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em EDIÇÃO 17 I ANO 5 I SET/2018 www.abimo.org.br

Inteligência Artificial na indústria da saúde: risco ou oportunidade? Validação de Sistemas Computadorizados

Saiba tudo o que foi discutido durante o CIMES

BHD: Pavilhão Brasileiro estreia em novas feiras ao redor do mundo


EXPEDIENTE

A ABIMO em Revista é uma p ABIMO (Associação Brasileira Artigos e Equipamentos Méd Hospitalares e de Laboratório associados, fornecedores, órg e profissionais da área. A repr parcial deste conteúdo é expr sem prévia autorização. A ABIMO não se responsabili contidas nos anúncios, qualid anunciados e outros detalhes negociações, sendo essas de exclusiva das empresas anun

GESTÃO 2015-2019 ABIMO

Presidente: Franco Pallamo Vice-Presidente: Walban Da (Becton Dickinson) Diretor Tesoureiro: Luís Cali (Neurotec) Conselheiros Titulares: Djal Eliane Lustosa (Labtest), An Caetano Biagi (Alliage), Ma Braile Verdi (Braile Biomédi Patricia Bella Costa (Colgat Conselheiros Suplentes: Jo (Biomecânica), Rodolfo Alb (Conexão), José Ricardo de Thiago Abreu (Phillips), And Pacheco (Cremer), Jafte Ca (Neodent), Thiago Medeiros Conselheiros Fiscais: Regia (Kulzer), Gabriel de Figueire Wiliam Donisete de Paula (H Conselheiros Fiscais Suple Martins Alcantara (Angelus Aquino (Medtronic), Elisa Fr SINAEMO

Presidente: Ruy Salvari Bau Secretário: Paulo Henrique Tesoureiro: Tatiane Galindo Diretores Suplentes: Paulo Cirúrgica), Anselmo Quinela Gilberto Nomelini (Alliage) Conselheiros Fiscais: Jamir Fabio Colhado Embacher (E William Pesinato (Fami), Conselheiros Fiscais Suple (Engimplan), Orlando de Ca

Conselho Editorial: Claudio Fernandes (Consultor Donizetti Louro (Coordenado Joffre Moraes (Gerente de E Márcio Bósio (Diretor Institu (Gerente de Marketing), Rod (Gerente de Projetos e Mark

CONTEÚDO / EDIÇÃO DE TE Jornalista Responsável: Debor contato@dehlicom.com.br

REDAÇÃO: Deborah Rezende, Marcela Márcia Vilas Boas, Thaís M Revisão: Carolina Machado

FOTOGRAFIA: Cleber de Pa EDIÇÃO E ARTE: Cecil Rowl

PUBLICIDADE: Márcio Berto bertoni@abimo.org.br


EXPEDIENTE A ABIMO em Revista é uma publicação da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), direcionada a associados, fornecedores, órgãos governamentais e profissionais da área. A reprodução total ou parcial deste conteúdo é expressamente proibida sem prévia autorização. A ABIMO não se responsabiliza pelas informações contidas nos anúncios, qualidade dos produtos anunciados e outros detalhes de eventuais negociações, sendo essas de responsabilidade exclusiva das empresas anunciantes.

SUMÁRIO

GESTÃO 2015-2019 ABIMO Presidente: Franco Pallamolla (Lifemed) Vice-Presidente: Walban Damasceno de Souza (Becton Dickinson) Diretor Tesoureiro: Luís Calistro Balestrassi (Neurotec) Conselheiros Titulares: Djalma Rodrigues (Fanem), Eliane Lustosa (Labtest), Andre Ali Mere (Olidef), Caetano Biagi (Alliage), Maria Cecilia Patricia Braga Braile Verdi (Braile Biomédica), Patricia Bella Costa (Colgate) Conselheiros Suplentes: José Roberto Pengo (Biomecânica), Rodolfo Alba Candia Junior (Conexão), José Ricardo de Souza (Ibramed), Thiago Abreu (Phillips), Andre Augusto Spicciati Pacheco (Cremer), Jafte Carneiro Fagundes da Silva (Neodent), Thiago Medeiros de Abreu (Phillips) Conselheiros Fiscais: Regiane Marton Heraeus (Kulzer), Gabriel de Figueiredo Robert (Silimed), Wiliam Donisete de Paula (Hospimetal) Conselheiros Fiscais Suplentes: Roberto Queiroz Martins Alcantara (Angelus), Valdevir Pereira de Aquino (Medtronic), Elisa Freitas Olsen (Olsen) SINAEMO Presidente: Ruy Salvari Baumer (Baumer) Secretário: Paulo Henrique Fraccaro (Implus) Tesoureiro: Tatiane Galindo (Ortosintese) Diretores Suplentes: Paulo Akio Takaoka (Medical Cirúrgica), Anselmo Quinelato (Schobell), Gilberto Nomelini (Alliage) Conselheiros Fiscais: Jamir Dagir Junior (Dorja), Fabio Colhado Embacher (Emfils), William Pesinato (Fami), Conselheiros Fiscais Suplentes: José Tadeu Leme (Engimplan), Orlando de Carvalho (Carci) Conselho Editorial: Claudio Fernandes (Consultor do setor de odontologia), Donizetti Louro (Coordenador do GT Indústria 4.0), Joffre Moraes (Gerente de Estratégia Regulatória), Márcio Bósio (Diretor Institucional), Rejane Dias (Gerente de Marketing), Rodolfo Yamada (Gerente de Projetos e Marketing Internacional)

CONTEÚDO / EDIÇÃO DE TEXTOS E PRODUÇÃO: Jornalista Responsável: Deborah Rezende (MTB 46691) contato@dehlicom.com.br REDAÇÃO: Deborah Rezende, Marcela Marques, Márcia Vilas Boas, Thaís Martins Revisão: Carolina Machado FOTOGRAFIA: Cleber de Paula EDIÇÃO E ARTE: Cecil Rowlands PUBLICIDADE: Márcio Bertoni bertoni@abimo.org.br

22 Mercados-Alvo

30 Ping-Pong

42 Futuro da Odontologia

50 BHD

28 ABIMO em Ação: Comitês Comex e TA

32 Capa - Inteligência Artificial

46 Validação de Sistemas Computadorizados Artigo Franco Pallamolla Artigo Ruy Baumer Cobertura Hospitalar Falando nisso

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O Brasil de incertezas, que vivenciamos há cinco ou seis anos, persiste. Em período de mudanças políticas, troca de comando das principais cadeiras do executivo e do legislativo, os rumos da economia se mantêm indefinidos, mas a indústria segue na batalha por espaços para crescer e se desenvolver, apesar desse clima adverso. Ao avaliar caminhos para o nosso desenvolvimento, todas as alternativas remetem à necessidade mandatória de inovar e garantir investimentos em tecnologia. Por isso, a capa desta edição da ABIMO em Revista trata de inteligência artificial, tema que também fundamentou a agenda de debates da sétima edição do CIMES, e que, de certa forma ainda é muito falado, porém pouco conhecido. Abrir-se à tecnologia é necessário para enfrentar as mazelas (e encontrar as oportunidades) de um mundo que assiste à ferrenha guerra comercial entre Estados Unidos e China. Se há, neste momento de tensão no comércio exterior, alguma oportunidade para o empresariado nacional se destacar e manter o espaço conquistado, essa chance será propiciada pela inovação e pela adoção de novas tecnologias. FRANCO PALLAMOLLA é presidente da ABIMO

Temos a convicção de que o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação é uma das chaves para destravar o crescimento em período de mudanças políticas. Entre todas as nossas dúvidas, a única certeza é que precisamos persistir, inovando em produtos, serviços, processos e também em novos modelos de negócios. Entretanto, além de estimular a cultura inovadora, a missão institucional da ABIMO a impele a reservar parte do esforço do segmento para alavancar os pequenos empresários, cujo porte dos negócios pode restringir a adesão a toda essa revolução que vem acontecendo rumo à indústria 4.0. Como o mundo – e não só o Brasil – tem estado tão sensível às inconstâncias dos cenários de negócios, nós, empresários da cadeia de saúde, devemos estar preparados para encarar todas as mudanças que possam surgir. E nada mais apropriado para se manter atualizado do que garantir que a tecnologia chegue e traga com ela todas as vantagens competitivas necessárias ao incremento da nossa produção industrial. Seguimos no cumprimento da nossa vocação, firmando parcerias e alianças para encarar os desafios que insistem em atentar contra os nossos melhores planos. Acreditamos que com aqueles imbuídos dos mesmos propósitos, princípios e convicções, unidos, formaremos a vanguarda responsável pela conquista dos resultados mais importantes para a indústria brasileira de equipamentos para a saúde. Desejo, a todos, uma excelente leitura!

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE ARTIGOS E EQUIPAMENTOS MÉDICOS, ODONTOLÓGICOS, HOSPITALARES E DE LABORATÓRIOS

RUY B


Os temas nas nossas entidades são inovação e eleição. A respeito de inovação, meu colega ao lado esquerdo com certeza falará, dado o sucesso de mais uma edição do CIMES. Permito-me então focar as eleições e juntar as ações do SINAEMO com o ComSaude.

seis anos, persiste.

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Estamos às vésperas de uma eleição para presidência, governos e legislativo estadual e federal.

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Uma eleição sui generis em que, até o presente momento, temos primeiros colocados presos numa cela ou numa cama; candidatos que são sem ser ou não são, sendo; em que candidatos que destruíram o país lideram as pesquisas e novos ou atuais menos nocivos não decolam; em que a população pede limpeza na política e se vislumbra a menor renovação dos últimos pleitos.

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Temos também, no papel de Cadeia Produtiva da Saúde, que inovar na nossa votação, porque, como sempre, a saúde é a preocupação número 1 da população. Desta vez temos, após a eleição e ao contrário do passado, de manter essa preocupação na prioridade dos eleitos.

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RUY BAUMER é presidente do SINAEMO

Precisamos escolher candidatos a que temos mais acesso e sobre os quais temos mais conhecimento, não visando a vantagens pessoais, mas à influência necessária para apresentarmos e cobrarmos nossas propostas. Nossos candidatos precisam ter, seja na política, seja fora dela, uma história de integridade, realizações e interesse por servir, principalmente que tenham o nosso setor dentro de suas prioridades; e, durante todo o mandato, devemos aproximá-los de nós e nossas entidades para mantê-los e manter-nos informados e atualizados. Também vamos readequar nossas metas e programas. Até agora trabalhamos mais focados em projetos para melhoria da saúde, o que continuaremos a fazer, mas em relação às nossas demandas a atuação foi somente pontual. Por isso, com as entidades da cadeia produtiva, vamos preparar as propostas e demandas do nosso setor na área da saúde, bem como as exigências para podermos atuar, inovar e crescer no Brasil. Nós, associados ABIMO e SINAEMO que atuamos em um ambiente totalmente desfavorável para empreender; enfrentamos burocracia e tributação irracional; deparamo-nos com legislação incoerente e exigências estúpidas cuja única função é justificar a existência de uma máquina para criar exigências estúpidas, vamos organizar nossas exigências e necessidades, nosso canal de comunicação intensivo com os governos, além de nossas propostas e cobranças. Contamos com a participação da maioria dos associados. Somente assim teremos força. Por fim, faço votos de que você participe e escolha seus candidatos com o máximo de coerência nesse pleito totalmente incoerente.

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COBERTURA HOSPITALAR

ABIMO

ENCERRA MAIS UMA

Hospitalar DE SUCESSO Foram mais de 40 horas de evento e de agendas positivas para o setor da saúde. Leia o resumo!

Parceira da Hospitalar desde a sua primeira edição e a cada ano aumentando a sua agenda de atividades durante a feira, a ABIMO avalia como muito positiva a participação de 2018 no evento. A associação fez uma cobertura diária de sua participação, por meio da newsletter Acontece na ABIMO e também via redes sociais. Reveja nesta matéria alguns dos melhores momentos do maior evento de saúde das Américas e terceiro maior do mundo. Como em todos os anos, o presidente da ABIMO, Franco Pallamolla, discursou na abertura do evento, defendendo uma agenda única para a saúde avançar no Brasil. Ao lado de autoridades públicas, especialistas da iniciativa privada e importantes nomes da cadeia produtiva da saúde, reforçou a necessidade de mais conexões e união do setor em busca de um futuro que todos desejam, como país e como empresários.

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Discursaram na cerimônia também o novo titular da SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde), Adeílson Cavalcante, representando o Ministério da Saúde; a coordenadora de projetos setoriais da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Flávia Egypto, e, representando a diretora de negócios, Márcia Nejaim; o diretor presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa; a secretária de Pessoa com Deficiência do governo de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella; e outros grandes nomes do setor. Autoridades marcaram presença também em outros momentos da feira. O ex-prefeito e pré-candidato ao governo de São Paulo João Dória (PSDB) visitou a Hospitalar e destacou a importância da saúde para a economia da cidade e do país. O ex-governador do estado de São Paulo e pré-candidato à presidência do Brasil Geraldo Alckmin também foi ao pavilhão do Expo Center Norte.

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COBERTURA HOSPITALAR

AGENDA EM PROL DO SETOR As ações que promoveram parcerias em prol do setor produtivo foram os grandes destaques da agenda diária dos executivos da entidade. Com o objetivo de promover o desenvolvimento do setor da saúde, ABIMO e Supera Parque assinaram um Termo de Cooperação afirmando que serão ofertados treinamentos e realizados encontros que propiciem a troca de experiência entre empresários da indústria da saúde com pesquisadores, além da participação conjunta em eventos nacionais e internacionais do setor. Com a assinatura, os associados ABIMO terão acesso a descontos em testes e ensaios clínicos do Supera Centro de Tecnologia. O presidente do SINAEMO, Ruy Baumer, participou ainda do lançamento do Projeto Hospital 4.0, uma iniciativa conjunta do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e de diversos outros agentes de saúde relevantes do sistema nacional. O projeto visa acelerar a introdução de tecnologia de ponta na saúde, tendo uma plataforma aberta como núcleo. Baumer, representando o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, assinou também com a FBH uma parceria que estabelece entre as instituições o compromisso de, a partir de um Termo de Cooperação, fomentar os resultados das aquisições de insumos e equipamentos, por meio do Ponte de Negócios, plataforma digital com site e aplicativo que oferecem acesso rápido e gratuito a oportunidades de negócios entre Sesi, Senai e as instituições parceiras da Fiesp.

