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ano 03 número 11 julho 2008 R$ 5,90

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DUBAI EM GUARUJÁ CASA NO JARDIM ACAPULCO REMETE A SHOW DE LUZES DAS BURJS

CASA COR

BANGALÔ NA ÁRVORE

VERÃO SPFW ESTiLO MODA PRAIA

ANO: 1968

ZUENIR VENTURA

FOTÓGRAFO EVANDRO TEIXEIRA

SERRA NEGRA

ROTA QUEIJOS E VINHOS


direção executiva Alexandrina Vilar Jeifferson R. Moraes

diagramação

ANO 03 • NÚMERO 11 • 2008

Ana Lúcia Vilar

colaboradores Rogério Amador Ernani Itamar

SUMÁRIO

Foto da Capa: Jeifferson Moraes

Iza Pacheco

revisão Silvia Repetto

impressão Arvato do Brasil Todas as publicidades, textos assinados, informes e fotos fornecidas são de responsabilidade exclusiva de seus autores, não representando a opinião da Revista Proibida a reprodução total ou parcial de texto e imagem sem a prévia autorização da Almav

para anunciar (13) 2138.3398 ou (13) 3019.8266 anuncios@almav.com

críticas ou sugestões (13) 3113.3777 sac@almav.com

na internet www.acapulcomagazine.com.br A Revista Acapulco Magazine é uma publicação da Almav Comunicação

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CIDADE E REGIÃO clic social ENTREVISTA ZUENIR VENTURA fotos de evandro teixeira DUBAI EM GUARUJÁ casa cor NO RASTRO DO CAFÉ rotas de serra negra SPFW FAZ VERÃO

Ltda ME, Caixa Postal: 73.915 Santos - SP - CEP: 11025-972

AO LEITOR sobre o jardim acapulco Loteamento aprovado em 1974. O lançamento oficial ocorreu em 1976. Hoje com 4 milhões de metros quadrados e 2 mil residências. Localizado na região da Praia de Pernambuco em Guarujá - SP

circulação e distribuição Uma publicação exclusiva dirigida gratuitamente ao público do Jardim Acapulco, distribuída de porta em porta. A revista também é entregue em outros condomínios da região, como: Park Lane, Jardim Pernambuco, Golf Clube, Península, Tortugas, Albamar, Marinas, Tijucopava, Taguaíba, Granville e outros.

assinaturas (13) 2138.3398 ou (13) 3019.8266 assinaturas@almav.com

Em ritmo de férias e de festas caipiras, a Revista Acapulco Magazine traz o que o Guarujá oferece de melhor em gastronomia e entretenimento, aos turistas e moradores, para os meses de julho e agosto, como o 2º Festival Gastronômico, Harmonia dos Sabores, 4ª Festa do Morango e 2º Guarujazz & Blues. O ano de 1968 é recordado em entrevista com o jornalista Zuenir Ventura e pelas imagens de Evandro Teixeira, autor da famosa foto “Passeata Dos 100 Mil”, que foi um ato contra a ditadura militar. Nesta edição, duas matérias em Casa e Construção, Dubai em Guarujá, retratando detalhes de uma belíssima residência no Jardim Acapulco e a Casa Cor 2008, com a Casa na Árvore que parece um sonho de criança, mas é voltada aos adultos. Rotas de Serra Negra, um convite ao turismo rural que nos saboreia com a degustação de queijos e vinhos, e a divulgação do livro de Marcos Piffer, “Coffea – O Café no Brasil no Século XXI”. E neste clima de inverno, a SPFW faz verão, com as últimas tendências de moda praia com a marca Movimento. Boa Leitura!


CIDADE_região

2 festival gastronômico o

O Guarujá sempre ofereceu excelentes opções de gastronomia, e pensando nisso, acontece o 2o Festival Gastronômico, que ocorre de 15 de agosto a 5 de outubro, com cerca de 30 restaurantes de cozinhas de diversas nacionalidades. Segundo o secretário de Turismo Valter Batista, “o Festival tem o objetivo de mostrar aos turistas, e aos próprios moradores, que a Cidade pode oferecer outras opções de entretenimento, além das praias”. O Festival é parte do calendário anual de eventos do Guarujá, que é uma ótima sugestão de lazer para o período de inverno

festival harmonia dos sabores O Sofitel Jequitimar Guarujá que está localizado na Praia do Pernambuco, Av. Marjory Prado, 1100, está promovendo nos dias 19 e 26 de julho e 2 de agosto, o evento Festival Harmonia dos Sabores. Trata-se de um jantar com menu inspirado nos longa-metragens “Um Bom Ano”, “A Festa de Babette” e “Ratatouille”. Degustação de vinhos e um filme que será exibido com a presença de um crítico gastronômico. Reservas no telefone (13) 2104.2000, com preço ao público de R$ 190 por pessoa. O pacote com 1 diária + festival sai por R$ 496 por pessoa

festa julina Neste mês de julho, o Jardim Acapulco, através do Shopping Center Acapulco, estará dando continuidade as festas caipiras tradicionais do ano. Nos dias 12, 19 e 26, a partir das 18h, na Rua Nelson Bozzi, em frente ao mercado Lago Azul

4o morango A 4 a Festa do Morango, diversos pratos elaborados a base da fruta, como sorvetes, tortas e bolos, será realizada no Shopping de Eventos Russi, em frente a Praia da Enseada, do dia 4 a 27 de julho, consulte os horários

guarujazz O 2 o Guarujazz & Blues se repete este ano na Praça das Bandeiras, na Praia de Pitangueiras, nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de julho, a partir das 20h. Com atrações de Davi Costa, JJ Jackson, Dixie Square Band, Blues Etílicos, Kenny Brown, Big Time Orchestra, Ari Borger, Funk Como Le Gusta e Tony Gordon. O público estimado é de cinco mil pessoas

