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Distrito Federal Publicação da Associação Brasileira de Odontologia - Setembro/2010 - Edição 42

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Inspeção aponta irregularidades no Programa Dentista na Escola

rcam o aniv ersário da ABO-DF

Entrevista: Pedro de Alcântara fala sobre os desafios da saúde bucal

Diminuição das desigualdades gera oportunidades no mercado


Editorial

ABO-DF trabalha pela valorização do cirurgião-dentista em várias frentes

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aros colegas, tenho tido a honra de trabalhar em prol da Odontologia ao lado de amigos. Pessoas abnegadas que dedicam uma parcela considerável de seu tempo a nossa profissão, em defesa de nossas causas, pelo associativismo responsável, sendo membros ou não de nossa diretoria. Trabalho esse desempenhado sem qualquer benefício. A conduta, independe dos cargos que ocupamos ou que venhamos a ocupar, é o reflexo do caráter que se traz de berço. Entretanto, nem sempre essa é a prática, pois ao contrário do que alimentamos e valorizamos na ABO-DF, observo a pequenez de algumas ações do ser humano que não visa outra coisa senão seu próprio beneplácito ou dos seus mais próximos. Assim, rogo a todos para que tenham muita luz no pleito que se aproxima para a melhor escolha. Nesses cinquenta e dois anos de ABO-DF, muito se tem feito pela Odontologia do Distrito Federal valorizando o cirurgião-dentista e promovendo melhores condições de saúde bucal à população, e todos que, pela associação passaram, deixaram sua parcela de contribuição. A eles nossa singela homenagem, pois são inúmeras as frentes de atuação da Associação. Vamos a elas. No campo científico, pelo incentivo na disseminação do conhecimento técnico científico por meio da escola, a UniABO-DF trabalha com uma das melhores equipes de professores, constituída de doutores e mestres, na maioria, em suas áreas de atuação. Com isso, o cirurgião-dentista estará mais preparado para oferecer uma Odontologia digna, atualizada e qualificada para as necessidades e exigências da população. Na esfera política, a ABO-DF não fica atrás. Sua atuação hoje é referência em todo país. Estamos presentes nos poderes constituídos, trabalhando com as demais células da rede ABO, com o Conselho Regional de Odontologia e o Sindicato de Odontologia do Distrito Federal. Uma luta que busca melhores condições de trabalho para os profissionais da Odontologia e na cobrança da responsabilidade de nossos governos em promover a saúde bucal da população dentro dos princípios da acessibilidade, qualidade e igualdade. Socialmente, a ABO-DF tem duas frentes de ação. A primeira o atendimento comunitário do projeto ABO na Comunidade que atende, anualmente, cerca de 2 mil crianças carentes de 14 instituições cadastradas pelo projeto. A segunda, voltada aos nossos associados, pautando suas ações com o intuito de propiciar ao associado a integração da classe, possibilidade perseguida em nossos happy hours, nossas festas e confraternizações, na maioria das vezes, realizadas em nossa própria área social, sempre em um ambiente agradável e aprazível. Venham nos visitar, a ABO-DF é nossa casa. Agora trazemos até você mais uma edição de nossa revista com informações sobre o que acontece nos bastidores da Odontologia, matérias das ações de nossa entidade representativa e artigos focados em atualidades de nosso dia a dia. Tenham uma boa leitura.



Dr. Hamilton Melo Presidente da ABO-DF

Revista ABO/DF | Setembro/2010

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Sumário Diminuição da desigualdade de renda ........................................................................................... 06 Artigo: relacionamento no trabalho ................................................................................................ 08 Dentista na Escola é tema de denúncia ........................................................................................... 09 ABO Política ........................................................................................................................................ 10 Capacitação para empresário ........................................................................................................... 12 Saúde bucal: um direito de todos .................................................................................................... 14 Direito garantido para pacientes especiais ..................................................................................... 18 Memorial da Odontologia com Hosana Garcez Moreira ............................................................. 20 ABO-DF nas universidades .............................................................................................................. 26 Mulheres são maioria na Odontologia............................................................................................ 27 CRO-DF: um leme de navegação ..................................................................................................... 30 Dentista em Destaque: Paulo Sérgio Guimarães ........................................................................... 32 ABO Taguatinga: modernas instalações ......................................................................................... 33 52 anos da ABO-DF............................................................................................................................ 34 XIV CIO-DF:diferenciais competitivos ........................................................................................... 38 Movimento internacional contra a cárie ......................................................................................... 40 ABO Nacional: gigante para o País ................................................................................................. 42

Informativo da Associação Brasileira de Odontologia - Seção - DF SGAS 616. Lote 115 – Cep: 70200 - 760 – Tel: (61) 3445.4800 Fax: (61)3445.4848 www.abo-df.org.br – abodf@abo-df.org.br DIRETORIA EXECUTIVA Hamilton de Souza Melo Presidente Marcelo Henrique de Negreiros Pinto Vice-Presidente Luciana Freitas Araújo Secretária Geral João Gilberto Barbosa Machado Tesoureiro Geral Pedro de Alcântara Bernardes Júnior 1º Tesoureiro CONSELHO FISCAL - MEMBROS EFETIVOS Adhemar Paolielo Freire Sebastião Viana Palhares Adriana de Andrade Nagatani CONSELHO FISCAL - MEMBROS SUPLENTES Ecy da Silva Almeida Sebastião Paulino Sales Samir Rezek COMISSÃO DE DEFESA DE CLASSE – EFETIVOS Orlando Ayrton de Toledo Maria das Graças B. de Queiroz Gerolin Larissa Ribeiro de Almeida Claudine Sousa Sáteles Carrijo

COMISSÃO DE DEFESA DE CLASSE – SUPLENTES Luciano Leal Duarte Delcides Caetano Pereira Neto Flávia Carneiro Nunes Danuza Gonçalves de Souza DIRETORIA DA UNIABO Sérgio de Freitas Pedrosa Ana Cristina Barreto Bezerra Laudimar Alves de Oliveira DIRETORIA SOCIAL Elen Alves Arruda Queiroz Maria das Graças Gerolim Josemar Bezerra de Sousa

PRODUÇÃO DE TEXTO Documenta Comunicação FOTOGRAFIA Banco de Imagens da ABO-DF e Pricila Peixoto ASSESSORIA JURÍDICA Acosta & Advogados Associados ESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE Serconta Contabilidade PROJETO GRÁFICO, CAPA E EDITORAÇÃO Evaldo Gomes de Abreu

DIRETOR DE ESPORTES Roberto Amaral

TIRAGEM 6000 exemplares

PRESIDENTE DO MEMORIAL DA ABO-DF Silvio Carneiro

IMPRESSÃO Gráfi ca e Editora Ideal - (61) 3344-2112

COORDENAÇÃO COMERCIAL E INFORMÁTICA José Aparecido Flor de Souza E-mail jose@cidoweb.com.br

*Não nos responsabilizamos por conceitos emitidos por artigos assinados

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Desigualdade Social

Diminuição da desigualdade de renda favorece a Classe C Ampliação do poder aquisitivo da população brasileira garante uma sociedade com mais barganha no mercado de consumo, mas o processo de justiça social é lento

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umento do poder aquisitivo aquece o sonho de consumo do brasileiro. E quem esta à frente desta tendência é a Classe C, que já representa metade da população brasileira. Pelo menos, 20,9 milhões de pessoas das classes D e E migraram para ela. “Isso porque a desigualdade de renda vem caindo desde 2001”, explica o economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri. Os dados da FGV com base na Pnad/IBGE apontam ainda que a Classe C representa maioria no mercado consumidor, com 68% de usuários de Internet; 67% utilizam cartão de crédito; e 34% dos alunos de escolas particulares pertencem a essa classe. O professor do Instituto de Economia da Unicamp, Waldir Pires, chega a classificar a Classe C, como a “vedete” da vez. Com disposição para consumir, o mercado reage positivamente. Nesta faixa, o preço é o critério de maior peso na hora da escolha. 84% pesquisam o preço antes de comprar. Neri explica que a diminuição da desigualdade pode ser compreendida com base em duas vertentes: o fim da recessão, a partir de 2003, e a ascensão de uma nova classe média. Isso não

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quer dizer que estamos no paraíso. “Poucos com muito ainda é uma realidade da sociedade brasileira”, constata.

Mercado Aquecido

Surfando na boa maré, o mercado aproveita para crescer em vários setores. É o caso das franquias. Vestuário, calçados e acessórios foram os que mais faturaram entre 2008 e 2009 no mercado, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Primeiro foi a

alimentação, depois roupas, calçados e acessórios. O desenvolvimento dos negócios envolvendo esses itens está diretamente relacionado com a melhoria das condições socioeconômicas do país. O sistema de franquias acompanha o ciclo virtuoso do mercado interno brasileiro nos últimos anos. De 1995 a 2009, o número de empreendimentos franqueadores saltou de 724 para 1.643, e as empresas franqueadas multiplicaram-se de 23.765 para 79.988. No mesmo período, o total do faturamento subiu de US$ 9,9, milhões para US$ 35,8 milhões. O cenário futuro aponta na direção de crescimento contínuo. Micro e pequenas empresas (MPE) de baixo custo e pequenos investimentos são a bola da vez

Clarissa Martinez: aumento do poder aquisitivo da população


César Augusto: as pessoas dão valor à saúde bucal

nesse mercado, composto por empresas franqueadoras e franqueadas. “Sem dúvida que as micro e pequenas empresas são alvo desse processo otimista”, acrescenta Marcelo Neri. O surgimento desta nova classe gera novos negócios e perspectivas reais.

atrasos

A desigualdade que ainda persiste é mais visível nas regiões Norte e Nordeste. Pires aponta que na área da saúde, a Classe C tem seus

direitos restritos, pois dependem da “rede pública deteriorada ou de planos de saúde baratos e precários”. Mais otimista, Marcelo Neri acredita que o futuro é ainda mais promissor, “se esse mesmo cenário for reproduzido nos próximos quatro anos, teremos a inserção de 36 milhões de pessoas no mercado consumidor”. A Classe C quer resgatar o tempo perdido e, além de consumir mais, corre para alcançar conhecimento. “Começam a surgir

cursos de inglês populares direcionados para atender esse novo aluno”, lembra Neri. Waldir Pires explica que as escolas públicas degradadas e as particulares, com mensalidades baixas, ainda são a principal opção dessas pessoas. “A ascensão para a classe superior significaria “melhores condições no mercado de trabalho e uma verdadeira revolução nos serviços públicos sociais”. Ao anunciar o Censo de 2010, o presidente do IBGE, em entrevista ao jornal Correio Braziliense (edição de 01/08/2010), releva que as pesquisas irão apresentar um país mais rico, mas socialmente injusto, “economicamente, o país é muito mais parecido com o Primeiro Mundo do que socialmente. Até pelo passado geracional. A taxa de analfabetismo ainda alta e a distribuição de renda são exemplos. Isso mostra que não basta progredir economicamente”, afirma.

