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Edição 139 | Ano XX | janeiro/fevereiro 2014 www.aborlccf.org.br

Trabalho em equipe

Nova diretoria aposta em gestão unificada com participação ativa dos departamentos, comitês e comissões permanentes.


Mensagem do Presidente Caro associado, Mais um ano de trabalho tem início para todos nós. A ABORL-CCF vem apresentando desenvolvimento marcante a cada ano que passa, graças ao trabalho incessante daqueles que estiveram envolvidos nas diretorias passadas, nas comissões permanentes, nos departamentos e comitês, bem como de seus funcionários, sempre muito comprometidos e dedicados. Teremos muitas tarefas e ainda mais desafios pela frente em 2014. Daremos ênfase, em nossa gestão, à continuidade do projeto de internacionalização da ABORL-CCF, contribuindo para que a Associação possa assumir o lugar de destaque que lhe é de direito, como uma das maiores associações de otorrinolaringologia no mundo. É nossa meta, também, buscar maior aproximação com as sociedades regionais de otorrinolaringologia a fim de entender as suas demandas e fortalecer as suas ações. As Academias ganham mais apoio da ABORL-CCF para desenvolver suas campanhas temáticas e participar das várias atividades científicas da nossa Associação.

Dr. Fernando Ganança Presidente da ABORL-CCF

Todas as comissões têm trabalhado para facilitar o exercício de nossa profissão, seja pelo esforço contínuo para alcançar uma remuneração justa, seja pela formação profissional, por meio de cursos, workshops, ensino à distância e diversos outros projetos que colocaremos em prática ao longo de 2014. A valorização do associado é prioridade máxima. Algumas medidas já estão sendo implantadas como a criação de uma assessoria jurídica diferenciada, formação de um serviço de acolhimento e relacionamento com o associado, por telefone ou pelo site, instalação de um programa de apoio ao aperfeiçoamento profissional (estágios de aprimoramento em serviços cuja residência/especialização seja reconhecida pela ABORL), desenvolvimento de aulas e cursos que poderão ser assistidos no computador, evitando gastos de deslocamento e hospedagem, e aprofundamento em temas sobre gestão de consultório e de carreira médica na programação científica de eventos realizados ao longo do ano. Começamos nosso trabalho já com resultados marcantes, como o número recorde de inscritos na prova de Título de Especialista, a repercussão positiva da 16ª edição do Four Otology, a nova edição do Congresso On-line e da Campanha da Voz. Ressalto que estamos à disposição para comentários, críticas, sugestões e que toda contribuição é muito bem-vinda. Meu e.mail é presidente2014@aborlccf.org.br Obrigado pela sua confiança. Forte abraço,

DIRETORIA 2014 Dr. Fernando Ganança - São Paulo/SP Presidente

Dr. José Eduardo de Sá Pedroso - São Paulo/SP Diretor Tesoureiro

Dr. José Alexandre Medicis da Silveira - São Paulo/SP Presidente da Comissão de Residência e Treinamento

Dr. Sady Selaimen Costa - Porto Alegre/RS Diretor Primeiro Vice-Presidente

Dr. Paulo Saraceni Neto - São Paulo/SP Diretor Tesoureiro Adjunto

Dr. Leonardo Haddad - São Paulo/SP Presidente da Comissão de Título de Especialista

Dr. Domingos Tsuji - São Paulo/SP Diretor Segundo Vice-Presidente

Dr. Edilson Zancanella - Indaiatuba/SP Presidente da Comissão de Comunicações

Dr. Márcio Fortini – Belo Horizonte/MG Presidente da Comissão de Defesa Profissional

Dra. Francini Grecco de M. Pádua - São Paulo/SP Diretora Secretária Geral

Dra. Eulália Sakano - Campinas/SP Presidente da Comissão do BJORL

Dr. Otavio Marambaia Santos - Salvador/BA Presidente da Comissão de Ética e Disciplina

Dra. Renata Dutra de Moricz - São Paulo/SP Diretora Secretária Adjunta

Dr. Fabrízio Ricci Romano - São Paulo/SP Presidente da Comissão de Eventos e Cursos

Dr. Renato Roithmann - Porto Alegre/RS Presidente da Comissão de Educação Médica Continuada


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Páginas Azuis Dr. Fernando Ganança e suas metas para 2014

Posse e mini fórum Cerimônia de posse da nova diretoria e as propostas das comissões permanentes para este ano

44o Congresso Brasileiro Os encantos da cidade-sede, Porto Alegre

Carreira Fellowship: uma experiência que exige planejamento

Gestão RH Conversar com seu funcionário ajuda a melhorar o desempenho

Perfil Nilvano de Andrade: otorrino e escritor

Prova do Título de Especialista Número recorde de inscritos


Carta ao leitor

EXPEDIENTE

O primeiro ano da VOX Otorrino Completamos um ano de existência da VOX Otorrino e, cada vez mais, percebemos a importância da integração com os associados e o papel significativo da comunicação na ABORL-CCF. A dinâmica da comunicação nos traz o desafio de melhores reportagens para integrarmos e atingirmos todos os otorrinos.

Av. Indianópolis, 1.287 CEP 04063-002 | São Paulo/SP Fone: 11 5053-7500 Fax: 11 5053-7512 Vox Otorrino Diretor de Comunicação: Edilson Zancanella Comissão de Comunicações: Marcelo Piza Fabio de Rezende Pina João Vianney B. de Oliveira Paulo Roberto Lazarini Ricardo Jacob Macedo Allex Itar Ogawa Marco Antônio Corvo Maria Dantas C.L. Godoy Vinícius Magalhães Suguri Renato Marinho Correa

Dr. Edilson Zancanella Presidente da Comissão de Comunicações

Num ano com muitos acontecimentos, iniciamos trazendo a cobertura da posse da nova diretoria e na torcida por um excelente mandato ao Fernando. Destacamos a agenda de eventos para o ano, a começar pelo Congresso On-line, que, em sua terceira edição, mantém a vanguarda! Trazemos o Four Otology em Salvador com detalhes, e iniciamos a preparação para o Congresso Brasileiro já mostrando vários encantos de Porto Alegre! O início de um novo ano traz sempre a necessidade de ajustes. Transformamos a seção de gestão num elemento fixo da VOX e abordamos os cuidados com nossos funcionários, como melhorar o atendimento, como cobrar pelo desempenho. Será o momento de começar vida de consultório? Produzimos uma reportagem sobre fellowship no exterior, com boas dicas e experiências. Sem dúvida, a possibilidade de uma experiência nesses moldes nos agrega tanto conhecimento técnico como pessoal. Vale a pena esta vivência!

Jornalista Responsável: Eliana Antiqueira / MTB: 26.733 Reportagem: Sheila Godoi

Para não acharmos que tudo é medicina, trazemos o perfil de Nilvano Andrade, médico baiano que concilia com sucesso a carreira de otorrino e escritor.

Fotos: Vicent Sobrinho / Dreamstime / Acervo

Encerro com o sentimento de que 2014 será intenso, trabalhoso e com final feliz! Boa leitura a todos!

Coordenação de Publicação e Diagramação: Julia Candido Produção: Estação Brasil Produção Editorial Fone: 11 3542-5264/0472 Impressão: Eskenazi Indústria Gráfica Periodicidade: Bimestral

ESPAÇO LEITOR Sugestões de pauta, críticas ou elogios? Fale conosco. voxotorrino@aborlccf.org.br

Edição 139 | Ano XX | janeiro/fevereiro 2014 www.aborlccf.org.br

Tiragem: 6.000 exemplares

Trabalho em equipe

Nova diretoria aposta em gestão unificada com participação ativa dos departamentos, comitês e comissões permanentes.

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião da ABORL-CCF.


Páginas Azuis

Foco no associado Filho de um otorrinolaringologista renomado, Dr. Fernando Ganança afirma que nunca houve pressão paterna na escolha da profissão, embora o contato precoce com a especialidade tenha sido definitivo na sua opção pela medicina. Por Eliana Antiqueira Quais seus principais objetivos para a ABORL-CCF em 2014? De uma forma simplificada, a missão da nossa diretoria estará muito focada em seis principais tópicos: valorização do associado; regionalização da ABORL-CCF; aproximação com as Academias, nossos braços científicos; prosseguir com a internacionalização da ABORL-CCF; profissionalização;,e foco na melhor relação custo x benefício nas ações da entidade. Como o sr. prevê este trabalho de aproximação com as regionais?

O novo presidente da ABORL-CCF fala dos projetos de sua gestão que tem, entre as principais metas, a valorização do associado. Outras questões como profissionalização, internacionalização e defesa profissional também são levantadas nesta primeira entrevista do Dr. Fernando Ganança.

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A aproximação com as regionais é fundamental para que as ações da ABORL-CCF possam se espalhar por todo o Brasil, atingir os associados e os cidadãos de todas as regiões brasileiras. Essa aproximação é importante nas esferas científica e profissional, visando à atualização clínico-científica do otorrinolaringologista, sua defesa profissional e sua remuneração digna. O primeiro passo é conhecer a realidade dos otorrinolaringologistas de cada região e saber de suas necessidades. Aproveitaremos ao máximo os eventos científicos locais para visitar os colegas e conversar a esse respeito. A partir daí, propor juntamente com a comissão permanente de defesa profissional, medidas que valorizem e protejam a atividade profissional do otorrinolaringologista, além de lutar por uma remuneração mais justa. Além disso, a nossa intenção é fazer com que as regionais estejam mais ligadas à

ABORL-CCF, seja por meio da participação em campanhas, cursos itinerantes e/ ou transmitidos diretamente às respectivas sedes, ou seus associados. E este trabalho de internacionalização, como se dará? Será realizado por intermédio de ações como a visita a outras associações latino-americanas de otorrinolaringologia, tradução de obras científicas da ABORL-CCF, do conteúdo do nosso site e das nossas revistas, participação em importantes congressos internacionais como o Congresso da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço e o Congresso Panamericano de Otorrinolaringología y Cirugía de Cabeza y Cuello. Como a ABORL-CCF tratará a questão da defesa profissional nesta gestão? A ABORL vai buscar maior aproximação com a AMB e ANS a fim de defender os direitos dos otorrinolaringologistas. Vamos dialogar para identificar a melhor forma de agir e valorizar a nossa atuação como especialistas. Além disso, o departamento jurídico da ABORL está sendo ampliado. Contratamos um novo escritório jurídico e o associado contará com a possibilidade de uma assessoria jurídica diferenciada relacionada ao seu exercício profissional. O trabalho do Comitê Conexão Brasília será continuado? O trabalho do Comitê Conexão Brasília será estimulado e aprimorado para que janeiro / fevereiro 2014 | www.aborlccf.org.br


Páginas Azuis estejamos sempre a par e participante das decisões relacionadas à nossa atuação profissional, e que são tomadas pelos órgãos governamentais, em Brasília. Neste ano, a ABORL optou por não ter uma campanha nacional. Por quê? O que será feito em seu lugar? No segundo semestre de 2013, consultamos quatro agências de publicidade e marketing com o intuito de verificar a possibilidade e a viabilidade da realização de uma campanha nacional da ABORL-CCF. Após diversas reuniões, decidimos por não realizar uma campanha nacional devido aos altos custos envolvidos em tais campanhas e pela dificuldade de saber se elas realmente atingem as necessidades da ABORL-CCF e do associado. Em seu lugar, estamos incentivando as cinco Academias, que são os braços científicos da ABORL-CCF, a elaborar um projeto de campanha individual, que poderá ser aprovado e patrocinado parcial ou totalmente pela ABORL-CCF, com custos muito menores que os de uma campanha nacional. Em alguns casos, como os das academias de Laringologia e Voz, da Rinologia e da Otologia, essas campanhas já existem e poderão ser alavancadas com esse apoio oficial da ABORL-CCF. Optamos, também, em investir financeiramente na troca de equipamentos (computadores e programas) da ABORL-CCF que já estavam obsoletos e na compra de equipamentos de teleconferência e transmissão de cursos e palestras, o que acabará gerando economia à ABORL-CCF e seus associados, evitando gastos excessivos de transporte e hospedagem de palestrantes, associados e membros da diretoria executiva, dos comitês, departamentos e comissões permanentes.

