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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 283 MAIO/JUNHO 2016

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L • M A I O / J U N H O 2 0 1 6 • Nº 2 8 3


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O DESAFIO É GRANDE. O RECONHECIMENTO, ETERNO. PR E PAR E - SE . V E M AÍ A N O VA E DI Ç ÃO D O PR Ê MI O C

M AI S I M PO RTAN T E DA I N DÚST R I A G R ÁF I CA NACI ONAL .

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O DESAFIO É GRANDE. O RECONHECIMENTO, ETERNO. PR E PAR E - SE . V E M AÍ A N O VA E DI Ç ÃO D O PR Ê MI O C

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REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Aventureiro da cor Apaixonado pela realidade brasileira, Heinz Budweg viajou o País pesquisando a fauna, a flora e os povos indígenas, que retratou com emoção e qualidade técnica.

Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Reinaldo Espinosa, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Denise Góes, Laura Araújo, Letícia Cardoso, Marco Antonio Eid, Ricardo Viveiros Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Elyon Capa: Laminação e reservas de verniz, Hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil): Green Packing Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com

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Sistema tem novos dirigentes

Levi Ceregato acumula os cargos de presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf-SP. Na ABTG, Francisco Veloso e Bruno Cialone assumem a presidência executiva e a presidência do Conselho Consultivo, respectivamente.

Apoio Institucional

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ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XL • MAI O/JUNHO

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

maio /junho 2016

Capa: Ipê, acrílica sobre tela, 100 × 100 cm, 2011 Autor: Heinz Budweg

REVISTA ABIGRAF 282 MAIO/JU NHO

2016

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

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As chapas vão bem, obrigado

Para Luiz Nei Arias, presidente da IBF, os resultados da Drupa só serão sentidos pela empresa em 2017, contrariando o rápido retorno de outras edições. Em contrapartida, viu as chapas retomarem posições nobres nos estandes.

A senhora de todas as feiras

O Seminário Pós-Drupa, promovido pela ABTG, discutiu o mais importante evento do setor, trazendo a visão de empresários e especialistas sobre o viram e sentiram na 16-ª edição da Drupa.

Eterno apaixonado

Riccardo Nichelatti, remanescente da geração de italianos que ajudou a moldar o setor gráfico em São Paulo, segue trabalhando e amando a vida como fez ao longo de oito décadas.

De olho nos pequenos

Two Sides e Sesi-SP visitam escolas da rede pública para mostrar às crianças como funciona a indústria do papel e desmistificar o mito do papel como vilão do desmatamento.

Alta velocidade

Claudio Laranjeira construiu sua carreira como fotógrafo nas pistas de corrida, acompanhando feras como Chico Landi, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

20 30 56 64 72 Editorial/ Levi Ceregato............................6 Rotativa ..................................................8 Cartilha/ Vote no Impresso .....................28 Bobst/ Drupa ........................................36 Bruno Cialone/ Drupa ............................38 Hamilton Terni Costa/ Drupa ..................42 Expositores Brasileiros/ Drupa................48 Agfa/ Chapas offset...............................50 30-ª Escolar Office Brasil ........................51

Educação/ Walter Vicioni........................52 Afeigraf/ Nova diretoria ..........................54 Serigrafia & Sign 2016 ..........................60 Sustentabilidade/ Two Sides e Sesi-SP ...64 Olhar Gráfico/ Claudio Ferlauto ..............66 Histórias em Quadrinhos........................68 Sistema Abigraf ....................................76 Há 30 Anos...........................................81 Mensagem/ Sidney Anversa Victor..........82 maio /junho 2016

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EDITORIAL

Mudar é preciso

ranças, melhor pe es , as iv ct pe rs pe s va no É hora de s confiança ambiente de negócios e mai

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reagir, voltar a os todas as condições para im un Re vo ati oci vimento. o nosso universo ass ar os caminhos do desenvol ntr nco ree e r sce A Abigraf Nacional e todo cre ção cívica da sociedade , renovar a confiança foram protagonistas da rea É preciso cultivar a esperança ram ina tam con e eu crises de modo ácia qu brar que o Brasil sempre viv contra a corrupção e a inefic lem e is ma s , mas conseg uiu a uma de sua nte, alg umas muito graves ite erm o governo e levaram o País int s. po tem icas de todos os períodos de sólido graves crises político-econôm vencê-las, ingressando em , nsa pre im na nte are nsp crescimento. Com certeza, Mobilizamo-nos de modo tra faremos isso novamente, apontando os problemas com a forte contribuição e reivindicando soluções. do setor privado, Assumimos posição pública que já demonstrou a favor do impeachment sua capacidade de da presidente Dilma superação em várias Rousseff e, posteriormente, outras oportunidades. de apoio ao presidente Não podemos nos interino Michel Temer. resignar à desesperança. Portanto, com absoluta fica É preciso enxergar a crise leg itimidade, a indústria grá do como oportunidade de acompanhará o desempenho rando recomeçar fazendo o certo. novo governo e seg uirá cob ias É hora de aproveitarmos as transformações necessár car o Brasil nos , ão do novo governo em recolo siç po à retomada do crescimento dis a , rém Po e promover o de emprego. ucionar antigos problemas sol ra pa s dos investimentos e da geraçã lho tri co. enciária, apenas ao setor públi butária, trabalhista e previd tri as orm a reação nacional não cabe ref as nças efetivas e de e trabalhadores também adiadas. A hora é de muda pre É preciso que empresários sem ra pa o ind vo e melhor. va, contribu na construção de um país no nça fia adotem uma postura proati con s, nça era ctivas, mais esp que tenhamos novas perspe e mais confiança. r melhor ambiente de negócios lceregato@abig raf.org.b ldades icu dif s da cia ên sci con uta Temos absol da recessão instalada em enfrentadas em decorrência tos, faturamento reduzido, nosso país. Mercados restri nter postos de trabalho dif iculdade de investir e ma pelas gráficas, assim são problemas enfrentados os setores de atividade. como por empresas de todos imo de todos, e nem Tais obstáculos afetam o ân se que toda crise tem um poderia ser diferente. Sabeco, desencadeando reação forte componente psicológi s setores produtivos. em cadeia na sociedade e no . A democracia deu-nos Entretanto, é hora de reagir o afastamento do governo a possibilidade de promover a nova gestão. Embora dos desmandos e instituir um o FMI, tenha caído do sétim nossa economia, seg undo o es ior ma s , ainda é uma da para o nono lugar em 2015 um mercado potencial de do mundo. Ademais, temos l , boa capacidade industria fica 205 milhões de habitantes Bra sileira da Indústria Grá presas em Presidente da Associação s, nte da un ab ais tur na instalada, recursos (Abigraf Nacional) sistente força de trabalho. con a um e s da ura rut est bem

A democracia deu-nos instrumentos institucionais para promover as mudanças reivindicadas pela sociedade.

L evi C eregato

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Inaugurada fábrica de celulose no Paraná M

aior investimento privado já feito no Estado do Paraná, foi inaugurada pela Klabin no dia 28 de junho a sua fábrica de celulose no município de Ortigueira, empreendimento que recebeu um aporte de R$ 8,5 bilhões, incluindo infraestrutura e impostos recuperáveis, com as obras executadas em 24 meses, cumprindo o orçamento previsto. A denominada Unidade Puma, com área total construída de 200 hectares, possui capacidade anual de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose, sendo 1,1 milhão de celulose branqueada de fibra curta (eucalipto) e 400 mil de celulose branqueada de fibra longa (pinus), parte convertida em celulose fluff. Com capacidade de produzir em média 270 MW de energia elétrica, sendo 150 MW excedentes — o suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes —,

a nova operação assegura à Klabin a condição de autossuficiência em energia elétrica. As operações da nova fábrica foram iniciadas em março deste ano, com a produção do primeiro fardo de celulose levando a certificação FSC (FSC- C129105) na modalidade cadeia de custódia. Em abril realizou-se o primeiro embarque de 20 mil toneladas de celulose de fibra curta com destino à China, saindo do Porto de Paranaguá (PR). Para exportar a produção da Unidade Puma, a Klabin estruturou uma unidade de logística em Paranaguá, que permite a utilização dos modais fer roviá rio e ro doviá rio. Com a nova estrutura, a empresa espera movimentar um milhão de toneladas de celulose por ano. Mais de 90% da produção total da fábrica já está vendida.

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sos superiores e de escolas de artes gráficas do Brasil e do exterior, o Prêmio Ibema Gravura, que no ano passado teve 183 obras inscritas, chega à sua sexta edição apresentando nova identidade REVISTA ABIGR AF

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romovida pela Afeigraf, em parceria com a APS Feiras & Eventos, a conferência Trends of Print Latin America 2016 expande suas fronteiras e estará presente em três diferentes cidades no mês de agosto: em Recife, no dia 16, no Mar Hotel; em Blumenau, no dia 23, no Senai Blumenau; e no Rio de Janeiro, no dia 30, na Vila Galé. O evento discutirá tendências, tecnologias e análises com vistas ao crescimento do mercado gráfico brasileiro e latino-americano. Serão três dias com informações únicas para uma revolução nas práticas de negócio do empresário gráfico e na visão do melhor e mais adequado investimento em tecnologia de impressão, reforçando o papel da Afeigraf no constante

desenvolvimento da indústria gráfica brasileira. A Trends of Print 2016 terá uma parte dedicada a analisar os números da indústria gráfica brasileira, latino-americana e mundial, por Alexandre Keese, diretor da APS Feiras e es pe cia lis ta no segmento de impressão. Na segunda parte, Ricardo Minoru Horie abordará tendências da tecnologia de impressão. Com base nas novidades e lançamentos apresentados na Drupa deste ano pelos grandes players globais, o especialista usará sua bagagem de mais de 20 anos na indústria gráfica para projetar o que será a indústria da impressão nos próximos anos no que diz respeito aos avanços tecnológicos. www.trendsofprint.com.br

www.klabinunidadepuma.com.br

Prêmio Ibema Gravura distribui R$ 13 mil aos jovens artistas Destinado a estudantes de cur-

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Trends of Print em três cidades

visual. Fabiana Cerqueira Biriba, coordenadora do prêmio, explica que a nova logomarca foi inspirada nas texturas dos principais materiais usados para fazer a matriz de impressão: “Optamos por uma solução flat, deixando- a mais

moderna e sólida para os próximos anos”. Outra novidade para este ano é a estratégia de divulgação do concurso, que foi toda repensada. “O teaser da campanha está disponível no Facebook e o hotsite está no ar. Pela primeira vez utilizaremos o Behance, uma das principais plataformas para a comunidade artística na internet”, informa Fa bia na.

Idealizado e promovido pela Ibema, o prêmio conta com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba e distribuirá entre os dez primeiros lugares a quantia de R$ 13 mil. O prazo para as inscrições vai até 30 de outubro e o cadastramento de artistas e instituições de ensino pode ser feito pelo hotsite www. premioibemagravura.com.br


Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 - Freguesia do Ă“ - CEP 02909-900 - SĂŁo Paulo - SP Telefones: (011 ) 3990-1257 / 1495 / 1762 - e-mail: vendasgrafica@abril.com.br www.abrilgrafica.com.br

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Foto: Tanaka Produções

(E/D) Sidney Anversa Victor Junior, diretor industrial, e Sidney Anversa Victor, presidente, da Congraf; Ricardo Hiraishi, diretor da Embanews; e André Peres Victor, diretor comercial da Congraf

Congraf é a Empresa do Ano no Prêmio Embanews A

Congraf Embalagens conquistou o Troféu Roberto Hiraishi 2016, homenageada como a Empresa do Ano no 25º Prêmio Brasileiro de Embalagens Embanews. Além do troféu mais importante da pre mia ção, a Congraf recebeu outros nove prêmios por suas embalagens nas cate gorias Design, Marketing, Tecnologia e Qua li da de e Premium. “O reconhecimento recebido através de um prêmio tão tradicional como esse, certamente nos deixa lisonjeados, mas também nos estimula a continuar desenvolvendo

e imprimindo produtos inovadores, com excelência em qualidade e que superem as expectativas dos nossos clientes”, declarou Sidney Anversa Victor, presidente da Congraf. Promovida e realizada pela Revista Embanews, a cerimônia de premiação foi realizada em 23 de junho, no Clube Atlético São Paulo. O Prêmio Embanews é reconhecido por contemplar o que há de melhor na indústria da embalagem e seus avanços no que diz respeito à tecnologia, design, marketing, máquinas e sistemas, além de pesquisa e sustentabilidade.

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PTC conquista representação dos cilindros anilox Harper

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Campinas sediou a Photoshop Conference 2016 Realizada de 16 a 18 de maio no Teatro Brasil Kirin, em Campinas (SP), a Photoshop Conference teve palestras de alto nível e ofereceu diversas atrações aos profissionais criativos participantes, vindos de todo o País, impondo- se como o grande acontecimento do ano no setor. O idealizador do evento, Alexandre Keese, apresentou as novidades nas atua li za ções mais recentes do Photoshop CC e mostrou como usar as ferramentas para agilizar o fluxo de trabalho e ganhar tempo. Outro destaque foi o profissional da Adobe Paulinho Franqueira, que mostrou a força dos aplicativos presentes no Creative Cloud e suas possibilidades criativas. Durante os três dias do evento, foram ministrados tutoriais especiais abordando temas como

mpresa americana líder mundial na fabricação de cilindros anilox, a Harper assinou, na Drupa, um contrato de representação exclusiva para o Brasil com a PTC Graphic Systems. Reconhecida por sua inovação na gravação em laser para produzir e restaurar cilindros anilox em cerâmica, a Harper possui três unidades fabris: a matriz em Charlotte, na Carolina do Norte (EUA); e as filiais em Green Bay e Wisconsin, nos Estados Unidos, e em Bangkok, na Tailândia. Os cilindros Harper são conhecidos em todo o mundo por sua durabilidade e precisão de transferência de tinta para os mais diversos substratos.

Photoshop, Lightroom, fotografia, design, 3D e outros, sempre presentes na vida do profissional que atua com produção e edição de imagens. Como parte da programação, sob o patrocínio da Wacom, disputou- se mais uma edição do Adrenalina Pura, em que seis profissionais demonstraram na competição todo o seu conhecimento e domínio técnico do Photoshop, com a vitória de Matheus Rungue. O hall do Teatro Brasil foi transformado em um espaço de exposição para que empresas demonstrassem suas novidades. Com realização e organização da APS Feiras e do Grupo PhotoPro, a Photoshop Conference 2016 foi patrocinada pela Adobe, Canon, Fedrigoni, Fotolia, Go Image, Mako, Wacom e XSH.

Eles são homologados por importantes fabricantes internacionais de impressoras flexográficas, como WH, Comexi, FlexoTecnica, Uteco, Fischer & Kreck, Mark Andy, Nilpeter, Gallus, MPS, Omet, Gidue, Edale, Etirama, entre outros. Miguel Troccoli, diretor da PTC, comemora a conquista e esclarece: “Atualmente, existem duas divisões na Harper: a divisão de cilindros anilox, representada no Brasil a partir de agora pela PTC, e a Harper Scientific, que fornece equipamentos auxiliares para impressão flexográfica e continuará sendo representada pela Steelserv aqui no Brasil”. www.ptcgs.com.br


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Seminário reuniu grande público no Senai Barueri

Na manhã de 29 de junho,

Rótulo-bula LinerFree, inovação mundial da Novelprint

Uma das principais indústrias bra-

sileiras de rotulagem, a Novelprint lançou em maio o rótulo-bula LinerFree, inovação mundial para a qual dedicou dez anos de pesquisas. Ideal para a indústria química, de defensivos agrícolas, fármacos e de saúde animal, o novo produto promete reduzir consideravelmente os custos sistêmicos que envolvem a rotulagem de produtos. O LinerFree combina três tecnologias. A primeira e mais significativa é o fato de não conter liner, o suporte que sustenta o adesivo. “Após a rotulagem, o liner é um resíduo sólido que precisa ter destinação adequada em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12305/2010).

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Se isso não for respeitado, a indústria pode receber multas e punições”, alerta o diretor comercial da Novelprint Guido Raccah. “O rótulobula LinerFree elimina esta necessidade, o que reduz custos de produção”. As outras duas tecnologias do lançamento mundial da Novelprint são os laminados Ultra-Thin e o kit adaptador Noveltech. A primeira, utiliza filmes e adesivos de baixíssimas espessuras e alto desempenho — com menos material, é possível reduzir o custo de produção do LinerFree. Já a segunda, é um dispositivo que é implantado na rotuladora para aplicar os rótulos com eficiência e o máximo de produtividade. www.novelprint.com.br

um grande público participou na escola técnica Senai José Ephim Mindlin, em Ba rue ri (SP), do seminário “Tecnologias emergentes de impressão e suas aplicações”. A mesa dos trabalhos foi coordenada por Hamilton Terni Costa, da AN Consulting e diretor da NPES para a América Latina, e teve como debatedores: Bruno Cialone, presidente do Conselho Consultivo da ABTG; Alexandre Keese, da APS Feiras; e Paulo Addair, da Revista Publish. Diversos temas foram discutidos, reforçando a ideia de que a indústria da impressão está viva e sempre buscando novos conceitos e caminhos. A Drupa 2016 deixou como saldo essa certeza. Como não poderia deixar de ser, o mundo novo da impressão 3D, dando seus primeiros passos, foi lembrado. Mas os destaques maiores nos

debates ficaram por conta das áreas de impressão impulsionadas na Drupa, como as novidades na impressão digital inkjet e os segmentos que vêm ganhando espaço, como impressão de segurança, impressão funcional e impressão das coisas. A nanotecnologia nas máquinas Landa, outra grande atração na Drupa, também foi citada. Hamilton Terni Costa apresentou o estudo de mercado da Primir, instituto de pesquisa da NPES, associação americana realizadora das feiras GraphExpo e Print. A GraphExpo 2016, primeira feira internacional após a Drupa, será realizada no mês de setembro, em Orlando, nos Estados Unidos. Com realização e organização da AN Consulting e APS Feiras, o seminário teve apoio da Afeigraf, ExpoPrint Latin America, ExpoPrint Digital, GraphExpo e Isidora.

Adecol distribui no Brasil os adesivos Kömmerling

ultina cio nal de origem alemã, ostentando a liderança mundial em adesivos industriais de alta qualidade e selantes, a Kömmerling firmou parceria com a Adecol para a distribuição da sua linha de produtos em todo o território nacional. Com 119 anos de história, a Kömmerling está sediada em Pirmasens, na Alemanha, detendo três fábricas em dois países e atividades em nações como Portugal, Turquia, Rússia, Eslovênia, México e Equador. Por sua vez, a REVISTA ABIGR AF

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paranaense Adecol é a maior fabricante de adesivos industriais com capital nacional do País. A parceria celebrada entre as duas empresas prevê o lançamento de produtos com as duas marcas juntas e os planos para o Brasil são ambiciosos: produção compartilhada, investimento e crescimento das duas marcas. Os primeiros passos confirmam essa intenção: “Estamos apresentando uma nova linha de adesivos sob a marca Adecol + Kömmerling. São soluções

em adesivos estruturais para o mercado brasileiro de veí culos comerciais e de transporte, energia solar, construção e reparação naval, entre outros, que oferecem colagem de alta resistência, substituindo os sistemas convencionais como parafusos, rebites e soldas”, afirma Alexandre Kiss Segundo, diretor comercial da Adecol. Esteban Kwist, diretor comercial da Kömmerling para a América Latina e Península Ibérica, reforça a importância da

parceria: “A Kömmerling está em fase de expansão global e o Brasil é fundamental para essa estratégia que estamos executando. É importante destacar que não é somente uma colaboração para comercialização de produtos. Temos planos am bi ciosos a médio e longo prazo para envasar produtos no Brasil e investir de forma cada vez mais estruturada e incisiva no crescimento,tantodamarcaKömmerling como da Adecol”. www.adecol.com.br


ver cores consistentes e fiéis, que asseguram a qualidade dos impressos por meio de ciclos de produção controlados com alta tecnologia.

