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Sindgráfica celebra 70 anos com lançamento de livro histórico Obra conta com textos de abertura dos presidentes da Abigraf Nacional e da Fiec. Resgate histórico mostra a trajetória da indústria gráfica no Brasil, destacando o pioneirismo do Ceará.

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livro “Sindgráfica – 70 anos”, com coor­de­na­ção edi­to­rial de Francilio Dourado Filho, marca a celebração do aniversário de fundação do Sindicato da Indús­ tria Gráfica no Estado do Cea­rá. No texto de abertura, o presiden­ te do Sindgráfica, Eulálio Costa, destaca que a obra pretende re­ tratar um pouco da trajetória da entidade, suas lutas e a determi­ nação em travá-​­las. Na mensa­ gem de abertura, o então presi­ dente da Abigraf Na­cio­nal, Fabio Arruda Mortara, lembra que o Cea­rá, não por acaso, mas sim por uma história de pioneirismo, foi uma das primeiras pro­vín­cias a produzir um jornal diá­rio, lançado pouco depois que a imprensa foi liberada, quando da vinda da Fa­ mília Real para o Brasil, em 1808. “Dos pri­mór­dios aos dias de hoje, momentos como esse agora ga­ nham expressão nesse livro, re­ pleto de registros de grande va­ lor histórico, que reconta detalhes da evolução da indústria gráfica cea­ren­se e da trajetória dos ho­ mens que a cons­ti­tuí­ram com seu trabalho incansável”.

A obra de pouco mais de 300 páginas, com belo projeto grá­ fico e cuidadoso resgate históri­ co, parte das origens da indústria gráfica no mundo, conta a história do Sindgráfica até os dias de hoje, destaca a traje­ tória de algumas das principais in­ dús­trias do Esta­ do e retrata as homenagens às empresas e pes­ soas que cons­ truí­ram essa his­ tória, a exemplo de Peter Rohl, o alemão que se tornou qua­ se um cea­ren­se. Um dos mais destacados es­pe­cia­ lis­tas do setor, ele deu inúmeras contribuições à indústria gráfica local e na­cio­nal, por isso mesmo, ganhando capítulo à parte no livro. FUNDADORES No segundo capítulo, em texto que valoriza a con­tex­tua­li­z a­ção histórica, o autor rememora a fun­ dação do Sindgráfica. “( . . .) no dia

4 de agosto de 1943, instalados na sede da Companhia Na­cio­nal Pró-​ ­Sindicalização em Massa, sita na rua Barão do Rio Branco, 557, Fortaleza, reú­nem-​­se os só­cios das firmas tipográficas Bezerra & Braga, H. Ribeiro, José Batista Chacon, S. Sá, Assis Bezerra & Cia, Antenor Silva, Ramos & Pouchain, Arlindo Previtali, Ma­noel dos Santos, Mario Jataí & Cia. Ltda., e A. Batista Fontenele, com o propósito de fundar a As­so­cia­ção Pro­ fis­sio­nal da Indústria da Tipografia no Estado do Cea­rá”. “O Sindigráfica iniciou sua tra­ jetória em 1943. Ao longo das úl­ timas sete décadas, o sindicato tem liderado um processo de evo­ lução econômica, so­cial e tecno­ lógica das empresas a ele fi­lia­ das, contribuindo inegavelmente para o fortalecimento do nosso Estado”, pontua Roberto Macêdo,

presidente da Federação das In­ dús­trias do Estado do Cea­rá (Fiec) na introdução do livro, que rece­ beu apoio da federação. Vale lem­ brar que o Sindgráfica, juntamen­ te com outros quatro sindicatos, foi um dos idea­li­za­do­res e funda­ dores da Fiec, em 1950. Nas pala­ vras do presidente da Fiec, a ini­ cia­ti­va do Sindgráfica ao elaborar o livro é muito importante. “Es­pe­ cial­men­te pelo fato de reconhecer e enaltecer as his­tó­rias de homens e mulheres que, com talento, tra­ balho, espírito em­preen­de­dor, de­ terminação e força de vontade, fi­ zeram e fazem parte da história do setor gráfico no Estado do Cea­rá”. Para o presidente do Sindgrá­ fica, o livro tem importância fun­ damental por desenhar uma jor­ nada vi­to­rio­sa, após um caminho longo e difícil. “Somos sabedo­ res de que, a cada dia, os de­sa­ fios são renovados, um pouco as­ sustadores, é bem verdade, mas acreditamos que, com ­u nião, trabalho e im­buí­dos do espírito dos nossos precursores, havere­ mos de também ser vi­to­rio­sos”, assinala Eulálio Costa.

Copagrem discute ambiente político e econômico Comitê da Fiesp defende que a indústria gráfica precisa se envolver mais com as pautas de seu interesse.

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ma postura ativa por parte da indústria gráfica brasileira e mais entrosamento com pautas políticas. A declaração, que seria um quesito necessário na busca por soluções às principais deman­ das do setor, foi feita durante o úl­ timo encontro do Comitê da Ca­ deia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem), rea­li­za­do em 30 de junho. O grupo se reuniu na sede da Federação das In­dús­ trias do Estado de São Paulo (­Fiesp)

sob o comando de Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindigraf­ -SP e coor­de­na­dor do Copagrem. As apresentações individuais fi­ caram por conta de Elizabeth de Car ­va­lhaes, presidente-​­executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Eduar­do Salomão, diretor do Sindicato Na­cio­nal dos Editores de Livros (Snel); Thomaz Zanotto, di­ retor do Departamento de Rela­ ções Internacionais e Comércio Ex­ te­rior (Derex) da ­Fiesp; e de Carlos

REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2014

Melo, professor de Ciên­cia Política do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e colunista da TV Estadão. Também foram feitas apresenta­ ções dos grupos de trabalho de Valorização da Comunicação Im­ pressa, Competitividade, Tributação e Papel e Sustentabilidade. MERCADO EXTERNO Elizabeth Car­va­lhaes falou sobre a cria­ção da Ibá — que congrega as antigas Abipa, Abiplar, Abraf e

Bracelpa —, explicando que o ob­ jetivo da entidade é fortalecer o mais novo setor in­dus­trial do País. “O Brasil precisa ser reconheci­ do como dono da maior expertise em floresta plantada”, disse. A pri­ meira conquista, que abre cami­ nho para o viés econômico e in­ dus­trial que a Ibá tem como norte, foi o decreto pre­si­den­cial que le­ vou as florestas plantadas do Mi­ nistério do Meio Am­bien­te para o Ministério da Agricultura.

Revista Abigraf 272  
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