seus objetivos. Se a Academia não está satisfeita, pode não produzir como deveria. Por outro lado, acredito que o estímulo da mesma fará com que os seus cursos sejam melhores, as suas campanhas e outras ações maiores e mais efetivas e quem sai lucrando com isso é o nosso associado. O sr. vem afirmando em conversas e reuniões que pretende ampliar e intensificar a atuação da comunicação da ABORL. Como e com qual objetivo? Estamos hipertrofiando o departamento de comunicação da ABORL-CCF. Entendemos que comunicação engloba desde o relacionamento interno com os associados - que são o que há de mais importante na ABORL-CCF, razão dela existir -, com os funcionários, como também em relação ao que é divulgado pela assessoria de imprensa, pelos meios de comunicação da ABORL-CCF (site, revistas, mídias digitais), e o relacionamento externo, seja com outras associações médicas, laboratórios farmacêuticos, empresas de equipamentos médicos e de materiais cirúrgicos ou instituições governamentais. A comunicação é fundamental para que possamos atender aos anseios da ABORL-CCF e dos associados, e para a divulgação do que fazemos. Uma das ações mais importantes que está sendo implementada é a criação um serviço de atendimento/acolhimento do associado, seja por telefone, no site ou pessoalmente na sede ou nos eventos científicos da ABORL-CCF. Uma das medidas em curso para que tudo isso possa se realizar de maneira satisfatória é a contratação de um jornalista, que ficará dedicado aos relacionamentos internos e externos da ABORL-CCF, funcionando também como um elo entre o que é realizado pela Associação e o que é divulgado pelos meios de comunicação.

A autonomia das Academias colabora para o crescimento da ABORL-CCF como entidade mãe?

O sr. tem ações planejadas para a redução de gastos da Associação?

Sim. Acredito que a aproximação com as Academias e seu fortalecimento faça com que a ABORL-CCF se desenvolva mais e consiga atingir mais facilmente os

Todas as ações da ABORL-CCF estão sendo analisadas em relação ao binômio custo x benefício. Uma destas ações é priorizar que uma das nossas publicações,

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Essa aproximação (com as regionais) é importante nas esferas científica e profissional, visando à atualização clínico-científica do otorrinolaringologista, sua defesa profissional e sua remuneração digna. a revista VOX, seja publicada em meio digital, podendo ser acessada em nosso site. Isso traria muita economia em relação aos gastos de impressão e postagem, além de ser ecologicamente correto. Outras vantagens de se ter uma revista digital são disponibilizar, por exemplo, o vídeo de uma entrevista ou de um procedimento diagnóstico ou terapêutico. Obviamente, que a versão impressa continuará sendo enviada aos colegas que desejarem continuar recebendo tal versão. O que o associado pode esperar da sua gestão? Além dos cursos e congressos, das publicações científicas, da Educação Médica Continuada, da Defesa Profissional, da assessoria jurídica diferenciada, do cartão de benefícios (cujos benefícios estão sendo ampliados) já existentes, o associado também contará com um Programa de Aperfeiçoamento Profissional. Por meio deste programa, a ABORL-CCF atuará como elo entre os profissionais médicos interessados no aprimoramento do conhecimento e os serviços de otorrinolaringologia, cuja residência/especialização seja reconhecida pela ABORL-CCF, de acordo com a aceitação de participação e disponibilidade de vagas de cada serviço. Mais informações serão divulgadas assim que os critérios de realização do referido programa forem definidos e tivermos a lista dos serviços que participarão do mesmo.

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Março

13 a 14 de março 2º Curso de Rinoplastia 2014 Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Bento e Dr. José Roberto Parisi Jurado Local: FMUSP - São Paulo/SP Informações: (11) 3068-9855

Abril

3 a 5 de abril 6º Curso de Implante Coclear Coordenação: Dr. Eduardo Barbosa de Souza Local: CEPPAJ - Salvador/BA Informações: (71) 3186-0231

13 a 15 de março Curso de Potenciais Evocados Auditivos Coordenação: Dr. Pedro Luis Cóser Local: Clínica Cóser - Santa Maria/RS Informações: (55) 3221-9784

3 a 5 de abril 43º Curso de Cirurgia Funcional e Estética do Nariz Coordenação: Prof. Dr. José Eduardo Lutaif Dolci e Prof. Dr. Ivo Bussoloti Filho Local: Santa Casa de São Paulo - São Paulo/SP Informações: (11) 2176-7235

14 a 15 de março 4º Curso de Atualização em Microcirurgia de Laringe Coordenação: Dr. Evaldo Macedo Local: Hospital IPO - Curitiba/PR Informações: (41) 3314-1597

4 a 6 de abril 1º Congresso Goiano Brasiliense de Otorrinolaringologia Coordenação: AGORL-CCF e AORL-DF Local: Hotel Mercure – Goiânia/GO Informações: (62) 3095-1344

14 de março Curso Otoplastia - Correção Cirúrgica em Orelha de Abano Coordenação: Prof. Dr. Fernando de A. Quintanilha Ribeiro e Prof. Dr. Ivo Bussoloti Filho Local: Santa Casa de São Paulo - São Paulo/SP Informações: (11) 2176-7235

5 de abril 6º Curso Teórico-Prático de Anatomia em Otorrinolaringologia/Cirurgia de Cabeça e Pescoço Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento e Dr. Geraldo Pereira Jotz Local: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Porto Alegre/RS Informações: (11) 3068-9855

14 a 15 de março 3ª Imersão em ORL Pediátrica Coordenação: Dra. Shirley Pignatari, Dra. Claudia Figueiredo, Dra. Francini Pádua e Dra. Juliana Sato Local: Maksoud Plaza Hotel - São Paulo/SP Informações: (11) 5080-4933 20 a 22 de março Curso de Dissecção de Osso Temporal Coordenação: Dr. Edson Bastos, Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento e Prof. Dr. Richard Voegels Local: Hospital Universitário Prof. Edgard Santos - Salvador/BA Informações: (11) 3068-9855 27 a 28 de março 17º Workshop em Estroboscopia Coordenação: Dra. Adriana Hachiya e Dra. Saramira C. Bohadana Local: Hospital Paulista - São Paulo/SP Informações: (11)3083-7009

5 de abril 3º Congresso On-line de Otorrinolaringologia Coordenação: Dr. Renato Roithmann Local: São Paulo/SP Site: www.aborlccf.org.br Informações: (11) 5053-7500 ou eventos@aborlccf.org.br 9 a 11 de abril 86º Curso Teórico-Prático de Cirurgia Endoscópica Naso-Sinusal, XV de Dissecção em “S.I.M.O.N.T.” Coordenação: Dr. Aldo Stamm e Dr. Leonardo Balsalobre Local: Complexo Hospitalar Professor Edmundo Vasconcelos - São Paulo/SP Informações: (11) 5080-4357

10 a 12 de abril Four Otology 2014 - 16ª Reunião da Sociedade Brasileira de Otologia - Edição Prof. Dr. Hélio Lessa Coordenação: Dr. Paulo Lazarini Local: Bahia Othon Palace Hotel - Salvador/BA Site: www.sbotologia.com.br/fourotology Informações: (71) 2104-3477 ou eventus@ eventussystem.com.br 10 a 12 de abril Curso Teórico-Prático de Microcirurgia de Laringe com Dissecção de Peças Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Bento, Prof. Dr. Domingos Tsuji, Prof. Dr. Luiz Ubirajara Sennes e Dr. Rui Imamura Local: FMUSP - São Paulo/SP Informações: (11) 3068-9855 12 de abril 3º Curso de Atualização em Ronco e Apneia Obstrutiva do Sono Coordenação: Dra. Adriane Zonato e Dra. Cíntia Adriano Rosa Local: Hospital IPO - Curitiba/PR Informações: (41) 3314-1597 25 de abril 2ª Jornada de Imersão em Otorrinolaringologia da Bahia Coordenação: Dr. Otávio Marambaia, Dr. Amaury Gomes e Dr. Pablo Marambaia Local: Centro de Convenções do Pestana Bahia Hotel - Salvador/BA Informações: (71) 3270-8011

Maio 16 a 17 de maio 3º Conesul e 8º Gauchão de Otorrinolaringologia Coordenação: Dr. Marcelo Zanini Local: Conrad Punta Del Este Resort e Cassino - Punta del Este/Uruguai Site: www.assogot.org.br/congresso Informações: (51) 3311-8969/3311-9456 secretariageral@plenariumcongressos.com.br plenarium@terra.com.br

Centro de Convenções FIERGS – Av. Assis Brasil, 8787 – Porto Alegre/RS Coordenação: Departamento de Eventos da ABORL-CCF Informações: (71) 2104-3477/3434 (11) 5053-7500/7512

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Posse

Da esquerda para a direita: Dr. Paulo Saraceni Neto, Dra. Renata Dutra de Moricz, Dra. Renata Di Francesco, Dr. Felippe Félix, Dr. José Eduardo de Sá Pedroso, Dr. Domingos Tsuji, Dra. Francini Pádua, Dr. Sady Selaimen da Costa e Dr. Fernando Ganança.

O trabalho continua Ao assumir a presidência da ABORLCCF para a gestão 2014, Dr. Fernando Ganança afirmou que não sentia começando, mas continuando um trabalho que teve início desde que assumiu a 2ª vice-presidência da entidade em 2012, e destacou o orgulho de servir à Associação ao lado de uma diretoria comprometida, de funcionários dedicados e que persegue o objetivo de tornar a ABORL-CCF ainda mais forte e pujante dentro e fora do Brasil. Veja os principais momentos. 10 | Revista VOX OTORRINO

Ao transmitir o cargo, Dr. Agrício Crespo reiterou os agradecimentos à sua diretoria, a sensação de dever cumprido e transmitiu os votos de sucesso e grandes realizações ao novo presidente.

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Posse

1. Dra. Wilma Terezinha destacou a enorme força de trabalho demonstrada por Dr. Fernando durante o tempo em que trabalharam juntos na edição do BJORL e disse não ter dúvidas de seu sucesso neste ano. 2. Dr. José Eduardo Dolci ressaltou o desafio que a nova diretoria terá pela frente num momento em que a imagem dos médicos nacionais está em crise e incitou a classe a se unir para obter êxito em suas demandas.

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3. “Bom-senso e generosidade” assim Dr. Nedio Steffen qualificou Dr. Fernando Ganaça, reiterando seu apoio ao atual mandato e assinalando que a renovação é uma metáfora da vida, em que há os que partem e os que chegam. 4. “Presidentes são locomotivas”, afirmou Dr. Ricardo Bento em seu breve discurso, e destacou o atual sistema de gestão da Associação, democrático e eficiente, que dá segurança ao presidente para exercer seu mandato. 5. O presidente da Associação Paulista de Medicina e otorrinolaringologista Dr. Florisval Meinão reiterou o apoio da entidade à ABORL-CCF na luta por melhorias nas condições de trabalho e remuneração dos médicos. 6. Dr. Márcio Abrahão deu um recado pungente à nova diretoria: “não deixe que os problemas atrapalhem as grandes metas da Associação”, e destacou que o planejamento de ações a médio e longo prazo garantem o fortalecimento da entidade. 7. Dr. Paulo Pontes apontou que cabe ao líder da ABORL ser um modelo para os colegas mais jovens e citou o Papa Francisco ao incitar coragem ao presidente deste ano:”Bote fé, esperança e amor no que faz que sua vida terá um novo sabor”.