X-Rite mostra na Drupa o realismo das cores

Gráficos procedentes de todo o mundo tomaram contato na Drupa com as aplicações das soluções da X-Rite demonstradas em seis ilhas, chamadas de Inspiration Zones. E puderam

Entre os lançamentos, um dos principais destaques foi o IntelliTrax 2, que, além de trabalhar de modo totalmente integrado ao espectrofotômetro eXact, permite a captura de dados de cor mais rapidamente, suporte a materiais mais finos (até 1 mm), tornando- se ideal para aplicações inclusive

em embalagens, e suporte à captura de cores especiais. Outro destaque foi o eXact Xp, novo modelo da série de espectrofotômetros X- Rite espe cialmente criado para medição em mídias baseadas em filmes flexíveis. É uma solução para convertedores e gráficas de embalagens. O terceiro destaque foi o ColorCert: X-Rite Edition, solução modular de workflow para controle de cores que fornece relatórios com pontuações para cada tarefa, com base em tolerâncias especificadas para monitoramento dos padrões de cores em tempo real. Permite a padronização de cor para embalagem e elimina a subjetividade no controle de qualidade. www.xrite.com

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Kodak e Komori anunciam parceria D

urante a realização da Drupa foi comunicada uma parceria estratégica para o desenvolvimento de aplicação conjunta reunindo as soluções de workflow das duas empresas: o sistema de controle de tarefas Komori KP- Connect (K-Station 4) e o Kodak Prinergy Work flow. Por meio dessa integração, tanto Kodak quanto Komori poderão ampliar a automação dos processos para seus clientes. Usuários das impressoras offset e digitais da Komori, com

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a integração entre os dois sistemas, poderão obter uma eficiente solução de produção automatizando as operações de pré-impressão. Essa nova combinação entre pré- impressão e produção resultará na redução do tempo de serviço e de erros, com capacidade de atender mais rapidamente aos pedidos, crian do novas oportunidades para trabalhos em baixas tiragens ou que exijam trocas muito

rápidas entre a finalização de uma impressão e o início de outra. A solução integrada de workflow combina ainda a função RBA (Rules- Based Au to mation) do Prinergy para gerenciamento do processamento das imagens em tempo real a partir da K-Station 4, via CIP4/JDF, proporcionando flexibilidade, robustez e automação à pré-impressão. www.kodak.com.br www.komori.com

Walter Schalka é eleito CEO do ano O

Sucessão na direção da Weilburger Brasil

Claudio Vieira assumiu a diretoria geral e pre-

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sidência da Weilburger Brasil. Aos 53 anos, com ampla experiência em indústrias químicas, incluindo empresas como Johnson & Johnson, DuPont e AkzoNobel, Claudio Vieira comanda a empresa com o objetivo de expandir a participação do grupo na América Latina. Atualmente, a Weilburger possui expressiva presença na Europa e Ásia. No Brasil, o grupo adquiriu recentemente a empresa Heliocolor. REVISTA ABIGR AF

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presidente da Suzano Papel e Celulose, Walter Schalka, foi eleito CEO do Ano da América Latina, pelo segundo ano consecutivo, em escolha feita pela Risi, principal fornecedor de informações para a indústria global de produtos florestais. Ele foi indicado por analistas do mercado que cobrem o setor de papel e celulose, por sua atuação assertiva no direcionamento estratégico da empresa que comanda. A premiação, iniciada em 2007, será entregue na Conferência da América Latina, no dia 16 de agosto, em São Paulo, e contará com apresentações de líderes e especialistas da indústria, bem como de economistas da Risi, que mostrarão seus insights para áreas-chave do segmento florestal.

HP nomeia diretor geral para Artes Gráficas

enato Barbie ri foi anuncia do pela HP Inc. Brasil, no dia 5 de julho, como novo diretor geral para as áreas de Artes Gráficas, englobando as divisões Indigo, Inkjet Rotativas (Web Press) e Grandes Formatos. Há 19 anos na HP, Barbie ri ocupou diversas posições de liderança na empresa em produtos, marketing e vendas. Nos últimos quatro anos foi diretor de canais e vendas diretas da companhia. Nos seus 25 anos de trabalho em tecnologia, passou antes pela Xerox, Siemens e IBM. Renato vai se reportar a Fernando Alperowitch, responsável pela região da América Latina. A criação desta nova diretoria tem como objetivo unificar áreas correlatas para ganhar mais força e sinergia entre negócios e recursos, reforçando a aposta no mercado brasileiro. “Meu maior desafio frente à nova área será ampliar a liderança da HP em todos os segmentos da impressão digital e grandes formatos, desenvolvendo ainda mais a base de clientes. São mercados muito específicos, com grande nível de inovação, tanto por parte da tecnologia que a HP traz ao mercado e seus clientes, quanto nas aplicações que os clientes desenvolvem baseados em sua criatividade e necessidades do mercado. As possibilidades de impressão vão além do que estamos acostumados e o mercado demanda por inovação”, destaca o executivo.


(E/D) Marcelo Riegel, presidente do conselho consultivo do Sesi; Marlos David Schmidt, diretor da Fiergs; Juliano André Colombo, diretor superintendente do Sesi-RS; Renato Kunst, presidente do conselho de administração das Empresas Artecola; e Evandro Sfredo Krüger, gerente de operações do Sesi

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Exportação recorde na Foroni F

undada há mais de 90 anos, a Indústria Gráfica Foroni exportou em 2015 mais de 17 milhões de unidades, divididas entre 9,5 milhões de cadernos e agendas e 7,6 milhões de envelopes, número recorde desde que iniciou seu programa de exportações há 15 anos. O valor dessas exportações já representa mais de 12% do volume anual de vendas da empresa. Seus produtos estão presentes em sete países: Estados Unidos, Costa Rica, República Dominicana, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Para 2016/2017, além de investir no crescimento das áreas já conquistadas, a empresa está em negociação com outros mercados, como Peru, Nicaragua e El Salvador, e até mesmo com os Emirados Árabes.

No dia 4 de maio, em sua sede

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em Memphis, Tennessee (EUA), a International Paper anunciou ter firmado um acordo definitivo de compra do negócio de celulose da Weyerhaeuser, que tem cerca de 1.900 profissionais nos Estados Unidos (Mississipi, Georgia e Carolina do Norte), Canadá e Polônia. O acordo estabelece que a IP irá adquirir cinco fábricas de celulose e duas fábricas de conversão REVISTA ABIGR AF

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Para atender ao volume atualmente exportado, que no total chega a três toneladas de papel, a produção dos materiais destinados à América Latina é feita durante oito meses (julho a fevereiro), praticamente junto com a produção para o mercado nacional. Nos outros quatro meses (março a junho), a produção fica reservada aos materiais exportados para os Estados Unidos. A Foroni dispõe de mais de 3.000 itens em seu port fólio de produtos, distribuídos em linhas licenciadas e próprias, como Disney, Barbie, Ferrari, Rio 2016, Peppa Pig, Candy Crush, Paul Frank e Minions, entre outras, que estampam seus cadernos e agendas.

Escola Sesi leva nome do fundador da Artecola

oi inaugurada no dia 2 de maio, em Novo Hamburgo (RS), a Escola Sesi Francisco Xavier Kunst, denominação em homenagem ao fundador das Empresas Artecola. A escola conta com ampla estrutura de salas de aula climatizadas, laboratórios e biblioteca. Criada oficialmente em março, tem 81 alunos no Ensino Fundamental e 224 alunos no Ensino Médio, todos oriundos de empresas industriais da região do Vale dos Sinos, sendo assegurada ao trabalhador e seus dependentes a gratuidade do curso. A trajetória das Empresas Artecola, com sede em Campo Bom (RS) e que hoje reú nem três operações — Artecola Química, Arteflex e MVC Soluções em Plástico —, iniciou-se em 5 de maio de 1948 com Francisco Xavier Kunst (1915–2003). A cultura empresarial da companhia tem por base o exemplo do fundador, que sempre valorizou a

determinação em relação às metas, a atenção para a comunidade e a disposição para inovar, fazer diferente e melhor. Hoje, a companhia atua em diferentes mercados e tem 1.800 colaboradores, em plantas industriais no Brasil, Chile, Argentina, Peru, Colômbia e México, além de uma operação comercial na Ásia. Os cinco filhos do homenageado, familiares, empresários da região e convidados participaram da solenidade, na sede da escola. “Uma homenagem desse porte, mais de dez anos após a morte de Seu Xavier, mostra que seu legado continua fazendo a diferença e nos inspira a seguir acreditando no esforço, no trabalho e na fé”, expressou o presidente do Conselho de Administração das Empresas Artecola, Renato Kunst, falando em nome da família, no discurso de agradecimento pelo tributo a seu pai e fundador da companhia.

www.foroni.com.br

International Paper adquire negócio de celulose da Weyerhaeuser que produzem celulose fluff, celulose de fibra longa e celulose espe cial para diversas aplicações do consumidor, incluindo fraldas, outros produtos de higiene, lenços de papel e tecidos. A aquisição deve ser concluída no quarto

trimestre deste ano, em razão de algumas condições de fechamento, sobretudo a recepção da aprovação regulatória. Como a transação é a compra de um ativo, a International Paper espera obter um benefício fiscal no

valor líquido atual estimado em aproximadamente US$ 300 milhões. Incluindo esse benefício, o valor líquido da operação é de US$ 1,9 bilhão. Para Mark Sutton, presidente e CEO da International Paper, “esta negociação irá nos posicionar como o principal fornecedor global de celulose fluff e irá aumentar nossa capacidade de gerar fluxo de caixa adicional”. www.internationalpaper.com.br


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tualmente o mercado gráfico brasileiro passa por um período de dificuldades e incertezas. Em 2015 o setor teve uma retração de 4,6%, e o cenário não se mostra muito animador para 2016, que começou com o aumento de 24% no preço do papel, principal insumo da indústria gráfica, e o crescimento das novas tecnologias, caso das publicações digitais, que podem ultrapassar os impressos ainda este ano. O mercado gráfico atual precisa de novas ideias para se manter aquecido, e esse é um cenário que pode trazer o combustível necessário para novas soluções surgirem, como foi na época em que impressões coloridas eram novidade e a

recente utilização de impressoras 3D em diversas aplicações. Hoje o Tyvek® desponta como uma saída criativa para se manter competitivo. Desenvolvido pela DuPont, Tyvek® é um não tecido feito de fibras finas e 100% de polietileno de alta densidade, extremamente versátil graças a sua tecnologia inovadora. Pode ser utilizado também na indústria gráfica devido a características como leveza, respirabilidade, resistência ao rasgo, impermeabilidade e reciclabilidade.Essas características elevam a impressão a um nível superior de durabilidade, qualidade, resistência e flexibilidade, propriedades que o papel comum não oferece.

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ENTREVISTA Por: Tânia Galluzzi

Luiz Nei Arias

“Os resultados da Drupa 2016 devemos ver em 2017” A Indústria Brasileira de Filmes (IBF) era uma jovem empresa de  anos quando começou a participar da Drupa, em . Desde então não faltou a nenhuma edição, ajudando a alargar os limites geográficos para os produtos nacionais. Cinco anos depois, Luiz Nei Arias, então gerente de marketing da IBF, colocava

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os pés em sua primeira Drupa, iniciando sua história de fidelidade ao evento. Neste ano, pela oitava vez enfrentou a mais importante maratona tecnológica da indústria de impressão, já como o principal executivo da IBF. Nesta entrevista, Luiz Nei fala do evento, do mercado de chapas offset e sobre novas tecnologias.


Como o senhor avalia a Drupa 2016? A grande sensação, que foi a nanografia, apresentada pela Landa, estava no mesmo pavilhão que a IBF. A novidade deles foi a metalnanografia, que é o hotstamping feito com a nanografia. Na vez passada o Benny Landa prometeu que as máquinas seriam entregues em  meses e agora ele repetiu a promessa. Isso sinaliza que o desenvolvimento tecnológico não andou tão rápido quanto se esperava. Mas a Landa divulgou que contratos foram efetivamente fechados na feira deste ano. Ouvimos que sim, mas na anterior ele havia vendido também, teria recebido até sinais, e um ano e meio depois, quando não conseguiu entregar os equipamentos, teve de devolver o dinheiro. Porém agora a tecnologia está mais madura e parece que eles estão prontos para ir ao mercado. Na área de chapas, vimos um grande apelo ecológico. Quem não tinha chapa que vai diretamente à impressora [direct-on-press, DOP] estava anunciando o lançamento para breve, mas todos os líderes mostraram soluções nessa área. A chapa direct- on-press ainda não é ideal para todas as aplicações, e os fabricantes mostraram opções interessantes com o uso de químicos, contudo low chemistry. Como o senhor sentiu o humor dos participantes da feira, visitantes e expositores? Todos reticentes para fazer investimentos. Alguns países em crise, outros saindo dela. Há ociosidade nos parques gráficos em todo o mundo. E aquela sede de comprar equipamentos que víamos nas Drupas anteriores não foi a mesma. Para os latinoamericanos então, nem se fala. Em  tivemos . brasileiros na Drupa e . indianos. Neste ano, . brasileiros visitantes, não fornecedores, de cerca de  empresas. E . indianos. Isso reflete a economia do nosso país. Como a IBF se preparou para a feira em face da crise que vivemos e como foi a Drupa 2016 para a sua empresa em comparação à edição anterior?

Sabendo que a participação da América Latina e do Brasil seria bem menor, nos preparamos mais para o resto do mundo. Se fôssemos depender do Brasil e da América Latina o estande da IBF na Drupa não se justificaria. Nossa participação vai se pagar em função de negócios com a Europa, Oriente Médio e alguma coisa da África. Os Estados Unidos não têm muita tradição de Drupa e as reuniões que tivemos lá com americanos teríamos independente

De todas as Drupas que participamos, essa foi a primeira em que o payback não foi evidente. Vai demorar uns bons meses para termos o retorno do investimento, mesmo levando em conta que o tempo de maturação dos negócios em consumíveis, com a venda por meio de distribuidores, é naturalmente mais longo. do evento. Resumindo, para fazer negócios com as Américas não precisa ría mos ir à Drupa. A quantidade de visitantes que passaram pelo estande foi igualmente menor do que na Drupa anterior, assim como caiu o volume de negócios. De todas as Drupas que participamos, essa foi a primeira em que o payback não foi evidente. Vai demorar uns bons meses para termos o retorno do investimento, mesmo levando em conta que o tempo de maturação dos negócios em consumíveis, com a venda por meio de distribuidores, é naturalmente mais longo. Os resultados da Drupa  devemos ver em .

Dentro da Europa, qual o principal parceiro de negócios hoje para a IBF? A Alemanha, que já é o nosso maior mercado para exportação, desbancando os Estados Unidos. Tivemos contato com todos os nossos distribuidores alemães, com perspectiva de ampliação das alianças, assim como com distribuidores e prospects de muitos países europeus. E o que o distribuidor ou o cliente europeu busca ao procurar a IBF? Busca alternativas que preservem a qualidade e tenham preços mais competitivos do que os praticados pela três marcas líderes mundiais. O que a IBF levou para a Drupa? Temos conseguido, mesmo com a nossa limitação de verba para o desenvolvimento de produtos, lançar produtos ecológicos na frente de nossos concorrentes multinacionais. A chapa Eco-V, chapa violeta com baixo consumo de químicos, colocamos no mercado há três anos, antes de um dos três grandes. A Eco-T começamos a vender há dois anos e igualmente apresentamos o produto com me lhorias na Drupa . E a Direct-T é um produto novíssimo, com tecnologia DOP. Antes dela, a Eco-T vinha fazendo o seu papel. Na última ExpoPrint, inclusive, divulgamos a Eco-T como um produto híbrido que podia ser revelado numa processadora, numa lavadora ou diretamente na máquina impressora, sendo que  dos clientes acabaram usando-a direto na impressora. Como o senhor vê a tecnologia direct-on-print? É um produto que exige um controle de processo mais acurado. Por exemplo, você vai vender uma chapa DOP para um birô de pré-impressão. Ele tem dezenas ou centenas de clientes, pequenas gráficas que não têm CtP e que terceirizam essa etapa. Não há como o birô controlar o ambiente de impressão de cada cliente. Em casos como esse, a chapa DOP não é indicada. Tratase de uma chapa mais sensível, exigindo cuidados no uso. maio /junho 2016

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Mas é certo que em uma gráfica atenta aos seus processos essa chapa confere vantagens como redução de custos. Sim, porém nas longas tiragens, algo que está se tornando cada vez mais raro, as chapas DOP ainda não são suficientemente robustas para imprimir . ou um milhão de cópias. Neste momento o produto ainda não é capaz de substituir as outras tecnologias, mas acredito firmemente que seja o caminho, sobretudo pelo apelo ecológico. Quais são as metas projetadas para a DirectT no curto prazo? O produto está em fase de introdução. A venda ainda está controlada. O produto tem sofrido ajustes e por isso preferimos não divulgar os números iniciais. Qual o carro- chefe da IBF hoje? Continua sendo a chapa térmica com químicos, a Mil lion, uma tecnologia bem difundida e que não precisa de cuidados especiais. Se fosse um eletrônico, diria que é um produto plug-and-play.

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Durante o Seminário Pós- Drupa realizado na ABTG no final de junho, Bruno Cialone ressaltou o vigor do segmento de chapas offset diante da disseminação da tecnologia digital. Como o senhor vê o mercado de chapas offset no Brasil e no mundo? O mercado de chapas no Brasil teve uma queda de possivelmente  em . A impressão offset está sendo mais afetada pelo fato de o jovem não ler mais o jornal impresso, das empresas estarem deixando de imprimir folhetos e concentrando a divulgação em sites, da leitura de livros e revistas estar migrando para os dispositivos móveis, do que com a concorrência da tecnologia digital. O interessante é que a Drupa sempre foi uma feira com bastante pirotecnia, que olha para o médio e longo prazos. Nas edições mais recentes, mesmo os líderes do setor davam pouca atenção às chapas, voltando- se para o futuro. Neste ano, visitando os estandes dessas empresas, era possível notar que a chapa e o CtP REVISTA ABIGR AF

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voltaram a ocupar posições nobres. Percebemos uma ênfase em chapas que não se viu em edições anteriores. Talvez porque o produto, no caso deles e também da IBF, seja o que paga as contas. Eles tiveram a humildade de mostrar que as chapas compõem o nosso presente, que estamos investindo no futuro do produto e entregando aos clientes a melhor tecnologia possível.

Vimos na apresentação do Benny Landa sobre nanografia um grande aliado. Ele se posicionou como uma opção melhor do que o digital, usando como benchmark a qualidade e o custo da cópia impressa em offset. Ou seja, o guru da indústria falou de uma nova tecnologia lembrando a todo instante que o que ele busca é a qualidade e o custo do offset. Vimos na apresentação do Benny Landa sobre nanografia um grande aliado. Ele se posicionou como uma opção melhor do que o digital, usando como benchmark a qualidade e o custo da cópia impressa em offset. Ou seja, o guru da indústria falou de uma nova tecnologia lembrando a todo instante que o que ele busca é a qualidade e o custo do offset. E no final de sua apresentação ele mostrou um gráfico no qual a nanografia já supera a digital, porém mantendo o offset como mais competitivo a partir de ., . cópias. Voltando ao Seminário Pós-Drupa da ABTG, foi ressaltado o lançamento de máquinas

híbridas e principalmente o investimento dos fornecedores em entrar em segmentos nos quais ainda não atuavam. Como o senhor vê esse movimento? Acho interessante e lógico. As tecnologias são complementares. Já andamos por essa avenida quando começamos a oferecer chapa flexo. Fizemos um teste de mercado com chapas flexo que tra zíamos do Japão. Naquele momento offset e flexo eram mercados totalmente distintos. O negócio começou a se desenvolver lentamente até que a empresa da qual estávamos comprando foi adquirida por um de nossos concorrentes. Hoje, dos três grandes nomes em chapas offset, um está com fábrica de chapa flexo e outro também diz ter uma planta fabril para flexografia. Esse então será um caminho adotado pela IBF no médio prazo? Sim, a indústria de embalagem é a que mais cresce e esse é um projeto que estamos analisando com carinho já há um bom tempo. Estamos também na área de mídia para inkjet com uma parceria de alguns anos com a Mitsubishi, importando o produto deles e cortando aqui no Brasil. E continuamos interessados em alternativas para o mercado de consumíveis. Como o senhor viu o anúncio de que a Messe Dusseldorf voltou atrás na proposta de reduzir o intervalo entre as edições da Drupa, retomando a tradicional periodicidade a cada quatro anos? Achei uma decisão coerente. Se para nós a Drupa  vai demorar mais tempo para se pagar, imagine para expositores maiores. É muito trabalho, muito custo. Além disso, não se confirmou o argumento alegado em  de que a velocidade da atualização tecnológica exigia um intervalo menor. Não houve nesta Drupa nenhuma novidade de grande impacto ou evidências de que se não houvesse uma feira em três anos a indústria perderia oportunidades de venda. Os organizadores, ouvindo os expositores, viram que não há clima ou necessidade de fazer uma feira em menos tempo.


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Heinz Budweg

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ARTE

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Um olhar europeu sobre o Brasil

einz Friederich Budweg nasceu em Berlim, Alemanha, em º de maio de , filho de Fritz George e Ingeberg. Cinco anos antes, um jornal esquerdista alemão publicava colagem de artista também berlinense, Helmut Herzfeld, com uma família à mesa comendo objetos de ferro e a frase: Hurrah, die butter ist alle!, ou seja “Viva, a manteiga se foi!”. A obra satirizava declara6 ção do líder nazista Hermann Goe ring: “O  ferro sempre fortaleceu o povo; a manteiga e o toucinho só o fazem engordar”. Embora Adolf Hitler não tenha sacrificado a manteiga pelas armas, permitindo ao povo certo conforto durante o rear mamento e a luta, a Segunda Guer ra Mundial foi a mais sangrenta da história da humanidade. A morte de civis em número superior a de soldados, mostrou a força do ódio gerado pelas rivalidades e interesses distantes dos sonhos dos envolvidos na contenda. Indiferente à crueldade do cenário de , quando Berlim era duramente atacada pelas forças aliadas, o menino Heinz divertia-se ao soarem as sirenes que o obrigavam a correr com a mãe e os quatro irmãos para os abrigos antiaéreos. “Quando o bombardeio acabava, eu queria conti nuar brincando de esconder”, relembra aos  anos de idade com o mesmo sorriso inocente guardado da infância. Heinz desenhava desde pequeno, sua mãe percebeu seu talento e o incentivou.