PARCERIA COM HOSPITAIS E INTERNACIONALIZAÇÃO A FBH esteve junto à ABIMO e ao SINAEMO em outras agendas. Visando ampliar o debate sobre a capacidade do Brasil em atuar como um dos principais destinos do turismo de saúde, as entidades assinaram com a Abratus (Associação Brasileira de Turismo de Saúde) e a AMTSBE (Associação Mundial Turismo Saúde e Bem estar)

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um termo de cooperação técnica. O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, junto à diretora da EMME Brasil, Malu Sevieri, e à diretora executiva da Abramed, Priscilla Franklin Martins, tomou posse como membro do conselho do Departamento de Internacionalização da Federação. Internacionalização é um dos assuntos diletos da ABIMO: a agenda do time do Projeto Brazilian Health Devices, em parceria com a Apex-Brasil, foi uma das maiores e mais profícuas de todos os tempos. A convite da ABIMO, uma delegação com jornalistas e formadores de opinião da Argentina, Peru e Colômbia aproveitou a semana da Hospitalar para aprender mais sobre o segmento da saúde do Brasil, por meio do Projeto Imagem, ação voltada à divulgação da imagem da saúde brasileira, na região que concentra oito dos dez maiores compradores de equipamentos médicos fabricados no país.

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Em busca de soluções para a Saúde da Mulher, uma delegação nigeriana participou de reuniões com governo, empresas e hospitais durante a feira. Outras reuniões foram promovidas com Irã, República Dominicana e Costa Rica. A indústria de saúde do Brasil já exporta para o Irã, porém visualiza um grande potencial de aumentar essas cifras, visto que o governo iraniano vem ampliando os gastos na área devido à alta expectativa de vida. Já no comércio entre Brasil e países da América Central, foram detectadas diversas vantagens, entre elas a proximidade geográfica e a similaridade de cultura e idiomas, o que fortalece os vínculos das interessadas em levar, para esses países, soluções de alta qualidade a preços bastante competitivos. Esses encontros foram promovidos em parceria com a ABIMO e a Apex-Brasil, em uma ação denominada Doing Business with Brazil, voltada à promoção

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Promovida pela ABIMO, a já tradicional Rodada de Negócios agradou vendedores brasileiros e compradores de nove países da América Latina: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras, Paraguai, Peru e República Dominicana. A expectativa é de que o trabalho se reverta em US$ 4 milhões em negócios nos próximos 12 meses para as 40 empresas brasileiras que participaram da rodada este ano.

do país como exportador de tecnologia na área da saúde e como destino importante de atração de investimentos.

LEIA MAIS: ht

Foi assinado, ainda, um acordo de cooperação com entidades italianas, cujo objetivo é ampliar exportações de produtos de saúde brasileiros e abrir caminhos para que marcas italianas possam se estabelecer em nosso país.

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COBERTURA HOSPITALAR

REGULAÇÃO E SEGURANÇA A cerimônia de abertura da nona edição da Jornada Regulatória, promovida pela ABIMO em parceria com a Anvisa, contou com a participação do presidente da associação, Franco Pallamolla, de Fernando Mendes Garcia Neto, da Diare (Diretoria de Autorização e Registro Sanitários) da agência, e de Alessandra Bastos Soares, da DSNVS (Diretoria de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária). Na sequência, a primeira sessão de debates traçou os principais desafios da agenda regulatória 2017-2020. Durante o segundo dia, a Anvisa lançou o Manual de Análise de Processo de Importação de Produtos para Saúde. O documento foi criado para orientar empresas que importam produtos relacionados à saúde a preencher corretamente o formulário eletrônico de importação da Anvisa com o intuito de garantir o cumprimento dos requisitos sanitários regulamentados. A agenda seguiu recebendo especialistas da Anvisa e do Inmetro, promovendo debates para melhor entendimento das petições. A segurança do paciente foi foco do terceiro dia de Jornada Regulatória. Tratando especificamente de temas que interferem de forma direta na segurança do paciente, a agenda abordou acidentes de consumo, pirataria em equipamentos médicos e a importância da atuação de engenheiros em instituições de saúde. Nesse mesmo dia, após denúncias feitas durante uma palestra, fiscais da Anvisa autuaram duas empresas que estavam vendendo produtos irregulares na feira. No dia seguinte, a própria agência resolveu fazer nova fiscalização e fechou mais quatro estandes.

HOMENAGENS E COMEMORAÇÕES Tendo a oportunidade de encontrar todos os players da saúde em um único local, a Hospitalar é também palco para homenagens e comemorações. Lideranças mundiais da saúde reuniram-se na casa do superintendente da associação para homenagear o VP Executivo da Messe Düsseldorf, Joachim Schäfer, que está há 12 anos à frente da feira MEDICA e deve se aposentar em agosto deste ano. Um dos mais reconhecidos pesquisadores brasileiros na área de saúde e nutrição materno-infantil recebeu o Prêmio Personalidade do Ano na Área da Saúde 2018. 10

O Dr. Cesar Gomes Victor foi condecorado durante o tradicional jantar de confraternização com lideranças, empresários e profissionais da saúde. Franco Pallamolla, presidente da ABIMO, estava entre os presentes no palco. Na mesma noite, aconteceu a entrega do Troféu Walter Schmidt, ofertado pela Fanem, ao nadador paralímpico Daniel Dias. Outro nome de destaque no setor da saúde, Linamara Rizzo Battistella recebeu, com a presença da ABIMO, uma homenagem da Hospitalar. Comemorando dez anos de atuação na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, a doutora foi uma das grandes responsáveis pelo fortalecimento da cultura de inclusão das pessoas com deficiência, sendo também um braço forte para o setor produtivo de tecnologias assistivas. Foi com o apoio da secretaria da qual Linamara está à frente que o Espaço Reabilitação reuniu oito empresas associadas à ABIMO que atuam diretamente com o desenvolvimento de tecnologias assistivas. Repetindo o sucesso obtido em 2017, cada uma das empresas participantes realizou cerca de 100 contatos, criando expectativas positivas para os próximos meses.

PAVILHÃO ABIMO Das empresas associadas à ABIMO, 113 expuseram na Hospitalar. Visitadas por Paulo Fraccaro, afirmaram que bons negócios estavam em andamento. Segundo relatos

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TECNOLOGIA

de associados, a edição de 2018 superou a anterior em número de negócios firmados por eles. A associação possibilita às empresas que não podem ter seu próprio espaço na feira a chance de exporem seus produtos no Pavilhão ABIMO. Ele foi organizado pela sexta vez e, como resultado do sucesso, 95% das empresas já renovaram a participação para 2019. As empresas presentes encerraram o evento com cerca de R$ 500 mil em negócios fechados e mais de R$ 3 milhões em expectativas para os próximos 12 meses. Ainda durante o evento, foi assinado um contrato de parceria com a HospitalMed 2018, feira que está em sua sexta edição e ocorrerá em Recife de 3 a 5 de outubro. A parceria possibilita oportunidades para fortalecer e gerar novos canais de vendas, por meio do contato entre fornecedores e compradores no Nordeste.

Outro assunto-chave na associação, que não poderia ficar de fora, a tecnologia foi pauta em um local criado pela Hospitalar para debates e palestras diárias. Nele o professor e coordenador do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia da ABIMO, Donizetti Louro, falou sobre “Saúde e conectividade: a inteligência de sistemas ciberfísicos hospitalares”. Durante a apresentação, Louro mostrou o progresso conquistado nos últimos anos na área da ciberciência e também os entraves que ainda dificultam esse avanço, como questões de segurança da informação e qualificação da inteligência humana. “Foram quatro dias intensos de muito trabalho de toda a nossa equipe, preparando o evento e todos os projetos da ABIMO dentro dele com muito afinco e dedicação em prol do desenvolvimento da indústria nacional. Acreditamos que cumprimos nossa missão, e o mais importante agora é dar continuidade aos projetos e às iniciativas gerados durante a feira Hospitalar, buscando sempre novos benefícios para nossos associados”, comenta Paulo Fraccaro. 11


DIA A DIA

MAIO

JUNHO

VMI inaugura, no Brasil, maior fábrica de raios X médicos da América Latina O Grupo Prime Holding iniciou as operações de uma nova fábrica, no dia 27 de abril, em Lagoa Santa (MG). A VMI Tecnologias, nome dado ao novo empreendimento, será a maior do segmento de raios X médicos da América Latina. O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, esteve presente no evento de inauguração, que aconteceu durante o Prime Up 2018, encontro realizado pelas integrantes do Grupo (VMI Security, VMI Tecnologias, Alfamed, Serv Imagem, Construtora Compor e CVM Empreendimentos) para seus profissionais e parceiros.

O desenvolvime ratificação da C controle e elimi do uso de amál

A ABIMO tem a Ciosp 2018, em objetivo de deb Dessa vez, aten Ambiente e par Minamata sobr auditório do Min

Em sua fala, Fraccaro elogiou a instalação da empresa no Brasil: “Em nome da ABIMO, tenho muito orgulho de participar deste evento e quero dar meus parabéns à VMI por estar gerando empregos aqui e fabricando produtos que atenderão a mais de 40 países, contribuindo ainda para a redução do deficit que tem a balança comercial da saúde em nosso país”, salientou.

ABIMO é convidada a compor o CNCP Em portaria publicada no DOU em 23 de maio, o diretor institucional da ABIMO, Márcio Bosio, e o gerente de estratégia regulatória Joffre Moraes foram nomeados no CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria). O Conselho é uma entidade governamental composta por representantes do poder público e privado, com participação de setores prejudicados pela prática no país. É uma iniciativa pioneira no mundo no que tange à proteção da propriedade intelectual, que tem como diretriz principal a elaboração e manutenção do Plano Nacional de Combate à Pirataria, visando à contenção da oferta, por meio de medidas repressivas, e da demanda, por meio de medidas educativas e econômicas. “Por ser um órgão extremamente renomado na ação de combate à pirataria, devido a nossa firme atuação no tema para garantir a qualidade e a segurança dos produtos para a saúde, ficamos muito felizes em fazer parte deste Conselho”, comemora Bosio, afirmando que essa presença poderá dinamizar ainda mais o combate a esse crime e o fortalecimento do setor.

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JUNHO

Odontologia tem papel relevante na implementação da Convenção de Minamata no Brasil O desenvolvimento sustentável na Odontologia recebeu uma motivação urgente em julho de 2017, após a ratificação da Convenção de Minamata pelo Congresso Nacional, que estabelece condições para redução, controle e eliminação do mercúrio em processos industriais e artesanais em todo o mundo, incluindo diminuição do uso de amálgamas dentários. A ABIMO tem atuado com vistas a facilitar condições de encontro para debate desse tema. Assim como no Ciosp 2018, em que estande foi palco de uma reunião entre os principais líderes do setor odontológico com o objetivo de debater as medidas previstas para implementação do acordo, o assunto volta à pauta da associação. Dessa vez, atendeu ao convite da Direção do Departamento de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e participou da 1ª Reunião do GTP-Minamata (Grupo de Trabalho Permanente da Convenção de Minamata sobre Mercúrio), vinculado à Comissão Nacional de Segurança Química no dia 6 de junho de 2018, no auditório do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília.

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ABIMO participa de lançamento oficial do Global Summit Telemedicine & Digital Health Na manhã do dia 12 de junho, a APM (Associação Paulista de Medicina) e o Transamerica Expo Center lançaram oficialmente o Global Summit Telemedicine & Digital Health, que acontece entre 4 e 6 de abril de 2019. Ao todo, 150 empresas estiveram presentes no Renaissance São Paulo Hotel para conhecer detalhes da conferência e descobrir meios de participar dela como parceiras. O superintendente da ABIMO, Paulo Fraccaro, também esteve lá. A entidade faz parte da coordenação do evento, junto a SBIS, ABTms, Abimed, FenaSaúde, Interfarma e Abraid. “A ABIMO está sempre muito preocupada em apoiar e estar presente nos eventos relevantes para o setor – além de divulgá-los aos associados. Nosso papel é fazer a ponte entre o que está acontecendo no mundo e as nossas empresas, por isso encontros globais e desse porte estão sempre no radar”, explica Fraccaro a respeito do apoio da entidade à iniciativa. “Não há dúvidas de que a saúde digital, a telemedicina e a indústria 4.0 são o futuro para o setor, portanto participarmos do Global Summit Telemedicine & Digital Health é imprescindível.”

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DIA A DIA

ABIMO, LAIS, Funpec e UFRN assinam Termo de Cooperação Técnico-Científica No dia 20 de junho a ABIMO, o LAIS (Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde), a Funpec (Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura) e a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) assinaram um Termo de Cooperação Técnico-Científica para iniciativas de identificação e controle de sífilis congênita que envolvem tanto o levantamento de dados quanto a criação de metodologias para prevenção e diagnóstico da doença no Brasil. “O intuito das instituições é fortalecer as ações de pesquisas científicas aplicadas na área do controle e do combate à sífilis no SUS (Sistema Único de Saúde), bem como a qualificação da informação estratégica para a contenção dessa doença”, explica o superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro.

