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Rua Itapeva, 518, Ed. Scientia - cj. 111/112 - Bela Vista - CEP: 01332-000 - São Paulo (SP) Tel: (11) 3253-6610 - Fax: (11) 3262-1511 - e-mail: sbdens@sbdens.org.br Jornalista responsável: Renato H. S. Moreira (Mtb 338/86 - ES).

Informativo oficial da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica Edição nº 20 Ano XV Jan a Mar de 2009

FILIADA À:

EDITORIAL

Q

uinze anos de vida. Não poderia haver melhor momento que este para repensar nosso futuro. Como nos ensina um velho provérbio chinês: “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos”. Segundo o Padre Antonio Vieira: “Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras”. Obras como esta que há algumas semanas inauguramos: A Sede Própria da SBDens. Não me refiro, apenas, à boa estrutura física, mas ao empenho e energia despendida por todos que sempre sonharam com ela e que, com muita garra e na companhia de todos seus sócios vêm colocando o nome da SBDens cada vez mais alto em credibilidade e importância no cenário científico e profissional, dentro e fora de nosso país. Essa tem sido a obra mais importante que construímos juntos. Com grande alegria, registro nesse editorial, para que não se perca no tempo, algumas palavras que nos falam diretamente ao coração, compartilhando-as com nossos sócios, leitores, amigos e colaboradores. Chegamos num momento de muita alegria e, certamente, de grandes mudanças à frente. O grande poeta Fernando Pessoa já dizia: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares É o tempo da travessia E se não ousamos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.”

Trocamos “nossa roupa” e recomeçamos daqui, de onde estávamos, nossa nova e longa caminhada em busca de tudo o que acreditamos e sonhamos, só que mais fortes e unidos! A Densitometria Brasileira ocupa um justo lugar de destaque no cenário mun-

Descerramento da placa inaugural

dial, com pioneirismos e realizações até hoje não alcançadas por muitos países. Nossa sede é, apenas, uma lógica conseqüência. Após vários anos contando com o apoio do Colégio Brasileiro de Radiologia, que nos vinha cedendo, gentilmente, um espaço em sua sede na Avenida Paulista, desde o último dia 6 de fevereiro, a SBDens se encontra em seu endereço definitivo, pronta para liderar as mudanças e novidades que o campo da densitometria clínica e avaliação da saúde esquelética nos reserva para o futuro próximo. Às pessoas, entidades e instituições que nos apoiaram nessa trajetória, só nos resta registrar nosso mais profundo e terno agradecimento e reconhecer publicamente que sem suas intervenções, empurrões e puxões de orelha, nosso caminho até aqui teria sido muito mais difícil. Para nós, que tivemos a honra de viver intensamente esses 15 anos de descobertas, resta uma frase que, certa vez, Gandhi nos legou: "A satisfação está no esforço e não apenas na realização final." Muito obrigado a todos e sejam bem vindos à nova casa da densitometria brasileira.

Dr. Sergio Ragi Eis Presidente - SBDens


INFORMATIVO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DENSITOMETRIA CLÍNICA

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ARTIGO

ARTIGO

Equipe de saúde óssea reduz à metade taxa de fratura de quadril

Frax®: o risco é absoluto, mas o uso é relativo

Como um ortopedista transformou a abordagem do paciente com Osteoporose

D

por Annie Hayashi

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uem disse que uma pessoa não faz diferença ? Richard M. Dell, médico, reduziu a taxa de fratura de quadril em seu hospital em mais de cinquenta porcento em dois anos. Ele acredita que, se cada médico da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) identificar e tratar pacientes em alto risco para fraturas por fragilidade, o número de fraturas de quadril nos Estados Unidos poderia reduzir 25%. Considerando que mais de 300.000 pessoas foram hospitalizadas em 2005 por fratura atraumática de quadril, aproximadamente 75.000 pessoas poderiam ter sido poupadas da hospitalização. Isto certamente reflete o poder que somente uma pessoa pode ter. “Quebrando” antes da fratura Dr. Dell, cirurgião ortopédico na Califórnia, assumiu um papel de liderança na prevenção de fraturas de quadril em seu hospital e no desenvolvimento de um programa de prevenção de osteoporose: a “Equipe para Saúde dos Ossos”. “...Como cirurgião ortopédico, eu fui quem tratou as fraturas não o clínico que normalmente avalia o risco de osteoporose dos pacientes. Isto me colocou na posição de ver o que aconteceu quando medidas de prevenção não são adotadas. Então, decidi que eu poderia reduzir a taxa de fraturas de quadril no meu hospital...”, ele explica. Dr. Dell acredita que cada ortopedista pode identificar fatores 2

