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Instituição (Sigla)

Titulação

e-mail

Telefone

Fernanda Landucci Ortale

USP

Livre-Docente

ortale@usp.br

(19)99615-4848

Giliola Maggio

USP

Doutora

gilimaggio@gmail.com

(11)98264=0191

Alessandra Regina Ribeiro

UNIOESTE

Doutora

profalessandra.ribeiro@gmail.com (45)9959-2307

Título do Simpósio

LÍNGUAS DE HERANÇA: DESVELAMENTO, MANUTENÇÃO E REVITALIZAÇÃO

Palavras-chave

1- Línguas 2 - Discurso de Herança

3 - Desvelamento

4 – Políticas Linguísticas

Ementa: (até 500 palavras)

A presença da imigração italiana e de seus efeitos já faz parte da vida cotidiana da sociedade brasileira. Nesse sentido, há identidades diversas espalhadas pelo Brasil, mostrando que há ainda comunidades que mantêm variedades de língua italiana falada como herança e, muitas vezes, marcas em domínios discursivos específicos que precisam ser desveladas. Dessa forma, a proposta deste simpósio é reunir professores e pesquisadores da área da Linguística Aplicada e de Italianística, cujos estudos estejam voltados às questões da linguagem/identidade, etnia, diversidade e formação docente. No desenvolvimento das reflexões, os pesquisadores terão, portanto, a oportunidade de entrar em contato com essas variadas realidades e, além da troca de experiências pela afinidade que une o rol de pesquisas, poderão aprofundar principalmente, conceitos como língua de herança, discurso, identidade, memória, esquecimento e políticas linguísticas para a revitalização e manutenção dessas línguas. Do ponto de vista da formação docente, serão discutidos o processo de produção de materiais didáticos para esse contexto de ensino e a criação de comunidades de prática como uma das possíveis iniciativas em políticas linguísticas locais. Assim, acreditamos que fomentar a discussão sobre a diversidade linguística, com especial atenção à formação de professores, a fim de contribuir para que


comunidades desenvolvam ações de manutenção e de revitalização de suas línguas, o simpósio pretende trazer à tona a relevância do papel do docente, desde a formação inicial à formação continuada, diante de aspectos diversos que aparecem/podem aparecer em sala de aula e as atitudes a serem refletidas e tomadas no referido contexto. Além disso, é importante ainda que se possa discutir sobre como as políticas linguísticas têm atuado para gerenciar tais assuntos e estimular a possibilidade do diálogo com outros campos de saberes, como a linguística, sociolinguística, sociologia e história.

Referências:

CASTRO, Giliola Maggio. (2003) Vestigi di lingua italiana: testimonianze di Pedrinhas Paulista. In Revista de Italianística VIII. (DLM-FFLCHUSP). HAGÈGE, Claude. Não à morte das línguas. Instituto Piaget, 2001. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu da Silva, Guaracira Lopes Louro – 11 ed. – Rio de Janeiro: DP&A, 2006. ORTALE, Fernanda Landucci. A formação de uma professora de italiano como língua de herança: o Pós-Método como caminho para uma prática docente de autoria. 2016. 162 f. Tese (Livre-docência) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. RIBEIRO, Alessandra Regina. Descendentes de (i)talianos de Cascavel/PR: língua e cultura encobertas. 2016. Tese (Doutorado) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. SIGNORINI, Inês. Língua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. São Paulo: Editora FAPESP, 2002.


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INSTITUIÇÃO TITULAÇÃO

E-MAIL

TELEFONE

UFES

DOUTORADO

mariza.moraes24@gmail

(27)99784-2136

Rosângela Morello IPOL

DOUTORADO

dandarim@gmail.com

48 99933-8938

Edenize Ponzo Peres

DOUTORADO

eponzoperes@gmail.com

(27)99989-0254

Mariza Moraes

UFES

Título: POLÍTICAS LINGUÍSTICAS: O ITALIANO E O TALIAN NO BRASIL Palavras-chave: políticas linguísticas; línguas de migração; cooficialização; licenciatura a distância. EMENTA: O Português do Brasil - em suas muitas variedades - é a língua oficial de toda a nação. No entanto, este país não é e nunca foi monolíngue. Atualmente, duas centenas de línguas – indígenas, de imigração, de fronteira e de sinais – são utilizadas ao lado do Português Brasileiro (VIANNA, 2015). Dentre elas destacamos o Italiano, que é ofertado como licenciatura em diversas instituições brasileiras e o Talian - o vêneto brasileiro (PAYER, 2006) -, que constava do censo linguístico de línguas minoritárias em risco de extinção (UNESCO, 2010), mas que tem sido reconhecida e promovida, no Brasil, no âmbito de duas importantes políticas públicas: uma é das línguas inventariadas e certificadas como referência cultural brasileira pela Política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística, criada pelo Decreto 7.387/2010; outra é o seu estímulo, sobretudo nas áreas da educação e cultura, por meio das leis de cooficialização em ao menos cinco municípios na região sul do Brasil (MORELLO, 2015; OLIVEIRA, 2003). Dessa forma, este Simpósio pretende atrair para o debate estudantes, professores, pesquisadores, gestores e falantes que atuem na gestão de ações para a promoção da Língua Italiana (standard) e/ou do Talian em contextos de imigração, congregando trabalhos que discutam: i) a implantação do ensino do italiano standard em regiões colonizadas por italianos na modalidade presencial ou a distância, como, por exemplo, a Licenciatura Letras-Italiano EaD, parceria da UFES com a CAPES/UAB; ii) as condições para o ensino do Talian nos municípios onde é cooficial; iii) o contato linguístico entre o Português e o Talian, bem como com outras línguas faladas pelos imigrantes italianos que chegaram ao país nos séculos XIX e XX. Do ponto


de vista social, as ações destacadas visam promover o ensino e a aprendizagem das línguas Talian e Italiana, com o intuito de que essas competências linguísticas promovam a empregabilidade, a mobilidade social e o crescimento pessoal de professores e alunos. Referências: BORTONI-RICARDO Stella Maris. Do Campo para a Cidade: estudo sociolinguístico de migração e redes sociais. São Paulo: Editora Parábola, 2011. EBERHARD, David M. Em defesa das línguas minoritárias do Brasil. Anápolis/GO: SIL, 2013. OLIVEIRA, Gilvan M. Declaração Universal dos Direitos Linguísticos: novas perspectivas em política línguística. Campinas (SP): Mercado de Letras, Associação de Leitura do Brasil (ALB) Florianópolis: IPOL, 2003. MORELLO, Rosângela. Leis e Línguas no Brasil: o processo de cooficialização e suas potencialidades. 1. ed. Florianópolis: IPOL/Nova Letra, 2015. v. 1. 140p. PAYER, Maria. Onice. Memória da língua: imigração e nacionalidade. São Paulo: Escuta, 2006. UNESCO 2010. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Atlas de las lenguas em peligro en el mundo. 3ª ed. Paris, Publicações UNESCO. Disponível em: <http://www.unesco.org/culture/en/endangeredlanguages/atlas>. Acesso em 12 mar. 2017. VIANNA, Beto. (2015) Línguas minoritárias e minorizadas no Brasil: por uma política linguística do falante. Disponível em <www.biolinguagem.com/artigos>. Acesso em: 08 mar. 2017.