JULHO ABIMO participa de Convenção Brasileira de Hospitais, promovida pela FBH

Seminário

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O seminário env das entidades a no tocante aos enfrentamento

A realização da 12ª CBH (Convenção Brasileira de Hospitais), encerrada no dia 4 de julho, no Centro de Convenções de Goiânia (GO), proporcionou, pela primeira vez na região Centro-Oeste, um encontro estratégico entre lideranças institucionais e governamentais, gestores de hospitais públicos e privados, estudiosos e empresas de tecnologia hospitalar não só para trocar experiências, mas também debater sobre o futuro dos estabelecimentos de saúde no país. O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, foi um dos convidados para palestrar na convenção. Ele falou sobre o cenário e as perspectivas do setor de saúde no Brasil, abordando como a inovação e a tecnologia passaram a fazer parte do dia a dia das pessoas, inclusive na saúde, além de como os executivos presentes poderiam – e deveriam – utilizar-se dessas novas ferramentas para driblar a difícil fase econômica e política pelo país. “Na busca das possíveis respostas de como devemos tocar os nossos negócios nesse momento, temos que sair da rotina, pensar muito, analisar centenas de vezes e entender muito bem os nossos objetivos.”

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Fraccaro finalizou sua apresentação afirmando que não existem palavras nem frases milagrosas que poderiam conduzi-los a um futuro promissor e seguro. Em seguida, por Roberto Vellasco, diretor de convênios da Associação de Hospitais do Rio de Janeiro, ao lado de Dante Garcia, mestre em Saúde Coletiva, e Mauro Adam, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia, a discussão foi aberta aos presentes.

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Entre os dias 19 e Computadorizado tipicamente atuam engenharia, projet


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Seminário promovido pela ABIMO debate pirataria de produtos para a saúde

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Dadas as inúmeras consequências terríveis que o comércio de produtos piratas ocasiona, a ABIMO organizou no dia 9 de julho, em João Pessoa (PB), o seminário “Combate à Pirataria e Proteção à Saúde do Consumidor: enfrentamento de violências silenciosas decorrentes da pirataria no setor de produtos para saúde”.

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O evento promoveu o debate público a respeito dos desafios relacionados ao enfrentamento da falsificação de produtos voltados ao setor odontológico e a outros segmentos da área de saúde, com atenção especial ao papel central desempenhado pelo Ministério Público na condução de medidas de inteligência para o combate a essas violações aos direitos de propriedade intelectual e proteção à saúde. O seminário envolveu o Poder Público Federal, Estadual e Civil, com falas de autoridades e representantes das entidades apoiadoras, incluindo a explanação dos trabalhos da frente parlamentar e da Receita Federal no tocante aos desafios relacionados ao combate à pirataria, bem como à perspectiva internacional do enfrentamento a esse crime, no setor de produtos para a saúde.

ABIMO esteve no X ENOAC O centro de convenções da Firjan foi palco mais uma vez do ENOAC (Encontro de Organismos de Avaliação da Conformidade). Em sua 10ª edição, o evento aproveitou a agenda para comemorar o Dia Mundial da Acreditação. “Sem dúvida temos, neste momento em que diversas normativas estão sendo atualizadas, a necessidade de interação entre os inúmeros atores que compõem o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade. Nosso papel como indústria e usuária deste sistema será apoiar, questionar e debater estas melhores práticas que com muito brilho foram apresentadas no X ENOAC”, comenta o gerente de estratégia regulatória da ABIMO, Joffre Moraes, que esteve no encontro.

Mais uma edição do Curso de Validação de Sistemas Computadorizados Entre os dias 19 e 20 de julho, a ABIMO organizou mais uma edição do treinamento em Validação de Sistemas Computadorizados. O evento destina-se aos profissionais com envolvimento direto ou indireto na área, que tipicamente atuam em desenvolvimento, produção, qualidade, controle da qualidade, assuntos regulatórios, validação, engenharia, projetos e tecnologia da informação. Leia mais sobre o assunto na página 46 dessa edição.

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DIA A DIA

AGOSTO

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Gestores debatem o futuro da saúde no país em congresso do Conasems

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Entre os dias 25 e 27 de julho, cerca de quatro mil gestores da área da saúde se reuniram para debater o tema “A saúde que queremos para o Brasil – o direito à saúde, organização dos sistemas e o financiamento da política de saúde” no congresso do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém-PA. Convidado a participar, o superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro foi representado pelo coordenador do GT da Indústria 4.0 da ABIMO, Donizetti Louro, para uma das apresentações. Em seu discurso, Louro enfatizou a importância da inovação e tecnologias em saúde, alcance das novas tecnologias na atenção básica da saúde, dispositivos móveis e, principalmente, a adoção de soluções de gestão em tempo real com equipamentos de diagnósticos a distância. “Meu objetivo foi mostrar que a telemedicina tem em seu DNA a missão de facilitar a aquisição de dados eletrofisiológicos e de monitoramento de pacientes.”

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O 34º Congresso do Conasems agrega gestores municipais de saúde, trabalhadores do SUS e de todas as esferas de governo, representantes de instituições ligadas à saúde pública e autoridades. Durante o congresso, também foi realizada a feira “Brasil aqui tem SUS” e a 15ª mostra “Brasil aqui tem SUS”. Foram mais de 340 experiências exitosas de secretarias municipais de saúde de todo o país sendo apresentadas aos participantes. O evento contou também com mesas temáticas e seminários, com temas que envolvem, por exemplo, o fortalecimento e inovação da atenção básica do sistema público de saúde.


Conasems

AGOSTO

ABIMO promove pressday para falar sobre CIMES Na manhã do dia 2 de agosto, a ABIMO promoveu um encontro com jornalistas do trade de saúde, para apresentar o CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde) e estreitar o relacionamento com esses veículos, em busca de uma parceria nos temas da saúde. A gerente de marketing Rejane Dias e o coordenador de marketing Márcio Bertoni apresentaram um pouco da história da associação e dos seis anos de realização do CIMES, além de comentarem sobre as palestras e convidados da 7ª edição do Congresso.

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DIA A DIA

Pa ABIMO esteve presente no 28º Congresso CMB

O diretor institucional da ABIMO, Márcio Bosio, esteve presente nos dias 15 e 16 de agosto no 28º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, evento promovido pela CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas). Tendo como tema central “A evolução de uma história: novas políticas, gestão e parcerias”, o congresso buscou relembrar o papel da CMB junto à sociedade, os desafios enfrentados e as escolhas que precisam fazer para chegarem ao futuro. O tema do encontro deste ano foi selecionado com base no momento especial da economia e política brasileira, por estarmos em fase de campanha eleitoral. O congresso comemorou ainda os 55 anos da CMB, entidade que tem dado voz aos hospitais sem fins lucrativos em todas as esferas de poder, buscando consolidar o papel histórico do setor filantrópico na saúde.

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CNI lança coalizão empresarial para exportação No último dia 6 de agosto a CNI (Confederação Nacional da Indústria) fez o lançamento de uma coalizão empresarial, que tem como intuito tratar tanto os problemas internos quanto a demora nos processos de importação e exportação, como gargalos no exterior. “O movimento da CNI com a criação da CFB é de extrema importância para as indústrias exportadoras do segmento médico, odontológico, hospitalar e de laboratório, pois, permitirá que os órgãos competentes possam monitorar diversos entraves para expansão do comércio internacional, além de permitir o ataque a outras barreiras que dificultam nossas exportações”, comenta

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o gerente de projetos e marketing internacional da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), Rodolfo Yamada, que esteve presente no evento. Em um levantamento atualizado da CNI, em parceria com associações e federações da indústria, existem cerca de 20 barreiras comerciais no exterior contra produtos brasileiros, essas barreiras foram inseridas no SEM Barreiras (Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras) do governo federal. O lançamento da coalizão contribuirá para a definição de estratégias para lidar com esse problema.

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Palestra promovida pelo SINAEMO abordou aplicabilidade e efetividade da Modernização Trabalhista

Na tarde de 16 de agosto, SINAEMO e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), promoveram uma palestra sobre a modernização trabalhista, abordando seus principais aspectos práticos e processuais para que as empresas associadas estejam mais seguras na administração das relações com os seus recursos humanos. Na abertura, o diretor administrativo do SINAEMO, José Augusto Queiroz, falou aos presentes sobre a importância do associativismo e elencou os benefícios que possuem os associados ao sindicato, como os serviços de Linha Direta, Grupo de Rh por WhatsApp e do Plantão Jurídico, além da possibilidade de participação e atuação nas discussões que permeiam o setor. Na sequência, Glaucio Grossi Braga, advogado com aprimoramento em Gestão Estratégica de Projetos e Direito Processual e Material do Trabalho e membro

da equipe do Desin (Departamento Sindical e de Serviços da Fiesp), iniciou sua apresentação. Estamos em um momento de comunicar efetivamente como as coisas estão mudando a partir da reforma, e também entender dos presentes as suas impressões”, disse, para promover o debate de como as empresas vêm aplicando a nova legislação e quais oportunidades vislumbram para seus negócios. Segundo o advogado, a reforma, além de garantir a proteção dos trabalhadores, adequou às regras as especificidades de cada setor, propiciando segurança jurídica e melhora no ambiente de negócios do país. “Tão importante quanto o assunto central do encontro, foi a oportunidade de o SINAEMO, mais uma vez, poder atuar consolidando efetiva aproximação com os seus associados, conhecendo as suas prioridades, necessidades e expectativas atuais”, afirma Queiroz.

ABIMO e Hospitalar renovam parceria por mais cinco anos Na oportunidade da reunião mensal da diretoria da ABIMO, ocorrida em 29 de agosto, o presidente da ABIMO, Franco Pallamolla, e o presidente da UBM, Jean François Quentin, renovaram o contrato com a feira Hospitalar. Uma parceria que começou em 1994. O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, ressalta a relevância da longa parceria com uma das maiores vitrines do mercado da saúde: “A ABIMO está muito satisfeita com essa renovação antecipada com a Hospitalar. Isso demonstra a importância dessa parceria que já vem sendo traçada há muitos anos e contribui imensamente para história do setor da saúde”, conta.

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DIA A DIA

Ruy Baumer é homenageado em cerimônia de 80 anos do Sindhosp

Fórum I

O superintendente presidente do SINA marketing Rejane D 3º Filis (Fórum Inte ocorreu no dia 31de O fórum é promovid Medicina Diagnósti sustentável da med O presidente do SINAEMO, Ruy Baumer, foi um dos homenageados durante a cerimônia de 80 anos do Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado de São Paulo), por ter contribuído de forma efetiva no desenvolvimento da prestação de serviços do sindicato ao setor da saúde. A comemoração aconteceu na noite de 27 de agosto, no salão nobre da Câmara dos Vereadores de São Paulo. Para Baumer, o Sindhosp tem uma atuação muito forte na defesa dos interesses dos hospitais do Brasil na política. “Conseguir 80 anos de entidade é um fato memorável, pois não é toda instituição que dura esse tempo todo aumentando a sua importância”, comenta. Falando sobre a sua contribuição, o presidente destaca a união de longa data. “Desde a criação do Sindhosp, estamos juntos apoiando suas propostas e fazendo uma discussão grande e rica sobre determinado tema. É uma comemoração a que nós não podíamos faltar”, completa.

Associadas conhecem o mercado hospitalar do mundo pet Trabalhando para o desenvolvimento da cadeia produtiva de equipamentos médicos em setores diferenciados, 19 empresas associadas à ABIMO reuniram-se no último dia 21 de agosto na PET South America, feira internacional de produtos e serviços para a linha pet e veterinária, que ocorreu em São Paulo, para uma reunião com o presidente da ABHV (Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários), João Abel Buck; e com o diretor de portfólio da Nürnberg Messe Brasil, Diego de Carvalho, a respeito do mercado Pet. Durante o encontro, os empresários avaliaram juntos o potencial de investimento e oportunidades desse mercado. Na apresentação, dados mostraram que o faturamento do mercado pet no Brasil em 2017 foi de R$ 20 bilhões, ainda com expectativa de crescimento em 7% para este ano. Conforme pesquisa divulgada, a população pet no país chega a ser de 159 milhões, território considerado o segundo maior do mundo em cães, gatos, aves canoras e ornamentais, e terceiro maior 20

do mundo em população total de animais de estimação. Após a reunião, os presentes visitaram a área dedicada às empresas de equipamentos e instrumentos para hospitais, clínicas e laboratórios veterinários, PETVET. No local, também havia um espaço o qual reproduzia um hospital veterinário modelo, com salas de internação, centro cirúrgico, UTI, laboratórios de diagnóstico e sala de exames com equipamentos de última geração, além de exposição de tendências e novidades da área veterinária. A ABIMO estuda a criação de um pavilhão no evento em 2019.

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Fórum Internacional de Lideranças da Saúde acontece em São Paulo O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, o presidente do SINAEMO, Ruy Baumer e a gerente de marketing Rejane Dias, estiveram presentes na abertura do 3º Filis (Fórum Internacional de Lideranças da Saúde), que ocorreu no dia 31de agosto, no Hotel Renaissance, em São Paulo. O fórum é promovido pela Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) e tem como intuito o desenvolvimento sustentável da medicina diagnóstica. A edição deste ano trouxe o tema “Saúde em Pauta: perspectivas para o futuro do setor”, buscando ser um evento dinâmico, interativo, estimulante e impactante, contando com mais de 30 palestrantes e debatedores nacionais e internacionais. Durante o primeiro debate, Baumer fez parte do painel que abordou a visão estratégica e estruturante da saúde. Mais de 500 pessoas estiveram presentes no evento.