de risco em potencial para osteoporose ao realizar uma criteriosa amamnese do paciente. “...Eu pergunto aos meus pacientes todas as questões que indicam se eles apresentam (ou apresentaram no passado) fatores de risco para osteoporose..”, afirma Dr. Dell. Além disso, cada clínico recebia um relatório mensal sobre seus pacientes que apresentaram novas fraturas, tiveram um exame DXA que sugerisse tratamento ou tivessem recebido prescrição de esteróides ou análogos do GNRH. Esforços provaram eficácia Dados dos 12 centros foram analisados buscando determinar mudanças entre 2002 e 2006 além de variações da prática entre os centros. Os centros do sul da Califórnia reduziram a taxa geral de fratura atraumática de quadril em mais de 37%. Novecentas fraturas de quadril foram prevenidas em 2006 em comparação com dados de 1997 a 1999. A diminuição das taxas no centro do Dr. Dell foi de 52% contabilizando uma economia de mais de 2 milhões de dólares em 2006. Como resultado deste esforço, o centro do dr. Dell alcançou o número 01 do ranking de instituições baseado nos indicadores de eficácia. A abordagem pró-ativa para pacientes de risco incluiu o aumento no número de exames DXA e na prescrição de medicamentos anti-osteoporose. Dr. Dell foi o apresentador principal da sessão “Papel do ortope-

dista na abordagem da osteoporose” durante o 75o Encontro Anual da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos. Informações adicionais sobre o autores podem ser acessadas no site www.aaos.org/disclosure O contato da Dra. Annie Hayashi - escritora senior da AAOS - é o seguinte: hayashi@aaos.org Indicações usadas pelo autor para rastreamento da osteoporose: • Mulheres de 65 anos ou mais e homens de 70 anos ou mais: DXA recomendado para pacientes que não estejam em tratamento para osteoporose (inclui mulheres em reposição hormonal. • Mulheres e Homens de 50 a 70 anos com fatores de risco: DXA recomendado para pacientes com fratura por fragilidade prévia e/ou com fatores de risco em análise individualizada Fatores de risco considerados pelo autor em sua abordagem: - uso de análogo do GnRH ou corticóides (≥ 7.5 mg/dia de prednisona ou equivalente por mais de 03 meses). - tabagismo - peso inferior à 57 quilos ou IMC inferior à 21. - história familiar de fratura de quadril - quedas nos últimos 12 meses

Fonte: AAOS Now June 2008 Issue http://www.aaos.org/news/aaosnow/jun08/clinical9.asp

esde o endosso pela OMS e a sua publicação em março de 2008, o Frax® vem sendo tema de intenso debate em vários congressos, inclusive no último BRADOO que continuará sua discussão, durante sua terceira edição em outubro próximo, em Foz do Iguaçu - PR. Partindo do pressuposto de que os guidelines correntes não vinham selecionando adequadamente para tratamento ou indivíduos osteopênicos o Frax® foi concebido com a intenção de melhorar essa seleção, fazendo uma espécie de “ajuste fino” na identificação de pacientes com potenciais benefícios para o tratamento. E como isso é feito? A ferramenta combina ao T-score, alguns fatores clínicos de risco para fraturas validados em estudos prospectivos que permitiram a elaboração de um grande modelo estatístico que permite calcularmos a probabilidade de fraturas em 10 anos. Tal proposta se fundamenta, dentre outros, na constatação da ocorrência de fraturas em pacientes osteopênicos e portadores de comorbidades como, por exemplo, a Artrite Reumatóide. Em contraste com a proposta, observa-se que: • Países que não dispõem de dados epidemiológicos prospectivos de incidência de fraturas e, ainda mais, que não conheçam os pesos relativos de cada um dos fatores clínicos de risco utilizados no Frax, não saberão se sua utilização permitirá, realmente, algum avanço na seleção de pacientes para tratamento; • O estudo LAVOS[01], ao demonstrar que a etnia pode não representar um fator clínico de risco para fraturas nos paises latino-americanos estudados leva ao questionamento sobre a sua utilidade, da forma corrente, em nosso continente; • Observa-se também que nos países em que o modelo já está validado para suas realidades populacionais,