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Instituição

Titulação

Email

Annita Gullo

UFRJ

Doutorado

annitagullo@gmail.com

Carlos Sobral

UFRJ

Doutorado

casobral@gmail.com

Título do Simposio

A língua italiana em movimento: contatos, conflitos e políticas linguísticas

Palavraschave

Língua italiana

Resumo

É axiomático dizer que as línguas modernas têm histórias peculiares, mas, no caso da língua italiana, assume características singulares devido à dinâmica da complexa gênese sociocultural que ganhou expressão na península itálica. A história plurissecular marcada por contatos, conflitos e choque devido à diversidade cultural e linguística, torna-se um campo fértil e produtivo de investigação e pesquisa linguística, social, histórica e política. Nesse campo, uma das situações curiosas que merece reflexão é a escolha de uma língua literária, falada em uma específica região, como língua oficial, eleita como padrão e em detrimento de uma variedade de “falares” igualmente pulsantes no território. É claramente instigante como proposta o questionamento e o reexame crítico da projeção de dinâmica linguística da vertente florentina alçada a língua nacional sobre os outros dialetos, as resultantes desse atrito, a polêmica sobre o status quo da língua italiana em sua afirmação oral e escrita, além da questão normativa versus variação e políticas linguísticas. O caráter denso desse objeto de pesquisa é dilatado na perspectiva da construção identitária dos povos, na característica do “input” e do “output” que concorrem a formar a “weltanschauung” que determina a integração socioestruturante e inter-relacional dos grupos em foco, e que são impregnados de aspectos simbólicos palimpsésticos que problematizam a imediata decodificação fora do seu contexto social. É imperativo então agir dentro da abordagem multidisciplinar, convocando o cruzamento de informações que interessam a várias áreas de conhecimento. Enfim, o

Contato linguístico

Conflito linguístico

Telefone

Políticas linguísticas


Bibliografia

propósito aqui apresentado traz o foco para a dinamicidade do processo de estabelecimento, controle, mudança e assimilação da língua italiana sob uma perspectiva acadêmica e didática, que se expande ao campo da literatura, da língua, da história, da geografia, da tradutologia, da sociologia e da psicologia, para melhor compreender o legado italiano ao homem de hoje. BAGNO, Marcos Araújo. O que é uma língua? Imaginário, Ciência e Hipóstase. In: LAGARES, X. ;BAGNO, M. (orgs.).Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011. BALBONI, P. Le Sfide di Babele, Insegnare le lingue nelle società complesse. Novara, UTET, 2006 BERNARDO, G. (Org.) As Margens da Tradução. Rio de Janeiro, Caetés, 2002 BERRUTO.Gaetano. Contatto Linguistico. Enciclopedia Treccani dell’Italiano -http://migre.me/w2Jq3 - Acesso em 12/03/2017 as 11h39min __________. Sociolinguistica dell’italiano contemporaneo. Roma: La Nuova Italia Editrice, 1995 ECO, U. Quase a Mesma Coisa, Experiências de Tradução. Rio de Janeiro, Record, 2007. FUSCO, F., LONDERO, R. (Org.) Incroci Interlinguistici, Mondi della traduzione a confronto. Milano, Franco Angeli Ed. 2008. DE MAURO, Tullio. Storia linguística dell’Italia unita. Bari: Laterza, 1995 MARAZZINI, Claudio. La lingua italiana – profilo storico. Bologna: Il Mulino, 2002 SANTIPOLO, Matteo. Dalla sociolinguistica alla glottodidattica. Torino: Utet, 2002 TAVARES, P., DE PAULA, M., COSTA, W.(Org.) Tradução e Psicanálise. Rio de Janeiro, 7 Letras, 2013. TRIFONE, Pietro. Lingua e identità. Una storia sociale dell’italiano. Roma, Carocci, 2006 TRIFONE, Pietro. Lingua e identità. Una storia sociale dell’italiano. Roma, Carocci, 2006 ______________. Storia linguistica dell'Italia disunita, Il Mulino, Bologna, 2010. TORRESAN, P. Intelligenze e didattica delle lingue. Ed. EMI, 2008


4 Proponente 1

Instituição (Sigla)

Titulação

e-mail

UFRJ

Doutor

lombardi.andrea@gmail.com

UFRJ

Doutora

annabasevi@hotmail

UFRJ

Doutorando

fabriziorusconi@gmail.com

Telefone

Andrea Lombardi Proponente 2 Anna Basevi Proponente 3 Fabrizio Rusconi Título do Simpósio

TRANSITI LETTERARI. TESTO E INTERTESTUALITÀ

Palavras-chave Legata etimologicamente a litterae, al testo, alla sua materialità, ai suoi effetti, alla sua struttura, ai suoi accorgimenti, si può dire che letteratura è essenzialmente testo e intertestualità. La sua lettura deve pertanto tener conto del punto di vista di ricercatori e docenti e del contesto critico, che cambia costantemente. Smontare il testo, cercare di carpirne la struttura, analizzarne le fessure, i doppi fondi, gli enigmi (di cui parla Walter Benjamin) e stabilire il legame del testo con i suoi precursori e l´influenza sono compiti non facilissimi. Gianfranco Contini introduce un concetto allargato di espressionismo, individuando elementi di “escrescenza” e forme di protesta, legate a uno stile complessivamente esuberante, sovraccarico e originalíssimo. In Brasile Haroldo de Campos propone una lettura della letteratura italiana per certi versi analoga, questa volta , con una focalizzazione su Dante in chiave paradossalmente “luciferina” e su altri autori. Tener conto del contributo di questi due grandi autori può fornire una base originale, produttiva e creativ a, poiché mobilizza il canone, induce a ridiscutere il rapporto fra língua e dialetto e mette in discussione la continuità della letteratura italiana in quanto tale, dalle origini fino ad oggi.


Riferimenti bibliografici BENJAMIN, Walter. Il narratore. Considerazioni sull'opera di Nikolai Leskov. Torino: Einaudi, 2011 DE CAMPOS, Haroldo. Metalinguagem e outras metas. São Paulo: Perspectiva, 1967 _______________. Traduzione, transcreazione. Salerno: Oèdipus, 2016


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Instituição (Sigla)

Titulação

e-mail

Proponente 1

UFSC/CNPq/Capes

Doutor

andreia.guerini@gmail.com

Andréia Guerini Proponente 2

UFRJ

Doutor

gisabats@gmail.com

Gisele Batista da Silva Título do Simpósio

LEOPARDI EM MOVIMENTO: ASPECTOS DA RECEPÇÃO

Palavras-chave

Literatura italiana

Leopardi

recepção

Este simpósio tem por objetivo discutir aspectos da recepção do escritor Giacomo Leopardi em sistemas culturais fora da Itália, principalmente os de língua portuguesa, a fim de mapear a sua presença e de verificar como aconteceram os “trânsitos” e as “circulações” desse autor italiano e qual o seu “movimento” em diferentes países. Nesse sentido, serão aceitas comunicações que tratem de recepção, tradução de obras do autor, e ainda da sua presença em âmbito acadêmico, literário, jornalístico etc.

Referências:


LUCCHESI, Marco (org.). Giacomo Leopardi, Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. MANFIO, Diléia Zanotto. La Fortuna del Leopardi nella cultura Brasiliana. Tesi di Laurea - Curso de Lettere e Filologia, Departamento de Istituto di Filologia e Letteratura Italiana, Università Degli Studi di Padova, Padova, 1979. ROSSI, Giuseppe Carlo. Il Leopardi e il mondo di lingua portoghese. In: Centro Nazionale di Studi Leopardiani (Org.). Leopardi e l’Ottocento: Atti del II ConvegnoInternazionale di Studi Leopardiani. Recanati: Leo S. Olschki, 1967, p. 565-576 RUSSO, Mariagrazia. Um só dorido coração: Implicazioni leopardiane nella cultura letteraria. Viterbo: Sette Cità, 2003. VERONESE, Cosetta. The Reception of Giacomo Leopardi in the Nineteenth Century. Italy’s Greatest Poet After Dante? Lewiston. Queenston.Lampeter: The Edwin Mellen Press, 2008/ Revista Appunti Leopardiani (www.appuntileopardiani.cce.ufsc.br)


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Instituição

titulação

Email

telefone

UNICAMP

Doutorado

reginacs@unicamp.br

(19) 998231169

UFMG

Doutorado

christian.degache@gmail.com

(31) 984544231

(sigla) Proponentte 1 Regina Célia da Silva Proponenete 2 Christian Degache Título do simpósio:

LINGUE E CULTURE IN TRANSITO: PRATICHE INTERCOMPRENSIVE IN ITALIANO, PORTOGHESE, FRANCESE E SPAGNOLO IN CONTESTO LATINOAMERICANO

Palavras - chave

Intercompreensão

Interculturalidade

Didática de línguas

Política linguística

Ementa: Nel contesto delle politiche linguistiche europee per la promozione e il sostegno del plurilinguismo, l’intercomprensione (IC) tra le lingue romanze si è affermata negli ultimi due decenni come un campo di ricerca che contribuisce allo sviluppo di un nuovo paradigma nell’ambito dell’insegnamento delle lingue e della glottodidattica; proposta inizialmente come una reazione all’egemonia dell’inglese come lingua mondiale unipolare (Cassen, 2005; Ortiz, 2008) e basata fondamentalmente sulla comprensione reciproca tra i parlanti di lingue apparentate, l’IC mette in rilievo il continuum linguistico che le frontiere politiche non possono cancellare (Escudé & Janin, 2010).