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BHD MERCADOS-ALVO

Viva

México! Com incertezas políticas e econômicas, país busca diminuir sua dependência dos Estados Unidos; produtos brasileiros podem ganhar mais mercado

O México é o segundo país mais industrializado e a segunda maior economia da região latino-americana depois do Brasil, ocupando o 12º lugar entre as maiores do mundo. É também o maior exportador e importador entre os países da América Latina. Muito se ouviu falar a respeito do país nas últimas semanas, dadas as incertezas políticas e econômicas, enquanto negociadores do país e dos Estados Unidos conversavam para renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês). Ainda que o acordo comercial acertado nos últimos dias de agosto com o governo norte-americano tenha evitado o cenário mais temido para o país latino-americano – a ruptura com seu principal parceiro comercial – toda essa história deixou claro que o México precisa urgentemente diminuir sua dependência do vizinho do norte, de onde importa quase 80% de seus produtos.

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Deborah Rezende e Thais Martins

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BHD MERCADOS-ALVO

“Com o recrudescimento das relações com os Estados Unidos, há espaço para o crescimento da atuação de outros parceiros, sendo grande o potencial brasileiro para incrementar seu fluxo de exportações àquele país”, explica o coordenador de acesso a mercados da ABIMO, Rafael Cavalcante.

O aumento do interesse mexicano pelos produtos brasileiros reflete-se nos números

O presidente Michel Temer se reuniu em julho deste ano com o comandante do México, Enrique Peña Nieto, na cidade de Puerto Vallarta e tratou da expansão nas relações comerciais entre os dois países. Temer saiu do encontro otimista, mas nenhum acordo a esse respeito foi firmado ainda, segundo a Agência Brasil. “As relações México-Brasil, que já são mais do que razoáveis, estão sendo intensificadas por essa conversa que estamos tendo, especificamente no tocante às relações comerciais”, disse Temer ao sair do encontro. Peña Nieto não assumiu – na ocasião – compromisso em relação às propostas do Brasil, pois iria conversar antes com os demais integrantes. A relação comercial entre México e Brasil, que experimentou um forte crescimento nos últimos anos, vem, agora, evidenciando uma redução de seu peso na pauta de exportação brasileira. Em 2018, de acordo com os dados do MDIC (Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços), o México é apenas o nono país de destino das exportações totais, tendo apresentado uma queda de 2,1% quando comparados os números de janeiro a agosto de 2018 (US$ 2,911 bilhões) com os do ano passado (US$ 2,973 bilhões). O auge das trocas bilaterais se deu em 2012-2013, quando atingiram o patamar de US$ 10 bilhões. Ao recortar os dados da balança comercial de produtos com NCMs representados pela ABIMO entre os países, o aumento do interesse mexicano pelos produtos brasileiros reflete-se nos números. Além de ser o segundo país no ranking dos maiores exportadores de artigos para a saúde, em 2017 24

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houve um aumento de mais de 68% no número de produtos exportados. Se em 2016 foram US$ 39,4 milhões em artigos para o México, o ano seguinte fechou com US$ 66,3 milhões. “Quando recortados os números das empresas que fazem parte do BHD, o aumento é de um pouco mais de 8%. Vai de US$ 4,9 milhões para um pouco mais de US$ 5,3 milhões”, conta Cavalcante. “Isso ratifica o potencial de mercado para as nossas empresas”, diagnostica.

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CONHECENDO O TERRITÓRIO O time da área de exportações da ABIMO esteve em junho de 2018 no México para uma missão prospectiva. Os compromissos envolveram visitas a embaixada brasileira, distribuidores e consultorias locais; reunião com representantes do Departamento de Promoção Comercial (Secom) da Embaixada do Brasil na Cidade do México; visita técnica às instalações da empresa associada Fanem no Parque Tecnológico de Guadalajara; e acompanhamento da edição 2018

Dos produtos mais exportados pelas empresas membro do BHD para o México estão os instrumentos e aparelhos para odontologia, seguidos por artigos e aparelhos ortopédicos e outros instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia. Aparelhos de raios x, de diagnóstico, de tomadas maxilares panorâmicas, outras próteses articulares, acessórios de aparelhos de ortopedia/fratura e aparelhos dentários de brocar, também figuram na lista dos NMCs de destaque.

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A Fanem, que exporta para o país há mais de 20 anos, está em fase final de ter sua produção local no país. A operação no México encontra-se na fase de obtenção dos certificados da planta, localizada no Parque Tecnológico de Guadalajara, que já está pronta para começar a produzir. “Isso ocorrerá assim que tivermos a certificação, principalmente de Boas Práticas de Fabricação”, conta José Flosi, responsável pela operação. Inicialmente, o objetivo da companhia é atingir o expressivo mercado local que, devido à elevada taxa de natalidade, consome cerca de US$ 40 milhões por ano em equipamentos neonatais. Posteriormente, a ideia é atender também a América Central, Caribe e Ásia, quer seja pelas facilidades logísticas ou em função de tratados de livre comércio.

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IDS BHD MERCADOS-ALVO

o posicionamento de empresas e setores apoiados naquele país, tendo identificado o mercado como importante na estratégia de presença do Brasil na América Latina. O segmento médico-odontológico foi um dos participantes do evento, juntamente com outras áreas, como químicos e fármacos, máquinas e equipamentos, além de telecomunicações. Iniciada na Cidade do México, a programação contou com seminários técnicos nos quais foram apontadas as melhores oportunidades locais e com rodadas de negócios que envolveram compradores mexicanos previamente selecionados. da Expomed, evento que reúne os principais líderes de saúde do país e funciona como vitrine para exposição de produtos e inovações do segmento. A proposta das ações é ser uma ponte de oportunidades entre o mercado mexicano e os empreendedores brasileiros para potencializar as exportações e consolidar a imagem competitiva do Brasil como fornecedor de tecnologia. Em maio deste ano, a própria Apex-Brasil promoveu a edição 2018 do Brasil Tecnológico, evento de internacionalização e promoção comercial que une diversos setores produtivos brasileiros ligados à tecnologia. Segundo a agência, o México foi escolhido em função das análises obtidas por meio de seus estudos de inteligência, nos quais se constatou que o país segue como importante parceiro comercial do Brasil e, portanto, fonte de um conjunto de oportunidades em função da situação atual e nosso histórico na balança comercial. A escolha desse mercado foi reforçada pelo fato de a Apex-Brasil, apesar de identificar oportunidades no México, ainda trabalhar pouco

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Nesse rumo, de 2 a 7 de dezembro de 2018 será realizada pela ABIMO uma missão comercial que será composta por dois trechos, iniciando na Cidade do México, a partir de reunião inaugural no dia 3 de dezembro. O segundo trecho será preferencialmente voltado à cidade de Guadalajara, com deslocamento em 5 de dezembro à tarde. “A agenda será composta essencialmente de uma reunião inaugural de apresentação, rodadas de negócios e visitas externas a locais de interesse, como distribuidores, hospitais, ambulatórios, clínicas, institutos de pesquisa etc., a critério de cada empresa”, explica Cavalcante.

PERCEPÇÕES DO MERCADO Para o especialista, o aspecto regulatório do acesso ao mercado mexicano é, assim como em outros países, um ponto desafiador. A Cofepris (Comissão Federal para Proteção contra Riscos Sanitários), agência mexicana de regulação congênere à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), conta com um processo moroso e que precisa ser enfrentado com bastante atenção por quem busca espaço dentro do mercado de saúde no México.

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Há uma peculiaridade no país: os terceiros autorizados. Trata-se de consultorias, que servem para validar ou não os processos já feitos por uma empresa interessada em exportar. “Ainda que essas empresas apenas chancelem um trabalho de registro já feito pela empresa, mesmo que de forma autônoma, quando se fala em contratação desses terceiros autorizados, a grande vantagem é que o processo de registro se dá, de modo geral, de forma muito mais célere junto à Cofepris, pois vai para uma espécie de fila preferencial”, explica o especialista da ABIMO. “O mercado mexicano se caracteriza por suas grandes proporções e baixa participação brasileira, sobretudo, em termos de comércio exterior e investimentos estrangeiros”. Em matéria para o site do El País, em novembro de 2017, cita-se que o isolamento das duas principais economias da América Latina tem origem em sua percepção histórica como concorrentes e não tanto como parceiras. As duas grandes potências latino-americanas ainda não têm um esquema objetivo de livre comércio, mas agora veem a necessidade de aproximar-se. Esse é um dos grandes gargalos apontados por distribuidores de empresas brasileiras no país, segundo Cavalcante. Há algum tempo fala-se da ampliação do Acordo de Complementação Econômica entre o Brasil e o México (ACE-53), que envolve bens de diferentes setores e hoje possui apenas 800 produtos, sendo só metade deles livre de tarifas de importação. Na prática, porém, nada se vê acontecer para que o cenário mude em um curto horizonte de tempo.

Um estudo da CNI mostra que o Brasil é menos beneficiado do que o México nos acordos que existem. A análise dos fluxos de comércio entre os dois países indica que 74% da exportação mexicana ao Brasil é realizada no âmbito dos acordos, mas apenas 55% das exportações brasileiras entram com preferência tarifária no outro mercado latino-americano. Grande parte dos produtos brasileiros com vantagens competitivas está fora do acordo atualmente. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, divulgados pela Confederação em 2017, um acordo aumentaria em 50% a corrente de comércio entre os dois países em dez anos. Essa é, inclusive, uma das prioridades da CNI para a agenda de 2018. Em reunião da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), realizada em agosto, em Brasília, o embaixador do México no Brasil, Salvador Arriola, afirmou que o governo mexicano está trabalhando para estabelecer mecanismos para promover encontros entre os setores privado mexicano e brasileiro. De acordo com Arriola, o governo mexicano está elaborando uma proposta para criar um Conselho Empresarial Brasil-México, com lugar de destaque para a indústria. Esperamos que dê certo.

Foto: Miguel Ângelo/CNI

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ABIMO EM AÇÃO

Destravando obstáculos

ABIMO monta grupos de trabalho para traçar rotas de desburocratização Uma associação como a ABIMO, que conta com cerca de 330 empresas, tem em mãos um rico repertório de experiências do setor. Reconhecendo a importância da atuação conjunta de entidade associativa e associados para o destrave de obstáculos que dificultam – e muitas vezes impedem – o desenvolvimento industrial do país, a ABIMO criou dois grupos de trabalho que prometem facilitar a busca por soluções para algumas das principais dificuldades enfrentadas pelas fabricantes de artigos e equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratórios. Tendo a internacionalização da indústria brasileira como uma de suas vertentes estratégicas, a ABIMO organiza o Comitê de Comércio Exterior. Criado para debater entraves ao desempenho das empresas nacionais que miram negócios além das fronteiras brasileiras, o grupo também analisa problemas inerentes às importações que afetam negativamente as cadeias de produção. “O projeto vem ganhando corpo, e levantaremos todos os entraves que dificultam a exportação para que possamos notificar os órgãos responsáveis”, comenta Rafael Cavalcante, coordenador de Acessos a Mercados da ABIMO e um dos membros do comitê que tem, como eixo norteador, o mapeamento prévio de barreiras e tendências aliado justamente à vasta experiência das empresas associadas.

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Ao reunir esses profissionais que se dispuseram a encarar os problemas do setor buscando soluções e alternativas para o crescimento, o grupo de trabalho considera, no momento, realizar uma aproximação com a Receita Federal para melhor entendimento das transações internacionais. Além disso, empenha-se em sensibilizar autoridades brasileiras por meio de informações e subsídios sobre as barreiras geradas pelos aspectos regulatórios e seu impacto para a inserção internacional do setor em diversos mercados. As primeiras reuniões do Comitê de Comércio Exterior organizado pela ABIMO contaram com a participação das empresas Angelus, Baumer, Biomecânica, Dental Morelli, Fanem, Labtest, Magnamed, Phoenix e Quinelato; além de profissionais do escritório Honda, Teixeira, Araújo, Rocha Advogados. Paralelamente ao trabalho do Comitê de Comércio Exterior, a ABIMO também fomenta um grupo de trabalho da indústria de tecnologia assistiva, setor que produz recursos e serviços que promovem maior qualidade de vida às pessoas com deficiência. Intitulado Comitê de Tecnologia Assistiva, o grupo tem como meta definir estratégias que impulsionam e fortalecem o setor, identificando barreiras e tendências para este mercado que já movimenta cerca de US$ 1,35 bilhão e tem previsão de crescer quase 10% ao ano. Como primeiras iniciativas, o comitê busca apoiar questões regulatórias e tributárias, além

de fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento e investir em promoções comerciais. “Faltam normas técnicas do setor e laboratórios acreditados para certificação de produtos de tecnologia assistiva”, comenta Karina Yamamoto, coordenadora de Promoção Comercial da ABIMO, que o Brasil importa uma quantidade significativa de produtos e que esses impostos de importação poderiam funcionar como incentivo ao desenvolvimento da indústria nacional. O grupo de trabalho de tecnologia assistiva planeja, para os próximos meses, aproximar-se do Banco do Brasil para entender melhor o plano de financiamento “Viver sem limites”. Com esse conhecimento em mãos, criará mecanismos para blindar o plano e ter mais segurança contra fraudes. Além dessa iniciativa, o comitê seguirá em busca de outras linhas de financiamento e de construção de ações para incentivar a inovação. A primeira reunião deste grupo recebeu as empresas Cavenaghi, EMME, Fix It, Freedom, Jumper, Ortrus, Rehamov e Tecassistiva; o Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia Assistiva; e a UBM Brazil, organizadora da Feira Hospitalar, principal evento do segmento de saúde na América Latina. Com esses dois grupos de trabalho, que estão abertos à participação das associadas, a ABIMO segue seu plano de profissionalização indicando profissionais altamente competentes para a condução de algumas das ações que prometem contribuir significativamente para o crescimento da indústria de saúde brasileira.