Reflexo nos consultórios Quando a situação está difícil, a saúde da boca é deixada para depois. Essa máxima vem perdendo espaço com o equilíbrio econômico. Os bons ventos também são sentidos pelos cirurgiões-dentistas. O implantodontista César Augusto que, hoje, cursa especialização em prótese, na ABODF, acredita que as pessoas estão mais conscientes sobre a importância da saúde bucal. “De um modo geral, há uma busca maior pela Odontologia Estética, mas a partir do momento que o paciente vem ao consultório é possível também tratar os outros problemas que podem estar por trás do desejo de um dente mais branco”, esclarece. A colega de curso Clarissa Martinez, formada

pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, concorda com a afirmação. “Penso que as pessoas estão ganhando melhor e isso está sendo bom também para a Odontologia, pois elas estão preocupadas com a saúde bucal. Quem vem atrás de clarear os dentes, acaba fazendo também a manutenção e reparos”, explica. César acrescenta ainda que para quem trabalha com convênio as mudanças não são tão sensíveis, mas para os consultórios das cidades do Entorno, do Distrito Federal, o movimento das clínicas aumentou. “Trabalho com convênios de órgãos públicos, então, não há grandes impactos, diferente de quem atende as classes de menor poder aquisitivo”. Revista ABO/DF | Setembro/2010

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Artigo

Relacionamento no Trabalho: um desafio constante Por Frederico Porto

Médico, psiquiatra e nutrólogo

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o mundo moderno, a maior parte de nosso tempo acordado é dedicado ao trabalho, portanto os relacionamentos nessa área são fontes de grandes satisfações, mas também de intensos conflitos. O relacionamento no trabalho é diferente de qualquer outro, pois tem objetivos e metas a serem atingidos e por isso as relações têm uma chance muito grande de se tornarem patológicas. Entenda-se por patológicas relações onde as pessoas não são sinceras, têm interesses que não são colocados na mesa. Mas apesar destes interesses, pensamento e sentimentos não estarem expostos, eles influenciam tremendamente o dia a dia de uma organização. Para amenizar os problemas de relacionamento temos de primeiro, cada um, buscar ter consciência do que se passa dentro de si enquanto se relaciona, não estou dizendo que deva expressar tudo o que pensa, mas tem sim, de ter consciência do que se passa dentro de sua cabeça. Tendo esta consciência, vai facilitar lidar com os conflitos que certamente irão surgir. Um gestor também pode atu-

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Revista ABO/DF | Agosto/2010

Nós seres humanos somos seres gregários por natureza e, por isso passamos grande parte de nossa existência nos relacionando ar para amenizar os conflitos, pois quanto mais bem descrito for a estrutura de cargos, funções, níveis de autoridade e de responsabilidade,  assim como parâmetros de meritocracia,  mais maduras se tornam as relações. Uma estrutura organizacional que não possua esta descrição é uma sistema que favorece o surgimento de relacionamentos patológicos, é como disse

o psicólogo Abraham Maslow, “um soldado brilhante em um exército medíocre termina morto, mas um soldado medíocre em um exército brilhante termina condecorado”. Portanto compete a todos nós, nos tornar mais conscientes das nossas intenções, e pensamentos expressos é facilitar a criação de uma a estrutura que favoreça relações saudáveis.


PDE

Pouca efetividade do programa Dentista na Escola é tema de destaque no programa DFTV, da TV Globo, do dia 3 de setembro

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nspeção constatou que a metade dos R$ 24 milhões de reais do programa, de 2008 até hoje, foi destinada a produção de cartilha sobre saúde bucal. “A ABO-DF trabalha para que essas ilegalidades não ocorram, somos, junto com outras entidades de classe, um forte grupo de pressão. Exigimos do governo medidas urgentes, pois a população é a mais prejudicada”, reforça o presidente da ABO-DF, Hamilton Melo. A reportagem informa ainda que uma parcela menor, de R$ 9,6 milhões, foi para kits de higiene bucal. Os kit vinham em uma bolsa plástica, com uma escova de dentes, um creme dental, um fio dental e um gel evidenciador de placa bacteriana. Cada um custou R$ 13,82. Sem o gel evidenciador de placa, cada kit sairia por apenas R$ 2,94. “A utilização do gel precisa ser acompanhada de um profissional, pois não pode ser utilizado de forma aleatória, é necessária a orientação e explicação dos resultados obtidos após seu uso propiciando melhor compreensão dos pacientes e assim obter melhores índices de higiene bucal”, explica Hamilton. A reportagem relatou ainda que, em abril, o Sindicato dos Dentistas denunciou ao Ministério Público de Contas que a distribuição do gel evidenciador era inapropriada para a população.

De acordo com inspeção da Corregedoria Geral do GDF, apenas 4% foram atendidos pelo Dentista na Escola concurso

A situação ficou ainda mais complicada porque em 2008, o governo dispensou dentistas concursados e contratou o Sesc para administrar o programa. A promessa do governo era atender aos 505 mil estudantes da rede pública. Segundo a Secretaria de Educação, em um ano de contrato, o Programa Dentista na Escola atendeu 20 mil alunos. Apenas 4 % do total. O relatório da Corregedoria do DF sobre o Programa Dentista na Escola recomendou a suspensão imediata da compra de mais

de 1 milhão de kits de higiene bucal que ainda estava prevista. Nem tudo o que já foi comprado chegou a ser distribuído. Os auditores também pediram comprovação técnica da necessidade de compra do gel evidenciador. O contrato com o Sesc acabou e não foi renovado por causa das auditorias. Além disso, a maioria dos alunos não foi atendida e quem começou o tratamento, não terminou, relatou a reportagem.

Saúde bucal deve ser prioridade do governo do Distrito Federal Revista ABO/DF | Setembro/2010

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ABO Política

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Dentista nisHiMura

migas(os) e colegas Cirurgiões-Dentistas. 2010 poderá ser a única chance de elegermos um Dentista. ESTE É O MOMENTO. Devemos estar em primeiro (1°) lugar dentre os 48 candidatos do PV. O Partido Verde (PV) está só, sem coligação e com possibilidade de eleger Deputados Distritais. Repetindo, este é o momento único. Será muito difícil um CD terminar as próximas eleições entre o primeiro ou segundo lugar em um partido ou coligação, sempre haverá um deputado ou ex-deputado ou candidato financeiramente bem estruturado e/ou amparado por um segmento. Na eleição de 2006, terminamos entre os 37 primeiros lugares para Deputado Federal. Foi ótimo. CDs, tenham uma certeza: Estaremos com assessoria renomada e empenhada para escutar e trabalhar, no que for de interesse dos Cirurgiões-Dentistas e também outros pontos que o Cd, como cidadão, desejar. O que for de competência de um Deputado Distrital, dentro das propostas apresentadas pelos CDs, nós o faremos e o que for de competência Nacional o Partido Verde estará a disposição em nos representar com sua bancada Federal. Seremos o único Dentista do Brasil eleito, dentro do PV. Como CD, eu gostaria de rever tudo o que abrange Planos Odontológicos (no DF – PV/DF, no Brasil – PV/Nacional). Você gostaria de ser ouvido e participaria da implanta-

ção de políticas participativas para os Cirurgiões-Dentistas? Teremos uma ouvidoria específica para os CDs e assessores capacitados para percorre todos os consultórios e clínicas de Brasília. Vamos obter as informações que os CDs queiram expressar (Políticas Participativas). Isto é fundamental no processo Democrático. Saber escutar, captar as reivindicações e planejar ações para que os anseios sejam concretizados. Este é o dever do Poder Público e estamos amparados por Lei pra fazer. Aprendi como funciona o poder público trabalhando dentro dos Poderes, Executivo e Legislativo. Trabalhar em conjunto, Sociedade e Deputado (POLÍTICAS PARTICIPATIVAS,...) ou Deputado e os milhares de Servidores Públicos (MPDFT, TCDF, PF...) os resultados podem ser alcançados. Nem tudo depende de votação ou dos outros Deputados. Amparado pela Lei, o Deputado pode e deve exercer suas funções. Então vamos trabalhar.

Experiência Profissional: - Fui por várias vezes o representante da ABO-DF nas políticas nacionais (Senado, Câmara Federal, Ministérios) e acompanhei por anos dezenas de Projetos, de interesse do CD, nestas instituições,

ceiro para população de baixa renda e assistência odontoló-

- Cirurgião-Dentista e Especialista em Saúde Coletiva,

do da Bahia por quase 3 anos (Acompanhamento dentro do

- Diretor do Conselho Regional de Odontologia/DF, - Vice-Diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional (Pós-Graduação e Cursos Técnicos) – ABO/DF,

gica para crianças carentes. - Assessor Técnico da Representação do Governo do EstaPoder Executivo e Legislativo – área de trabalho: política e orçamento de interesse do Estado da Bahia). Envie um e-mail ( dentistanishimura@gmail.com ) marque

- Assessor de livre provimento da Câmara Legislativa/DF, por quase 02 anos.

uma reunião ou telefonem (9221-0888) que explico como

- Projetos sociais executados: Planejamento familiar e finan-

reais. Muito obrigado. Dentista Nishimura.