Mais informações sobre o evento em www.sbdens.org.br

alguns fatores de risco apresentam pesos significativamente diferentes entre si, reforçando a certeza de que ajustes são indispensáveis para que a estimativa do risco de fraturas em 10 anos seja confiável e produza decisões clínicas apropriadas; • Por último, mas não menos importante, cabe lembrar que uma das aplicabilidades propostas para a ferramenta é a de auxiliar no estabelecimento de pontos de corte, baseada na fármaco-economia de cada país, para indicação de terapias farmacológicas. Cabe lembrar, entretanto, que a maioria das drogas recentemente aprovadas para o tratamento da osteoporose foram desenvolvidas a partir de ensaios clínicos que tiveram como modelo de seleção de pacientes os critérios densitométricos de risco relativo de fraturas, como um dos elementos centrais. Em respeito à prática da medicina baseada em evidências, é certo afirmar que não sabemos se as eficácias demonstradas para esses agentes farmacológicos teriam sido as mesmas se tais pacientes fossem selecionados pelo Frax®, a partir de suas probabilidades de fraturas em 10 anos. Tampouco seria possível uma reanálise dos ensaios clínicos já concluídos, uma vez que vários dos

fatores clínicos de risco utilizados no Frax® foram referenciados nos projetos como critérios de exclusão desses estudos. Assim, tais pacientes não se encontram nos estudos. Um painel de especialistas reunidos no II Bradoo, há alguns meses em São Paulo, liderou um amplo debate sobre o assunto que, ao final, construiu uma mensagem final simples, porém útil e sólida: a metodologia Frax® possui grande importância por resgatar a habilidade médica de construir um raciocínio clínico, associando aos resultados de densitometrias, variáveis clínicas fundamentais no exercício da medicina. No entanto, a correta aplicação da proposta em nosso pais ainda carece de dados epidemiológicos que a tornem válida e confiável. Nas palavras do próprio Prof. Jonh Kanis, mentor e líder do projeto, “Essa metodologia, no momento, não pode ser aplicada em países da América Latina”. Concluindo, mesmo propondo avaliação do RISCO ABSOLUTO, o Frax® segue com o seu uso RELATIVO no Brasil! Dr. Sergio Ragi Eis Ortopedista - Vitória (ES) Presidente - SBDens Dr. José Carlos Amaral Filho, Reumatologista - Cuiabá (MT) 3


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ARTIGO CIENTÍFICO

A importância da força muscular em homens e sua correlação com a densidade mineral óssea F

orça muscular pode ser definida como a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar em um padrão específico de movimento, e é considerada uma capacidade física importante para o condicionamento físico não só para atletas como também para indivíduos não atletas (1). A força muscular está diretamente relacionada à independência funcional do individuo. A eficácia nas atividades ocupacionais e cognitivas está entre os vários elementos apontados como determinantes ou indicadores de qualidade de vida na terceira idade (18). Entre pessoas com idade acima dos oitenta anos, 57% dos homens e 70% das mulheres são incapazes de realizar trabalhos domésticos pesados (13). Uma menor independência funcional acarreta um aumento da inatividade física que conseqüentemente diminui a densidade mineral óssea. Outra conseqüência importante do decréscimo da força muscular é a diminuição da capacidade de desenvolver força rapidamente (potência muscular), associada diretamente às atividades de vida diária e ao mecanismo de proteção durante uma queda (14, 16).