TRAVESSIA DO ATLÂNTICO

As consequências da tragédia e o auge da “Guerra Fria” preocupavam o arquiteto Fritz George, major do exército germânico. A greve de  mil operá rios na Alemanha Oriental havia sido esmagada por tanques soviéticos, . pessoas foram presas e  mortas durante a

manifestação trabalhista que pregava democracia, algumas delas executadas pelo autoritarismo. Era a hora de partir. Desde a Primeira Guer ra Mundial viviam no Brasil parentes de Ingeberg. Esse foi o destino escolhido para viver em paz. O casal e os filhos chegaram em São Paulo. Aqui, adaptando-se ao jeito tropical de viver, Heinz volta a estudar e conclui Eletrotécnica na Universidade Presbiteria na Macken zie. A rigor, uma exigência do pai que não o queria “artista”. Pouco adiantou. O rapaz tornou-se publicitário, mesclando disciplina e planejamento prussianos com criatividade e empreendedorismo brasileiros. Depois de trabalhar para grandes empresas na área de marketing, Heinz montou a própria agência. Deu certo. Com o ganho, nas férias fazia o que gostava: viajar, desenhar, pintar, estudar. Tornou-se um pesquisador da vida brasileira, em especial a agreste: florestas, animais, índios, rios. Montou um ateliê móvel em uma “Kombi”, e durante  anos percorreu . km por todo o País. O que equivale à incrível marca de  voltas ao nosso planeta! Desenhou e pintou tudo o que viu de interessante, em diferentes técnicas (bico de pena, aquarela, gravura, óleo). O dia a dia de Heinz é sempre lendo, pesquisando, desenvolvendo teses que vão da etnologia à arqueologia, passando por várias outras ciências. Algumas de suas descobertas sur preendem até os especialistas de várias áreas. Entretanto, o que mais fascina qualquer um são os registros feitos pelo artista em um sur preendente trabalho de pesquisa de campo. DESCOBERTA DO BRASIL

Heinz trabalhou para a Fundação Nacional do Índio (Funai) retratando os caciques das

Do complexo desafio de inventariar as belezas naturais brasileiras, como fizeram no passado alguns “viajantes”, surge um inédito e surpreendente retrato de nossa natureza. Arte delicada e forte, real e fantástica que registra emocionada aventura pelo país da cor. Ricardo Viveiros (ABCA-AICA)

1 Pajelança (o exorcismo de Vaza, o espírito mal da floresta. Mitologia dos índios Kalapalo, do Alto Xingu), acrílico sobre tela, 250 × 810 cm, 1998 2 Alegria Carnavalesca, acrílico sobre tela, 150 × 135 cm, 2016 3 Barcos, acrílico sobre tela, 130 × 150 cm, 1999 4 Casa de Caiçara, caneta hidrográfica, 21 × 29 cm, 1981 5 Festa Religiosa Folclórica de Laranjeiras, Sergipe. Acrílico sobre tela, 220 × 600 cm, 2009 6 Divatsá. Pagé da Tribo Kalapalo, do Alto Xingu, acrílica sobre cartão Schoeller, 90 × 70 cm, 1973

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7 Arrastão, acrílica sobre tela, 150 × 200 cm, 2006 8 Diamantina Dentro da Memória, bico de pena, 29 × 21 cm, 1969 9 O Mensageiro, Índio Suiá, Alto Xingu, acrílica sobre cartão Schoeller, 90 × 70 cm, 1973 10 Pukani, o ateliê móvel do artista

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tribos brasileiras; dirigiu organismos teutobrasileiros; criou o Projeto Tapajós, cujos estudos de cientistas europeus e brasileiros provam relações entre o Velho e o Novo Mundo (antes dos chamados descobrimentos); as redes de TV ZDF (Alemanha) e Arte (França) produziram documentários sobre suas descobertas arqueológicas, exibidos pelo Discovery Channel;

HEINZ BUDWEG ww.budweg.com.br

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A GRÁFIC A • ANO X L • MAIO/ JUN

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10 HO 2016 • Nº 2 8 3

REVISTA ABIGRA F

282 MAIO/J UNHO

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ARTE & IN DÚSTRI

Capa

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Ipê, acrílica sobre tela, 100 × 100 cm, 2011 REVISTA ABIGR AF

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ilustrou obras infantis, incluindo a série de livros “Lendas Brasileiras” editada pela Melhoramentos (Heinz foi laureado com o “Jabuti”, em , por esse trabalho); recebeu prêmios em salões de artes plásticas e homenagens como a Ordem Marechal Rondon e a Medalha Dom Pedro I; criou cenários e figurinos para teatro; publicou mais de  livros; pintou murais para órgãos públicos e empresas privadas; e realizou exposições individuais em museus e ga lerias no Brasil e no exterior (Alemanha, Itália, Suíça, Áustria e Estados Unidos). Seus quadros integram acervos nacionais e internacionais. Heinz — como alguns de seus compatriotas alemães, entre os quais Meister Johann (náutico de Pedro Álvares Cabral), Hans Staden (aventureiro) e os artistas plásticos Rugendas, Hagedorn, Grimm, Hilderbrant e Schute — apaixonou-se pela rea lidade brasileira na sua essência, no seu mais representativo significado. O artista sabe interpretar cada paisagem, flor, animal, personagem, festa popular de nosso país com emoção e qualidade técnica. O artista segue trabalhando em seu mágico estúdio na cidade paulista de São Roque. Atende encomendas para ilustrações, murais e vende suas obras. Vivemos tempos difíceis, de desrespeito ao próximo e ao meio ambiente. Quando alguém dedica a vida ao conhecimento de uma terra, sua gente e riquezas, tratando como razão de ser o tema de seu trabalho, podemo-nos permitir a feliz certeza de que haverá um futuro melhor. E é isso que Heinz Budweg tem permitido ao deixar fluir de seu interior, na compreensão estética da dramaturgia visual da natureza, uma rica e rea lista interpretação. E o faz em cores tão fortes e vivas como a resistência dos povos indígenas, animais e florestas desta terra. Um “viajante” que se tornou “residente” por você, por nós, por amor ao Brasil.


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ELEIÇÕES

Cartilha “Vote no Impresso”: novas oportunidades para o setor Publicação da Abigraf Nacional tem o objetivo de orientar o mercado sobre como aproveitar melhor as oportunidades que poderão surgir das mudanças na legislação que trata das campanhas eleitorais.

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Abigraf Nacional está lançando a cartilha “Vote no Impresso”, material de orientação sobre as novas regras da propaganda eleitoral, que mostra como tirar o melhor proveito disso e negócios para as empresas gráficas nas próximas eleições municipais, cujo primeiro turno ocorrerá em  de outubro deste ano. A publicação foi motivada pela reforma da Lei ./, que trouxe uma série de mudanças na maneira como os partidos políticos poderão promover seus candidatos. De acordo com as novas regras, a propaganda eleitoral em veícu los de comunicação radiofônicos e televisivos teve seu período reduzido de  para  dias, com início apenas em  de agosto e término em  de setembro de . Os materiais impressos, no entanto, não sofreram qualquer impacto com a reforma da legislação. Assim, é natural esperar que as estratégias de marketing político se voltem para as campanhas em material impresso, que, no passado, foram uma das principais alavancas de negócios da indústria gráfica nacional. A iniciativa de produzir a cartilha, projeto que tem apoio da Abigraf Regional São Paulo e do Sindigraf-SP, aproveita estrategicamente a oportunidade que surge desta mudança. Afinal, agora os candidatos a vereadores e prefeitos de todo o Brasil podem voltar a investir no impresso para compensar essa redução de exposição nos meios eletrônicos. Mas como fazer isso da melhor forma? Quem responde é o diretor de Relações Institucionais da Abigraf REVISTA ABIGR AF

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vote no impresso

Texto: Letícia Cardoso

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De acordo com as seguintes normas: Constituição Federal, Lei 4.737/65 (Código Eleitoral), Lei 9.504/97 (Lei das Eleições), Res. TSE nº 23.457/2015 (Propaganda Eleitoral 2016).

Lei 9.504/97 (Lei das Eleições), Res. TSE nº 23.457/2015 (Propaganda Eleitoral 2016). De acordo com as seguintes normas: Constituição Federal, Lei 4.737/65 (Código Eleitoral),


Nacional, Reinaldo Espinosa. “Queremos apresentar para os postulantes aos cargos, em nível nacional, como a mídia impressa é prática, eficiente e sustentável. Vamos promover encontros com estes públicos, através de eventos baseados em estratégia de comunicação”, afirmou. De maneira didática e apartidária, e com chancela do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cartilha “Vote no Impresso” orienta gráficas, agências de publicidade e demais interessados sobre as principais mudanças na legislação. Fornece informações sobre planejamento estratégico de campanhas, mostra os métodos para análise SWOT (iniciais das palavras inglesas strenghts/forças, weaknesses/fraquezas, opportunities/oportunidades e threats/ameaças) e ensina quais são os caminhos para um material bem-sucedido. Sobressaem os capítulos “Oito regras para a produção de material impresso” e “Como comprar materiais impressos”, que revelam como obter melhores resultados da propaganda eleitoral impressa — detalhes que os leigos não notam, mas que fazem toda a diferença para chamar a atenção dos eleitores. POTENCIAL OPORTUNIDADE O TSE estima que nas próximas elei-

ções municipais haverá a participação de

aproximadamente  mil candidatos. Esse contingente representa uma potencial movimentação no setor gráfico, com a produção de materiais como santinhos, colinhas, praguinhas, cartazes e demais impressos. Para o representante comercial da Enova Gráfica, Rodrigo Andrade, a iniciativa da Abigraf é válida. Ele acredita que a cartilha será benéfica para quem trabalha com campanha eleitoral. “Toda forma de orientar é importante. Ainda mais quando aproveita para vender ao político a ideia de que o impresso ajudará em sua campanha. No nosso caso, somos uma gráfica digital de pequenas tiragens, não trabalhamos com toda gama de produtos, apenas com folhetos. A produção em massa fica para as gráficas de grande porte, com equipamentos de offset”, afirmou, acrescentando que uma nova cartilha, sobre como trabalhar a parte comercial neste nicho, poderá ajudar ainda mais. Talvez, o pulo do gato esteja mesmo aí. Em grande parte dos casos, a procura por impressos parte da equipe dos candidatos. Encontrar maneiras para fazer o caminho inverso pode am pliar o potencial da estratégia. A Leograf é uma das empresas que sempre trabalhou esse tipo de material, produzindo impressos para campanhas estaduais e municipais. De acordo com o diretor Fabio

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Gabriel, há alguns anos houve uma redução na demanda de até . “Existe uma expectativa em relação ao aumento do volume de encomendas, resultando na recuperação do faturamento neste nicho, mas com a falta de verbas para a propaganda impressa não acreditamos em um crescimento muito expressivo”, comentou. De todo modo, a orientação que a cartilha traz pode ajudar a corrigir um vício que ocorre nesse nicho. “O que ocorre com esse tipo de serviço é que sempre são pedidos de última hora, sem programação antecipada, o que acaba causando alguns problemas na programação da produção interna”, revelou. De todo modo, este é um importante primeiro passo. O presidente da Abigraf Nacional, Levi Ceregato, destaca a relevância da iniciativa. “É um verdadeiro guia, que mostra como os materiais impressos podem ser trabalhados, os tamanhos, os tipos de veiculação e circulação, sempre com respeito às regras do TSE. Este é um mercado fantástico e eu vejo com muito otimismo. Os candidatos não terão muito tempo no rádio e na televisão. Será tudo muito rápido. Então, o impresso vai ganhar espaço, principalmente porque tem uma sobrevida. Você acaba guardando, coloca no bolso, leva para casa, ou seja, o impresso circula”, declarou Ceregato.

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Desvendando a Drupa

Uma feira, um mar de tecnologias, um oceano de possibilidades. A ABTG realiza seminário para começar a entender o que foi a Drupa 2016. Texto: Tânia Galluzzi

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e os expositores precisam de um intervalo de quatro anos entre uma Drupa e outra, quanto tempo nós, jornalistas, consultores, técnicos, operadores, executivos e em­pre­sá­r ios da indústria gráfica levamos para digerir a massa de informação que nos é oferecida pela senhora de todas as feiras? Muitos meses, certamente, mesmo porque a Drupa será incontáveis vezes citada em rodas de conversa e em artigos em revistas e na internet; 1.493 brasileiros testemunharam a história da 16ª edição sendo escrita, e alguns deles, para a sorte daqueles que não puderam ir à Alemanha, estão dispostos a falar sobre sua ex­pe­r iên­cia. Esse foi o espírito do Seminário Pós-​­Drupa – A Drupa vista pelos es­ pe­cia­lis­tas da ABTG, promovido pela as­so­cia­ção nos dias 27, 28 e 29 de junho em seu auditório,

na Escola Senai Theo­bal­do De Nigris, em São Paulo. As discussões foram ca­pi­ta­nea­d as por Bruno Mortara, superintendente do ONS27, diretor técnico da ABTG Certificadora e professor de pós-​­gra­dua­ção na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica, e Bruno Cia­lo­ne, também docente no Senai, que está assumindo a presidência do Conselho Consultivo da ABTG. Cerca de 250 pes­soas assistiram às palestras. O primeiro dia foi dedicado à embalagem, o segundo ao edi­to­r ial/pro­mo­cio­nal e o terceiro à discussão de ten­dên­cias. Como sempre acontece, a feira recebeu vá­r ias alcunhas e o seminário apontou pelo menos quatro: Drupa da embalagem, do pré-​­tratamento (do papel), do papelão ondulado e Drupa do gamut estendido. A extensa gama de soluções para atender essa necessidade, es­p e­c ial­men­t e em se


tratando de tec­no­lo­g ias digitais, foi ressaltada por Buno Mortara. Estavam lá novas impressoras, tintas, substratos e sistemas de acabamento prontos para atender a demanda por embalagens customizadas, incluindo a impressão de QR Code e circuitos impressos NFC. Para o nicho de embalagens flexíveis e micro-​­ondulado, vá­r ios fornecedores im­pri­m iam direto sobre papelão e garrafas PET. Mirando a rentabilidade, a busca por novos efeitos na impressão e no acabamento elevou o patamar dos substratos. Filmes plásticos híbridos, substratos metálicos e especiais chegam para ­criar novas oportunidades. O mesmo aconteceu no campo das tintas, toners e vernizes, com tintas de secagem rápida e aderência em diversos suportes para embalagens de alimento e toners fosforescentes, metálicos e brancos com alta opacidade. Bruno Mortara viu como tec­no­lo­gias já consolidadas as máquinas impressoras digitais

formato B2 (500 mm × 707 mm), apresentadas como protótipo em 2012. Como exemplo ele citou a Fujifilm J Press 720S, a HP Indigo 12000, a Konica Minolta KM‑1 e a Komori Impremia IS29. Adaptadas para imprimir em cartão, as novas máquinas jato de tinta — com exceção da HP Indigo 10000 e seu upgrade, a Indigo 12000, que usam eletrofotografia —, ajudarão a expandir o mercado, porém com a incógnita do custo dos consumíveis e dos suprimentos. Ainda em versão preliminar, estavam expostas impressoras jato de tinta formato B1 (707 mm × 1.000 mm) como a Primefire 106, da Heidelberg, e a S10 formato B1, da Landa. Tanto as digitais B1 quanto as B2 têm em comum o fato de serem produzidas a partir da integração de empresas com ex­pe­riên­cia em transporte de papel, como Heidelberg, Komori, Ryobi e KBA , e de fornecedores de cabeçotes reconhecidamente efi­cien­tes, como HP, Kodak, Fujifilm, Konica e Xerox (Impika). “A Primefire é uma XL 106 com

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cabeçotes digitais”, comentou Bruno. E aqui o destaque é o cabeçote Samba, da Fujifilm, usado por pelo menos seis fabricantes, incluindo a Landa, que conseguiu aumentar significativamente sua velocidade. Segundo dados levantados por Bruno Mortara, mais de 500 fabricantes apresentaram soluções para a conversão e embalagem. Sistemas tradicionais e digitais estão mirando as pequenas tiragens e, é claro, os digitais têm os dados variáveis como vantagem única. Em relação às embalagens já está difícil localizar a zona de transição a partir da qual o digital deixa de ser efi­cien­te economicamente e o analógico assume o espaço. No pro­mo­cio­nal/edi­to­r ial essa faixa é ainda mais difusa. Para Benny Landa, a curva de rentabilidade do digital começa a cair nas tiragens próximas às 1.000 có­pias, enquanto nas máquinas por ele desenvolvidas isso só acontece depois das 5.000 có­pias. Falando no Steve Jobs da indústria gráfica, para responder à questão que está na cabeça de todos — A nanografia chegou mesmo pra valer? —, Bruno Mortara foi logo apontando as empresas que a Landa divulgou como compradoras de suas soluções: Quad/Graphics e Imagine!, nos Estados Unidos, e Cimpress, Colordruck Baiersbronn e Elanders, na Europa, com ne­gó­c ios

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somando US$ 511 milhões. Para a produção de embalagens, a Landa apresentou a Nano-​ ­ etallography. Sua aplicação ini­cial é o enriM quecimento do impresso, como o hot-​­stamping. Coube a Bruno Cia­lo­ne abordar os sistemas híbridos e analógicos. Ele ressaltou o apelo ecológico nas soluções de pré-​­impressão, com chapas livres de químicos e processadoras mais robustas. “Gente, o CtP continua aí.” Se as platesetters estão vivas é porque as impressoras offset também, e Cia­lo­ne seguiu destacando algumas características encontradas nos novos modelos como a presença de densitômetros e espectrofotômetros para leitura em linha em todas as máquinas e a significativa redução dos tempos de acerto, alcançando a marca de três trocas em 10 minutos. Para o presidente do Conselho Consultivo da ABTG, um dos movimentos mais significativos foi a junção de vá­rios processos num mesmo equipamento, sobretudo com o desenvolvimento de soluções envolvendo duas ou mais empresas. Da parceria entre KBA e Xerox foi mostrada a impressora que mais impactou o es­pe­cia­lis­ ta: a KBA VariJet 106. Trata-​­se de uma impressora plana digital voltada ao segmento de cartões, com formato de 40 polegadas. Ela agrega a estrutura do offset aos cabeçotes digitais,

O “Seminário Pós-Drupa – A Drupa vista pelos especialistas da ABTG”, realizado no auditório da entidade, teve a participação de (E/D) Manoel Manteigas de Oliveira, diretor, e Jefferson Zompero, instrutor, da Escola Senai Theobaldo De Nigris; Miguel Troccoli, gerente geral da PTC Graphic Systems; Hamilton Terni Costa, diretor da AN Consulting;  Bruno Mortara, superintendente do ONS27; Reinaldo Espinosa, diretor de Relações Institucionais da Abigraf; e Bruno Cialone, presidente do Conselho Consultivo da ABTG

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possibilita a impressão em substratos plásticos, celulósicos e metalizados, podendo contar com unidade de impressão serigráfica, coldfoil e facas rotativas de corte. Outra das vedetes da feira foi a Bobst, que também deu um passo além de suas fronteiras com a M6, impressora UV digital flexo focada no segmento de embalagens ali­men­tí­cias em cartão e suportes flexíveis. A primeira noite foi encerrada com um debate entre os dois Brunos e dois convidados: Hermínio Alves de Araujo, gerente in­dus­trial da Emibra Embalagens, e Ricardo Minoru, consultor da ABTG e sócio da Bytes&Types. A conversa girou sobre os sistemas de acabamento para embalagens, com a constatação do aumento da velocidade das linhas de fechamento de cartuchos, com modelos tão rápidos quanto as impressoras,

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Bruno Mortara, diretor técnico da ABTG Certificadora

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Bruno Cialone, presidente do Conselho Consultivo da ABTG

e da apresentação de módulos de pós-​­impressão para serem acoplados às impressoras digitais. No dia 28, Mortara e Cia­lo­ne abordaram os mesmos temas, contudo com o viés dos segmentos edi­to­r ial e pro­mo­cio­nal. O último dia foi reservado ao debate. Mais uma vez os Brunos ini­cia­ram os trabalhos, pon­tuan­do inovações como a expansão das tintas base água (inclusive nos equipamentos Landa), a cura EB (electron beam) com unidades que podem ser acopladas às impressoras e a presença de pré-​ t­ ratamento nas máquinas digitais jato de tinta aplicado apenas nas ­­áreas a serem impressas. O gamut expandido estava tanto nos processos convencionais quanto nos digitais. Para finalizar o seminário, a ABTG convidou Jefferson Zompero, instrutor da Senai

Miguel Troccoli, da PTC Graphic Systems


Revolução? Para procurar entender a feira do ponto de vista de quem tem o poder de decidir ou de influir na compra de equipamentos, conversamos com dois gráficos: o empresário Leo­nar­do Guimarães Ferreira, da Lis Gráfica, e o gerente in­dus­trial Hermínio Alves de Araujo, da Emibra Embalagens. Ambos foram à Alemanha sem a intenção de colocar a mão no bolso, mas com muita disposição para identificar os caminhos do setor. “É minha quarta Drupa consecutiva e foi a principal dos últimos tempos, um divisor de águas. Voltei com a sensação de que tenho de fechar minha empresa e abrir uma nova”, disse Leo­nar­do, categórico. O motivo é a “revolução digital”. “A última revolução foi na pré-​­impressão e essa será ainda maior, não só com relação à tecnologia, mas também no que diz respeito à postura das gráficas frente ao clien­te. Tudo muda a partir do que vimos lá.” O gerente in­dus­trial da Emibra tinha um foco específico: produtividade. “Estamos implantando o sistema Lean de produção, buscando elevar a agilidade de nossos processos, e fomos em busca de máquinas com setup abaixo de 10 minutos, independente da tecnologia.” No tocante à impressão Hermínio ficou satisfeito. Já na pós-​­impressão . . . “A evolução da impressão contrastou com o que vimos no acabamento, principalmente no corte e vinco.”

