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em EDIÇÃO 16 I ANO 5 www.abimo.org.br

O futuro inovador da saúde O impulso transformador, dia a dia, mais fortalecido em nosso setor

User Experience: O conceito que revoluciona a indústria

Prêmio Inova Saúde: Veja a cobertura do evento

Odontologia: Ação diferenciada em Londres


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EXPEDIENTE A ABIMO em Revista é uma publicação da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), direcionada a associados, fornecedores, órgãos governamentais e profissionais da área. A reprodução total ou parcial deste conteúdo é expressamente proibida sem prévia autorização. A ABIMO não se responsabiliza pelas informações contidas nos anúncios, qualidade dos produtos anunciados e outros detalhes de eventuais negociações, sendo essas de responsabilidade exclusiva das empresas anunciantes.

SUMÁRIO

GESTÃO 2015-2019 ABIMO Presidente: Franco Pallamolla (Lifemed) Vice-Presidente: Walban Damasceno de Souza (Becton Dickinson) Diretor Tesoureiro: Luís Calistro Balestrassi (Neurotec) Conselheiros Titulares: Djalma Rodrigues (Fanem), Eliane Lustosa (Labtest), Andre Ali Mere (Olidef), Caetano Biagi (Alliage) ,Maria Cecilia Patricia Braga Braile Verdi (Braile Biomédica), Patricia Bella Costa (Colgate) Conselheiros Suplentes: José Roberto Pengo (Biomecânica), Rodolfo Alba Candia Junior (Conexão), José Ricardo de Souza (Ibramed), Thiago Abreu (Phillips), Andre Augusto Spicciati Pacheco (Cremer), Jafte Carneiro Fagundes da Silva (Neodent), Thiago Medeiros de Abreu (Phillips) Conselheiros Fiscais: Regiane Marton Heraeus (Kulzer), Gabriel de Figueiredo Robert (Silimed), Wiliam Donisete de Paula (Hospimetal) Conselheiros Fiscais Suplentes: Roberto Queiroz Martins Alcantara (Angelus), Valdevir Pereira de Aquino (Medtronic), Elisa Freitas Olsen (Olsen) SINAEMO Presidente: Ruy Salvari Baumer (Baumer) Secretário: Paulo Henrique Fraccaro (Implus) Tesoureiro: Tatiane Galindo (Ortosintese) Diretores Suplentes: Paulo Akio Takaoka (Medical Cirúrgica), Anselmo Quinelato (Schobell), Gilberto Nomelini (Alliage) Conselheiros Fiscais: Jamir Dagir Junior (Dorja), Fabio Colhado Embacher (Emfils), William Pesinato (Fami), Conselheiros Fiscais Suplentes: José Tadeu Leme (Engimplan), Orlando de Carvalho (Carci) Conselho Editorial: Clara Porto (Gerente de Projetos e Marketing Internacional), Claudio Fernandes (Consultor do setor de odontologia), Donizetti Louro (Coordenador do GT Indústria 4.0), Joffre Moraes (Gerente de Estratégia Regulatória), Márcio Bósio (Diretor Institucional), Rejane Dias (Gerente de Marketing)

CONTEÚDO / EDIÇÃO DE TEXTOS E PRODUÇÃO: Jornalista Responsável: Deborah Rezende (MTB 46691) contato@dehlicom.com.br REDAÇÃO: Deborah Rezende, Guilherme Batimarchi Marcela Marques, Tatiana Ferrador Revisão: Carolina Machado FOTOGRAFIA: Cleber de Paula EDIÇÃO E ARTE: Cecil Rowlands e Marcela Marques PUBLICIDADE: Márcio Bertoni bertoni@abimo.org.br

18 Pirataria

24 Ping-Pong

34 User Experience

48 Regulatório

20 Odontologia

28 Mercados-alvo

40 BHD

52 Inovação Artigo Franco Pallamolla Artigo Ruy Baumer Dia a dia Falando nisso

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Abro esta edição da ABIMO em Revista com a especial missão de anunciar que o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Inovação em Saúde já está apto a atuar, e que estamos trabalhando intensamente para tê-lo com força plena o mais breve possível. A ABIMO e o SINAEMO estão mais uma vez juntos, agora na construção estratégica dessa organização sem fins lucrativos, pensada e gestada para unir as pontas da cadeia de saúde, fomentando, estimulando e promovendo a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico na indústria brasileira de produtos para a saúde. Ao encerrarmos a nona edição do Prêmio Inova Saúde e no ápice de nosso discurso sobre a importância da inovação na cadeia produtiva, a criação do nosso Instituto é motivo de muito orgulho para todos nós que nos comprometemos com a concepção de um estatuto abrangente, que harmonizasse os papéis de cada um dos envolvidos no projeto e também previsse todas as possibilidades e benefícios que uma entidade com esse DNA pudesse gerar.

FRANCO PALLAMOLLA é presidente da ABIMO

Atentos aos avanços promovidos pela nova revolução industrial e de braços abertos a toda inovação proposta pela tão aclamada indústria 4.0, acreditamos que o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Inovação em Saúde será propulsor de múltiplos ganhos tanto para a indústria, responsável por produzir soluções capazes de mudar a rotina de saúde do país, quanto para a academia, que desfrutará de ambiente acolhedor para idealizar as pesquisas científicas que embasarão as novas conquistas para a nossa cadeia produtiva. O resultado desse esforço tem endereço certo: o paciente, que terá acesso a métodos diagnósticos mais efetivos e a tratamentos cada vez menos invasivos com custos coerentes com a nossa realidade. É por meio do nosso Instituto que promoveremos atividades relacionadas direta ou indiretamente ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica. E, por isso, procuramos dotar o seu Conselho Técnico Científico de nomes cuja capacidade técnica e de realização pudesse acelerar o sucesso desse novo empreendimento da ABIMO e do SINAEMO Mas o sucesso pretendido só se conquistará com a participação ativa e suporte de todos os associados, especialmente daqueles interessados em fazer parte direta de mais essa conquista histórica da nossas entidades. No auge do meu entusiasmo pela ativação do nosso Instituto, fica o convite, quase uma convocação, para que todos se aproximem e se integrem às iniciativas que certamente escreverão um novo capítulo na nossa rica história de comprometimento com a saúde no Brasil.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE ARTIGOS E EQUIPAMENTOS MÉDICOS, ODONTOLÓGICOS, HOSPITALARES E DE LABORATÓRIOS


Este primeiro trimestre de 2018 já mostra os grandes desafios que teremos ao longo dos próximos meses e que, consequentemente, afetarão também 2019. De um início promissor com reformas que aumentariam gradativamente a competitividade do Brasil ao diminuir a burocracia, chegamos ao adiamento de reformas, à diminuição do ritmo de crescimento e ao governo transferido para o judiciário. Neste curto período de boas perspectivas, vimos a capacidade e a resiliência do empresário brasileiro que rapidamente se volta à inovação, à produção, ao investimento e ao crescimento do seu negócio. Enfim, é o espírito de quem realmente trabalha e sustenta o país, carregando nas costas um Estado inchado, ineficiente e repleto de parasitas e aproveitadores que dificultaram as aprovações que necessitávamos e ainda continuam movimentando-se para acabar com o pouco que foi conseguido. Temos, então, um duplo desafio: continuar nosso esforço, que agora deverá ser ainda maior, para crescermos e evitarmos o pouso da galinha. Além disso, em um ano de eleição, precisamos atuar diferente dos anos anteriores realmente nos mobilizando para melhorar o nível dos nossos políticos.

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RUY BAUMER é presidente do SINAEMO

De um lado, vamos atuar na criação de mais mercados e no fomento de parcerias e projetos para maior inovação, buscando mais verbas para o setor e destravando algumas barreiras que nos atrapalham. De outro, vamos chamar os candidatos para conhecermos os verdadeiros comprometidos com a saúde e com o país, avaliando a gestão passada e eliminando aqueles que jogam contra; criando mecanismos de constante pressão após a eleição para mantermos nossa posição sempre em destaque. Não é uma tarefa fácil, mas somente assim poderemos, ao longo dos anos, mudar o padrão brasileiro. É aqui que vivemos, crescemos e temos nossos negócios. Não podemos deixar que outros definam nosso rumo, nossa vida e nosso padrão moral. E tampouco podemos continuar sustentando uma classe que só tem o interesse de viver às custas do Estado, cada vez ganhando mais e incluindo seus apaniguados. A vida do empresariado nacional segue difícil, porém reafirmo que, para atingirmos nossas metas, precisamos da participação de todos, de um alinhamento para que estejamos na mesma sintonia lutando por nossos direitos e por nosso crescimento.

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DIA A DIA

CIOSP - FEVEREIRO

ABIMO na abertura do 36º Ciosp

O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, e o presidente do SINAEMO, Ruy Baumer, compuseram a mesa da solenidade de abertura do 36o Ciosp (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo), que aconteceu pela manhã do dia 31 de janeiro, no Expo Center Norte. Eles estavam ao lado do presidente da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), Wilson Chediek; do coordenador executivo organizacional do 36o Ciosp, Ueide Fernando Fontana; do presidente da ABCD (Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas), Silvio Jorge Cecchetto; do presidente do Crosp (Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo), Claudio Yukio Miyake; da presidente da FDI (Federação Dentária Internacional), Kathryn Kell; da coordenadora Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Livia Maria Almeida Coelho de Souza; do secretário adjunto da Secretaria da Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro Adriano; e, representando o governador Geraldo Alckmin, do vereador e secretário do Meio Ambiente do Município de São Paulo, Gilberto Natalini.

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Ruy Baumer, também representando o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comentou que, depois de um ano com a maior crise da história do Brasil, era um enorme prazer falar naquele momento em perspectiva de crescimento, ainda que modesto: “Diferentemente da maior parte do setor da saúde, a odontologia depende, em grande medida, destes consumidores e da sua intenção de consumo”, disse.

Para ele, se mesmo durante a crise o setor conseguiu crescer, vislumbramos agora, com esta perspectiva da economia, grandes possibilidades de desenvolvimento e investimento: “Melhoria da economia e da capacidade de compra da população significa mais pacientes nos consultórios. Juntos, profissionais e indústria se modernizam, se atualizam e geram mais riqueza”. Baumer falou a respeito da necessidade de aprovação, nem que seja parcial, das reformas governamentais pendentes. “Precisamos atuar para apoiar isto. Vamos cobrar nossos políticos”, pediu. “O setor tem um enorme poder de pressão. Vamos usá-lo. O benefício será de todos nós.”


Nova marca no maior evento odontológico do país A ABIMO esteve presente em mais uma edição do Ciosp com um estande institucional dentro da Fiosp (Feira Internacional de Odontologia de São Paulo), evento comercial que acontece no Pavilhão Expo Center Norte há 21 edições. É ali que empresas e indústrias odontológicas fazem seus grandes lançamentos de produtos e tecnologia. A ABIMO, por sua vez, lançou sua nova marca e promoveu, no espaço de 140 m², palestras e encontros junto aos seus associados. “Temos mais de 70 empresas associadas expositoras e esta foi a chance de apresentar uma nova fase da entidade, que logo de cara trouxe uma nova marca para a instituição. O evento, que conta com mais de 19 mil m² de área e reúne 200 expositores nacionais, promove oportunidades para encontros e ações dedicadas a negócios”, explica o superintendente da associação, Paulo Henrique Fraccaro. “Essa foi a primeira ação que fizemos com a nossa nova identidade visual”, conta a gerente de projetos e marketing internacional da ABIMO, Clara Porto.

“O objetivo da nova marca é reforçar o nosso posicionamento e papel de protagonista perante o mercado, aumentando nossa representatividade nacional e internacional”, esclarece. O estande da ABIMO não só recebeu convidados e autoridades, como também deu suporte aos associados com relação a regulação, exportação, acesso a mercados internacionais e compliance, todos temas trabalhados pela entidade.

Lideranças da odontologia reunidas para debate sobre utilização e descarte do mercúrio Além de promover diversas palestras ao longo do Ciosp 2018, o estande da ABIMO também foi palco de uma reunião entre os principais líderes do setor odontológico cujo objetivo foi construir o debate sobre as medidas previstas para implementação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio. Realizado na tarde de sexta-feira, 2 de fevereiro, o encontro foi coordenado por Cláudio Pinheiro Fernandes, consultor de odontologia da ABIMO e coordenador do Núcleo de Sustentabilidade em Odontologia do Instituto de Saúde Nova Friburgo, Universidade Federal Fluminense. A Convenção de Minamata, tratado internacional que prevê o combate ao uso do mercúrio, entrou em vigor em agosto de 2017. O Brasil, um dos 128 países signatários, está obrigado a providenciar mudanças para proteção da saúde humana e do meio ambiente. A odontologia, assim como diversos outros setores, faz uso rotineiro do mercúrio por meio da amálgama dental, substância utilizada no preenchimento e na restauração de cavidades dos dentes afetados por cáries.

LEIA MAIS: https://goo.gl/W8ogn7

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DIA A DIA

CIOSP - FEVEREIRO

Em ascensão, mercado de implantes carece de instrumentos regulatórios Abordando segurança do paciente e qualidade de implantes odontológicos, a palestra realizada na manhã de 1º de março, no estande da ABIMO, contou com a apresentação do professor e pesquisador Claudio Fernandes e Carlos Nelson Elias, do IME (Instituto Militar de Engenharia). O debate enfatizou a importância de serem definidos critérios para análises de validação de implantes, um sistema inexistente no mundo. LEIA MAIS: https://goo.gl/VFS7Pb

Superintendente da ABIMO recebe representantes do setor

Na noite de 31 de janeiro, data de abertura da edição 2018 do Ciosp, Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, promoveu um jantar em sua residência para reunir e aproximar os principais líderes da cadeia odontológica brasileira e também da internacional.