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8. Dr. Pedro Mangabeira Albernaz se disse lisonjeado por fazer parte do momento, afinal trabalhou com duas gerações da família Ganança: o pai, Maurício, e o filho, Fernando e completou: “Entusiasmo significa ter Deus dentro de nós. E tenho certeza de que você, Fernando, vai liderar com todo entusiasmo”. 9. “Subo aqui na única qualificação de pai do presidente eleito”, anunciou Dr. Maurício Ganança, arrancando lágrimas do filho e emocionando os presentes. Orgulhoso, reforçou a certeza de que o filho vai encarar as tarefas com responsabilidade e de que está preparado para os desafios que o aguardam.

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10. Dr. Fernando e esposa, Érica

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11. Dr. Fernando e Dr. Maurício: duas gerações dedicadas à otorrinolaringologia

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Mini Fórum

Ano novo, novos desafios!

Comissões permanentes da ABORL-CCF apresentaram suas realizações e metas para 2014, durante o Mini Fórum realizado em 16 de janeiro.

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balanço das realizações e as propostas para este ano deram o tom do Mini Fórum realizado entre a nova diretoria da ABORL-CCF, com Dr. Fernando Ganança à frente da presidência, e os membros das comissões permanentes. Veja a seguir os principais objetivos de cada comissão para este ano.

Comissão de Defesa Profissional

Dr. Márcio Fortini acenou para a necessidade de trabalhar junto à mídia a valorização do trabalho do otorrino e de suas áreas de atuação. Também estão em pauta a revisão de protocolos operacionais e aumento na programação dos congressos de temas referentes à gestão e defesa profissional.

Comissão de Título de Especialista

Com a realização da prova do Título de Especialista de forma digital pela primeira vez (ver matéria na pág. 35), a comissão pretende observar eventuais falhas a serem corrigidas para que o modelo esteja consolidado para os próximos anos.

Comissão de Residência e Treinamento

Dr. José Alexandre Medicis Silveira explicou que estão previstas visitas a nove serviços credenciados em otorrinolaringologia com o objetivo de atestar sua qualidade e sugerir eventuais melhorias. O presidente da comissão também contou que não houve nenhum descredenciamento em 2013 e que os serviços vêm melhorando progressivamente.

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Mini Fórum

Comissão do BJORL

Dra. Wilma Terezinha Anselmo-Lima comemorou a conquista do fator de impacto 0,545, alcançado em 2013, e estabeleceu com meta a manutenção e/ou aumento deste índice, esforço que já começou com a contratação, no final do ano passado, da Editora Elsevier, especializada em publicações científicas. Também propôs o debate sobre um novo critério na seleção de painéis e trabalhos inscritos anualmente no Congresso Brasileiro de ORL.

Comissão de Ética e Disciplina

Dr. Otávio Marambaia Santos apresentou a proposta de fomentar o Banco de Pareceres, a implementação de um Simpósio de Ética Médica em programas de residência e estágio, suporte à Comissão Científica do Congresso Brasileiro para a apresentação de temas ligados à ética médica e ainda a premiação a trabalhos relacionados ao tema a serem apresentados no Congresso.

Comissão de Eventos

A consolidação do Departamento de Eventos da ABORL-CCF é um dos objetivos apresentados por Dr. Fabrizio Romano. Também foi sugerida uma nova proposta para organização de eventos das Academias, com mais autonomia; um novo método de escolha para cidades-sede do Congresso, e apresentada a candidatura do Brasil como sede do Congresso Pan-Americano de 2018, desde que haja uma rápida definição da cidade que poderá sediá-lo.

Comissão de Comunicações

Dr. Edilson Zancanella propôs a reformulação do site da ABORL-CCF para um formato de portal, com caráter mais interativo, um novo projeto editorial para a revista VOX Otorrino que fomente o debate, ofereça entretenimento e novas seções fixas, como tecnologia e RH, a qual já pode ser observada nesta edição (ver matéria pág. 28)

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Comissão de Educação Médica Continuada

Para 2014, Dr. Renato Roithmann já apontou várias ações em curso. A realização do 3º Congresso On-line (ver matéria pág. 40), o lançamento do livro Algoritmos em ORL durante o 44º Congresso Brasileiro de ORL, em novembro, e a reativação do Otoweb para discussões práticas.

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Neste ano, o Congresso é em Porto Alegre, tchê! A capital do Rio Grande do Sul já começou os preparativos para receber o mais importante encontro da otorrinolaringologia da América Latina. Por Eliana Antiqueira

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orto Alegre é a cidade mais meridional do Brasil e ostenta mais de 80 prêmios e títulos que a distinguem como uma das melhores capitais brasileiras para morar, trabalhar, fazer negócios, estudar e se divertir. Também foi destacada pela ONU, por três vezes, como a Metrópole nº1 em qualidade de vida do Brasil. E ainda tem chimarrão, o melhor churrasco do país e o onipresente lago Guaíba. Por tudo isso, e por sua boa estrutura hoteleira, sistema de transporte eficiente, boa oferta de restaurantes, lojas e centros de lazer, foi escolhida para sediar o 44º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, de 12 a 15 de novembro.

concorreram para a escolha do espaço. Uma das peculiaridades do centro de eventos são as áreas interligadas e moduláveis, perfeitamente adaptáveis a qualquer tipo de evento, com área total superior a 36 mil metros quadrados. O local conta ainda com estacionamento para 3.100 vagas, acessibilidade para pessoas com deficiência, ambientes climatizados, serviço de emergências médicas com ambulatório equipado e técnico de enfermagem de plantão e monitoramento eletrônico da segurança. Também dispõe de tecnologia em equipamentos para iluminação cênica, sonorização de ambientes e multimídia, além de internet banda larga, videoconferência e telefonia digital.

O congresso será realizado no Centro de Eventos FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul). Multifuncionalidade, infraestrutura, tecnologia e localização privilegiada são algumas das características que

A localização privilegiada é outro dos diferenciais que contribuíram para a escolha do centro de eventos, distante apenas 15 minutos do centro da cidade e a apenas 12 minutos do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

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Centro de Eventos FIERGS Multifuncionalidade, infraestrutura, tecnologia e localização privilegiada são algumas das características que fazem do Centro de Eventos FIERGS o lugar certo para a realização do 44o Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, de 12 a 15 de novembro.

“A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali... Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!” Mário Quintana janeiro / fevereiro 2014 | www.aborlccf.org.br

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E o que tem pra fazer na cidade, guri?

Porto Alegre é uma metrópole peculiar. Além de ser uma das cidades mais arborizadas do país, mantém a poucos minutos de seu centro urbano um variado roteiro turístico rural, com áreas produtivas e de preservação. A rota Caminhos Rurais de Porto Alegre percorre uma região de estâncias do século XIX, hoje ocupada por pequenas propriedades de agricultura familiar que preservam a paisagem e o modo de vida tipicamente gaúcho. É possível escolher roteiros de apenas um dia, chamados de Domingo no Campo, nas categorias turismo agroecológico, vivência rural, turismo de flores e plantas ornamentais e turismo equestre. Mas se a ideia for desfrutar da cidade, Porto Alegre é um deleite. Aos domingos, o Brique da Redenção, uma feira de artes que remete à célebre feira de San Telmo, na vizinha Buenos Aires, convida a passar o dia, assim como a Praça da Alfândega, relíquia do século 18 que abriga belos prédios históricos ocupa-

Casa de Cultura Mário Quintana

Catedral Metropolitana de Porto Alegre

dos por espaços culturais de primeira linha, a poucos passos um do outro: o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs), o Santander Cultural e o Memorial do Rio Grande do Sul. A arquitetura é uma grande atração de Porto Alegre. A Casa de Cultura Mário Quintana, ocupa o prédio do antigo e elegante Hotel Majestic, erguido na década de 1920, e que hoje abriga um dos mais completos centros culturais da América Latina. A Catedral Metropolitana não passava de uma casa de pau-a-pique em 1753, ano de sua fundação como uma modesta capela. A construção atual segue um estilo inspirado na Renascença Italiana, mas as torres, inauguradas em 1971, lembram o modelo das construídas no Rio Grande do Sul na época das missões jesuitas. A cúpula possui 75 metros de altura e 18 metros de diâmetro, sendo uma das maiores do mundo. Os três painéis de mosaico na fachada foram executados nas oficinas do Vaticano. Outra igreja, a de Nossa Senhora das Dores, cuja construção data de 1807, mescla em sua fachada o estilo alemão ao barroco português, prova da evolução de diferentes tendências arquitetônicas na cidade. Valem a visita também o Theatro São Pedro, de 1858, e a Fundação

Onde fica:

Cenário rural da Vinícola Bordignon, em Belém Velho, na Capital gaúcha

Iberê Camargo, um prédio futurista que abriga mais quatro mil obras do artista plástico e colocou Porto Alegre no cenário mundial da arte moderna. O Guaíba, orgulho local, merece ser apreciado de perto. Vários barcos fazem passeios pelo lago e canais do Delta do Jacuí que oferecem uma das mais belas vistas da capital gaúcha e dos grandes armazéns amarelos do Cais Mauá, que ressaltam a origem portuária da cidade. Outra excelente opção para curtir o principal cartão postal de Porto Alegre é a praia de Ipanema, na Zona Sul, caminhando pelo calçadão do bairro às margens do lago ou em um dos muitos bares e restaurantes da orla. É um dos pontos da cidade mais perfeitos para comprovar a beleza do pôr do sol do Guaíba, que, segundo os nativos, é um dos mais lindos do mundo. Separe um tempo para desfrutar de Porto Alegre e siga o conselho de seu poeta maior, Mário Quintana: “A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali... Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!” (A verdadeira arte de viajar).

Caminhos Rurais: www.caminhosrurais.tur.br

Fundação Iberê Camargo Av. Padre Cacique, 2.000 - Praia de Belas

Brique da Redenção - Domigos das 9h às 17h Av. José Bonifácio - junto ao Parque Farroupilha

Igreja Nossa Senhora das Dores Rua dos Andradas, 597 - Centro Histórico

Casa de Cultura Mário Quintana Rua dos Andradas, 736 - Centro Histórico

Praça da Alfândega Centro Histórico

Catedral Metropolitana Rua Duque de Caxias, 1047 - Centro Histórico

Theatro São Pedro Praça Marechal Deodoro s/nº - Centro Histórico

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Anuidade

Renove já! Está disponível a tabela da Anuidade 2014. Quanto mais cedo você quitar, maior o desconto!

D

izem que o ano começa depois do Carnaval... Mas isso não é verdade! A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial já iniciou a agenda de atividades para 2014 e preparou muitas novidades para os seus associados. Mas... Você já garantiu a renovação da anuidade? Desde o início de fevereiro, já está disponível no site da instituição a nova tabela para a renovação, com os valores corrigidos apenas pela inflação. Com mais de 5 mil associados no Brasil, a instituição está entre as sociedades médicas com menor anuidade, de acordo com um estudo comparativo realizado em ju-

lho de 2013. A pesquisa, que considerou o valor da anuidade de 12 associações médicas brasileiras – Medicina Intensiva, Ortopedia e Traumatologia, Pneumologia e Tisiologia, Urologia, Nefrologia, Cardiologia, Radioterapia, Psiquiatria, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Cirurgia Cardiovascular, Endocrinologia e Metabologia – colocou a ABORL-CCF na 5ª posição, com menor valor. Veja abaixo os valores da Anuidade 2014 e não perca tempo! Para renovar, acesse www.aborlccf.org.br/sga e confira os procedimentos para o pagamento do boleto. Quanto mais cedo você quitar, maior o desconto!