Theo­bal­do De Nigris, Miguel Troccoli, gerente geral da PTC, Hamilton Costa, consultor, e Reinaldo Espinosa, diretor de Relações Institucionais da Abigraf. “Lembro que há quatro anos, nesse mesmo pós-​­Drupa, chegou-​­se a questionar se haveria outra Drupa. A edição deste ano

Ricardo Minoru Horie, da Bytes & Bytes

DRUPA 2016 foi diferente, vibrante, mostrando uma indústria vigorosa, descobrindo novas possibilidades e capaz de oferecer ao segmento gráfico a chance de produzir itens ainda mais relevantes. Saí otimista”, afirmou Hamilton Costa. Na visão de Reinaldo Espinosa, a feira alemã mostrou que a indústria gráfica não vai morrer, porém definitivamente não será a mesma. “Muito se fala da internet das coisas. Para mim estamos começando a viver a impressão das coisas”, numa clara referência à impressão direta em suportes não convencionais e à impressão 3D. Já Miguel Troccoli falou com humor do propalado fim do offset. “Nós brasileiros somos um tanto desequilibrados. Por conta da invasão do offset no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, só pensamos nele. Mas vou dizer para vocês, existe vida inteligente além do offset. Ele não está indo mal, só está mudando.” O evento foi patrocinado pela Canon, representada por Aloysio Martins, gerente co­mer­cial responsável pela linha de alto volume, e Fa­bia­no Peres, supervisor de canais de venda.

Aloysio Martins, da Canon

Área total: 305.400 m² em 19 pavilhões (262.000 m² de área útil) Expositores: 1.837 Visitantes: 260 mil (188 países) Jornalistas e analistas: 1.900 Visitantes brasileiros: 1.493 Países com o maior número de expositores: Alemanha (532), China (297), Itália (168), Estados Unidos (104), Holanda (76), Suíça (65). O Brasil esteve presente com sete expositores, incluindo um estande conjunto Abigraf/Afeigraf.

Fabiano Peres, da Canon

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Recorde da Bobst na Drupa No ano em que comemora seu 125º aniversário, a Bobst ganhou o melhor presente: bateu o seu recorde de vendas nas edições em que participou da Drupa. nova gama de equipamentos e serviços Bobst, juntamente com os produtos da marca apresenta­ dos em lançamento mun­d ial, resultaram em um volume de vendas que excedeu às melhores expectativas, superando o de­ sempenho da empresa em todas as suas participações an­te­r io­res na feira. “Os se­ tores que atendemos hoje buscam me­lho­ rias relevantes na produtividade por meio de inovações, serviços e re­la­cio­na­men­tos com as pes­soas. Além disso, a digitaliza­ ção da cadeia de fornecimento de emba­ lagens está consolidando o caminho para o futuro. A Drupa deste ano foi novamen­ te uma grande plataforma que nos permi­ tiu demonstrar que fornecemos soluções adequadas para as aplicações de nossos clien­tes, sejam em cartão, ma­te­r ial flexí­ vel, rótulos e papelão ondulado”, declarou o CEO Jean-​­Pascal Bobst.

UNIDADE WEB-​­FED

A impressora modular M6 impactou os vi­ sitantes com sua automação que possibili­ ta a mudança de trabalhos dentro de um minuto, com o mínimo desperdício e pou­ ca intervenção ope­ra­cio­nal. Ela pode pro­ cessar embalagens flexíveis e caixas de car­ tão quando utilizada com uma unidade de corte. As soluções flexográficas da Bobst fo­ ram muito bem recebidas na Drupa pelos fabricantes de cartão, rótulos e embalagens flexíveis. Houve grande interesse na nova impressora flexográfica de tambor central MW 85F, indicada para baixas tiragens, ofe­ recendo alta qualidade e baixo desperdício. Para maiores formatos e larguras, a nova impressora flexo de tambor central 40SIX foi projetada para larguras de impressão de 1.650 mm a 2.250 mm, com mudanças de trabalho rápidas, simples e automatizadas. Os visitantes da área de rotogravura fi­ caram im­pres­sio­na­dos com a alta qualida­ de e velocidade das impressoras RS 6002 e RS 6003. A RS 6002, de grande efi­c iên­c ia produtiva, é adequada para tiragens curtas e longas em materiais flexíveis. A RS 6003, evolução da plataforma 4003, é i­deal para

tiragens mé­d ias e longas, podendo traba­ lhar com cilindros integrais ou sem eixo. Outro destaque foi a laminadora CL 750D, uma opção para os convertedo­ res em tiragens muito curtas, permitindo aplicações de rotogravura, além de laminar com e sem solvente. SHEET-​­FED

Tanto a Mastercut 106 PER como a nova Masterfold 110 sur­preen­de­ram pelas solu­ ções técnicas avançadas. Com elevadas ve­ locidades de processamento, ajustes mais rápidos, menos desperdício e tecnologia que torna possível a produção “falha zero”, estes equipamentos garantem uma troca de trabalho rápida e precisa. A impressora hot stamping Masterfoil PR 106, com o novo mó­ dulo Foil Unwinder+ também teve uma es­ treia de sucesso. Junto com as soluções de alta produtividade, as de médio porte como a corte e vinco Expertcut e as dobradeiras-​ ­coladeiras Expertfold e Vi­sion­fold, tiveram uma demanda expressiva. SERVIÇOS

Muitos acordos foram fechados na área de serviços, incluindo instalações que so­lu­cio­ nam problemas remotamente como o Hel­ pline+ e programas de manutenção pre­ ventiva como o Maintenance+. O produto Platen Con­d i­t io­n ing, que reduz o tempo de preparação de máquina de um traba­ lho de corte e vinco em até 50% e a pressão da platina em até 30%, também foi alvo de vá­r ios contratos. Vendas significativas fo­ ram registradas para Oil Trans­for­ma­tion, produto que substitui os lubrificantes uti­ lizados nas máquinas Bobst por outros que atendem aos padrões exigidos pela indús­ tria de alimentos e o soft­ware Impact CAD, que permite ­criar todas as ferramentas da máquina de corte e vinco em segundos. BOBST www.bobst.com.br

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O que vi na Drupa Bruno Cialone

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C

om mais de 260.000 visitantes de 188 paí­ses e 1.837 expositores de 54 diferentes nações, a Drupa 2016 foi um evento com ótimos resultados tanto para os visitantes como para os expositores. Nada menos do que 1.900 jornalistas e es­pe­cia­lis­tas se espalharam nos 19 pavilhões durante os 11 dias da feira em busca de novas tec­no­lo­g ias e soluções. À redução do número total de visitantes em relação à edição passada (314.000) correspondeu um aumento qualitativo dos visitantes. De acordo com os organizadores, 75% do público tinha poder de decisão de compra, 54% com firme intenção, 29% de ime­d ia­to e 30% em um futuro próximo. Vista por outros ângulos, a redução em quase 20% do público poderia ter sido causada também por consolidações do próprio mercado e, porque não, pelo momento de crise global. Foi nítida a percepção da presença crescente dos visitantes internacionais,16% a mais que na Drupa 2012, pro­ve­nien­tes sobretudo da Índia e da China, 5% e 3% respectivamente. O Brasil,

con­tra­r ian­do as previsões e expectativas, esteve presente com seis expositores e 1.493 visitantes, dados fornecidos pela Messe Düsseldorf. Todas as edições da Drupa são lembradas por causa de uma ou mais tec­no­lo­g ias emergentes como, por exemplo, impressão digital em 1990, produtividade e CtP em 2000, inkjet em 2008. Definiria esta edição, ao contrário de muitos, como a Drupa da embalagem, do converting e da pós-​­impressão, Dru-​ P ­ ack, como alguém definiu. Fazia tempo que não se viam tantas soluções técnicas de acabamento, seja para o mercado con­ven­cio­nal ou para o digital, com o denominador comum de aumento da produtividade. De acordo com a organização, 650 expositores apresentaram mais de 2.300 produtos re­la­c io­na­dos a esses setores. Apareceram novos segmentos ligados ao nosso mercado, como a “impressão” 3 D, ocupando a maior parte do pavilhão 7, e as soluções de crossmedia, ou impressão multimídia, mas com pouca representividade. Que­ro ressaltar o bom público, 3.500 pes­soas, que assistiu às inúmeras apresentações no Drupa Cube. “A indústria da comunicação gráfica está constantemente se reinventando e o vento das inovações está di­re­cio­nan­do o setor para o trem do futuro”, afirmou Claus Bolza-​­Schunemann, chairman do Comitê Drupa. Touch the Future foi o tema dominante da feira ao lado das inúmeras re­fe­rên­c ias à Indústria 4.0, ou quarta revolução in­dus­trial. Muitos dos fabricantes falaram sobre a urgente necessidade de abrir os horizontes da indústria, o conceito de se tornar provedor de soluções e não somente impressor ou fabricante de poucos e concentrados produtos. Todos os grandes fabricantes anun­cia­ ram resultados extremamente positivos: a HP vendeu 25 máquinas Indigo 12000, lançamento da feira, para a empresa de fotografia Shutterfly, e 23 Indigos à Cimpress, do grupo VistaPrint, a serem instaladas até o fim deste ano; a Scodix anunciou a venda de 100 equipamentos para clien­tes de 21 paí­ses; a Highcon superou os 42 milhões de dólares; Benny Landa divulgou uma venda de 450 milhões de euros. Além desses poucos, mas expressivos, exemplos, a


Messe Düsseldorf afirmou que os expositores reportaram excelentes resultados entre vendas efetivas e intenções de compra. Colaborações e par­ce­r ias formam mais uma tendência nunca vista na feira: Landa e Komori, HP e KBA , EFI e Esko, Komori e Konica Minolta, Bobst e Kodak, KBA e Xerox, Heidelberg e Fujifilm, S­ creen e BHS, Pantone e Rutherford. Não lembro de ter visto fenômeno ao longo das minhas dez Drupas. Foi muito interessante constatar como o offset voltou a um nível de estabilidade que poucos esperavam. O volume das vendas pode não ter sido estrondoso, mas o que se viu foram equipamentos com níveis de automação tão altos que permitem reduzir drasticamente os tempos de acerto, melhorando o ponto de equilíbrio em relação à impressão digital, mesmo em pequenos formatos. Mesmo assim, o mercado offset está inevitavelmente em declínio.

Claramente o bastão passou do con­ven­ cio­n al para o digital. Benny Landa declarou no fim do evento: “ A Drupa 2016 será lembrada como o ponto de inflexão na transição da impressão mecânica para o digital, e aos líderes dos mercados de embalagem, co­mer­cial e edi­to­r ial não resta outra alternativa que não seja passar para o digital.” Marcante, mesmo que in­c i­pien­te, é a entrada do digital no campo do corrugado. A EFI Nozomi C18000, impressora direta sobre o corrugado, chamou muito a atenção dos visitantes com seus interessantes atributos técnicos, velocidade de até 75 m/min, substratos de até 3.000 × 1.800 mm e tecnologia LED. No caso de um formato 800 × 600, a velocidade é su­f i­ cien­te para imprimir a 9.000 folhas/hora. A HP

incluiu em seu port­fó­lio a Pagewide T1100, desenvolvida em parceria com a KBA , disponível a partir de 2018. A ­Screen anunciou parceria exclusiva com a BHS Corrugated Maschinen para desenvolver equipamentos de impressão digital direta de bobina a folhas.

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Pensando nas dimensões do mercado de U$ 130 bi e que processa 200 bi/m² ao ano, com previsão de atingir 260 bi/m² em 2020, há de se admitir com segurança que o digital será um importante e incomodo player para este setor. Como “nada acaba se não for definitivamente acabado”, foi nítida a mensagem dos fabricantes de equipamentos para pós-​­impressão de que há, ainda, muitas oportunidades para melhorar a produtividade e reduzir os custos de produção nesse setor. Alon Gershon, da HP, afirmou que os processos de pós-​­impressão são ainda incômodos gargalos na produção, dependentes das habilidades e conhecimentos dos operadores, o que causa aumento nos custos finais. Yoshihiro Oe, GM Export da Horizon, observou que “muitos clien­tes con­ti­nuam focando mais os investimentos na pré-​­impressão e impressão do que na pós-​­impressão, mas isso está mudando”.

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Bruno Cialone é presidente do Conselho Consultivo da ABTG REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2016

É imperativo que a pós-​­impressão mude se quiser acompanhar os aumentos de efi­ciên­cia de trabalho que se tem verificado nos outros processos. Mudança já percebida em vá­rios fornecedores de equipamentos de pós-​­impressão, como Horizon, Hunkeler e MBO, provedoras de soluções modulares que podem ser configuradas on the fly para atender às exi­gên­cias dos trabalhos. Elencar todos os equipamentos destinados à área da embalagem demandaria muito tempo e páginas. A melhor ideia do que a embalagem deveria ser na moderna indústria da comunicação gráfica foi dada por Ralf Sammeck, CEO do departamento sheet­-fed da KBA, durante conferência para a imprensa. “Escolher a correta plataforma para embalagem não deve ser entendido como a distinção entre offset, digital, flexo ou roto, nem como a necessidade urgente de definir qual processo é mais barato, mas sim como combinar todos eles em um modelo que reconheça as implicações da internet das coisas e a Indústria 4.0 e permita refletir sobre um mercado que aumenta, como um todo, 4% ao ano e, se visto em detalhes, +4,4% em flexíveis, +4,3% em corrugados, +3,8% em plástico rígido, + 3,3% em vidro e +2,5% em metal”. O enobrecimento digital dos impressos continuou atraindo a atenção dos visitantes, sobretudo no que se refere à velocidade e fun­ cio­na­li­da­de de produção. Entre todos, se destacaram a Scodix, Highcon Euclid, Kurz DM-​ L ­ inerUV, MGI Jet Varnish 3D Evo­lu­tion, Landa Nano Metallography, desenvolvido com Omet, HP SmartS­tream e Xeikon Fu­sion.


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Drupa: em sete pontos, uma indústria relevante, leve, interdependente, digital e desafiadora

“E

ste é o começo da nova indústria grá­ fica . . . e há muito mais oportunidades no futuro do que se teve no passado”. Essas foram as palavras de Guy Ge­ cht, presidente da EFI, em um curto vídeo de 20 segundos que gravei com ele durante a Drupa. Começo este artigo com essa citação pois creio que ela simboliza muito do que se viu nes­ ta edição da feira e, em es­pe­cial, dita pelo presi­ dente de uma das empresas de tecnologia mais ativas que temos no mercado gráfico mun­d ial. Seu crescimento vem sendo constante e aci­ ma de dois dígitos anual­men­te. Fruto, de um lado, de uma agressiva política de incorporação

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de empresas de diversos segmentos de atua­ ção como as impressoras inkjet Creta, da Espa­ nha, para impressão de cerâmicas e ladrilhos, ou mesmo a Metrics, no Brasil, há alguns pou­ cos anos, entre muitas e muitas outras. É difí­ cil passar um trimestre sem o anúncio de uma nova aquisição. Por outro lado, por estabelecer alian­ças estratégicas e interdependência com mais de 60 empresas do mercado, incluindo to­ dos os principais fornecedores de tecnologia de impressão digital e de soft­wares. Hoje, pode-​­se dizer, a EFI domina a área de servidores de im­ pressão digital e é forte fornecedor de platafor­ mas de operação gráfica, os work­f lows. Por essa


razão, nessa mesma entrevista, Guy dizia que os gráficos tinham duas opções: fica­ rem atrelados ao passado, reduzir custos e tentar sobreviver ou dar um salto à fren­ te através de uma plataforma tecnológica como as fornecidas pela EFI, claro, ou por outros do mercado. (a entrevista pode ser vista no site www.anconsulting.com.br/blog) Sintetizo e pontuo minha observação da feira ba­sea­do nessa visão do Gecht e na analogia que podemos fazer com o cres­ cimento da EFI. Primeiro, o que se viu foi uma indústria vibrante, moderna, com al­ tos investimentos em desenvolvimento tec­ nológico por empresas de classe mun­d ial e uma mi­r ía­de de centenas de empresas periféricas, todas visando a um mercado que, ao contrário de estagnado e decaden­ te, está em uma mudança ascendente. As­ cendente para quem está, claramente, atre­ lado ao futuro e não ao passado. Para quem percebe que o futuro da indústria está na inclusão da relevância do impresso na di­ fusão de mí­d ias e que os produtos da em­ presa denominada gráfica (ou outro nome mais apro­pria­do de acordo com seu mer­ cado), in­c luem produtos físicos e não fí­ sicos ou mesmo tridimensionais, como os feitos em impressoras 3D. Interessante isso. Há um certo renas­ cimento da importância da impressão em vá­r ios níveis. Não como antes, visando a profusão e volumes abundantes, mas a constatação de que o impresso não é, na rea­li­d a­d e, um agressor da natureza ou um transgressor da nova ordem digital do mundo. Que ele tem significado e impor­ tância específica, identificável, vi­sual, tátil, olfativa e fun­cio­nal. Sim, fun­cio­nal através das embalagens e das inúmeras aplicações que as novas tec­no­lo­g ias vêm permitindo, onde imprimir não se resume mais ao papel ou plásticos, mas se expande em múltiplas direções. Do piso, às paredes, aos móveis, aos azulejos, às roupas, às janelas, às deco­ rações, aos carros, aos aparatos eletrônicos, aos bios­sen­so­res, ao mundo. Sim, hoje po­ demos imprimir o mundo. Incrível, não? Dai a constatação de que há mais opor­ tunidades hoje nesse mercado estrategica­ mente am­plia­do do que tínhamos antes, da época da reprodução em massa de originais. Hoje cada impressão pode ser um original. E há muitos deles para serem feitos. Cada

vez mais, in­d i­v i­dual­men­te ou voltados à customização de massa. Vejam o ressurgi­ mento dos catálogos, a revitalização dos li­ vros e as inúmeras cria­ções de mar­ke­ting usando o ma­te­r ial impresso como impulsor do processo de comunicação aos clien­tes. Ratificando essa constatação, encontrei na feira as publicações da PrintPower (www. printpower.eu). Quem não conhece, deve­ ria conhecer. Revistas vi­sual e edi­to­r ial­ men­te cativantes. Parecem as revistas de informação geral, com textos leves e muito bem dirigidos. Todos, neste caso, dirigidos à importância da impressão. Ela se identi­ fica como “a única revista europeia focan­ do diretamente na efetividade da impres­ são e seu papel vital em chegar mais perto do consumidor”. Dis­tri­buí­da em 12 paí­ses europeus para mais de 60.000 leitores. Pou­ co? Pode ser, mas de um impacto ime­d ia­to. Experimente ver uma. Garanto que como gráfico você vai amar, mas o legal é a men­ sagem para leitor não gráfico. E nisso eles são muito bons. No alvo.

