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Impresso Especial

7220282900/DR/SPM SBDens

CORREIOS

Informativo Oficial da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, Sociedade Brasileira de Osteoporose e Sociedade Brasileira para Estudos do Metabolismo Ósseo e Mineral Edição nº 27 - ano XVI - Out a Dez de 2010 FILIADA À:

EDITORIAL

Novos horizontes para 2011 E

stamos terminando mais um ano de muito trabalho e realizações. A SBDens promoveu: 1) a fundação da Escola de Densitometria no mês de setembro, em sua sede, em São Paulo (SP); 2) o Curso de Certificação em Densitometria Óssea ISCD-SBDens e o Curso de Treinamento em Osteoporose, ambos inéditos na América Latina, em Curitiba, no mês de outubro; e 3) o PEC - Programa de Educação Continuada em Densitometria Óssea - em parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia, em São Paulo (SP), no início de dezembro. A SOBRAO (Sociedade Brasileira de Osteoporose) consolidou seus estatutos e está agilizando a mudança de sua sede para o mesmo endereço da SBDens, na rua Itapeva nº 518, 1º andar. A SOBEMOM (Sociedade Brasileira para o Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral) promoveu o IV Curso Anual de Reciclagem, abordando vários aspectos das doenças ósseas em SP e mantém uma reunião mensal de discussão de casos clínicos na Faculdade de Medicina da USP. As três sociedades têm trabalhado em uníssono em todas as suas atividades e o nosso boletim conjunto é um bom exemplo desta união. Estamos agora organizando o 4º BRADOO – Congresso Brasileiro de Densitometria, Osteoporose e Osteometabolismo – que será realizado no Minascentro, em Belo Horizonte, de 11 a 14 de outubro de 2011. Preparem-se. Este é o evento mais importante na área de doenças osteometabólicas no Brasil e talvez na América Latina. As reuniões iniciais tratando principalmente da logística do evento estão sendo realizadas e a receptividade dos patrocinadores e entidades afins tem sido excepcional. Estamos trabalhando porque acreditamos nos rumos de nosso país. O Bra-

sil está firmando-se no cenário mundial como um dos líderes dos países emergentes e temos sinais de que o progresso econômico-social deverá continuar. Fomos brindados como sede da Copa de 2014 pela FIFA e também como sede das Olimpíadas. Cerca de 17 milhões de brasileiros mudaram de classe econômica para cima. Nossa reserva de energia decuplicou com a descoberta de petróleo em nossa costa atlântica. A produção científica brasileira tem aumentado exponencialmente, mostrando o intenso trabalho das Universidades e entidades privadas. Várias indústrias estão aplicando cada vez mais em Pesquisa e Desenvolvimento. Nossa missão, neste novo horizonte, é incentivar o desenvolvimento científico na área das doenças osteometabólicas com foco no bem estar de nossa população e na formação de jovens pesquisadores, que darão continuidade ao progresso que começamos a desfrutar. Uma grande expressão de nosso esforço nesta direção, em 2011, será a realização do BRADOO. Esperamos você. Cristiano A. F. Zerbini - Presidente Sobrao José Carlos Amaral Fº - Presidente SBDens Victória C. Borba - Presidente Sobemom


INFORMATIVO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DENSITOMETRIA CLÍNICA

ARTIGO CIENTÍFICO

Fraturas femorais atípicas A

Informativo Oficial da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, Sociedade Brasileira de Osteoporose e Sociedade Brasileira para Estudos do Metabolismo Ósseo e Mineral - ed. 27 · ano XVI · out a dez/2010 Rua Itapeva, 518, Ed. Scientia - cj. 111/112 - Bela Vista CEP: 01332-000 - São Paulo (SP) - Tel: (11) 3253-6610 Fax: (11) 3262-1511 - E-mail: sbdens@sbdens.org.br Jornalista responsável: Renato H. S. Moreira (Mtb 338/86 - ES).