Anuidade ABORL-CCF 2014 Associado Titular / Efetivo

Até 14/3

Até 14/4

Até 14/5

Valor Oficial**

50% desc.***

30% desc.***

15% desc.***

R$ 530,00

R$ 265,00

R$ 371,00

R$ 450,50

Residente/Especializando 1º Ano / Remido*

ISENTO

Residente/Especializando 2º Ano*

R$ 106,00

R$ 53,00

R$ 74,20

R$ 90,10

Residente/Especializando 3º Ano*

R$ 212,00

R$ 106,00

R$ 148,40

R$ 180,20

R$ 318,00

R$ 159,00

R$ 222,60

R$ 270,30

R$ 424,00

R$ 212,00

R$ 296,80

R$ 360,40

Um ano após a conclusão da Residência/Especialização Dois anos após a conclusão da Residência/Especialização

* Somente fará jus aos descontos apontados nesta tabela aquele Residente / Especializando que estiver cursando Serviço de Residência e Estágio em Otorrinolaringologia Reconhecido / Credenciado pela ABORL-CCF / MEC. ** Boleto bancário na internet à vista ou no cartão de crédito em 3x s/ juros. *** Válido com Censo 2014 preenchido.

5ª sociedade médica

de especialidade com menor anuidade no país 18 | Revista VOX OTORRINO

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Anuidade

São mais de

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Figurando entre as maiores sociedades da especialidade no mundo em número de sócios e projeção, a ABORL-CCF cresce ano a ano. Ao passo que amplia sua atuação, a entidade estende aos seus membros uma gama de benefícios, frutos de parcerias. Confira ao lado algumas das vantagens:

Cartão

» Só os membros quites recebem a versão impressa da Revista Vox e do BJORL

» Os sócios podem participar de programas de aperfeiçoamento profissional em serviços credenciados

» São diversos os descontos para a participação em cursos e congressos científicos, promovidos pela ABORL-CCF ou por instituições parceiras

» Há ofertas exclusivas para a aquisição de livros lançados pela ABORL-CCF e do PRO-ORL

» Os programas de Educação Médica Continuada são oferecidos em todo o país, inclusive por meio de projetos itinerantes

» É possível fazer parte de campanhas médicas regionais ou nacionais

» Os associados contam com assessoria jurídica paraà esclarecer dúvidas Mantenha-se associado ABORL-CCF - YouTube http://www.youtube.com/watch?v=6UFEnVJhyCU&feat...

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Oferece descontos e vantagens especiais para todos os associados quites

Na edição 138 da revista Vox Otorrino, foram divulgados os valores da anuidade sem o repasse da inflação. Nesta reportagem, os valores estão atualizados e são válidos para o ano de 2014.

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Carreira

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Carreira

Em boa companhia! Viver o cotidiano profissional ao lado de um profissional renomado, em serviços de excelência no exterior, é uma experiência que proporciona um salto de qualidade na carreira. Mas nem tudo é um mar de rosas. Fluência na língua, foco profissional e um bom pé de meia são importantes na hora de carimbar o passaporte rumo ao programa de fellowship. Por Eliana Antiqueira

E

ncarar um curso de especialização no exterior não é uma decisão fácil. A escolha envolve se ambientar em um país diferente, em uma língua e cultura estranhas à sua, deixar a garantia de um emprego estável em casa, muitas vezes já em franca ascensão, e investir boa parte, se não todas suas economias pessoais. Apesar de todos esses contras, muitos otorrinos deixam o país todos os anos para fazer um fellowship, termo em inglês que define cursos de especialização em que um médico acompanha outro mais experiente a fim de aperfeiçoar suas habilidades. O fellowship é um estágio totalmente prático. Esse curso não depende de uma instituição específica, uma vez que depende basicamente de um determinado profissional específico, que pode atuar numa instituição pública ou privada. É importante lembrar que a maioria dos fellows consagrados acontece na Europa e Estados Unidos, logo, além do crescimento profissional, o curso é também uma oportunidade de vivência no exterior, com o benefício do aprendizado de um segundo idioma e o intercâmbio com profissionais de outros países.

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Carreira

Instituto Georges Portmann está com inscrições abertas Já estão abertas as inscrições para otorrinolaringologistas do Brasil que pretendem concorrer à bolsa de estudos em Otologia oferecida pelo instituto francês Georges Portmann, para o período de outubro a dezembro de 2014 e outro participante de janeiro a março de 2015.  O período de aperfeiçoamento é de três meses e será disponibilizado para dois participantes esse ano. A fase de estudos ocorre no próprio instituto e na Universidade de Bordeaux II. A bolsa dá o direito a passagem aérea, ida e volta, e US$ 600 por mês, totalizando US$ 3.000 para as despesas básicas, e tem o patrocínio da WIDEX. O concurso constará de prova de títulos e entrevista em francês, devendo o interessado preencher os seguintes requisitos: ter bom conhecimento do idioma francês; residência médica ou estágio reconhecido pela ABORL-CCF concluído até março de 2014; estar registrado no Conselho Regional de Medicina do seu estado; estar formado em medicina há, no máximo, 5 anos, em 31 de dezembro de 2013; Apresentar o curriculum vitae e duas cartas de apresentação até o dia 15 de abril de 2014 na sede da Delegação Brasileira do Instituto Portmann aos cuidados de Felippe Felix (Centro Médico do Barrashopping, Avenida das Américas, 4.666 grupo 315, Barra da Tijuca - Rio de Janeiro (RJ) CEP: 22649-900 Brasil).

Os programas de fellowship não são remunerados e, por isso, o primeiro passo é pensar no pé de meia. Dr. Alexandre Beraldo Ordones fez sua primeira incursão nessa experiência em 2013, quando participou de um observer fellowship de cinco semanas no serviço de otorrinolaringologia da Universidade de Stanford em Palo Alto, Califórnia. “A cidade é pequena, localizada no Vale do Silício, sede de várias empresas conhecidas, como Google e Apple e, por causa disso, o custo de vida é elevado. Me planejei financeiramente antes de embarcar. Realmente sai caro!”. Dr. Sandro da Silva Muniz, fellowship na Fundação Fisch de Cirurgia Otológica e da Base do Crânio, em Zurique, Suíça, endossa as palavras do colega. “Aconselho a qualquer pessoa que queira fazer um curso fora do país a estudar bem a realidade local e calcular os custos com bastante antecedência antes de viajar”, recomenda.

“Aconselho a qualquer pessoa que queira fazer um curso fora do país a estudar bem a realidade local e calcular os custos com bastante antecedência antes de viajar.” Dr. Sandro da Silva Muniz

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Carreira

Antes de embarcar, o candidato também deve definir qual seu objetivo profissional. Existem três categorias de fellowship. Pode-se optar por um programa com atuação na área de pesquisa (research fellow), com ênfase em pesquisa e clínica (clinical fellow), ou ainda por um curso que priorize a observação do aluno, o observer fellow, que se dedica a observar as atividades de outros especialistas da instituição. Os programas variam, em média, de seis meses a dois anos, mas o ideal é que o aluno se dedique em regime integral por pelo menos um ano. A escolha do tipo de fellow depende que o aluno pretende no médio e longo prazo para sua carreira. Para os casos de research fellow vale consultar agências governamentais como Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (www.capes.gov.br), CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (www.cnpq.br) e FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (www.fapesp.br) em busca de bolsa ou alguma forma de incentivo. Qualquer investimento financeiro que seja voltado para o aperfeiçoamento profissional é válido, mas também é preciso prever se o retorno virá em curto ou ao longo prazo. “Os benefícios vêm de acordo com o planeja-

“A participação de médicos estrangeiros eram rotina no serviço do Dr. Hwang. Algumas vezes tinham médicos dos cinco continentes.” Dr. Alexandre Ordones e Dr. Peter Hwang

mento do aluno, em saber onde ele pode aplicar o que aprendeu e vivenciou. Isso é muito importante, caso contrário as oportunidades passarão e o conhecimento se perderá com o tempo”, aconselha Dr. Felippe Félix,

“Todo investimento acrescenta na formação e traz um diferencial no mercado. O retorno financeiro se dá pelo reconhecimento técnico envolvido na atuação profissional” Dr. Edilson Zancanella

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Não se perca na tradução Dominar a língua estrangeira em que será realizado o fellowship é um dos fatores fundamentais para garantir seu sucesso. » Para os países de língua inglesa, são recomendáveis os exames de proficiência TOEFL ou IELTS. » Para o idioma francês, é necessário o DALF (Diploma Aprofundado em Língua Francesa), nível B2, no mínimo. » Em espanhol, o exame de proficiência recomendado é o DELE (Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira), nível C1, no mínimo.

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Carreira

“Um bom fellowship deve apresentar algum tipo de diferenciação em cirurgias, procedimentos ou atendimentos que o profissional só encontrará lá. Nesse período, métodos didáticos devem ser usados para se aproveitar ao máximo a experiência” Dr. Felippe Félix

fellowship bolsista do Instituto George Portmann.

Planejamento

“Apesar de sairmos mais especializados, temos um mundo a conquistar ainda”, ressalta Dr. Leandro Castro Velasco, que se aplicou em um fellowship de dois anos na Faculdade de Medicina da USP. “O aperfeiçoamento enriquece nosso conhecimento teórico-prático, nos torna mais confiantes e aptos a conduzir casos mais complexos, é claro, mas também precisamos conquistar a confiança dos pacientes e dos colegas médicos fora do nosso local de aprendizagem”.

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Independente da escolha é fato que, apesar de o programa não proporcionar nenhuma titulação, as novas realidades, tecnologia de ponta, o aprendizado de mais uma língua e, principalmente, a inclusão do nome de uma instituição internacional no currículo, fazem com que o fellowship seja um objetivo perseguido por muitos. “A importância do fellowship se traduz em vários aspectos. Desde diferentes condutas, acesso a novos protocolos e tecnologias a diferentes vivências na discussão de casos e padronização de serviços”, aponta Dr. Edilson Zancanella, que fez o seu em Medicina do Sono pela Academia Americana de Sono.

O crescimento profissional é mesmo o grande pulo do gato do fellowship.

Custos

Visto

Coloque tudo no papel: material, moradia, celular e internet, comida, mercado e transporte. Não se esqueça de incluir os custos com passagens, visto, tradução juramentada de documentos, seguro de saúde e exame de proficiência na língua.

Mas não basta boa vontade e poupança, alguns requisitos precisam ser observados para conseguir uma vaga. As exigências variam de acordo com a instituição que a oferece, mas, de forma geral, incluem teste de proficiência no idioma, carta de aprovação da instituição no exterior e a anuência do chefe do departamento da universidade à qual o médico está vinculado no Brasil. Os alunos de fellowship precisam, ainda, estar cientes de que estarão dividindo a atenção do mestre com colegas do mundo todo. Dificilmen-

Não deixe para a última hora. Verifique qual categoria é necessária para o visto de entrada no país de destino. Atenção também com a renovação do passaporte. A maioria dos países não aceita passaportes a seis meses da data de expiração da validade, ainda que você vá passar apenas algumas semanas no país.

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Carreira

te haverá exclusividade. ���Os estrangeiros levam tempo para começar a atender e realizar procedimentos” atesta Dr. Marco Aurélio Fornazieri, clinical observership no Smell and Taste Center da Universidade da Pensilvânia, uma das 10 mais importantes universidades dos Estados Unidos e, por isso mesmo, com fellows concorridíssimos também entre os nativos.

ppe Félix. Mas o coro dos satisfeitos supera qualquer eventual frustração imposta pelas dificuldades cotidianas. “Minha experiência no fellow foi inesquecível. Só tenho a agradecer a experiência inestimável de aprendizagem”, reforça Dr. Leandro Velasco.

