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Algumas reflexões sobre a inserção da música nos encontros de Terapia Comunitária no CEAF (Centro de Estudos e Assistência à Família) Sílvia de Azevedo Barretto Fix Maria da Salete Vianna Leite e Cecília Galvani PALAVRAS-CHAVE: Terapia Comunitária; Música; Acolhimento; Continência; Elaboração; Comunicação; Trocas. RESUMO A função da música na Terapia Comunitária tem sido uma das preocupações da equipe do CEAF: o acolhimento das emoções que surgem nos encontros; a continência e a possibilidade de elaboração do sofrimento, transformando aquilo que é inominável em palavras; o aproveitamento das metáforas apresentadas nas músicas facilitando a elaboração (nomeação das emoções); a música, sua pulsação, suas estruturas rítmicas e melódicas como um outro canal de comunicação das emoções, estimulando trocas de sabedoria que cada um dos componentes do grupo possui. A partir dessas reflexões, nos propomos a estabelecer um diálogo entre os terapeutas comunitários. “Reunir pessoas num círculo, acolher a cada um... Ouvir, ouvir atentamente, conversar com simplicidade Deixar que brotem, de dentro para fora as riquezas, as competências, As experiências de cada um... Dificuldades, problemas, Partilhar soluções, despertar a solidariedade, Desfrutar isto, por si só já não é curativo? Abraçados, ao final, todos cantam, ... se enlaçam Integrados num círculo no qual cada um é um elo. A isso, chamo terapia... Uma terapia para o povo... A isso chamo Terapia Comunitária” (Barreto, Projeto 4 varas, p.16) A Terapia Comunitária é um espaço onde ocorrem trocas de “experiências de vida e sabedorias de forma horizontal e circular. ...Todos se tornam co-responsáveis na busca de soluções e superação dos desafios do quotidiano, em um ambiente caloroso. A comunidade torna-se espaço de acolhimento e cuidado, sempre atenta às regras: fazer silêncio, não dar conselhos, não julgar, falar de si, propor músicas, poemas ou histórias apropriadas.” (Barreto, 2005, p.51). Segundo seu fundador, o psiquiatra, antropólogo, teólogo e filósofo Dr. Adalberto Barreto, ela está construindo sua identidade alicerçada em cinco grandes eixos


teóricos: o Pensamento Sistêmico, a Teoria da Comunicação, a Antropologia Cultural, a Pedagogia de Paulo Freire e a Resiliência. O CEAF – Centro de Estudos e Assistência à Família é uma organização não governamental desvinculada de qualquer partido político ou grupo religioso. Vários programas são desenvolvidos pelo CEAF há 20 anos: ACAP (Atendendo a Criança Através dos Pais), TERAPIA FAMILIAR, CINE-FAMÍLIA, PROGRAMA CAMINHANDO. Em 2003 começou a funcionar o PROGRAMA DE TERAPIA COMUNITÁRIA, supervisionado por Maria da Salete Vianna Leite. A nossa equipe de Terapia Comunitária no CEAF tem realizado encontros semanais de 2 horas com a freqüência de 30 a 40 pessoas. É fundamental ressaltar que o trabalho proposto não é analítico no sentido tradicional, mas atravessado pela Psicologia e pela Antropologia (Etnopsiquiatria), pautado na escuta e na relação. Muitas vezes as pessoas nos endereçam questões ou fazem afirmações que nos mobilizam: “o que eu devo fazer?”, “não agüento mais!”, “o que acontece com meu filho?”. Somos assim confrontados com uma questão básica: nessa relação que posição queremos e devemos tomar? Como responder à procura de saber a nós endereçada? É necessário não cair na tentação do aconselhamento, e pensar na nossa posição de terapeutas. Trata-se de fazer uma escuta ativa, na qual não podemos dar receitas para preencher a falha de saber, como se fossemos donos da verdade. Trata-se de se tentar mobilizar questões, colocar o individuo numa situação de fala. Trata-se de implicá-lo na sua própria queixa, tentando fazer com que a transforme num enigma. Trata-se de se tentar que faça um giro na sua posição, uma vez que na posição de vítima não há enigma. Na posição de vítima não há ação e sim paralisia. Na posição de vítima não há mudança possível. Trata-se de possibilitar um novo olhar, e, mais do que isso, um olhar interrogante. Trata-se de transformar a demanda de saber em demanda de escuta, para estimular novos olhares e possibilitar a construção de uma rede de apoio. Minha ciranda não é minha só, ela é de todos nós, ela é de todos nós. A melodia principal quem guia é a primeira voz, é a primeira voz. P’ra se dançar ciranda, juntamos mão com mão, Formando uma roda, cantando uma canção. Minha ciranda – Lia de Itamaracá A música é uma ferramenta na terapia comunitária, podendo ter algumas funções: acolher no grupo; aquecimento (colocar em situação de fala); acolher a dor; celebrar a alegria; catalisar as falas do grupo; função de continência; função de espelho; estimular a capacidade de resiliência; resignificação; propiciar a sensação de pertencimento e inclusão (no grupo e na comunidade). Neste texto vamos falar de algumas dessas funções da música. Achamos fundamental ressaltar a importância das expressões folclóricas. As músicas folclóricas e os ditados populares ou provérbios são representantes da cultura de um povo, da sua história, da sua memória. Eles são o resultado de uma longa experiência de vida, representando a