ABIMO acompanha apreensão de produtos piratas durante congresso em São Paulo A ABIMO, que desde 2016 atua em conjunto com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na luta contra a pirataria, acompanhou, na tarde de 2 de fevereiro, em São Paulo, uma nova apreensão de produtos odontológicos irregulares. Desta vez, a ação promovida pela agência ocorreu durante o Ciosp 2018. Foram confiscadas mais de 42 mil unidades, entre elas brocas, implantes, parafusos, canetas e outros. Após investigar uma empresa chinesa que estava expondo na feira, a Anvisa identificou diversas irregularidades administrativas e de fabricação, lacrando o estande e levando os responsáveis para prestar depoimentos na delegacia. Cirurgiões-dentistas que no momento compravam produtos também foram identificados. LEIA MAIS: https://goo.gl/uxTyzm

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Novas tecnologias para a odontologia

O consultor de odontologia da ABIMO, o professor doutor Cláudio Fernandes, palestrou no estande institucional da associação na edição 2018 do Ciosp. Desta vez com o objetivo de mostrar as vantagens trazidas pelo avanço da tecnologia no setor, contou com a contribuição do doutor Gustavo Grolli Klein, especialista em cirurgia bucomaxilofacial, que fez uma apresentação dinâmica de um novo sistema capaz de colaborar grandiosamente para as cirurgias de implantes odontológicos. O encontro foi realizado na manhã do sábado, 3 de fevereiro. “Uma das vertentes da ABIMO é entender como devemos aproveitar essa enxurrada de tecnologia que está invadindo nossa casa e nossa profissão”, declarou Cláudio Fernandes ao lembrar que, hoje, trabalhamos sob o conceito de inteligência artificial, uma tecnologia viva que interage com ela mesma.

LEIA MAIS: https://goo.gl/Wx5GHG

Presidente da FDI reúne-se com diretoria da ABIMO

O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, e a presidente do FDI World Dental Federation, Kathryn Kell, reuniram-se no dia 2 de fevereiro, durante o Ciosp, para debater formas de cooperação institucional entre as entidades visando ao avanço da odontologia internacional. A oportunidade serviu para apresentar o perfil das instituições e avaliar temas de interesse de forma a subsidiar um plano de trabalho conjunto. O FDI representa quase 2 milhões de dentistas em mais de 180 países e é reconhecido como a principal voz da odontologia mundial. “A interação entre a ABIMO e o FDI mostra o reconhecimento da força e importância da indústria odontológica brasileira para enfrentar carências e melhorar o status de saúde bucal na sociedade”, diz Claudio Fernandes, consultor científico da área odontológica na ABIMO. A parceria institucional mira alavancar oportunidades para os membros em projetos que aumentem a inserção da tecnologia, dos serviços e da pesquisa brasileira no contexto internacional. Simpósios corporativos e fóruns sobre temas do planejamento estratégico, o “Visão 2020”, por exemplo, ou projetos sociais como o “Dia Mundial de Saúde Bucal” e o “Sorrisos ao Redor do Mundo”, são atividades técnico-científicas e de letramento em saúde bucal na sociedade sugeridas pela presidente do FDI.

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DIA A DIA

FEVEREIRO ABIMO e Ministério Público da Paraíba farão evento internacional contra pirataria Para conscientizar profissionais, fabricantes e os próprios consumidores sobre os malefícios do uso de produtos e equipamentos médicos, odontológicos e laboratoriais piratas, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) vai promover, na segunda semana de maio, em João Pessoa, um evento internacional sobre o assunto. O encontro terá parceria com o Ministério da Cultura, com a Anvisa e a ABIMO. A proposta foi apresentada pelo diretor do MP-Procon, o promotor de Justiça Francisco Glauberto Bezerra; pelo diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Rodolfo Tamanaha; e pelo diretor institucional da ABIMO, Márcio Bósio, na manhã do dia 23 de fevereiro, ao procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, em seu gabinete, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, na capital paraibana. O chefe do MP-PB apoiou a iniciativa e falou sobre a importância de ações integradas e da efetividade do trabalho que vem sendo realizado pelo MP-Procon no estado.

LEIA MAIS: https://goo.gl/QyKC3t

Paulo Fraccaro fala sobre Governança Corporativa em reunião do CBEXs O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, esteve, na noite de 27 de fevereiro, na primeira edição do ano do Conexão CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde), no qual fellows e associados puderam estar ao lado de especialistas para uma rica discussão sobre o tema “Governança em Organizações de Saúde: o Papel do Executivo”, dividida em dois painéis. Fraccaro participou do segundo, que debateu o lugar do executivo na governança nas instituições privadas, nas públicas e na indústria, ao lado de Rogério Désio Caiuby, diretor de Estratégia e Projetos do Hospital Sírio-Libanês, e Marisa Madi, diretora executiva do InRad (Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas).

MARÇO Paulo Henrique Fraccaro e Ruy Baumer prestigiam 1º Fórum Somos SUStentáveis, da Fehosp No dia 12 de março, os hospitais filantrópicos do estado de São Paulo participaram do 1º Fórum Somos SUStentáveis, cujo objetivo é mostrar ações em gestão de saúde pública que aprimoraram o atendimento à população e aconteceram por meio do programa Santas Casas SUStentáveis, do Governo de São Paulo. O evento foi promovido pela Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo). O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, e o presidente do SINAEMO e diretor adjunto do ComSaude, Ruy Baumer, acompanharam a cerimônia de abertura. O evento reuniu cerca de mil pessoas.

Leia a cobertura completa em: https://goo.gl/BjKUkz

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ABIMO e ComSaude, da Fiesp, renovam Termo de Cooperação Técnico-Científica com entidades médicas Com o intuito de dar continuidade a parcerias de inovação na área da saúde, em 13 de março, o superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, e o presidente do SINAEMO e diretor titular do ComSaude, Ruy Baumer, estiveram presentes na renovação do Termo de Cooperação Técnico-Científica entre a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a ABIMO, a Fundação Zerbini, a Fundação Faculdade de Medicina e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A ação foi iniciada em 2016 e, desde então, busca viabilizar ideias inovadoras ocorridas dentro da academia e transformá-las em produtos comerciáveis, por meio da ABIMO e da Fiesp, fazendo parceria com a indústria.

Isonomia em pauta em Brasília ABIMO e MCTIC realizam workshop sobre Política Nacional de IoT A quinta-feira, 15 de março, foi dedicada ao debate que abordou a tecnologia na área de saúde. No prédio da Fiesp, em São Paulo, ABIMO e MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) promoveram um workshop sobre internet das coisas. Nomeado “Política Nacional de IoT”, o evento detalhou os instrumentos disponíveis para a indústria da saúde.

Leia a cobertura completa em: https://goo.gl/QmypSt

Em encontro realizado em Brasília (DF), Franco Pallamolla e Márcio Bósio, respectivamente presidente e diretor institucional da ABIMO, estiveram com Marco Fireman, secretário de SCTIE (Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde), para discutir o andamento da regulamentação da Lei 13.043/2014, conhecida como Lei da Isonomia. Além disso, debateram a Portaria Interministerial 482/1999, que trata da esterilização por óxido de etileno. “Estivemos presentes para decidir, junto ao ministério, as melhores formas de pressionar a Receita Federal quanto às definições referentes à isonomia”, comenta Pallamolla enfatizando que foi criado um calendário de discussão que conta com a participação tanto do setor de saúde quanto do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

ABIMO participa de reunião com nova diretora da Anvisa Na tarde de 1º de março, o diretor institucional da ABIMO, Márcio Bósio, participou de uma reunião com a nova diretora da Anvisa para apresentar a associação e relatar algumas das dificuldades que estão sendo vivenciadas pelo setor. Alessandra Bastos Soares, nomeada nova diretora da agência em dezembro de 2017, tornou-se responsável pela DSNVS (Diretoria de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) em janeiro deste ano. “Debatemos alguns dos problemas que nossos associados vêm nos comunicando, principalmente em relação à demora que há em alguns municípios na inspeção das empresas para emissão do Certificado de Boas Práticas de Fabricação”, comentou Bósio sobre um dos assuntos conversados na reunião.

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DIA A DIA

MARÇO

Membros da diretoria da ABIMO estão entre os 100 Mais Influentes da Saúde Realizada anualmente pelo Grupo Mídia, a premiação “100 Mais Influentes da Saúde” destacou, neste ano de 2018, cinco membros da diretoria da ABIMO. Franco Pallamolla, presidente; Paulo Henrique Fraccaro, superintendente; Walban Damasceno, vice-presidente; Caetano Biagi e Djalma Rodrigues, conselheiros; e Ruy Baumer, presidente do SINAEMO, foram os homenageados da entidade. No dia 15 de março aconteceu o jantar de confraternização, em São Paulo. “Temos, aqui, as referências empresariais que estão enfrentando as dificuldades deste complexo setor que é a saúde do nosso país. Homenagear essas cem pessoas não é apenas uma nominação. Temos de lembrar que todas as organizações têm equipes que, cotidianamente, ajudam a perseguir a missão de contribuir todos os dias com as melhorias do nosso segmento”, comentou Pallamolla durante seu discurso. A equipe da ABIMO também foi lembrada por Fraccaro, que fez questão de enfatizar a importância de ter parceiros fortes para as atividades do dia a dia. “É sempre uma emoção indescritível viver um momento como este. E, com certeza, não chegaríamos a esse convite se não tivéssemos uma equipe trabalhando arduamente para que possamos alcançar o sucesso. Com essa oportunidade que estão me dando, gostaria de deixar um grande agradecimento à equipe maravilhosa da ABIMO, que me fez, por mais um ano, chegar a um momento como este”, declarou. A premiação engloba 20 categorias que abrangem toda a cadeia de saúde e homenageia cinco personalidades em cada uma delas. A escolha é feita por duas vertentes: a primeira é a votação do público pela internet e a segunda é uma análise de mercado realizada pelo conselho editorial do Grupo Mídia. A ABIMO teve destaques em três categorias. Fraccaro recebeu o prêmio na categoria “Entidades Setoriais”; Pallamolla e Biagi, na categoria “Empresários”; Djalma, Damasceno e Ruy Baumer, na categoria “Indústria”. “A todos os premiados desta noite, espero que este momento sirva de estímulo. Que nós, empresários, tenhamos condições de encontrar caminhos que possam atravessar esse momento que é complicado, mas vai passar”, motivou Fraccaro.

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Nosso fundador é homenageado durante prêmio A edição 2018 do prêmio “100 Mais Influentes da Saúde” homenageou Manoel Baumer, falecido em dezembro de 2017. O vídeo contando a história do profissional na construção da Baumer, uma das principais fabricantes de próteses da América Latina, e na fundação da ABIMO declarava: “Mais do que uma história de sucesso, uma história de vida que evoluiu para os caminhos empresariais sempre alicerçados no compromisso com a saúde”. Na sequência do vídeo, subiram ao palco para prestar suas homenagens Djalma Rodrigues, CEO da Fanem e parceiro de Manoel Baumer na fundação da associação, e o arquiteto João Carlos Bross, amigo de Baumer. “Visionário e lutador, Baumer sempre trouxe pontos de vista muito claros que levavam a um objetivo comum. Ele é um tipo de pessoa que não morre. A semente que plantou está aí por tudo o que ele já fez em prol da medicina e dos pacientes que foram beneficiados com suas inovações. Ele é eterno para todos nós”, declarou Djalma. Encerrando a homenagem, Ruy Baumer, filho de Manoel, hoje presidente do SINAEMO e responsável pela continuação de sucesso da fabricante que leva seu sobrenome, veio a público falar um pouco mais sobre seu pai. “Família e empresa sempre se confundiram na vida de meu pai, duas coisas que caminhavam juntas. Ele sempre foi um visionário que buscava compartilhar informações dos mais variados temas. Altamente criativo, tinha a qualidade adicional de, além de criar, fazer acontecer. Encantava-se por ensinar. Bastava encontrar alguém com curiosidade e interesse que o adotava. Criou vários profissionais no ramo industrial da saúde ao longo de sua vida”, declarou agradecendo à organização do Grupo Mídia e a todos que prestaram a homenagem a Manoel Baumer naquela noite.

ABIMO, ABCD, APCD e Crosp promovem campanha Sorria para a Vida Em 20 de março, Dia Mundial da Saúde Bucal, a ABIMO, a ABCD (Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas), a APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) e o Crosp (Conselho Regional de Odontologia) promoveram, em frente ao prédio da Fiesp, a Campanha Sorria para a Vida – Pense Saúde, Pense Saúde Bucal. Uma ação com cirurgiões-dentistas voluntários que falou sobre a importância da saúde bucal das pessoas, por meio de check-ups gratuitos, dentro de vans especiais. O intuito da campanha, chegando neste ano à quinta edição, foi prevenir e conscientizar sobre os riscos do câncer bucal, que mata 5 mil brasileiros, segundo dados do Inca, a cada ano. Para Paulo Fraccaro, superintendente da ABIMO, muitos não percebem os graves problemas de saúde que podem ter quando não cuidam preventivamente dos dentes. “Essa parceria propicia a ação de toda a infraestrutura da Fiesp, aproveitando a enorme quantidade de pessoas que circula na Paulista. Por detrás dela está o apoio da indústria da saúde e de toda a cadeia produtiva, unida em prol da saúde bucal.”

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DIA A DIA

MARÇO

Segue luta pela desoneração da folha Como as medidas provisórias que tratam da CPRB (Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta) não foram aprovadas dentro do prazo legal, o setor de saúde segue negociando a desoneração da folha de pagamento durante 2018. A ABIMO permanece atenta e na luta para garantir que, no próximo período, ela seja mantida. Indispensável para a saúde brasileira, a desoneração é tema constante de reuniões e encontros da entidade. Na última semana, Franco Pallamolla e Márcio Bósio, respectivamente presidente e diretor institucional da ABIMO, encontraram-se com o deputado federal Jones Martins, responsável pela apresentação das emendas que alteram a Lei 8.456. “Estivemos lá para agradecer ao deputado pelo empenho que exerce na garantia de que o setor permaneça na desoneração da folha de pagamento”, comenta Bósio.