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iremos trabalhar para entregar à sociedade coisas concretas,


ABO Política

Dr. Marcus fala sobre suas prioridades para a odontologia

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ilho de uma professora primária e de um taxista, casado e pai de dois filhos. Paraibano de nascimento e há 22 anos brasiliense de coração. Cursou o ensino fundamental e médio em escolas públicas e formou-se em Medicina e Odontologia pela UFPB. Aprovado em Concurso Público da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Médico - CRM-DF 6440-8 - trabalha no HRAN, da Carreira Assistência na Secretaria de Educação do DF, e Cirurgião-Dentista CRO-DF 2501 com consultório no Conjunto Nacional desde 1990. Num trabalho voluntário, dirige uma equipe de médicos, dentistas e enfermeiros, prestando assistência à população carente do DF e entorno no Ônibus da Saúde. • Agora é a hora da renovação parlamentar, precisamos eleger um deputado distrital comprometido com a classe odontológica. Sem um representante na Câmara Legislativa, torna-se difícil alcançarmos objetivos como a melhoria nas condições de trabalho e a fixação de pisos salariais compatíveis com a dignidade da profissão. • Apoiarei as lutas para corrigir as injustiças na situação administrativa, funcional e a equiparação salarial entre os Cirurgiões-Dentista nas Secretarias de Saúde e na Secretaria de Educação do Distrito Federal por lei ou por decreto. Aprovados em Concursos Públicos Médicos e Dentistas. Isonomia salarial entre cirurgiõesdentistas e médicos. • A forma legítima de garantir a democratização do ingresso dos profissionais como servidores é por meio de concursos públicos nas secretarias de Saúde e de Educação para a contratação de profissionais de saúde bucal, Cirurgiões-Dentis-

tas (CDs), Técnicos em Saúde Bucal (TSBs) e em Equipamentos Odontológicos e Auxiliares em Saúde Bucal (ASBs). • A reparação da carência odontológica, na rede educacional com equipes de saúde Bucal para as 620 escolas gerando aproximadamente 2 mil vagas para a contratação de Cirurgiões-Dentista, Técnicos e Auxiliares em Saúde Bucal; aproximadamente o mesmo número de profissionais necessita a saúde (Secretaria de Saúde) do DF; • Obrigatoriedade da Inclusão de cirurgião-dentista e serviços odontológicos nas UTIs dos hospitais públicos e privados do DF; atendimento Odontológico a Pacientes Especiais em ambiente hospitalar. • Farei cumprir o direito constitucional de acesso universal da população aos serviços odontológicos, por meio da uma Política de Saúde Bucal voltada para todas as faixas etárias, e de implantar postos odontológicos em centros de saúde com atendimento clínico e atendimento emergencial funcionando 24 horas. Trabalhar pela implantação de um Piso Salarial de 8 mil Reais. • Lutarei pela convocação e contratação imediata dos concursados aprovados, estendendo a convocação para os Bioquimicos-Farmaceuticos, Assistentes Sociais, Psicólogos, Nutricionistas e médicos. Acabar com a cobrança injusta da taxa do lixo hospitalar; • Inclusão das clínicas odontológicas no Pró-DF; Melhorias na atual carga tributária abusiva e desumana que é imposta aos cirurgiões-dentistas. Revista ABO/DF | Setembro/2010

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Plano de Negócios

Newton Mauro (esquerda) ajudou ao empresário José Milson a modernizar sua empresa por meio do 'Agentes Locais de Inovação'

Empresários do Distrito Federal têm até o fim do ano para participar do Circuito Empreendedor Isabel Vilela

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mpresários e empreendedores que planejam começar seus próprios negócios têm até o fim do ano para participar do Circuito Empreendedor 2010. O programa do Sebrae no Distrito Federal oferece palestras, consultorias, oficinas e cursos gratuitos ou a preços acessíveis, para desenvolver habilidades gerenciais e comportamentais dos participantes. “A vantagem é que o empresário ou candidato pode montar seu próprio circuito, organizar ele mesmo seu fluxo de conhecimen-

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RP1 Comunicação - Agência Sebrae de Notícias

Interessados em oficinas, cursos e consultorias podem se programar para as atividades promovidas pelo Sebrae to”, explica o gerente da Unidade de Orientação Empresarial do Sebrae no Distrito Federal, Ary Ferreira Júnior. Por meio do telefone 0800 570 0800, os interessados podem conhecer a programação do Circuito e até agendar um atendimento gratuito de orientação sobre

quais atividades mais se adequam às suas necessidades. Para quem pensa em montar seu empreendimento, o Circuito oferece o Sebrae Próprio - Programa de Orientação ao Candidato a Empresário. São quatro módulos que preparam o participante para


planejar seu negócio. O primeiro deles, Portas Abertas, é gratuito, com turmas de junho a dezembro, em vários horários. Os demais módulos: Despertando o empresário; Coletando Informações; e Conhecendo seu negócio custam R$ 20 cada. “O circuito contribui para formar nossa visão, de enxergar como o negócio vai dar certo, se é esse ou aquele o caminho a tomar. Ajuda também a saber o que você quer buscar, principalmente para aquelas pessoas que nunca pensaram mesmo em ser empreendedoras”,



diz a empresária Ingrid Araujo Lima, de 28 anos, que participou da última edição do evento, em 2009.

OFICINAS GERENCIAIS

Empresários que querem incrementar seus empreendimentos também têm várias opções dentro da programação. Entre elas, as palestras gerenciais, que são gratuitas e abordam diferentes assuntos, como ‘Planejar é o segredo do sucesso’, ‘Invista no visual de sua loja’ e ‘Como conquistar e fidelizar seu

cliente’. Quem deseja se aprofundar no assunto pode participar das oficinas gerenciais e dos cursos, que têm maior duração. O Circuito Empreendedor oferece ainda a consultoria empresarial: visitas à empresa para avaliação das necessidades e implantação de procedimentos no local. Além do Sebraetec, que propõe soluções na área de tecnologia e inovação, e o Programa Sebrae para Empresas Avançadas, uma iniciativa que apóia o processo de crescimento dos empreendimentos já consolidados no mercado.

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Entrevista

Saúde Bucal deve ser um direito de todos

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Pedro de Alcântara: é preciso fazer mais pela saúde bucal

Como pode ser definida a saúde bucal ideal? Como parte de um contexto de saúde mais amplo, que define saúde como sendo o bem estar físico, psíquico e social do indivíduo, a Saúde Bucal (SB) ideal seria uma situação em que todos os órgãos e tecidos existentes na cavidade oral, participantes do processo digestivo dos alimentos, se encontrem em seu estado de higidez e funcionalidade completo. E, ainda, incluiríamos a saúde nutricional, bons hábitos de vida, condições de aquisição de alimentos e medicamentos apropria14

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om uma trajetória dedicada à Odontologia, o cirurgião-dentista Pedro de Alcântara Bernardes Júnior, formado pela Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas - Administração de Empresas GO e de Odontologia da UFGO, fala nesta entrevista sobre o dever do Estado de garantir o direito ao acesso universal da população à saúde bucal. Conhecedor profundo da realidade da Odontologia no Distrito Federal, por 15 anos, trabalhou como dentista concursado, no Gama, Sobradinho, Varjão, Paranoá, na Gerência de Perícia Medica-Odontológica. Ficou dez anos na Gerência do PISE e, há dois, ocupa a Gerência de Atenção a Saúde do Servidor. Ainda acumula o título de especialista em Saúde Bucal Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB). E desde o início do ano, exerce a função de diretor da ABO-DF.

dos, visitas regulares a especialistas para acompanhamento e orientações, intervenções quando necessárias bem como SB se referem à saúde integral de cada pessoa. Desse modo, estaríamos vivenciando transformações importantes para se atingir a SB ideal, e se houvesse o simples cumprimento do direito constitucional de acesso universal da população aos serviços odontológicos. Tal acesso precisa ser realizado por meio de uma Política de Saúde Bucal equitativa e democrática, voltada para todas as faixas etárias, com medi-

das preventivas e promocionais, com atendimento odontológico clínico nas diversas especialidades e, ainda, com atendimento emergencial 24 horas nas regiões administrativas do Distrito Federal. Revista ABO: Qual a situação da saúde bucal do Distrito Federal (DF) em relação às capitais brasileiras? Em meados dos anos 90, no DF, a promoção da saúde era desenvolvida principalmente por intermédio da Secretaria de Saúde (SES), do Programa Saúde na Famí-


lia (PSF), da Secretaria de Educação (SEE), com as ações do Programa Integrado de Saúde Escolar (PISE) e da Universidade de Brasília (UnB). Em avaliações na Região Administrativa do Paranoá, constatava-se um índice decrescente de cárie por ano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) projetava para o ano 2000 o CPO-D (número médio de dentes cariados, perdidos e obturados) ser 3.0, para o Brasil e, no DF, estávamos próximos à 2.2. Para o ano de 2010, estimávamos alcançar índice ainda melhor, bem abaixo desse, do início do século XXI, se as políticas de SB não fossem interrompidas, dentro das ações já implantadas. Ou seja, se tivesse havido o aprimoramento e a expansão do que havia. Contudo, em 2006 na propaganda política local, possivelmente a partir de interesses particulares de grupos e com o intuito de denegrir a nossa SB, foi apresentado um CPO-D equivocado, que o afirmava ser o 2º pior do Brasil. Em breve, saberemos com detalhes como se encontra, atualmente, a SB no DF. Afinal, a Secretaria de Saúde participou em 2010 do SBBRASIL - PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE BUCAL. Assim que os dados finais forem compilados, teremos indicadores epidemiológicos confiáveis para iniciar uma serie histórica e, por conseguinte, subsidiar políticas governamentais. Além disso, poderemos avaliar a condição de SB do DF em comparação aos demais estados. Revista ABO: O que o governo do DF tem feito para garantir a democratização da saúde bucal? No período de 1999 a 2006, foram intensas as ações de SB na Secretaria de Educação para os es

"É mesmo ampliar a infraestrutura e os recursos humanos dos serviços, porém de forma organizada e principalmente obedecendo aos princípios e diretrizes do SUS para a saúde bucal." colares através do PISE e muito pouco houve por meio da Secretaria de Saúde. No período de 2007 para cá, a Secretaria de Saúde está com a responsabilidade de atender a toda população e, ainda, incluir o atendimento dos escolares da Rede Pública aos Programas existentes, quando os alunos poderiam ser recebidos nos aproximadamente 90 consultórios ociosos da Secretaria de Educação e ter os benefícios decorrentes de ações educativas em SB. De 2007 a 2010, a Secretaria de Saúde passou por uma reestruturação geral de suas unidades de atendimento, tanto da atenção primária quanto da média complexidade; aquisição de 260 consultórios odontológicos para substituir os equipamentos simplificados e sucateados, bem como aquisição de equipamentos periféricos, instrumentais e materiais. Foram nomeados 107 cirurgiões-dentistas (devendo ser convocados mais vinte nos próximos dias), 143 Técnicos em Saúde Bucal e concedidas 40 horas para os servidores interessados. Todas estas medidas deram novo impulso para o serviço público em Saúde Bucal no DF, mas ainda é insuficiente e a população vem sofrendo danos irreparáveis, sendo que os 500 mil alunos da rede pública não foram atendidos satisfatoriamente. É mesmo importante ampliar a

infra-estrutura e os recursos humanos dos serviços, porém de forma organizada e principalmente obedecendo aos princípios e diretrizes do SUS para a SB. Por exemplo, as equipes de Saúde Bucal na estratégia da “saúde da família” podem ser ampliadas, aumentando simultaneamente as unidades especializadas para dar suporte às unidades básicas. Também, podem ser ampliados os laboratórios de prótese, uma vez que só existe um laboratório na rede pública de saúde. No caso específico dos escolares da rede pública, os trabalhos de Saúde Bucal na Secretaria de Educação foram interrompidos pela criação do Programa Dentista na Escola (PDE), no Governo Arruda, até sua extinção em junho de 2010. A SB na Secretaria de Educação era desenvolvida pelo PISE, em funcionamento desde 1977, que foi então desmantelado e quase nada foi oferecido em sua substituição. O PISE beneficiou, com recursos de aproximadamente 2 milhões de reais/ ano no intervalo de 2000 a 2006, milhares de alunos/ano, num momento que a Secretaria de Saúde estava praticamente paralisada por falta de equipamentos e material de consumo. Em contrapartida, o PDE, utilizou uma vultosa verba de aproximadamente R$ 24 milhões para atender apenas 4% dos 500 mil alunos em três anos e Revista ABO/DF | Setembro/2010