sabedoria de um povo. O marinheiro, marinheiro, quem te ensinou a nadar? Foi o tombo do navio, ou o balanço do mar? Marinheiro só – Canção folclórica Durante a fala dos “sufocos” qualquer pessoa do grupo pode interromper com uma música, um provérbio, ou uma piada que tenha a ver com o tema que está sendo exposto. Quando o terapeuta ou alguém do grupo canta uma música que espelha a situação apresentada, sua audição possibilita ao indivíduo a sensação de que está sendo ouvido. É muito freqüente que no final do encontro alguém venha dizer: “Obrigada... por aquela música que você cantou para mim”. Possibilita também a percepção de que outro indivíduo já passou por situação semelhante, e de que ele não está sozinho. Numa outra situação, D. Alzira contou do seu “sufoco” porque o filho “se enrabichou com uma mulher errada”. Ela falava para ele que a mulher não servia, mas ele “continua com aquela mulher”. E agora ele tinha saído de casa para ir morar com ela . Ela disse : “Esse filho é tudo para mim”, e começou a chorar. Cantamos: Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho, voou, voou, voou, voou, E a menina que gostava tanto do bichinho, chorou, chorou, chorou, chorou. Sabiá fugiu do terreiro, foi cantar no abacateiro, E a menina disse a chorar: Vem cá sabiá, vem cá. A menina diz soluçando: Sabiá, estou te esperando, Sabiá responde de lá: Não chores que eu vou voltar. Sabiá lá na gaiola – Canção folclórica Alguns encontros depois, ela veio dizer: “Sabe aquela música que você cantou para mim? Meu filho voltou para casa!”. Evidentemente não foi a música que fez com que ele voltasse para casa, e nem a esperança de que ele voltaria. Mas talvez a música tenha criado um espaço para a percepção de um outro alguém que precisa voar, sair da barra da saia da mãe, de alguém que como ela também chora de tristeza, de um outro alguém que precisa sair para cantar, percepção do tempo de espera, percepção da possibilidade da volta. Ao ouvir a música, o indivíduo tem a possibilidade de se afastar do movimento centrípeta em que algumas vezes se encontra, ou sair da situação de paralisia em que está. Ouvindo a música pode haver uma mudança no ângulo de visão, e elementos novos poderão ser observados. Sr. Geraldo[1] que já tinha participado de vários encontros, tinha um filho preso na Febem, e contava a sua situação. Falava sempre da sua “tristeza” de ter o filho preso. A terapeuta ia tentando ajudar a elaboração dos relatos dos “sufocos” do Sr. Geraldo. O grupo ia fazendo