Talk show sobre sustentabilidade na promoção da saúde

ABIMO leva workshop Indústria 4.0 a Minas Gerais Depois de passar por cidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo e Fortaleza, a ABIMO levou o workshop Indústria 4.0 para Belo Horizonte (MG). O evento aconteceu no dia 16 de março, durante o período da manhã, e abordou a importância da nova revolução industrial para o setor da saúde brasileiro. Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, e Paulo Eduardo Rocha Brant, superintendente executivo da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), fizeram a cerimônia de abertura e, na sequência, o workshop passou à sua programação, que contou com apresentações sobre a importância da indústria de saúde no Brasil e no estado de Minas Gerais, internet das coisas e inteligência artificial. Ao término das palestras, foi iniciada uma mesa de discussão composta por Donizetti Louro, consultor da ABIMO e coordenador do Grupo de Trabalho Indústria 4.0 – Saúde, Conectividade e Cibersegurança; Eliane Lustosa, da Labtest; Professor Rodrigo, da UFMG; e Eduardo Emrich, da Biominas.

O diretor institucional da ABIMO, Márcio Bósio, fez parte na tarde do dia 22 de março do talk show “O Desafio da Sustentabilidade na Promoção da Saúde”, que aconteceu dentro do seminário O Futuro da Saúde no Brasil, promovido pela Ahseb (Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia) em Salvador (BA). O objetivo do evento foi reunir diretores, gestores e profissionais que atuam nos diversos segmentos da saúde visando refletir, aprofundar e debater sobre assuntos de relevância que contribuam para a efetividade da prestação dos serviços em saúde e a consequente entrega de valor ao paciente. Leia mais: https://goo.gl/iaQ21S

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ABIMO participa de webinar sobre o Irã O responsável pela área de acesso a mercados internacionais da ABIMO, Rafael Cavalcante, participou, com o embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo de Azeredo Santos, do webinar “Irã – Fim das Sanções Financeiras e as Oportunidades e Desafios para o Brasil” para debater sobre as novas circunstâncias nas trocas comerciais entre empresas brasileiras e iranianas. O evento foi organizado pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores), com o apoio da ABIMO, devido ao crescente interesse por informações sobre pagamentos em transações comerciais realizadas entre parceiros iranianos nos últimos eventos e empresários brasileiros. A ABIMO tem várias ações no mercado, e muitas das empresas que participam do projeto de exportação do setor com a Apex-Brasil, o Brazilian Health Devices, já vendem para o país. No ano passado, a entidade fez um grande esforço para viabilizar as operações, e eles explicaram durante o webinar como isso foi feito e de que forma outros empresários podem agir para serem bem-sucedidos ao exportar para o Irã.

Joffre Moraes é reeleito superintendente do CB-26 O gerente de Estratégia Regulatória da ABIMO, Joffre Moraes, foi reeleito superintendente do ABNT/ CB-26 – Comitê Brasileiro Odonto-Médico Hospitalar após a apuração dos votos recebidos durante os meses de janeiro e fevereiro. O novo mandato vai até 2021.

Ministro da Saúde fala a empresários e membros de entidades Reunidos na Fiesp durante a manhã de 8 de março, os principais líderes da saúde nacional assistiram à apresentação do ministro Ricardo Barros, que aproveitou o encontro para fazer um balanço de sua atual gestão e responder às principais dúvidas dos presentes. Na ocasião, Franco Pallamolla e Paulo Henrique Fraccaro, respectivamente presidente e superintendente da ABIMO, participaram do debate representando a entidade. O evento foi mediado pelo diretor do ComSaude, Ruy Baumer, que preside o SINAEMO. “Vindo de fora da área da Saúde, o ministro mergulhou no setor para entender a fundo seu funcionamento”, comentou Ruy Baumer, presidente do SINAEMO e diretor titular do ComSaude, comitê responsável pela organização do evento, ao abrir o encontro. Enfatizando que Barros sempre se fez presente em todas as reuniões propostas pelo segmento, Baumer destacou a importância do encontro para, além de permitir a observação de tudo o que foi feito nos últimos dois anos, possibilitar a apresentação de propostas e programas montados para os próximos gestores.

ABRIL Reuniões em SP abordam compliance no setor da saúde O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, palestrou no Fórum de Compliance Healthcare 2018, evento apoiado pela ABIMO e promovido pelas seguintes instituições: Abiis (Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde), Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos), Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde) e CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial). Durante todo o dia, grandes especialistas debateram sobre a seriedade da conduta ética e do compliance no ambiente de negócios do Brasil, principalmente no setor de saúde.

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DIA A DIA

ABRIL Entidades reúnem-se para debater turismo de saúde no Brasil

A ABIMO esteve reunida em sua sede, em São Paulo, com a APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) e a ABCD (Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas) para estruturação do Programa Brasileiro de Turismo de Saúde, projeto encabeçado pela FBH (Federação Brasileira de Hospitais), uma das maiores representantes da rede de saúde privada do país, com a empresa ALIANZA Global Healthcare. O projeto diz respeito à capacidade de o Brasil transformar-se em um dos principais destinos do turismo de saúde no mundo. Segundo dados divulgados recentemente pela MTA (Medical Tourism Association), associação norte-americana sem fins lucrativos que monitora e impulsiona destinos de turismo de saúde, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos dez principais destinos, sendo superado apenas pela Índia. A publicação afirma que “a OMS (Organização Mundial de Saúde) observa que o Brasil é o melhor em prestação de serviços de saúde na América Latina. É o centro das cirurgias cosméticas e plásticas, sendo o terceiro país mais visitado por pacientes que necessitam desses procedimentos”. Leia mais: https://goo.gl/UNQz2Z

Paulo Bruschi, gerente da Investe São Paulo, visita ABIMO O superintendente da ABIMO, Paulo Henrique Fraccaro, recebeu, na tarde do dia 20 de abril, o gerente da Investe São Paulo (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade), Paulo Bruschi. Fraccaro representa a ABIMO no Comitê Gestor da Agência, que opera um dos núcleos do Peiex (Programa de Qualificação para Exportação), da Apex-Brasil. Por meio do programa, empresas que têm interesse em começar a exportar, ou melhorar sua atuação no comércio exterior, podem inscrever-se para receber capacitação de alta qualidade e gratuita.

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Aice e Italcam, entidades italianas, visitam ABIMO A ABIMO recebeu em 17 de abril, líderes do comércio italiano para uma reunião com o objetivo de traçar estratégias e parcerias que ampliem os fluxos comerciais entre os dois países e impulsionem a indústria de saúde brasileira no mercado italiano. As entidades que estiveram presentes no encontro foram a Aice (Associazione Italiana Commercio Estero), representada por Giovanni Di Nardo e Pierantonio Cantoni, ambos da área de desenvolvimento de negócios internacionais; e a Italcam (Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura), pela figura de seu presidente, Nico Rossini, e de sua diretora de projetos, Adriana Mira. Representaram a ABIMO Clara Porto, gerente de projetos e marketing internacional; Paulo Henrique Fraccaro, superintendente; e Rafael Cavalcante, especialista em acesso a mercados da associação. A reunião foi bastante produtiva, por mostrar o interesse em promover as exportações de bens industrializados de maior valor agregado do Brasil para a Itália, segundo Rafael. “Há uma busca pela diversificação da pauta de produtos comercializados, intensificando os fluxos de comércio bilateral. Com isso, existe um ambiente propício ao fortalecimento das exportações brasileiras de dispositivos para saúde neste país, que tem boas perspectivas de crescimento setorial e bom nível de gasto com saúde per capita”, declarou. Leia mais: https://goo.gl/JP3apk

Manoel Baumer recebe homenagem do Senai – SP

O Senai – SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), realizou uma solenidade que nomeou o fundador da ABIMO e do SINAEMO, Manoel Amaral Baumer, patrono de seu Núcleo Odonto-Médico-Hospitalar. A cerimônia ocorreu durante a inauguração do Centro de Treinamento em Equipamentos Médico-Hospitalares, um convênio firmado entre o Senai e a GE Healthcare do Brasil, que tem como objetivo desenvolver cursos e programas relacionados à manutenção, instalação e gestão na área de saúde. O presidente do SINAEMO e filho de Manoel, Ruy Baumer, compareceu à cerimônia junto a outros membros da família e, em seu discurso, falou a respeito do pai: “Se o Baumer estiver nos vendo, não poderia estar mais feliz”, afirmou. “Muito mais que a honra da homenagem, ter seu nome em um centro do Senai – uma das entidades que ele mais respeitava,– focado na educação e no treinamento de pessoas, para o mercado da saúde – sua paixão por 65 anos – e criado por uma iniciativa conjunta com a ABIMO, que ele fundou com poucos empreendedores em seu escritório, não poderia ser mais gratificante”. Baumer contou que, além da inovação, seu pai tinha paixão por ensinar, criar e ajudar as pessoas; portanto, nada mais adequado do que seu nome batizar um centro educacional: “Muitos dos que fazem, ou fizeram parte, de nossa empresa tiveram origem em alguma área daqui ”.

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ABIMO EM AÇÃO

CERCO À PIRA T Acionada pela PF, Anvisa participa da Operação Equipos e apreende equipamentos médicos irregulares

A Anvisa vem atuando na apreensão de equipamentos médicos por todo o Brasil. Após ações da Polícia Federal investigarem uma organização criminosa suspeita de contrabandear equipamentos de diagnóstico médico na chamada Operação Equipos, deflagrada em 2017, a agência participa agora na fiscalização sanitária dos locais onde foram encontrados os produtos importados de forma ilegal. Chamada de Operação Equipos – Fase Anvisa, essas ações ocorrem somando-se às da Operação Curto-Circuito, iniciada na mesma época e que também objetiva o combate à comercialização de equipamentos médicos irregulares no país. A operação está sendo desenvolvida em conjunto com a GIPRO (Gerência de Inspeção e Fiscalização de Produtos para Saúde, Saneantes e Cosméticos), CSEGI/GADIP/ANVISA (Coordenação de Segurança Institucional). Segundo Marcel Figueira, coordenador do CSEGI, já foram apreendidos até agora pela agência 132 aparelhos entre tomógrafos, mamógrafos, ultrassons, ressonâncias magnéticas, raios-x e equipamentos de anestesia geral que, além de terem sido importados de forma fraudulenta, foram sucateados e remanufaturados indevidamente. Os produtos, segundo Figueira, eram utilizados – inclusive em atendimento para o SUS – em hospitais, centros cirúrgicos e clínicas médicas, além de revendas clandestinas. “Até mesmo um arco cirúrgico foi apreendido em plena sala de cirurgia de um hospital em Fortaleza”, conta. Há ainda equipamentos em investigação, com suspeita de serem revendidos entre médicos, o que também é ilegal. 18


Por: Deborah Rezende

A TARIA!

A ABIMO vem acompanhando e estimulando esse tipo de ação da Anvisa já há muito tempo e colaborou para que a Operação Curto-Circuito fosse iniciada, encaminhando denúncias. “De acordo com regulamentos nacionais, a remanufatura só é permitida para os detentores do registro do produto, que devem atestar a segurança e a eficácia do equipamento”, explica o gerente de estratégia regulatória da ABIMO, Joffre Moraes. “Não é possível garantir procedência, registro e muito menos o correto funcionamento desses produtos, o que pode promover diagnósticos errados, além da possibilidade de causar danos mais graves aos usuários e pacientes, como choques e queimaduras.” Marcel Figueira, da Anvisa, ressalta a possibilidade de aparelhos que utilizam radiação ionizante, quando descalibrados, causarem mutações no DNA e câncer. “Estudos americanos já mostram os problemas que o excesso de radiação pode causar”, comenta. “Imagina quando utilizando uma sucata sem calibração.” Para ele, pacientes que buscam melhorar

a saúde podem ter seu estado ainda mais agravado em virtude de aparelhos como os que foram apreendidos e estão espalhados pelo país. Os suspeitos da prática ilegal podem responder por crime hediondo por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, com pena de reclusão de 10 a 15 anos, e multa. Segundo Figueira, cerca de 80 equipamentos ainda devem ser apreendidos pela agência, em desdobramento da Operação Equipos.

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ODONTOLOGIA

EXPERIÊNCIA

BRASIL

Abrindo novos caminhos para a odontologia brasileira no Reino Unido ABIMO foge do convencional e investe em ação diferenciada para promoção da odontologia nacional em territórios britânicos

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Por: Marcela Marques

Em setembro deste ano, a odontologia brasileira aterrissará no Reino Unido para uma ação promocional bastante diferente do que a indústria está acostumada. Com o objetivo de fortalecer o Brasil como referência mundial em qualidade no setor, inserindo os profissionais brasileiros em um renomado rol de dentistas, o Experiência Brasil será realizado em Londres, capital da Inglaterra. Sob o tema “Facing The Oral Health Challenge – The Brazilian Experience”, o evento receberá cerca de cem participantes locais entre dentistas, pesquisadores e estudantes de odontologia. Focado em sensibilizar formadores de opinião, e não na prospecção direta de novos distribuidores, o Experiência Brasil representa uma ótima oportunidade para as marcas que veem, no Reino Unido, um excelente campo para ampliação de suas exportações. Com profissionais brasileiros abordando os principais temas da odontologia atual, além de oficinas sobre técnicas e produtos e um espaço dedicado à exposição das marcas participantes, a intenção é ampliar o sucesso das duas edições anteriores, que foram realizadas no México, em 2011, e nos Emirados Árabes Unidos, em 2013.

Mercado-alvo definido para o setor de odontologia pelo Brazilian Health Devices, projeto setorial realizado pela ABIMO em parceria com a Apex-Brasil, o Reino Unido concentra muitas boas oportunidades para a indústria brasileira. “São países que importam muitos produtos odontológicos e, como temos uma produção de alto padrão e valor tecnológico agregado, com altos índices de inovação, acreditamos no potencial desse território”, declara Larissa Gomes, coordenadora de promoção comercial da ABIMO. Somente em 2016 o Reino Unido importou US$ 489 milhões em produtos odontológicos; os principais fornecedores estão na Alemanha, nos Estados Unidos e na Itália. O Brasil visa subir alguns degraus nesse ranking, o que já vem conquistando nos últimos períodos. Se em 2015 ocupava a 38a colocação na lista dos principais países exportadores de produtos odontológicos para o Reino Unido, em 2016 subiu quatro posições e se consolidou no 34º lugar. Em 2017, empresas odontológicas que integram o Brazilian Health Devices aumentaram em 58% suas vendas ao Reino Unido com relação a 2016.