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dificuldade na cicatrização de suas fraturas, permanecendo não consolidadas por aproximadamente um ano. Um estudo australiano recentemente apresentado no encontro anual da American Society for Bone and Mineral Research3, através de uma análise retrospectiva, estimou o risco de fraturas femorais atípicas com o uso prolongado de alendronato e risendronato. Apesar de uma aumento na sua incidência com o uso prolongado desses fármacos, para um NNT(5)* entre 10 e 30 (redução de fraturas osteoporóticas), o NNH(5)** foi de 800 a 1000 (fraturas femorais atípicas). Em conclusão, a incidência de fraturas atípicas de fêmur durante uso de bisfosfonatos parece ser muito baixa, sendo que os benefícios na prevenção de fraturas osteoporóticas ultrapas-

CONSELHO EDITORIAL

EXPEDIENTE

tualmente, o interesse por um determinado tipo de fratura de fêmur, chamada atípica, vem aumentando, principalmente por parte dos médicos que prescrevem bisfosfonatos. Esse interesse decorre de alguns relatos de casos que associaram o uso prolongado de bisfosfonatos com fratura atípica de fêmur, o que não ocorreu em uma meta-análise de estudos clínicos pivot1 . Até pouco tempo atrás, a caracterização das fraturas atípicas de fêmur, ainda não estava bem estabelecida. O “Task Force Report” da American Society para Bone Mineral Research2, publicado recentemente, definiu características maiores e menores de fratura femoral atípica completa e incompleta e recomendou que todas as características maiores, incluindo sua localização na região sub-trocantérica e haste femoral, orientação transversa ou oblíqua curta, nenhum ou mínimo trauma associado, espícula medial na presença de uma fratura completa e a ausência de lesão cominutiva, estivessem presentes para designar uma fratura femoral como atípica. Características menores devem incluir: espessamento cortical, reação periostal do córtex lateral, pródomos de dor, bilateralidade, demora na cicatrização, co-morbidades e uso concomitante de drogas, como os bisfosfonatos. No nosso serviço, encontramos três casos de fraturas femorais com características de atipia, em um banco de dados de 780 mulheres em uso de bisfosfonatos (0.38%). Todas estavam em terapia por mais de 5 anos, e sofreram fratura de haste femoral, após queda da própria altura. Essas pacientes tiveram

Coordenadora: Mirley do Prado Membros:

sam em muito o risco de uma ocasional deterioração na qualidade óssea. Referências: 1 - Black DM, Kelly MP, Genant HK et al. Bisphosphonates and fractures of the subtrochanteric or diaphyseal femur. N Engl J Med 2010; 362(19):1761-71. 2 - Shane E, Burr D, Ebeling PR et al. Atypical Subtrochanteric and Diaphyseal Femoral Fractures: Report of a Task Force of the American Society for Bone and Mineral Research. J Bone Miner Res 2010; 25(11):1-28. 3 - Girgis C, Scher D, Siebel M. Atypical femoral fractures are associated with bisphosphonate use. J Bone Miner Res 2010; 25(Suppl. 1) S23. *NNT: number needed to treat **NNH: number needed to harm

Dra. Nara Crispim Dra. Cynthia S. Lucena Dr. Francisco Bandeira Divisão de Endocrinologia e Diabetes, Hosp Agamenon Magalhães, Secretaria da Saúde, Faculdade de Ciências Médicas, UPE - Recife

Sergio Ragi Eis (dirproquad@sbdens.org.br) Laura Maria C. Mendonça (dircientifica@sbdens.org.br)

José Carlos Amaral Filho (presidencia@sbdens.org.br) Presidente SBDens Cristiano A. F. Zerbini (criszerb@uol.com.br) Presidente da Sobrao Victória C. Borba (vzcborba@gmail.com) Presidente da Sobemom

TIRAGEM: 3.000 exemplares

Bruno Muzzi Camargos (vicepresidencia@sbdens.org.br)

EDITORAÇÃO:

RH comuni cação


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Tabela 1

ARTIGO

Adequações para Densitometria Normas da portaria 453/98 e RDC 50

C

om a escassez de informações sobre a construção e adequação de salas de Densitometria, e com a multiplicação de dúvidas a esse respeito, se faz necessário a análise de normas técnicas brasileiras existentes sobre o assunto. Estas normas, baseadas em documentos americanos e europeus, têm por finalidade adequar a exposição de radiação entre os profissionais, bem como determinar espaços usados para a colocação de um aparelho de Densitometria. As duas empresas responsáveis pelos modelos existentes no mercado (GE Lunar e Hologic) apresentam em seus manuais informações úteis para o correto tamanho de sala, entre outros dados. No Brasil, existem dois documentos oficiais sobre as adequações para serviços de Densitometria. A portaria 453/98, referente ao Regulamento Técnico que estabelece as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico, dispondo sobre o uso dos raios X diagnósticos em todo território nacional [1]. Criada devido à expansão do uso de radiação ionizante para fins de diagnóstico e considerando que esta seja uma das principais fontes de exposição da população em geral, se fez necessário estabelecer uma política de proteção radiológica. Dentre outras diretrizes, esta portaria tem a função de garantir a qualidade dos serviços de radiodiagnóstico prestados à população, assim como assegurar os requisitos mínimos de proteção radiológica aos