perguntas, e dando depoimentos de suas experiências pessoais. Tudo isso ia possibilitando a transformação das sensações que ele tinha e que definia como “sufoco” e “tristeza”, em emoções: impotência, medo, raiva, ... Num dos encontros, quando Sr. Geraldo começou a falar, percebemos que o tom da fala e a expressão facial dele não se alteravam. Cantamos: Quero chorar, não tenho lágrimas, que me rolem da face p’ra me socorrer. Se eu chorasse, talvez desabafasse o que sinto no peito e não posso dizer. Só porque não sei chorar, eu vivo triste a sofrer. Não tenho Lágrimas – Paulinho da Viola No encontro seguinte Sr. Geraldo veio contando uma novidade: ele estava muito bravo porque o cunhado era “um abusado”. O cunhado tinha ficado bêbado, como sempre, e tinha quebrado sua TV. O Sr. Geraldo disse ter ficado muito bravo, e expulsado o cunhado de sua casa. Sr. Geraldo é muito controlado, fala muito baixo, é muito conformado, dizendo ser muito apegado a Deus. Talvez por essas características, o grupo começou a bater palmas quando ele contou sobre sua atitude de expulsar o cunhado de sua casa. Muitas vezes, quando chega a hora de falar, algumas pessoas comentam que estão alegres. É importante ressaltar esses momentos com músicas que falem de alegria:

Bom dia, dia, Bom dia, sol, Bom dia dona alegria. E quando é noite, No meu lençol, Eu sonho com o novo dia.

trecho da música Bom dia, dia - Tato Fisher “A alegria e o senso de humor também são um grande recurso diante das adversidades. Esta capacidade de transformar o trágico em cômico, a tristeza em alegria torna-se um bálsamo e um estimulante para suportar a carga dramática de certos acontecimentos.” (Barreto, 2005, p.161). Certos provérbios, em certas ocasiões, podem reforçar a capacidade de resiliência e de superação:


Agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Depois da tempestade, a bonança. No entanto é preciso cuidado para não parecer um desrespeito pela dor do outro. Num encontro onde D. Neide contava sobre sua depressão, sua tentativa de suicídio, outras pessoas começaram também a falar sobre suas angústias. O momento estava muito tenso. Muitas vezes pensamos em músicas que possam trazer uma conotação positiva, mas nesse caso talvez não fosse indicado começar a cantar: “Tristeza, por favor vá embora ...quero de novo cantar.” [2] Isso poderia parecer um conselho. Além disso, num momento de profunda tristeza, tanto de D. Neide como do grupo todo, talvez pudéssemos assumir aquela tristeza e acolhê-la. Cantamos: Bom dia tristeza, que tarde tristeza, você veio hoje me ver. Já estava ficando até meio triste, de estar tanto tempo longe de você. Se chegue tristeza, se sente comigo, aqui nessa mesa de bar. Beba do meu copo, me dê o seu ombro, que é para eu chorar. Chorar de tristeza, tristeza de amar. Bom dia tristeza - Adoniran Barbosa E depois tentar encontrar, com outras músicas, possibilidades de esperança: Sonho meu, sonho meu, Vai buscar quem mora longe, sonho meu, Vai mostrar esta saudade, sonho meu, Com a sua liberdade, sonho meu. Sonho Meu – D. Ivone de Lara

O humor também produz um distanciamento que proporciona uma nova dimensão da situação-problema. A tristeza é um bichinho Que p’ra roer ‘tá sozinho. E como rói a bandida, Parece rato em queijo parmesão. Adoniran Barbosa


Outra questão sobre a qual achamos importante refletir é o respeito ao silêncio. “O terapeuta não deve temer o silencio. Este muitas vezes é um momento de introspecção e reflexão.” (Barreto, 2005, p.92). Não acreditamos que uma das funções da música/provérbio/piada seja preencher os espaços vazios. Em alguns momentos é importante respeitá-los, e agüentar o silencio. Em música existem figuras para representar a duração dos sons: semibreve, mínima, semínima, etc. A semibreve vai representar o som mais longo, e a semifusa o som mais curto. Mas, em música, para cada representação de som existe uma pausa correspondente, uma representação de silêncio correspondente. Existem pausas muito longas, pausas longas, e até pausas muito curtas, correspondentes a uma curtíssima inspiração de ar, uma vírgula. Se não existissem pausas, não haveria música, mas apenas uma seqüência de sons sem sentido. Seria como um texto sem pontuação, sem as vírgulas, os pontos, os dois pontos, o parágrafo. Alguns silêncios possibilitam o pensamento, a elaboração das idéias. Em alguns momentos é possível oferecer ao grupo uma simples repetição de um motivo rítmico, a partir da energia dos componentes do grupo. Bastam dois ou três acordes arpejados. É importante escolher a pulsação desses acordes alternados. Tentar perceber a pulsação do grupo para, a partir dela, oferecer a seqüência de arpejos. Se o grupo estiver mais agitado, a pulsação oferecida vai começar mais agitada, para ir aos poucos desacelerando, acalmando. Se o grupo estiver mais pesado, triste, deprimido, a pulsação de partida será bem lenta, e aos poucos ir acelerando, mas muito aos poucos, ficando numa pulsação ainda lenta, estimuladora da concentração para a troca de energias. É quase um acalanto rítmico que vai possibilitar a formação de uma corrente no grupo, cada um sendo um elo, balançando na mesma pulsação. Alguns se engatam primeiro, mas aos poucos todos vão se engatando.