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Fotos: arquivo PMG | Alexsander Ferraz


CLIC_social FESTA JUNINA DA SAJA no jardim acapulco

U m d o s m a i s tr a d ic i on a is even t os do an o, ac on t ec eu em junh o

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3 Nos dias 14 e 21 de junho, na sede da SAJA (Sociedade Amigos do Jardim Acapulco), aconteceu a tradicional Festa Junina. Com muito quentão, pamonha, milho verde e outras atrações, que fizeram parte da festa; 1. Paloma, Marcela e o corretor de imóveis Wagner Rosa; 2. Manuela, Marcela e Renato da Oficina do Mar; 3. Karim Sayegh, o filho Karim, Thais Helena Blanc Simões; 4. o engenheiro civil Orlando Campos e sua esposa Teca; 5. a filha Roberta Campos e o namorado Arthur Caruso; 6. Luciana, Carolina e Fernando Moraes; 7. O presidente da SAJA, João Alberto Bernacchio, a filha Isabela e Adelaide Bernacchio.

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Fotos: Jeifferson Moraes


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CLIC_social Fest a J un in a da S AJ A ( c on t in uação)

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3 1. Ana Cristina Tena, Christina e Yorki Estefan, Carlos Eduardo Gouvea; 2. Adalberto Paço Lopes, Lazzuri, Rose Antoniassi e a podóloga da SAJA Marli Alves; 3. Leornardo, Luciana, Isabela, e o gerente de segurança do Jardim Acapulco – Capitão Luiz Cláudio Venâncio Alves e Gabriela; 4. Silvana Menezes e Paulo Cesar da Inhouse Empreendimentos Imobiliários. 5. Alejandro Gabrielli e Ana Paula Haidamus; 6. Carlos Roxo e a corretora de imóveis da Bamberg – Sylvia Maura; 7. Sandra e o aniversariante do dia (14/junho) Gilberto Barbosa, Cristina Alves

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Fotos: Jeifferson Moraes


Foto: divulgação


ENTREVISTA_perfil

1968: um personagem da história POR ROGÉRIO AMADOR

ENTENDA POR QUE 1968, após 40 anos, se tornou um per s o na g e m his tór ic o, n a visão do c on sagrado jorn al i s t a Z u e n i r Ve n tur a

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le é referência quando o assunto é o ano de 1968. E não é para menos. Faz jus à prerrogativa de que todo o bom jornalista nada mais é do que testemunha do seu tempo. No seu caso, foi exatamente isso que ocorreu. Foi um dos primeiros a ver o corpo do estudante Edson Luis, morto por policiais em março de 1968, durante a manifestação dos estudantes para protestar contra a alta dos preços da refeição, no Restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Em maio do mesmo ano, quando era repórter da revista Visão, recebeu como prêmio uma viagem a Paris. E justamente nessa ocasião estourou uma das maiores manifestações estudantis já realizadas e que ficou conhecida como “Maio de 68” em todo o mundo. Sorte ou acaso? Zuenir Ventura acha que nenhum dos dois. Esse mineiro de Além do Paraíba, que em junho passado completou 77 anos, acha que especificamente o ano de 1968 é um grande mistério. “Naquela época, não havia comunicação em tempo real como temos hoje. E, portanto, como explicar todas essas manifestações terem ocorrido quase que ao mesmo tempo, em vários

lugares do mundo como Espanha, Tchecoslováquia, México, Estados Unidos, sem terem sido planejadas ou até mesmo vistas por alguém? É inexplicável”, conclui o jornalista, que após voltar ao Brasil foi preso pelo regime militar por ser taxado de articulista da imprensa em favor do Partido Comunista. Escritor e colunista do jornal O Globo e da revista Época, Zuenir tem na fala serena e na qualidade de seus textos a sua marca registrada. Ganhou prêmios importantes como o Esso de Jornalismo e o Vladimir Herzog, com a série de reportagens para o Jornal do Brasil sobre a morte do líder seringueiro Chico Mendes, no Acre, e o Jabuti com os livros “Cidade Partida” e “1968 – O Ano que Não Terminou”. Em 2008, lançou o segundo livro sobre o ano, “1968 – O que Fizemos de Nós”, pela Editora Planeta, onde faz um balanço das conseqüências de todas essas manifestações e traça um paralelo político/comportamental com a atualidade, entrevistando personagens que marcaram a época no Brasil, como Fernando Henrique Cardoso, Caetano Veloso, Fernando Gabeira e José Dirceu. No momento, o escritor e jornalista está di-

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Livros. “1968 – O Ano que Não Terminou”, lançado em 1988, já vendeu mais de 400 mil exemplares. Agora, quarenta anos após 1968, Zuenir Ventura lança “1968 – O Que Fizemos de Nós”. Os dois livros são vendidos em uma caixa, a partir de R$ 74,90, editora Planeta (Brasil), nas principais livrarias do País

vulgando o seu mais recente livro pelo País. Leia a seguir os principais trechos da entrevista: Revista – Qual foi o principal fato, em 1968, que serviu para mostrar a indignação do povo em relação a ditadura? Zuenir Ventura – Na verdade, é difícil citar um único fato. Esse ano foi marcado por várias manifestações, principalmente pelas questões comportamentais. Costumo dizer que 1968 foi um divisor de águas, sobretudo pelo plano das liberdades pessoais. Se hoje as meninas podem andar livremente pelas ruas com suas minissaias, foi uma conseqüência de 68. Podemos destacar o movimento feminista, que ganhou corpo a partir de 1968, a revolução sexual, o movimento homossexual, enfim. Quando em sã consciência poderíamos ver mais de três milhões de gays nas ruas de São Paulo realizando uma manifestação? Era algo totalmente impensável antes de 68. Revista – Será que sofremos influência do que estava ocorrendo na Europa? Zuenir – Engraçado que você citou uma coisa da qual até hoje não tenho resposta. Para mim, é um verdadeiro mistério o que aconteceu em 68. Todo mundo pergunta: como tudo isso aconteceu, em diversos lugares do mundo como México, Praga, Paris, Madri, sem a comunicação que existe hoje? Naquela época, para uma correspondência sair do Brasil para a França, por exemplo, demorava meses para chegar ao destino. Ou seja, era praticamente impossível saber o que acontecia em outro país ou em outra região. E tudo aconteceu com uma sincronia incrível, com os mesmos anseios. É por isso que digo que 68 não é um ano, e sim um personagem. Revista – Como assim um personagem? Zuenir – 1968 é um personagem, por-