Esperienze svolte in contesto latino-americano (Marchiaro, 2012; Degache, 2012; Silva, 2013; Carola, & Albuquerque-Costa, 2014), attraverso il partenariato tra numerose istituzioni e università, hanno reso possibile, a seconda della specificità di ciascuna di loro (Degache, & Garbarino, 2012), l’inserzione nel loro curriculum di nuove pratiche e contenuti che puntano verso una redefizione del ruolo delle lingue nell’ambito della geopolítica e delle rappresentazioni identitarie. Questa sezione ha lo scopo di presentare e discutere i risultati delle ricerche e le esperienze svolte sul campo delle pratiche intercomprensive relative alla glottodidattica verso la formazione interculturale in risposta alla domanda per nuove pedagogie (Boada, 2002) in realtà plurilingui (Maher, 2007; Capucho & Silva, 2014). Verranno accettate comunicazioni relative 1) all’inserzione dell’IC nel contesto delle scuole pubbliche (elementare, medie e liceo in Brasile e all’estero); 2) all’inserzione dell’IC nella formazione decenti di lingue straniere; 3) alle formazioni realizzate in contesti universitari, con particolare riguardo ai programmi di mobilità studendesca e docenti. Referências: BOADA, A. B. World Language Policy in Era of Globalisation: Diversity and Intercomunication from the Perspective of “Complexity”. Revista de Sociolinguistica Teoria i Metodologia. Estiu 2002. Disponível em http://cultura.gencat.net/llengcat/noves. Acesso em: 28.03.2017. CASSEN,

B.

“Contra

a

ditadura

do

inglês”.

Le

http://diplo.org.br/imprima1069. Acesso em: 28.03.2017

mond

diplomatique,

2005.

Biblioteca

Diplô.

Disponível

em:


Capucho, F. & Silva, R. C. da (2014). Romance languages teaching in Portugal & Brazil. In Fäcke, C. (Ed), Manual of language acquisition, De Gruyter Mouton. Marchiaro, 2012; Degache, 2012; Silva, 2013; Carola, & Albuquerque-Costa, 2014) Degache, C. & Garbarino, S. (Ed.) (2012). Actes du colloque IC2012. Intercompréhension : compétences plurielles, corpus, intégration. Université Stendhal Grenoble 3 (France), 21-22-23 juin 2012. Caractéristiques et formats de l’intégration curriculaire de l’intercompréhensionfile:///C:/Users/Regina/Downloads/Artigo%20Colloque%20Grenoble%202012.pdf Acesso em: 28.03.2017 CAROLA, C. & ALBUQUERQUE-COSTA, H. (2014). Intercompreensão no ensino de línguas estrangeiras: formação plurilíngue para préuniversitários. Mutual understanding in teaching foreign languages: plurilingual training for pre-university. In MOARA, Revista do programa de pos-graduação em Letras.Universidade Federal do Pará. N°42, p.99-116, jul./dez. 2014, Estudos Linguísiticos. http://www.periodicos.ufpa.br/index.php/moara/article/viewFile/99/2397 Acesso em: 28.03.2017 ESCUDÉ, P. ; JANIN, P. L’école, la langue unique et l’intercompréhension : obstacles et enjeux de l’intégration. Synergies Europe, n.5, 115-125, 2010. Disponível em: http://ressources-cla.univ-fcomte.fr/gerflint/Europe5/pierre.pdf. Acesso em: 28.03.2017. Maher, 2007 MAHER, T. M. (2007) Do casulo ao movimento: a suspensão das certezas na educação bilíngue e intercultural. In: CAVALCANTI, M.C. e BORTONI-RICARDO, S.M. Transculturalidade, linguagem e educação. Campinas: Mercado das Letras. MARCHIARO, S. InterRom: experiencias didácticas y formación en intercomprensión en Argentina. IN: Degache, C. & Garbarino, S. (Ed.) (2012). Actes du colloque IC2012. Intercompréhension : compétences plurielles, corpus, intégration. Université Stendhal Grenoble 3 (France), 21-22-23 juin 2012. Disponível em: http://ic2012.u-grenoble3.fr/OpenConf/papers/37.pdf. Acesso em: 28.03.2017


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Instituição

Titulação

email

telefone

Proponente 1: Davi Pessoa

UERJ

Doutor

davipessoacarneiro@gmail.com

(21) 979237774

Proponente 2: Julia Scamparini

UERJ

Doutora

juliascamparini@gmail.com

(21) 996378944

Título do Simpósio

PENSAMENTOS MIGRATÓRIOS

Palavras-chave

literatura

crítica

recepção

Cinema

Ementa: Nos anos 1970, a filósofa e crítica literária Gilda de Mello e Souza dedicou alguns “exercícios de leitura”, como ela mesma nomeava, aos cineastas italianos Federico Fellini e Luchino Visconti. A leitura de seus filmes trazia para a cena brasileira uma leitura múltipla, visto que atravessada por conceitos filosóficos, artísticos e literários, o que suscitava uma crítica mais aberta, não apenas focada no cinematográfico, como podemos acompanhar nos ensaios “Fellini e a decadência”, “O salto mortal de Fellini”, “Os deuses malditos”, “A morte da intimidade”. Uma década antes, nos anos 1960, o crítico literário Alfredo Bosi confrontava o pensamento de escritores italianos como Verga, Pirandello, Svevo, Ungaretti, bem como o pensamento de Antonio Gramsci, com o intuito de pôr em circulação as suas singularidades, possibilitando, assim, uma circulação de seus pensamentos, o que criava um novo modo de ler a própria literatura e crítica brasileiras, visto que o contato com o outro traz sempre um novo modo de ler a si mesmo. Mais próximo de nosso presente, em 2002, ocorre em São Paulo a mostra “Esplendor de Visconti”, organizada por Alex Calheiros, que traz a público uma série de filmes do cineasta italiano, bem como encontros em que se discutiam vários aspectos de sua obra. Como bem destaca Calheiros, na nota de apresentação ao catálogo: “A leitura desses artigos e ensaios permitirá ao leitor/espectador constatar que o interesse por esse grande cineasta não se restringiu apenas a pessoas ligadas ao campo cinematográfico, mas se estendeu a outras áreas, da Estética à História, da Pintura à Literatura”. Em 2012, em São Paulo e no Rio de Janeiro, ocorre a mostra “Tutto Fellini”, com financiamento do Instituto Moreira Sales e curadoria de Sam Stourdzé, pensada de forma a apresentar um caminho outro para as imagens fellinianas, não filmográfico ou cronológico, mas orientado por sua visão da cultura popular, do feminino, do cinema e da própria vida. O intuito da mostra era reunir vários aspectos do percurso artístico de Fellini, o que permitia ao público ter uma visão mais ampla de sua produção e de seu pensamento. O simpósio


“Pensamentos migratórios” tem por objetivo, assim, ler a contrapelo o passado com o presente da crítica literária e cinematográfica em diálogo, cujo modo de circulação nos permite ler as obras de escritores, cineastas, artistas, em constante movimento pelo espaço e pelo tempo heterogêneos. Desse modo, o simpósio está aberto a trabalhos que se interessem por uma perspectiva de trânsito entre culturas, com o intuito de trazer à tona as singularidades características do próprio movimento artístico.

Referências:

BOSI, Alfredo. Céu, inferno. São Paulo: Editora 34, 2003. SOUZA, Gilda de Mello e. Exercícios de leitura. São Paulo: Editora 34, 2008.