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ODONTOLOGIA

De olho na questão política e histórica, o novo posicionamento britânico quanto ao Brexit também promete ampliar as chances de inserção da indústria brasileira, já que, com a saída do Reino Unido da União Europeia efetivada, a produção da Europa também passará a sofrer as restrições impostas pelo conjunto, tornando a competição mais justa e acirrada e abrindo novas chances para os produtos brasileiros. O Experiência Brasil também desponta como um excelente impulso para as cinco marcas que estrearão o pavilhão brasileiro na BDIA – Dental Show Case, maior feira odontológica do Reino Unido que será realizada entre 4 e 6 de outubro, apenas alguns dias após o Experiência Brasil. “Essa ideia faz parte de um planejamento estratégico justamente criado para funcionar como um chamariz, pois o público presente terá, na BDIA, uma nova oportunidade de obter mais informações e ver mais produtos fabricados pelo Brasil”, esclarece Larissa afirmando que “ainda que o Experiência Brasil e a feira BDIA tenham diferentes grupos de empresas participantes, a estratégia está em justamente fortalecer a marca do país”.

PARCERIA ENTRE ABIMO E IADR A ação torna-se ainda mais estratégica graças à parceria firmada entre a ABIMO e a IADR (International Association for Dental Research). “A parceria com a British Society for Oral and Dental Research, divisão britânica da IADR, representa uma importante via de comunicação com o centro de desenvolvimento científico e tecnológico da odontologia do Reino Unido”, comenta o doutor Cláudio Pinheiro Fernandes, consultor da ABIMO no setor, ao relatar que a divisão concentra a maior rede de pesquisadores do país e o relacionamento entre a entidade e a ABIMO abre diversas frentes para oportunidades de colaboração em temas de interesse comum da indústria com a academia.

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ANTECIPANDO O CENÁRIO Com muita experiência internacional na área odontológica, Fernandes traça um breve panorama sobre o que as empresas que optam por exportar para o Reino Unido encontram pelo caminho. Trabalhando desde 1995 com várias lideranças britânicas, Fernandes destaca que o Reino Unido é bastante forte tanto no empreendedorismo quanto na inovação. “São ótimos produtores de conteúdo, com destaque para as áreas de saúde pública, ciência dos materiais, biotecnologia e inter-relação medicina e odontologia”, comenta. Segundo Fernandes, a grande pressão que o sistema britânico de saúde pública está vivendo para ampliar a eficiência e reduzir os custos representa uma ótima oportunidade para a indústria brasileira, reconhecidamente detentora de técnicas capazes de criar produtos que aliam alta qualidade a excelente custo-benefício. Dessa forma, o Experiência Brasil concretiza-se como uma boa chance de o país mostrar seu potencial. Além dessa questão de redução de despesas que permeia a maioria dos cenários mundiais, a odontologia brasileira também encontrará caminhos abertos para investimentos em setores mais específicos. “Vemos boas oportunidades também na área de estética bucal e de implantes e próteses dentárias”, destaca ao lembrar que 30% da população britânica acima dos 50 anos de idade é desdentada. Analisando a questão da saúde pública como um todo, o Reino Unido luta


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“Como exemplo, podemos citar o aumento substancial de cáries de raiz, especialmente em mulheres, causadas pelo consumo de vinhos espumante tipo prosecco que concentram alto teor de açúcar”, esclarece Fernandes.

qualidade da odontologia brasileira demonstrando a associação positiva que aqui existe entre pesquisa de alto nível e produtos inovadores de alta performance”, finaliza o consultor.

HISTÓRICO DO EVENTO

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para oferecer melhores condições de saúde bucal à sua população. Para isso, além de investir em aquisições de produtos com melhor custo-benefício, aposta em políticas públicas focadas em estimular comportamentos mais saudáveis. Vem trabalhando, por exemplo, na taxação do açúcar para a indústria de bebidas após identificar os malefícios da comercialização e do consumo de líquidos com dosagens altas do adoçante.

2011 - Ciudad de Mexico, México Junto ao FDI World Congress “TIPS em Odontología Estética – La Experiência Brasileña” Palestrante: doutor Ronaldo Hirata 2013 - Dubai, Emirados Árabes Unidos Junto à AEEDC “Using Composites in Anterior Teeth – Art and Science” Palestrante: doutor Luiz Narciso Baratieri

Essa preocupação do Reino Unido com a saúde bucal é estratégica. Durante seminário conjunto da FDI com a NCD Alliance, que foi realizado em Madrid, Espanha, em agosto de 2017 e teve a presença do doutor Fernandes, o professor Richard Watt, do departamento de saúde pública da UCL (University College London), declarou que “não há saúde humana sem saúde bucal”. “Esta tem sido a maior preocupação da odontologia britânica: valorizar estrategicamente a importância da saúde bucal para a qualidade de vida e, em particular, mecanismos de mobilização social para aumento do impacto político do setor”, diz o consultor da ABIMO. Na área de pesquisa, esse intercâmbio entre Brasil e Reino Unido também se faz interessante. Com 18 faculdades de odontologia (uma na Irlanda do Norte, uma no País de Gales, quatro na Escócia e 12 na Inglaterra), os britânicos podem vangloriar se ocuparem o quarto e o sexto lugar no ranking global das QS Top Universities com Kings College London e a UCL – University College London. Além disso, o país responde pela terceira maior produção científica do mundo, logo após o Brasil, que ocupa a segunda colocação. “O Experiência Brasil projetará a marca de

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BHD PING-PONG

NOVAS OPORTUNIDADES PARA A

INOVAÇÃO

Publicado em Diário Oficial no final do ano passado, o Decreto nº 9.245, de 20 de dezembro de 2017, que institui a Política Nacional de Inovação Tecnológica na Saúde, estabelece os instrumentos de apoio ao desenvolvimento do setor, entre eles o uso do poder de compra do Estado em contratações e aquisições que envolvam produtos e serviços estratégicos para o SUS (Sistema Único de Saúde) no âmbito do Complexo Industrial da Saúde e dispõe sobre o Gecis (Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde) e o FPAS (Fórum Permanente de Articulação com a Sociedade Civil). Segundo o diretor institucional da ABIMO, Márcio Bósio, a publicação representa o fortalecimento da política industrial da saúde, à medida que dá mais segurança jurídica às ferramentas que o Estado tem para apoiar a indústria brasileira. Em entrevista à ABIMO em Revista, ele fala a respeito do tema.

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ABIMO em Revista: O governo federal instituiu a PNITS (Política Nacional de Inovação Tecnológica na Saúde) para regulamentar o uso do poder de compra do Estado em contratações e aquisições de produtos e serviços estratégicos para o SUS. Na prática, o que isso significa? Márcio Bósio: Atualmente mais de 60% dos produtos para saúde consumidos no SUS (sistemas público e privado) são importados. Esse volume de importações é um desafio ainda maior à sustentabilidade do sistema, pois, além dos riscos habituais para conseguir atender à demanda de produtos (processo de importação, logística e outros), ainda existe o risco cambial. O decreto representa o reconhecimento da importância no desenvolvimento e na sustentabilidade do SUS que tem o setor produtivo da saúde. Este é um dos setores que mais investem em inovação no país e no mundo, por conta disso é o que mais rapidamente incorpora tecnologias e as disponibiliza aos seus usuários. Outro destaque relevante é o fato de o Ministério da Saúde, como coordenador do sistema de saúde, incorporar ao nosso marco legal ferramentas muito utilizadas por inúmeros outros países, tais como encomendas tecnológicas ou uso do poder de compras do Estado e off state, além de deixar mais robusta e segura a legislação que trata dos processos para o desenvolvimento produtivo. A possibilidade de organizar as linhas de financiamento voltados à inovação e os sites produtivos também merece relevo. Todas essas ferramentas ainda precisam ser normatizadas por portarias, o que tornará a política mais transparente e segura para o setor. ABIMO em Revista - Entre as possíveis ações estão transferências, internalizações, incorporações, desenvolvimento e qualificação de tecnologias em saúde no território nacional. Como as empresas devem aproveitar essa oportunidade? Márcio Bósio - Uma vez criadas e regulamentadas as ferramentas de apoio, ficará muito mais fácil para as empresas o acesso a linhas de financiamento voltadas a inovação e processos produtivos. A regulamentação acontecerá por meio de portarias interministeriais e serão editadas ao longo de 2018.

ABIMO em Revista - A política dará mais segurança e transparência aos contratos estabelecidos entre o poder público e a indústria? Por quê? Márcio Bósio - O fato de a política estar prevista em decreto e, ainda, as regulamentações serem feitas por intermédio de portarias interministeriais dá maior segurança jurídica, pois envolve o conjunto do governo. Atualmente as portarias são editadas apenas pelo Ministério da Saúde e em algumas questões que evolvem outros ministérios ou autarquias enfrentam resistências. ABIMO em Revista - Esse era um pleito antigo da ABIMO? Qual é a nossa participação nesse decreto? Márcio Bósio - A ABIMO esteve presente em toda a construção da política industrial da saúde. Sempre trabalhamos para tentar construir um marco legal sólido e perene, pois isso ajuda muito as empresas em seus planejamentos. Nós participamos do Gecis desde a criação e, ao longo desta caminhada, fizemos propostas visando construir esse marco legal. Muitas das nossas proposições estão contidas no atual decreto. ABIMO em Revista - Além das parcerias para o desenvolvimento produtivo, o decreto estabelece duas novas categorias de transferência de tecnologias. As Etecs (Encomendas Tecnológicas na Área da Saúde) e as Mecs (Medidas de Compensação na Área da Saúde). O que muda? Márcio Bósio - Em relação às parcerias com vistas ao desenvolvimento produtivo, como falamos, ela traz mais segurança jurídica aos contratos e termos de parceria existentes. As novas categorias são ferramentas extremamente importantes que o Ministério da Saúde poderá utilizar a fim de fortalecer o desenvolvimento do setor e da sustentabilidade do SUS. ABIMO em Revista - Como fica esse assunto no âmbito da Anvisa? Márcio Bósio - A regulação sanitária é fundamental para inovação. Neste sentido, a Anvisa deverá acompanhar as definições da política industrial. Atualmente já existe a RDC 03/2010, que estabelece

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IDS BHD PING-PONG

procedimentos de priorização para produtos de interesse do SUS. Acredito que na nova regulamentação isso irá permanecer. Desta forma, cria-se um círculo virtuoso para desenvolvimento e inovação no setor, visando à construção de um sistema de saúde cada vez mais sustentável.

OUTRAS POLÍTICAS Em janeiro de 2016, foi aprovada a Lei 13.243, que trouxe diversas alterações à legislação brasileira referente a ciência, pesquisa, tecnologia e inovação. Essa norma trouxe algumas novidades importantes, como os princípios de atuação do Poder Público nessa área; maior clareza de conceitos; possibilidade de participação societária em empresas por entes governamentais, na qualidade de investidores; novas regras para pesquisadores públicos; instrumentos de apoio; regimes especiais de contratação do Estado; benefícios fiscais; entre outras. A aplicação dessa nova política dependia, porém, de regulamentação, que aconteceu, efetivamente, no último dia 7 de fevereiro, com a publicação do Decreto nº 9.283, o qual estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, bem como regulamenta a Lei da Inovação (10.973). “Desse modo, avançou-se na implementação de um novo cenário para os agentes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, diz Bósio. De acordo com Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o decreto deverá aproximar as relações entre as atividades científicas e tecnológicas e o setor produtivo, aumentando ainda a transparência e segurança jurídica nessas interlocuções.

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A ABIMO esteve presente em toda a construção da política industrial da saúde. Sempre trabalhamos para tentar construir um marco legal sólido e perene.

Para a ABIMO, de fato, o decreto trouxe a regulamentação de importantes mecanismos de apoio e fomento aos agentes e às atividades de P&D, tais como a subvenção econômica, a participação societária dos entes públicos, o bônus tecnológico, a encomenda tecnológica, a isenção sobre o Imposto de Importação para equipamentos de P&D, a concessão de bolsas, o uso do poder de compra do Estado, entre outros. Destaca-se, principalmente, que todo o decreto está pautado na tentativa de simplificação de processos administrativos, inclusive na fase de prestação de contas – uma antiga demanda do setor. “Vale dizer, ainda, que o regulamento dedicou especial atenção aos instrumentos jurídicos que irão embasar grande parte dos instrumentos de apoio públicos, a saber: os termos de outorga, o acordo de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação e o convênio”, ressalta o diretor da ABIMO. Os agentes do Sistema Nacional poderão agora buscar o aproveitamento desses diversos mecanismos de apoio com maior segurança jurídica, atentando-se para as obrigações e os deveres regulatórios trazidos com o decreto. A ABIMO continua acompanhando o tema, visando construir um sistema de inovação cada vez mais adequado e seguro ao setor.


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MERCADOS-ALVO

PERU E C O

NA MIRA D Países são, respectivamente, terceiro e sétimo colocados no ranking dos dez que mais compram equipamentos médico-hospitalares das empresas do BHD O BHD (Brazilian Health Devices) tem metas audaciosas para 2018. A primeira delas é superar o crescimento acumulado em 2017, que foi de 17,4% no volume das exportações apoiadas pelo projeto, totalizando quase US$ 95 milhões. Para isso, é preciso ampliar as relações com os países-alvo, principalmente os de economia emergente, cujos interesses comerciais são benéficos ao Brasil, como o caso de Colômbia e Peru no mercado de produtos para saúde. “São mercados muito bons em crescimento e que têm possibilidades reais de exportação, principalmente para as empresas com pouca ou nenhuma maturidade exportadora”, diz o analista de acesso a mercados da ABIMO, Rafael Cavalcante.