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que vivemos discutindo sobre ele. Igual a um sujeito narcisista que não quer sair de cena. É interessante. Impressionante como o assunto desperta a curiosidade e a simpatia das pessoas. Eu brinco que daqui a 40 anos continuarei a contar as mesmas histórias, só que para um outro público. Revista – E a geração atual? Zuenir – É incrível como a geração de 68 tem um olhar de antipatia com a geração de hoje. As pessoas falam que essa geração só quer saber do presente, não tem apego às ideologias, vivem apenas de paroxismos. Mas para essas pessoas eu pergunto: qual o apelo que o jovem tem hoje para se tornar um senador da República, por exemplo? A geração de hoje vive outra revolução, que é a revolução tecnológica. As principais descobertas nessa área foram feitas por jovens como o Google, a Microsoft. Portanto, os jovens de hoje não são mais ou menos apáticos, só vivem situações diferentes. Revista - Quais heranças ficaram? Zuenir – Toda a revolução ou manifestação tem suas heranças positivas e negativas. E 1968 não foi diferente. Acredito que, de positivo, o que ficou foi a generosidade dos jovens, daqueles que lutaram e se doaram de corpo e alma por uma causa pessoal e coletiva, que cresceram através de uma ideologia que foi perseguida e conquistada. Agora, a herança maldita, eu não tenho dúvidas que foram as drogas e toda essa permissividade que está por trás dela. No segundo livro, escrevo acerca de uma rave que visitei. Imagina só um velhinho em uma festa dessas. Mas foi legal, me lembrou muito o Woodstock, do movimento hip. Hoje, temos a música eletrônica, o new hip. Agora, essa questão da ilusão ingênua, da busca pela vertigem e da felicidade pelas drogas são uma lástima. Até porque quem se aproveita disso são as grandes multinacionais, que faturam horrores através da venda de drogas. Mas enfim, apesar de tudo o que falamos, não tenho dúvidas de que foi muito bom ter tido 1968.

Foto: divulgação


IMAGEM_fatos

arma contra a ditadura O PODER DA FOTOGRAFIA ERA A MANIFESTAÇÃO d o f otóg r af o E van dro Teix eira em um a époc a , 1 96 8 , m arc ada por violên c ia e revolt a

POR JEIFFERSON MORAES

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inha em suas mãos uma arma. Com movimento preciso e olhar atento, escolhe o alvo. À sua frente, milhares de pessoas. Ele sabe que o momento é único e não poderia desperdiçá-lo. Então, ergue seu instrumento e com a certeza de sua decisão. Dispara! Várias vezes. Disparos que não mataram, mas que eternizaram um momento da história do Brasil. Evandro Teixeira é o autor de uma das mais famosas fotos da “Passeata Dos 100 Mil”, que foi um ato contra a ditadura militar em 1968. Ele afirma que a câmera fotográfica foi a arma escolhida para lutar. Utilizava a fotografia para revelar a verdade censurada nos textos jornalísticos. Os instantâneos feitos pela câmera de Evandro, projetaram para o futuro uma mensagem que rejuvenesce ao longo dos anos. Como foi dito pelo jornalista Marcos Sá Corrêa, “a cada década que passa acrescenta a ela um significado – e vai se remoçando”. Após 40 anos, uma das fotos torna-se foco central de um projeto que levou cinco anos para se concretizar, e resultou na publicação do livro “1968 Destinos – Passeata Dos 100 Mil”, editora Textual. Através da foto, que mostra nitidamente o rosto de milhares de pessoas, foi possível a identificação de 100 das 100 mil que esta-

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vam presentes naquele dia 26 de junho de 1968. Aos 72 anos, ele trabalha no mesmo jornal do qual foi cumprir sua pauta há quatro décadas, no Jornal do Brasil. Notável por sua destreza em realizar sua profissão de fotojornalista, Evandro registrou sua marca em imagens memoráveis da história do País. Iniciou a carreira em 1958 e desde então aprendeu sobre o poder da força de uma imagem. O livro resgata um pouco da história de cada personagem, que foram fotografados novamente por Evandro na Cinelândia (RJ). Lembraram, no livro, o que os levaram ao movimento e como transcorreu suas vidas até os dias de hoje. Evandro conta que o casal Elayne Fonseca e Ernandes Fernandes, foram os primeiros a se reconheceram na foto. Hoje casados, quando estavam participando da passeata nem se conheciam. A partir daí, o reconhecimento das pessoas virou uma brincadeira que se repetiu diversas vezes. Quando a foto era exposta ou publicada, mais pessoas se reconheciam. E partiu do amigo, Georgio Teruzzi, jornalista italiano, a idéia de transformála num projeto. As filhas Carina e Adryana, trataram de providenciar uma página na internet – evandroteixeira.net – onde era


Foto: Evandro Teixeira

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O GOLPE. Foto realizada por Evandro Teixeira na noite de 1 de abril de 1964. A Tomada do Forte de Copacabana foi o inĂ­cio da ditadura no Brasil