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BHD PUBLIEDITORIAL

ACESSO E SUCESSO

EDUCAÇÃO CONTINUADA COMO PILAR DE DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE

Em constante contato com hospitais, operadoras de saúde e laboratórios, o time de especialistas . TM Jobs da identificou uma necessidade latente no mercado: promover apoio ao desenvolvimento de competências críticas e prover olhar consultivo às reais carências de cada instituição da saúde. Para entender melhor esse caminho estratégico focado na geração de valor compartilhado e sustentável, a ABIMO em Revista conversou com Tania Machado, CEO da TM Jobs. ABIMO em Revista – Quais são os grandes entraves do setor que podem ser solucionados por meio da educação corporativa? Tania Machado – A necessidade de profissionalização é constante, e no universo da saúde as particularidades são muitas. Há enorme dificuldade de integração tanto de processos quanto de pessoas. As atividades de recursos humanos que eram puramente burocráticas agora se expandem para o planejamento estratégico, em que é preciso incluir a gestão de relacionamentos e competências. E o projeto de educação corporativa pode ser fator decisivo para solucionar problemas.

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ABIMO em Revista – A educação corporativa oferecida pela TM Jobs é personalizada? Tania Machado – Mesmo que todas as empresas tenham dificuldades, cada uma está em um nível de maturidade. Portanto, é indispensável criar projetos sob medida. ABIMO em Revista – Como a indústria pode se beneficiar desses projetos? Tania Machado – Quem se capacita torna-se protagonista de um novo modelo cultural. Consegue engajar equipes, somando forças para alcançar os objetivos. Precisamos quebrar paradigmas, cultivar uma inquietude inovadora, delegar funções com excelência e, principalmente, identificar as oportunidades. ABIMO em Revista – O que é o Business Club Healthcare? Os associados ABIMO têm acesso aos eventos realizados pelo grupo? Tania Machado – É uma plataforma para a reunião de lideranças interessadas em discutir boas práticas de gestão e governança. Até o momento foram realizadas 59 edições que trazem à tona as necessidades pontuais do mercado. Os associados à ABIMO podem participar dos encontros do BCH tanto como congressistas quanto como patrocinadores. ABIMO em Revista – Recentemente a TM Jobs lançou uma plataforma especial sobre leis de incentivo. Como funciona essa assessoria? Tania Machado – Essa foi uma demanda do mercado. Montamos, então, uma equipe multidisciplinar para compor nosso time e criar um cardápio de possibilidades. São inúmeros projetos em que é viável investir, e a indústria não tem conhecimento. Com esse time de especialistas, fazemos a captação, criamos projetos e damos

suporte em toda a burocracia, que inclui levantamento de dados e oportunidades, redações e relatórios necessários. Alguns exemplos são: • Pronas/PCD (Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência), que fomenta serviços médicos, de assistência, formação e treinamento de recursos humanos. • Pronon (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica), que visa à prevenção e ao combate ao câncer e envolve pesquisa, rastreamento, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. ABIMO em Revista – Dos impostos, quanto pode ser abatido? Tania Machado – Empresas de lucro presumido podem utilizar 6% do ICMS de São Paulo; já as de lucro real podem utilizar até 9% do IRPJ. Em tempos de crise, quando as verbas estão enxutas, a indústria pode utilizar esse investimento para fortalecer ações de marketing e de relacionamento com o cliente. ABIMO em Revista – E quais são os planos futuros da TM Jobs? Tania Machado – Celebramos seis anos de atuação e nosso propósito sempre foi – e sempre será – apoiar nossos clientes na concretização de seus objetivos estratégicos a partir de um profundo conhecimento do setor e da nossa rede de relacionamento com os principais agentes da cadeia. Queremos cobrir todo o território nacional e ampliar nossa entrada na América Latina. Temos, como lema, a geração de valor compartilhado e sustentável, e a indústria do setor de saúde pode contar com esse nosso apoio. Sempre deixo a mensagem de São Tomás de Aquino: “Para aqueles que têm fé, nenhuma explicação é necessária. Para aqueles sem fé, nenhuma explicação é possível”.

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INOVAÇÃO

Inteligência artificial Um caminho sem volta Se há um consenso mundial de que o tempo parece estar passando a cada dia mais rápido, essa percepção é ampliada quando analisamos os avanços da tecnologia. Lembramos, como se fosse ontem, os momentos em que visitávamos as bibliotecas em busca de informações e agora temos tudo na palma da mão. E, mais do que isso, muitos de nós nem conseguimos imaginar como seria a vida sem esses dispositivos facilitadores. Pensar em inteligência artificial fazendo ligações com filmes de ficção científica é coisa do passado, pois essa tecnologia está pronta e em uso no mundo, facilitando as relações e impulsionando os negócios. Na área de saúde, já temos inteligência artificial para integração de departamentos de radiologia e patologia, para planejar tratamentos de radioterapia com muito mais agilidade, para separar e encaminhar medicamentos de forma automatizada e na busca por mais acurácia em diagnósticos. Com tanta inovação acontecendo, como está a relação entre a inteligência humana e a inteligência artificial?

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a

Marcela Marques

Para o filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, responsável pela palestra de encerramento do 7º CIMES (Congresso de Inovação de Materiais e Equipamentos para Saúde), evento promovido anualmente pela ABIMO para discutir temas ligados à inovação, não há como fugir à naturalização da tecnologia. “Trata-se de um processo lento e gradual para que a inteligência artificial faça parte da nossa vida”, diz reforçando que aos poucos assimilaremos as ferramentas artificialmente inteligentes como parte dos nossos corpos físicos e sociais. Algo parecido ao que já acontece nas relações entre homens e smartphones. Se por um lado esse relacionamento parece ser extremamente vantajoso, por outro gera receios e incertezas. Uma pesquisa publicada em 2013 por Carl Benedilt Frey e Michael Osborne e intitulada “O futuro do emprego: quão suscetíveis são os postos de trabalho mediante a computação”, analisou mais de 700 ocupações norte-americanas para examinar os impactos da informatização. De acordo com as estimativas, 47% dos empregos totais dos EUA estão em risco. Na área de cuidados com a vida, a pesquisa cita o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, com unidades espalhadas pelo território norte-americano, que utiliza o Watson, da IBM, em suas atividades. Absorvendo todo o conhecimento proveniente de 600 mil relatórios de evidências médicas somado a 1,5 milhão de registros de pacientes e ensaios clínicos e outros 2 milhões de publicações em revistas científicas, a máquina se responsabiliza por fornecer um benchmarking e reconhecer padrões. Comparando sintomas individuais, genética, histórico familiar e medicamentoso, consegue diagnosticar e desenvolver um plano de tratamento com maior probabilidade de sucesso. 33


INOVAÇÃO

Será, então, que realmente estamos perdendo nossos empregos para as máquinas? Para Rodrigo Streithorst, CEO da Streithorst Soluções Tecnológicas, esse medo não está totalmente fora de contexto. “Um bom profissional em inteligência artificial capaz de fazer boas análises preditivas tira o emprego de milhares. Essa é uma preocupação que está, inclusive, sendo debatida no Vale do Silício”, comenta sobre a região de São Francisco, nos EUA, que abriga várias empresas de alta tecnologia.

desigualdade aumenta violência, criminalidade e depressão. O que está em jogo é a criação de um modelo razoável de sociedade. É preciso investir em novas atividades paralelas, programas de requalificação inclusive para a terceira idade”, comenta.

E já há, inclusive, uma linha de pensamento que se responsabiliza por essa demanda. A ciência humanitária, De forma histórica, a humanidade vem se defendida ferrenhamente adaptando às adversidades. E a ideia de muitos por Ricardo Valentim, profissionais que atuam no segmento de coordenador do LAIS tecnologia é que o mesmo acontecerá com a (Laboratório de Inovação chegada dominante da inteligência artificial. Tecnológica em Saúde) James Bessen, professor de direito da da UFRN (Universidade Universidade de Boston (EUA) e autor do livro Federal do Rio Grande Learning by doing: the real connection between do Norte), é a ciência que deixa de pensar a innovations, wages and wealth, publicou em 2015 tecnologia por si só para pensar o todo. “Somos um artigo no portal do FMI (Fundo Monetário um mundo realmente desenvolvido? Temos Internacional) afirmando riquezas, mas ser preciso entender se temos fome. Temos “Somos um mundo realmente a tecnologia eliminará desenvolvimento desenvolvido? Temos riquezas, empregos ou exigirá tecnológico em mas temos fome. adaptações. “Se os saúde, mas ainda Temos desenvolvimento tecnológico temos AIDS, sífilis e trabalhadores forem substituídos, será em saúde, mas ainda temos AIDS, pessoas morrendo necessário lidar com o por sarampo. E é a sífilis e pessoas morrendo crescente desemprego e a ciência humanitária por sarampo” ampliação da desigualdade. que sanará essas Mas se o problema principal questões”, declara. Ricardo Valentim, LAIS for o deslocamento desses profissionais para outras Segundo ele, um atividades que exigem novas habilidades, será dos grandes responsáveis pelas inovações necessário desenvolver uma nova disruptivas criadas pelo LAIS, é preciso pensar no força de trabalho”, escreveu. cuidado integral, pois “distribuir cuidado é o cerne principal da saúde”. “Se gero um dispositivo que Durante o talk show “O que é Inteligência Artificial: gera desemprego, onde estão as pessoas que Realidade ou Futuro?”, da edição 2018 do CIMES, pensam na reordenação da força de trabalho Carlos Gadelha, professor da FioCruz, enfatizou do nosso país?”, questiona enfatizando ser o problema de não criar uma movimentação para necessário produzir riquezas justas e distribuíveis bloquear um possível aumento da desigualdade. para evitar gerar riqueza em uma ponta e pobreza “Estudos científicos comprovam que a em outra.

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Questionado por Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, durante o 7º CIMES, se o LAIS toparia desenvolver uma solução que acabaria por tirar o emprego de muitas pessoas, Valentim foi incisivo em sua resposta, que inclusive se encaixa perfeitamente no encerramento de todos os questionamentos referentes às relações entre inteligência artificial e inteligência humana: “O LAIS aceitaria o projeto e criaria o desafio de torná-lo humanitário. Jamais conseguiremos mudar com resistência. Temos que participar, e não bater de frente. Temos de dar oportunidade para que essas tecnologias que geram desemprego possam produzir postos de trabalho melhores. É a lógica que usamos para resolver os nossos problemas”.

PACIENTE NO CENTRO DA ATENÇÃO A inteligência artificial também contribui para o conceito de que a inovação em saúde só será possível (e agradável) se as instituições, sejam desenvolvedoras, sejam consumidoras de tecnologia, colocarem o paciente como o centro da atenção. Para Luiz Fernando Lima Reis, diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, “o paciente deve ser visto como o objetivo das ações, e não como propriedade de médicos, sistemas e instituições”, diz fazendo referência aos hospitais que muitas vezes adquirem soluções úteis apenas para suas gestões e não compartilham os dados – que acabam encriptados – com os próprios pacientes.

pensar a todo. “Somos o? Temos as, mas fome. Temos olvimento ógico em mas ainda AIDS, sífilis e as morrendo ampo. E é a humanitária nará essas es”, declara.

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INOVAÇÃO

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É preciso que haja uma relação de confiança redes passaram a adotar métodos de satisfação entre o paciente e a instituição que será a grande do paciente e começamos a ser procurados responsável pela sua saúde. “A instituição deve para melhorar a experiência nos prontos-socorros. contribuir para que ele se sinta seguro. No fundo tudo está relacionado à gestão, Se pensamos em tecnologia, temos de pensar mas o paciente está cada vez mais importante que essas tecnologias devem atender às na história”, comenta. necessidades e expectativas das pessoas”, é o que aponta Jefferson Gomes Fernandes, Tanto é que hoje em dia as entidades procuram consultor e membro da Associação Paulista levar em consideração a experiência do paciente de Medicina. Essa relação de confiança deve ainda no início dos processos de inovação. estar cada vez mais fortalecida entre todos os “A experiência do usuário influencia positivamente integrantes da cadeia de saúde, o que mais uma os projetos de inovação e se integra ao trabalho vez nos traz ao questionamento de onde estará dos laboratórios de teste de produtos. a inteligência artificial Assim, deve estar inserida Raramente a inteligência artificial no contexto de incubação nessas relações. será capaz de substituir a presença de novas empresas E a conclusão a que se que visam alcançar compassiva dos profissionais chega é que raramente a sucesso”, comenta inteligência artificial será Cláudio Pinheiro capaz de substituir a presença compassiva dos Fernandes, consultor de odontologia da ABIMO. profissionais de saúde, como relata Brian Hodges, professor da Faculdade de Medicina e no Instituto Coordenando um laboratório de testes de de Ontário da Universidade de Toronto (Canadá), produtos na Universidade Federal Fluminense, em seu estudo “Aprendendo com Dorothy Vaughan: no Rio de Janeiro, Monica Calasans aponta a inteligência artificial e as profissões da saúde”, necessidade de montar uma estrutura que publicado na Wiley Online Library, base de dados faça essa consideração. “Houve um movimento que contempla estudos das áreas de ciências da mundial iniciado na década de 2010 pela vida, da saúde, sociais e físicas. criação de vários centros de pesquisa transacional. E essa translação nada mais “O computador poderia competir com o sábio é do que o feedback do usuário para a indústria a conselho de um médico, um enfermeiro ou fim de melhorar o produto”, relata apresentando mesmo um farmacêutico experiente? Dificilmente que a instituição tem, desde 2006, algumas podemos imaginar que a computação afetiva possa experiências com testes de novos materiais perturbar domínios como comunicação e empatia, e que, desde então, iniciou parcerias com competências essenciais de profissionais de empresas justamente para dar o retorno dessa saúde”, diz Hodges em sua publicação. translação, que vai da bancada ao leito e do leito de volta para a bancada. Em um mundo capitalista, é natural que não se possa abrir mão de uma gestão que visa ao lucro. Entendendo a importância desse contato As entidades precisam lucrar até mesmo para que entre o paciente, usuário final de muitas possam investir em soluções inovadoras. Mas a inovações da área de saúde, e os centros de experiência de mercado de Andre Luiz Baptiston desenvolvimento, chegamos novamente a Nunes, diretor do Grupo Imed, mostra que é um dos grandes motes do CIMES: promover possível alinhar as duas expectativas. “As grandes maior contato entre todos os players do setor.