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A força muscular atinge o seu ápice entre os 20 e 30 anos de idade, com uma leve perda ou manutenção da força muscular até os 60 anos de idade. Após os 60 anos de idade há uma perda 15% de força muscular a cada década subseqüente (12,15). O teste padrão ouro para a avaliação da força muscular isotônica é o teste de uma repetição máxima (1RM), que é a quantidade máxima de peso que pode ser levantado em uma repetição (10, 9, 11). Segundo o ACSM (2001) o teste mais indicado para avaliar a força muscular isotônica dos membros inferiores de idosos é o teste de 1RM no exercício de leg press. Outros testes com o intuito de aumentar a segurança e dinamizar as avaliações vêm sendo utilizados para predizer a força muscular isotônica, como o teste de sentar e levantar de uma cadeira por um período de 30 segundos, que se propõe avaliar a força muscular isotônica dos membros inferiores (17). Em um estudo realizado pelo grupo liderado por Jones, em 1999 (17), após avaliarem 84 homens com idade acima de 60 anos, foi constatada correlação positiva significativa (r = 0,78) entre o teste de sentar e le-

vantar de uma cadeira em 30 segundos e o valor de 1RM no exercício de leg press. Concluindo que o teste de “sentar e levantar” por um período de 30 segundos seria capaz de predizer a força muscular isotônica dos membros inferiores. Para avaliação da força muscular dos membros superiores em idosos, o teste de força isométrica tem sido utilizado, podendo ser realizado com uma variedade de instrumentos, como: tensiômetros de cabo, aferidores de tensão e dinamômetros sendo seus resultados dados em kilogramas-força (kgf). A principal vantagem do teste isométrico é que, com os equipamentos próprios, ele é relativamente rápido e de fácil execução, o que é importante ao se testar grandes grupos de indivíduos. O teste mais utilizado para testar a força muscular isométrica dos membros superiores é o teste de preensão palmar (10, 11, 9). A força de preensão palmar não é simplesmente uma medida da força da mão ou limitada à avaliação do membro superior. Ela tem muitas aplicações clínicas diferentes, sendo utilizada, por exemplo, como um indicador da força total do corpo e, neste sentido, é empregada em testes de

aptidão física(8). Em um estudo realizado com 19 sujeitos de 62 a 99 anos foi encontrada uma correlação significativa negativa entre o teste de preensão palmar e habilidade manual, velocidade da caminhada e agilidade (r = -0,54; -0,69 e – 0,67, respectivamente) (6). A força muscular de preensão palmar diminuída está correlacionada à menor densidade mineral óssea e menor desempenho funcional em idosos. Ao avaliarem 407 homens chineses, autores (7) demonstraram uma correlação positiva entre força de preensão manual e densidade mineral óssea de colo femoral e quadril total (r = 0,51 e 0,43 respectivamente), entretanto não encontraram correlação direta com a densidade mineral óssea da coluna lombar. Outros equipamentos são empregados para a avaliação da força muscular, como aparelhos isocinéticos, que avaliam a força muscular com velocidade do movimento constante. Hughes e colaboradores(5), ao analisarem 89 homens entre 45 e 77 anos de idade, demonstraram uma correlação positiva entre força de extensão do cotovelo, avaliada por um dinamômetro isocinético da marca Cybex, e a densidade mineral óssea do rádio 33% (r =0,24). No entanto, equipamentos isocinéticos são caros, com impossibilidade de transporte e de difícil acesso por pesquisadores, dificultando estudos populacionais. O posicionamento do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) em 2001, enfatizou a relação sítio especifica entre força e massa muscular com densidade mineral óssea. A musculatura do tronco, além dos membros inferiores e superiores

tem sido sugerida para correlacionarse com a densidade mineral óssea, principalmente com a densidade mineral óssea lombar (4, 3). Huuskonen e colaboradores(3), ao avaliarem 140 homens, entre 54 e 63 anos, demonstraram correlação positiva entre força muscular do abdômen, avaliada por dinamômetro, com a densidade mineral óssea do colo femoral e da coluna lombar (r = 0,28, p < 0.001 e r = 0,20, p < 0.05 respectivamente). A avaliação da força muscular foi feita pelo strain-gauge dynamometer. A força isométrica do quadríceps, avaliada na cadeira extensora, apresentou uma correlação positiva com a densidade mineral óssea do colo femoral e coluna lombar (r = 0,19 e r = 0,21 respectivamente) e a densidade mineral óssea do colo femoral e coluna lombar também apresentaram correlação positiva com a força isométrica do tríceps (r = 0,26 e r = 0,35 respectivamente). Ainda são poucos os estudos na literatura que mostram correlação entre densidade mineral óssea e força muscular na população masculina, principalmente em relação às suas correlações com a densidade mineral óssea da coluna, colo femoral e rádio 33% com testes de força de fácil aplicabilidade na população masculina brasileira com idade acima de 60 anos. A osteoporose masculina é um problema de saúde pública e esforços devem ser feitos para melhor estudar os fatores de risco associados à fratura por trauma mínimo nesta população. Fernando Borges Pereira e Ana Patrícia de Paula Programa de pós-graduação da Faculdade de Ciências da Saúde, UnB