Depois de um aprendizado rico em experiências no exterior, é hora de colocar todo esse conhecimento em prática. E aí tem início um novo desafio. “Estou tentando implantar a rotina de médico americano com veio acadêmico, que concentra suas atividades no menor número de locais possível e dedica pelo menos um dia a elaboração de trabalhos científicos”, conta Dr. Marco Aurélio, que vem conseguindo sucesso em seu método. Mas quem volta à dura realidade tupiniquim tem um choque desanimador. “É desagradável ver como estamos atrasados em relação a novas tecnologias, muito devido à política de saúde do país e às dificuldades impostas para que novos produtos cheguem aqui”, exemplifica Dr. Feli-

“Aprender técnicas diferentes e trazer para o seu dia a dia e para o Brasil, vivenciar o cotidiano de outros hospitais e serviços diferentes dos nossos, adquirir outros parâmetros de comparação com sua realidade, aprimorar o senso crítico, exercitar outra língua. São inúmeros os pontos positivos”, afirma Dr. Sandro Muniz. “E tem os amigos que fazemos”, complementa Dr. Edilson Zancanella. “Estabeleci contatos que mantenho até hoje, tanto que anualmente sou convidado para o Alumni do serviço durante o Congresso Americano de Sono”. “Acredito que todos os otorrinolaringologistas devem realizar um estágio no exterior ou um fellowship. Além de aprender novas técnicas, conhecemos uma relação médico paciente diferente da nossa. É impossível não se sentir estimulado para buscar o que há de novo na nossa área. E a experiência de vida é inesquecível!”, conclui Dr. Alexandre Ordones.

Plano de Saúde

Chegue antes

De volta para a casa

Médicos também ficam doentes. Não embarque sem um plano em mãos. Uma agência de viagens pode indicar um plano que caiba nos seus custos.

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Não chegue ao país um dia antes do início de suas aulas, vá com alguns dias de antecedência para conhecer a cidade onde irá morar, se habituar ao ritmo do lugar, à cultura, às pessoas e ao seu novo lar.

“Entre as vantagens do meu fellow, destaco a oportunidade de conhecer o funcionamento de um hospital de excelência americano.” Dr. Marco Aurélio Fornazieri

Onde morar

O serviço de homestay, em casas de família, costuma ser mais econômico. Muitas vezes a própria universidade tem alojamento ou dá referências de bons lugares.

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Educação Continuada

O que há de novo?

C

aros colegas, esta seção da VOX Otorrino tem novidades para este novo ano. Além dos temas “O que há de novo nos últimos dois anos”,  teremos também artigos comentados por especialistas da nossa ABORL-CCF.  Mais ainda: serão apresentados algoritmos práticos de diagnóstico e tratamento das diversas doenças que acometem os pacientes no dia a dia do consultório do otorrino. Nesta edição, apresentamos um primeiro artigo comentado sobre um tipo muito importante de otite externa:  a necrotizante ou maligna.  Trata-se de uma revisão sistemática sobre o tema. O verão é uma época em que as otites externas ocorrem com maior frequência, sendo que, na maioria das vezes, os agentes etiológicos, tanto bacterianos como fúngicos, são de fácil diagnóstico e tratamento.  Contudo, especial atenção deve ser dada aos pacientes que não evoluem bem, especialmente se mais idosos e diabéticos. Boa leitura.

Dr. Renato Roithmann

Presidente da Comissão Educação Médica Continuada da ABORL-CCF

Otite externa necrotizante: Revisão sistemática

Mahdyoun P et al. Otol Neurotol 34:620-29,2013. Nice University Hospital, Nice, France.

Renato Roithmann Professor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade Luterana do Brasil. Associate Scientific Staff, Departamento de Otorrinolaringologia, Mount Sinai Hospital, Toronto, Canadá.

Felippe Felix Medico Assistente do HUCFF-Universidade Federal do Rio de Janeiro e do HSE- RJ, Mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A

otite externa necrotizante é uma infecção potencialmente letal que inicia no canal auditivo externo e se estende a base do crânio. O objetivo do trabalho foi realizar uma revisão sistemática das evidências científicas sobre otite externa necrotizante (maligna), com ênfase em dados epidemiológicos, critérios diagnósticos, protocolos de tratamento e seguimento (1968 a 2011). Os resultados mostraram inexistência de evidências de peso no que se refere a critérios diagnósticos, protocolos de tratamento e seguimento de pacientes. Critérios não padronizados e empíricos são utilizados na prática clínica. A revisão confirmou como fatores de risco (não exclusivos) ser do sexo masculino, idoso e diabético.

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Aspectos relevantes e preocupantes:

1. Falta de prevenção primária na população de risco 2. Demora no encaminhamento do paciente para o especialista e início do tratamento 3. Mau uso de antibióticos (problemas na identificação do agente bacteriológico, cepas resistentes) 4. Recorrências tardias

Providências:

Os autores enfatizam a necessidade de educação médica com melhor difusão da informação disponível sobre a melhor forma de conduzir esta importante doença.

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Educação Continuada

Discussão:

Apesar de poder ocorrer em pacientes mais jovens e não diabéticos, o paciente típico costuma ser do sexo masculino, idoso e diabético. Imunodeprimidos (ex: HIV) também são considerados de risco entre outros estados de imunossupressão. Os sintomas/sinais clássicos iniciais são otalgia e otorréia. Mais específico é a presença de tecido de granulação ou pólipo no assoalho do canal auditivo externo pela osteíte subjacente, e comprometimento de nervos cranianos pela necrose e neurotoxinas liberadas pelo Pseudomonas aureginosa. Porém 75% dos autores consideram como critério mandatório para o diagnóstico, a resposta ao tratamento empregado. Contudo, a revisão evidenciou que na prática clínica, demora, em média, cerca de 70 dias para que o diagnóstico seja estabelecido. A bactéria mais frequente é o Pseudomonas aureginosa (76.2%), ainda sensível ao ciprofloxacino na maior parte dos casos. Assim sendo, o uso de antimicrobianos de maior espectro como a ceftazidime não deveria ser a regra. Diante da suspeita clínica, imagem é comumente utilizada para confirmar o diagnóstico. A mais utilizada é a tomografia computadorizada com contraste (TC), porém a cintilografia com tecnécio (Tc99) pode mostrar

osteíte em estágios bem iniciais da doença, antes mesmo da erosão óssea aparecer na TC. O acompanhamento pode ser feito com cintilografia com Gálio (Ga67), embora não tenha evidência científica comprovando tal ato. A ressonância magnética é ainda mais eficaz em demonstrar a extensão da doença em direção ao apex petroso, partes moles mais profundas da cabeça e pescoço e estruturas intracranianas.

Tratamento e Desfechos:

Drogas antipseudomonas são mandatórias para o sucesso do tratamento. As mais utilizadas são o ciprofloxacino e a ceftazidime. Muitos têm utilizado a combinação das duas, em função do aumento da resistência bacteriana do pseudomonas aureginosa ao ciprofloxacino. O mais correto seria o exame bacteriológico com a determinação das concentrações inibitórias mínimas. Considerando que existe osteomielite associada, o tratamento deveria se estender por seis semanas ou mais. Cirurgia extensa de base de crânio tem sido abandonada em função da efetividade dos antimicrobianos antipseudomonas. Debridamento cirúrgico local sob anestesia geral ou não, permite aná-

lise histológica e também microbiológica (diagnóstico diferencial). Terapia com oxigênio hiperbárico tem sido pouco utilizada. Mesmo sem um protocolo estabelecido e internacionalmente aceito de tratamento, as taxas de cura ficam em torno de 87-100% quando bem orientados. O paciente deve ser acompanhado por um longo período para comprovar a cura e a parada no antimicrobiano. A taxa de recorrência fica em torno de 9,6%. Os estudos salientam que todos os resultados acima descritos vêm de estudos com baixo nível de evidência científica. Portanto, ainda não existe um protocolo internacionalmente aceito de diagnóstico, tratamento e follow-up. Medidas de prevenção primária devem ser adotadas nos grupos de risco. Diabéticos devem evitar exposição a água nas orelhas e/ou trauma na orelha externa (ex: autolimpeza ou manobras iatrogênicas). Em tese, da mesma forma como se orienta prevenção do pé diabético, deveria se prevenir as complicações da orelha do diabético. Pacientes com otite externa, sem melhora em 48-72 horas com os tratamentos usuais, devem ser reavaliados. Biópsia pode ser necessária para afastar outras possiblidades diagnósticas (carcinoma de conduto auditivo externo, por exemplo).

NOVO BJORL Agora editado pela Elsevier

BRAZILIAN JOURNAL

GOLOGY

OF OTORHINOLARYN

VOLUME 79, NUMBER

6 – NOV/DEC, 2013

0.545 IMPACT FACTOR 2012: CITATION JOURNAL © THOMSON REUTERS (2012) REPORTS, SCIENCE EDITION

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Gestão RH

Precisamos conversar... Se fosse um relacionamento afetivo, seria o momento da temida DR. Mas não é o caso. A convocação acima é comum (ou, ao menos, deveria ser) em empresas de todos os setores, inclusive o de saúde. Não tenha medo de chamar seu funcionário para uma conversa. Todos saem ganhando com essa atitude. Por Sheila Godoi

N

ão importa o tamanho, empresas de todos os portes já compreenderam que para sobreviver é preciso profissionalizar. Neste cenário, é preciso deixar de lado a pessoalidade do negócio. É o famoso “amigos, amigos, negócios à parte” posto em prática. Na empresa, todos têm um papel a desempenhar. Funções e atribuições precisam ser claras para que as cobranças por resultados sejam efetivas. Mas, às vezes, isso não é o suficiente, e o funcionário precisa ser chamado para uma conversa. Para o chefe, esta

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é uma oportunidade de correção de trajetória, de reconhecimento de desempenho e mesmo de orientação. Para o funcionário, porém, a percepção é uma só: lá vem bronca. Esta conversa para acertar rumos é chamada de feedback e não necessariamente deve ser encarada como crítica. O palestrante e consultor organizacional Eduardo Shinyashiki defende que há um equívoco nessa conceituação. “O feedback não deveria ser visto como uma ferramenta de gestão, mas como princípio de

aprimoramento pessoal e profissional. É a forma de passá-lo que determinará quais efeitos ele deve produzir no negócio”, diz. Quando o feedback é transmitido de forma incorreta, a conotação de bronca é quase sempre inevitável. Mas a ferramenta em si é positiva. “O contexto e a forma como ele é dado o tornam negativo. Eu posso dizer ‘eu te amo’ a alguém, mas posso fazê-lo de forma tão insignificante que isso produzirá um efeito contrário”, compara Shinyashiki.