Desviei um pouco, mas vejo tudo isso re­ la­cio­na­do à minha constatação ini­cial. Por­ tanto, ponto um: essa indústria está mais vibrante e, repito, estrategicamente ascen­ dente se a olharmos pela fantástica sínte­ se dada pela própria organização da feira: “fígital”, na junção do físico com o digital. Esta edição da Drupa também foi, para mim, a mais leve das últimas edições. Ex­ plico. Os equipamentos, de forma geral, são feitos para aplicações específicas, em es­ pe­c ial as impressoras digitais. No entan­ to, mais do que nunca, e com a velocidade de mudança dos mercados, os fabricantes de equipamentos desenvolvem soluções a partir das necessidades dos clien­tes para utilização quase ime­d ia­t a. Em  es­p e­c ial com as novas tec­no­lo­g ias inkjet e as apli­ cações das cabeças de impressão em dife­ rentes configurações de equipamentos. Por isso saí da feira com a nítida sensação de que os equipamentos serão, cada vez mais, customizados para os clien­tes, a partir de suas necessidades específicas e aplicações maio /junho 2016  REVISTA ABIGR AF

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que nem sempre vão durar mais do que al­ guns poucos anos. Um equipamento para cada um! E, portanto, uma indústria mais flexível e mais leve. Uma indústria da cus­ tomização, a partir dos equipamentos. Meu ponto dois. Reforçando essa visão, e voltando à ci­ tação ini­cial que fiz da EFI como analogia do que se pôde ver na feira, as alian­ças es­ tratégicas entre fabricantes foram às altu­ ras. E há uma clara lógica por trás disso. Para um desenvolvimento mais rápido de soluções, menor custo, rapidez e efetivida­ de, nada melhor do que juntar com­pe­tên­ cias. Tomem-​­se os tradicionais fabrican­ tes de equipamentos offset com décadas de ex­pe­r iên­cia no desenho e manufatura de grandes estruturas de máquinas e mais do que provados sistemas de alimentação, passagem e transporte mecânico de papel e junte-​­se aos novos sistemas de impressão digitais que as empresas de tecnologia bem sabem fazer, e pronto! Uma incrível ofer­ ta e anún­cios de novos equipamentos digi­ tais, a maioria focados para a produção de embalagem, com es­pe­cial ênfase para im­ pressão direta de embalagens corrugadas, ondulados nos mais diversos tipos de on­ das. Muitos chegaram a dizer que essa era a Drupa dos corrugados. Portanto, a cons­ trução de soluções finais através de alian­ ças entre fabricantes diversos visando no­ vos equipamentos digitais e híbridos, a cria­ção de in­ter­de­pen­dên­cias, tão ao mol­ de do mundo ­atual, é meu terceiro ponto. Se falei em leveza, mais leve ainda é pensar nas plataformas digitais, ainda mais

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agora que estão se alçando às nuvens. Se a questão do work­f low já era relevante há pelo menos três ou quatro Drupas, mais do que nunca é agora com os conceitos da chama­ da indústria 4.0 ou Print 4.0 como coloca­ da na feira. Foi o tema de meu artigo an­te­ rior publicado nesta Revista Abigraf. Não estamos ainda lá, mas estamos a caminho das plantas inteligentes, conectadas e de produções flexíveis, características dessa nova concepção in­dus­trial. A configuração da sua plataforma in­d i­v i­dual de produção, que começa na conexão e interação com o clien­te, na facilitação da determinação e ordenação do trabalho e sua incorporação no fluxo de produção da gráfica, a conjun­ ção dos processos produtivos e a incorpo­ ração de serviços que absorvem processos do clien­te e ­criam valor nessa relação. Sei que tudo isso pode soar estranho para al­ guns, mas já é o que acontece quando come­ çamos a montar o quebra-​­cabeças da nossa plataforma digital de oferta ao clien­te in­ terligada ao sistema ope­ra­cio­nal. Um que­ bra-​­c abeças composto por soft­wares que interagem e integram o web-​­to-print, preci­ ficação, produção e logística. Com a rea­li­da­ de de já se poder fazer isso tudo nas nuvens. Meu quarto ponto, observado e anotado. Não há, claro, como falar dessa Drupa sem falar de impressão digital e, em es­pe­ cial, do inkjet. Há três Drupas que se fala do inkjet, mas nessa, finalmente, se pode dizer que foi dominante. Uma prévia disso já se via na GraphExpo do ano passado em Chi­ cago. Uma explosão de ofertas com ênfase nos grandes equipamentos rotativos e nas

novas ou seminovas máquinas de bobina a folha. Já antecipávamos isso no conjunto de artigos que publicamos do nosso amigo Da­ vid Z ­ wang em nosso blog. Não deixaram de im­pres­sio­nar os grandes e sofisticados es­ tandes dos principais fornecedores de tec­ nologia digital como Canon, Ricoh, Xerox, Agfa, Konica Minolta, e o charmoso estan­ de da Kodak, entre outros, com es­pe­c ial destaque para a HP e seu im­pres­sio­nan­te Hall 17. Abarrotado. De equipamentos e de gente, o tempo todo. Com produções de ponta a ponta, da cria­ção ao produto final. com muitas amostras de ma­te­r ial impres­ so. Uma feira, ­a liás, repleta de amostras à vontade, com exceção das mais procura­ das que eram as da Landa, difíceis de obter. Falando em Landa, não é possível fa­ lar da feira sem tocar naquele que foi o es­ tande mais procurado, o que mais desper­ tou curio­si­da­de e que, finalmente, mostrou suas máquinas em demonstrações ao vivo e em cores. Velocidades espetaculares equi­ valentes ao offset, nas planas e rotativa, im­ pressões em cores vibrantes, um show de apresentação e mar­ke­ting do gênio Benny Landa em um auditório repleto de rea­li­da­ de aumentada e efeitos especiais. Um novo equipamento de metalização que prome­ te engolir o hot stamping. O anúncio da en­ trega das primeiras máquinas beta para grandes empresas no mundo e novas con­ firmações de pedidos. Tudo de acordo com o que se esperava depois do seu explosi­ vo e sur­preen­den­te aparecimento na Dru­ pa an­te­r ior. Mas agora é que a coisa vai pe­ gar. Só na rea­li­da­de da produção é que as

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máquinas vão ser testadas e, certamente, muito de­sa­fios ainda vão surgir. Vai se con­ firmar ou não uma real disruptura entre o offset e o digital? Seguramente sim, com o tempo. Não há como, digital, inkjet e Lan­ da, este é meu quinto ponto de destaque. Vendo tudo isso e com uma participa­ ção bem menos relevante dos sistemas off­ set na feira, po­de­r ía­mos concluir que os processos tradicionais estão em real deca­ dência prevalecendo de vez o digital, mas a história não é bem essa. Primeiro, porque a produção de ma­te­r ial gráfico em offset, fle­ xografia, rotogravura e outros é ainda am­ plamente dominante. O digital é crescente e con­ti­nua­rá a ganhar espaço, mas ao lon­ go destes últimos anos o investimento em offset parou de cair em nível mun­dial e vem se estabilizando ao redor de 28%, conforme os dados das pesquisas da Drupa. Fora isso não há como não se ex­ta­siar, essa é a pa­ lavra, com a qualidade de reprodução atin­ gida hoje pela flexografia, de longe o pro­ cesso que mais ganha espaço na produção de rótulos e embalagens, ainda que o digi­ tal venha mordendo pedacinhos desse seg­ mento. Segmento de embalagens, ­aliás, que logo chegará a representar 50% da produção gráfica mun­d ial, segundo os dados do es­ tudo WWMP da NPES/Primir. Não é à toa que tantos lançamentos focaram esse mer­ cado na feira, tanto de impressão digital, equipamentos híbridos e os tradicionais, incluindo nisso os de acabamentos, novos reis na busca de produtividade e embeleza­ mento do ma­te­r ial impresso. O fator sen­ so­r ial real­ça o ma­te­r ial impresso e capta a atenção do consumidor e dos muitos jovens que redescobrem valor em algo além do di­ gital. Por isso mesmo não houve quem não se im­pres­sio­nas­se com as fabulosas apre­ sentações dos novos equipamentos e apli­ cações da Scodix, os envernizamentos da MGI, o corte e vinco a laser da Highcon e outros. O mundo da conversão que inclui a produção de rótulos e embalagens flexí­ veis, corrugadas ou semirrígidas, a evolu­ ção dos acabamentos em linha na busca de produtividade e todos os recursos que real­çam o lado sen­so­r ial da impressão, são, ob­v ia­men­te, meu sexto ponto de real­ce. Muito também se mostrou e se falou das agora badaladas impressão fun­cio­nal e impressão in­dus­t rial, embora muitos REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2016

não entendam ainda essas classificações. A impressão fun­c io­nal é toda aquela não ba­sea­d a em papel e que pode utilizar os mais diferentes substratos: madeira, te­ cidos, vidro, plástico, cerâmica, eletrôni­ cos e outros. A impressão in­dus­trial tam­ bém usa esses diferentes substratos, mas é parte de um processo produtivo in­dus­ trial como movelaria, vi­dra­r ias, cerâmicas etc. Com as novas tec­no­lo­g ias digitais de impressão em equipamentos chamados de grande formato em plotters, flatbeds, etc., vem re­vo­lu­cio­nan­do mesmo a arte de im­ primir e pintar o mundo. É o que chamo

de mundo da impressão da coisas. O inte­ ressante é ver a importância que essas apli­ cações ganharam ao longo do tempo, her­ deiras que são do ainda existente e firme mercado de silk ­screen. Mercados fragmen­ tados, mas nichos que ganham importân­ cia e relevância a ponto de serem cada vez mais incorporados nas linhas de produção de gráficas co­mer­cias. Nessa linha também entram as im­ pressoras 3D e toda a discussão que trazem embutidas. É ou não impressão? É ou não produto gráfico?. Apontada como uma das artífices da nova produção in­dus­trial, seu uso é crescente desde protótipos a fantásti­ cas aplicações bio­mé­di­cas, na construção de próteses e articulações e muito mais. O que fa­ziam esses equipamentos na Drupa? Nesse ponto creio que os organizadores acertaram em cheio. A intenção foi c­ riar a

disruptura, um contraponto, um estímu­ lo para se pensar fora da caixa. Daí tam­ bém o convite para que o pes­soal do Medi­ ce Group vies­se na abertura da feira falar de inovação ressaltando o que chamam de intersecções, choques de diferente cultu­ ras que geram novas ideias e, claro, inova­ ções. Mais que nunca pensar fora da caixa é fundamental em um mundo dinâmico, interdependente e complexo onde a comu­ nicação é cada vez mais in­d i­v i­dua­li­za­da e menos apolínea. O que se vai fazer com o 3D? Ora alguns vão simplesmente fazer bo­ nequinhos com a cara das pes­soas e vender em quiosque nos shoppings. Outros vão in­ corporar em convites, em materiais promo­ cionais, em comunicações que c­ riem dife­ renciais para seus clien­tes e causem novas ex­pe­r iên­cias. Outros, como mostrado pela Massivit, de Is­r ael, que trouxe uma im­ pressora 3D de 1,80 m de altura para c­ riar não só outdoors chamativos com peças tri­ dimensionais, como também um case de envelopamento de um ônibus com im­ pressos sobre moldes feitos em 3D com as caras dos Angry Birds produzindo um efei­ to vi­sual incrível. Por todo esse novo mun­ do fun­c io­n al, tri­d i­men­sio­n al e também sen­so­r ial, meu sétimo ponto. Por fim, regresso ao começo. Revejo a entrevista do Guy e confirmo. Sem dúvida esse é o li­miar de uma nova indústria grá­ fica, ou de uma nova indústria, com mais oportunidades pela diversidade de produ­ tos, mercados e inovações. Dentro disso, o empresário gráfico pode dar um salto à frente, se arrojar e tomar a atitude de mu­ dar e buscar novos caminhos que come­ çam no efetivo entendimento das novas necessidades dos seus clien­tes que que­ rem reduzir seus custos de processos, que­ rem se comunicar melhor e levar aos seus clien­tes ex ­pe­r iên­c ias sensoriais, relevan­ tes, personalizadas e customizadas. Que­ rem mais do que fornecedores: querem ver­ dadeiros parceiros de jornada e de ne­gó­cios. A tecnologia para isso já existe. A Drupa mostrou isso claramente. Que tal aceitar esse desafio já? Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting. com.br, é diretor geral da AN Consulting, www.anconsulting.com.br e diretor para América Latina da NPES.


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A boa experiência brasileira na Drupa 2016 Com estande próprio, seis fornecedores do setor gráfico, além da Abigraf Nacional e Afeigraf, estiveram presentes na maior exposição mundial do setor gráfico. Texto: Laura de Araújo

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Drupa deste ano, rea­li­za­da em Düs­ seldorf, Alemanha, entre os dias 31 de maio e 10 de junho, contou com a participação de seis empresas bra­ sileiras entre os expositores com estande in­d i­ vi­dual, onde puderam apresentar o port­fó­lio de produtos, as novidades e prospectar clien­ tes para o médio e longo prazos. Reprisando a parceria da edição an­te­r ior, a Abigraf Na­cio­ nal e a As­so­cia­ção dos Agentes de Fornecedo­ res de Equipamentos e Insumos para a Indústria

Gráfica (Afeigraf) estiveram presentes com es­ tande compartilhado. O local foi um ponto de encontro para os brasileiros. Havia uma equipe de plantão para dar suporte aos visitantes e fa­ cilitar a localização de estandes ou mesmo aju­ dar na tradução para aqueles que tinham difi­ culdades com o idio­ma. O grande destaque foi a rea­li­za­ção, em 2 de junho, do Bra­zi­lian Day – Investments Op­por ­t u­n i­t ies, um programa de palestras destinadas aos investidores do se­ tor gráfico interessados no mercado brasileiro.


PARTICIPAÇÃO POSITIVA

A Adecol, fabricante de adesivos indus­ triais levou à feira alguns destaques do seu port­fó­lio, como Hot Melt, PUR e Cola Ani­ mal, formulados especificamente para o setor gráfico — e voltados para a produção

de livros, embalagens, envelopes e rotula­ gem. Segundo o gerente de Mar­ke­ting da companhia, Ra­fael Ribeiro, a ex ­pe­r iên­cia foi bastante enriquecedora. “Não só para a empresa como um todo, mas sim para to­ dos os integrantes da equipe presente. Foi a primeira vez que participamos de uma feira in­ter­na­cio­nal com estande próprio, e isso nos abriu e ainda está abrindo muitas portas”, disse. Além do contato com clien­ tes, a Adecol fez networking com potenciais distribuidores. “Isso é es­sen­cial para uma empresa que está em busca de expansão no mercado in­ter­na­cio­nal”, completou Ribeiro. O Grupo Furnax, do segmento de má­ quinas e equipamentos, não levou produtos para exposição. “A maioria de nossos forne­ cedores estava na feira, e nos seus estandes

estavam expostos diversos equipamentos de nosso port­fó­lio, desde impressoras off­ set e digitais até máquinas de acabamen­ to”, explicou Pammela Rente, gerente de mar­ke­t ing. O objetivo na feira foi outro.

“Nosso estande foi um ponto de encontro dos brasileiros, onde contávamos com área para reu­n ião, mapas para os estandes de nossos fornecedores e amostras dos mate­ riais produzidos durante o evento”, decla­ rou. Esta foi a segunda vez que a empresa teve um espaço próprio. “A Drupa é sempre muito positiva. Embora tenhamos notado um menor número de brasileiros em com­ paração com a edição de 2012, a feira foi uma grande oportunidade de novos ne­gó­ cios”, disse Pammela. A IBF levou para a feira sua linha de chapas de alumínio para impressão off­ set, com foco nas chapas ecológicas da sua Linha Verde. “Poucos produtores mun­ diais pos­suem essa tecnologia, e a IBF é

um deles. Por isso eles despertaram gran­ de interesse”, afirmou Milton Fetter, dire­ tor co­mer­cial. A empresa deslocou 25 fun­ cio­ná­r ios do Brasil para trabalhar na feira. O executivo destacou a qualidade e diver­ sidade do público neste ano, o que rendeu à empresa um bom nível de prospecções de novos clien­tes. “Cerca de 25% dos nos­ sos contatos foram de empresas que não nos co­nhe­ciam e demonstraram interesse em nossa linha de produtos. Sobretudo em relação às chapas ecológicas”, disse Fetter. Ele destacou também a visita de diversas caravanas das Regionais da Abigraf. A Miruna apostou em produtos conso­ lidados do seu port­fó­l io, como a grampea­ deira modelo #3, para exposição na feira. “Ela é exportada para quase uma centena de paí­ses, assim como o arame galvaniza­ do para gram­pea­ção e cartonagem”, justi­ ficou Luiz Ferreira, gerente de exportação. O intercâmbio in­ter­na­cio­nal surpreendeu. Em­pre­sá­r ios da Ásia, es­pe­cial­men­te da Ín­ dia, com quem a empresa tinha pouco con­ tato, estiveram em peso no estande. O exe­ cutivo afirmou que o networking já começou

a apresentar resultados. “Alguns contatos resultaram de pedidos de máquinas e ara­ me de ime­d ia­to, e muitos estão agora em fase de maturação”. Também veterana na feira, a empresa tem a Drupa como um evento estratégico para o setor de expor­ tação. “Para a Miruna esta feira representa uma participação quase que compulsória, pois é a oportunidade de receber as visi­ tas de nossos representantes e clien­tes de todo o mundo”, diz Ferreira. Estiveram presentes também no evento — ambas com estande próprio —, as brasi­ leiras Ecalc, que atua no desenvolvimento

de soluções de soft­wares e sistemas para em­ presas gráficas; e a Laurenti Equipamentos para Processamento de Dados, que desen­ volve equipamentos e soluções para acaba­ mento (finishing) e processamento de docu­ mentos nas ­­áreas de pré e pós-​­impressão eletrônica de dados variáveis. maio /junho 2016  REVISTA ABIGR AF

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CHAPAS

Agfa mostra suas armas em chapas offset Novidades incluem produtos chemistry-​­free e uma linha sem queima para jornais. Em comum, a preocupação de desenvolver produtos ambientalmente amigáveis.

D

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ois meses antes da Drupa, a Agfa lançou ofi­cial­men­te para o mercado brasileiro as duas novas versões da família de chapas térmicas offset livre de químicos Azura: a Azura TE e a Azura TU. Elas fazem parte do investimento promovido pela empresa no País, cuja unidade em Suzano, in­te­r ior de São Paulo, será a primeira a produzir a chapa DOP (direct-​­on-press) fora da Europa. A principal característica da tecnologia DOP, presente na chapa Azura TE, é REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2016

o fato de eliminar completamente a etapa de processamento, estando a chapa pronta para o uso logo após a exposição no CtP. A Azura TE sai do sistema de gravação de chapas com o maior contraste de imagem latente do segmento DOP, podendo ficar em torno de 48 horas exposta à luz antes de seguir para a impressora. Seu uso representa, de acordo com o fabricante, economia de tempo, de insumos e de descarte de re­sí­duos. Pelo fato de a imagem ser ativada na própria impressora, o monitoramento do processo é es­sen­cial, pois va­r ia­ções podem afetar a formação da imagem na chapa. Com resolução de 2.400 dpi, a Azura TE pode rodar tiragens de até 75.000 có­pias ou mais dependendo das condições do parque gráfico. Já a Azura TU atinge tiragens de até 150.000 có­pias e conta com uma unidade de lavagem que também sofreu uma evolução em termos de velocidade e principalmente no rendimento da solução de goma. A Agfa também levou novidades na área de chapas térmicas para a Drupa. A empresa apresentou a Energy

Elite Eco, considerada como a maior novidade em chapas offset de todo o mercado e com enorme sucesso na feira, uma chapa para longas tiragens sem queima, com o novo processador de chapas Arkana. Com revestimento de dupla camada, a Energy Elite Eco é uma chapa robusta que elimina a necessidade de pré ou pós-​­queima. O produto pode rodar até 600 mil impressões (ou até 150 mil có­pias com tinta UV), com resolução de 2.400 dpi. Para o seu processamento, a empresa desenvolveu o Arkana, que dispõe de um tanque revelador compacto, reduzindo significativamente as taxas de rea­bas­te­ci­men­to e o uso de químicos. Além disso, o sistema de goma em cascata pa­ten­ tea­do pela Agfa não requer água para a lavagem da chapa, uma vez que o sistema tem a dupla função de limpar e proteger a chapa. A Energy Elite Eco é compatível com todos as processadoras-​­padrão, mas atinge sua melhor performance, sobretudo com relação às questões ambientais, em combinação com o processador Arkana. A empresa aproveitou ainda a feira para anun­ciar o novo work­f low para jornal Arkitex Pro­duc­tion. O sistema mantém todos os departamentos da gráfica informados sobre os trabalhos e o status de cada um deles graças a uma interface de usuá­r io única e integrada, oferecendo respostas rápidas e maior produtividade. Ba­sea­do em HTML5, o Arkitex Pro­duc­tion pode ser totalmente controlado a partir de qualquer computador adotado com um navegador. AGFA GRAPHICS www.agfagraphics.com.br


FEIRA

Escolar começa no primeiro domingo de agosto A feira movimentará o varejo de papelaria apresentando as principais novidades e tendências do setor, além de debater a educação no País.