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Foto: Evandro Teixeira


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VIDA DE FOTÓGRAFO Evandro Teixeira construiu, ao longo de 50 anos, uma carreira notável e tornou-se um dos maiores fotojornalistas do Brasil. Quando menino, morava numa pequena cidade da Bahia, Jequié, e já se interessava pela arte. Com uma caixa de papelão conseguia reproduzir filmes, em películas, trazidas de Salvador. Mas quando viu uma série de fotografias do jornal “O Cruzeiro”, descobriu que seria fotógrafo. Foi para o Rio de Janeiro, onde começou fotografando

possível clicar sobre cada rosto da foto. Através do site e com ajuda da divulgação na mídia, em programas de TV, reportagens em revistas e jornais. “No início tínhamos a idéia de publicar 68 pessoas, para simbolizar o ano de 1968. Depois chegamos ao número de 100 pessoas identificadas, que também simboliza o número 100 mil que deu nome a passeata”, lembra Evandro Teixeira. No total foram identificadas 170 pessoas e, para ele, existe a vontade de publicar uma segunda edição com a inclusão dos 70 personagens que ficaram de fora. “O livro está bombando. Não esperava tanto sucesso, mas não quero contar glória. A segunda edição só Deus dirá”. A PASSEATA DOS 100 MIL O jornalista Fritz Utzeri, declara, no livro, como tudo começou. “Eram 18h25 quando 25 soldados do Batalhão de choque da PM invadiram o Calabouço, no Centro do Rio, onde estudantes jantavam, enquanto outros assistiam aula e se preparavam para uma passeata”. O fato ocorreu no dia 25 de março e Fritz também cita trecho de uma matéria publicada no Jornal do Brasil que conta a tragédia que desencadeou diversas manifestações. “O tenente-comandante do pelotão sacou o revólver e atingiu Édson Luiz de Lima Souto, que, em companhia de Benedito Frasão Dias, assistia à aula”. A morte do estudante causou muita revolta. Seu corpo foi carregado até a Assembléia Legislati-

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casamentos e fazendo bicos. Em 1958, teve a primeira oportunidade de trabalhar como fotojornalista, no jornal Diário da Noite. Foi o único a fotografar o corpo do poeta chileno Pablo Neruda no porão do hospital. “Fiz grandes coberturas no mundo e no Brasil. Mas o momento mais significativo e dramático foi durante o Golpe Militar no Chile, que foi muito pior que no Brasil”. Ele diz que foi uma grande tristeza que o levou a chorar naquele dia. Hoje, o fotógrafo se dedica a divulgação do seu novo livro “1968 Destinos”. Viaja o Brasil para realizar palestras, coquetéis e mostras. Ele revela que estuda uma proposta para realizar o trabalho de um livro sobre Graciliano Ramos.

va onde se iniciou um protesto violento. O enterro de Édson reuniu milhares de pessoas, mas tudo transcorreu sem incidentes com a polícia. O que não aconteceu nos dias seguintes. Após vários conflitos com a PM, o dia 21 de junho ficou conhecido como a “Sexta-feira Sangrenta”. Travou-se uma batalha que envolveu não só estudantes, mas boa parte da população que reagiu. No dia 26 de junho, Evandro conta que tinha que cumprir sua pauta de acompanhar Vladimir Palmeira, um dos principais líderes estudantis. “Eu poderia ser o responsável pela prisão dele, no sentido da cobertura fotográfica”, ressalta Evandro. Neste mesmo dia ele afirma que houve rumores de que Vladimir seria preso ou morto. Curiosamente a foto da multidão, que virou símbolo da passeata, só foi publicada em seu primeiro livro “Fotojornalismo”, lançado em 1983. O movimento estudantil cresceu e ganhou apoio da massa. Então veio a “trégua” do governo e a passeata foi autorizada. A marcha correu as principais ruas do Rio de Janeiro, em discurso Vladimir Palmeira lembrou a morte do estudante e aos gritos, sem uso do microfone, conduziu os manifestantes. “Aquele dia foi um dia especial. Tínhamos gente da maior importância, intelectuais da música, cinema, do teatro, como Chico Buarque, Gilbeto Gil, Edu Lobo, Clarice Lispector, gente da igreja, freiras, padres, de todas as classes da sociedade”.


O PODER DA IMAGEM. Estudante de medicina é perseguido por Policiais Militares durante protesto na Cinelândia (RJ), 1968; A fotografia era um dos meios para revelar a verdade censurada nos textos jornalísticos. Abaixo, todos juntos novamente na Cinelândia, posando para a foto feita por Evandro Teixeira, publicada no livro “1968 Destinos”; Da esquerda para a direita, os casais – Ernandes e Elayne Fonseca, Henrique Colasanti e Teresa Pontual, Eduardo e Ana Luisa Escorel, Carlos Zillio e Maria del Carmen

Fotos: Evandro Teixeira

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LANÇAMENTO. Na foto, o fotojornalista Evandro Teixeira ao lado de Jeifferson Moraes da Revista Acapulco Magazine, no coquetel do livro realizado na Cinemateca (SP)