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Entrevista meio, o que é irrisório em relação aos resultados do PISE. Soma-se a isto o fato do PDE ter tentado implantar um atendimento de forma a terceirizar o serviço público. Tal situação é, portanto, contrária à universalização dos princípios da democracia e da institucionalidade presentes no SUS, deixando de corresponder a prerrogativas legais e constitucionais. Revista ABO: O que precisa ser avançado? É necessário o aumento do quadro de Recursos Humanos em Odontologia (Cirurgiões-Dentistas, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Técnicos em Manutenção de Equipamentos Odontológicos), com boas condições de trabalho e de estrutura física, tanto na Secretaria de Saúde como na Secretaria de Educação e demais instituições do GDF em que há a presença de profissionais de SB. Além disso, é necessária a implantação de um trabalho articulado e comprometido entre as secretarias. Na Secretaria de Saúde, particularmente, ainda deve ser feita a instalação dos últimos novos equipamentos nas unidades de saúde e funcionamento nos três turnos, bem como reforço nas equipes do PSF e demais programas de centros de especialidades, centros de saúde e hospitais, de acordo com o perfil epidemiológico da população. Quanto à Secretaria de Educação, por intermédio do PISE, deve-se atuar concentradamente na prevenção, sensibilizando e capacitando professores, realizando treinamentos, marcando presença nos eventos, motivando os auxiliares odontológicos e aumentando suas abrangências frente à popu16

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Pedro de Alcântara: dedicação ao crescimento e valorização profissional

"O trabalho de Saúde Bucal no DF deve ser ininterrupto, com a universalização do acesso para todos e com uma coordenação única entre equipes completas, possivelmente lideradas por parte da Secretaria de Saúde: CDs, técnicos em saúde bucal e auxiliares." lação, montando escovódromos, fazendo Ficha de Saúde Bucal com orientações de promoção de saúde como qualidade de vida – ou seja, o que pode ser melhorado incluindo auto-cuidados e o aproveitamento dos fatores dos ambientes já existentes - por exemplo, água e creme dental fluoretados. O trabalho de Saúde Bucal no DF deve ser ininterrupto, com a universalização do acesso para todos e com uma coordenação única entre equipes completas, possivelmente lideradas por parte da Secretaria de Saúde: CDs, Técnicos em Saúde Bucal e Auxiliares em Saúde Bucal, etc. Com um pequeno aumento no custo na formação dessas equipes completas, a produtividade seria duplicada. Como nada disso ainda é realidade, precisamos ter um programa

para os escolares a curto e médio prazos para desafogar a Secretaria de Saúde e para executar as medidas específicas de prevenção e promoção de SB voltadas às crianças e aos adolescentes. Desse modo, a SB no DF ainda deve ser desenvolvida por vários esforços integrados e parcerias, oriundos do SUS, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Centros de Saúde, CEOs, Unidades de Saúde da Família, demais instituições do GDF e mesmo da sociedade civil (ABO-Comunidade, Universidades, etc), articulando uma frente preventiva e promocional, reduzindo os casos de novas doenças (incidências) e abrindo o acesso a uma retaguarda curativa a toda a população, especialmente às crianças de 03 a 15 anos de idade.


ABO na Comunidade

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urante o mês de agosto o projeto “ABO na Comunidade” visitou as instituições Casa Azul, localizada em Samambaia, Tia Angelina no Varjão, o EDEN no Riacho Fundo I e a Casa Bandeirante no Paranoá. Todas as crianças das instituições receberam escova, participaram de escovação supervisionada com flúor e tiveram oportunidade de assistirem a um filme educativo, ‘Dr. Dentuço no Reino dos Dentes’.

Os tratamentos odontológicos das crianças vêm sendo realizados na clínica do projeto desde o início do ano. A Embaixada da Austrália, reconhecendo o trabalho que a ABO-DF executa junto a população carente do Distrito Federal, através do ‘Projeto ABO na Comunidade’, financiou um autoclave de barreira para sala de esterilização. Esta doação feita à ABO-DF possibilitará, uma maior velocidade

Crianças da instituição Casa Azul assistem a filme educativo

na quantidade de instrumentais a serem esterilizados beneficiando não só usuários da clínica do projeto mas como os das clínicas dos cursos. O coordenador geral do projeto, Dr. Josemar Bezerra de Sousa em conjunto com a Dra. Edi Sinedino de Oliveira Sousa, coordenadora das atividades clínicas e a Dra. Flávia Carneiro, responsável pelas visitas às instituições, estão organizando um dia de saúde e lazer a ser realizado no dia 21 de outubro para cerca de 200 crianças carentes. O evento será realizado no quiosque da ABO-DF.

Dr. Josemar Bezerra e a Dra. Flávia Carneiro visitam a instituição Tia Angelina

Evento reúne os remidos da ABO-DF As ações sociais da ABO-DF também são voltadas para os sócios remidos. No último dia 11 de setembro, houve um encontro marcado pela confraternização e boas conversas. Para quem está há muito tempo sem se ver, é sempre bom esses eventos, assim, quem é sócio da ABO-DF está sendo motivado a agregar amizade e boas experiências.

Remidos em evento realizado na sede da ABO-DF Revista ABO/DF | Setembro/2010

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Parceria

Pacientes especiais têm direito garantido na Portaria 1032

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m solenidade no Ministério da Saúde, em Brasília, foi apresentada a Portaria 1032, de 5 de maio de 2010, assinada pelo ministro José Gomes Temporão. O evento contou com a presença do Coordenador de Saúde Bucal, do governo Federal, Gilberto Pucca. Também participaram da solenidade representantes de outras entidades odontológicas, entre elas conselhos Federal e regionais de Odontologia e Associação Brasileira de Odontologia. A portaria institui a inclusão de procedimentos odontológicos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento, em ambiente hospitalar, às pessoas com necessidades especiais. Com isso os procedimentos odontológicos de alta complexidade realizados no SUS serão custeados pelo Ministério da Saúde. Na prática, isso significa que os gestores poderão pedir ressarcimento sobre despesas com a internação, anestesia e utilização de centro cirúrgico para o procedimento odontológico de alta complexidade. “É interessante observar que a Portaria não define, nem conceitua o que seja pacientes com necessidades especiais. Isso pode nos levar a crer que outros pacientes em estado de risco podem se beneficiar dessa determinação”, ressalta o presidente da ABO-DF, Hamilton Melo.

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Procedimentos odontológicos para pessoas com necessidades especiais são previstos na tabela do Sistema Único de Saúde

Solenidade no Ministério da Saúde reúne autoridades da Odontologia




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Memorial da Odontologia

Dr. Silvio Carneiro

Presidente do Memorial da Odontologia – ABO-DF Hosana Garcez Moreira e esposa, Raquel Ferraz de Moraes

¨Cada um de nos constrói a sua historia e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz¨ ( Almir Sater)

Bom humor e paixão pela vida são marcas do Cirurgião-Dentista Hosana Garcez Moreira, CRO-DF 573 O Memorial da Odontologia traz mais uma grande descoberta ao desvendar curiosidades sobre a vida do reconhecido profissional Hosana Garcez Moreira.

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A

energia e empolgação, típicas de um ariano, ajudaram o cirurgião- dentista Hosana Garcez Moreira a reinventar-se mais de uma vez ao longo de seus 60 anos. Os desafios começaram lá atrás, ainda menino. Filho de pais muito pobres, ele se apegou aos estudos para dar os primeiros passos em direção a novos horizontes. O garoto, filho amoroso e dedicado, sentia que estava destinado a contribuir de forma importante com a sociedade em que vivia, e sabia também que isso se daria através dos estudos. A mãe, Maria Júlia Garcez, (In Memorian), poetisa, cantora e professora, foi a responsável pelos primeiros ensinamentos que fizeram

Hosana sonhar mais longe. O pai, Ozias Alves Moreira, lavrador aposentado, exemplo de integridade e resiliência e amante de uma boa pescaria, completará 90 primaveras no próximo ano. Em 15 de abril de 1950, Hosana nascia em Itapací, estado de

Os filhos Luis Gustavo e Isabela (direita), a nora Isabela Nichelli e a neta Maria Clara


Goiás. Com bom humor, ele conta uma história que deve ter repetido muitas vezes ao longo de sua existência. “A cidade era tão pequena, que na época, quando pegava ônibus, ainda adolescente, tinha que esticar muito o braço para alcançar a corda e pedir parada, só que não dava tempo, e logo gritavam: ‘quer ficar em Itapací? Ah, itapassou...’”, lembra com um sorriso maroto no canto da boca. Hosana sabia então que as oportunidades de construir um futuro de possibilidades tamHosana Garcez Moreira e esposa, Raquel Ferraz de Moraes (sentados). De pé da esquerda bém passariam rápido e seria prepara direita: Isabela Nichetti (nora), Luís Gustavo, a neta Maria Clara, Isabela ciso aproveitá-las. A mãe poetisa tocava violão e era reconhecida como uma das autoridades da cidade. Hosana recorda que “naquela época o médico da cidade, o juiz e o professor tinham respeito e reconhecimento”, e continua, dizendo “minha mãe fazia parte deste grupo, mesmo sendo autodidata”. Dona Maria Júlia lecionava em uma casa de taipa para os filhos e crianças da comunidade. Era a Escola Rural Rio Vermelho. As duas irmãs mais velhas, Maria da Gloria e Terezinha Garcez, seguiram os passos da mãe e tornaViajando sem destino ram-se professoras de carreira em de moto pelo Brasil Goiás. A irmã mais nova, Stella com os amigos Maris é artista plástica, cozinheira 1955, em Itapaci (GO): profissional e também é formatura no Jardim da Infância protética no DF, admitindo a paixão do irmão pela Odontologia como tendo exercido forte influência nesta escolha. Em Itapací, houve dois momentos distintos: os primeiros anos da infância de Hosana foram divididos entre a zona urbana e rural daquela região, e então aos dez 1972: projeto ACISO como observador civil anos ingressou no Colé- na cidade de Xambioá 

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Da direita para esquerda: Luís Gustavo, com a esposa Isabela e a filha Maria Clara, Dr. Silvio Carneiro, Isabela, Dr. Hosana Garcez e esposa Raquel Ferraz

de tomar novos rumos e fazer escolhas. Para seu pai, Hosana já estava formado, mas o desejo de ir em frente era muito maior. Ele conta sobre um evento que marcou muito essa época de escolhas, em que “meu pai me deu uma caneta de dois lados – uma enxada – e explicou que essa era a ajuda que ele podia dar, e foi quando fiz minhas malas e fui embora para Goiânia”. Hosana sabia das limitações físicas e dos sacrifícios que teria que enfrentar ao sair do interior ainda adolescente, mas o chamado para a vida acadêmica e profissional era irresistível. Fez primeiro e segundo científico em Anápolis, em colégio estadual. Fez terceiro científico em Goiânia junto com um cursinho, da Universidade Federal de Goiás. “Lecionava química, biologia, física para sobreviver”. Foi aprovado na primeira tentativa para o vestibular de Odontologia. “A escolha foi outra particularidade, pois tinha me preparado para fazer Medicina, mas o conselho de meu pa-

gio Assunção, de origem francesa e conhecido como um dos melhores da região. “O Colégio possuía uma formação austera e ensinamentos católicos”. Hosana conta que Assunção era referência de ensino, um polo de educação, com ideias vanguardistas. “Já naquela época, levamos o Diário de Anne Frank para ser apresentado no teatro”. A formacao intercultural e progressista, alem da sólida formação familiar, ajudaram a sedimentar em

Hosana conta que outra referência fundamental em sua vida foi o movimento de escoteiro. “Participei do Grupo de Escoteiro São Domingos Sálvio, depois fui chefe dos lobinhos e segui em frente”. Quando terminou o ginásio em Itapací, em 1964, era momento

Formatura em Odontologia na UFGO, em dezembro de 1973

Dr. Hosana Garcez em salto de bungee Jump, 1996

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Hosana a necessidade de contribuir para a sociedade com sua vida e trabalho.