“A

expectativa para a feira é bem po­ sitiva. Pelo que estamos sentindo do mercado, será melhor do que no ano passado.” É com esse espírito, ma­ nifestado pela gerente de comunicação Sâ­ mia Hannouche, que a Francal Feiras abri­ rá as portas da Escolar Office Brasil 2016 – 30ª Feira In­ter­na­cio­nal de Produtos para Pa­pe­la­r ias, Es­cri­tó­r ios e Escolas, no dia 7 de agosto. O evento, no Anhembi, em São Paulo, segue até o dia 10. Esse clima favorá­ vel a organizadora vem sentindo nas vá­r ias ações que tem em­preen­d i­do para promo­ ver a Escolar. Entre elas estão as carava­ nas formadas por lojistas de cidades num raio de 300 km da capital. A ini­cia­ti­va deve atingir entre 10 e 15 mu­ni­cí­pios, somando 500 pes­soas. “Dentro do quadro a­ tual do País, acreditamos que a Escolar trará bons resultados”, comenta Sâmia. Em sua 30ª edição, a mostra reforçará a discussão sobre o ensino no Brasil. Nos dias

9 e 10 acontece o 3º Seminário de Educação Escolar Office Brasil, voltado a professo­ res e profissionais da área e promovido em parceria com a Abigraf Re­g io­nal São Pau­ lo. Sob o tema O Tempo da Escola: Mudança, o encontro terá palestras abordando design thinking na educação, a tecnologia integra­ da à prática docente, neurociência e educa­ ção, assim como painel e mesa de debate. Também apoiadora da Escolar, a As­ so­c ia­ç ão dos Distribuidores de Papelaria (Adispa) entende, nas palavras de seu pre­ sidente, Sérgio de Medeiros Cirne, que a feira é fundamental para o setor. “A Esco­ lar atende distribuidores, varejistas, mídia es­pe­cia­li­za­da. É um fórum apro­pria­do para reu­nião de toda a cadeia de papelaria em nível na­cio­nal.” Principal bandeira da enti­ dade na atua­li­da­de, o Cartão Ma­te­r ial Es­ colar — modalidade que substitui as com­ pras governamentais de ma­te­r ial por um crédito concedido aos alunos — será um dos tópicos destacados em mais uma par­ ticipação da Adispa na Escolar. “É uma óti­ ma oportunidade, pois todas as entidades que trabalham em prol do CME estarão no evento e poderão se encontrar para deba­ ter. Muitos varejistas ainda não conhecem

as vantagens desse sistema para seu negó­ cio e precisamos divulgá-​­lo cada vez mais.” Para tanto, o CME terá um estande exclusi­ vo com a promoção de minipalestras sobre essa nova ferramenta. Disponibilizado aos alunos da rede pública, o cartão, com a fun­ ção débito, já foi implementado no Mara­ nhão, Distrito Federal e em cidades de São Paulo e Minas Gerais. Seu uso dá liberdade de escolha aos estudantes, fomenta a eco­ nomia dos mu­ni­cí­pios e elimina os atrasos nas entregas dos materiais escolares. Co­ locando a decisão de compra nas mãos dos alunos e de seus responsáveis, o CME leva para as pa­pe­la­r ias a operação de venda de ma­te­r ial escolar, estimulando o setor. ESCOLAR OFFICE BRASIL 2016 – 30ª- FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS PARA PAPELARIAS, ESCRITÓRIOS E ESCOLAS Data: 7 a 10 de agosto (domingo a quarta-​­feira) Horário: das 12h às 20h (dia 7, das 10h às 20h) Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Promoção e organização: Francal Feiras Patrocínio: Abigraf São Paulo Apoio: Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE); Associação dos Distribuidores de Papelaria (Adispa); Brasil Escolar – Rede Nacional de Papelarias; e Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região (Simpa). Informações pelo telefone: (11) 2226-​­3100 Site: www.escolarofficebrasil.com.br | Twitter: @OfficeEscolar | Facebook: officepaperbrasil Google+: Office Brasil Escolar Entrada gratuita e restrita aos profissionais do setor

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EDUCAÇÃO

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Walter Vicioni Gonçalves

As relações possíveis entre o livro e a Educação

U

m país se faz com homens e livros, escreveu Monteiro Lobato. E com boa educação. Foi exatamen‑ te sobre o tema “As relações pos‑ síveis entre o livro e a Educação” que fui con‑ vidado a falar no encerramento da 16ª Feira Na­cio­nal do Livro de Ribeirão Preto, que aconte‑ ceu de 11 a 19 de junho último. Acredito que tal convite tenha decorrido do trabalho que rea­li­zo, desde 1970, no Senai‑SP e no Sesi‑SP. Ao todo, são 337 escolas e duas editoras na minha vida. Mais do que a oportunidade de venda de livros, tal feira permite o congraçamento de

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escritores brasileiros e estrangeiros, que lan‑ çam seus livros e participam de sessões de autó‑ grafos e de bate-​­papos com seus leitores. A cada edição, prestam-​­se homenagens a um escritor e a um país. Neste ano, todas as homenagens foram para Lygia Fagundes Telles, membro da Academia Brasileira de Letras e para a Colôm‑ bia, reconhecida como o país da bi­blio­te­ca. E de Ga­briel Garcia Marquez, como não lembrar? Educação é um processo que leva à forma‑ ção e ao desenvolvimento in­te­lec­tual, físico e moral de um ser humano, em todo o seu po­ten­ cial. Abrange conhecimento, valores, crenças,


um caderno, um lápis e um livro, suas primeiras ferramentas, nascem juntos, inseparáveis para sempre, leitor e escritor. Ao longo dos anos esco‑ lares, o aluno é leitor e escritor ao mesmo tem‑ po; ler e escrever são processos de apreen­são da rea­li­da­de. Feliz a escola que enxerga e estimula o desenvolvimento dessas habilidades. É a esco‑ la que dá início à sua formação, ao despertar o interesse do aluno pela literatura, por ler e es‑ crever, tão entrelaçados, que apre­ciar um, traz o desejo de conhecer o outro. ­A liás, um grande desafio é constatar que muitos professores não tiveram, ou não têm intimidade com os livros. Se a escola deve formar leitores, ela deve tam‑ bém encontrar maneiras de estimular os pro‑ fessores a apre­cia­rem a leitura. No Sesi-​­SP, por Walter Vicioni Gonçalves proferiu a palestra que empresta o título a este artigo, no encerramento exemplo, existem projetos voltados à formação da 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto de leitores, tais como o Literatura Viva, a Caixa costumes, tradições, linguagens e, sobretu‑ de Cultura, o Inteligência.com e, ainda, o Nú‑ do, a aquisição de uma identidade exis­ten­cial cleo de Dramaturgia Sesi British Council, para a formação de dramaturgos. e pro­f is­sio­nal. Tem a função Assim, pensando num de permitir ao ser humano projeto edu­c a­c io­n al mais sentir-​­se parte de um todo O LIVRO É UMA abrangente, na relevância do maior, de se desenvolver so­ DAS FERRAMENTAS livro para o desenvolvimento cial­men­te como indivíduo. pes­soal e pro­f is­sio­nal e que De pertencer a um grupo, de FUNDAMENTAIS o conhecimento cons­t ruí­ fazer parte e de ser chama‑ NO PROCESSO do deve ser compartilhado, do cidadão. EDUCACIONAL: ELE lançamos em 2012, as edito‑ Ora, sabemos que a Edu‑ REÚNE INFORMAÇÕES ras Sesi‑ SP e Senai‑ SP, por‑ cação não acontece sem pro‑ E, FORMALIZANDO fessores bem formados nem que nós também acredita‑ O CONHECIMENTO, tampouco sem livros. O li‑ mos que livros transformam vro é uma das ferramentas o mundo. Até agora, são cer‑ É UM VEÍCULO PARA fundamentais no processo ca de 600 títulos publicados, PERENIZAR A CULTURA edu­c a­c io­n al: ele reú­ne in‑ seis Prê­m ios Jabuti e 16 li‑ DE UM POVO. formações e, formalizando vros apontados como alta‑ o conhecimento, é um veí­ mente recomendados pela cu­lo para perenizar a cultura de um povo. O li‑ Fundação Na­cio­nal do Livro Infanto-​­Juvenil. vro é a ferramenta que pode mudar a vida de O Sesi‑SP e o Senai‑SP, assim como a Feira uma pessoa, que pode, por sua vez, mudar o Na­cio­nal do Livro de Ribeirão Preto, são a re‑ mundo. E isto não é um clichê. Eventos como a presentação, a síntese de ferramentas maravi‑ Feira do Livro de Ribeirão Preto nos permitem lhosas inventadas pelo homem: a linguagem, a pensar sobre o leitor e o escritor, os protagonis‑ escrita e o livro, sem as quais a educação não tas no processo da leitura. A formação de leito‑ se concretizaria. Como educadores, devemos res ocorre, es­sen­cial­men­te, em três am­bien­tes: estimular nossos alunos à leitura, permitir que em família, na escola, nas bi­blio­te­c as, públi‑ eles descubram, e quem sabe um dia, escrevam cas e escolares, espaços de aprendizagem tanto a própria história ou outras his­tó­r ias. A educa‑ quanto uma sala de aula. Sobretudo se conside‑ ção formal, desde a alfabetização, e mesmo a rarmos os recursos e as funções de uma bi­blio­ informal, não se­r iam possíveis sem os livros. te­ca nos dias de hoje. A professora Marisa La‑ As pes­soas dizem que não têm tempo para ler, jolo escreveu que Borges se orgulhava mais dos mas amar e ler a gente rouba do co­ti­dia­no. Infeliz‑ livros que havia lido do que dos que escrevera. mente, não conheço o autor desta frase, a quem Eu penso que a escola também desperta o certamente renderia meus tributos! E como escritor. No instante em que um aluno recebe é bom roubar tempo para os bons livros!

Walter Vicioni Gonçalves Diretor regional do Senai‑SP, superintendente do Sesi‑SP e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo maio /junho 2016  REVISTA ABIGR AF

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NOVA DIRETORIA

Afeigraf dinamiza Trends of Print Diretoria eleita em abril aposta em novo formato para ampliar a abrangência da conferência, que ocorrerá em agosto. Texto: Tânia Galluzzi

N

o dia 19 de abril, a Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf) elegeu sua nova diretoria. O gerente de marketing da Agfa Graphics na América Latina, Eduardo Sousa, interino na posição desde novembro do ano passado, foi efetivado como presidente da entidade para o biênio /. Assumiram ainda como diretores Dirceu Fumach (Bobst), Magno Santos (Heidelberg) e Edmilson Freitas (Canon). “A Afeigraf vem ao longo dos anos atuando fortemente para que o mercado gráfico amplie sua relevância dentro da indústria nacional. O Ex-Tarifários e a ExpoPrint Latin America fazem parte das conquistas. Nosso objetivo é seguir nesse caminho, buscando auxiliar os associados em suas demandas e servindo como um canal de interlocução, sempre pensando no benefício de nossa indústria”, comentou Eduardo. Profissional com mais de  anos de ex periência em marketing e vendas, Eduardo é formado em Administração de Empresas pela PUC, com MBA em Marketing pela ESPM e passagens por agências de publicidade e consultoria de marketing. Atua desde  na indústria gráfica, tendo passado pela Alphaprint antes de assumir a gerência de marketing da Agfa, em . AÇÕES PROGRAMADAS

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De acordo com o executivo, uma das preocupações da nova diretoria é ajustar as ações da Afeigraf ao atual cenário. Um das REVISTA ABIGR AF

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primeiras mudanças foi a periodicidade das reuniões, que se tornaram mais espaçadas. Fora isso, a entidade passou a convidar especia listas como o jornalista econômico Celso Ming para esses encontros, agregando valor às reu niões. Outra alteração mexe com a conferência Trends of Print. Nas duas edições anteriores,  e , o evento aconteceu em São Paulo, com uma programação de dois dias. Objetivando dinamizar a conferência e levar o

conteúdo para outros estados, neste ano a Trends of Print acontecerá em Recife, Blumenau e Rio de Janeiro, nos dias ,  e  de agosto, respectivamente. Rea lizado no período da manhã, o evento terá dois palestrantes abordando as principais novidades e tendências da Drupa . “Além das alterações no formato e local de rea li zação, acreditamos que o interesse pela Trends of Print será impulsionado pelo fato de que menos brasileiros puderam ir à Drupa.” Com relação à feira alemã, a Afeigraf esteve presente em um estande conjunto com a Abigraf, reforçando a parceria entre as duas associações, promovendo inclusive o Bra zi lian Day, no dia  de junho, com apresentações sobre o mercado nacional. Com a nova gestão, a entidade está concretizando ainda o projeto de uma sede própria. Desde a fundação, em , a secretaria da Afeigraf baseava-se na empresa na qual atuava seu presidente. Agora a associação tem um endereço próprio, no bairro do Ipiranga, região sul da capital paulista. ✆ AFEIGRAF – ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE FORNECEDORES DE EQUIPAMENTOS E INSUMOS PARA A INDÚSTRIA GRÁFICA Rua Bom Pastor, 2732, sala 34 04203-003 São Paulo SP Tel. (11) 5524-8779 www.afeigraf.org.br

Empresas associadas Agfa-Gevaert do Brasil ◆ Alphaprint Comércio Importação e Exportação ◆ Apolo Sistemas Gráficos Comércio, Serviços, Importação e Exportação ◆ Bobst Group Latinoamerica do Sul ◆ Canon do Brasil Indústria e Comércio ◆ Comprint Indústria e Comércio de Materiais Gráficos ◆ EFI-Metrics Sistemas de Informação Serviços e Comércio ◆ Ferrostaal Equipamentos e Soluções ◆ Fujifilm do Brasil ◆ Goss International Sistemas de Impressão ◆ Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos ◆ Heidelberg do Brasil Sistemas Gráficos ◆ Hewlett-Packard Brasil – HP ◆ Infaber Comercial – Solugraf Brasil ◆ Kodak Brasil Comércio de Produtos para Imagem e Serviços ◆ Koenig & Bauer do Brasil Comércio de Impressoras e Serviços – KBA ◆ MBSet Industrial – Prolam ◆ Müller Martini Brasil Comércio e Representações ◆ QI Press Controls América Latina ◆ Rotatek Brasil Equipamentos Gráficos ◆ Sun Chemical do Brasil ◆ Technotrans América Latina Sistemas Gráficos ◆ Trelleborg Santana do Parnaíba Indústria e Comércio de Soluções em Polímeros ◆ Weko America Latina Equipamentos Industriais


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HISTÓRIA VIVA

Tânia Galluzzi

Foto: Álvaro Motta

Riccardo Nichelatti ajudou a construir as bases do que é hoje a indústria gráfica paulista. Octogenário, mantém-​­se um apaixonado pela vida.

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Riccardo Nichelatti Além do tempo

al nos acomodamos para a entrevista e Riccardo Nichelatti vai logo avisando. “Fiz um acordo com o Tempo — Você se esquece de mim e eu me esquecerei de você.” E não é que Chronos, personificação do tempo na mitologia grega, vem cumprindo o pacto. Se a aparência não espelha seus 81 anos, a conversa, então, passa longe. Cheio de passagens cu­r io­sas e frases de efeito, Riccardo revela uma personalidade libertária e apaixonada, vivendo intensamente cada momento, abraçando calorosamente as oportunidades profissionais e ­pessoais. “Não quero limitar minha vida a minha idade. Tenho tesão pelo que faço e enquanto for útil e capaz continuarei contribuindo de alguma forma.” Impecável em seu terno de lã, Riccardo bem que poderia estar cruzando uma das ruas do centro de Milão, onde nasceu em 1934. O Brasil conheceu aos 19 anos, en­v ia­do pelo pai para convencer o irmão mais velho a voltar para a Itália. O intento fracassou duplamente: não só o primogênito manteve sua decisão, quanto Riccardo, percebendo-​­se liberto da ascendência fa­mi­liar, decidiu beber os trópicos até a última gota.


1 (E/D): Max Schrappe, presidente da Abigraf Nacional; Humberto Devoraes, diretor da Dray Indústrias Químicas; Flávio Marques Ferreira, diretor da Indústria de Embalagens Santa Inês; Nichelatti, diretor comercial da Gráfica Gasparini; e Luiz Vasone, presidente da Abigraf Regional São Paulo, no ano da campanha de Max a deputado federal, 1990 2 Nichelatti e Flávio no 8º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, em São Paulo, agosto de 1990

Em São Paulo seu destino pro­f is­sio­nal foi a gráfica L. Niccolini, que pertencia a primos seus, onde ficou pouco mais de um ano na área co­mer­cial. Uma frase mal colocada o arrancou de lá. “Um dos meus primos me convidou para passar o Natal na fazenda da família em Descalvado [SP]. Numa tarde eu estava descansando em uma rede quando ouvi um fazendeiro da re­g ião dizer para meu primo: ‘Esse ita­lia­ni­n ho encostou-​­se em você. Está com a vida feita’. Imaginei que meu primo fosse retrucar. Porém, como ele não disse nada, entrei na sala, esculhambei os dois e fui embora. Da fazenda e da Niccolini.” NOVO RUMO

Riccardo resolveu aceitar uma proposta feita meses antes pela Gasparini, também es­pe­ cia­li­za­da em embalagens. Lá entrou como assistente de vendas e saiu 38 anos depois, como sócio acio­nis­ta. “Cheguei numa fase de grande transformação, em que a gráfica estava migrando da litografia para o offset.” À modernização dos processos, Riccardo somou a ideia de am­ pliar o atendimento ao clien­te. A ex­pe­r iên­cia na Niccolini o fez ver que era preciso se envolver mais no desenvolvimento das embalagens e cuidar também do pós-​­venda. As mudanças acon­te­ciam na sea­ra pro­fis­sio­ nal e também na pes­soal. “Vim de navio para o Brasil e durante a via­gem recebi um conselho do comandante do navio: é mais sábio se

adaptar aos costumes de quem vai te receber do que querer impor os seus. E assim eu fiz. Ao invés de me re­f u­g iar na colônia ita­lia­na me integrei aos brasileiros.” Acostumar-​­se ao lado festivo foi fácil, mas alguns comportamentos não eram bem com­preen­d i­dos. “A atenção no modo de vestir era vista como frescura. A educação com a qual tratava os colegas, como fragilidade.” Em alguns aspectos, Riccardo mudou. Em outros, não. (Ainda bem!) Articulado, não demorou muito para que ele se aproximasse das lideranças do setor e se transformasse em uma das vozes do segmento de embalagem, participando inclusive do 1º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, em Águas de Lindoia, em 1965, quando a Abigraf Na­cio­nal foi cria­da. Três anos depois, estimulado por Damiro de Oliveira Volpe, que havia sido seu chefe na Niccolini, escreveu seu nome na história do setor como um dos fundadores da Abigraf Re­g io­nal São Paulo. “Precisávamos de uma entidade civil que, diferente do sindicato, cuja função era política, atendesse o dia a dia do gráfico paulista.” Sua atua­ção cresceu com o passar dos anos. Sempre favorável ao diá­lo­go, fazia parte do grupo que promovia almoços mensais entre os gráficos com o objetivo de derrubar barreiras e favorecer a troca de informações. Já no início da década de 80 participou da diretoria da Abigraf São Paulo, durante a gestão de Max Schrappe (1983/1985), tendo como uma de suas principais

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3 (Acima) Fundador e membro da primeira diretoria da Abigraf Regional São Paulo, Nichelatti recebeu placa de homenagem durante a comemoração dos 40 anos da entidade, entregue por (E/D) Mário César de Camargo, presidente do Sindigraf‑SP; Alfried Plöger, presidente da Abigraf Nacional; Reinaldo Espinosa, diretor executivo da ABTG e Fabio Arruda Mortara, presidente da Regional‑SP. Outubro de 2008 4 (Ao lado) No mesmo dia, Nichelatti, que esteve presente no 1º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, em Águas de Lindoia (SP), ocasião em que foi fundada a Abigraf Nacional, reuniu‑se, por iniciativa da Revista Abigraf, a outros três participantes daquele evento: (sentados E/D) Homero Villela de Andrade, Peri Bomeisel e (em pé, à esquerda) Renato Foroni. Aparecem, ainda, Fabio Mortara e o editor da revista, Plinio Gramani

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bandeiras a adoção de práticas comerciais que pudessem regular a atua­ç ão das gráficas e dos fabricantes de embalagens perante o mercado. Como anteprojeto, as normas chegaram a ser adotadas por algumas empresas, porém o plano nunca se consolidou. Nesse mesmo pe­r ío­do tornou-​­se sócio dos irmãos Emilio, Admileto e Waldemar Gasparini, usando parte da herança recebida com o falecimento do pai. No final dos anos de 1980, contudo, com o faturamento totalmente comprometido por um investimento mal di­men­ sio­na­do, a Gasparini encerrou suas atividades.

Mas não Riccardo, que em 1992 assumiu a diretoria co­mer­cial da Gráfica Romiti, hoje localizada em Cotia, na Grande São Paulo, es­pe­ cia­li­za­da em cartuchos. Três vezes por semana ele sai de sua casa perto da represa de Gua­ra­ pi­ran­ga, extremo sul da capital paulista, e percorre 50 km até a gráfica. “Às terças e quintas trabalho em casa. Comecei a fazer isso no ano passado, quando perdi uma visão para o glaucoma.” A limitação não o segura. Com quatro filhos, Lu­c ia­na, Edoar­do, Nathalia e Leo­nar­ do, e dois netos, Riccardo adora cozinhar e comer bem. E namorar! “O amor pode diferir na forma, mas não tem idade.”


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SERIGRAFIA SIGN 2016

Muito além da serigrafia A Serigrafia Sign 2016 tem bom volume de negócios apresentando soluções para os segmentos de comunicação visual, sinalização, sublimação, impressão digital, impressão têxtil, materiais promocionais e brindes. Texto: Tânia Galluzzi

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proximadamente 21 mil pessoas estiveram no Anhembi entre os dias 3 e 6 de maio para participar da 26ª Serigrafia Sign, evento que reuniu 650 marcas voltadas para os segmentos de comunicação visual, sinalização, sublimação, impressão digital, impressão têxtil, materiais promocionais e brindes. Em 2015, 36 mil profissionais estiveram na mostra. Essa redução não passou despercebida aos expositores entrevistados pela Revista Abigraf. Porém, não comprometeu os resultados da mostra. “Ainda não temos os números finais, mas a impressão é de que o fluxo está um pouco menor. Mas, com relação ao fechamento de negócios, está melhor do que no ano passado”, afirmou Leonardo Schmidtke, CEO da Serilon, empresa que atua há 30 anos na distribuição de produtos para comunicação visual. “Uma feira é tradicionalmente um local para a rea lização de negócios. Em função do agravamento da crise acreditávamos que o volume seria menor, expectativa que não está se confirmando”, comemorou o executivo no terceiro dia da feira.

A Serilon ocupou o maior estande e decidiu inovar no layout, criando espaços dedicados às linhas que representa — EFI, HP, Esko, Rizon, Mimaki, Spike —, além de uma área para apresentação de novidades em estamparia e sublimação denominada Espaço do Empreendedor. Segundo Leonardo, a organização por especialidades agradou os visitantes. Os lançamentos ficaram por conta do Spike, dispositivo que, conectado a um smartphone ou tablet, rea liza a medição de áreas para publicidade, e a entrada da Serilon no universo da impressão digital látex por meio da parceria com a HP, da qual levou para a feira a HP Látex 360. NOVAS SOLUÇÕES

Também com presença marcante, a Ampla guardou para a Serigrafia Sign o lançamento da impressora de grande formato Elite. “No ano passado apresentamos a New Targa e percebemos que o investimento inicial nesse equipamento tornou-se elevado para uma parcela de nossos clientes. Decidimos investir numa versão simplificada para nos reaproximar mos desse nicho que ao longo dos anos nos ajudou a crescer”, comentou


Ricardo Augusto Lie, gerente de comércio ex­te­r ior e um dos só­cios da Ampla e a­ tual presidente da Câmara Se­to­r ial de Máquinas e Equipamentos Gráficos da Abimaq. Enquanto o custo da New Targa é de R$ 165 mil, a Elite sai por R$ 119 mil. Trata-​­se de uma impressora rolo a rolo semi-​­in­dus­trial com largura de 3,2 m e equipada com quatro cabeças de impressão de até 720 dpi e velocidade de até 80 m²/h. Entre os clien­tes e

prospects que estavam passando pelo estande, Ricardo Lie identificou dois perfis: aquele que tem uma demanda específica para a qual deseja encontrar uma solução, e o empresário ou técnico que quer ganhar efi­ciên­ cia e reduzir custos. “Na impressão digital a atua­li­za­ção tecnológica é mais dinâmica do que nos processos convencionais e vá­ rios clien­tes que vinham segurando projetos entenderam que agora é preciso renovar.”