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Instituição (Sigla)

Titulação

e-mail

Telefone

Proponente 1

UNIOESTE

DOUTORA

perbeni@gmail.com

4133621751

Proponente 2

UFPR

DOUTORA

karinemrc@hotmail.com

41999459995

Proponente 3 Título do Simpósio Palavras-chave

LÉXICO E CULTURA: A PERMEABILIDADE NO USO HISTÓRICO E COTIDIANO 1- Léxico

2 - Cultura

3 - Ensino

4 - Neologia

Ementa: Conforme o próprio nome do simpósio indica, as pesquisas que se pretende congregar partem do pressuposto de que a língua e a cultura são indissociáveis, relação essa que se apresenta de modo mais evidente no componente lexical do idioma. Tanto é que a categorização do mundo não ocorre senão concomitantemente à nomeação dos seres e coisas que circundam o homem, vindo daí o fato de não se poder encontrar dois sistemas linguísticos totalmente equivalentes, a visão de mundo é moldada pelo idioma que o expressa. Outro aspecto importante a ser considerado é a concepção adotada de linguagem: uma realidade dinâmica que possibilita ser modelada pelos usos linguísticos, sendo o nível discursivo a instância onde os enunciados são proferidos, entendidos e interpretados. Em decorrência de os usos linguísticos serem ditados pelas necessidades humanas e ocorrerem no nível social, é de se notar a interdisciplinaridade deste simpósio com a Sociolinguística. Com implicações sintáticas, encontramos o léxico nos estudos fraseológicos que abrangem as lexias compostas, com a inclusão das expressões idiomáticas. Além disso, a unidade lexical, quer se trate de lexemas simples ou complexos/compostos, apresenta uma carga semântica e uma potencialidade de uso ditada pragmaticamente, sendo por este motivo também pertinentes questões acerca do significado de determinado item no contexto em que é utilizado. E por fim, mas não menos importante, o papel do ensino do léxico de uma língua estrangeira é relevante pois inicialmente se aprende o léxico e posteriormente a gramática de uma língua. Outros questionamentos surgem quando se trata de analisar as palavras novas que vêm surgindo como consequência de novas necessidades ou intenções comunicativas. Neste grupo temático são, portanto, bem-vindos trabalhos que tratem questões relacionadas ao léxico, em seus diferentes usos, atual ou histórico, escrito ou falado, de especialidade ou comum, o ensino e aprendizagem do léxico, pesquisas que envolvam dicionários na sua mais ampla significação e as ocorrências neológicas que permeiam o nosso cotidiano.


Referências: ALVES, Ieda Maria. Neologismo: criação lexical. 2. ed. Sã o Paulo: Atica, 1990. BALBONI, P. Didattica dell’italiano a stranieri. Roma: Bonacci Editore, 1994. Bernini G., Spreafico L., Valentini A., Competenze lessicali e discorsive nell’acquisizione di lingue seconde, Guerra, Perugia, 2008. De Mauro T., Mancini F., Vedovelli M., Voghera M., Lessico di frequenza dell'italiano parlato, Etas, Milano, 1993. Freddi G. “Il ‘Lexical Approach’ nel quadro della glottodidattica contemporanea”, R.I.L.A., 1, 2. 2003. Lewis M. The lexical approach, LTP, Hove, England, 1993. LYONS, J. Linguagem e Linguística, uma introdução. AVERBURG, M. W. & SOUZA, C. S. (trad.). Rio de Janeiro: LTC, 2009. MARAZZINI, C. L’ordine dele parole. Storie di vocabolari italiani. Il Mulino, 2009. MARAZZINI,C. PETRALLI, A. La lingua italiana e le lingue romanze di fronte agli anglicismi. Goware, 2015. MINERVA, F. P. L’intercultura. Laterza, 2007.


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Instituição (Sigla)

Titulação

e-mail

Telefone

Lúcia de Almeida Ferrari

UFMG

doutorado

ferrari.lu@gmail.com

31-991968573

Giulia Bossaglia

UFMG

doutorado

giulia.bossaglia@gmail.com

31-992460913

Bruno Neves Rati de Melo Rocha UFMG

doutorado

bbruno791@gmail.com

31-996645169

Título do Simpósio

LINGUISTICA DEI CORPORA TRA ITALIANO E PORTOGHESE BRASILIANO: SINCRONIA E DIACRONIA.

Palavras-chave

1- linguistica dei corpora 2 -italiano

3 - portoghese brasiliano 4 - corpus

Ementa: La linguistica dei corpora si configura sempre di più come una risorsa di grandi potenzialità per la ricerca empirica tanto di natura teorica come applicata. I corpora oggi disponibili permettono studi di tipo lessicografico, filologico, di traduzione, di ricerca linguistica ma anche letteraria o di linguaggi specifici. Negli ultimi trent'anni, inoltre, la compilazione di corpora di lingua parlata dotati di apparato audio (LIP, C-ORALROM, C-ORAL-BRASIL, tra altri) ha permesso interessanti sviluppi della ricerca anche in questa diamesia. I corpora di riferimento hanno come obiettivo essere rappresentativi di una lingua, mentre quelli specialistici concentrano la loro attenzione su varietà specifiche (linguaggio televisivo, giornalistico, accademico, solo per fare alcuni esempi). L’annotazione dei corpora a vari livelli di analisi (morfologia, sintassi, struttura informativa, prosodia, tra altri aspetti) permette studi linguistici di ampi respiro e profondità, e sono frutto del contributo delle scienze computazionali, che si delineano come ausili sempre più fondamentali per la ricerca. Corpora costruiti seguendo la stessa architettura permettono studi constrastivi sempre più affidabili, grazie alla verifica empirica della comparazione interlinguistica. Inoltre, approcci corpus-based sono sempre più frequentemente adottati anche nell’ambito degli studi acquisizionali, della glottodidattica e della traduzione.


In virtù di tale ricchezza di possibilità per lo sviluppo di ricerche linguistiche di natura empirica, un numero sempre maggiore di studiosi, a livello nazionale e internazionale, si cimenta nella compilazione di corpora di vario tipo. In questo simposio si propone la discussione di studi basati su corpora (lingua parlata e/o scritta) di italiano, anche a confronto con il portoghese brasiliano, che vertano sui seguenti temi: - aspetti della diacronia di italiano e portoghese brasiliano; - sociolinguistica: variazione e mutamento in italiano e portoghese brasiliano; - studi specifici del parlato: fonetica e fonologia, morfosintassi, pragmatica; - studi lessicografici; - studi contrastivi italiano-portoghese brasiliano; eventualmente, saranno benvenuti studi contrastivi dell’italiano con altre lingue; - corpora come risorsa per la glottodidattica; - studi acquisizionali; - compilazione di corpora: metodologie, risultati, sfide. Referências: Baroni, M. et al. (2004), Introducing the la Repubblica corpus. A large, annotated, TEI(XML)-compliant corpus of newspaper Italian. Proceedings of the 4th international conference on language resources and evaluation LREC (Lisbon, May 26-28 2004), edited by M.T. Lino et al., Paris, ELRA European Language Resources Association, pp. 1771-1774. Baroni, M. et al. (2009), The WaCky wide web. A collection of very large linguistically processed web-crawled corpora, «Language resources and evaluation» 43, 3, pp. 209-231. Bertinetto P. M., Burani C., Laudanna A., Marconi L., Ratti D., Rolando C., Thornton A. M., 2005. Corpus e Lessico di Frequenza dell'Italiano Scritto (CoLFIS). http://linguistica.sns.it/CoLFIS/Home.htm Cresti, E., Corpus di italiano parlato, 2 voll. e CD-ROM, Firenze, Accademia della Crusca, 2000 Cresti E. e Moneglia M. (a cura di), C-ORAL-ROM. Integrated Reference Corpora for Spoken Romance Languages, volume e DVD, AmsterdamPhiladelphia, John Benjamins Publishing Company, 2005 Cresti E., Panunzi A., Introduzione ai corpora dell'italiano, Il Mulino, Bologna, 2013. De Mauro, T., Mancini, F., Vedovelli, M., Voghera, M., Lessico di frequenza dell'italiano parlato, Milano, ETASLIBRI, 1993 Dovetto F. M., Gemelli M., Il parlar matto. Schizofrenia tra fenomenologia e linguistica. Il corpus CIPPS, con prefazione di Federico Albano Leoni e contributi di C. Pastore, F. Leoni, I. Chiari, A. Cacchione, C. Bartolomeo, E. Improta e M.Senza Peluso. Seconda edizione con DVD–ROM (audioregistrazioni e trascrizioni), Roma, Aracne, 2012, 2013