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Por: Tatiana Ferrador e Deborah Rezende

C OLÔMBIA

A DO BRASIL Assim como no Brasil, em ambos os países há o sucessivo ônus das doenças crônicas e uma crescente população idosa, o que, independentemente de qualquer cenário, abre espaço para o mercado da saúde. Há ainda algumas peculiaridades, como mostram os dados levantados pela equipe do BHD e relatórios produzidos pelo BMI (Business Monitor International), aos quais a ABIMO em Revista teve acesso. Uma das principais economias da América do Sul e o terceiro país mais populoso da América Latina, a Colômbia configura-se como boa oportunidade para produtores brasileiros também por ser uma nação com desenvolvimento e renda per capita similares aos do Brasil e por ter pouca tradição na fabricação local de dispositivos tanto médicos quanto odontológicos. Adicionalmente, a Colômbia tem tratados de livre comércio com as principais economias de escala mundial (em especial Estados Unidos, Canadá e alguns países da América do Sul) e uma localização estratégica que o torna destino ideal para o estabelecimento de operações.

O mercado colombiano depende de importações, apesar da forte produção nacional focada em consumíveis, e registrará alto crescimento. Segundo dados do Colombia Medical Devices Report, produzido pelo BMI, o Ministério da Saúde local monitorará mais de perto os recursos financeiros em um esforço voltado a sustentar o sistema de saúde, mas continuará garantindo serviços e tecnologias para a população. “Dessa forma, nosso preço competitivo pode ser um diferencial para empresas buscando consolidação no mercado colombiano”, explica a gerente de marketing internacional da ABIMO, Clara Porto. O gasto per capita do país é baixo. Isso significa que há considerável potencial de crescimento e de recuperação do consumo privado. Mesmo pequeno, esse segmento é avançado na Colômbia, principalmente em cidades como Bogotá, Medellín e Cali. No Peru, país que apresenta crescimento econômico, o investimento continuado do governo em infraestrutura, incluindo o estabelecimento de novos hospitais

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MERCADOS-ALVO

e centros de saúde, apoiará o desenvolvimento moderado do setor de dispositivos médicos na região pelos próximos anos, de acordo com dados do Peru Medical Devices Report Q2 2018, da BMI.

um pouco essa margem por questões internas, hoje as vendas de incubadoras neonatais estão em um ritmo bem acelerado”, explica o gerente de exportação José Flosi.

A expectativa, refere o estudo, é de que o setor de saúde no país cresça 6,1% até 2021. Com o segundo menor mercado de dispositivos médicos na região das Américas, mesmo com o investimento do governo em infraestrutura hospitalar, somado à crescente demanda por saúde privada especialmente na capital, Lima, o Peru segue dependente de importações.

Outro setor que se mostra favorável, segundo dados do BMI, é o odontológico. As importações abastecem a maior parte do mercado peruano, cujos principais fornecedores em 2016 foram China, EUA e Brasil. Ainda de acordo com o estudo, o Ministério da Saúde implementou no país um programa odontológico público conhecido como “Sorrindo de novo”. Parte da ação é dar aos mais desfavorecidos economicamente acesso a próteses dentárias removíveis gratuitas. Há ainda iniciativas adicionais que promovem a higiene bucal, no âmbito do plano de saúde escolar, e atendimento odontológico integral à população.

Ações do projeto sempre foram feitas no país, que é indiscutivelmente um mercado estratégico para a indústria brasileira, sendo a última em 2016, ano em que foi realizada uma missão comercial promovendo reuniões entre a indústria brasileira e compradores locais. Nesse mesmo ano, o BHD participou da sétima edição do Brasil Tecnológico, uma das principais iniciativas da Apex-Brasil para promoção de negócios na América Latina. Algumas empresas associadas ao BHD já conquistaram cases de sucesso na região: o Peru é um dos grandes mercados onde a Fanem trabalha: “Estamos no país desde 2004, quando chegamos a ter 80% de market share e, mesmo tendo diminuído

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A brasileira Phoenix exporta com frequência autoclaves e conjuntos odontológicos para o Peru, onde conta com representante técnico exclusivo, além de subdistribuidores no centro e no sul que vendem ao setor público e a clientes privados. A Dérig, fabricante de produtos odontológicos de alta precisão, também já está em negociação avançada no país: “Como


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m o

permanecem. Como exemplo, vemos o difícil acesso a informações estratégicas a respeito dos mercados e o aumento da concorrência de produtos asiáticos que chegam ao Peru pelo Oceano Pacífico. “É um mercado bastante competitivo; entretanto, conseguimos exportar grandes volumes”, explica Clara. A Magnamed também exporta toda a sua linha de “Na Colômbia existe a questão da consolidação do ventiladores pulmonares para transporte e UTI tanto para o Peru quanto para a Colômbia, sendo o OxyMag, setor. É um destino atrativo para investimento, onde algumas multinacionais europeias têm se instalado ventilador pulmonar de transporte, seu carro-chefe. nos últimos anos. Com isso, é natural a tendência de diminuição da importação naquele país para os PEDRAS NO CAMINHO próximos períodos. Até mesmo algumas multinacionais Como nem só de facilidades Mais desfavorecidos economicamente baseadas no Brasil acabam vive qualquer mercado, vale têm acesso a próteses dentárias deixando de exportar para ressaltar que em ambos removíveis gratuitas. Há ainda iniciativas lá com a abertura de filiais os países não existem colombianas, o que é normal”, associações empresariais adicionais que promovem a higiene diz a gerente. com foco na promoção bucal, no âmbito do plano de saúde de negócios, como é o escolar, e atendimento odontológico Para a Fanem, uma das caso da ABIMO. Por serem integral à população. maiores empresas brasileiras países com base industrial globalizadas no setor da saúde, no setor de saúde ainda na Colômbia – curiosamente muito incipiente e pouco o primeiro país para o qual a marca exportou, nos desenvolvida, não existem entidades de fabricantes. anos 1970, e onde já teve participação razoável – o No caso de distribuidores e importadores, a situação principal entrave têm sido as mudanças na política é similar, de modo que as associações existentes são da saúde: aumento de planos de saúde privados, desconcentradas e não atuam com oportunidades diminuição de hospitais públicos e deficit em comerciais, o que costuma ocorrer em larga escala equipamentos médicos, especialmente na área de no Brasil, por exemplo. Assim, alguns entraves neonatologia. ainda não finalizamos o acordo com um distribuidor, temos bastante interesse em informações sobre esse mercado, no qual acreditamos que podemos fazer boas parcerias”, afirma seu diretor, Orlando Meirelles.

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MERCADOS-ALVO

AÇÕES EM 2018 Mas, ainda assim, a gerente da ABIMO ressalta: “De qualquer forma, é um mercado muito bom, pois é difícil para uma empresa multinacional vender diretamente a um hospital (por questões de regulação, por exemplo), por ainda não entender a complexidade do setor, fato esse já superado pelas empresas brasileiras, que por questões de proximidade geográfca e cultural conhecem mais a fundo os trâmites necessários”, explica. “Sem contar que na Colômbia há muitos distribuidores que atendem a várias empresas brasileiras de uma só vez, o que é um ponto positivo, pois acabam se tornando um hub de distribuição de produtos brasileiros, mesmo que involuntariamente”, afirma Clara.

EM VOLUMES

Peru e Colômbia serão dois dos países enfatizados durante a Feira Hospitalar 2018, onde será realizada mais uma edição do Projeto Comprador, iniciativa conjunta entre a ABIMO e a Apex-Brasil que promove rodadas de negócios durante os três primeiros dias do evento. Formadores de opinião e jornalistas desses países também são convidados pela ABIMO a visitarem a feira para o chamado Projeto Imagem. Na sequência, em junho de 2018, a ABIMO terá um estande institucional na feira colombiana Meditech 2018, uma das principais plataformas de negócios para o setor de saúde na América Latina. A ação servirá de laboratório para um possível pavilhão brasileiro em 2020. Haverá, em agosto, a Fime, mais importante evento voltado ao setor médico-hospitalar dos Estados Unidos, que tem um grande número de visitantes da América Latina, principalmente colombianos. “Ainda para esse ano estamos planejando uma missão comercial na primeira semana de outubro. Na ocasião pretendemos levar de oito a 12 empresas, de perfil não exportador ou iniciantes, e também serão convidados formadores de opinião, jornalistas e universidades de cada país. Queremos fazer agendas bem específicas, não apenas com distribuidores, mas de acordo com cada necessidade das empresas participantes”, explica Clara. “Temos toda uma catequização a respeito do produto e conseguimos trabalhar o matchmaking bem específico”, complementa.

Se por um lado a visão qualitativa desses mercados reforça boas possibilidades nos dois países, por outro a visão quantitativa ratifica o crescimento das oportunidades: no universo de toda a balança comercial brasileira do setor médico-hospitalar odontológico, a Colômbia é o sexto país que mais importa esses tipos de produtos do Brasil. Em 2017 foram cerca de US$ 29 milhões em vendas brasileiras para os colombianos. Já o Peru ocupa a 12ª posição no ranking, fechando o ano passado com mais de US$ 14 milhões em negócios com o Brasil.

Previsão de aumento nos mercados Entre 2016 e 2021, National Sources, BMI.

Diagnóstico por imagem

Dispositivos médicos

Ortopedia e prótese

COLÔMBIA 8,7%

6,9%

8%

Consumíveis Total das exportações brasileiras do setor em 2017

12º US$ 14,2 milhões

32

7,5%

7,8%

Produtos odontológicos

10%

Outros dispositivos médicos

Total das exportações do projeto BHD em 2017

3º – US$ 5,6 milhões

Fonte: BI/Apex-Brasil


Previsão de aumento nos mercados Entre 2016 e 2021, National Sources, BMI.

Diagnóstico por imagem

Dispositivos médicos

Quando o recorte é feito com as empresas participantes do projeto, a importância dos países fica ainda mais latente; a ordem inverte-se: Peru e Colômbia são, respectivamente, terceiro e sétimo colocados no ranking dos dez países que mais compram produtos para saúde das cerca de 155 empresas do BHD. Em 2017 mais de cem tipos de produtos (códigos de NCM) saíram de terras brasileiras para esses dois países.

8,7%

8%

6,9%

Ortopedia e prótese PROCESSO REGULATÓRIO

COLÔMBIA

Os processos regulatórios na maioria das vezes são considerados entraves pelas empresas. Na Colômbia é necessário proceder ao registro no Invima (Instituto Nacional de Vigilância de Medicamento). O procedimento, que não tem um prazo definido, pode levar de três dias a três meses e custar entre US$ 200 e US$ 2.000, a depender do produto e de sua classificação de risco.

7,8%

7,5%

10%

“No Peru, por exemplo, Produtos odontológicos Outros dispositivos médicos “A Colômbia é o único país do continente onde a exportação das Estão Total dasabertas exportações brasileiras do setor em 2017 Total das exportações do BHDApesar em 2017das não temos distribuidores daprojeto Phoenix. empresas participantes 3º – US$ 5,6 milhões 12ºpara US$ 14,2 milhões as inscrições buscas e do apoio recebido pela ABIMO, o registro do projeto é bem maior a missão Peru é uma barreira, e os bons distribuidores meu do que o valor total Fonte:do BI/Apex-Brasil e Colômbia. exportado por empresas produto parecem estar todos já comprometidos com outras marcas, mas continuamos observando as não apoiadas pelo Inscreva-se aqui! possibilidades desse mercado”, afirma a gerente de projeto, sendo que as comércio exterior Keila Vitola Druzian. empresas do BHD são responsáveis por 63% Já no Peru, o registro é concedido pelo órgão Digemid das importações de (Dirección General de Medicamentos, Drogas e Insumos) produtos para saúde de forma um pouco mais complicada e morosa do que de origem brasileira”, o do Invima. “Entretanto, comparativamente à Anvisa, é ressalta Clara Porto. mais simplificado. Este também é um dos países pelos “As vendas para o quais algumas participantes do BHD começam, devido país apresentaram ao baixo custo e à relativa facilidade do processo”, crescimento de mais de finaliza Cavalcante, analista da ABIMO. 11% em relação a 2016.” Consumíveis

Previsão de aumento nos mercados Entre 2017-2022, National Sources, BMI.

Diagnóstico por imagem

Dispositivos médicos

Ortopedia e prótese

PERU 8,7%

8,4%

6,4%

Consumíveis Total das exportações brasileiras do setor em 2017

6º US$ 28,7 milhões

10,1%

11%

9,8%

Produtos odontológicos

Outros dispositivos médicos

Total das exportações do projeto BHD em 2017

7º – US$ 4 milhões

Fonte: BI/Apex-Brasil

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USER EXPERIENCE

O conceito que revoluciona a indústria Como a cadeia produtiva passou a aplicar a experiência do usuário na concepção de suas inovações

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USER EXP E Dentre todas as áreas do conhecimento, a saúde é uma das que mais carecem de sensibilidade e humanidade em todos os seus processos. Principalmente porque tudo o que envolve o setor, desde a capacitação dos profissionais até o desenvolvimento de tecnologias e produtos, está diretamente vinculado à preservação da vida. E quando optamos por quebrar a barreira existente entre desenvolvimento de produto e usabilidade, mergulhamos na incrível vertente da User Experience


Por: Guilherme Batismarchi, Deborah Rezende e Marcela Marques

COMPREENDENDO O CONCEITO UX

P ERIENCE

(UX), termo inglês utilizado no mercado para definir a importância da experiência do usuário durante sua interação com os sistemas. No setor de dispositivos médicos, considerar a experiência do usuário diz respeito, inicialmente, à percepção de como as instituições e os profissionais de saúde respondem a produtos e soluções que são fabricados pela cadeia produtiva. E estar atento para garantir que essa experiência seja extremamente

Experiência do Usuário, ou User Experience (UX), como é mais comumente conhecido no mercado, é o conceito que traz o usuário para o centro da projeção de soluções, sistemas, equipamentos e objetos. Diz respeito a observar a interação entre homem e máquina, analisando todas as emoções e os reflexos por ela gerados, para que então seja possível traçar estratégias e alternativas capazes de melhorar essa experiência. Sempre que a interação do ser humano com o sistema gera percepções negativas, o conceito da user experience pode ser acionado para transformá-la. Utilizado pela primeira vez por Donald Norman, engenheiro elétrico com PhD em psicologia, professor emérito de ciência cognitiva na Universidade da Califórnia (EUA) e um dos maiores gurus do design moderno, o termo envolve uma busca constante pela simplicidade capaz de atender de forma nativa e intuitiva a todas as necessidades do cliente. Soluções criadas com base na experiência do usuário são amigáveis, fáceis de usar, não exigem treinamentos longos e exaustivos, bem como permitem que o usuário se dedique à sua tarefa em si, visto que a operação da máquina se torna extremamente intuitiva.