A Canon-​­Océ aproveitou a feira para antecipar duas soluções que serão apresentadas na Drupa 2016: as impressoras Arizona 1260 e Océ ColorWave 500. Impressora UV de mesa, a Arizona 1260 oferece alta qualidade de imagem na impressão de suportes rígidos e flexíveis para aplicações desde sinalização até produtos especiais como protótipos de embalagens, impressão de relevos e decoração de objetos. Atingindo a velocidade de até 35 m²/h na versão mesa plana, o equipamento tem preço a partir de R$ 500 mil. Já a ColorWave 500 com dobradeira em linha reú­ne impressão, escâner e cópia monocromática e colorida, e está voltada ao segmento de engenharia e construção. Para Michelle Fernandes, supervisora de mar­ke­ting da Roland DG, a feira foi muito boa. “Recebemos pes­soas interessadas em rea­li­zar ne­gó­cios, muitos de outros estados, principalmente do Nordeste, e até visitantes da Argentina e do Chile.” Afora a nova linha de impressoras sublimáticas para mercado têxtil e a nova geração da VersaUV LEF para empresas do ramo de brindes, ambas mostradas na Fespa em abril, a Roland apresentou a ­TrueVis VG. Máquina conceito ainda sem custo definido para o Brasil, traz recorte integrado, novos cabeçotes de impressão que atingem até 900 dpi e configurações para quatro, sete ou oito cores. Operada remotamente por smartphones ou tablets, a impressora atinge até 34,8 m²/h na configuração quatro cores.

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SUSTENTABILIDADE

Two Sides e Sesi-SP dão aula sobre uso do papel e sustentabilidade Atividades e distribuição de livros ensinam às crianças os mitos e fatos que envolvem a cadeia da produção de papel no Brasil. Texto: Laura Araújo

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rianças lidam o dia inteiro com papel. Mesmo com o uso intensivo de computadores, tablets e plataformas digitais, a maior parte do aprendizado escolar se dá por meio de cadernos, livros impressos e lápis. Mas será que alimentar essa cadeia de produção e consumo faz bem para o planeta? Foi para responder a essa pergunta que a Two Sides do Brasil e o Serviço Social da Indústria (Sesi) de São Paulo firmaram uma parceria. Desde o início do ano, dez escolas da rede, na capital e interior do Estado, receberam visitas da equipe Two Sides. Através de palestras, jogos de perguntas/ respostas e distribuição do livro Mitos e Fatos para Colorir e lápis de cor, alunos do ensino fundamental, professores e funcionários descobriram como a indústria do papel funciona e desmistificaram crenças infundadas a respeito do material. “Os líderes da Two Sides procuraram o Sesi-SP para divulgar aos nossos alunos a sua campanha, que dissemina informações sobre

como a mídia impressa é prática e sustentável, além de esclarecer alguns mitos, como o que coloca o papel como vilão do desmatamento”, afirma Walter Vicioni, superintendente do Sesi-SP. As visitas às escolas são bem ava liadas, tanto pelo Sesi quanto pela Two Sides. “É sempre importante trazer à discussão temas como este, da conscientização ambiental, para que os estudantes reflitam sobre a natureza e o papel do homem enquanto ser que se utiliza dos recursos proporcionados pela natureza”, avalia Vicioni. Fabio Arruda Mortara, country manager da Two Sides e presidente do Sindigraf-SP e da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf), destaca que a ação tem sucesso porque une informação, ofertada nas visitas e no material distribuído, e diversão, ajudando na formação de opinião junto às crianças. “Esse trabalho é uma semente na cabeça das crianças, para torná-las futuras entusiastas das páginas de papel dos livros, que é onde poderão aprender muita coisa e se divertir bastante”. LIVROS E RESPOSTAS

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A ação da Two Sides nas escolas do Sesi-SP se organizou de duas formas. Enquanto os alunos dos º e º anos do Ensino Fundamental liam e pintavam o livro Mitos e Fatos para Colorir na sala se aula, com a ajuda do professor, os estudantes de  a  anos de idade — isto é, do º ao º ano — participaram de uma ação que misturava palestra e


quiz de perguntas e respostas, mediada pela assistente de marketing master do SindigrafSP e da Abigraf Nacional, Priscilla Per niciotti. Durante as atividades, que reuniam até cem crianças nos auditórios das escolas, Priscilla falou para os estudantes sobre a importância econômica e ambiental da produção de papel, desde a plantação sustentável de eucaliptos até a reciclagem do papel. A mediadora, então, explicou o que são mitos e o que são fatos, e propôs uma brincadeira: ela diria uma sentença sobre o papel, e um aluno falaria se aquilo era um mito ou um fato. Se a resposta estivesse certa, a criança ganhava um caderno e se errasse um marcador de páginas. Foi assim que os alunos descobriram, por exemplo, que a indústria do papel não é responsável pelo desmatamento de florestas brasileiras, já que as plantações de eucalipto são sustentáveis e a cada árvore cortada uma nova é plantada, e que existem animais vivendo nessas florestas. Ou seja: a indústria do papel colabora para um planeta mais verde, e o material não precisa ser descartado e virar lixo, mas sim reciclado e reaproveitado. Os encontros também foram marcados por conversas sobre o prazer de ler livros impressos e pintar e desenhar em papel. “É muito importante para os estudantes conhecerem o que de fato existe de concreto e verdadeiro quando a mídia, ONGs ou grupos de pessoas defensoras de manutenção das matas expõem o tema do papel, do desmatamento e da sustentabilidade”, explica Vicioni, prosseguindo: “O projeto demonstra que tudo o que é rea lizado sem planejamento, sem revitalização e sem medida obviamente prejudicará o planeta. No entanto, quando existe uma proposta de replantio e reciclagem de papel, por exemplo, a atividade torna-se produtiva e possível”. Ao final do encontro, todas as crianças ganharam um exemplar do livro de colorir e uma caixa de lápis de cor. O material foi desenvolvido na Colômbia pela Smurfit Kappa e adaptado para o Brasil pela Two Sides. Nas visitas ao Sesi- SP, rea li zadas em escolas das regiões de Ribeirão Preto, Bauru, Osasco e na zona norte e leste da capital paulista, quatro  mil exemplares foram distribuídos.

CONVERGÊNCIA DE OBJETIVOS

A iniciativa, cujos resultados estão sendo avaliados pelo Sesi- SP, vem sendo comemorada. Para o superintendente da instituição, a iniciativa da Two Sides veio ao encontro dos objetivos educacionais do Sesi. “Dentro da concepção pedagógica do Sesi-SP, que tem como um de seus objetivos promover a cidadania e o raciocínio crítico nos alunos, fazendo-os ver além do senso comum, considerou-se apropriado apresentar a eles o tema dos mitos e fatos sobre o papel e da sustentabilidade da indústria”, relata. As lições aprendidas com a Two Sides também estabelecem relação com os conteúdos explicados na sala de aula, em disciplinas como Ciências e Geografia, incitando reflexões sobre o uso e manejo de recursos naturais, como florestas nativas e plantadas, e o papel do homem em relação aos meios proporcionados pela natureza. “É muito interessante dar a oportunidade aos alunos, por meio de atividades lúdicas como o jogo apresentado, de conhecer os conceitos que valorizam a preservação do meio ambiente, como, por exemplo, a utilização do eucalipto e não das florestas nativas para a produção do papel”, destaca Vicioni. A relação do Sesi com a indústria também foi lembrada. “Sendo o Sesi criado e mantido pela indústria, torna-se muito válido apresentar temáticas, dentro da rede escolar, que demonstrem a importância da atividade industrial para o País e sua responsabilidade social”, observa o superintendente da rede em São Paulo. Segundo a instituição, uma nova fase da parceria ainda não foi definida. A aplicabilidade e apreensão dos conceitos apresentados estão sendo ava liados, para depois serem definidos os próximos passos. A ideia é que a iniciativa inspire escolas Sesi dos demais estados e mesmo outras instituições de ensino no País, públicas e privadas.

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APOSENTAÇÃO FERNANDO LEMOS 2016

Pato Macho, jornal alternativo gaúcho, 1971. Desenho/Luis Fernando Verissimo.

Um dia, um jornal, 1971 O jornal é design. Vocês chegam a perceber isto? Se dão conta que um jornal é feito para vender? Que vocês estão comprando isso que chamam de porcaria com o maior prazer e dentro da dialética do consumo. E enquanto ele estiver desagradando é sinal que está lhes dando informacão nova, escrevemos em 1971 Em 2016, a jornalista Aline Strelow constata: «O Pato Macho representou a entrada para uma outra Porto Alegre. Isso porque era a cidade a grande personagem do jornal. O marasmo cultural e o provincianismo reinante inquietavam a equipe do alternativo, que chegou a criar uma seção intitulada Simandol. Nela, eram apontados todos aqueles que já haviam saído da cidade em busca de novas experiências e oportunidades, que já haviam entrado na onda de se mandar de Porto Alegre. Para o grupo, a capital gaúcha estava atrasada 50 anos em relação a São Paulo, e era preciso resgatar esse tempo. Era preciso sacudir a cidade para nela permanecer. De certo modo, é a isso que o jornal se propõe». Luis Fernando Verissimo completa: «Sim, o Pato acabou depressa. Durou poucas gloriosas semanas. Hoje, olhando-se uma coleção de todos os números, ainda surpreendem a criatividade e a modernidade do Pato. Outra coisa surpreendente é que tínhamos, todos, 45 anos menos».

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Jornal Zero Hora, edição dominical, Porto Alegre, 1971. Design: Pedro Mohr/Signovo. Fanzine Bailes Idealização, pesquisa e design: Danilo de Paula. Textos: Cecília Araújo. pasadanilo@gmail.com

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QUADRINHOS

ÁLVARO DE MOYA CESAR MANGIACAVALLI

A clássica HQ, que na Europa faz tanto sucesso quanto TinTin, Asterix e Lucky Luke, chega pela primeira vez ao Brasil, em edição continuada, pela Sesi-SP Editora.

C

riação do autor francês Robert Velter, Spirou surgiu pela primeira vez em uma revista belga em  de abril de . O jovem, vestido de vermelho, era um carregador de malas de um hotel e tinha como mascote o esquilo “Spip”. Inicialmente, a HQ teve a participação do

estranho personagem “Marsupilami”, um bicho amarelo que hoje tem suas próprias histórias. Com o desenvolvimento da série surgiu um novo personagem  o repórter fotográfico “Fantasio” , que deu nova dinâmica à trama detetivesca, sempre muito bem elaborada e com ótimos roteiros. Uma característica bem marcante

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt

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Cesar Mangiacavalli é editor de Arte da Revista Abigraf REVISTA ABIGR AF

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era o traço no Estilo Atômico, que diferia da Linha Clara, adotada por Hergé em Tintin. Ao longo do tempo, vários nomes se sucederam na produção da série, dentre eles, Joseph Gillain, André Franquim, Jean-Claude Fournier, a dupla Nicolas Broca e Raoul Cauvin, Yves Chaland e, finalmente, a dupla Tome e Janry. A editora, que acaba de lançar “Um Feiticeiro em Champignac” e “ Aventuras de Spirou”, está prometendo para os próximos três anos, todos os  livros da série. Sorte nossa!


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Chegou o Anuário 2016!

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1 Livro com 336 páginas em cores, em belíssima embalagem protetora 2 Desempenho do setor em 2015 3 Balança comercial 2013/2015 4 Tabelas para selecionar e localizar gráficas buscando-as através do serviço desejado 5 Dados de 1.938 gráficas de todo o Brasil contendo endereço, telefone, e-mail, site, certificações, número de funcionários, área instalada, formato máximo de impressão, processos, segmentos de atuação, produtos e serviços de cada uma, divididas por região, estado e município 6 Guia de Fornecedores com informações sobre 513 empresas de equipamentos, sistemas, matérias-primas, insumos e prestadores de serviços

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Claudio Larangeira

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Uma vida em quatro rodas história do automobilismo no Brasil tem seus astros. Numa li­ nha do tempo cheia de curvas de­ sa­f ia­do­ras, ela começa pon­tua­da por Chico Landi, que em 1949 venceu o GP de Bari, na Itália, pilotando um car­ ro projetado pelo comendador Enzo Ferrari, tor­ nando-​­se o primeiro piloto brasileiro a vencer uma prova in­ter­na­cio­nal no ex­te­r ior. Engrena com Emerson Fittipaldi, seus tro­féus na Fórmu­ la 1, na Fórmula Indy, e a aventura do Copersu­ car. Acelera com Nelson Piquet e seu tri­cam­peo­ na­to na F-​­1. Ganha asas na era Senna, um dos maiores ídolos do País. E segue em ritmo mais lento com Rubinho Barrichello e Felipe Massa. Como em toda boa história há também os que militam nos bastidores, ajudando a pavi­ mentar os caminhos que serão trilhados pelos protagonistas. Entre os que alicerçaram e, so­ bretudo, registraram tal trajetória, um nome conecta o mundo da velocidade ao universo das imagens: Claudio Larangeira, um dos fotó­ grafos de automobilismo mais respeitados do Brasil. De Landi a Massa, Larangeira acompa­ nhou o florescimento do esporte no Brasil e no mundo, pilotou kart ao lado de Emerson, cobriu mais de 40 GPs e figura como o único fotógra­ fo a participar de cinco ralis Camel Trophy. Foi amigo de Ayrton Senna e um dos responsáveis pela chegada da categoria Autocross no Brasil. Participou de incontáveis lançamentos de mo­ delos, compôs a equipe da revista 4Rodas em seu pe­r ío­do mais pujante e ajudou a divulgar

o turismo de aventura quando nem se sabia direito o que era isso por aqui. Paulistano da zona norte, Larangeira nas­ ceu em 1945. Filho de um “fotógrafo amador avançado”, começou a clicar ainda menino e aos 15 anos fotografava os carros dos amigos no autódromo de Interlagos. Antes dos 18 anos já estava colaborando com a revista Auto Esporte, depois com a Casa & Jardim, até chegar à 4Rodas como free­lan­cer. Por ter desvendado o segredo do automóvel Brasília, numa reporta­ gem com direito a tiros, tornou-​­se fun­cio­ná­r io da Editora Abril. “A revista estava há quase um ano tentando fotografar a Brasília antes do lan­ çamento. Num dia, eu e o repórter estávamos descendo a Estrada Velha de Santos quando cruzamos com um comboio, seis automóveis e duas Bra­sí­lias. Os testes do carro ha­v iam ter­ minado, mas um diretor da Volks queria andar na Brasília, e para isso foi montado um fortíssi­ mo esquema de segurança. A gente passou por eles e eu fiz algumas fotos. O repórter mano­ brou o carro e se meteu no meio. Estávamos em plena ditadura, o embaixador americano havia sido sequestrado, e a segurança, forma­ da por militares do CPOR , achou que era algo contra o diretor da empresa, cercou a gente e deu um tiro que pegou na placa do nosso car­ ro. Ficamos um dia presos, mas eu consegui esconder um filme no tênis e passar para uma testemunha na delegacia. A matéria saiu na 4Rodas com um título de tremendo bom gosto: ‘Apesar dos tiros, o furo’ ”.

Conversar com Claudio Larangeira é ouvir deliciosas narrativas, conhecer os bastidores do automobilismo e a vida de um dos fotógrafos mais renomados no meio automobilístico. Tânia Galluzzi

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1 Emerson Fittipaldi, numa de suas primeiras corridas de kart. Final dos anos 60, Kartódromo do Estoril, Guarapiranga, em São Paulo 2 Deserto do Atacama, Chile, 2009 3 Jaguar E Type, 1972, São Paulo, 2016. 4 Ferrovia, Paranapiacaba (SP), 1980 5 Camel Trophy, Amazônia, 1984 6 Lotus JPS 72, Emerson Fittipaldi, vencedor do GP do Brasil de 1973, Interlagos, SP 7 Ayrton Senna, curva do S, 1990

73 maio /junho 2016  REVISTA ABIGR AF


8

fotografou para outras revistas, assim como para montadoras. Entre elas a Audi, convidado pelo próprio Senna. Ao contar que o piloto fre­ quentava sua casa não resisto e pergunto se ele estava em Imola naquele fatídico 1º de maio de 1994. “Não. Estava na Pedra Grande, em Atibaia [SP], com a Cleide, fotografando um Audi jus­ tamente para o Ayrton. E aconteceu algo mui­ to estranho. Fazia um amanhecer lindo e de re­ pente começou uma tremenda ventania a ponto

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8 Sequência: Interlagos, 1992. Ayrton Senna, com a pole garantida, anda devagar e deixa o lado sujo da pista para Nigel Mansell durante a classificação. Não deu outra . . . muro 9 Boiada, Mato Grosso do Sul. Foto premiada no Nikon Photo Contest de 1982, entre 12.500 fotos de 56 países 10 Camel Trophy, Amazônia, 1984 11 Locomotivas a vapor em funcionamento, São João Del Rei (MG), 1978 12 Audi A7, Clube de Polo São José, Indaiatuba (SP), 2011

CLAUDIO LARANGEIRA claranja@uol.com.br 12

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NOVAS EXPERIÊNCIAS

Foram 21 anos de Editora Abril, clicando tam­ bém para Veja e Placar, cobrindo automobilismo, testes de novos modelos e turismo de aventu­ ra. Nessa sea­ra contava com a ajuda da esposa, Cleide, com quem está casado há 46 anos. La­ rangeira propunha roteiros desconhecidos às re­ vistas e saía com a mulher descobrindo novos destinos. Assim conheceu quase todo o Brasil e o mundo. Em 1984 foi incumbido por Roberto Civita para cobrir o Camel Trophy, na Amazô­ nia. “Ele queria que eu escrevesse, mas eu resis­ tia. Eu sou fotógrafo e achava que não era certo eu me meter em outra área, mas ele insistiu di­ zendo para eu fazer um diá­r io da via­gem. Acei­ tei e no final das contas a matéria foi escolhida como a melhor reportagem sobre a competição entre revistas de todo o mundo. Mas sei que foi pelas fotos, que ficaram lindas”, ri Larangeira. O fotógrafo saiu da Abril em 1994. Além de administrar e rentabilizar seu próprio acervo,

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de a gente não conseguir fechar a porta do car­ ro. A Cleide ficou aflita, repetindo que tínha­ mos de ir embora. Surgiu uma neblina não sei de onde. Não con­se­guía­mos ver nem nossos pés. Saí­mos de lá e no caminho de volta soubemos do acidente pelo rádio.” Afora contar ex­pe­r iên­c ias que enriquece­ riam vá­r ias vidas, Larangeira continua foto­ grafando, pegando estradas e dedicando-​­se a outro veí­cu­lo, o trem. A paixão vai do modelis­ mo às fotos de locomotivas de verdade, com as quais quer lançar um livro. Penso o quão inte­ ressante seria colocar a vida dele no papel, es­ crever sobre essa figura ao mesmo tempo forte e doce. Quer dividir esse sentimento comi­ go? Joga no YouTube A História de um Grande Fotógrafo Automotivo, no canal Webmotors.


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Sindigraf-​­SP e ABTG escolhem seus novos presidentes Eleito para comandar o Sindigraf-​­SP, Levi Ceregato continuará à frente também da Abigraf Nacional. Na ABTG, Francisco Veloso é o novo presidente executivo, e Bruno Cialone assume o cargo no Conselho Consultivo.

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om as eleições rea­li­z a­das em 28 de junho, o Sindigraf‑SP e a As­so­cia­ção Brasileira de Tecno‑ logia Gráfica (ABTG) passaram a ter novas di­re­to­rias para o triê­nio 2016/2019. Quem assume a presi‑ dência do Sindicato é o ­atual pre‑ sidente da Abigraf Na­cio­nal, Levi Ceregato, que, a exemplo de seus antecessores, passa a acumular o cargo nas duas entidades. Para comandar a ABTG foram eleitos Francisco Veloso e Bruno Cia­lo­ne, respectivamente, presidentes exe‑ cutivo e do Conselho Consultivo. Em evento rea­li­z a­do na ma‑ nhã do mesmo dia, as duas en‑ tidades apresentaram seus res‑ pectivos balanços das últimas gestões. O ex-​­presidente executi‑ vo da ABTG, Claudio Baronni fez a demonstração dos resultados, en‑ globando não apenas sua gestão, mas os últimos seis anos, a fim de acompanhar o pe­río­do de gestão do Sindicato — que foi comanda‑ do por Fabio Arruda Mortara nos biê­nios de 2010/2013 e 2013/2016. “Eu não poderia supor que conseguíssemos, em todos esse cargos, reunir tanta gente que pode, com certeza absoluta, aju‑ dar o mercado gráfico. Este é um momento de renovação e certa‑ mente será bom. Tenho certeza

que con­t i­n ua­r e­m os trabalhan‑ do unidos e que todos que têm apoiado o Fabio até agora perma‑ necerão à disposição. Basta ter a vontade e amor à categoria que re‑ presentamos”, comentou Baronni sobre a troca de gestores. A diretora executiva da ABTG, Aparecida Stucchi, apresentou os resultados dos programas de treinamento e capacitação, mui‑ tos deles patrocinados pelo Sindi‑ graf‑SP. Um deles é a Semana de Artes Gráficas (SAG), que, de 2006 a 2015, atingiu mais de 15 mil parti‑ cipantes de oito cidades paulistas, além de ter alcançado outros es‑ tados, graças a uma parceria com o Sebrae. Outro número expres‑ sivo é o de cursos regulares ofe‑ recidos de 2007 a 2015, com o to‑ tal de 4.571 participantes, de 1.748 empresas. A executiva mencionou ainda as ini­cia­ti­vas em­preen­di­das pelo Digitec – Grupo Técnico de Impressão Digital; os treinamen‑ tos coletivos; o Exame Na­cio­nal de Ava­lia­ç ão para Capacitação dos Profissionais Gráficos (Enac); e o Ciclo de Sustentabilidade. Bruno Mortara fez a apresen‑ tação dos resultados do ONS27/ TC 130. “Uma das ações mais rele‑ vantes que o Sindigraf-​­SP tem fei‑ to ao longo dos últimos anos é a

de apoiar o ONS 27. É muito impor‑ tante contarmos com pes­soas que ­atuam na indústria gráfica rea­li­ zan­do esse processo. Hoje, todas empresas trabalham de acordo com normas e padrões específi‑ cos para o setor”, comentou. Ele também demonstrou os núme‑ ros da ABTG Certificadora, que pro‑ moveu 23 cursos no pe­río­do, com a presença de 330 participantes, de 218 empresas. Baronni fechou a apresenta‑ ção comentando a evolução do Prêmio de Excelência Gráfica Fer‑ nando Pini, os cursos aplicados nas Regionais da Abigraf, as ativi‑ dades da consultoria e do trabalho em torno do texto da NR‑12. “O ba‑ lanço geral mostra a integração das quatro entidades. Ter 21 esta‑ dos envolvidos nessas atividades significa o resultado dos esforços que temos feito para ultrapassar os limites do Estado de São Pau‑ lo, o que deve ser um empenho con­t i­n ua­d o pela nova gestão.” Também deixando o cargo no conselho diretivo da ABTG, Reinal‑ do Espinosa acrescentou: “tenho certeza que esse time irá resga‑ tar a questão técnica, algo muito importante para a indústria grá‑ fica neste momento de grandes mudanças”, declarou.

