez a Primavera do teu amor, em pleno Inverno. Diz se conseguires, de onde vem tanta generosidade pintada com as cores fortes do Amor. Sim, porque amar é ter nos olhos a vontade de tocar, nos abraços a vontade de acolher, no coração a vontade de dar. É querer semear sem destino e colher como quem colhe uma violeta ou um jasmim. Com amor tudo fazer, Para a todos dar. Que a minha vida fale do amor, da enorme vontade de amar, do terno desejo de colocar um sorriso nos lábios mais tristes, da vontade de tornar a vida com mais valor. Sem esperar que me agradeças, mas com a feliz esperança de que continues a cuidar de mim... Sinto-me feliz.

Anabela Oliveira Alves 2.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2009


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Esquecimento! Na encruzilhada da vida Por vezes, a verdade necessária não é aquela que nos agrada... Por vezes, o inesperado acontece... Não damos conta que vivemos à pressa Que o mundo nunca pára de girar E de nos confrontar com becos sem saída Donde, desesperadamente, procuramos sair... E é aí que a reflexão acontece E se apodera repentinamente do ser... Tornando-o desanimado, dolente, Triste, descontente, À deriva dentro de si. Encontramos um ser Que já não conhecemos Um ser já envelhecido Um ser desesperado Um ser desencontrado Pois a sua era... Passado, presente, futuro! Caiu no esquecimento! Marta Denise Vieira Silva 3.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2009

“O rio” Rio da minha aldeia, de onde vens? Para onde vais? Em ti espelhas a glória, do outrora já acabado. Reflexo da grandiosidade de um povo do passado, águas que contigo levas são fruto de amor chorado! Olho para ti com nostalgia do tempo em que alegre via com peculiar deleito o arco-íris sob o teu leito. Rio da minha aldeia, de onde vens? Para onde vais?

Ana Isabel Correia de Oliveira Azevedo 1.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2009


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O Meu Fim

Ó morte que vens e me persegues. Sois vós que me prendeis ao sangue e a uma alma sem vida já podre. Não me roubeis O que já não tenho e aquilo que já não busco. Levai de vez Corpo morto mas deixai memória. Sirvo e serei leal à sua magnitude, apenas para ser mortal e sentir vida e medo de vós. Peço que me negues a vida terrena ou que me ofereças a felicidade na partida.

Vera Catarina Barroso de Lima 2.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2009


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Escuridão Vejo um simples vazio Em frente dos meus olhos, Procuro ajuda Mas não encontro ninguém. O rasto dos meus passos Obriga-me a parar. E percebo, enfim, Que não conheço aquele lugar. Sinto-me sozinha, Encosto-me a um canto. A escuridão cala a minha voz. Encontro a solidão, Aninhada à minha beira. Estava assustada, Não sabia o que fazer. O medo aparece, E canta comigo A canção do desespero. Mas, A escuridão cala a minha voz. Vejo uma luz ao longe, Cheiro o mar e sinto o sol. Alguém me tirou Daquele buraco. Gostava de lhe agradecer, Mas desapareceu No mais profundo olhar Do meu coração. Estou livre! Aurora Fernandes Carvalho 3.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2009


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Mãe…

A dor é infinita… Tal como as noites de Inverno! Sinto a alma dorida e devorada Pelo monstro infame do sofrimento. O mundo onde tudo era perfeito Onde o sorriso e a alegria eram um lema De repente… tornou-se um espaço vazio, Uma paisagem descolorida e escura. Lágrimas escaldam-me o rosto Quando, teimosas, nele se passeiam e deslizam. Mas de que vale?! Impossível tornar o tempo Impossível tornar a ser igual. O sorriso evadiu-se, a alegria desapareceu A dor é profunda e avassaladora. Porém, o tempo não parou… Voltou a Primavera, os pássaros, As flores, os sons e os cheiros. A natureza cobriu-se novamente de cor Mas… falta algo, falta o principal

Sofia Mesquita Vidal 1.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2010


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Ódio Há quem não sinta e quem não ame, Há quem odeie e inveje o outro, Quem a maldade sugou por completo A magia de saber viver, A doçura de partilhar o bom, Há quem espalhe o mal, Há quem faça do mal uma forma de viver, Uma razão para prejudicar, matar… O mal não tem fim nem princípio, Tem etapas que surgem e vão, Voltam e fazem o mesmo de sempre, Num ciclo vicioso sem vitória, Sem glória ou possível perdão, O mal é tudo menos algo natural.

