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HÁ TRINTA ANOS Notícias publicadas na Revista Abigraf de julho e agosto de 1984

Abigraf-​­RJ Passados 19 anos de sua fundação, so-

Crescimento autossustentável O

edi­to­rial da edição nº 94 da Revista Abigraf (julho/agosto de 1984) trazia o título “Os novos de­sa­f ios que temos pela frente”. Nele, Max Schrappe, presidente da Abigraf-SP, recomendava, dian­te das dificuldades e instabilidades da economia e da política brasileira, que os em­pre­sá­rios do setor buscassem o “crescimento autossustentável”. Ou seja: a manutenção de um ritmo de desenvolvimento da empresa, que não a forçasse a recorrer aos fi­nan­cia­men­tos externos e prejudiciais endividamentos.

mente em julho de 1984 a Abigraf Re­ gio­nal Rio de Janeiro foi efetivamente consolidada. Durante todo esse pe­río­ do, a entidade vinha participando das atividades do setor, mesmo sem contar com a formação jurídica ofi­cial. No dia 27 daquele mês, o presidente da Abigraf Na­cio­nal, Sidney Fernandes, deu posse à diretoria eleita, tendo Werner Klatt como presidente.

Grupos setoriais Nacionalização

A Revista Abigraf nº 94 trouxe Em meio à restrição legal para a

Papel fotográfico

Liberdade para as pequenas e médias Há 30 anos crescia o interes-

Naquele ano, quando o mundo ainda era analógico, a Kodak brasileira comemorava a exportação, para os Estados Unidos, de US$ 8 milhões em papel fotográfico colorido, tudo produzido pela unidade in­dus­trial da empresa, em São José dos Campos (SP).

se em im­pul­sio­nar as pequenas e mé­dias empresas. Tanto, que em novembro de 1984 foi rea­li­za­do o IV Congresso Brasileiro da Pequena e Média Empresa, em pleno Senado Federal, em Brasília. O cu­rio­so foi o tema do evento: “Pequena e Média Empresa, liberdade, democracia e retomada do desenvolvimento”, que soa­va mais como um grito de basta ao regime de exceção que governava o País até então.

Florestas plantadas

como matéria de capa uma reportagem sobre as ações dos Grupos Setoriais da Abigraf-SP no sentido de in­fluen­ciar decisões de interesse do setor gráfico em meio à pressão exercida por uma economia recessiva, como era a do País naquele ano. “Os grupos setoriais são verdadeiras células que dão vida à entidade”, disse José Aidar, então coor­de­na­dor do Grupo Se­to­rial de Cadernos e um dos idea­li­za­do­ res desse sistema.

importação de diversos itens, a Bolsa de Ne­gó­cios do Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Estado de São Paulo (Ceag), antigo órgão do a­ tual Sebrae, promoveu a 1ª Mostra de Na­cio­na­li­ za­ção de Importados da Cia. Suzano de Papel e Celulose. O evento recebeu mais de uma centena de visitantes interessados em na­ cio­na­li­zar 63 produtos dos 141 itens expostos pela empresa, em es­pe­cial os ele­troe­le­trô­ni­cos.

Intercâmbio I

Ao longo de 1984, o Senai passou a despertar o interesse de estudantes de outros paí­ses. Nada menos que vinte alunos angolanos, equatorianos, pa­ra­guaios, mexicanos e uru­guaios receberam bolsas governamentais de seus paí­ses de origem para es­ta­gia­rem nos cursos de artes gráficas oferecidos pela instituição.

Intercâmbio II

Muita gente vem aprendendo que 100% das florestas destinadas à

Em 18 de julho de 1984, a Abigraf Na­cio­nal e o Senai assinaram

produção de papel e celulose no Brasil são cultivadas para essa finalidade. O que pouca gente sabe é que o País sempre se destacou na pesquisa genética para reprodução de es­pé­cies vegetais. Este foi o caso da Aracruz Florestal, pre­mia­da em 1984 pela Fundação Marcus Walleberg, da Sué­cia. Seus técnicos e cien­tis­tas aperfeiçoaram os processos para obter madeira mais homogênea e de melhor qualidade.

convênio de coo­pe­ra­ção tecnológica no campo da indústria gráfica com a Câmara Na­cio­nal da Indústria de Artes Gráficas, no México. Entre as metas do documento, estava o compromisso de promover intercâmbio de ex­pe­riên­cias, conhecimentos e novos progressos no campo da formação de recursos humanos. julho /agosto 2014  REVISTA ABIGR AF

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Revista Abigraf 272  
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