Essa oferta é muito adequada na etapa do ritual de agregação, quando as pessoas ficam em pé, se dão as mãos, e formam uma corrente. Nesse momento não se pode cantar uma melodia com letra ao fundo, porque interrompe a concentração do grupo para o que está sendo dito. Pode-se oferecer um murmúrio com a voz, com a boca fechada, sem pronunciar palavras, junto com os acordes arpejados, num volume muito baixo. Isto possibilita a concentração e a sensação de pertencimento ao grupo, e a percepção da energia vital ali presente. É possível oferecer um simples murmúrio sonoro, sem a utilização de instrumentos musicais. Mas não se pode esquecer de estar atento ao movimento do grupo para conseguir essa corrente. Não somos nós que impomos a pulsação ao grupo. Nós partimos da pulsação do grupo e só vamos possibilitando a harmonização das diferenças. Algumas pessoas são mais agitadas e empurram ou puxam, outras são mais rígidas, interrompendo a corrente. Com a oferta do balanço rítmico as pessoas podem estar até de olhos fechados que irão sentir a pulsação e estabelecer contanto com o grupo, e não apenas com as pessoas que estão ao


seu lado. Uma das funções mais importantes da música na Terapia Comunitária talvez seja a de espelhamento. A música associada à fala do indivíduo pode ajudar a organizar o mundo da fala e da auto-imagem de quem está falando do seu sofrimento. O corte feito pela música possibilita a interrupção da fala redundante, da fala circular, do discurso que está no nível do consciente. A música apresenta uma cena que tem a ver com o que estava sendo falado pelo indivíduo. Ao observar essa cena e reconhecer nela alguns elementos do seu discurso, o indivíduo tem uma oportunidade de olhar para si mesmo num outro ponto de vista, onde talvez outros elementos se apresentem, e possibilitem um outro efeito na consciência perceptiva. Esse espelho oferecido pela música faz com que o indivíduo se reconheça. Mas é importante ressaltar que esse espelho é oferecido por todos do grupo, e pelas memórias de suas vivências com sua mãe, seu pai, seus familiares, amigos e outros da comunidade. Muitos ressaltam a importância de olhar e se sentir olhado, de ouvir e se sentir ouvido. Lacan, citando o filósofo Merleau-Ponty, nos indica que: - “eu só vejo de um ponto, mas em minha existência sou olhado de toda parte.” (p.73). No grupo circular, onde todas as pessoas se vêem e são vistos por todos, onde um fala e é ouvido por todos, a música apresenta esse espaço de luz, espelhando as perguntas colocadas pelo grupo, espelhando as memórias de suas vivências, e possibilitando mudança na forma dos enlaçamentos, e construção de outros.

Em algumas situações podemos notar como esse espelhamento ocorre. Uma mãe já tinha apresentado seu “sufoco” em vários encontros, reclamando muito de seus filhos. Eles foram se casando, foram construindo mais quartos e ficavam morando juntos. O problema é que ela não agüentava as brigas. O grupo fez várias perguntas: “Seus filhos estão trabalhando?”; “Seus filhos brigavam quando eram pequenos?” “Quando a briga começa o que a Sra. faz?” Foi sugerida a música “Mamãe eu quero” e todos cantaram: Mamãe eu quero, mamãe eu quero , mamãe eu quero mamar, Me dá chupeta, me dá chupeta, me dá chupeta p’r’o neném não chorar. Mamãe eu quero – Marcha de carnaval de Jararaca e Vicente Paiva Na semana seguinte ela veio contando que, quando começou uma briga, ela falou que a casa era dela, e que, se eles não se entendessem, seria melhor que se mudassem. Como eles não paravam de brigar, ela chamou a Polícia. O que teria ocorrido? Uma alteração na maneira daquela mãe olhar seus filhos? Uma alteração na maneira daquela mãe olhar para ela mesma? As plantas precisam de ambiente fértil e alimento para se desenvolverem. Os animais precisam de afeto, além de ambiente e alimento. Os seres humanos precisam de cultura, além de ambiente, alimento e afeto. Todas as culturas possuem rituais, festas com ofertas