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DURANTE A SÉTIMA EDIÇÃO DO CIMES, A ABIMO FIRMOU DUAS PARCERIAS QUE PROMETEM IMPULSIONAR A INOVAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE

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A colaboração produtiva, que integra todos os players de um setor, tem papel indispensável para tornar o processo de inovação sólido e capaz de gerar produtos e serviços que realmente agreguem valor ao mercado. Segundo Van Thompson, diretor e membro do conselho científico da Reminova, empresa spin off do Kings College London, “as empresas, na ânsia de desenvolver inovação, muitas vezes se deparam com falta de experiência multidisciplinar para a criação e comercialização dessas novidades. A parceria com outras entidades possibilita o desenvolvimento, a avaliação e a introdução de novos produtos no mercado”. Junto à EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), foi assinada uma aliança de incentivo à inovação que visa estimular projetos de PD&I entre empresas e unidades EMBRAPII, tornando a instituição referência para atividades inovadoras no setor. “A maioria das

empresas do Brasil não tem centro de pesquisa e desenvolvimento. O acordo vai aproximar e estreitar as relações do setor com as Unidades EMBRAPII, que contam com infraestrutura de ponta e equipes de pesquisa capacitadas para atender às demandas do mercado”, disse, na ocasião, José Luis Gordon, diretor de planejamento e gestão da instituição. Em um segundo momento, a ABIMO assinou um convênio com o LAIS para o desenvolvimento de um projeto de combate à sífilis, enfermidade que teve aumento de 5.000% no Brasil na última década. Envolvendo também a Funpec (Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura) e a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), o acordo conta com orçamento de R$ 3 milhões e trabalhará para reduzir os casos de sífilis congênita, sífilis em gestantes e em adultos, por meio de ações de diagnóstico, vigilância, tratamento, pesquisa e comunicação.

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INOVAÇÃO

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SOLUÇÕES APRESENTADAS POR STARTUPS PROMETEM REVOLUCIONAR A SAÚDE Na programação do 7º CIMES, promovido em agosto pela ABIMO, cinco startups confirmaram a competência brasileira para a criação de soluções inovadoras e estratégicas em benefício do setor de saúde. “O que o CIMES trouxe este ano são as novas oportunidades que temos dentro de casa. Mostramos startups nacionais que comprovam que temos, sim, muita mentoria na área de ciência e tecnologia e, também, na área de administração financeira. Temos serviços que realmente nos surpreendem e que já estão sendo apresentados ao mundo”, comenta Donizetti Louro, consultor de tecnologia da ABIMO. Cinco das soluções apresentadas trazem melhorias à área de diagnóstico. Vencedora do Prêmio Inova Saúde de 2018, a Hi Technologies

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explicou o Hilab, equipamento que une diferentes vertentes tecnológicas, como inteligência artificial e internet das coisas, para trazer agilidade a inúmeras análises de amostras. “Nós não reinventamos os exames point of care, apenas os tornamos mais fáceis de utilizar”, explicou Marcus Figueiredo, enfatizando que a ideia está sempre centrada na ampliação do acesso à saúde. Outro projeto para o segmento diagnóstico trabalha no auxílio à identificação de pacientes com osteoporose, doença que faz com que a cada três segundos uma pessoa sofra uma fratura. Para essa área, o LAIS apresentou o

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OSSEOS. Em fase final de calibração, a solução deve ter custo no mínimo 100 vezes inferior ao equipamento tradicional de densitometria óssea, que é o maquinário atualmente utilizado para o diagnóstico da enfermidade.

smartphones”, explica Marcelo Okamura. O procedimento, que recorrentemente é motivo de preocupação para muitos profissionais de saúde, é realizado em ambulâncias, nos pronto-atendimentos e nos centros cirúrgicos.

“O OSSEOS reúne engenharia elétrica, biomédica, computacional e inteligência artificial. Além disso, não é um exame invasivo, pois utiliza apenas ondas eletromagnéticas dentro de uma frequência que não prejudica a estrutura humana”, explicou Agnaldo Souza lembrando que, além de todas essas vantagens, a solução ainda é portátil e permite a realização do exame em segundos.

Já a Metta Innovations desenvolveu uma leitura biométrica para reduzir o número de fraudes nos planos de saúde. “Fraudes somam R$ 22,5 bilhões ao ano e tudo isso impacta o preço e a qualidade dos serviços”, comentou Aurélio Figueiredo sobre o mercado que pretendem atingir em breve.

Fechando as empresas com soluções diagnósticas, Luiz Antunes, da Predict Vision, apresentou uma plataforma criada para dar suporte à comunidade médica. Utilizando inteligência artificial para correlacionar milhares de exames e um motor de aprendizado baseado em deep learning, a solução já está apta a identificar retinopatia diabética com acurácia média de 93%. “É uma capacidade muito mais alta do que a humana”, comenta Antunes, que faz questão de enfatizar que “a inteligência artificial não substituirá o médico, apenas o apoiará a dar o diagnóstico correto no momento correto”. Abrangendo, também, outros setores da saúde, as duas startups que complementaram o rol de empresas apresentadas no CIMES trazem soluções para dois setores completamente distintos. A 3Square atua diretamente com a experiência dos médicos durante o procedimento de intubação endotraqueal. “O Integrated Smart Guide é, em resumo, um tubo com câmeras e sensores que ficam dentro da sonda endotraqueal e permitem a evolução do procedimento por meio da visualização em

Para encerrar a apresentação, Louro motivou os participantes. “Acredito que todos nós, assistindo a esses depoimentos, ficamos orgulhosos do possível alcance da tecnologia para salvar vidas. Fizemos essa apresentação pela primeira vez para mostrar a oportunidade que está atrelada a essas startups”.

Segundo estudo divulgado recentemente pela PwC sobre as oportunidades, as ameaças e os impactos da inteligência artificial, o PIB Global deve ser até 14% maior em 2030 graças à acelerada aceitação dessa tecnologia. E no setor de saúde – que somado às áreas automotiva e financeira representam os setores com maior potencial de aprimoramento de produto devido à inteligência artificial –, três áreas despontam com grandes potenciais de desenvolvimento: apoio ao diagnóstico; identificação precoce de potenciais pandemias e rastreamento de incidência de doenças; e diagnóstico por imagem. 39


INOVAÇÃO

Reconhecimento facial otimiza processos e contribui para o diagnóstico de doenças “O futuro tornou-se nosso presente. Se o tempo não para, por que nós pararíamos?” É o que enfatiza Danny Kabiljo, fundador, diretor comercial da FullFace Biometric Solutions e um dos palestrantes da abertura do 7º CIMES. Junto a José Soares Guerreiro, um dos responsáveis pela tecnologia de biometria facial bem-sucedida em diversos setores, Kabiljo aponta as infinitas possibilidades de utilização dessa ferramenta na área de saúde. Por meio da tecnologia de reconhecimento facial, o especialista afirma ser possível otimizar os processos burocráticos dos hospitais e instituições de saúde, aumentar a segurança do paciente, garantir uma redução no número de fraudes nos planos de saúde e, inclusive, atuar na área de diagnóstico auxiliando o corpo clínico na identificação de enfermidades. “Algo do futuro já está em nossas mãos. Existe uma gama de possibilidades sobre o que podemos fazer com essa tecnologia para acelerar e melhorar a saúde do país”, declara ele que dirige a startup reconhecida, pelo Gartner, como uma das empresas mais disruptivas do Brasil. Uma das aplicações mais interessantes da tecnologia de reconhecimento fácil mencionada por Kabiljo está no auxílio à medicina direta por meio da colaboração na construção de próteses. “Como temos muitos detalhes da face e da estrutura óssea, acreditamos que essa é uma aplicação possível”, comenta lembrando que também é viável instituir o reconhecimento facial para análises fisiológicas e como auxílio ao diagnóstico de síndromes. Nos EUA, por exemplo, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humana (NHGRI na sigla em inglês) aplicaram um algoritmo de reconhecimento facial para detectar a síndrome de DiGeorge, uma mutação genética rara (no cromossomo 22) de difícil diagnóstico que tem como principais características algumas anomalias faciais e pode gerar problemas respiratórios, atraso na fala e infecções frequentes. Ainda para o paciente, usuário final da saúde e de todo seu empenho tecnológico, Danny afirma que aplicar o reconhecimento facial como uma chave importante do prontuário digital, bem como para a realização de exames e para ministrar medicamentos controlados e específicos, aumentará e muito a segurança. 40

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Gabrielly Russo e Tawany Santos

Rodada de Inovação Tecnológica promove intercâmbio de ideias no 7º CIMES Foram realizadas cerca de 200 reuniões Mais de 21 unidades de pesquisas participaram da Rodada de Inovação Tecnológica na sétima edição do CIMES, com o intuito de reunir indústrias brasileiras e centros de pesquisa e tecnologia que tenham projetos compatíveis entre si para que realizem uma conversa inicial sobre a possibilidade de parceria para desenvolvimento de novas tecnologias. Este intercâmbio conduziu um processo de apresentação de diversas expertises, fazendo com que as empresas tivessem a oportunidade de fomentar os seus projetos para dar início às novas parceiras. Além da aliança firmada com importantes parceiros, como Investe SP e EMBRAPII, além de Nutes (Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde) e Instituto Atlântico, tivemos a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). A Rodada de Inovação dentro do CIMES é um evento conhecido e aguardado por toda a área da saúde, como conta a gerente do Instituto de Tecnologia da Saúde do CIMATEC, Josiane Barbosa: “Nossa expectativa sempre foi boa. Sabemos que esse é o evento registrado na agenda de todas as instituições, anualmente”. Para chamar a atenção das empresas, os centros acadêmicos conversaram com as empresas para entender suas necessidades e agendar futuras reuniões apresentando suas propostas com base nas demandas individuais de cada um. “A maioria dos projetos que desenvolvemos tem como foco a demanda principal das empresas, que nos passam suas necessidades”, conta Sandro Azevedo, desenvolvedor de negócios da Inatel. Para o sócio-administrador da startup Customize, Bruno Risso, visitar a Rodada da Inovação foi uma

chance de estreitar relacionamentos e conferir de perto o intercâmbio de projetos e possibilidades. “Tive a oportunidade de conversar com pequenas e grandes unidades de negócios para entender cada ideia apresentada, assim, poderemos nos programar para fechar uma aliança, e usufruir das infra estruturas oferecidas como benefício para ambos os lados.” “O trabalho realizado nestes dois dias de Rodada de Inovação provou que a indústria possui sede de PD&I e, no evento, promovemos um celeiro de oportunidades para o caminho evolutivo e de inovação para o setor”, afirma Rejane Dias, gerente de Marketing da ABIMO. 41


ODONTOLOGIA

Futuro da odontologia passa por na assistida, manufatura aditiva anรกlise inteligente de ima 42


passa por navegação fatura aditiva e igente de imagens

Com a moderação do consultor de odontologia da ABIMO, Claudio Pinheiro Fernandes, PhD, professor e coordenador da Agência de Inovação do ISNF da Universidade Federal Fluminense, o talk-show “Tecnologias para o Futuro da Odontologia – Navegação assistida, manufatura aditiva e análise inteligente de imagens”, ocorrido durante a 7a edição do CIMES, discutiu o que há de mais moderno e o que está sendo desenvolvido pelos cirurgiões-dentistas e pela indústria odontológica ao redor do mundo. As tecnologias do futuro já se encontram em um estágio favorável para desdobramentos em diversas áreas da odontologia. São como grandes avenidas de PD&I para que as empresas brasileiras estejam inseridas no contexto de inovação, buscando sucesso tanto no mercado nacional quanto no internacional”, explica Fernandes. Para entender a importância da inovação nesse setor é preciso, primeiramente, entender o panorama geral da saúde bucal no Brasil e assim descobrir que o avanço tecnológico pode ser altamente benéfico para os dentistas que estão em busca de maneiras eficazes de realizar tratamentos dentro de suas clínicas ou consultórios. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, em seu último Levantamento Epidemiológico em Saúde Bucal, mais de 45% das pessoas entre 65 e 74 anos se enquadram no alto índice de COPD (dentes perdidos, cariados e obturados). Entre as crianças e os jovens, o maior índice diz respeito às cáries, mais de 23% da população até 19 anos. Não à toa, os profissionais da área da saúde bucal precisam estar constantemente atentos às evoluções tecnológicas que auxiliem no tratamento eficaz. Sobre isso, Fernandes destaca que as tecnologias do futuro já se encontram em um estágio favorável para desdobramentos em diversas áreas da odontologia.

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ODONTOLOGIA

Sobre o atual posicionamento do Brasil diante do cenário internacional da odontologia, Asbjorn Jokstad, PhD, professor do Departamento de Odontologia Clínica da Faculdade de Odontologia da Artic University of Norway, Tronso, tem uma visão bastante motivadora: “Os desafios de saúde bucal não são diferentes no Brasil no comparativo com outros países”, comenta. O especialista afirma, ainda, que a indústria nacional deve determinar as necessidades e as demandas primárias da comunidade odontológica desenvolvendo soluções inovadoras. “A indústria brasileira deve estar bem posicionada para um mercado global, pois o país conta com uma gama de profissionais altamente capacitados, tanto na esfera acadêmica quanto na clínica”, completa.