pacientes, profissional e pública em geral [1]. Esta portaria é baseada em recomendações da Comissão Internacional de Proteção Radiológica, estabelecidas entre 1990 e 1996, e do Instituto de Radioproteção e Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Já a RDC 50 - “Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde” tem como prioridade regulamentar os projetos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, devendo, obrigatoriamente, ser elaborados em conformidade com as disposições desta norma [2]. Estudando a portaria 453/98, a Densitometria é citada apenas uma vez e não diz respeito a dimensões de sala, nem diretrizes para o funcionamento de um serviço. Porém, na RDC 50 já é possível encontrar algo a respeito, incluso juntamente com as normas para geral, odontológica e mama. Nela, existem especificações para uma sala ideal com ADE, distâncias mínimas entre as bordas ou extremidades do equipamento e todas as paredes da sala igual, sendo um metro das bordas laterais da mesa de exame do equipamento e 60 cm das demais bordas ou extremidades do equipamento. Da mesma forma, o dimensionamento das salas de exames de raios-X convencionais ou telecomandados deve obedecer também à distância mínima de 1,5m de qualquer parede da sala ou barreira de proteção ao ponto emissão de

radiação do equipamento, observandose sempre os deslocamentos máximos permitidos pelo mesmo [2]. De acordo com as informações aqui relatadas, os profissionais da saúde podem obter informações sobre proteção radiológica e adequações na sala de Densitometria a partir de documentos técnicos desenvolvidos por órgãos ligados ao Ministério da Saúde. Lembrando, toda melhoria no que se refere à radioproteção gera um ambiente seguro e reduz a probabilidade de futuros processos trabalhistas. Entretanto, até hoje nenhum órgão responsável criou diretrizes capazes de padronizar os ambientes dos serviços de Densitometria, impossibilitando que a fiscalização possa julgar se a área onde o equipamento se encontra é adequada ou não. Segundo manifestação do órgão responsável, estes impasses já estariam sendo estudados a fim de incluir a Densitometria nas diretrizes vigentes, facilitando a adaptação dos laboratórios e o trabalho da fiscalização. Esperamos que as mudanças sejam significativas, dando espaço digno à Densitometria entre os métodos de diagnóstico por imagem. O entendimento completo e contribuições da SBDens podem ser acessados no site da entidade, no link “Produtos e Serviços”, item “Diretrizes de Proteção Radiológica SBDens. Guilherme Cardenaz de Souza Dep. de Profissionais Aliados Daniel Silva de Souza Físico Médico – ABFM-1270

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ARTIGO CIENTÍFICO

Análise dos fatores determinantes para concentrações de 25 Hidroxivitamina D em diferentes populações de São Paulo The São Paulo vitamin D Evaluation Study (SPADES)

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vitamina D é um esteróide cuja função no tecido ósseo é bem estabelecida e estudada, porém, sabese de sua importância em outros tecidos do corpo humano. É sintetizada na pele e depende da fotoconversão pela radiação ultravioleta. Estudos de prevalência demonstram que a hipovitaminose D é freqüente nos países temperados, porém há poucos estudos no Brasil. Havia a suposição de que por ser um país ensolarado, a hipovitaminose D seria pouco freqüente, mas os poucos estudos brasileiros realizados demonstram o contrário. Um estudo realizado na UNIFESP denominado SPADES (The São PAulo Vitamina D Evaluation Study) teve como objetivo avaliar as concentrações de 25 hidroxivitamina D (25OHD) de indivíduos moradores na cidade de São Paulo (23°34’S) de diferentes faixas etárias com características comportamentais distintas e correlacioná-las com diversos parâmetros biológicos e com a radiação ultravioleta (UVR) medida ao longo do ano. Foram incluídos 591 indivíduos agrupados segundo sua origem, assim distribuídos: 177 institucionalizados (idade média de 76,2±9,0 anos), 243 idosos da comunidade (79,6±5,3 anos), 99 participantes de um programa de atividade física para a terceira idade (67,6±5,4 anos) e 72 controles jovens (23,9±2,8 anos). Foram avaliadas as concentrações de cálcio iônico, PTH, 25OHD, creatinina e albumina em diferentes momentos ao longo do ano e agrupadas por estação do ano. Na análise de regressão múltipla tendo a 25OHD como variável dependente, os fatores determinantes foram PTH, cálcio iônico, mês do ano (p<0,05). Foi criada