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Gestão RH

Dicas para uma conversa produtiva  Evite comparações entre funcionários  Não faça julgamentos caracterizando o funcionário como descompromissado, incompetente ou irresponsável

“Se omitir é um erro. Dar feedback mostra que a pessoa é importante.” Djair Picchiai, professor da FGV-EAESP É importante lembrar também que o feedback tem um dono: a chefia imediata. Não adianta dar a função a alguém que não acompanha a área de atuação daquele colaborador ou que está no mesmo nível hierárquico que ele. Outra regra máxima é a especificidade desse retorno dado ao funcionário. “Tem que ser pontual – se a pessoa fez algo positivo, você elogia, mas não o tempo todo, e da mesma forma se ocorre o oposto. Nunca pode ser genérico. Tem que ser ligado a um fato concreto e específico”, orienta Djair Picchiai, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). A descrição do fato sobre o qual gira o feedback é importante para situar o funcionário e orientar a correção. “É preciso descrever para que ela mesma possa julgar. Eu não posso julgar a pessoa, nem afetar o seu emocional”, pontua Picchiai. Sandra Oliveira, diretora de treinamentos da Dale Carnegie Training São Paulo e consultora na área de desenvolvimento comportamental, exemplifica a colocação do colega: se o médico pede à recepcionista da clínica que atenda ao telefone até o terceiro toque e ele percebe que isso não está acontecendo, tem que corrigi-la, mas com

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 Deixe claro quais são as atribuições e responsabilidades do funcionário e evite cobranças indevidas  Não faça críticas em público  Mantenha a calma durante a conversa para que o funcionário possa se fixar no conteúdo e não na forma  Seja específico em relação ao erro apontado  Evite expressões que não ajudam o funcionário a entender onde errou, como “faltou brilho nos olhos”, ou “vejo que não deu o seu melhor”  Observe o perfil psicológico e o histórico do colaborador antes de começar a conversa

 Prepare-se com fatos e argumentos

 Não guarde broncas antigas Fonte: Profissional & Negócios

“O feedback não deveria ser visto como uma ferramenta de gestão, mas como princípio de aprimoramento pessoal e profissional.” Eduardo Shinyashiki, palestrante e consultor organizacional Revista VOX OTORRINO | 29


Gestão RH

“Para se reconhecer a pessoa, é preciso destacar primeiro a qualidade. Em seguida, é preciso dar uma evidência, perguntar a ela como se faz para conseguir esse desempenho.” Sanda Oliveira, diretora de treinamentos da Dale Carnegie Training São Paulo

evidências, que, nesse caso, seriam dias, horários, frequência... “É diferente de falar: ‘você não atende ao telefone como deveria’ ou ‘toda hora o telefone está tocando’. Essas expressões não se configuram como evidências.” A mesma regra da descrição vale também para os elogios e há, inclusive, um adendo: quando a pessoa tem um alto desempenho, ela também deve ser perguntada sobre quais caminhos usou para conseguir tal desempenho. “Isso reforça sua capacidade”, complementa a consultora.

Conversa agendada

Os especialistas concordam que o feedback precisa ser dado de forma objetiva. Não adianta identificar uma situação-problema e deixar para resolvê-la duas semanas depois. Shinyashiki explica que quando uma criança comete um erro, por exemplo, a orientação é que ela seja corrigida naquela hora. Com os adultos, a lógica é a mesma. “Quando há algo errado, deve ser evidenciado no momento em que está acontecendo, pois a pessoa está no sentimento da ação e o gestor dará a ela a consciência. Não se deve ser condescendente nesses casos”, informa o consultor. Sandra defende que haja também uma periodicidade padrão para uma conversa individual com os colaboradores do consultório. A dica da especialista é a realização de reuniões mensais, com uma lista de ações e objetivos a serem validados. “É preciso verificar se foi feito dentro do prazo e com qualidade, ou seja, se o colaborador obteve

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100% de aproveitamento. Caso isso não tenha ocorrido, é preciso identificar porque não foi feito e se houve algum problema no desenvolvimento do funcionário”, detalha. Há muitas técnicas e modelos que orientam esse papo. Mas o professor Picchiai garante: não existe uma receita de bolo, pronta e universal. É a vivência que faz essa relação de confiança e reciprocidade se desenvolver. No geral, deve-se partir dos pontos positivos, passar pelos negativos e fechar a conversa com sugestões também positivas. Isso, para gerar motivação ao funcionário. Sandra explica que há três erros muito comuns no processo de feedback: o primeiro é ir à reunião sem se preparar com evidências; o segundo é não seguir a ordem de informações (fechamen-

to do ciclo com pontos positivos); e o terceiro é o uso excessivo da palavra você. “Por exemplo, se o médico pede um relatório diário da relação de pacientes que compareceram ao consultório. Em um dia, o responsável esquece um nome. Depois, isso se repete... A maneira mais adequada de falar é ‘estamos aqui, porque há um erro no relatório’ e não ‘você entregou a lista com erro’. Isso ajuda a não levar a correção para o lado pessoal”, informa. Também é válido buscar informações em cursos especializados de gestão hospitalar. O médico precisa participar e desenvolver questões de relacionamento interpessoal, liderança, comportamento organizacional, gestão de pessoas, entre outras. Afinal, sua clínica é uma empresa.

Técnica do Sanduíche Alvo de muitos estudos na área de gestão de pessoas, a “Técnica do Sanduíche” envolve três principais passos, em alusão ao formato do lanche. “A parte desconfortável – destinada a falar do comportamento – é o recheio. As fatias dos pães representam a confiança na mudança desse comportamento”, explica o consultor Eduardo Shinyashiki. » Primeiro fale das coisas boas da pessoa, daquilo que ela é realmente. Enfatize as características e valores. » O segundo ponto é o comportamento. É nessa etapa que entram os apontamentos dos erros. É a hora de dizer: “Em determinado momento, você teve uma atitude impessoal com o paciente ao agir de tal forma”. » A etapa conclusiva é a do direcionamento e motivação para o funcionário.

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Opinião

A importância do treinamento das secretárias Olá, Doutor! Você já parou para pensar o quanto é importante treinar adequadamente suas secretárias? As secretárias são consideradas um dos cartões de visita de nosso consultório, sendo um dos primeiros profissionais com quem o paciente tem contato em um serviço de saúde. Por isso, é fundamental que cause uma primeira impressão positiva para, dessa forma, alcançarmos a satisfação de nosso paciente.

Dr. Bruno Rossini Mestre em Otorrinolaringologia pela Escola Paulista de Medicina Fundador do Eleva Saúde (www.facebook. com/ElevaSaude)

Como líderes de uma equipe, mesmo que de uma pessoa só, temos que conhecer suas necessidades e anseios, mantendo-a motivada, em desenvolvimento constante, inspirada e, acima de tudo, treinada para oferecer um atendimento de alto nível ao paciente. Dicas simples como esclarecer para todos da equipe qual é a missão, a visão e os valores do profissional ou da clínica, assim como deixar claro que o foco principal é atingir e, se possível, superar a expectativa do cliente, já podem produzir grandes resultados. Ter uma equipe de alto nível implica orientá-la sempre sobre como receber o paciente-cliente com um sorriso no rosto e demonstrar cortesia da melhor forma possível. Por exemplo, após fazer o cadastro para tornar a espera pela consulta mais confortável, é indicado oferecer água ou café, assim como acomodá-lo em um assento e indicar onde estão as revistas para seu entretenimento. Em relação à apresentação pessoal, mesmo que algumas orientações nos pareçam óbvias, elas devem ser educadamente transmitidas à equipe. Devemos orientá-la em relação ao uso de roupas adequadas, à necessidade do uso de uniformes em algumas situações, sobre a manutenção de uma boa higiene pessoal, sobre a inadequação do uso exagerado de perfumes, quanto ao desconforto causado pelo odor de cigarro e sobre o quanto a conservação dos dentes. Mascar chiclete durante o atendimento então, nem pensar!

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Devemos ainda orientar nossa equipe a evitar conversas inapropriadas na frente de pacientes e acompanhantes. É importante também não iniciar assuntos que possam ter um tom de fofoca ou gerar polêmicas como, por exemplo, problemas de saúde, religião, política, entre outros. Ter bom senso é fundamental. Vale lembrar que quase sempre o primeiro contato do paciente com sua clínica é por telefone. Oferecer treinamento para falar ao telefone, mostrando a importância de um cordial cumprimento e a forma correta de apresentar ao cliente seu currículo e serviços é uma regra importante. Em tempos de comunicação pela internet, é da mesma forma importantíssimo ensinar e criar junto com sua secretária mensagens padronizadas e regras simples de como escrever um bom e-mail. Nosso papel como motivador da equipe não deve ser esquecido. Fazer elogios faz parte dessa estratégia, lembrando que quando feitos em público, podem ganhar proporções maiores e produzir efeitos importantes. Por outro lado, as críticas construtivas são também importantes e por vezes necessárias, mas essas jamais devem ser feitas na frente de pacientes e acompanhantes. Para atingir um bom nível de atendimento, devemos planejar um treinamento curto periodicamente. Sugiro uma boa conversa de cerca de duas horas, com a equipe reunida, pelo menos a cada dois meses. Sempre durante o expediente ou mediante pagamento de hora extra. Vale aproveitar esses momentos para introduzir novos conceitos, firmar pontos importantes, dar e receber feedback da equipe. Um curso maior e bem estruturado pode ser oferecido a cada seis meses. Por fim, deixar claro qual a importância da equipe no processo de oferecimento de um atendimento de alto nível levará ao maior comprometimento de todos e uma maior chance de atingirmos nosso objetivo principal: o encantamento de nosso paciente-cliente! Bom treinamento e forte abraço a todos!

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Perfil

Dr. Nilvano em noite de autógrafos na Livraria Saraiva de Salvador

Admirador das palavras D Na medicina, ele encontrou a técnica; na poética, a inspiração. Entre a cirurgia e a literatura, Dr. Nilvano Andrade encontrou sua paixão.

Por Sheila Godoi

r. Nilvano Andrade é um admirador assumido. Admirador das palavras, da arte, da literatura e música. Médico otorrinolaringologista e biólogo por formação. Poeta e compositor por hobby. Ele fez da Bahia o enredo para o seu trabalho na medicina e nas artes.

Seguiu a otorrino ao se espelhar no pai, o também médico Dr. Otaviano Dorea de Andrade, e encontrou na mãe, a professora de música e piano Nildete Alves de Andrade, a inspiração necessária para imprimir no papel os próprios sentimentos. “Não tenho a menor dúvida que meu pai foi a minha base de sustentação na otorrinolaringologia. O fato de tê-lo na mesma especialidade favoreceu a transmissão e compartilhamento de vivências. Hoje, espero que

possa transmitir a meu filho, José Andrade, também otorrinolaringologista, o mesmo apoio que recebi durante os anos que meu pai esteve ao meu lado”, diz sobre a carreira médica. Já na literatura, Andrade conta que os primeiros versos foram registrados na adolescência. “Na época, havia uma grande mudança na apresentação da escrita. O poema contemporâneo deixava a forma canônica e passava a expressar o pensamento de sua geração e seus conflitos”, recorda. “Minha família, sempre me apoiou, mesmo vendo que tudo não passava de um rascunho diário poético”, afirma. As referências literárias se misturavam com a música e o resultado não poderia expressar outro sentimento, senão o de paixão por criar. Carlos Drummond

“Escolhi medicina porque trouxe para mim uma conjunção entre o trabalho humanista do médico e a arte da música de minha mãe”

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Perfil

“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve. Na dor lida sentem bem.” Fernando Pessoa citado por Nilvano Andrade de Andrade, Cecília Meireles, Rubem Braga, Fernando Pessoa, Jorge Amado, Ariano Suassuna... O contato com a produção de autores clássicos da literatura brasileira fizeram de Dr. Nilvano um poeta. Mas não foram os únicos. “A força da música dos Beatles, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil trouxe para o poema uma retroalimentação. Assim, por sua forma, o poema caminhava para a música”, descreve o médico. Desde 1981, Andrade já publicou cinco livros, todos associados a exposições de peças de arte e pinturas, com lançamento em escolas de artes plásticas, museus, shoppings, livrarias. A segunda edição do Canoa de Vidro, publicação mais recente, contou com a apresentação de um recital e música ao vivo, com letras de própria autoria, no Museu Rodin Bahia. Nesses anos todos, muita coisa mudou. O mundo ficou mais ágil e as pessoas foram cercadas de informações. Para acompanhar a evolução tecnológica, o escritor tratou logo de entrar nos meios digitais, ao disponibilizar uma versão gratuita de e-book para a App Store de seu último lançamento.