Moneglia M. e Scarano, A., Il Corpus Stammerjohann. Il primo corpus di italiano parlato, in rete nella base dati di LABLITA, in M.Pettorino, A. Giannini, M. Vallone e R. Savy (a cura di), La comunicazione parlata, Tomo I, Napoli, Liguori, p. 1699-1734 Panunzi A., Fabbri M., Moneglia M., Gregori L., Paladini S. 2012. RIDIRE-CPI: an Open Source Crawling and Processing Infrastructure for Web Corpora Building. In N. Calzolari et al. (eds), Proceedings of the Eight International Conference on Language Resources and Evaluation (LREC 2012), Istanbul, 23-25 May 2012. Paris: ELRA, 2274-2279 Panunzi A, Gregori L. 2012. DB-IPIC. An XML Database for the Representation of Information Structure in Spoken Language. In H. Mello, A. Panunzi, T. Raso (eds) Pragmatics and Prosody. Illocution, Modality, Attitude, Information Patterning and Speech Annotation. Firenze: FUP, 133-150. Raso, T., Mello, H. (eds.): O Corpus C-ORAL-BRASIL. Editora UFMG, Belo Horizonte (2012) Rossini Favretti, Rema (2000), Progettazione e costruzione di un corpus di italiano scritto: CORIS/CODIS, in Ead. (a cura di), Linguistica e informatica. Corpora, multimedialità e percorsi di apprendimento, Roma, Bulzoni, pp. 39-56. Spina S., Il Corpus di Italiano Televisivo (CiT): struttura e annotazione , in Burr, Elisabeth (ed.), Traditione & Innovazione. Il parlato: teoria – corpora – linguistica dei corpora , Atti del VI Convegno Internazionale della SILFI (28 Giugno - 2 Luglio 2000, Gerhard-MercatorUniversität Duisburg, Germania), Firenze, Franco Cesati, 2005, pp. 413-426


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Instituição (sigla)

Titulação

e.mail

Telefone

Proponente 1 Márcia de Almeida

UFJF

Doutora

marcia.almeida@ufjf.edu.br (32)3241-5511

Proponente 2

UFSB

Doutora

silvialaregina@gmail.com

(73) 99171-0090

UFMG

Doutora

floripalma@gmail.com

(31)993155966

Silvia La Regina Proponente 3 Anna Palma Título do Simpósio

LITERATURA E OUTRAS ARTES: REPRESENTAÇÃO E AUTORIA FEMININA NA ITÁLIA.

Palavras-chave:

Literatura e Cultura

autoria e Estudos de Gênero representação femininas

deslocamento

Ementa: O presente simpósio propõe reflexões sobre escritoras e artistas, contemporâneas ou do passado, que, por diferentes razões, trazem, em suas obras e/ou em suas trajetórias pessoais, a marca do deslocamento, efetivo ou imaginado, voluntário ou não, e da desterritorialização ou sensação de estranhamento em relação a um lugar próprio, seja ele no âmbito físico, simbólico ou discursivo.


Serão bem-vindas contribuições que abordem, por exemplo, as questões de gênero, a crítica feminista, a condição migratória, a vivência do trânsito, as adaptações culturais, linguísticas, de classe social e, por vezes, étnicas, bem como a tradução enquanto experiência de mobilidade cultural. Também serão aceitas contribuições que, dentro da mesma temática, se ocupem de personagens femininas, a partir da perspectiva dos estudos de gênero, e que discutam a representação do feminino na literatura e nas artes. Pretende-se, outrossim, promover um debate sobre os obstáculos que se interpõem à publicação, à divulgação e ao reconhecimento da produção de autoria feminina, como também levantar as dificuldades e os empecilhos à tradução e à circulação das obras.

Referências: LOMBARDI-DIOP, Cristina e ROMEO, Caterina (A cura di). L’Italia postcoloniale. Milano: Le Monnier Università, 2014. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In Educação & Realidade. Porto Alegre, vol. 20, nº 2, jul./dez. 1995, pp. 7199. Disponível em http://ia600308.us.archive.org/21/items/scott_gender/scott_gender.pdf. SHOWALTER, Elaine. A crítica feminista no território selvagem. In HOLLANDA, Heloísa Buarque de (Org.). Tendências e impasses. O feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.


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Instituição

Titulação

Email

Telefone

Fernanda Suely Müller

UFC

Doutora

fersmuller@gmail.com

85 996448234

Lívia de Lima Mesquita

UFC

Doutora

livia.mesquita@gmail.com

85 999917272

Yuri Brunello

UFC

Doutor

ybrunelloomatic@gmail.com

85 997739033

2- Didática da língua italiana

3- Contemporaneidade

4- Novos usos da língua italiana

Palavras-chave

1- Prática docente

Título

QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS DO ENSINO DE LÍNGUA ITALIANA A BRASILEIROS

Resumo

Tem-se acompanhado no Brasil uma ampliação dos usos da língua italiana balizados até o início deste século, alargando as suas prerrogativas como língua de imigrantes ou de uma elite intelectual poliglota e abrindo espaço para novos âmbitos como trabalho e integração social, estudos, artes, mobilidade acadêmica, relações internacionais, gastronomia, comércio etc.. Tal abertura tem incumbido ao docente o desafio de superar o limite das simples interações face a face com nativos, ou da leitura e audição de textos, na medida em que o estudante está em contato instantâneo com instrumentos de comunicação de massa, que, ao fornecerem grande quantidade e variedade de inputs linguísticos e visuais não guiados, acabam por demandar uma reorganização da práxis docente e estabelecer o estudante como copartícipe direto na elaboração do conhecimento (DIADORI, 2016). Para dar conta desse redimensionamento, é necessário adotarmos parâmetros que identifiquem as variáveis operativas nesta transformação. Assim, conceitos e papéis fundamentais tais como língua, docente, estudante, cultura, técnica didática, materiais, instrumentos e teorias de referência têm se movimentado, no século XXI, no sentido do dedutivo ao indutivo; da tábula rasa ao protagonismo; da passividade à coparticipação; do clássico ao cotidiano; das regras ao uso (BALBONI, 2015).


Essa emergência da individualização do ensino, muito menos uma característica do ensino das línguas estrangeiras e muito mais um resultado da mundialização e do desenvolvimento tecnológico em rede, transforma a língua em bem de consumo, de modo a não prescindir dos fatores dinâmicos da aquisição, do desenvolvimento e da avaliação em língua estrangeira. Assume-se que a complexidade do valor que o ensino da língua estrangeira adquire na sociedade contemporânea presume uma gama de conhecimentos e competências, contudo estes, por sua vez, não devem de forma alguma ser fonte de desconfiança ou desmotivação, tendo em vista darem luz a uma intervenção consciente, holística, cujas tomadas de decisão encontram-se sempre baseadas na reflexão, na solução de problemas e na análise dos resultados para eventual reestruturação da prática. Este simpósio propõe trabalhos que abordem esta nova feição das salas de aula de italiano no Brasil, sendo bem-vindas contribuições acerca de: compreensão intercultural; emprego de tecnologia educativa multimídia, blended learning e mooc no ensino de italiano; questões didáticas em fonética e fonologia do italiano; tradução e interlíngua na sala de aula de língua italiana; questões didáticas em escrita; questões didáticas em oralidade; inclusão e integração; uso do laboratório no ensino de italiano; códigos nãoverbais; variáveis sociolinguísticas no ensino de italiano no Brasil; questões contemporâneas transversais ao ensino de língua italiana. Bibliografia

BALBONI P. E., Le sfide di Babele. Insegnare le lingue nelle società complesse, 4ª ed., Torino, UTET, 2015. DIADORI, P. Insegnare italiano a stranieri, LeMonnier 6ª ed., 2016.