Francisca Manuela Marques Oliveira 2.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2010

Ambiente… Ai este mundo em meu redor! Como é vasta a sua destruição… Em breve silenciar-se-ão os pássaros Deixarão de cantar as águas cristalinas Dos regatos e ribeiros e O verde desaparecerá na voragem Da ganância humana. A vida selvagem será uma miragem Os rios serão esgotos imundos e A palidez da seca cobrirá cruelmente Todo este vasto e belo planeta! A angústia domina-me e Desespero na minha sofrida impotência De pouco ou nada poder fazer. Que o meu grito de alma ecoe Na alma dos destruidores E se faça luz na sua mórbida insensibilidade. Será que posso sonhar? Inês Isabel Oliveira Pereira 3º Prémio – Ensino Básico, Concurso Literário ESPBS 2010


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Quatro Estações

A vida é um poema de quatro estações Que se levanta com o primeiro sol. E, numa manhã de fumo branco Vislumbra-se o farto espírito pelo farol. Esta Senhora de momentâneas folhas perenes. Tanto é bela e feia, sem nunca deixar o banal Cobre-se, sumptuosamente, de flores, e cresce. Enriquece o tronco, a seiva, a cor, e amadurece. Eis então, que o gélido fim é o começo! A continuação de um ciclo interminável Que existe só para quem lá está. Terminada Em matéria orgânica decomposta. Estagnada…

Marta Catarina Oliveira Carvalho 1.º Prémio – Ens. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010


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Vizinhos desconhecidos

Vizinhos da mesma rua, Parentes do mesmo nome. Não conseguem viver juntos, Nem um sem o outro. Moram na verdadeira ignorância De saber que se completam. Insistem em existir por detrás das sombras, Mesmo sabendo que se amam. Cada um deles reside dentro de nós, Um no coração, outro na memória, Um adormecido, outro à espera. Aparecem inesperadamente, Mudando tudo, Colorindo a nossa visão… E desfalecendo os nossos pensamentos. Um a seguir ao outro, Matando quem se atravessar no caminho. Acordam-nos e mostram-nos como amar, Torturando-nos e matando as nossas esperanças. Estes vizinhos odeiam-se, Completam-se, amam-se… Têm nomes distintos: Amor e Ódio… Amigos, que nos ensinam a viver!

Aurora Fernandes Carvalho 2.º Prémio – Ens. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010


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O lamento da lucidez

Vejo uma multidão guardada por caçadores Cheiro por esse bosque suores de horrores No rosto dos veados vivem segredos Mas com a minha alma selada Não reconheço os meus medos Serei eu o seu Senhor amado? Poderei eu com tal fardo? As criaturas me fazem Rei Mas sobre o meu desejo Eu futilmente já não sei Dizem que terei o que anseio Contam que ultrapassam o que receio Porque estou eu em dilema? Eu já não serei um homem E estas palavras já não são um poema Agora nesta madrugada impotente Assombrada pelo sol nascente De sangue se fizeram os traços A esperança morre no meu peito E um anjo nos meus braços.

Carlos Alberto Pereira Monteiro 3.º Prémio – Ens. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010


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A Rua dos Estudantes

Esta é a rua onde passam Aqueles que crescem e os que ajudam a crescer, Os que correm e os que correm por correr. Esta é a rua que todos vão visitar E pouco nela há para contemplar, Uma rua sem alegria nem cor E todos sorriem neste corredor Aqui alguns se dão a conhecer, Outros no seu canto permanecem. Esta é a rua do sonho e do querer E de momentos que nunca se esquecem. A rua que atravessa gerações, De pai para filho, até ao bisneto! A ala onde todos têm lugar, Isso é certo. A rua que não tem nome agora, Nem o quis ter antes. Esta é a Rua dos Estudantes.

João Luís Oliveira Rafael 1.ª Menção Honrosa – E. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010


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Gestos Musicalidade que se constrói Em cada gesto teatral, Por cada passo dado, Em cada história contada. Ritmo que transparece Em movimentos ensaiados, Por corpos fundidos Sem matéria trocada. O que saiu já não volta, Só interessa o que se cria Porque o construído já não alimenta, Não abastece a criação. Apenas o instante assegura A alma, a vida, a existência, O sentido da alegria, A necessidade do perdão. Porque uma lágrima Só o coração toca Quando escorre, Já nada é Quando cai no chão. Porque a liberdade só é sentida, Não depois da partida, Mas no momento de largar a mão.