Mudança


drinho e amigo Silvino Rodrigues (In Memoriam), que me acolheu e ajudou no inicio desta experiência, mudou novamente a trajetória de minha vida, dessa vez definitivamente, um mês antes do vestibular. Em vista de nossas condições econômicas da época, tive de apresentar atestado de pobreza para participar das provas de seleção para o curso de Odontologia”. O resultado do vestibular foi outra emoção. Em torno do rádio de pilha com os familiares, Hosana escutava atentamente a voz do locutor que anunciava os classificados por ordem alfabética. “Só que o meu nome foi o último, por causa do requerimento de pobreza. No mesmo momento, fui aos extremos da tristeza e da alegria em questão de minutos, pois ao fim ele falou: e Hosana Moreira, aprovado. Foi um pulo só”, lembra. Neste, momento, Hosana pressentia que começava aí uma brilhante carreira, feita de paixão, sacrifício e dedicação.

Visionário

Na já UFGO, acadêmico de odontologia, deu seus primeiros passos na militância estudantil. “Considerava-me visionário para quem tinha vindo da minha realidade”. Logo começou a participar do movimento em Goiânia e, em 1971, foi eleito presidente do Diretório Acadêmico Horácio Wells, da Universidade Federal de Goiás. No ano seguinte, foi eleito para a diretoria do Diretório Central dos Estudantes, o DCE (1971 a 1973). “Era um período difícil, marcado por grande repressão política no Brasil, e atuar politicamente era uma atividade perigosa e, muitas vezes, clandestina, porém vital ao futuro 

da liberdade.” Hosana estava lá. Em 23 de dezembro de 1973, estava formado em Odontologia e logo em seguida obteve bolsa para fazer pós-graduação na Bélgica. “Estava pronto para viver essa nova experiência, mas neste mesmo período fui convocado pelas Forças Aéreas”. Era chegado o momento de prestar serviço a Pátria. Mais uma vez, a vida se encarregava de mudar os rumos. “Foi muito bom para mim, pois ajudou na minha formação integral e consolidou em mim a certeza de poder contribuir com o Brasil através de meu trabalho.” No dia 01 de janeiro de 1974, mudou-se para Brasília. “Entrei como oficial dentista. Viemos três: eu, Ricardo Gabriel, Miguel Ferreira da Silva. Três colegas de turma, de faculdade, de juventude, prontos para iniciar a vida adulta e a carreira na nova capital.” Hosana, Ricardo e Miguel montaram um consultório no Conjunto Nacional, sala 5.046. Os horários de trabalho eram revezados com a Base Aérea. Maria Salete de Lima, psicóloga, foi a primeira esposa e mãe dos três filhos de Hosana: Isabela (formada em Letras e professora de línguas estrangeiras na SEDF), Renata (formada em Ciência Política e professora na NJCU – EUA) e Luís Gustavo (o filho dentista, especialista em Implantodontia). Além de ser o herdeiro da vocação para a odontologia, Dr Luís é também pai da primeira netinha, Maria Clara Michetti Garcez, um aninho, atual maior paixão do vovô. As conquistas e metas não pararam. Já como presidente da ABO-DF, 1992/1994, fez pósgraduação em Reabilitação Oral. “Fechamos uma turma na própria

Dr. Hosana Garcez abraça a filha Renata que mora nos Estados Unidos

instituição”. Ainda em busca de sua formação integral, fez pós-graduação, em convênio com a UnB – Universidade de Brasília, em Saúde Coletiva. Há 36 anos mantém seu próprio consultório no Conjunto Nacional, clínica que tem hoje a felicidade de compartilhar com o filho caçula e a esposa. “Construí minha vida e criei meus filhos com os frutos da Odontologia, sou apaixonado pela minha profissão. Quando você abraça com carinho e se dedica ao crescimento da profissão para o bem de outros, as coisas acontecem naturalmente. Sou um profissional de sucesso.”

Política

A representação política sempre foi parte importante da sua vida. Isso foi reconhecido em 1994, quando foi convidado para ser candidato a Deputado Distrital. “Para mais uma vez reinventar a carreira preparei-me para o cargo, pois minha intenção era atuar junto à Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal. Então voltei a Universidade para estudar Revista ABO/DF | Setembro/2010

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Memorial da Odontologia Administração e me pós-graduei em Administração Hospitalar. Numa trajetória como essa, representando e sendo uma das vozes ativas da classe e dos colegas de profissão, você acaba se tornando um homem público, considero-me vitorioso, pois fui com o meu projeto até o final, só não fui eleito”.

cargos ocuPaDos

Foi presidente do Conselho Regional de Odontologia, de 1986 a 1988, e da Associação Brasileira de Odontologia do Distrito Federal, ABO, de 1992 a 1994. Foi membro da diretoria dessas entidades em diversas gestões. Presidiu a 1ª. Jornada Odontológica do Centro Oeste. Presidiu o 5º. Congresso Internacional de Odontologia do DF. Participou dos fóruns deliberativos da 8ª. E 9ª. Conferencia Nacional de Saúde. Participou da 1ª. E 2ª. Conferencia Nacional de Saúde Bucal, tendo sido secretario executivo da 2ª. Conferencia. Participou ativamente da subcomissão de saúde da Assembléia Nacional Constituinte como representante da categoria odontológica. Desde 1976, Dr. Hosana e membro da Grande Loja do Brasil “Maçonaria Universal”. De 1988 a 1994, foi membro do Conselho Deliberativo da Fundação Hospitalar do DF. Participou ativamente da fundação do Conselho Comunitário do DF. De 1988 a 1992, foi Secretário Geral da Prefeitura do Lago Sul. Dr. Hosana participou de inúmeras lutas políticas que de24

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fenderam os direitos da categoria odontológica e paraodontólogica. Participou também de movimentos nacionais como a luta pelas “Diretas Já” e pelo parlamentarismo.

Presente

“O meu lado esportista é outra paixão, sempre fui aventureiro. Amo a pesca esportiva, o motociclismo, o mergulho, e na área radical já me aventurei em voos de ultra leve, paraquedismo e bungee jumping. Depois de um acidente há alguns anos, e uma cirurgia na coluna vertebral fiquei mais caute-

loso, mas não perdi o entusiasmo pelos esportes. Meu estilo de vida , minha paixão pelo trabalho e a presença amorosa de minha família tem me dado forças e energia para encarar até o câncer de forma otimista. Faz parte da vida, pela qual sou apaixonado. Minha segunda esposa Raquel Ferraz de Moraes cuida de mim com muito amor. Nossa relação já dura 14 anos, e para minha alegria e orgulho ela é hoje uma competente especialista em Endodontia, que também contribui apaixonadamente para a prática da boa Odontologia no DF . ”

soBre o MeMorial

“Compreendo que o Memorial e o resultado de uma narrativa de minha própria experiência, retomada a partir dos fatos significativos que vêm a lembrança. Para mim, fazer parte do Memorial da Odontologia consiste, então, em um exercício prazeroso e sistemático de escrever a minha própria história, rever a minha própria trajetória de vida e aprofundar a reflexão sobre ela. Esse está sendo, para mim, um exercício de auto-conhecimento. Esse exercício tem me permitido olhar a vida através de um ¨retrovisor¨, que me tem dado a chance de enxergar determinadas dimensões de minha vida e refletir criticamente sobre o significado delas em minha trajetória pessoal, e na minha profissão. ¨ “Acho o trabalho do Dr. Silvio Carneiro de suma importância, pois a partir do momento que ele me convidou passei a refletir sobre a história da minha vida. Observando os números em perspectiva, sou o registro de no. 573 do CRO e meu filho já faz parte da casa dos 8 mil. A Odontologia evoluiu e cresceu com Brasília e, sendo assim, é importante manter e preservar a nossa História. O Memorial está prestando essa contribuição, com o brilhante desempenho e seriedade do meu amigo Dr. Silvio Carneiro”. Dr. Hosana Garcez e Dr. Silvio Carneiro: amigos de longas datas


Considerações do Presidente do Memorial “Conheci o Dr. Hosana na década de 70, no Conjunto Nacional aqui em Brasília. Nossas clínicas ficavam próximas e no mesmo andar. Socializávamos descontraidamente nos aniversários de nossos filhos, na ABO, em churrascos no Iate, na companhia de familiares, amigos como Ademar Thadeu, Craveiro Campos, Jaime Bicalho, Luiz César Mendonça, Nilton Garbim, José Ribamar, entre outros. O Hosana estava sempre atuando, envolvido com os trabalhos na ABO, no CRO, nos Congressos e cursos. Desta



maneira, tínhamos uma linha direta e compartilhamos com muitos outros Dr. Hosana Garcez e esposa, Raquel Ferraz colegas, igualmente comprometidos, a morial e da Classe Odontológica do oportunidade de contribuir com as Distrito Federal, queremos externar Entidades e nossa Classe. a nossa G R A T I D Ã O, pelo caO amigo Hosana, com sua rinho, dedicação em prol da Odoncaracterística peculiar, é sempre tologia de Brasília. Amigo Hosana, alegre, sorridente e otimista. Cavocê é muito importante para todos rismático, ninguém conta uma hisnós. Um fraterno abraço. Parabéns tória como ele. É impossível ficar pela bela família e que Deus contitriste perto do Hosana.¨ nue abençoando a todos vocês”. Em nome da ABO-DF, do MeDr. Silvo Carneiro

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ABO Universidades

Faculdades de Odontologia recebem ABO-DF em projeto de integração Universitários aprovam a participação da ABO-DF como grupo de pressão pela qualidade do ensino superior nas faculdades de Odontologia de Brasília

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projeto de integração teve início este ano e já recebeu aprovação dos universitários. “Eu acho importante a interação dos alunos com os profissionais, pessoas que já estão no mercado de trabalho. A interação é fundamental. Acredito que esse seja um dos objetivos da ABODF”, revela Glauco Vasconcelos Fortes, da Universidade Católica de Brasília Quase para concluir o curso, Glauco já sonha com a sua pósgraduação em São Paulo, em Ortodontia. Para ele, a qualidade de ensino nas faculdades ainda deixa a desejar. “Ainda precisamos avançar muito”, acrescenta. Esse mesmo pensamento é compartilhado pelo presidente do diretório acadêmico da Foplac, Marcos Vinicius Santos Coelho, “eu estou satisfeito com a minha

universidade, mas penso que um dos papéis da ABO é funcionar como grupo de pressão em favor da qualidade de ensino no Distrito Federal.”