OS PERSONAGENS O livro mostra, em detalhes, os rostos dos personagens identificados e conta um pouco da história de cada um. O arquiteto Ernandes Fernandes e a designer Elayne Fonseca, mantém até hoje uma relação de amizade com o fotógrafo. Ernandes foi trabalhar no Jornal do Brasil, e lá conheceu o Evandro, que contratou a designer, para desenvolver o projeto gráfico do seu primeiro livro. Segundo Ernandes, “na edição do livro Fotojornalismo, em 1981, a Elayne se reconheceu na foto”. A partir daí a relação de amizade com Evandro cresceu. Eles participaram da produção de outros livros, como “Canudos 100 anos” e inclusive o livro “1968 Destinos”. Na opinião do casal, Evandro é um fotógrafo ativo e com muita desenvoltura. “Lembro na época da Agenda 21, evento ecológico, quando todos os fotógrafos foram vetados, ele foi o único a conseguir uma imagem. Foi até uma obra próxima, subiu na caçamba de um caminhão e fez a foto”, afirma Ernandes. Conta-se também, que durante a visita do Papa João Paulo 2o, ao Brasil, ele perdeu a foto em que o Papa beija o chão, e logo pediu-lhe para repetir o gesto e poder realizar a foto. “São lendas que fazem parte da história dele”. O próprio Evandro, ao ser questionado na entrevista, confirmou que “tudo não passa de folclore”. O casal revela que Evandro Teixeira é uma pessoa simples e de muita dedicação ao trabalho e amor à fotografia. “Ele tem um acervo inacreditável de fotos, mas tem também uma mente muito ‘biruta’. Não sabe o que é, onde foi, não lembra de nada”, brinca Ernandes. Sempre que Evandro fazia fotos da família, o arquiteto tratava de buscar os originais. “Quando não fazia isso ... por exemplo, ele me fotografou numa escola de samba e não peguei a foto. Dancei. Nunca mais vi”. 24

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A ARTE E A TÉCNICA Antes, o fotógrafo não contava com os recursos da tecnologia digital. As máquinas fotográficas não possuíam fotômetros (medidores de luz). O profissional tinha que decidir por instinto, a velocidade e abertura a serem utilizadas no momento da foto. O que aumentava a possibilidade de erro. A foto da multidão só foi possível, porque Evandro Teixeira utilizava um equipamento alemão. Uma câmera Leica com lente 35 mm de cristal puro, filme Tri-X, ASA (ISO) 400. O que lhe deu uma nitidez e profundidade de campo enorme, sendo possível ver todos os rostos na foto. Ele informa que utilizou uma velocidade de 1/250s e abertura f/16 e a posição focal de 35 mm. Evandro ainda possui as quatros Leicas, máquinas fotográficas analógicas que utlizou desde o primeiro trabalho. Hoje, admite utilizar duas máquinas digitais profissionais da marca Canon, linha EOS, que são a 40D e a 1D Mark III, todas profissionais. ©2

O livro é o resultado de um projeto que durou 5 anos para se concretizar e reuni fotos históricas "1968 - Destinos”, Evandro Teixeira, editora Textual, 120 páginas, 2008. Preço R$ 98 : www.textual.com.br

Foto: © 1 Alexandrina Vilar | © 2 Reprodução da capa


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CASA_construção

RELUZENTE E IMPONENTE, SURGE NA NOITE E ATRAI

os olhares de quem passa. Na escuridão, uma nova paisagem se remonta através do show de luzes. Como em Dubai – nos Emirados Árabes – esta casa no Jardim Acapulco, em Guarujá, não deixa nada a desejar as “burjs” do Golfo Pérsico

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dubai

em guarujรก TEXTO E FOTOS POR JEIFFERSON MORAES

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TEORIA DAS CORES. O projeto de luminotécnica foi elaborado para valorizar cada parte da casa. Na parede com mosaico português, as luzes halógenas de cor âmbar, criam sombras uniformes. O “laguinho” é iluminado por LEDs e mudam de cor. Na varanda, duas arandelas especialmente desenvolvidas para a casa, sustentam LEDs de 1.5W, com facho de abertura de 6 graus, na cor branca. O resultado é um efeito de luz que imita uma luminária comprida

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uem conhece Dubai pode facilmente se familiarizar com as imagens dessa matéria. A comparação é inevitável. Como o hotel Burj Al Arab, o mais luxuoso do mundo, que ao anoitecer acende luzes de cores âmbar, azul, lilás e branca, a casa também desperta a curiosidade com sua iluminação. Entre as magníficas mansões do loteamento, surge atrás dos coqueiros de uma

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praça, luzes que revelam traços da arquitetura de estilo contemporâneo. A mistura harmoniosa de elementos, como pedra, madeira, vidro, alumínio, PVC, água e fogo, é envolvente e cria uma sensação muito agradável. Até mesmo para aqueles que não são simpatizantes ao estilo, ainda assim, rasgam elogios. O segredo de toda esta sofisticação pode estar nos detalhes. Por trás de tudo isso, está o trabalho de di-


versos profissionais que se dedicaram ao projeto. A idealização é fruto da experiência do empresário Paulo Cesar Rodrigues, proprietário da Inhouse Empreendimentos Imobiliários, que constrói no Jardim Acapulco há 11 anos. Em entrevista a revista Acapulco Magazine, Paulo Cesar fala dos detalhes do projeto. “Procuramos sempre investigar as novas tendências e tecnologias. Toda a parte

de automação, luminotécnica, pisos, revestimentos, entre outros, representam muito mais na obra, hoje, do que há anos atrás. E o objetivo é levar ao cliente um resultado final muito mais atraente, do que só uma obra com cimento e areia”. O lighting designer Hamilton Veroneze, proprietário da Signature Architectural Light, e sua equipe, foram os responsáveis pelo projeto de luminotécnica. “Tivemos to-

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PALM ISLAND. O design da piscina abusa do uso de curvas, que delimitam os espaços e criam ambientes. Pequenas palmeiras iluminadas formam uma paisagem que remete à pequenas ilhas. As crianças podem utilizar a piscina infantil sem incomodar os adultos, ou mesmo quem está nadando na raia de 18 metros. Uma lâmina d’água completa o visual. Existe também um Spa com jatos de hidromassagem, onde pode-se sentar e ralaxar.