Referências Bibliográficas 1.BACHLE, TR & GROVES BR. Treinamento de força: passos para o sucesso. 2º edição. Porto Alegre: Artmed, 2000. 2.PAULA, A.P.; CARNEIRO, R. Osteoporose em homens. In: SZEJNFELD, V. L. Osteoporose: Diagnóstico e Tratamento. São Paulo: ARVIER. p. 106 – 118, 2000. 3.HUUSKONEN, J. et al. Determinants of Bone Mineral Density in Middle Age Men: Population-Based Study. Osteoporos Int. 2000; 11:702-708. 4.BEVIER, W.C. et al. Relationship of body composition, muscle strength, and aerobic capacity to bone mineral density in older men and women. J Bone Miner Res 1989 ; 4(3): 421-32. 5.HUGHES, V. A et al. Muscle strength and body composition: associations with bone density in older subjects. Med Sci Sports Exerc 1995; 27 (7): 967-74. 6.Geraldes, A.A.R.; Angysnoelia R.M.O.; Albuquerque, R.B.; Carvalho, J.M.; Farinatti, P.T.V. A Forca de Preensao Manual e Boa Preditora do Desempenho Funcional de Idosos Frageis: um Estudo Correlacional Mútiplo. Rev Bras Med Esporte 2008– Vol. 14, No 1 – Jan/Fev. 7.CHEUNG, E.Y.N. et al. Determinants of bone mineral density in Chinese men. Osteoporos Int 2005; 16: 1481–1486. 8.MOREIRA, L.; Benefícios da hidroginástica para os portadores de osteoporose. Revista Estudos 2004; 31(1):57-66. 9.ENOKA R.M. Neuromechanical basis of kinesiology, second edition. Human Kinetics, 1994. 10.ABERNETHY P, WILSON G, LOGAN P. Strength and power assessment, issues, controversies and challenges. Sports Med 1995; 19: 40117. 11.BROWN L. E.; WEIR J.P. ASEP -Procedures recommendation I: Accurate assessment of muscular strength and power. Journal of Exercise Physiology 2001; v. 4, n. 3, p. 1-21. 12.DESCHENES, M. R. Effects of Aging on Muscle Fibre Type and Size. Sports Medicine 2004; 34(12):809- 824. 13.HUNTER, G.R et al. Effects of Resistance Training on Older Adults. Sports Medicine 2004; 34(5):329-348. 14.BRILL, P.A. et al. Muscular strength and physical function. Med Sci Sports Exerc 2000; 32(2):412. 15.LINDLE, R.S. et al. Age and gender comparisons of muscle strength in 654 women and men aged 20-93 yr. J Appl Physiol 1977;83: 1581-1587. 16.HAKKINEN K, KRAEMER WJ, NEWTON RU. Muscle activation and force production during bilateral and unilateral concentric and isometric contractions of the knee extensors in men and women at different ages. Electromyogr Clin Neurophysiol 1997: 37: 131–142. 17.JONES, C.J; RIKLI, R.E. AND BEAM, W. A 30-s Chair-Stand Test as a Measure of Lower Body Strength in Community-Residing Older Adults. Research Quarterly for Exercise and Sport 1999; 70 (2), 113-119. 18.KRAEMER, W.J.; FLECK S.J. 2007. Optimizing Strength Training. 1ªEd. Human Kinetics, Champaign, IL.

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EVENTO CIENTĂ?FICO

ARTIGO CIENTĂ?FICO

ISCD/IOF 2009: evento memorĂĄvel

Densidade mineral Ăłssea alta: normal ou anormal?