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USER EXPERIENCE

positiva tem reflexo direto no paciente final, que sairá muito mais satisfeito e bem-atendido de qualquer procedimento que envolva equipamentos e artigos médicos e hospitalares manuseados por um profissional da saúde. Um médico com dificuldades de preencher ou mesmo interpretar um prontuário eletrônico, um técnico em radiologia com dúvidas sobre a operação do equipamento diagnóstico e até mesmo a falta de familiaridade da enfermagem com os scanners de códigos de barras durante a administração dos medicamentos uma experiência negativa reflete em todo o ciclo. Para Donizetti Louro, Mesmo novo, esse conceito vem em uma curva pesquisador do Gaesi/ ascendente de evolução e há, inclusive, uma USP e coordenador do perceptível movimentação do mercado na busca por Núcleo de Inovação profissionais especializados no segmento. e Transferência de Walter Pieracciani, da Pieracciani Consultoria em Tecnologias da ABIMO, Gestão de Inovação, acredita que, ao longo do é preciso ter clareza em tempo, o eixo da inovação sofreu um deslocamento. relação ao uso da UX Antigamente, inovar era atividade exclusiva das áreas na indústria da saúde. de P&D das empresas e, agora, é um tema que seguiu “Precisamos ter cautela na direção do usuário, ganhando força e provendo quanto ao conceito de um maior equilíbrio entre quem concebe a inovação experiência do usuário, e quem a utiliza. “Ao concluir o projeto, o dispositivo pois na maioria das vezes ele nos remete ao usuário era comercializado e todo problema relacionado final quando, na verdade, falando-se em indústria de à experiência do usuário era atrelado à falta de equipamentos para a saúde, estamos em uma etapa treinamento ou de preparo das equipes envolvidas na que antecede o mercado”, declara ao mencionar a operação do sistema”, relata. importância dos laboratórios de user experience: “Um laboratório Os problemas de experiência Hoje a situação já é de UX pode, além do escopo do usuário não devem ser sanados diferente. Conforme de interesse desenvolvido com treinamento. Isso é Pieracciani, vivemos uma e da ergonomia do produto, responsabilidade da indústria nova revolução que faz com determinar o design do produto, durante o desenvolvimento que os desenvolvedores bem como reproduzir ensaios se coloquem no lugar dos e estressar equipamentos do dispositivo médico. usuários das tecnologias, o nas suas capacidades que que, no caso da saúde, são as demoraríamos muito tempo equipes assistenciais e também os pacientes. “Dentro no mercado para testar e ter uma avaliação segura”. Segundo o executivo, esse “esgotamento” diz respeito desse conceito, ganham destaque palavras como a inúmeros testes feitos do ponto de vista de quem irá usabilidade, conforto, segurança e outras questões relacionadas à experiência”, acrescenta. utilizar a solução.

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Como resultado dessa mudança de rota, temos uma indústria de saúde que vem incorporando, aos poucos, a importância de considerar a experiência do usuário já na fase embrionária da inovação, fato que é importantíssimo na visão de José Alberto Ferreira Filho, pesquisador do laboratório de usabilidade e fatores humanos da Universidade Federal de Itajubá (MG). “O equipamento já deve vencer a barreira da dificuldade de uso. Os problemas de experiência do usuário não devem ser sanados com treinamento. Isso é responsabilidade da indústria durante o desenvolvimento do dispositivo médico”, declara ao ressaltar que o treinamento deve estar direcionado a garantir ao usuário a capacidade de utilizar todos os recursos disponibilizados pela tecnologia, e não para sanar questões de usabilidade.

má experiência de uso e que, ao investir em UX, é possível perceber aumento médio de 37% na receita.

DESVENDANDO O UX DESIGN NA SAÚDE O conceito do UX Design é inerente à preocupação com a experiência do usuário. Representa o desenvolvimento completo das soluções com foco na melhoria da rotina e da usabilidade. Para Louro, antes dele, os engenheiros baseavam seus projetos em análises pouco fundamentadas cientificamente do ponto de vista do comportamento e das necessidades do usuário. “Antigamente esses profissionais intuíam o que era necessário nos centros cirúrgicos e, a partir daí, produziam os protótipos. Hoje o processo é o inverso. Os engenheiros baseiam seus projetos em estudos que podem ser, em um primeiro momento, uma pesquisa realizada com o usuário direto da tecnologia”, comenta.

Trazendo o ponto de vista do profissional de saúde, Marcos Caruso, líder da Indústria de Seguros da Stefanini, reforça a importância do conceito e de liberar o profissional da responsabilidade de apontar De acordo com o consultor, essa é uma questão todos os problemas de usabilidade dos equipamentos. recente, mas de vital importância para o mercado. “Pensar na experiência do usuário é uma necessidade “Essa abordagem científica traz luz para a indústria, cada vez mais latente no mercado, e as indústrias visto que nem sempre as marcas possuem dois ou mais maduras já entenderam isso, colocando o três milhões para investir em iniciativas baseadas usuário no centro dessa jornada e dessas ações”, apenas em teorias ou reflexões não científicas”, comenta ele ao afirmar que o profissional envolvido complementa. no processo assistencial está dedicado à atenção ao paciente, criando uma lacuna Especialista no setor, o no treinamento, por exemplo, pesquisador Ferreira Filho 90% dos consumidores de novas tecnologias, sejam aponta que houve diversos abandonariam uma marca elas novos sistemas ou novos avanços, porém muitas após uma má experiência. equipamentos. tecnologias ainda oferecem sistemas que nem sempre são Incorporar a experiência amigáveis. “Acho que falta, do usuário no processo de inovação é, também, dentro deste conceito, trabalhar melhor as interfaces uma estratégia financeira na visão de Roberto do usuário. Ainda temos telas muito carregadas Castro Júnior, CEO da Ventrix, empresa que utiliza de informação, com muitos alarmes e manuais a tecnologia para promoção do acesso à saúde. precários. Sendo assim, falta um entendimento sobre “Quando se introduz esse processo em todas as a apresentação final, que é bastante técnica e pouco etapas de desenvolvimento, é possível identificar intuitiva”, diz. de forma antecipada os problemas envolvidos, corrigindo-os de maneira mais barata do que As melhorias com a experiência do usuário chegam reprojetar após a colocação no mercado”, declara de duas formas ao paciente final. Primeiramente, ele ao comentar pesquisas que indicam que 90% dos quanto melhor for a experiência do profissional de consumidores abandonariam uma marca após uma saúde com as soluções a ele ofertadas, melhor será

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USER EXPERIENCE

O caminho trilhado pela indústria nacional exportadora do setor de artigos e equipamentos para saúde indica o Oriente Médio como um dos seus principais destinos para os próximos anos. Isso se deve ao fato de a região apresentar inúmeras boas oportunidades de negócios independentemente da imagem muito difundida que lhe foi atribuída como palco de conflitos, tanto internos como entre alguns de seus países. Grande parte das nações que compõem o Oriente Médio reúne muitas

a qualidade do atendimento como um todo, o que inclui desde a área de diagnóstico até a de cirurgias e de tratamentos complexos. Além disso, a indústria de saúde tem interferência direta no tato com os pacientes. “A indústria médica contribui para uma melhora na cadeia e propicia melhor humanização no atendimento ao paciente. Isso, sem dúvida, reflete em melhor aceitação de produtos e, também, em consolidação da marca”, explica Júnior, da Ventrix.

APLICAÇÕES QUE DERAM CERTO A multinacional holandesa Philips, que dedicou um grupo de engenheiros e desenvolvedores à abordagem de questões relacionadas à experiência do usuário para redesenhar o modelo de exames de ressonância magnética, é um dos cases de sucesso apresentados por Pieracciani. Com investimentos pesados em tecnologia e focada na ala pediátrica desse tipo de exame, o qual exige que o paciente permaneça imóvel por cerca de vinte minutos, a proposta considera que o paciente receba um brinquedo de pelúcia com sensor de movimento.

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Antes mesmo do início do exame, a criança começa a ouvir e assistir a uma história. A cada vez que ela se movimenta, o sensor instalado na pelúcia faz com que surjam interferências na imagem e no som. Assim, de forma intuitiva, elas acabam ficando imóveis para que consigam acompanhar a história até o final.

posicionamento inadequado da mama durante o procedimento. Como resultado, tem-se uma péssima experiência para o usuário somada a resultados incorretos, gastos extras à instituição de saúde e à reconvocação do paciente para um novo exame, o que gera estresse e desmotivação.

Este tipo de solução reflete não somente na qualidade das imagens diagnósticas, mas também na experiência do paciente e dos profissionais de saúde responsáveis pelo procedimento. Além disso, a indústria não precisa mais dispor de cifras milionárias para o desenvolvimento de tecnologias de captação de imagem.

Diante desse cenário, a instituição procurou a GE Healthcare, que desenvolveu, em parceria com o Hospital do Câncer de Barretos, um software para auxiliar o técnico durante a realização do exame. Baseada em computação na nuvem, a solução utiliza algoritmos e parâmetros para avaliar, em tempo real, se o posicionamento da mama está correto, emitindo um alerta em caso de problemas.

Outro exemplo, também da área de diagnóstico, diz respeito a exames de mamografia. O Hospital do Câncer III, parte do Inca (Instituto Nacional do Câncer), afirma que mais de 60% dos exames de mamografia que chegam à unidade apresentam alguma falha que pode levar à interpretação imprecisa das imagens clínicas geradas. Parte dessas falhas decorrem do

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BHD

COMEÇA A AGENDA 2018 Nos quatro primeiros meses de 2018, BHD já promoveu o Brasil em Emirados Árabes Unidos, Índia, Espanha, China e Singapura

Como em todos os anos, o calendário de ações do Brazilian Health Devices, projeto promovido pela ABIMO em parceria com a Apex-Brasil, começa em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Foram três feiras promovidas na sequência que mostraram aos visitantes de cada mostra a pujança da indústria nacional. Mais uma vez, o pavilhão brasileiro na Arab Health, reconhecida como a segunda maior feira do mundo para exposição de produtos médicos, foi um sucesso. As 29 empresas presentes finalizaram quatro dias de evento com o dever cumprido de levar o nome das suas companhias e do Brasil para o mundo.

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“Nosso espaço foi muito movimentado, e realizamos várias reuniões estratégicas”, conta a coordenadora de promoção comercial da entidade, Larissa Gomes. “A marca do Brasil está cada vez mais consolidada.” A Arab Health recebe visitantes do mundo todo; porém, dois países demonstraram um aumento considerável de interesse pelos produtos nacionais: Arábia Saudita e Índia. “Os principais players desses países, potenciais distribuidores, aumentaram consideravelmente seu número de visitantes”, explica ela. A média de reuniões por empresa foi de


Por: Deborah Rezende

80, durante todos os dias de evento. Isso significa mais de 2.300 encontros. “Já no primeiro dia, as empresas brasileiras realizaram 578 reuniões. Mais do que um número alto, foram conversas de qualidade, com real potencial de negócios”, diz. Dando segmento à agenda, relacionamento e novos negócios resumiram a participação brasileira na AEEDC Dubai, principal feira odontológica do Oriente Médio e do Norte da África. Entre 6 e 8 de fevereiro, o evento possibilitou cerca de 860 reuniões e mais de US$ 1,8 milhão em novos negócios às empresas que integraram o pavilhão brasileiro. Além disso, a expectativa do time é de movimentar mais de US$ 4 milhões nos próximos 12 meses. Essa edição recebeu, além de um pavilhão com 16 marcas expositoras, o Brazilian Hands On, um espaço que, dedicado ao cliente final, abriga demonstrações práticas de procedimentos técnicos e dinâmicos da indústria brasileira. Atraindo ainda mais visitantes, é visto como complemento à tradicional promoção comercial feita nos estandes. “Esse é um incentivo mais técnico, com demonstrações práticas para distribuidores, potenciais clientes e dentistas”, explica Larissa. Sem custo adicional aos expositores, a área montada pela associação oferece toda a infraestrutura necessária para que as marcas possam apresentar-se.

Na mesma semana, esteve movimentado o pavilhão brasileiro da MEDLAB, feira voltada à área de laboratórios tida como a mais importante do Oriente Médio e do Norte da África deste setor, realizada entre 5 e 8 de fevereiro, rendendo 358 novos contatos das marcas nacionais com clientes, distribuidores e prospects de todo o mundo. Até fevereiro de 2019, a expectativa é de que as cinco empresas que participaram gerem cerca de US$ 1 milhão em novos negócios. Acompanhando o evento, Gabriel Isaacsson, gestor de projetos da Apex-Brasil, mostrou-se satisfeito com os resultados obtidos durante a exposição em Dubai. “Podemos notar um nível de maturidade excelente das empresas brasileiras participantes. Muito mais do que apenas a maturidade exportadora, ressalto a maturidade de relacionamento das marcas com clientes do Oriente Médio. Essa relação comercial, até por uma característica cultural, não se estabelece de imediato.

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BHD

É um trabalho de persistência e constância que vem construindo uma troca duradoura, de longo prazo e que rende bons frutos”, declarou sobre os resultados obtidos pelo pavilhão nacional na MEDLAB.