12 Proponente 1

Instituição (Sigla)

Titulação

e-mail

Telefone

UFBA

Doutora

alecaramori@gmail.com

UFBA

Doutora

kristamma@hotmail.com 71991163726

Alessandra Paola Caramori Proponente 2 Cristiane Maria Landulfo Proponente 3 Título do Simpósio

MATERIAIS DIDÁTICOS DE LÍNGUA ITALIANA: CONSTATAÇÕES E PROPOSIÇÕES

Palavras-chave

1-Material didático

2 – Ensino de línguas

3 – Língua Italiana

4 – Educação Linguística.

Ementa: É muito difícil pensar a prática pedagógica sem a utilização de livros didáticos. No caso do ensino/aprendizagem de línguas, são esses que alimentam a base do conteúdo das aulas, regulam as habilidades que deverão ser ensinadas e modelam a linguagem praticada pelos alunos. Desse modo, é importante salientar que atualmente, embora os materiais didáticos de língua estrangeira estejam cada vez mais sofisticados no tocante à instrumentalização do processo (estética, fontes complementares, conteúdos digitais, etc.) é possível perceber que esses ainda apresentam grande dissonância na distribuição de categorias como nacionalidades, profissões, etnias, distribuição de gênero, dentre outras. Ademais, em muitos contextos educacionais, materiais produzidos sob rótulos e orientações etnocêntricas e universalizantes, ignorando e negligenciando as diferenças culturais, fomentando conteúdos alienantes, visões centradas apenas na cultura do outro, além de privilegiar apenas uma variedade de língua continuam sendo utilizados pelos professores como a única fonte de conhecimento ou, o que é pior, como a única verdade. Diante desse fato e compreendendo que toda língua é um grande veículo de comunicação social e, por essa razão, ela opera como uma forma de expressão, de emoções, de ideias e propósitos, entendemos que é extremamente necessário que o material didático utilizado nas salas de aula de línguas seja, de fato, útil, significativo, interessante, sensível aos aprendizes e, de alguma forma, contribua para o fortalecimento identitário e para a transformação social dos seus usuários. Sobretudo, porque as propostas das abordagens contemporâneas para o ensino de línguas é construir práticas pedagógicas que “fujam do conhecido esquema de tratar cultura como um conjunto de conteúdos informativos e exóticos” (MENDES, 2007) e, consequentemente,


desconstruir a ideia de língua como um conjunto de estrutura fixas sem nenhuma relação com o social. À vista disso, a proposta deste Simpósio é refletir e discutir sobre os materiais de língua italiana utilizados pelos professores de italiano no Brasil, bem como fazer proposições que visem a oportunizar a interação crítica entre docente e discente na contemporaneidade, já que temos observado na nossa própria prática, seja como professoras, seja como pesquisadoras, que os interesses e motivações que direcionam a educação de língua estrangeira, materializados a partir dos inúmeros recursos didáticos comercializados mundialmente têm se mostrado ideológico e culturalmente inapropriados. Enfim, diante de materiais didáticos de línguas estrangeiras baseado em perspectivas que muitas vezes silenciam e/ou anulam a identidade cultural do aprendiz, é imperioso a necessidade de priorizar uma atitude, crítica, humanizadora e ética em relação a esse processo educacional, nesse caso, específico, o ensino da língua italiana.

Referências:

GUILHERME, M. Desafios para o ensino e a aprendizagem de línguas e culturas estrangeiras em Portugal, Revista Educação, Sociedade e Culturas. Porto. P. 215-225. KUMARAVADIVELU, B. A Linguística Aplicada na era da globalização, In: Moita Lopes, L. P. da ( Org). Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006, p. 129-148. LANDULFO, C.M.C.L.S. Currículo e Formação Inicial dos Professores de Italiano no Brasil: Constatações e Reflexões. Tese de doutorado Universidade Federal da Bahia, Instituto de Letras, Salvador, 2016. 340 p. MENDES. E. A perspectiva intercultural no ensino de línguas: uma relação “entre-culturas”. In: ALVAREZ, M. L. O. (Org) Linguística aplicada: múltiplos olhares. Campinas: Pontes Editores, 2007. SCHEYERL, D. Práticas ideológicas na elaboração de materiais didáticos para a educação lingüística. In: SCHEYERL, D.; SIQUEIRA, S. Materiais didáticos para o ensino de línguas na contemporaneidade: contestações e proposições. Salvador: EDUFBA, 2012, p. 37-56.


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Proponente 1

Instituição (Sigla)

Titulação

e-mail

Telefone

USP

Doutora

esantoro@uol.com.br

11-992522121

USP

Doutora

robertaferronibr@gmail.com

Elisabetta Santoro Proponente 2 Roberta Ferroni Título do Simpósio

PRAGMATICA E INTERAZIONE IN ITALIANO LS

Palavras-chave

1 - pragmatica;

2 - interazione;

3 - acquisizione/ apprendimento italiano LS;

4 - formazione docente.

Ementa: (até 500 palavras) Negli ultimi anni, è in atto una campagna di sensibilizzazione che vede come protagonisti alcuni fra i più noti autori di manuali di glottodidattica pubblicati in Italia per incoraggiare lo sviluppo della cosiddetta competenza pragmatica e discorsiva in italiano lingua seconda (d’ora in poi L2) e lingua straniera (d’ora in poi LS). È il caso, ad esempio, del recente manuale curato da Chini e Bosisio (2014a) che dedica un’intera sezione alle componenti pragmatiche “necessarie per un’adeguata didattica (pluri)linguistica” (Chini, Bosisio 2014b, p. 427). Le studiose sottolineano l’importanza di promuovere in classe una specifica “cultura interazionale” (Chini, Bosisio 2014a, p. 168), attraverso l’esposizione a interazioni reali e ad analisi guidate, affichè l’apprendente sia in grado di “gestire i suoi interventi alla conversazione secondo specifiche regole di avvicendamento dei turni, oltre che sulla base di norme di cortesia verbale” (ibidem), propri della cultura e della lingua oggetto di studio. Dello stesso avviso è il manuale di Ciliberti (2012) che anticipa quanto detto da Chini e


Bosisio (2014a), auspicando una maggiore ricaduta sul piano pedagogico degli studi che si occupano di analisi della conversazione e di pragmatica ai fini dell’insegnamento delle lingue. Dall’incontro di queste discipline nasce questa sezione il cui obiettivo è quello di tessere un dialogo per investigare, a partire da differenti prospettive teoriche e metodologiche, lo sviluppo della comunicazione in diversi contesti, tra cui: le conversazioni simmetriche e asimmetriche tra parlanti nativi e non nativi; le conversazioni all’interno di comunità di immigrati italiani; le interazioni tra apprendenti LS; le interazioni didattiche tra insegnanti e apprendenti; le conversazioni a distanza; gli scambi dialogici tratti da film, fiction e corpora di lingua orale. Ci aspettiamo proposte che mettano a fuoco con particolare attenzione queste tematiche: l’acquisizione e l’insegnamento degli atti linguistici (per esempio, richiesta, protesta, rifiuto) in italiano LS; l’uso dei modificatori (per esempio, mitigatori) da parte di apprendenti LS; lo sviluppo delle conoscenze linguistiche in relazione allo sviluppo della competenza pragmatica e della competenza comunicativa interculturale; la gestione dell’interazione verbale in contesti educativi e ordinari attraverso l’analisi dei meccanismi che regolano la conversazione (per esempio, avvicendamento dei turni, riparazioni, strategie comunicative); l’osservazione dell’interazione in contesti guidati come strumento per la formazione docente; l’acquisizione e l’insegnamento della competenza discorsiva in italiano LS, con particolare attenzione ai segnali discorsivi. Referências: Araújo e Sá, M. H. (2005). A interação em didática de línguas: percurso epistemológico de um objeto de investigação. Congresso Internacional Linguagem e Interação/ III Colóquio Nacional de Filosofia da Linguagem: Linguagem e Interação. S. Leopoldo: UNISINOS (published on CD-ROM). Araújo e Sá, M. H. & Andrade, A. I. (2002). Processos de interação verbal em aula de línguas. Observação e formação de professores. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional. Bigot, V. (2005). “Négotiation de la relation et processus d’appropriation en classe de langue”, in AILE, 22, 1: 2-18.