Annual Joint Meeting ISCD/ IOF 2009, ocorrido na cidade de Orlando nos EUA foi histórico. Foi a primeira vez que as duas entidades se reuniram para realizar, em conjunto, os seus eventos anuais. O resultado foi excepcional. A começar pelos seus palestrantes: John Kanis, Michael Mclung, John Bilezikian, Ethel Siris, Nelson Watts, Paul Miller, Ego Seeman, Michael Lewiecki, Alija Kahn, SÊrgio Ragi Eis, Neil Binkley, Sanford Baim, William Leslie e outros expoentes da pesquisa científica mundial. Os brasileiros lå estiveram presentes em pôsteres, sessþes interativas, cursos e conferências. O presidente da SBDens, dr. SÊrgio Ragi Eis, representou a AmÊrica Latina na mesa que debateu o modelo FRAXŽ , logo após a conferência do professor Kanis sobre o tema. Sessþes interativas com experts, realizadas em salas com número restrito de participantes, propiciaram um clima de informalidade deixando o público à vontade para saciar todas as dúvidas. Michael Lewiecki expôs com brilhantismo a questão do reembolso da densitometria em tempos do FRAXŽ. Na mesma mesa, se reuniram representantes do FDA e da indústria farmacêutica. Estes profissionais expuseram seus pontos de vista, enriquecendo ainda mais a sessão. Novamente a palavra foi aberta à platÊia, que não hesitou em questionar. Cientificamente, o ponto mais alto ficou por conta da discussão do FRAXŽ e

Foto: arquivo SBDens

O

SBDens esteve no evento com representantes de sua diretoria

sua aplicabilidade clĂ­nica. O professor Kanis, atual presidente da IOF e autor desta interessante forma de abordagem da osteoporose, dissecou com precisĂŁo as qualidades e tambĂŠm limitaçþes do FRAXÂŽ. O professor Kanis foi categĂłrico ao afirmar que tal ferramenta pode ser empregada somente em pacientes â&#x20AC;&#x153;virgensâ&#x20AC;? de tratamento para osteoporose. AlĂŠm disso, ponderou que os pontos de corte sugeridos para intervenção farmacolĂłgica nĂŁo devem ser aplicados como critĂŠrios para a definição de cobertura de tratamento pelo sistema de saĂşde pĂşblico ou privado. Ao final do evento, uma emocionante sessĂŁo de homenagem ao professor Pierre Delmas foi apresentada por Ego

Seeman - seu amigo desde a juventude. Fotos do professor Delmas ao longo de sua existĂŞncia ilustraram a mensagem que ele sempre fez questĂŁo de propagar: â&#x20AC;&#x153;...life is a gift, enjoy it...â&#x20AC;? ( a vida ĂŠ uma dĂĄdiva, aproveite-a). Presente mesmo recebeu a platĂŠia que compareceu a este histĂłrico evento ISCD / IOF. O conteĂşdo apresentado nas conferĂŞncias deste evento encontra-se disponĂ­vel on-line, gratuitamente, para o associado SBDens/ISCD.

Dr. Bruno Muzzi Camargos Ginecologista/obstetra - BH (MG)

A

remodelação óssea que ocorre durante toda a vida, constitui um importante processo de homeostase utilizado pelo tecido ósseo, onde a reabsorção e a formação óssea ocorrem de forma sincronizada. A importância de reconhecer os pacientes cujos valores de DMO encontram-se elevados, deve-se ao fato de que estas alteraçþes podem estar relacionadas a patologias hereditårias, tratåveis, e cujos mecanismos fisiopatológicos podem ser objeto de pesquisa na busca de novos fårmacos. 1. Como identificar a DMO alta no exame de densitometria? São vårias as doenças que causam aumento da densidade óssea, porÊm a detecção de tais patologias de forma individual Ê incomum1. As figuras ao lado mostram imagens radiológicas e gråfico com resultado de uma densitometria de um paciente com osteopetrose. As alteraçþes ósteo degenerativas, calcificaçþes do tecido mole, osteófitos, escoliose, espondilite, fraturas por compressão aumentam sua incidência com o avanço da idade, o que pode super estimar de forma artificial os valores de DMO na coluna lombar 2. No quadril , são vårias as condiçþes que aumentam de forma equivocada a DMO, como por exemplo, a doença de Paget, calcificaçþes vasculares e osteoartrose. Portanto,

Radiografias (acima) e gråfico (direita) de densitometria de paciente portador de osteopetrose. Observa-se, na imagem, a grosseira concentração de densidades dos corpos vertebrais.