A piscina dá acesso direto a sauna úmida que é fechada com enormes placas de vidro, possibilitando a visualização de toda a área de lazer. Ao fundo, a cenografia foi criada por fachos de luzes com LEDs nas cores âmbar e azul; No deck de madeira, luzes embutidas no piso, o ambiente fica quase numa penumbra que dá ao espaço uma sensação bem agradável. A piscina é iluminada por LEDs que mudam de cor através de um controle remoto

tal liberdade para criar e utilizar tudo o que há de melhor no mundo em iluminação”. Segundo Veroneze, o objetivo foi desenvolver um design conceito no Jardim Acapulco. O trabalho de luminotécnica criou diversos ambientes cenográficos. Na piscina, os LEDs alternam no modo automático ou através de controle remoto, entre cores lilás, azul e verde. Diversas luminárias embutidas no solo, faciadas com a grama, são direcionadas para cada planta e criam silhuetas no paisagismo. Além dos LEDs, foram utilizadas nos coqueiros, lâmpadas halógenas PAR30, com ângulo de abertura de 30 graus – no facho de luz, 75W, em cores branca e âmbar. Na entrada da casa, as palmeiras foram iluminadas uniformemente com três luminárias, cada, e lâmpadas de vapor metálico CDMR. Os guarda-corpos feitos totalmente em vidro e sustentados por discretos apoios de aço inoxidável, ressaltam a modernidade da

casa. Um dos produtos de acabamento mais caros da obra, os guarda-corpos, utilizam placas duplas de vidros laminados, temperados e revestidos com Uvekol (produto norte-americano), seguindo as normas de segurança para esse tipo de uso. Ainda nos vidros, outra utilização interessante foi a substituição das tradicionais cerâmicas pelas placas de vidro da linha Inspired Glass, que são vidros pintados. O sócio-gerente Claudio Roberto Passi, da Conlumi Vidros, ressalta que a diversidade de cores e a facilidade na instalação do Glass, ajuda na criação de diferentes espaços. “Confere ao ambiente uma assepsia e tons agradáveis, com infinitas possibilidades de utilização para ambientes internos na residência”, afirma Passi. O conforto da casa também está relacionado à distribuição dos ambientes, o projeto assinado pelo arquiteto Reinaldo Salim, em conjunto com a Inhouse, oferece uma


PALM ISLAND. O design da piscina abusa do uso de curvas, que delimitam os espaços e criam ambientes para cada atividade. As crianças podem utilizar a piscina infantil sem incomodar os adultos ou mesmo quem está nadando na raia de 18 metros. Uma lâmina d’água completa o visual da piscina. Existe também um Spa com jatos de hidro-massagem, onde pode-se sentar e ralaxar. A piscina dá acesso direto a sauna úmida que é fechada com enormes placas de vidro, posibilitando a visualização de toda a área de lazer

AL ARAB. Como uma ilha artificial, a entrada da residência é contornada por um pequeno lago. Na fachada, através de um pé direito alto, placas de vidro contíguos receberam uma cortina d’água


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CLEAN. Durante o dia a casa recebe uma boa quantidade de luz natural, isso devido ao uso de vidros e enormes vãos em todos os lados. Os guarda-corpos foram todos desenvolvidos em vidros de placas duplas, temperados e laminados. Nos banheiros, os acessórios acompanham o design contemporâneo e sofisticado. Diversas janelas com esquadrias de PVC, oferecem isolamente acústico e térmico mais eficiente


GOURMET. A churrasqueira ficou embutida no balcão, um forno de pizza e um fogão à lenha completam o ambiente totalmente integrado com a cozinha

integração diferenciada seguindo a evolução de alguns setores, como a cozinha. Para o diretor comercial Aires Tavares, da Kitchens, a cozinha segue a tendência dos espaços gourmet. “Hoje a cozinha deve oferecer um conforto maior e tornou-se um lugar onde recebemos os amigos”. Para Aires, o proprietário que aprecia a culinária não gosta de ficar isolado das pessoas enquanto cozinha, por isso, deve-se atentar a essa integração dos ambientes. Por se tratar de uma casa de praia, os efeitos da maresia são cruciais para determinados tipos de materiais. Nas esquadrias, a solução foi utilizar o PVC. Além de resistente e durável, também oferece um isolamento acústico e térmico mais eficiente. A gerente Daisy Mattar, da Super Class, informa “que o PVC tem garantia de 20 anos e não amarela”. O produto é da Claris Portas e Janelas – Tigre. As esquadrias possuem, internamente, uma estrutura metálica, que oferece maior rigidez. Apesar da facilidade em moldar o PVC em esquadrias de diversos formatos, nos vãos maiores, há impossibilidade do uso contíguo de vidros. Como alternativa, foram utilizados esquadrias de alumínio, que também são resistentes ao tempo e não oferecem problemas de corrosão. Duas lareiras de acionamento automático, alimentadas a gás, compõe três ambientes. Uma no living superior e outra na sala, que também atende a área externa voltada

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para a piscina. A versatilidade está presente em diversos setores. Como a sala de home theater, que pode fazer a projeção invertida, dando visibilidade para quem está na área de lazer. “Cada ambiente raramente tem só uma janela, a casa já foi projetada para dar essa visibilidade e criar a integração com os espaços”, afirma Paulo Cesar. Como em Dubai, esta é uma casa cosmopolita. Agrada a todos os gostos e consegue reunir os melhores materiais de acabamento e tecnologia do mercado. Uma casa inteligente, muito bem planejada. Para visitar a casa ou mais informações: INHOUSE Empreendimentos Imobiliários )(13) 3353.6718 ou (11) 7840.0398 * inhouse.net@terra.com.br Serviços: CONLUMI VIDROS