NAVEGAÇÃO ASSISTIDA Com várias patentes na área, Elisabeth Dianne Rekow, PhD, ex-reitora do Instituto Politécnico da New York University, ex-diretora do Instituto de Odontologia do Kings College London, que já presidiu a IADR (International Association of Dental Research) e que desde 2000 é consultora da American Dental Association, acredita que há uma grande revolução acontecendo. “A odontologia digital está criando um tsunami perturbador que amplia as oportunidades de negócios e modifica as práticas profissionais e nossas vidas pessoais”,

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declara, apontando como uma das mudanças mais efetivas as relações entre laboratórios e cirurgiões-dentistas. “Esse tsunami digital disruptivo desafia e expande a imaginação, criando uma série de oportunidades.” O CAD/CAM (sigla em inglês que representa desenho assistido por computador/manufatura assistida por computador), que se consolida como principal tendência internacional de confecção de dispositivos odontológicos, permite que o paciente se torne muito mais participativo. “Ao criar restaurações temporárias, permite que o paciente avalie o projeto de restauração em sua própria boca, o que o aproxima do projeto, melhorando, inclusive, sua satisfação final”, diz. Entretanto, a especialista frisa que as aplicações desta tecnologia vão muito além das usuais. “É hora de repensarmos o que a odontologia digital é – e pode ser – e como devemos chamá-la. No caso específico da CAD/CAM, é possível alcançar muitas outras aplicações, trazendo vantagens ainda maiores para toda a cadeia por meio da ampliação do compartilhamento de dados. Entre essas vantagens podemos citar um controle mais preciso de estoques, por exemplo.” Uma das maiores lideranças mundiais em odontologia baseada em evidências, Jokstad está envolvido com pesquisa e desenvolvimento de um sistema de navegação assistida por computador optoeletrônico para cirurgias de implante dentário. O especialista fala ainda sobre essa outra vertente da inovação odontológica. Trata-se de um sistema de navegação que permite a instalação, em tempo real, de implantes sem incisões. A navegação cirúrgica reúne inúmeros benefícios tanto para os profissionais quanto para os pacientes. “A grande vantagem é orientar o cirurgião, que, se precisar de mudanças, pode replanejar a posição do implante usando realidade aumentada. A navegação dinâmica traz essa vantagem sobre abordagens alternativas, pois um novo plano virtual tridimensional pode ser feito rapidamente”, pontua.

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especializada no desenvolvimento de aprendizado profundo para uso na interpretação de raios X, trouxe ao debate do CIMES uma visão sobre a análise inteligente de imagens. “A área em que a inteligência artificial será mais aplicável aos cuidados com a saúde é a que conta com grande quantidade de dados padronizados. Note que só teremos padrões relevantes em texto se o paciente relatar e o médico registrar adequadamente as informações. Já em imagens médicas e outras fontes de dados temos mais chances de obter benefícios por meio da inteligência artificial”, afirma.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL / DEEP LEARNING Tecnicamente falando, o Deep Learning (aprendizagem profunda, em português) – tema emergente dentro do campo da inteligência artificial, faz o “treinamento” de um modelo computacional para que ele possa decifrar a linguagem natural. O modelo relaciona termos e palavras para inferir significado uma vez que é alimentado com grandes quantidades de dados. Especialista nesse tema, Max Gordon, cirurgião ortopédico do Hospital Danderyd, pesquisador do Karolinska Institutet, Suécia, e que é o fundador da Deep-Med, organização

O especialista explica, ainda, que ao pensar a aplicabilidade da inteligência artificial para a indústria odontológica, em uma perspectiva mais longa, a principal oportunidade está na orientação de decisões de tratamentos. “Padrões de fusão de imagens dentárias com outros dados como, por exemplo, comportamento e histórico do paciente, devem abrir um novo campo de trabalho. Já vimos que a inteligência artificial tem potencial para nos despertar interesses em diversas áreas”, aponta Gordon.

MANUFATURA ADITIVA Um dos pilares tecnológicos para o novo cenário de desenvolvimento e produção é a manufatura aditiva, que possibilita a produção de peças por meio de uma impressora 3D. Mais que uma tendência, este tipo de manufatura já é uma realidade e um caminho sem volta para que se consiga atingir os resultados de melhoria de produto, na obtenção de estruturas mais leves, eficientes e inovadoras. “No nosso setor, assim como em outras áreas da saúde, há uma grande necessidade de padronização de materiais, principalmente no que diz respeito a produtos direcionados a testes de análises clínicas. Isso é possível por meio da manufatura aditiva, inclusive da integração de materiais diversos. Esse é um tema muito importante e que deve estar inserido profundamente na odontologia digital”, finaliza Dianne. 45


REGULAÇÃO

Validação de Sistema Com Dados na produção automatizada devem se manter íntegros, conferir rastreabilidade às informações e cumprir as normas das agências reguladoras das indústrias de life science Nos últimos anos, a Anvisa publicou e revisou alguns regulamentos que descrevem a necessidade da verificação de conformidade dos sistemas computadorizados e infraestrutura de rede que integram os processos. Essas RDCs (Resoluções da Diretoria Colegiada) descrevem os requisitos relacionados à Validação de Sistemas Computadorizados e falam sobre as boas práticas de fabricação em indústrias farmacêuticas, cosméticas, químicas, de produtos para saúde e gases medicinais. No entanto, algumas empresas não estão atentas a estes requisitos, gerando riscos para o negócio. De acordo com a diretora técnica e comercial da Five Consultoria, Silvia Martins, em 2013 a Anvisa determinou dois prazos para a RDC 16, que contempla as regras relativas à aplicação das boas práticas de fabricação de produtos médicos e diagnósticos in vitro: o imediato para os sistemas em implementação e o de três anos para os já existentes. “O problema é que as empresas não estão cumprindo e só se atentam ao assunto quando a auditoria é realizada”, diz. Com isso, as consultorias são procuradas para executar um trabalho que não tem como ser feito de maneira imediata, e, muitas vezes, o dinheiro e o tempo investidos não são aproveitados adequadamente. O grande alerta é que a ausência de validação de sistemas pode colocar em risco o empreendimento, pois existe também o cumprimento da ISO 13485:2016, que gera grande poder comercial para o negócio em questão. 46

Atenta à relevância deste assunto para o setor,


Deborah Rezende - Colaboração Thais Martins

ema Computadorizados:

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REGULAÇÃO

A ABIMO vem promovendo cursos sobre o tema “Validação de Sistemas Computadorizados” a fim de apresentar conceitos básicos sobre validação e qualificação para a indústria de produtos para saúde. Os eventos destinam-se aos profissionais com envolvimento direto ou indireto na área de Validação de Sistemas, como desenvolvimento, produção, qualidade, controle da qualidade, assuntos regulatórios, validação, engenharia, projetos e tecnologia da informação. A Five Consultoria, que ministra os cursos da ABIMO sobre o tema, cita um estudo da Anvisa 2014/2015 de life sciences em que dos 30% das não conformidades relacionadas com validação a mais apontada é ausência deste processo. “A maioria entende a necessidade, mas não se preocupa com o sistema da planta produtiva, pois quer registrar o produto e simplesmente vender. Porém, pode não conseguir mais produzir se não se adequar. Muitos acham que é simples, contudo ‘colocar a casa em ordem’ pode demorar anos, com muito investimento de mão de obra qualificada e de dinheiro se for feito de forma urgente. É preciso mudar a cultura e começar a trabalhar desde agora (para quem ainda não iniciou), agir com maturidade e equipe capacitada e integrada (TI, qualidade, especialistas de processos de fabricação, automação, todo o staff).” Meire Goes, sócia administradora da Neurovirtual, empresa participante de um dos cursos que a ABIMO tem ministrado sobre o assunto, acredita que ainda falta direcionamento aos profissionais em relação às atuais exigências. “Com o tempo, será uma atividade comum e trará grande contribuição aos processos. Quando somos alertados, passamos a olhar o conjunto de maneira mais crítica e, assim, aprimoramos nossa implementação atual. Somos certificados ISO 13485:2016, e o conteúdo ministrado pela ABIMO foi extremamente importante, pois fazemos nossas atividades, muitas vezes, de maneira rotineira, deixando passar falhas que julgamos pequenas.” Entre os principais benefícios de se criar e manter um processo validado para os sistemas computadorizados está o de garantir a integridade

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dos dados no processo produtivo; melhorar a qualidade dos produtos acabados; viabilizar o uso de todos os recursos automáticos disponíveis no sistema; passar a equipe técnica a ser detentora de conhecimento avançado sobre os sistemas estudados; evitar a perda do conhecimento em uma eventual saída dos profissionais da empresa, diminuindo riscos aos negócios; otimizar a utilização dos sistemas informatizados, permitindo maior automatização dos processos e aumentando a confiabilidade; direcionar a equipe para ações necessárias com base em risco, diminuindo o tempo de parada de produção e, consequentemente, as perdas; e gerar dados registrados mais confiáveis, minimizando erros operacionais. “A Validação na área da saúde é de total importância, pois estamos tratando de vidas. Qualquer resultado errôneo pode levar a óbito o paciente. É obrigatória a validação exaustiva no desenvolvimento de novas implementações e manutenções de softwares. O curso da ABIMO está sendo o norte da nossa companhia, tanto para alinhamento dos processos de TI com as necessidades voltadas à área de assuntos regulatórios, quanto para a tomada de ciência das responsabilidades da área de TI ao validar sistemas voltados à área médica”, diz a consultora de processos de TI na S.I.N Sistema de Implante Nacional, Wanda Maria da Silva. Wanda destaca que sua inscrição no curso foi motivada pela necessidade de alinhamento e adequação dos processos de TI para atendimento às normas NBR ISO 13485:2016 – NBR ISO 9001:2015 – NBR ISO 9000:2015 – Diretiva 93/42/CEE – Diretiva para Produtos Médicos; e RDC 16/2013 – Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos. A RDC 16/2013 define que os processos especiais devem ser validados, e as empresas devem seguir procedimentos para verificar periodicamente seus processos, métodos analíticos, sistemas auxiliares de suporte ao processo ou controle ambiental, sistemas informatizados automatizados e softwares validados e, quando aplicável,

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estabelecer a frequência de revalidação. A necessidade de atendimento à RDC 16 da Anvisa levou Sandro De Felippe Ottoboni, representante da Direção e coordenador da Qualidade da Braile, a se inscrever no curso. “A informação tem um papel de destaque em todo o ciclo de vida dos produtos, e isso não difere na área da saúde. Desta forma, a Validação dos Sistemas Computadorizados garante, como parte do processo, a segurança e a eficácia do produto. Estamos implementando tudo o que foi aprendido. O cronograma é ter os sistemas validados até o final do ano.” Uma validação com credibilidade agrega valor ao negócio, transmite conhecimento, gera benefícios e amplia a maturidade dos processos regulados e da equipe de trabalho. A gestora de projetos da Protec Export Equipamentos Médicos Hospitalares, Georgia Boscheto Figueiredo, participou do curso de Validação com o intuito de preservar o controle e a seriedade da atuação da companhia no setor de saúde. “Nossa preocupação é garantir que os dados fornecidos pelo sistema de ERP são seguros e consistentes. Estamos desenvolvendo o escopo do trabalho, designando as atividades e responsabilidades dos envolvidos para que tenhamos êxito em todos os processos que necessitem da validação.” Engenheira eletricista com 20 anos de experiência na área de instrumentação e automação, 14 deles destinados à Validação de Sistemas Computadorizados, Silvia Martins já criou, inclusive, um guia para validação em conjunto com a Anvisa. “As atividades de validação envolvem falhas inesperadas, por isso é fundamental elaborar com antecedência uma análise de risco. O processo requer experiência, avaliação, investigação, reflexão e atenção, seja relacionada a uma nova implantação, seja relacionada à melhoria de processos etc. E tudo isso deve ser feito desde o início do projeto”, finaliza.

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BHD

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Passo a passo para reverter o cenário Intensificando ações e consolidando atuação em eventos tradicionais, pavilhão brasileiro estreia em novas feiras ao redor do mundo Não é segredo que, influenciada pelo desempenho da economia, a balança comercial do país não está em seus melhores dias. Porém, se o próprio Albert Einstein já dizia que “em meio à dificuldade encontra-se a oportunidade”, a ABIMO não poderia tomar uma atitude diferente a não ser a de intensificar suas ações promovidas junto a Apex-Brasil, por meio do projeto BHD (Brazilian Health Devices), para combater a queda dos números.

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De acordo com os dados do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), a balança comercial dos setores em que atua associação vinha, entre 2013 e 2016, reduzindo seu deficit, quando saiu de US$ 4,16 bilhões até chegar a US$ 2,87 bilhões, no período. Entretanto, o resultado comercial negativo voltou a crescer no ano passado, fechando o deficitário 2017 em US$ 3,03 bilhões. Nesse sentido, a contar pelo que ocorreu entre janeiro e abril deste ano, o deficit comercial deve ampliar-se um pouco mais, já que nos seis primeiros meses de 2018, comparados a igual período do ano passado, já subiu mais de 26%. “Não precisamos ressaltar que essa variável está influenciada pelo desempenho da economia”, comenta o gerente de Projetos e Marketing Internacional ABIMO, Rodolfo Yamada. Porém, há uma boa notícia: pelo menos uma das quatro verticais trabalhadas pelo BHD, a de produtos de reabilitação, apresentou melhora. Nessa toada, Yamada é categórico: “Essas informações – a do aumento de deficit, mas com a melhora em uma vertical – nos dão impulso para trabalhar com mais ânsia em nossas ações”, motiva. Assim, de forma consciente, ações nos países-alvo vêm sendo definidas e executadas, buscando, mais do que nunca, ir além da exploração dos mercados tradicionais.

