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Apresentação A Diretoria Executiva da Academia de Medicina de Brasília – AMeB, ao final de sua gestão biênio 2010-2012, sente-se honrada com o lançamento da edição do segundo volume de seus ANAIS, em cumprimento a mais um compromisso firmado em suas metas e diretrizes de ação programática para o referido biênio. Os textos neles contidos revelam a importância com que a Diretoria da AMeB sempre considerou cumprir com uma de suas finalidades, isto é, a missão da cultura e da educação médica, da ciência e tecnologia aplicadas à Medicina, do sistema de saúde e do social no contexto das atividades desenvolvidas do Distrito Federal, por meio de respectivas palestras com debates apresentados ao mesmo tempo como um inventário do real e como uma procura do preferível ou do possível. É bem verdade que as palestras, seguidas de debates, tinham objetivos evidentes – isto é, o de proporcionarem propostas a serem apresentadas às sociedades médicas e científicas, particularmente do Distrito Federal que também chegassem ao conhecimento das autoridades governamentais da Capital da República brasileira. Dentro desse contexto, acreditamos merecer maior destaque os problemas do ensino médico, o estágio em que se encontra a pesquisa médica científica e as políticas públicas de saúde no Governo do Distrito Federal.


ACADEMIA DE MEDICINA DE BRASÍLIA

Vale ressaltar, ainda, a importância que deveria ter sido dada aos debates sobre o ato médico e a relação médico-paciente. Como é do conhecimento do profissional de Medicina, a atividade médica manifesta-se mediante o ato médico, que, por natureza e definição, é uma ação. Numa época em que todos se antecipam para adaptar-se às mudanças e exigências do século XXI, tem-se no ato médico elementos de espécie distintas, em função dos múltiplos aspectos que envolvem a relação médico-paciente. Por outro lado, discute-se muito sobre a relação médico-paciente, e seus complexos caminhos. O que mudou nessa relação e o que permaneceu inalterado ao longo do tempo, a colocou cada vez mais distante do ideário humanista. Nos tempos atuais, entre as principais causas dessa distorção estão as rápidas conquistas tecnológicas, a prescrição indiscriminada de medicamentos e a solicitação excessiva de exames complementares, que contribuem para deixar em segundo plano a pessoa do paciente. Sir William Osler, lendário médico inglês de origem canadense afirmou que: “É tão importante conhecer a pessoa que tem a doença como conhecer a doença que a pessoa tem”. Esperávamos mais debates sobre essas atividades e da relação médico-paciente. Outro tema de importância que não foi apresentado e debatido, diz respeito à Ética e Bioética em saúde. A ausência desses temas citados e não apresentados nas Sessões Plenárias, ocorreu mais pela falta de disponibilidade no calendário programático no período estabelecido pela Academia, que por qualquer outro motivo que não levasse em consideração as suas importâncias. 4


Anais • Ano I • Volume II

Mesmo assim, foram debatidos temas de maior relevância relacionados com aspectos diversos de estudos, envolvendo assuntos de formação médica, residência médica, ética em pesquisa, política de saúde, história da Medicina, política salarial dos médicos, envelhecimento populacional, Medicina e tecnologia e educação médica. Devemos ressaltar que não foi fácil conduzir os destinos de nossa Academia. Projetá-la no cenário das demais congêneres, instituições afins e, na sociedade civil de modo geral, além dos limites das fronteiras geográficas do Distrito Federal. E isso só foi possível graças à participação altruística, zelo, modéstia, seriedade, pureza, responsabilidade e decisão por parte dos Acadêmicos titulares membros da Diretoria-Executiva da AMeB e do apoio indispensável dos Acadêmicos titulares e eméritos. Destarte, o grande sofrimento de cumprir com a obrigação moral do juramento prestado para com a Academia é a conjuração daqueles que ainda insistem em não querer conhecer o verdadeiro papel das Academias. Reiteramos: é preciso SER ACADÊMICO e não estar ACADÊMICO! É oportuno citar o imortal Marcos Vilaça, da Academia Brasileira de Letras: “Às Academias estão no limiar de uma nova era, acompanhando as mudanças do mundo. A globalização, há quem diga, poder fazer desaparecer a alma da cultura, pela massificação geradora de impotência e alienação, como se a sociedade existisse e não vivesse. Às Academias compete participarem de Humanismo compatível com esse século do conhecimento.” 5


ACADEMIA DE MEDICINA DE BRASÍLIA

A AMeB é instituição acima das paixões, dos atropelos, dos ódios, das cóleras, das preferências e da cultura do “eu”. Estamos felizes com a realização desse grande sonho que é o segundo volume dos ANAIS da AMeB. Esperamos que nossa luta continue nas gestões futuras, com o mesmo entusiasmo e dedicação com que houve os membros da Diretoria-Executiva da AMeB biênio 2010-2012 pelo engrandecimento de nossa Academia. Ao finalizarmos esta apresentação, registramos aqui os nossos sinceros agradecimentos ao Sindicato dos Médicos do Distrito Federal – SindMédico-DF e ao Conselho Federal de Medicina – CFM, pelo apoio, participação e colaboração que prestaram à Academia de Medicina de Brasília. Saudações acadêmicas. Acadêmico José Leite Saraiva Presidente da Academia de Medicina de Brasília Brasília-DF, março de 2012

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Apresentação ACADEMIA DE MEDICINA DE BRASÍLIA 4 “Às Academias estão no limiar de uma nova era, acom- panhando as mudanças do mundo. A global...

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