)(11) 6827.7255

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CASA_construção

UMA CASA NA ÁRVORE PARECE ATÉ

um s on ho d e c rian ç a, m as est a c asa f oi e s p e c i a l m e n t e projetada para adultos. O a m b i e n t e s u rpreendeu a maioria do p ú b l i c o q u e e s teve presente, na maior mostra de arquitetura da América Latina

casa cor


CUMARU. Com madeira de Cumaru, nativa de regiões amazônicas, a Casa da Árvore também utiliza paredes e telhado de eucalipto. Projetada para perfeita harmonia com a natureza, oferece ambientes bem aconchegantes

Fotos: Jeifferson Moraes

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BANGALÔ. Muito bem definido pelos autores do projeto, a casa lembra um “bangalô no meio da selva”. Internamente a iluminação e os pequenos ambientes foram muito bem aproveitados. A varanda oferece amplos espaços, com espreguiçadeiras e ducha

A

Casa da Árvore parece até brincadeira de criança, mas é um projeto muito interessante. A proposta inicial da mostra, aos arquitetos Fred Benedetti e Fernanda Abs, era de ser uma casa infantil, mas logo decidiram que seria uma casa para adultos. E funcionou! Ao chegar na casa, não dá mais vontade de sair. Um ambiente gostoso, aconchegante e que estimula a reflexão. Com 34 m2, a obra oferece tudo que uma casa normal tem. Sala que vira quarto, cozinha planejada com fogão cooktop, luzes âmbar embutidas e banheiro. A decoração segue o estilo rústico. Sofá de madeira, tapete de sisal, luminárias de cobre envelhecido e cadeira Kilin, de Sergio Rodrigues.

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Fotos: Jeifferson Moraes


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LEITURA_livros

"Coffea – O Café no Brasil do Século XXI” Marcos Piffer, 208 páginas, 185 fotografias, 2008, papel couchê 170g, capa dura, preço R$ 145 * info@marcospiffer.com.br : www.marcospiffer.com.br

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Foto: Marcos Piffer


no rastro do café O FOTÓGRAFO MARCOS PIFFER SEGUIU O RASTRO

do c a f é n o B r a s i l , p e l o s ú l t i mos 5 anos, e transformou as v ár i as fo r m a s d e c ol he i ta em doc um en t o hist óric o

O

fotógrafo Marcos Piffer, autor de “Santos, Roteiro Lírico e Poético”, “Litoral Norte” e “Edifício Caetano de Campos”, decide apontar as lentes para o campo e, na sua mais nova publicação, revela o cotidiano das lavouras de café. O livro “Coffea – O Café no Brasil do Século XXI” apresenta de forma inédita as várias formas de cultivo praticadas pelo País em uma seqüência de imagens protagonizadas pelo trabalhador rural. Em 2001, um contrato comercial colocou Marcos Piffer em contato com o diaa-dia das fazendas e com informações tão impressionantes quanto as vastas e tradicionais plantações de café. Em uma época em que o mundo prioriza questões urbanas e tecnológicas, a maior parte das 221 mil fazendas brasileiras, de todos os tamanhos e em qualquer região do País, ainda pratica a colheita manual e, no pico da safra, envolve 14 milhões de trabalhadores braçais. “Debaixo de um sol ardente, descobri histórias de homens e mulheres que, com as mãos na terra, mantém viva uma das mais antigas atividades econômicas do Brasil. Uma dura e encantadora realidade que inspirou o projeto Coffea”, revela Piffer. Este ensaio foi realizado nos últimos cinco anos, período em que o autor percorreu fazendas nos estados de São Paulo, Mi-

nas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Rondônia e Paraná. O resultado do trabalho está impresso em duotone, formato 25 X 34 cm, em uma cuidadosa publicação. Uma mostra das fotos está sendo apresentada na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, desde o dia 26 de junho que vai até 26 de julho. As fotos serão expostas também no Museu do Café do Brasil, na Bolsa Oficial de Café de Santos, do dia 8 de agosto a 9 de setembro. Em 2009, o material segue rumo a Europa, para exposições em Londres (Inglaterra), Kopenhagen (Dinamarca) e várias cidades da Áustria. O livro “Coffea – O Café no Brasil do Século XXI” conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio das empresas Carbocloro - Indústrias Químicas e Syngenta - Proteção de Cultivos. Sobre o autor Marcos Piffer cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos e tornouse fotógrafo profissional em 1989. Como fotógrafo independente, tem trabalhos publicados nas revistas National Geographic, Trip, Traveler, BBC Magazine, Casa Cláudia, República, Mitsubish e Private Brokers. Atualmente, dedica-se à produção de “O Brasil pelos Céus do Brasil”.

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VIAGEM_destino

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rotas de serra negra RELAXE, RESPIRE FUNDO E APRECIE A PAISAGEM.

Que t a l f a z e r u m a d e g u s t a รง รฃ o de vinhos artesanais e s abo rear m a is d e 3 0 tip os de queijos? TEXTO E FOTOS POR JEIFFERSON MORAES

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ago dos Macaquinhos, Cristo Redentor, teleférico, praças e fontes minerais. Se você já foi a Serra Negra (SP), provavelmente visitou um desses lugares. Mas você conhece as rotas do turismo rural? Para quem aprecia um bom vinho, não resiste a uma cachaça, a queijos fresquinhos, um café forte, doces caseiros e prefere o contato direto com a natureza, irá facilmente se apaixonar por este passeio. A iniciativa partiu de alguns produtores rurais, que abriram as portas de suas propriedades e passaram a oferecer o que sabem fazer de melhor: produtos de qualida-

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de e cativar os visitantes. Na direção oeste, a Rota dos Queijos e Vinhos é uma das mais conhecidas. Descendente de uma família tradicional da Itália, Clóvis Roberto Carra, é proprietário do Sítio Bom Retiro. Ele recebe a maioria dos visitantes e, com seu carisma, apresenta as instalações centenárias onde abriga parte do seu “tesouro”. Vinho artesanal, cachaça, melado, vinagre de vinho, suco de uva, açúcar mascavo e rapadura, são alguns dos produtos oferecidos. Para os consumidores mais exigentes, Carra reserva uma cachaça de 1978 com preço bastante acessível.