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uma equação exponencial que prediz o valor de PTH baseado na concentração de 25OHD e é expressa pela fórmula PTH=10+104.24.e-(vitD12,5)/62,36. O valor acima do qual a 25OHD perdeu correlação com o PTH foi de 75,0 nmol/L (30 ng/ml), valor bastante semelhante ao descritos por outros autores. Baseado nisto, consideramos que este valor deva ser o limite inferior da normalidade. Em sendo assim, encontramos que 91,5% dos institucionalizados, 87,6% dos idosos da comunidade, 48,5% dos idosos fisicamente ativos e 40,3% dos jovens apresentavam hipovitaminose D. Encontramos concentrações muito baixas de 25OHD nos idosos institucionalizados e da comunidade, se comparados aos jovens e idosos fisicamente ativos. A influência das estações do ano sobre as concentrações de vitamina D é fato amplamente reconhecido em países localizados em latitudes extremas. Entretanto, desconhecemos o papel da sazonalidade sobre as concentrações de 25OHD em nossa população. Os valores de UVR, fornecidos pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) utilizados neste estudo, apresentavam um padrão que se assemelha a uma senóide. Devido ao movimento de translação da Terra, os autores partiram da idéia de haver repetição cíclica da 25OHD e da UVR a cada 12 meses. A fórmula genérica é representada pela equação: P1+P2.sin[-2π/12.(t-P3)]. Foi demonstrada a presença de variação sazonal da 25OHD em todos os grupos estudados, porém a amplitude de variação assim como as concentrações médias foram maiores nos grupos de jovens e praticantes de atividade física ao ar livre indepen-

dentemente da estação do ano, possivelmente devido à maior exposição solar recebida por estes grupos relacionada aos seus hábitos. Também foi possível observar que o nadir da UVR ocorre em junho enquanto que o da 25OHD ocorre no mês de outubro, havendo uma defasagem de três meses entre estes momentos. Estes achados demonstram que o mês da coleta da 25OHD deve ser considerado na avaliação médica, assim como a necessidade de uma anamnese específica para ponderar se há risco para hipovitaminose D. Os resultados deste trabalho aponta para a necessidade de uma preocupação governamental em torno de política de saúde, que poderia avaliar medidas como distribuição de vitamina D, fortificação de alimentos e a educação médica quanto à alta prevalência desta condição dentre a população idosa, considerando-se o risco de fraturas e todas outras comorbidades associadas. A correção da hipovitaminose D tem como objetivos primários promover a máxima absorção de cálcio intestinal, reduzir a freqüência de quedas e corrigir o hiperparatireoidismo secundário. Além disto, existem outros efeitos extra-esqueléticos, como a prevenção de cânceres e de doenças autoimunes, que devem ser mais bem estudados.

Autores: *Sergio Setsuo Maeda, Gabriela Saraiva, Marise Lazaretti-Castro * Prof. instrutor da Faculdade de Ciências

Médicas da Santa Casa de SP Mestre e Doutor pela UNIFESP Secretario Adjunto SOBEMOM


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CURSOS

CBR e SBDens lançam curso on-line de Educação Continuada As aulas já estão disponíveis na web para associados em dia

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m parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia, a SBDens desenvolveu um Programa de Educação Continuada em Densitometria Óssea (PEC). Trata-se de uma nova prestação de serviços aos associados que podem atualizar-se sem deslocamentos, no conforto de sua casa. Coordenado pelo Dr. José Carlos Amaral Filho, presidente da SBDens, o programa aborda aspectos de interesse prático em Densitometria Óssea e conta com a participação de ex-