Comemoração

Desta vez, o pretexto de visita as universidades foi social. Fabiana Tonhá, funcionária da ABODF, percorreu os principais cursos para divulgar a festa em comemoração aos 52 anos da ABO-DF. “Fui aos centros acadêmicos, falei sobre o evento, expliquei o tema da festa: “gastronomia de boteco”. Mostrei os atrativos, como o tipo de comida, bebida, música e o valor do convite, além de distribuir folders de divulgação e alguns cartazes para serem fixados nos diretórios”, conta. Marcos Vini-

cius ressalta a importância dessa relação, “eu acho bom, muito interessante. É bom para que a própria ABO possa entender a realidade das faculdades, o nosso trabalho, como funciona a equipe, a coordenação os professores. É preciso que a Associação também tenha um controle do que está sendo ensinado em sala de aula”. O presidente da ABO-DF, Hamilton Melo, lembra que a instituição, ao longo dos últimos anos, trabalha para que essa seja uma prioridade do Ministério da Educação e Cultura, “já tivemos audiência com o ministro Fernando Haddad para que essa fiscalização seja uma rotina no ministério, queremos acompanhar isso de perto, esse é um dos objetivos do projeto de aproximação com as universidades”.

Fabiana Tonhá percorre as faculdades de Odontologia do Distrito Federal pelo Projeto Integrador 26

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Perfil do CD

Mulheres são maioria na Odontologia Esse é um dos principais resultados revelados pela recente publicação “Perfil atual e tendências do cirurgião-dentista brasileiro”

O

que já se desconfiava agora virou verdade, por meio da publicação das pesquisadoras Maria Celeste Morita, Ana Estella Haddad e Maria Ercília de Araújo e autoras do livro “Perfil atual e tendências do cirurgiãodentista brasileiro”. O livro, editado pela Dental Press, é resultado do projeto que deu origem à criação da primeira Estação de Trabalho da Rede de Observatórios de Recursos Humanos em Saúde, voltada para a

Odontologia, a Estação de Trabalho da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. As mulheres são maioria na Odontologia brasileira, representando 56,3% dos profissionais distribuídos pelo País. A pesquisa foi desenvolvida no período de agosto de 2008 a dezembro de 2009 e teve o objetivo de levantar e articular informações existentes em bancos de dados isolados de diversas fontes. Não muito longe, há 40 anos, a profissão era exercida essencialmente por homens. 90% eram do sexo masculino. Um dos fatores que foram decisivos para a mudança, foi o maior nível de escolaridade da mulher que a partir da década de 90 começou a superar a dos homens. Como revelou para o portal Jornal Odonto, Maria Celeste Morita explica que a escolha da carrei-

ra tem razões peculiares, “como a possibilidade uma jornada de trabalho flexível, algum grau de mobilidade, com possibilidade de se deslocar para construir família e um relativo prestígio social da profissão”, destaca. A definição da especialidade é outro ponto interessante, pois apenas 20% das mulheres fazem opção pela Cirurgia, mas a Odontopediatria tem mais de 90%. Para a Associação Brasileira de Odontologia, esse é um dado importante, pois ele pode oferecer um cenário do comportamento do mercado para os próximos anos. E mais: entre as regiões brasileiras com maior percentual de mulheres cirurgiãs-dentistas, destacam-se os estados do Nordeste: Paraíba, Sergipe e Alagoas são os que possuem os maiores percentuais. Elas só não são maioria em Santa Catarina e Acre. Para obter mais informações sobre o perfil do cirurgiãodentista, basta baixar o livro que está disponível no portal da ABO Nacional: www.abo. org.br Revista ABO/DF | Setembro/2010

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CRO-DF

CRO-DF, um leme de navegação N

o rigor das atuações profissionais que fazem parte do universo trabalhista brasileiro, o Conselho de Classe tem como principal papel o de nortear os princípios éticos dos seus inscritos além de mostrar os rumos que a profissão deve tomar

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no sentido de cumprir sua rota de excelência. Esse tem sido, com certeza, o papel do CRO-DF em seus quase cinquenta anos de existência. Para isso, a entidade não pode caminhar sozinha. Ela necessita de parceiros e colaboradores. É dessa forma que, estamos trilhando esse

quase cinquentenário, com uma história de existência pontilhada de sucessos. Em todas as profissões regidas por Conselhos, a pergunta inevitável que muitos inscritos fazem é: “O que o Conselho faz pelo profissional?”. Pois bem, no caso es-


pecifico do CRO-DF, temos muitas respostas, e elas passam pelas parcerias com as instituições, seja através de benefícios previdenciários, seja pela realização de eventos que buscam beneficiar o desenvolvimento técnico do inscrito ou levar a ele, novas formas de desenvolvimento e evolução da profissão que abraçou. No primeiro plano, o Conselho tem sacramentado o seu papel de fiscalizar o exercício da Odontologia e Zelar e trabalhar pelo bom desempenho ético e profissional, como também pelo prestígio e bom conceito da Odontologia e dos que a querem legalmente, como é bem definido em nosso site. Mas não é só isso. O Conselho é o próprio espelho do profissional consciente e ético que reflete no seu dia a dia o código de conduta que deve orientar sua vida. Não é só perguntar o que o Conselho faz por você, mas conseguir enxergar os dois lados: a verdadeira contribuição mútua entre profissional e entidade. É dessa forma que a profissão trilha o ca-

minho da excelência. Outro fator importante e decisivo para o aperfeiçoamento da profissão e que passa pelas decisões do CFO e aplicação pelo CRO são as resoluções. Podemos citar as mais recentes como a Resolução 102/2010 que proíbe a utilização de raios-X com a finalidade administrativa em substituição a pericia e auditoria e aos serviços odontológicos, a 103/2010 que alterou itens da Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia, referentes ao ensino das especialidades odontológicas como o artigo 162, que identifica o tipo de instituição que pode ministrar cursos de especialidade, ou seja: as que são reconhecidas pelo MEC ou as entidades representativas da Classe credenciadas no CFO. Em relação ao pedido de registro no Conselho Federal, por parte das entidades, a resolução CFO 104/2010 exige uma personalidade jurídica dessas entidades, além delas serem obrigadas a congregar em seus quadros, a maioria

dos CDs devidamente habilitados, além de apresentar a relação dos sócios, comprovação através de atas e outros documentos de atividades desenvolvidas. A entidade não poderá receber registro se em sua atuação principal constem processos de tratamentos ou técnicas não reconhecidas pelo CFO. Por fim e sempre passando pelo lado da formação profissional, a resolução 105/2010 define como formadores de especialistas, os cursos de ensino superior credenciados pelo MEC, entidades representativa da classe registrada no CFO, escola de Saúde Pública que mantenha cursos para cirurgiõesdentistas entre outras obrigações. Alguns profissionais talvez não consigam enxergar o grau de complexidade que faz um Conselho atuar. Cabe, no entanto, a esse profissional e sua inevitável pergunta descrita acima, conhecer melhor os rumos que tomam sua profissão. O Conselho, certamente estará vigilante captando e transformando esses rumos.

Vem aí o curso de Gerenciamento dos Resíduos de Saúde, no dia 17 de setembro. Informações no site do CRO-DF www.cro-df.org.br

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Dentista em Destaque

Salvar vidas é a ambição do médico e dentista Paulo Sérgio Guimarães Com um desejo antigo e muita vontade de realização, salvamentos passou a ser uma meta em 36 anos de muito trabalho

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médico e dentista Paulo Sérgio Guimarães coleciona homenagens, uma das mais recentes aconteceu durante o IX Congresso Médico dos Hospitais Públicos de Emergência, em maio deste ano. O reconhecimento foi pelos serviços prestados durante a assistência às vítimas do terremoto no Haiti. “Recebi o reconhecimento por ter tomado decisões importantes que fizeram com que dezenas de pessoas fossem salvas”. Paulo Guimarães fez parte das equipes do Exército Brasileiro que prestaram assistência nas primeiras horas do terremoto. Ele estava no Haiti participando da Missão de Paz das Nações Unidas quando ocorreu o incidente. Foi com coragem que segurou as mãos de muitas vítimas que não tinham mais esperança, “agarrar a mão de alguém na hora da dor pode significar muito. Não tem preço”, disse. Nas primeiras duas horas, somente na base onde Sérgio trabalhava, morreram 27 pacientes. Os corpos

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Paulo Sérgio: homenageado pelo trabalho de salvamento

dos que não resistiam eram levados para câmaras frigoríficas. A obsessão pelo salvamento começou cedo, aos 16 anos, ainda no Rio de Janeiro, em parceria com o Corpo de Bombeiros, criou o Grupo de Resgate de Emergência (GRE). Em 1996, um acidente sofrido por um amigo do ensino médico, motivou toda uma trajetória que iria refletir em muitos ensinamentos. De lá para cá não parou mais. Durante pelos menos 10 anos, ele e alguns amigos se reuniam de madrugada para ajudar os bombeiros e policiais acidentados. Após cursar Odontologia, ele, influenciado pela mãe, que é médica, entrou para a medicina e formou-se em 2007, em Brasília. Não

satisfeito com a possível rotina de consultórios que viria a encarar, viajou para sete países — Alemanha, Inglaterra, França, Estados Unidos, Bélgica, Holanda e República Tcheca —, nos quais participou de aulas de aperfeiçoamento em medicina em situações de catástrofe. Faltava colocar em prática o aprendizado, como relatou ao Jornal Correio Braziliense. Paulo Sérgio e uma equipe de seis pessoas, por meio do GRE, oferecem palestras gratuitas para escolas e outras entidades que queiram orientação sobre primeiros socorros, por exemplo, em acidentes domésticos, uma das causas mais frequentes de mortes de crianças. Contato: pauloguimaraes@gre.com.br.