QUEIJO E VINHO. 1- Clóvis Roberto Carra, proprietário do Sítio Bom Retiro; 2- Trabalhador peneirando grãos de café da lavoura do Sítio Chapadão; 3- Construção centenária no Sítio Bom Retiro, onde ficam armazenadas as bebidas; 4- Porções de queijos para degustação no Sítio Chapadão

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o boursin, parmesão e saint paulin. O ambiente é familiar e bastante rústico, o que torna o passeio bem agradável. Prepare-se também para receber uma carga enorme de informação, e não tenha vergonha em perguntar, eles respondem a tudo com muita satisfação. Do outro lado da cidade, ao leste, a Rota do Bairro da Serra também oferece boas opções no turismo rural. São cachoeiras, passeios, trilhas, empórios e até um mini-museu do café. E não deixe de ir às compras no comércio do Centro, como também, de conhecer a rica gastronomia de Serra Negra. TURISMO RURAL. Principais vias de acesso para as rotas de Serra Negra

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Serra Negra Estr. das Vertentes

CENTRO

JUNDIAÍ

rota BAIRRO DA SERRA Centro de Convenções

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COMO CHEGAR. Serra Negra está a 150 km de São Paulo, e o melhor caminho se faz pelas rodovias Anhanguera (SP 330) e Bandeirantes (SP 348). Também é possível ir pela rodovia Fernão Dias (BR 381), o caminho é mais curto e não tem pedágios, porém a sinalização é ruim e a estrada é perigosa. ROTA QUEIJOS E VINHOS. Partindo do Centro, segue-se na avenida Juca Preto no sentido Itapira/Mogi Mirim, irá passar pelo antigo Casco de Ouro, ao avistar uma placa de aluguel de cavalos, vire à esquerda e siga pela estrada de terra SP 105. Sítio Chapadão (km 6), oferece 31 tipos de queijos; É cobrada a taxa de R$ 3,00 por pessoa, que inclui a entrada, acompanhamento de um monitor e a degustação de uma porção de queijos; Os preços variam

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ESTRADAS. Veja neste mapa a localização de outras cidades

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O sítio está apenas 9 km do Centro da cidade. Um pouco antes, a 6 km, pela mesma estrada, está o Sítio Chapadão. Lá é possível acompanhar a ordenha das vacas, a produção do queijo e também conhecer as instalações da secagem do café, que é cultivado na propriedade. O engenheiro agrônomo José Antonio, proprietário do Sítio Chapadão, revela. “É muito gratificante conhecer pessoas de diversos lugares que vem até aqui para conhecer os produtos que produzimos”. São 31 tipos de queijos, entre os mais comuns, minas padrão, frescal, ricota e também os sofisticados, como

SP 360 entre R$ 7 a R$ 40; A visita deve ser agendada pelos telefones (19) 3892.1091 ou 9171.1709; * ascadi@bol.com.br; O local funciona nos finais de semana e feriados, das 4h30 até as 15h. Sítio Bom Retiro (km 9), oferece vinhos artesanais livres de conservantes químicos e cachaça, os preços variam entre R$ 10 a R$ 40 aproximadamente; Não cobra taxa de entrada; A visita deve ser agendada pelo telefone (19) 3892.3574; * sitiobomretiro@bol.com.br; O local funciona nos finais de semana e feriados; Durante as férias, ambos, podem funcionar diariamente, consulte antes de ir. Com a nova “Lei Seca”, que prevê maior rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas, ir de táxi é uma boa opção, (19) 3892.2394, o preço ida e volta é cobrado a partir de R$ 60

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MODA_estilo

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faz verão P O R E R N A N I I T A M A R E I Z A PA C H E C O

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SPFW (São Paulo Fashion Week) está na sua 25a edição. E durante os sete dias do evento o verão aportou no Ibirapuera em pleno inverno. Destacamos a marca pernambucana, Movimento, que através da estilista Tininha da Fonte, trouxe as novidades na moda praia. Com um mix de tendências para o verão de 2009, foi apresentado uma série de estampas entre folhagens, tribais, peles de animais e o marfim do Nordeste – feito a partir do osso de bode. A tendência na moda praia será utilizar os tops com alças mais largas e a parte de baixo maior. Mas haverá muita frente única, tomara-que-caia, babados e peças de um ombro só. O cinza, tanto nas tonalidades mais claras e escuras, também será tendência para o verão. Sem esquecer do preto e do branco. Por terem um visual sensual e charmoso, os modelos suscitam a utilização em passeios de cruzeiro e a resorts. As peças da SPFW só estarão disponíveis nas lojas a partir de setembro deste ano. RAIO X O maiô liso com detalhe para os botões (foto 1); Biquíni cortininha com tira fina, o clássico do verão (foto 2); Biquíni com cores fortes e preto ao branco, uma mistura de estampas com o liso (foto 3); Maiô bem cavado frontal, valorizando o busto num clima sensual (foto 4).

ÜBERMODEL. A super modelo Gisele Bündchen estava afastada há oito temporadas da SPFW, retornou desfilando pela Colcci

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Fotos: Assessoria SPFW | AgĂŞncia Fotosite

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4 NO DETALHE. Cores pouco fortes e estampas harmoniosas com figuras geométricas. Apesar da mistura de elementos, a repetição das figuras de forma linear, criou um equilíbrio bastante interessante

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Fotos: Assessoria SPFW | Agência Fotosite


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