O trabalho é intenso no hospital...

Apesar de todo o tempo dedicado à produção artística, Dr. Nilvano Andrade mantém uma rotina intensa para as atividades médicas. E não é de hoje que ele se desdobra para cumprir a agenda profissional. “Fiz os dois cursos em paralelo. Me formei em biologia em 1980 e em medicina em 1982. Esta vivência me fez conhecer o ciclo biológico como um todo”, explica. A residência médica em otorrinolaringologia foi realizada no Hospital Ibirapuera, em São Paulo.

Além de atender em consultório particular, atua como coordenador do programa de residência medica e chefe do serviço de otorrinolaringologia do Hospital Santa Izabel - Santa Casa de Misericórdia da Bahia, é professor adjunto de ORL da Fundação para o Desenvolvimento das Ciências – Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e participa de atividades sociais na área de saúde. Quando presidente da Sociedade de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Estado da Bahia (SOESBA), recorda de um mutirão realizado na cidade de Porto Seguro. “Convidamos diversos serviços de otorrinolaringologia do país, que enviaram residentes para o atendimento à população carente. Em três meses, foram mais de 4 mil procedimentos, entre clínicos e cirúrgicos. No ano seguinte, realizamos um congresso a partir dos dados colhidos no mutirão. As dificuldades foram gigantescas.”

Momentos especiais » Concluiu o curso de medicina em 1982, pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, da Fundação Bahiana para Desenvolvimento das Ciências » Em 2005, foi empossado como presidente da Sociedade de Otorrinolaringologia e CCP do Estado da Bahia (SOESBA); » Dirigiu a Academia Brasileira de Rinologia entre 2009 e 2011; » Como reconhecimento do trabalho desenvolvido, em 2008, deu nome ao serviço da especialidade do Hospital Santa Izabel: Unidade de Otorrinolaringologia Nilvano Andrade

Recentemente, Dr. Nilvano também tem reservado um tempo para compor letras musicais. “Estou finalizando o terceiro CD, com músicas de diferentes estilos e interpretadas por diversos cantores de expressão nacional”, conta. E adianta que em breve terá novidades para apresentar: “Estou trabalhando em um livro que deve ter o título de ‘Verdes Azuis’”..

Ao lado de Aldo Stamm, inauguração da Unidade de ORL que leva seu nome, no Hospital Santa Izabel

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Perfil

O dia a dia exige perseverança. Na avaliação do médico, a otorrinolaringologia é uma especialidade, como tantas outras da medicina brasileira, em que é necessário vencer as dificuldade oferecidas, pela falta de planejamento, má gestão de recursos e uma política de saúde inadequada às demandas da população. “Hoje, a ORL brasileira é respeitada em todo o mundo. Exercer esta especialidade significa trabalhar com os principais órgãos dos sentidos e sistemas vitais do nosso organismo. Cada vez mais resoluta e avançada, na abordagem clínica e cirúrgica, a ORL tem acesso fronteiriço com diversas especialidades, gerando assim uma ação multidisciplinar”, analisa.

O otorrino em ação durante campanha da Sociedade Brasileira de Rinologia

“Seguir pensamentos como o do Saint-Exupéry – ‘As sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar’ – favorece o plantio de novos pensamentos que depois nascem como poemas. Logo as ‘paixões’ não são paralelas, mas apenas um exercício de plantar ideias e sentimentos”

Para ele, o maior desafio da carreira foi criar o primeiro programa de ORL da Bahia, implantado no serviço do Hospital Santa Izabel – Santa de Misericórdia Casa Bahia, em 1992. Depois, foi necessário ampliar o número de preceptores, implementar a sistematização do aprendizado da especialidade e gerar um espaço dentro do hospital para a construção de um centro de estudos e pesquisas. “Hoje com mais de 60 residentes formados nos 22 anos de programa, tenho orgulho de ter formado um grupo de jovens otorrinolaringologistas, preceptores, que formarão novos especialistas. Tenho certeza, que todas as nossas conquistas foram uma consequência deste primeiro desafio”, diz com satisfação.

Livros publicados São cinco as obras assinadas por Nilvano Andrade, todas misturando prosa e poesia: Cristãdor – 1981 Pássaro Silente – 1987 Olhos de prata – 1989 Canoa de vidro – 2007 Canoa de vidro 2ª edição – 2010 O que era apenas um diário poético adolescente se transformou em atividade de corpo e alma

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Título Especialista

Recorde de inscritos A prova de Título de Especialista terá 293 candidatos neste ano. Aumento de 20% em relação aos anos anteriores.

U

ma prova completamente reformulada, totalmente digital e em apenas um dia, assim será o exame teórico-prático para obtenção do Título de Especialista em Otorrinolaringologia a partir de 2014. O nível de excelência na confecção da prova nos últimos anos culminou numa procura recorde para o exame deste ano. São 293 inscritos, um aumento de até 20% em relação aos anos anteriores. “A residência em otorrino é muito disputada e o candidato que chega para a prova do título já passou por uma peneira natural, porque tem que ter feito residência ou estágio em serviço reconhecido pelo MEC ou pela ABORL ou, no mínimo, seis anos de experiência comprovada na especialidade. O aumento do número de candidatos reflete o crescimento da categoria e confere ainda mais importância à necessidade do título”, diz Dr. Leonardo Haddad, presidente da Comissão de Título de Especialista da ABORL-CCF.

Dr. Leonardo Haddad: candidato à prova do título já passou por uma peneira natural

O modelo digital do exame é um evidente ganho logístico que permitiu unificar o exame teórico e prático em apenas um dia (até 2013 eram dois dias de provas), garantindo economia e comodidade tanto aos candidatos quanto à comissão, que cede seu tempo voluntariamente. “Ao término da prova teórica, realizada de manhã,

o candidato sairá com suas respostas impressas. O gabarito oficial será publicado pouco tempo depois no site da ABORL-CCF, o que permitirá ao candidato conferir seu índice de acertos. Já a prova prática será corrigida exclusivamente pela comissão, conferindo mais agilidade ao processo”, explica Dr. Leonardo.

O candidato ao Título de Especialista tem que ter feito residência ou estágio em serviço reconhecido pelo MEC ou pela ABORL ou, no mínimo, seis anos de experiência comprovada na especialidade.

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Título de Especialista

Ao término da prova teórica o candidato sairá com suas respostas impressas. O gabarito oficial será publicado pouco tempo depois no site da ABORL-CCF

A prova te��rica terá 100 questões e quatro horas de duração. Os candidatos podem responder as questões em qualquer ordem e modificar suas respostas até o limite de tempo do exame, quando a prova será encerrada automaticamente. Já para a prova prática será destinada uma hora, na qual as questões serão apresentadas se-

quencialmente na tela do computador sem a possibilidade de o candidato voltar às questões anteriores para responder, corrigir ou acrescentar respostas. Os gabaritos oficiais finais e a relação dos aprovados serão divulgados a partir de 16 de abril de 2014, no site da Associação: www.aborlccf.org.br.

Manual do candidato: dicas preciosas para um dia importante! » A Comissão de Título de Especialistas recomenda que o candidato vá ao local da prova de táxi ou

transporte público. O estacionamento abre apenas às 7h30, não é subsidiado, e o excesso de carros para manobrar pode acarretar atraso para o candidato.

» A prova teórica começará impreterivelmente às 8h30. A comissão de Título de Especialista solicita que o candidato esteja no local até as 8 horas, munido de CRM e RG.

» A prova prática terá início pontualmente às 15h, e os candidatos devem se apresentar até as 14h30. » O crachá de identificação será retirado no local. » As canetas serão fornecidas exclusivamente pela Comissão de Título de Especialista. » As salas de exames precisam estar refrigeradas por causa dos equipamentos. Recomenda-se levar um agasalho.

» Evite levar bolsas grandes e mochilas, pois o espaço na chapelaria é limitado e não será permitida a entrada na sala de exames.

» Será fornecida água, barra de cereais e chocolate durante a prova teórica. Não é necessário levar

lanche. A ABORL-CCF fornecerá o almoço e não será permitida a entrada de alimentos e bebidas na sala de exames da prova teórica.

» Por se tratar de um modelo novo de exame, a Comissão de Título encaminhará com antecedência, uma breve apresentação, via e-mail, a cada candidato, explicando a dinâmica da prova.

Serviço: Data: 22 de março de 2014 Horário: 8 horas

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Local: Centro Fecomércio de Eventos Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 1º andar – Bela Vista

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Prova de R1 e R2

Avaliação objetiva As provas de R1/E1 e R2/E2, que aconteceram em fevereiro, sofreram mudanças e agora estão mais curtas e objetivas. Por Sheila Godoi

M

ais de quatrocentos residentes e especializandos participaram, em fevereiro, da prova de avaliação de R1 e R2, que acontece anualmente para médicos que estejam no primeiro ou segundo ano de residência em otorrinolaringologia. A novidade deste ano foi a redução no número de questões, que caíram de cem para 80. De acordo com o presidente da Comissão de Título de Especialista, Dr. Leonardo Haddad, a meta era tornar a ava-

liação mais objetiva. “A prova ficou mais rápida e enxuta. Com isso, eliminamos muitas dúvidas dos candidatos”, informa. A comissão é responsável pela elaboração do teste, que começa a ser preparado com um ano de antecedência. “Apesar de não ter o mesmo formato que a prova de Título de Especialista, esse teste tem questões semelhantes. Assim, conseguimos fazer com os candidatos saibam quais são suas próprias deficiências e a sociedade identifique as deficiências dos serviços”, detalha Haddad. A prova foi realizada nas cidades de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Do total de especializandos inscritos, quase metade realizou o exame na capital paulista. Veja o que disseram alguns candidatos que passaram pela avaliação:

“Achei a prova boa e com dificuldade média. O nosso serviço tem foco direcionado à teoria e nos prepara bem”, Dr. Luan Amaral Moletta, R1, da Fundação do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). “Costumo estudar todos os dias desde a faculdade. No serviço, temos três provas por ano e seminário toda terça-feira. Achei a prova de R2 mais fácil que a de R1”, Dr. Frederico Santos, R2, da Othorinus, em São Paulo (SP). “A avaliação estava dentro das minhas expectativas. Foi um exame bastante sucinto e objetivo”, Dra. Raíssa Ferreira Gonçalves, R1, da Faculdade de Medicina do ABC, de Santo André (SP). “A prova foi bem objetiva. Em Brasília, participo do Reune, uma parceria entre alguns serviços para a realização de atividades científicas. Isso contribuiu muito”, Dra. Juliana Pontes, R1, do Hospital das Forças Armadas, em Brasília (DF).