de alimentos, músicas e danças. Lévi-Strauss diz que: “... no seio da cultura, o canto se distingue da língua falada como a cultura se distingue da natureza; cantado ou não, o discurso sagrado do mito se opõe do mesmo modo ao discurso profano. Além disso, o canto e os instrumentos musicais são freqüentemente comparados a máscaras... a música e a mitologia, ilustrada pelas máscaras, são simbolicamente aproximadas.” (p. 49) Ainda segundo Lévi-Strauss, o privilégio da música “consiste em saber dizer o que não pode ser dito de nenhum outro modo.” (p.52) – A música permite formar ou reforçar a dimensão coletiva. Ao unir o grupo numa mesma pulsação, num mesmo ritmo, numa mesma melodia, forma-se uma corrente em que cada um é um elo. Em todas as culturas existem rituais nos quais sempre há música. O ritual é uma maneira de organizar o caos, de elaborar o medo, a sensação de desamparo. Existem ritos para explicar a origem do universo, ritos de passagem para preparar a entrada em fases da vida, tais como: entrada na puberdade, casamento, morte. É por meio de rituais que se faz a transmissão e a aquisição dos símbolos de cada cultura. Podemos dizer que a Terapia Comunitária é um ritual pós-moderno, no sentido de trocas de sabedorias, onde as trocas são circulares e não de cima para baixo, onde existem regras e etapas de funcionamento, havendo possibilidade de resgate de nossas raízes. E, como em todos os rituais, a música entra como uma das ferramentas de trabalho para canalizar as energias vitais dos componentes do grupo. Os encontros são oportunidades para o questionamento de nossas verdades tendo em vista não a ilusória igualdade, mas a aceitação da diversidade, propiciando a sensação de inclusão, de pertencimento e de solidariedade. Referências bibliográficas ANDRADE, M. Música de feitiçaria no Brasil. São Paulo, Livraria Martins Ed., 1963. BARRETO, A. Manual do(a) cuidador(a) – Formação de multiplicadores em técnicas de resgate da auto-estima na comunidade. Texto apostilado. BARRETO, A. Projeto 4 Varas – Texto apostilado BARRETO, A. (1977) Manual do terapeuta comunitário da Pastoral da Criança – Movimento integrado de Saúde Mental Comunitária – Texto apostilado da Universidade do Ceará, Departamento de Saúde Comunitária, Fortaleza, CE, Brasil. BARRETO, A. (2005) Terapia Comunitária passo a passo. Fortaleza, Gráfica LCR, 2005. BETTELHEIM, B. (1980) A psicanálise dos contos de fadas. 13a.ed., Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1999. DALCROZE, E. J. La musique et nous. Genève-Paris, Editions Slatkine, 1981. FREIRE, P. (1987) Pedagogia do oprimido. 27a.ed., São Paulo, Paz e Terra, 1999.


KOELLREUTTER, H. J. Introdução à estética e à composição musical contemporânea. 2a ed., Porto Alegre, Editora Movimento, 1987. LACAN, J. (1964) – O Seminário: Livro 11 Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. 2ª. ed ., Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 1998. LÉVI-STRAUSS, C. O cru e o cozido. (Mitológicas v.1) – São Paulo, Cosac & Naify, 2004. MAUSS, M. Sociologia e antropologia. São Paulo, Cosac & Naify, 2003. ORFF, G. (1984) Concepts clé dans da Musicothérapie Orff. Paris, Alphonse Leduc et Cie, 1990. WINNICOTT, D.W. O brincar & a realidade. Rio de Janeiro, Imago Editora, 1975.

[1] nome fictício [2] Tristeza, por favor vá embora, minha alma que chora, está vendo o meu fim. Fez do meu coração a sua moradia, já é demais o meu penar. Quero voltar àquela vida de alegria, quero de novo cantar. Tristeza - Haroldo Lobo e Miltinho

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