REUNIÕES ESTRATÉGICAS NA MEDICAL FAIR INDIA E EXPODENTAL Interessante para a indústria de artigos e equipamentos de saúde, o setor na Índia movimenta cerca de US$ 160 bilhões ao ano, e a expectativa é de que esse valor seja elevado para US$ 300 bilhões até 2020. Além disso, com 1,2 bilhão de habitantes e enfrentando, assim como grande parte do mundo, um período de envelhecimento populacional, o país importa aproximadamente 80% de toda a tecnologia médica que utiliza. Convidada pela organização a conhecer o evento, a ABIMO esteve entre os dias 16 e 18 de março na Medical Fair India, em Mumbai, principal evento do setor no país, que reúne em seu pavilhão de exposições mais de 500 marcas, ofertando desde tecnologias médicas para hospitais, centros de saúde e clínicas até equipamentos e mobiliário para laboratórios e farmácias, produtos para reabilitação, itens de infraestrutura médica e serviços diversos. A ABIMO participou com dois associados em um estande cedido pela organização, para que o Brasil pudesse conhecer a feira. Foram três dias que resultaram em 188 reuniões com países como Índia, Bangladesh, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, China, Alemanha e Turquia. Para tornar a visita ao país ainda mais produtiva, a coordenadora de Promoção Comercial Karina Yamamoto fez reuniões estratégicas não só com associações indianas e de outros países, mas também com o consulado do Brasil na Índia para entender mais do mercado local. Um pouco antes, entre 15 e 17 de março, a ABIMO esteve em Madri, na Espanha, para participar pela primeira vez da EXPODENTAL. A convite da Ifema

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( d i o e d e n b p

H p v p b d “ N o p p p


(Instituição de Feiras de Madri), organizadora da exposição, aproveitou a ocasião para coletar informações e analisar de forma estratégica tanto o público quanto as oportunidades de negócio e expansão comercial geradas ao longo dos três dias de encontros. Como resultado, retornou ao Brasil estudando, em parceria com a embaixada brasileira na Espanha, a possibilidade de criar um pavilhão brasileiro na próxima edição do evento, prevista para 2020. Habitualmente, a EXPODENTAL não recebe pavilhões de países, porém essa é uma possibilidade visualizada pela ABIMO que visa contribuir positivamente para a internacionalização da indústria brasileira, foco do BHD, que vem sendo desenvolvida desde 2002 em conjunto com a Apex-Brasil. “Grupos de países se organizam para a feira. No caso das marcas europeias, por exemplo, por o evento ser realizado em território europeu, os países não contam com subsídios do governo para a montagem de pavilhões, o que promove a participação mais individualizada das marcas.

Para nós do Brasil, montar um pavilhão é um objetivo bastante estratégico”, explica Clara Porto, gerente de Projetos e Marketing Internacional da ABIMO. Além de manter o estande institucional, a ABIMO aproveitou a oportunidade para reunir-se com associações regionais, institutos de ensino e veículos de mídia especializados na área de odontologia. Entre as entidades que a receberam para uma aproximação estão o Centro de Formación Odontológica, de Barcelona; a Sebic (Sociedad Española de Cirugía Bucal); a FDE (Fundación Dental Española); o Consejo de Dentistas; o Colegio de Dentistas de España; e o Coem (Colegio de Odontólogos y Estomatólogos de Madrid).

MAIOR FEIRA MÉDICA DA CHINA A convite da Reed Sinopharm, empresa organizadora do evento, a ABIMO esteve presente, entre os dias 11 e 14 de abril, na CMEF (China International Medical Equipment Fair). “Fomos convidados a participar do Host Program, elaborado para associações, empresas, formadores de opinião e organizadores de grupos com

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BHD

interesse em conhecer o evento e o mercado chinês”, conta a coordenadora de Promoção Comercial da ABIMO, Karina Yamamoto, que representou a entidade. O maior evento chinês do setor aconteceu em Shanghai, reunindo 4 mil expositores de 22 países, entre eles Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Israel, Japão e Suíça, nos 20 pavilhões internacionais distribuídos em 220 mil m2 de exposição. Toda essa estrutura acomodou as mais de 120 mil pessoas de 150 nacionalidades que visitaram a CMEF e suas cerca de 160 atrações simultâneas. Além da participação como visitante na exposição, a agenda da ABIMO contou com idas não apenas ao Shanghai Neuromedical Center, cujos 350 leitos atendem cerca de 7 mil pacientes por ano, mas também ao Shanghai Zhongshan Hospital, construído em 358 mil m2 de espaço, que abriga mais de 2 mil leitos.

A representante da ABIMO esteve ainda com a CCCMHPIE (China Chamber of Commerce for Import & Export of Medicines & Health Products), maior associação do setor na China, que tem interesse em parcerias com vistas a trocar informações sobre os mercados e associados. Também foi marcada uma reunião com a IVAM Microtechnology Network, associação alemã de componentes, para benchmarking entre as entidades.

ODONTOLOGIA BRASILEIRA É DESTAQUE EM SINGAPURA A Ásia é o maior dos continentes, tanto em área como em população. Abrange um terço das partes sólidas da superfície da Terra e é responsável por abrigar quase três quintos da população mundial. Esse mercado entrou no alvo de exportadores brasileiros nos últimos anos, principalmente no que diz respeito a produtos odontológicos.

P p a M a p

D s d C r f

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Para explorá-lo, cinco empresas expuseram no pavilhão brasileiro, promovido pelo BHD durante a Idem (International Dental Exhibition and Meeting), que ocorreu entre os dias 13 e 15 de abril em Singapura, e voltaram ao Brasil com boas perspectivas de negócios. Durante o evento, cinco associadas mostraram seus mais promissores produtos para visitantes de diversos países como Indonésia, Malásia, Tailândia, China, Japão, Vietnã e Singapura. Em três dias, realizaram-se 200 contatos e US$ 500 mil foram fechados em negócios durante o evento.

A expectativa para os próximos 12 meses é de que esse número chegue a US$ 3 milhões. “Já é nossa terceira participação, o que fortalece cada vez mais a nossa marca. A Idem é focada na região do sudeste asiático e voltada aos distribuidores, ou seja, eles vão até lá com a intenção de comprar, o que, aliado à boa qualidade e ao preço competitivo dos nossos produtos, faz com que o Brasil tenha bons resultados”, comenta a coordenadora de Promoção Comercial da ABIMO, Larissa Gomes.

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BHD

EMPRESAS DO BHD PODEM TER APOIO INDIVIDUAL PARA REALIZAÇÃO DE MISSÕES COMERCIAIS O BHD lançou uma iniciativa de promoção comercial voltada ao suporte individual para empresas associadas. Trata-se do “Matchmaking Individual – Apoio à realização de missões comerciais”. Assim, as empresas terão a oportunidade de, individualmente, selecionar países que sejam essenciais às suas estratégias competitivas internacionais para exploração alinhada às suas características e necessidades. “As empresas terão amplas condições de encontrar potenciais compradores em países-alvo escolhidos por elas mesmas”, explica Rafael Cavalcante, especialista em Acesso a Mercados Internacionais da ABIMO. A ação consiste essencialmente no subsídio à contratação de consultoria de mercado especializada em serviços de matchmaking voltada a países que sejam mercados-alvo do atual convênio. Todavia, o Matchmaking Individual somente poderá ser direcionado a países para os quais o projeto setorial não tenha missões prospectivas e/ou comerciais planejadas até outubro de 2019. Estão excluídos, portanto, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Emirados Árabes Unidos, Irã, Tailândia e Indonésia. Devem ser contempladas seis empresas em 2018 e mais seis em 2019, que realizarão, como forma de contrapartida, uma missão aos países que escolherem para cumprir uma agenda de reuniões e visitas técnicas. Há ainda a opção de a missão dar-se no sentido inverso, ou seja, a empresa brasileira trazer as estrangeiras selecionadas como convidadas para conhecerem sua fábrica e suas demais instalações no Brasil, de modo a também ampliar oportunidades de desenvolver novos negócios. “Caberá à ABIMO determinar a consultoria a ser contratada de acordo com o mercado que cada empresa selecionar”, explica Cavalcante. A ação destina-se a todas as verticais do Projeto Brazilian Health Devices – Médico-Hospitalar, Reabilitação, Laboratório e Odontologia, bem como está disponível somente a empresas, no mínimo, no nível experiente de maturidade exportadora. Isso significa que é preciso cumprir alguns critérios, detalhados no guideline do projeto, para que seja possível participar.

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RELAÇÕES ECONÔMICAS E COMERCIAIS ENTRE IRÃ E BRASIL EM PAUTA

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a Apex-Brasil promoveram o Seminário de Relações Econômicas e Comerciais Brasil-Irã, com o intuito de alavancar o comércio e investimentos entre as duas nações. Rafael Cavalcante, responsável pela área de acesso a mercados internacionais da ABIMO, acompanhou o evento, que contou ainda com outras lideranças brasileiras, entre elas: Paulo Tigre, vice-presidente da CNI; Roberto Jaguaribe, presidente da Apex-Brasil; Santiago Irazabal Mourão, subsecretário-geral de Cooperação Internacional, Promoção Comercial e Temas Culturais; Rodrigo Azeredo Santos, embaixador do Brasil no Irã; e Marcos Jorge de Lima, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil. O Irã foi representado por uma delegação empresarial que está no Brasil acompanhando a visita de Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores, e de Gholamhossein Shafei, presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Minas e Agricultura.


REGULATÓRIO

EXPORTAÇÃO

Diagnosticar para depois solucionar

Ação promete identificar principais entraves regulatórios à exportação nas empresas Reconhecer as próprias fraquezas é o ponto de partida para traçar estratégias que prometem alavancar qualquer negócio. Pensando nisso, a ABIMO deu início a uma nova ação que vai impulsionar a cultura exportadora nas empresas integrantes do Brazilian Health Devices, projeto setorial desenvolvido em conjunto com a Apex-Brasil.

O programa, que oferece suporte à área de inteligência das corporações, contará com a atuação da SQR Consulting, empresa selecionada como parceira para executar a ação.

Parte do conjunto de ações estruturantes da atual edição do Brazilian Health Devices, o diagnóstico visa atender a todas as empresas não exportadoras, exportadoras iniciantes e exportadoras intermediárias que integram o projeto setorial. “Nossa visão O Diagnóstico de Boas estratégica para esta fase de Práticas Regulatórias O diagnóstico visa atender a todas Internacionais, criado por as empresas não exportadoras, exportadoras trabalho é apoiar a evolução da maturidade exportadora uma parceria entre a ABIMO iniciantes e exportadoras intermediárias das participantes. Sendo e a Apex-Brasil, adentrará as que integram o projeto setorial. este um segmento gestões empresariais a fim altamente regulado, vimos de entender onde estão as como essencial melhorar aspectos que contribuam dificuldades desses empreendimentos que caminham para a robustez e o preparo com vistas ao comércio rumo a mercados estrangeiros. “Por meio deste internacional por parte das empresas apoiadas pela projeto, conseguiremos identificar a quais requisitos as empresas estão atendendo ou deixando de atender, iniciativa – de forma complementar ao trabalho feito pela Apex-Brasil com o Peiex (Programa de Extensão gerando um relatório indicativo de como elas devem proceder dali para frente. Ao término do processo, Industrial Exportadora) –, e outras capacitações, conseguiremos analisar tudo o que precisará para o só que trabalhando desafios mais específicos do futuro de suas exportações”, comenta Clara Porto, setor de regulação sanitária internacional”, comenta gerente de Projetos e Marketing Internacional Gabriel Isaacsson, gestor de projetos da Apex-Brasil. da ABIMO. 48


Por: Marcela Marques

lacunas no atendimento às Boas Práticas Regulatórias Internacionais, melhorando, assim, esse atendimento e garantindo mais facilidade de inserção e manutenção de seus produtos e soluções em mercados mundiais”, diz Antunes. A ação nasce para atender a mais essa demanda, visto que, mesmo com o trabalho de promoção que há anos vem sendo executado, algumas empresas ainda sentem o impacto ocasionado por exigências regulatórias. “Esperamos que o fortalecimento na dimensão regulatória seja um reforço contra as mudanças constantes e barreiras técnicas que nossos exportadores enfrentam no processo do comércio internacional de produtos para saúde”, enfatiza Isaacsson. A ação não gera custo operacional à empresa, esclarece Clara Porto. “A companhia terá, apenas, de se comprometer a fornecer todos os documentos necessários e a estar disponível para receber os consultores”. Para tranquilizar todas as interessadas, a ABIMO, bem como a SQR Consulting, está comprometida com a confidencialidade de todos os dados cedidos.

Um ponto importante apontado por Marcelo Antunes, consultor de estratégia regulatória da SQR COMO FUNCIONA A AÇÃO? Consulting, diz respeito à credibilidade e aceitação das marcas interessadas. “É importante que as O ponto de partida foi a criação, pela SQR Consulting, empresas e seus colaboradores entendam que das “Boas Práticas Regulatórias Internacionais”, documento desenvolvido com base em a avaliação não é uma auditoria, tampouco uma regulamentações, normas e documentos orientativos inspeção de órgão regulador ou certificador. Dessa mundiais da área de produtos para saúde. “Essas boas forma, não há resultados negativos para as empresas práticas foram fundamentadas nas melhores práticas participantes”, diz motivando as interessadas a identificadas em diversos países, e não somente em confiar na ação e, também, a ser transparentes um sistema regulatório específico de uma nação. quanto aos seus processos internos para tornar Assim, conseguiremos a análise mais assertiva. A avaliação não é uma auditoria, diagnosticar entraves regulatórios “Assim conseguiremos, de tampouco uma inspeção de globais”, esclarece fato, identificar realmente os órgão regulador ou certificador. Marcelo Antunes. problemas, gerando resultados Dessa forma, não há resultados negativos que servirão para iniciar as Com o intuito de validar o para as empresas participantes. soluções deles”, questionário de avaliação, foi complementa Antunes. Marcelo Antunes realizado um projeto-piloto com três empresas A equipe responsável pela avaliação é formada pré-selecionadas. Agora, consultores por consultores especializados que, apesar de não especializados entrarão em contato com as integrarem o quadro de funcionários das companhias, companhias para agendar as visitas. “Viabilizaremos também chegarão às reuniões com o intuito de proporcionar ainda mais autoconhecimento às marcas. equipe, metodologia e ferramentas capazes de atender a um grande grupo de empresas neste tema altamente “A ideia é que as empresas possam avaliar possíveis 49


REGULATÓRIO

especializado e relevante que é a regulação sanitária internacional”, descreve Isaacsson.