DE OLHO NA AMÉRICA LATINA “A América Latina concentra a maior parte das exportações do BHD, além disso, a região é muito importante para as companhias que estão iniciando seus processos de internacionalização”, comenta Larissa Gomes, coordenadora de Promoção Comercial da ABIMO. Por isso, as mostras que têm visitantes que atuam nesse território são sempre paradas importantes no itinerário anual do BHD. Somente em 2017, as empresas participantes do projeto setorial da ABIMO, em parceria com a Apex-Brasil, exportaram US$ 9,6 milhões para os EUA, dado que registra um crescimento de quase 10% no comparativo com 2016.

Para a Argentina, grande parceiro comercial do Brasil, o crescimento foi de 30% no mesmo período, totalizando um montante de US$ 5 milhões em vendas em 2017. Analisando as vendas brasileiras para Chile e Peru, temos uma diferença significativa entre os resultados obtidos pelo BHD e pelo setor como um todo. Enquanto as empresas que participam do projeto conseguiram melhorar seus acordos comerciais, registrando crescimento de 19% nas vendas para o Chile e de 11% no comércio com o Peru, entre 2016 e 2017 o país como um todo enfrentou uma queda nessas relações bilaterais de 1,6% e 4,3% respectivamente.

Mais que justificada, então, a ida de 27 empresas a Orlando, Flórida, entre os dias 17 e 19 de julho para participação na FIME (Florida International Medical Equipment Trade), mais importante evento voltado a este setor nos Estados Unidos.

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BHD

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“Apesar de a feira ter acontecido em julho, diferentemente do último ano (realizada em agosto) e ter se associado ao mês de férias, a visitação dos países da América Latina continuou sendo forte no nosso pavilhão. Foram países próximos aos Estados Unidos: México, Porto Rico, Costa Rica, Colômbia, Peru, Guatemala, entre outros”, conta Larissa. Ainda em terras norte-americanas e considerada a mais importante do setor de laboratório, a AACC reuniu os principais players do segmento entre 31 de julho e 2 de agosto em Chicago. Considerados uma ótima plataforma de conexão entre a indústria e os players globais, os três dias de exposição foram proveitosos para as seis empresas que compuseram o pavilhão brasileiro. Ao todo, as empresas nacionais receberam visitas de 17 países, além do Brasil. “É sempre importante para a Bioclin – Quibasa participar na AACC, que é a feira mais importante do setor, em que conseguimos prospectar novos negócios e retomar contatos antigos com distribuidores e compradores da região. A participação deste ano confirma a estratégia da empresa, visando à expansão dos negócios internacionais. Vamos, agora, trabalharem certificações e processos para atender à demanda gerada”, comenta Victor Heinrich Arndt Junior, diretor da marca que há anos participa do evento. “O evento foi excelente para os associados da ABIMO, visto que COLÔMBIA o público que visita a AACC é um público de qualidade, composto por decisores e compradores realmente interessados em novos negócios”, salienta Karina Yamamoto, coordenadora de Promoção Comercial da ABIMO.

Um pouco mais abaixo no mapa do continente americano e, assim como a FIME, focada na atuação na América Latina, a ABIMO participou entre os dias 3 e 6 de julho em Bogotá, na Colômbia, da Feira Meditech. Em ascensão, o mercado de saúde da Colômbia reúne características positivas para todas as empresas brasileiras que exportam produtos de saúde. Com o objetivo principal de conhecer melhor esse mercado, a feira e de ampliar as chances de exportação da indústria nacional de saúde para a Colômbia, a ABIMO também vislumbra uma possibilidade de montar um pavilhão brasileiro na próxima edição do evento, que será realizada em 2020.

“A Colômbia mostra-se um mercado de consideráveis proporções e em ascensão há alguns anos. Além disso, está geograficamente próxima e tem cultura similar à do Brasil, oferecendo espaço para as empresas que já exportam, independentemente de seu nível de maturidade”, explica Karina, da ABIMO. As oportunidades citadas por ela resumem-se a um mercado em crescimento e com ampla demanda na área de saúde, principalmente no que diz respeito à qualidade aliada ao preço, necessidade que consegue ser

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BHD

suprida pela indústria brasileira. “Somado a isso temos, uma boa aceitação dos dispositivos brasileiros e uma boa imagem do Brasil junto ao povo colombiano”, declara. O objetivo principal dessa primeira participação era conhecer o mercado local e a feira, bem como ampliar as chances de exportação da indústria nacional. Segundo a opinião das empresas presentes, há grande interesse em um pavilhão brasileiro na próxima edição do evento, que será realizada em 2020. Alemanha, China, Itália e Malásia foram os países com pavilhão este ano. Duas empresas associadas estiveram presentes no estande institucional promovido pela ABIMO: Samtronic e Traumec. Outras associadas tiveram estandes individuais. “É uma feira plausível de vir em todas as edições”, comenta o responsável pelas vendas internacionais da Traumec, Alessandro Oliva. “Quem não tem distribuidor com certeza vai encontrar e quem já tem com certeza abrirá novas oportunidades”, afirma. A empresa oferece soluções em coluna, craniomaxilofacial, descartáveis e neurocirurgia. Comprovando essa impressão, Daniel Maia, responsável pelo departamento de exportação da Ortometric, empresa de soluções em ortodontia, comemora: “Ainda não temos distribuição na Colômbia, mas graças à feira já estamos com três bons contatos”, afirma. “A ABIMO tem que trazer um pavilhão ao evento na próxima edição!” A empresa veio com um estande próprio em 2018. Durante os dias na Colômbia, foram feitas reuniões estratégicas com hospitais e entidades congêneres à ABIMO, como a ACHC (Associação Colombiana de Hospitais e Clínicas) e a Fenin (Federación Española de Empresas de Tecnología Sanitaria), com quem foi discutida a possibilidade de um MoU (memorandum of understanding) com a ABIMO e ações a serem feitas em conjunto.

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ESTREIA NA MEDICAL FAIR ASIA Com experiência positiva na área de odontologia, a produção médica brasileira foi a Singapura consciente de que tem um portfólio atrativo para o mercado asiático. “Sabemos que nossos produtos e expertise são muito bem-vindos”, explica Karina, ao falar da feira que aconteceu entre 29 e 31 de agosto em Marina Bay Sands, e, pela primeira vez, o pavilhão brasileiro. “Esperamos, com nossa primeira participação na Medical Fair Asia, dar sequência a esse trabalho de inserção no mercado e desenvolvimento de novos negócios na região.” O pavilhão brasileiro, montado na mostra local pela primeira vez, foi um dos destaques dentre SINGAPURA todos os espaços internacionais, recebendo inclusive a visita do doutor Koh Poh Koon, ministro da saúde de Singapura.

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de novos negócios da indústria nacional no mercado externo: Em reunião com a embaixada brasileira em Singapura, durante a qual membros da embaixada se disponibilizaram a auxiliar as marcas interessadas em atuar no território asiático, representantes das empresas brasileiras puderam obter informações valiosas para suas estratégias de internacionalização. Durante o evento, o time brasileiro também se encontrou com a Fenin, associação congênere à ABIMO na Espanha, para debater alguns pontos relevantes do acordo que deve ser firmado entre as duas entidades durante a MEDICA 2018, evento que será realizado em novembro em Düsseldorf, na Alemanha. Organizadora da MEDICA, a Messe Düsseldorf também esteve presente e recebeu os membros do pavilhão brasileiro para dar mais informações sobre as percepções das marcas a respeito da feira.

ODONTOLOGIA EM DESTAQUE

Realizado entre 5 e 8 de setembro em Buenos Aires, Argentina, o congresso FDI World Dental proporcionou grande visibilidade para as fabricantes ARGENTINA nacionais. O BHD reuniu pela terceira vez cinco empresas brasileiras nesse que é o maior congresso odontológico do mundo. Com 91 contatos realizados durante os quatro dias de evento, as marcas que formaram o pavilhão brasileiro

Já com a Ivam Microtechnology Network, associação internacional baseada na Alemanha para produtos de microtecnologia, nanotecnologia e componentes, o objetivo do encontro foi analisar possibilidades de trabalhos em conjunto com a ABIMO para conectar os associados das duas entidades. Com a demanda crescente na área de saúde impulsionada pelas taxas de crescimento da população e uma grande parte dos gastos provenientes do setor privado, o sudeste asiático reúne excelentes oportunidades para a indústria brasileira. “Temos boas chances de tornar nossa marca mais visível, construindo uma base de dados qualificada de potenciais clientes e estabelecendo parcerias estratégicas”, comenta a coordenadora de Promoção Comercial da ABIMO.

tiveram a oportunidade de se aproximar de dez países estratégicos para a formalização de comércio: Argentina, Bolívia, Chile, Equador, EUA, França, Guatemala, Paraguai, Peru e Quênia.

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BHD

“Foi de extrema importância a nossa participação no FDI World Dental, pois levamos algumas empresas brasileiras para mostrar sua produção e tivemos a oportunidade, também, de participar pela primeira vez de uma maneira mais efetiva tanto das reuniões da FDI quanto dos encontros da IDM (International Dental Manufacturers Association). O evento, com toda sua plenitude, nos deixa cheios de orgulho por mostrar uma parte importante da odontologia brasileira”, declara Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, que acompanhou in loco todo o congresso.

Para Larissa Gomes, da ABIMO, uma das grandes vantagens de levar a indústria brasileira a um evento do porte do congresso da FDI é a visibilidade conquistada ao longo dos dias. “Trata-se de um congresso mundial que reúne visitantes de todas as partes do mundo. Um evento ideal para o fortalecimento das marcas nacionais perante a odontologia mundial”, diz. Participando pela primeira vez da ação, a Yller Biomateriais aproveitou a oportunidade para apresentar um de seus produtos mais inovadores. “Estar em Buenos Aires foi 56

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Apex-Brasil”, contabiliza Yamada. “Sabemos que nem sempre o cenário macroeconômico favorece as empresas exportadoras, porém, temos plena convicção de que as ações propostas auxiliam, e muito, na internacionalização das empresas do nosso setor”, finaliza o gerente da ABIMO. “Preparamos um relatório com todas as atividades recentes da ABIMO e ficamos, inclusive, surpresos com a força da nossa atuação no segmento. Com tantas ações desenvolvidas em prol da odontologia estamos confiantes do nosso papel no auxílio ao crescimento das fabricantes nacionais no setor”, complementa Fraccaro enfatizando que a participação ativa da ABIMO junto à IDM será extremamente proveitosa para que o Brasil apresente, ao mundo, tudo o que vem criando e ao mesmo tempo possa absorver informações sobre as principais atividades dos outros países no setor.

Há cerca de três anos a ABIMO vem participando como ouvinte da assembleia geral da IDM (International Dental Manufacturers Association), reunião que é realizada anualmente durante o congresso FDI World Dental. Representada por seu superintendente, Paulo Henrique Fraccaro, e por Cláudio Fernandes, consultor de odontologia, a entidade atuou de forma mais efetiva, tornando-se membro oficial. “Nosso intuito é trazer à entidade a atual situação da produção odontológica brasileira. Considerando a maturidade da nossa indústria e a importância que ganhamos no cenário mundial com empresas cada vez mais fortalecidas, este ano optamos por assumir definitivamente a nossa entrada como uma efetiva participante”, comenta Fraccaro. Durante a reunião, foram apresentadas as atividades desenvolvidas pela associação no CIMES. Leia mais sobre esse assunto na página 32.

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FALANDO NISSO...

Industrial e Regulamentação em Saúde; apoiamos novamente o pavilhão de reabilitação trazendo o que a indústria brasileira produz de mais inovador para melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida; e investimos em inúmeras parcerias de sucesso ao longo dos quatro dias de feira. Recentemente também realizamos a sétima edição do CIMES, um congresso que cresce a cada ano e traz, de forma multidisciplinar, tudo o que temos de discutir sobre inovação e tecnologia dentro das áreas médico-hospitalar e odontológica. Um evento capaz de reunir indústria, governo e academia somando forças para apostar na capacidade de inovação das nossas inteligências. Desta vez o tema foi inteligência artificial. Analisando tudo o que a associação vivenciou junto ao setor industrial de saúde do país desde a última ABIMO em Revista até este momento em que publicamos mais uma edição, podemos ver que, por maior que seja a instabilidade socioeconômica que o Brasil esteja enfrentando, o nosso setor não parou de se movimentar. Foram inúmeras as atuações da entidade junto à esfera pública para garantir a manutenção da nossa competitividade interna, assim como várias as ações do Brazilian Health Devices junto à Apex-Brasil fomentaram nossa atuação no comércio exterior. Estivemos presentes nas principais feiras do setor ao longo dos três primeiros bimestres e estamos preparados para garantir uma presença ainda mais fortalecida do pavilhão brasileiro nos outros eventos grandiosos que estão por vir nesses últimos meses do ano. Somente no Brasil, participamos de modo primoroso da Feira Hospitalar promovendo mais de 40 horas de eventos e agendas extremamente positivas que permearam todos os setores da saúde. Trabalhamos nossas questões regulatórias por meio da Jornada de Ação em Política 58

Seguimos em contato permanente com os principais líderes do nosso segmento e fortalecemos nosso posicionamento como entidade associativa junto às lideranças políticas que trabalharão nos anos vindouros para tornar o Brasil um país mais produtivo e desenvolvido. Nos próximos meses, esperamos seguir essa agenda intensa de fortalecimento da indústria nacional em nosso mercado interno e ampliação da nossa visibilidade no mercado externo. Trabalharemos com força extra com o objetivo de, em 2019, estarmos mais consolidados para contribuir de forma direta para o crescimento do Brasil. Contamos com todos vocês na transformação da saúde brasileira em um setor de grandes avanços tecnológicos. Finalmente, um grande desafio ABIMO e SINAEMO terão pela frente com os resultados das eleições. Novos caminhos, novas pessoas, novas estratégias deverão ser definidas e concretizadas rapidamente para que os projetos antes traçados continuem a andar. PAULO HENRIQUE FRACCARO é superintendente da ABIMO


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ABIMO em revista edição 17  

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