1ª aula Dr. José Carlos Amaral Filho Apresentação da SBDens Aplicação Clínica da Densitometria Óssea; Indicações e limitações do método 2ª aula Fst. Guilherme Cardenaz de Souza O densitômetro: princípios do método DXA, componentes dos aparelhos, dimensões e condições ambientais das salas de densitometria 3ª aula Dr. Ben Hur Albergaria Controle de qualidade em Densitometria Óssea: protocolos de aquisição e posicionamento

celente corpo docente. E já está está disponível na internet, nos sites da SBDens (www.sbdens.org.br) e do CBR (www.cbr.org.br). Ao todo, são nove aulas cuidadosamente preparadas e divididas em três módulos. Os associados em dia com a anuidade e com acesso à área restrita do site (www.sbdens.org.br) podem acessar as aulas sem custos adicionais. Esperamos que todos aproveitem. Vejam a programação do PEC - Densitometria óssea: 4ª aula Dr. Bruno Muzzi Camargos Análise dos exames: os recursos do software 5ª aula Dra Mirley do Prado O monitoramento da massa óssea Interpretação e laudos densitométricos 6ª aula Dra Victoria Z. Borba DO em crianças e adolescentes: interpretação, consenso da SBDens 7ª aula Dra. Laura C. Mendonça Composição Corporal: aquisição, análise, interpretação

8ª aula Dr. Cristiano Augusto Zerbini Avaliação do risco relativo de fratura critérios da OMS Avaliação do risco absoluto de fraturas Frax: considerações sobre o seu uso. 9ª aula Dr. Sergio Ragi Eis Identificação das fraturas vertebrais por morfometria vertebral (VFA)

Para acessar a primeira aula, entre no site da SBDens, clique na guia “Cursos” e no item “PEC Densitometria”.

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ARTIGO CIENTÍFICO

Composição corporal e Síndrome de Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS) A

Síndrome de Apnéia/Hipopnéia A composição corporal, mais preciZAS, 2008; VGONTZAS ET AL, 2008; Obstrutiva do Sono (SAHOS) é samente, a quantidade e a distribuiJEAN-LOUIS et al, 2008). uma doença multifatorial caracteção de gordura corporal total, vem A etiologia da SAHOS é heterogênea rizada por episódios recorrentes de ganhando papel de destaque no enna população e os fatores de risco difeobstrução parcial ou completa das tendimento do complexo mecanismo rem em subgrupos e individualmente. vias aéreas superiores (VAS) durante Homens e mulheres com mesmo Índique envolve a Síndrome de Apnéia/ o sono. Variáveis como sexo, obesidace de Massa Corporal (IMC) e mesma Hipopnéia do Sono1 (SIMPSON et al, de, níveis séricos de leptina, fatores circunferência da cintura apresentam 2010). A obesidade é descrita como genéticos, anatômicos, hormonais e diferenças na quantidade e distrium dos principais fatores de risco da controle da ventilação interagem de buição da gordura no corpo inteiro e SAHOS (JEAN-LOUIS et al, 2008; forma distinta e complexa na fisioregionalmente, isto pode confundir a DEMPSEY et al, 2010). Apesar da clapatologia da SAHOS. Esta condição relação entre obesidade e os fatores ra associação entre as duas doenças, a deteriora a qualidade de vida, predisde risco metabólicos e cardiovasculamaioria dos estudos realizados diagpõe ao desenvolvimento de hipertenres, desconsiderando o impacto que nostica a obesidade nos pacientes com são arterial, resistência à insulina e a distribuição da gordura representa apnéia somente a partir do IMC ou da 2-4 ao aumento do risco cardiovascular (Simpson et al, e na 10:47 SAHOSPágina e combinação deste índice a outros indi4980 - Anuncio Densitometria GE_184x130_2:Layout 1 2010) 24.03.10 1 (DEMPSEY ET AL, 2010; VGONTem outras doenças. cadores antropométricos tradicionais,

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como a circunferência da cintura e do pescoço. O IMC estabelece a relação entre o peso (expresso em quilogramas) e a altura ao quadrado (expressa em metros). Apesar do baixo custo de aplicação e da fácil utilização, este índice apresenta alta especificidade, porém baixa sensibilidade na identificação da adiposidade corporal5 (OKORODUDU et al, 2010). A definição de obesidade se refere ao acúmulo excessivo de gordura corporal em relação à massa magra6 (BRAY, 1989), o qual é definido como maior que 25% de gordura corporal em homens e maior que 35% em mulheres (WHO, 1995). O IMC correspondente a este percentual de gordura é de 30kg/m² em caucasianos jovens. Em 1995, a Organização Mundial de Saúde recomendou este ponto de corte como critério para diagnóstico de obesidade (WHO, 1995). A avaliação de composição corporal mais precisa pode ser obtida a partir do uso da Dual Energy X-Ray Absorciometry (DXA), uma ferramenta que recentemente se tornou viável na prática clínica1 (SIMPSONS et al 2010). A composição corporal por