Não raro, a empresa define que fará o relato em determinado procedimento; porém, quando é feita a simulação, percebe que não é possível cumprir o prazo”, explica Antunes.

Durante essas visitas, serão feitos questionamentos diversos, por isso é fundamental que as empresas participantes sejam bastante transparentes para A fim de otimizar e tornar a ação mais dinâmica, a gerar resultados fidedignos. “Algumas questões ABIMO relacionou a lista de documentos necessários. não são definidas explicitamente como requisitos “Assim as empresas podem se organizar, tornando regulatórios, mas são necessárias para a o processo mais produtivo, já que os consultores implementação das boas práticas”, comenta permanecerão só um ou dois dias em cada companhia”, Antunes, que exemplifica com a seguinte situação: relembra Clara. será perguntado se a empresa faz simulações (conhecidas pelo termo Seguindo um protocolo, a ação gerará Não haverá custo operacional inglês mock) de auditorias relatórios padronizados que serão à empresa, que terá, apenas, e relatos de eventos enviados aos responsáveis de cada de se comprometer empresa. Além disso, a ABIMO terá adversos, mesmo sendo a fornecer todos os documentos à sua disposição um relatório global sabido que nenhum necessários e a estar disponível com indicadores de resultado do regulamento conhecido os para receber os consultores. projeto e com dados exija. “Muitas vezes essas simulações são necessárias para validar certos processos. Já no caso dos eventos adversos, há requisitos para relatos com limites temporais como, por exemplo, aqueles que devem ser feitos à agência reguladora em até 72 horas. 50

que demonstrem a maturidade exportadora das empresas participantes como um todo. A associação pretende finalizar todo o processo com as mais de 120 empresas que se encaixam nas categorias de atendimento até dezembro deste ano.


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INOVAÇÃO

O futuro inovador da saúde O impulso transformador está a cada dia mais fortalecido dentro do nosso setor

A indústria nacional já chegou à conclusão de que não há escapatória: é preciso investir em inovação. Enquanto as grandes empresas batalham por inovar a fim de ampliar sua competitividade trazendo mais ganhos para todas as pontas da cadeia, as empresas nascentes já perceberam que o único caminho possível para abrir espaço em um mercado tão acirrado é a aposta em processos e produtos inovadores. Segundo dados da Pintec, pesquisa que fornece indicadores sobre as atividades de inovação das empresas brasileiras e é publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cada três anos, o setor de saúde pode considerar um aumento de aproximadamente 9% no número de empresas que implementaram inovações. Enquanto entre 2009 e 2011 apenas 41,5% das fabricantes de instrumentos e materiais para uso médico, odontológico e de artigos ópticos estudadas implementaram suas inovações, entre 2012 e 2014 50,5% das empresas desse segmento lançaram suas novidades no mercado, de acordo com a análise do período feita pela Pintec.

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INOVAÇÃO

Para motivar ainda mais essa cultura, é preciso reconhecer quem arrisca. Tendo ciência disso, a ABIMO assume o protagonismo no reconhecimento das empresas da área de saúde que apostam em inovação. É com esse intuito que realiza, há nove anos, o Prêmio Inova Saúde, uma iniciativa do doutor Luiz Calistro Balestrassi, membro da diretoria da ABIMO e fundador da Neurotec, uma das empresas mais inovadoras do setor, que foi abraçada pela entidade. “Criamos este prêmio com o objetivo de estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, aumentando o nível tecnológico da indústria brasileira em benefício da saúde humana”, declarou o superintendente da ABIMO, Paulo Fraccaro, durante cerimônia de premiação da nona edição do Inova Saúde, evento realizado no mês de abril no topo do prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Presente no evento, a senadora Ana Amélia de Lemos foi outra personalidade que aplaudiu essa motivação da ABIMO em destacar a indústria brasileira que aposta no desenvolvimento de novos processos e produtos. Na ocasião, declarou que “tão importante quando inovar é reconhecer e destacar, com prêmios, os esforços coletivo e individual de empresas da área médico-hospitalar e de odontologia. São empresas extraordinárias, pessoas que tiveram criatividade e talento, que confiaram em suas oportunidades e ousaram. O mundo globalizado vem cada vez mais da inovação”.

INOVAR É PARA TODOS A necessidade de inovar pode surgir de diferentes formas. Marcas já tradicionais no mercado, com carteira de clientes consolidada muitas vezes tanto no território nacional quanto no internacional, já não se acomodam mais. Enxergam, na inovação, o renascimento. “Acreditamos que inovar é fundamental para um posicionamento mais competitivo. Partilhamos da ideia de que inovar é construir uma marca responsável e comprometida com a vida”, diz Célio Netzel, CEO da DSP Biomedical, empresa vencedora da categoria Odontológica do Inova Saúde 2018 com um kit para cirurgias bucomaxilofaciais e de implantodontia que traz ainda mais otimização em processos minimamente invasivos.

FINALISTAS INOVA SAÚDE 2018 Na categoria Odontológica, as outras empresas finalistas da nona edição do Prêmio Inova Saúde foram a Cyon com um consultório odontológico multiprofissional de lateralidade; a Olsen com uma Unidade Odontológica Transportável; a Nacional Ossos com um manequim pré-molar com gengiva TRUE; e a DSP Science Training Center com o Kit Tachinha para regeneração tecidual. Na categoria Médico-Hospitalar as finalistas foram a Braile Biomédica com uma prótese valvular biológica de pericárdio bovino; a Guepardo com soluções de baixo custo e alto poder tecnológico para expansão da telerradiologia em países em desenvolvimento; a Anestech com uma solução que melhora a documentação anestésica; e a Biotecno com uma câmara portátil para transporte e conservação de órgãos e vacinas.

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Existem ainda as pequenas e médias empresas e até mesmo marcas nascentes que já levam, em seu DNA, essa característica de serem companhias inovadoras. É o caso da Hi Technologies, que venceu a categoria Médico-Hospitalar com a Hilab, uma plataforma online de exames laboratoriais rápidos e remotos que agrega tecnologias de ponta como inteligência artificial, internet das coisas e armazenamento na nuvem.

Desde o primeiro dia até hoje, a gente sempre apostou tudo em inovação, que é o que nos diferencia”, comenta Marcos Figueiredo, da Hi Technologies, reforçando a máxima de que inovar não é apenas para os grandes.

“A inovação é tudo para a Hi Technologies. Começamos na universidade, sem um real no bolso, sem equipe, sem estrutura e sem experiência. Não tínhamos como competir no mercado de saúde, que é um dos mais acirrados. O que a gente abraçou foi a nossa capacidade de inovar e de criar coisas diferentes.

Além de acabar com a lenda de que inovação é apenas para as gigantes do setor, é preciso desmistificar também o que ela é. Quando a empresa tem, em mente, que uma inovação só é relevante quando é disruptiva a ponto de revolucionar a saúde humana, deixa de visualizar inúmeras possibilidades de transformar tanto sua marca quanto o setor.

Em concordância com Figueiredo, Leonardo de Souza Vale da Costa, CEO e fundador da Guepardo Sistemas, também acredita que a inovação é extremamente importante para as pequenas empresas por ser a ferramenta que permite a diferenciação. “Por sermos menores e menos burocráticos, conseguimos, com força de vontade e garra, criar algo que nos possibilite contribuir com a saúde do ser humano ao mesmo tempo que compensa nossa falta de recursos financeiros perante nossos concorrentes”, enfatiza. Para o executivo, é preciso apostar na inteligência como diferencial.

“A DSP Biomedical investe continuamente em tecnologias considerando os três tipos de inovação: sustentadora, de eficiência e disruptiva. Acreditamos e aplicamos distintamente esses conceitos nos mais variados produtos, tornando-os sustentáveis”, comenta Netzel, que é um exemplo de que estar atento a tudo e a todos é o ponto de partida para apostar na inovação.

FAÍSCA DA INOVAÇÃO Estar atenta é, inclusive, o grande segredo das marcas reconhecidamente inovadoras. Muitas vezes, a inovação não surge apenas da criatividade, mas da observação consciente do entorno. Pode surgir, por exemplo, pela identificação do perfil do país, como no caso da própria Guepardo, que desenvolveu um sistema de baixo custo para telerradiologia capaz de transmitir exames de imagens usando links de internet de baixa qualidade. “Sabíamos que as soluções disponíveis no mercado demandavam

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elevados investimentos, o que inviabiliza a implantação da telerradiologia nas unidades de saúde de pequeno e médio porte e em cidades do interior, onde os links de internet são precários. Assim, entramos nesse desafio a fim de desenvolver uma solução para que essas unidades de saúde utilizassem uma tecnologia de ponta sem necessitar de grandes investimentos”, esclareceu Costa, relembrando que muitas vezes pacientes precisam aguardar até 20 dias para obter os laudos de seus exames, tempo que pode agravar significativamente o diagnóstico da doença. No caso da Nacional Ossos, a faísca da inovação estava em uma necessidade de seus clientes. “Há 22 anos, ao perceber que treinamentos de técnicas cirúrgicas eram feitos em populações carentes, cadáveres ou mandíbulas de porco, começamos o desenvolvimento de ossos artificiais com as características necessárias para o aprendizado e estudo de técnicas que ajudassem na evolução da medicina como um todo”, explica a sócia fundadora Fabiana Maria Franceschi Costa e Silva.

Enquanto isso, a Biotecno inovou de forma tão otimista e madura que, em menos de uma década, sua inovação tornou-se requisito padrão de inúmeras licitações. “Nossa busca incessante pela inovação e pela mudança começou em 2009 com o lançamento de um refrigerador capaz de trabalhar mesmo mediante a falta de energia elétrica comercial. Hoje é uma solução pedida em 90% dos editais de compra de refrigeradores médicos no país. Uma inovação difundida que atualmente é também disponibilizada por outros fabricantes”, explica Lídia Linck Lagemann, gerente de qualidade da Biotecno.

DA BRONCA AO SUCESSO A Olsen, que hoje é reconhecida como uma das empresas mais inovadoras do setor odontológico brasileiro, nasceu há cerca de quatro décadas após seu fundador, Cesar Olsen, tomar uma bronca de seu então gestor: “Se você tem tantas ideias, monte a sua própria fábrica”. Por sorte, Olsen levou a sério e, em vez de se chatear, ficou motivado a fundar a empresa de capital privado que desenvolve cadeiras médicas e odontológicas, periféricos e acessórios

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tanto para a área médica quanto para a odontologia. “Quem não for inovador já deixou de existir ou está prestes a desaparecer por falência da dinâmica visionária de futuro”, declara Olsen complementando que “a inovação é o propelente da moderna empresa. Sem ela, a concorrência não é superada e não há destaque de um produto entre tantos oferecidos. Quer ser moderno e à frente do seu tempo? Seja inovador! Só assim o mercado lhe dará preferência”.


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FALANDO NISSO...

Ficamos extremamente satisfeitos por saber que a nossa indústria vem abraçando a cultura inovadora de forma mais nativa, modificando processos, investindo em melhorias técnicas, em tecnologia, e vestindo, de uma vez por todas, a necessária capa da indústria 4.0. O sucesso do Prêmio Inova Saúde, cuja nona edição realizamos em meados de abril, é a comprovação de que estamos mudados. De que deixamos de viver no passado para viver no futuro. Com uma variedade de cases inscritos, notamos que a criatividade e a motivação do empresariado nacional conseguem superar os inúmeros obstáculos impostos às companhias brasileiras. Criamos o prêmio para estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias e não podemos esconder nossa alegria em ver que estamos atingindo nosso objetivo.

A cada nova edição da ABIMO em Revista, reforçamos a perspectiva de que estamos trilhando um caminho coerente dentro do setor da saúde. A capa da última edição enfatizou a odontologia brasileira, área a que a ABIMO vem se dedicando arduamente para tornar mais forte e competitiva, por isso trabalha, todos os dias, na eliminação dos diversos entraves que limitam o nosso desenvolvimento. Ver a odontologia nacional reconhecida em todo o mundo, assumindo a segunda colocação no ranking mundial da produção científica e com desempenho tecnológico que avança a cada dia, é um ganho que não podemos minimizar. A inovação nessa área do conhecimento faz do Brasil um enorme campo de estudo, um país que forma profissionais excelentes, que investe na pesquisa e no desenvolvimento de produtos e soluções para otimizar cada vez mais a cadeia como um todo. E não podemos deixar de falar, de novo, sobre a importância da inovação para a construção de todo esse cenário, seja na odontologia, seja na área médico-hospitalar. Se na edição passada trouxemos uma ampla cobertura do sexto CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde), nesta temos uma matéria que reforça a ideia de que inovar já não é uma possibilidade, é uma obrigação.

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Aproveitamos este espaço editorial para compartilhar com todo o setor as conquistas e os progressos da nossa indústria. Temos pleno conhecimento de que inovar ainda é um desafio, que faltam incentivos, recursos; mas também estamos cientes de que é possível superar todo esse espectro negativo que paira sobre a indústria. Orgulhamo-nos por construir uma base sólida para que a indústria siga em frente vencendo tantas batalhas. Detalhamos as dificuldades e elencamos todos os passos para promoção da integração entre academia, indústria e governo a fim de levar a inovação brasileira ao paciente final; fortalecemos nosso vínculo com a Apex-Brasil ao renovar, por mais um biênio, o convênio do projeto setorial Brazilian Health Devices, que amplia o mercado ao abrir portas para a internacionalização da nossa indústria; construímos agendas positivas e as levamos aos líderes de cada área, não esquecendo os parlamentares e os órgãos governamentais tão indispensáveis para o nosso crescimento. Seguimos em frente, fazendo valer todo empenho de cada empresa nacional, motivando a cultura da inovação para que tenhamos mais vantagens competitivas e reunindo todos os atores desse vasto mercado a fim de que, por meio da união entre profissionais realmente interessados na saúde brasileira, possamos chegar mais e mais longe. PAULO HENRIQUE FRACCARO é superintendente da ABIMO


ABIMO em Revista - Edição 16  
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