Cicurel, F. (2011). Les interactions dans l’einseignement des langues – agir professoral et pratiques de classe. Paris: Didier. Chini, M.; Bosisio, C. (2014a). Fondamenti di glottodidattica. Apprendere e insegnare le lingue oggi. Roma: Carocci. Chini M.; Bosisio, C. (2014b). “Fondamenti di glottodidattica. Apprendere e insegnare le lingue oggi”. ItalianoLinguaDue, 6. Ciliberti, A. (2012). Glottodidattica. Per una cultura dell’insegnamento linguistico. Roma: Carocci. Orletti, F. (2000). La conversazione diseguale: potere e interazione. Roma: Carocci. Sacks, H.; Schegloff, E.; Jefferson, G. (1974). “A simplest systematic for the organization of turn-taking in conversation”. Language, 50. Van Lier, L. (1988). The classroom and the language learner. London: Longman.


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Instituição

Titulação

Email

Paula Garcia de Freitas

UFPR

Doutorado

paulifreitas@hotmail.com (41) 99257-4881

Paolo Torresan

UFF

Doutorado

piroclastico@gmail.com

Titolo simpósio

ITALIANO LS: DIDATTICA E VALUTAZIONE

Parole chiave

Metodologia didattica

Riassunto

L’evoluzione del concetto di lingua avvenuta negli ultimi trent’anni (con il passaggio da una accezione più legata alla

Valutazione delle competenze linguistiche

Difficoltà specifiche nell´insegnamento dell´italiano a brasiliani

Telefone

(21) 96951-1304

Questioni interculturali

conoscenza delle forme a una in cui ha maggiore peso l’uso) ha generato studi e riflessioni su quali maniere fossero efficaci per far sviluppare (e, parallelamente, per valutare) la cosiddetta “competenza linguistico-comunicativa” degli studenti che la imparano in contesto formale (sia in ambito LS che in ambito L2). Se, da un lato, in epoca post-metodo è svanita progressivamente l’idea che esista “il” metodo, vale a dire la migliore via che un docente possa seguire per insegnare una lingua (PRABHU 1990), e si è andati verso una declinazione larghissima del concetto di “comunicativo” (inteso alla stregua di un “eccletismo ragionato”, come già preconizzato in WIDDOWSON 1979 – eccletismo pur sempre orientato alla


possibilità concessa allo studente di gestire testi, e non tanto di manipolare singole frasi), molti dubbi rimangono su come si possa costruire, appunto, la competenza dello studente. Non è lo stesso, infatti, decidere se correggere o non correggere l’allievo; se correggerlo durante la produzione o alla fine; attraverso una revisione individuale o una collettiva, e così via. Insomma, si è ragionato sul modo di gestire ogni componente della lingua e più in generale su come variabili dell’intervento didattico concorrano a rafforzare la competenza. Non sempre i dati che emergono dalle ricerche sono convergenti: scelte presentate come univoche vengono spesso contraddette (o meglio completate) dai dati che legittimano opzioni di segno distinto. Se consideriamo, per esempio, il modo di insegnare le regole, le ricerche che si sono avvicendate hanno espresso posizioni non sempre allineate. Molti (NORRIS & ORTEGA, 2000) hanno indicato che l’insegnamento esplicito, e cioè la spiegazione degli oggetti di insegnamento/ apprendimento, sia più efficace dell’insegnamento implicito, ovvero del fatto che gli studenti usino le strutture senza averne piena consapevolezza. Altri (ANDREWS, 2007; DÖRNYEI 2009; FREITAS, 2014), però, hanno valorizzato tanto l’insegnamento esplicito quanto quello implicito, facendo notare che entrambi esercitano effetti positivi sull’apprendimento della LS/ L2 e potenziano aspetti diversi della competenza. Si è venuta, del resto, via via complessificando la relazione che vincola la metodologia al contesto di apprendimento/insegnamento. Fattori quali le conoscenze pregresse degli studenti o la distanza tipologica dalla lingua in possesso rispetto alla lingua bersaglio o ancora le convinzioni che l’allievo ha nei confronti della lingua e della cultura oggetto di studio, devono essere considerati nel momento di decidere quale strategia didattica adottare (o meglio, a quali combinazioni di strategie ricorrere) in sede di progettazione. Le relazioni che fanno capo a questo simposio riguardano esperienze e ricerche inerenti la didattica della lingua e della cultura italiana a stranieri, nella consapevolezza della complessità che siamo andati tratteggiando; molte di esse


sono declinate, appunto, al contesto di apprendimento brasiliano. Ci si interroga sul valore delle “buone” pratiche, dimostrando le ragioni che consentono l’uso di quest’aggettivo. Per converso si potranno pure illustrare situazioni nelle quali gli strumenti e le risorse a cui l’insegnante si è affidato non si sono rivelati efficaci rispetto allo scopo prefisso.

Testi

Andrews, K. L. Z. 2007. The effects of implicit and explicit instruction on simple and complex grammatical structures for adult English language.TESL-EJ, v. 11/ 2: 1-13. Disponível em: <http://tesl-ej.org/ej42/a5.html>. Acesso em 23/07/2011. Dörnyei, Z. 2009. “Communicative Language Teaching in the 21st century: the «Principled Communicative Approach», Perspectives, 36, 2, 33.43. Freitas, P. G de. 2014. Os efeitos de duas estratégias de ensino, uma implícita e outra explícita, na aprendizagem do presente e do passato prossimo do italiano como língua estrangeira. Tese (Doutorado em Linguística), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. Prabhu, N. S. 1990. “There is no Best Method: Why?”, TESOL Quarterly, 24, 2, 161-176. Widdowson, H. G., 1979. Explorations in Applied Linguistics. Oxford: OUP.


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Instituição

Titulação

Email

Telefone

Marinês Lima Cardoso

UERJ

DOUTORADO

marinesrj@yahoo.com.br

(21) 97022 1907

Patrícia Alexandra Gonçalves

UERJ

DOUTORADO

patricialexg@gmail.com

(21) 981978741

Palavras-chave

adaptação e/ou tradução cinematográfica

literatura

circulações culturais

Título

A CIRCULAÇÃO CINEMATOGRÁFICA

Resumo

Este simpósio busca apresentar trabalhos relacionados à adaptação e/ou tradução cinematográficas de

CULTURAL

ATRAVÉS

DA

ADAPTAÇÃO/TRADUÇÃO

obras literárias. Entendemos que esse processo de transposição permite uma circulação cultural em dois sentidos, visto que apresenta tanto uma releitura da obra de partida quanto possibilita a sua divulgação junto a um público muito vasto. Nesse processo metamórfico, as mudanças são inevitáveis, pois cada uma dessas artes possui características próprias e similitudes. O elemento comum entre romance e cinema é que, em geral, é contada uma história verificada em algum lugar, em um determinado tempo, que envolve um certo número de personagens. Já a diferença mais evidente entre uma obra literária e outra cinematográfica diz respeito à comunicação verbal e visual, pois enquanto o cinema possibilita ao espectador a percepção direta da cena representada, o romance permite ao leitor a sua própria imagem mental dos acontecimentos narrados. Na discussão sobre a adaptação e/ou tradução de uma obra


literária, Roman Jakobson (1969) foi o primeiro crítico a tratar das adaptações entre dois sistemas semióticos, tomando como base o termo tradução. Segundo o crítico, quando ocorre a interpretação de signos verbais por meio de signos de sistemas não-verbais tem-se a tradução intersemiótica. Julio Plaza (2010) também conceitua essa tradução como “aquele tipo de tradução que consiste na interpretação dos signos verbais por meio de sistemas de signos não verbais”. Ou seja, a passagem de um sistema verbal para um não-verbal constitui um processo de tradução, em que existem dois signos, o traduzido, que é a obra literária, e o signo tradutor, que é a tradução para a mídia. A tradução e/ou adaptação de um romance para as telas do cinema sempre foi exaustivamente discutida, uma vez que muitos são os críticos que também partem do critério da literalidade. Verifica-se uma tendência em apontar uma posição desprivilegiada para a obra fílmica em relação à obra romanesca, qualificando-a como uma cópia que deveria ser fiel ao texto-base. Entretanto, deve se levar em consideração que, nesse processo, ocorre uma tradução para um sistema de signos diferentes que apresentará estratégias novas. Desse modo, a fidelidade em relação ao texto de origem é impossível por se tratar de uma releitura que o diretor propõe ao espectador. Este vai sempre buscar estratégias significativas diferentes para transpor para o cinema o que o escritor contou através de outros signos. Ou seja, o filme será uma nova obra em relação ao romance. Entendemos, por isso, a adaptação cinematográfica como um processo tradutório que, partindo de um texto ficcional, apresenta a sua reescritura que nunca será igual ao texto base, pois ambos os textos são representações autônomas e independentes. Assim, serão bem-vindos estudos que busquem mostrar de que maneira essa


adaptação/releitura/tradução se verifica e quais as soluções que norteiam as escolhas do escritor e do diretor. Bibliografia