Bárbara Daniela Pereira Carneiro

2.ª Menção Honrosa – E. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010


Poemas de N贸s II


Poemas de Nós II

Prisioneira… Apenas vislumbro quadrados E torna-se difícil suportar Os risos das crianças Que me fazem mais chorar. Pássaros cantam livres De ramo em ramo sempre a cantar Apenas eu estou presa Oh! Quem me dera voar! Só queria ser feliz Encontrar a liberdade Com ela me embriagar Gritar de felicidade! Deixa-me sofrimento Peço-te, deixa-me em paz, Quero ser de novo eu Mostrar que sou capaz. Quero abraçar uma árvore Quero colher uma flor Quero reencontrar-me Seja a que preço for.

Sara Filipa Matos Dias 1.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2011


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Poemas de Nós II

Verbo Amar Mesmo sem te ver, Sinto que te conheço, Deste-me o dom de viver E um bom começo. Tento atingir o fim Para que me criaste. Olho por mim, Protege o que amaste. Vejo os teus filhos Nas suas tristezas. Escolhem os seus caminhos À espera que apareças. Eu tenho esperança Que a ti vou chegar Sinto uma mudança, Sinto o verbo amar.

Sara Daniela Cunha Araújo 2.º Prémio – Ensino Secundário, Concurso Literário ESPBS 2011


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Poemas de Nós II

Sem ti!! Sou como um pássaro sem asas com desejos inconcretizáveis como uma árvore sem terra com dificuldades em viver; como caminhar sem pernas, improvisando como um grão de areia em pleno deserto Um nada! como uma chama ao pé do mar Um incapaz… César José Ferreira de Brito 2.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2011

Um dia alcançarei

Eu sonho em sonhar Eu sonho em viver Eu sonho em sorrir Sem mais que fazer Um dia serei como os grandes Um dia ainda farei história Vou dedicar a minha vida Às páginas que falta escrever Ao passado que ainda falta descobrir E a tudo o que me resta viver. Que mais posso fazer? Se sonhar for um crime Prendam-me agora Pois, para mim Sonhar é viver. Carla Sofia Azevedo Torrinha da Silva 3.º Prémio – Ensino Básico, Concurso Literário ESPBS 2011


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Poemas de Nós II

Mãe

És a mulher maravilhosa Que eu tenho orgulho em conhecer És a mulher mais especial Que eu não quero perder Quando algo corre mal Lá vens tu a resmungar Com muito amor e carinho Vens-me logo acariciar O trabalho põe-te cansada E sempre a reclamar Mas com isto tudo Não te consigo deixar de amar És a minha melhor amiga Como tu não há igual Em toda a minha vida És a peça fundamental És a minha conselheira Em quem eu confio plenamente Não haverá nenhuma barreira Que nos separe eternamente

Ângela Maria Martins Ferreira 3.º Prémio – Ensino Básico, Concurso Literário ESPBS 2011


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Poemas de Nós II

O que será amar? O que será amar? Pergunto eu confuso Sem resposta iminente... Será a alma a entrar Dentro de nós, o intruso Que faz bater o meu coração fortemente? Não consigo deixar de pensar Nos momentos em que te vi sorrir E nas lindas palavras que trocamos... Pergunto agora se isto é amar? A tua imagem faz-me sentir... Feliz... e adoro quando juntos sonhamos. Detesto estar longe de ti, amor, Sinto-me sozinho e abandonado, E como a noite sem lua, E como uma jarra sem flor, Por ti vejo os meus olhos delirando Ao ver a tua pele suave e nua. 0 que é a felicidade, Se tu não estás a meu lado? Sem ti eu minto, Sem ti ganho maldade, Contigo sonho acordado, Contigo no paraíso me sinto. Será então isto amar? Sonhar contigo a toda a hora? Acredito que sim! Acredito, porque adoro em ti pensar Porque contigo quero estar agora Porque feliz me sinto assim.

Eduardo José Almeida Araújo 1.º Prémio (Clube Caminho Fantástico) Concurso Uma Aventura... Literária 2008 poema publicado in Revista Clube Caminho Fantástico


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Quatro amigos fiéis...

Mais os seus dois cães... Lutam contra os infiéis... Não há iguais como tais. Teresa, Luísa e Caracol, Tornam o irreal no real... João e Faial, As suas luzes de coragem, brilham mais do que o Sol… Pedro e Chico, Cada um dos quatro com um coração puro e rico. Sempre em sarilhos eles estão, Mas todos se conseguem resolver Com uma grande animação, Todos nós vamos ver. Assim são os grandes amigos, Que correm para todo o lado... Correm bastantes riscos, Mas nunca nada está acabado.

Rui Adérito Lobo Castro 3.º Prémio (Crítica) Concurso Uma Aventura... Literária 2008 poema publicado in Uma Aventura na Cidade, 19.ª edição, Editorial Caminho


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Poemas de Nós - Antologia Poética II  

Poemas escritos pelos alunos da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado

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