ABO Taguatinga

Modernas instalações vão garantir mais conforto para os associados da ABO Taguatinga

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esde o ínicio, com seus bravos pioneiros, presidente após presidente a ABO Taguatinga sempre teve como característica unânime, a idéia fixa de crescer, desenvolver e proporcionar progresso para a classe odontológica de Brasília. Agraciados com a fase de grande crescimento dos últimos anos, a ABO Taguatinga, brinda esse novo tempo com o ousado projeto de ampliação e modernização das instalações. Será um grande passo para a classe odontológica de Brasília e por que não dizer do Brasil, já que a estrutura atual de 12 consultórios, central de esterilização, laboratório de prótese, sala de Hands-on (pré - clínica) e salas de aula, já atende profissionais também de outros estados e após esta fase de expansão com mais 12 consultórios, 4 centros cirúrgicos, 4 salas de aula e demais instalações com equipamentos e periféricos, a ABO Taguatinga trará crescimento sem precedentes,

ao final do projeto, alcançaremos 2.200m2, de estrutura moderna e pronta para receber a altura seus associados. O primeiro passo foi dado, após a aprovação em assembléia as obras foram iniciadas em julho e estão a pleno vapor e em breve entregaremos esta etapa concluída.

PalaVra Do PresiDente

Ouso inteirar às minhas, as palavras do Presidente Juscelino Kubitschek que quando teve a aprovação do Congresso para a criação de Brasília disse: “_ Estou muito feliz por que eles sabem que sou capaz de executá-lo”. Realmente estou muito feliz e com a extraordinária equipe que se junta a nós, todos afinados no mesmo objetivo.Tornar a ABO Taguatinga uma referência.

ABO Taguatinga em obras

Meeting de Marketing No dia 22 de Julho foi realizado com enorme sucesso o Primeiro Meeting de Marketing Odontológico da ABO Taguatinga, com a presença do Profº Dr. Antônio Inácio Ribeiro, que de forma descontraída e objetiva, mostrou diversas maneiras criativas e inovadoras de como captar novos clientes, além de fidelizá-los. E para as ASB’s (Auxiliares de Saúde Bucal) noções de marketing e administração para auxiliares. O grande sucesso logo vai se repetir, fique por dentro de tudo que a ABO Taguatinga trás para você, como cursos e palestras Acesse: www.abotaguatinga.org.br

Evento debate a importância das ferramentas de Marketing para os cirurgiõesdentistas

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52 anos ABO-DF

ABO-DF completa 52 anos com histórias e sonhos renovados Associação Brasileira de Odontologia do Distrito Federal amplia sua atuação em Brasília

M

ais antiga que a própria Capital Federal, a ABODF, ao longo dos últimos anos, trabalha para fortalecer sua imagem perante os interesses dos cirurgiões-dentistas. Já reconhecida pelos cursos de pós-graduação oferecidos por meio da Escola de Aprendizagem Profissional (EAP),

Presidente da ABO-DF, Hamilton Melo visita as novas dependências da sala de esterilização

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agora, a proposta é avançar em desafios maiores. “Durante esses 52 anos, a ABO cresceu bastante junto às lutas de Brasília. Aqui, os profissionais se atualizam e garantem uma Odontologia da melhor qualidade”, reforça o presidente da Associação, Hamilton Melo.


Construção da sala de Esterilização antes

dade ainda mais eficiente”, declara Glenda Castro, representante da Oral B, uma das patrocinadoras do evento de comemoração aos 52 anos da ABO-DF.

reforMas

DePois

Para comemorar a data foi organizada uma confraternização na própria sede da instituição. O evento “Gastronomia de Boteco” reuniu atuais e antigos sócios, na sede da Instituição, na 616 Sul. “Ainda temos muito que caminhar. Como um mundo sempre em mudança, a ABO-DF não pode ficar para trás”.

PaPel social

“Além do aperfeiçoamento profissional, que é uma particularidade desenvolvida com reconhecimento de todos, a Instituição tem que investir na área social e contribuir em setores da educação e saúde”, reforça o tesoureiro-geral da ABO Nacional, Wesley Borba. As mudanças que a ABO-DF agregou a sua rotina são sensíveis aos sócios. Como entidade de classe, luta pela aprovação de uma série de projetos e causas relacionadas diretamente ao exercício profissional. “São problemas que afetam diretamente o profissional e

que, se forem aprovados e sanados, teremos uma Sociedade melhor atendida”, reforça Hamilton. A presença do dentista na UTI, ações contra a terceirização do Serviço Público, contratação dos dentistas concursados são as principais lutas do momento. “Não temos dúvida de que a nossa participação nessas causas são fundamentais. Temos que fazer frente com o apoio das outras entidades de classe. Hoje podemos afirmar que fazemos parte também do grupo de pressão”, acrescenta o presidente da ABO-DF. A instituição já vem sendo reconhecida como umas das pioneiras na realização de atividades em benefício da comunidade. “A ABO Nacional reconhece a ABO-DF como modelo para as outras associações”, afirma Borba. Um exemplo é o programa ABO na Comunidade coordenado pelo cirurgião-dentista Josemar Bezerra. “O trabalho é satisfatório, sempre que pudemos, buscamos apoiar essas ações para tornar o trabalho com a comuni-

A estrutura física da ABODF é outra preocupação constante da atual diretoria. “Queremos dar continuidade ao projeto de melhorar ainda mais as instalações. Tem que ser aos poucos, dentro do nosso planejamento”, explica o presidente Hamilton. Uma das grandes conquistas deste segundo semestre foi a Sala de Esterilização que agora conta com uma autoclave de barreira, “é o que há de melhor no mercado”, destaca Hamilton. O aparelho de esterilização foi doado pela Embaixada da Austrália. “A doação de fato foi motivada pela própria ABO-DF por meio do programa ABO na Comunidade”, explica. Todas essas mudanças fazem parte das exigências feitas pela Vigilância Sanitária. “A ABODF está enquadrada nas determinações do órgão regulador, isso é ótimo para a sua imagem”. A reforma na área administrativa é outro ponto que vem agradando também aos funcionários. “Trabalhar na ABO-DF é muito bom”, enfatiza Vilani Morato, há mais de 35 anos na instituição. O laboratório de informática também passou por adaptações e reforço em sua estrutura. “Queremos atender melhor os nossos sócios”, explica o vice-presidente da ABO-DF, Marcelo Negreiros. “Todas essas mudanças fazem parte do planejamento desta gestão e iremos fazer muito mais”, reforça. Revista ABO/DF | Setembro/2010

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52 anos ABO-DF

Bartira Souza Lima garante atendimento especializado e comodidade aos associados da ABO-DF

BiBlioteca

A Biblioteca “Prof. Dr. Sérgio Valmor Barbosa” é outra grande conquista. Há pelo menos cinco anos, a ABO-DF vem estruturando o local com um acervo exigido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Hoje, são 2.104 títulos disponíveis para consulta. A bibliotecária Bartira Dyacui de Souza Lima, formada pela Universidade de Brasília (UnB), conta que foi contratada com o objetivo de montar o espaço para atender às demandas, em especial, as dos sócios, alunos da EAP. “Quando cheguei aqui não havia praticamente nada. Não havia qualquer estrutura, os livros estavam empoeirados e sem indexação”, lembra. Com os livros catalogados com base na Classificação Decimal Universal (CDU), os alunos da ABO-DF podem ter a mãos 36

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uma série de facilidades, como o empréstimo de livros, elaboração de ficha catalográfica – serviços destinados aos sócios, que estão concluindo monografias -, e renovação do empréstimo por telefone. Tudo isso é possível, desde que o usuário seja sócio da ABO-DF. O sistema de busca e catologação são automatizados, mas ainda não é possível a consulta on-line. “Essa é uma das nossas próximas metas”, traquiliza Hamilton Melo. Os usuários estão participando de uma pesquisa de opinião sobre a estrutura física e acomodações, “gostei muito, a ABO-DF está de parabéns”, respondeu o aluno Rodrigo Gutierrez. Com uma equipe enxuta, além da Bartira, a Biblioteca conta com o apoio da bibliotecária Laura Patrícia da Silva, também formada pela UnB, e da auxiliar Ielva Maria.

Biblioteca da ABO-DF faz homenagem ao Dr. Sérgio Valmor Barbosa


Comemoração dos 52 anos da ABO-DF Foi com muita festa que a Associação comemorou 52 anos. No dia 21 de agosto, na área verde da Associação Brasileira de Odontologia, aconteceu um grande encontro de amigos onde associados, dependentes e convidados participaram de um evento onde puderam degustar o melhor da gastronomia de boteco. No cardápio constavam 11 tipos de petiscos e oitos tipos de comidas de boteco e como não poderia faltar, pinga de alambique e outras bebidas como cerveja, sucos, água e refrigerantes. O buffet responsável foi o Lamounier Buffet que com sua equipe não Fotos: Priscilla Peixoto

deixou faltar nada aos presentes. A decoração foi o destaque da festa, onde todos elogiaram bastante. Mesas rústicas, quadros, pingômetros e outros objetos de decoração deram um clima de boteco ao quiosque da ABO-DF. O grupo musical SaiaBamba, formado por sete mulheres, uma delas dentista animou o evento tocando samba das 12h30 às 17h30. A diretoria da ABO-DF e, especialmente, o Dr. Josemar Bezerra de Sousa, coordenador do evento, e Fabiana Tonhá, funcionária do setor de eventos receberam vários elogios por terem proporcionado a

todos os presentes uma tarde alegre e descontraída, em verdadeiro clima de boteco. O presidente da ABO-DF, Dr. Hamilton de Souza Melo, agradece as empresas, SIN – Sistema de Implantes, Radio X – Radiologia Oral, Biomet 3i, Oral-B – Pró-Saúde, Imagens Promoções – Montadora de stands, Constechne Construções Ltda., ATTOS Inteligência Imobiliária SA, Focus Materiais de Limpeza, Correios, Ideal Gráfica, Alternativa Tendas e Real Festas pelo apoio dado para a realização do evento, e a todos que compareceram e abrilhantaram nossa festa com as suas presenças.

Alegria

Parceria

Organização Social

Descontração

Cultura Revista ABO/DF | Setembro/2010

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CIO-DF

Preparativos para o XIV CIO-DF prometem diferenciais competitivos para o mercado O tesoureiro-geral da ABO Nacional, Wesley Borba Toledo, aceita convite para presidir a Comissão Organizadora do XIV Congresso Internacional de odontologia do Distrito Federal, e fala dos desafios para o evento

C

om data marcada para acontecer, em março de 2012, o XIV CIO-DF começa com pé direito nas decisões estratégicas. “Mudamos a data por entender que existe uma saturação de congressos e pelo pouco tempo que teríamos para uma melhor organização e reformulação da estrutura do evento”, explica o presidente da Comissão organizadora, Wesley Borba Toledo. Hoje, o mercado de Odontologia realiza uma quantidade de eventos e congressos por todo país. “O maior exemplo dessa saturação foi a baixa participação da indústria e de público no COINTER, a própria APCD anunciou que seu congresso será de bianual. Não tenho nada contra a realização do COINTER, a ABCD-DF tem o direito de realizar seu evento, da mesma forma que a ABO”, esclarece Wesley. O Congresso Internacional de Odontologia já vem sendo rea-

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lizado há quase 30 anos, “vivemos numa democracia, mas precisamos sentar e analisar com profissionalismo essa quantidade de congressos que acontece no Brasil, certamente todos nós perdemos pelo excesso de eventos e pela sobreposição das datas”.