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a identificação de indivíduos cujos valores densitométricos apresentam uma relação real com patologias responsáveis pelo incremento da massa óssea, deve estar fundamentada em exames onde a aquisição e análise dos mesmos, foram obtidas por profissional capacitado e habilitado, segundo as normas da SBDens e ISCD 3-4. 2. Reconhecimento de DMO Supra Normal Durante o último consenso realizado para o desenvolvimento das posições oficiais ano 2007, questões relevantes foram abordadas pelos membros da ISCD. A utilização de um T- score ≥ + 2.5 ,na ausência de artefatos ,parecia mais aceitável para esta definição, visto que representaria o ponto de corte oposto (- 2.5 DP) internacionalmente empregado no diagnóstico de osteoporose. Neste mesmo ano Chavassieux et al 5 reconheceram que independente de valores aumentados de DMO, a resistência óssea pode estar diminuída, portanto, um T- score elevado não representa necessariamente um menor risco de fraturas. Baseado neste contexto, a identificação de indivíduos com valores densitométricos que ultrapassam os limites de normalidade, deve ser valorizada, visto que os mesmos podem estar expostos a

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um maior risco de fraturas, secundária à alteração na qualidade óssea. Ademais, a presença de valores supra normais de DMO , pode estar associada a outras patologias não ósseas, como por exemplo o câncer de mama e hiperandrogenismo feminino 6-7 . Independente das opiniões controversas no que se referem ao ponto de corte a ser utilizado, ou mesmo à escolha entre T- score e Z- score para identificação de DMO supra normal, alguns estudos têm descrito a prevalência de mulheres com massa óssea acima do normal (segundo a OMS) , sem qualquer relação com patotologias ósseas. Os estudos atuais têm contemplado de forma intensa a fisiologia do metabolismo ósseo. Reconhece-se com solidez que o pico de massa óssea e a sua manutenção são influenciados por uma variedade de fatores que não patológicos. É evidente que algumas mulheres pós menopáusicas ou com idade mais avançada permanecem com a sua massa óssea normal, ou acima dos atuais critérios de normalidade. O grande desafio não consiste em identificá-las, mas sim, encontrar os possíveis fatores associados à sua preservação, e utilizá-los como uma ferramenta para prevenção, ou até tratamento da osteoporose.

Referências 1.Whyte, MP. High Bone Mass Disease. In: The Bone and Mineral Manual: a Practical Guide, 2nd ed. Kleerekoper M,Sirus E, McClung M, eds. San Diego,CA: Academic. 2004 2.Reid IR, Evans MC, Ames R, Wattie DJ. The influence of osteophytes and aortic calcification on spinal mineral density in postmenopausal women. J Clin Endocrinol Metab 1991 (72): 1372 3.Cristiano A. F. Zerbini, Maria Guadalupe B. Pippa, et al, Densitometria Clínica Posições Oficiais 2006. Clinical Densitometry – Official Positions 2006; Rev Bras Reumatol, v. 47(1): 25-33, 2007 4.C Simonelli, RA Adler, GM Blake, JP Caudill, A Khan, E Leib, M Maricic, JC Prior, S Ragi-Eis, C Rosen, and D L Kendler. Dual-Energy X-Ray Absorptiometry Technical Issues:The 2007 ISCD Official Positions Journal of Clinical Densitometry: Assessment of Skeletal Health, 11(1): 109-122, 2008 5. Chavassieux P, Seeman E, Delmas PD. Insights into material and structural basis of bone fragility from diseases associated with fractures: how determinants of the biomechanical properties of bone are compromised by disease. Endocr Rev. 2007 Apr;28(2):151-64. Epub 2006 Dec 19. Review. 6. Zmuda M, Cauley JA, Ljung BM, et al., for the Study of Osteoporotic Fractures Research Group. 2001 Bone mass and breast cancer risk in older women: differences by stage at diagnosis. J Natl Cancer Inst 93(12):930e936.); 7. Simberg N, Tiitinen A, Silfvast A, et al. 1996 High bone density in hyperandrogenic women: effect of gonadotropinreleasing hormone agonist alone or in conjunction with estrogen-progestin replacement. J Clin Endocrinol Metab 81(2):646-651

Dra. Maria Guadalupe B. Pippa; Dr. Cristiano A. F. Zerbini Serviço de Reumatologia Hospital Heliópolis - São Paulo

Conectividade ossea 20  
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