Créditos futuros As provas de residentes também somam pontos na nota da prova de Título de Especialista. A regra funciona assim: R1/E1: 50% de aproveitamento = 0,2 pontos R2/E2: 70% de aproveitamento = 0,2 pontos

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Campanha da Voz

ABLV se prepara para o Dia Mundial da Voz Consagrada, campanha chega à 16ª edição com foco para os cuidados necessários ao diagnóstico precoce do câncer de laringe. Por Sheila Godoi

O

ex-presidente Lula, o astro hollywoodiano Michael Douglas e até o ex-Beatle George Harrison, entre outros nomes... Não são poucos os casos de câncer de laringe no mundo. Só no Brasil, são estimados cerca de oito mil novos casos da doença por ano, uma das mais altas taxas de incidência, de acordo com Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Apesar do número alarmante, a expectativa é positiva, na avaliação do especialista e presidente da Associação Brasileira de Laringologia e Voz, Dr. Antonio Lobo. “A boa notícia é que a incidência tem diminuído nos últimos 20 anos e admite-se que o esclarecimento da população, por meio de campanhas, tem contribuído de forma substancial para que isso ocorra”, informa. Projetos de conscientização têm colaborado de forma significativa para o diagnóstico precoce e a consequente redução na taxa de incidência de câncer de garganta no país. Não é a toa que, neste ano, será comemorada a 16º edição da Campanha Nacional da Voz, data já consagrada para ações de prevenção a doenças relacionadas à voz e à laringe. Desde 1999, o projeto vem ganhando espaço entre a população e a grande imprensa por sua relevância na educação para a saúde. E em 2003, ganhou ares internacionais, com a instituição do Dia Mundial da Voz. A data reservada para as ações educativas é 16 de abril. Esse é um dos projetos

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mais importantes na área que ganhou notoriedade fora do país, segundo o coordenador nacional da campanha, Dr. Gustavo Korn. “Por meio de ações de orientação e conscientização, a Campanha da Voz promove um processo de sensibilização em relação aos cuidados com a voz. A iniciativa tem por finalidade reforçar essa mensagem constantemente. A cada ano, nossa campanha é um tijolo na grande construção que estamos desenvolvendo”, compara. Os médicos podem colaborar informando-se e transmitindo conhecimentos sobre o projeto no próprio consultório, nos serviços em que trabalham, em campanhas, quando solicitado na mídia, etc. “O Dia Mundial da Voz é um lembrete para ações que o médico já assume na sua rotina profissional diária”, pontua Lobo.

Leia no BJORL, volume 79, editorial assinado pelo Dr. Gustavo Korn sobre os resultados de ações da Campanha Nacional da Voz.

Programação Uma série de ações para a divulgação está programada para os 16 anos da campanha, entre elas: troca de experiências relativas ao Dia Mundial da Voz com sociedades internacionais; divulgação para sociedades de ORL estaduais, serviços e hospitais que atuem na área da laringologia e cirurgia de cabeça e pescoço, estimulando o desenvolvimento de ações locais; difusão do evento para outras entidades que congregam profissionais da voz como cantores, atores, locutores, radialistas, etc. A ABLV estuda, atualmente, a exposição de um inflável gigante em formato de laringe para visitação do público: “Nosso projeto prevê ainda a atualização do material de divulgação disponibilizado no site da Academia e a viabilidade de associar a exposição a um evento artístico que possa adquirir projeção na mídia e, assim, atingir um maior número de pessoas”, diz Dr. Antonio Lobo.

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Four Otology

Em abril tem o Four Otology. Não perca! O evento chega à sua 16ª edição com importantes debates sobre o avanço da especialidade e palestrantes estrangeiros renomados. Por Sheila Godoi

Dr. Paulo Lazarini, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia

Dr. Marcelo Tepedino, presidente da comissão científica do Four Otology

Serviço:

A

contecerá em Salvador, de 10 a 12 de abril, a 16ª edição do Four Otology, o tradicional encontro científico da Sociedade Brasileira de Otologia. A escolha pela capital baiana tem um motivo especial: é a terra do homenageado desta edição, Dr. Hélio Lessa. “O nosso querido professor foi presença constante nas atividades da SBO e a presidiu no ano de 1993. Com seu carisma, cordialidade e características agregadoras, foi a pessoa que representou melhor a Bahia durante tantos anos na otologia brasileira, declara Dr. Paulo Lazarini, presidente da SBO e do Four Otology, Esta edição conta com uma grade bastante diversificada. Na presidência da comissão científica do evento, Dr. Marcelo Tepedino explica a abrangência dos temas, passando pelas cirurgias dos ouvidos externo e médio, que acontecem cotidianamente, até os implantes cocleares, cuja procura cresce exponencialmente. A otologia permite hoje que, por meio dos implantes cocleares e de tronco cerebral, pessoas completamente surdas possam voltar a escutar. A especialidade tem o principal papel de melhorar a qualidade de vida das pessoas”, afirma.

Convidados internacionais

Neste ano, o Four Otology traz prestigiados convidados internacionais que devem contribuir para o enriquecimento científico de todos os presentes.

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Dr. Bruno Gantz, professor e chefe do Departamento de ORL da Universidade de Iowa

Data: 10 a 12 de abril Local: Bahia Othon Palace Hotel – Av. Oceânica, 2294 Salvador/BA

Dr. Vincent Darrouzet, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia no Hospital Universitário de Bordeaux

Dr. Thomas Lenarz, diretor da Clinica Otorrinolaringológica da Escola de Medicina de Hannover

Dr. Bruce J. Gantz, professor e chefe do Departamento de ORL da Universidade de Iowa (EUA), recebe brasileiros em busca dos cursos organizados por sua instituição há mais de 20 anos. Atuante pesquisador e cirurgião, ele falará sobre implantes cocleares híbridos, preservação da audição em cirurgia do schawannoma vestibular e reconstrução em timpanomastoidectomias, além de participar de mesa-redonda sobre paralisia facial. Já o Dr. Thomas Lenarz, diretor da Clinica Otorrinolaringológica da Escola de Medicina de Hannover (Alemanha), é bastante conhecido em todo o mundo por sua intensa atuação na especialidade, divulgando a cirurgia otológica e da base do crânio em cursos transmitidos via internet. Comanda um grupo de 35 especialistas em Hannover e sua área de atuação é o diagnóstico e tratamento da deficiência auditiva. Sua palestra vai se basear na atualização em implantes cocleares; implantes de orelha média e de tronco encefálico

www.sbotologia.com.br/ fourotology

além de participar de uma mesa-redonda sobre deficiência auditiva sensório-neural. O evento terá ainda a presença do Dr. Vincent Darrouzet, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia - Departamento de Cirurgia da Base do Crânio no Hospital Universitário de Bordeaux . Expert em otoneurocirurgia esteve no Brasil no passado e é lembrado por suas excelentes apresentações. Para o Four Otology, ele irá apresentar temas como a deiscência de canal semicircular superior; acesso retrolabiríntico em tumores de fossa posterior e novo método para diagnóstico da Doença de Meniere. Segundo Dr. Paulo Lazarini, todos estes nomes são líderes em suas áreas de pesquisa e trarão um grande diferencial ao evento. “Conseguimos trazer convidados do Brasil e do exterior, o que vai contribuir muito com o avanço da especialidade. Por isso, contamos com a presença de todos os colegas, convida Dr. Tepedino.

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Congresso On-line

Educação à distância Em sua terceira edição, Congresso OnLine traz convidados internacionais, discussão de casos e debates.

Serviço: 3º Congresso On-Line 5 de abril, das 8h às 12h45 Inscrições até 28 de março Sócios – R$ 75,00 Não Sócios – R$ 200,00

www.aborlccf.org.br/3congressoonline

A

contece em 5 de abril a terceira edição do Congresso On-Line, iniciativa da Comissão de Educação Médica Continuada. As inscrições estão abertas até 28 de março e podem ser feitas pelo site da Associação. Os inscritos receberão um link com login e senha exclusivos para o evento que darão acesso às três salas de onde vão acontecer as sessões. O conteúdo das aulas também ficará disponível, apenas para inscritos, para futuras consultas. O evento foi organizado com o propósito de fornecer educação à distância de qualidade com conteúdo de alto nível. Mas também atende a uma necessidade institucional, a de aproximar as Academias dos departamentos da ABORL-CCF. “O presidente de cada Academia indicou seu tema, os debatedores e os convidados internacionais que participarão dos debates remotamente. Teremos

um convidado dos Estados Unidos para falar sobre Surdez na Infância, outro de Portugal, que vai debater Otite Média Crônica e Disfonia no Adulto”, explica Dr. Renato Roithmann, presidente da Comissão de Educação Médica Continuada. O presidente do Congresso On-Line, Dr. Felippe Félix, está entusiasmado com o interesse e adesão dos associados, e avisa: “teremos novidade”, Além das discussões de casos, o congresso trará a sessão “Gestão de Consultório Médico: honorários e processos de serviços. “Este tema é muito útil ao jovem otorrino que está iniciando carreira e também aos mais antigos para checarem se sua estrutura de trabalho está adequada”. As sessões terão início às 8h15 nas três salas, cada um com um tema e um grupo de debatedores específico. As mesas redondas serão totalmente práticas, permitindo ampla discussão de casos clínicos do cotidiano da otorrinolaringologia.

Veja abaixo a programação do 3º Congresso On-line Horário

8h

8h15 - 9h30

9h30 - 10h45

10h45 - 11h15

11h15 - 12h30

Sala 1

Otite Média Crônica

Labirintopatias

Simpósio Satélite 1

Surdez na infância

Sala 2

IVAS de repetição na infância

Disfonia no Adulto

Simpósio Satélite 2

Rinossinusite Aguda e Crônica: tratamento

Simpósio Satélite 3

Gestão de consultório médico: honorários e processos de serviços

Abertura

Sala 3

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Ronco e Apneia do Sono

Rinoplastia

12h30 - 12h45

Encerramento

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TRATADO DE

O to R ino L aringologia e Cirurgia CĂŠrvicofacial

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HumORL

A perícia e o crente

O

colega Alberto Nudelmann, referência em otorrinolaringologia ocupacional, era assistente técnico em uma perícia que envolvia a especialidade e foi assisti-la no consultório de um colega designado como perito. Eram amigos e, por longo tempo, atuaram juntos nesta área legal. O caso era bastante comum – funcionário de uma grande empresa alegava que ficara surdo em razão do ruído permanente e altamente irritante existente no local onde trabalhara por vários anos. Na posição de assistente técnico, a função de Alberto era comprovar a existência de concausas capazes de, se não afastar por definitivo o diagnóstico de Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR), pelo menos obter o beneplácito da dúvida e dividir os encargos alegando a presença de fatores extra-ocupacionais igualmente causadores da redução da audição.

A perícia obedece regras quanto ao preenchimento de dados importantes tais como cabeçalho, nome, idade, sexo, endereço residencial, função, tempo exercido, ambiente de trabalho, etc., etc. A seguir, faz-se a avaliação otorrinolaringológica propriamente dita, constando de um exame básico e de uma anamnese dirigida para as questões técnicas – doenças contemporâneas, fumo, álcool, outras drogas. E assim por diante. As respostas, invariavelmente, eram negativas – não tinha doenças, não usava drogas e, salvo pela surdez, estava em gozo de perfeita saúde. Deitava e rolava. Tomava conta do ambiente, tanto que, quando chegou ao tabaco, acrescentou orgulhoso:

42 | Revista VOX OTORRINO

José Seligman

– Não fumo, sou evangélico! O perito, aborrecido com o reduzido tempo disponível para a perícia, já ia passando adiante quando Nudelmann, respeitosamente, solicitou permissão para fazer uma pergunta. Autorizado ele questionou: – E antes de receber Jesus o senhor fumava? O funcionário acusou o golpe. Olhou sério, respirou fundo e disse: – O senhor invocou o nome de Jesus. Neste caso não posso mentir. Antes de ser crente eu fumava e bebia muito. O perito, espantando com a reposta, acrescentou: – Quer dizer que era pinguço? – Não chegava a tanto mas, no mínimo, tomava um liso de cana por dia. Ah, e fumava duas carteiras de cigarro. Deu-se conta então da presença de Nudelmann, não um reles coadjuvante sentado ao seu lado mas, sim, um importante protagonista naquele evento. Virou-se para o examinador e perguntou: – Quem é este cidadão que invoca Jesus numa questão médica? O perito não deixou por menos: – Que impressionante, o senhor nunca ouviu falar do Pastor Alberto? Que falta de sorte! O entrevistado jamais ouvira falar daquele religioso.

janeiro / fevereiro 2014 | www.aborlccf.org.br


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Revista Vox Otorrino - Nº 139