AUMONT, Jacques et al. A estética do filme. Campinas: Papirus, 1995. BETTON, Gérard. Estética do cinema. São Paulo: Martins Fontes, 1987. BRITO, João Batista de. Imagens Amadas. São Paulo: Ateliê Editorial, 1995. COUTINHO, Evaldo. A imagem autônoma. Ensaio de teoria do cinema. São Paulo: Perspectiva, 1992. ECO, Umberto. Quase a mesma coisa: experiências de tradução. Rio de Janeiro: Ed. BestBolso, 2011. GAULDREAUL, A. JOST, F. A narrativa cinematográfica. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2009. JAKOBSON, Roman. Aspectos Lingüísticos da Tradução: lingüística e comunicação. São Paulo: Cultrix, 1969. PELLEGRINI, Tania et al. Literatura, cinema e televisão. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2003. PLAZA, Julio. Tradução Intersemiótica. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2010


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Instituição

Titulação

Email

Maria Aparecida UERJ Cardoso Santos

Doutora

cardoso.aparecida@gmail.com

Alcebiades Martins Arêas

UERJ

Doutor

bideareas@gmail.com

Edvaldo Sampaio UERJ Belizário

Mestre

bideareas@gmail.com

Telefone

Título do Simposio

TRADUÇÃO: ASPECTOS CULTURAIS DE COMUNICAÇÃO MEDIADA

Palavras-chave

Tradução

Resumo

Tendo em vista a perspectiva de contato sociocultural existente no tema “Trânsitos, migrações e circulação: a Itália e os italianos em movimento”, propomos um simpósio sobre tradução a partir da dimensão cultural da comunicação mediada. Por comunicação mediada intencionamos dizer a comunicação que se processa por meio da tradução e do tradutor cujo escopo primeiro é aquele de fazer movimentar, de fazer transitar, por meio dos textos, os elementos socioculturais dos grupos que se colocam em contato por meio da migração real ou da migração de ideias e ideais.

Cultura

Mediação

Comunicação


Nesse sentido, colocamo-nos de acordo com B. Delli Castelli1 por considerarmos a tradução como uma atividade que ultrapassa a transcodificação linguística para estabelecer a reciprocidade na troca de visões a respeito do mundo a partir de dados extralinguísticos. E com Bassnett/Lefevere (1995:8), para os quais “neither the word, nor the text, but the culture becomes the operational ‘unit’ of translation”. O processo tradutório constitui-se, assim, muito mais numa mediação entre culturas do que numa transposição linguística. E, ainda, com David Katan (2014), para quem o tradutor figura como mediador, sendo a natureza dessa tarefa a de “translation for a mediator is not only about language or texts; it is a way to improve understanding between mutually non-comprehending groups.” (KATAN, 2014:420) Para explicitar a natureza dessa não compreensão, Katan recorre aos conceitos de texto e contexto do antropólogo E.T. Hall. Para este, o texto seria aquilo que é dito ou transmitido, enquanto o contexto seria o conjunto de informações subjacentes ao texto que podem ser presumidas como comuns ao autor e ao leitor. De regra, estes, texto e contexto, seriam inferidos um a partir do outro. E essa inferência só poderia acontecer em um ambiente cognitivo compartilhado pelo autor e o leitor, ou seja, dentro de uma mesma cultura, ou de um ambiente cognitivo compartilhado. Mas, seguindo o postulado de Katan, no encontro entre culturas diferentes o contexto se perderia, fazendo-se imprescindível a função do mediador. Uma cultura, então, seria composta por uma infinidade de contextos interrelacionados, desde aqueles mais próximos e acessíveis ao leitor, até os mais distantes dele, e que poderiam ultrapassar os limites de seu “mental map of the world”. (KATAN, 2014:411) Os contextos serviriam como moldes ou estruturas básicas e teriam função de “a framework of interpretation will always be necessary when interpreting a text as we do not have direct access to what is signified”. (katan, 2014:411) Percebemos, pois, a partir da temática proposta, que a tradução é um mecanismo fundamental de comunicação no que concerne, dentre outros aspectos, aos movimentos migratórios a partir da mediação cultural. 1Disponível

Bibliografia

em https://www.academia.edu/913784/Traduzione_come_mediazione_culturale BASSNETT, Susan; LEFEVERE, André . Translation, History and Culture. London and New York: Pinter Publishers, 1990/ 1995. KATAN, David. Translating Cultures. An Introduction for translators, Interperters an Mediators. Routledge: New York, 1999/2014.


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Instituição

Maria Célia Martirani

Titulação

Email

Doutorado

pispiti@yahoo.com.br

Doutorado

marcia.rorato@gmail.com

Telefone

Márcia Rorato

UEL

Título do Simposio

DESTERRITORIALIZAÇÃO E RETERRITORIALIZAÇÃO: REPRESENTAÇÕES DA POÉTICA DO DESLOCAMENTO NA LITERATURA, NO JORNALISMO E NO CINEMA ITALIANO CONTEMPORÂNEOS

Palavras-chave

desterritorialização imigração

Resumo

O amplo e complexo tema da “desterritorialização” vem se tornando, cada vez mais central, tanto no âmbito dos estudos literários quanto no dos debates propostos pelo multiculturalismo e hibridismos culturais.

representações literárias jornalísticas e cinematográficas ítalo-brasileiras

Com efeito, instaura-se uma nova poética do espaço, também em decorrência dos crescentes fluxos migratórios contemporâneos, que inevitavelmente, acabam por atingir o sujeito, infligindo-lhe uma permanente crise de deslocamento. Cumpre notar o quanto, nesse sentido, a Itália tem sido alvo estratégico de boa parte desses contingentes humanos, abandonados à própria sorte, em embarcações precárias que, muitas vezes, não conseguem, sequer, chegar ao destino. Trata-se de um país que, na virada do séc. XIX para o XX assistiu à emigração em massa de grande parte da população e que, na atualidade, numa grande reviravolta, acabou se tornando local de chegada de migrantes. Originariamente, país de emigração, agora, passa a ser lugar de imigração.


Diante dessa premissa, num primeiro momento, respeitando a chave de análise: Itália – país de emigração, o presente simpósio visa valorizar as pesquisas que se dediquem às manifestações escritas – nos âmbitos literário e jornalístico – em língua italiana, produzidas por imigrantes italianos e seus descendentes no Brasil, desde o final do século XIX. Por outro lado, quando se pensa no reverso da medalha, na segunda hipótese: Itália – país de imigração, faz-se necessário observar o quanto a radicalização do não pertencimento a um locus, o desenraizamento e a tentativa de reinserção em novos territórios acabam por forjar a aquisição de novas identidades que implicam necessariamente, como propõe Paul Ricoeur, na construção de novas “identidades narrativas”. Daí por que também serão aceitos, nesta sessão, estudos sobre as representações artísticas italianas contemporâneas – literárias, jornalísticas, cinematográficas - que enfoquem a crise do sujeito em fuga, numa perspectiva traumática dos deslocamentos. Bibliografia

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Simpósios congresso abpi 2017  
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