Recursos

A indústria de eventos exige inovação e diferenciais para que possa atrair o público-alvo desejado, por isso, os desafios para o próximo CIO-DF serão maiores, “iniciamos um planejamento para construção de um evento totalmente diferente dos congressos tradicionais que estamos habituados. Serão quatros pilares que servirão de base para estrutura do evento, que são o científico, comercial, social e lazer, em todos os quatro teremos muitas novidades e inúmeros atrativos para a participação do cirurgião-dentista e profissionais afins”,

Wesley Borba Toledo presidente da Comissão Organizadora do XIV CIO-DF

esclarece. Ciente de sua responsabilidade, o presidente da Comissão Organizadora garante ética e transparência em todo processo, “não sou o dono da verdade, mas tenho consciência de que a responsabilidade maior é minha, portanto, tudo será baseado nos pilares básicos da administração: Planejamento, Organização, Direção e Controle”. A participação de todas


as entidades odontológicas é fundamental, “essa união e o trabalho conjunto só contribuirão para o sucesso do evento”. Quanto à sustentabilidade financeira do evento, o presidente é enfático, “somente com um ótimo planejamento, idéias criativas e a profissionalização na captação de recursos é possível garantir sua realização. Queremos oferecer à classe odontológica, profissionais afins, indústria e à comunidade, um evento diferente, com muitas inovações e atrativos, certamente, com apoio das entidades e do governo, conseguiremos os recursos necessários

para materializar todas as ideias”.

DeseJo

O Congresso Internacional de Odontologia também funciona como fórum de discussão dos principais problemas enfrentados pela categoria. Assim, o presidente da Comissão Organizadora, Wesley Borba Toledo, acredita que as questões políticas que envolvem a Odontologia também devem ser objeto de reflexão, “não se pode cometer o mesmo erro do governo passado que resumiu a saúde bucal num único programa, o Dentista na Escola, que hoje foi extinto frente às inúmeras denúncias de ir-

regularidades na aquisição de kits de higiene bucal e de confecção de cartilhas de saúde bucal, segundo parecer da corregedoria do DF e do Ministério Público”. E acrescenta: “o próximo governo deve priorizar a saúde contemplando a saúde bucal, investindo na nomeação dos dentistas aprovados no último concurso, na equiparação salarial entre médicos e dentistas, na ampliação do atendimento odontológico na rede, seguindo os preceitos do SUS e com uma gestão eficiente, moderna, além da utilização correta dos recursos oriundos do programa Brasil Sorridente, entre outros fatores”.

Oitava edição do ABO Jovem motiva acadêmicos na corrida pelo reconhecimento

A

última edição do ABO Jovem contou com 22 inscritos e as expectativas para 2010 é que a participação seja ainda maior. “Este ano, com certeza esperamos um número bem superior, visto que já temos muitos alunos nos procurando para saber a data das apresentações”, releva o coordenador das últimas três edições do Prêmio Dr. Sérgio Pedrosa. As inscrições acontecem de 27 de setembro a 3 de novembro. O objetivo é incentivar apresentações de trabalhos científicos e clí-

nicos realizados, pelos alunos de graduação, no ambiente acadêmico. “Temos o intuito de iniciar esses alunos na produção científica e despertar o interesse para a pesquisa”, acrescenta Dr. Sérgio. A apresentação dos trabalhos está marcada para o dia 20 de novembro. “A vantagem do Prêmio é que motiva os alunos a desenvolver seu lado de pesquisador ainda na faculdade, além de que os trabalhos são publicados em revistas especializadas”, conclui. Mais informações:www.abo-df.org.br.

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Cárie

Movimento internacional contra à cárie é lançado no país durante o Congresso da FDI

A

Cárie é uma doença crônica mais comum do que se possa imaginar, chega a afetar mais de 5 bilhões de pessoas de todas as idades. Atinge cerca de 80% da população do mundo. Ela resulta em sofrimento, na redução da saúde e, consequentemente, do bem estar geral e da autoestima. O programa chamado `Aliança para um Futuro Livre de Cárie´ (ACFF) lançado durante o Congresso da FDI, em Salvador, é um movimento internacional para prevenção e tratamento da doença. “O movimento está na internet, com site completo, vários links e ferramentas baseadas em evidências, além de materiais de apoio importante para orientação e esclarecimentos”, explica a doutora pela USP, Ana Cristina Barreto Bezerra. Os cursos da ABO-DF serão representantes locais desse movimento internacional, especialmente o curso de Especialização em Odontopediatria. Por meio de um convite dos professores Nigel Pitts e Raman Bedi, das universidades de Dandee, na Escócia, e do Kings College, Reino Unido, Ana Cristina participou do lançamento representando a ABO. “A Aliança é formada por um grupo mundial de especialistas em Odontologia que se reuniu para promover uma ação integrada de saúde pública, com o objetivo

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A Aliança para um Futuro Livre de Cárie se baseia na importância da educação e prevenção da cárie dentária de atingir um futuro livre de cárie, em todos os grupos etários”. O movimento acredita que existe a necessidade de uma ação colaborativa global que desafia os setores competentes, para que a cárie seja entendida como uma doença contínua. “A cárie dentária é uma doença que sabemos como

evitar. Portanto, a ACFF quer a colaboração de profissionais da saúde e das áreas ligadas à educação. É essencial que tenhamos representantes de vários setores ligados à saúde pública, à Odontologia, incluindo conselhos, órgãos de classe, organizações internacionais, gestores e universidades”, esclarece.

ACFF estimula o diálogo para execução de passos futuros que incluem: •

Até 2015: 90% das faculdades e associações de Odontologia deverão ter adotado uma “nova” abordagem de “cárie como um processo contínuo” com o objetivo de melhorar a educação e prevenção; • Até 2020: os membros da ACFF deverão ter integrado, de forma adequada, sistemas de educacionais e de prevenção da cárie, assim como o monitoramento e manutenção de saúde que deverá ser desenvolvido e implementado; • Toda criança nascida em 2026 não deverá ter cárie ao longo da vida. Quem é Ana Cristina Barreto Bezerra Professora de Odontologia da Universidade de Brasília na área de Odontologia Pediátrica. Formação voltada para Odontopediatria. Com especialização, mestrado e doutorado na USP e pós-doutorado em Michigan nos Estados Unidos. Atualmente, é professora orientadora do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, em nível de Mestrado e Doutorado. Vai coordenar o próximo curso de especialização em Odontopediatria da ABO DF.


Semana da Saúde Bucal

As comemorações da Semana da Saúde Bucal e o do Dia do Cirurgião-Dentista começam cedo na ABO-DF, com o

1º TORNEIO DE TRUCO e o 1º TORNEIO DE FUTSAL.

Dois eventos para congraçamento das Entidades de Classe ABODF, CRO-DF, SODF e ABO Taguatinga e Centros Acadêmicos das faculdades de Odontologia da UNB, UCB, UNIP e UNIPLAC Marque na agenda: dia 16 de outubro, a partir das 8h30, na sede da instituição, 616 Sul. Em tempo: haverá entrega de troféus e churrasco de confraternização, após os eventos.

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em Brasília no:

Centro Clínico Sudoeste - Sala 234 (61) 3361-7724 (consultas) (61) 8435-8519 (informações técnicas)


ABO Nacional

Odontologia brasileira, gigante como o País Newton Miranda de Carvalho

O

setor de equipamentos e artigos em Odontologia, que é formado por 93 empresas brasileiras e responde por 22% de toda a produção da indústria médico-hospitalar e odontológica, tem registrado bons números que, quando não crescentes, figuram num patamar estável. De acordo com a Associação Brasileira de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), o faturamento do setor vem crescendo nos últimos anos, saindo de R$ 728 milhões em 2006 para R$ 985 milhões no ano passado. Enquanto o crescimento médio da indústria médico-hospitalar em 2009 foi de 8%, o segmento odontológico cresceu 16%. Embalada pela retomada dos investimentos, a indústria médico-hospitalar e odontológica brasileira deve exportar US$ 650 milhões até o fim de 2010, superando em 17% o saldo do ano passado. Lição reforçada com a última crise financeira mundial, a estratégia do setor para alcançar a meta é a diversificação dos mercados. Apesar da queda das exportações, a indústria odontológica nacional registrou saldo positivo de

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Presidente da ABO Nacional

Com cerca de 1/3 do total de cirurgiõesdentistas do mundo, uma das mais proficientes comunidades científicas odontológicas e indústria superavitária no setor, a Odontologia brasileira é, a exemplo do território nacional, uma gigante. US$ 25 milhões na balança comercial pelo sétimo ano consecutivo, mantendo-se há quase uma década como a única indústria superavitária no setor, que tem como principais mercados a Alemanha, os Estados Unidos e a América do Sul. A pesquisa odontológica no Brasil também experimentou aumento significativo nos primeiros anos do século XXI, expresso pela maior divulgação em revistas especializadas, por apresentações em encontros científicos e por sua internacionalização. Apenas entre 2001 e 2003, foram registradas 898 publicações de artigos brasileiros da área na base do Institute for Scientific Information (ISI), principal banco de informações internacional relacionadas a artigos científicos multidisciplinares, publicados nas mais relevantes

revistas científicas internacionais. Em todo o século XX foram registradas 854. Hoje, o Brasil é o quinto país em número de artigos publicados em revistas de impacto. A produção científica odontológica do Brasil também teve destaque no MedLine, maior acervo de revistas científicas sobre saúde. Entre 1980 e 1985, a base de dados registrou apenas duas publicações brasileiras; em 2009, os trabalhos nacionais já superavam a marca dos cinco mil. A ABO não só se orgulha desses avanços como os promove, através de sua atuação multidisciplinar em todo o território nacional e além de nossas fronteiras. Confiamos no potencial da nossa Odontologia para avançar ainda mais, rumo, sempre, ao ideal de promoção ampla e irrestrita da saúde bucal.


Indicativo Profissional


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Maior compactação óssea e melhor estabilidade inicial MICROESPIRAS

O DESIGN DO IMPLANTE

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(DIÂMETRO DE 1,8 mm) • Maior resistência mecânica e aumento na estabilidade da prótese

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Revista 42 Edição ABO-DF  
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