Levi Ceregato

Francisco Veloso

Bruno Cialone

REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2016

O novo presidente da ABTG , Francisco Veloso, comentou que a entidade tem uma missão que é, dentro das vertentes técnica e tecnológica, implementar tra‑ balhos junto a todas as gráficas. Se hoje, por uma questão geo­ grá­f i­ca, essas ações acabam ocor‑ rendo com maior frequência no Estado de São Paulo, o objetivo é elaborar um planejamento estra‑ tégico para expandir ainda mais esta abrangência para outros es‑ tados. “O mesmo pode ser dito sobre a Certificadora, que, de um modo geral, ainda não tem seu trabalho difundido pelo merca‑ do. Eu vejo também uma possibli‑ dade de desenvolver projetos em par­ce­rias com outras entidades e organismos públicos de fomento técnico. Claro que tudo isso de‑ penderá de um projeto a ser apro‑ vado em conjunto pelo Conselho da ABTG”, afirmou. AÇÕES DO SINDIGRAF‑SP Para apresentar o balanço das ações do Sindicato, o presidente Fabio Arruda Mortara convocou a equipe da entidade para que cada responsável pelas respec‑ tivas ­­áreas fizessem a demons‑ tração dos resultados: Wagner Silva, gerência-​­geral; Igor Archi‑ povas, departamento de Mar­ke­ ting; Nílsea Borelli, Jurídico; Fátima Sola, Administrativo-Financeiro; Ga­b rie­la Silva e Zeina Latif, Es‑ tudos Econômicos; Rogério Ca‑ milo, Relações com o Mercado; Giselle Hipólito, Imprint Brasil; Pris‑ cilla Per­ni­ciot­ti, Two Sides; Ana Carina Vieira do Prado, Proje‑ to Bi­blio­te­cas; Denise Monteiro, Conlatingraf; Reinaldo Espinosa, Relações Institucionais.


a todos os inte‑ A equipe grantes da dire‑ apresentou uma toria. Cada um síntese das ações de vocês que do Sindigraf‑ SP está aqui hoje no pe­r ío­d o, em foram pes­s oas que se destaca a essenciais para cria­ção do Comi‑ essa rea­l i­z a­ç ão. tê da Cadeia Pro‑ Tudo o que fize‑ dutiva do Papel, mos aqui foi re‑ Gráfica e Emba‑ sultado do traba‑ lag em (Cop a ‑ lho de equipe.” grem), no âmbi‑ Sidney An ‑ to da Federação versa Victor, pre‑ das In­d ús­t rias Fabio Arruda Mortara do Estado de São Paulo (­Fiesp); sidente da Abigraf‑SP elogiou a o resgate da Confederação Lati‑ gestão de Mortara, ressaltan‑ no-​­Americana da Indústria Grá‑ do seu perfil cria­ti­vo, culto, com fica (Conlatingraf), que foi total‑ habilidades políticas e respei‑ mente rees­tru­tu­ra­da; a adesão do to pelas pes­s oas e suas ideias. Brasil à ini­cia­ti­va mun­dial Two Si‑ “Vamos aproveitar todas as rea­ des, em sua luta para defender a li­za­ções da gestão do Fabio para indústria de comunicação impres‑ dar um novo impulso ao merca‑ sa; o grande avanço do Projeto Bi­ do. É hora de nos aproximarmos blio­te­cas – Leitura para Todos; a mais dos gráficos, criar­mos jun‑ consolidação da Semana de Artes tos novos ne­gó­cios, buscar novos Gráficas (SAG); e a introdução da focos para vender nossos servi‑ Semana da Indústria Gráfica (Si‑ ços. Vamos ter que começar a tra‑ gra) e do Encontro Na­cio­nal dos balhar, começar a andar com as Sindicatos da Indústria Gráfica no nossas pró­prias pernas, pois hoje perdemos um grande so­lu­cio­na­ calendário ­anual do setor. Mortara comentou que foi dor de problemas no comando muito interessante a concepção de nosso Sindicato.” O novo presidente do Sindi‑ de cada um apresentar sua res‑ pectiva área de trabalho, até por graf‑SP, Levi Ceregato encerrou permitir uma nova perspectiva: a apresentação parabenizando “Ao ver este sumário percebo que Mortara pela gestão brilhante que é im­p res­sio­nan­te a quantidade fez à frente do Sindigraf‑SP. “Cum‑ de coisas que foram feitas. É bár‑ primento também o Reinaldo, que bara essa inserção que tem o Sin‑ está deixando o grupo, e todos dicato nas mais diversas cidades os que estão assumindo. Que te‑ do Estado e do País. E isso é mo‑ nham boa sorte e contem sempre tivo de muito orgulho. Agradeço conosco”, declarou.

Claudio Baronni

Projeto Bibliotecas chega a Santa Rita do Passa Quatro Iniciado em 2005, chega a 21 o número de municípios paulistas beneficiados pelo Projeto Bibliotecas – Leitura para Todos, por iniciativa do Sindigraf‑SP e Abigraf‑SP.

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naugurada em 20 de maio, a Bi­ blio­te­ca Pública Municipal Dr. Evandro Mesquita, em Santa Rita do Passa Qua­tro, é a mais nova unidade entregue pelo Proje‑ to Bi­blio­te­cas – Leitura para To‑ dos, rea­li­za­do pelo Sindigraf‑SP e Abigraf‑SP. Com isso, a ini­cia­ti­ va totaliza 21 mu­ni­cí­pios do in­te­ rior de São Paulo contemplados com o programa desenvolvi‑ do pelas entidades desde 2005. Localizada na re­gião admi‑ nistrativa de Ribeirão Preto, a cidade de Santa Rita do Pas‑ sa Qua­tro celebrou a inaugura‑ ção como parte das comemo‑ rações de seu aniversário de 156 anos, em solenidade que contou com apresentações cul‑ turais e a presença do 1º vice-​ ­presidente da Sec­cio­nal Ribei‑ rão Preto da Abigraf‑SP, Fabio Sarje, e do presidente do Sindi‑ graf‑SP, Fabio Arruda Mortara. “Disseminar oportunidades de conhecimento e cultura é a prin‑ cipal contribuição que se pode dar ao desenvolvimento, à vida de cada cidadão e ao engrande‑ cimento da so­cie­da­de”, comen‑ tou Fabio Mortara na oca­sião. A revitalização da bi­blio­te­ ca pública, se­dia­da no Centro

Cultural Mário Covas, recebeu 1.300 títulos de livros, além de um computador com soft­ware para gestão do acervo. Uma par‑ ceria com a Editora Alto Astral garantiu também um lote de re‑ vistas em quadrinhos para cada cidade. A bi­b lio­te­c a recebeu, ainda, 50 exemplares da publi‑ cação Mitos e Fatos Infantil, livro para colorir publicado pela ini­ cia­ti­va Two Sides Brasil, que bus‑ ca mostrar às crian­ças a verda‑ de sobre a sustentabilidade da comunicação impressa. Há onze anos, o Projeto Bi­ blio­te­cas é responsável por ­criar e revitalizar bi­blio­te­cas nas ci‑ dades paulistas, escolhidas por meio das seccionais envolvi‑ das. A proposta é promover o acesso à informação, alfabeti‑ zação e educação para fortale‑ cer o hábito de leitura. Essa rea­ li­za­ção completa a entrega de 22,3 mil livros doa­dos, com cer‑ ca de 840 mil pes­soas po­ten­ cial­men­te be­ne­f i­cia­das. “O  Pro‑ jeto é a prova maior de que a indústria gráfica paulista acre‑ dita e age no desenvolvimento do nosso país, fundamentando este desenvolvimento pela edu‑ cação”, afirmou Fábio Sarje.

Reinaldo Espinosa

maio /junho 2016  REVISTA ABIGR AF

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REALIZAÇÃO


SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Encontro de Sindicatos da Indústria Gráfica aborda acordos coletivos, segurança no trabalho e tendências mundiais do setor O evento, promovido pelo Sindigraf-​­SP, reuniu 70 participantes e foi realizado em Brasília em virtude da sua dimensão nacional.

O

4º Encontro Na­cio­nal de Sindi‑ catos da Indústria Gráfica apre‑ sentou um amplo cenário do setor para dirigentes de todo o Brasil. Os temas abordaram ne­go­cia­ções coletivas de trabalho; de­sa­fios e oportunidades para a atua­ção dos sindicatos empresariais; os be­ne­ fí­cios do anexo da NR 12 de segu‑ rança do trabalho; e a visão do fu‑ turo e ne­gó­cios para a indústria gráfica. Os painéis trataram, ain‑ da, de dicas aos em­pre­sá­rios para evitar problemas jurídicos e do pa‑ norama e perspectivas para micro e pequenas empresas no Brasil. No evento, rea­li­z a­d o em 22 de junho, o presidente do Sin‑ digraf‑SP, Fabio Arruda Mortara,

que está encerrando o mandato, foi ho­me­na­gea­do pelo presiden‑ te da Abigraf Na­cio­nal, Levi Cere‑ gato, e pelos presidentes da Abi‑ graf‑SP, Sidney Anversa Victor, e da Abigraf‑DF, Pedro Henrique Ach‑ car Verano, além de outros diri‑ gentes de todo o Brasil que esta‑ vam no evento. Ele recebeu um troféu em reconhecimento à im‑ portante ini­cia­ti­v a de reunir os sindicatos de todo o País. NEGOCIAÇÕES COLETIVAS O consultor jurídico da Abigraf, Sérgio Juchem, fez uma ampla análise das ne­g o­cia­ções coleti‑ vas de trabalho em momentos de crise. Em sua apresentação expôs

que as ne­g o­c ia­ções nunca são idênticas, es­pe­cial­men­te porque o País apresenta riscos de estabi‑ lidade e as mudanças são muitas vezes ime­dia­tas. Representando a Confedera‑ ção Na­cio­nal da Indústria (CNI), a gerente de Desenvolvimento As­ so­cia­ti­vo, Camilla Cavalcanti, argu‑ mentou que há grandes de­sa­fios no momento, ressaltando que há oportunidades no espaço de atua­ ção dos sindicatos empresariais. “O caminho é ter mais proa­ti­vi­da­ de na busca de novos as­so­cia­dos. Temos que ter mais efi­ciên­cia na gestão e atua­ção. É preciso bater à porta da indústria, e é necessá‑ rio destacar um executivo es­pe­cia­

li­za­do para ­atuar, visitar e mostrar o valor do sindicato”, recomendou. VISÃO INTERNACIONAL O consultor de empresas, Randall Swope, da Gimbel & As­so­cia­tes, apresentou um cenário do merca‑ do gráfico, que aponta o aumento dos custos indiretos como impos‑ tos, o aparecimento de competi‑ dores não tradicionais e a redu‑ ção de volumes de impressões, além de outras novidades. As mu‑ danças no clien­te sinalizam o crescimento do volume de emba‑ lagens de baixa tiragem, o fortale‑ cimento do mar­ke­ting um a um, e a customização entre novas pos‑ sibilidades do setor. O consultor maio /junho 2016  REVISTA ABIGR AF

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NOTÍCIAS

atividade horizontalizada permeia toda a economia, e que por es‑ tar no dia a dia da sociedade terá uma vida longa, ao contrário do que o mercado vem pregando. O Sebrae entende que este seg‑ mento vai muito além do papel, e que a instituição disponibiliza um corpo de consultores por meio de seus escritórios regionais para for‑ talecer ainda mais as pequenas e micro empresas. Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf‑SP, recepcionou os representantes dos sindicatos de 13 estados e do Distrito Federal

norte‑americano, com larga expe‑ riência no mercado brasileiro, sa‑ lientou que o empresário gráfico precisa agregar valor para os clien‑ tes, e que se ele continuar fazen‑ do apenas o que tem feito não vai ter um grande futuro. “É preciso se preparar para ganhar com estra‑ tégias diferenciadas”, comentou.

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SEGURANÇA NO TRABALHO O presidente da Associação Brasi‑ leira de Tecnologia Gráfica (ABTG), Claudio Baronni, comentou o Ane‑ xo da Norma Regulamentadora Nº 12 (NR 12), que trata da segu‑ rança no trabalho em máquinas e equipamentos. REVISTA ABIGR AF

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DICAS JURÍDICAS As dicas jurídicas para evitar con‑ denações foram o tema do juiz do Trabalho Marlos Malek. Ele alertou que é preciso cuidado nos mo‑ mentos da contratação, e nos pe‑ río dos de experiência. É conve‑ niente, segundo ele, ter atenção com as horas extras e sistemas de compensação, bem como in‑ tervalos para descanso, fatos que podem gerar processos judiciais. Finalizando o evento, o di‑ retor de Administração e Finan‑ ças do Sebrae Nacional, Vinicius Nobre Lages, falou sobre a im‑ portância do setor gráfico para o País, afirmando que por ser uma

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A PARTIR DE AGOSTO CIRCULA A EDIÇÃO COMEMORATIVA DOS 20 ANOS DO ANUÁRIO BRASILEIRO DA INDÚSTRIA GRÁFICA, COM O EXCLUSIVO BANCO DE DADOS DO SETOR GRÁFICO NACIONAL.

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Outras entidades Confederação Nacional da Indústria (CNI) Sebrae Nacional  Abigraf Nacional  Abigraf Regional DF, MG e SP  ABTG ◆

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Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 105, de maio/junho de 1986

DRUPA 1986: EXPECTATIVAS SUPERADAS A Drupa 86, 9ª Feira Internacional de Papel e Impressão ultrapassou todas as previsões. Realizada nos pavilhões da Feira de Düsseldorf, na Alemanha, de 2 a 15 de maio, o evento recebeu 348 mil visitantes, de 154 países, superando em 19% os 292 mil da 8ª edição, em 1982. Provenientes de 33 países, 1.449 expositores ocuparam uma área de 122 mil metros quadrados contra os 104 mil da edição anterior. Naturalmente, o maior número de expositores foi da Alemanha (607), seguida pela Grã-Bretanha (148), Itália (143), Estados Unidos (126) e Suíça (103). Com apoio da As so cia ção Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimeg) e do Sindimaq-Abimaq, onze empresas brasileiras levaram seus produtos à feira, ocupando uma área de 255 metros quadrados, concretizando negócios no montante de US$ 1,9 milhão. Foram elas:

Cograf, Cromos, Forma Computadores, Funtimod, Gepeto, Hergen, IBF, Ibirama, Manig, MarkJac e Miruna. O diretor-executivo da ABTG, Peter Rohl, previa algumas inovações que poderiam ser apresentadas em 1990. “Fala- se muito em eletrografia, a impressão sem contato, com a utilização do laser, que não precisa de tinta. Há inclusive algumas máquinas de fotocópias que poderão usar o laser. Esse sistema sem contato e para preto e branco já deverá ser apresentado na próxima Drupa. Muitos conceitos deverão ser mudados, como o de retícula. A fotorreprodução, já toda digitada, está tentando acabar com ele. Há ainda a tentativa de se passar diretamente da fotocomposição ou fotorreprodução, ambas já totalmente informatizadas, para o cilindro da impressora”. Concluindo, ele afirmou: “Estamos próximos de transpor certos limites”.

O novo Conselho Diretor da entidade tem Nemézio Gomes de Melo na presidência, Plácido Loriggio como 1º vice- presidente e Dorival Padilla na 2ª vicepresidência. Peter Rohl fica à frente da diretoria executiva. A nova gestão tem como prio ri da des dar continuidade ao Curso Superior de Especialização em Tecnologia Gráfica, melhorar a comunicação com os as so cia dos, programar cursos, seminários e palestras, e distribuir gratuitamente aos asso cia dos o livro Offset – Problemas na Impressão.

E

leição realizada nos dias 26 e 27 de junho elegeu Max Schrappe para a presidência das duas entidades, a partir de julho. Reeleito na Abigraf-SP, Max assume também a presidência do sindicato, em substituição a Sidney Fernandes, que permanece à frente da Abigraf Nacional. No editorial sob o título “Vamos nos unir pelas causas comuns”, Max agradeceu aos fi lia dos pelo “comparecimento [na votação] em número expressivo, até então nunca obtido . . . demonstração de que o empresário gráfico está valorizando cada vez mais a participação associativa”.

E

m entrevista concedida à Revista Abigraf, o presidente da Abimeg, Heiner Dauch, destacou uma das ações desenvolvidas pela entidade, no transcorrer dos seus nove anos de existência: a criação junto ao Senai de um projeto para a exportação de centro de capacitação pro fis sio nal de artes gráficas aos países da América Latina. Para Heiner Dauch, “mais importante que a venda em si, é a ideia de vender os equipamentos para serem usados na formação de futuros

profissionais, criando neles o hábito da utilização de máquinas brasileiras”. Em agosto de 1983 era vendida a primeira escola para o Equador e, no ano seguinte, a associação implementava mais duas: uma no Peru e outra no Chile. maio /junho 2016

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MENSAGEM

Dos encantos da Drupa sil aos chãos de fábrica do Bra

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vestimentos Crise econômica dificultadeinnossas gráficas e a renovação tecnológica

ldade de novos O exemplo relativo à dif icu de 10 a io ma de 31 ão tecnológ ica é A Drupa 2016, realizada de investimentos em atualizaç sua ve nte ma a, nh sequências de ma ativo quanto às drásticas con junho, em Düsseldorf, na Ale str ilu ão luç evo da al Brasil. A crise nto referenci verno, como enfrentamos no sgo  de tradição de 60 anos de eve um e qu vou pro ência/ Esta edição com ultante do binômio incompet res ca mi nô tecnológ ica do setor gráfico. eco r eto o s e substratos para corrupção, mesmo após os fabricantes de impressoras ser superada, deixa continuam na vanguarda da sequelas de dif ícil e l, indústria de bens de capita demorada solução. s apresentando equipamento É o caso da de ponta e soluções eficazes, defasagem tecnológ ica, em offset e impressão com impacto na dig ital, para o atendimento produtividade e às transformações cada vez competitividade, mais rápidas do mercado. provocada pela restrição Ante as numerosas e dos investimentos. avançadas opções que se Será necessário, ra apresentaram na maior fei portanto, imenso am global do gênero e encantar e criatividade do orço de superação, eficácia os amantes das artes esf o, nd mu o o tod meio à crise, setor, de e gráfico brasileiro para, em gráficas, os empresários do rqu pa o com te, os encantos da será importan soluções capazes de trazer r tra analisarão o que realmente con en de ida tiv melhorar a produ rica de nossas gráficas. investimento, para equipar, Drupa 2016 ao chão de fáb de de ida itiv pet e a qualidade e ampliar a com rcado nos quais me do s ho nic s suas empresas no sidney@congraf.com.br de tes an te tan por im efa atuam. Essa é uma tar para que o aporte de decidir sobre as aquisições, ados concretos. capital reverta-se em result os brasileiros, Para os empresários gráfic a lição de casa relativa contudo, não basta fazer ess nolog ia que se viu na à aplicabilidade de toda a tec é muito maior, pois nosso Drupa. Para nós, o desafio profunda crise econômica, país seg ue mergulhado em os negócios restritos e, o mercado está paralisado, estimentos encontra-se portanto, a capacidade de inv crescentes, a despeito limitada. As dificuldades são icos dos fornecedores em do esforço e eficiência histór s tudo o que se vê na feira fica disponibilizar aos brasileiro Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação nos últimos anos na ido let ) ref f-SP se igra tem (Ab e lo qu Pau o , alemã Regional São ial de nossos impressos. qualidade com padrão mund

Para os empresários gráficos brasileiros o desafio é muito maior, pois nosso país segue mergulhado em profunda crise econômica.

Sidney A nversa V ictor

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