DXA é descrita como o “padrão ouro” na obtenção das medidas corporais (SIMPSONS et al 2010; LEE et al, 2008; SALOMONE et al, 2000; MAZESS et al, 1990). O primeiro estudo que investigou utilização do DXA em pacientes com SAHOS foi conduzido por Simpson et al (2010). Estes autores descreveram a diferença na composição corporal de 60 homens e 36 mulheres com SAHOS a partir da avaliação de indicadores antropométricos e do DXA.

Os indicadores antropométricos utilizados foram IMC, circunferência da cintura, circunferência do pescoço, circunferência do quadril, relação cintura quadril. O DXA foi empregado para avaliar a composição corporal e foram descritos os valores de % gordura e % de massa magra do corpo inteiro e também de segmentos (pescoço, tronco e abdome). Os resultados indicaram que a obesidade teve associação direta com a gravidade da apnéia de forma distinta nos homens e nas mu-

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lheres. Nas mulheres, tal gravidade se dá pelo acúmulo de gordura na região do pescoço e nas suas implicações sobre as vias aéreas superiores. Já nos homens a gordura abdominal parece ter um impacto predominante. Segundo os autores, a gravidade da apnéia foi melhor predita pela associação do DXA aos indicadores antropométricos do que só pelos indicadores antropométricos, usualmente adotados nos estudos sobre SAHOS. A importância que a medida de gordura corporal avaliada por DXA teve nesta amostra foi corroborada pelos resultados obtidos com a leptina sérica. Dentre as variáveis analisadas, os valores de leptina sérica constituíram a única diferença significativa entre as pacientes com e sem apnéia do sono. As mulheres com apnéia apresentaram níveis séricos superiores aos das mulheres sem apnéia. Em humanos, a resistência à leptina tem sido consistentemente associada a obesidade e o aumento nos níveis de leptina é reportado em pacientes com apnéia do sono ou ainda na síndrome de hipoventilação alveolar. (DEMPSEY et al 2010; SILVA et al , 2009; MARTINS, TUFUK

E MOURA, 2007, Vgontzas, 2008). Lee et al (2008) pesquisaram qual medida de adiposidade (circunferência da cintura, DXA, tomografia computadorizada) seria melhor preditora na identificação de fatores de risco metabólico avaliando 95 mulheres, com IMC médio 27,5 kg/m², circunferência da cintura 90,2 cm e 42 anos. Os resultados da composição corporal foram comparados aos valores de pressão arterial, colesterol total, HDL colesterol, triacilglicerol, glicemia de jejum, insulina e proteína C reativa. Os resultados indicaram que nenhuma medida de adiposidade isolada foi capaz de predizer de forma mais expressiva os fatores de risco do que a associação entre elas. Além do número reduzido de estudos que associem DXA a distúrbios do sono, faltam ainda parâmetros para definir os valores de referência para as diferentes regiões do corpo. Ou seja, o DXA permite a aferição precisa de gordura, músculo e osso em diferentes regiões, entretanto ainda não há dados que viabilizem a comparação. Na prática clínica, o método já é empregado. Os resultados obtidos são comparados

aos exames subseqüentes permitindo uma análise da evolução clínica do paciente, o que indica a necessidade de mais estudos nessa área. A maior parte dos estudos realizados em SAHOS investiga homens. A SAHOS é muito pouco valorizada em mulheres. Queixas frequentes de fadiga crônica, hipersonolência diurna e depressão são pouco associadas à apnéia na população feminina. Investigar a composição corporal por DXA é importante não só como uma maneira de predizer a SAHOS, a obesidade e os outros distúrbios metabólicos advindos das suas complicações. A quantidade e a distribuição de gordura corporal também devem ser utilizadas como uma meta terapêutica, bem mais eficientes e precisas que somente a redução do peso corporal. A utilização do DXA na prática clínica abre uma extensa possibilidade de linhas de investigação acerca da obesidade, da quantidade e da distribuição da gordura corporal. Patricia Costa Bezerra Nutricionista, especialista em Nutrição Clínica, Mestre em Psicologia e doutoranda em Medicina

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